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segunda-feira, 3 de novembro de 2008

As eleições nos EUA

GAZETA DO POVO
Publicado em 02/11/2008 | JULIANO DA SILVA CORTINHAS

Na próxima terça-feira, a potência dominante do sistema internacional escolherá seu presidente, cargo político mais importante do planeta. A decisão será cercada por diversas peculiaridades, que podem ser consideradas demasiadamente complexas pelo eleitor brasileiro, habituado ao sistema de voto direto, mais simples que o norte-americano.

As eleições estadunidenses são regulamentadas pela Constituição do país, de 1787. Têm, portanto, características que encontram fundamento naquele período histórico. A própria data do pleito, realizado na primeira terça-feira seguinte à primeira segunda-feira do mês de novembro, deve-se ao fato de que o norte-americano do século XVIII teria tempo de ir à igreja no domingo e de se deslocar até o local de votação. Os constituintes consideraram que, no mês de novembro, com a colheita já encerrada, dois dias de deslocamento seriam suficientes para que os eleitores chegassem aos locais de votação. Assim, a realização da eleição no próximo dia 4, uma terça-feira, não tem nenhuma relação com os tempos atuais, em que em poucos minutos é possível dirigir-se a uma urna.

Outra questão que deve ser contextualizada é o sistema do Colégio Eleitoral. Nos Estados Unidos, o presidente não é escolhido de forma direta: os eleitores decidem que candidato será selecionado pelos representantes de seu estado no Colégio Eleitoral, que conta, no total, com 538 votantes, divididos proporcionalmente entre os estados de acordo com o tamanho da população. O estado mais populoso, a Califórnia, tem 55 votos no Colégio Eleitoral, sendo responsável por mais de 10% do total. Tal instituição foi concebida pelos constituintes do país para que nenhum candidato com forte apelo em somente uma região tivesse a possibilidade de ser eleito, obrigando os candidatos a obterem votos em diversas regiões.

A adoção desse sistema traz dois efeitos principais. Há pouca possibilidade de existência de diversos partidos, pois o sistema favorece a existência de partidos com ampla base de apoio em diversas localidades, com grande capacidade de organização e obtenção de recursos financeiros. Os partidos Republicano e Democrata, que, desde 1852, vêm elegendo todos os presidentes norte-americanos, dominam as eleições.

Outra importante conseqüência é a possível eleição de um candidato que não obteve a maioria dos votos populares, pois há a hipótese de vencer por pequena margem em muitos estados e perder por grande margem em estados menos populosos, com muitos votos no Colégio Eleitoral. Tal fato já ocorreu 17 vezes na história do país, sendo a última na primeira eleição de George W. Bush, em 2000. Isso é possível porque a ampla maioria dos estados dirige todos os seus votos no Colégio Eleitoral para o candidato vencedor, independentemente da margem que obteve.

A partir desse cenário, pode-se avaliar a eleição polarizada pelos candidatos Barack Obama, do Partido Democrata, e John McCain, do Partido Republicano.

Muitos analistas têm se baseado nas pesquisas de opinião pública para ressaltar a pequena margem de liderança do democrata. Essas pesquisas, porém, não são tão importantes para apontar um favorito quanto as que avaliam o desempenho dos concorrentes por estado, que têm dado ampla margem de vantagem ao candidato democrata, que teria cerca de 350 votos no Colégio Eleitoral contra 170, aproximadamente, de McCain (são necessários 270 para a vitória e ainda há estados indefinidos). A tendência de vitória de Obama, portanto, é grande, mas a vitória não é dada como certa porque o quadro pode ser invertido por duas razões.

Como o voto é opcional, há a possibilidade de baixo comparecimento dos eleitores democratas, devido ao bom desempenho do partido nas pesquisas, o que pode levá-los a considerar a vitória como certa. A chance disso ocorrer, todavia, é baixa, pois o grande descontentamento dos norte-americanos com a gestão de Bush provavelmente fará com que os eleitores compareçam às urnas para mostrar seu descontentamento (o comparecimento nas últimas eleições foi de apenas 60% dos eleitores registrados, mas tende a ser maior neste pleito).

A segunda hipótese é a de que os eleitores estejam declarando seu voto para Obama, pois não querem ser considerados racistas, votem, efetivamente, para McCain. Essa possibilidade é chamada, nos EUA, de efeito “Bradley”, denominação que se refere ao candidato negro Tom Bradley, do Partido Democrata, que concorreu ao governo da Califórnia, em 1982, e liderava amplamente as pesquisas (por 22 pontos porcentuais) até uma semana antes da eleição. O resultado final, porém, foi favorável aos republicanos, o que foi atribuído a um racismo velado dos eleitores. Essa possibilidade também é improvável, pois a ocorrência desse fenômeno em diversos estados, concomitantemente, parece-nos difícil.

Percebe-se, portanto, que a tendência natural do pleito norte-americano é a eleição de Obama, mas a resposta definitiva só será dada pelo povo norte-americano no dia 4 de novembro, a primeira terça-feira seguinte à primeira segunda-feira do mês.

Juliano da Silva Cortinhas é professor licenciado do Unicuritiba, professor dos cursos de Relações Internacionais da Universidade Católica de Brasília, do Centro Universitário do Distrito Federal e da Faculdade Michelangelo.

domingo, 2 de novembro de 2008

Obama Says He Didn’t Know Aunt’s Illegal Status - WTF!?

LAN LANPHERE

If Barack Obama’s Auntie is illegal, what are the chances that Barack Obama wasn’t born inside the United States?  According the the State of Hawaii not very good.  So what does all this say about the man who wants to be the leader of the United States?  Not a whole hell of a lot.  At least not a lot to be proud of.  How do you arrive at the position of a being a Presidential Candidate and not know your own family is inside the United States as a illegal alien?  Answer- YOU DON’T!

So let me get this straight…  Obama didn’t know his aunt was living here illegally?  He didn’t know Wright engaged in Black Theology?  He didn’t know Bill Ayers had been, or is,  a terrorist?   He didn’t know Rezko was a shady, crooked con man?  He didn’t know Khalidi was a PLO spokesman and he was totally clueless that ACORN has engaged in any voter fraud?  And the American people put this guy up as a Presidential Candidate why?  It’s blatantly obvious that Barack Obama is barely conscious to anything going on around him.

Tune In

Phillip J. Berg is on to something with the lawsuits that the mainstream media has ignored over the past weeks calling him a nut-job and a fruit cake.  The fact is that Phillip is a martyr to his country.  He has become the sacred cow that the powers that be want to slaughter to hide and conceal the facts about Obama.  Little did the mainstream media know that they had stumbled upon the very evidence that would prove that Obama is not the man that the Patriot Brigade Talk Radio Network has been screaming about for months now.   And now we see that Barack H. Obama is declining in the polls and is on the defensive about his own family who he claims he didn’t know was a illegal alien.  I CALL BULLS***!

  1. We were the first to scream that he was a Socialist / Marxist.  We got beat up for that.
  2. We were the first to scream to the public that Obama wasn’t a citizen of this country. - We got beat up for that.
  3. We were the ones who stood our ground while people complained that we were extremist because we opposed the points of view of others more conservative that ourselves.  Bring it on!

From Fox News - CHICAGO — Barack Obama says he did not know that one of his relatives from Kenya was living in the United States illegally and believes the appropriate laws should be followed.

The Associated Press found that Obama’s aunt had been instructed to leave the country four years ago by an immigration judge who rejected her request for asylum from her native Kenya.

The woman, Zeituni Onyango is living in public housing in Boston and is the half-sister of Obama’s late father .A statement given to the AP by Obama’s campaign Saturday says, “Senator Obama has no knowledge of her status but obviously believes that any and all appropriate laws be followed.”

Onyango, 56, referred to as “Aunti Zeituni” in Obama’s memoir, was instructed to leave the United States by a U.S. immigration judge who denied her asylum request, a person familiar with the matter told the AP late Friday. This person spoke on condition of anonymity because no one was authorized to discuss Onyango’s case.

sábado, 1 de novembro de 2008

Crise econômica 'expulsa' a religião do debate eleitoral norte-americano

O GLOBO

Religiosos aliam-se a republicanos, e não-religiosos preferem democratas.
Em 2004, ao contrário de agora, questões moral pesaram na campanha.


Daniel Buarque, do  G1, no Kentucky


Quando entrar na cabine de votação na próxima terça-feira (4), a maioria dos norte-americanos vai votar no próximo presidente do país pensando nele, o todo-poderoso dólar. Não é que Ele tenha sido esquecido, mas a preocupação com a crise econômica diminuiu a importância de Deus e da religião como um todo nas eleições. "Quando a economia está indo bem, as pessoas conseguem pensar em outras coisas. Mas, neste ano, a ansiedade econômica é o que a maioria dos eleitores está levando em consideração na hora de escolher o candidato em quem vai votar nas eleições" explicou Mark Rozell, professor de políticas públicas da Universidade George Mason, na Virgínia, em entrevista ao G1. 

De fato, uma pesquisa da rede de TV CNN aponta que a economia é o tema mais importante das eleições para 58% dos eleitores. O percentual é mais de 4 vezes as segundas maiores preocupações, saúde pública e terrorismo, empatados como mais importante para 13% do público, cada. Religião não é citada na lista que ainda inclui a guerra no Iraque e imigração ilegal. Como a maior parte dos eleitores diz achar que Barack Obama é um candidato melhor para lidar com a crise, o democrata lidera as pesquisas de intenção de voto nacionalmente e na prévia do Colégio Eleitoral. 

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

'Indeciso', Ohio pode definir a eleição nos EUA

G1 - dica WAB

Estado tem 20 delegados no Colégio Eleitoral. Para cientista político, Ohio terá fator determinante.

Daniel BuarqueDo G1, em Columbus, Ohio (EUA)


O destino da presidência americana pode ser decidido no estado de Ohio. O formato indireto das eleições no país, que escolhe o presidente em um Colégio Eleitoral e não pelo voto direto dos eleitores, faz com que a disputa ocorra com maior intensidade em alguns locais de que em outros. 

Ampliar FotoFoto: AP

Frank Kahsar, dono do restaurante Hitching Post, em Cincinnati, Ohio, observa as 'urnas' em que ele incentiva seus clientes a 'votar' em Barack Obama ou em John McCain usando jujubas (Foto: AP)

Enquanto o Texas é tradicionalmente republicano e Nova York costuma ser democrata, Ohio é o que se chama de "swing state", votando ora em um partido, ora em outro, o que faz com que ele seja um dos focos das duas campanhas. 

"Assim como a Flórida foi essencial para que o atual presidente George W. Bush vencesse Al Gore mesmo sem ter a maioria dos votos no país em 2000, Ohio ajudou Bush a se manter no poder em 2004, sendo vital para a vitória republicana", disse ao G1 o professor Alexander P. Lamis, que ensina ciência política na Universidade de Cleveland, no norte de Ohio. 

Para completar a importância dos 20 delegados que representam Ohio no Colégio Eleitoral, desde 1968 que o vencedor da eleição no estado conquistou a Casa Branca. Por mais que nem sempre tenha sido decisivo, o estado serve como um termômetro do sentimento político nacional. 

Tanto é assim que as pesquisas de intenção de voto da eleição do próximo dia 4 apontam resultados nacionais parecidos com os de Ohio. Enquanto a média de pesquisas nacionais feita pelo site Real Clear Politics aponta uma vantagem de Obama em todo o país de 6,7 pontos percentuais, a mesma média no estado de Ohio é de 6,4 pontos percentuais favoráveis ao democrata. 

"Estamos assistindo a um ressurgimento democrata no Estado depois de duas eleições em que Ohio apoiou os republicanos", disse Lamis. Segundo ele, é difícil saber se o Estado vai ter tanta importância quanto em eleições passadas, mas sem dúvida merece atenção especial dos dois candidatos. 

Microcosmo

Esta característica de "termômetro" do país se junta a características econômicas e políticas do estado e fazem com que Ohio seja chamado de "microcosmo" dos Estados Unidos. Com uma região sul e agrária mais conservadora e um norte mais desenvolvido e liberal, o estado é uma pequena representação do que pode ser visto em todo o país. 

Segundo o cientista político ouvido pelo G1, isso faz com que os temas mais relevantes na disputa em Ohio sejam os mesmos que chama a atenção nacionalmente: a guerra no Iraque e a economia. 

"A guerra foi importante para o ressurgimento democrata no Estado após as vitórias de Bush", disse. Além disso, explicou, a economia de Ohio começou antes a sentir a atual crise financeira, e viu serem fechadas muitas fábricas que funcionavam no Estado. 

Leia mais sobre Eleições nos EUA 

 

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Pesquisa aponta empate técnico entre Obama e McCain

ÚLTIMO SEGUNDO

28/10 - 08:38 , atualizada às 09:27 28/10

WASHINGTON - O candidato democrata à Presidência dos Estados Unidos, Barack Obama, tem vantagem de 4 pontos percentuais sobre o republicano John McCain, no momento em que ambos entram na última semana de campanha presidencial, mostrou pesquisa Reuters/C-SPAN/Zogby divulgada nesta terça-feira. Como a margem de erro da pesquisa é de 2,9 pontos, os candidatos estão tecnicamente empatados.

 

Obama tem 49% da preferência do eleitorado, contra 45% de McCain. O resultado representa uma pequena queda na vantagem de Obama, que na segunda-feira era de 5 pontos. A ouviu 1.202 pessoas por telefone entre sábado e segunda-feira.

McCain consolidou sua vantagem entre os eleitores homens e brancos, mas Obama manteve vantagem de dois dígitos entre as mulheres e os independentes, dois grupos-chave na eleição de 4 de novembro.

"Faltando sete dias para a eleição, McCain ainda não está onde deveria estar com alguns grupos importantes de eleitores. E ele está ficando sem tempo", disse o especialista em pesquisas John Zogby.

O independente Ralph Nader e o libertário Bob Barr receberam apoio de 1% dos eleitores cada. Três por cento declararam-se indecisos.

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segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Morrendo por delicadeza

OLAVO DE CARVALHO
Jornal do Brasil, 23 de outubro de 2008

Até o último debate, a única denúncia séria que a dupla McCain-Palin fez contra Barack Obama foi a de sua longa associação com o terrorista William Ayers. Nenhuma resposta à mentira escabrosa de que Obama não tinha nada a ver com a Acorn, responsável pela maior inundação de títulos de eleitor falsos já registrada na história americana. Nem uma palavra sobre os milhões de dólares em contribuições estrangeiras ilegais, sobre a onda de agressões e intimidações a militantes republicanos, sobre os favores prestados com dinheiro público ao vigarista sírio Tony Resko e ao genocida queniano Raila Odinga, e muito menos sobre as piruetas jurídicas com que Obama tem escapado de exibir qualquer outra prova de que é, como diz, cidadão americano nato.

A polidez mórbida dos candidatos republicanos, que raia a cumplicidade passiva pura e simples (no melhor estilo Chuchu e Serra), já irritou seus eleitores ao ponto de muitos deles explodirem em recriminações contra McCain durante um comício no Missouri. Provocando-os ainda mais, ele respondeu que Obama era “um homem decente, do qual não há nada a temer”. O velho soldado parece ter renunciado à luta, preferindo antes perder com espírito esportivo do que manchar a imagem sacrossanta do seu opositor.

No entanto a vanguarda obamista não concede a McCain nem mesmo o direito de dizer o pouco que disse. A simples menção ao caso Ayers foi condenada unanimemente pela cúpula democrata e pela grande mídia – entidades cada vez mais indiscerníveis – como “terrorismo verbal”, “campanha de ódio” e até instigação ao assassinato do Messias esquerdista. O fato de que Obama mentisse, e de que as suspeitas de cumplicidade com Ayers tivessem acabado se comprovando integralmente, foi preterido em favor das regras de etiqueta, válidas aliás só para as ligações perigosas de Obama, não para os problemas de família de Sarah Palin, decerto mais decisivos para a segurança nacional americana.

Na análise do debate, na FoxNews, quem disse a coisa certa foi Mary Anne Marsh, estrategista do Partido Democrata: o decisivo não são as promessas de campanha, mas a confiança que os candidatos inspiram no eleitorado. Não é uma questão de programa de governo, é uma questão de empatia e de currículo. No primeiro quesito, McCain e Obama empatam, o primeiro pelo jeitão paternal e por ser herói de guerra, o segundo pela voz e pelo jogo de cena. É no currículo que McCain tem uma superioridade arrasadora, mas para evidenciá-la seria preciso mostrar a nulidade das credenciais do oponente, e isto foi precisamente o que ele não quis fazer. A Obama não falta somente experiência: falta uma biografia confiável, falta até mesmo uma nacionalidade definida. Ninguém sabe realmente quem ele é. Ostentador e esquivo, exibido e cheio de segredos, o homem refugia-se num suposto direito à privacidade para omitir-se de exibir sua certidão de nascimento, seu histórico escolar, seus registros médicos ou qualquer documento capaz de corroborar o passado do qual se pavoneia em “Dreams of my Father”

O próprio livro, que lhe rendeu a fama de literato, é de autoria incerta: o exame estilístico de seus escritos anteriores – grosseiros e pueris – mostra que coisa tão boa não pode ter sido obra dele (o ghost writer, dizem, foi William Ayers). 

Nunca se viu tamanho mistério em torno de um postulante à presidência americana. Na comparação, a biografia de McCain é um exagero de transparência. Bastaria o candidato republicano dizer isso, e seu oponente estaria liquidado por nocaute. Mas a chantagem racial parece ter imposto aos adversários de Obama a obrigação indeclinável da piedade suicida, reservando a ele o direito de nunca ser cobrado por seus atos. Tal como aconteceu com Lula em 2002 e 2006 (a técnica é mundialmente padronizada), todos se inibem de atirar a verdade na cara do menino pobrezinho, tão discriminadinho, coitado.

A história da direita, no norte e no sul do Novo Mundo, resume-se no verso de Rimbaud: “Par délicatesse j’ai perdu ma vie.”

domingo, 26 de outubro de 2008

Vantagem de Obama sobre McCain cai para 5 pts nos EUA

ÚLTIMO SEGUNDO
26/10 - 11:33

WASHINGTON - A vantagem do democrata Barack Obama sobre o republicano John McCain na disputa presidencial norte-americana caiu para 5 pontos percentuais, segundo pesquisa Reuters/C-SPAN/Zogby divulgada neste domingo.

Obama tem 49% da preferência dos prováveis eleitores, contra 44% de McCain. Foram ouvidos 1.203 prováveis eleitores e a pesquisa tem margem de erro de 2,9 pontos percentuais. A vantagem de Obama tem caído nos últimos três dias após chegar a 12 pontos na quinta-feira.

"As coisas estão tendendo de volta para McCain. Esses números estão subindo e Obama está caindo diariamente. Parece haver uma correlação direta entre isso e McCain falando sobre a economia", disse o especialista em pesquisas John Zogby.


Cavaleiro do Templo: pode até ser este um dos motivos MAS o site que denuncia os crimes do OBAMA (OBAMA CRIMES - IS OBAMA A NATURAL BORN CITIZEN?) tem hoje 71 milhões de acessos. São pessoas buscando informações sobre o esquerdista americano mais querido do momento, cidadãos americanos ou não tentando entender, entre outras coisas, porque o OBAMA não apresentou uma certidão de nascimento NO PAPEL e quando tentou provar que era americano (e portanto que poderia concorrer ao cargo político mais importante do mundo) apresentou em um blog (???) uma CERTIDÃO DE NASCIMENTO EM SUA VERSÃO DIGITAL E FALSA entre outras muitas dúvidas (até agora 56 ao todo).

Obama assumiu a liderança na maioria das pesquisas nacionais nas últimas semanas, momento em que a crise financeira e a queda nas bolsas de valores ficaram sob os holofotes antes da eleição de 4 de novembro. McCain pareceu demorar para responder à mensagem financeira de Obama, mas nos últimos dias intensificou o uso de temas econômicos em sua campanha.

No sábado, o senador republicano pelo Arizona alertou os eleitores sobre os supostos perigos do que chamou de tomada democrata tanto do Congresso quanto da Casa Branca.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Diferença entre Obama e McCain cai a 3 pontos nos EUA

Por Andrew Quinn, domingo, 19 de outubro de 2008

WASHINGTON (Reuters) - A vantagem do candidato democrata Barack Obama sobre o republicano John McCain na corrida à Casa Branca caiu para três pontos percentuais, segundo pesquisa Reuters/C-SPAN/Zogby, divulgada neste domingo.

Obama tem 48 por cento das intenções de voto contra 45 por cento de McCain. A pesquisa tem uma margem de erro de 2,9 pontos.

O especialista John Zogby afirmou que o resultado é uma boa notícia para o candidato republicano e provavelmente reflete a perfomance de McCain no último debate presidencial, na quarta-feira passada.

"Pela primeira vez nas pesquisas McCain bate os 45 por cento. Não há dúvidas de que algo aconteceu", declarou Zogby.

Segundo ele, o senador por Arizona parece ter consolidado o apoio da base republicana, onde nove entre dez eleitores votam nele, além de ganhar terreno entre os independentes, que devem ter papel decisivo nas eleições de 4 de novembro.

A vantagem de Obama entre os eleitores independentes caiu, de sábado para domingo, de 16 para 8 pontos percentuais.

"Se essa tendência se mantém, será um alerta na campanha de Obama", disse Zogby.

Obama tem pedido que seus simpatizantes evitem a confiança excessiva. Boa parte das pesquisas mostram que a vantagem do democrata sobre o republicano caiu para a casa do um dígito.

Aos 47 anos, Obama, se ganhar a corrida eleitoral, será o primeiro presidente negro (Cavaleiro do Templo: NEGRO??? NEGRO???? O CARA É MESTIÇO, FILHO DE NEGRO E BRANCA!!! Até quando vamos continuar mascarando de todas as formas possíveis e imagináveis este salafrário, o Lula americano????) dos Estados Unidos. Ele tem forte apoio dos negros, hispânicos, católicos e judeus, enquanto McCain, de 72 anos, tem uma liderança por pequena vantagem entre eleitores masculinos e brancos.

As mulheres, grupo que pode ser fator crucial nestas eleições, apóiam Obama. O democrata tem uma liderança de seis pontos junto a esse eleitorado, mas essas diferença tem caído recentemente.

A pesquisa Reuters/C-SPAN/Zogby entrevistou 1.210 pessoas aptas a votar em novembro, durante quatro dias. Para captar as mudanças do eleitorado, o resultado levantado num dia substituía parcialmente resultados anteriores.

domingo, 14 de setembro de 2008

Radiografia do caso Obama

Do portal do OLAVO DE CARVALHO
12 de setembro de 2008

Mesmo na hipótese altamente improvável de que Barack Hussein Obama venha a tirar da cartola uma certidão de nascimento autêntica e demonstrar enfim sua condição legal de cidadão americano, restará sempre o fato líquido e certo de que uma certidão falsa foi apresentada ao público, oficialmente, pela sua campanha eleitoral (v. a análise irrespondível de um perito forense em http://cavaleirodotemplo.blogspot.com/2008/09/atlas-exclusive-final-report-on-obama.html).

Crime é crime, e não deixa de sê-lo pelo simples fato de a conduta do acusado vir eventualmente a sugerir, ex post facto, que foi um crime desnecessário e prejudicial a ele mesmo. Se Obama for eleito, será, segundo parece, o primeiro presidente americano a ser empossado trazendo nas costas uma condenação criminal. Embora abafado até o extremo limite do possível pela grande mídia e nem de longe mencionado durante a Convenção que sacramentou entusiasticamente o candidato democrata, o processo já está correndo (v. www.obamacrimes.com). Foi movido num tribunal federal da Filadélfia pelo advogado Philip Berg, um militante clintoniano cuja única intenção, segundo ele diz, foi a de poupar ao seu partido o dano incomparavelmente maior de eleger um inelegível, ou mesmo um elegível que já no dia da posse estará carimbado oficialmente como criminoso.

A pergunta que não me sai da cabeça é: por que os líderes do Partido Democrata estão aceitando, aparentemente sem grande preocupação, o risco desse vexame colossal? É impossível que não saibam da certidão forjada, é impossível não perceberem que estão arriscando a sorte do seu partido no blefe mais autofrustrante de todos os tempos. É impossível, sobretudo, que o próprio Obama não saiba dessas coisas.

Uma hipótese plausível é a de que tudo seja um cálculo maquiavélico para dar a presidência não ao inexperiente Obama e sim ao tarimbado Joe Biden. O Partido Democrata terá colocado no cargo algo que pelo menos leva jeito de presidente e não um Messias de programa de auditório, com a vantagem adicional de entrar para a História como a agremiação heróica que elegeu o primeiro presidente negro dos EUA, infelizmente retirado do poder – oh, mundo cruel! -- por uma vasta conspiração direitista de advogados e juízes. Obama será jogado fora como um preservativo usado, mas levando como prêmio de seus esforços a recordação dos quinze minutos de fama e um cronograma garantido de conferências acadêmicas milionárias pelos próximos dez ou vinte anos.

A trêfega adesão dos Clintons a uma candidatura que até a véspera não aceitavam de maneira alguma fala em favor dessa hipótese. Biden é amigo do casal há décadas, e na campanha pelas eleições primárias ele cortejou Hillary o tempo todo, na óbvia expectativa de um cargo ministerial. Biden na presidência seria o retorno póstumo da Era Clinton em forma de resíduo fantasmal, como numa sessão espírita.

Há no entanto uma outra hipótese, mais sinistra, que não nega a primeira, mas a complementa espetacularmente. Para enxergá-la com clareza, é preciso ter em conta os seguintes fatores:

(1) Obama não é o candidato preferido do eleitor americano, mas é o candidato preferido da espécie humana. Na Europa ocidental e oriental, na Ásia, na África e na América Latina, uma campanha de endeusamento como jamais se viu no mundo deu ao medíocre senador de Illinois as proporções de um salvador mítico do universo e não somente dos EUA. Essa campanha não é um aglomerado de curiosas coincidências, ela tem unidade e coerência notáveis, não só no estilo retórico demencial, que toma símbolos publicitários como realidades palpáveis, e não só na orientação política subjacente, uniformemente anti-americana, mas também nas fontes que a subsidiam e orientam, entre as quais se destacam os recursos bilionários dos potentados árabes, das organizações esquerdistas e terroristas, de George Soros e do lobby globalista em geral. Na forma como no conteúdo, na identidade dos seus porta-vozes como no seu teor ideológico indisfarçável, a campanha obamista internacional é apenas a condensação eleitoral da onda de ódio anti-americano que veio crescendo, sem descontinuar, desde o fracasso do “socialismo real”, e que hoje é o único pólo aglutinador do movimento revolucionário no mundo.

(2) Nessa campanha, que não é só publicitária mas visa a uma “mudança” real, Obama não entra só como um símbolo – embora nesse papel tenha um brilho incomum – e sim também como um efetivo executor. Seu programa de governo, em todos os pontos substantivos (excluídas portanto somente algumas concessões verbais ao patriotismo americano), consiste sumariamente em demolir a economia americana por meio de impostos e legislações restritivas, em substituir a cultura americana tradicional pelo lixo “multiculturalista”, em transferir a organismos internacionais parcelas essenciais da soberania americana e em colocar os EUA de joelhos ante as “reivindicações legítimas” (palavras dele, porca miséria!) dos terroristas anti-americanos. Se todos os inimigos dos EUA apóiam esse sujeito, é por um motivo inteiramente óbvio: ele é um traidor feito sob medida, um agente local a serviço de poderes extranacionais, um Quisling em toda a linha. Embora nem todos o declarem em voz alta, praticamente todo mundo nos EUA enxerga isso. A diferença é que uns gostam, outros não. Ambos fingem que não vêem: estes, porque reconhecer esses fatos abertamente seria confessar um estado de pânico, de calamidade pública, pior do que mil furacões da Louisiana; aqueles, porque a camuflagem é a essência da traição.

(3) É claro que, para desempenhar sua parte no plano, Obama nem precisa chegar à presidência. Que quase metade do eleitorado seja imbecilizada ao ponto de endeusar um candidato tão somente pela força de seus slogans de campanha, sem examinar nem mesmo seu programa de governo e aceitando ignorar por completo sua biografia – a mais comprometedora que já se viu em tão alto escalão –, já é um dano irreparável. Os valores da democracia americana já foram corroídos pelo anti-americanismo externo e interno ao ponto de milhões de eleitores desejarem conscientemente – embora não confessadamente – um traidor na presidência. Esse mal já está feito e, sob esse aspecto, a campanha de Obama, mesmo que perca as eleições, como parece mesmo que vai perder, já saiu vencedora. O resto do serviço, no caso improvável de uma vitória dos democratas, Joe Biden poderia fazer até melhor que Obama: afinal, é o sujeito que quer reprimir a exploração de novos poços de petróleo nos EUA depois de ter apoiado a cessão de belas reservas petrolíferas do Alasca... à Rússia.

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Agentes de mudança

Do portal MÍDIA SEM MÁSCARA
por Jeffrey Nyquist em 09 de setembro de 2008

Resumo: Embora Sarah Palin tenha seus méritos ela é apenas um fenômeno midiático, exatamente como o candidato Barack Obama, o que reduz a política americana a uma questão de aparências no momento em que uma grave crise está prestes a atingir os EUA.

© 2008 MidiaSemMascara.org

A candidatura a vice-presidência da governadora do Alasca, Sarah Palin, causou sensação na direita política americana. Tente achar uma figura que se compare a Palin e a única que vem à mente é a da primeira-ministra britânica Margaret Thatcher – liderança firme e combativa numa embalagem feminina. Hoje, a embalagem tem mais importância, infelizmente.

A intelligentsia esquerdista gostaria de descartar Palin, como se ela fosse uma versão feminina de Dan Quayle (objeto de zombaria e escárnio por supostamente ser intelectualmente um peso-leve, logo que ele se juntou à chapa republicana, encabeçada por Bush pai, em 1988). Porém, Palin não é nenhum Dan Quayle. Em vez de se embaraçar diante de críticas, ela revela o mesmo instinto matador que lhe rendeu o apelido de “Sarah Barracuda”[1]. Fica mal bater numa garota, e às vezes a garota sabe disso – e não hesita em começar uma briga ela mesma. “Qual a diferença entre uma mãezona[2] e um pit bull?”, Palin perguntou aos presentes à convenção. “O batom”, foi a sua resposta rápida e certeira.

Palin Pit Bull pode se tornar a primeira mulher presidente dos Estados Unidos. É claro, personalidades se desfazem na política nacional. O verdadeiro teste é o da durabilidade. Será que algum político pode ser tão durável quanto Thatcher? Palin é bastante diferente de Thatcher, e o analista político de ocasião deveria hesitar antes de atribuir durabilidade a uma candidata ainda não testada. Há um toque de grandeza na durabilidade, e a grandeza é rara. Como é que o público julga essas questões? O eleitorado é bombardeado com slogans, frases feitas e imagens digitais.

Esta eleição promete algo novo. Os velhos estereótipos estão sendo desafiados. Obama apresenta as idéias da esquerda em palavras que um conservador pode engolir, enquanto McCain apresenta as idéias da direita em termos de servir ao povo. Depois de cinqüenta anos de mudanças sociais, o país parece ávido por mudanças políticas. Tudo que era estabelecido foi questionado: os papéis do marido e da mulher, a primazia do patriarcado e o mandamento divino de “crescei e multiplicai-vos”. O país não tem bússola e ninguém sabe para onde vamos. O Partido Democrata sutilmente oferece uma passagem para a cidadania global. O Partido Republicano parece mais flexível e aberto.

Há muito se sabe que o eleitorado prefere os “outsiders” de Washington [i.e., candidatos não ligados ao establishment] em eleições presidenciais. Enquanto McCain é um senador veterano, não obstante, está preso ao grande carrossel. Ele fala de mudança porque, depois de quinhentos anos de progresso e avanços científicos, “mudança” significa algo bom. Então, é mudança, mudança, mudança. Perdemos o instinto para achar segurança naquilo que é familiar.

Um antigo senador romano censuraria os slogans de mudança de hoje em dia. A antiga idéia de ser fiel a princípios testados e verdadeiros, de manter-se apegado a tradições era a base mesma do entendimento político romano. É por isso que Júlio César pareceu ser um escândalo e um horror. O Senado Romano tinha que se livrar dele porque ele era um agente de mudança. O que aprendemos da finada República Romana é mais ou menos isto: mudança sinaliza crise e crise resulta em poderes emergenciais dados a um homem ou a um partido. E poderes emergenciais levam à tirania – a um estado permanente de relações não naturais e instáveis entre o povo e o seu governo.

Em termos de candidatos nacionais, McCain e Palin, junto com Obama, parecem representar algo novo na política americana. Porém, é sensato ser cético e duvidar que eles tragam mudanças significativas. Na verdade, eu penso que eles são o resultado, o produto final, das mais profundas transformações realizadas há muito tempo. Eles não trarão a mudança porque eles mesmos representam mudanças que já aconteceram. Veja, a televisão se tornou tão grande e onipresente em nossa cultura pós-letrada[3] e as idéias tornaram-se tão fluidas, que combinações políticas antes impensáveis são agora possíveis. O conhecimento da grande política, levado adiante pelo pensamento tradicional, deu lugar a algo mais caótico. Pessoas sem experiência em política nacional podem lançar-se candidatos aos mais altos postos e o eleitorado os aceitará porque eles aparecem bem diante de uma câmera.

O conteúdo intelectual de nossas idéias políticas foi reduzido a slogans fragmentados e superficiais. Se o problema real está nos detalhes, estes têm sido completamente evitados sob este novo ambiente político. Qualquer idéia pode ganhar adesão, a depender da personalidade ou da máquina de construção de imagem por detrás dela. Qualquer pessoa pode tornar-se um político superstar, da noite para o dia. Ainda que seja possível produzir um bom líder dessa maneira, um resultado desastroso é mais provável. Pois, no curso do tempo, a vantagem cabe ao demagogo esperto e agradável. Mas imagem não é realidade e a televisão faz pouco caso da profundidade das questões.

McCain e Obama parecem ser bons sujeitos. O problema é com o país como um todo, e a crise se aproxima. O processo que estamos testemunhando, a despeito das melhores intenções dos candidatos, é o da polarização nacional. Isto não foi compreendido em sua totalidade. O que temos são dois conjuntos de imagens, duas noções de realidade e dois campos ideológicos em uma só nação. É uma medida apenas temporária recobrir essa rachadura ideológica com meras palavras; pois a crise já se infiltra, neste exato momento.

Enquanto acontecia a convenção nacional Republicana, a economia estava gemendo. As comportas e diques financeiros estão rangendo. A ordem internacional está se desfazendo. Algo está no ar. Algo está prestes a se romper. A mudança está chegando, e não é uma mudança boa. Aquilo sobre o que os candidatos estão falando nesta eleição pode ser completamente irrelevante.

Tal como explicou um diplomata russo em julho último, os Estados Unidos estão prestes a entrar "numa crise quanto à sua própria existência".

© 2008 Jeffrey R. Nyquist

Publicado por Financialsense.com

Tradução: MSM

[1] NT: A barracuda, ou bicuda no Brasil, é um tipo de peixe bastante agressivo, um “brigador” na linguagem de pescadores.

[2] NT: “Mãezona” é uma adaptação livre de uma expressão americana – hockey mom – típica dos estados onde o frio é intenso e o jogo de hockey é popular também entre os garotos de escola. Uma hockey mom é aquela mãe que participa intensamente da vida escolar dos filhos, vai às reuniões sobre currículos e aos jogos: discute, propõe, se organiza e não aceita as coisas passivamente. Enfim, uma que não desiste de lutar pelos filhos. A frase e a resposta de Sarah Palin foram um dos pontos descontraídos, mas também mordazes, de seu discurso de aceitação na Convenção Republicana.

[3] NT: Uma sociedade pós-letrada seria aquela onde os meios de comunicação via imagem tornariam dispensável a habilidade de ler.

Jeffrey Nyquist é formado em sociologia política na Universidade da Califórnia e é expert em geopolítica. Escreve artigos semanais para o Financial Sense (http://www.financialsense.com/), é autor de The Origins of The Fourth World War e mantém um website: http://www.jrnyquist.com/

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".