Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro concede Medalha Tiradentes a Olavo de Carvalho. Aqui.

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

A Nova Ordem Mundial e as Drogas

Dois artigos do site ADMIRÁVEL MUNDO NOVO


Descriminalização da maconha
http://novaordemglobal.blogspot.com/2009/02/admiravel-mundo-novo-nova-ordem-mundial_20.html
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009


Recentemente um grupo importante de pessoas lançou um debate sobre a descriminalização da maconha no Brasil. A proposta é que o consumo pessoal e o uso terapêutico da droga não sejam mais crimes no país, o debate é recente e ainda vai demorar até que saibamos se esta proposta vai realmente ter desdobramentos, mas a abertura desse debate já é bastante preocupante, e para enterdermos melhor como esse assunto se relaciona com a Nova Ordem Mundial, precisamos entender o plano de seis etapas para a mudança do comportamento, através desse plano os agentes da Nova Ordem Mundial levam a sociedade a aceitar novas atitudes e novos valores, conformando-se aos seus desígnios malignos.


Compreendendo o Plano de Seis Etapas para a Mudança do Comportamento.
http://www.espada.eti.br/n1055.asp


Primeira etapa: alguma prática tão ofensiva que nem deveria ser discutida em público é defendida por um especialista respeitado em um foro respeitável;


Segunda etapa: a princípio, o público fica chocado, depois indignado;


Terceira etapa: no entanto, o simples fato que tal coisa tenha sido debatida publicamente torna-se o assunto do debate;


Quarta etapa: no processo, a repetição prolongada do assunto chocante em discussão gradualmente vai anulando seu efeito;


Quinta etapa: as pessoas não ficam mais chocadas com o assunto;


Sexta etapa: não mais indignadas, as pessoas começam a debater posições para moderar o extremo ou aceitam a premissa, procurando os meios de atingí-la.


Agora vamos aos fatos:


A etapa 1 já teve início. Na última reunião da Comissão Latino-Americana sobre Drogas e Democracia estavam presentes o ex-presidente do Brasil Fernando Henrique Cardoso, Ernesto Zedillo, ex-presidente do México e o ex-presidente da Colômbia, César Gavíria, encabeçando uma comissão de 17 especialistas e personalidades.


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Os três ex-presidentes reunidos na Comissão Latino-Americana sobre Drogas e Democracia.


O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, dirigente da comissão, defendeu a descriminalização do uso da maconha, e declarou que "precisamos quebar o tabu que bloqueia o debate."


A proposta consta de um documento que será apresentado aos governos da região e será levado para debate na Oraganização das Nações Unidas em março.


No dia seguinte as declarações de Fernando Henrique Cardoso o ministro da saúde, José Gomes Temporão, defendeu a abertura de um amplo debate sobre a descriminalização da maconha, e agendou uma reunião com o ministro da justiça, Tarso Genro, o secretário especial de Direitos Humanos, Paulo Vannuchi e o ministro do meio ambiente, Carlos Minc, para discuttir mudanças na legislação de combate as drogas e como a saúde pode se preparar para o caso de realmente haver a descriminalização.


images-temporão.jpg José Gomes Temporão


A etapa 2 está transcorrendo até fácil demais, até agora não houve indignação da sociedade, os meios de comunicação, dominados em sua maioria por esquerdistas de todos os matizes, parecem ignorar o assunto. A única exceção foi a revista ÉPOCA, que publicou o assunto como matéria de capa, a matéria é um tanto insossa, e os comentários online não são tão indignados quanto deveriam ser. Esta etapa está praticamente concluída.


A etapa 3 nos leva a reportagem de capa da revista ÉPOCA. O assunto que antes era tabu, chegava a ser tratado como folclórico, coisa de político cabeça feita como Fernando Gabeira, agora é assunto de discussão e comentários de pessoas sérias, sendo debatido abertamente. Embora sem o vigor que tal debate mereceria por parte da sociedade.


Como este é um assunto muito sério, é de se supor que este debate já vinha ocorrendo em círculos restritos e agora veio a público. A rapidez dos acontecimentos é realmente surpreendente. Em poucos dias elaborou-se um documento que em breve estará em discussão na ONU, paralelamente no Brasil os ministros da saúde, da justiça e do meio ambiente discutem modificações nas leis prevendo a descriminalização da maconha.


O controle do mercado das drogas é fundamental na Nova Ordem Mundial, não por causa da manutenção da lei e da Ordem, mas por ser um dos negócios mais lucrativos do mundo, juntamente com a prostituição e o tráfico de armas, e ainda porque através do controle da distribuição das drogas lícitas o Estado terá o controle sobre a população.


O livro Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley, nos dá uma idéia de como os planejadores da Nova Ordem Mundial pretendem usar drogas como meio de controle social. Neste livro, onde a sociedade é dominada por um Estado totalitário, todas as pessoas são obrigadas a tomar uma droga chamada Soma, a finalidade é manter a ordem controlando as mentes das pessoas, mantendo-as dóceis e perfeitamente conformadas com os seus papéis sociais; através de uma dose diária, obrigatória para todos, de Soma, punindo severamente os recalcitrantes, todos trabalhando como autômatos em profissões para as quais são programados desde a infância. Este é o Admirável Mundo Novo da Nova Ordem Mundial, onde haverá Paz e Segurança, mas não privacidade e liberdade.


Agora só nos resta esperar a reunião da ONU para sabermos qual direcionamento será dado a questão do combate as drogas, uma vez que este é um assunto que interessa ao mundo todo.


***

Dinheiro das drogas salvou os bancos na crise global, afirma conselheiro da ONU
http://novaordemglobal.blogspot.com/2009/12/dinheiro-das-drogas-salvou-os-bancos-na.htmlsegunda-feira, 28 de dezembro de 2009




Dinheiro de drogas no valor de bilhões de dólares manteve o sistema financeiro flutuando à tona no pico da crise global, contou ao the Observer o czar das drogas e crime das Nações Unidas.


Antonio Maria Costa, diretor do escritório das Nações Unidas para Drogas e Crime, disse que viu evidências de que os rendimentos do crime organizado era "o único capital de investimento líquido" disponível para alguns bancos no limiar do colapso do ano passado. Ele disse que a maior parte dos $352 bilhões (216 bilhões de euros) dos lucros das drogas foi absorvida no sistema econômico como resultado.


Isso levanta questões sobre a influência do crime no sistema econômico em tempos de crise. Também desperta um exame adicional do setor bancário enquanto líderes mundiais, incluindo Barack Obama e Gordon Brown, pedem por Novas Regulamentações para um Fundo Monetário Internacional. Falando de seu escritório em Viena, Costa disse que há evidências de que o dinheiro ilegal estava sendo absorvido no sistema financeiro foi primeiro chamado a sua atenção pelas agências de inteligência e promotores ao redor de 18 meses atrás. "Em muitos exemplos, o dinheiro das drogas era o único capital de investimento líquido. Na segunda metade de 2008, a liquidez era o principal problema do sistema bancário e, portanto capital líquido se tornou um fator importante," ele disse.


"Empréstimos entre bancos foram financiados pelo dinheiro que se originou do comércio de drogas e outras atividades ilegais... Havia sinais de que alguns bancos foram resgatados dessa forma." Costa recusou identificar países ou bancos que podem ter recebido algum dinheiro de drogas, dizendo que seria inapropriado porque seu escritório é para encaminhar o problema, não atribuir culpa (Cavaleiro do Templo: como assim? Se eu souber que existe um estuprador no meu bairro e souber quem é o sujeito seria moralmente aceitável que eu não conte para ninguém? A ONU é a casa dos maiores criminosos do planeta como estamos percebendo "nêstis têmpus" e portanto a proteção ao tráfico não deveria assustar ninguém). Mas ele disse que o dinheiro é agora parte do sistema oficial e tinham sido efetivamente lavado.


"Este foi o momento (o ano passado) quando o sistema estava basicamente paralisado por causa da má vontade dos bancos de emprestar dinheiro uns aos outros. A progressiva liquidização do sistema e a progressiva melhoria de alguns bancos dos valores de suas ações (significou que) o problema (do dinheiro ilegal) tinha se tornado muito menos sério do que estava", ele disse.


O FMI estimou que grandes bancos dos Estados Unidos e europeus perderam mais de $1 trilhão de ativos tóxicos e de empréstimos ruins de janeiro a setembro de 2009 e mais de 200 dos que emprestavam para hipotecas faliram. Muitas grandes instituições ou faliram, foram adquiridos sob pressão, ou foram objeto de absorção pelo governo.


Acredita-se que agora as gangues fazerem a maior parte de seus lucros do comércio de drogas e está estimado valer 352 bilhões de euros, diz a ONU. Eles tradicionalmente mantiveram os rendimentos em dinheiro ou levado para o estrangeiro para esconder das autoridades. É entendido que a evidência de que o dinheiro das drogas que fluiu para os bancos veio de funcionários da Inglaterra, Suíça, Itália e dos Estados Unidos.


Os banqueiros britânicos gostariam de ver qualquer evidência que Costa tenha para respaldar suas afirmações. Um porta-voz da Associação de Banqueiros Britânicos disse: "Nós não temos sido parte de nenhum diálogo regulador que apóie uma teoria deste tipo. Houve claramente uma falta de liquidez no sistema e até certo ponto isso foi suprido pela intervenção dos bancos centrais."



PRISÃO SEM GRADES: Hegemonia de Gramsci

Fonte: ANATOLLI

9 de Setembro de 2009 às 09h 27m

V O C Ê S A B I A?

BodyPart - BodyPart


“A manipulação da opinião pública por todos os meios de comunicação social (a mídia, a cátedra acadêmica, o ensino médio, a manifestação artística, a literatura, etc.) foi capaz de modificar os valores e conceitos tradicionais das pessoas, massificando seus juízos, interpretações a atitudes. Na verdade, as pessoas foram privadas do poder de critica e da capacidade de elaborarem opiniões próprias independentes. Parece que traçaram um círculo de giz em torno de si e se deixaram encerrar em uma prisão sem grades. Muralhas invisíveis são construídas pelo senso comum modificado, vigiadas pelo “patrulhamento ideológico” e pela auto-censura do “politicamente correto”. Dentro da prisão, todos têm a mesma opinião, os mesmos pontos de vista, sempre coincidentes com as palavras-de-ordem e chavões ideológicos difundidos e repetidos até adquirirem condição de verdade absoluta. Mesmo aquelas pessoas mais esclarecidas acabam sucumbindo à insistência e ao temor da vigilância intelectual. Temem ser consideradas “aberração individual”.

Sérgio Augusto de Avellar Coutinho in “Cadernos da Liberdade

Diferenças decisivas

Diferenças decisivas

Olavo de Carvalho

Diário do Comércio
, 28 de dezembro de 2009
http://www.olavodecarvalho.org/semana/091228dc.html



Ainda esclarecendo o artigo "Armas da liberdade": Se a política revolucionária continua avançando de vitória em vitória a despeito da revelação de seus crimes e do seu fracasso estrondoso no campo econômico-social, é porque ela é em essência uma estratégia da tomada do poder, independente e desacompanhada de qualquer sabedoria quanto ao modo de exercê-la em benefício do povo. A administração estatal revolucionária consiste em nada mais que homicídio, roubo e mendacidade organizada, mas o conjunto de meios que os revolucionários criaram para destruir seus inimigos e conquistar o poder total é um prodígio de racionalidade e eficiência. Tão notório é esse fenômeno, que muitos liberais e conservadores, vendo a impossibilidade de deter o avanço das forças revolucionárias, acreditam que a única possibilidade de derrotá-las é esperar que cheguem ao poder e se destruam a si mesmas por incapacidade de administrá-lo. O preço dessa estratégia quietista é tão grande, em danos e sofrimentos, que suas culpas se igualam às da própria revolução, mesmo sem contar o fato de que os revolucionários, por definição e hábito consagrado, jamais são demovidos de seus fins pela mera constatação de seus fracassos, os quais sempre podem ser descontados como erros acidentais ou debitados na conta da "reação" e assim transfigurados em novos estímulos ao avanço do processo revolucionário. Como a essência da revolução é destruição e nada mais, sua própria autodestruição faz parte do processo e não debilita o movimento no mais mínimo que seja. Liberais e conservadores, como apostam tudo na eficiência econômico-administrativa, caem sempre na esparrela de medir o adversário por si mesmos, esperando que aquilo que seria letal para eles possa fazer a ele algum mal. A pobreza e o caos derrubam governos democráticos, mas para uma ditadura revolucionária podem ser o pretexto salvador de que ela necessita para militarizar a sociedade e unificar o povo sob a bandeira do ódio ao inimigo. Cada vez que falta carne, pão e leite na mesa dos venezuelanos, cubanos ou norte-coreanos, a revolução prende ou mata mais alguns bodes expiatórios e emerge revigorada desse ritual macabro.

A diferença decisiva entre revolução e reação é que a primeira tem uma visão abrangente e unitária do alvo a ser destruído -- a "civilização ocidental" --, enquanto a segunda se conforma com uma estratégia parcial e minimalista, encarando a proposta revolucionária como uma coleção de metas separadas e inconexas, combatendo umas e negociando com outras, seja na esperança vã de dividir as forças inimigas, seja no intuito de "adaptar-se aos tempos", sem perceber que com isto concede ao adversário o monopólio da interpretação da História e, assim, a vitória inevitável a longo prazo.

Dessa diferença decorre outra. O combate revolucionário é total, radical e implacável: nada releva, nada perdoa, nada deixa escapar. Quando cede num ponto, é em caráter provisório, pronto a retomar o ataque na primeira oportunidade. Para isso, todas as armas são válidas, todos os meios legítimos. Como o revolucionário não conhece valores mais altos do que o combate revolucionário em si, a completa falta de escrúpulos no trato com o inimigo é para ele a mais excelsa obrigação moral. Seus meios vão desde a violência genocida até a mentira organizada, a chantagem emocional, o suborno em massa e a redução da alta cultura a instrumento do engodo revolucionário. Já a reação é travada não só por escrúpulos de polidez mas pela obsessão seletiva que a impede de combater o movimento revolucionário em si e na totalidade, francamente, diretamente, limitando-a a alvos parciais, quando não amarrando-lhe as mãos mediante o compromisso de "despolitizar" o combate para não ser acusada de exagero extremista, sem que ela note que, por definição, todo ataque despolitizado é de mão dupla, podendo ser facilmente desviado contra o atacante.

A "direita" continuará caindo de derrota em derrota enquanto não parar de esfarelar suas forças numa confusão de investidas parciais e concessões suicidas e não começar a dirigir seus ataques ao coração mesmo do inimigo. Mas para isso é preciso conhecer a identidade desse inimigo como ele conhece a do seu. Se o alvo de seus ataques é a "civilização ocidental", o da direita tem de ser, não esta ou aquela proposta isolada, mas o movimento revolucionário enquanto tal, tomado como unidade diversa na totalidade das suas manifestações as mais díspares e em aparência heterogêneas. Já demonstrei, em centenas de aulas, conferências e artigos, em que consiste essa unidade, que os intelectuais liberais e conservadores jamais tinham percebido antes

(v., por exemplo,

Enquanto o centro vital do movimento revolucionário não se tornar visível aos olhos de todos, ele não poderá ser atacado com a eficácia letal com que os revolucionários vêm ferindo e sangrando a "civilização ocidental".

Uma vez articuladas em torno desse centro, as várias correntes da "direita" poderão colaborar numa estratégia unificada em vez de boicotar-se umas às outras. Quando perceberem a unidade por trás dos alvos ocasionais e isolados -- para não dizer completamente ilusórios -- que têm procurado acertar em vão, conservadores religiosos e laicos, liberais clássicos e modernos e até extremistas de direita podem tornar-se um exército organizado em defesa da civilização ocidental, sem nada ceder de suas diferenças específicas.

No Brasil, o alvo ocasional por excelência é o "petismo", ou, mais particularizadamente ainda, o "governo Lula". Na esperança de unir todas as forças contra esse inimigo de ocasião, e, mais ainda, de arregimentar para isso até mesmo certas correntes de esquerda ou do próprio PT, o que a direita vai conseguir é uma vitória de Pirro, ajudando a esquerda a cortar na própria carne para, uma vez mais, sair fortalecida da revelação de seus crimes e pecados.

O inimigo americano

Fonte: INSTITUTO MILLENIUM
25/12/2009


Convidado - Demétrio Magnoli


Não é falsa, mas gera pouca luz a tese predominante sobre as motivações originais da política externa do governo Lula. Essa tese assegura que a política externa inaugurada na primeira posse de Lula foi concebida como uma compensação “de esquerda” à política econômica ortodoxa capitaneada por Antonio Palocci e Henrique Meirelles.

As coisas são mais complicadas. Numa ponta, a substituição de Palocci por Guido Mantega introduziu uma ambivalência na política econômica, que agora combina um núcleo ortodoxo com iniciativas orientadas pelo programa do capitalismo de Estado. Na outra, a política externa sofreu uma inflexão sutil, que acentua suas inclinações antiamericanas. A crise em Honduras, a visita do iraniano Mahmoud Ahmadinejad e a aprovação parlamentar do ingresso da Venezuela no Mercosul delineiam os contornos de um novo cenário.

Na montagem de seu primeiro governo, Lula entregou nove décimos da política econômica aos liberais ortodoxos, deixando apenas o feudo do BNDES ao grupo nacionalista ligado a Carlos Lessa, que teve vida curta. A política externa, em contraste, foi dividida equitativamente entre os ultranacionalistas, representados pelo secretário-geral do Itamaraty, Samuel Pinheiro Guimarães, e a corrente majoritária petista inspirada pelo castrismo e personificada no assessor presidencial Marco Aurélio Garcia. O ministro Celso Amorim, um mestre da maleabilidade política, da dissimulação e do equívoco, ficou encarregado de administrar a coalizão de interesses, que só é estranha na superfície.

A ponte entre as visões de mundo dos dois grupos é constituída pelo antiamericanismo. A esquerda bafejada pelo castrismo norteia-se por uma caricatura da teoria do imperialismo que substitui o sistema de relações da economia mundial pelo “império americano”. Os ultranacionalistas, cujas referências históricas formam um panteão que conecta Getúlio Vargas a Ernesto Geisel num mesmo “projeto nacional”, encaram os EUA como a fonte principal dos valores odiosos de democracia política e liberdade econômica. Uma política externa consistente, mesmo se abominável, pode emanar de tal coalizão.

Lula, hoje todos sabem, não é uma rainha da Inglaterra. Ele arquitetou seu governo como um caleidoscópio de grupos de interesses, mas nunca renunciou ao exercício do comando efetivo. Amorim qualificou-o como o “Nosso Guia”, lançando mão de um panegírico ridículo para produzir uma asserção verdadeira. O presidente, um provinciano incorrigível, jamais nutriu interesse pela política internacional, interpretando a política externa essencialmente como um instrumento para a edificação de sua imagem de estadista. No primeiro mandato, com essa finalidade, o “guia” definiu como meta prioritária a ascensão do Brasil à condição de membro permanente do Conselho de Segurança (CS) da ONU.

Lula cultivou uma relação pessoal com George W. Bush e o Brasil atendeu a um pedido expresso da Casa Branca para liderar a missão da ONU no Haiti, oferecendo uma solução à crise aberta por um gesto aventureiro dos neoconservadores americanos. O Itamaraty cuidou de amenizar a crítica brasileira à geopolítica de Bush no Oriente Médio e de não fazer nenhuma menção significativa aos escândalos de direitos humanos em Abu Ghraib e Guantánamo. O presidente e o ministro Amorim alimentavam a esperança de retribuição, na forma do apoio de Washington ao ingresso definitivo do País no CS. Mas, previsivelmente, os EUA decidiram não imolar sua política para a ONU no altar da obsessão do Brasil.

No segundo mandato, em virtude do fracasso daquela pleiteação, Lula afrouxou as rédeas que cerceavam o impulso antiamericanista da coalizão de política externa. A virulência desse impulso não diminuiu, mas cresceu, com a troca de comando na Casa Branca. O aparente paradoxo decorre de um temor fundamentado: enquanto as diretrizes de Bush serviam como contraponto ideal para as manifestações de apreço do Brasil a tiranos de diversos matizes, as de Obama tendem a restaurar a credibilidade dos valores políticos defendidos pelos EUA.

A alardeada “química pessoal” entre Lula e Bush deu lugar a uma crescente hostilidade retórica contra os EUA, expressa no tom arrogante das críticas à cessão do uso das bases militares colombianas, e a gestos antes impensáveis: a conversão da embaixada hondurenha em tribuna para Manuel Zelaya, o apoio explícito à duvidosa reeleição de Ahmadinejad e a proclamação de confiança no suposto caráter pacífico do programa nuclear iraniano. Nesse curso, pouco antes da visita de Arturo Valenzuela, novo secretário-assistente para as Américas, Marco Aurélio Garcia manifestou publicamente a “decepção” brasileira com a política de Obama para a América Latina - uma iniciativa que desafia as convenções da diplomacia entre países amigos.

O ato mais recente na escalada triunfante do antiamericanismo foi a admissão pelo Senado do ingresso da Venezuela no Mercosul, uma decisão de amplas repercussões, derivada de intensa pressão do Executivo sobre a sua base parlamentar. A presença de Hugo Chávez implicará a “morte” do Mercosul original, como anunciou certa vez o próprio venezuelano, e sua conversão numa plataforma de denúncia permanente do “império”. Não é, obviamente, um cenário ideal para a parceria entre EUA e Brasil com a qual contava Obama na hora em que anunciou as grandes linhas de sua política latino-americana.

Política externa é a expressão internacional dos valores e dos interesses da sociedade nacional. Não é a esfera adequada para a veiculação de doutrinas partidárias ou de correntes ideológicas minoritárias. É o campo da unidade, não da confrontação interna. No primeiro mandato de Lula, a política externa brasileira oscilou no interior dos limites de uma tradição. No segundo, ela viola essa tradição, transformando-se aos poucos num pátio de folguedos de ideólogos irresponsáveis.

Padre Gelson defende “frei” Betto e dirige doces palavras ao blogueiro

Fonte: BLOG DO ANGUETH
Sábado, Dezembro 19, 2009


Cavaleiro do Templo: não me admira que a Igreja esteja ficando cada vez mais vazia. Veja o tipo de padre que está lá dentro. Abaixo do post alguns comentários do tal padre com resposta do autor do artigo (Blog do Angueth).



Padre Gelson, sendo admirador de “frei” Betto, escreve ao blog para protestar contra o artigo Ufa! “Frei” Beto, finalmente, confessa não ser católico. A primeira grande lição, sutil é verdade, que o doce padre me dá é que o apelido do “frei” se escreve com “tt”. Fica mais sofisticado mesmo! Não pega bem para alguém tão moderno, com tantas idéias novas –como o aborto, a modernização da Igreja, o ecumenismo, o comunismo, etc. – não pega bem se chamar apenas Beto. Este nome talvez coubesse a um carpinteiro da Galiléia, mas não a pessoa tão sofisticada, de idéias tão avançadas.


Mas vamos à mensagem simpática do padre Gelson: “Olá...leio aqui abaixo que os comentários devem ser aprovados pelo autor do blog: portanto, vc só posta o que te interessa. Mesmo assim, voce lendo meu comentário já basta. Você é analfabeto pois nem sabe que a palavra TEMOR, tem dois sentidos. tire esse lixo de blog do ar e para de publicar idéias ridículas sobre nosso querido frei Betto. Grato! Padre Gelson


É verdade, Pe. Gelson, eu só posto o que me interessa. Foi para isto que criei o blog. Aqui só se publica o que me interessa. Mas veja que seu comentário me interessou. Interessou-me tanto que ele ganhou um post.


Interessou-me primeiro pela sua maneira educada de se dirigir a mim: chamou a mim de analfabeto, ou seria analfabetto?, e ao meu modesto blog de lixo. Analfabeto, considero que não sou, pois escrevo bastante aqui, e em outros lugares, e também leio um bocado. Sua apreciação sobre o blog – lixo foi o adjetivo – é completamente aceitável. Um blog que se objetiva católico não pode agradar a todo mundo, nem à maioria. Não pode nem mesmo agradar a todos os padres, no atual momento da Igreja. E pode de fato ser que ele seja mesmo muito ruim. Aceito sua apreciação com tranqüilidade, creia-me.


Interessou-me, em segundo lugar, pela fúria que lhe causou minhas observações sobre as idéias de seu querido “frei” Betto. Mas, padre, sendo eu católico e sendo o senhor padre, não daria para o senhor, ao invés da fúria – da ira, do descontrole – tentar me explicar o que tem a ver os dois significados da palavra TEMOR, com o que eu disse sobre “frei” Betto? Sua ira lhe impediu de ler um dos comentários que faço no referido post sobre os dois temores: o filial e o servil. O senhor está, por acaso, dizendo que não devemos um desses temores a Deus? Que não Lhe devemos o temor filial? Que não Lhe devemos o temor servil? Não creio que seja isso, pois se o senhor negar quaisquer desses dois temores a Deus, o senhor cometerá falta grave. Creio que o senhor não sendo analfabeto como pensa que sou, e sendo padre e tendo freqüentado algum seminário deve ter lido, pelo menos, os quatro primeiros capítulos do Eclesiástico. Eles são um pequeno tratado sobre o temor de Deus. O temor de Deus de que fala Santo Agostinho, citado no post em questão, é o temor nos dois sentidos, padre. Ele é o fundamento do catolicismo, do amor a Deus, do amor a Nosso Senhor Jesus Cristo.


Mas, padre, isso são conceitos e idéias de um analfabeto, segundo sua avaliação. O senhor é padre e tem a obrigação de ensinar a Doutrina da Igreja, tem a obrigação de corrigir os fiéis em seus erros. Padre, diga-me, e a todos os meus leitores, onde está a falha no meu raciocínio, onde está o erro em minha análise. Digo que ninguém a que falte o temor a Deus, nos dois sentidos, pode ser considerado ou se considerar católico. Onde isto está errado? Corrija-me, padre, por caridade!


Uma observação sobre analfabetos, padre. À frase “tire esse lixo de blog do ar e para de publicar idéias ridículas” falta, no mínimo, o fundamental paralelismo verbal. Sendo a frase imperativa, ou bem o senhor diz “tire esse lixo de blog do ar e pare de publicar idéias ridículas” – neste caso, o senhor estaria usando a terceira pessoa, você – ou bem o senhor diz “tira esse lixo de blog do ar e para de publicar idéias ridículas” – caso em que o senhor estaria usando a segunda pessoa, tu. Ficaria melhor também que o senhor dissesse “este blog” no lugar de “esse blog”, pois o senhor estava postando um comentário no próprio blog.


Mas, padre, isso não tem importância nenhuma, pois o senhor tornou muito clara a sua confusa fúria.


*** agora os comentários de "padre" e do sr. Angueth ***

Anônimo disse...


Vou explicar o sentido do termo TEMOR, embora teu pedido esteja carregado de ironia. O que você fez foi um reducionismo, considerando apenas o sentido de RESPEITO para a palavra TEMOR, ou seja, você fala em respeito filial e respeito servil. Estou de acordo que devemos todos estar imbuídos deste respeito em relação a Deus. O que Frei Beto disse foi:"do que é invisível só não temo Deus" (ele não disse "não temo a Deus") Isso significa: "não tenho medo de Deus". Eu também não tenho medo de Deus. Nem ameaço meus paroquianos com a imagem de Deus juiz e castigador como aconteceu na Idade Média e como acontece ainda hoje com teu grupo com fins claros de manter as pessoas subjugadas enquanto as elites econômicas, políticas e também religiosas gozam de privilégios sem fim. Perdoo tua confusão hermenêutica, mesmo em relação a uma sentença tão simples. O que não posso aceitar calado é a públicação de afrontas que tentam macular a biografia de um grande profeta como frei Beto a partir de um erro de interpretação.

Grato! padre Gelson

Antonio Emilio Angueth de Araujo disse...


Divido a resposta em duas partes por limiitação do Blogger


1a. Parte

Padre, obrigado por sua resposta.

De novo, padre, o senhor mantém sua fúria. O senhor diz que tenho um grupo que tenta manter as pessoas subjugadas “enquanto as elites econômicas, políticas e religiosas ...”. Padre, não precisou de muito para o senhor se revelar. O senhor é um marxistazinho de meia tigela, tentando vender sua ideologia na forma de religião. Meu grupo, padre, é um antigo grupo. Ele foi fundado, há uns dois mil anos, por Nosso Senhor Jesus Cristo e se chama Igreja Católica. Hoje este grupo é liderado por um representante de Cristo na Terra, que se chama Papa Bento XVI.

O senhor fala não acreditar que Deus seja juiz e castigador. Padre, o senhor acredita no Juízo Final? Vamos ver se o senhor acredita nesta passagem: “Quando pois vier o Filho do homem na sua majestade e todos os anjos com ele, então se sentará sobre o trono da sua majestade. Serão todas as gentes congregadas diante dele, o qual separará uns dos outros, como o pastor separa as ovelhas dos cabritos. Porá as ovelhas à sua direita e os cabritos à esquerda. Então, o rei dirá aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai, possuí o reino que vos está preparado desde a criação do mundo, porque tive fome (...) Então também dirá aos que estiverem à esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, que foi preparado para o demônio e para aos seus anjos (...) Esses irão para o suplício eterno, os justos para a vida eterna.” (Mt 25, 31-46.) Que tal padre? Use sua hermenêutica para me explicar esta passagem de um Deus que, segundo sua interpretação completamente contrária à Doutrina da Igreja, não é juiz.

Esta passagem também revela as duas dimensões da palavra temor. O senhor novamente se engana com o que seja temor e com o que o “frei” Betto disse. Aliás, eu elogiei o senhor por ter escrito certo o apelido de seu profeta e agora o senhor escreve Beto apenas. Terá sido porque o senhor quis fazer seu profeta um pouco mais humilde, um pouco menos sofisticado? Mas sigamos. Se o senhor fosse a um dicionário antes de me responder, talvez tivesse compreendido o que eu e o seu profeta dissemos. Um significado da palavra temor é o temor filial, ou seja, respeito, receio de ofender a um ser tão bom. O outro é o temor servil, ou seja, medo do castigo. Não há mais nada. Esses dois temores são os que temos de ter de Deus: o respeito de filhos, por merecimento de Nosso Senhor Jesus Cristo, e o temor de Sua justiça, como juiz. Este último temor só tem os humildes, que se sabem pecadores, que se sabem merecedores do inferno, não fosse pelo Santo Sacrifício da Cruz. O medo do inferno é o medo que fabrica os santos. O verdadeiro católico reza permanentemente para não ser contado entre os cabritos, mas entre as ovelhas. É esse temor que fez Santo Agostinho, Santo Agostinho, padre, pedir incessantemente aos seus amigos e conhecidos que rezassem por ele depois de sua morte, para que sua alma se salvasse. Ou seja, Santo Agostinho tinha temor de ser contado entre os cabritos!

Antônio Emílio Angueth de Araújo.

Antonio Emilio Angueth de Araujo disse...


2a. Parte

Há ainda, em sua resposta, padre, a alusão à Idade Média. Parece que o senhor pensa que a imagem de Deus “juiz e castigador” foi forjada na Idade Média. Ora, a passagem do Evangelho, sobre os cabritos e as ovelhas, mostra que isso não é verdade. Mas a idéia que o senhor tem da Idade Média é mesmo coerente com o fato de o senhor considerar “frei” Betto um profeta. Um profeta comunista, abortista, ecumênico, etc. Um profeta admirador de Fidel Castro ... Sem comentários, padre!

Padre, de novo, o senhor comete outro equívoco dizendo que perdoa minha confusão hermenêutica. Não, padre, o senhor pode perdoar meus pecados no confessionário, In Persona Christi. Falo em confessionário e já duvido que o senhor confesse seus paroquianos em confessionário. Confessionário deve ser outra invenção medieval. O senhor é muito moderno para confessionários. Mas, o senhor não precisa me perdoar a aludida confusão hermenêutica. Primeiro porque, tendo o hábito de ler dicionários, eu sei muito bem qual é o significado da palavra temor. Em segundo lugar, tendo o hábito de ler a Bíblia e a patrologia latina e grega, como também os santos, eu sei muito bem o que é o temor a Deus, ou temor de Deus. Seu profeta também sabe e ele disse que não teme Deus, ou seja, não lhe tem respeito e/ou teme sua justiça. Não há outra opção. Sua tentativa de distinção entre “temer Deus” e “temer a Deus” é falsa. Basta ler o “Aurélio” para se certificar disso.

Rezo para seus paroquianos, para que eles tenham o Santo Temor de Deus, que é o fundamento do catolicismo, que é a ÚNICA religião que salva. Rezo também pelo senhor, padre, para que o Espírito Santo ilumine seu ministério.

Antônio Emílio Angueth de Araújo.


Anônimo disse...


Este é meu último comentário aqui: primeiramente porque não passarei os próximos dias num escritório e sim com o povo pobre e excluído, que celebra o Natal sem hipocrisias; segundo, porque discutir com você é como discutir cores com cegos. Para concluir, garanto que conheço muito bem a passagem de Mt 25. Pratico a caridade, mas não fico só nela. Praticar a caridade não é atestado de bom católico. Também os maçons, os espíritas e os ateus praticam a caridade. Ser católico verdadeiro exige praticar a caridade e lutar pela justiça. Jesus não seria morto se apenas ensinasse a caridade. Mas ele propos a prática da justiça como condição para a chegada do Reino. Por isso foi perseguido, caluniado e morto. Não por ateus, mas pelos mais fervorosos judeus. O mesmo excesso de fervor levou às cruzadas e às fogueiras da inquisição. A inquisição moderna quer levar a fogueira frei Betto ou Beto(não vem ao caso aqui)e certamente com ele Pe José Comblin,D. Pedro Casaldáliga e ainda postumamente D Helder entre outros. A Igreja que pediu perdão por condenações passadas precisa urgentemente aprender a dialogar internamente e externamente, ao invés de punir sem direito a defesa, àqueles que porventura ousam criticá-la sem deixar de amá-la!

Pe Gelson

Antonio Emilio Angueth de Araujo disse...


Pe. Gelson, é uma pena que o senhor não tenha mais tempo para discutir comigo. Tinha ainda algumas coisas para perguntar ao senhor.

Por exemplo, o senhor não respondeu sobre sua interpretação de Mt 25. Eu nunca duvidei que o senhor conhecesse o Evangelho. Gostaria de saber seu entendimento, sua hermenêutica. Depois de dizer que Deus não é castigador, seria interessante saber como interpretar Mt 25.

Seu último comentário também deixa algumas perguntas. O senhor diz “Jesus não seria morto se apenas ensinasse a caridade.” Puxa! padre, o senhor não para de me surpreender. Este “apenas” é demais! Lembra-me de outra passagem do Novo Testamento, que o senhor certamente conhece: 1 Cor 13.

Padre, quem esperava em Jesus um justiceiro foi Judas Iscariotes. Jesus não propôs esta justiça da qual o senhor fala, coisíssima nenhuma. A justiça que ele veio anunciar é a de Mt 25, não esta justiça vermelhinha de Casaldáligas, de Helderes e de Bettos. É fácil se esquecer de 1 Cor 13, quando se tem o Capital de Marx como Bíblia.

O senhor diz: “pratico a caridade, mas não fico só nela”. Sei. O senhor também pratica o comunismo, claro. O senhor sabe, claro, que a Igreja condena o comunismo. Mas isso é coisa da Idade Média. O que vale uma condenação da Igreja? Afinal, vocês, padres de passeata, como dizia Nelson Rodrigues, não se preocupam com condenações da Igreja.

Vejo que o senhor se preocupou muito em se dizer caridoso. Graças a Deus, padre, o senhor pratica a caridade. Queira Deus que o senhor continue assim.

Mas vejo também que o senhor pratica a maledicência, pois sutilmente o senhor quis dizer que quem fica num escritório não praticaria a caridade. Ora, sendo eu um professor que fico a maior parte do tempo entre quatro paredes, o comentário tem endereço claro. Mas, veja padre, o senhor não está errado não. Eu pratico muito pouco a caridade. Devia praticá-la muito mais. Penitencio-me por isso.

Padre, o senhor também fala das Cruzadas e da Inquisição. Que pena, padre que o senhor não fará mais comentários. Tanta coisa eu teria para lhe perguntar! Por exemplo, se o senhor sabe que São Francisco de Assis, São Luis e Santa Catarina de Sena apoiaram vivamente as cruzadas. O senhor já leu as cartas de Santa Catarina de Sena que falam sobre as Cruzadas? O senhor sabia que muitos santos apoiaram e até participaram dos tribunais da Inquisição?

Pois é, padre, tantas perguntas que agora ficarão sem respostas! É uma pena.

Mas, padre, uma coisa ficou clara: para o senhor sou um analfabeto cego! Como tal, me calo, fico também mudo.

A Documentação acerca do "Codex Alimentarius"

Fonte: ADMIRÁVEL MUNDO NOVO
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009



Por Dr. Rath
Fonte: Dr. Rath Health Foundation





Quais são os objetivos da comissão do Codex Alimentarius?

Construído pela indústria farmacêutica, a comissão do Codex Alimentarius é uma auto proclamada organização especialista que se aliou com a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Organização Mundial de Alimentos (FAO). Desde o início isso foi feito com a intenção de passar regulamentos e leis para proteger o mercado farmacêutico global.

Dos 30 comitês usando o título "Codex Alimentarius," aqueles envolvidos com suplementos alimentares e vitaminas são de particular interesse para a indústria farmacêutica. O Conselho central é o "Comitê Codex sobre Nutrição e Alimentos para Uso em Dieta Especial." Uma marionete da indústria farmacêutica, esse comitê tem estado preocupado com um só tópico desde meados dos anos 90: Como evitar que vitaminas e outros suplementos alimentares causem o colapso dos mercados de beta-bloqueadores, anuladores de cálcio, produtos diminuidores de colesterol e outros preparos farmacêuticos amplamente supérfluos.

De longe, a Alemanha é o maior exportador desses produtos farmacêuticos duvidosos e em nenhum outro lugar do mundo existe tal vínculo entre a indústria farmacêutica e a política. Portanto não é surpresa que o Governo da República Federal da Alemanha está encarregado desse comitê, beneficiando o cartel farmacêutico.

Os objetivos do Codex Alimentarius são claramente definidos: Declarações dos efeitos curativos das vitaminas e outros remédios naturais serão banidas e tornadas em ofensas puníveis. No futuro, a distinção entre produto alimentício e remédio será feita pela própria indústria farmacêutica e não pelos governos.

Usando este novo édito legislativo, a indústria farmacêutica aumentará seus próprios mercados como lhe aprouver. No presente, a indústria farmacêutica foi bem sucedida em classificar 500 miligramas de vitamina C em forma de pílula como medicação que requer uma receita na Alemanha. Se a indústria farmacêutica fizesse do jeito dela, 100mg ou mesmo 50mg de vitamina C poderia ser classificado como medicação.

A indústria farmacêutica sabe que a maioria das pessoas não tem compreensão dessas restrições e disfarça-as com o jargão legal.

Os objetivos estratégicos do "Codex Alimentarius"

1. A distribuição da informação de saúde com respeito a vitaminas, aminoácidos, minerais e outros produtos naturais para a prevenção e tratamento de doenças será banida globalmente.

2. A venda de vitaminas e outros produtos naturais que exceder as normas desse Codex da Comissão (as quais são arbitrárias e demasiado baixas) será proibida globalmente.

3. Países que fracassarem em aplicar estas leis serão punidos por sanções econômicas internacionais.

Para mascarar sua real intenção de proteger o mercado mundial desses preparos farmacêuticos supérfluos, aqueles responsáveis pelo Codex inventaram declarações justificatórias: Assim o próxima conferência do Codex Alimentarius ocorrerá no "Gabinete Federal de Assuntos Relativos a Proteção do Consumidor" em Berlim. Em adição a alegada "proteção do consumidor" de "perigosos efeitos colaterais" das vitaminas, a necessidade de uma administração da indústria farmacêutica unida foi apontada.

O fato de a indústria farmacêutica acreditar que essa justificação disfarçada será inaceitável é claramente evidente porque o Codex planeja punir todos aqueles que se opuserem a seus planos com sanções econômicas pela ONU.

Nossa resposta: Converse com tantas pessoas quanto possível sobre esses planos irresponsáveis e deixe os membros do Comitê Codex saberem o que você pensa.

Olavo de Carvalho - True Outspeak

True Outspeak - 28 de dezembro de 2009

Ouça e depois leia o artigo anterior (Termômetro Oscilante)

TERMÔMETRO OSCILANTE

Fonte: ViVerdeNovo
SEGUNDA-FEIRA, 28 DE DEZEMBRO DE 2009


...a liberdade para sonhar acordado sob a influência das drogas, dos filmes e do rádio, ajudará (o ditador) a reconciliar seus súditos à servidão.


Por Arlindo Montenegro


Acabo de receber um email de Christina Fontenelle, uma patriota destemida, que durante anos nos brindava em sua página “Imortais Guerreiros”, com documentos de conteúdo polêmico. Um conteúdo incômodo para os senhores no poder, principalmente nas páginas em defesa da Amazônia. Depois de “ser expulsa” da veneranda Escola Superior de Guerra, ela promete estar de volta, nos próximos dias. Seja bem vinda! Esta nação precisa de gente como você!

Durante sua ausência, muito aconteceu, algumas máscaras caíram, algumas ações foram ensaiadas e agora sabemos que o enfrentamento para conter as ameaças à liberdade e soberania, são forjados nos laboratórios da ONU, com a inspiração ideológica indubitável da comunista nova ordem mundial.

"Tudo o que precisamos é de uma grande crise, a crise certa e as nações aceitarão a Nova Ordem Mundial", disse David Rockefeller. Pois este senhor junto com seus pares da dinastia Rotschild e gente de sangue azul, os Bilderberger, que tratam a humanidade de modo perverso, podem hoje ser indicados sem sombra de dúvida, como os carrascos da liberdade e coveiros da soberania e independência das nações.

Recentemente tentaram impor mais um tratado, no modelo de centenas de outros “acordos globalitários” impostos pela revolucionária ONU, o mais desprezível antro de esotéricos, satanistas e comunistas que o planeta já conheceu. Todos a serviço da Nova Ordem Mundial, que com a mentira do aquecimento global revelou também como é duvidosa a natureza ética e intelectual de certos modernos “cientistas”, pagos para imitar Deus.

O modelo dos tratados internacionais explícitos, em linguagem sinuosa que parece carregar as melhores e mais santas intenções, têm sua versão secreta, somente para os assessores do “clube”. Para o vulgo, sobra uma verdadeira avalanche de propaganda enganosa para aterrorizar, distrair, desinformar a gente em cada recanto do planeta, seja na justificativa de campanhas guerreiras, defesa de “direitos humanos”, narcotráfico ou “democracia”. Na verdade, tudo cientificamente planejado, organizado e estrategicamente aplicado para ocultar a verdade.

Em toda parte os que ocupam cargos políticos, formadores de opinião, professores e religiosos, sindicalistas e empresários, trabalhadores e desempregados, gordos e famintos, estão contaminados. As promessas de figuras populistas, aparecem em forma e cores bonitas. Passa o tempo e os gestores “eleitos” ignoram as reivindicações dos cidadãos, protelam as decisões e promovem, isto sim, a criminalidade e a sujeira da corrupção institucional.

São as mini crises continuadas, reflexo das políticas globalitárias, que alimentam a credibilidade em engodos, como este do aquecimento da terra, que rendem votos para a continuidade. Vale tudo, mesmo a chantagem. A linguagem é sutil e disseminada por pesquisas de opinião, propaganda, palavras de ordem, tudo apoiado na imagem dos conflitos e da emoção, essenciais para o sucesso. Quanto mais crise, melhor para que o “líder”, aqui ou acolá, assuma mais poderes políticos, na contra mão da liberdade e do estado democrático de direito.

Muito bom para a ONU! Ótimo para os que controlam a ONU! Quanto mais crise e insegurança, mais espaço para o líder tomar de assalto mais rentáveis poderes políticos, na contra mão das liberdades individuais. Um Brasil independente destas políticas globalistas, com dirigentes voltados para a defesa, gente pensante e imune à corrupção, gente estimulando a educação, pesquisa, com forte redução da máquina de governo, é o que menos interessa à rapinagem dos terroristas verdes do aquecimento infernal.

Os documentos e tratados da ONU, com muita sutileza, têm ignorado a soberania dos países membros. Quando trata de Direitos Humanos (Art. 18 da declaração específica) defende o “direito à liberdade de pensamento consciência e de religião”... (art 19) “o direito à liberdade de opinião e de expressão...". Para concluir que, (art. 29): "Esses direitos e liberdades não podem, em hipótese alguma, serem exercidos contrariamente aos objetivos e princípios das Nações Unidas."

Pois por aqui se copia o mesmo: em hipótese alguma as CPIs ou a mesma imprensa pode criticar o governo, suas políticas e falcatruas. Fiel ao globaritarismo, o governo dos socialistas tem poderes conferidos e controlados pelos banqueiros internacionais, que escolhem os chefes de equipe das províncias, encarregados de manter uma ilusão de democracia, sem cogitar na prestação de contas, valendo apenas um tapinha no ombro e o beijinho numa criança com foto sorridente.

Estamos sendo encaminhados para eleger (??) mais um dos que executarão as políticas do acordo capimunista: os comunistas adotaram e participam da economia de mercado. Em troca dirigem a propaganda e elaboram as estratégias da engenharia social que nos conduzirá aos braços da ONU: uma só religião, um só exército, um mundo sem fronteiras sob um governo ditatorial. Como já acontece com as mega empresas transnacionais, que controlam maioria destas outras, que apelidamos de empresas nacionais (Petrobrás, Vale...).

A crise que nos atinge é moral. A eliminação dos limites já vem sendo implantada com as lições de Antonio Gramsci, através dos milhares de fundações, ONGs e empresas que adotam os treinamentos Tavistock. A insegurança mundial exige controles sociais globalitários. A engenharia social utiliza o sexo sem limites, as drogas e os grandes shows que embalam o “Admirável mundo novo”. Como disse Huxley: “a liberdade para sonhar acordado sob a influência das drogas, dos filmes e do rádio, ajudará (o ditador) a reconciliar seus súditos à servidão."

A revolução em marcha

Fonte: MÍDIA SEM MÁSCARA

O promotor está completamente mergulhado no afã revolucionário e se julga um vingador social. Nem mais é promotor público, é um advogado do MST.

Meu caro leitor, eu queria aqui comentar o filme do James Cameron, AVATAR. Esplêndidos recursos tecnológicos colocados a serviço de um roteiro porcaria. Vale a pena ver as imagens? Certamente, mas a mistura de tribos apaches na forma de ETs, em planeta exterior, é demais. De novo e de novo o cinema pinta a imagem da civilização da forma a mais distorcida. Essa veneração de um clone da Mãe-terra é apenas ridícula. Roteiros assim servem para estupidificar as multidões. Cameron é como um Chaplin redivivo, na sua pregação panteísta e New Age. No lugar de um vagabundo sentimental temos ETs apaches sentimentais humanóides, que os tempos agora são de olhar para o céu em busca de um substituto de Deus para os ateus. Mas deixo o filme de lado, que outro assunto me chama.

Poderia também aqui comentar a decisão de se elevar o salário mínimo, tomada por Lula. Para quê? Essa gente revolucionária acha que a escassez é fabricada e que preços podem ser arbitrados independentemente do mercado. Eles acreditam mesmo é em planejamento central e, enquanto este não vem, brincam de fabricar todos os preços sistêmicos. Lula e o PT ficam o tempo todo maquinando decisões para adular as massas, a troco de votos para se perpetuarem no poder. Alguém haveria de dizer que algo assim é tolo? Que vai gerar inflação? Desemprego? Crise na balança comercial? Não vi voz alguma se levantar contra a arbitrariedade estatal. Todos se comportam como se fosse um ato de sanidade, quando é arrematada loucura. Quem pagará o mínimo maior é o próprio beneficiário, que perderá emprego e amargará inflação.


Mas quero mesmo é falar da entrevista publicada na
Folha de S. Paulo, em sua edição de ontem (22), concedida pelo promotor Marcelo Goulart, para mim estarrecedora. Um agente da estrutura de Justiça do Estado completamente inconsciente das suas responsabilidades institucionais, falando com desenvoltura de seu sonho utópico. Assumiu-se como agente ativo da revolução gramsciana. Nos tempos em que a elite dirigente era sã suas declarações seriam tomadas como uma perigosa manifestação subversiva e prontamente combatida. Agora é não apenas tolerada, é aplaudida.


O mal político é como um tumor maligno que se alojou em um órgão vital. A única chance de o organismo sobreviver é pela extirpação cirúrgica sumária. Estamos vendo o Brasil doente, sofrendo metástase fulminante, sem que algum curador se apresse a fazer o que precisa ser feito.


Marcelo Goulart declarou: "
A visão do Ministério Público como mero agente processual está superada desde a promulgação da Constituição de 1988. O membro do Ministério Público é agente político e, hoje, tem a incumbência constitucional de defender o regime democrático e implementar a estratégia institucional de construir uma sociedade livre, justa e solidária". Está aqui toda a receita de como um agente de Estado se torna um serviçal do PT. O que é defender o regime democrático? Para essa gente, não é respeitar as regras da democracia representativa, menos ainda a propriedade privada. Sua visão de democracia é a utopia extraída dos livros de Rousseau e difundida mundo afora pela pena de Marx, Kant e muitos filósofos desde então. Gramsci aqui é um mero retransmissor do jacobinismo que fez a Revolução Francesa.


Declarou: "
Os membros do Ministério Público têm clareza do seu papel social, dos limites de suas funções e do uso do instrumental jurídico de que dispõem. Assim, a aproximação entre Ministério Público e as forças progressistas da sociedade torna-se inevitável e necessária. É um bem, não é um mal". O ideal de Justiça com a igualdade de todos diante da lei é simplesmente ignorado e, no seu lugar, o agente público, como se fosse um mero agente de partido, procura moldar a realidade social utilizando a força do poder de Estado, mesmo contra a vontade da maioria. É a subversão praticada desde dentro do aparelho de Estado.


Declarou: "
As forças sociais democráticas são aquelas que assumem o compromisso de implementar o projeto democrático da Constituição de 1988. A Constituição definiu para o país um modelo de Estado social e de democracia participativa. Os sujeitos políticos que atuam na defesa desse projeto são aliados naturais do Ministério Público na luta pela construção da hegemonia democrática. Não é difícil identificá-los. O que é democracia participativa? São circos leninista de que tivemos exemplos há pouco, com a realização da Confecom. São simulacros de democracia direta, sob o controle do partido, com o único objetivo de legitimar a ação dos militantes revolucionários. Para eles, o Congresso Nacional não é democrático; democrático é o MST. Completa inversão das coisas, pois o MST quer implantar um regime comunista ditatorial nos moldes chinês por aqui.


Seu grito de guerra: "
O papel do Ministério Público é claro: defender a função social da terra e o direito difuso à reforma agrária, utilizando os instrumentos jurídicos que a Constituição e as leis lhe conferem, firmando aliança com os setores da sociedade civil que tenham o mesmo objetivo. A atuação radicalmente contrária a essa está presente na história desse país desde as capitanias hereditárias. Seus agentes são por demais conhecidos; com eles o Ministério Público da Constituição de 1988 não se alinhará". O promotor está completamente mergulhado no afã revolucionário e se julga um vingador social. Nem mais é promotor público, é um advogado do MST. Suas declarações comprovam que está completamente desviado do que deveriam ser suas atividades institucionais.


Não satisfeito, completou: "
No meu horizonte utópico não está presente um grande número de usinas de açúcar e álcool, por exemplo. No meu horizonte utópico estão a policultura, a geração de postos de trabalho no campo e a agricultura orgânica. Está o acesso do povo à terra, que é um direito fundamental negado desde o descobrimento. A estrutura fundiária brasileira é uma das principais razões de nosso subdesenvolvimento. O homem que deveria defender a lei (e a ordem) a interpreta de forma particular, contrária à própria Constituição e de acordo com o manifesto do partido governante. Deixou de ser funcionário do Estado para ser funcionário do partido. E mais: "Acredito na possibilidade de construir uma sociedade socialista. Sob um ponto de vista gramsciano, se avançarmos na linha da Constituição, vamos dar grandes passos para, no futuro, caminhar para uma sociedade socialista.


A revolução está em marcha. Já podemos vê-la nas páginas dos grandes jornais diários. Quem viver verá.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Projeto F-X2 - o caça brasileiro

Dois artigos do site DEFESANET sobre os caças que o Brasil quer comprar.


Defesa@Net 02 Novembro 2009
Estadão 02 Novembro 2009


Ellen Tauscher - Subsecretária de Estado para Controle de Armas e Segurança Internacional


''Seria uma pena não levar o melhor avião
e a melhor oportunidade''


De acordo com ela, venda dos caças F-18 ajudaria
aprofundamento das relações entre EUA e Brasil


Patrícia Campos Mello,
Correspondente Washington


O venda dos caças F-18 da Boeing à Força Aérea Brasileira aproximará os governos dos Estados Unidos e do Brasil e tornará a relação estratégica entre os dois países mais dinâmica e profunda. Esse foi o recado passado pela subsecretária de Estado para Controle de Armas e Segurança Internacional, Ellen Tauscher. "É uma grande oportunidade de aprofundar nosso relacionamento com o Brasil", disse Tauscher, que se reporta diretamente à secretária Hillary Clinton e esteve no Brasil em agosto para entregar ao governo brasileiro a carta da secretária.


"O mais importante desse acordo é nosso relacionamento com o povo brasileiro e o governo brasileiro", disse Tauscher, em entrevista ao Estado. Comentando a vantagem que os franceses, fabricantes dos caças Rafale da Dassault, teriam na disputa, Tauscher afirmou: "Não estamos confusos sobre o que oferecemos; ainda temos o melhor avião, a maior empresa aeroespacial do mundo e ainda somos os Estados Unidos da América; acreditamos que, no fim, esses são os parâmetros."


Segundo ela, a secretária de Estado, Hillary Clinton, o secretário de Defesa, Robert Gates, e o presidente americano, Barack Obama, estão pessoalmente empenhados nessa venda. "Francamente, seria uma pena (o Brasil) não levar o melhor avião e a melhor oportunidade."


Abaixo, trechos da entrevista concedida ao Estado.


Ellen Tauscher: subsecretária de Estado para
Controle de Armas e Segurança Internacional dos EUA


O governo brasileiro está finalizando o processo de escolha dos 36 caças que serão comprados pela Força Aérea. Por que o Brasil deveria comprar os F-18 fabricados pela Boeing?


Porque é o melhor avião, com a melhor tecnologia, transferência completa. O presidente Barack Obama está empenhado na venda e é uma oportunidade de aprofundar o relacionamento com o Brasil.


Quais são os próximos passos do ponto de vista dos EUA?


Nós esperamos ser escolhidos.


Mas o governo brasileiro já indicou várias vezes que os franceses têm vantagem....


Veja, não estamos confusos sobre o que oferecemos. Ainda temos o melhor avião, a maior empresa aeroespacial do mundo e ainda somos os Estados Unidos da América. Acreditamos que, no fim, esses são os parâmetros, e nós temos boa chance de ganhar.


O governo brasileiro tem preocupações em relação à transferência de tecnologia. O Brasil teve uma má experiência quatro anos atrás envolvendo a venda dos Super Tucanos para a Venezuela - os aviões da Embraer tinham tecnologia americana sensível e os EUA vetaram a venda. O governo americano pode garantir que isso não vai se repetir?


Esse é um novo governo e uma nova venda. Nós garantimos a transferência. Essa é uma oferta sem precedentes de transferência de tecnologia.


Por que é sem precedentes?


Porque inclui maior transferência do que estava previsto originalmente. Mas o mais importante desse acordo é nosso relacionamento com o povo brasileiro e o governo brasileiro. A Boeing é a maior empresa aeroespacial do mundo, há oportunidade de gerar empregos bem além da produção desses 36 jatos. Isso significa conectar a Embraer e o Brasil à maior rede de produção de aviões do mundo. Tivemos o secretário de Defesa, Robert Gates, a secretária Hillary Clinton e até o presidente Barack Obama empenhados. Isso vai aproximar os dois governos.


Os suecos (fabricantes do jato Gripen, da Saab) e os franceses melhoraram suas propostas, oferecendo mais contratos para o Brasil.


Aposto que eles fizeram, é difícil competir com os EUA.


Sim, mas então, há alguma coisa mais que vocês oferecem?


Os Estados unidos acreditam que esse é o início de uma relação muito importante em um grande mercado.


Existe alguma chance de o Congresso americano interferir na transferência de tecnologia?


Eles não podem interferir. O Congresso americano teria de passar uma lei para bloquear a transferência de tecnologia e, como o Executivo quer aprofundar o relacionamento com o Brasil, isso não vai acontecer.


Para o relacionamento estratégico entre o Brasil e os Estados Unidos, qual é o significado da venda dos caças?


Nós temos uma relação muito forte com o Brasil, compartilhamos valores e interesses. O sentido do acordo é assegurar que esse relacionamento se torne mais profundo e mais dinâmico.


Os EUA ficariam decepcionados se não ganhassem a concorrência?


Claro que sim. Mas sabemos que há várias razões para as pessoas tomarem decisões, que não são a qualidade do produto e os detalhes específicos do acordo. Nos méritos do acordo, nós temos o melhor avião, a melhor transferência e a melhor parceria estratégica. Nós vamos continuar amigos do Brasil se não ganharmos, mas, francamente, seria uma pena o Brasil não levar o melhor avião e a melhor oportunidade.



***


DEFESA@NET 17 Setembro 2009
Boeing 15 Setembro 2009


Encontro entre Boeing e indústria brasileira reafirma Super Hornet como solução de melhor valor


SÃO PAULO, 15 de Setembro, 2009 – A Boeing Company [NYSE: BA] iniciou hoje, em São Paulo, dois dias de conferências com 140 fornecedores e parceiros em potencial, reafirmando seu compromisso em cumprir plenamente, com seu Super Hornet, todos os requisitos brasileiros especificados na concorrência de caças F-X2.


“Estamos confiantes que a nossa oferta representa a solução de melhor valor para o Brasil, proporcionando a mais avançada tecnologia disponível, superior e comprovado sistema de apoio logístico e preço que é consideravelmente mais baixo que aquele apresentado pelo Rafale”, disse Bob Gower, vice-presidente da Boeing para o programa F/A-18E/F.


Foi dado aos concorrentes até 18 de setembro para melhorar suas ofertas, e a Boeing está examinando todas as alternativas.


Em agosto, a Boeing entregou à Força Aérea Brasileira uma proposta que incluía plena transferência de tecnologia. A proposta já contemplava a opção de co-produzir o Super Hornet no Brasil e o compartilhamento de tecnologia, o que permitiria ao Brasil integrar suas próprias armas.


O Departamento de Defesa dos Estados Unidos, bem como o Departamento de Estado e o Congresso daquele país, deram plena autorização e apoio à venda do Super Hornet ao Brasil.


“O governo dos Estados Unidos aplicou medidas sem precedentes para dar apoio a essa oportunidade, tanto em termos de acelerar a velocidade normal do processo de aprovação, como ao apoiar os objetivos brasileiros quanto à autonomia nacional”, disse Gower.


Durante a conferência, líderes da gerência de fornecedores da Boeing se reunirão com representantes de empresas brasileiras para discutir as certificações e requisitos necessários ao empreendimento de negócios com a Boeing, e ainda obter melhor visão dos padrões e das complexidades peculiares à condução de negócios internacionais na indústria aeroespacial.


“O objetivo da Boeing é montar uma rede de fornecedores que representem o que há de melhor na indústria, e nós vislumbramos oportunidades promissoras no Brasil”, disse Ron Shelley, vice-presidente de Abastecimento Global e Gerência de Fornecedores da Boeing Integrated Defense Systems. “As oportunidades para as empresas do maior país da América Latina vão muito além da concorrência F-X2, estendendo-se para todas as áreas de negócios da Boeing”.


A Boeing conta com um índice de 100% de sucesso na condução de seus programas de cooperação industrial em quase 40 países. Ela já concluiu obrigações, dentro ou antes do prazo, que ultrapassam a marca de US$ 31 bilhões. Hoje em curso, a Boeing conta com mais de 45 programas industriais em mais de 17 países, cujos valores representam outros US$ 13 bilhões distribuídos entre mais de uma dúzia de produtos da Boeing.


Unidade pertencente à The Boeing Company, a Boeing Integrated Defense Systems é uma das maiores empresas do setor de defesa e espacial, especializando-se em soluções inovadoras e de realçada capacidade de acordo com as necessidades de seus clientes. Ademais, é o maior e mais versátil fabricante de aeronaves militares do mundo. Sediada em St. Louis, a Boeing Integrated Defense Systems detém negócios avaliados em US$ 32 bilhões, contando ainda com 70.000 funcionários distribuídos por todo o mundo.

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".