Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro concede Medalha Tiradentes a Olavo de Carvalho. Aqui.
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segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Derrota inevitável

OLAVO DE CARVALHO


Olavo de Carvalho
Jornal do Brasil, 6 de novembro de 2008


 

Quando um candidato se acumplicia à fraude montada contra ele próprio, seu destino eleitoral está selado. José Serra e Geraldo Alckmin acreditaram que podiam vencer Lula nas eleições após tê-lo ajudado a esconder suas ligações com os terroristas e narcotraficantes do Foro de São Paulo. Bobagem. Perderam feio. John McCain acreditou que podia derrotar Barack Obama nas urnas após tê-lo ajudado a ocultar praticamente toda a sua biografia – a mais prodigiosa carreira de fraudes e mentiras que já se viu na política americana (v.www.wnd.com/index.php?fa=PAGE.view&pageId=80008). Entre a sinceridade e o fingimento, a sinceridade quase sempre vence. Se a luta é entre o fingimento ativo e o fingimento passivo, o primeiro tem todas as vantagens. Tem a seu favor a iniciativa, a liberdade de ação, o cinismo, em face de um adversário tolhido pela consciência de seu secreto handicap.


McCain, ao contrário da maioria de seus eleitores, sabia muito bem que o adversário tinha tudo a esconder e que, para escondê-lo, não hesitara em bloquear o acesso a praticamente todos os seus documentos, inclusive referentes à sua vida pública. O candidato republicano, que, como todos os aspirantes à presidência americana desde George Washington, colocara seus papéis à vista do público, poderia ter vencido as eleições de maneira direta e arrasadora, simplesmente exigindo igual transparência do adversário ou, caso não fosse atendido, recusando-se a aceitá-lo como concorrente leal e recorrendo à Justiça para obrigá-lo a jogar limpo. Mesmo na hipótese remotíssima e quase nula de que a revelação dos documentos nada provasse contra Obama, ele já estaria queimado ante a opinião pública pelo simples fato de havê-los escondido no começo da campanha. Colocar o adversário nessa situação constrangerora seria uma impolidez da parte dos republicanos, mas não mais ofensiva, e sobretudo não mais prepotente, que a de um ilustre desconhecido que exige tornar-se o homem mais famoso do mundo ao mesmo tempo que se arroga o direito de proteger-se, como um bandido, dentro de uma fortaleza de confidencialidade inexpugnável.


Mas Obama não foi protegido só pela omissão suicida de seus adversários. Enquanto ele ocultava a realidade da sua vida sob a fachada de um personagem ficcional criado em laboratório, a grande mídia inteira, com exceções raras, parciais e tímidas, vendia o personagem como autêntico e se esquivava sistematicamente à investigação da realidade. Como se isso não bastasse, duas vezes mais repórteres eram designados para cobrir Obama do que para cobrir McCain e o número de matérias simpáticas ao candidato democrata ocupava o dobro do espaço concedido a seu concorrente. Mesmo sem levar em conta que a campanha de Obama, sustentada pela elite global bilionária – como invariavelmente acontece com os representantes dos pobres e oprimidos –, tinha três vezes mais dinheiro que a de McCain, o fato é que McCain aceitou, desde o início, uma luta desigual contra um candidato investido de direitos especiais ilimitados, inclusive o de ocultar a lista de suas contribuições de campanha, coisa que jamais aconteceu na história da democracia americana ou de qualquer outra. Se para desempenhar esse papel sui generis os democratas escolheram um político de raça negra, foi justamente para camuflar sob a diferença epidérmica a diferença substantiva entre o que se cobrava de um dos concorrentes e o que se permitia ao outro. Só para vocês fazerem uma idéia: o processo aberto na Suprema Côrte para exigir a certidão de nascimento de Obama foi ignorado pelos jornais e canais de TV, ao passo que uma insignificante comissão estadual de inquérito contra Sarah Palin foi alardeada como um escândalo nacional. A governadora do Alasca foi inocentada na véspera da votação, tarde demais para que ela tirasse algum proveito eleitoral disso, e, por decisão do Juiz David Souter, Obama só terá de responder à Suprema Côrte em 1º. de dezembro, quando isso já não poderá lhe trazer nenhum dano eleitoral.

sábado, 1 de novembro de 2008

Crise econômica 'expulsa' a religião do debate eleitoral norte-americano

O GLOBO

Religiosos aliam-se a republicanos, e não-religiosos preferem democratas.
Em 2004, ao contrário de agora, questões moral pesaram na campanha.


Daniel Buarque, do  G1, no Kentucky


Quando entrar na cabine de votação na próxima terça-feira (4), a maioria dos norte-americanos vai votar no próximo presidente do país pensando nele, o todo-poderoso dólar. Não é que Ele tenha sido esquecido, mas a preocupação com a crise econômica diminuiu a importância de Deus e da religião como um todo nas eleições. "Quando a economia está indo bem, as pessoas conseguem pensar em outras coisas. Mas, neste ano, a ansiedade econômica é o que a maioria dos eleitores está levando em consideração na hora de escolher o candidato em quem vai votar nas eleições" explicou Mark Rozell, professor de políticas públicas da Universidade George Mason, na Virgínia, em entrevista ao G1. 

De fato, uma pesquisa da rede de TV CNN aponta que a economia é o tema mais importante das eleições para 58% dos eleitores. O percentual é mais de 4 vezes as segundas maiores preocupações, saúde pública e terrorismo, empatados como mais importante para 13% do público, cada. Religião não é citada na lista que ainda inclui a guerra no Iraque e imigração ilegal. Como a maior parte dos eleitores diz achar que Barack Obama é um candidato melhor para lidar com a crise, o democrata lidera as pesquisas de intenção de voto nacionalmente e na prévia do Colégio Eleitoral. 

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

POSSIBILIDADE DE VITÓRIA DE McCAIN ALARMA ORIENTE MÉDIO

PAPÉIS AVULSOS do HEITOR DE PAOLA

De Israel Nahum Sirotsky manda um artigo que confirma ser Obama o queridinho do mundo

Possibility of McCain victory Alarms Middle East


Last update: 6:58 p.m. EDT Oct. 28, 2008

DOHA, Qatar, Oct 28, 2008 /PRNewswire-USNewswire via COMTEX/ A unique Middle East debating forum has conclusively warned America that a victory by John McCain in the US Presidential election would seriously undermine already damaged relations with the Middle East.

In the largest voting margin yet recorded in the Doha Debates, now in their fifth year, an audience of more than 350 people voted 87%-13% against a motion suggesting that the Middle East would be better off with McCain as President.

Hafez al-Mirazi, the former host of Al-Jazeera's Arabic weekly television show From Washington said that just as President George W Bush had made the Middle East "worse than it was eight years ago" so his "hawkish Republican mate" would do the same.

He suggested McCain was eager to "fight and engage in wars" against Iran, Syria "and anyone who would oppose America."

"Like Bush he wouldn't talk to his opponents and like Bush he shoots first and talks later."

In an opening statement that drew loud applause from the packed audience, Mr al-Mirazi warned that Sarah Palin, McCain's running mate, was from the same warmongering mould as Dick Cheney, Bush's vice-president "who happens to be a quail hunter."

Mr al-Mirazi asked the audience at the debate, to be broadcast by BBC World News on November 1 and 2, whether it could "imagine what would happen if Palin, a moose hunter, reached the White House? It would be the same thing.

"What did Palin do when she visited Kuwait on her only trip to the Middle East? She practiced shooting," Mr al-Mirazi said in reference to a visit by Palin to US troops stationed there.

"A McCain-Palin victory would do to this fragile relationship what Lehman Brothers did to the markets."

Dr Michael Signer, foreign policy adviser to Democratic Senator John Edwards' presidential campaign in 2007-2008 and a highly respected foreign policy expert, also attacked the motion and the dangers a McCain victory would present.

Describing Barak Obama, the Democrat nominee, as "thoughtful and deliberate" he said such qualities were of paramount importance during the present troubled times.

"It is time we had a president who thinks before he acts rather than acts before he thinks."

He said Mr Obama was an African-American who spent his formative years in Indonesia, a Muslim nation, and would be a president "who wants to understand and listen, rather than just talk."

Danielle Pletka, Vice President for Foreign and Defence Policy Studies at the American Institute for Public Policy Research, supported the motion, suggesting that Senator McCain was the only Presidential candidate who would not "walk away" from Iraq leaving the region to return to sectarian violence.

She said Obama was constantly changing his opinions and had even offered to negotiate "unconditionally" with Iran.

Dr Saad al-Ajmi, former Kuwaiti Minister for Information and Culture, said he supported the motion largely because he feared that Mr Obama would pull US troops out of Iraq prematurely "before they had cleared up the mess they created".

About the Doha Debates:

The Doha Debates are a unique forum for free speech in the Arab world. Chaired by Tim Sebastian, the internationally renowned award winning broadcaster, the series has been broadcast on BBC World since January 2005. BBC World reaches nearly 300 million people in more than 200 countries.

The Doha Debates are hosted and funded by the Qatar Foundation for Education, Science and Community Development. The Foundation is a private, chartered, nonprofit organization committed to the belief that a nation's true wealth is in the potential of its people. Chaired by Her Highness Sheikha Mozah bint Nasser al Missned, the wife of the Emir, it seeks to develop that potential through a network of centres devoted to education, public health and research.

SOURCE The Doha Debates

http://www.thedohadebates.com

Copyright (C) 2008 PR Newswire. All rights reserved

FONTE: The Doha Debates http://www.thedohadebates.com
Copyright (C) 2008 PR Newswire. All rights reserved
Retirado de MarketWatch, do WSJ.digitalnetwotk

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Pesquisa aponta empate técnico entre Obama e McCain

ÚLTIMO SEGUNDO

28/10 - 08:38 , atualizada às 09:27 28/10

WASHINGTON - O candidato democrata à Presidência dos Estados Unidos, Barack Obama, tem vantagem de 4 pontos percentuais sobre o republicano John McCain, no momento em que ambos entram na última semana de campanha presidencial, mostrou pesquisa Reuters/C-SPAN/Zogby divulgada nesta terça-feira. Como a margem de erro da pesquisa é de 2,9 pontos, os candidatos estão tecnicamente empatados.

 

Obama tem 49% da preferência do eleitorado, contra 45% de McCain. O resultado representa uma pequena queda na vantagem de Obama, que na segunda-feira era de 5 pontos. A ouviu 1.202 pessoas por telefone entre sábado e segunda-feira.

McCain consolidou sua vantagem entre os eleitores homens e brancos, mas Obama manteve vantagem de dois dígitos entre as mulheres e os independentes, dois grupos-chave na eleição de 4 de novembro.

"Faltando sete dias para a eleição, McCain ainda não está onde deveria estar com alguns grupos importantes de eleitores. E ele está ficando sem tempo", disse o especialista em pesquisas John Zogby.

O independente Ralph Nader e o libertário Bob Barr receberam apoio de 1% dos eleitores cada. Três por cento declararam-se indecisos.

Leia mais sobre eleições nos EUA

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Morrendo por delicadeza

OLAVO DE CARVALHO
Jornal do Brasil, 23 de outubro de 2008

Até o último debate, a única denúncia séria que a dupla McCain-Palin fez contra Barack Obama foi a de sua longa associação com o terrorista William Ayers. Nenhuma resposta à mentira escabrosa de que Obama não tinha nada a ver com a Acorn, responsável pela maior inundação de títulos de eleitor falsos já registrada na história americana. Nem uma palavra sobre os milhões de dólares em contribuições estrangeiras ilegais, sobre a onda de agressões e intimidações a militantes republicanos, sobre os favores prestados com dinheiro público ao vigarista sírio Tony Resko e ao genocida queniano Raila Odinga, e muito menos sobre as piruetas jurídicas com que Obama tem escapado de exibir qualquer outra prova de que é, como diz, cidadão americano nato.

A polidez mórbida dos candidatos republicanos, que raia a cumplicidade passiva pura e simples (no melhor estilo Chuchu e Serra), já irritou seus eleitores ao ponto de muitos deles explodirem em recriminações contra McCain durante um comício no Missouri. Provocando-os ainda mais, ele respondeu que Obama era “um homem decente, do qual não há nada a temer”. O velho soldado parece ter renunciado à luta, preferindo antes perder com espírito esportivo do que manchar a imagem sacrossanta do seu opositor.

No entanto a vanguarda obamista não concede a McCain nem mesmo o direito de dizer o pouco que disse. A simples menção ao caso Ayers foi condenada unanimemente pela cúpula democrata e pela grande mídia – entidades cada vez mais indiscerníveis – como “terrorismo verbal”, “campanha de ódio” e até instigação ao assassinato do Messias esquerdista. O fato de que Obama mentisse, e de que as suspeitas de cumplicidade com Ayers tivessem acabado se comprovando integralmente, foi preterido em favor das regras de etiqueta, válidas aliás só para as ligações perigosas de Obama, não para os problemas de família de Sarah Palin, decerto mais decisivos para a segurança nacional americana.

Na análise do debate, na FoxNews, quem disse a coisa certa foi Mary Anne Marsh, estrategista do Partido Democrata: o decisivo não são as promessas de campanha, mas a confiança que os candidatos inspiram no eleitorado. Não é uma questão de programa de governo, é uma questão de empatia e de currículo. No primeiro quesito, McCain e Obama empatam, o primeiro pelo jeitão paternal e por ser herói de guerra, o segundo pela voz e pelo jogo de cena. É no currículo que McCain tem uma superioridade arrasadora, mas para evidenciá-la seria preciso mostrar a nulidade das credenciais do oponente, e isto foi precisamente o que ele não quis fazer. A Obama não falta somente experiência: falta uma biografia confiável, falta até mesmo uma nacionalidade definida. Ninguém sabe realmente quem ele é. Ostentador e esquivo, exibido e cheio de segredos, o homem refugia-se num suposto direito à privacidade para omitir-se de exibir sua certidão de nascimento, seu histórico escolar, seus registros médicos ou qualquer documento capaz de corroborar o passado do qual se pavoneia em “Dreams of my Father”

O próprio livro, que lhe rendeu a fama de literato, é de autoria incerta: o exame estilístico de seus escritos anteriores – grosseiros e pueris – mostra que coisa tão boa não pode ter sido obra dele (o ghost writer, dizem, foi William Ayers). 

Nunca se viu tamanho mistério em torno de um postulante à presidência americana. Na comparação, a biografia de McCain é um exagero de transparência. Bastaria o candidato republicano dizer isso, e seu oponente estaria liquidado por nocaute. Mas a chantagem racial parece ter imposto aos adversários de Obama a obrigação indeclinável da piedade suicida, reservando a ele o direito de nunca ser cobrado por seus atos. Tal como aconteceu com Lula em 2002 e 2006 (a técnica é mundialmente padronizada), todos se inibem de atirar a verdade na cara do menino pobrezinho, tão discriminadinho, coitado.

A história da direita, no norte e no sul do Novo Mundo, resume-se no verso de Rimbaud: “Par délicatesse j’ai perdu ma vie.”

domingo, 26 de outubro de 2008

Vantagem de Obama sobre McCain cai para 5 pts nos EUA

ÚLTIMO SEGUNDO
26/10 - 11:33

WASHINGTON - A vantagem do democrata Barack Obama sobre o republicano John McCain na disputa presidencial norte-americana caiu para 5 pontos percentuais, segundo pesquisa Reuters/C-SPAN/Zogby divulgada neste domingo.

Obama tem 49% da preferência dos prováveis eleitores, contra 44% de McCain. Foram ouvidos 1.203 prováveis eleitores e a pesquisa tem margem de erro de 2,9 pontos percentuais. A vantagem de Obama tem caído nos últimos três dias após chegar a 12 pontos na quinta-feira.

"As coisas estão tendendo de volta para McCain. Esses números estão subindo e Obama está caindo diariamente. Parece haver uma correlação direta entre isso e McCain falando sobre a economia", disse o especialista em pesquisas John Zogby.


Cavaleiro do Templo: pode até ser este um dos motivos MAS o site que denuncia os crimes do OBAMA (OBAMA CRIMES - IS OBAMA A NATURAL BORN CITIZEN?) tem hoje 71 milhões de acessos. São pessoas buscando informações sobre o esquerdista americano mais querido do momento, cidadãos americanos ou não tentando entender, entre outras coisas, porque o OBAMA não apresentou uma certidão de nascimento NO PAPEL e quando tentou provar que era americano (e portanto que poderia concorrer ao cargo político mais importante do mundo) apresentou em um blog (???) uma CERTIDÃO DE NASCIMENTO EM SUA VERSÃO DIGITAL E FALSA entre outras muitas dúvidas (até agora 56 ao todo).

Obama assumiu a liderança na maioria das pesquisas nacionais nas últimas semanas, momento em que a crise financeira e a queda nas bolsas de valores ficaram sob os holofotes antes da eleição de 4 de novembro. McCain pareceu demorar para responder à mensagem financeira de Obama, mas nos últimos dias intensificou o uso de temas econômicos em sua campanha.

No sábado, o senador republicano pelo Arizona alertou os eleitores sobre os supostos perigos do que chamou de tomada democrata tanto do Congresso quanto da Casa Branca.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Diferença entre Obama e McCain cai a 3 pontos nos EUA

Por Andrew Quinn, domingo, 19 de outubro de 2008

WASHINGTON (Reuters) - A vantagem do candidato democrata Barack Obama sobre o republicano John McCain na corrida à Casa Branca caiu para três pontos percentuais, segundo pesquisa Reuters/C-SPAN/Zogby, divulgada neste domingo.

Obama tem 48 por cento das intenções de voto contra 45 por cento de McCain. A pesquisa tem uma margem de erro de 2,9 pontos.

O especialista John Zogby afirmou que o resultado é uma boa notícia para o candidato republicano e provavelmente reflete a perfomance de McCain no último debate presidencial, na quarta-feira passada.

"Pela primeira vez nas pesquisas McCain bate os 45 por cento. Não há dúvidas de que algo aconteceu", declarou Zogby.

Segundo ele, o senador por Arizona parece ter consolidado o apoio da base republicana, onde nove entre dez eleitores votam nele, além de ganhar terreno entre os independentes, que devem ter papel decisivo nas eleições de 4 de novembro.

A vantagem de Obama entre os eleitores independentes caiu, de sábado para domingo, de 16 para 8 pontos percentuais.

"Se essa tendência se mantém, será um alerta na campanha de Obama", disse Zogby.

Obama tem pedido que seus simpatizantes evitem a confiança excessiva. Boa parte das pesquisas mostram que a vantagem do democrata sobre o republicano caiu para a casa do um dígito.

Aos 47 anos, Obama, se ganhar a corrida eleitoral, será o primeiro presidente negro (Cavaleiro do Templo: NEGRO??? NEGRO???? O CARA É MESTIÇO, FILHO DE NEGRO E BRANCA!!! Até quando vamos continuar mascarando de todas as formas possíveis e imagináveis este salafrário, o Lula americano????) dos Estados Unidos. Ele tem forte apoio dos negros, hispânicos, católicos e judeus, enquanto McCain, de 72 anos, tem uma liderança por pequena vantagem entre eleitores masculinos e brancos.

As mulheres, grupo que pode ser fator crucial nestas eleições, apóiam Obama. O democrata tem uma liderança de seis pontos junto a esse eleitorado, mas essas diferença tem caído recentemente.

A pesquisa Reuters/C-SPAN/Zogby entrevistou 1.210 pessoas aptas a votar em novembro, durante quatro dias. Para captar as mudanças do eleitorado, o resultado levantado num dia substituía parcialmente resultados anteriores.

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

O DISCURSO DE SARAH PALIN DESCONVIDADA PARA O EVENTO CONTRA AHMADINEJAD

Do portal PAPÉIS AVULSOS do HEITOR DE PAOLA



Sarah Palin


I am honored to be with you and with leaders from across this great country — leaders from different faiths and political parties united in a single voice of outrage.


Tomorrow, Mahmoud Ahmadinejad will come to New York — to the heart of what he calls the Great Satan — and speak freely in this, a country whose demise he has called for.


Ahmadinejad may choose his words carefully, but underneath all of the rhetoric is an agenda that threatens all who seek a safer and freer world. We gather here today to highlight the Iranian dictator's intentions and to call for action to thwart him.


He must be stopped.


The world must awake to the threat this man poses to all of us. Ahmadinejad denies that the Holocaust ever took place. He dreams of being an agent in a "Final Solution" — the elimination of the Jewish people. He has called Israel a "stinking corpse" that is "on its way to annihilation." Such talk cannot be dismissed as the ravings of a madman — not when Iran just this summer tested long-range Shahab-3 missiles capable of striking Tel Aviv, not when the Iranian nuclear program is nearing completion, and not when Iran sponsors terrorists that threaten and kill innocent people around the world.


The Iranian government wants nuclear weapons. The International Atomic Energy Agency reports that Iran is running at least 3,800 centrifuges and that its uranium enrichment capacity is rapidly improving. According to news reports, U.S. intelligence agencies believe the Iranians may have enough nuclear material to produce a bomb within a year.


The world has condemned these activities. The United Nations Security Council has demanded that Iran suspend its illegal nuclear enrichment activities. It has levied three rounds of sanctions. How has Ahmadinejad responded? With the declaration that the "Iranian nation would not retreat one iota" from its nuclear program.


So, what should we do about this growing threat? First, we must succeed in Iraq. If we fail there, it will jeopardize the democracy the Iraqis have worked so hard to build, and empower the extremists in neighboring Iran. Iran has armed and trained terrorists who have killed our soldiers in Iraq, and it is Iran that would benefit from an American defeat in Iraq.


If we retreat without leaving a stable Iraq, Iran's nuclear ambitions will be bolstered. If Iran acquires nuclear weapons — they could share them tomorrow with the terrorists they finance, arm, and train today. Iranian nuclear weapons would set off a dangerous regional nuclear arms race that would make all of us less safe.


But Iran is not only a regional threat it threatens the entire world. It is the no. 1 state sponsor of terrorism. It sponsors the world's most vicious terrorist groups, Hamas and Hezbollah. Together, Iran and its terrorists are responsible for the deaths of Americans in Lebanon in the 1980s, in Saudi Arabia in the 1990s, and in Iraq today. They have murdered Iraqis, Lebanese, Palestinians, and other Muslims who have resisted Iran's desire to dominate the region. They have persecuted countless people simply because they are Jewish.


Iran is responsible for attacks not only on Israelis, but on Jews living as far away as Argentina. Anti-Semitism and Holocaust denial are part of Iran's official ideology and murder is part of its official policy. Not even Iranian citizens are safe from their government's threat to those who want to live, work, and worship in peace. Politically-motivated abductions, torture, death by stoning, flogging, and amputations are just some of its state-sanctioned punishments.


It is said that the measure of a country is the treatment of its most vulnerable citizens. By that standard, the Iranian government is both oppressive and barbaric. Under Ahmadinejad's rule, Iranian women are some of the most vulnerable citizens.


If an Iranian woman shows too much hair in public, she risks being beaten or killed.


If she walks down a public street in clothing that violates the state dress code, she could be arrested.


But in the face of this harsh regime, the Iranian women have shown courage. Despite threats to their lives and their families, Iranian women have sought better treatment through the "One Million Signatures Campaign Demanding Changes to Discriminatory Laws." The authorities have reacted with predictable barbarism. Last year, women's rights activist Delaram Ali was sentenced to 20 lashes and 10 months in prison for committing the crime of "propaganda against the system." After international protests, the judiciary reduced her sentence to "only" 10 lashes and 36 months in prison and then temporarily suspended her sentence. She still faces the threat of imprisonment.


Earlier this year, Senator Clinton said that "Iran is seeking nuclear weapons, and the Iranian Revolutionary Guard Corps is in the forefront of that" effort. Senator Clinton argued that part of our response must include stronger sanctions, including the designation of the IRGC as a terrorist organization. John McCain and I could not agree more.


Senator Clinton understands the nature of this threat and what we must do to confront it. This is an issue that should unite all Americans. Iran should not be allowed to acquire nuclear weapons. Period. And in a single voice, we must be loud enough for the whole world to hear: Stop Iran!


Only by working together, across national, religious, and political differences, can we alter this regime's dangerous behavior. Iran has many vulnerabilities, including a regime weakened by sanctions and a population eager to embrace opportunities with the West. We must increase economic pressure to change Iran's behavior.


Tomorrow, Ahmadinejad will come to New York. On our soil, he will exercise the right of freedom of speech — a right he denies his own people. He will share his hateful agenda with the world. Our task is to focus the world on what can be done to stop him.


We must rally the world to press for truly tough sanctions at the U.N. or with our allies if Iran's allies continue to block action in the U.N. We must start with restrictions on Iran's refined petroleum imports.


We must reduce our dependency on foreign oil to weaken Iran's economic influence.


We must target the regime's assets abroad bank accounts, investments, and trading partners.


President Ahmadinejad should be held accountable for inciting genocide, a crime under international law.


We must sanction Iran's Central Bank and the Revolutionary Guard Corps — which no one should doubt is a terrorist organization.


Together, we can stop Iran's nuclear program.


Senator McCain has made a solemn commitment that I strongly endorse: Never again will we risk another Holocaust. And this is not a wish, a request, or a plea to Israel's enemies. This is a promise that the United States and Israel will honor, against any enemy who cares to test us. It is John McCain's promise and it is my promise.


Thank you.


Publicado pelo THE NEW YORK SUN http://www.nysun.com:80/opinion/palin-on-ahmadinejad-he-must-be-stopped/86311/


Tradução (não muito boa mas quebra o galho) feita pelo Google Translate, versão BETA:


Sarah Palin

Estou honrado em estar com você e com os líderes de todo este grande país - líderes de diferentes credos e partidos políticos unidos em uma só voz de indignação.

Amanhã, Mahmoud Ahmadinejad chegará a Nova York - para o coração do que ele chama o Grande Satã - e exprimir livremente no presente, um país cujo desaparecimento ele já pediu.

Ahmadinejad pode escolher suas palavras cuidadosamente, mas debaixo de toda a retórica é uma agenda que ameaça todos os que buscam um mundo mais livre e mais seguro. Recolhemos aqui hoje para destacar as intenções do ditador iraniano e apelar à acção para contrariar ele.

Ele deve ser interrompido.

O mundo deve despertar para a ameaça que esta homem coloca a todos nós. Ahmadinejad nega que o Holocausto nunca ocorreu. Ele sonha de ser um agente em uma "Solução Final" - a eliminação do povo judeu. Ele se manifestou a Israel um "cadáver fedorento" que está "em vias de extinção." Essa conversa não pode ser julgada a ravings de um louco - e não apenas quando Irão testou este Verão longo alcance Shahab-3 mísseis capazes de atingir Tel Aviv, e não quando o programa nuclear iraniano está quase completo, e não ao Irã patrocina terroristas que ameaçam e matar pessoas inocentes em todo o mundo.

O governo iraniano quer armas nucleares. A Agência Internacional de Energia Atômica relatos de que o Irão está a ser executado pelo menos 3.800 centrífugas e que a sua capacidade de enriquecimento de urânio é melhorar rapidamente. Segundo o noticiário, E.U. serviços secretos acreditam os iranianos podem ter material nuclear suficiente para produzir uma bomba dentro de um ano.

O mundo tem condenado essas atividades. A Organização das Nações Unidas, o Conselho de Segurança exigiu que o Irão suspenda as suas actividades ilegais enriquecimento nuclear. Dispõe de três rodadas de sanções impostas. Como é que Ahmadinejad respondeu? Com a declaração de que a "nação iraniana, não retiro uma parcela mínima" de seu programa nuclear.

Então, o que devemos fazer sobre esta crescente ameaça? Primeiro, temos que ter êxito no Iraque. Se não houver, ele vai pôr em perigo a democracia aos iraquianos que trabalharam duramente para construir, e capacitar os extremistas no vizinho Irão. O Irão tem armados e treinados terroristas que mataram nossos soldados no Iraque, Irã e ele é que iria beneficiar de uma derrota americana no Iraque.

Se nós retiro sem sair de um Iraque estável, Ambições nucleares do Irão serão reforçadas. Se o Irão adquira armas nucleares - que poderiam compartilhá-los amanhã com os terroristas que financiam, braço, e treinar hoje. Armamento nuclear iraniano iria desencadear uma perigosa corrida às armas nucleares regionais que faria tudo de nós menos seguro.

Irão, mas não é só uma ameaça regional que ameaça o mundo inteiro. É o não. 1 estado patrocinador do terrorismo. Trata-patrocinadores do mundo o mais vicioso de grupos terroristas, Hamas e Hezbollah. Juntos, o Irão e os seus terroristas são responsáveis pela morte de americanos no Líbano na década de 1980, na Arábia Saudita, na década de 1990, e no Iraque hoje. Eles têm assassinado iraquianos, libaneses, palestinos, muçulmanos e outras que têm resistido ao desejo do Irão de dominar a região. Eles têm inúmeras pessoas perseguidas pelo simples facto de serem judias.

O Irão é responsável pelos ataques, não só sobre israelitas, mas sobre os judeus que vivem tão distantes como a Argentina. Anti-semitismo e Negação do Holocausto faz parte da ideologia oficial do Irão e assassinato faz parte de sua política oficial. Nem mesmo os cidadãos iranianos estão seguras da sua ameaça do governo para aqueles que querem viver, trabalhar, e de culto em paz. Politicamente motivada sequestros, tortura, morte por lapidação, flagelação, e de amputações são apenas alguns dos seus estado-sancionado punições.

Diz-se que a medida de um país é o tratamento dos seus cidadãos mais vulneráveis. Por essa norma, o governo iraniano está tanto opressivo e bárbara. Ahmadinejad ao abrigo da regra, as mulheres iranianas são alguns dos cidadãos mais vulneráveis.

Se uma mulher iraniana mostra demasiado cabelo em público, ela corre o risco de ser espancado ou morto.

Se ela anda estabelece uma rua pública no vestuário, que viola o estado vestimenta, ela poderia ser presa.

Mas face a esta dura regime, as mulheres iranianas mostraram coragem. Apesar das ameaças às suas vidas e suas famílias, as mulheres iranianas têm procurado um melhor tratamento através do programa "Um Milhão de Assinaturas Campanha exigiram alterações às leis discriminatórias". As autoridades reagiram de forma previsível com a barbárie. No ano passado, ativista dos direitos das mulheres Delaram Ali foi condenado a 20 chicotadas e 10 meses de prisão por cometer o crime de "propaganda contra o sistema." Depois dos protestos internacionais, ela reduziu o poder judiciário frase com "apenas" 10 chicotadas e 36 meses de prisão e, em seguida, suspendeu temporariamente a sua sentença. Ela ainda enfrenta a ameaça de prisão.

No início deste ano, a senadora Clinton disse que "o Irã está buscando armas nucleares, e da Guarda Revolucionária Iraniana Corpo está na vanguarda do que" esforço. Senadora Clinton alegou que parte da nossa resposta deve incluir sanções mais fortes, incluindo a designação do CGRI como uma organização terrorista. John McCain, e eu não podia concordar mais.

Senadora Clinton compreende a natureza desta ameaça eo que devemos fazer para enfrentá-la. Este é um problema que deve unir todos os americanos. Irã não deveriam ser autorizadas a adquirir armas nucleares. Período. E em uma única voz, é preciso ser forte o suficiente para todo o mundo ouvir: Irão Pare!

Só trabalhando em conjunto, em todo nacional, religioso, político e diferenças, nós podemos alterar este regime do comportamento perigoso. O Irão tem muitas vulnerabilidades, incluindo um regime enfraquecido pelas sanções e uma população ansiosa para abraçar as oportunidades com o Ocidente. Temos de aumentar a pressão económica do Irão para mudar comportamento.

Amanhã, Ahmadinejad chegará a Nova York. Em nosso solo, ele irá exercer o direito de liberdade de expressão - um direito que ele nega o seu próprio povo. Ele irá compartilhar sua agenda com ódio do mundo. A nossa tarefa consiste em concentrar o mundo sobre o que pode ser feito para impedi-lo.

Temos de rali do mundo para a imprensa verdadeiramente duras sanções na ONU ou com os nossos aliados se aliados do Irão continuar a bloquear a ação nas Nações Unidas Temos de começar com restrições às importações do Irão petrolíferos refinados.

Temos que reduzir a nossa dependência do petróleo estrangeiro para enfraquecer o Irão influência econômica.

Temos de o alvo do regime activos contas bancárias no estrangeiro, investimentos, e parceiros comerciais.

Presidente Ahmadinejad deveria ser considerado responsável por incitar genocídio, um crime à luz do direito internacional.

Temos de sanção do Banco Central do Irão e da Guarda Revolucionária Corps - que ninguém deveria duvidar é uma organização terrorista.

Juntos, podemos parar programa nuclear iraniano.

Senador McCain, deu um solene compromisso de que eu apoio veementemente: Nunca mais vão nos arriscamos a outro Holocausto. E este não é um desejo, um pedido, ou um apelo para que os inimigos de Israel. Esta é uma promessa de que os Estados Unidos e Israel irá homenagear, contra qualquer inimigo que cuida para testar-nos. John McCain, é a promessa feita e ele é a minha promessa.

Obrigado.

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Agentes de mudança

Do portal MÍDIA SEM MÁSCARA
por Jeffrey Nyquist em 09 de setembro de 2008

Resumo: Embora Sarah Palin tenha seus méritos ela é apenas um fenômeno midiático, exatamente como o candidato Barack Obama, o que reduz a política americana a uma questão de aparências no momento em que uma grave crise está prestes a atingir os EUA.

© 2008 MidiaSemMascara.org

A candidatura a vice-presidência da governadora do Alasca, Sarah Palin, causou sensação na direita política americana. Tente achar uma figura que se compare a Palin e a única que vem à mente é a da primeira-ministra britânica Margaret Thatcher – liderança firme e combativa numa embalagem feminina. Hoje, a embalagem tem mais importância, infelizmente.

A intelligentsia esquerdista gostaria de descartar Palin, como se ela fosse uma versão feminina de Dan Quayle (objeto de zombaria e escárnio por supostamente ser intelectualmente um peso-leve, logo que ele se juntou à chapa republicana, encabeçada por Bush pai, em 1988). Porém, Palin não é nenhum Dan Quayle. Em vez de se embaraçar diante de críticas, ela revela o mesmo instinto matador que lhe rendeu o apelido de “Sarah Barracuda”[1]. Fica mal bater numa garota, e às vezes a garota sabe disso – e não hesita em começar uma briga ela mesma. “Qual a diferença entre uma mãezona[2] e um pit bull?”, Palin perguntou aos presentes à convenção. “O batom”, foi a sua resposta rápida e certeira.

Palin Pit Bull pode se tornar a primeira mulher presidente dos Estados Unidos. É claro, personalidades se desfazem na política nacional. O verdadeiro teste é o da durabilidade. Será que algum político pode ser tão durável quanto Thatcher? Palin é bastante diferente de Thatcher, e o analista político de ocasião deveria hesitar antes de atribuir durabilidade a uma candidata ainda não testada. Há um toque de grandeza na durabilidade, e a grandeza é rara. Como é que o público julga essas questões? O eleitorado é bombardeado com slogans, frases feitas e imagens digitais.

Esta eleição promete algo novo. Os velhos estereótipos estão sendo desafiados. Obama apresenta as idéias da esquerda em palavras que um conservador pode engolir, enquanto McCain apresenta as idéias da direita em termos de servir ao povo. Depois de cinqüenta anos de mudanças sociais, o país parece ávido por mudanças políticas. Tudo que era estabelecido foi questionado: os papéis do marido e da mulher, a primazia do patriarcado e o mandamento divino de “crescei e multiplicai-vos”. O país não tem bússola e ninguém sabe para onde vamos. O Partido Democrata sutilmente oferece uma passagem para a cidadania global. O Partido Republicano parece mais flexível e aberto.

Há muito se sabe que o eleitorado prefere os “outsiders” de Washington [i.e., candidatos não ligados ao establishment] em eleições presidenciais. Enquanto McCain é um senador veterano, não obstante, está preso ao grande carrossel. Ele fala de mudança porque, depois de quinhentos anos de progresso e avanços científicos, “mudança” significa algo bom. Então, é mudança, mudança, mudança. Perdemos o instinto para achar segurança naquilo que é familiar.

Um antigo senador romano censuraria os slogans de mudança de hoje em dia. A antiga idéia de ser fiel a princípios testados e verdadeiros, de manter-se apegado a tradições era a base mesma do entendimento político romano. É por isso que Júlio César pareceu ser um escândalo e um horror. O Senado Romano tinha que se livrar dele porque ele era um agente de mudança. O que aprendemos da finada República Romana é mais ou menos isto: mudança sinaliza crise e crise resulta em poderes emergenciais dados a um homem ou a um partido. E poderes emergenciais levam à tirania – a um estado permanente de relações não naturais e instáveis entre o povo e o seu governo.

Em termos de candidatos nacionais, McCain e Palin, junto com Obama, parecem representar algo novo na política americana. Porém, é sensato ser cético e duvidar que eles tragam mudanças significativas. Na verdade, eu penso que eles são o resultado, o produto final, das mais profundas transformações realizadas há muito tempo. Eles não trarão a mudança porque eles mesmos representam mudanças que já aconteceram. Veja, a televisão se tornou tão grande e onipresente em nossa cultura pós-letrada[3] e as idéias tornaram-se tão fluidas, que combinações políticas antes impensáveis são agora possíveis. O conhecimento da grande política, levado adiante pelo pensamento tradicional, deu lugar a algo mais caótico. Pessoas sem experiência em política nacional podem lançar-se candidatos aos mais altos postos e o eleitorado os aceitará porque eles aparecem bem diante de uma câmera.

O conteúdo intelectual de nossas idéias políticas foi reduzido a slogans fragmentados e superficiais. Se o problema real está nos detalhes, estes têm sido completamente evitados sob este novo ambiente político. Qualquer idéia pode ganhar adesão, a depender da personalidade ou da máquina de construção de imagem por detrás dela. Qualquer pessoa pode tornar-se um político superstar, da noite para o dia. Ainda que seja possível produzir um bom líder dessa maneira, um resultado desastroso é mais provável. Pois, no curso do tempo, a vantagem cabe ao demagogo esperto e agradável. Mas imagem não é realidade e a televisão faz pouco caso da profundidade das questões.

McCain e Obama parecem ser bons sujeitos. O problema é com o país como um todo, e a crise se aproxima. O processo que estamos testemunhando, a despeito das melhores intenções dos candidatos, é o da polarização nacional. Isto não foi compreendido em sua totalidade. O que temos são dois conjuntos de imagens, duas noções de realidade e dois campos ideológicos em uma só nação. É uma medida apenas temporária recobrir essa rachadura ideológica com meras palavras; pois a crise já se infiltra, neste exato momento.

Enquanto acontecia a convenção nacional Republicana, a economia estava gemendo. As comportas e diques financeiros estão rangendo. A ordem internacional está se desfazendo. Algo está no ar. Algo está prestes a se romper. A mudança está chegando, e não é uma mudança boa. Aquilo sobre o que os candidatos estão falando nesta eleição pode ser completamente irrelevante.

Tal como explicou um diplomata russo em julho último, os Estados Unidos estão prestes a entrar "numa crise quanto à sua própria existência".

© 2008 Jeffrey R. Nyquist

Publicado por Financialsense.com

Tradução: MSM

[1] NT: A barracuda, ou bicuda no Brasil, é um tipo de peixe bastante agressivo, um “brigador” na linguagem de pescadores.

[2] NT: “Mãezona” é uma adaptação livre de uma expressão americana – hockey mom – típica dos estados onde o frio é intenso e o jogo de hockey é popular também entre os garotos de escola. Uma hockey mom é aquela mãe que participa intensamente da vida escolar dos filhos, vai às reuniões sobre currículos e aos jogos: discute, propõe, se organiza e não aceita as coisas passivamente. Enfim, uma que não desiste de lutar pelos filhos. A frase e a resposta de Sarah Palin foram um dos pontos descontraídos, mas também mordazes, de seu discurso de aceitação na Convenção Republicana.

[3] NT: Uma sociedade pós-letrada seria aquela onde os meios de comunicação via imagem tornariam dispensável a habilidade de ler.

Jeffrey Nyquist é formado em sociologia política na Universidade da Califórnia e é expert em geopolítica. Escreve artigos semanais para o Financial Sense (http://www.financialsense.com/), é autor de The Origins of The Fourth World War e mantém um website: http://www.jrnyquist.com/

Rede Globo: agonia e êxtase!

Do portal MÍDIA SEM MÁSCARA
por Heitor De Paola em 04 de setembro de 2008

Comentário do autor em seu site sobre o artigo:

NUM PAÍS ONDE SE CONSIDERA IDEAL FEMININO APARECER NO BBB E SAIR NUA NA CAPA DA PLAYBOY, NÃO ADMIRA A AVALANCHE DE OFENSAS E ASNEIRAS A QUE ESTÃO SUBMETENDO MRS PALIN

Resumo: Os jornalistas brasileiros que só lêem os press releases do Washington Post e do New York Times levaram um susto com a escolha da candidata a vice-presidente do republicano McCain, e transformam suas análises sobre o episódio num festival de hiprocrisia e reacionarismo moralista.

© 2008 MidiaSemMascara.org

A mídia oficialista brasileira levou um susto quando soube quem McCain havia escolhido como Vice. Depois de ignorarem solenemente a existência da Governadora do Alaska, embora qualquer pessoa que acessasse os jornais eletrônicos americanos já soubesse de sua inclusão nos planos há mais de um mês – e de seu favoritismo há duas semanas – se apavoraram com a notícia. Nossos grandes jornalistas que ganham para fazer não sei bem o quê, e só lêem os press releases do Washington Post e do New York Times, na véspera da escolha ainda colocavam três nomes como favoritos – todos homens, à frente Mitt Romney, há muito descartado.

O grande susto foi porque Sarah Palin é mulher, muito bonita, casada com o descendente de uma minoria – esquimós – mãe de muitos filhos, inclusive um com Síndrome de Down que recusou abortar porque é radicalmente anti-abortista, é a favor da abstenção pré-casamento, contra o ‘casamento’ (sic) gay, a favor da exploração do petróleo no seu estado, mas que já provou não ser capacho das petrolíferas impondo-lhes pesadas perdas. À primeira vista, imbatível! Agonia na Globo: e agora? Nosso queridinho Osama – perdão, Obama – pode ser derrotado!

O dia do comunicado também foi preciso: a data em que se comemora a assinatura da XV Emenda à Constituição Americana com a qual as mulheres conquistaram definitivamente o direito de sufrágio. Após um longo debate a Emenda foi aprovada pelo Congresso e, como é necessário, passou pelo processo de ratificação de, no mínimo, 36 estados, o último dos quais foi o Tennessee em 18 de agosto de 1920. No dia 26 foram certificadas as ratificações e a lei posta em vigor a 29.

The right of citizens of the United States to vote shall not be denied or abridged by the United States or by any State on account of sex. Congress shall have power to enforce this article by appropriate legislation.

O timing foi tão perfeto que ofuscou até mesmo a data escolhida por Obama, a do discurso de Martin Luther King Jr. na véspera.

A Globo, como todo mundo sabe, tem uma influência decisiva na opinião pública americana – línguas maldosas dizem até que pululam secretamente cursos de Português para entender a GloboMews (atenção revisora: não é erro, é estábulo mesmo, devido ao conteúdo que expele!). O que fazer para reverter votos ex-Hillary e de conservadores irritados com Bush, e com as posições mais liberais de McCain?

Eis que se descobre um grande pecado e a agonia se transmuta em êxtase: a filha da Sarah, solteira, com 17 aninhos, está grávida! Oh, o horror! Finalmente os pés de barro que faltavam! A Globo, extremamente conservadora, como defensora incansável da moral tradicional e dos bons costumes – o que se espelha em suas saudáveis novelas de casamentos estáveis, famílias felizes, o bem sempre vencendo o mal – não poderia menos do que denunciar este escândalo indesculpável, esta afronta inominável!

Uma teen-ager grávida e solteira e nem favelada é! ECA nela! Finalmente as crianças e adolescentes até os 18 anos devem ter a ‘proteção’ do Estado. Ah, mas lá eles não têm ECA para cassar o pátrio poder dos Palin e mandar a transviada para o Conselho Tutelar de Juneau. Que pena! Já que não se pode tomar nenhuma medida legal recorra-se à suprema hipocrisia: paladinos das teorias liberais de criação de filhos transmutam-se imediatamente em sisudos reacionários e com aquele ar de indignação e cenho franzido como só os esquerdopatas conseguem à perfeição, decretam: incoerência assola a família Palin, enquanto a mãe defende a abstenção sexual pré-nupcial a filha ‘dá pra todo o mundo’, é uma devassa (comuna quando finge indignação não deixa por menos!). A esta altura, se bem conheço as redes comunistas mundiais, as ofensas já se espalharam por todo o planeta, tanto quanto foram sonegadas as informações sobre as ligações comunistas e antiamericanas do queridinho Os(b)ama, bem como sua falsidade ideológica – certidão de nascimento falsa e tudo quanto a ele se opõe.

Com que então, solenes cavalheiros, os filhos têm que seguir as idéias morais dos pais senão, pau neles? Ora, a alegação de incoerência não passa de um sofisma de péssima qualidade baseado nas idiotices coletivistas que recusam o direito à liberdade individual. Mas não vai dar certo, os conservadores americanos não são idiotas - e, queira a Globo ou não, são eles que votam: o truque do falso moralismo de ocasião não deu certo com o atual Vice, Dick Cheney, cuja filha é declaradamente lésbica, chefiou sua campanha ao lado de sua ‘companheira’ e Bush-Cheney foram eleitos duas vezes!

O autor é escritor e comentarista político, membro da International Psychoanalytical Association e ex-Clinical Consultant, Boyer House Foundation, Berkeley, Califórnia, Membro do Board of Directors da Drug Watch International, e Diretor Cultural do Farol da Democracia Representativa (www.faroldademocracia.org) . Possui trabalhos nas áreas de psicanálise e comentários políticos publicados no Brasil e exterior. E é ex-militante da organização comunista clandestina, Ação Popular (AP). É autor do livro "O Eixo do Mal Latino-Americano e a Nova Ordem Mundial" . Site: www.heitordepaola.com.

domingo, 7 de setembro de 2008

Palin tritura! Tem mais votos que McCain e Obama

Do blog do ALUIZIO AMORIM
Sábado, Setembro 06, 2008


As minhas (do Aluizio Amorim) premonições a respeito de Sarah Palin se confirmam. Pesquisa mostra inclusive que 51% dos entrevistados acredita que a maior parte da imprensa está querendo prejudicar a campanha de Palin.

E não tenham dúvidas: Palin vai muito além da condição de vice-Presidente de McCain. É jovem, tem talento político, personalidade forte, sabe o que quer e pode ser uma futura grande liderança do Partido Republicano.

Vejam a matéria que está na Folha Online que corre atrás do prejuízo.

Entenderam?


Antes desconhecida da maior parte do público americano, a governadora do Alasca Sarah Palin ganhou as manchetes das mídias dos Estados Unidos depois de ser nomeada candidata à vice do presidenciável republicano, John McCain, na semana passada. Escândalos envolvendo a vida pessoal de Palin, como a gravidez de sua filha adolescente, também contribuiram para sua meteórica ascenção nos noticiários. (Notem que aqui a Folha de São Paulo mais uma vez se trai ao qualificar como "escândalo" da gravidez da filha adolescente da candidata).

Nesta sexta-feira, Palin registrou outro feito. Segundo uma pesquisa divulgada nesta sexta-feira pelo instituto Rasmussen, a governadora republicana é popular entre 58% dos eleitores americanos, enquanto os presidenciáveis McCain e o democrata Barack Obama são ambos vistos de forma favorável por 57%.

Sondagem do Rasmussen, na semana passada, indicava que Palin era aprovada por 52% dos entrevistados, mas 67% afirmaram nunca terem ouvido falar dela. A nova pesquisa foi feita após o discurso de Palin na Convenção Republicana, que atraiu mais de 37 milhões de telespectadores nos EUA.

Cerca de 40% das pessoas afirmaram ter uma opinião muito favorável sobre Palin e apenas 18% uma opinião muito desfavorável dela. Os dados também mostram aumento significativo no número de pessoas que acreditam que McCain fez a escolha certa ao indicar Palin para vice.

IMPRENSA TENTOU PREJUDICAR

A pesquisa diz que 51% dos eleitores acham que McCain escolheu certo ao indicar Palin para sua chapa e 32% discordam. Em comparação, após o discurso de nomeação do vice democrata, Joe Biden, 47% das pessoas diziam que Obama tinha feito a escolha certa.

Entre os republicanos, 81% acham que McCain agiu certo, enquanto 69% dos democratas afirmam o mesmo sobre a chapa de Obama.

Palin foi aprovada por 65% dos entrevistados homens e 52% das mulheres. Para 58% dos eleitores, o discurso de Palin aumentou as chances de McCain se tornar presidente.

Enquanto 51% dos americanos acreditam que a maior parte da imprensa está querendo prejudicar a campanha da governadora da Alasca. A pesquisa foi realizada com 1.000 pessoas entrevistadas por telefone, nesta quinta-feira (04), e tem margem de erro de 3 pontos percentuais.

Escolhida candidata a vice-presidente devido principalmente a suas credenciais conservadoras, a vida pessoal de Sarah Palin virou o centro das atenções da mídia, depois de revelar a gravidez de sua filha, Bristol, 17. Rumores na internet espalharam a notícia antes da campanha de McCain confirmar o fato e anunciar o casamento de Bristol com o namorado e pai da criança.

QUEM É PALIN?

Sarah é governadora em seu primeiro mandato e uma figura muito popular no Alasca. Com 44 anos, ela faz um contraponto à idade de McCain, que completou 72 anos no último dia 29. Por ser uma figura feminina proeminente, Palin é uma aposta também para atrair boa parcela das eleitoras da ex-pré-candidata democrata Hillary Clinton.

Casada com Todd Palin, que trabalha na indústria do petróleo e é tricampeão de corrida de veículos de neve conhecida como Iron Dog. Eles têm cinco filhos: Track, Bristol, Willow, Piper e Trig, que nasceu em abril deste ano.

Ela é membro da Associação Nacional do Rifle e passa o tempo livre no Alasca pescando e caçando. Representa a ala mais conservadora do partido: é anti-aborto, se opõe ao casamento gay e é a favor da exploração das reservas petrolíferas americanas.

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

A CONVERSÃO DE SARAH

Do blog MOVCC


Já cobri 10 convenções - desde 68 - e nunca vi um milagre político parecido. No discurso mais importante da vida, com carisma e eloqüência, ela tirou nota dez. Debochou do currículo de Barack Obama - organizador comunitário que não precisa prestar contas - e do vice Joe Biden, que durante a campanha martelou o candidato democrata.
Por Lucas Mendes De Nova York para a BBC Brasil

Há cinco dias, Sarah Palin era o pecado mortal do senador John McCain. O velho senador tinha perdido o juízo. Quem era esta mulher que passou por cima de tantos caciques do partido para o posto de candidata à vice? A desconhecida Sarah Palin tem suas virtudes. Está fora do circuito de Washington, é uma conservadora radical, jovem, honesta, rebelde, pesca, caça e come.

Casada desde os 18 anos com o namorado que conheceu numa quadra de basquete quando estudavam juntos. No jogo, pela agressividade, ficou conhecida como Sarah Barracuda, mas hoje projeta a imagem de mãe adorável de cinco filhos. Professoral ou bibliotecária, mas adorável. Será que conquistará os votos das mulheres americanas, em especial aquelas decepcionadas com Barack Obama, que derrotou e depois desprezou Hillary Clinton como vice?

O senador McCain, um apaixonado por jogos de azar, apostou nela e hoje é tratado como gênio, uma prova de sua capacidade de decisão. Só novelas têm tantas guinadas e surpresas em tão pouco tempo. O currículo político da ex-prefeita de Wasilla, 7 mil habitantes, eleita com 826 votos contra 255 do adversário, é mais magro do que o de qualquer um dos outros candidatos que estavam na lista.

Há dois anos foi eleita governadora e em menos de uma semana a desconhecida foi transformada numa nova líder não só da política americana, mas do mundo ocidental.

Sarah Palin fez uma viagem internacional na vida - tirou passaporte no ano passado - para visitar os soldados da Guarda Nacional do Alasca no Oriente Médio e talvez até saiba onde fica o Brasil - é ligada em petróleo- mas, pelos discursos da convenção republicana, ela está pronta para assumir a Presidência dos Estados Unidos.

Na opinião de Cindy McCain, ela é bem informada sobre a Rússia porque o Alasca é o Estado americano mais perto do país de Putin. Em menos de dois anos, disse o prefeito Giuliani, ela se tornou a melhor governadora dos Estados Unidos e a mais popular, com 80% de aprovação (tanto ou mais do que o governador Aécio Neves).

“Sozinha tem mais experiência do que Obama e Biden juntos. Vai sacudir Washington. Quem ousa questionar como Sarah Palin pode cuidar de 5 filhos e do país ao mesmo tempo?”. Giuliani, o “prefeito da América”, na multiplicação dos talentos da governadora.

Os traços da ex-miss, 25 anos depois, ainda estão no rosto dela. Simpática, bonita, sexy e discreta na blusa gelo, saia preta, óculos de professora. Pinta de vice ela tem. E até mais. De professora e bibliotecária também.

No discurso mais importante da vida, com carisma e eloqüência, ela tirou nota dez. Debochou do currículo de Barack Obama - organizador comunitário que não precisa prestar contas - e do vice Joe Biden, que durante a campanha martelou o candidato democrata.

A prestação de contas dela sobre as finanças do Alasca causa inveja aos outros governadores americanos que não têm tanto gás nem petróleo e têm muito mais do que 800 mil habitantes. Alasca é o Estado com a 47ª população dos Estados Unidos. Sarah Palin ficou devendo explicações sobre os planos para resolver os problemas do país.

Houve quem criticasse a presença do filho com a síndrome de Down, adormecido nos braços do marido, parte esquimó, herói do Alasca. Ele é tetracampeão da mais famosa corrida do Estado, a Iron Dog.

São 3.200 quilômetros de snowmobile, dura de 6 a 7 dias e, na última corrida, com o braço quebrado nos últimos 600 quilômetros, ele chegou em 4º lugar. Gosta de ser tratado não como Primeiro Marido, mas como Primeiro Cara - First Dude. Se a mulher for vice ele será qual Cara?

Uma família diferente na corrida para a Casa Branca. A filha adolescente solteira, grávida de 5 meses, ao lado do futuro marido recrutado às pressas no Alasca, agora também é um modelo de moça que decidiu ter o filho em vez de optar pelo aborto.

Até agora prevaleceram as virtudes da candidata, mas ela teve conexões comlobistas e está envolvida numa investigação sobre abuso de poder. Briga de família. Vão surgir pecados e serão multiplicados pelos democratas.

O discurso mais “macho” da noite foi feito por uma mulher, disse Alex Castellano, um analista político na rede CNN.

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

La política exterior de McCain en América Latina enfrentará a Hugo Chávez

Do portal NOTICIAS24
Por Mauricio Rabuffetti ST PAUL, EEUU (AFP), 31/08/2008

© 2008 AFP

El candidato republicano a la presidencia de Estados Unidos, John McCain, considera que en América Latina hay países “amigos” y “enemigos”, estima que el mandatario venezolano Hugo Chávez es “una amenaza” para la región y mantendrá la política hacia Cuba, señaló uno de sus asesores a la AFP.

LEYENDA FOTO: El candidato republicano a la presidencia estadounidense, John McCain, en una conferencia de prensa en un instituto de Phoenix, Arizona (Estados Unidos), el 25 de agosto de 2008. McCain considera que en América Latina hay países “amigos” y “enemigos”, estima que el mandatario venezolano Hugo Chávez es “una amenaza” para la región y mantendrá la política hacia Cuba, señaló uno de sus asesores a la AFP.

En un eventual gobierno suyo, McCain buscaría estrechar lazos con los países “amigos” de Estados Unidos en América Latina como México o Colombia y determinaría la forma de “tratar” a las demás naciones en función de “la conducta de cada gobierno”, explicó el congresista Lincoln Díaz-Balart.

“Evidentemente la conducta de cada gobierno es lo que va a significar la forma en que Estados Unidos va a tratar a esos gobiernos”, dijo el legislador cubanoamericano, designado por la campaña de McCain para dialogar con la AFP como uno de sus asesores en política latinoamericana.

“Como hay un conocimiento por parte del senador Mccain sobre las realidades del hemisferio (por el continente americano), sin duda eso va a conllevar a una relación más estrecha con nuestros amigos como México, como Colombia, como Chile, Perú, los otros gobiernos muy amigos que tiene Estados Unidos” en América Latina, estimó Díaz-Balart.

McCain “está consciente que tenemos enemigos en este hemisferio, y esa es otra diferencia con (el candidato demócrata a la Presidencia, Barack) Obama”, aseguró el congresista republicano por Florida (sureste), quien busca la reelección en los comicios de noviembre.

“Hay una diferencia entre Rusia y Georgia, hay una diferencia entre Chávez y (el presidente colombiano Alvaro) Uribe. McCain conoce esas diferencias, Obama evidentemente no”,
señaló el legislador, reiterando las críticas de su partido a la reacción del postulante demócrata a la reciente crisis en el Cáucaso.

McCain está consciente de que Chávez es una amenaza para todo el hemisferio, que Chávez está financiando elementos desestabilizadores a través de todo el hemisferio. (…) Hay que contrarrestar los esfuerzos de Chávez por desestabilizar las democracias en el hemisferio a través de la utilización del poder económico que tiene por el petróleo”, enfatizó.

Gran parte del problema que tenemos con Bolivia y con Ecuador es esa utilización por parte del señor Chávez de los recursos de Venezuela para ir incrementando su influencia y su agenda antiamericana” en América Latina, dijo. “Es muy preocupante lo que estamos viendo en esos países”, concluyó el legislador.

Díaz-Balart, quien es uno de los más duros críticos del gobierno cubano de Fidel Castro y del encabezado ahora por Raúl Castro, sostuvo que en un eventual mandato de McCain “habría aún más interés por parte del presidente de Estados Unidos sobre el tema cubano, sobre la necesidad de ayudar a la oposición interna y a la sociedad civil”.

Ese interés se traduciría, explicó, en un mantenimiento de la actual política norteamericana hacia Cuba, que incluye un embargo económico y comercial que lleva más de 45 años y que es cuestionada por Obama por no haber logrado un cambio de régimen en la isla comunista.

“Se mantendría el enfoque sobre la necesidad de que (se siga con la actual política) hasta que no haya una transición democrática en Cuba, encaminada, a través de tres pasos” que son la “liberación de presos políticos”, la “legalización de todos los partidos, la prensa y los sindicatos obreros” y “la convocatoria de un proceso electoral”, añadió Díaz-Balart.

En cambio, un eventual gobierno republicano promovería acuerdos de libre comercio como el alcanzado por la administración de George W. Bush con Colombia “porque Mccain considera que es irrespetuoso la forma en que el señor Obama y el Congreso demócrata han tratado a Colombia”, negándole la aprobación de un TLC concluido hace casi dos años.

“Es irrespetuoso tratar a México diciéndole que ahora hay que renegociar el acuerdo de libre comercio con nuestro vecino más cercano”, el NAFTA o TLCAN, añadió.

Según Díaz-Balart, McCain también buscaría “diseñar programas conjuntamente” con los “amigos” de Estados Unidos en el continente americano, “adicionales a los (programas) que han existido. (…) Eso conllevará a una mejor relación con el hemisferio”.

Tradução aqui

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".