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segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Do site do PT: Declaração Final do Foro de SP defende luta pelo socialismo

Fonte: SITE DO PT

Vejam duas coisas:

A luta pelo SOCIALISMO, ou COMUNISMO NENÉM ("Após o socialismo uma fase superior se desenvolveria: o comunismo" - KARL MARX em http://cavaleirodotemplo.blogspot.com/2008/10/o-ltimo-estgio.html) e as homengens às FARC feitas em encontro do Foro de São Paulo. Mais provas? Veja o vídeo do encontro também:



O que precisa mais aparecer para que o mundo entenda que estamos no meio de uma guerra contra sociopatas e criminosos dos mais perigosos que já existiram?

Vamos ao artigo que está no site do próprio PT:

Com uma longa intervenção do presidente nicaragüense Daniel Ortega e outra do senador frenteamplista uruguaio José Mujica, foi encerrada no domingo (25) a 14ª edição do Foro de São Paulo. As atividades ocorreram no belo palácio que abriga a sede do Mercosul, às margens do Rio da Prata, numa avenida beira-rio da capital uruguaia.


Em três dias de reunião, com a participação de 844 delegados de 35 países da América Latina e Caribe — ademais de convidados de outras partes do mundo —, o Foro foi concluído com a aprovação de uma firme e contundente Declaração Final. O texto aponta para o chamado de que “seguiremos reafirmando nossa inquebrantável vontade de luta para conquistar a definitiva libertação de nossos povos e pelo socialismo”.


Nestes dias na capital uruguaia, o PCdoB esteve representado por José Reinaldo Carvalho, secretário de Relações Internacionais, e por Ronaldo Carmona, da Comissão de Relações Internacionais do partido. Também a UJS esteve presente na reunião de juventude do Foro, através de Ticiana Álvares, responsável por solidariedade internacional da organização juvenil.

A deputada federal Manuela D’Ávila — após reunião com o prefeito de Montevidéu, Ricardo Erlich, na qual foi acompanhada por Carmona — participou na sexta-feira de uma reunião dos parlamentares dos Partidos membros do Foro. Já José Reinaldo participou no sábado, em nome do partido, da mesa de abertura do Encontro, que debateu a situação política internacional.

Em sua fala, o dirigente do PCdoB destacou três tendências que marcam o quadro internacional. Em primeiro lugar, está a crescente e permanente ameaça dos Estados Unidos contra os povos do mundo, a partir de conceitos como o das guerras preventivas — materializados em feitos como o conflito guerra contra o Iraque e o Afeganistão e a recriação da IV Frota Naval estadunidense na América Latina

Também é possível classificar como “tendência” a intensa reação de povos e nações soberanas contra essas ameaças, destacadamente na América Latina e no Oriente Médio; e o surgimento de novos atores no cenário internacional que apontam para uma gradual mudança no quadro de forças no mundo, destacadamente China e Rússia.

O secretário do PCdoB também analisou a atual crise econômica internacional sob a ótica dos desequilíbrios estruturais do imperialismo norte-americano. Por fim, valorizou a nova realidade política da América Latina. Após viver dois ciclos reacionários — o das ditaduras militares e o do neoliberalismo —, a região vive um ciclo democrático e de acumulação de forças contra a hegemonia neoliberal.

José Reinaldo chamou a solidariedade com os povos ameaçados pelo imperialismo estadunidense — destacadamente com a Venezuela e com a Bolívia — e defendeu a ampla unidade antiimperialista dos povos do mundo.

O Plenário do encontro também retificou a decisão de incorporação do PCdoB como membro efetivo do Grupo de Trabalho (GT) do Foro de São Paulo. Trata-se da instância de coordenação do Foro entre um encontro e outro, que busca coordenar ações e iniciativas comuns a forças de esquerda da América Latina e Caribe.

Entre outras responsabilidade, caberá ao Grupo de Trabalho organizar as principais campanhas e iniciativas decididas na reunião de Montevidéu. Destaca-se a necessidade de apoiar ao presidente boliviano Evo Morales no referendo de seu mandato em agosto próximo.

Declaração Final
A Declaração Final do encontro, proposta a cargo de uma comissão de partidos que incluiu o PCdoB, retrata os principais debates ocorridos nestes dias em Montevidéu. O documento começa denunciando as grandes ameaças que pairam sobre os povos do mundo, como as políticas de guerra e de agressões por parte do imperialismo norte-americano, cujo objetivo é “frear o desenvolvimento autônomo de nossos países e os processos de unidade e integração”.

O texto denuncia as ameaças ambientais que estão gerando as mudanças climáticas no planeta, as ameaças de recessão mundial provocadas pela crise norte-americana e a crise mundial de alimentos, ameaçando com a fome muitos povos do mundo.

Em seguida, a declaração valoriza o novo momento político da América Latina, registrando que 13 paises da região participam dos governos nacionais partidos e membros do Foro de São Paulo. A lista dos treze países — nas quais partidos membros do Foro participam em distintos níveis — contém Uruguai, Brasil, Argentina, Bolívia, Chile, Cuba, Equador, Guatemala, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Republica Dominicana e Venezuela.

A declaração registra que “as forças progressistas do continente que se encontram no governo buscam por distintas vias implementar projetos que, de acordo com as características próprias de cada país, lhes permitam encarar os principais problemas que o neoliberalismo gerou”, para em seguida apresentar um conjunto de convergências destes novos governos progressistas da região.

O documento denuncia um conjunto de ações do “bloco conservador” contra as mudanças, que possui diversas características. Em seguida o texto se solidariza com a Colômbia – chamando a uma saída negociada do conflito armado – e homenageia Cuba, às vésperas dos 50 anos de sua revolução.

A declaração chama a convergência dos diversos processos de integração (Mercosul, Comunidade Andina, Caricom, Alba-TCP) e saúda a assinatura do Tratado Constitutivo da União Sul-americana de Nações (Unasul) na ultima sexta-feira, em Brasília. Também se lê o apoio ao Banco do Sul e a proposta de criação do Conselho Sul-americano de Defesa.


O discurso de encerramento coube ao presidente nicaragüense Daniel Ortega, que pronunciou um vigoroso e contundente discurso antiimperialista. Nele, o presidente nicaragüense prestou suas condolências às Farc pela morte de seu líder Manuel Marulanda, o Tirofijo, recordando de suas reuniões com o líder insurgente na zona de San Vicente de Caguan, no governo de Pastrana.

Ortega denunciou as falsas qualificações de “terrorismo” por parte dos Estados Unidos e da União Européia e lembrou que os povos da América Latina bem sabem o que é terrorismo, tendo em vista a política de agressões pelo imperialismo norte-americano.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Acenderam a luz vermelha

MOVIMENTO ORDEM VIGÍLIA CONTRA A CORRUPAÇÃO - MOVCC

O Bolsa Família se tornou um instrumento de petrificação política, impedindo a alternância no poder municipal – Por Marco Antonio Villa – Folha de São Paulo

O governo federal tem uma idéia fixa: vencer a eleição presidencial de 2010. Todas as ações político-administrativas estarão voltadas para esse objetivo. E, se necessário, vencer a qualquer preço.

Mas os resultados surpreendentes (para o governo) das eleições municipais acenderam a luz vermelha. Desapareceu do espectro político a possibilidade de o próximo presidente da República ser escolhido por um só eleitor, e 125 milhões de cidadãos simplesmente referendarem o desejo imperial.

As análises que davam como certa uma onda vermelha fracassaram, assim como aquelas que imputavam ao presidente Lula uma espécie de varinha de condão para escolher os prefeitos. Sua popularidade era tal, diziam, que bastaria indicar o candidato a ser votado. Seu prestígio era tão grande, afirmavam, que o povo, obedientemente, seguiria a determinação do condutor. Se Lula e seus apoiadores acreditavam nessa falácia, não cabe crítica. O estranho foi a oposição ter imaginado que esse delírio era real.

Como esperado, nos pequenos municípios, o índice de reeleição dos prefeitos foi o maior da história. O uso político do programa Bolsa Família -o cadastramento é controlado pelos prefeitos- fez com que a reeleição se transformasse em favas contadas: quando não foi o próprio prefeito, o candidato vencedor foi alguém do seu grupo político.

Assim, o Bolsa Família se transformou em um instrumento de petrificação política, de permanência das oligarquias, impedindo a alternância no poder municipal.

Pior: o governo Lula, que já conta com 11 milhões de famílias beneficiárias, ameaça incluir mais 4 milhões que já estão cadastradas no programa. Em outras palavras, o programa Bolsa Família será um dos instrumentos usados em 2010 para ganhar de qualquer jeito as eleições. O final do ano será marcado por um cenário político confuso. Surpreendido pelo resultado das eleições municipais, ao governo interessa colocar vários obstáculos no caminho até chegar a 2010.

Vai lançar diversos balões de ensaio: transformar o Congresso em Assembléia Constituinte, voltar a insinuar o desejo de apresentar a proposta do terceiro mandato, falar em extinção da reeleição, defender um mandato presidencial de cinco anos -mas, no fundo, sabe que nada disso pode ser aprovado.A maioria congressual que o governo Lula teve nos seis anos de mandato vai diminuir paulatinamente. E minguará na relação inversa do tamanho da crise econômica internacional.

O governo continuará tentando dividir a oposição, buscando aqueles mais propensos à composição política em troca de algumas migalhas. Deverá explorar vaidades e esperanças frustradas.

Não faltarão adesistas. Estes, claro, vão se justificar argumentando que estão defendendo os interesses dos seus Estados. Vimos na campanha municipal que poucos candidatos tiveram a altivez de não se prostrarem frente ao presidente, como se o gestor municipal (ou estadual) tivesse de ter uma relação de subserviência em relação ao governo da União.

Até o momento, a oposição não esteve à altura das necessidades do país: teve receio de se contrapor, de remar contra a corrente, de enfrentar o governo no terreno da política; como se o índice de popularidade de Lula -que não será eterno- fosse um escudo que impedisse a construção de um outro projeto de país.

Mas os eleitores dos principais colégios eleitorais deram um recado: querem ter uma alternativa, não aceitam o voto de cabresto, não votarão em um poste na eleição de 2010, mesmo que indicado e apoiado ostensivamente por Lula. O bloco anti-histórico que está no poder -o sindicalismo amarelo associado ao atraso oligárquico e aos interesses do grande capital financeiro- não cederá o governo facilmente. Vai lutar com todas as armas.

Teremos a eleição mais violenta da nossa história, com o uso da máquina administrativa e dos programas assistencialistas, com acusações e ameaças, dossiês à vontade, para todos os gostos, e, provavelmente, em um cenário econômico desfavorável.

Tivemos uma pequena mostra agora. Se o presidente foi tão agressivo na eleição de Natal, imagine quando estiver em jogo o Palácio do Planalto: o figurino "Lulinha paz e amor" será jogado no lixo.

O exército de aloprados prepara-se para o combate. Eles sabem que não podem perder o acesso privilegiado ao poder. Não mais sobrevivem distante dele. E farão de tudo para continuar mais quatro anos (oito seria melhor) usando e abusando das benesses produzidas em Brasília.

MARCO ANTONIO VILLA, 52, historiador, é professor do Departamento de Ciências Sociais da UFSCar (Universidade Federal de São Carlos). É autor, entre outros livros, de "Jango, um Perfil".

sábado, 25 de outubro de 2008

Vitória de pirro

MOVIMENTO ORDEM VIGÍLIA CONTRA A CORRUPÇÃO - MOVCC

Reflexão de Luiz Alexandre, meu amigo e leitor do blog, sobre a avaliação feita por alguns comentaristas políticos, de que o PT e Lula foram os grandes vencedores na eleição municipal.

“A maior cidade do Brasil, São Paulo, terceiro maior orçamento do país, vai eleger de lavada, coisa de 20 pontos de vantagem, um prefeito do DEM, oposição puro sangue, contra uma liderança histórica do PT, ex-prefeita e ministra de estado, com direito a comercial de TV com o Lula o dia inteiro passando em todos os canais daqui.

A segunda maior, Rio de Janeiro, ou elege uma coligação de clara oposição ao governo federal ou um governista envergonhado, do PMDB.

A terceira maior, Salvador, deve eleger João Henrique, do PMDB, atropelando um candidato do PT (Walter Pinheiro).

A quarta, Brasília, não tem prefeito. Pula.

A quinta, Fortaleza, deverá reeleger uma petista contra o próprio PT e toda a máquina governista. Luizianne Lins não foi apoiada pelo PT nacional nem na sua primeira eleição, o que é público e notório, é quase uma dissidência interna, uma Heloísa Helena que ainda não foi expulsa.

A sexta, Belo Horizonte, tem uma disputa apertadíssima entre um ilustre desconhecido, Quintão, que aparentemente jogou fora uma dianteira folgada por erros de campanha, contra toda a máquina da atual prefeitura e do governo do estado.

A sétima, Curitiba, elegeu Beto Richa (PSDB) de goleada, no primeiro turno, contra a mulher de Paulo Bernardo e toda a máquina lulista, incluindo a presença do Lula e o empenho pessoal da Dilma na campanha.

A oitava, Manaus, nem tem petistas no segundo turno. O líder das pesquisas, Amazonino Mendes, é do PTB e ex-prefeito, ex-governador etc etc, ou seja, uma liderança local há décadas, nada a ver com o lulismo ou com o petismo.

A nona, a Recife, elegeu um petista prefeito. São Paulo tem um orçamento 25 vezes maior do que Recife. A curiosidade: o prefeito eleito do PT, João da Costa Bezerra Filho, é herdeiro político do seu pai, João da Costa Bezerra, que fez toda sua carreira na Arena.

A décima, Porto Alegre, vai eleger um político do PMDB contra uma candidata do PT.

Peraí! Das 10 maiores cidades do país, só uma elegeu um petista apoiado pelo governo federal e, mesmo assim, herdeiro político de um coronel da Arena?

Em quase todas, o capital político do PT é mais ou menos o mesmo, aqueles 30 a 40% desde sempre, um patamar histórico do partido, mesmo quando estava na oposição e, portanto, sem qualquer ligação com 6 anos de mandato presidencial do Lula? Queria entender onde está a tal onda vermelha, Lula como o primeiro-eleitor do país, o dono de uma popularidade histórica e tal? O que eu perdi? Podem me explicar?”– Do Nonsense -
Luiz Antonio Ryff -



IBOPE – EM SP, REJEIÇÃO AO PT É DE ESTRATOSFÉRICOS 40%, SÓ MARTA É MAIS REJEITADA: 50%
Dos eleitores qu
e prometem votar no candidato Gilberto Kassab (DEM), 93% afirmam que não vão mudar o seu voto até chegar às urnas. Como o atual prefeito detém a preferência de 60% do eleitorado (em votos válidos, contagem que exclui os votos em branco e nulos), isso significa que ele tem consolidados 55,8% dos votos válidos, porcentual mais que suficiente para vencer a 
eleição de domingo, revelou pesquisa Ibope contratada pelo Estado e pela TV Globo. Dos que pretendem votar em Marta Suplicy (PT), 89% dizem que a escolha é definitiva. Como a petista tem 40% (votos
 válidos), isso significa que ela tem garantidos, até aqui, 35,6%. Para vencer o segundo turno um candidato deve ter 50% dos votos válidos mais 1 voto. Da mesma forma, 60% dos que prometem votar em branco ou nulo adiantam que sua decisão é definitiva; 25% deles admitem que podem mudar de opinião até domingo. Como os que pretendem votar em branco ou nulo somam 8%, apenas 2% desses votos podem ser revertidos para um dos candidatos. A pesquisa Ibope revelou que 40% dos eleitores paulistanos rejeitam o PT e afirmam não votar nele de jeito nenhum. A rejeição dos paulistanos ao PT só é superada pela rejeição a sua candidata Marta Suplicy - 50% dos entrevistados afirmam que não votam nela de jeito nenhum. Por Carlos Marchi, no Estadão.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

O PT OPTA PELO TERRORISMO ELEITORAL. É UM ENSAIO PARA 2010

REINALDO AZEVEDO
Quara-feira, Outubro 15, 2008

Leiam o texto até o fim. Vou parar lá em 2010...

Mesmo algumas pessoas não-identificadas com o petismo me perguntam às vezes se, como é mesmo?, não pego “um pouco pesado” com o PT. Não! Nunca!
A minha tese é que você jamais será severo demais com o partido. A única chance de ser injusto é supor que os petistas acatam, como acatamos nós, os liberais, os valores da democracia. Seria uma mentira estúpida. Por isso mesmo, a primeira frase do livro O País dos Petralhas é esta: “Tudo o que é bom para o PT é ruim para o Brasil”. E explico as razões da afirmação no artigo que a contém. Perguntou-me outro dia um repórter: “Mas o petróleo do pré-sal não é bom para o PT e para o Brasil?” Não! O petróleo do pré-sal é bom para o Brasil. Bom para o PT é manipular politicamente o petróleo que está enterrado lá, como se fosse uma conquista partidária, de Lula. Assim, a mentira a respeito dó óleo é boa para o PT — e, sendo boa para o PT, é ruim para o Brasil.

Não creio, como sabem e deixo evidenciado sempre neste blog, como está no livro, que o petismo tenha aderido pra valer aos valores democráticos. Sua adesão é apenas tática. Se pudessem, dariam um golpe. Não podendo, tentam enrijecer a democracia, torná-la mais discricionária, subordiná-la às necessidades do próprio partido. Alguns lembram que Lula, na campanha eleitoral de 2002 e na campanha (re)eleitoral de 2006, for bastante “soft”. Ora... Nas duas, esteve o tempo todo na liderança. Na primeira, tinha de falar manso para não assustar; tinha de negar a sua própria trajetória. Na segunda, precisava caracterizar-se como aquele que estava sendo perseguido por uma oposição implacável, o que era falso. Mas nós vimos o que aconteceu quando ficou claro que haveria segundo turno. A civilidade foi para o brejo, e o PT lançou a campanha mentirosa, asquerosa, falsa, pilantra, segundo a qual Geraldo Alckmin, se vitorioso, iria privatizar o Banco do Brasil e a Petrobras. E os tucanos não souberam sair da armadilha.

O que ficava evidente ali? Que o partido tem uma ética elástica o bastante — na verdade, nesse terreno, não tem limites — para acatar qualquer tipo de campanha. Se preciso, o petismo recorre a fatos que estão fora da alçada da política e os “politiza”, lançando mão, como se vê em São Paulo, de hordas de militantes e cabos eleitorais pagos para a prática do terrorismo eleitoral.

Derrubar Lula e partos de mulheres negras 
Um dos panfletos que os petistas distribuem cidade afora afirma, imaginem só, que o prefeito Gilberto Kassab quer “derrubar” o presidente Lula — quando, de fato, o prefeito exalta a parceria entre os dois. Indagada a respeito, como reagiu Marta? “Deus me livre! Eu não sabia disso”. E, como de hábito, disse não ter nada a ver com a safadeza.

Outro folheto cita supostos dados da ONG Nossa São Paulo — que vocês conhecem bem — para sustentar que caiu o número de partos de mulheres negras nas unidades de saúde da Prefeitura. Alguém, em sã consciência, supõe que a Prefeitura possa ter tomado medidas — quais seriam elas? — para esse tipo de discriminação? O que é de causar engulhos é que esta ONG, chamada de "independente" pela imprensa, é, na verdade, uma braço do próprio PT. O manda-chuva de lá é Oded Grajew, ex-assessor especial de Lula e ex-dono de uma fábrica de brinquedos. Agora ele brinca de fabricar factóides.

O mais famoso e estúpido deles, já denunciado aqui, sustenta que a gestão Kassab investe mais em bairros ricos do que na periferia. Pois bem: afirmo aqui com todas as letras, e vamos ver se Oded vai me processar: a ONG PETISTA ESTÁ MENTINDO. Os números têm como base apenas a verba da Secretaria de Subprefeituras, que corresponde a menos de 4% do Orçamento. Considerados os outros 96%, o investimento na periferia é muito maior. Relato essa história em detalhes aqui. Também essa mentira da turma de Oded foi parar no programa eleitoral de Marta. A ONG “Nossa São Paulo”, com efeito, é uma São Paulo “deles”.

Quem faz isso faz mais o quê?
O “marqueteiro” genial que bolou a estratégia da dita libertária Marta Suplicy — se o Conselho Regional de Psicologia tiver vergonha na cara impõe a esta senhora, quando menos, uma reprimenda pública — queria que acontecesse com o adversário Gilberto Kassab o que aconteceu na sabatina da Folha. Fizeram-lhe a pergunta até certo ponto fatal, dado o conjunto da obra: “O Sr. é homossexual?” Ele respondeu que não. A aposta do petismo é que tanto a pergunta como a resposta integrem o arsenal de desgaste de Kassab — e não custa lembrar que Marta usou os homossexuais como massa de manobra na sua carreira política. É evidente que as perguntas levadas ao ar — se é casado e tem filhos — buscaram criar uma sombra de suspeição sobre a sua vida privada. A canalhice continua, diga-se: “O que mais ele esconde?”.

Temas como esse não podem nunca comparecer ao debate político? Podem, claro. Fosse Kassab um homossexual e fosse conhecido por, vá lá, sua homofobia, a questão pública tornaria certamente relevante a questão privada, e isso seria, sim, matéria de política. Mas o que PT faz é tão-somente lançar a suspeição sobre alguém que a cidade inteira sabe ser solteiro e sem filhos. Não há, na atuação pública do prefeito, a sombra da intolerância com qualquer das chamadas “minorias”. A pergunta busca gerar a pecha, o preconceito, a onda de ignorância e obscurantismo que, na cabeça dos petistas, teria poder para tirar de Kassab uma eleição certa. E há vagabundos que pensam: "É o preço a pagar para termos um resultado progressista".

Eis então o PT? quando o partido está na frente, como estava nas duas eleições de Lula e no início da campanha de Marta, há até a chance de se fazer uma campanha civilizada. Mas basta que se anuncie o contratempo (como o segundo turno de 2006) ou a evidência da derrota, como neste 2008, e eles abolem a vida privada, o discurso da tolerância e, antes de tudo, qualquer compromisso com a verdade. Oh, claro, o PT tentou ganhar honestamente. Não deu. Então eles não ligam de ganhar desonestamente mesmo.

Será que esse partido acata mesmo a democracia?
Será que esse partido acata mesmo as regras do jogo?
Será que esse partido acata mesmo a alternância no poder?

É o partido que tentou, com o mensalão, fraudar a democracia comprando o Congresso.
É o partido que tentou, com um dossiê falso, fraudar a eleição para o governo de São Paulo em 2006.
É o partido que tentou, com o dossiê elaborado na Casa Civil, de Dilma Rousseff, fraudar uma CPI.
É o partido que, agora, está fazendo consultar para propor, imaginem só!, uma Assembléia Nacional Constituinte.

Agora 2010 
Estamos vivendo agora, acreditem, uma prévia de 2010 — e não estou me referindo aos eventuais ganhadores e perdedores da disputa. Estou falando de método. Lula vai tentar, a todo custo, fazer o seu sucessor. Na eleição presidencial, não sejamos ingênuos, vai transferir mais votos do que na municipal — que, com efeito, tem outras variáveis. Os petistas é que criaram a ilusão de que bastaria o Apedeuta mandar, que o Mané eleitor apertaria o botão.

Pois bem. Se o ungido ou a ungida de Lula (ainda acho que será um homem, vamos ver) largar bem na corrida, com chances reais de vitória, assistiremos ao espetáculo do crescimento do passado, claro!, com o Babalorixá exaltando os seus feitos e prometendo que seu candidato fará ainda muito mais e tal... Sim, haverá, sub-reptícia, a idéia de que uma eventual vitória da oposição porá tudo a perder. Seria, assim, um terrorismo light. Mas vocês verão o Deus-nos-acuda se o PT vislumbrar a chance da derrota. Teremos uma campanha ao estilo Marta Suplicy, só que algumas vezes multiplicada. E não poupará nada nem ninguém. E pouco importa que a primeira vítima seja a verdade e a segunda, o decoro.

Não! Eles não têm escrúpulos. Não, eles não têm medidas. Não, eles não têm qualquer compromisso — nem com o próprio passado. O petismo inaugurou, já disse tantas vezes, o presente eterno na política. E, dado o presente eterno, tudo pode no partido de Celso Daniel e do Toninho do PT.

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Em busca de um pretexto patriótico

Do portal do DIÁRIO DO COMÉRCIO
Por Olavo de Carvalho - 22/9/2008 - 21:29

Tudo o que os oficiais das Forças Armadas estão esperando para aderirem ao esquema de poder eterno de Lula é o pretexto patriótico.

A pressa indecente com que os opositores nominais do governo correm para apoiá-lo ao mínimo aceno de alguma vantagem possível é a prova de que a passagem do PT pelo poder, exatamente como previ há mais de dez anos, e ao contrário do que afirmavam todos os sapientes, não terá sido um episódio normal do rodízio democrático, e sim a inauguração de um novo sistema que, superposto à ordem democrática, terminará – já quase terminou – por engoli-la e fazê-la desaparecer para sempre.

A Nova República não foi senão uma tênue interface entre o governo militar e o Brasil socialista, marcado pela hegemonia esquerdista em todos os setores da vida social, pela simbiose macabra entre o governo e o banditismo crescente, pela corrupção em níveis jamais antes imaginados, pela destruição completa da cultura superior, pela institucionalização do paternalismo estatal como garantia do apoio popular, pelo fechamento das fronteiras mentais do País ao debate de idéias no mundo, pela transformação do sistema de ensino em máquina de adestramento da militância comunista e, last not least, pela progressiva e tácita criminalização de toda atividade capitalista, louvada ao mesmo tempo, numa alternância pavloviana de choques e queijos, como indispensável ao progresso da nação.

Como, no meio de toda essa tragédia, a economia cresce um pouquinho e esse pouquinho basta para acalmar uma multidão de consciências - que, aliás, jamais foram muito exigentes -, o sucesso do conjunto está garantido, e é óbvio, é patente que o sr. Lula tem todas as condições não apenas para fazer o seu sucessor, mas o sucessor do seu sucessor e todos os sucessores deste último por muitas décadas à frente. Cada político “de oposição” sabe disso e já tem nas mãos um leque de estratégias para adaptar-se à situação o mais confortavelmente possível, até simulando motivos éticos.

E os militares? Eles têm algum ressentimento, é verdade, mas, marginalizados e reduzidos a condições de subsistência humilhante, já nada podem fazer senão esboçar aqui e ali um protesto simbólico, ridicularizado pela mídia. Muitos deles já parecem reger-se pela psicologia dos miseráveis: prometa-lhes alguma coisa, por mínima que seja, e eles farão o que você quiser.

Antigamente a farda protegia contra a deterioração moral do ambiente. Mas ela não pode proteger contra uma cultura inteira. Só um gênio ou um louco pode desaculturar-se a si próprio.

O homem comum, fardado ou não, cede à onipresença hipnótica dos contravalores que antes desprezava, em nome de valores dos quais já não se lembra. Tudo o que muitos oficiais das nossas Forças Armadas estão esperando é um pretexto patriótico para a adesão final. Criaturas solícitas como o general Andrade Nery dão o melhor de si para fornecê-lo, dirigindo habilmente contra os EUA o ódio que deveria se voltar contra o globalismo anti-americano da ONU, o qual, sob pretextos indigenistas e contando com a proteção da Presidência da República, vai comendo território e reservas minerais do Brasil enquanto a Hora do Povo e o próprio senhor presidente desviam as atenções de civis e militares para a presença alegadamente ameaçadora da IV Frota americana que, é claro, viria roubar o nosso petróleo...

Esse panorama não apenas já era previsível em 2002, e até bem antes, como foi efetivamente previsto nos meus próprios artigos, enquanto ilustres comentaristas políticos e analistas estratégicos, pagos a peso de ouro pelo empresariado, diziam que nada disso ia acontecer, que o PT desfrutaria de seus quinze minutos de fama e em seguida sumiria na lata de lixo da História, deixando caminho aberto aos liberais para que construíssem uma democracia capitalista moderna e pujante, de fazer inveja à Suíça.

Pela raiva que tantos ainda sentem de quem lhes disse a verdade, pela generosidade com que continuam premiando quem os ludibriou, o que me pergunto é se, sob o pretexto de ouvir análises de conjuntura, o que querem mesmo não são apenas umas palavras animadoras, tanto mais bem-vindas quanto mais falsas.

domingo, 10 de agosto de 2008

A verdade sobre o PT e as FARC

Do portal MÍDIA SEM MÁSCARA
por Alejandro Peña Esclusa em 08 de agosto de 2008

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Resumo: Tanto o PT como as FARC estiveram – ombro a ombro – no Grupo de Trabalho do Foro de São Paulo, desde sua fundação até (ao menos) março deste ano; quer dizer, durante dezoito anos.

© 2008 MidiaSemMascara.org

Um escândalo maiúsculo levantou-se no Brasil pelas revelações da revista “Cambio”, segundo as quais membros do alto governo de Lula estariam vinculados às FARC.

Os próprios incriminados – entre eles o chanceler Celso Amorim e o assessor Marco Aurélio Garcia – puseram a boca no mundo, alegando que não têm nada a ver com a guerrilha colombiana e que, pelo contrário, foi o Partido dos Trabalhadores (PT) quem “afastou as FARC do Foro de São Paulo”.

Entretanto, os fatos demonstram que o PT e o próprio Lula mantiveram relações não só com as FARC, como também com o ELN.

Em julho de 1990, o Partido dos Trabalhadores – junto com o Partido Comunista de Cuba – convocou uma reunião na cidade de São Paulo, para discutir o que fazer frente a queda do muro de Berlim e o provável desaparecimento do comunismo. À reunião assistiram sessenta e oito forças políticas pertencentes a vinte e dois países latino-americanos, entre eles as FARC e o ELN.

Ali decidiram conformar uma nova organização política, de alcance continental, à qual denominaram Foro de São Paulo (FSP), para manter viva a utopia marxista. Estabeleceram um mecanismo de comunicação permanente, encontros anuais, uma revista semestralAmérica Libre (C.T. - clique aqui e saiba mais) - e uma junta diretora, denominada Grupo de Trabalho (C.T. - clique aqui e saiba mais).

Tanto o PT como as FARC estiveram – ombro a ombro – no Grupo de Trabalho do Foro de São Paulo, desde sua fundação até (ao menos) março deste ano; quer dizer, durante dezoito anos. Enquanto o Conselho Editorial de América Libre teve – desde seu primeiro exemplar até o mais recente – algum porta-voz do PT e o número um das FARC, Manuel Marulanda, codinome Tirofijo (C.T. - além de outros salafrários, quem não clicou no link da revista acima, clica aqui).

O confisco do computador de Raúl Reyes, ocorrido em março deste ano, acendeu os alarmes de todos os aliados das FARC, inclusive os do PT, porque nos discos rígidos ficava plenamente demonstrada não somente uma afinidade ideológica, senão uma aliança política e operacional com o narco-terrorismo colombiano. Isso sim é que eram palavras maiores.

Deste modo, o PT ordenou uma estratégia de desacoplamento, a qual começou em maio na cidade de Montevidéu, com uma coletiva de imprensa outorgada pelo alto dirigente petista Valter Pomar, que ocupava o cargo de Secretário Executivo do XIV Encontro do Foro de São Paulo.

Pomar anunciou com estardalhaço e arrogância que as FARC já não pertenciam ao Foro de São Paulo. (C.T. - o crime é o mesmo pois SE JÁ NÃO PERTENCEM, PERTENCIAM ANTES. É incrível mas vou aqui explicar o que quero dizer, sabendo que meus internautas de sempre não se ofenderão pois não são jumentos nem minhocas. Quero me prevenir contra comentários anônimos de homens-massa com isto. Lá vai: se eu, por exemplo, NÃO SOU MAIS FLAMENGUISTA, ESTOU DIZENDO QUE UM DIA FUI. Se as FARC "JÁ NÃO PERTENCIAM AO FORO DE SÃO PAULO", quer dizer que já pertenceram. Ou seja, como já disse, não muda o crime). Entretanto – para sua desventura – Daniel Ortega se encarregou de desmenti-lo dois dias mais tarde, quando pronunciou um apaixonado discurso a favor de Manuel Marulanda, que foi ovacionado de pé por todos os participantes do Encontro, inclusive a delegação do PT (C.T. - clique aqui e saiba mais).

Em resumo, a vinculação entre o PT e as FARC é fácil de demonstrar. Ocorre através do Foro de São Paulo. Há milhares de documentos públicos que o certificam. O problema é que Lula é nada menos que o Presidente da República e o PT é o partido do governo. Portanto, embora existam as provas, dificilmente haverá castigo porque as próprias autoridades irão querer impedir ou sabotar qualquer julgamento.

Só uma Comissão Internacional da Verdade, composta por personalidades de toda a América, será capaz de levar ao banco dos réus os acusados e de levar ao cárcere os que durante tantos anos foram aliados do narco-terrorismo colombiano.

Tradução: Graça Salgueiro

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Planalto renova asilo de guerrilheiro colombiano

Do portal do jornal ZERO HORA
ROBSON BONIN E RODRIGO ORENGO | Brasília em 05 de agosto de 2008



OS LAÇOS BRASIL-FARC

Decisão do Ministério da Justiça leva em conta o fato de Medina ser considerado um perseguido político

Em meio à suspeita de envolvimento de integrantes do governo Luiz Inácio Lula da Silva com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), o Palácio do Planalto anunciou ontem a renovação do pedido de refúgio político ao padre Olivério Medina.

Vivendo no Brasil há 11 anos, o embaixador da guerrilha no país teve o visto revalidado há dois meses. A decisão foi divulgada depois que uma reportagem da revista colombiana Cambio revelou o conteúdo de correspondência eletrônica entre Medina e o comando das Farc. As mensagens foram trocadas entre fevereiro de 1999 e fevereiro de 2008.

Em 2006, o padre havia assinado um termo de compromisso junto ao Ministério da Justiça, prometendo abandonar as atividades políticas.

Ontem, o secretário-executivo do Ministério da Justiça, Luiz Paulo Barreto, justificou a renovação do refúgio a Medina até 2010 e rebateu as denúncias em torno da suposta ligação de membros do Planalto com os guerrilheiros. Segundo Barreto, o fato de o padre manter conexões com as Farc não causa constrangimento ao governo:

– Não há nenhum problema em fazer contato com as Farc.
Seria um problema se Medina estivesse agindo politicamente contra o governo colombiano. (C.T. - pois é... Problema no Brasil é tentar trabalhar por conta própria, estudar, querer melhorar. Se for alguma coisa que a moral decente considere bom e adequado, não pode, é problema...)

Deputado quer aprovar convocação de Medina

Ainda segundo Barreto, que também acumula o posto de presidente do Comitê Nacional para Refugiados, a decisão de prorrogar o asilo foi técnica e levou em conta o fato de Medina ser considerado um perseguido político. Casado com a gaúcha Angela Maria Slongo, o colombiano quer se naturalizar brasileiro. O pedido está sendo analisado pela Polícia Federal e ainda não tem previsão de ser remetido ao Ministério da Justiça.

Além de desrespeitar o acordo que previa um afastamento de atividades políticas, pesam contra Medina a falta de um trabalho formal, que o impede de comprovar renda no país, e uma condenação de sete anos, nove meses e 15 dias na Colômbia pelo crime de “formação de quadrilha e rebelião”. De acordo com a legislação brasileira, o candidato à naturalização não pode ter condenação no Brasil ou no Exterior.

No sábado, ZH revelou detalhes da vida de Medina em Brasília. Ele só sai à rua para cumprir pequenos afazeres domésticos, como ir ao supermercado e levar a filha para passear. O sustento do apartamento fica por conta de Angela, funcionária da Secretaria de Aqüicultura e Pesca.

Com a visibilidade conquistada nos últimos dias, Medina será chamado a prestar esclarecimentos à Câmara. O presidente da Comissão de Segurança Pública, Raul Jungmann (PPS-PE), anunciou ontem a apresentação de um requerimento de convocação.

– Não se está pretendendo fazer nenhum prejulgamento. Mas o assunto é sério demais para ficar sem nenhum tipo de esclarecimento – disse Jungmann.

Affair FARC-PT: a culpa é da imprensa

Do portal MÍDIA SEM MÁSCARA
por Gerson Faria em 05 de agosto de 2008


Resumo: A imprensa brasileira erra por muito em afirmar que houve infiltração das FARC no PT, pois ambos possuem um histórico de apoio político mútuo já há muito tempo, tendo sido o próprio PT o maior responsável pelo não reconhecimento pelo Brasil na categorização das FARC como grupo terrorista.

© 2008 MidiaSemMascara.org

Em meio às tentativas de vários dirigentes do PT e membros do governo de negar qualquer tipo de relação com os terroristas e narcotraficantes de esquerda, um artigo que chama a atenção é o do Secretário de Relações Internacionais do PT, Valter Pomar, da tendência Articulação de Esquerda. Estranhamente, é o único texto publicado oficialmente sobre o assunto até a data corrente, sob o título paródia "Os Infiltrados".

Inicia sua tentativa citando dois filmes, apenas para dar um tom frívolo ao assunto, como se tentasse puxar o leitor para a mesa de um bar.

Para ele, tudo não passa de uma mentalidade de Guerra Fria ainda não expurgada da imprensa brasileira, e passa um pito na Folha, que, por mais que colabore, ainda não está do jeito que ele gostaria. Pomar parece ser mais exigente do que o próprio presidente Lula, que já agradeceu oficialmente à imprensa brasileira por fazer ouvidos moucos sobre os 15 primeiros anos do Foro de São Paulo. Para Pomar, 15 anos não são o bastante.

Afirma, em estilo KGB da Guerra Fria:

“A matéria publicada pela revista colombiana está claramente a serviço de um setor da direita colombiana, que se opõe a duas iniciativas impulsionadas pelo governo brasileiro: a Unasur e o Conselho de Defesa da América do Sul.”

Ora, ora. O escritor Gabriel Garcia Marquez, conhecido companheiro de Fidel Castro e admirado pelas esquerdas de todo o sistema solar, foi até 2006 o dono da revista Cambio. A mesma revista, em 2003, já mostrava as relações do narcotráfico brasileiro com as FARC, coisa que deixou a esquerda brasileira um pouco atormentada, pois sempre a considerara uma “força de libertação nacional”, com seus “guerreiros da liberdade”. Acreditavam que a cocaína tinha um caráter revolucionário, que iriam destruir o império burguês solapando-o pelo vício e simultaneamente auferir lucros para a construção do paraíso sem classes.

Em 14 de fevereiro de 2003, Cambio publica:

La Confesíon de Fernandinho: CAMBIO revela la declaración grabada del narcotraficante brasilero socio de las Farc, que sirvió a EU para procesar a varios comandantes guerrilleros por negocios de cocaína.”

Aí já vemos que, mesmo enquanto Gabo era acionista majoritário e presidente do conselho editorial de Cambio, a matéria não fez concessão alguma à simpatia esquerdista. Só uma mentalidade típica de juventude comunista afirmaria que a revista está a serviço do “ultradireitista” Uribe.

Comentário do Cavaleiro do Templo: discordo. Esquerdistas existem e são apenas de dois tipos: o ESTÚPIDO ESTUDANTIL, mesmo que já graduado e atuando no CAPITALISMO sem deixar de falar mal dele MAS NUNCA JUNTANDO SUAS ROUPAS EM UMA MALA PARA IR MORAR EM CUBA OU NA CHINA e o tipo mais comum, o SALAFRÁRIO QUE ACHA QUE VAI TER UMA "CADEIRA" PARA ELE NO TOPO DA CADEIA ALIMENTAR DO ESTADO ESCRAVOCRATA SOCIALISTA. A diferença entre os dois tipos é que o ESTÚPIDO ESTUDANTIL acredita em maior ou menor quantidade no lixo esquerdopata que enfiaram na sua cabeça nas escolas por onde ele passou e o SALAFRÁRIO sabe que aquilo tudo é MENTIRA do começo ao fim e usa ade todos os meios para chegar ao seu objetivo, o PODER TOTAL, O ESTADO ESCRAVOCRATA SOCIALISTA. Alguns destes últimos com certeza ocuparão cadeiras e vão nos impor o ESTADO SOCIOPATISTA (outro nome do ESTADO ESCRAVOCRATA SOCIALISTA) mas a imensa maioria poderá dar graças a Deus se não for fuzilado como conta a HISTÓRIA DAS REVOLUÇÕES SOCIALISTAS/COMUNISTAS. Valter Pomar pertence a este último tipo.

Pomar afirma em outro trecho:

“Mas foi só chegar em solo pátrio, que a coisa muda de figura e vira ‘infiltração’. Ou seja: a imprensa brasileira não apenas compra a versão do setor mais duro da direita colombiana, como ainda adiciona seu tempero inconfundível.”

Há aí desinformação explícita. Em nenhum momento o autor nega qualquer envolvimento com as FARC, pois sabe que seu partido e a esquerda brasileira, de modo geral, fez muito por elas, pelo “embaixador das FARC no Brasil” – de codinome Olivério Medina (C.T. - a foto do lado é do Sr. Olivério "SALAFRÁRIO" Medina com uma CAMISA E BONÉ DAS FARC para quem ainda não notou) – e por sua esposa Angela Maria Slongo, atualmente lotada no Ministério da Pesca do governo Lula (vejam aqui).

Ademais, o próprio Valter Pomar também subscreveu o famoso movimento contra a extradição de Medina. Seu nome encontra-se na categoria Políticos e Autoridades, juntamente com outros companheiros seus: Valter Pomar (Diretório Nacional PT), Plínio Arruda Sampaio (Diretório Nacional PT), Raul Pont (Diretório Nacional PT), Paulo Petry (Corrente Comunista Luiz Carlos Prestes) etc.

Nesse aspecto, Pomar está correto. A imprensa brasileira erra por muito em afirmar que houve infiltração das FARC no PT, pois ambos possuem um histórico de apoio político mútuo já há muito tempo, tendo sido o próprio PT o maior responsável pelo não reconhecimento pelo Brasil na categorização das FARC como grupo terrorista.

E a imprensa brasileira não só erra. É cúmplice por ter ficado calada, assim como o PT mandou, enquanto as esquerdas adquiriam todas as prerrogativas, contra o dragão da maldade por elas considerado, o chamado neoliberalismo.

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Petistas confirmam relações com as Farc

Do blog MOVCC

VITÓRIA DO PT NAS ELEIÇÕES DE 2002 ANIMOU A GUERRILHA


OS LAÇOS DO BRASIL-FARC
Reportagem Especial do Jornal Zero Hora



Por Fábio Schaffner e Léo Gerchmann

A vitória do PT nas eleições de 2002 entusiasmou os principais dirigentes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). Com a chegada ao poder de um partido que simpatizava com as causas do movimento, líderes da guerrilha tentaram angariar apoio político à resistência na selva colombiana.

— Em vários momentos fomos procurados por representantes das Farc com pedidos de ajuda. Às vezes eles sequer se identificavam como integrantes da guerrilha, mas a posição do PT sempre foi de absoluta divergência com os métodos praticados pelo grupo. Nunca houve cooperação — afirma o tesoureiro nacional do PT e ex-secretário de Relações Institucionais do partido, o gaúcho Paulo Ferreira.

A suposta resistência do partido, contudo, não impediu o governo brasileiro de atuar em favor da guerrilha. No final de 2005, o também gaúcho Selvino Heck foi procurado por interlocutores das Farc. Assessor especial da Presidência da República, Heck recebeu de pessoas ligadas a movimentos de defesa dos direitos humanos um pedido de ajuda para o padre Olivério Medina, representante dos narcoguerrilheiros no Brasil. Preso pela Polícia Federal a pedido do governo da Colômbia, Medina estaria recolhido em condições insalubres no Presídio da Papuda, em Brasília.

— Me disseram que ele estava correndo risco de vida. Comuniquei o caso ao Gilberto Carvalho (chefe de gabinete do presidente Lula) e à Secretaria de Direitos Humanos. Essa foi minha única participação no episódio — resume Heck.

Um e-mail encontrado pelo exército colombiano na caixa-postal do computador de Reyes relata o auxílio de Heck. Na correspondência, com data de 23 de dezembro de 2006, Medina diz a Reyes que enviou como retribuição ao gaúcho e a Carvalho um cartaz das Farc. Medina comenta ainda um possível encontro com Heck. "É possível que me visite um assessor especial de Lula chamado Selvino Heck, que junto com Gilberto Carvalho tem sido outro que tem nos ajudado bastante", registra o e-mail.

PEDIDO DE INVESTIGAÇÃO DA COLÔMBIA FOI IGNORADO

Após o pedido de Heck, a Secretaria Nacional de Direitos Humanos enviou um emissário à Papuda, onde Medina estaria doente e sem direito a banho de sol. O órgão, contudo, não elaborou um relatório da visita, como exige a prática da secretaria, sob alegação de que um advogado havia conseguido soltar Medina. Num e-mail anterior, de 25 de setembro de 2006, Medina cita uma suposta comemoração de Lula pela liberdade adquirida pelo guerrilheiro.

Segundo Medina, Lula teria telefonado para o advogado Ulises Riedel e "lhe felicitara pelo êxito jurídico em sua brilhante defesa em favor de meu refúgio". Medina se referia à decisão judicial que havia transferido o guerrilheiro para prisão domiciliar, à espera de uma decisão do Supremo Tribunal Federal sobre o pedido de extradição impetrado pelo governo boliviano.

Além da ajuda jurídica, o PT também teria conseguido um emprego para a mulher de Medina, a pedagoga paranaense Angela Maria Slongo. Funcionária de carreira da Secretaria de Educação do Paraná, Angela foi contratada pelo Ministério da Pesca em 29 de dezembro de 2006. Ocupando o posto de oficial de gabinete II, Angela recebe cerca de R$ 1,5 mil mensais e coordena programas de alfabetização de pescadores do ministério. Sua transferência para o governo federal foi solicitada pela ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, ao governador Roberto Requião.

— Esse pedido da ministra é uma imposição da burocracia. É a Casa Civil quem pede as cedências. Angela foi contratada por causa do excelente currículo que apresentou, e não houve qualquer pistolão ou carteiraço — afirma o ex-secretário-executivo do ministério Dirceu Lopes, responsável pela contratação de Angela.

O FLERTE DA GUERRILHA COM O PLANALTO

Uma constelação de integrantes do governo brasileiro e do PT tem mantido diálogos freqüentes com a maior guerrilha colombiana, as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). Quem afirma é a revista semanal colombiana Cambio, em edição que chegou às bancas ontem. As conversas incluem promessas de intermediação para que os guerrilheiros consigam status diplomático. material completo aqui

RECEBI UM REPRESENTANTE DAS FARC NO GABINETE
Entrevista: Rui Portanova, desembargador do Tribunal de Justiça do Estado

O desembargador gaúcho Rui Portanova, 58 anos, se define como "homem de esquerda" e se tornou conhecido como um dos expoentes da chamada Justiça Alternativa. O magistrado soube ontem por Zero Hora que mensagem das Farc o aponta como "amigo nosso" e não demonstrou surpresa.

- Mantive contato durante meses com eles, por e-mail. Tinha curiosidade por saber como vivem - justifica Portanova. Leia material completo
aqui

PARA PRESIDENTE DA AJURIS, OPINIÕES DEVEM SER RESPEITADAS

A citação do desembargador gaúcho Rui Portanova na reportagem que aponta conexões das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) no Brasil provocou reação cautelosa de seus colegas no Judiciário.

Procurado por Zero Hora, o Tribunal de Justiça do Estado, por meio da assessoria de imprensa, afirmou que não se manifestaria sobre o caso por avaliar que se trata de tema de foro íntimo. O silêncio se repetiu na Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) e no Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Amigo de desembargador foi surpreendido por notícia - material completo
aqui

COMENTÁRIO:
Depois, o Marco Aurélio Garcia (Top Top) ainda tem a cara de pau de dizer que a reportagem da Revista colombiana é FANTASIA.

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Como eu dizia

Do portal do DIÁRIO DO COMÉRCIO
Por Olavo de Carvalho em 01 de agosto de 2008


Logo após a divulgação do Dossiê Brasil na revista colombiana Cambio , confirmando tudo aquilo que há anos venho dizendo sobre a aliança PT-Farc, o Chefe de Gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Gilberto Carvalho, saiu alardeando que não tem qualquer "ligação estreita" com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e que o governo brasileiro "tem zero de relação com as Farc".

Não preciso contestar a dupla mentira. Já o fiz, com muita antecedência, no artigo Simbiose obscena , publicado em O Globo de 7 de fevereiro de 2004, no qual remetia os leitores ao site http://www.nodo50.org/americalibre/consejo.htm , "para que vejam com seus próprios olhos a obscena simbiose entre a narcoguerrilha colombiana e a farsa petista que nos governa”. O endereço – prosseguia o artigo - "é de América Libre , versão jornalística do Foro de São Paulo, fundada por (adivinhem) Frei Betto e hoje dirigida por (já adivinharam) Emir Sader. A revista prega abertamente a guerra revolucionária, a implantação do comunismo em toda a América Latina. Seu mais recente editorial proclama: O 11 de setembro dos povos será, para a confraria da América Livre, um compromisso de honra. Será um encontro com os sonhos e com o desejo ."

Da primeira à última página, a coisa respinga sangue e ódio, de mistura com a velha retórica autodignificante que faz do genocídio comunista uma apoteose do amor à humanidade, condenando como fascista quem quer que veja nele algo de ruim. Na mesa do seu Conselho Editorial, quem se senta ao lado do líder das Farc, comandante Manuel Marulanda Vélez, o famigerado Tiro Fijo ? Nada menos que o chefe de gabinete do sr. Lula, Gilberto Carvalho. Está lá também o ex-deputado Greenhalgh... Se isso não é promiscuidade, se isso não é cumplicidade entre o nosso governo e o crime organizado, se isso não é uma tramóia muito suja, digam-me então o que é, porque minha imaginação tem limites.

Estão lá ainda o dr. Leonardo Boff, o compositor Chico Buarque de Hollanda ... e o inefável prof. Antônio Candido...” (v. http://www.olavodecarvalho.org/semana/040207globo.htm ). Era o primeiro escalão inteiro da elite intelectual petista que, ao lado do próprio chefe do gabinete presidencial, conspirava ativamente com as Farc, com o MIR chileno e com outras organizações criminosas para a implantação do regime comunista no continente. Se os políticos ditos “de oposição”, os donos de jornais e canais de TV, os líderes empresariais, eclesiásticos e militares tivessem então consentido em examinar o documento que eu lhes exibia, não seria preciso, agora, uma revista colombiana lhes esfregar a verdade na cara, tarde demais para evitar a consolidação da quadrilha petista-farqueana no poder. Na verdade, nem precisavam das minhas advertências. Em 7 de dezembro de 2001, o Foro de São Paulo , sob a presidência do sr. Luís Inácio Lula da Silva, já havia lançado um manifesto de apoio incondicional às Farc, no qual classificava como “terrorismo de Estado” as ações militares do governo colombiano contra essa organização.

A mídia inteira e todas as lideranças políticas nacionais, sem exceção visível, abafaram esse fato para não prejudicar a candidatura Lula uns meses depois. Logo após o pleito de 2002, a existência de um conluio entre o presidente eleito e a esquerda radical latino-americana já se tornara ainda mais nítida pela duplicidade de línguas com que o homem falava para o público em geral, ante as câmeras, e para seus companheiros de militância comunista. Como mais tarde anotei em artigo do Jornal do Brasil ( http://www.olavodecarvalho.org/semana/060413jb.html ): “Enquanto a mídia local celebrava a lisura do pleito, o vencedor confessava ao Le Monde que a eleição tinha sido ‘apenas uma farsa, necessária à tomada do poder’, sendo confirmado nisso pelo sr. Marco Aurélio Garcia em declaração ao jornal argentino La Nación de 5 de outubro de 2002.”

Em qualquer país decente, confissões abertas como essas suscitariam imediatamente uma tempestade de investigações e denúncias. No Brasil, foram recebidas com uma afetação de indiferença blasée por todos aqueles a quem, no fundo, elas aterrorizavam. Poucas condutas humanas se igualam, em baixeza, à covardia que começa por se camuflar de impassibilidade olímpica e, pela persistência, acaba por se transformar em cumplicidade ativa. Mas essas criaturas haviam investido tão pesado no slogan anestésico Lula mudou , que, para não reconhecer o erro, preferiram dobrar, triplicar e quadruplicar a aposta na mentira, até que contestá-la se tornasse, como de fato se tornou, prova de doença mental.

Graças a essa longa e pertinaz conspiração de omissões, a esquerda revolucionária teve todo o tempo e a tranqüilidade que poderia desejar para alterar o mapa do poder político brasileiro ao ponto de torná-lo irreconhecível. Quem manda no Brasil, hoje? Um bom indício é a propriedade da terra. Seis por cento do território nacional pertencem a estrangeiros, dez por cento ao MST, outros dez a “nações indígenas” já sob controle internacional informal, quinze ou vinte são controlados pelos narcotraficantes locais aliados às Farc, mais dez ou quinze estão para ser transferidos aos quilombolas.

O que está acontecendo neste país é a mais vasta operação de confisco territorial já observado na história humana desde a coletivização da agricultura na URSS e na China – e as chamadas elites, sentadas sobre esse paiol de pólvora, com um sorriso amarelo na boca, só querem dar a impressão de que a paz reina, as instituições são sólidas e São Lulinha zela pelo bem de todos.

Outro indício seguro da distribuição do poder é a capacidade de mobilização das massas. Somem os partidos de esquerda, o MST, as centrais sindicais, as pastorais de base e porcarias semelhantes, e verão que, no instante em que quiser, a esquerda revolucionária tem condições de espalhar nas ruas não menos de cinco milhões de militantes enfurecidos. Consolidado pela omissão pusilânime de todos os que teriam o dever de impedir que ele se consolidasse, o monopólio esquerdista dos movimentos de massa marca a distância entre onipotência absoluta e impotência total e é, por si, um retrato do que o futuro reserva ao País.

Mas as organizações de esquerda têm algo mais que isso: têm, através das centrais sindicais, dos partidos e de uma rede imensurável de organizações militantes, o controle absoluto e incontestável de todos os serviços essenciais. Mais ainda do que sua extensão descomunal, o que é notável nesse sistema de dominação é a sua integração, a sua unidade estratégica e funcional. As Farc não estão infiltradas só nos altos escalões da República: elas dominam também os bas-fonds da criminalidade, através de seus contatos com o PCC e o Comando Vermelho, por sua vez estreitamente articulados com o MST e organizações congêneres. De alto a baixo, a sociedade brasileira está à mercê da subversão e do crime.

Nada disso surgiu da noite para o dia. Tudo foi preparado e montado pouco a pouco, metodicamente, desde o advento da Nova República, diante dos olhos cegos e cérebros entorpecidos da liderança “direitista”, cuja preocupação predominante ou única, ao longo da construção desse engenho macabro, foi tapar as bocas dos inconvenientes que ousassem perturbar suas boas relações com o governo. O quadro corresponde exatamente, milimetricamente, ao esquema da revolução passiva propugnado por Antonio Gramsci, em que só um lado age, enquanto o outro se deixa arrastar para o abismo com docilidade abjeta.

Também isso expliquei antecipadamente, no meu livro de 1993, A Nova Era e a Revolução Cultural , que até coloquei à disposição dos leitores, gratuitamente, no meu site da internet (http://www.olavodecarvalho.org/livros/neindex.htm ). Direi que foi como falar com pedras? Não sei, nunca falei com pedras. Agora sinto-me tentado a experimentar.

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".