Prezado Mano:
Não demonstre medo diante de seus inimigos. Seja bravo e justo e Deus o amará. Diga sempre a verdade, mesmo que isso o leve à morte. Proteja os mais fracos e seja correto. Assim, você estará em paz com Deus e contigo.
sexta-feira, 17 de julho de 2009
Repassando - sobre as FFAA brasileiras
Prezado Mano:
sexta-feira, 3 de abril de 2009
A História oficial de 1964
Olavo de Carvalho
O Globo, 19 de janeiro de 1999
Se houve na história da América Latina um episódio sui generis, foi a Revolução de Março (ou, se quiserem, o golpe de abril) de 1964. Numa década em que guerrilhas e atentados espoucavam por toda parte, seqüestros e bombas eram parte do cotidiano e a ascensão do comunismo parecia irresistível, o maior esquema revolucionário já montado pela esquerda neste continente foi desmantelado da noite para o dia e sem qualquer derramamento de sangue.
O fato é tanto mais inusitado quando se considera que os comunistas estavam fortemente encravados na administração federal, que o presidente da República apoiava ostensivamente a rebelião esquerdista no Exército e que em janeiro daquele ano Luís Carlos Prestes, após relatar à alta liderança soviética o estado de coisas no Brasil, voltara de Moscou com autorização para desencadear – por fim! – a guerra civil no campo. Mais ainda, a extrema direita civil, chefiada pelos governadores Adhemar de Barros, de São Paulo, e Carlos Lacerda, da Guanabara, tinha montado um imenso esquema paramilitar mais ou menos clandestino, que totalizava não menos de 30 mil homens armados de helicópteros, bazucas e metralhadoras e dispostos a opor à ousadia comunista uma reação violenta. Tudo estava, enfim, preparado para um formidável banho de sangue.
Na noite de 31 de março para 1o. de abril, uma mobilização militar meio improvisada bloqueou as ruas, pôs a liderança esquerdista para correr e instaurou um novo regime num país de dimensões continentais – sem que houvesse, na gigantesca operação, mais que duas vítimas: um estudante baleado na perna acidentalmente por um colega e o líder comunista Gregório Bezerra, severamente maltratado por um grupo de soldados no Recife. As lideranças esquerdistas, que até a véspera se gabavam de seu respaldo militar, fugiram em debandada para dentro das embaixadas, enquanto a extrema-direita civil, que acreditava ter chegado sua vez de mandar no país, foi cuidadosamente imobilizada pelo governo militar e acabou por desaparecer do cenário político.
Qualquer pessoa no pleno uso da razão percebe que houve aí um fenômeno estranhíssimo, que requer investigação. No entanto, a bibliografia sobre o período, sendo de natureza predominantemente revanchista e incriminatória, acaba por dissolver a originalidade do episódio numa sopa reducionista onde tudo se resume aos lugares-comuns da "violência" e da "repressão", incumbidos de caracterizar magicamente uma etapa da história onde o sangue e a maldade apareceram bem menos do que seria normal esperar naquelas circunstâncias.
Os trezentos esquerdistas mortos após o endurecimento repressivo com que os militares responderam à reação terrorista da esquerda, em 1968, representam uma taxa de violência bem modesta para um país que ultrapassava a centena de milhões de habitantes, principalmente quando comparada aos 17 mil dissidentes assassinados pelo regime cubano numa população quinze vezes menor. Com mais nitidez ainda, na nossa escala demográfica, os dois mil prisioneiros políticos que chegaram a habitar os nossos cárceres foram rigorosamente um nada, em comparação com os cem mil que abarrotavam as cadeias daquela ilhota do Caribe. E é ridículo supor que, na época, a alternativa ao golpe militar fosse a normalidade democrática. Essa alternativa simplesmente não existia: a revolução destinada a implantar aqui um regime de tipo fidelista com o apoio do governo soviético e da Conferência Tricontinental de Havana já ia bem adiantada. Longe de se caracterizar pela crueldade repressiva, a resposta militar brasileira, seja em comparação com os demais golpes de direita na América Latina seja com a repressão cubana, se destacou pela brandura de sua conduta e por sua habilidade de contornar com o mínimo de violência uma das situações mais explosivas já verificadas na história deste continente.
No entanto, a historiografia oficial – repetida ad nauseam pelos livros didáticos, pela TV e pelos jornais – consagrou uma visão invertida e caricatural dos acontecimentos, enfatizando até à demência os feitos singulares de violência e omitindo sistematicamente os números comparativos que mostrariam – sem abrandar, é claro, a sua feiúra moral – a sua perfeita inocuidade histórica.
Por uma coincidência das mais irônicas, foi a própria brandura do governo militar que permitiu a entronização da mentira esquerdista como história oficial. Inutilizada para qualquer ação armada, a esquerda se refugiou nas universidades, nos jornais e no movimento editorial, instalando aí sua principal trincheira. O governo, influenciado pela teoria golberiniana da "panela de pressão", que afirmava a necessidade de uma válvula de escape para o ressentimento esquerdista, jamais fez o mínimo esforço para desafiar a hegemonia da esquerda nos meios intelectuais, considerados militarmente inofensivos numa época em que o governo ainda não tomara conhecimento da estratégia gramsciana e não imaginava ações esquerdistas senão de natureza inssurrecional, leninista. Deixados à vontade no seu feudo intelectual, os derrotados de 1964 obtiveram assim uma vingança literária, monopolizando a indústria das interpretações do fato consumado. E, quando a ditadura se desfez por mero cansaço, a esquerda, intoxicada de Gramsci, já tinha tomado consciência das vantagens políticas da hegemonia cultural, e apegou-se com redobrada sanha ao seu monopólio do passado histórico. É por isso que a literatura sobre o regime militar, em vez de se tornar mais serena e objetiva com a passagem dos anos, tanto mais assume o tom de polêmica e denúncia quanto mais os fatos se tornam distantes e os personagens desaparecem nas brumas do tempo.
Mais irônico ainda é que o ódio não se atenue nem mesmo hoje em dia, quando a esquerda, levada pelas mudanças do cenário mundial, já vem se transformando rapidamente naquilo mesmo que os militares brasileiros desejavam que ela fosse: uma esquerda socialdemocrática parlamentar, à européia, desprovida de ambições revolucionárias de estilo cubano. O discurso da esquerda atual coincide, em gênero, número e grau, com o tipo de oposição que, na época, era não somente consentido como incentivado pelos militares, que viam na militância socialdemocrática uma alternativa saudável para a violência revolucionária.
Durante toda a história da esquerda mundial, os comunistas votaram a seus concorrentes, os socialdemocratas, um ódio muito mais profundo do que aos liberais e capitalistas. Mas o tempo deu ao "renegado Kautsky" a vitória sobre a truculência leninista. E, se os nossos militares tudo fizeram justamente para apressar essa vitória, por que continuar a considerá-los fantasmas de um passado tenebroso, em vez de reconhecer neles os precursores de um tempo que é melhor para todos, inclusive para as esquerdas?
Para completar, muita gente na própria esquerda já admitiu não apenas o caráter maligno e suicidário da reação guerrilheira, mas a contribuição positiva do regime militar à consolidação de uma economia voltada predominantemente para o mercado interno – uma condição básica da soberania nacional. Tendo em vista o preço modesto que esta nação pagou, em vidas humanas, para a eliminação daquele mal e a conquista deste bem, não estaria na hora de repensar a Revolução de 1964 e remover a pesada crosta de slogans pejorativos que ainda encobre a sua realidade histórica?
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
Ofensiva contra las Fuerzas Armadas latinoamericanas

Por: Alejandro Peña Esclusa*
Dentro del marco delForo Social Mundial, que se realizó en Brasil en enero de 2009, se llevó a cabo el V Foro Mundial de Jueces, cuyo objetivo fue discutir los "crímenes contra la humanidad" cometidos durante las dictaduras en Argentina, Brasil, Chile y Uruguay. Paralelamente, abogados vinculados al Partido de los Trabajadores anunciaron que tratarán de derogar la Ley de Amnistía brasileña de 1979, para así poder juzgar a los militares que combatieron los grupos izquierdistas.
Ciertamente, algunos militares cometieron excesos e, incluso, crímenes; pero el objetivo de estas acciones no es hacer justicia, sino cobrar venganza y acabar con las instituciones castrenses. Porque si buscasen justicia, también enjuiciarían a los terroristas de izquierda, que cometieron delitos de lesa humanidad, al colocar bombas, realizar atentados y asesinar víctimas inocentes.
Los guerrilleros de los años 60, 70 y 80, que fueron derrotados militarmente, ostentan actualmente altos cargos de gobierno en catorce países latinoamericanos, cuyos presidentes pertenecen al Foro de Sao Paulo. Y desde el gobierno, están persiguiendo injustamente a sus enemigos de antaño.
El Foro de Sao Paulo aplica tres métodos distintos para destruir las instituciones militares: En Bolivia, Ecuador y Venezuela, las transforman, cambiándoles la identidad, sustituyendo la doctrina tradicional por nuevos conceptos emanados del Socialismo del Siglo XXI. El caso más emblemático es el de Venezuela, donde obligan a los militares a gritar "Patria, Socialismo o Muerte". El objetivo final es convertir a estas Fuerzas Armadas en guardias pretorianas al servicio de los regímenes socialistas.
En Argentina, Brasil, Chile y Uruguay, enjuician a los militares que combatieron la subversión armada, derogando las leyes de amnistía y obediencia debida, y aplicando retroactivamente los efectos de dicha derogación. En la mayoría de los casos, se trata de juicios políticos, precedidos de una propaganda feroz, donde no se presentan pruebas, ni argumentos válidos.
En Colombia y El Salvador, donde los mandatarios no pertenecen al Foro de Sao Paulo, las ONGs de izquierda, financiadas desde el exterior, hacen de las suyas, acusando injustamente a héroes militares, para minar la moral de la Institución. La teoría de los "falsos positivos", inventada por la izquierda, está haciendo estragos en Colombia, al convertir a muchos terroristas y narcotraficantes, en víctimas indefensas del sector castrense.
La destrucción o transformación de las Fuerzas Armadas latinoamericanas tiene dos objetivos: primero, hacer de nuestro continente una región donde la guerrilla, el terrorismo, el narcotráfico y el fundamentalismo islámico, puedan avanzar y fortalecerse sin resistencia alguna; y segundo, asegurar que individuos como Hugo Chávez, Evo Morales, Rafael Correa y Daniel Ortega, puedan acabar con la democracia y permanecer en el poder indefinidamente.
* Presidente de Fuerza Solidaria y UnoAmérica
terça-feira, 23 de setembro de 2008
Em busca de um pretexto patriótico
Do portal do DIÁRIO DO COMÉRCIOTudo o que os oficiais das Forças Armadas estão esperando para aderirem ao esquema de poder eterno de Lula é o pretexto patriótico.
A pressa indecente com que os opositores nominais do governo correm para apoiá-lo ao mínimo aceno de alguma vantagem possível é a prova de que a passagem do PT pelo poder, exatamente como previ há mais de dez anos, e ao contrário do que afirmavam todos os sapientes, não terá sido um episódio normal do rodízio democrático, e sim a inauguração de um novo sistema que, superposto à ordem democrática, terminará – já quase terminou – por engoli-la e fazê-la desaparecer para sempre. A Nova República não foi senão uma tênue interface entre o governo militar e o Brasil socialista, marcado pela hegemonia esquerdista em todos os setores da vida social, pela simbiose macabra entre o governo e o banditismo crescente, pela corrupção em níveis jamais antes imaginados, pela destruição completa da cultura superior, pela institucionalização do paternalismo estatal como garantia do apoio popular, pelo fechamento das fronteiras mentais do País ao debate de idéias no mundo, pela transformação do sistema de ensino em máquina de adestramento da militância comunista e, last not least, pela progressiva e tácita criminalização de toda atividade capitalista, louvada ao mesmo tempo, numa alternância pavloviana de choques e queijos, como indispensável ao progresso da nação. Como, no meio de toda essa tragédia, a economia cresce um pouquinho e esse pouquinho basta para acalmar uma multidão de consciências - que, aliás, jamais foram muito exigentes -, o sucesso do conjunto está garantido, e é óbvio, é patente que o sr. Lula tem todas as condições não apenas para fazer o seu sucessor, mas o sucessor do seu sucessor e todos os sucessores deste último por muitas décadas à frente. Cada político “de oposição” sabe disso e já tem nas mãos um leque de estratégias para adaptar-se à situação o mais confortavelmente possível, até simulando motivos éticos. E os militares? Eles têm algum ressentimento, é verdade, mas, marginalizados e reduzidos a condições de subsistência humilhante, já nada podem fazer senão esboçar aqui e ali um protesto simbólico, ridicularizado pela mídia. Muitos deles já parecem reger-se pela psicologia dos miseráveis: prometa-lhes alguma coisa, por mínima que seja, e eles farão o que você quiser. Antigamente a farda protegia contra a deterioração moral do ambiente. Mas ela não pode proteger contra uma cultura inteira. Só um gênio ou um louco pode desaculturar-se a si próprio. O homem comum, fardado ou não, cede à onipresença hipnótica dos contravalores que antes desprezava, em nome de valores dos quais já não se lembra. Tudo o que muitos oficiais das nossas Forças Armadas estão esperando é um pretexto patriótico para a adesão final. Criaturas solícitas como o general Andrade Nery dão o melhor de si para fornecê-lo, dirigindo habilmente contra os EUA o ódio que deveria se voltar contra o globalismo anti-americano da ONU, o qual, sob pretextos indigenistas e contando com a proteção da Presidência da República, vai comendo território e reservas minerais do Brasil enquanto a Hora do Povo e o próprio senhor presidente desviam as atenções de civis e militares para a presença alegadamente ameaçadora da IV Frota americana que, é claro, viria roubar o nosso petróleo... Esse panorama não apenas já era previsível em 2002, e até bem antes, como foi efetivamente previsto nos meus próprios artigos, enquanto ilustres comentaristas políticos e analistas estratégicos, pagos a peso de ouro pelo empresariado, diziam que nada disso ia acontecer, que o PT desfrutaria de seus quinze minutos de fama e em seguida sumiria na lata de lixo da História, deixando caminho aberto aos liberais para que construíssem uma democracia capitalista moderna e pujante, de fazer inveja à Suíça. Pela raiva que tantos ainda sentem de quem lhes disse a verdade, pela generosidade com que continuam premiando quem os ludibriou, o que me pergunto é se, sob o pretexto de ouvir análises de conjuntura, o que querem mesmo não são apenas umas palavras animadoras, tanto mais bem-vindas quanto mais falsas.
domingo, 7 de setembro de 2008
Segredos do Exército revelados...
Escrito por Gen Andrade Nery/História Oral do Exército
(Transcrição do depoimento do General Andrade Nery publicado no Tomo 10 da História Oral do Exército, página 177).
... Retornando da Amazônia pretendia iniciar a minha preparação para realizar o concurso para a Escola de Estado-Maior. Tinha que estudar e a minha nomeação para instrutor da EsAO era um ótimo negócio. Quando fui surpreendido com a retificação da minha nomeação, à revelia, agora para ser ajudante-de-ordem, e responsável pela segurança do General Humberto de Souza Mello, novo Comandante do II Exército – São Paulo – na fase em que a guerrilha estava no auge. Foi um tempo difícil. A guerrilha urbana organizada pelo baiano Carlos Marighella, mesmo depois da sua morte, executou 65 missões naquele período em que estive como responsável pela segurança do Comandante do II Exército. Caímos em duas emboscadas e eu pude presenciar o que ocorria em São Paulo. Era uma guerrilha bem organizada, que contava com pessoal preparado e farto material.
Marighella editou o manual mais completo de guerrilha urbana que o mundo conhece, o Mini-manual do Guerrilheiro Urbano. Quando fui para a Escola das Américas – onde funcionava e ainda funcionam todos os cursos que um exército precisa desde a formação de comandante, de liderança, de administração até o curso de formação de sargentos, comandos, guerra na selva etc. – em um dado momento, ao entrar na biblioteca para fazer pesquisas para as minhas aulas e encontro, como best-seller, o livro de guerrilha do Marighella. Não existe, até hoje, um manual melhor de guerrilha urbana. Outra ação violenta da guerrilha em São Paulo foi o assassinato do industrial dinamarquês naturalizado brasileiro, Henning Albert Boilesen, que era o presidente do Grupo Ultra, morto pelos terroristas no dia 15 de abril de 1971. Considerado pelos extremistas da esquerda, como colaborador do Governo.
Acontecia que, nesta mesma ocasião, elementos que tinham ido para a Europa, alguns exilados, outros exilados voluntários. Organizaram um grupo em Paris, com a missão de denegrir a imagem brasileira. Não era só criticar o governo revolucionário. Era desacreditar a imagem brasileira. O chefe desse grupo era Dom Helder Câmara, que se transferiu para Paris e chegou a se lançar candidato ao Prêmio Nobel da Paz por indicação de três governos do norte da Europa.
Diante desse fato o presidente Médici ligou-se com o Comandante do II Exército e deu a seguinte ordem: fale com o Boilesen, chame-o ao seu quartel-general e dê a missão de levar aos governos nórdicos, inclusive o dinamarquês, onde ele tinha as suas origens, o “dossiê” do Dom Helder Câmara. Mostre quem é esse padre, o que ele está fazendo, o que já fez – ex-integralista, comunista - essa “figura impoluta” da Igreja. Quem chamou o Boilesen fui eu. Levei-o para a reunião. Ajudei-o a preparar o “dossiê” que era trabalho de ajudante-de-ordem. Ele foi para a Europa, apresentou o documento para os três presidentes e os três países retiraram a proposta de Helder Câmara para o prêmio Nobel da paz.
De imediato, fomos informados no Brasil da ordem dada pelo grupo de Paris: “Matar o Boilesen”. Eles deram a ordem se não me engano para o Lamarca. Recebi a missão de chamar o Boilessen, de novo. Nós o ensinamos a atirar, para a sua defesa pessoal. Foi escalado um elemento da Polícia Civil para ser o seu segurança – motorista dele. Ele treinava no estande de tiro da 2a Divisão de Exército, no quartel do Ibirapuera. Foi-lhe recomendado cuidado. Sabia-se que eles, os guerrilheiros, tinham ordem para matá-lo. Um dia, esse homem vai à casa da filha, entra numa rua que era mão única, um quarteirão que, naquele dia, havia uma feira, só dava uma passagem e a emboscada – se não me engano foi à quinta tentativa dos guerrilheiros - foi semelhante àquelas que fizeram para o Comandante do II Exército, nas quais caímos por duas vezes, mas conseguimos sair.
O itinerário do Comandante do II Exército só era conhecido pelo motorista e na hora. Eram sete, oito itinerários diferentes quando ele fazia o seu deslocamento da casa para o quartel e vice-versa. O Boilesen, naquele dia, entra na rua da feira – só tinha uma passagem. Dispensou o motorista e ninguém entendeu o porquê. O motorista pediu uma dispensa e, também, não sabemos por que foi dispensado. Ele foi dirigindo. Entra na residência da filha, tira o paletó e deixa a arma em cima da mesa, fala com a filha veste o paletó e sai sem a arma. Foi emboscado na esquina com a Alameda Casa Branca. Levou dezenove tiros, quinze na cabeça. Duas senhoras que estavam na feira também foram atingidas. Assim, era São Paulo. A guerrilha urbana ali era perversa. Este fato realmente repercutiu e, por isso, nós nos envolvemos bastante nessas operações.
Os assaltos a bancos se multiplicavam, o dinheiro roubado –desapropriado, como eles diziam - era depositado até em contas particulares como a que o Marighella mantinha no exterior. Jovens sonhadores e ávidos por aventuras eram recrutados para ações noturnas de propaganda, pichando paredes. Escalados para dirigir os carros nessas horas, muitas vezes eram surpreendidos quando percebiam que a missão daquela vez era um assalto a banco. Propositadamente, o líder deixava cair no local do assalto a carteira de identidade do jovem estudante que estava no volante do carro da quadrilha e tinha sido convidado para pichar um muro e não para assaltar um banco. A surpresa maior era na manhã seguinte. Os jornais publicavam a foto do jovem agora assaltante de banco, identificado por ter “deixado” cair a sua identidade. Percebendo a “armação” para envolvê-lo nas ações criminosas e sem saída, o jovem procurava a liderança que dizia: “sujou”, você terá que “esfriar” por um tempo, “desaparecer”, não se preocupe, vamos levar você para o interior. E, assim, mais um estudante era levado para a guerrilha de Xambioá no sul do Pará. Envolvidos de uma maneira desleal, ardilosamente planejada para ações criminosas contra seu país, por um grupo que pretendia derrubar o governo para implantar um regime totalitário comunista que foi repudiado pelo povo, até na própria União Soviética. Esses jovens, agora com identidade falsa, desconhecida até por seus familiares. Ao enfrentarem as forças da lei nos combates travados em São Paulo e Xambioá, alguns morreram e foram enterrados com a identidade que portavam. É fácil concluir que apenas os chefes das guerrilhas, responsáveis pela troca das identidades dos jovens, hoje considerados desaparecidos, têm condições de informar o verdadeiro nome de cada um para ajudar na identificação do nome “usado na guerrilha”, com o qual provavelmente foram enterrados.
Na fase mais crucial da guerrilha de São Paulo, quando cresceram os assaltos a bancos, os seqüestros, os assassinatos de pessoas inocentes na rua como o da jovem que o Lamarca escolheu para provar sua condição de ótimo atirador –era instrutor de tiro - e numa atitude covarde matou-a com um tiro, logo após assaltar um banco. Com a intensificação das ações de guerrilha em todo o País, principalmente no Rio e São Paulo as Forças Armadas ficaram em desvantagem, alguns homens foram abatidos, era preciso uma ação mais enérgica nos combates. Isso aconteceu no mesmo dia da morte do Cabo de uma das equipes que, em perseguição ao “Japonês”, companheiro de Lamarca no roubo das armas do Hospital Militar de São Paulo e da guerrilha em Registro. O Cabo morreu porque se aproximou para prender o Japonês com a arma abaixada. Foi morto por uma rajada de metralhadora desferida pelo Japonês através da porta do carro. Ato contínuo o comandante do II Exército, General Humberto de Sousa Mello, determinou que eu transmitisse uma ordem ao comandante da Operação Bandeirante (Maj Ustra), para reunir a tropa e, na presença de todos, exigiu mais treinamento, mais atenção nas ações. Disse ainda, “Já estou cansado de enterrar homens sob meu comando. Exijo mais energia na execução das ações. É preciso agir de acordo com as técnicas antiguerrilhas aprendidas. Quando sob a mira das armas dos guerrilheiros, tinham que ser mais rápidos e atirar para matar”. Eu ouvi, estava presente. O General Humberto estava angustiado com a morte dos seus subordinados. Era um veterano de 1930. Tinha sido Secretário de Segurança de Pernambuco. Conhecia as técnicas dos comunistas para a tomada do Poder.
Desta maneira e neste contexto, a guerrilha começou a perder terreno até ser totalmente eliminada em São Paulo. É preciso lembrar que nesta fase, ninguém, nenhuma pessoa inocente, morreu de bala perdida nas ruas de São Paulo. A Revolução de 1964 foi vitoriosa, derrotados foram aqueles que pretendiam subjugar o povo brasileiro impondo um regime odioso marxista-leninista.
Vale lembrar que o General Humberto, cumprida a missão em São Paulo e após uma breve passagem por Brasília, como Ministro Chefe do Estado Maior das Forças Armadas, passou para a reserva aos 66 anos, retirando-se para sua residência, no Rio. Já na primeira semana, começou a receber ligações ameaçadoras com o seguinte teor: “Já sabemos onde você mora, aproveite que esse é o seu último fim de semana. Cumprimentos da guerrilha”. Foram duas semanas de ameaças diárias, para o casal. Tomou uma decisão. Iria se mudar. Seria preciso um empréstimo bancário para a entrada num apartamento. Procurou um banco. Resposta do gerente: “O senhor não tem renda familiar para um empréstimo”. Nesta hora, ele se deu conta da situação financeira dos militares, afinal tinha atingido o último posto da carreira. Não desistiu, ao sair em busca de outra solução. Teve seu carro, que era dirigido pelo seu motorista, violentamente fechado por outro, próximo ao Canecão, na saída do Túnel Novo, Zona Sul do Rio de Janeiro. A ação foi visivelmente intencional, pretendiam fazer parar o carro do General Humberto. Seria uma ação terrorista? Um seqüestro? Com a freada brusca, o general foi violentamente projetado sobre o painel do carro, batendo com a cabeça. Em ação rápida, o motorista subiu na calçada, tomando a direção contrária, conseguindo assim, fugir do local e retornando à residência. Horas depois, o General Humberto entrava em coma com derrame cerebral vindo a falecer no Hospital Miguel Couto onde fora internado. Era realmente o seu último fim de semana...
Gen Andrade Nery.
sábado, 6 de setembro de 2008
Forças Armadas Brasileiras, índice de confiança dos brasileiros de 79%
Por e-mail
Poucos são os brasileiros que não têm um time de sua preferência, de qualquer esporte, e por ele torcem na ânsia de vê-lo sempre vitorioso. Algumas categorias profissionais também merecem maior apreço popular, o que se evidencia nas modernas pesquisas de opinião. Dentre elas destacam-se as Forças Armadas, que mereceram o primeiro lugar no índice de confiança dos brasileiros em recente pesquisa encomendada pela Associação dos Magistrados Brasileiros (A.M.B.), segundo manifestação de 79% dos entrevistados, seguindo-se a Igreja Católica com 73% de confiabilidade, a Polícia Federal (70%), o Ministério Público (60%) e a Imprensa (58%), para só citar os cinco primeiros, ficando o Governo Federal em nono lugar com 52% e os partidos políticos em 17º com apenas 22%, dados esses cuja fonte é o Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (IPESPE).
É sabido que “a voz do povo é a voz de Deus” e, assim sendo, nada mais lógico para quem tenha pretensões políticas do que associar a sua imagem à das Instituições preferidas. Ao que tudo indica foi o que fez recentemente o senador Marcelo Crivella, no Rio de Janeiro, ao buscar aumentar o seu prestígio junto aos eleitores, como candidato à Prefeitura Municipal, mediante a presença do Exército na realização de obras do seu projeto político-eleitoral, triste episódio já bastante comentado na mídia.
Daí ser oportuno expressar a minha curiosidade e estranheza sobre um anunciado Plano Estratégico de Defesa Nacional, que se diz encomendado há um ano pelo Presidente da República e a ele previsto para ser entregue no próximo dia 7 de setembro, dado como da autoria do Ministro da Defesa Nelson Jobim e do Ministro de Assuntos Estratégicos Roberto Mangabeira Unger, que pretende mudar o perfil das Forças Armadas. Difícil é imaginar como esses senhores, sem qualquer intimidade com assuntos militares, ousarão se manifestar sobre matéria tão relevante! Sou forçado a pensar que se trata de uma manobra (não militar), política e estrategicamente estudada, para aproveitamento da data nacional em que, tradicionalmente, a presença militar ganha relevo, visando objetivos disfarçados a alcançar na campanha eleitoral
Como esperar algo positivo de quem jamais mostrou apreço aos militares e preocupação com a soberania e a integridade territorial nacionais, razão de ser da destinação constitucional das Forças Armadas? Aí estão as ações adversas e revanchistas geradas no âmago do governo federal; aí está a desnacionalizaçã
Queira Deus que eu esteja errado e o reequipamento e a modernização das Forças Armadas se tornem uma realidade, superando assim o descaso que lhes tem sido dado pelo governo Lula/PT. Vamos aguardar!
(Gen Ex José Carlos Leite Filho-linsleite@
(Publicado no “O Jornal de Hoje”, de 05/09/08, de Natal,RN)
segunda-feira, 1 de setembro de 2008
O novo perfil das Forças Armadas
Vasconcelo Quadros, 31 de julho de 2008
Ministro entrega a Lula no Dia da Independência projeto que reformula totalmente o setor
BRASÍLIA
Guardado como o novo segredo civil-militar até o próximo dia 7 de setembro, quando deverá ser anunciado pelo presidente Lula, o novo Plano Estratégico de Defesa Nacional causará impacto no orçamento do governo para os próximos anos. Com previsão atual de gasto estimada em 1,5% do PIB ou cerca de R$ 50,2 bilhões, a proposta entregue a Lula prevê aumento de, no mínimo, o dobro desse patamar, colocando o Brasil numa faixa intermediária de investimentos entre os países pobres e ricos, que chegam a empregar nos gastos com defesa cifras superiores a 5% do PIB.
– Será um aumento substancial – diz o ministro de Assuntos Estratégicos, Roberto Mangaberia Unger, um dos pais do novo plano.
Ele classifica a proposta orçamentária como "patamar mediano" e alerta que a reformulação radical delineada no texto de mais de 100 páginas entregues ao presidente exigirá sacrifícios de tempo e recursos públicos.
– Não há estratégia de defesa sem dinheiro – avisa Mangabeira Unger, em entrevista exclusiva ao Jornal do Brasil. Garante, no entanto, que o foco do plano é a qualificação das Forças Armadas.
Debate inédito
Concluído depois de um ano de um inédito debate envolvendo estrategistas civis e militares coordenados por Mangabeira Unger e pelo ministro da Defesa, Nelson Jobim, o plano prevê uma profunda reestruturação militar (Exército, Marinha e Aeronáutica), mas mantém o serviço militar obrigatório e põe um fim na velha discussão sobre o uso das Forças Armadas no combate ao crime em centros urbanos.
– Força armada não é polícia. É necessário manter clara essa distinção – diz o ministro.
Segundo ele, o legado pacifista e ausência de guerras com outros países deixaram aos militares o desafio de evitar que as forças se voltem para questões corporativistas ou "degenerem em preocupações" com segurança interna. (C.T. - ou seja, o fim definitivo das FFAA.)
– Força armada existe para defender o Brasil – afirma.
Serviço militar
Um dos pontos mais polêmicos do plano é o dilema de como tratar o serviço militar. O texto prevê alternativas ao presidente. Unger não entra em detalhes, mas deixa escapar que a proposta possível será híbrida, deixando intocável o atual sistema de convocação, mas profissionalizando e matendo nos quartéis por mais tempo recrutas treinados para se transformar em "soldados técnicos", especialmente na Marinha e na Aeronáutica.
– Numa sociedade tão desigual como a nossa, o serviço militar é um nivelador republicano, um espaço no qual a nação pode se encontrar acima das classes – explica o ministro.
A idéia, segundo ele, seria diminuir a proporção de recrutas sem sacrificar a necessidade de profissionalização da tropa.
Unger diz que como o número de jovens em condições de convocação é infinitamente maior que a necessidade das Forças Armadas, o serviço militar acaba sendo voluntário na prática.
– Servem aqueles que querem servir – diz, ao prever que, com a elevação do valor do soldo, a pressão das camadas pobres pelas forças armadas tende a aumentar.
Favorável a uma proposta "maximalista e ambiciosa", o ministro de Assuntos Estratégicos pode ser voto vencido, não deixa dúvidas sobre o que os militares deveriam fazer:
– As Forças Armadas passariam a escolher dentro da população jovem o que elas querem dentro de uma combinação do vigor físico com capacidade intelectual e por um critério que represente todas as classes e regiões do país por homens e mulheres de diferentes regiões – diz.
O ministro esclarece, no entanto, que no texto entregue ao presidente há também propostas de soluções intermediárias e, embora não concorde, acha que a de concepção "minimalista" pode ser mais viável politicamente.
– No centro da questão está o nível de ambição e a disposição para o sacrifício. Eu não ocultaria, dentro de um radicalismo republicano, que opto pela proposta maximalista, mas reconheço que ela só faz sentido no contexto de uma decisão nacional – acrescenta.
Serviço social
Pela proposta do ministro, o excesso de contingente que ficaria fora do padrão "vigor físico combinado com capacidade intelectual", formado por homens e mulheres, receberia um treinamento militar básico, mas seria usado num serviço obrigatório social em programas parecidos com o Projeto Rondon ou no Tiro de Guerra, que ainda não foram desativados completamente. Seria também uma força de reserva.
Em linhas gerais o plano mexe na configuração, na orientação e no posicionamento operacional das Forças Armadas, que passariam por um processo de transformação e qualificação para dar resposta ao inimigo externo em caso de necessidade. A proposta prevê a reestruturação da indústria bélica nacional pública e privada, com tecnologia própria para a construção de equipamentos modernos, tecnologicamente avançados e que garantam ao país controle total do monitoramento territorial por terra, espaço e ar.
– Não se trata apenas de equipar as Forças Armadas. Trata-se de transforma-las – afirma.
segunda-feira, 18 de agosto de 2008
Simpósio Reações internacionais ao protagonismo brasileiro: conseqüências para o EB/2022
CLIQUE AQUI E VOTE CONTRA A LEI QUE VAI ACABAR COM A LIBERDADE NA INTERNET BRASILEIRA
Sr. Oficial,
Esta mensagem se destina a convidá-lo a participar do simpósio "Reações internacionais ao protagonismo brasileiro: conseqüências para o EB/2022", que será realizado em 19 e 20 de agosto, no auditório General Marcello (Av. do Exército - bloco "A" - 1º piso - QGEx - SMU - Brasília) no Estado-Maior do Exército, nas seguintes condições:
a) 19 Ago
Tarde (1315h-1500h):
- abertura pelo Chefe do EME (General Darke) e
- palestra/debates com Embaixador Samuel Pinheiro (Secretário Geral do Ministério das Relações Exteriores).
c) 20 Ago
1) Manhã (1030h-1200h):
- palestra do Tenente Brigadeiro Bournier (Secretário de Política, Estratégia e Assuntos Internacionais do Ministério da Defesa).
2) Tarde (1330h-1630h)
- palestra do professor Amado Cervo da UnB;
- palestra do Embaixador Rubens Ricúpero;
- debates.
c) Outros detalhes:
- acesso livre ao público em geral, sem necessidade de inscrição;
- traje: militares (Uniforme 3º D1 do Exército ou correspondente) e civis (esporte);
- acesso e estacionamento de veículos (entrada principal do Quartel-General);
- almoço indenizável (a preços aceitáveis) pelo usuário no restaurante self service, próximo ao local da palestra.
COMPAREÇA!
POR GENTILEZA, DIFUNDA ESTE EVENTO.
Atenciosamente
Cortes - Coronel
Chefe do Centro de Estudos Estratégicos do Exército
quinta-feira, 14 de agosto de 2008
Eles mentem!
Mentem olhando fixo nos seus olhos. Mentem a uma pessoa, a várias pessoas, a um povo inteiro.
Sim, eles mentem sem qualquer culpa!
Mentem pela TV, mentem pessoalmente. Mentem em documentos e até por decretos.
O caso em debate sobre as reservas indígenas serem continuas ou não será julgado pelo STF dia 27 de agosto. O Ministro Ayres Britto será o relator. E a guerra entre raças é incentivada. Brancos e índios divididos, coisa que nunca aconteceu neste país que um dia foi um exemplo de
paz para todos os povos. Aqui todas as raças sempre foram bem vindas, a confraternização era total. Mas bastou um sindicalista de esquerda assumir o poder para que tudo isso fosse por água abaixo.
Negros x Brancos, Índios x Brancos e por aí vai! E o que fazer quando uma família, no caso de serem criadas reservas indígenas, já misturou as tantas raças que historicamente, sempre conviveram pacificamente?
Quantos Romeos e quantas Julietas precisaremos enterrar para aprendermos que estamos retroagindo no tempo? Como fazer com que a população brasileira entenda isso e reaja contra as tantas mortes que resultarão de mais esta divisão?
É absurdamente irresponsável o que o governo está defendendo, indo de encontro com os interesses internacionais e contra os do povo brasileiro. E nosso presidente ainda tem o descaramento de assinar a Declaração Universal dos Direitos dos Povos Indígenas , que
dá livre arbítrio a qualquer índio para declarar a independência de sua reserva digo, de sua agora Nação.
O jornal O Estado de São Paulo desta terça-feira 12/08 divulgou a divergência de militares a respeito deste decreto que cria novos pelotões na Amazônia e por decreto, o presidente ainda tem a coragem de dizer que a presença dos militares terá de ser efetiva dentro das reservas. Os militares têm toda a razão. Na verdade eu posso quase jurar que nenhum novo pelotão será criado. Para se criar um só pelotão, o orçamento atinge os 32 milhões de reais. Este valor elevado se dá pelo difícil acesso às bases da fronteira.
Oras, se até hoje ninguém se preocupava ao menos em " manter" as bases já existentes com a desculpa de falta de verbas, porque logo agora, antes da decisão do Supremo, decide o nosso presidente criar novas bases?
Atualmente nos pelotões que já estão implantados falta tudo. As pistas de pouso, que muitas vezes são o único meio de acesso para se levar mantimentos aos militares estão em péssimas condições. As viaturas que vi, ninguém me contou, estão encostadas por falta de manutenção
e até de combustível.
Então, como é que de uma hora para a outra, o presidente decide por decreto, comunicar à Nação de que serão criados novos pelotões nas fronteiras, ainda mais dentro das reservas indígenas?
Tenho absoluta certeza de que, caso fossem colocados 32 milhões nas mãos do Comando da Amazônia, o custo de um só pelotão que Lula diz que criará, a verdadeira segurança das nossas fronteiras seria imediatamente reforçada.
E em nome da efetivação e julgamento pelo STF em favor das reservas continuas foi que Lula soltou este decreto, um puro engana bobo.
O orçamento das FFAA míngua a cada ano, nenhum gasto desta natureza está previsto. Os comandos antes de tudo, precisam alimentar seus soldados e mantê-los sempre em treinamento. E é isto que eles fazem enquanto aguardam reaparelhamento nos pelotões que já existem.
A pergunta que não cala: De onde Lula pretende tirar a verba para a criação dos novos pelotões? Do prato dos soldados?
Pelos motivos citados é que não acredito em nenhuma palavra deste DECRETO Nº 6.513, DE 22 DE JULHO DE 2008.
Pretendem enganar até aos juízes do STF, para que pensem que existe boa vontade de parte do EXECUTIVO em manter obediência às leis e à Carta Magna do Brasil. É MENTIRA, MENTIRA DESLAVADA!
O Presidente da República mente, o Ministro da Defesa mente, o Ministro da Justiça mente, mentem todos eles, olhando nos nossos olhos e sabendo que irão prejudicar a todos nós com sua postura. E ao STF desejo que se utilizem de profundos critérios nesta questão. Nosso
presidente promove neste momento, uma violação direta e criminosa à soberania do Brasil e ao seu povo, que ignora suas ações.
Ana Prudente
Empresária da área editorial e consultora em acessibilidade de portadores de deficiências.
domingo, 10 de agosto de 2008
Militares pressionam para Lula se manifestar sobre Lei de Anistia
Tânia Monteiro, domingo, 10 de Agosto de 2008
CLIQUE AQUI E VOTE CONTRA A LEI QUE VAI ACABAR COM A LIBERDADE NA INTERNET BRASILEIRA
Forças gostariam de ouvir que nova interpretação da legislação, como sugeriu Tarso, é questão do Judiciário
Os comandantes das Forças Armadas querem que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se manifeste, em público, sobre a polêmica aberta pelo ministro da Justiça, Tarso Genro, que defendeu nova interpretação da Lei de Anistia para os militares que torturaram no período da ditadura (1964-1985). A pressão abriu negociação com o ministro da Defesa, Nelson Jobim, ao longo da semana passada e, se for bem-sucedida, Lula pode vir a se manifestar na terça-feira, dia da solenidade de apresentação, no Planalto, às 10 horas, dos oficiais-generais promovidos.
Jobim ouviu, em especial, as ponderações do comandante do Exército, general Enzo Martins Peri, com quem conversou na sexta-feira, mas não fez nenhuma promessa. Os militares gostariam de uma manifestação de Lula como comandante supremo das Forças Armadas, admitindo, como já disseram o vice-presidente José Alencar e outros ministros, que não compactua com as idéias de Tarso, que a anistia é uma questão do Judiciário e que o Executivo não vai tomar a iniciativa de reabrir a discussão em torno da abrangência da anistia quase 30 anos após a aprovação da lei.
O interesse dos militares deve entrar na pauta da reunião da coordenação política, nesta segunda-feira, às 16 horas, com a presença de Lula, mesmo estando Jobim de viagem marcada para a Amazônia. Os dois deveriam conversar neste fim de semana, depois que o presidente voltar da China - o que estava previsto para ontem. O mais provável é que, na terça ou em outro momento que julgue adequado, mesmo sem fazer uma crítica direta a Tarso, Lula acabe por dizer algo genérico, na linha de que "é preciso olhar para o futuro", ainda que não seja possível "apagar o passado".
A negociação em torno de uma declaração pública do presidente foi precedida de um entendimento costurado desde o fim da semana passado entre Jobim e Enzo por causa da manifestação de apoio às Forças Armadas, na forma de um seminário realizado na quinta-feira no Clube Militar, no Rio. No fim daquele dia, houve alívio com a postura dos militares da ativa que participaram da manifestação, mas - como pré-acertado entre Jobim e Enzo - não cometeram atos de indisciplina, quebra da hierarquia ou afronta à autoridade superior.
Os militares decidiram não exibir as fichas de quem chamam de "terroristas esquerdistas que, devidamente anistiados, estão no governo". Em contrapartida, o comandante militar do Leste, general Luiz Cesário da Silveira, e o chefe do Departamento de Ensino e Pesquisa do Exército, general Paulo César Castro, puderam ir ao "seminário", mas aceitaram a condição imposta pelo general Enzo, de marcar presença "como pessoas físicas". Ouviram do comandante a recomendação de que não poderia proibi-los de ir a um teatro, mas entendia que eles não deveriam ir ver uma peça fardados, assim como não deveriam emitir opinião sobre o assunto em debate. Para o comando, a "peça" do Clube Militar deveria ser encarada como ato público social.
Assim foi feito. Os dois generais foram à paisana e se limitaram a dizer que quem fala em nome do Exército é o comandante. O general Enzo comunicou o fato a Jobim e ambos entenderam que não havia problemas se eles fossem e cumprissem o acertado. Na sexta-feira, mais uma vez, Jobim e Enzo conversaram e avaliaram que tudo correu dentro da normalidade.
Um ministro de Lula, embora reconheça que não houve quebra de norma militar com a presença dos dois generais , observou que eles "agiram no limite" e "se posicionaram politicamente" ao ir ao Clube Militar. Segundo o ministro, da mesma forma que Tarso não deveria ter falado o que falou, os generais não deveriam ter ido lá.
Coincidência ou não, no dia da cerimônia com os novos oficiais-generais, na terça-feira, Lula se reunirá também com representantes da União Nacional dos Estudantes (UNE), no Rio. O presidente vai participar do lançamento da caravana da UNE pelo País, em defesa da educação, da saúde e da cultura. Os estudantes que se reunirão com Lula serão os mesmos que foram ao Clube Militar, na quinta-feira, gritar palavras de ordem contra os militares.
quinta-feira, 7 de agosto de 2008
A Voz das Legiões
Terça-feira, 5 de Agosto de 2008
Engana-se quem pensa que a quebra da hierarquia e da disciplina nas Forças Armadas possam ser interpretadas como formas de manifestação e ameaça ao poder constituído, por mais ilegítimo, corrupto ou desonesto que este seja.
Engana-se quem pensa que o poder das legiões está nos movimentos de mulheres de militares, nos panelaços, nos escritos ou nas queixas do pessoal da ativa ou da reserva.
O poder das legiões está na seriedade, na dignidade, na firmeza e na liderança do canal de comando, encimado pela figura de seus Comandantes!
Não será através de manifestações intempestivas, isoladas ou coletivas, ao arrepio ou adiante da iniciativa e da vontade dos Chefes, nem com desafios ou ameaças aos pilares básicos da estrutura militar que as Forças Armadas conseguirão mostrar à nação os desmandos e as incoerências dos bandidos que hoje ocupam os postos de decisão.
O reconhecimento e o prestígio conquistados junto à sociedade são conseqüências do profissionalismo sobejamente demonstrado e das virtudes civis e militares praticadas com decência e brio.
O poder daí derivado só será efetivo enquanto estiver concentrado e coeso em torno dos Chefes!
Mas, por outro lado, de que vale o poder se lhe falta vontade? Vira capacidade, é estático, inerte, é potencial, inútil por si só! De que vale o prestígio e o reconhecimento, o poder e a unidade, a coesão e o preparo, o patriotismo e o culto ao dever se a timidez vence a vontade e neutraliza o poder?
Se a indisciplina é reconhecidamente uma forma de enfraquecimento do poder militar, de nada vale tê-lo fortalecido se dele não se faz o devido e necessário uso! A nação está carente de orientação e bons exemplos, seus líderes estão estigmatizados pela prática da desonestidade, da corrupção, da mentira e da omissão. Conduzida como gado, ao som do berrante, a nação precisa e quer ouvir a voz daqueles em quem realmente confia. Ela precisa e quer ouvir a voz das legiões e esta só será escutada quando vier da garganta e da vontade de seus Comandantes!
"Para tudo há um limite, não se pode deixar a democracia matar a própria democracia."
Gen Bda Paulo Chagas
quarta-feira, 25 de junho de 2008
Lula agora condena presença do Exército
Na presença dos parentes dos três jovens mortos no episódio dos militares no morro da Providência, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva mudou subitamente de opinião a respeito da atuação do Exército na favela, no Rio de Janeiro. Lula autorizou a participação dos soldados no projeto Cimento Social. Depois da tragédia, ainda autorizou que o Ministério da Defesa entrasse com recurso na Justiça para garantir a permanência das tropas. Diante das famílias, porém, o presidente se disse contra a atuação militar(C.T. - nunca devemos esquecer que o "manda-chuva" das FFAA é o Presidente da República, que infelizmente é o LULA).
O encontro aconteceu na noite de segunda-feira, no Palácio da Guanabara. Reunido com cinco familiares dos jovens mortos pelo tráfico depois que foram entregues por um grupo de militares, Lula chegou a classificar de "injustificável" a participação do Exército na obra. Lula não só autorizou a parceria entre o Ministério das Cidades e Exército como também liberou verbas para o projeto. Na noite de segunda, contudo, se disse contra o envolvimento dos militares numa "obra terceirizada", como o Cimento Social.
Questionado sobre a presença do Exército no morro, Lula lembrou que "não tem policiamento ostensivo em nenhuma das obras do PAC", sinalizando que não pensava ser necessário enviar os militares ao morro. Ainda assim, Lula concordou com o recurso da Advocacia-Geral da União para garantir que o Exército continue protegendo a obra. A resposta ao recurso deve sair até quinta-feira. O Cimento Social é projeto de autoria do senador Marcello Crivella (PRB-RJ), candidato favorito de Lula à prefeitura do Rio.
Assim como o ministro da Defesa, Nelson Jobim, Lula defendeu no encontro que o julgamento dos onze militares acusados de envolvimento no caso seja feito pela Justiça Civil, e não por um tribunal militar. O Exército pensa o contrário. De acordo com reportagem publicada nesta terça-feira pelo jornal O Estado de S. Paulo, Lula disse que as versões apresentadas por militares e moradores do morro para os fatos "são muito diferentes". Os militares estão detidos -- mas os traficantes que mataram os jovens não.
LINKS RELACIONADOSsegunda-feira, 23 de junho de 2008
Nas entrelinhas: Bendito despreparo
Postado por movcc às Sexta-feira, Junho 20, 2008
É premente a necessidade de evitar que os militares sejam periodicamente vítimas do conceito de culpa coletiva, uma idéia de raízes nazifascistas. Por Alon Feuerwerker – Correio Braziliense
Quem é o comandante-em-chefe das Forças Armadas (FFAA)? O presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Quem é o responsável pela segurança pública no Rio de Janeiro? O governador Sérgio Cabral.
Num crime horrendo, traficantes do Rio mataram três rapazes, entregues aos bandidos por militares que supostamente haviam sido desacatados pelo trio. Os oficiais e soldados envolvidos já estão presos e irão pagar na forma da lei, militar ou civil. Parabéns às FFAA pela rapidez nas providências. Já os traficantes homicidas continuavam soltos até o momento em que escrevia esta coluna. Vamos aguardar como age no caso a polícia do governador Cabral.
Há todo um movimento de opinião pública para imputar às FFAA, como instituição, a responsabilidade pelo terrível episódio. Isso é tão razoável quanto culpar a Igreja Católica por um eventual caso de pedofilia de um padre. É tão lógico quanto apontar o dedo acusador contra a direção nacional de um partido pelo fato de um vereador da legenda cobrar propina para acompanhar o prefeito nas votações da Câmara Municipal.
Também está na moda dizer que as três mortes indicam a falta de preparo das FFAA para cumprir missões na esfera da segurança pública. Até gente do governo defende a tese. Não deixa de ser curioso, já que, segundo a própria administração federal, as FFAA estão bem preparadas para executar esse tipo de missão no Haiti. Talvez porque nossa presença militar naquelas paragens do Caribe seja pedra de toque do lobby de Lula para obtermos uma cadeira permanente no Conselho de Segurança da ONU.
Se os militares brasileiros podem estar em Cité Soleil, por que não podem marcar presença no Morro da Providência? Claro que podem. Desde que o façam com o mesmo profissionalismo mostrado, até agora, nas favelas de Porto Príncipe. Evidente que problemas podem acontecer. Soldados são seres humanos, gente de carne e osso sujeita a fraquezas. Para preveni-las e puni-las, aliás, é que existe a lei.
Outro equívoco é defender que as FFAA devem restringir sua ação à defesa do país contra o inimigo externo. As FFAA não só podem como devem empregar seus recursos e sua conhecida capacidade em missões internas nas esferas do desenvolvimento econômico e do progresso social. Fora os lobbies contrariados, não vejo ninguém reclamar quando as FFAA são chamadas pelo presidente Lula para realizar obras rodoviárias. Ou quando se envolvem no apoio material à saúde e à educação de populações necessitadas.
Falsos argumentos à parte, o problema hoje enfrentado pelas FFAA é principalmente político. Nas hostes do antimilitarismo há os sinceros, que no íntimo ainda não conseguiram apagar a memória dos anos da ditadura. E há os espertos, que se valem do compreensível sentimento dos sinceros para tentar encurralar os militares e impedir que exerçam, no âmbito da democracia, seu papel constitucional na defesa do Estado brasileiro e contras as ameaças internas e externas. Um exemplo é a reserva indígena Raposa Serra do Sol.
As FFAA devem habituar-se à dura fiscalização pela sociedade, elemento constitutivo do regime democrático. E a sociedade deve acostumar-se ao fato de as FFAA serem uma instituição como outra qualquer, com bons e maus integrantes. Daí a absoluta e premente necessidade de evitar que os militares sejam periodicamente vítimas do conceito de culpa coletiva, uma idéia de raízes nazifascistas, para não irmos mais longe.
Por falar em esperteza e sinceridade, talvez você esteja a se perguntar por que as duas interrogações no primeiro parágrafo desta coluna. Ora, as FFAA não estariam cumprindo sua atual missão carioca sem a anuência do comandante-em-chefe. E soldados não poderiam confraternizar com traficantes se a polícia do Rio estivesse realmente empenhada em combater os criminosos.
Elementar. Mas, assim como no recente caso da epidemia de dengue no Rio, Lula e Sérgio Cabral decidiram mergulhar e fazer que não é com eles. É uma tecnologia conhecida: fingir-se de morto na hora da batalha e aparecer depois para dividir os bônus da vitória.
Cabral e Lula são momentaneamente beneficiados por uma situação política peculiar. A presença do Exército no Morro da Providência relaciona-se com um projeto do senador Marcelo Crivella (PRB-RJ), candidato a prefeito da capital fluminense. O episódio das três mortes caiu, neste ano eleitoral, como uma luva para os muitos adversários do senador e da igreja dele, a Universal do Reino de Deus (Iurd). Como a igreja tem angariado mais inimigos do que recomendaria a prudência, o tempo fecha para Crivella e ninguém cobra nada do presidente e do governador.
Pensando bem, talvez num aspecto as Forças Armadas estejam mesmo despreparadas. Parece faltar aos nossos militares o necessário adestramento para freqüentar os meandros e labirintos de uma política partidária conduzida sem o menor apreço à verdade e ao interesse público. Bendito despreparo.
segunda-feira, 7 de janeiro de 2008
Crise militar à vista
A primeira é apoio da área de direitos humanos do desgoverno ao pedido de prisão de 13 brasileiros, acusados pela Justiça italiana de integrar a Operação Condor.
A segunda é a confirmação do STJ, em caráter definitivo, de sentença da Justiça Federal para que a União, no prazo de 120 dias, abra os arquivos militares e informe o paradeiro dos desaparecidos da guerrilha do Araguaia.
domingo, 6 de janeiro de 2008
EXCELENTÍSSIMOS SENHORES: Presidente da República e outras Autoridades
EXCELENTÍSSIMOS SENHORES: Presidente da República e outras autoridades
Doc. 1/2008
Presidente da República
Procurador Geral da Republica
Presidente do Supremo Tribunal Federal
Presidente do Senado Federal
Presidente da Câmara dos Deputados
Presidente do Superior Tribunal de Justiça
Presidente da Comissão de Direitos Humanos
A Sociedade Brasileira encontra-se cansada de ouvir acusações e denúncias contra as Forças Armadas Brasileiras e chefes ilustres do passado. Há como um silêncio criminoso por parte das autoridades brasileiras, permitindo que os meios de comunicação divulguem, às vezes de maneira distorcida, fatos que aconteceram no passado.
O GRUPO GUARARAPES faz este documento numa tentativa para que o País possa de uma vez por todas olhar com confiança para o futuro.
Vossas Excelências são responsáveis pelo destino do País e não podem ficar assistindo a se querer a mudar um passado por meio de embustes e mentiras. O momento que vivemos é muito grave e quando a bomba explodir não venham dizer que são as Forças Armadas as culpadas. Os culpados serão Vossas Excelências que foram omissos perante os fatos.
O GRUPO GUARARAPES admira a paciência dos Chefes Militares. São acusados de não defenderem os seus antigos chefes, às vezes até por companheiros de farda. Estão se mantendo nesta posição para que o País não tenha mais uma crise política, criada por políticos podres e muitas das vezes corruptos, como no momento atual. Eles devem estar sofrendo, pois sabem que um dos mais sagrados deveres do CHEFE É DEFENDER OS SEUS COMPANHEIROS E SUBORDINADOS CONTRA UMA INJUSTIÇA, ESTEJA ELE VIVO OU MORTO, COMO NO CASO da OPERAÇÃO CONDOR. Só como um pequeno lembrete: as crises políticas de 1930 até os dias atuais foram fabricadas por políticos (que se lembrem as "vivandeiras dos quartéis):
- 1930 - políticos do Rio Grande do Sul, Minas e Paraíba deram o golpe na eleição legal de Júlio Prestes;
- 1932 - políticos de São Paulo DEFLAGRARAM A "REVOLUÇÃO CONSTITUCIONALISTA;
- 1935 - políticos comunistas, vendidos ao Poder da URSS e financiados por Moscou deflagraram a Intentona Comunista. O Chefe – Carlos Prestes - recebia dinheiro (200 dólares por mês) de Moscou bem como a sua amante OLGA (AGENTE Comunista de MOSCOU);
- 1937 - políticos comandados pelo ditador - e político - VARGAS;
- 1938 - políticos integralistas (Don Helder Câmara, Plínio Salgado e outros);
- 1945 - políticos para restabelecer a democracia no País e colocar o ditador Vargas para fora;
- 1954 - suicídio do presidente, causado por crime praticado por políticos ligados ao presidente, que era inocente. Até a embaixada Brasileira nos USA foi comprada por 30.000 dólares (SAMUEL WEINER AUTOBIOGRAFIA);
- 1961 – crise Jânio Quadros, político que, irresponsavelmente, abandonou o cargo, pretensamente para causar uma convulsão social exigindo o seu retorno;
- 1964 - insuflação da indisciplina DENTRO DAS FORÇAS ARMADAS, por políticos de esquerda membros do governo João Goulart, visando uma república socialista comunista, resultando, por falta de autoridade, vagância do cargo de Presidente da República decretado pelo Congresso Nacional;
- 1968 - Desencadeamento da luta armada marxista pelos políticos da esquerda brasileira. Vamos citar um insuspeito comunista brasileiro para que Vossas Excelências não nos imputem paixões políticas. Diz JACOB GORENDER em seu livro COMBATE NAS TREVAS, página 248: "A esquerda brasileira de inspiração marxista pegou duas vezes em armas. Em 1935 e em 1968-1974".. Eles mataram, roubaram, seqüestram, fuzilaram e assaltaram para implantarem um sistema político ditatorial, nos moldes de CUBA – CHINA – URSS – ALBÂNIA etc. Não esqueçam a revolta da SORBONNE DE 1968.
Após este resumo histórico lembramos que não é bom esquecer os pensamentos de ALEXANDRE DUMAS:
"Pobre loucos que não compreendem que os homens podem às vezes mudar o futuro... nunca o passado"! e "O orgulho dos que não podem construir é destruir".
O passado foi de trabalho, organização do País e luta pelo desenvolvimento. O passado conseguiu colocar o Brasil em posição de destaque. Gostem ou não gostem, a história aí se encontra. O Brasil é outro. Muitos dos que roubaram, seqüestraram e cometeram crimes no passado cometeram outros, agora, no presente, fazendo parte de mensaleiros, aloprados e outras coisas mais.
Pensa o GRUPO GUARARAPES que é chegado o momento de se construir a Nação Brasileira e não destruí-la como está querendo uma esquerda que não aceita a sua incapacidade e mediocridade no Governo e por esta razão procura alimentar o ódio entre irmãos, para poder sobreviver nas crises que sempre criaram e procuram manter.
Se querem continuar a chafurdar na lama da desgraça que trouxe a luta armada, iniciada pela esquerda, seria bom que as AUTORIDADES RESPONSÁVEIS DESTE PAÍS INFELIZ apurassem onde se encontram os assassinos do português MANOEL HENRIQUE DE OLIVEIRA, morto no dia 21 de fevereiro de 1973; os assassinos do tenente ALBERTO
MENDES Jr., morto barbaramente na guerrilha de REGISTRO; os assassinos de Câmara Ferreira, Márcio Leite de Toledo (morto em 23 de março de 1971), Carlos Alberto Maciel Cardoso (morto em 12 de novembro de 1971), Francisco Jacques Moreira de Alvarenga (28 de junho de 1973), Salatiel Texieira Rolim (22 de junho de 1973) mortos pela esquerda
acusados de traição e sem nem direito de defesa. JACOB GORENDER não considera o assassinato do marinheiro inglês David A. Cuthbert como justiçamento e sim como um assassinato bárbaro. Não se tem notícia de que a COMISSÃO DE DIREITOS HUMANOS tivesse procurado a família do marinheiro inglês e dos muitos hediondamente mortos pela esquerda.
Ao terminar este documento, lembramos que muitos juramentos são feitos. Jura-se a Constituição e a modificam e a falsificam. Jura-se por tudo neste País e o juramento não é valido, pois se rouba o povo e os ladrões importantes soltos.
Os militares cumprem o JURAMENTO que fazem perante a BANDEIRA NACIONAL. Os políticos dão golpes e quebram juramento e nós que defendemos a DEMOCRACIA e não roubamos somos acusados das safadezas que eles fazem. O GRUPO GUARARAPES lembra o juramento da nobreza catalã ao REI:
"Nós, que cada um somos tanto como vós, e todos juntos mais que vós, vos fazemos nosso rei. Se observardes nossas leis e privilégios, estaremos a nós submetidos, e senão, não."
É assim que pensam os militares brasileiros. "SENÃO, NÃO".
ESTAMOS VIVOS! GRUPO GUARARAPES! PERSONALIDADE JURÍDICA sob reg. Nº 12 58 93, Cartório do 1º registro de títulos e documentos, em Fortaleza. Somos 1.299 CIVIS –
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In memoriam 28 militares e 2 civis
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Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
