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segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Onde estão os espancadores e assassinos homossexuais?

Do blog do JÚLIO SEVERO

É bem fácil encontrar manchetes como “Gay Espancado” ou “Gay Assassinado”. Mas quem já viu manchetes como “Gay Espancador” ou “Gay Assassino”? Os dois casos existem, mas só um deles tem a preferência da imprensa esquerdista.

Travesti é assassinado. Gay é espancado. Esses são apenas um dos poucos títulos comuns nos meios de comunicação quando a notícia envolve homossexualismo e crime.

Aliás, quando um praticante do homossexualismo sofre agressão ou assassinato, o artigo que cuida do caso pode numa única página repetir a palavra homossexual pelo menos uma dúzia de vezes. O adjetivo homossexual, quando a vítima tem essa inclinação sexual, ganha destaque garantido. É o que impõe a cartilha gay, e a mídia a segue sem pestanejar.

Preconceito: vítimas gays são mais valorizadas do que as outras vítimas

Contudo, a imprensa evita mencionar um fator importante nas agressões e assassinatos de homossexuais. Indivíduos (sejam homossexuais ou não) que escolhem a vida dos bares, casas noturnas e outros ambientes de prostituição fácil correm mais perigo, onde a violência é uma ameaça a todos: prostitutas, clientes, homossexuais, etc. Afirmando que a maioria dos homossexuais assassinados é de travestis, Oswaldo Braga, presidente do Movimento Gay de Minas, declarou: “São homossexuais que estão mais envolvidos com a criminalidade, como prostituição e tráfico de drogas, ficando mais expostos à violência”. (Tribuna de Minas, 09/03/2007, p. 3.) Ninguém é obrigado a ir a ambientes onde há agressões, espancamentos, drogas, prostituição, brigas e assassinatos. Mas de todos os que sofrem violência nesses lugares, os que praticam o homossexualismo são alvo privilegiado da atenção dos holofotes da mídia esquerdista.

É claro que há também outros fatores de crime. O que não falta na sociedade brasileira é violência. É um dos produtos internos em que o Brasil tem mais abundância. É o PIB da criminalidade.

Outra fonte comum de crimes são as gangues. Uma gangue qualquer pode bater, agredir, estuprar e matar. Suas vítimas podem ser muitas. As autoridades reagem com seu habitual descaso. A imprensa trata como violência rotineira. Mas se, entre as suas muitas vítimas, a gangue por uma fatalidade do destino agredir um homossexual, o barulho começa: “Preconceito! Discriminação! Violência contra os homossexuais! Os homossexuais precisam de leis e proteção especial! Como compensação, eles merecem o direito de casamento e adoção de crianças!” A imprensa esquerdista, que é cutucada pelo ativismo gay, cutucará as autoridades até que haja mobilização e favorecimentos.

Belo recado, não? Todos podem sofrer, ser agredidos, estuprados e assassinados, sem direito a barulho e clamores de direitos humanos — menos os homossexuais. Só as vítimas homossexuais são úteis no perverso jogo político de obtenção de novos e estranhos direitos e privilégios. As vítimas homossexuais estão na moda. Pobres das outras vítimas, que pertencem a uma maioria que não aprendeu a explorar seus sofrimentos para obter ganhos políticos! Será então que todos terão de se converter ao homossexualismo para serem respeitados, valorizados e notados neste Brasil violento e pró-sodomia, onde não existe guerra, mas há mais mortes violentas por ano do que em muitos países em guerra?

Arriscamos a ter no Brasil um futuro negro onde as próprias gangues temerão os homossexuais, por causa dos muitos privilégios legais concedidos ao homossexualismo. Antes de atacarem um indíviduo, as gangues poderão se sentir obrigadas a perguntar se ele é homossexual. Se não for, o ataque prosseguirá normalmente. Assim, homens, mulheres e crianças não serão poupados. Nos meios criminosos, só os homossexuais terão isenção especial e é possível que, por desespero diante da total falta de segurança que reina no Brasil, a população precise se fazer de homossexual durante uma ação de criminosos.

A que ponto chegou o Brasil: Um governo que não consegue dar nenhuma segurança para milhões de homens, mulheres e crianças agora se compromete a dar segurança à minúscula população homossexual, por causa do intenso, enorme e insistente ativismo homossexual de direitos humanos. Algumas pessoas já devem estar babando de vontade de participar do movimento homossexual, só para ter as garantias civis de segurança que o Estado jamais consegue dar à vasta maioria da população.

50.000 versus 12

Quando espremem todos os dados criminais, os militantes gays conseguem com muito esforço e suor extrair uma dezena, ou pouco mais, de assassinatos de indivíduos envolvidos no homossexualismo. Se o número de gays assassinados chegasse a 50 mil por ano, suas reivindicações no Congresso Nacional provocariam um verdadeiro terremoto de mudanças, desde a aprovação de leis contra o preconceito e a homofobia até a instituição oficial do Dia do Orgulho Gay e o Dia Nacional Contra a Homofobia. Mas mesmo com apenas uma pequena dezena de casos, eles querem tal terremoto e já estão conseguindo a aprovação de muitas leis.
Não é verdade que 50 mil gays são assassinados por ano. Contudo, esses números são reais. Por ano, 50 mil brasileiros são vítimas da pena de morte imposta pelos criminosos. É um número elevado e vergonhoso para as autoridades encarregadas da segurança da população. Esse número comprova a escassez de segurança para a população em geral. O número infinitamente pequeno de homossexuais assassinados prova que a escassez de segurança ainda não os atingiu. Com a determinação do governo Lula de proteger esse comportamento, a segurança deles e de seu comportamento está praticamente garantida.

Uma dezena não chega nem de longe a 1 por cento de 50 mil. Se uma dezena de gays assassinados por ano se transforma magicamente em matéria-prima ideológica para avançar os interesses políticos dos militantes pró-homossexualismo, o que dizer então dos interesses da vasta e esmagadora maioria da população que sofre assassinatos? Por que selecionar para tratamento especial indivíduos envolvidos no homossexualismo quando as maiores vítimas da violência no Brasil não são os homossexuais, mas o restante da população?

Além disso, as notícias envolvendo o tema homossexual costumam ser cobertas de parcialidade. Se uma página de artigo pode repetir uma dezena de vezes o adjetivo homossexual quando a vítima de um crime vivia esse estilo de vida, o oposto é verdade quando o autor de um assassinato é homossexual. Nesse caso, é preciso usar uma lupa e ter experiência de detetive, pois no que depender do jornalismo esquerdista, pode-se encontrar tudo numa notícia sobre um assassino homossexual, menos o adjetivo homossexual.

Onde foi parar o adjetivo homossexual?

A repetição da palavra homossexual no artigo onde o homossexual é vítima tem como propósito deixar muito bem claro que os homossexuais são bons e inocentes, eternas vítimas de violência. A exclusão da palavra homossexual em notícias onde um assassino é homossexual tem como propósito proteger a imagem de conto de fadas onde o homossexual e o homossexualismo têm características angélicas e boas.

Precisa de exemplo? A revista Época de 26 de fevereiro de 2007 traz o artigo: “Ele sofreu terrivelmente”. Quem? Um homossexual vítima de heterossexual? Se fosse, não há a menor dúvida de que a palavra homossexual seria enfadonhamente repetida uma dúzia de vezes, conforme a praxe jornalística pró-homossexualismo.

O artigo conta o assassinato de um jovem brasileiro na Inglaterra. O texto não cita o adjetivo homossexual nem uma única vez. No entanto, é impossível esconder completamente a verdade. O jovem brasileiro foi espancado e esfaqueado. Os investigadores constataram que foi uma morte lenta e sofrida. A polícia britânica ficou chocada com o que viu. Repito: se fosse o caso de um homossexual morto por heterossexual por qualquer motivo, os ativistas gays da Inglaterra e do Brasil teriam nas mãos um prato cheio para fazer muito barulho e sensacionalismo: inocente vítima gay espancada e esfaqueada de modo covarde e brutal por heterossexual.

Sim, houve muita covardia e brutalidade. Houve tanta crueldade que os próprios investigadores ficaram assombrados — e os homens da polícia geralmente estão acostumados a ver cenas muito pesadas. O quadro horrendo do assassinato do brasileiro foi demais até para eles.

Assassinos homossexuais geralmente cometem crimes assombrosos. Lembra-se do canibal alemão, que matou e comeu sua vítima? Ele era… o que o jornalismo esquerdista não diz que ele era! Se pensou na palavra H, acertou em cheio. Talvez a imprensa esconda os fatos de propósito, num tipo de esconde-esconde, para que o próprio público possa usar a cabeça a fim de raciocinar e adivinhar o que não está sendo revelado na notícia. Pena que, no caso de homossexuais vítimas de assassinatos, eles nos poupem desse esconde-esconde.

Embora o artigo de Época se recuse terminantemente a revelar a identidade homossexual do assassino do jovem brasileiro, há provas claras de que o assassino praticava o homossexualismo. O assassino trabalhava “numa sauna gay”. Além disso, ele estava foragido porque havia estrangulado a esposa. Ele a matou porque “ela se recusara a fazer sexo com ele e SEU AMANTE”. Obviamente, era um amante homossexual, um homem com quem o assassino mantinha relações homossexuais, mas Época não se interessou em destacar ou mesmo usar o adjetivo homossexual, que estaria perfeitamente adequado ao caso. O que não é útil para os interesses dos militantes gays, também não é útil para os interesses do jornalismo esquerdista.

O comportamento da imprensa dá a entender que não existem espancadores e assassinos homossexuais. Mesmo quando a agressão homossexual é flagrante, os esquerdistas dão um jeito de culpar… a vítima!

Em outubro de 2001, Harry Hammond, um pastor inglês, foi surrado por uma gangue de homossexuais por carregar um cartaz incentivando os homossexuais a se arrepender. Ele, não os agressores homossexuais, foi condenado por incitamento à violência e perturbação da ordem pública. Ele foi multado em 550 dólares e obrigado a pagar 725 dólares em despesas legais. Os homossexuais que o agrediram fisicamente não receberam nenhum tipo de condenação, nem das autoridades, nem da imprensa.

Por que a imprensa não abre a boca contra os espancadores gays? Porque o esforço de dizer a verdade envolve um risco sério e potencialmente fatal. Se a imprensa resolver se desviar de sua parcialidade pró-homossexualismo e noticiar os casos de espancadores e assassinos homossexuais do mesmo jeito “objetivo” e “imparcial” que noticia os casos de gays espancados e assassinados, há o perigo de que se descubra que os casos de homossexuais perpetradores de violência podem existir em números muito maiores do que os casos de gays vítimas de violência. Esses números seriam devastadores para as ambições do movimento homossexual.

Perda do maior direito

Nem os militantes gays nem os esquerdistas controladores dos meios de comunicação querem que o público tenha acesso à verdade nua e crua. No caso dos ativistas gays, o motivo é óbvio. Se cada caso de gay espancado e assassinado é explorado e usado para a conquista de mais direitos na sociedade, por que não deveria haver perda de direitos com cada caso de espancador e assassino homossexual?

Para infelicidade dos que querem impor o homossexualismo como normal na sociedade, o maior veículo de comunicação durante vários milênios — a Palavra de Deus — declara que as práticas homossexuais não somente são repugnantes, mas também tiram de seus praticantes importantes direitos.

Embora os ativistas gays se mobilizem com muito ardil e intensidade para fazer conquistas legais, sociais e políticas para seu comportamento sexual, a Palavra de Deus deixa bem claro que os homens que insistirem em suas práticas homossexuais terão total perda de direitos na eternidade, inclusive exclusão do Reino de Deus. Deus diz:

“Não se deite com um homem como quem se deita com uma mulher; é repugnante”. (Levítico 18:22 NVI)

"Vocês não sabem que os perversos não herdarão o Reino de Deus? Não se deixem enganar: nem imorais, nem idólatras, nem adúlteros, nem homossexuais passivos ou ativos e, nem ladrões, nem avarentos, nem alcoólatras, nem caluniadores, nem trapaceiros herdarão o Reino de Deus”. (1 Coríntios 6:9-10 NVI)

Os radicais militantes gays podem então conquistar todos os direitos aqui na terra e mudar completamente a sociedade e suas leis, mas jamais conseguirão mudar Deus e suas leis. A sentença divina já foi dada, há muito tempo. Largue o pecado, ou perca o maior de todos os direitos.

É claro, nem todos os homens que vivem no homossexualismo são espancados ou assassinados. Nem todos são também espancadores ou assassinos. Mas todos os homens que se recusam a abandonar as práticas homossexuais serão perdedores do maior e melhor direito que só podem ter aqueles que se entregam a Jesus Cristo e abandonam seus pecados: o direito inigualável de entrar no Reino de Deus e viver eternamente em amor, paz, segurança, felicidade e a companhia alegre de Deus e seus anjos.

Vale então a pena viver agarrado ao pecado (seja adultério, roubo, homossexualidade, etc.) quando a perda final envolve um direito tão grande e maravilhoso?

A dura verdade…

Se os grupos de militantes gays querem lembrar à sociedade que por ano uma dezena de homossexuais é vítima de assassinatos no Brasil, precisamos lembrar a eles que por ano a sociedade inteira é vítima não de uma dezena, mas de 50 mil assassinatos. Temos infinitamente mais motivos para chorar, reclamar e reivindicar do que eles.

Se eles insistirem em seus números, então por que não cobrar-lhes o papel do homossexualismo nos crimes violentos? É mera coincidência que os 10 maiores assassinos dos Estados Unidos tenham o homossexualismo como característica comum de comportamento?[1] Por que no Brasil também não coletamos os números da violência cometida por agressores homossexuais?

Temos hoje no Brasil muitas notícias sobre homossexualismo e crime, porém se a sociedade tem de ser pressionada a se preocupar com uma dezena de homossexuais mortos por ano, então por que também não lhe dar o justo direito de conhecer quantos homens, mulheres e crianças são assassinados por homossexuais?

Um jornalismo verdadeiramente justo e imparcial não teria dificuldade alguma de tratar dessa questão.

Fonte: http://www.juliosevero.com/; http://www.juliosevero.com.br/

[1] Essa informação encontra-se num capítulo inteiro do meu livro O Movimento Homossexual, publicado pela Editora Betânia.

Leitura recomendada:
O uso e abuso gay da palavra preconceito

O mundinho paranóico do socialista

Do blog CONDE LOPPEUX DE LA VILLANUEVA
Por Conde Loppeux de la Villanueva em segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Algumas viuvinhas de Fidel Castro, chorosas pela vindoura morte do ditador sanguinário e açucareiro, ficaram irritadas com as minhas declarações a respeito das mentiras e desinformações a respeito de Cuba, a ilha-prisão. Interessante é o socialista médio admirador daquela ditadura se apegar aos mitos tão alardeados naquele país. O mais divertido deles, sem dúvida, é a idéia de que Cuba seja um paraíso social ao nível de países europeus desenvolvidos. Há paspalhos que alardeiam a mortalidade infantil como abaixo dos índices norte-americanos. Isso porque as últimas estatísticas oficiais de crescimento econômico deduzem que o país cresceu 12% ao ano. Dois dígitos!

No entanto, qualquer turista que chega a ilha vê aquela cena de cortiço comum na capital Havana, o favelão urbano parado no tempo. Os carros, como sempre, continuam dos anos 50, na época realmente áurea da economia e sociedade cubana, caindo aos pedaços, como sinal claro de decadência. O país vive da falta de comida, roupas, remédios, seringas, gaze, os hospitais são, em geral, imundos, e o povo come a base de carnês de racionamento, esperando filas quilométricas para receber a ração única do mês. Fora disso, o povo que se vire e morra de fome! Há de acrescentar que o povo cubano, em média, recebe dez dólares por mês. Dez dólares é o salário médio de um médico cubano, um dos mais altos do país. Ele ganha quase dez vezes menos do que uma empregada doméstica brasileira. No entanto, Cuba, na cabecinha oca dos socialistas, é uma espécie de Dinamarca caribenha. Dois dígitos! Cuba cresce mais do que a China! Onde diabos estão esses dígitos nas ruas cubanas? Um piauiense médio ganha mais do que um médico cubano, não sofre crise de racionamento e tem o luxo de usar papel higiênico, ainda que bem vagabundo. Se Cuba é uma Dinamarca, o Piauí são os Estados Unidos. A jornalista da mídia “burguesa” do falecido Roberto Marinho, Miriam Leitão, falou de sua preocupação com o fim dos “avanços sociais” em Cuba. Dona Miriam devia ser demitida por justa causa, porque é uma ignorante. No máximo, uma vigarista! Devia ser rebatizada como Mirian “Chancho”!

Porém, o bestial socialista, acreditando nas suas ficções mentais, empunha as estatísticas cubanas como o Santo Graal e reverbera: a CIA, a CEPAL e a ONU dizem que Cuba é o paraíso na Terra. O problema é que a CIA, a CEPAL e a ONU não consultaram as opiniões de milhares de dissidentes cubanos que dizem outra realidade e os outros milhões que vivem em Miami. Ahhhh! Mas o socialista débil mental vai dizer, tal como papagaio de pirata: - A máfia anexionista de Miami? A burguesia reacionária do imperialismo norte-americano? Os inimigos do povo, traidores da pátria, “gusanos”?! Faltou explicar ao perfeito idiota latino-americano que o PIB dos cubano-americanos, que são apenas dois milhões de pessoas, é maior do que Cuba, que tem 11 milhões. Todavia, os socialistas paranóicos acreditam que Cuba é a Escandinávia! Eles erram de geografia. Dados sociais escandinavos de riqueza cubana só mesmo na Flórida. A Cuba realmente rica por excelência está nos Eua, onde os cubanos da ilha são apenas os primos paupérrimos.

Esses mesmos dois milhões de cubanos anticastristas mandam o que é considerada a maior divisa do país, ou seja, outros tantos bilhões de dólares doados de graça a seus familiares, sustentando uma nação em frangalhos. Entretanto, o perfeito idiota latino-americano vai fizer: - E o bloqueio?! E eu pergunto: - Que bloqueio otário? Nunca houve bloqueio. No máximo um embargo unilateral só dos americanos! O mundo inteiro pode comercializar com Cuba. O problema é que o país é tão pobre que não paga e não vende nada. Nem mesmo a produção de açúcar é suficiente pra atender a demanda externa. Deu calote nos espanhóis, canadenses, franceses, japoneses, mexicanos e outros demais malvados que quebram o tal “bloqueio estadunidense” (essa estória de não chamar os americanos de “americanos” é coisa de gente muito cheia de sentimentos de inferioridade).

A empregada doméstica brasileira, com seu salário, consegue arrumar aos poucos sua casa, ter papel higiênico e sabonetes no seu chuveiro. Possui até um celular. Tudo isso é luxo para pouquíssimos cubanos, em particular, os pseudo-fidalgos do Partido Comunista. Se um cubano médio, com os dólares americanos no bolso, arrumar sua casa, esta pode ser confiscada em favor do governo. Até porque a casa não é dele e sim do governo. Em um regime onde não se reconhece a propriedade privada, o Estado é proprietário de tudo. Ainda me recordo de turistas brasileiros chocados por não serem hospedados por amigos cubanos em suas residências, porque o governo não permitiu. Ora, os cubanos estão no mesmo nível dos pretos das senzalas! A propriedade é do Sr. Fidel, o todo-poderoso da ilha! Os turistas brasileiros deviam pedir permissão ao ditador ou se contentar com os hotéis estatais de lá! Acredite caro leitor, houve socialista aqui que apoiou a medida arbitrária do senhor da senzala! Esses são os nossos socialistas, mitomaníacos, do tipo Emir Sader e Frei Betto. Ou mesmo os estudantes remelentos e hidrófobos dos cursos de história, filosofia e sociologia que amam essa excrescência política!

Outra pérola é a educação cubana. Façamos a seguinte analogia. Se as universidades brasileiras são um vendaval de burrices sem fim e a escola pública é o reflexo disso, imaginemos uma sociedade ideologizada com todas aquelas asneiras que vemos nas piores faculdades de sociologia e professores esquerdistas? Isso é a educação cubana, é a sociedade cubana no seu dia a dia. Um festival de chavões ideológicos de idolatria ao ditador e ao regime que tiraniza, que todos repetem, e, no entanto, quase ninguém acredita, sob pena de ser preso. Uma doutrinação ideológica que intoxica, enerva, imbeciliza e subjuga qualquer cérebro são, já que qualquer tipo de informação contrária é proibido. Esse é o modelo admirado por Lula e seus asseclas e seguido por Hugo Chavez. Aliás, a tal “educação” tão alardeada por aquele notório vigarista, ex-petista e ex-candidato do PDT à Presidência, Cristovam Buarque, nada mais é do que transformar seu filho ou sua filha numa besta quadrada pró-comunista ou pró-petista. Ou seja, o ideal educacional e cultural totalitário cubano. Internet, nem pensar. Enquanto as viuvinhas de Fidel publicam números e elegias à múmia paralítica na rede virtual, um cubano médio pode ser preso por ler sites de orkut!

O socialista médio condena o ganho particular e elogia a miséria cubana, como se fosse um poço de virtudes franciscanas. Neste ponto, consegue ser esquizofrênico. Uma hora, ele condena o capitalismo porque supostamente os bens de consumo não chegam aos pobres. Quando se comprova que até empregada doméstica tem celular, enquanto o cubano não tem nem sabonete pra se limpar, ele dá a reviravolta retórica e diz que o cidadão cubano não é consumista. Ele pode condenar o capitalismo por não democratizar o consumo, ao mesmo tempo que condena o “consumismo”, que é justamente a democratização do consumo capitalista. E exalta a indigência cubana como um esforço estóico contra o “imperialismo americano”, tudo em nome do coletivo. Uma pena, pois milhares de cubanos arriscam a vida para usufruir do consumismo imperial “estadunidense” e fogem dos coletivismos. Em outras palavras, o socialista médio condena o lucro individual e coletiviza a miséria. Claro, o coletivismo e distribuição igualitária da miséria são para o povo; já o individualismo egocêntrico é o direito absoluto e ilimitado do ditador tiranete e seus áulicos mais próximos.

O mundinho socialista inventado pelos números, pelos mitos e pela propaganda comunista é um estado completo de paranóia, beirando a catatonia. Se os loucos daqui sonham em ser subjugados pelo ditador açucareiro e múmia da Guerra Fria, imaginemos o que os cubanos pensam, vivenciando tudo isso? Um pesadelo total! Cuba é um país dominado pelo hospício! E Fidel e seus admiradores mereciam ser enjaulados num manicômio judiciário, por medidas de segurança! Ficção por ficção, uma coisa era real em Cuba na guerra fria. Fidel Castro o transformou no maior país do mundo. Tinha governo central em Moscou, território no Caribe, exército em Angola e população na Flórida. Esse país, com Fidel, vai longe! Felizmente ele vai morrer e o torçamos para que “imperialismo” vença!

A Cuba fora das estatisticas oficiais. . .

Do blog CONDE LOPPEUX DE LA VILLANUEVA
Por Conde Loppeux de la Villanueva em domingo, 24 de fevereiro de 2008

Os viúvos de Fidel Castro atazanaram meu blog pedindo explicações sobre meus comentários a respeito das falsas estatísticas sociais e econômicas do regime de Fidel Castro. Pois bem, se eles fossem menos preguiçosos, achariam facilmente essas notícias. Mas eles preferem crer numa ditadura totalitária comunista do que nas milhares de fontes extra-oficiais, incluindo a de dissidentes políticos, em favor de um regime que tortura, mata e oprime a liberdade de expressão e política. É o sinônimo máximo da subserviência e pusilanimidade de nossos camaradas filhotes de Stálin.

. Mentiras sobre os números da mortalidade infantil cubanas.
. Fraudes estatísticas cubanas na medicina.
. Vacina contra meningite: macumba transformada em medicina.
. Cuba: potência médica?Neste site de debates, várias fontes são encontradas, revelando o engodo da medicina cubana.
. Médicos cubanos curam o câncer com cartilagem de tubarão.
. Onde estão os remédios em Cuba?
. Atendimento médico de primeiro mundo. . .
. A máquina totalitária de Fidel Castro no exterior: um embaixador dissidente fala tudo.
Cuba endividada e caloteira.

"En Cuba hay miles de problemas. El salario no alcanza para vivir y satisfacer las necesidades mínimas de alimentación. Tras la últimas tormentas tropicales, la zona oriental se encuentra en una situación crítica de abastecimiento de alimentos. Hay serios problemas con el transporte, con la vivienda. Faltan médicos y medicinas. Faltan profesores, no hay posibilidad de garantizar una enseñanza eficaz. Sin embargo, la Seguridad del Estado y los servicios de inteligencia funcionan como un reloj suizo. No les faltan recursos, incluso les sobran, y el pueblo y los mandos militares lo saben.

Con esto le quiero decir que cualquiera que se salga de la línea sabe lo que le espera, desde muchos años de prisión hasta el fusilamiento. Esto inhibe y limita cualquier acción contraria al régimen, que supone un riesgo para la propia vida. No obstante, sí que hay mucha gente en las altas esferas preocupada por la miseria, el hambre y la pobreza del pueblo, y que tiene ideas propias"

Lorenzo Menéndez Echevarría, antiguo número dos de la embajada de Cuba en Mozambique, asilado político en España.

Sob o império das “minorias”

Do portal MÍDIA SEM MÁSCARA
por Graça Salgueiro em 21 de fevereiro de 2008

Resumo: O governo sem freios e amoral do sr. Luiz Inácio se condói com o assassinato de três travestis e algum vexame passado por um representante da casta gay, mas dorme tranqüilo com o assassinato de 50 mil brasileiros por ano pois, afinal o que são cinqüenta mil brasileiros senão mera estatística?

© 2008 MidiaSemMascara.org

No último dia 13 de fevereiro o governo do Sr. Lula, através do site do Partido-Estado – o PT -, emitiu uma nota de repúdio à agressão sofrida pelo presidente da “Associação da Parada do Orgulho GLBT de São Paulo” (APOGLBT), Alexandre Peixes, bem como ao assassinato de três travestis na cidade do Recife. Segundo a Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República, tais atitudes ferem os princípios básicos da Declaração dos Direitos Humanos. Diz a nota:

“A homofobia, explícita na violência física ou moral, limita o exercício dos direitos de todo cidadão e não pode encontrar espaço em nossa sociedade. Um Estado Democrático de Direito não pode ser conivente com práticas sociais e institucionais que criminalizam, estigmatizam e marginalizam pessoas por motivo de sexo, orientação sexual ou identidade de gênero”.

Não sou apologista da violência – de qualquer tipo - e muito menos de crimes de morte, admitindo como “justificáveis” apenas em caso de guerra ou em legítima defesa. Entretanto, o que se vê na nota do Partido-Estado é de uma exacerbação sem tamanho, primeiro porque, como diz no texto, os exames de corpo de delito realizados no “agredido” presidente da APOGLBT “não apontaram nenhum traumatismo”, o que significa que não foi nada além de algum xilique. Depois, porque não há qualquer prova de que os travestis foram assassinados por sujeitos homofóbicos sedentos de sangue.

Os dois primeiros foram mortos a tiros por três homens que estavam dentro de um carro em Boa Viagem, dia 9 de fevereiro, e o terceiro morto a facadas no bairro do Pina no dia seguinte. O que se sabe dos criminosos? Nada até agora. Seriam agressores homofóbicos de fato? O escritor Júlio Severo publica em seu blog excelentes análises sobre a questão do movimento homossexual no Brasil e no mundo, cujas formas de abordagem e pontos de vista nem sempre concordo, mas que não posso deixar de referendar como fonte de pesquisa séria e confiável.

Nesta postagem “Onde estão os espancadores e assassinos homossexuais?”, por exemplo, ele aponta a parcialidade e camuflagem da mídia quando os crimes cometidos contra homossexuais são praticados por outros homossexuais, prática muito comum entre a “espécie” mas jamais divulgada para não atrapalhar a aprovação da lei anti-homofobia em curso.

E por que estou criticando esta nota de repúdio? Porque no dia 07 de fevereiro pp. completou-se um ano do brutal assassinato do menino João Hélio Fernandes de apenas 6 anos, quando o carro em que viajava em companhia da mãe e de uma irmã foi assaltado. Por cerca de 7 km João Hélio foi arrastado pelo asfalto preso ao cinto de segurança do carro durante 15 minutos, passando por 14 ruas, sob os gritos desesperados dos que viam a cena dantesca, ficando completamente dilacerado. Foi um dos crimes mais hediondos já ocorridos e que provocou grande comoção no país inteiro, e o que disseram as autoridades da Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República? NADA! Que nota de pesar emitiu o presidente da República à família? NENHUMA! Que palavra de consolo à mãe de João Hélio ouviu-se da boca da primeira dama – também mãe -, dona Mariza Letícia? ABSOLUTAMENTE NENHUMA e após um ano do fato ocorrido, esta nota de pesar ainda continua inaudita!

Também nunca se ouviu ou leu qualquer nota de repúdio por parte desta Secretaria quando um policial da Brigada do Rio Grande do Sul foi degolado em praça pública por hordas de criminosos do MST que permanecem impunes até hoje. Do mesmo modo que NADA foi dito às famílias dos PMs mortos durante a rebelião promovida pelos narco-traficantes do PCC (Primeiro Comando da Capital) em 13 de maio de 2006, mas os bandidos mortos em confronto foram largamente pranteados por uma imprensa venal e conivente, sem contar com as notas de repúdio dos “defensores” dos direitos humanos dos bandidos.

Tampouco mereceu tratamento de pesar o assassinato do segurança da fazenda Syngenta, Fábio Ferreira, morto com um tiro na cabeça pelos marginais do MST em Santa Tereza do Oeste no Paraná, em outubro do ano passado. Ao contrário, houve até homenagem na Câmara dos Deputados pela morte do militante do MST Valmir Mota de Oliveira, vulgo “Keno”, (não por coincidência, no mesmo dia em que aquela casa legislativa homenageava a “máquina de matar” Guevara) que morrera em confronto ao invadir a fazenda.

Desta barbárie, resultou indiciado o dono da fazenda pela morte do sem-terra e sete funcionários presos, apesar de trabalharem em uma empresa de segurança legal, com autorização para portar armas e que faziam a segurança de uma empresa privada que estava sendo assaltada, sob a alegação de “formação de quadrilha”. E, mais uma vez, nenhum dos invasores foi indiciado pela morte do segurança Fábio. Até a imprensa colaborou, citando o caso sem dar nome à vítima que era tratado apenas como “o segurança”.

Estamos nos transformando num país sob o império das “minorias”, estas novas castas que sob os auspícios do próprio governo impõem padrões de comportamentos a toda uma sociedade estupidificada e silente: são os quilombolas, os “afro-descendentes”, os gays, as lésbicas, os sem-teto, sem-terra, sem-moral ou vergonha na cara, os narco-traficantes que determinam toque de recolher ou quando o comércio pode abrir as portas. Estamos nos transformando num país sem Lei, numa terra de ninguém onde vale mais quem grita mais alto.

E o governo sem freios e amoral do sr. Luiz Inácio se condói com o assassinato de três travestis e algum vexame passado por um representante da casta gay, mas dorme tranqüilo com o assassinato de 50 mil brasileiros por ano pois, afinal o que são cinqüenta mil brasileiros senão mera estatística?

Um negócio quase honesto

Do portal JB ONLINE
Por Olavo de Carvalho em 13 de abril de 2006

Ao mesmo tempo que o Exército Brasileiro comunicava a prisão de agentes das Farc na Amazônia, a IstoÉ de 12 de abril informava: documentos apreendidos com Fernandinho Beira-mar ''comprovam a antiga suspeita de que o bandido fornecia armamentos e munições às Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia em troca das toneladas de cocaína com que abastecia pontos-de-venda de droga no Brasil''. Uma agenda, preenchida pelo traficante com o registro de suas operações no ano 2000, ''é a prova cabal da aliança entre Beira-Mar e as Farc'', assegura a revista.

Beira-Mar não decerto é o principal amigo brasileiro dos delinqüentes colombianos. A Resolução número 9 do X Foro de São Paulo, de 7 de dezembro de 2001, condenou a repressão à narcoguerrilha como ''terrorismo de Estado'' e como ''verdadero plán de guerra contra el pueblo''. Entre as assinaturas estava a de Luiz Inácio Lula da Silva, então ainda presidente do Foro.

No mesmo ano, líderes das Farc foram recebidos como hóspedes oficiais pelo governo petista do Rio Grande do Sul.

Mas seria injusto dizer que a colaboração do PT com as Farc se limitou à troca de gentilezas. As duas organizações publicam juntas uma revista, America Libre, dirigida pelo sublime Emir Sader, na qual defendem seus interesses comuns contra o governo da Colombia e dos EUA, o Exército brasileiro e outras entidades malignas. Pelo menos até 2004, o chefe de gabinete do presidente Lula, Gilberto Carvalho, estava no Conselho Editorial da publicação ao lado do comandante das Farc, Manuel Marulanda Vélez, o famigerado ''Tiro Fijo''. Lá estava também o impoluto deputado Greenhalgh - aquele mesmo que propunha controlar a criminalidade mediante o desarmamento geral das vítimas.

Quando o porta-voz das Farc, Olivério Medina, contou que a organização tinha dado dinheiro para a campanha eleitoral do PT, houve uma correria geral para persuadir o público de que tudo não passava de bravata. Mas, logo depois, a elite petista organizava um movimento de protesto para libertar da prisão o homem acusado de manchar a reputação do partido com fanfarronadas irresponsáveis. Em vez de enxergar algo de suspeito em tamanha incongruência, a nação preferiu acreditar que o PT era um partido cristianíssimo, que retribuia o mal com o bem.

Em 2002, três dos quatro concorrentes à presidência eram membros de partidos aliados às Farc no Foro de São Paulo, e o quarto, José Serra, informado de tudo, preferiu perder a eleição de bico fechado, provando fidelidade estóica às suas raízes esquerdistas. Enquanto a mídia local celebrava a lisura do pleito, o vencedor confessava ao Le Monde que a eleição tinha sido ''apenas uma farsa, necessária à tomada do poder'', sendo confirmado nisso pelo sr. Marco Aurélio Garcia em declaração ao jornal argentino La Nación de 5 de outubro de 2002. Em julho de 2005, o então já tarimbado presidente admitia ter tomado decisões de governo em reuniões secretas do Foro de São Paulo, longe do Congresso e da opinião pública.

A troca de cocaína pelas armas que Fernandinho Beira-Mar trazia do Líbano era feita na Tríplice-Fronteira (Brasil-Argentina-Paraguai). Semanas atrás, o promotor do Distrito de Manhattan, Robert Morgenthau, conseguiu fechar um canal de dinheiro pelo qual US$ 3 bilhões de drogas, seqüestros, contrabando e outros crimes tinham fluído dessa região para organizações terroristas muçulmanas, por meio de um banco de Nova York. Quando a existência desse canal foi denunciada pela primeira vez, a esquerda brasileira protestou com veemência, dizendo que era tudo uma sórdida mentira imperialista.

Aos poucos, a verdade está aparecendo. Mas ela é ainda grande e feia demais para os olhos sensíveis de uma nação que se deixou enfraquecer por uma longa dieta de mentiras cor-de-rosa. O Brasil talvez precise de mais alguns anos para entender que, comparado à trama do Foro de São Paulo, o Mensalão é quase um negócio honesto.

Dr. Bernard Nathanson: Eu fiz cinco mil abortos

Do portal MOVIMENTO ENDIREITAR
Escrito por Dr. Bernard N. Nathanson em 13 de fevereiro de 2008

Este texto é de uma conferência proferida pelo Dr. Bernard N. Nathanson no "Colegio Médico de Madrid", publicada pela revista FUERZA NUEVA, de onde se transcreveu. O testemunho é sumamente valioso tendo em conta a personalidade do autor, um dos mais importantes defensores do aborto em seu país (EE.UU.)

É importante que vocês se dêem conta que fui um dos fundadores da organização mais importante que "vendia" aborto ao povo norte-americano. Havia mais outros dois membros: o Sr. Lawrence Lader e uma senhorita que pertencia ao movimento feminista.

Em 1968, quando organizamos o movimento calcula-se que menos de 1% era partidário da liberação do aborto, ou seja, de 100 pessoas, 99 estavam contra e nosso orçamento era de 7.500 dólares anuais enquanto em 1982 já se aproximava de um milhão de dólares.

Vou explicar-lhes como estabelecemos o plano para convencer essas 199 milhões de pessoas em um país de 200 milhões para que o aborto fosse aceito.

As táticas que vou explicar são seguras e além disso são as mesmas que se estabeleceram em outros países e também as que se utilizam na Espanha e nas demais nações.

Serviram-nos de base duas grandes mentiras: a falsificação de estatísticas e pesquisas que dizíamos haver feito e a escolha de uma vítima que afirmasse que o mal do aborto não se aprovaria na América do Norte. Essa vítima foi a Igreja Católica, ou melhor dizendo, sua hierarquia de bispos e cardeais.

Quando mais tarde os pró-abortistas usavam os mesmos "slogans" e argumentos que eu havia preparado em 1968, ria muito porque eu havia sido um de seus inventores e sabia muito bem que eram mentiras.

Falsificação das estatísticas

É uma tática importante. Dizíamos, em 1968, que na América se praticavam um milhão de abortos clandestinos, quando sabíamos que estes não ultrapassavam de cem mil, mas esse número não nos servia e multiplicamos por dez para chamar a atenção. Também repetíamos constantemente que as mortes maternas por aborto clandestino se aproximavam de dez mil, quando sabíamos que eram apenas duzentas, mas esse número era muito pequeno para a propaganda. Esta tática do engano e da grande mentira se se repete constantemente acaba sendo aceita como verdade.

Nós nos lançamos para a conquista dos meios de comunicações sociais, dos grupos universitários, sobretudo das feministas. Eles escutavam tudo o que dizíamos, inclusive as mentiras, e logo divulgavam pelos meios de comunicações sociais, base da propaganda.

É importantíssimo que vocês se preocupem com os meios de comunicações sociais porque, segundo explicam os fatos, assim se infiltrarão as idéias entre a população. Se na Espanha esses meios não estão dispostos a dizer a verdade, vocês se encontram na mesma situação que criamos nos EE. UU.em 1968/69, quando contávamos através desses meios todas as mentiras que acabo de mencionar.

Outra prática eram nossas próprias invenções. Dizíamos, por exemplo, que havíamos feito uma pesquisa e que 25 por cento da população era a favor do aborto e três meses mais tarde dizíamos que eram 50 por cento, e assim sucessivamente. Os americanos acreditavam e como desejavam estar na moda, formar parte da maioria para que não dissessem que eram "atrasados", se uniam aos "avançados".

Mais tarde fizemos pesquisas de verdade e pudemos comprovar que pouco a pouco iam aparecendo os resultados que havíamos inventado; por isso sejam muito cautelosos sobre as pesquisas que se fazem sobre o aborto. Porque apesar de serem inventadas têm a virtude de convencer inclusive os magistrados e legisladores, pois eles como qualquer outra pessoa lêem jornais, ouvem rádio e sempre fica alguma coisa em sua mente.

A Hierarquia Católica eleita como vítima

Uma das táticas mais eficazes que utilizamos naquela época foi o que chamamos de "etiqueta católica". Isso é importante para vocês, porque seu país é majoritariamente católico.

Em 1966 a guerra do Vietnam não era muito aceita pela população. A Igreja Católica a aprovava nos Estados Unidos. Então escolhemos como vítima a Igreja Católica e tratamos de relacioná-la com outros movimentos reacionários, inclusive no movimento anti-abortista. Sabíamos que não era bem assim mas com esses enganos pusemos todos os jovens e as Igrejas Protestantes, que sempre olhava com receio a Igreja Católica, contra ela. Conseguimos inculcar a idéia nas pessoas de que a Igreja Católica era a culpada da não aprovação da lei do aborto. Como era importante não criar antagonismos entre os próprios americanos de distintas crenças, isolamos a hierarquia, bispos e cardeais como os "maus". Essa tática foi tão eficaz que, ainda hoje, se emprega em outros países. Aos católicos que se opunham ao aborto se lhes acusava de estar enfeitiçados pela hierarquia e os que o aceitavam se lhes considerava como modernos, progressistas, liberais e mais esclarecidos. Posso assegurar-lhes que o problema do aborto não é um problema do tipo confessional. Eu não pertenço a nenhuma religião e em compensação estou lhes falando contra o aborto.

Também quero dizer-lhes que hoje nos Estados Unidos a direção e liderança do movimento antiabortista passou da Igreja Católica para as Igrejas Protestantes. Há também outras igrejas que se opõem, como as Ortodoxas, Orientais, a Igreja de Cristo, os Batistas Americanos, Igrejas Luteranas Metodistas da África, todo o Islã, o judaísmo Ortodoxo, os Mórmons, as Assembléias de Deus e os Presbiterianos.

Outra tática que empregamos contra a Igreja Católica foi acusar seus sacerdotes, quando tomavam parte nos debates públicos contra o aborto, de meter-se em política e de que isso era anticonstitucional. O público acreditou facilmente apesar da falácia do argumento ser clara.

Dirigi a partir de 1971 a maior clínica de aborto do mundo

Foi o Centro de Saúde Sexual (CRANCH), situado ao leste de Nova York. Tinha 10 salas de cirurgia e 35 médicos sob minhas ordens. Realizávamos 120 abortos diários, incluindo domingos e feriados e somente no dia de Natal não trabalhávamos. Quando assumi a clínica estava tudo sujo e nas piores condições sanitárias. Os médicos não lavavam as mãos entre um aborto e outro e alguns eram feitos por enfermeiras ou simples auxiliares. Consegui modificar tudo aquilo e transformá-la em uma clínica modelo em seu gênero, e como Chefe de Departamento, tenho que confessar que 60.000 abortos foram praticados sob minhas ordens e uns 5.000 foram feitos pessoalmente por mim.

Lembro que numa festa que organizamos algumas esposas dos médicos me contaram que seus maridos sofriam pesadelos durante a noite e, gritando, falavam de sangue e de corpos de crianças cortados. Outros bebiam demasiadamente e alguns usavam drogas. Alguns deles tiveram que ser visitados por psiquiatras. Muitas enfermeiras se tornaram alcoólatras e outras abandonaram a clínica chorando. Foi para mim uma experiência sem precedentes.

Em setembro de 1972 apresentei minha demissão porque já havia conseguido meu objetivo, que era colocar a clínica em funcionamento. Naquela época, digo sinceramente, não deixei a clínica porque estivesse contra o aborto; deixei-a porque tinha outros compromissos a cumprir. Fui nomeado Diretor do Serviço de Obstetrícia do Hospital de São Lucas de Nova York, onde iniciei a criação do serviço de Fetologia. Estudando o feto, no interior do útero materno, pude comprovar que é um ser humano com todas suas características a quem deve ser outorgado todos os privilégios e vantagens que desfruta qualquer cidadão na sociedade ocidental.

Do estudo do feto vivo no interior do útero tirei esta conclusão

Talvez alguém pense que antes de meus estudos devia saber, como médico, e além disso como ginecologista, que o ser concebido era um ser humano. Evidentemente sabia disso, mas não o havia comprovado, eu mesmo, cientificamente. As novas tecnologias nos ajudam a conhecer com maior exatidão sua natureza humana e não considerá-lo como um simples pedaço de carne. Hoje, com técnicas modernas, pode-se tratar no interior do útero muitas doenças, inclusive fazer mais de 50 tipos de cirurgias. Foram esses argumentos científicos que mudaram meu modo de pensar. O fato é que: se o ser concebido é um paciente que pode ser submetido a um tratamento, então é uma pessoa e, se é uma pessoa, tem o direito à vida e a que nós procuremos conservá-la.

Gostaria de fazer um breve comentário ao Projeto de Lei sobre aborto apresentado na Espanha

(Nota: esse projeto de lei já foi aprovado.)

É a mesma que está em vigor no Canadá, ou seja, em casos de estupro, sub-normalidade e nos casos de risco à saúde da mãe.

O estupro é sem dúvida uma situação muito dolorosa. Afortunadamente poucos estupros são seguidos de gravidez. Mas mesmo nesse caso, o estupro, que é um terrível ato de violência, não pode ser seguido de outro não menos terrível como é a destruição de um ser vivo. Portanto tratar de apagar uma horrível violência com outra também horrível não parece lógico; é simplesmente um absurdo, e na realidade o que faz é aumentar o trauma da mulher ao destruir uma vida inocente. Porque essa vida tem um valor em si mesma ainda que tenha sido criada em circunstâncias terríveis, circunstâncias que nunca poderiam justificar sua destruição.

Posso assegurar-lhes que muitos dos que estamos aqui fomos concebidos em circunstâncias que não foram as ideais, talvez sem amor, sem calor humano, porém isso não nos modifica em absoluto nem nos estigmatiza. Portanto, recorrer ao aborto em caso de estupro é algo ilógico e desumano.

Vou me referir à saúde da mãe. Sempre disse que defenderia o aborto se a saúde física da mulher estivesse em perigo imediato de morte caso continuasse sua gravidez. Mas hoje, com os avanços da medicina, esse caso praticamente não existe. Portanto o argumento é enganoso, porque simplesmente não é certo.

Finalmente vou considerar o caso do feto defeituoso. Esse é um assunto muito delicado porque significa que aspiramos uma sociedade formada por pessoas fisicamente perfeitas, e sem medo de me equivocar posso assegurar que nesta sala não há uma única pessoa que seja fisicamente perfeita. É perigosíssimo aceitar esse princípio porque desembocaria num holocausto.

Posso assegurar-lhes que inclusive as crianças mangólicas são queridas.` Vou contar-lhes uma história. Quando estive na Nova Zelândia com minha esposa, um dia almoçamos com o Sir William Lilley, que é um dos fetologistas mais importante do mundo e nos contou que tivera quatro filhos que já eram maiores, e ao ficar o casal sozinho adotaram uma criança mongólica, disse-me que esse filho adotivo lhes havia proporcionado mais alegria que qualquer um dos outros quatro filhos.

Posso assegurar-lhes que se esse tipo de lei for aprovada na Espanha se abusará dela e será utilizada para justificar o aborto em todos os casos.

Isso foi o que ocorreu no Canadá. Os médicos, simplesmente colocam uma etiqueta nos pedidos de aborto e todo mundo acha graça deles e da lei.

Penso que quando se permite o aborto, permite-se um ato de violência mortal, um ato deliberado de destruição e portanto um crime.

Posso assegurar-lhes que se a Espanha seguir o caminho do aborto, os três Selos do Apocalipse que são a delinqüência violenta, a droga e a eutanásia não tardarão de aparecer em seguida, como está se sucedendo na América. Quero terminar com estas palavras:

Como cientista, não é que eu acredite, mas é que sei que a vida começa no momento da concepção e deve ser inviolável.

Considere que não professo nenhuma religião, penso que existe uma Divindade que nos ordena por fim neste triste, inexplicável e vergonhoso crime contra a humanidade.

Se não saímos vitoriosos e omitimos nossa completa dedicação a esta causa tão importante, a História nunca nos perdoará.

(Traduzido pela Associação Nacional Pró-Vida e Pró-Família - PROVIDAFAMÍLIA do folheto "Yo practiqué cinco mil abortos" publicado por Vida Humana Internacional, 45 S.W. 71st Ave., Miami, Flórida 33144 - USA Tel: (305) 260-0560; FAX : (305) 260-0595; E-mail: latinos@vidahumana.org. Este endereço de e-mail está protegido contra spam bots, pelo que o Javascript terá de estar activado para poder visualizar o endereço de email. Com autorização do editor.)

REDESCOBRINDO O SENTIDO DA VIDA

Do site SAINDO DA MATRIX
Por Olavo de Carvalho, segunda-feira, 21 de novembro de 2005

Freud assegurava que, reduzido à privação extrema, o ser humano perderia sua casca de espiritualidade e poria à mostra sua verdadeira natureza, comportando-se como um bicho. Victor Emil Frankl, psiquiatra, judeu e austríaco como Freud, não acreditava nisso, mas não teve de inventar uma resposta ao colega: encontrou-a pronta no campo de concentração de Theresienstadt, durante a II Guerra Mundial. Ali, reduzidos a condições de miséria e pavor que no conforto do seu gabinete vienense o pai da psicanálise nem teria podido imaginar, homens e mulheres habitualmente medíocres elevavam-se à dimensão de santos e heróis, mostrando-se capazes de extremos de generosidade e auto-sacrifício sem a esperança de outra recompensa senão a convicção de fazer o que era certo. A privação despia-os da máscara de egoísmo biológico de que os revestira uma moda cultural leviana, e trazia à tona a verdadeira natureza do ser humano: a capacidade de autotranscendência, o poder inesgotável de ir além do círculo de Seus interesses vitais em busca de um sentido, de uma justificação moral da existência.
Uma recente viagem a Filadélfia, onde a Universidade da Pennsylvania comemorava com um ciclo de conferências o centenário de nascimento do criador da Logoterapia, trouxe-me a lembrança animadora de que na história das idéias tudo se dá como na vida dos indivíduos: mesmo a extrema indigência espiritual consolidada por séculos de idéias deprimentes não impede que, de repente, a consciência do sentido da vida ressurja com uma força e um brilho que pareciam perdidos para sempre. A evolução do pensamento moderno, de Maquiavel ao desconstrucionismo, é marcada pela presença crescente do fenômeno que denomino "paralaxe cognitiva": o hiato entre o eixo da experiência pessoal e o da construção teórica. Cada novo "maître à penser" esmera-se em criar teorias cada vez mais sofisticadas que sua própria vida de todos os dias desmente de maneira flagrante. A "análise existencial" de Frankl, a contrapelo do "existencialismo" de Heidegger e Sartre que é uma apoteose da paralaxe, recupera o dom de raciocinar desde a experiência direta, que ao longo da modernidade foi renegada pelos filósofos e só encontrou refúgio entre os poetas e romancistas.

O que Frankl descobriu em Thesienstadt foi que além do desejo de prazer e da vontade de poder existe no homem uma força motivadora ainda mais intensa, a "vontade de sentido": a alma humana pode suportar tudo, exceto a falta de um significado para a vida. Ao contrário, dizia Frankl, "se você tem um porquê, então pode suportar todos os comos". A privação de sentido origina um tipo de neurose que Freud e Adler não haviam identificado, e que é a forma de sofrimento psíquico mais disseminada no mundo de hoje: a neurose noogênica, isto é, de causa espiritual, marcada pelo sentimento de absurdo e vacuidade. A análise existencial é a redescoberta da lógica por trás do absurdo, a reconquista do estatuto espiritual humano que torna a vida digna de ser vivida. A logoterapia é a técnica psicoterápica que faz da análise existencial uma ferramenta prática para a cura das neuroses noogênicas.

Uma pesquisa da Biblioteca do Congresso mostrou que "Man's Search for Meaning", a mistura de autobiografia, análise filosófica e tratado psicoterápico em que Frankl expõe as conclusões da sua experiência no campo de concentração, é um dos dez livros que mais influenciaram o povo americano. Se, a despeito disso, a obra de Frankl ainda não alcançou o lugar merecido nas atenções do establishment acadêmico, é simplesmente porque este é o templo da paralaxe cognitiva.

Livros de Victor Frankl no Brasil:

Em Busca de Sentido (Vozes-Sinodal)
Psicoterapia Para Todos (Vozes)
A Questão do Sentido em Psicoterapia (Papirus)
Um Sentido para a Vida (Santuário)
Sede de Sentido (Quadrante)
Psicoterapia e Sentido da Vida (Quadrante)
A Presença Ignorada de Deus (Vozes-Sinodal)

Fonte: Primeira Leitura; novembro de 2005

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Marchina de Carnaval censurada

No concurso de marchinhas de Caranaval divulgado no Fantástico e patrocinado pelo MINC/PETROBRAS,uma das marchinhas foi censurada.

OUÇA E DESCUBRA PORQUE.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Ao receber título de Doutor Honoris Causa, Lula erra conta

Antes eu peço desculpas a todos por postar uma foto da pessoa em questão.

Vamos aos fatos.

Disse o novo Doutor Honoris Causa* Lula...

Quando a pessoa chega no hospital, dependendo do ambiente, a pessoa já fica pelo menos 20% melhor. Dependendo do sorriso da atendente, mais 10%. Dependendo do tratamento do médico, com carinho, mais 10% melhor. Depois vai ficar tudo mais fácil porque vai precisar apenas de 50% de medicamento”, disse Lula. Leia a íntegra aqui.

Somando: 20% + 10% + 10% + 50% = 90%, percentual este que JAMAIS representou totalidade alguma como quis dizer o brilhante PresiMente da República. Também quero, portanto, um título de doutor honoris causa, pois honro o conhecimento mais do que ele.

*Doutor Honoris Causa é o titulo atribuído à personalidade que se tenha distinguido pelo saber ou pela atuação em prol das artes, das ciências, da filosofia ou das letras.

Opine no Blig!

Perdendo a guerra cultural

Do portal MÍDIA SEM MÁSCARA
por Olavo de Carvalho em 19 de fevereiro de 2008

Resumo: O conservadorismo - ou liberalismo - brasileiro foi reduzido a defesa pura e simples do livre mercado, como se isso fosse uma realidade em si e pudesse ser separada das condições culturais que o tornam possível.

© 2008 MidiaSemMascara.org

"Cultura é o novo nome da propaganda”, explicava o crítico literário português Fernando Alves Cristóvão. Bem, quando ele disse isso, o nome não era tão novo assim. Fazia quase setenta anos que os comunistas haviam reduzido a cultura a instrumento de propaganda e manipulação, rejeitando todos os seus demais usos e significados como superfetações burguesas puníveis, eventualmente, com pena de prisão.

A novidade, nos anos 90, era que esse conceito havia se universalizado, tornando-se regra usual em círculos que antes o teriam desprezado como mero sintoma da barbárie comunista. A expressão mais visível desse fenômeno é a mudança drástica do sentido do título de “intelectual”, hoje conferido automaticamente a qualquer um que engrosse por escrito alguma campanha de propaganda político-ideológica, mesmo que o faça em termos intelectualmente desprezíveis e numa linguagem de ginasiano relapso.

O plano de colocar o sr. Lula na Academia Brasileira de Letras, lançado anos atrás pelo falecido cientista político Raymundo Faoro, não foi levado adiante (comentário do Cavaleiro do Templo: mas não se iludam, ele ganhou o título de DOUTOR HONORIS CAUSA como se, em algum momento da sua vida, ele tivesse honrado o conhecimento), mas já era um sinal visível de que a acepção elasticamente gramsciana do termo “intelectual” se tornara moeda corrente fora dos meios comunistas estritos.

Mais ou menos na mesma ocasião, o sr. William Lima da Silva, líder do Comando Vermelho, por ter escrito um livro de memórias onde alegava que bandidos eram os outros, recebia tratamento de autor respeitável em plena Associação Brasileira de Imprensa, enquanto na Folha de São Paulo a jornalista Marilene Felinto dava estatuto de filósofo ao estuprador e assassino Marcinho VP, que salvo engano tinha também olhos verdes. O silogismo aí subentendido fundia Herbert Marcuse e Antonio Gramsci. O primeiro dizia que os bandidos eram revolucionários. O segundo, que os revolucionários eram intelectuais. Logo, os bandidos eram intelectuais.

A ABI e a Folha não eram instituições formalmente comunistas. Apenas tinham-se deixado dominar pela mentalidade comunista ao ponto de obedecer os seus mandamentos sem ter de aderir conscientemente à sua proposta política.

Mas o pior veio uns anos depois, quando a redução da cultura à propaganda começou a parecer natural e desejável aos olhos dos conservadores - ou “liberais”, como são chamados usualmente no Brasil (mais uma curiosa inversão numa república onde tudo cresce de cabeça para baixo, como as bananas). Aconteceu que o conservadorismo brasileiro foi, em essência, uma criação de pequenos empresários. Essas pobres criaturas, acossadas pelo fisco, pelas leis trabalhistas, pela concorrência das multinacionais e pela crença estatal de que os capitalistas só não comem criancinhas porque preferem vendê-las sob a forma de salsichas, estavam tão preocupadas com a sua sobrevivência imediata que mal tinham tempo de pensar em outra coisa.

Seu conservadorismo - ou liberalismo - foi assim reduzido à sua expressão mais frugal, ascética e descarnada: a defesa pura e simples do livre mercado, tomado como se fosse uma realidade em si e separado das condições civilizacionais e culturais que o tornam possível.

O primado do econômico, adotado inicialmente por mera urgência prática, acabou adquirindo, por força do hábito, o estatuto de uma verdade axiomática, da qual se deduziam as conclusões mais estapafúrdias e perigosas. Talvez a pior delas fosse a de que o progresso econômico é a melhor vacina contra as revoluções sociais. O fato de que jamais tivesse acontecido uma revolução social em país de economia declinante não abalava em nada o otimismo progressista daqueles risonhos empreendedores, que julgavam o estado geral da nação pelo balancete de suas respectivas empresas e se julgavam tremendamente realistas por isso. Nem os demovia da sua crença a obviedade histórica, já reconhecida pelos próprios marxistas, de que a classe revolucionária não se forma entre os proletários ou camponeses, muito menos entre os miseráveis e desempregados, mas entre as massas afluentes de classe média alimentadas de doutrina comunista nas universidades.

De outro lado, aconteceu que os liberais, ao mesmo tempo que se inchavam de entusiasmo ante a modesta recuperação econômica do país, eram cada vez mais excluídos da representação política. As eleições presidenciais de 2002 ofereceram à escolha do eleitorado quatro candidatos esquerdistas, dos quais nenhum, ao longo de toda a campanha, disse uma só palavra em favor da livre empresa. Nos anos subseqüentes, o partido nominalmente liberal - PFL - adaptou-se às circunstâncias aceitando sua condição de mero coadjuvante da esquerda light, mudou de nome para ficar parecido com o Partido Democrata americano (o partido preferido de Hugo Chávez e Fidel Castro) e nem mesmo resmungou quando foi declarado, pelo presidente petista reeleito, “um partido sem perspectiva de poder”.

Condenados à marginalidade política, mas ao mesmo tempo anestesiados pelos sinais crescentes de recuperação da economia capitalista no país, os liberais apegaram-se mais ainda ao seu economicismo, desistindo do combate nos demais fronts , quando não aderindo ao programa esquerdista em todos os pontos sem relevância econômica imediata, como o gayzismo, o abortismo, as quotas raciais e o anticristianismo militante, na esperança louca de concorrer com a esquerda no seu próprio campo, sem perceber que com isso concediam ao adversário o monopólio da propaganda ideológica e se transformavam em dóceis instrumentos da revolução cultural” gramsciana.

É compreensível que, nessas condições, toda a atividade mental da “direita” brasileira acabasse se reduzindo às análises econômicas e à propaganda de um produto único - o livre mercado -, perdendo toda relevância no debate cultural e rebaixando-se ao ponto de passar a aceitar como “intelectual representativo” qualquer moleque idiota capaz de dizer duas ou três palavrinhas contra a intervenção estatal no mercado.

Ironicamente, a esquerda, no mesmo período, decaiu intelectualmente ao ponto de raiar a barbárie pura e simples, mas, como os liberais não se interessavam pela luta cultural, continuou desfrutando do prestígio inalterado de suprema autoridade intelectual no país, sem sofrer nenhum abalo mais forte desde a publicação do meu livro O Imbecil Coletivo (1996).

Nunca, como ao longo das últimas décadas, o esquerdismo esteve tão fraco intelectualmente: um ataque maciço a esse flanco teria quebrado a máquina de doutrinação esquerdista nas universidades e na mídia, destruindo no berço a militância em formação e mudando o curso das eleições subseqüentes. Mil vezes tentei mostrar isso aos liberais, mas eles só davam ouvidos a quem falasse em PNB e investimentos. Trancaram-se na sua torre-de-marfim economicista e lá se encontram até hoje, perdendo mais terreno para os esquerdistas a cada dia que passa e conformando-se com sua condição de forças auxiliares, destinadas fatalmente a tornar-se cada vez mais desnecessárias à medida que a esquerda não-petista acumule vitórias contra o partido governante.

Fora dos círculos do liberalismo oficial, noto com satisfação algumas iniciativas novas destinadas a formar uma intelectualidade conservadora e liberal apta a oferecer uma resistência séria à “revolução cultural”. Essas iniciativas partem de estudantes, de intelectuais isolados, e não têm nenhum apoio nem dos partidos “de direita”, nem muito menos do empresariado. Mas é delas que dependerá o futuro do País, se algum houver.

Publicado pelo Diário do Comércio em 18/02/2008

Olavo de Carvalho é jornalista, escritor, filósofo e Editor do MÍDIA SEM MÁSCARA.
http://www.olavodecarvalho.org/

Uma nota sobre Thomas Sowell

Do portal MÍDIA SEM MÁSCARA
Por Antônio Emílio A. de Araújo em 19 de fevereiro de 2008

Resumo: Com Thomas Sowell, somos espectadores cada vez mais conscientes de uma guerra ideológica que se trava no último campo de batalha possível, que é a sociedade americana.

Quando comecei a traduzir Thomas Sowell para o MSM, em 13/05/2005, (Reconstruindo New Orleans – e os EUA) já existiam no site cinco artigos dele traduzidos por outros colaboradores. Nessa época, se não me engano, sua única obra publicada no Brasil era Ação Afirmativa ao Redor do Mundo: estudo empírico, editora Univercidade. Lembro-me de um artigo de Ali Kamel sobre o livro, em O Globo, que, imagino, o tenha tornado mais conhecido. Até hoje, os livros de Sowell não têm despertado o interesse dos editores brasileiros e creio que aquele livro ainda seja o único do autor em português.

O centésimo artigo do autor, por mim traduzido, é publicado esta semana. São 105 artigos, ao todo, nos arquivos do MSM. Hoje, nenhum brasileiro bem informado pode alegar desconhecimento desse autor absolutamente fundamental. É pena que o leitor médio brasileiro ainda se ressinta da falta de seus livros em português. Mas um pouco de seu pensamento pode ser percebido pelos seus artigos, pois a temática básica que é desenvolvida em seus livros se reproduz em seus artigos. Vemos, assim, desde a tentativa pedagógica de Sowell de ensinar Economia para o público em geral, até suas denúncias do ativismo judicial esquerdista que vem destruindo a tradição jurídica americana. Transparece também, em seus artigos, não só a caracterização precisa do ideal da esquerda, como também as conseqüências desse ideal numa sociedade que o aceita sem reflexão. Temos pungentes denúncias da devastação moral que vagarosamente se implanta na sociedade americana, advinda da aceitação, em todos os níveis, de pressupostos esquerdistas.

A rigor, com Sowell, somos espectadores cada vez mais conscientes de uma guerra ideológica que se trava no último campo de batalha possível, que é a sociedade americana. Do resultado dessa guerra depende o futuro da humanidade. Claro que aos leitores do MSM isso não soará estranho, pois há aqui muitos outros analistas que nos estão alertando para isso, há tanto tempo.

Mas o estilo de Sowell e os temas por ele tratados são muito propícios à outra coisa importante. Como todos sabem, Sowell é professor, e ele não deixa de sê-lo em seus livros e artigos. Por isso, como pai, tenho observado os efeitos que seus artigos produzem em meus próprios filhos, infelizmente doutrinados nas escolas brasileiras. O trabalho de reversão da doutrinação, que todo pai deve fazer incessantemente, é, com Sowell, facilitado. Tenho feito de Sowell um prato servido semanalmente em minha casa. É dos mais saborosos e seu poder nutritivo é imenso. Recomendo a todos os pais esse menu. Bom apetite!

O autor é professor de Engenharia da UFMG.

QUEM SÃO OS FASCISTAS

Do portal FAROL DA DEMOCRACIA REPRESENTATIVA
Por José Nivaldo Cordeiro, Economista e mestre em Administração de Empresas na FGV-SP

Li de um fôlego o livro de Jonah Goldberg LIBERAL FASCIM – The Secret History of the American Left, From Mussolini to the Politics Meaning, que ainda não chegou em tradução brasileira. O livro não por acaso está na lista dos mais vendidos da http://www.amazon.com/. Escrito em estilo panfletário, linguagem em torrente de fogo, Goldberg mostra documentalmente a verdade mais óbvia: que a esquerda política dos EUA é que é fascista de crença, ela que rotineiramente acusa os conservadores de sê-lo. A farta documentação é sublinhada por uma narrativa poderosa das personalidades históricas. Os sucessivos presidentes, desde Wilson, têm seus governos esmiuçados. Fabuloso.

Alguém poderia argüir que é um livro norte-americano para um público local. Errado. O que Goldberg revela é também a nossa imagem e semelhança. Veja você, caro leitor, que a nossa esquerda acusa o regime militar de “fascista” todo tempo e, no entanto, quem tem agigantado o Estado, regulado a vida privada e mesmo destruído o modo de vida tradicional, incluindo a criação de um racismo institucional que nunca houve em nossa história republicana é a esquerda, ela mesma que se apossou do Estado em 1985 para não mais largá-lo. Quem são os fascistas?

Goldberg traça paralelos incríveis entre a história da Alemanha e da Itália com a história dos EUA do mesmo período e mesmo de momentos mais recentes. Mostra que a raiz da ação política e da ação governamental, desde Wilson, tem sido basicamente a mesma que deu fundação ao nazismo e ao fascismo italiano. Mostra mais, a cumplicidade entre os mesmos grupos políticos, as mesmas crenças, as mesmas motivações. A inspiração na Prússia de Bismark. Eugenia, abortismo, gaysismo, ambientalismo, regulação da vida prática, destruição dos laços familiares, absorção da formação infantil pelo Estado: todo o projeto totalitário foi posto em prática na terra de Tio Sam. Até o nome Terceira Via foi tomado dos fascistas. Os verdadeiros fascistas dos EUA, aqueles doutrinários, estão no Partido Democrata. Criaram o que ele chamou de “mommy state”, o Estado que esmaga o indivíduo pelo excesso de cuidados que chamou para si. Mãe terrível que devora seus próprios filhos.

Uma das práticas típicas do fascismo é o ativismo, especialmente o de caráter bélico. E o ativismo pacifista também. Então tivemos a curiosa situação de ter naquele país um governo esquerdista fascista que fazia a guerra e que mobilizava seus militantes para fazer passeata contra a mesma. Uma completa loucura cuja lógica só pode ser captada quando se olha a coisa na sua dinâmica política, à luz de sua gênese e da filosofia inspiradora.

E o fato é que o resultado desse processo foi o vertiginoso crescimento do Estado, cuja arrecadação já supera 30% do PIB. E crescendo a cada período, não obstante espasmódicos momentos de redução dos impostos, feitos por presidente republicanos. Mas estes também passaram a defender a causa fascista do Estado grande, na crença de que assim se legitimam e podem se manter no poder. Elegem-se para deixar tudo como está, até porque não teriam força no Congresso para fazer o que precisaria ser feito. A verdadeira batalha política que se trava no campo eleitoral é saber quem será mais populista e mais “mommy” para os eleitores. Lá como cá. Quem dá mais bolsa-família?

Goldberg destaca a aliança entre o big business e os fascistas, embora estes digam que são os conservadores os representantes das grandes corporações. O que desse conluio resulta é a criação de barreiras à entrada artificiais nos mercados e a cartelização de tudo. Quando uma nova empresa se destaca, como a Microsoft, é questão de tempo que os burocratas ponham as mãos sobre ela. O caso da empresa de Bill Gates demonstrou isso. Não há como alguém escapar de pagar os lobbies e os elevados gastos com políticos e advogados.

Acertadamente o autor tributa a Nietzsche a grande responsabilidade filosófica de inspirar essa virada nos valores e de ser o patrono dos totalitários. Mas, infelizmente, sua análise pára aí. É verdade que Goldberg gostaria de restaurar uma ordem conservadora e que ele é um franco lutador da causa do livre mercado. Mas Nietzsche sozinho não explica o século XX e a emergência do Estado Total (ou fascista, como ele chama, o que é a mesma coisa). Para compreendê-lo ele teria que voltar ao Renascimento, a Maquiavel, a Hobbes e a Locke, pelo menos. E bem sabemos como esses autores são os queridinhos dos que defendem o liberalismo clássico de forma acrítica. Foi a arrogância da razão defendida por esses filósofos que destruiu a ordem estabelecida pelos valores judaico-cristãos e sem entender o verdadeiro significado que tomou o Direito Natural com os modernos não se compreenderá o que está se passando. Goldberg falhou clamorasamente aqui.

O autor sublinha a semelhança das políticas dos presidentes conservadores com a agenda dos fascistas do Partido Democrata. Esse ponto é muito importante. Firmemente creio que, lá com cá, a alternância de poder entre os partidos não consegue recolocar as coisas no trilho, não tem como reduzir o tamanho do Estado Total. Muito ao contrário. Então o que vemos é que, qualquer que seja o eleito, lá como cá já sabemos que nada vai mudar, ou melhor, que teremos, o povo, que pagar mais impostos e agüentar mais regulação da vida privada. A pergunta é: qual é o limite desse processo? Onde vai parar? Na Europa já há Estado arrecadando cerca de 50% do PIB. Toda a gente passou a depender, direta ou indiretamente, do Estado. Na prática as liberdades cessaram.

Na América e aqui também. O que vejo é a criação de um enorme Estado policial, que regula tudo e, ao fazê-lo, cria mais e mais cargos de inspetores estatais para garantir que as leis malucas criadas sejam cumpridas. Uma rosca sem fim. Um exemplo claro são as leis de trânsito, sempre cheias de boas intenções e que, na prática, estão destruindo a liberdade de ir e vir. Mas a coisa também vai para áreas de indiscutíveis questões morais, como o aborto e o casamento gay. Ver essas questões pela ótica de saúde pública ou suposta igualdade de direito é desfocá-las: nem aborto é questão de saúde e nem casamento gay é questão de igualdade. Na prática o que se vê é a destruição daquilo que sempre se considerou mais sagrado, tendo-se em troca a institucionalização de crimes e de vícios milenarmente abominados.

Os mesmos ativistas que fazem campanha contra o tabaco são aqueles que pelejam pela liberação das drogas ilícitas. A coerência é total, contrariando as aparências: ambas as ações servem para abolir a liberdade individual, sujeitando-se as pessoas ao coletivo anônimo impessoal da burocracia do Estado. Além disso, mantêm a agenda febril do ativismo. O mesmo vale para as questões envolvendo alimentação, obesidade, doenças em geral. A obsessão com a saúde era uma das coisas mais caras a Hitler e Mussolini. Antes como agora.

Evidente que estamos vivendo uma forma de culto pagão ao Estado, um renascer de Baal. Essa gente progressista não esconde que cultua o paganismo, ao tempo em que rejeita como anátema as coisas da tradição judaico-cristã. Ambientalismo, Nova Era, Mãe-terra, Orientalismo: todas essas coisas são maneiras de negar as verdades bíblicas tão cultivadas no passado. E aqui Goldberg chama Hollywood de a maior agência de propaganda da história, por produzir filmes em série em defesa da ideologia fascista. É certo que alguns dos filmes comentados não caberiam nessa estética fascista, como os do Clint Eastwood e os dos Irmãos Wachowski. A metralhadora giratória de Goldberg, todavia, não poupou ninguém. Tomei como uma hipérbole.

Ler o livro é útil também para acompanhar as eleições que estão em processo nos EUA. O discurso e o papel de cada um dos pré-candidatos fica mais claro para estrangeiros. E podemos ter uma certeza: nesse jogo político insano que é jogado nos EUA todos perdem, o mundo todo perde, pois a verdade da alma está perdida: a religião do Estado Total escolherá seu sumo sacerdote e as coisas continuarão como sempre foram. Mais guerras virão, mais direitos também e, claro, mais impostos. Onde irá parar?

Receio que se não houver um renascimento vigoroso dos valores tradicionais, inclusive por parte das igrejas, isso não vai parar. A esquerdização das igrejas no EUA foi a mesma que vemos por aqui. No começo os fascistas infantilizaram os eleitores, toda a gente. Mas depois eles mesmos foram infantilizados, passaram a acreditar nas suas próprias propagandas fajutas, de sorte que se perdeu o discernimento. Toda a classe dirigente enlouqueceu, perdeu o descortino da realidade. Vive-se num sonho gnóstico muito perigoso. Nunca devemos esquecer que essa gente tem o poder de comando sobre os gatilhos atômicos e já deram prova real de que não hesitarão em apertá-los de novo. Lamentavelmente Goldberg não leva às últimas conseqüências o seu raciocínio. A derrocada dos fascistas históricos – Hiltler e Mussolini – tem a nos dizer que esse é o caminho da destruição: acabará tudo na mais insana empreitada, morrendo todos no final de uma maneira violenta.

Quem viver verá.

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A influência de Chávez

Do portal MÍDIA SEM MÁSCARA
por Ipojuca Pontes em 18 de fevereiro de 2008

Resumo: Se a CIA dedicasse o mínimo de atenção aos encontros periódicos em que o Foro de São Paulo trama a implantação do comunismo no Cone Sul, veria que Chávez não passa de artefato nas mãos de Lula e Fidel Castro para desempenhar o papel de “aríete da revolução socialista”.

© 2008 MidiaSemMascara.org

Em recente pesquisa conduzida pelo instituto Zogby Interactive (Utica - New York), a Venezuela foi considerada o país mais influente da América Latina. Mesmo não tendo a América Latina como fonte maior de preocupação, ou pelo menos não tanto quando o Oriente Médio, cerca de 7 mil norte-americanos consultados acreditam hoje que a ação virulenta do coronel Hugo Chávez tornou a Venezuela um país a merecer maiores atenções. O Brasil de Luiz Inácio vem em segundo lugar e, bem lá atrás, em penúltimo lugar, aparece a Cuba de Fidel Castro, na fila de menor influência com apenas 2% - contra 29% da Venezuela e 23% do Brasil.

Sempre desligados do que realmente ocorre na América Latina, os norte-americanos, pelo menos em parte, não deixam de ter razão: a Venezuela de Chávez inspira realmente cuidados especiais: o histriônico coronel tornou-se nos últimos anos uma crescente ameaça à estabilidade democrática (já escassa) do continente – um vendaval de poeira tóxica que convém a todo custo neutralizar.

Com a força bilionária dos petrodólares, mas transtornado pelo narcisismo revolucionário, Chávez interfere na vida política dos países vizinhos, apóia o terrorismo narcotraficante das FARC, insulta os líderes políticos que não rezam pela sua cartilha, abastece com dólares e petróleo a ditadura de Fidel Castro, invade fronteiras, contrabandeia armas e, o mais perigoso, acelera a corrida armamentista na região.

No ano passado, só com a compra de jatos (Sukhoi SU-30), helicópteros de combate (MI-35), cem mil fuzis de assalto (AK-104), mísseis antiaéreos (M-1 Tor) e navios de guerra, Chávez transferiu cerca de US$ 3 bilhões para os abastados cofres de Putin, na Rússia. E seu projeto é gastar mais US$ 25 bilhões na compra de mísseis pesados, tanques, submarinos moldados para invasões anfíbias e a instalação de uma fábrica de fuzis Kalashnicov nos arredores de Caracas. Sua meta final no campo militar é criar no continente um exército de 1 milhão de soldados para a “conquista redentora da América Latina". Cliquem aqui para ver o vídeo com o sociopata venezuelano que incluiu-nos nesta sandice.

No Brasil, o coronel Chávez tem planos especiais e investe grosso na infiltração ideológica para a implantação do “Socialismo do Século XXI” (ou o que ele chama, burlescamente, de “Socialismo bolivariano”). Há mais de ano Chávez (e sua troupe comunista) vem instalando em todo território nacional o que chama de “Círculos Bolivarianos”, uma “frente antiimperialista” constituída por várias facções da esquerda cujo objetivo é, numa etapa final, estabelecer a “Federação Socialista Latino-americana”. Isto é: reeditar na América Latina o que representou para o mundo a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas até a sua dissolução em dezembro de 1991.

Como organização política para fins revolucionários os “Círculos Bolivarianos” pretendem, segundo documento distribuído pelo ativista Maximilian Arvelaiz - um adido da inteligência venezuelana -, mobilizar a urgente “formação de mulheres e homens dispostos a assumir a responsabilidade de conduzir a pátria brasileira e latino-americana até a definitiva independência”.

No Rio de Janeiro, uma dessas unidades, o “Circulo Bolivariano Leonel Brizola”, que congrega militantes do PT, PSOL, PDT, CUT e MST, se define nos seus estatutos como uma “organização política que fundamenta na teoria marxista sua visão crítica e revolucionária, contra o capitalismo”. Daí, numa arrancada para o combate ideológico frontal, o movimento se propõe “utilizar todas as formas de luta tendentes à resolução de lutas de classes que tem como objetivo a tomada do poder”. O alvo é estabelecer “uma sociedade socialista que prepare as condições para uma sociedade sem classes e sem estado: a sociedade comunista”.

De acordo com a proposta revolucionaria bolivariana, que se torna nacional, “o trabalhador brasileiro deve se organizar e lutar para construir o poder popular através da conquista do Estado e o controle dos meios de produção”. Para tanto, se faz necessário a implementação “de uma educação política que garanta a unidade da teoria à pratica local concreta”. Nesta prática, atuando no campo da educação política, comunicação e propaganda, finanças e no “coletivo das relações internacionais, os “Círculos Bolivarianos” pretendem agrupar novos militantes nas fábricas, associações de bairros, sindicatos, entidades de classe, áreas culturais e, sobretudo, nas escolas e universidades.

Mas, ironicamente, enquanto investe alto no avanço do “Socialismo do Século XX” em boa parte da América Latina, cresce na Venezuela uma insatisfação generalizada da população contra a violência exacerbada das ruas, a ação criminosa do narcotráfico, a epidemia da dengue e a permanente escassez de alimentos básicos. Com efeito, os venezuelanos sofrem com a falta diária de carne, leite, arroz, café, trigo, óleo vegetal, etc., em decorrência da ação nefasta do governo. Entrevistada por “La Nacion”, jornal argentino, a enfermeira Mirna Campos, que vive no sórdido bairro de Los Teques, Caracas, foi contundente: “O que se consegue nas lojas é uísque em quantidade... para o consumo da ‘burguesia bolivariana’”.

No plano econômico a situação da Venezuela, em que pese o ingresso bilionário de petrodólares, não é das melhores. Com uma inflação que já passa dos 3% ao mês, o chamado “bolívar forte”, uma alquimia dos economistas oficiais, é vendido no cambio negro muito abaixo do valor estipulado pelo governo – o que, por sua vez, estimula a fuga em massa do capital produtivo. “É a miséria do petróleo” – asseguram os críticos ortodoxos da economia venezuelana.

No início do artigo mencionei a visão distorcida que os norte-americanos têm do que ocorre na América Latina. É um fato. Se a CIA, por exemplo, dedicasse o mínimo de atenção aos encontros periódicos em que o Foro de São Paulo trama a implantação do comunismo no Cone Sul, veria que Chávez não passa de artefato nas mãos de Lula e Fidel Castro para desempenhar o papel de “aríete da revolução socialista”.

O autor é cineasta, jornalista, escritor e ex-Secretário Nacional da Cultura.

Oscar Niemeyer - um brasileiro para ser riscado da memória nacional, esquecido completamente, jogado no lixo...

Por Cavaleiro do Templo

Leiam porque este ser humano deve ser riscado do mapa da memória nacional nas matérias seguintes.

- Niemeyer diz que Fidel continua na luta contra imperialismo
- Niemeyer acredita que Fidel continuará lutando contra o imperialismo

Patético, não? A fonte de informação é a mesma e as matérias foram publicadas com a diferença de apenas algumas horas no dia 19 de fevereiro de 2008.

Uma das perolas: ""O grande líder continuará na luta contra as forças reacionárias do imperialismo americano", informou Niemeyer em comunicado."

Imperialismo é um treco exercido por um imperador e/ou uma "força imperadora" que impõe seus desejos goela abaixo dos outros, certo? Mas não são nos estados socialistas/comunistas que a força de um grupo de sociopatas determina TUDO aos seus "subordinados", mantidos presos por muros, inclusive (Cuba e China, para citar só dois)? Quem são imperadores, portanto?

Os EEUU querem manter sua HEGEMONIA, coisa que qualquer psías deseja quando chega ao topo. Cuba adoraria ser hegemônica ou será que Fidel/Cuba não aceitaria este posto se lhe fosse oferecido? Aliás, eles, se fossem hegemònicos, colocariam muro ao redor do mundo e se tornariam...

... IMPERADORES. Como a antiga URSS fez depois da II Guerra Mundial com os pobres coitados do outro lado do muro, construídos por eles mesmos para que os escravos não fugissem para cá.

Certo ou errado?

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".