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terça-feira, 23 de setembro de 2008

Em busca de um pretexto patriótico

Do portal do DIÁRIO DO COMÉRCIO
Por Olavo de Carvalho - 22/9/2008 - 21:29

Tudo o que os oficiais das Forças Armadas estão esperando para aderirem ao esquema de poder eterno de Lula é o pretexto patriótico.

A pressa indecente com que os opositores nominais do governo correm para apoiá-lo ao mínimo aceno de alguma vantagem possível é a prova de que a passagem do PT pelo poder, exatamente como previ há mais de dez anos, e ao contrário do que afirmavam todos os sapientes, não terá sido um episódio normal do rodízio democrático, e sim a inauguração de um novo sistema que, superposto à ordem democrática, terminará – já quase terminou – por engoli-la e fazê-la desaparecer para sempre.

A Nova República não foi senão uma tênue interface entre o governo militar e o Brasil socialista, marcado pela hegemonia esquerdista em todos os setores da vida social, pela simbiose macabra entre o governo e o banditismo crescente, pela corrupção em níveis jamais antes imaginados, pela destruição completa da cultura superior, pela institucionalização do paternalismo estatal como garantia do apoio popular, pelo fechamento das fronteiras mentais do País ao debate de idéias no mundo, pela transformação do sistema de ensino em máquina de adestramento da militância comunista e, last not least, pela progressiva e tácita criminalização de toda atividade capitalista, louvada ao mesmo tempo, numa alternância pavloviana de choques e queijos, como indispensável ao progresso da nação.

Como, no meio de toda essa tragédia, a economia cresce um pouquinho e esse pouquinho basta para acalmar uma multidão de consciências - que, aliás, jamais foram muito exigentes -, o sucesso do conjunto está garantido, e é óbvio, é patente que o sr. Lula tem todas as condições não apenas para fazer o seu sucessor, mas o sucessor do seu sucessor e todos os sucessores deste último por muitas décadas à frente. Cada político “de oposição” sabe disso e já tem nas mãos um leque de estratégias para adaptar-se à situação o mais confortavelmente possível, até simulando motivos éticos.

E os militares? Eles têm algum ressentimento, é verdade, mas, marginalizados e reduzidos a condições de subsistência humilhante, já nada podem fazer senão esboçar aqui e ali um protesto simbólico, ridicularizado pela mídia. Muitos deles já parecem reger-se pela psicologia dos miseráveis: prometa-lhes alguma coisa, por mínima que seja, e eles farão o que você quiser.

Antigamente a farda protegia contra a deterioração moral do ambiente. Mas ela não pode proteger contra uma cultura inteira. Só um gênio ou um louco pode desaculturar-se a si próprio.

O homem comum, fardado ou não, cede à onipresença hipnótica dos contravalores que antes desprezava, em nome de valores dos quais já não se lembra. Tudo o que muitos oficiais das nossas Forças Armadas estão esperando é um pretexto patriótico para a adesão final. Criaturas solícitas como o general Andrade Nery dão o melhor de si para fornecê-lo, dirigindo habilmente contra os EUA o ódio que deveria se voltar contra o globalismo anti-americano da ONU, o qual, sob pretextos indigenistas e contando com a proteção da Presidência da República, vai comendo território e reservas minerais do Brasil enquanto a Hora do Povo e o próprio senhor presidente desviam as atenções de civis e militares para a presença alegadamente ameaçadora da IV Frota americana que, é claro, viria roubar o nosso petróleo...

Esse panorama não apenas já era previsível em 2002, e até bem antes, como foi efetivamente previsto nos meus próprios artigos, enquanto ilustres comentaristas políticos e analistas estratégicos, pagos a peso de ouro pelo empresariado, diziam que nada disso ia acontecer, que o PT desfrutaria de seus quinze minutos de fama e em seguida sumiria na lata de lixo da História, deixando caminho aberto aos liberais para que construíssem uma democracia capitalista moderna e pujante, de fazer inveja à Suíça.

Pela raiva que tantos ainda sentem de quem lhes disse a verdade, pela generosidade com que continuam premiando quem os ludibriou, o que me pergunto é se, sob o pretexto de ouvir análises de conjuntura, o que querem mesmo não são apenas umas palavras animadoras, tanto mais bem-vindas quanto mais falsas.

terça-feira, 10 de junho de 2008

O Desgoverno Petista é um ilícito penal e um ilícito civil

Do blog MOVIMENTO ORDEM E VIGÍLIA CONTRA A CORRUPÇÃO
Por Geraldo Almendra

Uma terrorista e ladra de cofres particulares, pode ser obcecada pela legalidade? Somente um sujeito calhorda, mesmo ocupando um cargo público de alta relevância para os contribuintes, mas cúmplice do comunismo corrupto-canalha, é que poderia afirmar uma tamanha idiotice para tentar limpar um pouco a barra de um poder público que está mais sujo que pau de galinheiro.

Esta semana a sociedade dos esclarecidos, covardes ou cúmplices dos absurdos desvios de conduta moral e ética de um desgoverno-lesa-pátria, foi agraciada com mais dois escândalos da quase infinita série de absurdos desrespeitos aos contribuintes que trabalham mais de cinco meses por ano para sustentar os corruptos e os prostitutos da política.

Um dos escândalos foi relativo à compra da Varig cujos fatos já são do conhecimento de todos.

O outro foi o grotesco final da CPI dos cartões corporativos, que concluiu que roubar o contribuinte não passa de um engano – um ato falho irrelevante –, quando quem comete os crimes são os cúmplices do mais imoral, mentiroso, farsante, hipócrita e aético dos políticos da história do país.

Estamos cada vez mais próximos da encruzilhada que nos fornece apenas três caminhos.

A primeira alternativa é uma revolução no Poder Judiciário para que uma verdadeira justiça se faça presente, com os Tribunais Superiores abandonando suas já vergonhosas posturas de silêncio, postergação, relativismo ou cumplicidade com os crimes desse torpe desgoverno, que está apodrecendo os valores morais e éticos de nossa sociedade pela via da impunidade das “gangs dos quarentas” e seus cúmplices; as forças policiais legalistas, e os togados que ainda honram os diplomas que receberam e o juramento que fizeram para defender os princípios da Justiça, precisam se unir e combater com tolerância zero os canalhas da corrupção e do corporativismo sórdido.

A segunda, e mais adequada, é uma junta civil-militar depor este desgoverno corrupto, corporativista sórdido, imoral e aético, colocando na cadeia as “gangs dos quarenta” que tomaram conta dos podres poderes da República em todas as suas instâncias; o principal responsável pela escolha desse caminho é a falência da Justiça e a absurda prostituição da política, que fazem a prevaricação corruptora ser o principal instrumento de sobrevivência daqueles que são sustentados pelos contribuintes - otários e imbecis sempre explorados pelas apodrecidas oligarquias políticas e seus cúmplices.

A moralização do poder público, e do país, se faz urgente e necessária. Somente as Forças Armadas podem, neste momento, cumprir esse papel, sem que a sociedade seja novamente ludibriada com outra farsa de “redemocratização do país”.

Esperamos que o exemplo do General Heleno - com seu brio, sua coragem, e sua dignidade em defender a integridade territorial do país - possam servir de inspiração para os outros comandantes que se acomodaram às ordens de uma súcia de calhordas traidores de nossa pátria. Com uma junta civil-militar no poder poderemos gritar que "A era do caos, do crime e da impunidade acabou. Começa o império da Lei, da Ordem e da Justiça."

A terceira alternativa, financiada, avalizada ou apoiada por elites dirigentes calhordas, por banqueiros nacionais e internacionais, pelos exploradores ilegais das nossas riquezas naturais, por grandes empresários, por artistas e jornalistas traidores de nossa pátria, por estudantes comprados com verbas públicas, por ONGs que desviam o dinheiro dos contribuintes para fins ilícitos, por sindicatos cooptados pela corrupção, e pelo corporativismo sórdido, é o caminho da transformação definitiva do país em um covil comandado por bandidos.

É fundamental que haja uma consciência coletiva de que a sociedade, por força da falência da justiça e da degradação de valores morais e éticos semeada pelos canalhas prostitutos da política, imita o poder público que, no final das contas, a partir dos desgovernos civis, tem se mostrado o grande mestre/PHD da corrupção, do corporativismo sórdido, do covarde relativismo da justiça e da preservação da impunidade das “gangs dos quarentas” e seus cúmplices.

Não podemos mais nos apresentar como cidadãos covardes permitindo que bandidos tomem conta do poder público e nos chantageiem com suas “tropas de choque”.

Cada vez mais, de escândalo em escândalo, sem uma digna reação da sociedade, estamos nos candidatando, aos olhos do mundo civilizado, a sermos classificados como uma sociedade de ignorantes, de covardes, de corruptos e de corporativistas sórdidos, que é chefiada por quadrilhas de bandidos que tomaram conta do poder público após o maior estelionato eleitoral de nossa história, que colocou no poder um sapo barbudo e sua matula, que nunca deveriam ter saído do pântano fedorento da mediocridade política em que viviam.

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".