Não demonstre medo diante de seus inimigos. Seja bravo e justo e Deus o amará. Diga sempre a verdade, mesmo que isso o leve à morte. Proteja os mais fracos e seja correto. Assim, você estará em paz com Deus e contigo.
segunda-feira, 5 de maio de 2008
Duda Mendonça e o impeachment de Lula
“Não quero mais aborrecimento”
O publicitário Duda Mendonça fala a ÉPOCA sobre seu retorno ao marketing político, agora como consultor, e conta os bastidores da campanha que elegeu Lula presidente em 2002. Ele quebra um silêncio de quase três anos – desde que revelou, à CPI dos Correios, que recebeu dinheiro de caixa dois como pagamento pela campanha petista – e diz que só vai trabalhar com nota fiscal.
Meu comentário:
Duda Mendonça foi o mais sincero dos depoentes na CPMI dos Correios. Apareceu sem ser convidado para acompanhar sua sócia e foi falando. Questionei-o duramente e ouvi o que não imaginava pudesse ouvir. Duda denunciou e apresentou documentos. Corrupção eleitoral, evasão de divisas, caixa dois, sonegação fiscal etc. Ao informar que recebeu no exterior a parte mais significativa do valor contratado, já no exercício do mandato de Lula e que o pagamento foi muito superior ao declarado pelo PT ao TSE, carimbou o mandato do Presidente. Fiquei impressionado. Deixei a CPMI e fui ao plenário do Senado. Solicitei a palavra como líder e disse que a partir daquele momento era inadimissível não discutir o impeachment de Lula. Sobravam consistentes razões. Estávamos diante do maior escândalo da história recente do nosso país. Ao final dos trabalhos daquela comissão, apresentei voto em separado pedindo a instauração do processo de impeachment. Cumpri meu dever. Fiquei solitário.
Derrota providencial
Postado por movcc na segunda-feira, 05 de maio de 2008
Julgamento do STF tende a limitar edição de medidas provisórias pelo Executivo federal, o que abre margem a reforma. Editorial da Folha de São Paulo
O Supremo Tribunal Federal (STF) está prestes a tomar uma decisão que poderá romper um dos piores vícios da democracia brasileira -o inconfessável acordo entre Executivo e Legislativo que transformou as medidas provisórias (MPs) num jogo permanente de chantagens e tráfico de influência.
O que está em causa é o julgamento da ação direta de inconstitucionalidade (Adin) proposta pelo PSDB contra a medida provisória nº 405, de dezembro passado, pela qual o presidente Luiz Inácio Lula da Silva abriu um crédito extraordinário no valor de R$ 5,455 bilhões em favor da Justiça Eleitoral e de diversos órgãos do Executivo.
Na Adin, os tucanos argumentam que a MP não atende aos pressupostos constitucionais da urgência e da relevância previstos no artigo 62 da Carta, nem o da imprevisibilidade, requerida pelo artigo 167 para a abertura de créditos extraordinários.
Cinco ministros já se manifestaram pela inconstitucionalidade da MP. Basta que mais um vote com o relator -o que é dado como certo- para que o governo sofra uma derrota histórica.
Até aqui, o Supremo vinha arquivando todas as ações judiciais contra MPs que tivessem como argumento central a falta de relevância e urgência. O entendimento da corte era que medidas provisórias funcionavam como uma espécie de ato administrativo do Executivo que cabia ao Legislativo chancelar ou recusar. Na discussão dessa preliminar, a maioria dos ministros optou por rever tal interpretação. É justamente esse reposicionamento hermenêutico que traz preocupações ao governo.
Pelas regras atuais, uma MP tem força de lei por 60 dias, renováveis por igual período. Precisa ser aprovada dentro desse prazo pelo Congresso para tornar-se perene e não caducar. A partir do 45º dia de tramitação, ela passa a bloquear a pauta da Casa, ou seja, nada pode ser votado antes dela.
O problema é que, como o Planalto praticamente governa por MPs, a pauta do Legislativo fica inteiramente a reboque do Executivo, o que prejudica o debate parlamentar e atenta contra a repartição dos Poderes. O que o Supremo Tribunal Federal faz ao abrir a perspectiva de que a relevância e a urgência de cada MP sejam avaliadas pela corte é introduzir uma nova -e salutar- incerteza nos cálculos do governo. Para aprovar seus projetos, o Planalto já não pode contar que bastará baixar a MP e cooptar os parlamentares necessários para a sua aprovação.
A mudança de atitude do STF oferece uma excelente ocasião para que Executivo e Legislativo negociem novas regras para a tramitação de MPs. É preciso fazer com que vigore de fato a noção, já inscrita no texto constitucional, de que se trata de instrumento emergencial - e não de legislação comum, como tem sido.
Ganharia a democracia brasileira, cujo Legislativo se tornaria mais forte e, por conseqüência, mais responsável.
Lições da crise colombiana II – Próximo alvo: Peru
Do portal MÍDIA SEM MÁSCARA
por Heitor De Paola em 05 de maio de 2008
Resumo: Um novo componente na grave situação vivida pela América do Sul: os interesses do bilionário George Soros.
© 2008 MidiaSemMascara.org
A estratégia para desestabilização interna
Como já disse em artigos anteriores sobre o cerco à Colômbia (O cerco à Colômbia I e II) e Graça Salgueiro deixou bem claro no seu último artigo, com a eleição de Lugo no Paraguai resta somente as Guianas, Colômbia e Peru para a América do Sul ser conquistada completamente pelo Foro de São Paulo. Mas não falta muito tempo. O cerco à Colômbia segue cada vez mais apertado com inúmeras denúncias de ligações parlamentares vinculados a Uribe com paramilitares de direita, e o caminho para o reconhecimento das FARC como “força beligerante”, não mais um bando de guerrilheiros e terroristas narcotraficantes, teve significativos avanços recentemente. A capa do Diário VEA, pasquim “bolivariano” de distribuição interna na Venezuela diz tudo (note-se que Bachelet não é retratada; será que não confiam nela?):
http://www.lapatriagrande.net/011_frevemun/fnbr/diario_vea.htm
Quem afirma que o Peru é o próximo alvo é Evo Morales, em entrevista para o diário argentino Crítica. Depois de comentar a vitória de Lugo e perguntado qual seria o novo passo, respondeu: “El siguiente paso es Perú y Colombia”. Morales prepara-se para enfrentar no próximo domingo (ontem) o referendo autonômico do Departamento de Santa Cruz. O documento é uma proposta federalista e não separatista como é apresentado por Morales. Em violento discurso ontem, 29/04, na sede da polícia de Santa Cruz de la Sierra, Morales chamou o povo a defender a “unidade nacional com inclusão social” . “Faço um chamado ao povo, às suas instituições, às suas autoridades e aos movimentos sociais para trabalharem pela unidade nacional, pela igualdade de nossas famílias (...) o diálogo deve se centrar em temas que apontem para resolver as necessidades do povo e não apenas de alguns (...) e atender às demandas históricas dos que sempre foram marginalizados pelos governos passados”. Através de seu Chanceler David Choquehuanca, de visita a Cuba, mandou recado de que não acatará o resultado do referendo.
Apesar de clamar pela unidade e integridade territorial não hesitará em permitir, “se necessário” – isto é, se perder o referendo -, a entrada maciça de tropas venezuelanas em Santa Cruz, como foi noticiado por El Diário Exterior. Para a oposição o referendo autonômico é a desculpa perfeita que necessita Morales para justificar, perante a opinião pública, a presença de soldados chavistas e elementos da Frente Francisco de Miranda, uma brigada juvenil paramilitar tri-nacional de ação rápida (Cuba-Venezuela-Bolívia) para a defesa pelas armas – possui fuzis de assalto Kalashnikov - da revolução em seus países. Fundada em 2003, em cerimônia presidida pelo atual Vice-Presidente boliviano Álvaro García Linera, se apresenta como “uma força anti-imperialista, disciplinada, dinâmica e organizada, fundamental na luta para erradicar a pobreza em todas as suas manifestações e alcançar a igualdade social na Venezuela”. Para entender melhor seu significado deve ser assistido o vídeo do discurso de Chávez no 3º aniversário e a doutrinação de crianças para o que chamam de “sementeira do homem novo bolivariano”.
O CERCO AO PERU
Segundo informa Mary Anastasia O’Grady, Editora para as Américas do Wall Street Journal (Friends of Terror in Peru, 28/04), na última quinta-feira o Parlamento Europeu retirou o Movimento Revolucionário peruano Tupac Amaru (MRTA) da lista de grupos guerrilheiros. O Deputado peruano Rolando Sousa, Presidente de um sub-comitê do Congresso para examinar as atividades do Movimento Bolivariano no país, entrevistado por ela há dez dias, fez revelações estarrecedoras (em itálico as palavras de O’Grady):
“Mr. Sousa disse que o Movimento Bolivariano de Hugo Chávez está apoiado num tripé, com duas pernas legais e uma terceira ilegal. A primeira é constituída pela ‘diplomacia’ oficial venezuelana: descontos no preço do petróleo conquistaram a lealdade de 19 países da região, além da compra da dívida argentina e a ajuda para os projetos de energia equatorianos. Tudo serve para criar dependência e estabelecer o domínio venezuelano.
A segunda é o esforço para controlar ideologicamente os sindicatos e as associações populares. Estas organizações criaram uma série de outras ‘associações sem fins lucrativos’ que, segundo Sousa, funcionam internamente como partidos políticos possuindo inclusive cargos oficiais como ‘secretário de relações exteriores’ e ‘secretário ideológico’. Os nomes dessas associações – como as ‘Casas de Alba’ (de Alternativa Bolivariana para as Américas) ou as ‘Casas da Amizade’ soam inócuos, mas seus objetivos, como as moedas, têm duas faces, uma aberta e outra fechada: abertamente elas administram clínicas de olhos, programas de alfabetização e centros de saúde administrados por médicos cubanos. Nos bastidores sua função real é a doutrinação ideológica de extrema esquerda da população mais pobre do Peru.
A terceira perna – a ilegal – é a mais perigosa. Sousa cita dois grupos: a ‘Coordenação Bolivariana Continental’ e o ‘Congresso Bolivariano do Povo’. Ambas estão recrutando e usando os elementos mais extremados – anarquistas, terroristas e esquerdistas radicais – para produzir a ‘condição de caos social’ necessária para criar a impressão de que a democracia não está funcionando. Quando isto for conseguido, as organizações populares – financiadas por ONG’s internacionais (ver abaixo) – estão a postos, prontas para conduzir os extremistas ao poder através do voto”. Pelo que se sabe estaria sendo preparada a vitória de Ollanta Humala em 2011 por via legal, ou na marra antes disto.
Esta foi a estratégia usada na Bolívia para derrubar o governo de Sánchez de Losada em 2003 e levar Morales ao poder. O mesmo está sendo tentado para derrubar Alan García e será usado contra qualquer governo democrático que se interponha aos desígnios comunistas do Foro de São Paulo, infelizmente não citado nenhuma vez por Mary O’Grady. Embora eu não tenha no momento informações acuradas, a mesma estratégia deve estar sendo desenvolvida no México e em El Salvador, e para uma eventual vitória da oposição liberal no Chile.
OS ESTRATEGISTAS POR DETRÁS DA ESTRATÉGIA
A quem interessa a desestabilização das democracias latino-americanas e sua dominação pelo “Movimento Bolivariano” e pelas FARC, além dos óbvios sócios aparentes do Foro de São Paulo? A decisão européia, embora desastrosa, foi muito instrutiva por fornecer as pistas para as ONG’s internacionais que suportam ideológica e financeiramente os terroristas e permitem seus avanços. São organizações defensoras dos “direitos humanos” financiadas por governos europeus e o que eufemisticamente se chama de “filantropos”.
O grupo peruano APRODEH (Associación Pro Derechos Humanos) foi a mais ativa junto ao Parlamento Europeu no sentido de retirar o MRTA da lista de organizações terroristas, contrariando todas as recomendações do Governo Peruano através de seu Ministério das Relações Exteriores e seu Embaixador junto ao organismo. De acordo com relatórios governamentais de 2007 a APRODEH recebe fundos da Oxfam America, da Open Society de George Soros, da John Merck Foundation, da Municipalidad de Barcelona, da Embaixada da Holanda e de uma agência governamental americana chamada Inter-American Foundation, entre muitas outras. Relata O’Grady que na última sexta-feira, 25/04, o governo peruano exigiu que a APRODEH explicasse “como sua condição de não-governamental permite que ela intervenha a favor de terroristas, como fez no Parlamento Europeu”. Ainda segundo o Deputado Sousa “uma Comissão Especial do Congresso Peruano tentará esclarecer melhor as conexões entre estas ONG’s, o Movimento Bolivariano e os movimentos terroristas peruanos”.
O’Grady também entrevistou o Presidente Alan García que disse: “Estas ONG’s anticapitalistas financiadas do exterior também desempenham um papel preponderante em bloquear todas as ações desenvolvimentistas do Governo, o que me deixa atônito e surpreso!”. O’Grady também se mostrou surpresa, “principalmente considerando o fato de que as vítimas da pobreza e da violência que esta agenda produz são os mais vulneráveis”. Duvido que algum leitor assíduo do Mídia Sem Máscara fique surpreso. Qualquer destes leitores seria capaz de dar uma aula aos dois perplexos.
NETWAR & NETWORKS
No último artigo mencionei en passant o conceito de netwar desenvolvido por John Arquilla & David Ronfeldt. Só para dar uma pálida idéia de como estas redes funcionam, tomemos um único fio da meada: George Soros, Presidente do Soros Fund Management e da Open Society Institute. Soros financia a APRODEH e tem interesses variados na América Latina, inclusive no Brasil. Ao mesmo tempo, é o maior defensor mundial da descriminalização das drogas, mantendo, entre outras, a Marijuana Policy Project (www.mpp.org/); o principal programa da MPP é a defesa do Harm Reduction Program (Programa de Redução de Danos, ver meu artigo e demais informações em www.braha.org/) que defende a livre e gratuita distribuição de seringas para drogados; as FARC são os maiores produtores e exportadores de drogas e quanto mais fácil usá-las mais venderá; as FARC são aliadas de Chávez e participam ativamente dos programas da APRODEH.
| George Soros. |
Além disto, Soros é intimamente ligado ao Ex-presidente Ricardo Lagos, do Chile e de seu então Ministro da Justiça José Miguel Insulza, que hoje preside a OEA (Organização dos Estados Americanos), a qual recentemente condenou a Colômbia pelo ataque ao acampamento das FARC no Equador. Recentemente Insulza convidou Soros para ser conferencista da Lecture Series of the Americas, na sede da OEA em Washington D.C. e na ocasião apresentou-o como “um grande estadista e diplomata” [2], coisas que Soros jamais foi. Noutro momento, perante uma Comissão do Congresso Americano, Insulza, provável candidato socialista à Presidência do Chile, qualificou as FARC de “combatentes irregulares”. Soros se esforça para desqualificar também as FARC como grupo de narcotraficantes, terroristas e guerrilheiros.
Há mais, muito mais conexões, mas sugiro aos leitores, para praticar, tentarem montar um quadro esquemático com as informações acima. Será muito instrutivo, para dizer o mínimo!
[1] pode ser vista em http://www.hacer.org/current/Bolivia132.php
[2] ver em http://www.oas.org/OASpage/videosondemand/home_eng/videos_query.asp?sCodigo=06-0193# e http://www.oas.org/catedra/english/video.asp
O autor é escritor e comentarista político, membro da International Psychoanalytical Association e ex-Clinical Consultant, Boyer House Foundation, Berkeley, Califórnia, Membro do Board of Directors da Drug Watch International, e Diretor Cultural do Farol da Democracia Representativa (www.faroldademocracia.org) . Possui trabalhos nas áreas de psicanálise e comentários políticos publicados no Brasil e exterior. E é ex-militante da organização comunista clandestina, Ação Popular (AP).
Bolívia: a questão Santa Cruz
Domingo, 04 de maio de 2008
Aconteceu hoje na Bolívia um importante referendum promovido pelo estado de Santa Cruz que pede sua autonomia em relação ao governo do país. Ao contrário do que estão apregoando, Evo Morales, Hugo Chávez e demais forças políticas comuno-socialistas da América Latina, o que os santa-cruzenhos desejam não é o separatismo mas a descentralização econômico-administrativa, a federalização de seu estado que é quem mais produz e, no entanto, se vê penalizado pelas políticas comuno-chavistas do “Socialismo do Século XXI” do cocalero presidente Morales.
Fiz o enorme sacrifício de assistir os telejornais da rede Globo durante toda a semana, para ver se davam alguma informação acerca deste acontecimento mas, como era previsível, a única informação que parece não acabar nunca é o caso da menina Isabelle assassinada no começo do mês em São Paulo, que é divulgado com riqueza de detalhes e pormenores. Não minimizo este crime hediondo mas, convenhamos, a mídia nacional foi a grande responsável pela histeria coletiva que se instalou em torno do caso que, por mais grave que tenha sido, foi um caso particular que não diz respeito ao país, aos destinos da Nação. Do mesmo modo é o caso da Reserva Raposa Serra do Sol, - este sim, um legítimo processo de separatismo - que não é levado às discussões públicas, cuja mídia pouco ou nada informa porque não interessa ao governo que a população saiba do ato lesivo à nossa soberania que está sendo tramado de comum acordo com a neo-comunista ONU e outros organismos igualmente comuno-internacionalistas.
O referendum que pede a autonomia de Santa Cruz é legítmo, entretanto, Morales e seus seguidores insistem em mentir, alegando que a “oligarquia” apoiada pelo “império” não quer perder seus privilégios e joga irmãos contra irmãos. Se há algo ilegal é a Constituição boliviana vigente – na qual ele tem se apoiado para desautorizar o referendum -, pois foi feita a portas fechadas e contando apenas com os parlamentares oficialistas; a oposição foi PROIBIDA de entrar no recinto e participar da votação, o que significa, em qualquer país do mundo civilizado onde vige o regime democrático, uma fraude, um embuste, uma gigantesca FARSA. As imagens (fotos e canal CNN em Espanhol) do dia de hoje na Bolívia, dão conta de extrema violência por parte dos seguidores do cocalero presidente, como mostram as fotos que ilustram a edição de hoje.
Para que se compreenda melhor o que significa este referendum para seus promotores, sugiro a leitura do artigo “Lições da crise colombiana II - próximo alvo: Peru”, do brilhante analista político e meu amigo Heitor De Paola, bem como “Bolivianos, cuidado com a OEA” do presidente de Fuerza Solidaria, do também amigo Alejandro Peña Esclusa.
Os temores sobre o aumento da violência interna na Bolívia se viram agudizados na última semana, ante a radicalização de atos organizados por aquilo que eufemisticamente insistem em chamar de “movimentos sociais” que respaldam o governo, sobretudo os sub-humanos índios aymarás – etnia de Morales - conhecidos como “ponchos vermelhos”. Em novembro do ano passado eles já se articulavam contra a chamada “Meia Lua”, que conforma os estados Santa Cruz, Tarija, Beni, Cochabamba e Pando que pedem a autonomia, e chegaram a incendiar a prefeitura de um desses estados sendo contido a tempo e não deixando vítimas. Apesar de já ter sido divulgado amplamente pela rede, não tem desperdício rever “Na Bolívia degolam cães em ameaça aos opositores”, filmado em 23 de novembro de 2007, que descreve com precisão a quê esta gente está disposta.
E hoje eles tomaram as ruas, fecharam estradas, incediaram urnas e cédulas de votação. Junto com oficialistas do partido MAS (Movimiento Al Socialismo), tentaram impedir que as pessoas votassem deixando até agora um saldo de 20 pessoas feridas e 1 morta, a maioria nas localidades de San Julián, Yapacaní, Montero e Plan Tres Mil, um dos bairros mais pobres de Yapacaní.
As tensões já existentes foram agravadas por um pronunciamento publicado nos jornais das Forças Armadas que afirmavam que não se podia aprovar o estatuto autonômico porque ele “afeta a segurança e defesa nacional do Estado boliviano” e que “depois de ter realizado uma exaustiva análise do projeto de Estatuto Autonômico de Santa Cruz, alguns de seus artigos afetam a segurança e defesa nacional do Estado boliviano”. Esta declaração dos altos comandos do Exército, Aviação e Marinha é seguida por outra do Conselho Supremo de Defesa Nacional, uma instância militar de apoio às Forças Armadas, que advertiu no sábado que o estatuto autonômico do estado de Santa Cruz “ameaça a integridade do território nacional”, repetindo o que determina o agoverno autoritário do cocalero presidente Morales.
Chávez e seu ministro da Defesa foram derrotados mais uma vez pela oficialidade que se negou a deslocar-se até a Bolívia para servir de “guarda-costas” de Morales. Conforme conta Patricia Poleo em sua coluna “Factores de Poder”, no jornal “El Nuevo País” de hoje. “Desde sexta-feira à tarde, oficiais de todas as Forças, especialmente da Guarda Nacional, majores, capitães e tenentes estavam sendo citados na DIM (Direção de Inteligência Militar), por dezenas de panfletos e comunicados que estiveram circulando nas instalções militares desde que o ministro da Defesa, Gustavo Rangel Briceño, chamou de ‘burros’ os oficiais institucionais”. (...) “Em fontes militares já se comenta, sem medo e sem pudor, que um dos detonantes para que o ministro da Defesa arremetesse contra os militares institucionais, foi a negativa destes em trasladar-se à Bolívia para reforçar a segurança de Evo Morales durante o referendum de hoje, domingo, que se anuncia que será letal para a estabilidade do presidente boliviano.Os oficiais simplesmente se negaram a obedecer a ordem de atuar na Bolívia” ..
A respeito desse “destempero” do ministro da Defesa “rojo, rojito”, vale a pena registrar o que ele disse no Forte Tiuna (sede do Ministério da Defesa), pois é com um elemento destes que o governo brasileiro, através do seu ministro da Defesa Nelson Jobim e as nossas Forças Armadas, está fechando acordo de criar até outubro deste ano o “Conselho Sul-americano de Defesa”. Disse ele em escandalosa declaração afrontosa à Constituição que, antes, proibia a politização das FAN: “Não aceito essa visão covarde que retira das responsabilidades reais e verdadeiras do momento histórico que estamos vivendo porque ‘eu sou institucionalista e então, não...’. Então, você não? Então você se vá, você está fora de ordem, não entende o que está se passando”. E perguntou se um “institucionalista” não é na realidade “um grande covarde ou um burro que se nega a aceitar a realidade. Temos uma realidade na mão e ela é política. A oportunidade que temos é política”. E encerrou com “Pátria, Socialismo ou Morte. Venceremos!”.
Depois deste parênteses que merecia ser comentado porque está relacionado com o evento da Bolívia de hoje, é da maior importância se saber porquê a violência do bando oficialista, quais são seus reais interesses para o país e porquê a oposição insistiu tanto nessa autonomia. Em um documento escrito em agosto de 2006, logo após a assunção de Morales à Presidência, seu partido (MAS) elaborou um documento – assinado por Morales - que vem cumprindo diligentemente e que só através dele é possível compreender todo este processo. Intitulado “Guia de Ação Política de Orinoca – Para os companheiros revolucionários do MAS e seus aliados”, o documento descreve em detalhes suas estratégias, focos de ação e alvos a atingir. Copio apenas os itens mais importantes:
“1. Como objetivo: a criação de um Estado plurinacional camponês-indígena e com um governo centralista e estruturado sobre a figura de nosso líder, Evo Morales Ayma.
(...)
- Trata-se de conformar uma Democracia formal socialista com poder total e absoluto [o socialismo é pragmático e deve se orientar pelos estabelecimentos do Socialismo do Século XXI e promovido pelo camarada, irmão e Comandante Hugo Chávez da Venezuela];
- Viabilidade do novo Estado: Conformar uma Pátria Grande Sul-americana e bolivariana. Para isso é desejável a conformação de forças estatais-repressivas conjuntas entre países da região com orientação socialista e financiada pelos próprios Estados, e o orçamento facilitado pelo Governo bolivariano da Venezuela;
- Estabelece-se um ‘neo-foquismo’, onde a Bolívia seja o centro de irradiação deste Socialismo do Século XXI em nível latino-americano e promovido principalmente pelo governo-irmão da Venezuela;
- É também desejável a conformação e o financiamento de grupos ou forças irregulares, para reprimir a sociedade civil rebelde, se isto for necessário. Estes quadros deverão ser orientados a gerar violência na sociedade boliviana, e assim confrontar exitosamente os oligarcas e anti-revolucionários. Não se descarta que estes grupos sejam multinacionais: peruanos, bolivianos, colombianos, etc., pois a luta agora é universal e latino-americana;
- É positiva e funcional a cooptação de organizações sociais do país, como modo de grupos de pressão para reprimir instituições políticas ou sociais da oposição, assim como meios de comunicação burgueses e opostas à mudança.
II – Como justificativa: Se não se puder por meios democráticos, a violência [parteira da História] é necessária para impor o Novo Estado Plurinacional.Como políticas a serem levadas a cabo pelo governo revolucionário do MAS:
1. Estabelecimentos Estratégicos
1.1. Deve-se promover a agudização das contradições na sociedade boliviana. É desejável a crise econômica e política do país, deste modo a instabilidade geral e o caos possibilitarão o governo revolucionário do Companheiro Evo atuar com a força requerida para impor nosso projeto de Estado;
1.2. Destruir o neoliberalismo (lembrem-se que este foi o mote do XIII Encontro do Foro de São Paulo ocorrido no ano passado) de ultra-direita fundamentado hoje, na chamada República boliviana e representada pela ‘Meia Lua’.
1.3. Deve-se instrumentalizar exitosamente a Assembléia Constituinte para impor a visão do novo Estado.
(...)
1.5. Deve-se continuar com o processo exitoso de cooptação de:
b) Níveis hierárquicos das FFAA e da Polícia. Com a ajuda econômica do irmão Governo da Venezuela, espera-se a lealdade destes efetivos e funcionários para a repressão política planejada especialmente para a Meia Lua.
(...)
3. Atacar o inimigo do Povo: a Meia Lua
3.1. O inimigo do povo é a denominada “Meia Lua”, hoje em processo de articulação. Dentro deste contexto, o inimigo estratégico é o Estado de Santa Cruz de la Sierra, visibilizado através do Prefeito e Comitê Cívico;
Justificativa: O inimigo deve ser aniquilado porque através do processo autonômico estadual, se poderia inviabilizar o novo Estado Plurinacional [que está por nascer]. Lembremos que tais autonomias defendem o Estado de Direito, a democracia e outras instituições burguesas e corruptas próprias da atual República da Bolívia; precisamente – pois – promovem as instituições que o povo deve ‘desmontar’.
3.2. Estratégias/Ações:
Gestar a inevitável divisão e confrontação campo-cidade em nível municipal. No caso de Santa Cruz inclusive, já se selecionaram municípios com elevada população migrante camponês-indígena (San Julián, etc.), para opor-se ao processo autonômico. Deve-se financiar quadros e grupos de pressão para violentar, quando seja necessário, o processo autonômico oligárquico e corrupto, e durante o processo de expropriação de terras aos fazendeiros e latifundiários”. E encerra com as palavras do cocalero-presidente: “Companheiras e companheiros revolucionários, creio que este guia será o instrumento de mudança para levar o poder ao povo e a nossos irmãos camponeses, indígenas e originários. Pátria ou Morte! Venceremos ao lado do povo! Morte à Bolívia senhorial e colonial!
Evo Morales Ayma – Presidente constitucional da República da Bolívia”.
Bem, o documento é imenso mas creio que estes itens são bastantes para se avaliar e compreender o processo acelerado de comunização castro-chavista que está ocorrendo na Bolívia hoje, sem esquecer que tudo isto tem o aval, estímulo e iniciativa do governo brasileiro através do Foro de São Paulo.
Esta vitória é mais uma pedra no sapato do “Eixo do Mal” e do Foro de São Paulo, derrotado pela segunda vez em referedum (a primeira foi a derrota de Chávez em 2 de dezembro passado, também para implantar um regime totalitário comunista), o que prova que, majoritariamente, o povo latino-americano rejeita categoricamente o comunismo, é amante da ordem, do progresso, da liberdade e da democracia, não um arremedo dela, como estamos vivendo hoje no Brasil dos “cumpanhêro”. Que Deus abençoe e proteja os bolivianos de bem!
Fiquem com Deus e até a próxima!
Comentários e traduções:Graça Salgueiro
domingo, 4 de maio de 2008
Bolívia: Santa Cruz apóia em massa estatuto autonômico (TV)
Domingo, 05 de maio de 2008
89% DOS VOTOS DE SANTA CRUZ APOIARAM AUTONOMIA
Os primeiros informes não oficiais sobre os resultados do referendo realizado hoje na região de Santa Cruz assinalam que em zonas urbanas o apoio à autonomia foi de 88,9% e a rejeição de 11,1%, enquanto que nas rurais o Sim registrou 83,6% e a desaprovação, 16,4%.
Segundo pesquisas de boca-de-urna divulgadas pelo canal de televisão privada Red Uno, 85,9% dos eleitores da próspera região de Santa Cruz apoiaram o Sim à criação do primeiro governo autônomo da Bolívia, num polêmico referendo realizado neste domingo.
O plebiscito - considerado ilegal pelo governo - foi realizado durante oito horas, em meio a incidentes isolados no bairro 'Plan 3000', no sul da cidade e baluarte eleitoral do partido governista MAS, e nas zonas rurais do departamento; pelo menos 28 pessoas ficaram feridas, segundo o ministro de Governo (Interior), Alfredo Rada.
Com exceção dos incidentes registrados nos bolsões governistas, a consulta foi realizada com normalidade, apesar de o ministro Alfredo Rada dizer que o processo autonomista "fracassou porque simplesmente levou à divisão do próprio povo do departamento" de Santa Cruz.
O prefeito Rubén Costas, um dos incentivadores do projeto autonômico, destacou o "ambiente festivo" em que se realizou o referendo e o líder civil de Santa Cruz, Branko Marinkovic, questionou setores pró-governamentais "que impulsionaram episódios de violência" durante a jornada.
Segundo a corte eleitoral local, 935.527 pessoas foram habilitadas a votar e ainda não há informação oficial sobre o percentual de eleitores que compareceram às urnas.
QUEM SÃO OS GRUPOS FASCISTAS?
O melhor jeito de analisarmos uma situação, caso não tenhamos muito conhecimento da causa, é ver quem a defende. Na questão do referendo da Bolívia, o Chávez logicamente que foi contra.
Além do direito incontestável do povo boliviano em não aceitar a socialismo idiota do Evo Morales, em distribuir aos índios as terras dos que produzem, o fato de o Chávez apoiar tal discrepância, por si só, já escancara o lado errado da situação. O Chávez é a própria assinatura do diabo que tudo que endossa é criminoso. Pois não é que ele lamentou a violência de "grupos fascistas" bolivianos que apóiam a autonomia
Parabéns ao povo boliviano que não se curvou diante das ameaças das carrancas raivosas que atearam fogo, roubaram urnas, obstruíram caminhos e agrediram os que disseram NÃO à política indigenista e retrógrada do Evo Morales. Venceu o progresso, o Evo perdeu. Assim como o Chávez levou um NÃO no seu referendo, o Índio levou um SIM, pela autonomia de Santa Cruz
OBSERVADORES DA HUMAN RIGHTS FOUNDATION
“Foi inconcebível o que aconteceu”. Segundo, o Notimex, um ancião morreu por inalação de gás lacrimogêneo lançado pela polícia para dispersar as tribos do Evo que tentavam impedir e boicotar a votação, em Santa Cruz. Outros 22 ficaram feridos.
O presidente da organização Human Rights Foundation, Thor Halvorssen, que liderou um grupo de observadores, afirmou à Notimex que um dos centros de votação na zona de Montero foi incendiado, e que “desconhecidos” roubaram as urnas. "Esta é uma maneira de fazer terrorismo, tirar o direito ao voto do povo de Santa Cruz ao invés de deixá-los votar. Se alguém não está de acordo com a proposta do estatuto de autonomia, que vote ‘NÃO’ ou nulo, porém tirar o direito de votar é criminoso.
O observador acusou o governo de não proteger os recintos das votações e permitiu que imperasse uma situação de anarquia, na qual as pessoas que não são afetas ao processo se converteram em "terroristas eleitorais". "Isso é inconcebível, e é insólito o que aconteceu de o material roubado ontem (por membros do Movimento ao Socialismo) ser utilizado para denunciar à imprensa que ouve fraudes. Esse material foi roubado e foi usado para denunciar que ouve fraude, afirmou o observador, se referindo ao diretor nacional para Assuntos Rurais do governo da Bolívia e membro da Alternativa Bolivariana para as Américas (ALBA), Romeo Amorín, que foi capturado junto com outras cinco pessoas com a documentação eleitoral roubada.
A Ditadura do Proletariado, segundo Marx - Socialismo é apenas etapa anterior ao Comunismo - Marx, o salafrário
por Carlos I.S. Azambuja em 03 de maio de 2008
Resumo: O socialismo não é um modo de produção autônomo como o é o capitalismo, e nem um Estado acabado. Então, o que é o socialismo? (C.T. - apenas uma desculpa para um golpe de estado aplicado por um grupo interessado no poder total (legislativo, executivo, judiciário e também religioso, a religião do Estado Social-escravocrata, a adoração do líder como aconteceu com Hitler, Fidel, Mao, etc, etc, etc...) e eterno. Em resumo, uma DINASTIA como a Dinastia Castro em Cuba, onde Fidel deixou o poder para o irmão.)
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Como plagiador, Marx ultrapassa os limites da pura desonestidade. De Marat, se apropria da frase “o proletariado nada tem a perder, exceto os seus grilhões”. De Heine, “a religião é o ópio do povo”. De Louis Blanc, sacou a fórmula “de cada um segundo suas capacidades, a cada um segundo suas necessidades”.
De Shapper, tirou a convocação “trabalhadores de todo o mundo, uni-vos”, e de Blanqui, a expressão “ditadura do proletariado”. Até mesmo sua obra bem acabada e vertiginosa, O Manifesto Comunista (1848, em parceria com Engels), é um plágio vergonhoso de O Manifesto da Democracia, de Victor Considérant, escrito cinco anos antes.
A opção da via democrática ao socialismo e o abandono do princípio da ditadura do proletariado como expressão do poder político da classe operária é um debate teórico que se desenrola, há anos, no Movimento Comunista Internacional, pois é considerado aquilo que constitui a chave do marxismo-leninismo: a teoria de Estado.
A fase, ou etapa, do Estado de todo o povo, conforme definição constante da Constituição stalinista de 1936, ou do socialismo desenvolvido, segundo a Constituição de 1977, apresenta formas inéditas de Estado, sem explicação e nem fundamentação teórica desde a perspectiva da teoria marxista. Ou seja, significa uma etapa a mais entre o capitalismo e o comunismo, introduzida pelos ideólogos do Kremlin.
É sabido que Marx assinalou que “entre a sociedade capitalista e a sociedade comunista existiria um período de transformação revolucionária da primeira na segunda (...) Esse período de transformação do capitalismo em comunismo seria denominado socialismo, ou primeira fase da sociedade comunista”.
A caracterização do socialismo como primeira fase da sociedade comunista é fundamental para compreender seu alcance e limitações.
Ao assinalar que essa fase intermediária entre o capitalismo e o comunismo levaria, ainda, “o sinete da velha sociedade”, Marx reconheceu que, necessariamente, persistiriam elementos da velha sociedade capitalista em luta com aqueles elementos que seriam expressão da nova sociedade: a comunista. Persistiria existindo o direito burguês, que prosseguiria regendo o caráter da distribuição da riqueza social: “a cada um segundo o seu trabalho”. Persistiria a exploração do trabalho assalariado, a exploração da classe operária e a sua força de trabalho.
O socialismo, ao eliminar a propriedade privada sobre os meios de produção, terminaria, apenas, com uma das formas de exploração do homem pelo homem (C.T. - e inauguraria por definição a fase da exploração do HOMEM pelo ESTADO, sem esquecer que tudo que serviu como base para MARX definir esta exploração do homem pelo homem já foi desmascarado já na sua época através, inclusive, da exposição das fraudes de MARX em suas obras como aquela famosa em que utilizou dados de 30 anos antes para provar que a relação capital/trabalho era de um jeito quando o BLUE BOOK daquele ano em que ele escreveu afirmava que esta relação progredia com grandes ganhos para o trabalho através, entre outras coisas, das leis criadas pelo Parlamento inglês para proteger o trabalhador. Como diz meu pai, MARX não vale o que o gato enterra). Na medida, porém, em que a força de trabalho continuasse sendo encarada como uma mercadoria e o salário como o seu equivalente, o trabalho seria, ainda, assalariado. Persistiriam as classes sociais e a luta de classes continuaria sendo o motor da História. Persistiria o Estado como “expressão da dominação de uma classe sobre as outras”. Haveria, porém, uma mudança fundamental no caráter de classe e no tipo de Estado que possibilitaria a transformação revolucionária da sociedade capitalista em comunista. Segundo Marx, “a esse período corresponderia também um período político de transição, cujo Estado não poderia ser outro senão a ditadura revolucionária do proletariado”, expressão tomada de Louis Auguste Blanqui.
Karl Marx assinalou ainda que uma das finalidades da sua obra – “O Capital” – foi a de “encontrar a lei econômica que regularia o movimento da sociedade moderna” e que “ainda que uma sociedade haja encontrado o caminho da lei natural com auxílio da qual se movimenta, jamais poderá ultrapassar e nem descartar, por decreto, as fases naturais de seu desenvolvimento. Poderá, unicamente, encurtar ou mitigar as dores do parto”.
Dentre as leis atribuídas a Marx, uma delas assinala que “a luta de classes conduz necessariamente à ditadura do proletariado (...) e que essa mesma ditadura nada mais é que o trânsito a uma sociedade sem classes” (C.T. - outra farsa que só engana debilitados mentais, pois o Estado Socialista/Comunista tem sim uma nova classe, muito mais poderosa que qualquer outra existente, a do grupo que manda no Estado, os esquerdopatas revolucionários).
A questão fundamental em torno da ditadura do proletariado não é tanto a necessidade de uma maior ou menor violência ou coerção sobre a burguesia expropriada, nem do maior ou menor grau de liberdade ou democracia. A questão central é definir se a revolução indolor, pacífica e democrática pregada por Gramsci, significa e constitui somente uma mudança da classe que exerce a dominação do Estado, ou se exige um novo tipo de Estado que tenha como objetivo a absorção da sociedade política pela sociedade civil, a não separação entre esta e o Estado, e o fim da divisão entre homens que governam e homens que produzem, condições fundamentais para o desaparecimento do Estado e o trânsito à sociedade comunista.
O socialismo não é, portanto, um modo de produção autônomo como o é o capitalismo, e nem um Estado acabado. Então, o que é o socialismo?
O socialismo, no dizer de Marx, seria apenas um período político de transição e de luta “entre os elementos que buscam restabelecer e perpetuar a velha sociedade, que morre, e os elementos da nova sociedade, que nasce”. A tendência ao avanço ou ao retrocesso estaria condicionada por múltiplos aspectos, dos quais o Estado seria um dos fundamentais, uma vez que, para que essa sociedade realmente cumprisse suas funções de sociedade de trânsito ao comunismo, o Estado não poderia ser outro que não o da ditadura do proletariado.
Lênin, por sua vez, justificou esse período de transição – ditadura do proletariado – e atribuiu a inevitabilidade de nele persistirem o direito burguês e um poder coercitivo, ao fato de que, ao saírem da sociedade capitalista, “os homens não estão ainda preparados para trabalhar para a sociedade sem sujeição a nenhuma norma de direito, e porque, também, não existem as premissas econômicas para essa mudança”. Todavia, por outro lado, assinalou Lênin, “a organização comunista do trabalho social (...) baseia-se, e cada dia mais se baseará, na disciplina consciente dos próprios trabalhadores (...) Essa nova disciplina não cai do céu e não é conseguida apenas com boas intenções. Ela surge exclusivamente das condições materiais da grande produção capitalista, e o portador, o veículo dessas condições materiais, é uma classe histórica determinada, criada, organizada, agrupada, instruída, educada e aguerrida pelo grande capitalismo. Essa classe é o proletariado”.
Conclusão de tudo isso: no período de transição denominado socialismo – fase inferior do comunismo – deveriam ocorrer uma série de condições que assegurassem o desenvolvimento social à fase superior. Uma das condições é a de que o Estado surgido da revolução deveria ser um Estado com capacidade de extinção. A sociedade reorganizar-se-ia de forma tal que permitiria suprimir a divisão entre governantes e governados visando estabelecer uma única condição: a de homens que produzissem e, ao mesmo tempo, atendessem às funções de governo.
A forma organizativa que permitiria conjugar o Estado com a produção, teria por base um Estado organizado sobre conselhos operários, organismos desde os quais a classe produtora administraria os meios de produção e exerceria as funções de Estado, deliberaria, decidiria e executaria. Os órgãos máximos de poder seriam as assembléias de fábricas. Os delegados dos conselhos regionais e nacionais seriam demissíveis em qualquer momento.
O aparato burocrático do Estado iria, assim, desaparecendo progressivamente. A estrutura hierárquica das empresas e a administração pública desapareceriam também, as tarefas administrativas seriam simplificadas ao máximo e iriam perdendo seu caráter político.
A máxima democracia operária seria acompanhada da mais ampla liberdade de pensamento, de reunião, de organização e de expressão. A justiça não seria um aparato independente da população, na medida em que seria exercida através dos próprios órgãos de poder. Os órgãos de repressão e coação seriam eliminados por desnecessários.
A fusão do ensino técnico e superior com a produção permitiria a educação permanente e ininterrupta dos produtores. Um novo tipo de vida criaria as condições necessárias à emancipação da mulher da escravidão doméstica para tornar efetiva sua igualdade ao homem, tanto em seu papel produtivo como na vida social.
Agora comparemos tudo isso que Marx imaginou com aquilo que em seu nome foi implantado na ex-União Soviética, demais Estados ditos socialistas do Leste Europeu e que ainda persiste em Cuba (C.T. - em resumo, o que um salafrário como KARL MARX produziu durante sua vida foi MENTIRAS e nada mais. O que poderia ser criado de bom quando tem como base a falsidade e a desonestidade? Leiam mais sobre este homem aqui).
Carlos I. S. Azambuja é historiador.
Como prosperar apesar do Estado esbanjador
Por Arlindo Montenegro em domingo, 04 de maio de 2008
A receita vem da Itália, onde os escândalos de corrupção e a máfia têm um histórico de escândalos sucessivos, onde o terrorismo das Brigadas Vermelhas em sangrento atentado tirou a vida do Ministro Aldo Moro e o lixo se acumulou tornando intransitáveis as ruas de Nápoles, um dos mais belos cartões postais do mar Mediterrâneo.
Vem da Itália, onde está encravada a sede do cristianismo, o Vaticano. A mesma Itália que gerou o fascismo e gerou Antonio Gramsci, o editor Feltrinelli que morreu tentando colocar uma bomba numa torre de transmissão de energia e o Partido Comunista mais ativo da Europa.
No dia 9 de Maio de 1978, o corpo do Primeiro Ministro e Presidente da Democracia Cristã italiana Aldo Moro foi encontrado dentro do porta-malas de um carro, depois de um seqüestro que durou 55 dias. Lá como aqui, os extremistas de esquerda promoveram o terrorismo – na Itália, Alemanha e França - “contra o Estado, contra a exploração dos trabalhadores e por uma reforma revolucionária da sociedade conforme o modelo marxista-leninista”.
Exatamente há 30 anos, Treviso era uma região de camponeses devastada durante a II Guerra Mundial, conhecida por seus vinhos, queijos, doces e um patrimônio arquitetônico encantador formado por castelos, palácios e igrejas. Encravada na região do Veneto, perto de Veneza, no nordeste da Itália, a democracia cristã se mantinha no poder. Mas o poder maior era a religiosidade e a unidade das famílias que trabalhavam a terra, transformando-a em 30 anos na região mais próspera da Itália.
Hoje, em Treviso há pleno emprego. Os 830 mil habitantes, do que aqui se denominaria município, trabalham duro em 84.000 empresas. Cada empresa tem pouco mais de 20 empregados e muitas são líderes em excelência e produtividade. A província (município) de Treviso exporta sapatos, móveis, roupas, vinho, metais e outros produtos para o mundo, tendo alcançado em 2006 uma fatura de R$ 28 bilhões e uma renda per capita de 25.250 euros (uns 71.000 Reais por habitante).
A receita do milagre de Treviso é um exemplo de dinamismo e criatividade empresarial (C.T. - viram esquerdopatas, riqueza só existe quando existe a atividade empresarial, coisa que no Brasil não acontece como DEVERIA pois o que interessa aos governos atual e passados (exceto o Collor) é a implantação do sistema social-escravocrata e uma das frentes de batalha para a implantação do SOCIALISMO PETISTA (que vai extinguir o capitalismo como afirma o vídeo produzido pelo PT) é ensinar aos brasileiros que o empresário é um salafrário, um bandido no máximo tolerado quando a verdade é que ele é O ÚNICO QUE PODE CRIAR A RIQUEZA QUE DEPOIS É DISTRIBUÍDA ENTRE A SOCIEDADE. Notem o seguinte: é o GOVERNO que impede o pobre de deixar de ser pobre. Percebam por exemplo a falácia que é a educação no Brasil quando nossas crianças disputam com outras de outros países e chegamos em último ou perto disto. É o GOVERNO que faz o empresário pagar de novo outro salário igual ou maior ao que paga ao empregado ao ESTADO além de toda a carga de impostos restantes, imposições e dificuldades criadas artificialmente pelo GOVERNO para impedir o desenvolvimento da atividade empresarial. É o GOVERNO que fica com 1/4 da rqiqueza gerada na economia e em troca disto entrega-nos o que? NADA. E, por fim, QUEM MAIS ROUBA NESTE PAÍS? É A CLASSE EMPRESARIAL OU A CLASSE POLÍTICA?). Os prefeitos eleitos são homens eficazes, apegados ao território onde não existe luta de classes nem sindicatos porque todas as empresas são familiares.
A maioria das fábricas funciona como anexo das velhas casas familiares. Os patrões não usam terno e gravata. Trabalham de macacão ao lado de alguns parentes e mais meia dúzia de imigrantes. A norma é ralar, produzir, inovar, faturar, reinvestir e vender mais. A qualidade é produto do amor ao trabalho e da partição dos resultados.
No tempo das eleições os patrões e empregados votam no mesmo partido, nos homens que conhecem e respeitam. Naqueles que brigam contra o Estado, ali conhecido como “Roma ladrona”, que leva os impostos e não dá o retorno. Mas os venetos, que há 30 anos eram alvos de piadas foram levados pelo Partido Democrata Cristão (aquele mesmo do Aldo Moro) a abrir seus próprios negócios.
A vontade de controlar os próprios destinos, uma tradicional cultura solidária e fraterna e o gosto por acumular riquezas mobilizou a sociedade de proprietários de pequenas unidades agrícolas que se serviam de meeiros, hoje transformados em operários associados numa sociedade avançada e exemplar, desenvolvendo tecnologias de ponta.
Do governo central da “Roma ladrona” reivindicam apenas a redução de impostos, o relaxamento e ordem nas leis de imigração e a melhoria das estradas que muitas vezes ficam congestionadas com prejuízo da circulação das mercadorias destinadas à exportação.
Finalmente uma historinha para exemplificar o sucesso empresarial da região onde está a sede da Geox, fundada há 14 anos. Mario Polegato cultivava uvas e foi passear nos Estados Unidos para vender seus vinhos no Reno. O calor era feroz e ele resolveu fazer uns furos nas botas. Utilizou uma faca e sentiu-se aliviado. De volta à Itália, patenteou o “invento” e hoje a Geox “vende 21 milhões de pares de sapatos esburacados com alta tecnologia para 60 países”.
Os comunistas e seus sindicatos tentaram desmoralizar a região com um único argumento: “é um ninho de carolas”. Não têm voz nem vez porque em apenas 30 anos, o capitalismo em sua versão mais simplificada e genuína, conseguiu transformar as hortas feudais em campos de alta tecnologia onde reina a democracia, o bem estar, o lucro e o tiramisú, uma sobremesa feita com biscoitos embebidos em vinho, especiarias e creme de leite, que nem um pavê.
Arlindo Montenegro é Apicultor.
sábado, 3 de maio de 2008
Piadinha que faz pensar...
- 'Ouvi dizer que o vôo fica mais curto se a gente conversa com o passageiro ao lado. Gostaria de conversar comigo?'
O garoto fechou calmamente o livro e respondeu:
- 'Talvez seja interessante. Que tema o Sr. gostaria de discutir?'
- 'Ah, que tal política? Você acha que devemos reeleger o presidente ou dar uma chance a outro?'
O garoto suspirou e replicou:
- 'Pode ser um bom tema, mas antes preciso lhe fazer uma pergunta'.
- 'Então manda!', encorajou o Político.
- 'Cavalos, vacas e cabritos comem a mesma coisa, capim, grama, ervas, concorda? '
- 'Sim', disse o político...
- 'No entanto, cabritos excretam bolinhas, vacas largam placas de esterco e os cavalos grandes pelotas... Qual é a razão para isto?'
O político pensou por alguns instantes, mas confessou que não sabia resposta.
O garoto concluiu:
- 'Então como o senhor se sente qualificado para discutir quem deve governar o Brasil, se não entende de bosta nenhuma?'
sexta-feira, 2 de maio de 2008
Hegel, Marx, Hitler e o Totalitarismo
Escrito por Wellington Moraes em 02 de maior de 2008
"A história de todas as sociedades que existiram até nossos dias tem sido a história das lutas da classes" (Marx e Engels)
"Existe apenas uma espécie de revolução possível, e ela não é nem econômica, nem política, nem social, mas racial, e será sempre a mesma coisa: a luta entre as classes inferiores e as raças superiores que estão no poder. ... Todas as revoluções – e eu estudei com dedicação e cuidado – foram raciais...” (Hitler, diálogo entre Hitler e Otto Strasser)
O nacionalismo, que animou os pequenos estados alemães a erguerem-se contra Napoleão e seus libertadores, teve um surto que, posteriormente, pela ação inegável de muitos autores, que serviram aos interesses de políticos ambiciosos, gestou os fundamentos do nacionalismo alemão, que teria de desembocar, fatalmente, no nazismo como síntese de socialismo e nacionalismo, do nacional-socialismo alemão.
Uma das personalidades a quem cabe a maior culpa, ou pelo menos a quem mais se atira a culpa desse nacionalismo, foi Hegel, o inspirador simultâneo do nazismo e do marxismo, dois filhos da sua doutrina, opostos, adversários, mas analogados em muitos aspectos como ainda veremos.
Hegel tornou o Estado a expressão da Divina Idéia concrecionada na Terra. É a marcha de Deus através do mundo, um organismo com consciência e pensamento, seus atributos essenciais, cuja realidade é necessária, e que existe por si e para si. Nunca se endeusou tanto o Estado, também nunca se endeusou tanto um filósofo, como o foi Hegel pelos autoritários prussianos e pelos filósofos alemães de então, cuja maioria o proclamava o supremo ditador da filosofia, apesar de muitos, de inegável valor e dignidade, terem-se oposto às suas doutrinas.
A lei é uma manifestação da vontade, dizem eles, mas de quem? Do Estado, afirmam os estatólatras; da nação, afirmam os nacionalistas; do povo, afirmam os democráticos; do proletariado, afirmam os marxistas e os socialistas autoritários em geral.
Deu-se uma vontade ao povo, à nação, à classe, uma vontade e uma consciência, que se transformaram em supernacionalidades hipostasiadas, criações do coletivismo romântico.
Marx substituiu o Espírito de Hegel pela matéria e pelos interesses econômicos, do mesmo modo que o nazismo substituiu o Espírito pela Raça. E, então, quando Hegel afirmava que o Espírito é o propulsor da história, o senhor do espetáculo da História, Marx substituindo o termo Espírito, afirmava: A Matéria e os interesses econômicos são os propulsores da História, os senhores do espetáculo da História. Hitler substituindo pela Raça, poderia dizer: a Raça é a propulsora da História, a senhora do espetáculo da História.
Em Marx, o Espírito vira de cabeça para baixo, e vira Matéria; em Hitler, torna-se Sangue. Essa é a inversão de que tanto eles se orgulharam.
O arsenal dos argumentos é o mesmo para todos. Não foram proporcionados apenas por Hegel, pois já vinham de antigas pilhagens de outras aventuras intelectuais do Renascimento, das lutas que procuravam impor o direito dos príncipes contra a concepção da Igreja, defensora das pequenas pátrias, a fim de acautelar e impedir as grandes guerras destrutivas, e partir, a pouco e pouco, para uma maior unidade dos cristãos, que acima dos particularismos nacionalistas, deviam pôr a idéia da Humanidade em Cristo, e torná-la universal católica (de Kath'olon, em grego, universal), vencendo os obstáculos, que impediam a fraternidade universal e que reinasse a paz entre os homens de boa vontade.
Um conjunto de esquematismos gira em torno da idéia nacionalista. Podemos alinhar alguns:
1) o Estado é a encarnação do Espírito (Hegel), ou da Raça (Hitler) ou da Ditadura do Proletariado (Marx). Uma raça eleita, que deve conquistar o mundo (Hitler) ou um Estado eleito que deve dominar o mundo (Hegel) ou uma classe eleita, que deve dominar o mundo (Marx).
2) O Estado é independente e liberto de toda obrigação moral. Deve realizar seus fins, sejam quais forem os meios (Os fins justificam os meios, é do patrimônio de todos, de Hegel, Marx e Hitler).
3) Para realizar seus fins é mister uma guerra impiedosa e totalitária (também do patrimônio de todos).
4) Portanto, impõe-se uma vida heróica, que não tema os perigos, que viva perigosamente a grande façanha de realizar o ideal (também do patrimônio de todos).
5) Realizar-se-á, finalmente, o Grande Homem do amanhã (o germano superior de Hegel e Hitler, o revolucionário de Marx). O Estado não é a meta final, mas sim a fusão dele com o ideal-typus preconizado.
6) O Estado não está sujeito a nenhuma norma superior; ele é a lei, tanto a moral como a jurídica.
7) Os Estados podem estabelecer acordos mútuos entre si, porém não são obrigados a cumpri-los, porque seria violentar a sua soberania (Tese de Hegel).
8) Quando os Estados não encontram uma solução para as suas pendências, a guerra deve procurar resolvê-las (Tese de Hegel).
9) O bom êxito justifica tudo (Tese de Hegel). O bom êxito é o único juiz da História.
10) O despojo será do forte, que expropriará os mais fracos (Tese de Freyer, aceita por todos os autoritários).
11) O ataque é sempre a melhor defesa (Tese aceita por todos os totalitários).
12) A moralidade particular, a filantropia, a caridade não são guias do Estado poderoso (Tese de todos, que renegam qualquer consideração aos direitos alheios).
13) Não se deve vacilar na propaganda ante o emprego da infâmia, da calúnia, da mentira. O êxito justifica tudo. "Caluniai, caluniai, que alguma dúvida ficará..." Todos os poderosos totalitários aconselharam essa prática. Lenine justificou-a várias vezes, e aconselhou-a aos bolchevistas.
14) Todo o bem conquistado em favor do Estado é justo (Tese universal de todos os dominadores).
15) Só a guerra viriliza os homens e impede que se enfraqueçam. A política, na paz, só é justificada se prepara uma boa guerra (Assim pensaram sempre os poderosos). A guerra é a forma mais perfeita da atividade do Estado (Tese de Max Scheler, existencialista, mas aceita por todos os totalitários). A guerra é um bem precioso e raro (Hegel).
16) O humanitarista não é um regulador da História. O homem adultera-se pela idéia humanista (Tese de Rosenberg, filósofo nazista).
17) Há uma missão histórica a ser cumprida, para a qual está predestinado o Espírito (Hegel), a raça (Hitler), a classe (Marx). São os novos messias. É preciso amar esse destino.
18) Não há princípios morais acima do Estado. Tudo deve subordinar-se ao Estado como encarnação, ou da nação, da raça ou da classe, etc.
19) A tese aceita é dogmática e a expressão viva da Verdade. Qualquer opinião em contrário é herética e blasfemática, e quem a profere deve ser eliminado. (Tese de todos os totalitários).
20) A vontade individual deve subordinar-se à vontade coletiva, representada pelo Estado, como encarnação de Deus, Raça, Classe, etc.
21) O ideal preconizado é inevitável, e sua vitória final é determinada necessariamente pela História (Tese universal dos totalitários).
22) O terror preventivo é o melhor meio de impedir as tentativas de oposição. A admissão de partidos é absurda, porque só há uma verdade, a do Estado, como encarnação de... (Tese universal).
Schopenhauer — pondo de lado suas deficiências — ergueu sua voz na Alemanha contra o totalitarismo e viu em Hegel o grande perigo para o seu povo e para a humanidade. Algumas de suas palavras não podem ser hoje esquecidas. Durante quase quarenta anos, fêz-se a conspiração do silêncio em torno de sua obra, que é a tática sempre usada contra todo aquele que traz alguma coisa de novo e superior, e põe em risco a mediocridade oficial dominante.
Comentando Hegel, escrevia: "Exerceu não só sobre a Filosofia, mas sobre todas as formas da literatura germânica, uma influência devastadora, ou, para falar com maior rigor, de caráter letárgico e — até se poderia dizer — pestífera. É dever de todo aquele que se sente capaz de julgar com independência, combater essa influência tenazmente e em todo momento. Porque, se calarmos, quem falará?"
E mais esta passagem, permitam-nos citar: "Se alguma vez vos propondes a embotar o engenho de um jovem e anular seu cérebro para qualquer tipo de pensamento, então nada podereis fazer de melhor que dar-lhe a ler Hegel. Com efeito, estes monstruosos cúmulos de palavras, que se anulam e se contradizem entre si, atormentam a mente que procura inutilmente encontrar nelas algum sentido, até que, finalmente, se rende totalmente exausta. Deste modo, fica tão perfeitamente destruída toda capacidade de pensar, que o jovem termina por tomar por verdade profunda uma verbosidade vazia e ôca. O tutor, que teme que seu pupilo se torne demasiado inteligente para os seus projetos, poderia, pois, evitar essa desgraça, sugerindo-lhe inocentemente a leitura de Hegel."
E que frutos deu essa doutrina? O nazismo e o marxismo.
Contudo, Hegel, como filósofo, tem um grande valor, apesar do que partejou para a humanidade.
INFORMAÇÃO PARA BRASILEIRO
Por Arlindo Montenegro em 02 de maio de 2008
Uma menina repórter da televisão do bispo Macedo, passou 20 dias em Cuba e produziu um documentário em que mostra o culto a Guevara e ao velho Castro, a vocação musical de um povo, com raros contatos com o mundo exterior neste meio século e as belezas da ilha. Mostrou outras coisas, com a leveza da alienação.
O nome da menina é Andréa Veron, que perdeu a oportunidade de informar-se, antes da visita, lendo o livrinho “Cuba: est’il socialiste?” de René Dumont, um comunista francês, especialista em pastos para vacas, que passou dois anos tentando ensinar como produzir leite. E concluiu que Cuba era um grande latifúndio dominado por um único e voluntarioso capataz
Com esta simples leitura a mocinha teria informação suficiente, da experiência de um comunista europeu, para compreender e traduzir o que viu. Mas parece que leitura e informação multidisciplinar têm pouca ou nula importância para os jornalistas da mídia eletrônica dos nossos dias.
Nossa turista foi hospedada num hotel de luxo que oferecia “muita comida, até pratos japoneses no café da manhã, tendo como paisagem o mar do Caribe, telefone e até acesso à internet”. Depois hospedou-se com uma família cubana, num conjunto residencial da periferia de Havana, “parecido com aquelas construções da União Soviética”, tudo cinzento, decadente, móveis quebrados sem possibilidade de substituição ou conserto, nenhum conforto que nem dos favelados das novelas da rede globo. (O erro de grafia é proposital).
A moeda cubana para os turistas é específica e vale 1 euro. Já o Peso que os nacionais utilizam, não vale nada. “Tudo muito caro.” Em vez de dizer: arrancam a pele dos turistas porque o Estado, dono e controlador de toda atividade econômica perdeu a fonte de renda da União Soviética, que mandava leite e carne enlatada antes da queda do muro de Berlim e subsidiava as aventuras guerrilheiras de Castro; pagava o dobro pela produção de açúcar (hoje reduzida a 50%); financiava a gasolina e mantinha militares, médicos, engenheiros e outros profissionais de nível superior como “voluntários” na ilha.
Nas entrevistas gravadas, a menina destacou que “não há nenhuma propaganda de produtos como roupas, sapatos... somente out doors contra os EUA e outros imensos com as caras e frases de Castro e Fidel”. A única emissora de tv, a única emissora de rádio, a única agencia de notícias, os dois jornais oficiais “Granma” e “Juventud Rebelde”, foram comentados en passant, sem que a mocinha entendesse nada de propaganda e doutrinação no ambiente comunista. Ela nunca leu Gramsci nem sabe da existência de agentes da KGB que desertaram e abriram o verbo contando como a lavagem cerebral é feita até os nossos dias.
Para entrevistar uma moça que fabrica charutos, a janela da casa ficou fechada. Cautela e caldo de galinha não fazem mal. Em visita a um canavial, os trabalhadores levaram um pito das autoridades por falar com a repórter. Não a deixaram entrar com câmera na sorveteria Copélia, onde se formam filas quilométricas todos os dias: “única alternativa de encontro e lazer em Havana nas tardes de domingo... Não é como aqui onde a gente pode ir a uma padaria e comprar um bolo...e não me deixaram entrar com a câmera... foram bruscos, rudes...há uma forte presença policial...”
Lá não existem padarias, supermercados, feiras como aqui. Nem mesmo restos de feira para os miseráveis. Se a moça tivesse lido René Dumont, saberia que a dieta, a roupa e os sapatos de cada cubano, é fornecida pelo governo, obedecendo a uma “Caderneta de Abastecimento” que relaciona o que cada pessoa e cada família tem direito a adquirir por mês, se encontrar nas lojas do governo.
A Sorveteria Copelia e uma ou outra pizzaria são as alternativas dos poucos jovens que chegam a tempo, reforçar o estômago. Num dado momento o sorvete ou a pizza acabam e as portas são fechadas.
Voltando da província de Oriente, onde visitou a Sierra Maestra, nossa aventureira viu um médico e uma enfermeira pedindo carona para Trinidad, a 120 km. Os profissionais disseram que faziam aquilo uma vez por semana e esperavam até 6 horas ou mais por uma carona, já que o ônibus vivia quebrado por falta de manutenção e peças.
Para adquirir a licença de guiar um carro velho é necessário autorização do governo. A menina não concluiu que as sucatas consomem gasolina. Os carros novos são exclusivos das autoridades e diplomatas. E que a energia de Cuba é fornecida por Chavez e controlada pelo governo. Daí o transporte público incipiente, os caminhões que nem dos nossos bóias frias e os poucos veículos particulares abandonados pelos que escaparam na década de 50, todos propriedade do governo.
Os cubanos não têm acesso à internet. E os celulares proibidos até há pouco, foram liberados para uma minoria. Nem referiu que a presença maior em cada canto da ilha é de agentes controladores do Partido Comunista.
Olho no lance!
Por Arlindo Montenegro em quinta-feira, 01 de maio 01 de 2008
Os jogos do poder estão organizados e os ingressos já estão esgotados para o que vai acontecer nos campos de Santa Cruz de la Sierra, onde o comparsa do nosso companhêro presidente, o cocaleiro Morales tem obedecido à risca os comandos do outro amigão da turma do Foro São Paulo, o revolucionário bolivariano Chavez.
A data é 4 de Maio, Domingo. Na Província (Estado) de Santa Cruz, fronteira com o Brasil, (ali onde Morales confiscou a refinaria da Petrobrás) vai acontecer um referendum pela autonomia em relação ao Governo Central
Os habitantes de Santa Cruz reagem ao projeto da nova Constituição da Bolívia, que permite ao Presidente Morales implantar os controles estatais socializantes sobre a economia de todo o país.
O Senador Oscar Ortiz, em entrevista à AFP, declarou que “o projeto de Constituição de Morales, foi aprovado ilegalmente. Não tem conteúdo democrático porque é cópia do modelo de Hugo Chavez: criar fachadas democráticas mas concentrar todo o poder no Presidente”.
Segundo o Senhor Ortiz, que também é Presidente do Senado da Bolívia, o referendum de autonomia de Santa Cruz mostra a necessidade de “uma grande reforma na legislação sobre as obrigações do Governo Central com os Departamentos e Municípios”.
O povo de lá quer reformas políticas e vai à luta! Por aqui estamos esperando reformas políticas sentados e com calos nos traseiros! Os bolivianos merecem a atenção de todos os que prezam as liberdades, a Lei e aspirações democráticas do nosso continente e no mundo.
O Presidente de lá, ta p da vida com o movimento de referendos que já tem data marcada para acontecer em outras Províncias: Tarija, Beni e Pando, que junto com Santa Cruz, formam a “meia lua”, concentrando importantes recursos agrícolas, industriais e o gás do passa moleque na Petrobrás.
O Morales arrota que os referendos são “intentos separatistas de setores menores que não querem perder privilégios. Na verdade os referendos, que a Constituição da Bolívia permite, são reações anti socialistas dos setores majoritários e contrários ao poder na mão de um só.
Em 2005, antes de ser eleito ele prometia trabalhar para criar muitas Cubas e muitos Fidel na América Latina. Repetiu o discurso visitando Cuba, em 2006, já como Presidente. E há poucos dias, em confraternização com o bispo Fernando Lugo, eleito no Paraguai, disse: “Bem vindo ao ‘eixo do mal’... até há pouco só contávamos com o companheiro irmão maior Fidel e o companheiro Chavez” mas agora já contamos com outros (olhe o plural!) presidentes” (La Nación, Buenos Aires, 24/04/2008)
No dia 23 de Abril ele foi a Caracas, reunindo-se às pressas com Chavez, Daniel Ortega da Nicarágua e com o Vice Presidente cubano Carlos Lage. Foi então que o Senador Ortiz comentou que: “Chavez está ameaçando o continente de modo terrível. Há um presságio de violência (por ocasião do referendo) que só pode ser patrocinado pelo governo porque a população vai votar pacificamente. Chavez deve parar de intervir na Bolívia”.
A Organização dos Estados Americanos (OEA) acaba de alertar para a possível violência e derramamento de sangue nos próximos dias. E o Governo de Morales vai tentar responsabilizar a “minoria” da oposição, contraria ao socialismo nos moldes bolivarianos.
Por aqui a tendência é do “to nem aí...” porque a turma nem sabe que diacho é o Foro São Paulo, nem a nossa imprensa deu destaque ao discurso do companhêro presidente dizendo:
“Meus queridos companheiros e companheiras que nos estimulam com esta visita ao 12º Encontro do Foro de São Paulo
...nós pudemos atuar junto a outros países (...) sempre utilizando a relação construída no Foro de São Paulo para que pudéssemos conversar sem que parecesse e sem que as pessoas entendessem qualquer interferência política (...)”
Mais adiante Lula diz:
“E foram inúmeras daquelas reuniões que ninguém quer participar, às vezes, pegar um vôo, andar quatro, cinco horas de avião e parando três, quatro vezes para chegar num lugar e encontrar meia dúzia de companheiros para se reunir. E esses companheiros que tiveram a coragem de assumir essa tarefa, eu acho que hoje podem estar orgulhosos, porque valeu a pena a gente criar o Foro de São Paulo....hoje nós somos um continente em que a esquerda deu, definitivamente, um passo extraordinário (...) chegar ao poder e exercer esse poder.
...feliz eu fico quando tomo a informação, (...) de que um companheiro do Foro de São Paulo foi eleito presidente da Assembléia, foi eleito prefeito de uma cidade, foi eleito deputado federal, senador (...)”
E Lula citou o Equador, Bolívia, Uruguai e a Argentina do companheiro Kirchner. Além da Venezuela, o Foro São Paulo já elegeu o Daniel Ortega. O Chile também elegeu uma companheira.
Lula deixou de citar as Farc, que tinham um representante presente à reunião e que, não obstante o clamor público, não obstante o tráfico de drogas e armas, não obstante as centenas de seqüestrados, contam com a simpatia de todos estes governantes alinhados ao foro São Paulo, que, como uma Nova Internacional Comunista, decide o que fazer em reuniões secretas.
A imprensa não acreditava, disse Lula. O plano para a tomada do poder utilizando-se das liberdades democráticas era tão bom, que ninguém acreditava.
Eis o que disse o Presidente:
“(...) no começo, acharam que nós éramos um bando de malucos. (...)eu não posso brincar o tanto que eu já brinquei, (...) porque quando nós começamos o Foro de São Paulo, a gente ficava implorando para ter um jornalista e não tinha nenhum. E hoje tem muitos e eu já não posso (...) dizer tudo o que eu dizia antes.Nós aprendemos que a organização da sociedade é um instrumento excepcional e nós aprendemos que o processo democrático pode garantir que a gente concretize esses sonhos nossos.”
Ou seja: eles aprenderam como utilizar as liberdades democráticas para destruí-las e instaurar o socialismo. Por isso o dia 4 de Abril próximo na Bolívia deve ser alvo das atenções dos que ainda desejam preservar a democracia em nosso continente.
Arlindo Montenegro é Apicultor e adora dar ferroadas no governo ideológico do crime organizado.
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