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quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Substitua o bigode pela barba…

Fonte: LOST IN THE E-JUNGLE
03/09/2009

…“Alemanha” por “Brasil” e “jovens” por “companheiros”. Troque slogans idiotas como “Sou Brasileiro e não desisto nunca” pelas frases de efeito do discurso original. Isso é o que temos:



Parece brincadeira do autor do blog citado acima de onde "roubei" a dica? Só parece. Leiam isto agora:


Vou reproduzir aqui um post que coloquei no ano passado. Vem a calhar... É claro que o (nome removido) não está dizendo que o PT ou os petistas são nazistas. Ele se refere à estratégia para cooptação das mentes. Exatamente como escreveu Karl Mannhein.

Karl Mannheim foi um sociólogo judeu nascido na Hungria, que faleceu em 1947. Em 1944 escreveu um livro chamado "Diagnosis Of Our Time", que foi lançado no Brasil em 1973, com o título “Diagnóstico de Nosso Tempo”.

O que você vai ler a seguir é um capítulo chamado “Estratégia do Grupo Nazista”. Leia e reflita a respeito do processo criado pelos nazistas. Talvez você encontre similaridades com o que anda acontecendo em alguns países latino americanos...

Estratégia do Grupo Nazista

Hitler inventou um novo método a que se pode dar o nome de estratégia do grupo nazista. O ponto capital da estratégia psicológica de Hitler é jamais encarar o individu o como pessoa, mas sempre como membro de um grupo social. O que Hitler faz por instinto está acorde com os descobrimentos da moderna Sociologia, ou seja, de que o homem é mais facilmente influenciado através dos vínculos do grupo; o que é mais importante ainda, as reações dele variam conforme o grupo particular a que pertence. O homem porta-se diferentemente na família, no clube, no exército, em seus negócios, ou como um cidadão em geral.

O grande Duque de Marlborough era comandante do exército, em seus negócios e, no entanto, em casa vivia controlado pela esposa.

Cada grupo aparentemente possui suas próprias tradições, proibições e formas de expressão peculiares e enquanto se conserva intacto apóia e orienta o comportamento de seus membros.

1. Desorganização Sistemática da Sociedade

Hitler sabia instintivamente que enquanto as pessoas se sentem abrigadas em seus próprios grupos sociais, ficam imunes à influência dele. O artifício oculto da estratégia de Hitler, por conseguinte, consiste em romper a resistência do espírito individual por meio da desorganização dos grupos aos quais esses indivíduos pertencem. Ele sabe que um homem sem laços com o grupo é como um caranguejo sem a carapaça. Essa desorganização, tal como sua tática de guerra-relâmpago, tem de ser rápida e violenta simultaneamente; mesmo assim, porém, seu efeito só será duradouro se conseguir formar imediatamente novos grupos que fomentem o gênero de comportamento aprovado pelo seu partido.

Assim, há duas fases principais na estratégia do grupo de Hitler: a decomposição dos grupos tradicionais da sociedade civilizada e uma rápida reconstrução baseada em um padrão de grupos inteiramente novo. No trabalho de desintegração inicial ele pode, está claro, confiar em grande parte na ausência de planificação de nossa vida econômica. Por exemplo, essa ausência é responsável pela condição mais desmoralizante de todas, o desemprego crônico. Porém, quando essa desintegração espontânea não avançou o suficiente para atender aos fins de Hitler, ele aplica seus próprios métodos. São diversos os métodos de que dispõe para lidar com a família, a Igreja, os partidos políticos e as nações. Os elementos dessa técnica ele os aprendeu com os comunistas, mas os pormenores foram por ele elaborados durantes sua própria luta na selva política da Alemanha da década de 1920. Aprendeu como dissolver comícios de massa, como desmoralizar adeptos de outros partidos, como fingir que cooperava com grupos rivais para, a seguir, quando o momento era julgado oportuno, provocar sua queda. Tudo o que ele fez ultimamente foi transferir essa estratégia do grupo para o campo da política exterior.

Considere-se o caso de nações. Nisso, sua primeira regra parece ser de nunca empregar a força antes de haver esgotado as possibilidades de desmoralização. Ele sabe que os grupos, especialmente nações inteiras, com uma sólida vida de grupo e moral intacto, reagem desassombradamente a ameaças ostensivas e a ataques diretos; tornam-se mais unidos do que antes. Essa saudável vida de grupo é o segredo da inquebrantável resistência britânica e explica a hesitação de Hitler para atacar este país.

Quando ele consegue encontrar traidores e colaboracionistas dentro dos grupos, recorre à técnica de penetração no grupo. Manda emissários como turistas e sob outros disfarces para conquistar para seu lado os adversários do regime existente e os desajustados e fracassados sociais. Tendo organizado os agentes de massa dum movimento subterrâneo, procura isolar a nação do mundo exterior. Flanqueamento, envolvimento e isolamento total são as principais etapas desse processo. A essa altura, a vitima acha-se inteiramente à sua mercê; Hitler, contudo, ainda evita o ataque direto e prefere o sistema de desmoralização total vinda de dentro. Na tensão que então impera, são difundidos boatos, insuflados temores, jogados grupos rivais uns contra os outros e afinal é ministrada a assaz conhecida mistura nazista de ameaças e promessas. Tais são os métodos que ele empregou na Áustria, Tcheco-Eslováquia, Romênia, Bulgária e outros países. Os documentos secretos apreendidos na incursão da Lofoten, na Noruega, mostram claramente como são sistemáticos esses métodos: as instruções do exército nazista previam toda fonte possível de resistência e indicavam as contramedidas.

2. Efeitos sobre o individuo

Nessa fase, a desmoralização e a decomposição dos grupos sociais principiam a produzir efeitos no individuo. E, o que é pior, em vastos números de indivíduos simultaneamente. A explicação psicológica desse fato é simplesmente a seguinte: o homem entregue a si mesmo não pode oferecer resistência. Como os vínculos com seu grupo é que lhe dão apoio, segurança e reconhecimento, para nada dizer dos valiosos laços de amizade e confiança, a dissolução deles deixa-o inerme. Ele se comporta como uma criança que se extraviou ou que perdeu a pessoa amada; por isso sente-se inseguro, disposto a apegar-se a quem quer que se apresente.

Além de tudo isso, os métodos modernos de guerra total ou de propaganda total não dão tempo ao homem para se recobrar nem oportunidade para congregar-se em torno de um chefe e correr o risco de resistir. Particularmente em nações pequenas, surge do dia para a noite um quase completo caos social e anarquia. Isso tem influencia considerável sobre o individuo e seu ulterior comportamento. O fato é que a desintegração do grupo tende a ser seguida dum colapso da consciência moral do individuo. Ele se vê tentado a pensar mais ou menos assim: “Afinal de contas, tudo em que eu acreditava até agora talvez estivesse errado. Pode ser que a vida não passe de uma luta pela sobrevivência e pela supremacia. A escolha que tenho é entre tornar-me um mártir ou aderir à nova ordem; quiçá eu possa chegar a ser um membro destacado dela. Ademais, se eu não aderir hoje, amanhã talvez seja demasiado tarde”. É nessa disposição de espírito que as pessoas se permitem engolir afirmações como a feita pelo Ministro da Justiça nazista:

“Antigamente estávamos acostumados a dizer: “ Isto está certo ou errado?” Hoje devemos colocar a questão nestes termos: “Que diria o Führer? ” É para este tipo de raciocínio que o cínico oportunismo de Hitler apela, e ao qual é endereçado o seu evangelho de violência e lei do mais forte.

Tem sido bastante ressaltado o papel desempenhado pelo medo, pelo ódio, pela insegurança e pela desconfiança no regime nazista. De minha parte, quero acrescentar a este rol o elemento de desespero. No fundo de todas as reações nazistas, encontra-se o desespero. O mundo deles é um em que todos se sentem traídos, isolados e não mais confiam no próximo.

3. “A Nova Ordem”

Tendo reduzido a comunidade ao pânico e ao desespero, Hitler inicia então o segundo movimento de sua estratégia.

Procura reconstruir uma nova ordem seguindo duas linhas distintas. Uma destina-se a escravizar as massas, a outra a entrincheirar sua liderança e o terrorismo de seu Partido.

Para aquela, adota uma organização militar baseada no modelo prussiano: aplica-a a tudo, à organização da juventude, da indústria, dos trabalhadores e da opinião. Uma vez mais, explora o medo, o ódio e o terrorismo, pois é muito mais fácil encontrar um escoadouro para o sentimento de hostilidade dos grupos do que mobilizar suas energias construtivas. Daí o uso de “raças” e de indivíduos como bodes expiatórios. As supostas inferioridade e perversidade dos judeus são transformadas em desculpa para que se lhes cuspa nos rostos, bata-se neles ou matem-nos a sangue frio. O sistema do bode expiatório não só ajuda a libertar a comunidade de seu sentimento de culpa, mas impede que a hostilidade se volte contra o chefe quando a insatisfação é despertada.

Está claro, o bode expiatório não precisa ser forçosamente um produto interno. Os chefes de todos os países que se opõem ao nazismo podem ser apontados como alvo para a hostilidade no lugar de Hitler. E assim o vemos acusando Churchill de todos os pecados de sua própria cartilha.

4. Formação dos Novos Líderes

A organização militar e a supressão, todavia, por si sós não bastariam. Hitler sabe que para esse tipo de sociedade sobreviver é mister algo mais dinâmico do que arregimentação; por isso, criou centros de fermentação emocional de que as unidades das tropas de assalto constituem o modelo. Elas provém diretamente dos bandos militares posteriores à I Guerra Mundial, que desde o começo ameaçaram e tentaram dissolver a sociedade civil. Mas sua organização e mentalidade deveram muito também aos primeiros grupos de Juventude Alemã em sua fase Wandervogel.

O fim secreto desses grupos é perpetuar a atitude psicológica da adolescência; isso explica muito do que aparece peculiar ao Estado nazista. Assim como é possível tornar a influência da família tão dominadora que a mentalidade de seus membros permaneça retardada e imatura, também o é utilizar artifícios do grupo para manter e difundir uma infantilidade irrestrita na sociedade em geral. Nas escolas de líderes (Führers) em que eles treinam a liderança, tudo é feito para produzir uma mescla bizarra de emotividade infantil e submissão cega. Os nazistas sabem que seu tipo de líder só pode florescer em grupos do tipo bando. É sobretudo a esses auditórios com um desenvolvimento emocional artificialmente tolhido que atraem os gritos histéricos de Hitler. Quando Churchill diz: “Nada tenho a oferecer além de sangue, suor, labuta e lágrimas” ele está apelando para uma nação de adultos.

A finalidade capital dessa análise é chamar a atenção para a necessidade da criação de uma contra-estratégia. Em remediar os efeitos desintegradores da civilização industrial em nossa família e na vida da comunidade. Mas elas tem de fazer mais do que se protegerem contra o contágio. O que há de verdadeiramente promissor no novo método do grupo é que pode ser empregado com fins construtivos. Hitler apenas malbaratou e deturpou uma potencialidade até então negligenciada: as forças criadoras da existência em grupo. A ocasião para a melhor utilização dos métodos coletivos chegará quando nos defrontarmos com o problema de reorganizar o mundo segundo novos traços e com a tarefa de recondicionar a mentalidade Nazista.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

LULA, DILMA, CRIVELLA, A “BISPA” SÔNIA E O “APÓSTOLO” HERNANDES JUNTOS! MEU DEUS!!!

Fonte: BLOG REINALDO AZEVEDO
quinta-feira, 3 de setembro de 2009 | 19:54

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A ministra da Casa Civil e pré-candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, é amiga de Jesus desde criancinha. Mesmo quando ela integrava a VAR-Palmares, era em Deus que pensava. Tanto é assim que a sua organização antecipou o despacho de algumas pessoas para o céu. Uma delas, por exemplo, era só um correntista de banco. Estava ele lá, feito Inês de Castro, coitadinho!, no sossego dos seus anos, sacando um chequinho no caixa, e eis que chegou um Anjo — futuramente indenizável como perseguido pela ditadura… — de arma na mão para expropriar o banco em nome do povo. E “pimba!”. Lá foi o pai de família morar ao lado de Jesus! Carlos Minc participou dessa operação. Hoje ele acha um absurdo que algumas pessoas matem árvores e minhocuçus. E Dilma continua amiga de Jesus! O mundo é mesmo pândego.

Por que isso? Vejam que foto histórica esta publicada no Estadão Online. Lula instituiu ontem o Dia Nacional da Marcha para Jesus. Participaram da cerimônia, realizada no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), o presidente da Câmara, Michel Temer; o senador e “bispo” Marcelo Crivella (PRB-RJ), sobrinho de Edir Macedo, dono da Igreja Universal,;a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, e o casal da Igreja Renascer Sônia e Estevam Hernandes. Crivella é este que aparece à esquerda, contraindo os olhos enquanto entra em conexão, suponho, com o Espírito Santo. Nunca entendi por que certos religiosos, de qualquer denominação, quando julgam entrar em contato com a Pomba Sagrada fazem essa cara.

Há quem faça coisas ainda mais estranhas. É o caso da “bispaSônia e seu marido, o “apóstolo” Estevam. Quando o Espírito Santo está presente, eles desandam a falar línguas estranhas. Mangabeira Unger perde feio. Não sei como se contiveram ontem. Estevam é essa cabeleira grisalha em primeiro plano; Sônia está à sua direita, a cabeleira castanha. Dilma é aquela com ar beato. A foto não deixa de ser um bom retrato do Brasil.

O casal da Renascer acaba de sair da cadeia nos Estados Unidos e já participa de uma solenidade ao lado de Lula e de sua candidata. Não sei se vocês estão lembrados: a dupla tentou entrar naquele país com dólares que não tinham sido declarados, escondidos na capa de uma Bíblia. O leitor cético dirá que estão todos entre iguais. Afinal, a “bispa” e o “apóstolo” apenas portavam “recursos não-contabilizados”. Ademais, em matéria de dólares ilegais, ninguém é páreo para o pagamento que a campanha de Lula fez a Duda Mendonça no exterior.

Ah, sim: o leitor logo pergunta: “Por que as aspas em ‘bispa’ e ‘apóstolo’?” Porque é como eles se autodenominam, entendem? A palavra “bispa” é uma licença quase poética, além de ser uma brutal licença religiosa. Um feminino aproximado para tal função seria “episcopisa”. Imaginem: “Episcopisa Sônia Hernandes”!!! Já o “apóstolo” é coisa realmente séria. Apóstolos, originalmente, eram 12. Missões divinas dadas a Paulo e Barnabé também permitem que os chamemos assim. Pronto! 14 ao todo! Até a chegada de Hernandez, o 15º elemento. Todos os apóstolos tiveram contato direto com Jesus — logo, supõe-se ser esse o caso do marido da “bispa”. Quatro coisas são privadas dos apóstolos:

- recebem missões diretamente de Jesus;
- podem pregar a todos os povos;
- são dotados de infalibilidade;
- sua jurisdição episcopal é universal; sua igreja é o mundo!

Alguns, nem todos, também operam milagres. Parece ser esse o caso de Hernandez. Que eu saiba, em nenhuma outra denominação neopentecostal alguém se colocou tão pertinho de Jesus Cristo.

A Justiça americana liberou o casal para voltar ao Brasil no dia 1º de agosto, 15 dias antes do prazo, par visitar o filho, Felippe Daniel Hernandes, conhecido pelos fiéis como Bispo Tid, internado na UTI em razão de complicações decorrentes de uma cirurgia para redução de estômago. Segundo o Hospital Oswaldo Cruz, ele teve complicações neurológicas de origem metabólica.

Sônia e Estevam, que sempre oraram pelo filho, prometeram orar por Dilma também.

PS - Vocês prometem fazer apenas comentários que nos abrirão as portas do Paraíso?

terça-feira, 18 de agosto de 2009

As duas caras de Lula da Silva

Fonte: MÍDIA SEM MÁSCARA
GRAÇA SALGUEIRO | 17 AGOSTO 2009
INTERNACIONAL - AMÉRICA LATINA


Enquanto recebe Uribe e diz que "a Colômbia é soberana para fazer em seu país aquilo que melhor lhes convenha", com relação aos acordos recém feitos com os Estado Unidos, pelas suas costas - e mais uma vez estabelecido no recente encontro do Grupo de Trabalho do Foro de São Paulo - exige explicações acerca da presença norte-americana nas bases militares da Colômbia. Lula vê nessa presença uma ameaça à soberania e segurança hemisférica, mas não diz nada dos acordos militares entre a Venezuela e a Rússia recém firmados (Chávez pode?), tampouco da entrega de lança-foguetes venezuelanos às FARC.


O recente artigo publicado em The Economist, cujo título é Do lado de quem o Brasil está?, (Cavaleiro do Templo: pode-se ler sobre aqui) a conceituada revista diz que "é hora de o presidente Lula da Silva defender a democracia em vez de abraçar os autocratas". Em boa hora alguém se faz a pergunta crucial, para desvelar de fato quem é e o que pretende o presidente brasileiro.

Em vários artigos procurei alertar aos que ainda se iludem com a fachada e os discursos apresentados por Lula mundo afora, que esse senhor não é nem jamais foi um democrata, tampouco está interessado em acabar com os conflitos regionais - entre Venezuela e Colômbia, Equador e Colômbia - porque ele é o cérebro de toda esta patifaria como cabeça do Foro de São Paulo.

Apesar de lançar a semente da dúvida sobre as reais intenções do presidente brasileiro, The Economist se equivoca em continuar acreditando no "torneiro" pobre que conquistou a presidência de um país continental, que tirou 13 milhões de pessoas da pobreza, ou que foi sua mediação na última cúpula do MERCOSUL que fez Chávez desistir de condenar a Colômbia pelo acordo militar com os Estados Unidos.

Bem, em primeiro lugar Lula não tirou da miséria 13 milhões de pessoas, senão que fez reféns de esmolas que ele chama de "bolsas" (de vários tipos) e que na verdade são simples e claramente compra de votos. É isso que reflete sua tão estrepitosa popularidade e que está causando a cultura do ócio entre os mais despossuídos. A mão-de-obra já começa a escassear, pois as pessoas preferem viver com a esmola governamental do que ter um trabalho digno, mesmo que seja modesto.

Um caso muito concreto disso ocorreu há pouco, no estado do Ceará. As indústrias têxteis necessitavam incrementar seus negócios e então recorreram ao governo para obter financiamento. O governo exigiu que se fizesse capacitação para as candidatas a costureiras no SENAC, desde que estas fossem beneficiárias o bolsa-família. Assim foi feito. Encerrado o curso e com o diploma na mão, as mulheres foram encaminhadas às indústrias para o processo de seleção mas nenhuma foi contratada. Qual o motivo disso? É o patrão capitalista que é mau com as operárias? Não, absolutamente. Nenhuma delas se dispôs a renunciar ao bolsa-família em troca de um emprego estável, preferindo trabalhar "por fora" o que, naturalmente, as indústrias não aceitaram. Isto pode ser conferido na edição do dia 14 de agosto passado no site do Gilberto Simões Pires, o Ponto Critico.com. Dinheiro dos contribuintes jogado na lixeira, indústrias sem pessoal capacitado e votos garantidos para o governo federal - Lula ou sua candidata, a terrorista Dilma Rousseff.

Do mesmo modo com relação à democracia e "moderação" de Lula. Desde que tomou posse em 2003, Lula não fez outra coisa que oferecer seu apoio a ditadores e a dilapidar a economia brasileira com governos da região, porém, claro, somente com os pertencentes ao Foro de São Paulo ou republiquetas africanas onde ele afirma que os brasileiros têm "dívidas históricas". O cocalero presidente boliviano pôs os tanques nas refinarias da Petrobras e Lula não disse nada, ao contrário, ainda deu razão a Morales. Foi à Venezuela e fez campanha para Chávez, com o descaramento de dizer aos venezuelanos que Chávez é o melhor presidente que a Venezuela já teve em mais de cem anos e que "nunca antes na história desse país se respirou tanta democracia", apesar de conhecer a perseguição aos opositores, aos jornalistas, aos estudantes e meios de comunicação. Há poucas semanas foi a vez do "pai da pátria" Fernando Lugo, e o Tratado de Itaipu. Mais uma vez o prejuízo vai ser pago pelos brasileiros, pois Lula cedeu aos caprichos de campanha de Lugo, apesar dos reclamos do ministro das Minas e Energia, Edson Lobão, e do presidente da Petrobras, Sérgio Gabrielli. Neste artigo é possível conhecer o que Lula disse a respeito a Lobão e Gabrielli, e também o linguajar chulo e grosseiro usado na discussão com seus auxiliares.

No caso da morte de Raúl Reyes Lula se colocou contra a Colômbia, pois seu camarada do Foro de São Paulo foi abatido pelas Forças de Uribe. Não lhe importou nem um pouco se Correa atentava contra a Colômbia mantendo um terrorista em território equatoriano. Nem uma mísera palavra de condenação a Correa, senão apoio incondicional pela "agressão" à soberania do Equador por parte de Uribe. Do mesmo modo com Honduras, Lula - junto ao Foro de São Paulo, a OEA, a ALBA e todos os comunistas do mundo - insiste em condenar o "golpe de Estado", inclusive recebeu o ditador de meia tigela Zelaya, com honras de chefe de Estado, como se os brasileiros apoiassem esse ex presidente foragido.

Enquanto recebe Uribe e diz que "a Colômbia é soberana para fazer em seu país aquilo que melhor lhes convenha", com relação aos acordos recém feitos com os Estado Unidos, pelas suas costas - e mais uma vez estabelecido no recente encontro do Grupo de Trabalho do Foro de São Paulo - exige explicações acerca da presença norte-americana nas bases militares da Colômbia. Lula vê nessa presença uma ameaça à soberania e segurança hemisférica, mas não diz nada dos acordos militares entre a Venezuela e a Rússia recém firmados (Chávez pode?), tampouco da entrega de lança-foguetes venezuelanos às FARC. Sobre isso Lula faz vista grossa e olha para o outro lado, como se fosse rotineiro e legal entre dois Estados, e não entre um Estado e um bando terrorista e narcotraficante.

Lula, Correa e Chávez, apoiados por Fidel, Morales e Ortega, repetem como papagaios de bordel que a presença norte-americana é uma "agressão" e uma "afronta" à estabilidade na região, porém na verdade eles temem é que com os sofisticados equipamentos se acabem descobrindo onde ou em que caverna se escondem os cabeças das FARC, ou que sejam postas a descoberto as rotas do tráfico em seus países que eles sabem da existência e calam cúmplices.

O The Economist termina sua nota dizendo que Lula deve "envergonhar Chávez traçando uma linha clara, pública e a favor da democracia", porém isso não é possível por dois motivos: primeiro, porque Lula e Chávez são as duas caras da mesma moeda (Cavaleiro do Templo: estratégia das tesouras**). Entretanto, como Lula é o cabeça do Foro de São Paulo não pode ser tão intransigente e se expor como Chávez, senão que necessita "parecer" moderado, conciliador e que joga bem em todas as frentes - sobretudo com o comunista Obama -, para poder continuar dirigindo e implantando o comunismo no continente sem que ninguém perceba. E segundo, porque ele não pode ser ao mesmo tempo comunista e democrata, e não vai largar mão de seu projeto comunista continental, pactuado com o zumbi Fidel Castro há 19 anos. Não agora, que seu sonho já é realidade, com quinze presidentes eleitos pelo Foro de São Paulo.


*Artigo escrito originalmente em espanhol, para o site "La Historia Paralela" da Argentina.

**...A articulação dos dois socialismos era chamada por Stalin de “estratégia das tesouras”: consiste em fazer com que a ala aparentemente inofensiva do movimento apareça como única alternativa à revolução marxista, ocupando o espaço da direita de modo que esta, picotada entre duas lâminas, acabe por desaparecer. A oposição tradicional de direita e esquerda é então substituída pela divisão interna da esquerda, de modo que a completa homogeneinização socialista da opinião pública é obtida sem nenhuma ruptura aparente da normalidade. A discussão da esquerda com a própria esquerda, sendo a única que resta, torna-se um simulacro verossímil da competição democrática e é exibida como prova de que tudo está na mais perfeita ordem...
Fonte: OLAVO DE CARVALHO em A MÃO DE STÁLIN ESTÁ SOBRE NÓS
http://www.olavodecarvalho.org/semana/08032002globo.htm

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Lula precisa defender democracia em nível internacional, diz ‘Economist’

Fonte: BBC Brasil
13 de agosto, 2009

Cavaleiro do Templo: em algumas poucas palavras? O mundo parece que quer começar a acordar do delírio coletivo que faz crer que meninos e meninas de origem pobre e/ou de cor de pele outra que não a branca são santos, beatos, que são tudo o que a humanidade precisa para "sair do buraco" existencial em que nos encontramos. A crise é espiritual como diz um amigo meu (dá-lhe mano velho, nunca me esqueci disto que disseste como conclusão de um de nossos papos) e acreditar que cor de pele e/ou origem social determinam o que quer que seja é prova disto.


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o venezuelano Hugo Chávez (AP, arquivo)

Para ''Economist'', Chávez pode criar nova 'Guerra Fria' na região

Um editorial na edição desta semana da revista britânicaThe Economist afirma que chegou o momento de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fazer uma opção clara pela defesa da democracia em nível internacional e “decidir quais são seus verdadeiros amigos” entre os líderes mundiais.

Segundo a publicação, a estabilização econômica, aliada à “cordialidade” e ao “instinto de conciliação” de Lula - “que faz com ele tenha amigos em todo lugar” -, fizeram do Brasil um país influente em nível internacional.

No entanto, esta influência, na opinião da publicação, não veio com o “peso da responsabilidade” que deveria acompanhá-la, o que faz com que Lula corra o risco de deixar um legado “decepcionante” e “ambíguo”.

"O Brasil precisa decidir o que realmente defende e quais são seus verdadeiros amigos, ou corre o risco de que outros façam esta escolha em seu lugar.”

Segundo a revista, o governo Lula tem mostrado uma “embaraçosa negligência com a democracia fora de suas fronteiras”.

Entre os exemplos desta postura, a publicação cita o “alinhamento do Brasil na ONU com países como China e Cuba para proteger regimes abusivos” e o fato de Lula ter comparado a crise que se seguiu às eleições presidenciais iranianas às reclamações da torcida de um time que perde uma partida de futebol.

Chávez

O editorial teve chamada de capa (no alto à dir.)

A revista também critica a postura adotada por Brasil em relação ao presidente da Venezuela, Hugo Chávez, que classifica como “um homem que ameaça começar uma nova Guerra Fria na região”, referindo-se às desavenças em relação ao possível acordo sobre o uso de bases militares colombianas pelos Estados Unidos.

“Só um paranoico pode conceber (o acordo) como uma ameaça à Venezuela e à Amazônia. Mesmo assim, o Brasil decidiu expressar preocupação com as bases, permanecendo em silêncio em relação às evidências de que membros do governo Chávez venderam armas às Farc”, diz a revista.

A Economist finaliza dizendo que o modo de Lula evitar uma “nova guerra fria” na região é “não confundindo democratas e autocratas”.

“(Lula) deve envergonhar Chávez fazendo uma defesa pública da democracia, o sistema que permitiu que um pobre torneiro mecânico subisse ao poder e mudasse o Brasil. Por que os outros países merecem menos?”, diz a publicação.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

"Conheci Reyes e Lula no Foro de São Paulo", diz Chávez

Já postei este vídeo mas quem ainda não viu vai ver agora Hugo Chávez criminalizando o Foro de São Paulo.

Neste vídeo, aos 3m17s, Hugo Chávez diz como conheceu Lula - atual presidente do Brasil - e Raul Reyes, segundo maior terrorista - narcoguerrilheiro e traficante das FARC, procurado e morto pelo excelente governo Uribe.

O grande encontro deu-se em 1995, em El Salvador, no "Foro de São Paulo", fundado por Luis Inácio Lula da Silva, atual presidente do Brasil, e Fidel Castro.

Recentemente, a revista Cambio publicou o "Dossiê Brasileño", onde é relatado parte do conteúdo encontrado no computador do narcoguerrilheiro morto. Neste conteúdo, há trocas de emails entre os acessores e pessoas de confiança diretamente ligados à Lula, dentro do palácio do Planalto.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Lincoln e Lula

Fonte: ETHEVALDO SIQUEIRA

por Gilberto Geraldo Garbi

A idéia de estabelecer paralelos entre o maior dos presidentes norte-americanos e nosso operário-presidente é tão antiga quanto o encerramento da contagem dos votos em outubro de 2002. Afinal, ambos foram homens do povo, pessoas de origem humilde que chegaram ao topo de seus respectivos países. Mas as semelhanças terminam aí, como é fácil mostrar...

A história de Lula todos conhecem: nascido em Garanhuns, Pernambuco, migrou de pau-de-arara para São Paulo, fez curso de torneiro no Senai, trabalhou algum tempo na Volkswagen de São Bernardo do Campo, tornou-se líder sindical, comandou greves, fundou um partido, perdeu três eleições presidenciais e, finalmente, na quarta, conseguiu eleger-se. Durante as três décadas que precederam sua chegada ao poder, dedicou-se exclusivamente à militância político-sindical, ostentando profundo desdém pela leitura e pelo estudo e declarando abertamente que não precisa ler porque aprende de ouvido. Também naquele período, fez amizades com ricos empresários, em especial os que fazem negócios com o Estado e ganham dinheiro por meio dos ideais que dizem abraçar. Conviveu intensamente com os chamados “intelectuais de esquerda”, aqueles que endeusam a miserável e cruel ditadura cubana, mas passam as férias em Paris. Nesses anos preparatórios, ele e seu grupo aprenderam a apreciar os prazeres que o luxo proporciona e nada representa melhor o quanto mudou o retirante-operário do que seu gesto de comemorar a vitória presidencial com a célebre garrafa de Romané Conti, de R$ 7.000,00.

No poder, caracterizou-se pela dissociação entre seus atos e palavras: renegou a essência do que pregara em campanha, manteve a política econômica do antecessor e, ao mesmo tempo em que dela colhia os frutos, vociferava contra a chamada “herança maldita”. Do Congresso comprou abertamente apoios através de cargos, privilégios, benesses e malas cheias de dinheiro. Da população inculta comprou votos através de bolsas-família, cotas raciais e outras medidas populistas. Estimulou a divisão entre pobres e ricos, entre o Sul e o Nordeste, entre empregados e patrões e entre as etnias que compõem o povo brasileiro. Aparelhou o Estado, inflando sua já inchada máquina, contratando 400 mil novos funcionários públicos federais e dando a eles aumentos bilionários, que sugam os recursos que faltam para os investimentos. Aumentou muito acima da inflação as despesas de custeio e, para sustentar sua estratégia de compra de apoios, elevou a carga tributária a 40% do PIB.

Não foi o inventor da corrupção brasileira, mas tornou-a endêmica e institucionalizou-a como instrumento de poder. Calou a imprensa por meio de verbas publicitárias ou de perseguições políticas e judiciais a órgãos e seus jornalistas e criou uma TV estatal povoada de esquerdistas para promover seu governo. Concedeu pensões e indenizações milionárias a esquerdistas supostamente vítimas de discutíveis perseguições políticas, muitos deles assassinos, assaltantes de banco, seqüestradores ou, simplesmente, companheiros a quem interessava privilegiar com dinheiro público. Permitiu que, todos os anos, bilhões de reais sejam desviados para ONGs controladas por grupos de esquerda ou, como no caso da ONG 13, de sua filha Lurian, simplesmente para enriquecer amigos e familiares.

Na política externa alinhou-se com o neocaudilhismo esquerdista da América Latina, inclusive com a narco-guerrilha colombiana das FARC, o que, aliás, era esperável de quem, ainda como eterno candidato, batera às portas do Carandiru para exigir de FHC a libertação dos seqüestradores de Abílio Diniz. Sempre que ele ou algum membro de seu grupo são apanhados cometendo delitos, mente com deslavado cinismo e vangloria-se de sua capacidade de ser uma “metamorfose ambulante”, falando a cada platéia aquilo que mais lhe convém. Como costuma acontecer com pessoas ignorantes bafejadas pelo sucesso, tornou-se presunçoso, arrogante e dono da verdade, manifestando-se a todo momento e sobre qualquer tema de forma verborrágica, vaidosa e autolaudatória. Suas freqüentes manifestações públicas são lastimáveis shows de vulgaridade e desrespeito à língua portuguesa.

Abraham Lincoln nasceu no dia 12 de fevereiro de 1809, em uma choupana feita de troncos de árvores, em um vilarejo perdido nos matos do Kentucky. Seu pai era um carpinteiro permanentemente assolado pela pobreza e sua mãe faleceu quando ele tinha 9 anos. Tendo o pai mudado várias vezes de cidade, freqüentou esporadicamente as péssimas escolas então existentes na região de fronteira e, somadas as semanas esparsas em que esteve em alguma sala de aula, não estudou formalmente por mais de um ano. Mas seu interesse em aprender levou-o a ler compulsivamente todos os livros que lhe caíam nas mãos e, assim, à luz de velas, em choupanas geladas nas noites de inverno, Lincoln estudava gramática, aritmética e os clássicos da língua inglesa. Ainda menino começou a trabalhar em atividades humildes como lenhador, balconista de armazém, responsável por uma serraria, ferroviário e agente de correio. Mas já nessa fase da juventude passou a distinguir-se pela capacidade de contar histórias, pela força de seu caráter, pela honestidade, pelo senso de justiça e pela sinceridade. O apego à verdade valeu-lhe o apelido pelo qual até hoje é lembrado: “Honest Abe”. Ao longo de todos esses anos jamais parou de estudar por conta própria, interessando-se em especial pelo Direito e pelas leis do país. Pela força exclusiva de sua reputação, inteligência e facilidade de argumentação, foi eleito deputado estadual em 1834. Em 1836, sem jamais ter feito um curso universitário, foi aprovado nos exames para o exercício da profissão de advogado, carreira na qual permaneceu até que a política o afastou dela.

De 1847 a 1849 ocupou uma cadeira no Congresso e ali ousou obedecer a sua consciência, manifestando-se contra a guerra de conquista que os EUA travavam contra o México. Mesmo perdendo popularidade em casa, ele jamais deixou de defender o que lhe parecia justo, tomando partido claro no tema que dividia a América de então – a escravidão, considerada por ele um mal e uma injustiça. Em 1856 concorreu ao senado e, na campanha, fez célebres discursos em que conclamava os americanos à união, alertando-os sobre as tragédias que adviriam dos embates pró e contra a escravidão. Embora não tenha sido eleito, a célebre frase que proferiu em Springfield ainda ecoa nos ouvidos americanos: “Uma casa dividida contra si mesma não consegue manter-se em pé”. Em 1860, por uma conjunção de fatores altamente improváveis, veio a ser indicado candidato a Presidente na convenção do Partido Republicano. Elegeu-se sem obter a maioria dos votos populares e sua posição anti-escravatura fez com que, no dia de sua posse, 7 Estados do Sul se declarassem fora da União. Lincoln condenou essa separação, prometeu fazer tudo a seu alcance para trazê-los de volta, mas afirmou que não usaria a força. O primeiro tiro partiu do Sul e Lincoln agiu com firmeza, determinado a manter a União a qualquer preço. Quem o conheceu de perto testemunhou a tristeza e dor que tomavam conta de seu coração enquanto soldados americanos dos dois lados tombavam em uma das maiores guerras do século XIX. Após vencer a batalha de Gettysburg, em 1863, onde 40 mil soldados perderam a vida, ali proferiu um dos mais belos e célebres discursos de todos os tempos, declarando que no local repousavam eternamente aqueles que morreram para que “o governo do povo, pelo povo e para o povo jamais desapareça da face da terra”.

O final todos sabem: Lincoln venceu a guerra, a União foi preservada, a escravatura foi abolida, ele foi assassinado por um fanático sulista e os Estados Unidos tornaram-se o mais poderoso país do mundo. Seu nome transformou-se em lenda e ele é o americano sobre quem mais se escreveu em todos os tempos. Episódios de sua vida, cartas e discursos são ensinados aos jovens nas escolas, como exemplos de humildade, honestidade, sabedoria, bondade e maestria no uso da língua inglesa. Ao reeleger-se, um ano antes do final da guerra, modestamente declarou que isso se dera porque o povo “preferira não trocar a parelha de cavalos enquanto a carroça ainda atravessava o rio”. Em seu segundo discurso de posse, diante da derrota iminente do Sul, Lincoln prometeu agir “sem malícia e com caridade para com todos”. Embora apiedado dos miseráveis, declarou que “não ajudarás os pobres combatendo os ricos”. Em meio às estafantes tarefas na Casa Branca durante a condução da guerra, ao saber de uma mãe que havia perdido 5 filhos em batalha, encontrou tempo para escrever-lhe de próprio punho uma carta que se imortalizou pela sensibilidade, concisão, estilo e perfeição no emprego do inglês:

“Prezada senhora Bixby

Foi-me mostrada nos arquivos do Departamento de Guerra uma declaração do General de Massachusetts de que a senhora é mãe de 5 filhos que morreram gloriosamente em campo de batalha. Eu sei o quanto devem ser fracas e infrutíferas quaisquer palavras minhas que tentem aliviar seu sofrimento por uma perda tão esmagadora. Mas eu não posso conter-me ao encaminhar-lhe a consolação que pode ser encontrada nos agradecimentos da República por cuja salvação eles morreram. Eu rezo para que o Pai Celestial possa aplacar a angústia de seu sofrimento e deixá-la apenas com as memórias queridas dos amados perdidos e o solene orgulho que deve ser o seu por haver depositado no altar da liberdade um sacrifício tão custoso.
Sincera e respeitosamente, A. Lincoln”.

Certa vez, após ouvir um presunçoso falastrão discorrer longamente sobre banalidades, disse: “De todas as pessoas que conheço, ele é capaz de comprimir a maior quantidade de palavras dentro da idéia mais insignificante”.

Quando lhe pediam sinecuras ou empregos públicos, costumava contar aquela que veio a ser conhecida como Lincoln’s Fable (A fábula de Lincoln): “Um rei decidiu sair para caçar, após ouvir de seus conselheiros que faria bom tempo. No caminho, o rei encontrou, montado em seu burrinho, um velho que o alertou sobre uma chuva próxima. Confiando em seus conselheiros, o rei seguiu em frente, mas a chuva realmente veio. Mandando questionar o ancião sobre como conseguira prever a chuva e seus conselheiros não, ouviu dele que quando as orelhas de seu burrinho ficavam em determinada posição era chuva na certa. Diante disso, o rei demitiu os conselheiros e colocou o burro em seu lugar. ‘Isso’, finalizava Lincoln, ‘foi um precedente terrível porque, a partir de então, qualquer burro acha que pode ser empregado público’ ” .

Ao morrer, Lincoln deixou um patrimônio material ínfimo e sua viúva padeceu bastante para manter a família com a pequena pensão que lhe era paga pelo governo.

Esse foi Lincoln, o estadista honrado, culto, generoso, afável, sincero, verdadeiro e honesto que os bajuladores oficiais querem equiparar a Lula, apesar das gritantes diferenças. Para tanto, a máquina publicitária do Planalto não pára de divulgar fotos, como a de Lula falando na Academia Brasileira de Letras (!?), diante de uma casa repleta de imortais boquiabertos, ou de nosso estadista-operário sendo homenageado pelo rei da Espanha, pelos relevantes serviços prestados à difusão da língua e da cultura espanhola.

Esse é o Brasil de sempre, tão bem caracterizado por Rui Barbosa em 1922, na Oração aos Moços:

“Haveis de conhecer, como eu conheço, países onde quanto menos* ciência se apurar, mais sábios florescem. ... Um homem (nessas terras de promissão) que nunca se mostrou lido ou sabido em coisa nenhuma, tido e havido é por corrente e moente no que quer que seja; ... e o povo subscreve a néscia atoarda. Financeiro, administrador, estadista, chefe de Estado, ou qualquer outro lugar de ingente situação e assustadoras responsabilidades, é ... fórmula viva a quaisquer dificuldades, chave de todos os enigmas. ... Ninguém vos saberá informar por quê. ... Não aprendeu nada, E SABE TUDO. LER, NÃO LEU. ESCREVER, NÃO ESCREVEU. RUMINAR, NÃO RUMINOU. PRODUZIR, NÃO PRODUZIU. É um improviso onisciente, o fenômeno de que poetava Dante: ‘In picciol tempo gran dottor se feo’ ”.

Podemos esperar, portanto, que em breve os livros didáticos passem a ensinar aos jovens os mais exemplares episódios da vida de Lula e que seus discursos sejam utilizados como paradigmas de produção e interpretação de textos. E, qual um Pedro I do século XXI, os livros de História se encarregarão de consagrar uma nova data de nossa Pátria: “O Dia do Sifu”.

* Ou seria “menas”?

A Caminho dos 99,9999995%

Fonte: BLOG DO LESSA
16/02/2009

Atribuído a GILBERTO GERALDO GARBI


Há poucos dias, a imprensa anunciou amplamente que, segundo as últimas pesquisas de opinião, Lula bateu de novo seus recordes anteriores de popularidade e chegou a 84% de avaliação positiva. É, realmente, algo “nunca antes visto nesse país” e eu fiquei me perguntando o que poderemos esperar das próximas consultas populares.

Lembro-me de que quando Lula chegou aos 70%, achei que ele jamais bateria Hitler, a quem, em seu auge, a cultíssima Alemanha chegara a conceder 82% de aprovação. Mas eu estava enganado: nosso operário-presidente já deixou para trás o psicopata de bigodinho e hoje só deve estar perdendo para Fidel Castro e para aquele tiranete caricato da Coréia do Norte, cujo nome jamais me interessei em guardar. Mas Lula tem uma vantagem sobre os dois ditadores: aqui as pesquisas refletem verdadeiramente o que o povo pensa, enquanto em Cuba e na Coréia do Norte as pesquisas de opinião lembram o que se dizia dos plebiscitos portugueses durante a ditadura lusitana: SIM, Salazar fica; NÃO, Salazar não sai; brancos e nulos sendo contados a favor do governo… (quem nunca ouviu falar em Salazar, por favor, pergunte a um parente com mais de 60).

Portanto, a popularidade de Lula ainda “tem espaço” para crescer, para empregar essa expressão surrada e pedante, mas adorada pelos economistas. E faltam apenas cerca de 16% para que Lula possa, com suas habituais presunção e imodéstia, anunciar ao mundo que obteve a unanimidade dos brasileiros em torno de seu nome, superando até Jesus Cristo ou outras celebridades menores que jamais conseguiram livrar-se de alguma oposição…

Sim, faltam apenas 16% mas eu tenho uma péssima notícia a dar a seu hipertrofiado ego: pode tirar o cavalinho da chuva, cumpanhero, porque de 99,9999995% você não passa.

Como você não é muito chegado a aritmética, exceto nos cálculos rudimentares dos percentuais sobre os orçamentos dos ministérios que você entrega aos partidos que constituem sua base de sustentação no Congresso, explico melhor: o Brasil tem 200.000.000 de habitantes, um dos quais sou eu. Represento, portanto, 1 em 200.000.000, ou seja, 0,0000005% enquanto os demais brasileiros totalizam os restantes 0,9999995%. Esses, talvez, você possa conquistar, em todo ou em parte. Mas meus humildes 0,0000005% você jamais terá, porque não há força neste ou em outros mundos, nem todo o dinheiro com que você tem comprado votos e apoios nos aterros sanitários da política brasileira, não há, repito, força capaz de mudar minha convicção de que você foi o pior dentre todos os presidentes que tive a infelicidade de ver comandando o Brasil em meus 65 anos de vida.

E minha convicção fundamenta-se em um fato simples: desde minha adolescência, quando comecei a me dar conta das desgraças brasileiras e a identificar suas causas, convenci-me de que na raiz de tudo está a mentalidade dominante no Brasil, essa mentalidade dos que valorizam a esperteza e o sucesso a qualquer custo; dos que detestam o trabalho e o estudo; dos que buscam o acesso ao patrimônio público para proveito pessoal; dos que almejam os cabides de emprego, as sinecuras e os cargos fantasmas; dos que criam infindáveis dinastias nepotistas nos órgãos públicos; dos que desprezam a justiça desde que a injustiça lhes seja vantajosa; dos que só reclamam dos privilégios por não estar incluídos entre os privilegiados; dos que enriquecem através dos negócios sujos com o Estado; dos que vendem seus votos por uma camiseta, um sanduíche ou, como agora, uma bolsa família; dos que são de tal forma ignorantes e alienados que se deixam iludir pelas prostitutas da política e beijam-lhes as mãos por receber de volta algumas migalhas do muito que lhes vem sendo roubado desde as origens dos tempos; dos que são incapazes de discernir, comover-se e indignar-se diante de infâmias.

Antes e depois de mim, muitos outros brasileiros, incomparavelmente melhores e mais lúcidos, chegaram à mesma conclusão e, embora sejamos minoria, sinto-me feliz e honrado por estar ao lado de Rui Barbosa. Já ouviu falar nele? Como você nunca lê, eu quase iria sugerir-lhe que pedisse a algum de seus incontáveis assessores que lhe falasse alguma coisa sobre a Oração aos Moços… Mas, esqueça… Se você souber o que ele, em 1922, disse de políticos como você e dos que fazem parte de sua base de sustentação, terá azia até o final da vida.

Pense a maioria o que quiser, diga a maioria o que disser, não mudarei minha convicção de que este País só deixará de ser o que é – uma terra onde as riquezas produzidas pelo suor da parte honesta e trabalhadora é saqueada pelos parasitas do Estado e pelos ladrões privados eternamente impunes – quando a mentalidade da população e de seus representantes for profundamente mudada. Mudada pela educação, pela perseverança, pela punição aos maus, pela recompensa aos bons, pelo exemplo dos governantes. E você Lula, teve uma oportunidade única de dar início à mudança dessa mentalidade, embalado que estava com uma vitória popular que poderia fazer com que o Congresso se curvasse diante de sua autoridade moral, se você a tivesse. Você teve a oportunidade de tornar-se nossa tão esperada âncora moral, esta sim, nunca antes vista nesse País. Mas não, você preferiu o caminho mais fácil e batido das práticas populistas e coronelistas de sempre, da compra de tudo e de todos. Infelizmente para o Brasil, mas felizmente para os objetivos pessoais seus e de seu grupo, você estava certo: para que se esforçar, escorado apenas em princípios de decência, se muito mais rápido e eficiente é comprar o que for necessário, nessa terra onde quase tudo está à venda?

Eu não o considero inteligente, no nobre sentido da palavra, porque uma pessoa verdadeiramente inteligente, depois de chegar onde você chegou, partindo de onde você partiu, não chafurdaria nesse lamaçal em que você e sua malta alegremente surfam, nem se entregaria a seu permanente êxtase de vaidade e autoidolatria. Mas reconheço em você uma esperteza excepcional: nunca antes nesse País um presidente explorou tão bem, em proveito próprio e de seu bando, as piores qualidades da massa brasileira e de seus representantes. Esse é seu legado maior, e de longa duração: o de haver escancarado a lúgubre realidade de que o Brasil continua o mesmo que Darwin encontrou quando passou por essas plagas em 1832 e anotou em seu diário: “Aqui todos são subornáveis”. Você destruiu as ilusões de quem achava que havíamos evoluído em nossa mentalidade e matou as esperanças dos que ainda acreditavam poder ver um Brasil decente antes de morrer.

Você não inventou a corrupção brasileira, mas fez dela um maquiavélico instrumento de poder, tornando-a generalizada e fazendo-a permear até os últimos níveis da Administração. O Brasil, sob você, vive um quadro que em medicina se chamaria de septicemia corruptiva. Peça ao Marco Aurélio para lhe explicar o que é isso. Você é o sonho de consumo da banda podre desse País, o exemplo que os funcionários corruptos do Brasil sempre esperaram para poder dar, sem temores, plena vazão a seus instintos.

Você faz da mentira e da demagogia seu principal veículo de comunicação com a massa. A propósito, o que é que você sente, todos os dias, ao olhar-se no espelho e lembrar-se do que diz nos palanques? Você sente orgulho em subestimar a inteligência da maioria e ver que vale a pena?

Você mentiu quando disse haver recebido como herança maldita a política econômica de seu antecessor, a mesma política que você manteve integralmente e que fez a economia brasileira prosperar. Você mentiu ao dizer que não sabia do Mensalão, mentiu quando disse que seu filho enriqueceu através do trabalho, mentiu sobre os milhões que a Ong 13, de sua filha, recebeu sem prestar contas, mentiu ao afastar Dirceu, Palocci, Gushiken e outros cumpanheros pegos em flagrante, mente quando, para cada platéia, fala coisas diferentes, escolhidas sob medida para agradá-las, mentiu, mente e mentirá em qualquer situação que lhe convenha.

Por falar em Ongs, você comprou a esquerda festiva, aquela que odeia o trabalho e vive do trabalho de outros, dando-lhe bilhões de reais através de Ongs que nada fazem, a não ser refestelar-se em dinheiro público, viajar, acampar, discursar contra os exploradores do povo e desperdiçar os recursos que tanta falta fazem aos hospitais.

Você não moveu uma palha, em seis anos de presidência, para modificar as leis odiosas que protegem criminosos de todos os tipos neste País sedento de Justiça e encharcado pelas lágrimas dos familiares de tantas vítimas. Jamais sua base no Congresso preocupou-se em fechar ao menos as mais gritantes brechas legais pelas quais os criminosos endinheirados conseguem sempre permanecer impunes, rindo-se de todos nós. Ao contrário, o Supremo, onde você tem grande influência, por haver indicado um bom número de Ministros, acaba de julgar que mesmo os condenados em segunda instância podem permanecer em liberdade, até que todas as apelações, recursos e embargos sejam julgados, o que, no Brasil, leva décadas. Isso significa, em poucas palavras, que os criminosos com dinheiro suficiente para pagar os famosos e caros criminalistas brasileiros podem dormir sossegados, porque jamais irão para a cadeia. Estivesse o Supremo julgando algo que interessasse a seu grupo ou a suas inclinações ideológicas, certamente você teria se empenhado de corpo e alma.

Aliás, Lula, você nunca teve ideais, apenas ambições. Você jamais foi inspirado por qualquer anseio de Justiça. Todas as suas ações, ao longo da vida, foram motivadas por rancores, invejas, sede pessoal de poder e irrefreável necessidade de ser adorado e ter seu ego adulado. Seu desprezo por aquilo que as pessoas honradas consideram Justiça manifesta-se o tempo todo: quando você celeremente despachou para Cuba alguns pobres desertores que aqui buscavam a liberdade; quando você deu asilo a assassinos terroristas da esquerda radical; quando você se aliou à escória do Congresso, aquela mesma contra quem você vociferava no passado; quando concedeu aumentos nababescos a categorias de funcionários públicos já regiamente pagos, às custas dos impostos arrancados do couro de quem trabalha arduamente e ganha pouco; quando você aumentou abusivamente as despesas de custeio, sabendo que pouquíssimo da arrecadação sobraria para os investimentos de que tanto carece a população; quando você despreza o mérito e privilegia o compadrio e o populismo; e vai por aí… Justiça, ora a Justiça, é o que você pensa…

Você tem dividido a nação, jogando regiões contra regiões, classes contra classes e raças contra raças, para tirar proveito das desavenças que fomenta. Aliás, se você estivesse realmente interessado, como deveria, em dar aos pobres, negros e outros excluídos as mesmas oportunidades que têm os filhos dos ricos, teria se empenhado a fundo na melhoria da saúde e do ensino públicos. Mas você, no íntimo, despreza o ensino, a educação e a cultura, porque conseguiu tudo o que queria, mesmo sendo inculto e vulgar. Além disso, melhorar a educação toma um tempo enorme e dá muito trabalho, não é mesmo? E se há coisa que você e o Partido dos Trabalhadores definitivamente detestam é o trabalho: então, muito mais fácil é o atalho das cotas, mesmo que elas criem hostilidades entres as cores, que seus critérios sejam burlados o tempo todo e que filhos de negros milionários possam valer-se delas.

A Imprensa faz-lhe pouca oposição porque você a calou, manipulando as verbas publicitárias, pressionando-a economicamente e perseguindo jornalistas. O que houve entre o BNDES e as redes de televisão? O que você mandou fazer a Arnaldo Jabor, a Boris Casoy, a Salete Lemos? Essa técnica de comprar ou perseguir é muito eficaz. Pablo Escobar usou-a com muito sucesso na Colômbia, quando dava a seus eventuais opositores as opções: “O plata, o plomo”. Peça ao Marco Aurélio para traduzir. Ele fala bem o espanhol.

Você pode desdenhar de tudo aquilo que aqui foi dito, como desdenha de todos que não o bajulem. Afinal, se você não é o maior estadista do planeta, se seu governo não é maravilhoso, como explicar tamanha popularidade? É fácil: políticos, sindicatos, imprensa, ONGs, movimentos sociais, funcionários públicos, miseráveis, você comprou com dinheiro, bolsas, cotas, cargos e medidas demagógicas. Muita gente que trabalha, mas desconhece o que se passa nas entranhas de seu governo, satisfez-se com o pouco mais de dinheiro que passou a ganhar, em consequência do modesto crescimento econômico que foi plantado anteriormente, mas que caiu em seu colo. Tudo, então, pode se resumir ao dinheiro e grande parte da população parece estar disposta a ignorar os princípios da honradez e da honestidade e a relevar as mentiras, a corrupção, os desperdícios, os abusos e as injustiças que marcam seu governo em troca do prato de lentilhas da melhoria econômica.

É este, em síntese, o triste retrato do Brasil de hoje… E, como se diz na França, “l’argent n’est tout que dans les siècles où les hommes ne sont rien”. Você não entendeu, não é mesmo? Então pergunte à Marta. Ela adora Paris e há um bom tempo estamos sustentando seu gigolô franco-argentino…

quarta-feira, 4 de março de 2009

Lula faz política de esquerda com a mão direita

DIÁRIO DO COMÉRCIO
por Olavo de Carvalho - 3/3/2009 - 22h05

O presidente da República nem pode amarrar as mãos assassinas de seus companheiros de ontem, nem tapar a boca do magistrado inconveniente, cansado de ver a lei usada como anestésico do crime.

Quando o sr. Luiz Inácio da Silva aceitou ser o chefe de um governo de transição para o socialismo, teria ele plena consciência do que isso significa? Governos de transição revolucionária são como preservativos: começam encobrindo a arma do crime e terminam jogados na privadaLula representou a face sorridente e amável sob a qual a esquerda ocultava a pesada máquina de guerra das militâncias enfurecidas, das tropas de guerrilheiros, das quadrilhas de narcotraficantes e seqüestradores, dos bandos de delinquentes comuns adestrados e equipados por técnicos em terrorismo para espalhar o caos nos momentos estrategicamente convenientes.

Durante anos, ele administrou com habilidade e prudência uma complexa política de mão dupla, agradando aos capitalistas pelo gerenciamento “ortodoxo” da economia, e aos comunistas pela subversão sistemática dos valores morais e educacionais, pela distribuição perdulária de verbas até mesmo a entidades criminosas, pela proteção dada a terroristas estrangeiros em atividade no território nacional e pelo apoio paternal concedido aos tiranetes de esquerda que, nas nações em torno, iam brotando como fungos, fortalecidos pela unidade da estratégia continental do Foro de São Paulo que ele próprio fundara e organizara. Que, jogando com dois grupos de aliados incompatíveis entre si, prometesse simultaneamente a vitória aos antigos e a prosperidade aos novos, logrando persuadir a ambos de sua integral sinceridade, é prova de uma duplicidade de caráter elevada ao estatuto de obra de arte, pela qual, abstraída a imoralidade intrínseca da coisa, ninguém deve lhe sonegar admiração. Ora acirrando as contradições, ora amortecendo-as com um senso agudíssimo do timing e das conveniências, sua destreza no manejo da ambigüidade chegou ao requinte quase inverossímil de atrair sobre sua pessoa galardões contraditórios, fazendo com que, na mesma semana, fosse homenageado no Fórum Econômico de Davos por sua conversão ao capitalismo e no Fórum Social Mundial por sua fidelidade ao comunismo.

Mas é da natureza do jogo duplo acabar por duplicar-se a si mesmo, articulando à oposição entre os pólos em jogo a duplicidade de ritmos necessária a administrá-los. O governante de transição quer, afinal, chegar à meta, apressando sua própria remoção ao depósito de lixo do passado, ou adiá-la indefinidamente, eternizando a promessa de mudança radical e arriscando-se a ser odiado por seus antigos admiradores como aborteiro da revolução? Nesse ponto, o controle do tempo, que no começo era a arma do sucesso, torna-se ele próprio um problema insolúvel.

As forças opostas que o próprio governo pôs em movimento já não obedecem ao seu comando: a organização militante, acostumada a roubar sob a proteção estatal, reivindica o direito à prática do homicídio político; o Poder Judiciário longamente aplacado pelas homenagens verbais à sua independência começa a agir como se de fato fosse independente. O presidente da República nem pode amarrar as mãos assassinas de seus companheiros de ontem, nem tapar a boca do magistrado inconveniente, cansado de ver a lei usada como anestésico do crime.

Os otimistas de sempre podem achar que é uma crise passageira, que o gênio da conciliação, tradição nacional da qual o presidente tem sabido se aproveitar tão bem, acabará por encontrar um subterfúgio inteligente e adiar, uma vez mais, o desenlace do insolúvel.

Talvez tenham razão. O tamanho do território, a consistência tênue e esparramada da sociedade civil, a incultura geral que predispõe à resignação apalermada foram até agora os fatores que permitiram ao sr. Lula prolongar no tempo, sem crises nem danos notáveis, a sua querida engenharia da procrastinação. Mas a recusa de decidir é ela própria uma decisão e, tomada repetidas vezes, acaba por se consolidar num “estado de coisas” aparentemente imutável, atraindo contra si as mesmas forças de mudança que, no início do processo, aceitaram a conciliação porque esperavam que fosse provisória.

Dizem que o ídolo e modelo do sr. Lula é Getúlio Vargas. Este era, de fato, um artista da indecisão, tática que consagrou no lema “Deixa como está para ver como é que fica”. Também é certo que por meio desse artifício logrou articular os incompatíveis e, como disse dele o filósofo José Ortega y Gasset, “fazer política de direita com a mão esquerda”. Mas quando sua mão direita se moveu, foi para empunhar o revólver com que desferiu um balaço contra o próprio peito. Lula, ao inverso dele, faz política de esquerda com a mão direita. Corre o risco de enforcar-se com a mão esquerda.

Olavo de Carvalho é ensaísta, jornalista e professor de Filosofia

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

84% e tem medo de vaia? Bela reflexão!!!

POR E-MAIL (sic)

Pera aí... Pera aí... Deixe ver se eu entendo isso (leia abaixo o extrato do Estadão):
 
O "prizidenti" alardeia que tem 84% de aprovação em pesquisas de opinião (se algum dos leitores tiver sido abordado por esses tais institutos de pesquisas, que levante a mão, para ganhar um doce).
 
O "prizidenti" vai ao sambódromo, mas toma o cuidado de ordenar a que ninguém anuncie a sua chegada. Também só entra, depois que a primeira escola (Império Serrano) já estiver desfilando.
 
O "prizidenti" é convidado para ser o padrinho de casamento do Neguinho da Beija-Flor, que inventou de casar-se no dia do desfile, em pleno sambódromo; mas o "prizidenti", estranhamente, declina do convite.
 
Agora, marque a opção (ou as opções) que melhor explica tudo isso:
 
( ) - A) — Lula detesta aplausos e honrarias. Por isso, pediu para não ser anunciado no sistema de som, entrou depois de iniciado o desfile e recusou o convite do Neguinho.
 
( ) - B) — Lula detesta a escola de samba Império Serrano. Por isso, só entrou quando a escola já estava desfilando.
 
( ) - C) — Lula não acredita no resultado de 84% de aprovação, apontado pelas tais pesquisas. Por isso, com medo de ver repetidas no sambódromo as vaias que recebeu na abertura dos Jogos Pan-americanos, só entrou no camarote quando a primeira escola já desfilava. Aí, as vaias seriam sufocadas pela batucada da bateria.
 
( ) - D) — Os institutos de pesquisas, que, esquisitamente, não fazem as suas pesquisas via Internet, preferindo colocar os seus agentes (que ninguém vê) em peregrinações pelas ruas, não fazem pesquisa alguma  e nem precisam fazer, porque há grupos endinheirados pagando fortunas por resultados falsos. "Nunca antes neste país" os banco ganharam tanto, como estão a ganhar no governo da petralha.
 
( ) - E) — Lula não tem nada a ver com tudo isso, porque é apenas um boneco que cumpre as ordens da quadrilha lulo-petista.
 
Agora, leia abaixo a notícia do Estadão.
 
AC

Para evitar vaias, Lula usa discrição

Para ler na fonte (Estadão):

http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20090223/not_imp328645,0.php


Ele não foi anunciado no Sambódromo.


O presidente Lula e a primeira-dama, Marisa Letícia, assistiram na noite de ontem ao primeiro dia de desfiles das escolas de samba do Rio. Para evitar as vaias, como ocorreu na abertura dos Jogos Pan-americanos, em 2007, Lula chegou de forma discreta ao Sambódromo. O nome dele não foi anunciado pelo locutor oficial do desfile.

A assessoria do presidente também teve o cuidado de esperar que a Império Serrano, primeira escola a desfilar, já estivesse na avenida e sob aplausos do público.

Com chapéu panamá e roupa clara, Lula ficou em uma janela do camarote do governador Sérgio Cabral, sempre ao lado de Marisa, que vestia uma blusa azul e branco, nas cores da Beija-Flor, escola que tem a simpatia do casal. Às 23h30, Marisa desceu para a pista.

Diferentemente do ano passado, o camarote tinha poucos convidados e foi dividido em duas partes. Na área onde estava o presidente tiveram acesso, além do governador e da mulher, o jornalista Sérgio Cabral, pai, Zeca do PT, parentes de Lula e o vice-governador do Rio, Luiz Fernando Pesão. Na outra ala, uma espécie de segunda classe, estavam a ex-governadora do Rio Benedita da Silva, o governador do Paraná, Roberto Requião, e a empresária Lili Marinho. Lula e Marisa chegaram às 21h30.

Assessores temiam que a imagem de Lula fosse associada aos dirigentes da Beija-Flor. O patrono da escola, Anísio Abrahão David, foi preso quatro vezes pela PF - a última no ano passado. Nas conversas com os auxiliares, porém, Lula avaliou que a presença no Rio não tinha riscos diante das últimas pesquisas de opinião que mostram aumento de sua popularidade.

Lula decidiu assistir ao desfile a convite do puxador Neguinho da Beija-Flor. Ele chegou a ser convidado a participar do casamento do sambista, no Sambódromo, mas até a meia-noite não estava acertado se ele participaria. 

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Um artigo, um e-mail e uma observação que mostram quem é "nóçu xéfi" enquanto ser humano e saúde mental...

Esta semana encontrei duas pessoas falando sobre "nóçu xéfi" e pesquei uma parte de um artigo do Olavo de Carvalho relacionado (ao meu ver, claro) com o que estes amigos falaram. As análises batem com a imensa pesquisa que o mesmo Olavo de Carvalho vem desenvolvendo e que vai resultar em um livro (que espero para breve). 

Como se pode notar, desde muito cedo "nóçu xéfi" foi um exemplo de sensibilidade ao infortúnio do próximo, atuando sempre com esta calorosa solidariedade humana que o distingue como um amoroso e meigo Pai dos Pobres.

Vejam o artigo, o e-mail e a observação:


. ARTIGO

MOVIMENTO DA ORDEM VIGÍLIA CONTRA CORRUPÇÃO

 PAU QUE NASCE TORTO

Não tenho por hábito assistir a TV Cultura porque infelizmente, a dose de petismo dessa emissora vai além do que ando disposto a tolerar.

Ontem à noite, no entanto, passando pelos canais, vi a locação de uma cena do filme do Lula que me chamou a atenção, e me fez parar com o controle. Era no programa Metrópolis.

A locação mostrou o Lula-adolescente durante uma enchente na Vila Anchieta, bairro em que ele morava. Para poderem rodar essa cena, a produção teve que fabricar o cenário nos estúdios Vera Cruz em São Bernardo, e depois montá-lo dentro de um lago artificial onde a tomada foi feita.

A cena mostra como o Lula enfrentou essa inundação. Enquanto seus vizinhos lutavam para carregar nas costas o pouco que tinham (fogões, geladeiras, colchões etc.), tentando salvar os móveis do nível da água, na altura do peito, o já imprestável Luis Inácio da Silva (de 15 anos) aparece nadando dentro de uma bóia (câmara de pneu de caminhão), dando braçadas, fazendo peripécias dentre os escombros, atrapalhando e, principalmente, não ajudando ninguém a salvar nada.

Certa vez, Lula comentou (em um comício) que ele aproveitava quando tinha enchente em seu bairro para faturar um troco em cima dos negão (ele usou exatamente esta expressão), para contar que estendia tábuas nos pontos mais alagados, e que cobrava pedágio dos “negão” para usarem sua ponte improvisada.

Essa atitude bem que poderia ser vista como uma simples “iniciativa empreendedora” do jovem Luis Inácio, não fosse o nosso convívio com o presidente Lula da Silva, cuja política se vale da miséria e da tragédia para engambelar os pobres, que desde sempre foram seu meio de vida.

O diretor Fábio Barreto comentou no programa que a idéia inicial era fazer apenas um “documentário de ficção” sobre a vida de Lula, mas que o livro de Denise Paraná (a jornalista-assessora-biografa do presidente) era tão rico, tão cheio de dramaturgia, tão forte, que a coisa acabou evoluindo para um filme. Uma bagatela de R$ 16 milhões, a ser paga pelos impostos que deixam de ser recolhidos da TV Aberta, para retratar o “humor, a alegria e a solidariedade do brasileiro”, mesmo diante das tragédias.

Lula sempre foi o que foi, e nunca passou disso: de um grandissíssimo "FIDU".....

Se quiser ver essa tomada da filmagem, clique aqui. Por Gaúcho/Gabriela


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Do blog de Reinaldo Azevedo ( http://veja.abril.com.br/blogs/reinaldo/ ) comentando discurso lulesco no Encontro Nacional dos Novos Prefeitos e Prefeitas, em Brasília.

Reinaldo lembra dois discursos do desdedado: um em 2002 em que demoniza Sarney & Família, outro em 2006 em que os santifica. E reconhece:

-- "E parece impressionantemente sincero nas duas vezes!"
 
Na seqüência, lembra que "Lula é um adversário perigoso... porque sabe atacar bem abaixo da linha da verdade. E o faz com aquele misto de aparente indignação e pia sinceridade."

Como exemplo, cita Sua Excelência espumando ira santa e inefável integridade:
 
"-- São Paulo, o estado mais rico na nação, tem 10% dos analfabetos do país!"  Subido horror!
 
Considerando os atuais 190 milhões de brazucas - dos quais, segundo a impoluta Sensus, 160 milhões babam de alegria com Lula presidente - segue-se que 19 dos 22 milhões de paulistas são analfas. A coisa é ainda mais grave, maior o crime de Serra, se lembramos que boa porção destes 22 milhões estão fora do cômputo, enquanto pibes de 0 a 6 anos.

No post seguinte, Reinaldo retrata Lula falando da imprensa, esta que aparelhada pela esquerdopatia - como só ignorado por cretinos esféricos - foi a mais eficaz influência e a maior responsável pela duas eleições do cafetãozinho-de-porta-fábrica:

"( Ao ler os jornais hoje ) fiquei triste porque estão abusando de minha inteligência porque ainda tem gente que pensa que o povo é marionete." E continua:

"Nunca fui eleito porque a imprensa me ajudou. Fui eleito porque gastei gota de suor para enfrentar o ódio dos de cima contra os de baixo. Eu posso perder minha postura, mas não perco meu caráter e minha vergonha!"
 
Com certeza! Ninguém perde o que jamais teve...

Mas, o que importa aqui é sublinhar umas quantas características abundantemente manifestadas, não só pelo canalhinha presidente, como igualmente por todos seus conhecidos sequazes:
 
a mentira óbvia, descarada e contumaz e a convincente sinceridade com que o faz.
 
O que me remete à memória de um gênio da Psicologia abrindo seu espanto ante traço típico da personalidade psicopática:
 
"-- É fantástica a capacidade que têm de persuadir a outrem de sua honestidade. Conseguem nos convencer - e isto é experiência pessoal - de que não fizeram aquilo que acabamos de vê-los fazer...!
 
A 'Personalidade Psicopática' ou PP, é um fenômeno psíquico degenerativo, congênito. De etiologia ainda desconhecida e não redutível por qualquer terapia, são estruturas de personalidade em que predominam anômalas tendências à perversidade. Suas atitudes são ditadas apenas pelos instintos, não obstante refinadamente trabalhadas para o teatro da vida em sociedade. "Por isso, a despeito da máscara de indivíduo socialmente adequado, estes sujeitos são amorais, insensíveis, moralmente desadaptados e impulsivos."

Nos graus variados em que se manifesta a patologia, por sinal muito mais freqûente do que supõe o leigo, a literatura pertinente registra dois traços comuns:
 
1. INSENSIBILIDADE - desde crianças neles se constata desapego aos sentimentos e caráter dissimulado, encenando emoções convencionalmente esperadas para cada situação. Não manifesta inclinação apaixonada por nada e nunca padece por qualquer vínculo afetivo por alguém ou alguma coisa.
 
2. AMORALIDADE - são moralmente insensíveis, totalmente desprovidos desta faculdade comum ao humano e conhecida como Faculdade Moral que nos sensibiliza para o certo e o errado. Falta-lhes mesmo a mais mínima noção de ética. Não alcançam compreender sentimentos como lealdade, solidariedade, fraternidade, patriotismo, caridade, respeito, honestidade, honra, dever, abnegação, tolerância, perdão, resignação e outros tantos distintivos da humanidade que nos separa da crua animalidade.
Ao contrário, tais sociopatas desprezam-nos como estupidez e fragilidade, mas usam-nos com frieza cínica para manipular o entorno. ( "Gratidão é virtude dos cães." - Stálin )

Para mais, há literatura abundante nas bibliotecas de psicopatologia para os que se interessarem em aprofundamentos. O já exposto é mais que o suficiente para ilações impositivas.

Um tal perfil sociopata, preponderantemente balizado por instintos, é adequadamente chamado de 'A Fera' por evangelistas que profetizaram sua dominância no final dos tempos. A principal motivação de base pulsional é a sobrevivência, e seu condicionante, o poder.
Totalmente desprovidos de limites morais e éticos, e portanto insensíveis à culpa, são implacáveis caçadores de poder ( talvez isto lhe lembre a postura usual do comunista? ) e daí seu especial mote regente - Os fins justificam... tudo!

Será preciso lembrar que a compulsão por poder é, por sua natureza teomaníaca, insaciável? Que sua demencial pulsão pelo absoluto levará ao humanamente possível totalitarismo? Ou que, desprovidos de escrúpulos mínimos e providos de crença feroz - e demente - em sua invencibilidade, só serão parados por força maior?

Reificam o Outro; todos os seres humanos, incluindo seus parceiros mais próximos, são-lhes absolutamente nada mais  que 'coisas' a serem usadas enquanto necessários a seus fins - e daí o destino inevitável dos "idiotas úteis". ( O assassinato de um homem é uma tragédia; de milhões, mera estatística." - Stálin )

Por sua absoluta aversão e desprezo às regras de convívio e aos valores éticos que as geram - por eles entendidos como indevidos fatores limitantes à sua compulsão - compõem o perfil clássico do revolucionário. E compulsiva e estupidamente, como loucos que são, repetem Marx na destruição dos valores eternos que têm permitido ao longo da História, a sobrevivência da humanidade.

O horror exposto e triunfante no Planalto não é fenômeno exclusivamente local. Elevando o olhar por cima das fronteiras constatamos a multiplicidade de sociopatas imperantes por todo o planeta e, desde a eleição do B.Obama, também no lar dos bravos - que se imbecilizaram - e dos livres - que estão deixando de sê-lo.

Sob a égide da demência sociopata, entramos de cabeça nesta Grande Era dos Porcos.

E, finalmente, a pergunta TÃO difícil aos avestruzes verde-amarelos:
com'é que se param suinos loucos?

M.
 
P.S. - De loucura não redutível por qualquer terapia, lembre-se...
P.P.S. - Evidentemente, nada do acima exposto quanto às obviedades das sociopatias manifestas, é percebido pelas sábias sumidades dos Conselhos Federais ou Regionais de Psicologia, todas roseamente adictas...


. OBSERVAÇÃO

Do artigo A inversão revolucionária em ação de Olavo de Carvalho

Observações do dr. Sérieux (Les Folies raisonnantes, le délire d'interprétation): “Enquanto em geral as psicoses demenciais sistematizadas repousam sobre perturbações sensoriais predominantes e quase permanentes, todos os casos que aqui reunimos são, quase que exclusivamente, baseados em interpretações delirantes; as alucinações, sempre episódicas quando existem, não desempenham neles papel quase nenhum... A ‘interpretação delirante’ é um raciocínio falso que tem por ponto de partida uma sensação real, um fato exato, o qual, em virtude de associações de idéias ligadas às tendências, à afetividade, assume, com a ajuda de induções e deduções erradas, uma significação pessoal para o doente... A interpretação delirante distingue-se da alucinação e da ilusão, que são perturbações sensoriais. Difere também da idéia delirante, concepção imaginária, inventada ponto por ponto, não deduzida de um fato observado.” Difere ainda, segundo o autor, da mera interpretação falsa, isto é, do erro vulgar, por duas razões: (1) “O erro é, no mais das vezes, retificável; a interpretação delirante, incorrigível.” (2) “O erro permanece isolado, circunscrito; a interpretação delirante tende à difusão, à irradiação, ela se associa a idéias análogas e se organiza em sistema.”

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".