Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro concede Medalha Tiradentes a Olavo de Carvalho. Aqui.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Espírito Santo saindo (?) do apuro - A Última Tentação de Paulo Hartung

BLOG DA MAURA

sábado, 1 de maio de 2010





(Texto de Maura Fraga)

Paulo Hartung foi o primeiro governador da base aliada do Governo Lula, no país, a afastar o candidato lançado à sucessão para atender ao apelo de Brasília e permitir que se cumprisse o acordo firmado entre o PSB e Dilma Rousseff na noite de segunda-feira última. 

Tornou pública a decisão menos de 48 horas após o presidente nacional do PSB e governador de Pernambuco, Eduardo Campos, anunciar, em reunião com a candidata de Lula e os coordenadores de sua campanha, que os socialistas retirariam a pré-candidatura de Ciro Gomes em troca do apoio do PT aos seus candidatos em pelo menos seis estados, entre eles o Espírito Santo.

Depois disso, o que interessa esclarecer, na troca da candidatura do vice-governador Ricardo Ferraço (PMDB) pela do senador Renato Casagrande (PSB), para o Governo do Espírito Santo, é o leitmotiv de tanta pressa por parte de Hartung.

Uma das hipóteses é de que teria pavimentado o terreno para retirar a candidatura de Ferraço há algum tempo. Mas não há como acreditar que a escolha do substituto pudesse recair sobre Casagrande, um adversário reconhecido nacionalmente por sua folha de serviços parlamentares e, por conseqüência, fadado a permanecer no Palácio Anchieta nos próximos oito anos. Tudo o que Hartung não queria em seu caminho.

CASA EM ORDEM

Antes de se tornar coadjuvante da sucessão 2010, o governador exerceu o papel de ator principal. 

Fez do Poder Legislativo uma casa sem vozes dissonantes, como a Seleção Brasileira de 78, cujos dissidentes eram punidos com a não-convocação. Transformou em fortes aliados o Ministério Público e o Poder Judiciário. Dominou o Tribunal de Contas, um reduto histórico de adversários. Tornou-se quase unanimidade entre os prefeitos e garantiu na bancada federal, se não um bom grupo de amigos, pelo menos de dissimulados

Casa arrumada, escolheu um sucessor, o vice Ricardo Ferraço, o que lhe assegurou no segundo mandato a paz com o deputado Theodorico Ferraço (DEM), de Cachoeiro de Itapemirim, que chegou à Assembléia se auto-intitulando “homem-bomba" e depois silenciou para preservar o filho.

A SURPRESA

Pronto para deixar o Palácio Anchieta, Paulo Hartung sofreu um revés por sua distração em relação aos Direitos Humanos. Pressionado por denúncias que chegaram à ONU contra o sistema carcerário do Estado, viu-se obrigado a recuar. 

Por falta talvez de conhecimento histórico, o governador esqueceu que as questões relacionadas aos Direitos Humanos têm força para destruir carreiras políticas. Exemplo no Espírito Santo, o governador Christiano Dias Lopes Filho, responsável pela inclusão do Estado na área da Sudene, que caiu no ostracismo por subestimar no Governo denúncias sobre o Esquadrão da Morte, criado na Polícia chefiada por seu irmão. 

Sem clima para sair candidato, Hartung optou por concluir o mandato e comandar as eleições. Mas, ciente da sua popularidade, do fato de que no Poder influenciaria na votação em todos os níveis e como a sua própria situação só se definiria em 2014, o governador resolveu testar a classe política totalmente dependente dele.

Fez como o rei cristão que tomou uma mesquita e mandou queimar todos os infiéis que lá se achavam. Diante dos protestos, pois havia alguns fiéis naquele meio, sem piedade ordenou aos soldados: “Queimem assim mesmo. Depois Deus separa, tira os dele e deixa os outros no inferno".

CONFLITOS

Menos de duas semanas após o seu "fico", Hartung tirou o tapete do vice Ricardo Ferraço com suas declarações ambíguas sobre o apoio que deveria dar a ele como sucessor, prometendo se definir em junho, época das convenções.

Fez um convite que não poderia ser aceito ao prefeito João Coser, de Vitória, para a disputa do Senado, de olho na Prefeitura da Capital, que tem como vice seu ex-chefe de gabinete (Coser recusou, mas a essa altura já era coordenador de uma campanha desidratada de Ricardo Ferraço).

Ofereceu publicamente ao prefeito Sérgio Vidigal, da Serra, apoio para o Governo em 2014, antes prometido (embora não de forma explícita) a Coser.

Deu margem ao surgimento de boatos sobre a candidatura do senador Gerson Camata (PMDB) à reeleição, o que criaria uma briga doméstica, pois a mulher Rita, deputada federal, pré-candidata ao Senado pelo PSDB, espera os votos do marido que vai deixar a política.

Do tumulto não escapou o senador Magno Malta - aliado do governo por vias transversas -, em busca da reeleição, que no desespero anunciou o seu rompimento com o grupo palaciano e entrou em rota de colisão com o prefeito de Vila Velha, Neucimar Fraga, seu principal aliado, do PR e evangélico como ele.

As chamas do incêndio também reacenderam no coração do deputado federal Camilo Cola um sonho antigo de tornar-se senador da República. Cargo que disputou, sem sucesso, por duas vezes: antes e depois da abertura política.

Há tempos Camilo também pavimenta uma nova estrada, sem dizer por que o faz. Trouxe de volta a Cachoeiro de Itapemirim a sede da sua empresa, a Viação Itapemirim, que há anos levou para São Paulo. A volta se deu justamente após a desistência de Hartung em concorrer ao Senado. 

O empresário também teria investido em uma grande empresa de comunicação do Estado, sem tornar-se dono em caráter oficial, o que lhe daria poder de fogo para a disputa, que não teve nas vezes anteriores.

Mas, nem o temperamento sereno de Camilo resistiu à confusão. Fugindo ao seu estilo habitual, o megaempresário deu declarações interpretadas como um rompimento com Ricardo Ferraço e passou pelo dissabor de ter de negar depois. 

O incêndio na mesquita capixaba já ia bem adiantado, quando surgiu o bombeiro vindo de Brasília: o senador Renato Casagrande, escolhido a portas fechadas pelas cúpulas do PT e do PSB, sem participação de representantes do estado. 

Desde a sua chegada, as chamas diminuíram. Há fogachos aqui e ali, mas todos bem pontuais. 

O QUE MOTIVOU 

Definida a chapa majoritária e assegurado o palanque para Dilma Rousseff, a situação no estado parece resolvida. Agora, voltamos à pergunta inicial: "Por que Paulo Hartung correu tanto para ser o primeiro do Brasil a descartar um candidato de sua escolha e atender a Lula?

O que motivou essa última tentação capaz de garantir, a um só tempo, generosos espaços na imprensa nacional; a gratidão de Lula e Eduardo Campos - que comanda os estados do nordeste na guerra da divisão dos royalties do pré-sal - e a volta ao convívio com o senador Casagrande, que andava distanciado?

A escalação para um bom cargo, no futuro, como o comando da Petrobras - a jóia da coroa de qualquer Governo - pode ser uma resposta. Outra? O desejo de, após o incêndio promovido, surgir como pacificador e ter as rédeas da política regional. A terceira e última: o fato de, na realidade, nunca ter considerado o vice o sucessor por ele idealizado. E por que não as três?

Navio sem motor navega na propaganda do PT

GENTE QUE MENTE

Enviado por administrador em 09/05/2010


MENTIRA
“Há cinco anos, a Transpetro acreditou no impossível, e lançou o desafio de construir 49 navios no Brasil. Hoje, o primeiro já está no mar.” (Propaganda da Petrobras na televisão, assinada pelo governo federal, 07/05/10.)
A VERDADE
O festejado navio João Cândido, lançado por Lula e Dilma Rousseff no porto de Suape (PE), não poderia estar singrando mares como mostra a propagando do governo do PT. Por enquanto, é só uma carcaça no estaleiro: não tem instalações elétricas nem equipamentos eletrônicos nem motor nem caldeira.

Capitalismo no banco do réus

MÍDIA SEM MÁSCARA

Se você ainda não reparou ou prefere não chegar à conclusão de que a agenda verde é a nova roupa do velho movimento socialista internacional, escute Evo Morales, que resumiu: "Ou morre o capitalismo ou morre o planeta".

No mundo com acesso às informações ignoradas ou escondidas pela grande imprensa, o embuste pseudocientífico do aquecimento global já se desmanchou como um castelinho de areia banhado pelo mar. Na outra dimensão, burocratas e jornalistas pautados pelo IPCC continuam a martelar o engodo, como se nada tivesse acontecido, mostrando que a famosa máxima do ministro da propaganda nazista nunca deixará de ter eficácia.
Os partidários do aquecimento global não sabem se vai chover daqui a dois dias, mas nos comunicam, com muita seriedade, que os mares vão subir 3 metros nos próximos 30 anos. Em 2027, a temperatura média do planeta atingirá 46 graus. A coisa não se limita aos discursos. É próprio do ativista querer transformar a fantasia em realidade, e não há limites para quem acredita carregar a chave do outro mundo possível.
No chamado Dia da Terra, 22 de abril, Evo Morales e Hugo Chávez comandaram uma Conferência dos Povos sobre as Mudanças Climáticas e apresentaram uma proposta modesta: a formação de um tribunal do clima, que julgaria pessoas, empresas e países inteiros com base em suas contribuições para o aquecimento. A piada é grotesca, mas existem milhões de indivíduos mentalmente preparados para concretizá-la.
Pergunte a um meteorologista o clima da semana que vem. O máximo que ele pode fazer é indicar a probabilidade de certas condições atmosféricas. Por mais avançada que seja sua técnica, o homem não pode dar a certeza absoluta de sol no próximo domingo. O vulcão da Islândia cuspiu fogo e parou o tráfego aéreo na Europa. Nenhuma máquina previu a erupção. Não existem meios de interromper o fluxo da lava e a emissão dos gases. Só o que a humanidade pode fazer é ficar olhando e esperar passar.
A natureza é desconhecida e incontrolável. O cérebro saudável aceita este fato. Mas a operação aquecimento, como todo empreendimento de manipulação mental, veio para destruir nas multidões o senso da realidade, idiotizando-as a título de torná-las "ambientalmente responsáveis". Nesse contexto, nada mais lógico que um tribunal para julgar e punir a humanidade - em nome de uma sandice politicamente útil.
Se você ainda não reparou ou prefere não chegar à conclusão de que a agenda verde é a nova roupa do velho movimento socialista internacional, escute Evo Morales, que resumiu: "Ou morre o capitalismo ou morre o planeta". Que pretexto melhor que a salvação da Terra poderia haver para se exigir o controle da economia global? Como propaganda de massa, é imbatível. Deixa a luta de classes no chinelo.

Publicado no jornal O Estado.

NOTALATINA - Ação espetaculosa da Polícia Federal brasileira




Olá, amigos,


Divulgou-se, com muito alarde, uma notícia de que a Polícia Federal havia prendido em Manaus, o "segundo homem das FARC". Quem escreveu a matéria e divulgou o publicado nos jornais tupinikins não conhece NADA da estrutura das FARC para fazer coro com tão rotunda mentira.


O Notalatina revela o que DE FATO ocorreu, quem é o sujeito e qual o objetivo por trás desta captura tão espetaculosa.


Se vocês gostam da Verdade e não de embromações rocambolescas próprias de campanha eleitoral divulguem, porque esta notícia não será publicada pela grande mídia brasileira, mas não esqueçam de dar os créditos ao Notalatina.


Fiquem com Deus e até a próxima!


G. Salgueiro


Farsa moral do politicamente correto

MÍDIA SEM MÁSCARA
JOSÉ CARLOS SEPÚLVEDA DA FONSECA | 09 MAIO 2010 


E em nome da ideologia do "anti-preconceito" e da "não-discriminação" nosso modo de pensar e de agir é cada vez mais policiado?

A maior parte das sociedades modernas cultua como valor básico a liberdade de expressão, pela qual todo e qualquer indivíduo pode manifestar publicamente e sem censuras suas opiniões, desde que estas não incitem ao crime. Mas, curiosamente, a chamada liberdade de expressão vai sendo corroída não tanto por dispositivos legais mas por uma mentalidade, uma ideologia que se vai disseminando a pouco e pouco. Eu a qualificaria como 
a ideologia do "anti-preconceito" e da "não-discriminação".

O leitor já notou que, cada vez mais, diversas opiniões ou atitudes a respeito dos mais variados assuntos (culturais, científicos, políticos, sociológicos, até esportivos) são facilmente qualificadas de preconceituosas ou discriminatórias? E em nome da ideologia do "anti-preconceito" e da "não-discriminação" 
nosso modo de pensar e de agir é cada vez mais policiado? Policiado socialmente, policiado midiaticamente (se me permitem o termo).

Pode parecer contraditório, mas essa ideologia - e a mentalidade que ela gera - é ela, sim, profundamente discriminatória e cerceadora do direito de expressar idéias, em relação a todos os que não professam seus valores, ou melhor seus contra-valores.
Furor "não discriminatório"Faça um teste! Dê, por exemplo, uma opinião contrária ao "casamento" homossexual, à adoção de crianças por "casais" homossexuais, ou formule um julgamento moral a respeito da homossexualidade e logo verá as patrulhas do pensamento "não discriminatório" se levantarem com furor, brandindo a acusação de homofobia, um epíteto de contornos mal definidos com o qual se pretende voltar a hostilidade pública contra alguém.

Se essa opinião for dada publicamente, com repercussão mediática, o furor "não discriminatório" subirá vários decibéis e contará com a preciosa colaboração de uma parte considerável do 
jornalismo engajado, que ampliará esse histerismo ideológico.

Estamos em presença do pensamento "politicamente correto", que se tornou verdadeiramente policialesco em relação ao pensamento e à linguagem.
Alvos selecionados
Mas vejam bem, toda esta máquina de indignação tem seus métodos e metas, tem seus inimigos e cúmplices e
escolhe os momentos e os personagens alvos de sua inconformidade.

Há poucos dias Evo Morales, o presidente da Bolívia, em uma de suas investidas anticapitalistas, defendia o "socialismo comunitário em harmonia com a terra". Em determinado momento, afirmou que 
o consumo de transgênicos e de frangos alimentados com hormônios femininos causam a calvície, a homossexualidade e a impotência sexual (cfr. Valor O Estado de S. Paulo 22.abr.2010).

Era de se esperar que o furor anti-homofóbico explodisse internacionalmente. Imagine-se que as afirmações tivessem sido proferidas pelo ex-presidente norte-americano George W. Bush, um alvo preferencial da mídia "politicamente correta". A gritaria "anti-homofóbica" teria preenchido os espaços mediáticos, e os leões do pensamento "não discriminatório" teriam rasgado suas vestes em público.

Mas como a afirmação foi feita por Evo Morales, 
um membro da grei ideológica onde prolifera a ideologia do politicamente correto e onde o ativismo pró-homossexual tem sua guarida, os protestos foram bem minguados e tiveram um eco diminuto na mídia.
Silencioso marxismo cultural
Ao comentar este e outros episódios, o jovem e brilhante jornalista Henrique Raposo, no semanário 
Expresso de Lisboa (23.abr.2010) respondeu à pergunta: O que é o politicamente correto?

São trechos desse artigo que hoje quero compartilhar com os que acompanham o 
Radar da Mídia:
"I. O "Politicamente correto" é, se quiserem, um silencioso marxismo cultural. Se o velho marxismo era uma coisa de massas, este novo marxismo é uma coisa silenciosa. O politicamente correto não é uma ideologia coletiva. É, isso sim, uma crença privada. Mas, atenção, é uma crença privada partilhada, em silêncio, por milhões. É um manual de comportamento e de policiamento do pensamento e do vocabulário.

II. O velho marxismo assentava numa simples dicotomia moralista: havia os "bons", os operários, e os "maus", os burgueses. O novo marxismo cultural readaptou essa lógica para a esfera cultural, religiosa e étnica: 
há o "mau", o Ocidente branco, e há o "bom", o resto do mundo não-ocidental. Isto, como é óbvio, gera a farsa moral do politicamente correto. Uma farsa que mina o debate das nossas sociedades.

III. Um exemplo desta farsa: há dias, Evo Morales disse uma barbaridade: os transgênicos, segundo o Presidente da Bolívia, causam a terrível doença da homossexualidade. Esta declaração, que é um absurdo, não causou polêmica. Os "tolerantes" do costume não reagiram. Se tivesse sido um líder ocidental a dizer semelhante disparate, oh meu Deus, tinha caído o Carmo e a Trindade. Mas como foi um "indígena" da Bolívia, as boas consciências calaram-se. Tal como se calaram perante o racismo de Lula da Silva ("esta crise é da responsabilidade de louros de olhos azuis") ou perante a ignorância criminosa de líderes africanos ("a AIDS é uma invenção ocidental"). Pior: os "tolerantes" são incapazes de criticar a "homofobia" de Morales, mas já são capazes de me apelidar de "racista" só pelo fato de eu criticar Morales. É esta a hipocrisia vital do chamado "politicamente correto".
"

Agressão e tortura é isto!

HEITOR DE PAOLA


Agressão e tortura é isto!


Prof.ª Aileda de Mattos Oliveira


Em “Vidas Secas” tá retratado o problema da miséria, da pobreza, da saída das pessoas do Nordeste para o Brasil.”  

(Dilma Rousseff, Doutora em Guerrilha Analfabeta em Geografia).


Não poderia iniciar este artigo sem uma epígrafe retirada do ‘pensamento’ sociológico de uma emérita guerrilheira, com cursos de insídia nas universidades cheguevarianas de Cuba e que deseja implantar no Brasil a sórdida ideologia dos velhacos Castro. Tanto conhecimento de balística, de explosivos e de congêneres e, no entanto, ignorante no que diz respeito às divisões territoriais do Brasil. Nordestinos, para esta ameaça que paira sobre as nossas cabeças, são imigrantes, logo, estrangeiros. (E nós é que somos discriminadores!)

É um terrível absurdo pensar que haja possibilidade de ser sucessora do trono brasílico uma postulante também apedeuta, no que diz respeito à conjuntura brasileira, como continuação da opacidade intelectual que dominou estes oitos terríveis anos.

Como o seu mentor, derrapa no português, mantém-se no uso de uma norma não-condizente com o cargo que deseja ocupar. Como o seu mentor, diria: “Isto é “dilmenos” importância”, sem perdão para os piadistas internautas. Da mesma forma que se organiza as “pérolas” do ENEM, comecemos a arrolar as “pérolas da ‘doutora’ candidata” e teremos um glossário a ser incluído nas referências bibliográficas, como fonte obrigatória nas áreas de Linguística e Política. Na primeira, já uso eu o glossário de seu tutor.

Isto, sim, é agressão e tortura: agressão à língua e tortura aos ouvidos e à inteligência, ofendidos com os estrambóticos disparates por quem, como seu padrinho, não está à altura do elevado cargo de dirigente de uma nação. Este exemplar da fauna humana quer ser presidente da República. O que leva este país a pensar mediocremente, a não ter ambições de crescimento?  O que leva este país a aceitar a ignomínia como seu representante ao lado das Armas da República? A aproximidade desta gente pigmeia é suficiente para tudo contaminar com a baixeza de seus atos e de seu palavreado.

Como se não bastassem os conflitos entre língua e conteúdo dos sujeitos atuais, notícias divulgadas dão conta de que ‘heróicos’ BBBs e jogadores de futebol que vivem na vitrine da mídia irão se candidatar a Deputado neste dois mil e dez de grandes expectativas.

Como percebemos, o País vai ser contemplado com uma renovação exemplar, na Presidência e numa das Casas do Congresso e terá uma representatividade à altura dos eleitores bolsistas. Isso significa que entramos na era de Alice, no País dos Espelhos, mas diferentemente do que ocorre nesta aventura onírica da menina (para ir para frente tem que andar para trás), o brasileiro anda para trás porque quer regredir mesmo. Os sofismas que perturbam Alice, já se tornaram fatos normais neste mundo brasiliense de espelhos em cacos, aberração cultural que tem como causa, defendida pelos cultos e incultos, a herança colonial.

Mesmo que seja, já era tempo de desembarcarmos das naus portuguesas e estabelecermos os nossos objetivos de vida e determinarmos, imediatamente, as estratégias de ataque ao atraso intelectual daqueles que brincam de votar (a urna tem telinha), e daqueles que são votados pelos primeiros. Já era tempo de estabelecermos a conduta dos políticos, para vetarmos o ingresso dos espertíssimos boas-vidas de programas promíscuos e aumentar a promiscuidade que já campeia nas Casas do Congresso.

O Brasil precisa saber que rumo tomar, precisa assumir o leme de seu destino, precisa levantar-se e erguer-se, pois quando assim o fizer, terá altura suficiente para arremessar para os confins de judas, a horda mercenária, bárbara e vândala, corrupta e corrompida até o gorgomilo, para limpar-se da podridão que o infestou durante estes últimos anos de República.

O que mais choca a inteligência de quem a tem, é saber que um continente como o Brasil permanece, anos seguidos, submetido ao caos institucional dos desprovidos de quaisquer valores, e continua adormecido. Então, só nos resta esta alternativa: sacudir este País, com toda a força da internet acordá-lo para que, ao se espreguiçar e bocejar, ensurdeça e ponha para correr, definitivamente, a gangue de malfeitores que o vem dopando continuamente para facilmente enfiar-lhe a faca traiçoeiramente, como é característica dos de sua espécie.

*O Globo, Capa, 4/5/2010.

Mensaje urgente a los colombianos

FUERZA SOLIDARIA

Cavaleiro do Templo: troque os atores e país citado por brasileiros (lula, dilma...) e o Brasil e a mensagem encaixa-se perfeitamente para nós.

10 MAYO 2010



Las próximas elecciones presidenciales en Colombia se parecen a los comicios de 1998, cuando ganó Hugo Chávez. Los venezolanos lo eligieron no por sus virtudes, sino por su rechazo a los partidos; ahora lloran su equivocación con lágrimas de sangre. Peña Esclusa advierte a los colombianos que no cometan el mismo error. Hay evidencias de que Chávez, el Foro de Sao Paulo y el Polo Democrático Alternativo están apostando al triunfo de Mockus, para impedir la continuidad de la Política de Seguridad Democrática.

Terra entrou em mini-era glacial, diz relatório

VERDE: A COR NOVA DO COMUNISMO

Domingo, 9 de maio de 2010


Ilhas Britânicas cobertas pela neve
A Terra ingressou numa mini-era de gelo que poderá durar entre 60 e 80 anos e diminuirá a temperatura global em 0,2º C segundo relatório do Instituto de Geofísica da Universidade Nacional Autônoma de México (UNAM), noticiou “La Nación” de Buenos Aires.  

O investigador Víctor Manuel Velasco explicou que o fenômeno é causado pela diminuição da atividade solar que vem sendo registrada há anos. 

Velasco estudou os períodos glaciares e interglaciares da Terra e a variabilidade solar. Os resultados apóiam uma teoria que poderá quantificar a diminuição da atividade solar e seu impacto na Terra. 

“Hipótese alguma sobre mudança climática consegue explicar por que que acontecem esses períodos”, esclareceu ele.

Para o cientista, a diminuição da temperatura global é devida a “um ciclo natural da natureza” já verificado em outros séculos com lapsos de 120 anos e que depende exclusivamente do sol. 

Já em 2010 partes do planeta entraram nessa “mini” era de gelo e “as ondas de neve históricas que estão acontecendo no mundo são mostra disso”, acrescentou. 

Victor Manuel Velasco Herrera
Por exemplo, no século VI houve um mínimo de atividade solar conhecida como “mínimo medieval”. Posteriormente veio o “período quente medieval”, seguido de mais uma mini era de gelo no Ancien Regime e um novo período quente que se prolongou até o fim do século XX.

O fenômeno, aliás, é bem conhecido pelos cientistas sérios. Porém, como fere o mito do “aquecimento global” a mídia e os ativistas alarmistas menosprezavam-no aduzindo ser invenção de “céticos” pagos pelas multinacionais. 

Agora o fracasso da conferencia de Copenhague, o desvendamento em série de fraudes científicas praticadas pelo IPCC e evidenciadas no “Climagate” tornaram mais fácil que informações importantes como os fornecidos pela UNAM cheguem ao grande público. 

domingo, 9 de maio de 2010

Do Caos e da Desordem Congênitas

CONSIDERAÇÕES SOBRE A VIDA VIVIDA OU DESCONSIDERAÇÕES SOBRE A VIDA ESCRITA

SEXTA-FEIRA, ABRIL 09, 2010


Como é possível notar, ao passar dos olhos por qualquer televisão, jornal ou semanal, o Rio de Janeiro sofreu nesta última terça-feira a maior tempestade registrada da história. Sem fazer melodrama, a coisa foi feia. Uma das cidades do estado que mais sofreu com as águas torrenciais foi Niterói, cidade deste que vos escreve. E como estou imerso no centro do problema, o que mais ouço são as pessoas tecendo seus belos aforismos diretamente advindos da sabedoria popular. Mas existe uma diferença entre o sujeito que trabalha em meu prédio como porteiro e o que se costuma chamar de "autoridades". Espera-se que essas autoridades sejam, em suma, pessoas um pouco mais capazes. Mas não é o caso; hoje representam o povo, as pessoas do povo. A mediocridade da horizontalidade verticalizou-se.

Para um breve comentário sobre as conseqüências do ocorrido vou-me recorrer de um enxerto noticioso. No site d'O Globo em recente matéria escrita, publicada ontem, podemos ler o último parágrafo:
Bombeiros continuam trabalhando no Morro do Bumba, em busca de vítimas soterradas. Em outra frente, a titular da Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente de Niterói, Juliana Evrigue, abriu inquérito para investigar se o deslizamento no local foi causado por forças da natureza ou falha humana. Ainda esta semana, ela tomará depoimentos de moradores e funcionários da prefeitura.[i]

E por hora faremos uma pausa, pois alguns esclarecimentos devo tecer.
***

Todas as sociedades existentes possuem discursos auto-justificadores. Isso significa que as próprias pessoas envolvidas, e que constituem-se, na sociedade procuram de uma forma ou de outra uma ordem interna. Essa ordem interna é o discurso auto-justificador, há de existir um motivo pelo qual existimos, existimos em conjunto, e esse conjunto ser necessário. O discurso auto-justificador nada mais é que a história que cada um conta para si sobre a razão última da existência da própria existência que possuem, e esses discursos auto-justificadores costumam ser compartilhados entre muitos da sociedade.

Podemos constatar, e basta olhar ao redor, que uma sociedade viva é caracterizada, constitutivamente, pela interação das consciências ativas em dado momento e em dado espaço do espaço-tempo, ou se preferirem: da realidade mesma. Na sociedade humana, se constituindo dessa maneira, os discursos auto-justificadores tendem a alguma ordem. Ordem aqui uso de uma maneira que ao leitor parecerá enigmática. Por conta disto reduzirei por um momento este símbolo a um conceito, que por hora esmagará toda a carga significativa do símbolo, mas nos valerá para compreendermos o ponto em questão.

Tomemos ordem no sentido de paz. E basta ressaltar que paz não é mera tranqüilidade, tampouco calma. Paz é um estado de completude, ou seja, que nada mais falta. Ganhamos nosso símbolo de paz com nossas mães - queridas elas! Assim enquanto somos seres completamente indefesos temos a garantia materna do suprimento de alimentos, da infatigável limpeza das imundices fabricadas, do calor aconchegante no colo feminino, etc. Enquanto crianças, com mães atenciosas e carinhosas, estamos quase no estado de completude. Nada nos falta, pois muito pouco necessitamos. Cabendo ressaltar que ela nos dá tudo isso sem que mereçamos, a paz vem de graça! Crescemos e, então, já começamos a ter problemas; aos poucos nossas mães tornam-se incapazes de suprir-nos as necessidades. Cria-se, portanto, uma tensão. A tensão ocorre entre a completude do símbolo de paz, nos dado pela atenção materna, e nossas necessidades que escapam a qualquer possibilidade de supressão por qualquer outro ser humano.

Nossa vida começa com a ordem, ganhamos o símbolo de paz, e parte progressivamente para a desordem... ou não. Primeiro vamos com a desordem, voltaremos à ordem em pouco tempo.

A unidade social garantidora dos símbolos de ordem e paz é necessariamente a família. Quando temos famílias em número suficiente organizadas de uma determinada maneira, aqueles sujeitos que, por casos dos acasos, não é agraciado com a sorte de nascer em uma família típica, pode ganhar os símbolos posteriormente do meio social. Nesses casos a bondade é fruto da interação social. Se a unidade social garantidora dos símbolos se esfacela, então a bondade é fruto da intimidade do lar. Só terá alguma noção do que é realmente a paz e a ordem aqueles que, por um acaso dos casos, o conseguirem a partir da sorte de nascerem numa família unida aos moldes da normalidade humana. Parênteses! Normalidade pode ser tomado em vários sentidos, a norma pode ser da sociedade atual; a prática usual em dado meio é uma normalidade, pois vem da norma. Mas, agradeçamos aos legados culturais!, podemos conhecer como foram as naturezas dos núcleos familiares ao longo da nossa história, e por isso, em nível macro podemos traçar uma normalidade familiar. Eis que a unidade familiar, na história da humanidade, pelo menos na parte ocidental do nosso planeta, sempre foi uma constante; constante esta que conseguimos no Século XX destruir. Hoje a unidade familiar está em frangalhos, para isso foi necessário o ataque incessante, constante e vigoroso das forças corruptoras dos símbolos de paz e ordem: os revolucionários.

Os maiores garantidores sociais da ordem e da paz são os mitos fundadores. Cada grande sociedade possui seus mitos fundantes. Muitos consideram que os mitos são meras histórias fantásticas, a estes meu texto de nada serve e recomendo ir ler Foucault e Bourdieu. Mas os mitos fundantes só possuem validade real se as sociedades fundadas nesses mitos crêem neles. Aqui não há melhor ou pior, ou se crê num mito ou não. Crença é aquilo que se toma como certo, digamos, grosseiramente, que é o conjunto de premissas das quais se dão as experiências reais das pessoas em dado tempo e momento do espaço-tempo, ou se preferirem: a realidade. Voltemos aos mitos; mitos simbólicos são, como qualquer símbolo, um compactado de experiências. [Para resumir a coisa inteira digamos que eu convide o leitor a entrar rapidamente em meu apartamento enquanto eu colho alguns itens de que eu preciso. Essa visita não toma mais que uns minutos e enquanto vagueia o pensamento e a atenção na minha sala de estar retém um conjunto de experiências. Saímos do meu apartamento, então, e vamos embora. No dia seguinte, sicrano te questiona sobre como é meu apartamento. O leitor entrará em contato com um símbolo de experiências, um compactado simbólico, e dele vai extrair, ou descompactar, alguns itens, que vão sufocar o símbolo, a própria experiência retida, e transforma-lo em idéias e conceitos. Digamos, pois, que você diga a sicrano: é uma apartamento modernoso, limpo e agradável. Percebe-se, de cara, que o conjunto compactado de experiências, ou o símbolo, se transforma numa enumeração de conceitos-idéias que são figuras de linguagens, pois não precisam e exemplificam nada, a não ser o item, ou os itens, que o sujeito conseguiu retirar de sua fusão de experiências, ou melhor dizendo, de sua confusão. Isso é o que o leitor pode rememorar como um compactado simbólico se desfazendo sob a pressão das transformações em idéias e conceitos.]

Os mitos fundantes possuem/são um compactado de experiências de virtudes ou elevação moral, estética e ética. Elas dão ao indivíduo o contato com as experiências limites, o toque com o transcendente. Quando experienciados como inclinação real, no real, fundamentam a existência daquela sociedade em níveis profundos. Eles são o caminho pelo qual os seres individuais conseguem a ter com os exemplos mais virtuosos que podem existir.

Quando falamos de Jesus como um personagem mítico, estamos falando parcialmente no certo e parcialmente errado. Jesus é um personagem mítico enquanto é o condensado, por excelência, de experiências divinas, o símbolo supremo. Erramos quando o colocamos no mesmo nível dos outros personagens míticos, pois enquanto os outros personagens míticos são símbolos expressos por culturas, Jesus foi uma pessoa de carne e osso, assim como eu e você, mas que era ao mesmo tempo o Logos Divinoencarnado. Enquanto Jesus manifesta-se como personagem histórico concreto, os outros personagens míticos ficam apenas no nível simbólico noético, seja: do espírito (nôus).

Uma coisa é certa, nenhuma sociedade consegue viver sem mitos fundantes, ou auto-justificadores.

Com alguma dose de confiança de que o leitor entenderá ou se esforçará para entender, posso agora dizer que todas as sociedades ocidentais que já existiram, desde o início dos tempos até os séculos XV e XVI, eram fundamentadas por mitos que agiam como forças ativas na substancialidade da sociedade. Tivemos um período que vai do ano 40 de nosso calendário cristão até o décimo quinto e sexto milênios [para frisar: mil e quinhentos anos] em que as sociedades tinham como certo o mito fundador cristão. Cristo, o cristianismo, as sucessões apostólicas, os santos, etc., eram parte integrante de uma cosmovisão ordenadora que não aconteceu porque foi criada ou imaginada, mas seguiu um fato concreto testemunhado. Uma revelação ordenadora; aqui a ordem ganha um novo sentido: a) ordem como tipo de arranjo e b) ordem como mandamento. Os mitos sempre vinham de tempos imemoriais, agora existia um fato histórico real.

E aqui tendemos a chegar ao ponto desejado para voltar à matéria d'O Globo. Naquela época existiam caos e desordens? Existiam tragédias, guerras e conflitos? Existiam dúvidas, apreensões e ansiedades? Sim! Sempre existiu, e sempre existirá. Naquela época um temporal ou uma estiagem que acabavam por destruir tudo o que se tinha o que comer aconteciam? Certamente. E como eles ordenadamente auto-justificavam essas tragédias? Vamos tomar um clichê caxias para exemplificar: suponhamos que eles explicavam uma tragédia como "a vontade de Deus". É com muita facilidade que um de nossos modernosos contemporâneos chama a esses sujeitos de ignorantes. Mas no final a sociedade permanecia, o substrato social permanecia coerente, coeso e aberto à paz e à ordem. Voltemos ao curso natural do texto, abandonado mais acima para essa ligeira explanação.
***

É sabido que atualmente há uma guerra declarada ao pilar tripartite da nossa civilização: 1) a filosofia grega, 2) o direito romano, 3) o judaico-cristianismo. Em todos os cantos de todos os países há uma guerra cultural acontecendo. O Século XX foi o mais sangrento da história, morreram mais pessoas em um século que as pessoas todas que tinham morrido antes por conta das mesmas atividades em toda a história do mundo. E morreram muito mais por conta dos movimentos movidos pelas ideologias de massas. Enfim, o que acontece é que nesses últimos três séculos da nossa história houve um ataque de tal maneira aos fundamentos da civilização que eles simplesmente deixaram de ser crenças, rompeu-se definitivamente com o passado.

Instaurou-se um mandato autoritário do modelo de cosmovisão cientificista da Razão iluminista. O único problema é que seus mitos fundantes, e existem!, não correspondem inteiramente à realidade em que nela aqueles se instalaram. A cosmovisão iluminista é deformativa e esquizofrênica por composição genética. Nessa época, a tal época da Razão, ouve tantos ocultistas como nunca. A charlatanice era regra. E a mediocridade padrão.

Como disse acima, um mito é um compactado simbólico de experiências. Desse compactado a Razão iluminista conseguiu descompactar apenas um pedacinho minúsculo. Aliás, melhor dizendo, a Razão como símbolo da razão real que é a faculdade de unir e separar (do latim: ratio) conseguiu desaparecer com o conceito de substância, ou seja, aquilo que subsiste como força garantidora da(s) unidade(s). Separando cada pedacinho matematizável da experiência real, esqueceu-se completamente da força que garante a matéria quantificável. Esqueceu-se também de que as medidas das separações da experiência real foi ele mesmo quem criou. E seguindo à risca a evolução das deturpações ontológicas da "Razão" iluminista temos uma descida brutal na ordem cosmológica, vejamos um enxerto de Voegelin:
A era da razão recebeu seu nome, não porque fosse particularmente razoável, mas porque os pensadores do século 18 acreditavam ter encontrado na Razão, com R maiúsculo, o sucedâneo da ordem divina. A construção era instável, porque a razão humana, no sentido imanentista, isto é, a razão sem participação na ratio aeterna, é desprovida de substância ordenante. Podia-se falar sobre razão e proclamar que certas verdades eram auto-evidentes, desde que os conteúdos da ordem ainda encontrassem aceitação social pela força da tradição; mas a questão da validade não podia ser adiada para sempre. No curso das tentativas de encontrar uma base mais sólida para o novo credo imanentista, a razão que havia sido esvaziada de substância foi dotada com o significado de uma racionalidade no sentido pragmático de coordenação adequada de meios e fins. A redução do significado da razão, no entanto, apenas tornou mais dolorosamente claro o vácuo criado pela abolição do supremo bem como fonte de ordem racional. Onde deveria a cadeia infinita dos meios e fins em ação encontrar seu ancoradouro, se o logos da ordem desaparecera? O utilitarismo parecia ter encontrado uma resposta no auto-interesse do homem, que cuidaria que suas ações não lhe fossem prejudiciais, mas úteis. Mas a concepção de ordem pelo maior bem do maior número, ou pelo equilíbrio do auto-interesse esclarecido, ou pelo equilíbrio mais específico alcançado com a busca do lucro econômico, revelou-se destoante frente à desordem e ao sofrimento humano produzidos concretamente nas sociedades que viveram os primórdios da Revolução Industrial. Como o amor a Deus era tabu, Comte inventou o amor autônomo ao homem, e cunhou para este sentimento recém-descoberto o termo altruísmo. O auto-interesse do homem, que agora adquiria a conotação de egoísmo, poderia ser complementado pelo novo altruísmo como uma força estabilizadora da ordem no utilitarismo de um John Stuart Mill. A tentativa de substituir a razão pelo útil foi seguida por outras etapas de descensão ontológica – como, por exemplo, pelo descenso às forças tecnológicas da produção, em Marx; à estrutura racial dos grupos humanos, em Gobineau e seus seguidores; e, finalmente, aos impulsos biológicos, na psicologia do inconsciente. Assim, a substância da ordem desceu, na escala ontológica, a partir de Deus, resvalando hierarquia abaixo pela razão, a inteligência pragmática, a utilidade, as forças de produção e determinantes raciais, até chegar aos impulsos biológicos.[ii]

Como foi magistralmente sintetizado por Voegelin a descida ontológica na cosmologia tradicional trouxe uma desagregação social. Essa desagregação se dá pelas incontáveis ordens substitutivas que tentaram encontrar para a clássica ordem daratio aeterna, ou o Sumo Bem. Isso quer dizer que parcialmente corretos em suas análises os novos "pensadores" costumam tentar explicar tudo pelo ponto de vista reduzido de sua área deinteresse. Assim para Freud, por exemplo, tudo era explicável no comportamento humano pelos impulsos sexuais reprimidos, e disso pode-se, nos seus discípulos, criar toda uma metafísica torta da ordem humana.

Não entro no mérito da veracidade ou verdade de uma ou outra. Fato concreto inegável é que a ordenação pela ratio aeterna dá ao agregado humano nas sociedades uma substância, enquanto as outras, pela história que vemos, não conseguem dar ordem substantiva alguma. Disso decorre o senso de caos e desordem que está instaurado no mundo atualmente. As pessoas crêem que o mundo é um lugar caótico e desordenado. A isso tentam dar as mais estapafúrdias explicações. Então, voltemos ao enxerto d'O Globo com seu discurso auto-justificador:
Bombeiros continuam trabalhando no Morro do Bumba, em busca de vítimas soterradas. Em outra frente, a titular da Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente de Niterói, Juliana Evrigue, abriu inquérito para investigar se o deslizamento no local foi causado por forças da natureza ou falha humana. Ainda esta semana, ela tomará depoimentos de moradores e funcionários da prefeitura.[i]

Percebemos o quão distante está o entendimento atual da ordem das coisas. A procura incessante pelo controle das causas é uma busca descabida que só leva a mais sofrimentos e ansiedades. No plano social concreto buscam-se explicações entre causas das "forças da natureza" ou da "falha humana". Dois símbolos vazios.

O primeiro é ridículo em si mesmo, já que ninguém, e aqui é realmente ninguém, do nosso meio social político, acadêmico, social, consegue definir e saber o que é natureza. Ainda mais o que seja umas tais "forças da natureza", que na verdade, neste discurso, como figura de linguagem, querem dizer: ninguém é culpado, melhor, não podemos culpar ninguém. Esta é concretamente a pior das constatações, pois procuram-se culpados. Se não podemos culpar ninguém, e temos de recorrer à explicação das "forças da natureza", colocamos nossa justificativa em algo que ninguém sabe muito bem o que é.

O segundo símbolo: "falha humana", significa que buscam-se retroativamente culpados por coisas imprevisíveis que por acontecerem dão-nos a impressão de poderem ter sido previstas. Que causa humana poderia conceber que o Rio de Janeiro receberia a pior tempestade da história? Nenhuma. Se isso for realmente levado a sério desembocará na perfeita previsibilidade de todos os eventos possíveis que vão acontecer, resumindo, uma impossibilidade em si mesma.

De qualquer maneira os movimentos da sociedade em uma busca frenética de auto-justificação das ações e das ordens internas está num caminho em que é impossível, realmente impossível, a satisfação. Um ciclo violento e malévolo que só nos leva pelo caminho da angústia, da dor e do sofrimento, não porque a catástrofe tenha acontecido, mas porque estamos diante dela desamparados, e vãs são as vontades de querer cobrar políticos, cientistas, autoridades quaisquer, a responsabilidade pelos fatos acontecidos.

Hoje estamos tão incapazes de explicar os acontecimentos como sempre estivemos, mas antigamente a sociedade permanecia ordenada e unida, com a ordem substancial na ratio aeterna. A única diferença é que enquanto hoje tentamos nos adiantar e dominar a própria realidade para mero conforto interno antigamente a sociedade aceitava plenamente sua fraqueza constituinte e permanecia ordenada enquanto sociedade substancial. Querer prever causas materiais indefinidas e infinitas com boa dose de certeza, poder tomar as medidas cabíveis em tempo recorde, e evitar tais tipos de acontecimentos que sempre sobrevirão sobre nossas pobres vidas é o que deseja a sociedade como hoje está constituída: não é nunca difícil ressaltar a completa impossibilidade de ordem e paz em tal tipo de sociedade, deixo o aviso.
[i] http://oglobo.globo.com/rio/mat/2010/04/08/mortes-deslizamentos-boatos-de-arrastao-niteroi-tem-dia-de-tristeza-medo-916281982.asp
[ii] VOEGELIN, Eric. Necessary moral bases for communication in a democracy. In: Problems of communication in a pluralistic society. (Papers delivered at a conference on Communication, the fourth in a series of Anniversary Celebrations, March 20, 21, 22 and 23, 1956). Milwaukee (Wis.): The Marquette University Press, 1956. pp. 53-68. Resumo: Antônio Raimundo dos Santos. Tradução e compilações: Francisco G. Heidemann. Comentário: Antônio Celso Mendes. in “CADERNO DE CIÊNCIAS SOCIAIS APLICADAS” Abril de 2002 PUC-PR

Olavo de Carvalho não está desapontado. Você está? Ou encontrou alguém que está? Muita, mas muita calma mesmo nesta hora!

Um dia, o lobo teve a idéia de mudar sua aparência para conseguir comida de uma forma mais fácil.
Íntegra aqui


Bom, já que alguns internautas se manifestaram com comentários ao artigo que está lá no Libertatum, eu estou aqui também. Para entenderem, cliquem no link indicado, ok?


Vou pegar trecho do que escreveu Klauber (Libertatum) lá: 



"...expus que no meio liberal-conservador há pessoas desapontadas com o fato, entre elas o Prof. Olavo de Carvalho".


Agora o que disse o citado, Olavo de Carvalho, transcrito pela sua esposa, Roxane, com autorização para publicação no Cavaleiro do Templo



"Olavo de Carvalho disse que preferia que o acordo entre PT do B e PT não tivesse acontecido, mas sabe que esse tipo de alianças é tradicional e inevitável no Brasil. Não é coisa que o espante nem o decepcione. Afinal, João Goulart não foi eleito na chapa da UDN? Palavras dele.


Então, temos uma pessoa dizendo que o Olavo está desapontado e o próprio Olavo dizendo que não está.  

O que Klauber escreveu para o Mario Oliveira, para mim e o internauta em busca de informações:

"Posso afirmar com plena certeza que o Sr ... e o professor Olavo de Carvalho estão muito desapontados em emprestar-lhe a confiança depositada."


O que mais precisa ser dito? 


Eu poderia parar por aqui, não acham?



Mas precisaVA ser dito no artigo do Libertatum que a coligação do PT com o PTdoB deu-se em SÃO PAULO, não em todo o país. Inclusive mostrei que em Minas PT e PSDB estão se "esfregando" também, bem como o DEM com o PT e PMDB do meu estado, que aliás estão juntos faz tempos. O DEM aparece aí pois Klauber disse não saber que o DEM também fazia isto. Deu um azar desgraçado pois o fato (PT/DEM/PMDB de mãozinhas dadas) deu-se no meu estado e conheço pessoalmente o ator do Democratas. 

Voltando, daí a dizer: 



"...ele (Mario) mudou (de lado)! (Ou foi mudado de lugar, mas preferiu manter-se assim, o que dá no mesmo.)é demais!!! Eu acho!!! 


Uma das curiosidades do artigo: 



"Ora, eu (Klauber) não mudei de lugar"!!! 

Ora MEUS DEUS DO CÉU!!! NÃO MUDOU??? E isto aqui

"...minha decisão de abandonar meu entusiástico apoio"?


De onde surgiu toda a confusão?

Um eleitor escreve para o Klauber depois de ter dúvidas quanto à RÁPIDA MUDANÇA no apoio dado pelo mesmo ao Mario Oliveira. Klauber me inseriu na conversa sem pedir autorização, nem mesmo para dizer meu nome de batismo a um completo desconhecido. E isto tanto no e-mail quanto no artigo. Inseri então o Mario para que pudesse dar suas considerações. Daí apareceu o nome do Olavo de Carvalho através do Klauber. Escrevi para a Roxane e o resto vocês já leram acima.

Sobre este trecho (Em contato com o Sr Mario, sugeri que ele publicamente repudiasse ou se isentasse deste enlace, pelo que ele se manifestou contrário, porque, segundo ele próprio, não deseja criar um "desconforto no partido") leiam a resposta pública de Mario Oliveira aqui.

Este trecho acima é parte de um longo e-mail com muito mais informações que o Klauber não revelou, inclusive o contexto em que ele colocou estas "sugestões" ao Mario Oliveira. Não sei se ele pediu ao Mario para publicar mas como não pedi, não vou fazê-lo. 

É evidente que tiraria, tiro e tirarei qualquer referência a quem quer que seja em meus blogs sempre que eu encontrar alguma coisa que não esteja de acordo com a minha "visão de mundo". Se eu tivesse bola de cristal nunca precisaria remover nada deles, nunca. 

Estamos em uma época em que está se tornando cada vez mais claro e evidente aquilo que separa os aproveitadores do Brasil, travestidos com infinitos adornos, e do outro lado os que querem viver em um país com, digamos, os mais altos valores humanos. Durante estes momentos da humanidade (pois esta não é a primeira vez que isto ocorre) a confusão reina nas almas. O melhor a fazer, na minha opinião, é estar perto daqueles que provam, dia após dia, seus compromissos com aqueles mais altos valores. Por isto estou próximo (no sentido ALUNO, pelo menos) a Olavo de Carvalho, Graça Salgueiro, Heitor de Paola, Nivaldo Cordeiro, Arlindo Montenegro, entre outros.

Sim, muita, mas muita calma mesmo nesta hora!

Kolkhozes brasileiros: propriedades rurais sendo coletivizadas

DEMÉTRIUS SURDI

SÁBADO, 8 DE MAIO DE 2010


O artigo que segue é baseado na matéria-denúncia “Quilombo de Palmas: mais um Kolkhoze tupinikin!” do Notalatina e pretende ajudar na divulgação desse que é mais um escandaloso acontecimento no Brasil e para a nação brasileira. Visitem o link para se inteirarem do assunto, lá é possível ouvir um documento de áudio que corrobora a denúncia. Aqui farei uma breve digressão para ajudar a entender o que está em jogo. 

Assim como na comunista União Soviética as propriedades rurais eram coletivizadas e passadas para o controle do Estado, também aqui no Brasil muitas propriedades rurais estão sendo destituídas das mãos dos produtores, que nelas trabalham e delas provêm o seu sustento, para serem transformadas em terras do Estado. Na URSS, essas terras de produção coletiva, servas do Estado, eram chamadas deKolkhozes, aqui elas estão sendo mascaradas sob o título de “quilombos” ou “reservas indígenas” (nem todos os quilombos ou reservas indígenas são servos do Estado, mas dos recentemente criados, grande parte está servindo para essa finalidade. A reportagem da Veja indicado pelo Notalatina explica esse ponto). Trata-se de uma agressão violenta do governo socialista brasileiro contra a propriedade privada, que precisamos defender por ser um direito inalienável ao homem. Inadmissível o argumento de “dívida histórica” para com os descendentes de escravos, índios ou o que for – nada de aceitar o atropelamento da Constituição e das leis. 

É necessário compreender a atitude praticada pelo governo brasileiro como uma revitalização e adaptação da técnica soviética ao contexto local. Não faz muito tempo que a URSS deixou de existir. O seu fim não representa o fim da ideologia por ela representada, muito menos não significa o sepultamento das pessoas que a sustentavam. O comunismo continua no mundo da mesma forma como as pessoas que a cultuam. A era que vivemos é uma continuação dos episódios provocados por essas ideologias paridas nos últimos dois séculos, engendradas para entrarem em conflito com a tradição e confundirem a mentalidade das pessoas. 

Quase três décadas antes da revolução que instaurou na Rússia o comunismo, o Papa Leão XIII (encíclica Rerum Novarum) já alertava em 1891 para os perigos dessa ideologia que, entre outras vontades, apregoava o fim da propriedade privada, como se a coletivização das terras fosse resolver a desigualdade econômica e social. Pelo contrário, a propriedade particular é que dá segurança para o indivíduo, que tem onde produzir, permanecer e prosperar, para assim provir o sustento de sua família nas gerações seguintes. 

Para terras públicas o produtor não dedicará esforços do mesmo modo como dedica para sua propriedade rural particular, visto que a incerteza da coisa pública lhe impede investir na terra que será usufruída por qualquer um, e não por sua família ou seus herdeiros. 

Não vêem, pois, que despojam assim esse homem do fruto do seu trabalho; porque, afinal, esse campo amanhado com arte pela mão do cultivador, mudou completamente de natureza: era selvagem, ei-lo arroteado; de infecundo, tornou-se fértil; o que o tornou melhor, está inerente ao solo e confunde-se de tal forma com ele, que em grande parte seria impossível separá-lo. Suportaria a justiça que um estranho viesse então a atribuir-se esta terra banhada pelo suor de quem a cultivou? Da mesma forma que o efeito segue a causa, assim é justo que o fruto do trabalho pertença ao trabalhador. (Leão XII, Rerum Novarum, em A propriedade sancionada pelas leis humanas e divinas). 

Indo contra esses princípios, o governo quer suscitar a briga entre os homens, que antes não existia, pela disputa de terras que agora precisam ser defendidas com barricadas contra a tirania das vontades socialistas dele próprio, o Estado, que joga militantes sociais em uma briga que não lhes pertence, mas que lhes agrada pelo oportunismo.   

Vamos fazer chegar essas notícias a um maior número de leitores, como a Graça Salgueiro está fazendo ao denunciar no seu Notalatina. Obrigado Graça pelo serviço prestado!

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".