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terça-feira, 4 de novembro de 2008

BREVE NOTA SOBRE A ELEIÇÃO NO RIO DE JANEIRO

PAPÉIS AVULSOS do HEITOR DE PAOLA

Heitor De Paola


Não estava nos meus planos, como já disse, escrever sobre eleições no Brasil, onde as opções partidárias se resumem a uma arrumação aleatória de letras numa sopa de letrinhas. Em São Paulo ganhou a direita, mas quem leva é a esquerda, o comunista Serra! Que consegue munição para lutar contra o comunista Lula ou seu alter egoa Dilma. Em Porto Alegre ganhou um candidato notoriamente esquerdista com os votos da direita. Pode? No Brasil pode! Em nenhum país do mundo isto seria sequer cogitado. Imagino um eleitor conservador inglês votando num cadidato trabalhista. Ou um democrata de Massachusets votando em Giuliani ou McCain.


No Rio a situação foi interessante, tão interessante que o Prefeito eleito, Eduardo Paes, de direita, perguntado sobre por que perdera para o candidato comunista na Zona Sul onde moram os mais ricos, respondeuNão entedi nada! 


Não entendeu porque sua visão não vai além da política tradicional já há muito ultrapassada! Naqueles tempos a intelectualidade estava dividida em esquerda e direita, muito mais para a última. Desde a revolução gramcista (*) o mundo da política não é mais o mesmo e a intelectualidade burrificou-se e se tornou acadêmica e burocrática. Os intelectuais orgânicos tomaram a frente e praticamente eliminaram os pensadores independentes das editoras, das redações e da mídia em geral e das universidades. O discurso único de esquerda só admite discussões intra-muros: esquerda contra esquerda. Um destes é o discurso da ética, da lisura e do despreendimento político. Que foi exatamente o discurso de Gabeira, velho matreiro que milita há mais de 40 anos e aprendeu bem a lição de que revolução não se faz mais com armas (de fogo) nas mãos nem com terrorismo e seqüestros: o processo revolucionário tornou-se quase que exclusivamente cultural (**).


Quem não aprendeu nada foi o 'pessoal da Zona Sul' que simbolicamente representa o beautiful people, os bem falantes que abominam os políticos tradicionais e seus 'currais eleitorais', sem perceberem que formam um curral de vaquinhas de presépio que se encanta com os discursos vazios mas apelativos para termos como ética ou uma nova forma de fazer política.


Gabeira usou na medida correta este discurso. Seu melhor momento de hipocrisia foi quando disse ao outro cadidato: a diferença entre nós é que você faz qualquer coisa para se eleger e eu não.


Enquanto o curral dos pobres é mantido à custa de promessas de emprego, asfaltamento e água encanada, o do beautiful people o é de promessas vazias de 'ética'. E nada aprenderam com o PT e seus mensalhões e mensalinhos?


Gabeira ganhou. Paes perdeu. Não pelas razões que andam falando, mas porque Paes vai assumir e terá que mostrar a que veio. Gabeira cotinuará sendo a ilusão de esperança de que fosse diferente e melhor. E a esperança é a última que morre.


(Esclarecendo: no primeiro turno, depois de anos anulando o voto, votei em Paes para evitar os piores nomes, inclusive Gabeira. No segundo, devido às alianças de Paes - principalmente com Jandira Feghali, votei em branco).

 


(*) Nunca é demais lembrar os livros de Sérgio Augusto de Avellar Coutinho (A Revolução Gramcista no Ocidente Cadernos da Liberdade) e de Olavo de Carvalho A Nova Era e a Revolução CulturalBem como o Capítulo III do meu O Eixo do Mal Latino-Americano e a Nova Ordem Mundial, também para a Escola de Frankfurt.


(**) É claro que movimentos revolucionários tradicionais, como atualmente o MST, existem paralelamente com dois propósitos: 1 - para o assalto final ao poder quando for atingido o ponto de ruptura institucional e&nbsp2 - para enganar os idiotas úteis&nbspde que a esquerda está desunida entre uma soft (paz e amor) e outra truculenta.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

As eleições nos EUA

GAZETA DO POVO
Publicado em 02/11/2008 | JULIANO DA SILVA CORTINHAS

Na próxima terça-feira, a potência dominante do sistema internacional escolherá seu presidente, cargo político mais importante do planeta. A decisão será cercada por diversas peculiaridades, que podem ser consideradas demasiadamente complexas pelo eleitor brasileiro, habituado ao sistema de voto direto, mais simples que o norte-americano.

As eleições estadunidenses são regulamentadas pela Constituição do país, de 1787. Têm, portanto, características que encontram fundamento naquele período histórico. A própria data do pleito, realizado na primeira terça-feira seguinte à primeira segunda-feira do mês de novembro, deve-se ao fato de que o norte-americano do século XVIII teria tempo de ir à igreja no domingo e de se deslocar até o local de votação. Os constituintes consideraram que, no mês de novembro, com a colheita já encerrada, dois dias de deslocamento seriam suficientes para que os eleitores chegassem aos locais de votação. Assim, a realização da eleição no próximo dia 4, uma terça-feira, não tem nenhuma relação com os tempos atuais, em que em poucos minutos é possível dirigir-se a uma urna.

Outra questão que deve ser contextualizada é o sistema do Colégio Eleitoral. Nos Estados Unidos, o presidente não é escolhido de forma direta: os eleitores decidem que candidato será selecionado pelos representantes de seu estado no Colégio Eleitoral, que conta, no total, com 538 votantes, divididos proporcionalmente entre os estados de acordo com o tamanho da população. O estado mais populoso, a Califórnia, tem 55 votos no Colégio Eleitoral, sendo responsável por mais de 10% do total. Tal instituição foi concebida pelos constituintes do país para que nenhum candidato com forte apelo em somente uma região tivesse a possibilidade de ser eleito, obrigando os candidatos a obterem votos em diversas regiões.

A adoção desse sistema traz dois efeitos principais. Há pouca possibilidade de existência de diversos partidos, pois o sistema favorece a existência de partidos com ampla base de apoio em diversas localidades, com grande capacidade de organização e obtenção de recursos financeiros. Os partidos Republicano e Democrata, que, desde 1852, vêm elegendo todos os presidentes norte-americanos, dominam as eleições.

Outra importante conseqüência é a possível eleição de um candidato que não obteve a maioria dos votos populares, pois há a hipótese de vencer por pequena margem em muitos estados e perder por grande margem em estados menos populosos, com muitos votos no Colégio Eleitoral. Tal fato já ocorreu 17 vezes na história do país, sendo a última na primeira eleição de George W. Bush, em 2000. Isso é possível porque a ampla maioria dos estados dirige todos os seus votos no Colégio Eleitoral para o candidato vencedor, independentemente da margem que obteve.

A partir desse cenário, pode-se avaliar a eleição polarizada pelos candidatos Barack Obama, do Partido Democrata, e John McCain, do Partido Republicano.

Muitos analistas têm se baseado nas pesquisas de opinião pública para ressaltar a pequena margem de liderança do democrata. Essas pesquisas, porém, não são tão importantes para apontar um favorito quanto as que avaliam o desempenho dos concorrentes por estado, que têm dado ampla margem de vantagem ao candidato democrata, que teria cerca de 350 votos no Colégio Eleitoral contra 170, aproximadamente, de McCain (são necessários 270 para a vitória e ainda há estados indefinidos). A tendência de vitória de Obama, portanto, é grande, mas a vitória não é dada como certa porque o quadro pode ser invertido por duas razões.

Como o voto é opcional, há a possibilidade de baixo comparecimento dos eleitores democratas, devido ao bom desempenho do partido nas pesquisas, o que pode levá-los a considerar a vitória como certa. A chance disso ocorrer, todavia, é baixa, pois o grande descontentamento dos norte-americanos com a gestão de Bush provavelmente fará com que os eleitores compareçam às urnas para mostrar seu descontentamento (o comparecimento nas últimas eleições foi de apenas 60% dos eleitores registrados, mas tende a ser maior neste pleito).

A segunda hipótese é a de que os eleitores estejam declarando seu voto para Obama, pois não querem ser considerados racistas, votem, efetivamente, para McCain. Essa possibilidade é chamada, nos EUA, de efeito “Bradley”, denominação que se refere ao candidato negro Tom Bradley, do Partido Democrata, que concorreu ao governo da Califórnia, em 1982, e liderava amplamente as pesquisas (por 22 pontos porcentuais) até uma semana antes da eleição. O resultado final, porém, foi favorável aos republicanos, o que foi atribuído a um racismo velado dos eleitores. Essa possibilidade também é improvável, pois a ocorrência desse fenômeno em diversos estados, concomitantemente, parece-nos difícil.

Percebe-se, portanto, que a tendência natural do pleito norte-americano é a eleição de Obama, mas a resposta definitiva só será dada pelo povo norte-americano no dia 4 de novembro, a primeira terça-feira seguinte à primeira segunda-feira do mês.

Juliano da Silva Cortinhas é professor licenciado do Unicuritiba, professor dos cursos de Relações Internacionais da Universidade Católica de Brasília, do Centro Universitário do Distrito Federal e da Faculdade Michelangelo.

domingo, 2 de novembro de 2008

Obama Says He Didn’t Know Aunt’s Illegal Status - WTF!?

LAN LANPHERE

If Barack Obama’s Auntie is illegal, what are the chances that Barack Obama wasn’t born inside the United States?  According the the State of Hawaii not very good.  So what does all this say about the man who wants to be the leader of the United States?  Not a whole hell of a lot.  At least not a lot to be proud of.  How do you arrive at the position of a being a Presidential Candidate and not know your own family is inside the United States as a illegal alien?  Answer- YOU DON’T!

So let me get this straight…  Obama didn’t know his aunt was living here illegally?  He didn’t know Wright engaged in Black Theology?  He didn’t know Bill Ayers had been, or is,  a terrorist?   He didn’t know Rezko was a shady, crooked con man?  He didn’t know Khalidi was a PLO spokesman and he was totally clueless that ACORN has engaged in any voter fraud?  And the American people put this guy up as a Presidential Candidate why?  It’s blatantly obvious that Barack Obama is barely conscious to anything going on around him.

Tune In

Phillip J. Berg is on to something with the lawsuits that the mainstream media has ignored over the past weeks calling him a nut-job and a fruit cake.  The fact is that Phillip is a martyr to his country.  He has become the sacred cow that the powers that be want to slaughter to hide and conceal the facts about Obama.  Little did the mainstream media know that they had stumbled upon the very evidence that would prove that Obama is not the man that the Patriot Brigade Talk Radio Network has been screaming about for months now.   And now we see that Barack H. Obama is declining in the polls and is on the defensive about his own family who he claims he didn’t know was a illegal alien.  I CALL BULLS***!

  1. We were the first to scream that he was a Socialist / Marxist.  We got beat up for that.
  2. We were the first to scream to the public that Obama wasn’t a citizen of this country. - We got beat up for that.
  3. We were the ones who stood our ground while people complained that we were extremist because we opposed the points of view of others more conservative that ourselves.  Bring it on!

From Fox News - CHICAGO — Barack Obama says he did not know that one of his relatives from Kenya was living in the United States illegally and believes the appropriate laws should be followed.

The Associated Press found that Obama’s aunt had been instructed to leave the country four years ago by an immigration judge who rejected her request for asylum from her native Kenya.

The woman, Zeituni Onyango is living in public housing in Boston and is the half-sister of Obama’s late father .A statement given to the AP by Obama’s campaign Saturday says, “Senator Obama has no knowledge of her status but obviously believes that any and all appropriate laws be followed.”

Onyango, 56, referred to as “Aunti Zeituni” in Obama’s memoir, was instructed to leave the United States by a U.S. immigration judge who denied her asylum request, a person familiar with the matter told the AP late Friday. This person spoke on condition of anonymity because no one was authorized to discuss Onyango’s case.

sábado, 1 de novembro de 2008

Crise econômica 'expulsa' a religião do debate eleitoral norte-americano

O GLOBO

Religiosos aliam-se a republicanos, e não-religiosos preferem democratas.
Em 2004, ao contrário de agora, questões moral pesaram na campanha.


Daniel Buarque, do  G1, no Kentucky


Quando entrar na cabine de votação na próxima terça-feira (4), a maioria dos norte-americanos vai votar no próximo presidente do país pensando nele, o todo-poderoso dólar. Não é que Ele tenha sido esquecido, mas a preocupação com a crise econômica diminuiu a importância de Deus e da religião como um todo nas eleições. "Quando a economia está indo bem, as pessoas conseguem pensar em outras coisas. Mas, neste ano, a ansiedade econômica é o que a maioria dos eleitores está levando em consideração na hora de escolher o candidato em quem vai votar nas eleições" explicou Mark Rozell, professor de políticas públicas da Universidade George Mason, na Virgínia, em entrevista ao G1. 

De fato, uma pesquisa da rede de TV CNN aponta que a economia é o tema mais importante das eleições para 58% dos eleitores. O percentual é mais de 4 vezes as segundas maiores preocupações, saúde pública e terrorismo, empatados como mais importante para 13% do público, cada. Religião não é citada na lista que ainda inclui a guerra no Iraque e imigração ilegal. Como a maior parte dos eleitores diz achar que Barack Obama é um candidato melhor para lidar com a crise, o democrata lidera as pesquisas de intenção de voto nacionalmente e na prévia do Colégio Eleitoral. 

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Eleições municipais: ruiu o "castelo de cartas"

RADAR DA MÍDIA
QUARTA-FEIRA, 29 DE OUTUBRO DE 2008

O segundo turno das eleições municipais foi a pá de cal no projeto lulo-petista de hegemonia política, com contornos "democráticos".

Não faltarão outras tentativas, mas esta ruiu como um verdadeiro "castelo de cartas", mostrando o quanto as máquinas de propaganda estão desgastadas e a sociedade é avessa às aventuras autoritárias da esquerda.

A meta era transformar as recentes eleições municipais em um plebiscito, que consagrasse a tão proclamada popularidade do Presidente Lula e de seu governo e assegurasse, desde já, a transição de 2010.

Lula se consolidaria como o único político na cena nacional com peso suficiente para indicar um nome viável à sucessão presidencial. Partidos e figuras da oposição sairiam enfraquecidos e minguados da disputa, com dificuldade de ser alternativa ao governismo lulo-petista.

Convido-os a fazer comigo um breve retrospecto.

Popularidade alimentada por pesquisas

Há meses Lula "surfava" numa onda de popularidade, alimentada por pesquisas de opinião cada vez mais desconcertantes.

Os índices de aprovação não paravam de subir e se tornaram acachapantes: Lula beirava os 80% e seu governo 70%. Ao mesmo tempo as pesquisas proclamavam que até os antigos redutos de resistência e oposição a Lula tinham cedido. A própria classe média agora se mostrava favorável ao Presidente e por toda a parte o êxito era incontestável.

Sem qualquer pudor, falou-se até de Lula como o líder político de maior prestígio no mundo.

8 Leia Eleições municipais: dogma virtual

Tais dados de pesquisas, profusamente comentados e repetidos na mídia, além de aceitos como incontestes por muita gente, criavam um efeito psicológico e transmitiam a idéia de que qualquer oposição ao Presidente era inútil e sem futuro. Era necessário conformar-se.

A oposição não encontrava (ou simulava não encontrar) um discurso, mostrando-se e confessando-se desorientada.

Máquina de propaganda regada a petróleo
Simultaneamente, o País era bombardeado regularmente com notícias alvissareiras de achados fabulosos de petróleo.

Planos de exploração do chamado pré-sal, com promessas de aplicação de fundos em educação e saúde, tornaram-se verdadeiras obras-primas de ficção e propaganda política. Com as mãos sujas de óleo, ao estilo de Getúlio, Lula parecia tocar e oferecer uma prosperidade sem limites aos brasileiros.

O Presidente chegou a ser saudado, pelo "companheiro" Chávez, como magnata do petróleo e se aventou a hipótese de o Brasil entrar na OPEP.

Lula aparecia e se proclamava como um predestinado!

A economia ia (ou parecia ir) bem e todos falavam do "momento mágico" que o país atravessava.

Hegemonia endossada pela mídia
Lula reinava isolado na cena política, governando pouco, viajando muito e discursando sem parar. E já tinha carimbado, com sua mão negra de petróleo, a companheira Dilma como sua provável sucessora.

A mídia, quase como um todo, endossava este ambiente psico-político. O clima já era de hegemonia, a ser consagrado nas urnas, de modo devastador e "democrático". Falava-se na "onda vermelha".

A partir de uma vitória eleitoral inequívoca, com um Congresso subserviente e uma oposição desconjuntada, estariam abertas as portas para o aventureirismo político: uma mini Constituinte? Um terceiro mandato? Cada um é livre de fazer suas conjecturas.

O "dogma" da transferência de popularidade
Em face desse quadro de fundo, era necessário jogar todas as fichas - e a máquina do Governo Federal - na presente eleição municipal, para a conquista do maior número de prefeituras, com preferência para os grandes centros urbanos.

Muitos asseveravam que, devido à fraqueza dos partidos e ao carácter personalista da política no Brasil, Lula facilmente transmitiria sua popularidade crescente aos apadrinhados (seus e do governo), antecipando o que aconteceria em 2010.

O Presidente traçou um plano e destacou forças-tarefa de ministros para ativarem a máquina eleitoral, o que foi anunciado até em importantes órgãos de imprensa estrangeiros.

Marta Suplicy, a candidata símbolo
Não é difícil compreender que S. Paulo era, evidentemente, peça-chave nesse jogo. Por isso Lula decidiu envolver-se pessoalmente na disputa.

Tudo indica que a promessa do Presidente a Marta Suplicy foi, no caso de uma vitória assinalada, designá-la como candidata do PT à eleição presidencial em substituição a Dilma Roussef.

A promessa procedia, segundo a lógica simplista do lulo-petismo. O Presidente, com seu prestígio, elegeria Marta prefeita. Depois a designaria candidata à Presidência, transferindo seu imenso potencial de votos e fazendo sua sucessora vitoriosa em 2010.

Pela importância de S. Paulo, pela visibilidade da disputa, pela relevância da candidata petista, pelo empenho pessoal do Presidente, a cidade tornou-se o palco e uma espécie de parábola para o País.

Permitam-me, pois, que analise com um cuidado particular o que se passou na disputa eleitoral pela Prefeitura.

Desconcerto ante o governismo triunfante

Ao ter início a corrida eleitoral já as pesquisas apresentavam Marta Suplicy liderando com uma vantagem folgada.

No campo da oposição instalava-se uma briga intestina, com duas candidaturas que se digladiavam, parecendo perder o rumo e desacreditando essa mesma oposição. Essa discórdia só gerava desconcerto e desânimo na faixa de público que não aderia ao lulo-petismo.

Enquanto só o PT (com o apoio de Lula) parecia prosperar sem problemas, as intenções de voto de Marta cresciam e falava-se até em vitória no primeiro turno. O Presidente dizia acreditar nisso e convocava a militância para "liquidar a fatura" logo.

Lula veio fazer carreatas com a candidata e no ar ficava a sensação da inoperância de todas as forças políticas perante o governismo triunfante.

Como disse, tudo (do governo à oposição) era uma parábola para o País.

Urnas desmentem pesquisas
Chegaram as eleições. Marta mantivera a liderança nas pesquisas do primeiro ao último dia... e na boca de urna. Surpresa! Kassab venceu o primeiro turno.

O desmentido fragoroso das pesquisas tinha igualmente um lado de parábola em relação a Lula. Não seriam também inconsistentes as pesquisas da popularidade de Lula? O que é fato é que as urnas desmentiram essa popularidade. E não só em S. Paulo!

Com resultados bem desfavoráveis por todo o País, era necessário tentar virar o jogo em S. Paulo. Uma vitória de Marta ainda podia dar certo fôlego ao lulo-petismo.

Sai de cena o "paz e amor"
Com o segundo turno, a máquina comandada por Lula, tirou a máscara, e mostrou do que é capaz na briga política. Ou seja, deixou evidente que o lulo-petismo apenas usa o sistema democrático para atentar contra ele e, se possível, eliminá-lo.

O Presidente designou seu secretário-particular, Gilberto Carvalho, para coordenar a campanha de Marta Suplicy. Tinha início a fase dois.

Logo em seguida, dez ministros desembarcaram em S. Paulo para subir no palanque com a candidata. Nos discursos transpareceu todo o rancor autoritário do lulo-petismo.

Para Dilma Roussef, crer na vitória contra o PT, era "prova de soberba, de elitismo e descompromisso com a democracia".

Tarso Genro atacou os tabus conservadores da elite e disse que a candidata era alvo de preconceito.

Luiz Dulci afirmou não ser possível ter uma das maiores metrópoles do mundo na mão de um síndico conservador.

Para Aldo Rebelo, vice de Marta, "São Paulo se transformou no último barco à deriva para os náufragos das forças conservadoras do Brasil".

Carlos Lupi mostrou inconformidade "em ver São Paulo na mão de uma direita disfarçada".

Não sei se percebem que no léxico político do lulo-petismo ser da elite ou ser conservador e de direita é, de si, quase um crime. As forças conservadoras não têm vez na "democracia" do PT.

Veio depois a baixaria da propaganda do horário político. A campanha da petista investiu com insinuações a respeito da vida particular de Kassab. E Marta, em entrevista televisionada, encenou a farsa do "eu não sabia".

O lulo-petismo e seu braço sindical infiltraram e tentaram manipular uma manifestação de policiais civis em greve, instigando um confronto armado com a Polícia Militar, nas proximidades do Palácio do Governador, que esteve a ponto de causar uma tragédia de gravidade incalculável.

Num último extertor de desespero, o lulo-petismo clamou pelo socorro de sua verdadeira força inspiradora: a "esquerda católica". Mais de 100 padres assinaram um documento que deveria ser lido nas paróquias para dar apoio explícito a Marta Suplicy. A manobra foi arquitetada por Gilberto Carvalho (ex-seminarista e elo de ligação do governo com a CNBB) e D. Pedro Luiz Stringhini.

A indignação nos meios católicos foi de tal monta que o bispo auxiliar de S. Paulo teve que recuar e pedir desculpas públicas.

Lula, terminou a campanha ao lado de Marta, com discurso agressivo e populista e envergando uma camisa vermelha ao estilo "chavista".

"O jogo virou de ponta-cabeça"
Os resultados do segundo turno são conhecidos de todos. O desvelar do lado agressivo e esquerdista da candidata de Lula fizeram aumentar o repúdio do eleitorado. A derrota foi massacrante. Ruiu o "castelo de cartas". A parábola, era também a imagem do lulo-petismo em boa parte do País.

Dias antes do segundo turno, na previsão do que aconteceria nas urnas, Raymundo Costa, escreveu no jornal Valor(21.0ut.2008): "Enfim, o jogo que era armado antes da eleição virou de ponta-cabeça e recomeça em outras bases".

E a jornalista Dora Kramer, no jornal O Estado de S. Paulo(24.out.2008), dois dias antes do segundo turno afirmava, em artigo intitulado Quadrilátero da saia-justa:

  • "De cada ângulo que se olhe, essa eleição municipal revela fatos e consolida evidências que derrubam teorias eleitorais recentemente elaboradas a partir de um único dado: a popularidade do presidente Luiz Inácio da Silva.

    A campanha do segundo turno revogou a crença inabalável de políticos e marqueteiros na doutrina "paz e amor" ....

    No primeiro turno as urnas já haviam derrubado o mito do "poste", desmentido assertivas sobre a transferência automática de votos e arquivado a idéia do Palácio do Planalto de transformar o resultado da eleição de prefeitos numa interpretação plebiscitária sobre o governo Lula, com o objetivo de estabelecer desde já as balizas para a armação do jogo da sucessão presidencial em 2010."

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

PT só elege 34% de seus candidatos a prefeito

Autor(es): Leila Suwwan
O Globo - 29/10/2008

PMDB, PSDB e PP tiveram sucesso com quase a metade de seus representantes; desempenho do PPS foi de 25%

Apesar de aumentar o número de prefeituras sob seu comando, o PT registrou nestas eleições o pior índice de sucesso entre os principais partidos do país. Dos 1.632 candidatos a prefeito lançados, pouco mais de um terço foi eleito - 34%. Entre esses 559 vitoriosos, 232 são prefeitos que foram reeleitos. E o número de votos nominais recebidos pela sigla foi praticamente o mesmo de 2004: 16,5 milhões. Os dados reforçam a tese de que o PT não conseguiu traduzir nas urnas o bom desempenho do segundo mandato do presidente Lula. PMDB, PP e PSDB registraram a mais alta taxa de sucesso eleitoral - o número de eleitos em relação ao total de candidatos lançados.

Esses três partidos elegeram quase a metade dos candidatos a prefeito que lançaram. Porém, apenas o PMDB teve um aumento expressivo, de 29%, no número de votos, chegando a 18,4 milhões. O PP se manteve estacionado em 6,1 milhões de votos, e os tucanos perderam 8% dos votos totais.

Os petistas, que comemoram o resultado eleitoral, consideram o índice de sucesso irrelevante, alegando que a legenda tem tradição histórica em lançar muitos candidatos. Segundo Gleber Naime, secretário de Comunicação do PT e integrante do Grupo de Trabalho das Eleições (GTE), essa tradição não é um "princípio" partidário e a conjuntura favorece o aumento de alianças no futuro, para o partido não ser tachado de "hegemonista".

Perguntado sobre a expectativa de melhor desempenho, devido à popularidade do governo federal, Naime disse que ao partido não interessa o "falso inchaço do poder":

- O crescimento do PT é sustentado. Não queremos um crescimento igual ao do PSDB quando estava no governo, com inchaço da filiação e da base parlamentar, sem critério, apenas pelo atrativo do poder. O crescimento do PT é real, não está ligado ao oportunismo.

Em 2004, desempenho do PT foi ainda pior

Em 2004, o índice de sucesso das candidaturas petistas às prefeituras foi ainda mais baixo, de 21,1%. E o do PSDB, que lançou quase o mesmo número de candidatos, foi notadamente maior: 45%. Naquele ano, o PT sofria desgaste pela política de contenção econômica do primeiro mandato de Lula.

Neste ano, o índice de sucesso do PSDB foi de 46% das candidaturas, comparado com 45,1% de 2004, sendo que agora foram lançados 208 candidatos a menos. O recuo tucano este ano foi de 10% no número de prefeituras e de 8% no total de votos, mas os dirigentes do partido rejeitam a avaliação de que perderam nessa eleição. Argumentam que a manutenção da estatura do partido nas eleições, em confronto direto com a máquina federal, é, na realidade, uma vitória.

O PMDB, que agora pressionará por mais espaço no governo, melhorou seu índice de sucesso de 42,6% para 47% entre 2004 e 2008, e elegeu 1.201 prefeitos - isso se deve, entre outros fatores, ao fato de o partido ser o mais bem-estruturado, e presente, em todas as regiões.

Nestas eleições, apenas o PPS, entre as dez legendas mais importantes, teve um índice pior que o do PT, com 25%. A rejeição, neste caso, teve efeito direto no partido, que perdeu metade de sua base de votos de 2004 e encolheu em 58% seu número de prefeituras.

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

'Indeciso', Ohio pode definir a eleição nos EUA

G1 - dica WAB

Estado tem 20 delegados no Colégio Eleitoral. Para cientista político, Ohio terá fator determinante.

Daniel BuarqueDo G1, em Columbus, Ohio (EUA)


O destino da presidência americana pode ser decidido no estado de Ohio. O formato indireto das eleições no país, que escolhe o presidente em um Colégio Eleitoral e não pelo voto direto dos eleitores, faz com que a disputa ocorra com maior intensidade em alguns locais de que em outros. 

Ampliar FotoFoto: AP

Frank Kahsar, dono do restaurante Hitching Post, em Cincinnati, Ohio, observa as 'urnas' em que ele incentiva seus clientes a 'votar' em Barack Obama ou em John McCain usando jujubas (Foto: AP)

Enquanto o Texas é tradicionalmente republicano e Nova York costuma ser democrata, Ohio é o que se chama de "swing state", votando ora em um partido, ora em outro, o que faz com que ele seja um dos focos das duas campanhas. 

"Assim como a Flórida foi essencial para que o atual presidente George W. Bush vencesse Al Gore mesmo sem ter a maioria dos votos no país em 2000, Ohio ajudou Bush a se manter no poder em 2004, sendo vital para a vitória republicana", disse ao G1 o professor Alexander P. Lamis, que ensina ciência política na Universidade de Cleveland, no norte de Ohio. 

Para completar a importância dos 20 delegados que representam Ohio no Colégio Eleitoral, desde 1968 que o vencedor da eleição no estado conquistou a Casa Branca. Por mais que nem sempre tenha sido decisivo, o estado serve como um termômetro do sentimento político nacional. 

Tanto é assim que as pesquisas de intenção de voto da eleição do próximo dia 4 apontam resultados nacionais parecidos com os de Ohio. Enquanto a média de pesquisas nacionais feita pelo site Real Clear Politics aponta uma vantagem de Obama em todo o país de 6,7 pontos percentuais, a mesma média no estado de Ohio é de 6,4 pontos percentuais favoráveis ao democrata. 

"Estamos assistindo a um ressurgimento democrata no Estado depois de duas eleições em que Ohio apoiou os republicanos", disse Lamis. Segundo ele, é difícil saber se o Estado vai ter tanta importância quanto em eleições passadas, mas sem dúvida merece atenção especial dos dois candidatos. 

Microcosmo

Esta característica de "termômetro" do país se junta a características econômicas e políticas do estado e fazem com que Ohio seja chamado de "microcosmo" dos Estados Unidos. Com uma região sul e agrária mais conservadora e um norte mais desenvolvido e liberal, o estado é uma pequena representação do que pode ser visto em todo o país. 

Segundo o cientista político ouvido pelo G1, isso faz com que os temas mais relevantes na disputa em Ohio sejam os mesmos que chama a atenção nacionalmente: a guerra no Iraque e a economia. 

"A guerra foi importante para o ressurgimento democrata no Estado após as vitórias de Bush", disse. Além disso, explicou, a economia de Ohio começou antes a sentir a atual crise financeira, e viu serem fechadas muitas fábricas que funcionavam no Estado. 

Leia mais sobre Eleições nos EUA 

 

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Acenderam a luz vermelha

MOVIMENTO ORDEM VIGÍLIA CONTRA A CORRUPAÇÃO - MOVCC

O Bolsa Família se tornou um instrumento de petrificação política, impedindo a alternância no poder municipal – Por Marco Antonio Villa – Folha de São Paulo

O governo federal tem uma idéia fixa: vencer a eleição presidencial de 2010. Todas as ações político-administrativas estarão voltadas para esse objetivo. E, se necessário, vencer a qualquer preço.

Mas os resultados surpreendentes (para o governo) das eleições municipais acenderam a luz vermelha. Desapareceu do espectro político a possibilidade de o próximo presidente da República ser escolhido por um só eleitor, e 125 milhões de cidadãos simplesmente referendarem o desejo imperial.

As análises que davam como certa uma onda vermelha fracassaram, assim como aquelas que imputavam ao presidente Lula uma espécie de varinha de condão para escolher os prefeitos. Sua popularidade era tal, diziam, que bastaria indicar o candidato a ser votado. Seu prestígio era tão grande, afirmavam, que o povo, obedientemente, seguiria a determinação do condutor. Se Lula e seus apoiadores acreditavam nessa falácia, não cabe crítica. O estranho foi a oposição ter imaginado que esse delírio era real.

Como esperado, nos pequenos municípios, o índice de reeleição dos prefeitos foi o maior da história. O uso político do programa Bolsa Família -o cadastramento é controlado pelos prefeitos- fez com que a reeleição se transformasse em favas contadas: quando não foi o próprio prefeito, o candidato vencedor foi alguém do seu grupo político.

Assim, o Bolsa Família se transformou em um instrumento de petrificação política, de permanência das oligarquias, impedindo a alternância no poder municipal.

Pior: o governo Lula, que já conta com 11 milhões de famílias beneficiárias, ameaça incluir mais 4 milhões que já estão cadastradas no programa. Em outras palavras, o programa Bolsa Família será um dos instrumentos usados em 2010 para ganhar de qualquer jeito as eleições. O final do ano será marcado por um cenário político confuso. Surpreendido pelo resultado das eleições municipais, ao governo interessa colocar vários obstáculos no caminho até chegar a 2010.

Vai lançar diversos balões de ensaio: transformar o Congresso em Assembléia Constituinte, voltar a insinuar o desejo de apresentar a proposta do terceiro mandato, falar em extinção da reeleição, defender um mandato presidencial de cinco anos -mas, no fundo, sabe que nada disso pode ser aprovado.A maioria congressual que o governo Lula teve nos seis anos de mandato vai diminuir paulatinamente. E minguará na relação inversa do tamanho da crise econômica internacional.

O governo continuará tentando dividir a oposição, buscando aqueles mais propensos à composição política em troca de algumas migalhas. Deverá explorar vaidades e esperanças frustradas.

Não faltarão adesistas. Estes, claro, vão se justificar argumentando que estão defendendo os interesses dos seus Estados. Vimos na campanha municipal que poucos candidatos tiveram a altivez de não se prostrarem frente ao presidente, como se o gestor municipal (ou estadual) tivesse de ter uma relação de subserviência em relação ao governo da União.

Até o momento, a oposição não esteve à altura das necessidades do país: teve receio de se contrapor, de remar contra a corrente, de enfrentar o governo no terreno da política; como se o índice de popularidade de Lula -que não será eterno- fosse um escudo que impedisse a construção de um outro projeto de país.

Mas os eleitores dos principais colégios eleitorais deram um recado: querem ter uma alternativa, não aceitam o voto de cabresto, não votarão em um poste na eleição de 2010, mesmo que indicado e apoiado ostensivamente por Lula. O bloco anti-histórico que está no poder -o sindicalismo amarelo associado ao atraso oligárquico e aos interesses do grande capital financeiro- não cederá o governo facilmente. Vai lutar com todas as armas.

Teremos a eleição mais violenta da nossa história, com o uso da máquina administrativa e dos programas assistencialistas, com acusações e ameaças, dossiês à vontade, para todos os gostos, e, provavelmente, em um cenário econômico desfavorável.

Tivemos uma pequena mostra agora. Se o presidente foi tão agressivo na eleição de Natal, imagine quando estiver em jogo o Palácio do Planalto: o figurino "Lulinha paz e amor" será jogado no lixo.

O exército de aloprados prepara-se para o combate. Eles sabem que não podem perder o acesso privilegiado ao poder. Não mais sobrevivem distante dele. E farão de tudo para continuar mais quatro anos (oito seria melhor) usando e abusando das benesses produzidas em Brasília.

MARCO ANTONIO VILLA, 52, historiador, é professor do Departamento de Ciências Sociais da UFSCar (Universidade Federal de São Carlos). É autor, entre outros livros, de "Jango, um Perfil".

Olhem que beleza...

Por e-mail (sic)

A imagem mostra a chorona Maria do Rosário (acima à esquerda) devidamente derrotada por Fogaça em Porto Alegre. Ao lado da chorona, Gleisi Hoffmann já um pouco mais recuperada da surra que levou, logo no 1o. turno, de Beto Richa. Bem abaixo, outra PeTralha que dispensa apresentações, Relaxa e Goza Favre Schmidt da Silva Suplício, que decidiu ir para a "Ponte de Paris". Dilma "MamaPac Stella" Roussef, protestou alegando que houve roubo. Indagada sobre os motivos que a levaram a esta conclusão a notável fabricante de Dossiês retrucou:" Como entendo de roubo de cofre, chego a conclusão que roubaram a urna. Urna, Cofre é tudo a mesma coisa! Walter Pinheiro, derrotado em Salvador pelo partido aliado (leia-se;"fogo amigo") não deixou por menos e se juntou ao coro das lamentações.

Só tenho mais uma coisa a comentar: "Isto não é coisa que se faça com as mulheres, seus PeTralhas sem vergonhas!"
 
W.Neto

Obs.: clicando na imagem, dá para ler os balões!


Pesquisa aponta empate técnico entre Obama e McCain

ÚLTIMO SEGUNDO

28/10 - 08:38 , atualizada às 09:27 28/10

WASHINGTON - O candidato democrata à Presidência dos Estados Unidos, Barack Obama, tem vantagem de 4 pontos percentuais sobre o republicano John McCain, no momento em que ambos entram na última semana de campanha presidencial, mostrou pesquisa Reuters/C-SPAN/Zogby divulgada nesta terça-feira. Como a margem de erro da pesquisa é de 2,9 pontos, os candidatos estão tecnicamente empatados.

 

Obama tem 49% da preferência do eleitorado, contra 45% de McCain. O resultado representa uma pequena queda na vantagem de Obama, que na segunda-feira era de 5 pontos. A ouviu 1.202 pessoas por telefone entre sábado e segunda-feira.

McCain consolidou sua vantagem entre os eleitores homens e brancos, mas Obama manteve vantagem de dois dígitos entre as mulheres e os independentes, dois grupos-chave na eleição de 4 de novembro.

"Faltando sete dias para a eleição, McCain ainda não está onde deveria estar com alguns grupos importantes de eleitores. E ele está ficando sem tempo", disse o especialista em pesquisas John Zogby.

O independente Ralph Nader e o libertário Bob Barr receberam apoio de 1% dos eleitores cada. Três por cento declararam-se indecisos.

Leia mais sobre eleições nos EUA

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".