Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro concede Medalha Tiradentes a Olavo de Carvalho. Aqui.

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Infanticídio

ESTADÃO - OPINIÃO
Denis Lerrer Rosenfield | 

O Brasil está sendo tão acometido da sanha do politicamente correto que o olhar de muitos não consegue ver coisas que acontecem ao nosso redor. Assim, há em curso uma tentativa de resgate de nossa história que está escorregando no seu contrário, como quando os indígenas são vistos segundo a ótica do "bom selvagem", no sentido de Rousseau. A política indigenista aí enraizada, com apoio explícito de movimentos ditos sociais, termina por pactuar com comportamentos que atentam diretamente contra a própria Constituição. Em nome do relativismo moral, da igualdade entre todas as culturas, comportamentos dos mais inusitados, para não dizer bárbaros, são admitidos.

Há vários relatos de infanticídios entre as populações indígenas, que são simplesmente tolerados, se não explicitamente admitidos, em nome da igualdade entre culturas. As causas podem ser as mais variadas, desde a existência de gêmeos até a escolha de sexo, passando pelos mais distintos motivos. Em terra ianomâmi, tão celebrada como exemplo de política indigenista, tudo indica que se trata de uma prática comum.

Observe-se que esses índios são os que vivem mais à parte do contato com os civilizados, embora em muitas aldeias existam postos da Funai e da Funasa. Habitam um imenso território e, no entanto, vivem subnutridos, o que é visível à simples observação dos homens e das mulheres. O argumento de que amplas extensões de terras são fundamentais para a sua reprodução física parece não se sustentar, dadas as suas condições precárias de vida. A ideia do bom selvagem em condições idílicas parece ser mais um produto ideológico da Funai, do Cimi e dos movimentos sociais em geral.

Numa das aldeias, é comum o relato do infanticídio enquanto prática cultural dessas populações. Nas palavras de um interlocutor, matar ou não um recém-nascido é uma "decisão dos pais". Ou seja, cabe ao livre-arbítrio dos pais manter ou não em vida um recém-nascido, não havendo nenhuma lei que se sobreponha a essa. Nesse sentido, eles se situariam fora ou acima da Constituição brasileira, que assegura o direito à vida. Os argumentos apresentados podem ser vários, desde o tamanho da roça até o fato de os indivíduos do sexo masculino serem privilegiados, com a morte consequente de recém-nascidos do sexo feminino. Imaginem se tal prática fosse universalizada, tornando-se válida para todos os brasileiros!

Ora, quem sustenta o infanticídio como sendo apenas uma prática cultural compactua, na verdade, com um crime severamente punido pela legislação brasileira. Os indígenas são, assim, tratados como se não fossem brasileiros, a lei não se aplicando a eles. Temos aqui um evidente paradoxo: como a Constituição brasileira não se aplicaria a eles, estando suas aldeias situadas em território nacional e sendo auxiliados, e mesmo apoiados, por instituições do Estado? Como pode uma cláusula pétrea ser relativizada dessa maneira?

Ainda numa outra aldeia, da mesma tribo, há relatos de que o infanticídio seria cometido com o conhecimento de missionárias ali instaladas. As mulheres vão para o mato antes do parto, costumam ter seus filhos sozinhas, voltando, depois, sem o recém-nascido. A morte é feita por sufocamento, com a mãe asfixiando a criança no chão, com o pé. A situação não poderia ser mais escandalosa, pois esse tipo de conivência contraria frontalmente os princípios do cristianismo e, de modo mais geral, de toda a humanidade. Os princípios mesmos do Evangelho são frontalmente desrespeitados. Como pode uma prática dita cultural se sobrepor a um princípio universal? Salvo se partirmos de uma outra posição, a saber: a inexistência de princípios universais, o que equivaleria a remeter toda a humanidade à barbárie. Por que não reintroduzir, então, a antropofagia, prática que foi comum a determinadas tribos na história brasileira, em nome da "igualdade" entre diferentes culturas?

A situação deveria suscitar a indignação moral. Em nome de uma "prática cultural", haveria conivência com o assassinato de recém-nascidos, como se esta prática devesse ser "culturalmente" preservada. Ou ainda, em nome do "estruturalismo", é como se devêssemos abdicar de nossa capacidade de julgar. Parece, no entanto, haver uma tergiversação geral sobre o assunto, englobando as diferentes autoridades envolvidas. Trata-se de uma manobra propriamente política perante a opinião pública brasileira, que desaprovaria tal prática se dela tivesse conhecimento. Vendem, porém, um outro produto, o de que os indígenas são "bons selvagens", havendo uma harmonia natural entre eles, como se o assassinato, por exemplo, fosse fruto do mundo civilizado. Para que possam guardar as suas respectivas posições de poder, continuam insistindo nessa ideia rousseauniana ao arrepio completo da verdade.

A opinião pública condena severamente o infanticídio. Uma menina que teria sido assassinada pelo pai e pela madrasta, atirada de um edifício, ocupou durante semanas o noticiário radiofônico, televisivo e impresso do País, causando indignação geral. Provocou uma verdadeira comoção nacional. Outros casos são também relatados com detalhes, produzindo uma intensa reação e suscitando fortes emoções. Mesmo criminosos, nos presídios, não compactuam com essa prática, procurando eliminar fisicamente os que realizam tais atos. O próprio "código" dos criminosos exclui essa prática, por se colocar fora dos parâmetros de qualquer tipo de humanidade. Por que seria ela tolerável entre os indígenas? No fundo, o que está em questão, para aqueles que defendem tais posições ou são omissos em relação a elas, é o medo da perda de suporte junto à opinião pública. Se fossem mostrados coniventes e cúmplices com tal prática, perderiam sustentação e seriam forçados a abdicar de suas posições ideológicas e políticas. Eis por que o ocultamento é aqui a regra.

Denis Lerrer Rosenfield é professor de Filosofia na UFRGS.
E-mail: denisrosenfield@terra.com.br

ABAIXO A DITADURA GAY, O BOLSA-BOIOLA E O KY DO TEMPORÃO

JORNAL DA BESTA FUBANA
19 Dezembro 2008


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Prioridade máxima de Temporão: R$ 40 milhões no pregão do KY para alargar a paciência dos contribuintes


O ministro da Saúde enlouqueceu de vez. Falta verba para comprar medicamentos para hemofílicos e para bolsas de coletas de sangue. Mas Temporão mandou comprar 15 milhões lubrificantes KY para distribuir aos gays. Vai torrar cerca de R$ 40 milhões no dia 22 de dezembro. Recentemente, o ministro mandou distribuir pênis de borracha e uma cartilha ensinando as técnicas mais prazeirosas do sexo anal. É o Bolsa-Boiola. Temporão está confundindo a defesa da liberdade de opção sexual com boa administração do dinheiro público. Sucumbiu à “Gaystapo”, as patrulhas do movimento GLS. Chegou a hora de reagirmos contra as loucuras desse ministro.


O Artigo 5 da Constituição garante uma série de direitos fundamentais e inalienáveis, como a liberdade de expressão, de opinião, de credo, de organização política, etc e etc. Não fala da liberdade de opção sexual, mas acredito que devemos respeitá-la por interpretação complacente - ou por simples amor à democracia, aos direitos civis e o respeito ao próximo. Portanto, é dever do Estado proteger as minorias sexuais da discriminação e da violência. Assim como criar políticas próprias de saúde, em especial para o controle da AIDS.


Na quarta-feira 17 de dezembro, o Ministério da Saúde divulgou a última extravagância de seu ministro, José Gomes Temporão - o edital de licitação número 142/2008, para a aquisição de 15 milhões de sachês de gel lubricante à base de água, o conhecidos KY, geralmente usado para facilitar o sexo anal (leia parte do edital ao final deste artigo).


O pregão do KY será às 10 horas da manhã da próxima segunda-feira 22 de dezembro. Tudo muito rápido, para não dar na vista. O Erário deve gastar cerca de R$ 40 milhões, calcula o funcionário do Ministério da Saúde que me forneceu o edital.


Está sendo preparado por um assessor do círculo íntimo de Temporão um outro edital semi-secreto para a compra de 1 bilhão de camisinhas. Os armazéns do ministério estão neste momento abarrotados de preservativos para serem distribuídos à população. Mas Temporão decidiu comprar mais 1 bilhão de camisinhas já lubrificadas. A licitação vai sair do armário na próxima semana. Está programada para o dia 29 de dezembro, no apagar das luzes do ano. Deve consumir outro R$ 1 bilhão dos cofres públicos. Por que tanta pressa? Por que tanto discrição com o dinheiro público?


A fonte das informações acima esclarece que a única prioridade do ministro Temporão é a comunidade gay e o programa DST-Aids. Os hospitais, isso é público, estão derretendo por falta de verba. Falta dinheiro para toda a sorte de medicamentos essenciais. Neste exato instante, por exemplo, faltam nos hospitais públicos bolsa para coleta de sangue e os hemoderivados fatores VIII e IX da coagulação, essenciais para a sobrevivência dos hemofílicos. O dinheiro está sendo desviado para KY, camisinhas e pênis de borracha.


Recentemente, Temporão mandou comprar e distribuir pênis de borracha para usar em educação sexual e cartilhas ensinando as melhores técnicas de penetração anal entre parceiros do mesmo sexo. Ninguém entendeu direito o que a didática do prazer tem a ver com prevenção à Aids. Agora, ao aparecer com o pregão do KY e de outro bilhão de camisinhas, Temporão está instituindo o Bolsa-Boiola.


LEGISLANDO EM CAUSA PRÓPRIA?


Não acredito, em hipótese alguma, que Temporão esteja legislando em causa própria. Nesse caso, seria prevaricação.


Vale lembrar que Roma teve grandes imperadores bissexuais, como Júlio César e Otávio Augusto, ou mesmo homossexuais convictos, como Adriano. Também teve governantes como Heliogábalo, que usava sua condição de gay para legislar em causa própria. No poder, Heliogábalo perdeu o equilíbrio emocional, passou a se vestir de mulher até chegar ao desplante de entregar todo o poder do império a um de seus favoritos, um escravo!. Heliogábalo fez tantas loucuras usando o dinheiro público para proteger seus prazeres que ele e seu amante acabaram trucidados.


Não há nenhum indício de que Temporão esteja prevaricando. Entretanto, como Heliogábalo, ele anda muito mal assessorado. Afinal, desde quando se previne Aids ajudando os gays a praticar uma penetração anal mais prazeirosa? E não me venham com a falácia de suposta homofobia. Estamos aqui discutindo tão-somente a boa gestão do dinheiro dos nossos impostos.


GESTÃO TRANSVIADA


Recentemente, Temporão baixou uma norma mandando o SUS fazer cirurgia de mudança de sexo para os travestis. Com direito a dois anos de acompanhamento psicológico para o transsexual e para sua família, que está perdendo um filho, apesar de estar ganhando uma filha.


Falta dinheiro para transplantes. Falta dinheiro para cirurgias plásticas corretivas, como para crianças queimadas. Ninguém opta por necessitar de um coração, uma córnea, ou por deformar o corpo com o fogo. Os gays, por sua vez, insistem em dizer que o homossexualismo não seria uma distorção psicológica, mas sim uma opção, uma orientação. Se fosse uma psicopatia, então o Estado teria por dever dar tratamento. Mas é uma opção. Os travestis optaram por ser assim.


Então porque o Estado precisa pagar dois anos de tratamento psicológico para os transsexuais e seus pais? Se Temporão fosse um ministro sério, ofeceria  acompanhamento psicológico também para os pais daquele garoto de três anos que morreu baleado pela PM do Rio — cujo policial assassino dias atrás foi absolvido pela Justiça. Eles não optaram por perder o filho, morto por um agente do Estado. Eles sim, precisam de acompanhamento psicológico com dinheiro público.


MANIFESTO CONTRA A GAYSTAPO


A explicação mais plausível para essas opções de Temporão é que ele seja um ministro incompetente. Um fraco. Está sucumbindo ao lobby do Movimento GLS. Houve um tempo em que os homossexuais eram agredidos nas ruas. Depois passaram a ser apenas discriminados em seus empregos. Então surgiram movimentos em defesa dos direitos dos gays, lésbicas e assemelhados.


Organizaram as paradas gays, instituiram o tal Dia do Orgulho Gay, mobilizaram simpatizantes, fizeram lobby nos três poderes, Executivo, Legislativo e Judiciário, por direitos justos e legítimos, como plano de saúde para companheiros do mesmo sexo. Ao fim ao ao cabo, os movimentos gays deram uma enorme contribuição para a lapidação das instituições democráticas e o Estado de Direito.


Os gays mobilizados, enfim, têm sido tão importantes nesta virada de século para a afirmação dos princípios fundamentais da Liberdade, da Igualdade e da Fraternidade, quanto o movimento sindical o foi em priscas eras.


Ocorre que de uns tempos para cá, pelo menos no Brasil, o que era um movimento está se transformando numa patrulha ideológica. As campanhas contra a discriminação se transformaram em pressão para que os adolescentes assumam suas porções femininas (ou masculinas, no caso das garotas). Está virando anomalia amar homens e mulheres — agora só se pode amar “pessoas”.


De vítimas, os gays estão se transformando em agressores. Se alguém acredita que ser gay não é o normal, que o normal é ser hetero, é logo taxado de homófobo. Tal qual Hitler com sua Gestapo, estão criando uma Patrulha do Pensamento, a Gaystapo.


Exagero? Homofobia? Ora, ora, lembro-me de um caso exemplar ocorrido meses atrás com o então-presidente da Eletrobrás, Valter Cardeal. Ele é o homem de confiança da ministra Dilma Roussef no setor elétrico. Pois foram pedir R$ 2 milhões ao presidente de Furnas, Luis Paulo Conde, para o patrocínio da Parada Gay do Rio de Janeiro. Conde, titubeante, até pensou em dar o dinheiro. Mas Cardeal vetou.


Ora, desde quando uma estatal elétrica tem a ver com opção sexual? Se está sobrando dinheiro em Furnas, que patrocine escolas e postos de saúde para os desabrigados das barragens e outras vítimas sociais de suas ações predatória. Isso é o certo. Que patrocinem ações de recuperação do meio ambiente — ou até mesmo ONGs ou seminários ambientais. Quem tem que patrocinar parada gay é a Johnson&Johnson, fabricante do KY do do Jontex, a Ambev ou a companhia marítima dona dos transatlânticos Eugenio C e Eugenio G.


Pois Valter Cardeal, num rasgo de sensatez, vetou a concessão da verba. Publiquei esse fato na imprensa. No dia seguinte, Cardeal foi alvo de passeadas, ameaças de processo e até de representação da Comissão de Direitos Humanos da OAB. A Gaystapo agiu rápido, implacável como os nazistas. Cardeal foi obrigado a pedir desculpas, voltou atrás e deu dinheiro para os gays. Foi um erro.


É provável que Temporão não esteja prevaricando, mas apenas sucumbindo à Gaystapo. É um ministro fraquinho, incompetente. Qualquer que seja a opção, é hora dos cidadãos que pagam impostos se manifestarem, de exigirem seriedade na gestão das verbas da Saúde. Instituir o Bolsa-Boiola é uma idéia que nem o imperador Heliogábalo teve o desplante de fazer.


* * *
 

EIS O EDITAL DO PREGÃO N.°142/2008
 
PROCESSO N° 25000.019579/2008-71

Tipo de Licitação: MENOR PREÇO

Data: 22/12/2008

Horário: 10:00 horas

Local: Esplanada dos Ministérios, Bloco “G”, Ed. Anexo, Ala “A”, Sala 423, Brasília/DF


A União, por intermédio da Coordenação-Geral de Recursos Logísticos – CGRL da Subsecretaria de Assuntos Administrativos – SAA do Ministério da Saúde, mediante o Pregoeiro, designado pela Portaria nº 02, de 20 de maio de 2008, publicada no D.O.U do dia 21 de maio de 2008, torna público para conhecimento dos interessados que na data, horário e local acima indicados fará realizar licitação na modalidade de PREGÃO, do tipo menor preço, conforme descrito neste Edital e seus Anexos.


1.DO OBJETO


1.1.O presente Pregão tem por objeto a aquisição do produto abaixo, conforme Termo de Referência – Anexo I:


ITEM

PRODUTO QUANTIDADE
 
01
Gel Lubrificante
15.000.000 de sachês
 
1.2. Os interessados em participar desta Licitação poderão obter este Edital na Esplanada dos Ministérios, Bloco G,

Ministério da Saúde, Anexo “A”, 4º andar, Hall, das 8h às 12h e das 14h às 18h, ou no sitewww.comprasnet.gov.br.

BOMBA! BOMBA! BOMBA!

Amigo,

O que vai abaixo é uma bomba, tipo arrasa-quarteirão. Mas bomba de Luz, antídoto bendito contra a cegueira nacional.

Há meses divulgou-se uma entrevista dada por Yuri Bezmenov, ex-agente do KGB, (ou Tomas Schuman, um dos muitos nomes que ele usou para fugir da KGB), a que chamei "um curso rápido sobre guerra psicológica".

Os sete vídeo-clips aqui inclusos (logo abaixo) são uma aula magistral em que se expandem e se detalham didaticamente os conceitos abertos naquela entrevista.

Vc terá ouvido/lido 'eméritos experts' de Pucs, Ufrjs e Usps, com longas listas de títulos - doutores, mestres, catedráticos, filósofos, etc... - afirmando que os seguidos alertas para a guerra psicológica de subversão em andamento contra nossa gente são nada mais que delusões de paranóicos delirando "teorias de conspiração"... geralmente com dedinhos subliminares apontando Olavo de Carvalho.

Após ouvir/ler Bezmenov - e constatar sem sombras de dúvidas que cada um dos ítens das táticas de subversão estão sendo exitosamente aplicados também à realidade brasileira - vc poderá aumentar o rol de qualificações daquelas sumidades intelectuais, agora com adjetivos realistas: besta ou canalha.

E, amigo, que não lhe falhe a generosidade; some... e dará no ponto: - bestas acanalhadas.

Atente: eles sabem beníssimo que mentem, enganam, pervertem, induzem a erros de compreensão, cegam seus leitores/ouvintes para a realidade. São a voz do Inimigo. Seu, meu, de todo o gênero humano. Seres que, sob a aparência de normalidade humana, petrificaram em si tal nível de corrupção que estão além da possibilidade de regeneração.

Indivíduos publicitariamente incensados como valores intelectuais, gozando condições mordômicas, até perderem sua utilidade. O usual, comprovado historicamente milhares de vezes, é que o processo se encerre por uma econômica bala na nuca. Daí a designação clássica do KGB a tais tipos: idiotas úteis - professores, 'filósofos', cientistas políticos, sindicalistas, risonhos empresários crentes que são 'espertos', militares melancias...

Vai ouvir Bezmenov desmistificar bestialidades óbvias como "direito à igualdade" - sofisma hoje aceito entre nós como verdade indiscutível, passando-se ao largo do fato escancaradamente manifesto de que a desigualdade genotípica inerente a todas as espécies, humana inclusive, é motor essencial ao processo evolucionário: sem diferenças individuais sequer existiriam espécies!

Um tal "direito à igualdade" é petardo cinicamente sofístico orientado para destruição de um de nossos valores absolutos: o mérito. Anulado, desmunicia-se o empenho no próprio aperfeiçoamento, esvazia-se a dinâmica motivacional imprescindível aos esforços para desenvolvermos nossas capacidades humanas - com o quê trava-se o processo evolutivo da espécie - invalidando-se a razão primária de sua existência. É, na mais funda acepção da expressão, um crime contra a humanidade.

Bom que se saiba que no campo de vivência humana não existe estágio estático: estamos em permanente evolução - ou - em franca involução.

Não há meio termo - sobe-se sempre, ou inevitavelmente se despenca para a animalidade.

Creio ser um dado necessário para avaliação das condições de 'gado entorpecido' de larga parcela de nossa população, essencialmente voltada para gratificação de apetites primários.

Bezmenov ainda acentua, sublinha, enfatiza a dimensão religiosa como fator de sobrevivência das sociedades - desvelando a razão da guerra sistemática que o socialismo/comunismo move às religiões, subvertendo-as, esvaziando-as de valores transcendentes, substituídos por alvos materialistas como "o paraíso na Terra", mote canalha - e mortal - da Teologia da Libertação.

(Talvez seja oportuno esclarecer a quem possa interessar, que entendo que o ateísmo, por si, não é necessariamente indutor de falha de caráter. Conheço ateus que são exemplos notáveis de excelência humana. Acredito que é uma característica induzida pré-natalmente como peso limitador, fator extra de desafio evolutivo para aprimorar capacidades humanas que, dependendo do livre-arbítrio, podem - ou não - levar à sadia correção nas opções existenciais. Será sempre função de livre escolha, com conseqüente responsabilidade.

O ateu tende a centrar-se na razão, mas nossa fé decorre de um 'sentir' não ainda redutível à razão, porque promana de diferenciada instância anímica inerente à natureza humana, e especialmente criada para sensibilidade à transcendência. Algo 'desligado' ou, no momento, não atuante no ateu.

Em outros termos, ao contrário do que usam supor, sua postura e visão materialista não resulta de superior capacidade racional e especial coragem para "afrontar a dura realidade", mas de uma disfunção, redundando em deficiência e incapacidade. Felizmente, apenas transitória. Com a graça de Deus, claro! )

Deixo-o com Bezmenov.

E com o deprimente exercício de identificar o êxito da aplicação das táticas subersivas nos eventos sócio-políticos nacionais, latino-americanos, estadunidenses... bem como, de avaliar a adequação - ou inadequação - às nossas atuais condições, das contra-medidas possíveis, explicitadas por ele.

Atente para um dado importante: abertos os vídeos abaixo, leve o ponteiro do mouse à parte inferior do clip até ao último ícone à direita. Clique aí e ele abrirá opção para "Legendas em português".

Bom proveito.

M.

P.S. - Acredito que tais clips merecem divulgação universal. Que acha você?













segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

OITENTA ANOS DEPOIS

NIVALDO CORDEIRO - parte I e parte II



The Ogre does what ogres can, 
Deeds quite impossible for Man, 
But one prize is beyond his reach, 
The Ogre cannot master Speech: 
About a subjugated plain, 
Among its desperate and slain, 
The Ogre stalks with hands on hips, 
While drivel gushes from his lips.

W.H.Auden, August 1968. 

 

A crise de 1929 está completando oitenta anos e de novo a humanidade encontra-se confrontada com peripécias equivalentes. As mentes lúcidas da época não se enganaram com o que estava acontecendo. Se a multidão idiotizada não sabia muito bem o que a esperava, tanto os agentes do mal sabiam o que faziam como aqueles que lhes davam combate. Hitler, Stalin e Mussolini tinham seus objetivos bem claros. Na América os progressistas dominavam a Presidência da República e não hesitaram em pôr em marcha a Grande Sociedade. Entre nós tivemos a experiência do Estado Novo, fascista em estado puro. Havia um acordo entre os lideres políticos de que o caminho da prosperidade e da redenção humana passava pelo Estado Grande. Pensadores e filósofos nos dois Hemisférios passaram a legitimar o retorno ao Estado Total, que vigeu desde os tempos bíblicos, tendo sido domesticado somente no Advento cristão.

 

Homens como Ortega y Gasset, Von Mises, Raymond Aron e Irving Babbit faziam solitário contraponto a essa regressão histórica. Eles viam o enorme perigo que era a construção da Grande Sociedade, seja aquela de vertente comunista ou nazista (sua variante nacionalista), seja a fascista, que teve nos EUA um seguidor entusiasta. O redemoinho de destruição que viria embaralhou um pouco o sentido das palavras, mas oitenta anos depois é possível retornar ao ponto de partida e ver mais claramente. Só com a eleição de Barack Obama e o triunfo completo do Partido Democrata é que essa plataforma fascista alcançou o apogeu nos EUA. Não podemos esquecer que na Europa essa forma de organização social em que o Estado é tudo, compra, vende, tributa, emprega e regula a vida cotidiana de cada um – o Estado Total – já é uma realidade há muito tempo.

 

Obviamente que a liberdade como aquela entendia pela tradição judaico-cristã e pelos liberais clássicos está em vias de desaparecer, com todas as conseqüências dessa constatação. O cultivo dos valores morais, dos direitos fundamentais e da ética visigótica que coloca o primado da moralidade sexual e da propriedade foi definitivamente sepultado. O mundo mudou violentamente, de tal sorte que ficamos espantados ao percorrer os caminhos de volta dessa jornada.

 

Isso não seria importante se não tivesse conseqüências para a vida prática e para a vida do espírito. Seria um simples passatempo de um observador diletante, mas infelizmente não é. Na vida prática temos a eclosão das crises econômicas e políticas, que teve agora um novo ciclo aberto com o setembro negro, de desdobramentos imprevisíveis. A vida do espírito, esta está em franca decadência, ficando agora confinada a indivíduos isolados, verdadeiros restos de Israel que são preservados pela graça de Deus, partilhando de angústias indizíveis.

 

O fato é que oitenta anos depois voltamos ao mesmo ponto da espiral descendente que então se formava, como um furacão demoníaco. Voltamos ao mesmo ponto, mas em alguns degraus inferiores. Estamos mais perto do olho do furacão. O deus dos ventos presente no Zaratustra de Nietzsche agora sopra seu bafo infernal com mais vigor. Essa realidade foi escrita em pedra, por toda a eternidade, no poema de Yeats:

 

Tudo se desmancha no ar. O centro não segura 
a imensa anarquia solta sobre o mundo.
Terrível maré de sangue invade tudo e 
as cerimônias da inocência são afogadas.
Os homens melhores não têm convicção;
e os piores estão tomados pela intensa paixão do mal.

 

Outro poeta não foi menos atento ao que estava acontecendo, W.H.Auden. Em 1929 ele escreveu o poema que ficou até 1945 sem título e inédito. Era demasiado profético e apenas com a consumação dos acontecidos é que veio à luz. O título foi sintomático: “1929”. Transcrevo abaixo a quarta parte do poema, que fala por si: 

 

It is time for destruction of error.

The chair are being brought in from the garden,

The summer talk stopped on that savage coast

Before the storms, after the guests and birds:

In sanatoriums they laugh less and less,

Less certain of cure; and the loud madman

Sinks now into a more terrible calm.

The falling leaves know it, the children,

As play on the fuming alkali-tip

Or by the flooded football ground know it –

This is the dragon’s day, the devourer’s:

Orders are given to the enemy for a time

With underground proliferation of mould,

With constant whisper and with casual question,

To haunt the poisoned in his shunned house,

To destroy the efflorescence of the flesh,

The intricate play of the mind, enforce

Conformity with the orthodox bone.

 

You whom I gladly walk with, touch,

Or wait for as one certain of good,

We know it, know that love

Needs more than the admiring excitement of union,

More than the abrupt self-confident ferewell,

The heel on the finishing blade of grass,

The self-confidence of the falling root,

Needs death, death of grain, our death,

Death of the old gang; would leave them

In sullen valley where is made no friend,

The old gang to be forgotten in the spring,

The hard bitch and the riding-master,

Stiff underground; deep in clear lake

The lolling bridegroom, beautiful, there.

 

Oitenta anos depois podemos recitar o poeta com toda atualidade. Nada do que escreveu envelheceu, mas tudo se agravou. É como se o infernal Plutão rompesse nos céus em duelo apocalíptico com Saturno, devorando a humanidade. Os demônios estão à solta. O falcão não é mais controlado pelo falcoeiro.


De pouco adianta na prática analisar o Estado que se agigantou ao limite. Bem sabemos que análises brilhantes não livraram a humanidade dos tenebrosos anos Trinta, menos ainda os avisos apavorados das vozes proféticas. Os alertas não foram poucos, mas não havia ouvidos para ouvir. Foi como que um encontro com o Destino: forças postas em movimento garantiam que o desfecho seria inevitável e o curso dos acontecimentos não poderia ser mudado sem antes uma grande destruição.

 

Ortega y Gasset, em um dos seus brilhantes textos, mostrou que a combinação do idealismo com a poderosa máquina estatal moderna levou à tentativa de perfeição humana pelo Estado. Não por acaso ele partiu da obra de Cervantes, DOM QUIXOTE DE LA MANCHA, o grande profeta dos tempos modernos. O primeiro gesto dessa perfeição falsificada, que redundou na nefasta experiência do século XX, foi a expulsão dos judeus da Espanha quatrocentista, gesto capital que antecedeu Auschwitz. O primeiro Estado nacional moderno nem bem nasceu e enveredou pela engenharia social. Era o quixotismo com toda força em ação, o descolamento completo do real. Aquela primeira grande alucinação trouxe enorme sofrimento e perdas para o Reino de Espanha, mas quem se importou? Não haveria, desde então, mais lugar para aqueles que não se conformassem com os ditames estatais de ocasião. Antes os judeus, agora os cristãos. Os homens de poder não se contentariam mais em se dar conta dos fatos como eles são, precisarão agora aperfeiçoar a natureza. O poder crescente do Estado, junto com a alienação dos governantes, formou a receita letal que veio crescendo desde então.

 

O Estado não é apenas o novo deus, é o único deus desses homens arrogantes e desprovidos da Revelação. Mas o Estado é apenas a ferramenta pela qual indivíduos particulares, usando das prerrogativas dadas pelo poder, puderam dar dimensão ao seu ego inflado. Os reis não tão católicos de Espanha (não estou reescrevendo a história, estou dizendo que eram apenas católicos nominais, contrários à doutrina) provaram da maçã envenenada do poder absoluto. O grande símbolo desse momento é aquele criado por Leonardo da Vinci, contemporâneo de D. Fernando e D. Isabel, sua rainha: o homem vitruviano, que desde então foi largamente difundido, a ponto de suplantar o símbolo da cruz como representação religiosa. É Vênus, a Estrela da Manhã,  o símbolo do Anticristo, desde então cantado em prosa e versos. “Eu vi Satanás cair do céu como um relâmpago!” (Lc 10,18)

 

Veja, caro leitor, que esse símbolo representará o novo humanismo renascentista, marcando o resgate das antigas filosofias gregas sepultadas, o epicurismo e o estoicismo, que ressurgiram com grande vigor àquela época. Hoje essas tradições tornaram-se dominantes, dando origem ao Novo Mundo, à própria modernidade. Não haveria Reforma religiosa sem o homem vitruviano. O homem vitruviano pretende tornar literal a máxima sofística de que “o homem é a medida de todas as coisas”, mais um resgate da antiguidade, de Protágoras. Foi descoberta a quadratura do círculo. Sua representação está em toda parte onde a estrela de cinco pontas estiver gravada. É a expressão da máxima arrogância humana, seu desprezo profundo pelas coisas de Deus. Praticamente esse símbolo tremula em todas as bandeiras das nações modernas, mais das vezes em substituição ao antigo símbolo da cruz no Ocidente. Basta ver o escudo da nossa República, que substituiu o escudo Imperial, mudança emblemática dos novos tempos.

[Fui encontrar em um texto despretensioso de Beckett[1] uma bela descrição do símbolo, associado à morte e à desolação. Ei-la: “De seu leito ela vê se levantar Vênus. Mais uma vez. De seu leito com tempo ela vê  se levantar Vênus seguida pelo sol. Sente raiva então do princípio de toda vida. Mais uma vez. À tarde com céu claro ela desfruta da desforra de Vênus. Diante de outra janela. Sentada rígida em sua velha cadeira de carvalho com travessas e sem braços. Ela emerge dos derradeiros raios e cada vez mais brilhante declina e se abisma por sua vez. Vênus”. Não sei se Beckett, neste texto tardio, tinha a intenção de dar uma abordagem religiosa, mas o simbolismo é muito forte a despeito de suas intenções. O personagem feminino é como a nossa civilização, a morrer. Um trecho seguinte é ainda mais assustador: “De tanto – fiasco de tanto fiasco a loucura se imiscui. De tantos escombros. Vistos não importa como não importa como ditos. Receio de escuridão. Do branco. Do Vazio. Que ela desapareça. E o resto. De uma vez por todas. E o sol. Derradeiros raios. E a lua. E Vênus. Só céu preto”. Não escapa aqui ao observador o marcante simbolismo do Crescente, o Anticristo estampado na sua inteireza. Esta última descrição, de tão plástica, lembra um quadro de Van Gogh ou os versos de Walt Whitman citados por mim.]

 

Oitenta anos depois o triunfo do símbolo do pentagrama sobre o mundo é total. No poder assim como nas artes e no cotidiano. Tempos de cantar o Anticristo. Tempos de destruição. É o infernal Plutão rasgando o céu de Saturno.


[1] Beckett, Samuel, MAL VISTO MAL DITO, Editora Martins Fontes, São Paulo, 2008

Crianças na faixa de Gaza

A mídia, como sempre, fazendo propaganda de celerados.

Prestem atenção nas fotos abaixo. Estas crianças, todas elas, são vítimas. Todas são vítimas dos "palestinos" que as usam de todo jeito possível e imaginável desde que o objetivo seja a revolução.

Mostra o que os palestinos fazem com as crianças, mí"r"dia nacional. Digam também que nos últimos seis meses os palestinos mandaram 6 mil e quinhentos mísseis CONTRA ISRAEL. Diga também que os terroristas palestinos se instalam DENTRO DAS ÁREAS CIVIS e de lá atuam CONTRA ISRAEL e por isto caem bombas lá na Palestina depois de seis meses de ataques palestinos a Israel.



domingo, 4 de janeiro de 2009

A teoria do valor e o MITO da mais-valia

MOVIMENTO ENDIREITAR
Qui, 22 de Novembro de 2007 06:32 João Luiz Mauad

"Adam Smith e David Ricardo lançaram, nas suas investigações econômicas, os fundamentos da teoria do valor-trabalho. Marx continuou sua obra. Fundamentou com toda precisão e desenvolveu de forma conseqüente aquela teoria. Mostrou que o valor de qualquer mercadoria é determinado pela quantidade de tempo de trabalho socialmente necessário investido na sua produção."

Vladímir Ilitch Ulianov, dito Lênin.



É quase impossível acreditar que dois dos maiores gênios que a ciência econômica já conheceu estiveram na raiz de toda essa baboseira teórica chamada "mais-valia". Por mais inverossímil que pareça, no entanto, quanto a isso não há em que desmentir o maestro do bolchevismo, autor da epígrafe. Marx realmente apoiou a sua tese fundamental sobre as teorias dos dois economistas clássicos, torcendo e contorcendo argumentos à exaustão, evidentemente, como era do seu feitio.


Naquela época, a maioria dos economistas acreditava que os bens valiam o quanto custava para produzi-los, ou seja, tinham um valor intrínseco. Muito embora Adam Smith tenha partido de um "insight" perfeito, quando inferiu que o trabalho é o meio que tem todo indivíduo para alcançar o verdadeiro fim, ou seja, o consumo das coisas que lhe garantirão o bem-estar, sua dedução sobre o "valor real" dos bens como função exclusiva do "valor-trabalho" neles embutido estava obviamente equivocada, dentre outras coisas, por desconsiderar fatores como as diferenças de produtividade do trabalho ou as preferências individuais.


(Aliás, se o estimado leitor me permite uma rápida digressão, o erro de Smith e Ricardo só vem comprovar aquilo que muitos já sabem, mas que outros tantos ainda insistem em recusar: nenhum homem, por mais sábio que seja, estará certo 100% do tempo. Nem mesmo os maiores filósofos e os melhores cientistas estão imunes ao erro. Alguns acertaram mais do que erraram e outros estiveram equivocados quase o tempo todo. A ciência é uma obra em permanente construção, em que a dúvida e a investigação têm papel decisivo, cabendo aos estudiosos que se debruçam sobre ela separar o joio do trigo e fazê-la evoluir. Nesse contexto, não se pode, por exemplo, considerar a obra de Marx uma completa "nulidade", malgrado ela carregue em seu bojo uma imensidão de equívocos. “O Capital”, principalmente, traz algumas contribuições ao pensamento econômico, notadamente em relação à história do capitalismo ainda em seus primórdios. O que não dá é para transformar uma obra que já se provou ultrapassada em Bíblia de economia, como é feito amiúde nas nossas universidades.)


Mas, voltando à mais-valia, mais incrível ainda do que o erro dos economistas clássicos é constatar que há, em pleno século XXI, certos "intelequituais" que nunca ouviram falar da teoria marginalista ou em valoração subjetiva, e continuam apostando todas as fichas numa extemporânea luta de classes, apoiada no suposto antagonismo entre capital e trabalho, burguesia e proletariado, cuja gênese está justamente na 


tese espúria da "mais-valia" e sua idiota interpretação de que o lucro não é outra coisa senão a exploração do trabalho, quando na verdade ele é fruto da satisfação do consumidor e da eficiência empresarial.


Foram os liberais austríacos que derrubaram a teoria do valor-trabalho de Smith e Ricardo, demonstrando, por tabela, que a base sobre a qual Marx ergueu a tese da mais-valia e tudo que dela deriva, inclusive – e principalmente – a existência de um conflito de classes inexorável (que povoa ainda hoje os sonhos revolucionários de um monte de gente), é uma tremenda furada. 


A "revolução" austríaca está, basicamente, no “insight” de que a pedra angular da teoria econômica é a avaliação (individual) subjetiva.


Fiquemos com uma síntese de Murray Rothbard:


"A ciência econômica não trata das coisas ou dos objetos materiais. Ela analisa os atributos lógicos e as conseqüências da valoração individual. Evidentemente, as "coisas" fazem parte do problema, já que não pode haver valoração sem que existam objetos a serem valorados. Entretanto, a essência e a força propulsora da ação humana – e, portanto, do mercado – são as avaliações dos indivíduos. A ação humana é resultado de escolhas entre alternativas, que refletem valores, ou seja, preferências individuais."


Resumidamente, o que os austríacos fizeram foi demonstrar que o valor de troca dos bens é função de parâmetros outros, que não apenas os custos diretos dos mesmos e, muito menos, a quantidade de trabalho neles embutida, como inferiu equivocadamente Adam Smith. Dentre outras coisas, mostraram que, se o valor dos bens dependesse exclusivamente do seu custo, circunstâncias como escassez, abundância, utilidade ou preferências subjetivas não teriam qualquer relevância na formação do valor de troca e, conseqüentemente, nos preços dos bens. 


Um diamante bruto, achado ao acaso, por exemplo, jamais poderia valer mais do que, digamos, um par de sapatos ou uma bisnaga de pão.


O valor subjetivo que atribuímos às coisas varia em função de diversas circunstâncias, como clima (invernos amenos costumam fazer encalhar coleções inteiras), estado psicológico do consumidor (euforia ou depressão), etc. Quem nunca notou, por exemplo, que é muito mais difícil resistir àqueles lindos salgados da vitrine de qualquer boa padaria antes do almoço do que depois dele? Por conta desse detalhe simples, famílias precavidas e econômicas estabelecem como norma que as compras do supermercado sejam feitas somente de barriga cheia, a fim de evitar que as guloseimas expostas nas prateleiras se transformem em tentações irresistíveis.


Ademais, se a satisfação do comprador ou a escassez de determinado produto não tivessem qualquer interferência na formação do valor de troca, como desejava Marx, nenhuma empresa jamais teria problemas para vender seus produtos, bastando ofertá-los no mercado a preço de custo, mais uma módica margem de lucro e os clientes fariam fila na sua porta. Até mesmo a venda de geladeiras para esquimós seria possível e lucrativa, já que as necessidades e preferências do consumidor não teriam qualquer peso.


Partindo da premissa de que havia um componente subjetivo na formação de valor de todos os bens, os economistas austríacos desenvolveram também o que se convencionou chamar de "teoria marginalista", ou "lei da utilidade marginal decrescente", a qual, resumidamente, estabelece que "cada unidade extra de um determinado bem proporciona menor benefício subjetivo que a unidade anterior". Imagine um homem perdido no meio do deserto, sedento e cansado. Ele provavelmente seria capaz de pagar uma fortuna ao primeiro "capitalista" que aparecesse em seu caminho para vender-lhe uma simples garrafa de água gelada, mas não pagaria o mesmo valor por uma segunda e assim sucessivamente.


Em resumo, o preço de venda de qualquer bem depende da avaliação subjetiva que tanto compradores quanto vendedores fazem dele, e não apenas do custo de produção nele embutido e, muito menos, do tal "valor-trabalho". Se entro numa loja e compro um par de sapatos é porque valorizo mais o produto do que o dinheiro pago por ele, enquanto o comerciante valoriza mais o dinheiro do que a mercadoria. Quem quer que já tenha precisado vender com urgência um bem de menor liquidez (imóvel, veículo, etc.) sabe que o valor que atribuímos a ele se reduz à medida que o tempo se esgota.


De tão óbvias e elementares que são as evidências acima, a impressão que se tem é que os acadêmicos marxistas e sua profusão de acólitos são viajantes do tempo. É como se eles não fossem do presente, mas seres do passado. Em matéria de economia, estão ainda na pré-história. Comparando com a astronomia, por exemplo, eles seriam de uma era anterior a Galileu.

 

Publicado originalmente no MidiaSemMascara.org

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".