Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro concede Medalha Tiradentes a Olavo de Carvalho. Aqui.
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terça-feira, 4 de novembro de 2008

BREVE NOTA SOBRE A ELEIÇÃO NO RIO DE JANEIRO

PAPÉIS AVULSOS do HEITOR DE PAOLA

Heitor De Paola


Não estava nos meus planos, como já disse, escrever sobre eleições no Brasil, onde as opções partidárias se resumem a uma arrumação aleatória de letras numa sopa de letrinhas. Em São Paulo ganhou a direita, mas quem leva é a esquerda, o comunista Serra! Que consegue munição para lutar contra o comunista Lula ou seu alter egoa Dilma. Em Porto Alegre ganhou um candidato notoriamente esquerdista com os votos da direita. Pode? No Brasil pode! Em nenhum país do mundo isto seria sequer cogitado. Imagino um eleitor conservador inglês votando num cadidato trabalhista. Ou um democrata de Massachusets votando em Giuliani ou McCain.


No Rio a situação foi interessante, tão interessante que o Prefeito eleito, Eduardo Paes, de direita, perguntado sobre por que perdera para o candidato comunista na Zona Sul onde moram os mais ricos, respondeuNão entedi nada! 


Não entendeu porque sua visão não vai além da política tradicional já há muito ultrapassada! Naqueles tempos a intelectualidade estava dividida em esquerda e direita, muito mais para a última. Desde a revolução gramcista (*) o mundo da política não é mais o mesmo e a intelectualidade burrificou-se e se tornou acadêmica e burocrática. Os intelectuais orgânicos tomaram a frente e praticamente eliminaram os pensadores independentes das editoras, das redações e da mídia em geral e das universidades. O discurso único de esquerda só admite discussões intra-muros: esquerda contra esquerda. Um destes é o discurso da ética, da lisura e do despreendimento político. Que foi exatamente o discurso de Gabeira, velho matreiro que milita há mais de 40 anos e aprendeu bem a lição de que revolução não se faz mais com armas (de fogo) nas mãos nem com terrorismo e seqüestros: o processo revolucionário tornou-se quase que exclusivamente cultural (**).


Quem não aprendeu nada foi o 'pessoal da Zona Sul' que simbolicamente representa o beautiful people, os bem falantes que abominam os políticos tradicionais e seus 'currais eleitorais', sem perceberem que formam um curral de vaquinhas de presépio que se encanta com os discursos vazios mas apelativos para termos como ética ou uma nova forma de fazer política.


Gabeira usou na medida correta este discurso. Seu melhor momento de hipocrisia foi quando disse ao outro cadidato: a diferença entre nós é que você faz qualquer coisa para se eleger e eu não.


Enquanto o curral dos pobres é mantido à custa de promessas de emprego, asfaltamento e água encanada, o do beautiful people o é de promessas vazias de 'ética'. E nada aprenderam com o PT e seus mensalhões e mensalinhos?


Gabeira ganhou. Paes perdeu. Não pelas razões que andam falando, mas porque Paes vai assumir e terá que mostrar a que veio. Gabeira cotinuará sendo a ilusão de esperança de que fosse diferente e melhor. E a esperança é a última que morre.


(Esclarecendo: no primeiro turno, depois de anos anulando o voto, votei em Paes para evitar os piores nomes, inclusive Gabeira. No segundo, devido às alianças de Paes - principalmente com Jandira Feghali, votei em branco).

 


(*) Nunca é demais lembrar os livros de Sérgio Augusto de Avellar Coutinho (A Revolução Gramcista no Ocidente Cadernos da Liberdade) e de Olavo de Carvalho A Nova Era e a Revolução CulturalBem como o Capítulo III do meu O Eixo do Mal Latino-Americano e a Nova Ordem Mundial, também para a Escola de Frankfurt.


(**) É claro que movimentos revolucionários tradicionais, como atualmente o MST, existem paralelamente com dois propósitos: 1 - para o assalto final ao poder quando for atingido o ponto de ruptura institucional e&nbsp2 - para enganar os idiotas úteis&nbspde que a esquerda está desunida entre uma soft (paz e amor) e outra truculenta.

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Eleições municipais: ruiu o "castelo de cartas"

RADAR DA MÍDIA
QUARTA-FEIRA, 29 DE OUTUBRO DE 2008

O segundo turno das eleições municipais foi a pá de cal no projeto lulo-petista de hegemonia política, com contornos "democráticos".

Não faltarão outras tentativas, mas esta ruiu como um verdadeiro "castelo de cartas", mostrando o quanto as máquinas de propaganda estão desgastadas e a sociedade é avessa às aventuras autoritárias da esquerda.

A meta era transformar as recentes eleições municipais em um plebiscito, que consagrasse a tão proclamada popularidade do Presidente Lula e de seu governo e assegurasse, desde já, a transição de 2010.

Lula se consolidaria como o único político na cena nacional com peso suficiente para indicar um nome viável à sucessão presidencial. Partidos e figuras da oposição sairiam enfraquecidos e minguados da disputa, com dificuldade de ser alternativa ao governismo lulo-petista.

Convido-os a fazer comigo um breve retrospecto.

Popularidade alimentada por pesquisas

Há meses Lula "surfava" numa onda de popularidade, alimentada por pesquisas de opinião cada vez mais desconcertantes.

Os índices de aprovação não paravam de subir e se tornaram acachapantes: Lula beirava os 80% e seu governo 70%. Ao mesmo tempo as pesquisas proclamavam que até os antigos redutos de resistência e oposição a Lula tinham cedido. A própria classe média agora se mostrava favorável ao Presidente e por toda a parte o êxito era incontestável.

Sem qualquer pudor, falou-se até de Lula como o líder político de maior prestígio no mundo.

8 Leia Eleições municipais: dogma virtual

Tais dados de pesquisas, profusamente comentados e repetidos na mídia, além de aceitos como incontestes por muita gente, criavam um efeito psicológico e transmitiam a idéia de que qualquer oposição ao Presidente era inútil e sem futuro. Era necessário conformar-se.

A oposição não encontrava (ou simulava não encontrar) um discurso, mostrando-se e confessando-se desorientada.

Máquina de propaganda regada a petróleo
Simultaneamente, o País era bombardeado regularmente com notícias alvissareiras de achados fabulosos de petróleo.

Planos de exploração do chamado pré-sal, com promessas de aplicação de fundos em educação e saúde, tornaram-se verdadeiras obras-primas de ficção e propaganda política. Com as mãos sujas de óleo, ao estilo de Getúlio, Lula parecia tocar e oferecer uma prosperidade sem limites aos brasileiros.

O Presidente chegou a ser saudado, pelo "companheiro" Chávez, como magnata do petróleo e se aventou a hipótese de o Brasil entrar na OPEP.

Lula aparecia e se proclamava como um predestinado!

A economia ia (ou parecia ir) bem e todos falavam do "momento mágico" que o país atravessava.

Hegemonia endossada pela mídia
Lula reinava isolado na cena política, governando pouco, viajando muito e discursando sem parar. E já tinha carimbado, com sua mão negra de petróleo, a companheira Dilma como sua provável sucessora.

A mídia, quase como um todo, endossava este ambiente psico-político. O clima já era de hegemonia, a ser consagrado nas urnas, de modo devastador e "democrático". Falava-se na "onda vermelha".

A partir de uma vitória eleitoral inequívoca, com um Congresso subserviente e uma oposição desconjuntada, estariam abertas as portas para o aventureirismo político: uma mini Constituinte? Um terceiro mandato? Cada um é livre de fazer suas conjecturas.

O "dogma" da transferência de popularidade
Em face desse quadro de fundo, era necessário jogar todas as fichas - e a máquina do Governo Federal - na presente eleição municipal, para a conquista do maior número de prefeituras, com preferência para os grandes centros urbanos.

Muitos asseveravam que, devido à fraqueza dos partidos e ao carácter personalista da política no Brasil, Lula facilmente transmitiria sua popularidade crescente aos apadrinhados (seus e do governo), antecipando o que aconteceria em 2010.

O Presidente traçou um plano e destacou forças-tarefa de ministros para ativarem a máquina eleitoral, o que foi anunciado até em importantes órgãos de imprensa estrangeiros.

Marta Suplicy, a candidata símbolo
Não é difícil compreender que S. Paulo era, evidentemente, peça-chave nesse jogo. Por isso Lula decidiu envolver-se pessoalmente na disputa.

Tudo indica que a promessa do Presidente a Marta Suplicy foi, no caso de uma vitória assinalada, designá-la como candidata do PT à eleição presidencial em substituição a Dilma Roussef.

A promessa procedia, segundo a lógica simplista do lulo-petismo. O Presidente, com seu prestígio, elegeria Marta prefeita. Depois a designaria candidata à Presidência, transferindo seu imenso potencial de votos e fazendo sua sucessora vitoriosa em 2010.

Pela importância de S. Paulo, pela visibilidade da disputa, pela relevância da candidata petista, pelo empenho pessoal do Presidente, a cidade tornou-se o palco e uma espécie de parábola para o País.

Permitam-me, pois, que analise com um cuidado particular o que se passou na disputa eleitoral pela Prefeitura.

Desconcerto ante o governismo triunfante

Ao ter início a corrida eleitoral já as pesquisas apresentavam Marta Suplicy liderando com uma vantagem folgada.

No campo da oposição instalava-se uma briga intestina, com duas candidaturas que se digladiavam, parecendo perder o rumo e desacreditando essa mesma oposição. Essa discórdia só gerava desconcerto e desânimo na faixa de público que não aderia ao lulo-petismo.

Enquanto só o PT (com o apoio de Lula) parecia prosperar sem problemas, as intenções de voto de Marta cresciam e falava-se até em vitória no primeiro turno. O Presidente dizia acreditar nisso e convocava a militância para "liquidar a fatura" logo.

Lula veio fazer carreatas com a candidata e no ar ficava a sensação da inoperância de todas as forças políticas perante o governismo triunfante.

Como disse, tudo (do governo à oposição) era uma parábola para o País.

Urnas desmentem pesquisas
Chegaram as eleições. Marta mantivera a liderança nas pesquisas do primeiro ao último dia... e na boca de urna. Surpresa! Kassab venceu o primeiro turno.

O desmentido fragoroso das pesquisas tinha igualmente um lado de parábola em relação a Lula. Não seriam também inconsistentes as pesquisas da popularidade de Lula? O que é fato é que as urnas desmentiram essa popularidade. E não só em S. Paulo!

Com resultados bem desfavoráveis por todo o País, era necessário tentar virar o jogo em S. Paulo. Uma vitória de Marta ainda podia dar certo fôlego ao lulo-petismo.

Sai de cena o "paz e amor"
Com o segundo turno, a máquina comandada por Lula, tirou a máscara, e mostrou do que é capaz na briga política. Ou seja, deixou evidente que o lulo-petismo apenas usa o sistema democrático para atentar contra ele e, se possível, eliminá-lo.

O Presidente designou seu secretário-particular, Gilberto Carvalho, para coordenar a campanha de Marta Suplicy. Tinha início a fase dois.

Logo em seguida, dez ministros desembarcaram em S. Paulo para subir no palanque com a candidata. Nos discursos transpareceu todo o rancor autoritário do lulo-petismo.

Para Dilma Roussef, crer na vitória contra o PT, era "prova de soberba, de elitismo e descompromisso com a democracia".

Tarso Genro atacou os tabus conservadores da elite e disse que a candidata era alvo de preconceito.

Luiz Dulci afirmou não ser possível ter uma das maiores metrópoles do mundo na mão de um síndico conservador.

Para Aldo Rebelo, vice de Marta, "São Paulo se transformou no último barco à deriva para os náufragos das forças conservadoras do Brasil".

Carlos Lupi mostrou inconformidade "em ver São Paulo na mão de uma direita disfarçada".

Não sei se percebem que no léxico político do lulo-petismo ser da elite ou ser conservador e de direita é, de si, quase um crime. As forças conservadoras não têm vez na "democracia" do PT.

Veio depois a baixaria da propaganda do horário político. A campanha da petista investiu com insinuações a respeito da vida particular de Kassab. E Marta, em entrevista televisionada, encenou a farsa do "eu não sabia".

O lulo-petismo e seu braço sindical infiltraram e tentaram manipular uma manifestação de policiais civis em greve, instigando um confronto armado com a Polícia Militar, nas proximidades do Palácio do Governador, que esteve a ponto de causar uma tragédia de gravidade incalculável.

Num último extertor de desespero, o lulo-petismo clamou pelo socorro de sua verdadeira força inspiradora: a "esquerda católica". Mais de 100 padres assinaram um documento que deveria ser lido nas paróquias para dar apoio explícito a Marta Suplicy. A manobra foi arquitetada por Gilberto Carvalho (ex-seminarista e elo de ligação do governo com a CNBB) e D. Pedro Luiz Stringhini.

A indignação nos meios católicos foi de tal monta que o bispo auxiliar de S. Paulo teve que recuar e pedir desculpas públicas.

Lula, terminou a campanha ao lado de Marta, com discurso agressivo e populista e envergando uma camisa vermelha ao estilo "chavista".

"O jogo virou de ponta-cabeça"
Os resultados do segundo turno são conhecidos de todos. O desvelar do lado agressivo e esquerdista da candidata de Lula fizeram aumentar o repúdio do eleitorado. A derrota foi massacrante. Ruiu o "castelo de cartas". A parábola, era também a imagem do lulo-petismo em boa parte do País.

Dias antes do segundo turno, na previsão do que aconteceria nas urnas, Raymundo Costa, escreveu no jornal Valor(21.0ut.2008): "Enfim, o jogo que era armado antes da eleição virou de ponta-cabeça e recomeça em outras bases".

E a jornalista Dora Kramer, no jornal O Estado de S. Paulo(24.out.2008), dois dias antes do segundo turno afirmava, em artigo intitulado Quadrilátero da saia-justa:

  • "De cada ângulo que se olhe, essa eleição municipal revela fatos e consolida evidências que derrubam teorias eleitorais recentemente elaboradas a partir de um único dado: a popularidade do presidente Luiz Inácio da Silva.

    A campanha do segundo turno revogou a crença inabalável de políticos e marqueteiros na doutrina "paz e amor" ....

    No primeiro turno as urnas já haviam derrubado o mito do "poste", desmentido assertivas sobre a transferência automática de votos e arquivado a idéia do Palácio do Planalto de transformar o resultado da eleição de prefeitos numa interpretação plebiscitária sobre o governo Lula, com o objetivo de estabelecer desde já as balizas para a armação do jogo da sucessão presidencial em 2010."

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

'Indeciso', Ohio pode definir a eleição nos EUA

G1 - dica WAB

Estado tem 20 delegados no Colégio Eleitoral. Para cientista político, Ohio terá fator determinante.

Daniel BuarqueDo G1, em Columbus, Ohio (EUA)


O destino da presidência americana pode ser decidido no estado de Ohio. O formato indireto das eleições no país, que escolhe o presidente em um Colégio Eleitoral e não pelo voto direto dos eleitores, faz com que a disputa ocorra com maior intensidade em alguns locais de que em outros. 

Ampliar FotoFoto: AP

Frank Kahsar, dono do restaurante Hitching Post, em Cincinnati, Ohio, observa as 'urnas' em que ele incentiva seus clientes a 'votar' em Barack Obama ou em John McCain usando jujubas (Foto: AP)

Enquanto o Texas é tradicionalmente republicano e Nova York costuma ser democrata, Ohio é o que se chama de "swing state", votando ora em um partido, ora em outro, o que faz com que ele seja um dos focos das duas campanhas. 

"Assim como a Flórida foi essencial para que o atual presidente George W. Bush vencesse Al Gore mesmo sem ter a maioria dos votos no país em 2000, Ohio ajudou Bush a se manter no poder em 2004, sendo vital para a vitória republicana", disse ao G1 o professor Alexander P. Lamis, que ensina ciência política na Universidade de Cleveland, no norte de Ohio. 

Para completar a importância dos 20 delegados que representam Ohio no Colégio Eleitoral, desde 1968 que o vencedor da eleição no estado conquistou a Casa Branca. Por mais que nem sempre tenha sido decisivo, o estado serve como um termômetro do sentimento político nacional. 

Tanto é assim que as pesquisas de intenção de voto da eleição do próximo dia 4 apontam resultados nacionais parecidos com os de Ohio. Enquanto a média de pesquisas nacionais feita pelo site Real Clear Politics aponta uma vantagem de Obama em todo o país de 6,7 pontos percentuais, a mesma média no estado de Ohio é de 6,4 pontos percentuais favoráveis ao democrata. 

"Estamos assistindo a um ressurgimento democrata no Estado depois de duas eleições em que Ohio apoiou os republicanos", disse Lamis. Segundo ele, é difícil saber se o Estado vai ter tanta importância quanto em eleições passadas, mas sem dúvida merece atenção especial dos dois candidatos. 

Microcosmo

Esta característica de "termômetro" do país se junta a características econômicas e políticas do estado e fazem com que Ohio seja chamado de "microcosmo" dos Estados Unidos. Com uma região sul e agrária mais conservadora e um norte mais desenvolvido e liberal, o estado é uma pequena representação do que pode ser visto em todo o país. 

Segundo o cientista político ouvido pelo G1, isso faz com que os temas mais relevantes na disputa em Ohio sejam os mesmos que chama a atenção nacionalmente: a guerra no Iraque e a economia. 

"A guerra foi importante para o ressurgimento democrata no Estado após as vitórias de Bush", disse. Além disso, explicou, a economia de Ohio começou antes a sentir a atual crise financeira, e viu serem fechadas muitas fábricas que funcionavam no Estado. 

Leia mais sobre Eleições nos EUA 

 

terça-feira, 28 de outubro de 2008

O Caseiro - não esqueçamos do episódio PALOCCI

Excelente lembrança dos fatos nos traz o blog MOVCC. Leiam abaixo:

A HISTÓRIA DE UM HOMEM JOGADO NAS ENGRENAGENS DO PODER 

Uma interessante reportagem de 16 páginas na Revista Piauí, “sobre como todos os poderes da República – Executivo, legislativo e judiciário, polícia, imprensa, governo, oposição, moeram Francenildo dos Santos Costa”

Já que Antonio Palocci, atual presidente da Comissão de Reforma Tributária da Câmara, é um nome forte do PT para a disputa do governo do Estado, em 2010, caso seja absolvido, então vale à pena conhecermos em profundidade sobre essa deplorável história do caseiro Francenildo.

Convém nos prepararmos para não esquecer, do mesmo jeito que não nos esquecemos da recomendação “relaxa e goza” da então ministra do turismo, Marta Suplicy. Reportagem completa aqui

Fotos de Orlando Brito – Por Gaúcho/Gabriela

Acenderam a luz vermelha

MOVIMENTO ORDEM VIGÍLIA CONTRA A CORRUPAÇÃO - MOVCC

O Bolsa Família se tornou um instrumento de petrificação política, impedindo a alternância no poder municipal – Por Marco Antonio Villa – Folha de São Paulo

O governo federal tem uma idéia fixa: vencer a eleição presidencial de 2010. Todas as ações político-administrativas estarão voltadas para esse objetivo. E, se necessário, vencer a qualquer preço.

Mas os resultados surpreendentes (para o governo) das eleições municipais acenderam a luz vermelha. Desapareceu do espectro político a possibilidade de o próximo presidente da República ser escolhido por um só eleitor, e 125 milhões de cidadãos simplesmente referendarem o desejo imperial.

As análises que davam como certa uma onda vermelha fracassaram, assim como aquelas que imputavam ao presidente Lula uma espécie de varinha de condão para escolher os prefeitos. Sua popularidade era tal, diziam, que bastaria indicar o candidato a ser votado. Seu prestígio era tão grande, afirmavam, que o povo, obedientemente, seguiria a determinação do condutor. Se Lula e seus apoiadores acreditavam nessa falácia, não cabe crítica. O estranho foi a oposição ter imaginado que esse delírio era real.

Como esperado, nos pequenos municípios, o índice de reeleição dos prefeitos foi o maior da história. O uso político do programa Bolsa Família -o cadastramento é controlado pelos prefeitos- fez com que a reeleição se transformasse em favas contadas: quando não foi o próprio prefeito, o candidato vencedor foi alguém do seu grupo político.

Assim, o Bolsa Família se transformou em um instrumento de petrificação política, de permanência das oligarquias, impedindo a alternância no poder municipal.

Pior: o governo Lula, que já conta com 11 milhões de famílias beneficiárias, ameaça incluir mais 4 milhões que já estão cadastradas no programa. Em outras palavras, o programa Bolsa Família será um dos instrumentos usados em 2010 para ganhar de qualquer jeito as eleições. O final do ano será marcado por um cenário político confuso. Surpreendido pelo resultado das eleições municipais, ao governo interessa colocar vários obstáculos no caminho até chegar a 2010.

Vai lançar diversos balões de ensaio: transformar o Congresso em Assembléia Constituinte, voltar a insinuar o desejo de apresentar a proposta do terceiro mandato, falar em extinção da reeleição, defender um mandato presidencial de cinco anos -mas, no fundo, sabe que nada disso pode ser aprovado.A maioria congressual que o governo Lula teve nos seis anos de mandato vai diminuir paulatinamente. E minguará na relação inversa do tamanho da crise econômica internacional.

O governo continuará tentando dividir a oposição, buscando aqueles mais propensos à composição política em troca de algumas migalhas. Deverá explorar vaidades e esperanças frustradas.

Não faltarão adesistas. Estes, claro, vão se justificar argumentando que estão defendendo os interesses dos seus Estados. Vimos na campanha municipal que poucos candidatos tiveram a altivez de não se prostrarem frente ao presidente, como se o gestor municipal (ou estadual) tivesse de ter uma relação de subserviência em relação ao governo da União.

Até o momento, a oposição não esteve à altura das necessidades do país: teve receio de se contrapor, de remar contra a corrente, de enfrentar o governo no terreno da política; como se o índice de popularidade de Lula -que não será eterno- fosse um escudo que impedisse a construção de um outro projeto de país.

Mas os eleitores dos principais colégios eleitorais deram um recado: querem ter uma alternativa, não aceitam o voto de cabresto, não votarão em um poste na eleição de 2010, mesmo que indicado e apoiado ostensivamente por Lula. O bloco anti-histórico que está no poder -o sindicalismo amarelo associado ao atraso oligárquico e aos interesses do grande capital financeiro- não cederá o governo facilmente. Vai lutar com todas as armas.

Teremos a eleição mais violenta da nossa história, com o uso da máquina administrativa e dos programas assistencialistas, com acusações e ameaças, dossiês à vontade, para todos os gostos, e, provavelmente, em um cenário econômico desfavorável.

Tivemos uma pequena mostra agora. Se o presidente foi tão agressivo na eleição de Natal, imagine quando estiver em jogo o Palácio do Planalto: o figurino "Lulinha paz e amor" será jogado no lixo.

O exército de aloprados prepara-se para o combate. Eles sabem que não podem perder o acesso privilegiado ao poder. Não mais sobrevivem distante dele. E farão de tudo para continuar mais quatro anos (oito seria melhor) usando e abusando das benesses produzidas em Brasília.

MARCO ANTONIO VILLA, 52, historiador, é professor do Departamento de Ciências Sociais da UFSCar (Universidade Federal de São Carlos). É autor, entre outros livros, de "Jango, um Perfil".

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Eleições em Sampa - Panorama geral

MOVIMENTO ORDEM VIGÍLIA CONTRA A CORRUPÇÃO - MOVCC

DEMOCRATA É O PRIMEIRO PREFEITO DA HISTÓRIA DE SÃO PAULO A SE REELEGER NAS URNAS



COM 60,72% dos votos válidos, o democrata Gilberto Kassab, 48, tornou-se ontem o primeiro prefeito de São Paulo a se reeleger nas urnas. Ele é o 17º prefeito eleito por voto direto na história da cidade e o 50º a ocupar o cargo no período republicano.

Essa foi a primeira eleição majoritária da qual Kassab -que teve o maior percentual de votos válidos do segundo turno- participou. Ele assumiu a prefeitura em 2006, após a saída de José Serra (PSDB) para concorrer ao posto de governador do Estado.

Kassab teve 3.790.558 votos, superando a votação de Serra em 2004 em cerca de 460 mil votos. O sucesso do democrata é também uma vitória política de Serra. Já Marta Suplicy (PT), que terminou com 39,28% dos votos válidos, perdeu cerca de 287 mil votos na comparação com seu próprio resultado em 2004, quando também foi derrotada.

O PMDB foi o grande vencedor do segundo turno, com sucesso em quatro capitais, Salvador, Porto Alegre, Florianópolis e Rio -onde Fernando Gabeira (PV) foi vencido por Eduardo Paes por pouco mais de 50 mil votos. O PT não venceu em capitais, mas conquistou importantes cidades paulistas, como São Bernardo, Guarulhos e Mauá. Em BH, a chapa apoiada petistas e tucanos foi a vencedora. Nas 30 cidades com segundo turno, 27 milhões de eleitores foram às urnas. A taxa média de abstenções ficou em 17%. Folha de São Paulo 






PT PERDE REDUTOS E ENCOLHE ATÉ NA PERIFERIA

Tradicionais redutos petistas, como Sapopemba e São Miguel Paulista, na zona leste, deram a vitória ao candidato do DEM. Com uma plataforma de campanha voltada para investimentos sociais, principalmente nas áreas de saúde e reurbanização de favelas, Kassab conseguiu reduzir o "cinturão vermelho" que, em 2004, deu a maioria dos votos ao PT nas zonas leste, sul e noroeste. Na eleição passada, a chapa encabeçada por Serra - e que tinha Kassab como candidato a vice - foi escolhida por 3,33 milhões de eleitores, ou 54,9% dos votos válidos. Ontem, o prefeito obteve o apoio de 60,7%.


VILA FORMOSA VOTOU EM KASSAB
Outro local alvo de polêmica foi a Vila Formosa, onde a prefeitura constrói um CEU (Centro Educacional Unificado). A campanha de Marta acusou o prefeito de ter atrasado a obra e colocou em dúvida a promessa de inaugurá-la até fevereiro, antes do início do ano letivo. Nessa região, Kassab venceu com mais de 75% dos votos válidos. Leia mais aqui, no Estadão





LULA TENTA MINIMIZAR DERROTA
E afirma ter saído ileso da eleição

Presidente diz que é preciso separar as coisas e que eleição municipal não tem influência automática na sucessão em 2010. "Quando um cidadão vota para presidente, vota para presidente; quando vota para prefeito, vota para prefeito; não tem ligação" – Assinante da Folha lê mais 
aqui



“EL PAIS”: LULA SAI DERROTADO DO SEGUNDO TURNO

As eleições municipais no Brasil supõem uma derrota para Lula da Silva que, apesar da popularidade, não conseguiu a vitória dos adversários de seus candidatos em algumas cidades. A análise é do jornal El País. O PT de Lula só conseguiu conquistar oito dos 30 municípios que disputavam o segundo turno.

De acordo com o jornal, de todas as derrotas a mais difícil de assimilar é a de São Paulo, onde o atual prefeito, Gilberto Kassab (DEM), bateu a adversária Marta Suplicy (PT) com 60,72%. A petista era uma aposta de Lula.

“Além disso, Marta era considerada uma das possíveis candidatas das forças governistas para suceder Lula, que não poderá candidatar-se em 2010, depois de ter sido reeleito em 2006", afirma o jornal.

Mas as perdas também foram sentidas em Salvador, com a derrota de Walter Pinheiro (PT) para João Henrique (PMDB), e em Porto Alegre, antigo reduto petista, onde Maria do Rosário (PT) perdeu para José Fogaça (PMDB). Ainda segundo o jornal, os resultados positivos aparecem no Rio de Janeiro, onde Eduardo Paes (PMDB), apoiado pelo presidente, conseguiu vencer o adversário Fernando Gabeira (PV). Redação Terra




MARTA TEM TUDO PARA DESAPARECER DO CENÁRIO POLÍTICO

Aliados de Marta pressionarão Lula a abrir vaga para ela na Esplanada. Preocupação é que ex-prefeita não suma da cena política até 2010, pois é forte opção para sucessão de Serra. Derrotada pela segunda vez consecutiva na eleição para a Prefeitura de São Paulo, Marta Suplicy (PT) não voltará para o Ministério do Turismo, mas seu grupo político vai lutar para encaixá-la em outro cargo, já que ela não pode desaparecer da cena política até 2010. Motivo: ninguém no PT duvida de que Marta estará na lista dos que pretendem concorrer à sucessão do governador José Serra (PSDB), daqui a dois anos. Estadão




MARTA RECEBE VISITA DE PALLOCI
Na lista de visitas recebidas hoje por Marta Suplicy (PT) um nome chamou mais a atenção: o do ex-ministro Antonio Palocci. Amigo e conselheiro de Marta, ele não havia aparecido em nenhum evento público da petista durante a campanha.

Investigado pela suspeita de quebra ilegal de sigilo do caseiro Francenildo Costa, Palocci é nome forte do PT para a disputa do governo do Estado, em 2010, caso seja absolvido. Ele entrou e saiu da casa de Marta, nos Jardins, sem falar com a imprensa. Por Ranier Bragon - Blog da Campanha no Ar – da Folha




PSDB É O PARTIDO VITORIOSO NO INTERIOR E NO LITORAL DE SP
Tucanos vencem em 5 das 12 cidades com mais de 200 mil eleitores; o PT não venceu em nenhum município, embora tenha ficado em segundo lugar em 6

Embora tenha perdido a eleição em Bauru ontem, o PSDB do governador José Serra foi o grande vencedor das urnas nas grandes cidades do interior e litoral paulistas. Os tucanos conquistaram 5 das 12 prefeituras das cidades com mais de 200 mil eleitores no interior e litoral paulista: Franca, Sorocaba, Piracicaba, São José dos Campos e Jundiaí.

O PMDB elegeu três prefeitos: em Santos, Guarujá e Bauru. O PSB ganhou duas prefeituras: São José do Rio Preto e São Vicente. O DEM e o PDT venceram a eleição, respectivamente, em Ribeirão Preto e em Campinas. No interior do Estado, só Bauru e São José do Rio Preto tiveram segundo turno ontem. Em Bauru, o empresário tucano Caio Coube, 51, que teve o apoio de José Serra na campanha e havia vencido o primeiro turno, levou a virada. Ele obteve 45% dos votos válidos, perdendo para o peemedebista Rodrigo Agostinho, um ambientalista de 30 anos que foi secretário do Meio Ambiente e teve 54% dos votos.

Em São José do Rio Preto, os tucanos e o atual prefeito, Edinho Araújo (PPS), apoiaram o vencedor no segundo turno. O candidato do PSB, Valdomiro Lopes, teve 52% dos votos e venceu o petista João Paulo Rillo (48%) por uma pequena margem: 5.178 votos. Na última quinta-feira, Lopes recebeu o apoio in loco de Serra, enquanto seu adversário recebia a visita da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff.

O PT de Dilma e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi o grande perdedor da disputa nas 12 grandes cidades do litoral e interior paulista. Não venceu em nenhuma, embora tenha ficado em segundo lugar em seis cidades. Além de São José do Rio Preto, ficou em segundo em Franca, Sorocaba, Santos, Piracicaba e São José dos Campos.

A maior derrota dos petistas, no entanto, ocorreu em Ribeirão Preto, cidade do ex-ministro da Fazenda e ex-prefeito petista por duas gestões Antonio Palocci Filho. O candidato petista Feres Sabino, que colou sua campanha à figura de Lula, só obteve 8% dos votos e ficou em terceiro lugar, atrás do prefeito tucano Welson Gasparini (32%) e da prefeita eleita, Dárcy Vera (52%), do DEM. Será a primeira vez que Ribeirão Preto será administrada por uma mulher.

Em percentual de votos, dois prefeitos tucanos foram os campeões nas 12 cidades: o mais votado foi Barjas Negri, reeleito em Piracicaba já no primeiro turno, com 88,3% dos votos. O segundo foi Vitor Lippi, reeleito em Sorocaba com 79% dos votos. O peemedebista Papa foi o terceiro com a votação mais folgada: foi eleito em Santos com 77%. A vitória mais apertada no primeiro turno também foi de um tucano: Miguel Haddad, de Jundiaí, que teve 50,7% dos votos válidos. Por Eliane Silva - 
Folha UOL

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".