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domingo, 26 de outubro de 2008

CRISE LIQUIDA COM GOVERNO DO PT E VEM NOVO PACOTÃO POR AÍ APÓS A ELEIÇÃO. AGUARDEM!

BLOG DO ALUIZIO AMORIM
Domingo, Outubro 26, 2008


O gráfico mostra o "momento mágico" e a realidade nua e crua


“Espetáculo do crescimento”, “momento mágico da economia”, “nunca antes neste país”, “fundamentos econômicos sólidos”, “marolinha”, “perguntem ao Bush”.

Se você, caro leitor, acompanha o noticiário político e econômico sabe quem foi que proferiu as frases acima arroladas, é claro, Lula, jactando-se da robustez da economia brasileira, sem falar que o ministro da Fazenda, Guido Mantega também andou tirando uns sarros de seus colegas do FMI.

Lula tentou fazer crer à população brasileira que o país estaria vivendo o “espetáculo do crescimento” construído pelo governo do PT.

Há pouco, lendo a revista Veja desta semana, a coluna Radar informa que, ao concluir-se a contagem dos votos deste segundo turno, o governo larga mais um pacotão econômico para tentar evitar a bancarrota.

Entretanto, o gráfico acima desmonta não só a retórica lulística, como de resto todo o governo do PT. Notem que a turma da Petrossauro nem mesmo divulga mais sucessivas descobertas de petróleo, já que o preço do barril despencou e o pré-sal virou piada.

E o pior, quem pagará a conta mais uma vez será o povo brasileiro, mais especificamente a classe média. Os tubarões da indústria e das finanças e a turma do Lula, que detém informação privilegiada sobre, por exemplo a oscilação do dólar, irão safar-se. Os miseráveis continuarão tão miseráveis como antes e a classe média já combalida tomará o rumo do miserê.

Quem me enviou o gráfico foi o Paulo Castellari Filho, um ex-empresário paulista que hoje opera no mercado e acompanha diuturnamente a gangorra das ações no Brasil e no mundo. Afinal, é profissional na área. Tem também um blog e colabora neste espaço.

No email em que me enviou, anexou algumas observações que transcrevo aqui. Diz Castellari:

Eu gosto de olhar um gráfico porque é um banco de dados e nos revela as verdades que costumam ser escamoteadas.

Gráficos em bolsa de valores nos mostram como evoluíram os preços de um ativo em um determinado período de tempo.

Dizem mais: no caso do Índice Futuro Bovespa, contam a evolução de nossa moeda e as expectativas futuras sobre a economia que os agentes econômicos têm. Expõe a verdade de uma maneira crua e direta, sem enganação.

Neste gráfico está a realidade nua e crua.

O governo Lula simplesmente acabou. Ele pode ainda não ter percebido, mas o mercado mostra isso claramente a ele. Mais uma semana e a Bovespa estará no seu devido lugar, de onde nunca deveria ter saído. Somos o mesmo Brasil de 2003 quando a mentira começou.

Caímos em quatro meses toda a evolução econômica que o governo do PT achou que construiu. Essa verdade virá a público em menos de duas semanas.

Mas, em se tratando de bolsa, a queda vai além do bom senso. Se continuar a cair desta forma muito em breve a situação econômica do país entrará em colapso.

Senhores vendedores... Coloquem suas barbas de molho porque a correção técnica está perto de acontecer.

terça-feira, 4 de março de 2008

Respeitem a dor do povo colombiano, Sr. Amorim e Sr. Lula da Silva!

Do blog MOVIMENTO ORDEM E VIGÍLIA CONTRA A CORRUPÇÃO
Segunda-feira, 3 de Março de 2008

AMORIM DIZ QUE COLÔMBIA DEVE “PEDIDO DE DESCULPA” AO EQUADOR

Para o ministro, governo colombiano deve formalizar as desculpas para conter a crise gerada pelo ataque às Farc. O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Celso Amorim, condenou em Brasília nesta segunda-feira, 3, o ataque militar colombiano aos rebeldes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) no último sábado, 1º, acrescentando que Bogotá deve um pedido de desculpas formal."A violação territorial é muito séria e precisa ser condenada", afirmou o ministro. "O Brasil condena qualquer violação de território." FSP

COMENTÁRIO:

A questão crucial desse imbróglio é que o Chávez financia e fornece armas a guerrilha, e o Rafael Correa, do Equador, também negocia e protege os terroristas dentro do território equatoriano. A possível violação territorial da Colômbia, coisa que o presidente da Álvaro Uribe rebateu, é o detalhe mais ridículo dessa história. Essa gritaria não passa de cortina de fumaça para tentar desviar a opinião pública do verdadeiro crime hediondo que está sendo cometido pelos presidentes da Venezuela e do Equador.

O fato é: quem dá guarida a criminoso, criminoso é! Mais um pouco, e Lula da Silva e seu corpo “dipromático”, também fazem 01 minuto de silêncio em homenagem ao companheiro morto, do Foro de São Paulo, Raul Reys.

Tenham vergonha na cara! Respeitem a dor de um povo que vive refém nas mãos desses facínoras. Por Gaúcho/Gabriela

ENVIEM SEU PROTESTO AO ITAMARATY E AO SENADO
(Sugestão do Reinaldo Azevedo)

Envie seu protesto contra a o apoio covarde do governo brasileiro às Farc e aos filoterroristas Chávez e Correa Em linguagem respeitosa, envie o seu protesto ao Itamaraty contra a posição do governo brasileiro em face da agressão de que é vítima o povo colombiano. Envie os e-mails para os seguintes departamentos:

- Assessoria de Imprensa do Gabinete do ministro Celso Amorim
imprensa@mre.gov.br

- DEA - Divisão da Organização dos Estados Americanos
dea@mre.gov.br

- DHS - Departamento de Direitos Humanos e Temas Sociais
dhs@mre.gov.br

Envie, depois, uma cópia de seu protesto para a Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado. Não é preciso mandar cópia a todos os membros. Basta que ela chegue ao senador Heráclito Fortes (DEM-PI), o presidente.O e-mail do senador é este:
heraclito.fortes@senador.gov.br

Espalhe esses endereços na rede.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Ingrid Betancourt está "muito doente" nas mãos das Farc

Do portal MSN NOTÍCIAS
Por Fabián Andrés Cambero

CARACAS (Reuters) - A ex-candidata presidencial colombiana Ingrid Betancourt, há mais de seis anos sequestrada pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), está "muito doente" e passa por uma situação difícil, disseram reféns libertados pela guerrilha nesta quarta-feira.

O ex-parlamentar Luis Eladio Pérez disse que viu Betancourt, que também tem a nacionalidade francesa, pela última vez há 23 dias e por poucos minutos.

"Ingrid ficou muito mal, está física e moralmente esgotada, temos que fazer uma imensa campanha para libertá-la o mais rápido possível", disse Pérez a jornalistas.

Pérez acrescentou que a ex-candidata tem problemas físicos e sofre maus-tratos (olhe a ampliação da foto acima, uma corrente a prende como se fosse um animal e LULA ainda acha que as FARC são um grupo "rebelde" apenas) daqueles que a mantém em cativeiro, enquanto permanece presa em condições "subumanas". Os ex-reféns também afirmaram que a política sofre de uma reincidente hepatite B.

A também ex-legisladora Gloria Polanco, também libertada nesta quarta-feira, lamentou a situação vivida por Betancourt. "Como mulher, como mãe, mando uma mensagem para Ingrid Betancourt, que ficou na selva muito doente", disse.

Polanco, Pérez e outros dois ex-parlamentares foram libertados na quarta-feira após anos no cativeiro, em uma decisão unilateral das Farc, em reconhecimento aos gestos humanitários do presidente venezuelano, Hugo Chávez, e da senadora colombiana Piedad Córdoba.

Chávez recebeu os agora ex-reféns no palácio presidencial e ouviu pedidos para que interceda em favor da ex-candidata à Presidência da Colômbia. O presidente venezuelano mandou uma mensagem sobre a política para o líder das Farc.

"Marulanda, a primeira coisa que vou te pedir do fundo do meu coração é que mude o local onde está Ingrid, que a mude para um comando mais próximo de você...enquanto seguimos tratando e abrindo caminho para sua libertação definitiva. Creio que seja urgente", disse Chávez.

Os reféns libertados nesta quarta pediram que se trabalhe por uma imediata e definitiva libertação de dezenas de pessoas sequestradas, as quais as Farc buscam trocar por cerca de 500 guerrilheiros presos por meio de um acordo humanitário com o governo colombiano.
"Trabalharemos sem descanso para conseguir a liberdade de todos, mas particularmente a de Ingrid Betancourt, que passa neste momento por uma situação extremamente difícil", disse Pérez.

Betancourt foi sequestrada pelas Farc durante sua campanha para a Presidência em fevereiro de 2002.

A França tem demonstrado interesse nas negociações por uma troca humanitária e tem expressado confiança de que a intervenção de Chávez facilite a entrega dos reféns.

O governo colombiano, no entanto, retirou Chávez das negociações de paz, por considerar que ele ultrapassou suas funções, o que provocou tensões diplomáticas entre os dois países.

Pérez também disse que os três norte-americanos mantidos reféns pela guerrilha estão em uma situação complicada e contaminados com doenças tropicais.

Comentário do C.T. - este é o "grupo rebelde ou insurgente" que o PT e todo o FORO DE SÃO PAULO não reconhece como TERRORISTA, TRAFICANTES e SEQUESTRADOR. O FORO DE SÃO PAULO entende que terrorismo é o que faz Álvaro Uribe, Presidente da Colômbia, contra as FARC. LULA e demais particpantes do FSP assinaram documento que diz exatamente isto. O Governo brasileiro, nas mãos do PT, não pode mesmo reconhecer as FARC como terrorista, nem como traficante nem como sequestradores, sabe porque? Se o Brasil fizer isto, o PT A-C-A-B-A pois a Constituição Federal diz que um partido político que esteja associado a organização ilegal está automaticamente EXTINTO.

(Colaborou Luis Jaime Acosta na Colômbia)

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Íntegra da entrevista de César Benjamin, fundador do PT, sobre os projetos de corrupção do partido

Cavaleiro do Templo fala: abaixo uma entrevista que se complementa com a leitura do post do Olavo de Carvalho chamado "PT, o Partido dos Ricos". O entrevistado, César Benjamin, foi coordenador da campanha de Lula a presidente em 1989 (apenas um ano antes da fundação do FORO DE SÃO PAULO), portanto não preciso dizer que conhece "o cara" profundamente.


Canal Livre, TV Bandeirantes (31/07/05)


Fundador do PT e coordenador da campanha de Lula a presidente em 1989, o cientista político César Benjamin foi um dos entrevistados por Roberto Cabrini, Fernando Mitre e Antônio Teles na edição do programa Canal Livre da TV Bandeirantes que foi ao ar no dia 31 de agosto de 2005. César deixou o PT em 1995. Segue o que ele disse:

Roberto Cabrini – O senhor acredita que o presidente Lula termina o seu mandato?

César Benjamin – Eu acredito que termina. Eu acho que não há, nesse momento, na sociedade brasileira nenhum setor minimamente significativo interessado em interromper o seu mandato. O impeachment é, antes de tudo, uma decisão política.

RC – Nós temos um presidente refém da oposição nesse momento?

CB – Eu acho que o Lula é refém de um pouco de tudo. Eu acho que ele é um presidente fraco. Vai terminar o mandato de maneira melancólica.

RC- E se for comprovado que ele sabia de tudo isso?

CB – Certamente a situação se agrava muito e nós teremos uma situação imprevista. A grande elite brasileira teme a possibilidade de que o vice-presidente José de Alencar assuma o governo, altere a política econômica e se credencie a como forte candidato para 2006. A gente prefere o Lula fraco chegando em 2006 a criar esse vazio de poder.

Fernando Mitre – Como o senhor vê a alegação do presidente Lula de que as elites estão tramando contra ele?

CB – Eu acho que o Lula desassociou aquilo que ele faz daquilo que ele diz. Ele é capaz de demitir o Olívio Dutra de manhã e a tarde dizer que jamais aceitará nenhuma pressão das elites, tendo nomeado o indicado de Severino. Ele é capaz de cortar as verbas de todos os ministérios e dizer que nenhum governo faz tanto quanto o dele está fazendo. Eu acho que ele está apelando para os segmentos da opinião pública menos informados e buscando uma identificação mais de base, de classe social de origem. Uma identificação profundamente despolitizada, dirigida aos setores menos informados. Foi a saída que ele encontrou.

RC – Até quando a popularidade do presidente resiste a esse processo?

CB – É difícil afirmar, até porque para isso seria preciso saber bem como funciona a cabeça desses setores da opinião pública que estão mais distantes. Setores mais empobrecidos e menos informados. Eu acho que ele terminará muito mal o governo, até porque ele está fazendo um governo muito ruim. As mudanças que ele fez desassociaram ainda mais seu governo do projeto original do PT

Antônio Teles – O senhor acha que ele tem o controle dos movimentos sociais de tal forma que em uma emergência ele poderia lançar mão desses movimentos para um esforço na rua e pressionar pela permanência e se fortalecer?

CB – Não acredito. A relação do Lula com os movimentos sociais vem piorando e está no seu ponto mais baixo. É muito fácil armar cenários, mas os movimentos sociais fizeram um esforço de ir a Lula propor uma alternativa e a posição que eu percebo hoje é de grande frustração.

AT – Por exemplo, o MST não participa.

CB – Há um distanciamento crescente e cada vez mais explícito, até porque o projeto de reforma agrária está parado.

FM – O senhor foi o primeiro a se declarar frustrado com o PT em 1990. Qual o motivo?

CB – Isso remete a uma questão importante, relacionada com que está acontecendo hoje: a longevidade desses esquemas que estão aparecendo nesse momento. O que está aparecendo agora não é fruto de uma atitude individual intempestiva de alguns. É uma prática sistêmica que tem pelo menos 15 anos no âmbito do PT, da CUT e da esquerda em geral. Nesse ponto, a responsabilidade do presidente Lula e do ex-ministro José Dirceu é enorme (Nota do C.T. - é como o Olavo sempre disse: o que está acontecendo não começou agora...)

RC – Como o país vai sair desse processo?

CB- Talvez um país um pouco mais dilacerado. Eu temo muito porque temos processos de natureza sociológica. É um país urbanizado e empobrecido, que tinha até aqui uma espécie de reserva política e moral. Ele gastou essa reserva.

AT – Mas o senhor não acabou de contar como foi seu processo de desilusão...

CB – Isso que está aparecendo agora é o desdobramento de uma série de práticas que começaram na gestão do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador) no início dos anos 90, quando o senhor Delúbio Soares foi nomeado representante da CUT na gestão do FAT. Até onde eu sei, começaram ali práticas de financiamento muito heterodoxas. Isso se desdobra na campanha de 94.

AT – Na época, lançou-se mão do FAT?

CB – Sim. Começa um tipo de prática que vai dar a esse grupo uma arma nova na luta interna da esquerda.

RC – Na época, quem tinha conhecimento disso?

CB- O grupo mais íntimo de Lula. O Lula nunca foi um quadro orgânico. Ele sempre teve seus esquemas pessoais na vida interna do PT que culminou na formação do Instituto da Cidadania, anos depois. Um esquema paralelo que seus amigos mais íntimos freqüentavam. Esse esquema pessoal do Lula começou a gerenciar quantidades crescentes de recursos e isso foi um fator decisivo para que o grupo político do Lula pudesse obter a hegemonia dentro do PT e da CUT. No início dos anos 90, a disputa interna do PT era muito equilibrada. Eles chegaram a perder uma convenção em 1993 e introduziram uma arma nova nessa disputa interna. Quando você está numa disputa interna e introduz uma arma nova, você tem grande vantagem. Essa arma foi o poder do dinheiro.

RC – O senhor chama isso de deslumbramento do poder ou de os fins justificam os meios?

CB – No início havia fins. Havia projeto político de controlar o PT, de controlar a CUT, mas eu acho que com o tempo esse grupo foi dissolvido por sua própria prática.

FM – Parece que houve uma desilusão muito grande do senhor em 89, ainda no final da campanha eleitoral...

CB – No fim de 1989 eu tive meu sinal amarelo na relação pessoal com o Lula. Ele me disse que nos dias seguintes ao famoso debate da rede Globo ele tinha se reunido com a direção da Globo e tinha derrubado vários litros de whisky. Eu achei que foi uma atitude extremamente antiética. Eu achei que uma pessoa que se prestava a esse papel tinha um problema de caráter.

FM – O que ele alegou?

CB – Ele alegou que não ia brigar com a Globo, que precisava ficar bem com a emissora. Depois eu participei da coordenação da campanha de 1994 na direção do PT. Houve nessa campanha um segundo fato que foi para mim a gota d'água: o levantamento de recursos paralelos, como diz Delúbio Soares, recursos não contabilizados, sem que isso tivesse sido discutido na direção. Eu não sabia, a direção não sabia. Só o grupo de amigos do Lula participava desse tipo de decisão. Eu me lembro de ingenuamente propor várias vezes na coordenação da campanha que nós abríssemos ao público o nosso sistema de financiamento e pedíssemos que os adversários fizessem o mesmo por uma questão de transparência de campanha. O próprio Lula foi quem me falou que não faríamos isso, sem explicar por quê. Depois ficou claro que havia um financiamento via bancos, empreiteiros, que nunca havia sido discutido na direção do partido. Não era aceitável que uma fração da direção do partido montasse mecanismos paralelos. Não obtive nenhuma reação da direção do PT. Havia um encontro nacional do partido em 1995. Levei essa questão a 800 delegados do partido e usei a expressão "isso é o ovo da serpente" – se não cortar imediatamente, isso vai destruir o partido.

RB – Então o senhor não se surpreendeu com que aconteceu?

CB – Não. Esse é, inclusive, um esquema que se desdobra em várias frentes. É possível ver as impressões digitais desse esquema em Santo André, no caso Celso Daniel. Estamos diante de um grupo que estava montando dentro do governo Lula o que talvez pudesse vir a ser o maior esquema de corrupção já conhecido. Se pegarmos os fios e juntarmos, teremos um conjunto de entidades, instituições e empresas públicas e privadas que é assustador. Aparece no Banco do Brasil, na Petrobrás, nas verbas de publicidade, nos fundos de pensão. Esse esquema tem complexidade e permanência no tempo. Ele estava inovando. Houve um tempo que as empreiteiras eram as grandes vilãs, mas como o governo não faz obras, passou a ser a publicidade.

FM – O senhor concorda com o roteiro de denúncias de Roberto Jefferson?

CB – Eu não conheço o Roberto Jefferson, mas acho que é uma questão muito grave. Acho que o Lula tem uma responsabilidade histórica por ter introduzido um tipo de prática que a esquerda brasileira não conhecia e que corroeu por dentro seus valores.

RC – Esse país dilacerado que o senhor antevê será um país mais democrático?

CB – Não sei o final. Nós estamos em vôo cego.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Lula e Dilma podem ser denunciados por crime de responsabilidade por esconder gastos dos cartões

Do portal ALERTA TOTAL
Por Jorge Serrão em quinta-feira, 07 de fevereiro de 2008

O Chefão Lula da Silva e sua candidata à sucessão (a super poderosa ministra Dilma Rousseff) podem ser denunciados por crime de responsabilidade, porque se negam a divulgar todos os dados sobre os cartões corporativos chapa-branca, principalmente as despesas secretas da Presidência da República. A advertência é do senador Álvaro Dias (PSDB-PR), que desde setembro de 2005, pede oficialmente, e o Palácio do Planalto não envia tais informações.

A regra é clara: nenhum gasto público pode ser afastado de prestação de conta e da fiscalização do Congresso. Lula se lixa para a lei. Merece ser punido por isso. O ministro Marco Aurélio Mello, presidente do Tribunal Superior Eleitoral e ministro do Supremo Tribunal Federal, já advertiu que a Constituição não assegura à Presidência da República qualquer segredo sobre cartões corporativos: "Eu custo a acreditar que possamos ter na Constituição Federal algum preceito que, interpretado e aplicado, revele essa espécie de sigilo contra a coisa pública. O interesse coletivo se sobrepõe ao interesse individual".

Agora, com a decisão oficial de não fornecer dados sobre gastos da Presidência – inclusive para a CPI armada e manipulada pelo próprio desgoverno petista -, a ministra Dilma, o Secretário de Administração da Presidência, General Romeu Costa Ribeiro Bastos e o próprio presidente viram alvos diretos e preferenciais de uma ação judicial. Os dez funcionários responsáveis pelas despesas do gabinete da Presidência gastaram R$ 3,6 milhões em 2007 com cartões de crédito do governo. Sem detalhamento das despesas, os gastos ocorreram com viagens do presidente Lula e sua comitiva, manutenção urgente dos palácios presidenciais e necessidades de Lula e da primeira-dama, Marisa Letícia.

O senador Álvaro Dias promete chumbo grosso contra o Planalto: "Em caso de manutenção da negativa de acesso, a decisão sobre o crime de responsabilidade, em tese, praticado pela ministra e pelo secretário de Administração da Presidência, tem conexão com a responsabilidade do presidente. O povo brasileiro tem o direito de saber onde estão gastando o seu dinheiro, por que o governo federal está se tornando campeão dos gastos na história da administração pública, por que é tão perdulário e por que fecha os olhos e não combate a corrupção que é latente e visível? Deveríamos idealizar um concurso para premiar quem conseguir quebrar a caixa-preta dos cartões corporativos da Presidência da República. Por que tanto mistério? Por que o Presidente da República não admite que o Senado Federal, valendo-se de dispositivo constitucional, possa saber onde gasta o Presidente e sua entourage?".

Sentindo o golpe das denúncias da oposição sobre o abuso nos gastos com cartões, o desgoverno aplicou ontem um contra-golpe. Por ordem do poderoso Lula, o senador governista Romero Jucá (PMDB-RR) protocolou o pedido de abertura de uma CPI para investigar os gastos do governo com cartões corporativos desde a Era FHC. A base amestrada do desgoverno se antecipou à oposição para ter o controle da CPI que sairia de qualquer jeito. Foi patético o cínico teatrinho mal encenado pelos ministros Dilma Roussef (mais nervosa que o habitual), Franklin Martins (Comunicação Social) e Jorge Armando Félix (Segurança Institucional) apoiando a investigação parlamentar sobre os cartões, ao mesmo tempo em que mandam tirar do Portal da Transparência, na Internet, todos os dados sobre despesas da Presidência ou da segurança de Lula com o “dinheiro de plástico chapa-branca”.

Estranho silêncio...

Causa espanto como a mídia amestrada e a oposição ao desgoverno simplesmente ignorem outra denúncia sobre as estranhas despesas com o avião presidencial Airbus 319 – mais conhecido no submundo da galhofa como “Air Force 51”.

Além do assustador gasto com alimentos e bebidas no avião (R$ 1.305.327,40 detonados em 2007 e previsão de R$ 1 milhão e 800 mil para este ano), os militares de carreira que servem na aeronave, além dos proventos normais da FAB, também receberem altos valores como “pessoas jurídicas”.

Os oficiais da FAB, pilotos e tripulantes do Aerolula, estariam recebendo uma média mensal de R$ 52 mil mensais, “como se fossem empresas individuais”.

O problema é que a lei não permite que funcionário público seja dono de empresa que preste serviço ao órgão em que trabalha.

Dane-se o avião?

O escândalo do Aerolula foi denunciado pelo blog Coturno Noturno, criativamente editado por um militar que se identifica apenas como “Coronel”.

O Portal da Transparência informava até sexta-feira passada, quando foi censurado pelo desgoverno Lula, que:

O Major Aviador (segundo Diário Oficial) Kennedy Fernandes Ferreira recebeu, em 2007, R$ 499.074,51, entre rendimentos como "pessoa jurídica" e "diárias".

Já em 2006, o mesmo Kennedy Fernandes Ferreira recebeu R$ 365.613,97. Ivan Moyses Ayupe ganhou R$ 293.630,40.

Hudson Costa Potiguara teve um pagamento de R$ 273.355,00.

E Robson Roger Garcia Tavares de Melo percebeu R$ 208.750,00.

Todos como "pessoas jurídicas". Em 2005, Hudson Costa Potiguara recebeu, como "pessoa jurídica", R$ 504.635,00.

Carlos José Rodrigues de Alencastro recebeu R$ 630.800,00, também como "empresa".

Já Ivan Moyses Ayupe recebeu R$ 535.700,00.

Apagão do sistema

Na oposição, já se aposta que o desgoverno já mandou sumir com todos os comprovantes de gastos nos cartões que comprometam gente próxima ao presidente Lula.

No carnaval, já se comentava que o sistema do Banco do Brasil Visanet seria manipulado, na calada da noite.

Assim, além do “segredo oficial”, a “queima de arquivos” é outra armação possível para impedir que a verdade sobre o abuso nos cartões corporativos venha mais à tona do que já veio.

Cabe fiscalização

O senador Alvaro Dias designou um auditor do Tribunal de Contas da União (TCU) para analisar a documentação no próprio Palácio do Planalto.

Mas o funcionário foi impedido de trabalhar sob o argumento de que os documentos eram sigilosos.

O senador recorreu ainda à Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania do Senado para que fosse analisada a juridicidade do seu pedido de informações.

E a CCJ atestou que nenhum gasto público pode ser afastado de prestação de conta e da fiscalização do Congresso.

Impunidade segura

O governo vai restringir ainda mais a divulgação de gastos com a segurança de Lula e da família.

"Quanto menor a transparência, maior a segurança".

Eis o argumento do General Jorge Félix, ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional.

Tudo escondido

Na Presidência, existem 150 cartões de crédito á disposição.

Mas não se sabe como ocorreram os gastos em 80 destes cartões.

Estes servidores – cujos nomes foram omitidos no Portal da Transparência – torraram R$ 5 milhões e 300 mil reais ao longo de 2007.

O Portal da Transparência só foi transparente com os gastos de 68 servidores da presidência.

CPI contra a CPI

O deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP), que reúne assinaturas para tentar criar uma CPI mista dos Cartões, ficou injuriado coma armação do Planalto em criar uma CPI para abafar outra CPI:.

"É uma manobra para evitar investigação".

Farra dos cartões

Os cartões de crédito corporativos do governo foram usados por servidores de universidades federais para pagar contas de mais de R$ 1.000 em restaurantes de luxo, em São Paulo e Brasília, além de compras em padarias de alto padrão e em lojas de festas.

Há inúmeros saques em dinheiro, prática de difícil fiscalização e que foi restringida em decreto publicado ontem no "Diário Oficial".

Tais atos são irregulares, segundo o ministro Jorge Hage, da CGU (Controladoria Geral da União), que investiga, oficialmente, o uso dos cartões.

Guerra do pedágio

Por causa de batalhas judiciais, Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) pode adiar data da assinatura dos contratos para concessão de três dos sete lotes de rodovias federais licitados – inicialmente prevista para 12 de fevereiro.

A Odebrecht (do consórcio OII CNO) contesta os resultados dos leilões dos lotes 5 (Fernão Dias), 6 (Régis Bittencourt) e 7 (BR 116, entre Curitiba a Florianópolis), todos conquistados pela espanhola OHL.

O consórcio PR/SC Vias também obteve liminar contra o resultado da licitação do lote 7.

Os consórcios que obtiveram as liminares alegam que a OHL preencheu de forma incorreta propostas apresentadas no leilão de outubro de 2007, fez uma estimativa "irreal" do crescimento do tráfego, deslocou praças de pedágio indevidamente e mostrou inconsistência financeira na proposta comercial

Boi inglês

O Brasil aceitou reduzir a lista de fazendas consideradas aptas para exportar carne para a União Européia.

Do total de 2.681 propriedades incluídas na primeira relação, apenas 600 serão mantidas.

O ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, admitiu que a lista inicial tinha falhas e informou que a nova relação será enviada a Bruxelas no dia 14.

A pressão contra a carne brasileira vem dos ingleses e irlandeses, que já se articulam para adquirir fazendas que falirem aqui no Brasil, para que se obtenha, em médio prazo, o controle do comércio de carne bovina no Brasil.

Vida que segue...

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sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Roberto Jefferson vai indicar LULA como testemunha de defesa

Do blog MOVIMENTO ORDEM E VÍGILA CONTRA A CORRUPÇÃO
Link da matéria original: O GLOBO

Réu no processo do mensalão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, o ex-deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ) adotou uma estratégia de defesa que tem como alvo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Jefferson vai arrolar o presidente LULA como testemunha de defesa. O objetivo é saber até que ponto o presidente sabia do esquema. Além disso, os advogados provocaram o Supremo Tribunal Federal (STF) a explicar por que o presidente não foi incluído entre os 40 réus do processo, afirmando que ele foi beneficiário do esquema. O STF ainda não respondeu. — Toda aquela história de "eu não sabia" vai ser esclarecida. O presidente é uma testemunha importante e qualificada — disse Luiz Francisco Corrêa Barbosa, advogado de Jefferson.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

A farsa montada por Chávez e as FARC - I

Do blog NOTALATINA
Por Graça Salgueiro em 12 de janeiro de 2008

O terceiro ato (o primeiro foi o fracassado de dezembro e o segundo foi a soltura das vítimas) da farsa montada por Chávez e as FARC aconteceu hoje (dia 11), num pronunciamento feito pelo psicopata delirante na Assembléia Nacional onde, a rigor, ele deveria prestar contas de sua gestão do ano de 2007 mas acabou tornando-se um espetáculo que beirava a loucura coletiva. Todos os presentes, ministros, embaixadores, parlamentares, as famílias das recém-libertadas e outros puxa-saco do bolivarianismo grotesco, estavam muito afinados com aquela cena patética de auto-deificação que era aplaudida a cada frase dita no revirar dos olhos, e na narcísica satisfação com o efeito e o som das próprias palavras.

Não quero comentar muito sobre o “gesto humanitário” visto por todos pela televisão mas algumas coisas saltaram aos olhos atentos daqueles que não comungam do que vem sendo divulgado pela mídia. Causou muita estranheza o aspecto cuidado e saudável das ex-prisioneiras, com unhas pintadas, cabelos cortados, bem como da afetuosa despedida dos seus algozes, com beijinhos, abraços e apertos de mão. Apesar disso, Clara Rojas, a mais falante das duas, disse posteriormente que era costume os “humaníssimos” guerrilheiros acorrentarem suas vítimas, como fez com ela e Ingrid Betancourt, após uma fracassada tentativa de fuga. As duas ficaram acorrentadas durante um mês (como se vê na foto de Ingrid) e eram constantemente atormentadas com aranhas, onças mortas e cobras venenosas postas aos pés de suas camas.

Além disso, é triste ver a lavagem cerebral que sofreram as famílias das vítimas em prol dos propiciadores desta barbárie inumana, defendendo Chávez e ficando contra Uribe. Segundo a filha de Ingrid Betancourt, “É a primeira vez que a guerrilha libera de forma unilateral a dois reféns, e isso converte o presidente (Hugo) Chávez numa pessoa idônea”. É lamentável que esta jovem tenha a memória tão curta que não lembre que muito antes desse “gesto humanitário” o presidente Uribe tenha libertado vários prisioneiros das FARC (que não são “vítimas” mas malfeitores criminosos), inclusive o “chanceler” Rodrigo Granda, UNILATERALMENTE, e o que foi que teve como resposta? O assassinato de 11 deputados colombianos a sangue frio! E que muito antes de Uribe o ex-presidente Andrés Pastrana cedeu uma vasta área como “território desmilitarizado” para estes monstros aumentarem suas áreas de plantio de coca e campos de concentração de prisioneiros, como a mãe dela, com a conivência e cumplicidade desse mesmo Chávez “idôneo”. Confirmem aqui neste vídeo. Também esqueceu a jovem, de que no fim do ano passado foi encontrado pelas Forças de Segurança colombiana, uma vala com 300 corpos de pessoas assassinadas pelas FARC. Mas, quem se importa com este detalhe insignificante diante de tão grandiloqüente “gesto humanitário”, não é?

O empolado discurso do ditador de Miraflores teve seu ápice em duas declarações que, apesar de não parecer, estão intimamente ligadas entre si. A primeira, quando afirmou que “o acordo humanitário destroçou a confiança que vínhamos criando entre os governos da Venezuela e da Colômbia, o que foi, e disso estou seguro, produto de infinitas pressões dos que querem a guerra, daqueles a quem não lhes importa a vida nem a sorte dos povos”. (Aplausos calorosos e prolongados). Prosseguiu delirante: “... Por isso dizemos que as FARC e o ELN não são forças terroristas senão verdadeiros exércitos que ocupam espaços na Colômbia e é preciso dar-lhes reconhecimentos como forças insurgentes que têm um projeto político, bolivariano, que aqui é respeitado”. E concluiu: “Eu solicito aos governos do continente e da Europa que retirem as FARC e o ELN da lista de grupos terroristas do mundo, porque isso tem uma só causa: a pressão dos Estados Unidos”. Aplausos de pé de toda a assembléia!

E a segunda declaração, que há muito se comenta na Venezuela e hoje foi confessada publicamente pelo próprio Chávez: “Eu mastigo coca todos os dias de manhã e vejam como estou. Evo me manda pasta de coca; eu lhes recomendo”. Curiosamente, esta parte importantíssima do seu discurso foi omitida de todos os noticiários e periódicos, com exceção do site Urgente 24, da Argentina, que fez durante todo este tempo uma cobertura extraordinária e realmente com a urgência que o caso requeria. E o delinqüente ainda acrescentou que os Estados Unidos são os pioneiros e maiores consumidores de cocaína, que “não tem nada a ver com a pasta de coca, que é saudável e faz parte da cultura dos povos indígenas”.

Além de omitir este dado importantíssimo que revela um dos motivos da defesa de Chávez pelos bandos narco-terroristas, vale destacar a vergonhosa manipulação da agência de notícias Reuters - que há muito está proibida de chamar terroristas de terroristas, substituindo pelos eufemismos “insurgentes” ou “manifestantes sociais” - que escreveu o que não foi dito em momento nenhum porque eu assisti ao vivo pela CNN em Espanhol, deixando subentendido o seu próprio desejo. Vejam aqui como saiu publicada a declaração de Chávez pela Reuters: “Embora possa incomodar alguns, as Farc e o ELN não são corpos terroristas, são exércitos, verdadeiros exércitos”. Ora, esse “embora possa incomodar alguns” é o que pensa a Reuters, significando que quem escreveu ou a própria agência concorda com a opinião do ditador de Miraflores: as FARC e o ELN NÃO são terroristas, por mais que as pessoas normais e de bem não aceitem!

Agora, muita gente deve estar se perguntando que importância podem ter esses “detalhes” e porquê Chávez defende tanto estes narco-terroristas. Seria mesmo por altruísmo? Por “grandeza de espírito” e “piedade” para com os seqüestrados? Reproduzo abaixo parte do meu artigo “Mentindo sobre as Farc: Mercadante pego no pulo”, para que se possa confirmar a falsidade e cinismo daqueles que dizem “não ter qualquer relação com as FARC” e, pior que isso, como disse Marco Aurélio Garcia (o mais novo garoto-propaganda da Colgate), o fundador do Foro de São Paulo e amigo de Manuel Marulanda “Tirofijo”, que “não tem simpatia pelas FARC”:
“Entretanto, a Resolução nº 9 do X Encontro do Foro de São Paulo, ocorrido em Havana em 7 de dezembro de 2001, decide claramente: “Ratificar la legitimidad, justeza y necesidad de la lucha de las organizaciones colombianas y solidarizarnos con ellas”, resolução referente às narco-guerrilhas FARC e ELN que foi assinada por todos os partidos-membros, inclusive seu fundador, o PT”.

“Em 16 de janeiro de 2007, por ocasião do XIII Encontro do FSP em El Salvador, a Comissão Internacional das FARC envia uma carta aos “companheiros” em que diz a certa altura: “Al no podernos hacer presentes en tan importante evento entregamos a ustedes este documento con nuestros puntos de vista, y agradecemos de antemano el tenerlo en cuenta en las deliberaciones”. (http://www.farcep.org/?node=2,2513,1). Em 30 de abril de 2007, o Comandante Raúl Reyes envia pessoalmente uma carta a Lula agradecendo pela concessão do status de “refugiado político” a Oliverio Medina (http://www.farcep.org/?node=2,2852,1). E em 30 de julho de 2007, novamente a Comissão Internacional das FARC dirige-se ao Grupo de Trabalho do FSP, por ocasião de mais uma reunião: “Compañeros Mesa Directiva del Grupo de Trabajo del Foro de Sao Paulo”. “Nos reunimos en un momento muy importante para el avance político y social de nuestro Continente”. (...) “La consolidación de las revoluciones cubana, venezolana y boliviana nos aseguran que el futuro de América Latina y el Caribe se encamina por los cambios en beneficio de los pueblos”. (http://www.farcep.org/?node=2,3098,1)”.

Como se pode ver, tanto Chávez quanto todos aqueles pseudo-defensores da libertação dos seqüestrados pertencem ao Foro de São Paulo, do qual as FARC são membros: Brasil – seu fundador e idealizador junto com Fidel Castro -, Cuba, Equador, Bolívia, Argentina. A França participou da farsa porque tem interesse político em resgatar Ingrid Betancourt que possui dupla nacionalidade, e a Suíça por causa da Cruz Vermelha. Neste vídeo feito por Raúl Reyes, por solicitação de Chávez para a “Cúpula pela Amizade e Integração dos Povos da Iberoamérica”, ocorrido em 14 de novembro de 2007, (evento paralelo à “Cúpula Iberoamericana” no Chile em que o rei Juan Carlos perguntou porque Chávez não calava a boca), ele mente cinicamente ao afirmar que o interesse numa “troca humanitária” partiu deles desde quando Uribe assumiu seu primeiro mandato e que foi negado.

É preciso ficar claro de uma vez por todas que isto é a mais deslavada mentira, porque o governo e as Forças de Segurança não seqüestram ninguém, tampouco explodem pessoas a troco de nada. Qualquer atitude que possa significar “gesto humanitário” só pode ser visto do lado daqueles que desejam acabar com a matança indiscriminada de pessoas inocentes e não de quem praticou o mal primeiro, e continua fazendo compulsivamente em troca de muito dinheiro. Chega de ver bondade nesses monstros assassinos porque se eles devolverem as pessoas às suas famílias não fazem mais do que sua obrigação!

A presidenta da Assembléia Nacional da Venezuela, Cilia Flores, disse eufórica depois do pronunciamento de Chávez: “Não pode ser que os que não têm moral, para fazer este tipo de classificação, sejam precisamente os que elaboram estas listas e decidam quem é terrorista e quem não é, como o faz o império norte-americano e o governo do presidente George W. Bush”. E por acaso dona Cilia tem esta moral? O ditador psicopata Chávez tem? E por acaso que pratica atos como estes, tem mais moral do que quem lhes chama de terroristas, dona Cilia? E concluiu: “Isto não é politicagem desta liquidação que alguns costumam fazer; isto é algo de grande nobreza que vai além de qualquer situação política e qualquer mesquinhez. É um gesto humanitário”. Mas as FARC mantêm seqüestrados 150 venezuelanos e Chávez jamais moveu um dedo para libertá-los, porque não são pessoas importantes que gerem dividendos políticos ou holofotes na mídia, e seu “poder comercial” é baixo. A “foto oficial” no Palácio de Miraflores mostra bem a importância que estas vidas têm para o degenerado Chávez; observem “quem” aparece em primeiro plano: Chávez e a “jinetera” comuna Piedad Córdoba. As vítimas são apenas parte da paisagem deste macabro espetáculo que já cumpriram seu papel de devolver as atenções do mundo, não para si e estes crimes hediondos mas para Chávez, pondo-o no centro das atenções outra vez.

Uribe deu a resposta certa a esta patifaria, com firmeza e imediatamente, e todos os países democráticos do mundo deveriam unir-se em torno dele e apoiá-lo, porque defendê-lo é defender as vítimas e suas famílias, é defender a liberdade, o respeito e a integridade do ser humano. Em 19 de dezembro as FARC disseram que “Uribe é um covarde” e exaltaram Chávez por “sua dedicação, esforço colossal como facilitador, inquestionável boa-fé nesta jornada humanitária, sua solidariedade com a causa pacífica de nosso povo” mas no dia 13, deste mesmo mês de dezembro de 2007, as Farc planejavam seqüestrar dois filhos de Uribe - e ninguém se importou, ninguém lembra mais - enquanto ele, de coração aberto para a solução do problema, tentava negociar com marginais como Chávez e as FARC. Onde está a nobreza do “gesto humanitário” do macaco bolivariano? Onde está o altruísmo “unilateral”? Onde está, finalmente, “a causa pacífica” das FARC?

Assistam todos os vídeos linkados nesta edição, acessem os links e vejam quem são os vilões da história. E, parodiando a citação de um dos vídeos, se vocês não se convencerem de que tudo isto foi uma farsa macabra e miserável engendrada desde o ventre do Foro de São Paulo, vocês são parte do problema e não a solução. Fiquem com Deus e até a próxima!

Agradecimentos especiais ao meu amigo Alejandro Peña Esclusa, presidente de Fuerza Solidaria pelos vídeos apresentados nesta edição.

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

A alegria do chupim (II)

Do site MÍDIA SEM MÁSCARA
por Percival Puggina em 14 de janeiro de 2008

Resumo: É inútil Lula apresentar-se como metamorfose ambulante. Ele não é isso. Ele chegou ao governo como um aproveitador de discursos demagógicos e nele se mantém do mesmo modo.


© 2008 MidiaSemMascara.org


Desabaram sobre meu correio eletrônico manifestações de discordância em relação a um artigo anterior - “A alegria do chupim”. Mostrei, no referido texto, que os bons números da atividade econômica e do desenvolvimento social sobre os quais se lastreia o discurso ufanista do presidente Lula não decorrem, como anunciam suas trombetas, de iniciativas de seu governo, mas foram alcançados através de medidas a que ele e seu partido sistematicamente se opuseram.

Tem faltado humildade e honestidade ao presidente. Ambas lhe teriam valido para reconhecer que os bons resultados da economia são méritos, principalmente, daqueles que o antecederam. Tivessem os precursores de Lula cumprido o roteiro que lhes cobrava o PT oposicionista, o país teria ido à breca. Ou não? É inútil Lula apresentar-se como metamorfose ambulante. Ele não é isso. Ele chegou ao governo como um aproveitador de discursos demagógicos e nele se mantém do mesmo modo. Sem qualquer apreço à verdade, com imensas dificuldades para manter a própria palavra por mais de uma semana, e deseducando a sociedade.

Evidentemente pisei no calo. E não foi por acaso ou desinformação. Há duas décadas participo do debate político, em rádio e tevê. Não uma nem duas vezes, mas bem mais de uma centena de vezes por ano. Ouvi todos os argumentos e propostas da esquerda na oposição. Escrevi e publiquei milhares de artigos em centenas de jornais e sites. Para prover meu próprio site leio, todo ano, dezenas de livros e mais de mil textos de opinião em periódicos do país. Não sou um observador político de happy hour em mesa de bar. Sei do que falo, portanto, quando afirmo que Lula, os petistas e seus fiéis discípulos sempre se opuseram, furiosamente, a tudo que era preciso fazer para que o país desse certo: combate à inflação, respeito à propriedade privada, responsabilidade fiscal, rigoroso controle dos gastos públicos, superávit primário, pagamento da dívida externa, privatizações, reforma da previdência, abertura do setor produtivo ao mercado internacional e à competitividade, o agronegócio, a biotecnologia. Lula e suas esquerdas não apenas se colocavam contra, mas defendiam o inverso: socialismo, estatização, reforma agrária do MST, corporativismos funcionais, calote da dívida externa e aumento do gasto público. Qualquer coisa diferente disso era o maldito neoliberalismo e a famigerada globalização que só atendiam aos interesses do “grande capital”. Era preciso entregar o poder à benevolência da esquerda para fazer tudo ao contrário do que vinha sendo feito. Era o socialismo contra o neoliberalismo!

Estou afirmando alguma inverdade? Algo que não tenha sido dito e repetido à exaustão, eficazmente, até levar o PT ao poder? Admitam, então, os imensos equívocos sobre os quais construíram sua trajetória. Se quiserem saber o que, de fato, pensam, dêem uma lida na tese sobre o socialismo aprovada agora, em setembro, no 3º Congresso do PT (clique aqui). E se quiserem saber quem são, perguntem com quem andam. Indaguem sobre o Foro de São Paulo. Aí, verão, que não apenas andam juntos, mas tecem juras de amor e subscrevem teses com qualquer ditador comunista que se instale no poder e com qualquer grupo político revolucionário, guerrilheiro e narco-terrorista que se apresente - das FARC ao MIR chileno. Responsáveis pelo progresso do Brasil? Me poupem!

Lula viaja ansioso para negociar com Raul Castro um mega resort com cassino e acordo que beneficia a Petrobrás

Do blog ALERTA TOTAL
Por Jorge Serrão em 14 de janeiro de 2008

Exclusivo - O poderoso Lula tem grandes interesses pessoais na viagem apressada que faz hoje a Cuba e Guatemala. A suposta visita ao vivo-morto Fidel Castro, companheiro no Foro de São Paulo, é uma mera desculpa. A principal motivação de Lula é sacramentar negócios para seu grupo de poder.

A família da Silva e parceiros querem permissão do governo cubano para a investir em um mega-resort, que possa até abrigar um cassino, na Ilha Perdida. É isso que Lula está ansioso para amarrar com Raul Castro, irmão e sucessor de Fidel. E a turma de Lula vai lutar pela legalização do jogo no Brasil, desde que explorado por “investidores” de fora, e não pelo que consideram “máfias daqui”.

A ansiedade de Lula com a viagem a Cuba foi tanta que nem a doença do vice presidente atrapalharia sua viagem. José Alencar assume hoje a Presidência, literalmente, na emergência. Mesmo internado no hospital Sírio Libanês, em São Paulo, Alencar ocupa o posto de chefe da Nação a partir das 9h 30min da manhã. Por causa dos interesses maiores de Lula, antes de ser internado, Alencar não se licenciou do cargo.

Se tivesse procedido dessa forma, caberia ao presidente da Câmara, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), assumir a Presidência. O chefe de gabinete de Lula, Gilberto Carvalho, ligou para o vice no domingo, e ouviu de Alencar que ele estaria pronto para o sacrifício. Lula deve retornar ao Brasil na terça-feira à noite, para retomar suas funções na quarta-feira.

Na fachada oficial da viagem, Lula vai promover a extensão dos acordos que serão firmados entre Cuba e a Petrobrás. O objetivo é explorar petróleo em lotes do Golfo do México delimitados pelos cubanos. Em contrapartida, a Petrobrás abriria uma fábrica de lubrificantes em Cuba. Essa condição imposta pela Petrobrás sempre embolou a negociação com os cubanos. Mas tudo indica que o governo cubano agora vai facilitar o negócio.

Negócio rentável

No submundo dos negócios, comenta-se que o grupo de Lula também quer comandar o mega-empreendimento do jogo no Brasil.

A aprovação legal do jogo no Brasil será um dos favores mais rentáveis para a base aliada na atual legislatura.

“Investidores” prometem generosas molhadas de mão para que o projeto emplaque, apesar da restrição que sofre, historicamente, da cúpula da Igreja Católica.

Fazendo o Jogo

O lobby corre pesado para a autorização do funcionamento do primeiro cassino legalizado no Brasil.

Em Florianópolis, reserva-se uma área para a implantação do primeiro complexo.

No Guarujá, o empresário Silvio Santos também já preparou toda a infra-estrutura para isso em seu mega-empreendimento hoteleiro.

Mas o super cassino tem tudo para virar realidade em Cabo Frio, na região dos Lagos do Rio de Janeiro, aproveitando a proximidade do novo Clube Méd que se constrói ali.

Quem faz o lobby

O esquema para implantação do jogo é internacional, e não teria relação com as atuais máfias brasileiras.

A implantação dos cassinos contaria com apoio de investidores internacionais.

Um dos operadores deste lobby é de dois ex-presidentes do Banco Central, Gustavo Franco e Armínio Fraga.

O empresário Eike Batista e genro de Lula, Marcelo Sato, também estariam nessa parada que é comandada por José Dirceu, Antonio Palocci e José Genoíno.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

É o PT, claro (de novo)...

O ministro Guido Mantega (Fazenda) afirmou que o compromisso do governo de não elevar impostos para compensar o fim da cobrança da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) valia apenas para 2007.

"O que o presidente Lula disse é que não faria um pacote de medidas. Isso não é um pacote. São apenas duas medidas tributárias de ajuste. É um ajuste mínimo", explicou o ministro.

"O presidente Lula disse que não mexeria na área tributária em 2007 e de fato não o fez. Estamos fazendo em 2008 e portanto está dentro daquilo que foi estabelecido", afirmou.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

Governo Collor reduziu em 15,24% a carga tributária

Quando as pessoas não sabem de nada por opção própria, jogam fora a banana e comem a casca...

"O economista Ricardo Bergamini mostra como o brasileiro vem pagando cada vez mais impostos.

1 – Em 1990 o Governo Collor assumiu o governo com uma carga tributária de 30,50% do PIB, entregando o governo em 1992 com uma carga tributária de 25,85% do PIB. Redução de 15,24% em relação ao ano de 1990.

2 – Em 1992 o Governo Itamar Franco assumiu o governo com uma carga tributária de 25,85% do PIB, entregando o governo em 1994 com uma carga tributária de 28,61% do PIB. Aumento de 10,68% em relação ao ano de 1992.

3- Em 1995 o governo FHC assumiu o governo com uma carga tributária de 28.61% do PIB, entregando governo em 2002 com uma carga tributária de 31,86% do PIB. Aumento de 11,36% em relação ao ano de 1994.

4 – Em 2003 o governo Lula assumiu o governo com uma carga tributária de 31,86% do PIB, em 2006 a carga tributária migrou para 34,23% do PIB. Aumento de 7,43% em relação ao ano de 2002.

5 – Do ano de 1992 até o ano de 2006 a carga tributária brasileira teve um aumento de 32,42%."

terça-feira, 1 de janeiro de 2008

Revanchismo nos olhos dos outros é refresco

Do portal ALERTA TOTAL
Por Jorge Serrão, sábado 29 de dezembro de 2007

O mundo gira. Os bêbados no poder acreditam que ele dá muitas voltas. Imagina se, do nada, um tribunal de defesa dos Direitos da Humanidade, nos Estados Unidos da América, resolve promover um festival de inquisição contra terroristas, do presente e do passado? Já pensou se algum juiz norte-americano resolve, agora, expedir uma ordem de prisão internacional contra o ilustre bolcheviquepropagandaminister brasileiro Franklin de Souza Martins, pela simples acusação de que participou do seqüestro do embaixador Charles Elbrick, na tarde calorenta do dia 4 de setembro de 1969?

Imagine se os “justiceiros” norte-americanos quiserem punir Franklin por ter escrito a carta ameaçadora que prometia “justiçar” o embaixador dos EUA, caso não fossem seguidas as exigências dos revolucionários de esquerda tupiniquins daquela época? Já pensou se algum magistrado cometesse a confusão de também indiciar o atual presidente e chefão de Franklin (o poderoso Lula), acusando-o te ter participado também daquela ação terrorista? Afinal, entre os vários codinomes usados por Franklin, na Dissidência do Partido Comunista Brasileiro, um deles era, justamente, “Lula”. Já pensou a confusão instaurada, se tal processo ocorresse? Já parou para pensar como seria extraditar o hoje ilustre ministro Franklin para uma masmorra Ianque? Ou revanchismo nos olhos dos outros é refresco?

Imaginar tal situação é o mesmo que “imaginar”, agora, um tribunal italiano condenando 13 brasileiros pela participação na Operação Condor. A Constituição brasileira de 1988, ainda em vigor até prova petista em contrário, proíbe a extradição de brasileiros para responderem por crimes ou serem processados fora do Brasil. Mesmo assim, alguns radicais do desgoverno Lula querem tirar proveito político-ideológico da recente decisão da Justiça italiana, que deseja prender latino-americanos suspeitos de envolvimento na perseguição às guerrilhas de esquerda, em décadas passadas.

Um dos radicaloides de plantão é o atual ministro especial da Secretaria dos Direitos Humanos. Paulo Vannuchi, defendeu a anulação da Lei de Anistia. Considerou positiva a ação da Justiça italiana. Reclamou que os os tribunais brasileiros precisam se adaptar aos tratados de direitos humanos assinados pelo País que condenam crimes políticos e prática de tortura. Paulo Vannuchi citou o Estatuto de Roma, do qual o Brasil é signatário, condena os crimes cometidos por motivação política. E ressaltou que a Convenção da Organização das Nações Unidas também tem posição contundente contra a tortura.

O grande gênio jurídico e democrata Paulo Vannuchi considera todos esses instrumentos “poderosos para anular a Lei de Anistia”. O revanchista ministro pondera que o Supremo Tribunal Federal brasileiro nunca foi suscitado sobre tal questão. Alega que a única consulta até hoje sobre a legalidade dessa Lei de Anistia foi feita ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) que não é o tribunal constitucional do Brasil. O genial Vannuchi ainda ressaltou que o processo da Justiça italiana trata de episódio ocorrido em março de 1980, que não estaria coberto pela Lei de Anistia, que é de agosto de 1979.

Tarso Genro, ilustre ministro da Justiça de “Lula”, já deve ter recebido do procurador da República italiano, Giancarlo Capaldo, o pedido oficial de extradição dos brasileiros acusados de participação na Operação Condor. Na segunda-feira passada, a juíza Luisanna Figliolia pediu a custódia cautelar de 140 pessoas supostamente envolvidas na Operação Condor, entre elas 13 brasileiros, 61 argentinos, 22 chilenos e 32 uruguaios. Os brasileiros são acusados de colaborar com o seqüestro e a morte de Horacio Domingo Campiglia e com a Operação Condor, esquema de repressão que uniu os regimes militares da América do Sul.

Entre os brasileiros a serem “justiçados” pelos democratas italianos, com o apoio dos democratas petistas daqui, estão: Carlos Alberto Ponzi, ex-chefe do SNI em Porto Alegre; Agnello de Araújo Brito, ex-superintendente da Polícia Federal do Rio; Antônio Bandeira, ex-comandante do 3° Exército; Henrique Domingues, ex-comandante do Estado-Maior do 3° Exército; Luís Macksen de Castro Rodrigues, ex-superintendente da PF no Rio Grande do Sul; João Oswaldo Leivas Job, ex-secretário de Segurança no Rio Grande do Sul; Átila Rohrsetzer, ex-diretor da Divisão Central de Informações; Marco Aurélio da Silva Reis, ex-diretor do Dops no Rio Grande do Sul; Octávio de Medeiros, ex-chefe do Serviço Nacional de Informações (SNI); Euclydes de Oliveira Figueiredo Filho, ex-comandante do 1º Exército, e Edmundo Murgel, ex-secretário de Segurança no Rio.

Vida que segue, enquanto não resolve o dilema diplomático da pimenta nos olhos do bêbado, o desgoverno brasileiro produz mais uma prova da sua boçalidade internacional. Um decreto de 14 de dezembro deste 2007, assinado pelos gênios Luiz Inácio Lula da Silva e pelo embaixador Samuel Pinheiro Guimarães Neto, concede ao “excelentíssimo senhor Juan Evo Morales Ayma”, Presidente da República da Bolívia, o Grande Colar da Ordem Nacional do Cruzeiro do Sul – da qual Lula é o Grão-Mestre.

A homenagem é justa. Afinal, índio gosta de colar. Além disso, Morales merece um prêmio por ter dado um prejuízo bilionário à Petrobrás na Bolívia. Nosso ano da graça de 2007 merecia terminar com tamanha boçalidade.

Jorge Serrão, jornalista radialista e publicitário, é Editor-chefe do blog e podcast Alerta Total. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.

segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

A Alegria do Chupim

Do portal FAROL DA DEMOCRACIA REPRESENTATIVA
Por Percival Puggina

Lula, na tevê, estava faceiro como guri de bodoque novo. PIB crescendo, emprego em alta, real firme, risco país em queda, balança comercial bem comportada, elevadíssimo índice de aprovação ao governo e a si mesmo.

Há muitos anos o país não vislumbrava um horizonte econômico tão positivo. Mesmo com a desaprovação da CPMF, e anunciando conseqüências negativas para a saúde pública, o presidente exibia uma alegria que me fez recordar do Bill Gates. Lembram? Certa feita ele também perdeu, num dia, 40 bilhões. E continuou feliz da vida. Como se explica o que está acontecendo? Como pode dar tudo tão certo para alguém cuja credibilidade esbarra nos critérios mais rudimentares? São três as razões.

A primeira diz respeito ao conjunto de providências que foram adotadas pelos seus antecessores: abertura ao comércio internacional, estímulo às exportações, apoio ao agronegócio, Plano Real, privatizações, manutenção de um consistente superávit primário, respeito aos contratos, pagamento da dívida externa e bom gerenciamento da moeda. Estas medidas foram proporcionando condições para a colheita de resultados que se expressa no sorriso do presidente. A segunda diz respeito à metamorfose de que Lula se jacta. Todas essas providências – todas, sem exceção – foram tomadas por seus antecessores, sob feroz oposição dele e de seu partido. Era tudo coisa da famigerada “lógica do mercado”, do amaldiçoado “receituário neoliberal e globalizante”, do FMI, do Consenso de Washington e do raio que o parta.

A terceira se refere ao cenário internacional. A economia mundial vem crescendo a uma taxa firme, da ordem de 5%, há varios anos. Numa situação assim seria impossível ao país apresentar números negativos. Nem a África Subsahariana tem números negativos. É preciso, pois, analisar os dados com atenção para não incorrermos em injustiça, negando méritos a quem fez por merecê-los e para não atribuir méritos a quem deveria estar pedindo desculpas pelas besteiras que disse e pelo muito que atrapalhou.

Fiz uma rápida consulta ao Google com as palavras-chave “Brasil cai no ranking” e, em instantes, fiquei sabendo que caímos para a 72ª posição no ranking da competitividade; perdemos seis posições no da tecnologia (52º lugar); perdemos pontos e posições no da corrupção (62º lugar); caímos no da liberdade de imprensa (84º), no da desigualdade entre homens e mulheres (74º), no dos negócios pela internet (43º), no dos exportadores (24º), no do preparo digital (38º), e perdemos uma posição no do IDH (70º). Estamos entre os piores na lista da educação! Dos 34 analisados somos o que menos gasta com ela e, por isso, ocupamos um dos últimos postos no ranking mundial de talentos. E por aí vai.

Entrando no sexto ano do governo Lula percebe-se que melhoramos. Menos do que poderíamos, porque o mundo avançou bem mais, e porque o governo gasta mal. Somos como o paciente que estava em coma e agora pisca o olho uma vez para sim e duas para não. Melhorou, é claro, mas os pacientes do quarto ao lado, que estavam na mesma situação, já voltaram para o escritório.

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".