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quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Castro agradece à família Kennedy enquanto ataca Nixon e Bush

Fonte: MÍDIA A MAIS
por Humberto Fontova em 7 de outubro de 2009 Opinião - EUA e Geopolítica


Fidel Castro e John Kennedy: ditador cubano deve a existência ao clã dos Kennedy

O

s Kennedy, em particular o presidente assassinado, John. F. Kennedy, foram representativos de uma nova geração de americanos que confrontaram a velha e suja política de homens nos moldes de Nixon... O papel da família Kennedy na vitória eleitoral de Barack Obama não deve ser menosprezado. Sem esse apoio moral, político e financeiro, a saga suja dos clãs Bush e Nixon teria continuado”.

Essa é uma parte de um editorial publicado no final de agosto na versão cubano-stalinista do Der Sturmer da Alemanha nazista. Mas ninguém que esteja familiarizado com a história de Cuba deveria duvidar da sinceridade do editorial. Fidel e Raúl Castro, afinal, devem muito à família Kennedy. E, muito cedo nesse jogo, Castro foi tão perspicaz a respeito de Nixon quanto este foi sagaz a respeito de Castro.

É melhor torcermos para que Kennedy vença esta eleição”, Fidel Castro confidenciou a um subordinado em 1960. “Se Nixon vencer, a nossa revolução não resistirá”.

Nixon estava determinado a que a invasão tivesse êxito”, relembra o Coronel Robert Cushman, dos Fuzileiros Navais, um alto assessor militar de Eisenhower em 19601. “Na Casa Branca de Eisenhower, Nixon era o representante da ação no projeto anti-Castro, o seu maior promotor”.

Faça tudo o que for necessário em Cuba”, Eisenhower aconselhou JFK ao lhe transferir o cargo. “Nós simplesmente não podemos permitir que um regime como aquele continue. Ajude os cubanos ao máximo”.

Bem, nós todos sabemos o
resto da história.

Kennedy acabou derrotado à beira da vitória”, escreveu Richard Nixon a respeito da Baía dos Porcos e da Crise dos Mísseis. “Então, deu aos soviéticos o direito de sentar acampamento em nosso quintal”.

Nós acabamos conseguindo exatamente o que queríamos desde o início”, declarou em suas memórias, em tom gabão, Nikita Khrushchev, confirmando o que Nixon dissera.“Segurança para o regime de Fidel Castro e a remoção dos mísseis americanos da Turquia. Até hoje, os Estados Unidos cumpriram a sua promessa de não interferir no regime de Castro e de não permitir que ninguém mais inferira. Após a morte de Kennedy, seu sucessor, Lyndon Johnson, nos assegurou que manteria a promessa de não invadir Cuba”, acrescentou Khrushchev.

Nós trancamos o comunismo de Castro na América Latina e jogamos a chave fora”, rosnava Barry Goldwater, o oponente de Lyndon Johnson nas eleições de 1964. “Eu ajudaria os exilados cubanos ABERTAMENTE. Eu lhes daria armas e munição para fazer Castro voar pelos ares e para fora de sua ilha-fortaleza, agora defendida com armas soviéticas”.

Então, o Açougueiro de Budapeste girou sua faca e riu novamente: “
Teria sido ridículo se nós tivéssemos ido à guerra por Cuba — por um país a doze mil milhas de distância. Para nós, uma guerra era impensável”. Portanto, a ameaça que tanto ouriçou os Cavaleiros de Camelot2 e inspirou tantos dramas épicos literários ou cinematográficos entre os escribas da corte, era pura besteira.

Assim, os feitos de coragem, frieza e resolução que inspiraram o eunuco da corte de Camelot, Arthur Schlesinger, a hiperventilar que: “
O mundo inteiro viu... a insuperável liderança americana na administração responsável do poder... uma combinação de dureza, nervos e sabedoria, tão brilhantemente controlada, tão inigualavelmente calibrada, que deslumbrou o mundo!”, foi, na verdade a covarde sucumbência dos Melhores e Mais Brilhantes da América diante da falsa ameaça de um valentão de escola, um camponês ucraniano batedor de sapato3ordinário.

Não que Kennedy estivesse ele mesmo acima das trapaças – mas essas tinham como alvo os seus compatriotas e a expensas da segurança nacional de seu país. Eis um exemplo:

Os Republicanos permitiram que uma ditadura comunista florescesse a oito minutos de vôo a jato de nossas fronteiras”, acusava John F. Kennedy pouco antes de seu famoso debate com Richard Nixon durante a campanha presidencial de 1960. “Nós precisamos apoiar os combatentes anticastristas. Até agora, esses combatentes pela liberdade não receberam nenhuma ajuda de nosso governo”.

Duas semanas antes daquele debate crucial em outubro de 1960, JFK tinha sido informado em detalhes pela CIA (sob ordens de Eisenhower) acerca dos planos de invasão a Cuba (que mais tarde seria conhecida como a invasão da Baía dos Porcos). Portanto, JFK
sabia perfeitamente bem que a administração Republicana estava ajudando os combatentes anti-Castro. Mas, uma vez que os planos eram secretos, ele sabia perfeitamentebem que Nixon não poderia refutá-lo em público.

Em outras palavras, para atingir seu oponente Republicano com um golpe baixo, Kennedy contava com o patriotismo desse oponente. Sejamos francos: aqui os Republicanos estavam em desvantagem deplorável. Nixon teve de ficar quieto. Ele poderia ter derrubado Kennedy facilmente nesse ponto. Mas, para alguns candidatos, a segurança nacional (e a dos combatentes anticastristas) pesava mais do que ganhar pontos em um debate.

E vocês sabem como os companheiros de viagem de Castro e Che adoram respirar fundo e dizer: “
Nossa! Que coisa! Não é excitante ver como Castro desafiou dez presidentes americanos? Ah, ele é tão cheio de sonhos!” E se vocês acham que eu exagero, aqui vão algumas citações documentadas:

Fidel deixa a arma cair ao chão, bate as mãos nas coxas e se levanta ereto. Ele é como um pênis poderoso tomando vida!” (Abbie Hoffman)

Você é o primeiro e o maior herói a aparecer no mundo desde a II Guerra Mundial! É como se o fantasma de Cortez tivesse surgido em nosso século, montando o cavalo branco de Zapata!” (Norman Mailer)

Um dos homens mais encantadores que jamais conheci!...Castro é pessoalmente dominador. É muito mais do que carisma. Castro permanece uma das poucas personalidades verdadeiramente eletrizantes num mundo onde seus pares parecem maçantes!” (Frank Mankiewics, ex-secretário de imprensa de Robert Kennedy e articulador de campanha Democrata).

Enquanto Fidel falava, eu podia sentir uma sensação peculiar em sua presença. Era como se eu estivesse encontrando-me com uma nova força da natureza! É um homem tão cheio de energia que ele é quase de uma espécie diferente! Força se irradia dele!” (Saul Landau,cineasta)

Bem, como é de praxe, quando se trata de descrições de qualquer coisa relacionada a Castro/Cuba por parte da mídia especializada e através de estudos sérios, a verdade não é apenas diferente - mas o total
oposto daquilo que vocês obtêm da grande mídia e dos livros-texto universitários.

De fato, depois da “
combinação de dureza, nervos e sabedoria, tão brilhantemente controlada, tão inigualavelmente calibrada, que deslumbrou o mundo!” de Camelot, o “corajoso desafio” de Castro aos Estados Unidos tomou a forma da Guarda Costeira americana e até mesmo da marinha britânica (quando alguns intrépidos exilados transferiram suas operações para as Bahamas) fazendo um escudo protetor ao redor da ilha de Castro. Muito longe de “desafiar” uma superpotência, Castro escondeu-se por trás das saias de duas superpotências, mais o Império Britânico.

E nesse caso, pelo menos, tal como evidenciado pelo recente editorial, não podemos acusar os irmãos Castro de ingratidão.

Tradução:
Henrique Dmyterko

Publicado originalmente no American Thinker em 03/09/2009
1 NT: Richard Nixon era o vice de Eisenhower e candidato à presidência em 1960.
2 NT: Camelot, a Corte do Rei Artur, ou o sonho de Camelot, era a auto-imagem promovida pelos Kennedy e sua máquina política e de propaganda.
3 NT: Alusão ao episódio em que Khrushchev tirou o sapato e o bateu sobre a mesa durante Assembléia da ONU.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

"... acabou o papeeelll... não faz maaal, não faz maaaal, limpa com o jornal Granma e as revistas da Coréia do Norte e da China...

Fonte: MOVIMENTO ORDEM VIGÍLIA CONTRA CORRUPÇÃO

Pode parecer que eu estava rindo quando escrevi o título deste artigo mas esqueçam-se disto! Não posso rir de tamanha miséria humana. Quero que pensem que enquanto se faz piada desta situação, pessoas pelo mundo afora passam por necessidades muito além desta. Parem e pensem nisto.

Sobre a falta até de papel higiêncio em Cuba, leia uns trechos abaixo, íntegra aqui.

"...um sistema econômico que não pode fornecer produtos tão fundamentais como o papel higiênico para as pessoas não é modelo para ninguém..."

"Na terça-feira, um pacote de quatro rolos de papel higiênico cubano, artigo raro, era vendido em lojas de Havana por 28 pesos, ou seja, o equivalente a dois dias de salário de um trabalhador médio..."

Já sacaram o que os pobres coitados vítimas da Dinsatia Castro encontraram como solução, né? Pois não sacaram, leiam a íntegra do artigo do MOVCC.

Íntegra aqui.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Cuba: Castro diz para limpar com jornal (digo, com propaganda do "governo")

Fonte: FOLHA ONLINE
07/08/2009 - 20h46
É a esta situação a que a esquerdopatia celerada mundial submete seu povo quando toma o poder. Mas não se enganem: eles, a "turma dos palácios", jamais passam por necessidades.
Se a questão é a comparação entre sistemas sócio-político-econômicos, perguntem-se: onde é pior? EEUU ou Cuba/China/Coréia/Venezuela? Onde estão os mais incompetentes? Onde estão os mentirosos mais canalhas?
Não se trata de comparar, evidentemente, o "ideal de santidade" que a esquerdopatia afirma ser molde e modelo (por si só uma declaração de senilidade) com o que é possível. Vagabundos sempre existirão neste planeta, ou pelo menos até o dia de hoje existem, eu mesmo conheço alguns. Não sei se amanhã desaparecerão por encanto, realmente não sei. Mas de uma coisa eu tenho a mais clara das certezas: prefiro UM MILHÃO DE VEZES os vagabundos dos sistemas de produção/não-escravidão, e vocês?
Lá eles vendem lula enlatada (está no artigo que segue). Que legal, né? Podíamos juntar o útil ao melhor dos mundos e mandar nossa lula para eles, já que a lula brasileira ADORA a ilha-senzala, que acham da idéia?
Por fim que fique registrado: o povo cubano, em sua maioria, gostaria de viver em um país onde se compra papel higiênico de mil tipos diferentes no "armazém" da esquina.

Em crise econômica, Cuba enfrenta escassez de papel higiênico

da Folha Online
da Reuters, em Havana

Em meio a uma séria crise econômica, Cuba está enfrentando escassez de papel higiênico e pode não ter o suficiente para atender à população até o final deste ano, disseram fontes de empresas estatais nesta sexta-feira. As autoridades dizem reduzir os preços de 24 produtos básicos em reação à crise global financeira e aos três violentos furacões no último ano.

Cuba importa e produz papel higiênico, mas atualmente não tem matéria prima suficiente para a produção.

Efe
Menino caminha diante de grafite que diz "sim por Cuba", em Havana; país passa por grave crise e teve de cortar importações
Menino caminha diante de grafite que diz "sim por Cuba", em Havana; país passa por grave crise e teve de cortar importações

As reservas financeiras do país ficaram esgotadas devido ao maior gasto com importações e à redução da renda com exportações, o que obrigou o governo comunista a tomar medidas excepcionais. Uma delas é um corte de 20% nas importações, o que nos últimos dias se tornou evidente na redução da oferta de produtos nas lojas estatais. Cuba importa cerca de 60% dos seus alimentos.

Apesar da escassez, os preços serão reduzidos entre 5% e 27% para alguns alimentos, medicamentos e produtos de higiene pessoal, segundo autoridades.

Uma visita a uma loja no bairro do Vedado, nesta sexta-feira, mostrou uma queda nos preços de maionese, molho para churrasco e lula enlatada. Um cliente que se identificou como Pedro disse que "não parece que os preços caíram para os produtos fundamentais", como o óleo de cozinha.

Ana María Ortega, subdiretora do conglomerado varejista TRD Caribe, administrado pelos militares, disse que não haverá escassez de produtos essenciais. "As condições estão em vigor para manter a oferta de produtos essenciais", disse ela no mesmo programa de rádio.

Os cubanos recebem (Cavaleiro do Templo: como cães) uma ração subsidiada de alimentos do governo a cada mês, mas dizem que essa quantidade alcança para apenas duas semanas. O presidente Raúl Castro disse na semana passada à Assembleia Nacional que o governo cortou os gastos orçamentários pela segunda vez no ano e tem negociado seus débitos e gastos com fornecedores estrangeiros.

Cuba tradicionalmente atribui seus problemas econômicos ao embargo norte-americano (Cavaleiro do Templo: Ué, peraí... a Revolução não é contra o "imperialismo e seus aliados"? Então, ter ou não ter qualquer tipo de "sanção imperial" daria no mesmo. Ou será que os revolucionários são aquele tipo de gente que na frente da pessoa (ou do "império") pedem favores, fazem negócios, elogiam, riem e brincam e por trás metem o pau ("malditos imperialistas, só querem nos ferrar...")? Ah, esqueci... São do segundo tipo de gente: SOCIOPATAS), mas desta vez diz também que os furacões do ano passado, que provocaram prejuízos de 10 bilhões de dólares, obrigaram o governo a gastar mais na importação de alimentos e compra de materiais para a reconstrução.

quinta-feira, 19 de março de 2009

Chávez tentou derrubar Raul Castro

ÉPOCA
19/03/2009

Segundo ex-ministro do Exterior do México, que escreveu artigo para a Newsweek, plano teria sido frustrado pelo expurgo realizado no início do mês por Raúl, que afastou do poder Carlos Lage e Felipe Pérez Roque, duas figuras muito próximas a seu irmão mais velho, Fidel

REDAÇÃO ÉPOCA
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GOLPE 
Chávez (à dir.) teria recuado ao ser confrontado por Raúl (à esq.) e Fidel








O ex-ministro das Relações Exteriores do México Jorge Castañeda, que se tornou um importante articulista de temas latino-americanos, escreveu um texto para a revista americana Newsweek afirmando que o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, esteve envolvido em uma tentativa de golpe para derrubar Raúl Castro da Presidência de Cuba. O plano teria sido frustrado pelo expurgo realizado no início do mês por Raúl, que afastou do poder Carlos Lage e Felipe Pérez Roque, duas figuras muito próximas a seu irmão mais velho, Fidel. 

Segundo Castañeda, Cuba passa por um momento semelhante ao vivido pela União Soviética em 1953, quando o ditador Joseph Stalin morreu – ninguém sabe o que está ocorrendo na disputa pelo poder da ilha. Ainda assim, escreve Castañeda, “há sólidas razões para acreditar que Lage e Pérez Roque e os outros dez expurgados estavam envolvidos em uma conspiração para tirar Raúl Castro do poder, e que, na empreitada, recrutaram – ou foram recrutados – pelo presidente da Venezuela, Hugo Chávez”. O mexicano afirma ainda que Chávez tentou atrair para o plano outros líderes latino-americanos, como o presidente da República Dominicana, Leonel Fernández, que se recusou a participar do golpe. 



O objetivo de Lage, Pérez Roque e outros conspiradores era impedir o que consideram “a traição da revolução” que está sendo promovida por Raúl. Para eles, diz Castañeda, o irmão mais jovem de Fidel está se sentindo ameaçado pela reação do povo cubano às “privações sociais e econômicas excessivas” e vê como único caminho para manter o controle do país a realização de reformas políticas e econômicas que ajudem a normalizar a relação com os Estados Unidos. Se Raúl fizer isso, pensam os revolucionários de acordo com Castañeda, será o “começo do fim da revolução”. 


A história contada na Newsweek ganha ares de filme de ação quando Raúl descobre, por meio do serviço de inteligência militar cubano, o golpe para tirá-lo do poder. Com as evidências em mãos, Raúl vai a Fidel e pede para o irmão escolher de qual lado ficará. Decepcionado com Lage e Felipe Pérez Roque, Fidel ficou com o irmão, e convocou Hugo Chávez a Havana. Na ilha, Chávez recebeu duas opções: desistir do golpe e manter o apoio econômico a Cuba, ou perder o apoio do aparato de inteligência cubano, que ajuda o venezuelano a se proteger de golpes e tentativas de assassinato. Ele escolheu ficar com a família Castro.


Castañeda encerra o texto lembrando que líderes como os soviéticos Lenin, Stálin e o chinês Mao Tse-Tung não conseguiram guiar suas sucessões antes da morte, o que Fidel pode fazer. Para isso, no entanto, Raúl Castro terá que agir rápido para reaproximar a ilha dos Estados Unidos, aliviando a precária situação do povo cubano. Caso contrário, quando Fidel morrer, o humilde, jovem e popular Pérez Roque pode reclamar o título de “herdeiro natural” de Fidel e tentar assumir o poder na ilha.

quarta-feira, 18 de março de 2009

Cabeças rolam em Havana, desconcertando os “especialistas em Cuba”

MÍDIA A MAIS
por Humberto Fontova em 18 de março de 2009

Raúl e Fidel Castro: poder dos velhos ditadores stalinistas continua intocado em Cuba

Na exata semana em que Obama propunha aconchegar-se a Castro ao eliminar algumas sanções comerciais e restrições de viagens, a maior remexida política dos últimos vinte anos agitou ruidosamente o regime de Cuba. Na semana passada, Raúl Castro expurgou quase vinte altos funcionários do regime. O mais proeminente entre os expurgados era o mais jovem e o mais inclinado a reformas (isto é, tal como essas coisas são medidas dentro dos limites de um regime stalinista); e todos eles foram substituídos por septuagenários stalinistas linha dura, com carreiras militares e na polícia secreta.

As provisões de fundos do ramo de oliveira oferecido por Obama a Castro já estão embutidas no seu projeto de lei referente a gastos no valor de US$410 bilhões, e que aguarda ser votado nesta semana. Em grande medida, as provisões são resultado de recomendações contidas num recente “Relatório ao Comitê de Relações Exteriores” [Report to the Committee on Foreign Relations], intitulado “Mudando as Diretrizes para Cuba” e entusiasticamente endossado pelo membro mais graduado daquele comitê, o Senador Republicano Richard Lugar.

Estão ocorrendo evoluções positivas em Cuba”, diz o relatório de Lugar, composto depois que alguns membros de sua assessoria se encontraram com altos funcionários stalinistas cubanos. “Está claro que as recentes mudanças na liderança (cubana) criaram uma oportunidade para os Estados Unidos reavaliarem um relacionamento complexo, marcado por equívocos, suspeição e hostilidade aberta”, declara ainda o relatório do comitê publicado em 24 de fevereiro.

O senador Lugar, tal como deixou patente o expurgo da semana passada, estava incorrigivelmente mal orientado.
 
Em perfeita sintonia com a natureza stalinista do regime cubano – especialmente em sintonia com o governo de Raúl Castro (Raúl trabalhou sob a supervisão de um controlador da KGB desde 1953) – os mais proeminentes dentre os expurgados (Carlos Lage, 56 anos, vice-presidente do Conselho de Estado, e Felipe Roque, 45 anos, Ministro do Exterior) assinaram confissões aparentemente plagiadas dos modelos usados por Zinoviev, Kamenev e Bukharin em 1936 [1].
 
O assassino de Trotsky, Ramon Mercader, a propósito, serviu como “inspetor de prisões” de Cuba nos anos 1960 e foi uma das companhias favoritas, tanto de Raúl Castro, quanto de Che Guevara. Foi enterrado com honras num cemitério de Havana em 1978. Esse túmulo, porém, parece não figurar entre os lugares de visitação mais populares para os 2,4 milhões de turistas canadenses e europeus que visitam Cuba anualmente, e cujos gastos na ilha, estimados em US$2,5 bilhões anuais durante os últimos quinze anos, fornecem o sangue vital para o regime de Castro.
 
Raúl e seus camaradas militares cubanos são donos da maior parte da indústria de turismo de Cuba. O projeto de lei de Obama permite que turistas americanos participem da trama de Raúl e enriqueçam ainda mais o seu regime, enquanto a sua polícia mantém afastados, à base de cassetetes e baionetas, todos os cubanos “não autorizados” que ousem chegar muito perto das cintilantes instalações para turistas.
 
O raciocínio de Obama parece ser o de premiar e enriquecer os muito bem armados – e treinados pela KGB – guardiões do status quo stalinista de Cuba, e magicamente convertê-los em instantâneos opositores do status quo stalinista cubano.
 
Espantosamente, essa linha de raciocínio não consegue convencer aqueles que tiveram experiências de primeira-mão sob o regime cubano. As evidências pouco importam. Como já disse, por quase todos os últimos quinze anos, quase dez vezes mais turistas visitaram Cuba a cada ano do que durante os anos 1950, quando Cuba era então rotulada de “parque de diversões turístico”. Ainda assim, Cuba é tão stalinista hoje quanto o era em 1965. Qualquer gota de moeda estrangeira que chegue aos súditos do regime stalinista (principalmente através da prostituição) é sobrepujada milhares de vezes pelos milhões que entram nos cofres do regime. E nem tudo lá permanece. De acordo com desertores militares de alto escalão, muito desse dinheiro rapidamente acaba indo parar na Espanha e na Suíça.
 
Tal como mencionado na semana passada, os poucos apparatchiks mais jovens e mais flexíveis que galgaram posições no regime foram todos expurgados e substituídos por apparatchiks que já ocupavam postos em 1965. Não procure por isso na grande mídia, mas expurgos semelhantes “re-stalinizaram” o regime cubano pelo menos uma vez a cada década, desde 1959 – e continuarão a acontecer enquanto Fidel e Raúl permanecerem vivos.
 
Se as fontes da grande mídia e do governo americano parecem encabuladas ou completamente mudas no que diz respeito ao último expurgo promovido por Raúl, há uma razão óbvia para isso. Esses órgãos, junto com seus think tanks de estimação e os “especialistas em Cuba” das universidades, nos quais eles confiam para lhes fornecer orientação, temas de conversa e frases de efeito, estão todos compartilhando chapéus-de-burro que já se elevam acima do Monumento a Washington [o famoso obelisco na capital americana, com aprox. 170m de altura]. Chapéus-de-burro particularmente altos coroam o Comitê de Relações Exteriores do Senado, especialmente o seu presidente, o Senador Richard Lugar.
 

Carlos Lage: stalinista mais jovem vitimado pelo expurgo promovido pelos stalinistas mais velhos, ao estilo dos processos de Moscou

Desde a “aposentadoria” de Fidel Castro, em julho de 2006, o nome do recém expurgado Carlos Lage tornou-se um verdadeiro mantra na grande mídia e na academia quando se referiam a Cuba. Ele é um jovem tecnocrata (e não um militar) e um “reformista” da economia, era o que nos asseguravam.
 
Comecemos com um programa no Marketplace da American Public Radio, em 18 de janeiro de 2008:
 
Em março (2008), a Assembléia Nacional de Cuba irá nomear o presidente de Cuba e os especialistas em Cuba predizem, uniformemente, que, pela primeira vez em cinquenta anos, o presidente cubano não será um Castro. Então, quem será ele?”.
 
Será Carlos Lage… Esta é a vez em que a liderança cubana move-se na direção de uma mudança de geração”. (Phil Peters, o frequentemente citado “especialista em Cuba” do Lexington Institute, baseado em Washington, DC)
 
Agora, a prestigiosa BBC, em 21 de fevereiro de 2008:
 
Carlos Lage já é uma espécie de primeiro-ministro de fato... a nova marca cubana será pragmática e flexível”. (Brian Latell é ex-chefe da divisão cubana da CIA e autor de After Fidel: Raul Castro And the Future of Cuba's Revolution [Depois de Fidel: Raúl Castro e o Futuro da Revolução Cubana]).
 
E agora, no Miami Herald, em 02 de fevereiro de 2007:
 
Carlos Lage é a chave em tudo isso. Lage quer ir adiante com as reformas econômicas... Raúl assume e o faz seu braço direito”. (Wayne Smith foi o chefe da missão diplomática americana em Havana no governo do Pres. Jimmy Carter e é diretor do Cuba Program, do Center for International Policy).
 
Mais um giro, agora para o New York Times de 21 de fevereiro de 2008:
 
Fidel e Raúl Castro disseram, em meses recentes, que eles têm uma obrigação não apenas de liderar, mas também de ceder seus lugares a uma geração mais jovem de líderes. No topo da lista de possíveis candidatos a dividir o poder com Raúl Castro ou a tornar-se vice-presidente está Carlos Lage”. (Julia Sweig é especialista em Cuba do Council on Foreign Relations – CFR).
 
Agora, uma olhada na CNN News, em 19 de fevereiro de 2008:
 
Castro está saindo em seus próprios termos, assegurando uma transição suave para o seu irmão e para uma geração mais jovem na liderança de Cuba... tal como o vice-presidente Carlos Lage”. (Peter Kornbluh é analista sênior do National Security Archive, da George Washington University).
 
Um recente samizdat [2] vindo de Cuba relata que, após sua demissão, Carlos Lage permamence sob uma forma de prisão domiciliar em Havana. Aqui está uma parte de sua “confissão”, publicada em Cuba em três de março:
 
Compañero Raúl:
 
Eu reconheço e assumo toda a responsabilidade pelos meus erros. Minha expulsão foi muito justa. Esteja certo de que eu sempre servirei a revolução e sempre permanecerei fiel ao Partido Comunista, a Fidel e a você.
 
Fraternalmente, Carlos Lage Davila”.
 
E, finalmente, uma olhada no Human Events de 21 de fevereiro de 2008:
 
Raúl Castro, a despeito de tudo que vocês estão lendo na grande mídia e ouvindo de seus ‘especialistas’ favoritos, não será aquele que irá perturbar os planos cubanos. Por que os militares cubanos – os barões ladrões de Cuba— iriam, voluntariamente, perturbar seus próprios planos? Nenhum desses ‘especialistas em Cuba’ fornece uma pista. Quanto ao futuro imediato de Cuba, com um coração (muito) pesado, emprestarei um verso dos Talking Heads [3]: ‘Igual ao que sempre foi’”.
 
Publicado originalmente em American Thinker em 10/03/2009.
 
Tradução: Henrique Paul Dmyterko
  

 [1] NT: O autor se refere aos mais conhecidos personagens dos infames Processos de Moscou, farsas públicas montadas por Stalin, onde os acusados, seus ex-aliados na luta intestina pelo poder, invariavelmente acabavam por confessar aquilo que não tinham feito. Foram todos executados.

 
[2] NT: Um samizdat é uma publicação clandestina, quer de literatura, de panfletos políticos ou noticiosos, com origem na antiga URSS.
 
[3] NT: Em tradução literal, cabeças falantes. Nome de um grupo de música pop, mas que faz jogo de palavras com o título original desde artigo: Heads Roll in Havana.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

A "excelência" da medicina cubana e o "humanismo" das FARC

veja também o OBSERVATORIO BRASILEÑO, outro blog da Graça em espanhol


Trecho do artigo que mostra que beleza que é a medicina cubana logo abaixo, integra AQUI:

"Posteriormente, já havendo transcorrido onze (11) semanas sem que se levasse a cabo a operação, a paciente apresentou um quadro de bronquite decorrente das condições de umidade e frio da ilha na época, e teve que adiar a operação por umas quatro (4) semanas mais. Em todas estas quinze (15) semanas transcorridas, a paciente e sua acompanhante estiveram alojadas em um hotel caindo aos pedaços, que serve de depósito de pacientes venezuelanos enquanto esperam sua vez para operar-se, custando o quarto ao Estado venezuelanooitenta dólares diários (US$ 80). Façam as contas: só no hotel vão OITO MIL E QUATROCENTOS DÓLARES (US$ 8.400,00) ou algo assim como CENTO E SESSENTA E OITO BARRIS DE PETRÓLEO.

Estas duas pessoas já estavam à beira de um ataque de nervos pelas carências e confusões, e a paciente decide voluntariamente renunciar à operação e voltar à Venezuela. Aí é onde começa o calvário. O médico suspende as permissões de saída nos fins de semana porque a paciente desde que chegou ao hotel-depósito de pacientes necessita permissão médica para poder sair. O médico não assina a solicitação de não realizar a operação e a faz esperar por mais quatro (4) semanas, sob a desculpa de que “a missão não foi cumprida”."

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Corfirmando a confirmação: Obama, o terrorista

Obama assina decreto para fechar prisão de Guantánamo

Bruno Garcez - 22/01/2009

Cavaleiro do Templo
: muito incrível a sequência de fatos que mostram o que será o governo terrorista do presidente MESTIÇO (pois filho de negro com branca sendo que, detalhe, a família que o criou foi a parte branca que nunca foi lembrada pela mí"r"dia e o pai, a parte negra, apenas o fabricou e deu no pé, aliás).


Centro de detenção em base militar americana será desativado dentro de um ano.


O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, assinou nesta quinta-feira um decreto que determina o fechamento dentro de um ano da prisão da base militar americana na Baía de Guantánamo, em Cuba.


Guantánamo se tornou um símbolo de supostos abusos de direitos humanos cometidos pelos Estados Unidos, devido a técnicas de interrogatório utilizadas contra os acusados de atos terroristas detidos na prisão.


A decisão era aguardada, e Obama já havia determinado a suspensão do julgamento dos detidos em Guantánamo por 120 dias.


O novo presidente americano havia prometido durante sua campanha à Presidência que iria fechar o centro de detenção.


Ao todo, Obama assinou quatro medidas que revertem práticas instituídas durante a gestão de seu antecessor, George W. Bush, e que vinham sendo condenadas pela comunidade internacional.


Além do fechamento de Guantánamo, as medidas determinam a revisão de tribunais militares de suspeitos de terrorismo e vetam o uso de métodos extremos de interrogatório de prisioneiros.


Manual


O novo presidente americano também criou uma força-tarefa que terá 30 dias para determinar centros de detenção para onde os prisioneiros que se encontram em Guantánamo poderão ser transferidos e estabelecer um código de conduta para o tratamento de detidos.


Obama também exigiu que todos os representantes dos Estados Unidos respeitem as regras de interrogatório estabelecidas no manual do Exército americano.


O manual explicitamente proíbe o uso de ameaças, coerção física e a técnica de simular o afogamento de pessoas, considerada uma forma de tortura por ativistas de direitos humanos.


Acredita-se que 245 homens estejam detidos na prisão da base de Guantánamo, a maior parte dos quais presos há anos sem terem sido formalmente acusados de quaisquer crimes.


"A mensagem que estamos enviando ao mundo é de que os Estados Unidos pretendem dar continuidade à atual luta contra a violência e o terrorismo, e que nós o faremos de forma vigilante e efetiva, e o faremos de uma forma que é condizente com nossos valores e ideais", disse Obama, ao assinar as medidas no Salão Oval da Casa Branca.


Tesouro


No Congresso americano, um comitê do Senado aprovou nesta quinta-feira a indicação de Timothy Geithner para o cargo de secretário do Tesouro no governo de Obama.


Apesar de receber críticas por ter mantido uma dívida de imposto de renda por algum tempo, Geithner foi aprovado no Comitê de Finanças com 18 votos a favor, e apenas cinco contra. A indicação ainda terá que ser confirmada em votação no plenário do Senado.


O senador republicano Jon Kyl disse que o indicado para o Departamento do Tesouro não demonstrou sinceridade suficiente ao se desculpar pela dívida, agora já quitada, de mais de US$ 30 mil.


Durante sabatina no comitê, Geithner defendeu o pacote de estímulo à economia americana proposto por Obama.


Os congressistas democratas, do partido de Obama, dizem que Geithner já demonstrou as qualidades necessárias para ocupar o cargo de secretário do Tesouro durante o período em que presidiu o banco central do Estado de Nova York.


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Confirmação de dois artigos anteriores - Obama, o terrorista


Cavaleiro do Templo: os artigos citados no título são: 



Vamos ao artigo que é a prova de que tratar criminoso de alta periculosidade como um bebê encantador, uma vítima (coitadinho!!!) da sociedade acaba em mais crimes.


Ascensão de saudita levanta questões das complicações do fechamento da prisão para suspeitos de terrorismo
sexta-feira, 23 de janeiro de 2009, 09:40

BEIRUTE, Líbano - O surgimento de um ex-detento de Guantánamo como um dos vice-líderes da Al-Qaeda no Iêmen levantou as potenciais complicações da ordem executiva assinada pelo presidente americano, Barack Obama, para o fechamento da prisão em 1 ano. O militante, Said Ali al-Shihri, é suspeito de envolvimento em um atentado com bomba contra a embaixada americana na capital iemenita, Sana, em setembro. Ele foi libertado e enviado para a Arábia Saudita em 2007, onde passou pelo programa de reabilitação para ex-jihadistas antes de ressurgir com a Al-Qaeda no Iêmen.

 

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Seu status foi anunciado em uma declaração do grupo militante na internet e confirmado por um oficial americano do grupo de antiterrorismo. "Eles são um só e a mesma pessoa", afirmou o funcionário sob anonimato. "Ele retornou para Arábia Saudita em 2007, mas seu movimentos até o Iêmen ainda não estão claros".

 

A informação surge no momento em que legisladores republicanos criticam o plano de fechar Guantánamo sem qualquer medida para lidar com os presos que ainda estão no local. Porém, a notícia também explica os motivos pelos quais a nova administração quer agir cuidadosamente, levando tempo para elaborar um plano e suas complicações.

 

Pelo menos metade dos prisioneiros da base naval são iemenitas, e os esforços de repatriamento dependem, em parte, da criação de um programa de reabilitação do Iêmen - parte financiado pelos EUA. O governo saudita afirma que nenhum ex-terrorista que se formou no programa voltou ao terrorismo. "A lição é: independente de quem receber ex-detentos de Guantánamo, deverá ficar com os olhos abertos para eles", afirmou o oficial americano. Embora o Pentágono tenha afirmado que dezenas de libertados de Guantánamo tenham voltado aos combates, a declaração é vista com ceticismo justamente pela dificuldade de ser comprovada.

 

Em declaração na internet, a Al-Qaeda no Iêmen identificou seu novo vice-líder como Abu Sayyaf al-Shihri, dizendo que ele voltou de Guantánamo para sua terra natal, a Arábia Saudita, e em seguida viajou para o país vizinho "há mais de dez meses". A data corresponde ao retorno de Shihri, saudita libertado em novembro de 2007. "Abu Sayyaf" é seu nome de guerra, comumente usado entre jihadistas em substituição ao seus verdadeiros nomes ou primeiros nomes. Um oficial saudita, sob anonimato, afirmou que Shihri desapareceu de sua casa no ano passado, depois de terminar o programa de reabilitação.

 

Shihri, 35 anos, foi treinado em táticas urbanas de guerra em um campo no norte de Cabul, Afeganistão, segundo seus documentos divulgados pelo Pentágono no dossiê Guantánamo. Duas semanas depois dos ataques de 11 de setembro de 2001, ele viajou para o Afeganistão e ao Paquistão, e depois afirmou aos investigadores americanos que sua intenção era pedir por socorro. Ele foi ferido em um ataque aéreo e passou mais de um mês se recuperando em um hospital paquistanês. O documento aponta que Shihri se encontrou com um grupo de "extremistas" no Irã, que o ajudaram a entrar no Afeganistão.

 

Entretanto, nas descrições das razões para a possível libertação de Shihri, o documento afirma que ele diz ter viajado ao Irã "para comprar carpetes para sua loja em Riyadh". Elas afirmam ainda que ele negou conhecer terroristas ou estar associado a eles e que, se fosse libertado, gostaria de voltar para a Arábia Saudita para se reunir com sua família e trabalhar em sua loja de mobília.

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".