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segunda-feira, 5 de outubro de 2009

O partido do aborto

Fonte: JULIO SEVERO
4 de Outubro de 2009

PT pune dois deputados acusados de combaterem a causa abortista

Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz


“Ubi PT, ibi abortus” (onde está o PT, lá está o aborto), já dizia um velho provérbio chinês criado pelo Professor Humberto Leal Vieira, presidente da Associação Nacional Pró-Vida e Pró-Família e membro da Pontifícia Academia Pró-Vida.


A história do aborto no Brasil confunde-se com a história do PT e de outros partidos de índole comunista, como o PC do B e o PPS.

Coube ao PT em 1989 a “glória” de ter instalado no município de São Paulo o primeiro (des)serviço de aborto financiado com o dinheiro público (Portaria 692/89). Isso ocorreu enquanto Luiza Erudina (do PT) era prefeita e enquanto Eduardo Jorge (do PT) era secretário de saúde.

Em 1991, o mesmo Eduardo Jorge, desta vez como deputado federal do PT por São Paulo, proporia, juntamente com Sandra Starling (deputada federal do PT por Minas Gerais) um projeto (PL 20/91) que pretendia obrigar todos os hospitais do SUS a imitarem o mau exemplo da capital paulista.

Durante o governo Fernando Henrique Cardoso, o PT sempre liderou de longe a autoria de projetos abortistas, em nível tanto federal, como estadual e municipal. Para se ter uma idéia da liderança petista, em 2002 havia oito projetos de lei em tramitação no Congresso Nacional com o objetivo de legalizar e/ou favorecer a prática do aborto. Seis eram de autoria do PT, um do PTB e um do PPB!

Com a ascensão de Lula à presidência da República, o que era ruim ficou pior. Em 2004, o Ministro da Saúde Humberto Costa lançou a Norma Técnica de Atenção Humanizada ao Abortamento, toda ela voltada para fomentar a impunidade do aborto. Em 2005, ele fez uma reedição piorada da Norma Técnica “Prevenção e Tratamento dos Agravos da Violência Sexual contra Mulheres e Adolescentes”, editada pela primeira vez em 1998 pelo então Ministro José Serra. No mesmo ano foi editada a Portaria 1145/2005, com a novidade de conter um formulário pronto, apto para a falsificação de estupros e o aborto em série.

Em 27 de setembro de 2005, a secretária especial de Políticas para Mulheres Nilcéa Freire entregou à Câmara dos Deputados o anteprojeto de descriminalização do aborto elaborado por uma Comissão Tripartite, em cuja participação a CNBB não foi admitida. A proposta normativa do governo, consagrando o aborto como um direito inalienável de toda mulher, e propondo sua total liberação, foi adotada em 04 de outubro de 2005 pela deputada Jandira Feghali (PC do B/RJ), como substitutivo ao Projeto de Lei 1135/91. A oposição pró-vida, porém, foi muito grande, e a votação do projeto ficou para o próximo mandato.

Em 22 de maio de 2006, o Partido dos Trabalhadores, em seu 13º Encontro Nacional, aprovou as “Diretrizes para a Elaboração do Programa de Governo do Partido dos Trabalhadores (Eleição presidencial de 2006)”, contendo como propósito para o segundo mandato a “descriminalização do aborto e a criminalização da homofobia” (item 35). Em 27 de setembro, atendendo às propostas do 13º Encontro Nacional do PT, o presidente Lula inclui em seu programa de governo 2007- 2010 a legalização do aborto: “criar mecanismos nos serviços de saúde que favoreçam a autonomia das mulheres sobre o seu corpo e sua sexualidade e contribuir na revisão da legislação(Programa Setorial de Mulheres, p. 19).

No segundo mandato, o governo Lula insistiu, sobretudo por meio do novo Ministro da Saúde José Gomes Temporão, em aprovar o Projeto de Lei 1135/91, dizendo e repetindo que “o aborto é uma questão de saúde pública”. A proposta, porém, foi rejeitada duas vezes: na Comissão de Seguridade Social e Família (CSSF) da Câmara dos Deputados por 33 votos a zero (em 07/05/2008) e na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJC) por 57 votos contra 4 (09/07/2008). Inconformado com a derrota, em 13/08/2008, o deputado José Genoíno (PT/SP) apresentou um recurso (Recurso 0201/08) para que o projeto abortista fosse apreciado pelo plenário da Câmara. Dos 66 deputados que assinaram o recurso, 31 (46,97%) eram do PT.

No 3º Congresso do Partido dos Trabalhadores (PT), ocorrido entre agosto e setembro de 2007, foi aprovada a resolução “Por um Brasil de mulheres e homens livres e iguais”, que inclui a “defesa da autodeterminação das mulheres, da descriminalização do aborto e regulamentação do atendimento a todos os casos no serviço público”.

No 10º Encontro Nacional das Mulheres do PT realizado em Brasília nos dias 17 e 18 de maio de 2008, foi aprovada uma resolução propondo a instalação de uma Comissão de Ética para os parlamentares antiabortistas, com “orientação para expulsão daqueles que não acatarem e não respeitarem as resoluções partidárias relativas aos direitos e à autonomia das mulheres”.

No dia 11 de novembro de 2008, os deputados Luís Bassuma (PT/BA) e Henrique Afonso (PT/AC) receberam a notificação da Comissão de Ética do Diretório Nacional do Partido. Em 17 de setembro de 2009, ambos foram punidos. O motivo alegado é que eles “infringiram a ética-partidária ao ‘militarem’ contra resolução do 3º Congresso Nacional do PT a respeito da descriminalização do aborto[1]. Esse foi o entendimento unânime do Diretório Nacional. Os dois tiveram seus direitos partidários suspensos: Luiz Bassuma por um ano e Henrique Afonso por 90 dias. Segundo a decisão, Bassuma será imediatamente substituído pela Bancada Federal na Comissão de Seguridade Social e Família (CSSF). Quando a Henrique Afonso, ele não será reconduzido à mesma Comissão. Bassuma recebeu ainda a recomendação de retirar os projetos de lei de sua autoria “que contrariam a resolução do 3º Congresso” (aborto).


Como entender a punição dos dois deputados

A presença de políticos antiaborto dentro do PT sempre foi muito importante. Não para a causa pró-vida, mas para a causa abortista. O Partido permitia que eles fizessem algum discurso em defesa da vida e até, em certos casos, que votassem contra o aborto. Mas impunha como condição que a atuação deles fosse periférica, superficial, de modo a não impedir a aprovação de um projeto pró-aborto nem a rejeição de um projeto pró-vida.

Assim, o PT permitiu que Hélio Bicudo (PT/SP) em 23/04/1996, votasse a favor da PEC 25A/95, que pretendia incluir em nossa Constituição o direito à vida “desde a sua concepção”. Seu voto foi um entre 32 que votaram “sim” contra 356 que votaram “não”. Como não havia perigo de que a proposta pró-vida fosse aprovada, o Partido não se importou com aquele voto dissidente.

O PT ainda permitiu que o mesmo Hélio Bicudo fizesse um solene discurso contra o aborto em 28/08/1997, quando estava para ser votado o PL 20/91. No entanto, misteriosamente ele se ausentou na hora da votação. Sua ausência foi decisiva para que o projeto abortista fosse aprovado na Comissão de Constituição, Justiça e Redação.

De maneira análoga, o PT permitiu que a deputada Ângela Guadagnin (PT/SP) em 6/3/2001 emitisse, como relatora, um parecer favorável ao PL 947/1999, que pretendia instituir o Dia do Nascituro. No entanto, ela estranhamente não compareceu no dia 25/04/2001, quando o projeto estava para ser votado. Sem a presença da relatora, não pôde haver votação. E assim, essa proposição pró-vida foi sendo protelada indefinidamente até ser arquivada.

Os petistas “pró-vida” sempre contribuíram para que se criasse a falsa idéia de que o PT não é um partido abortista. A presença deles interessava ao Partido, a fim de atrair os votos dos cristãos. Por que então Luiz Bassuma e Henrique Afonso foram punidos?

Porque eles foram longe demais. Bassuma ousou apresentar um projeto para revogar a não punição do aborto em caso de estupro (PL 5364/2005), desarquivou o “Estatuto do Nascituro” (PL 478/2007) e propôs a proibição do abortivo conhecido como “pílula do dia seguinte” (PL 1413/2007). Henrique Afonso atreveu-se a propor a sustação da aplicação da Norma Técnica do aborto no SUS (PDC 42/2007).

A decisão do Diretório Nacional deixou claro que dentro do PT só se admite uma militância pró-vida do tipo “faz-de-conta”. Tudo o que ultrapassa a mera ficção e põe em risco a causa abortista do Partido deve ser punido.


E o respeito à consciência?

O respeito à consciência dentro do PT é algo excepcional, como se vê no artigo 13, XV do seu Estatuto: “São direitos do filiado: ...excepcionalmente, ser dispensado do cumprimento de decisão coletiva, diante de graves objeções de natureza ética, filosófica ou religiosa, ou de foro íntimo, por decisão da Comissão Executiva do Diretório correspondente, ou, no caso de parlamentar, por decisão conjunta com a respectiva bancada, precedida de debate amplo e público”.

A consciência de cada filiado fica portanto submetida à decisão do Partido. Se o PT não permitir, o filiado não pode agir segundo sua consciência.


Conclusão:

De tudo o que ocorreu, fica evidente que um cristão não pode votar no PT e muito menos filiar-se a esse partido. Não se trata de uma questão de simples preferência partidária. Trata-se literalmente de uma questão de vida ou morte, ou seja, de defesa do direito humano fundamental à vida, em favor dos mais inocentes e indefesos. Um partido que faz todo o possível para que esse direito não seja reconhecido pelo Estado e não permite aos seus filiados promover eficazmente esse direito não cumpre um requisito fundamental para poder ser votado, ao menos se existem outros partidos que defendam esse direito ou, pelo menos, deixem os seus filiados defendê-lo.

Não se trata de fazer política partidária, mas do dever de dar aos outros, a todo o povo, a necessária informação sobre radicais incompatibilidades de um partido político ou de um determinado político com as convicções mais fundamentais da ética cristã e mesmo natural. A história (de governos eleitos pelo povo, que desprezaram os direitos humanos fundamentais) não ensinou já o suficiente a responsabilidade de cada um pelo seu voto? Por isso, existe o dever de se informar e de informar os outros.


Roma, 3 de outubro de 2009, Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz, presidente do Pró-Vida de Anápolis


Divulgação: www.juliosevero.com


Leia também:

PT usa o código de ética e pune dois parlamentares seus com raro rigor

Feministas petistas pedem que PT assuma posição firme a favor do aborto, do feminismo e contra deputados pró-vida

A quem interessa a presença de políticos pró-vida dentro do PT?

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segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Ética e Aborto no Partido dos Trabalhadores

Fonte: ENDIREITAR

Escrito por Reinaldo Azevedo
Sex, 18 de Setembro de 2009 00:00


Publicado originalmente com o título: PT USA O CÓDIGO DE ÉTICA E PUNE DOIS PARLAMENTARES SEUS COM RARO RIGOR. O QUE FOI QUE ELES FIZERAM?

"Acho absolutamente notável que os petistas tenham recorrido ao Código de Ética para punir os dois deputados que participaram de manifestações contra o aborto. Então ficamos assim: quando o PT usa o Código de Ética, a vida de inocentes corre perigo." (Reinaldo Azevedo)


Na noite de ontem [17 de setembro de 2009], o Diretório Nacional do PT decidiu punir os deputados federais Luiz Bassuma (BA) e Henrique Afonso (AC). Por unanimidade, ambos tiveram seus direitos políticos suspensos por um ano e 90 dias, respectivamente. Não poderão votar nem ser votados nas instâncias partidárias ou discursar em nome do partido. É possível que Bassuma, nessas condições, não consiga nem mesmo se candidatar à reeleição. Uau! Será que este partido está, finalmente, se emendando? Afinal, o que ambos fizeram? Abaixo, segue um diálogo imaginário com um leitor otimista. Ele pergunta (em negrito) e eu respondo.

— Será, Reinaldo, que eles foram pegar dinheiro de Marcos Valério no Banco Rural?
— Besteira! Isso é permitido. Não dá punição.

— Então usaram recursos “não contabilizados” de campanha. Acertei?

— Bobagem! Isso é do jogo. Como você sabe, a campanha de Lula foi paga em moeda estrangeira, no exterior, com dinheiro de origem desconhecida.

— Já sei! Então integraram algum grupo de aloprados para fazer um dossiê falso contra adversários! Na mosca?

— Claro que não! Integrar grupo de aloprados é coisa tão importante, que todos aqueles que participaram daquela aventura eram do entorno do próprio presidente Lula. É coisa para gente graduada.

— Ah, então vamos ver: usaram, sei lá, a estrutura de um ministério, da Casa Civil por exemplo, para fazer outro dossiê contra adversários do governo.

— Errado! Quem faz isso acaba sendo considerado candidato natural à Presidência da República. Isso rende promoção no PT, jamais punição.

— Ah, então vai ver eles violaram o sigilo bancário de um caseiro. Coisa feia!

— Tolice. Isso não tem importância. Quem dá bola para caseiro?



Que diabo, então, fizeram esses dois para que toda a cúpula petista, sem exceção, decidisse ser tão severa? Bem, eles resolveram tornar pública a sua posição contrária à descriminação do aborto. Vocês entenderam direito e não precisam ler de novo. Alguns pecadilhos, no PT, como os listados acima, não têm grande importância. Mas defender o direito de um feto à vida, a depender de como seja feito, é incompatível com a ética petista. Eu já desconfiava que fosse assim. De fato, não sei o que ambos fazem no PT sendo o partido tão escancaradamente favorável à descriminação do aborto.

Como a gente nota, no PT, os que cometeram todos aqueles crimes, merecem uma segunda chance. Mas o feto não merece a única chance que tem. É a forma que a esquerda tem de ser humanista, de ser progressista. A direção recomendou ainda que Afonso não seja reconduzido à Comissão de Seguridade Social e da Família na Câmara dos Deputados. Só pode pertencer a uma comissão de família quem é favorável à morte dos fetos, entenderam?

É o PT aplicando o seu Código de Ética. Ele comporta, por exemplo, Ideli SaLvatti a defender Sarney com todos os “esses” e “erres”, mas não parlamentares que participam de uma marcha contra o aborto. Vejam que engaçado: a tal manifestação, sabe-se, teve o apoio de uma ONG que conseguiu dinheiro público para a sua realização etc — vocês conhecem aquela rotina típica de petistas e ONGs. Pô, aí já é demais, não é? Dinheiro público bem utilizado é aquele que financia marchas em defesa do aborto.

Um dia essa gente há de encontrar o lugar certo na história. Que seja logo!


Fonte: http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/pt-usa-o-codigo-de-etica-e-pune-dois-parlamentares-seus-com-raro-rigor-o-que-foi-que-eles-fizeram/

Cavaleiro do Templo: estão achando difícil entender a cabeça de petista? Talvez o material abaixo ajude:



quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Cientista ‘maluco’ assessora Obama

Fonte: MÍDIA A MAIS
por Redação Mídia@Mais em 27 de agosto de 2009


John P. Holdren, assessor de Obama

N
um editorial relativamente recente (16/08), o jornal Washington Times faz uma candente e contundente crítica à indicação de John P. Holdren ao cargo de conselheiro presidencial para assuntos de ciência. Conselheiro-chefe, diga-se. E o Washington Times não usa aspas: chama-o de mad scientist, pura, simples e diretamente.

Por quê? Em 1977, em co-autoria com Paul R. e Anne H. Erlich dois notórios propagandistas do fim do mundo por culpa nossa, John P. Holdren escreveu o livro "Ecoscience: Population, Resources, Environment," [Ecociência: População, Recursos, Meio-ambiente]. Entre as pérolas eugênicas contidas no tal livro, o jornal destaca: “De fato, conclui-se que as leis de controle populacional compulsório, até mesmo incluindo aborto compulsório, podem ser defendidas sob a atual Constituição se a crise populacional se tornar suficientemente severa a ponto de colocar em risco a sociedade”.


Caso o aborto compulsório não se mostrasse suficiente para desmontar a sua imaginária bomba populacional, Holdren e os Erlichs consideravam outras medidas extremas: “Um programa de esterilização das mulheres após o segundo ou terceiro filho, a despeito de uma dificuldade maior em relação à vasectomia, pode ser mais fácil de implementar do que a esterilização de homens”.


E a coisa fica ainda pior. O livro de Holdren-Erlich também defendia a “[a]dição de esterilizantes à água ou a outros alimentos de consumo diário”.


A maioria dos americanos provavelmente não concordaria que a esterilização em massa fosse algo minimamente aceitável. A pergunta que naturalmente surge é por que o Presidente Obama escolheu se ver cercado de gente como Holdren? Pouco importa se o livro tem mais de trinta anos e se Holdren hoje alega que suas opiniões evoluíram. Ele é co-presidente do Conselho Presidencial de assessores sobre Ciência e Tecnologia.


O Mídia@Mais jamais alegaria que todos aqueles envolvidos em grupos ou campanhas ambientalistas sejam também adeptos da eugenia, ainda que muito do que propõem possa, em alguns casos, levar à essa conclusão. Todavia, os indícios levam a crer que os adeptos da eugenia encontram na megalomaníaca tese da “salvação” do planeta uma maneira de levar adiante a sua agenda.


Adolf Hitler e seus asseclas pensavam da mesma maneira.


Para ler mais (em inglês), clique aqui:
http://www.washingtontimes.com/news/2009/aug/16/obamas-mad-science-adviser/?feat=article_top10_read

Assessor de Obama quer aborto forçado e tirania planetária para limitar a população

Fonte: Valores inegociáveis: respeito à vida, à família e à religião
Terça-feira, 8 de Setembro de 2009


O presidente Obama nomeou para Diretor do Escritório de Política para Ciência e Tecnologia a John Holdren [foto] um dos mais radicais pregadores do controle forçado da natalidade.

Holdren advogou também pela esterilização massiva de populações inteiras introduzindo agentes esterilizantes na rede de água potável. Ele também é um grande arauto do que ele chamou de “Regime planetário” que aplicaria esse programa. A matéria foi revelada pela agência LifeSiteNews e se encontra largamente disponível na Internet.

Holdren formulou esse programa para os EUA no livro “Ecoscience: Population, Resources, Environment”, do qual é co-autor.

“Tem sido mostrado ‒ escreveu ele ‒ que leis compulsórias de controle da população, incluindo até leis impondo o aborto compulsório, podem se sustentar sob a atual Constituição se a crise da população se torna suficientemente severa para pôr em perigo a sociedade” (p. 837).

Holdren pretende que “nem a Declaração de Independência nem a Constituição americana mencionam um direito a se reproduzir” e que por causa disso o governo pode obrigar as mulheres a terem crianças ou forçá-las a abortar.

Holdren ataca as famílias numerosas com o infamante e falso argumento de que “contribuem para uma geral deterioração social super-produzindo crianças”.

Nas páginas 786-7 propõe uma “cápsula esterilizante com efeitos de longo prazo que poderia ser implantada sob a pele” das mulheres na puberdade e que “poderia ser removível, com autorização oficial, para um limitado número de nascenças.”

Holdren almejou a introdução de “um esterilizante na água potável ou alimentos” que deveria ser inventado.

Holdren propõe nas páginas 942-3 uma autoridade política internacional que ele chama de “regime planetário”, para garantir o controle da população, dos recursos e do meio ambiente. Esse tirânico poder controlaria e distribuiria os recursos naturais e decidiria qual seria a “população ótima do mundo”.

Para Holdren esse novo despotismo deveria ter poder efetivo para impor suas decisões. Para isso deveria dispor de uma “organização internacional armada, um analogado global das forças de polícia” (p. 917).

Se estas propostas fossem de algum líder autoridade nazista, muitos “democratas” teriam se indignado, mas como bem de um homem de confiança do “social-democrata” Obama fingem que não percebem e ainda recebem bem a seu chefe.

domingo, 12 de julho de 2009

Manobra abortista e homossexualista do Presidente Lula

JÚLIO SEVERO

Manobra abortista e homossexualista do Presidente Lula

Presidente Lula demorou em nomear o novo Procurador-Geral da República para permitir que a procuradora-geral interina Deborah Duprat desse parecer favorável para a legalização do aborto de bebês anencefálicos e para a legalização de uniões homossexuais

Julio Severo


Segundo noticiou a Folha de São Paulo de 30 de junho de 2009, o Presidente Lula nomeou somente em 29 de junho próximo passado Roberto Monteiro Gurgel Santos como o novo Procurador-Geral da República. Roberto Gurgel era, até então, Vice-Procurador-Geral da República e o candidato mais votado pela Associação Nacional dos Procuradores da República, candidato favorito do Procurador-Geral da República Antonio Fernando de Souza e um dos integrantes do grupo que foi formado pelo ex-procurador-geral da República Cláudio Fontelles. Uma das características desse grupo é o de ser grande defensor pró-vida, tanto que Cláudio Fontelles foi o autor da ação que tentou impedir a pesquisa com células-tronco embrionárias no Brasil, ação que acabou sendo rejeitada pelo Supremo Tribunal Federal em 2008.

Apesar de ter recebido a lista tríplice do Ministério Público bem antes do término do mandato do atual Procurador-Geral, o Presidente Lula adiou propositadamente a nomeação, que ainda tem de ser ratificada pelo Senado Federal. Com essa demora, assumiu a Procuradoria-Geral da República a procuradora Deborah Duprat, de 50 anos, que aproveitou esse período para tomar algumas providências que dificilmente seriam tomadas pelo novo procurador-geral. Por exemplo, ela deu parecer favorável ao aborto de fetos anencefálicos na argüição de descumprimento de preceito fundamental que está em curso no Supremo Tribunal Federal, como também ajuizou argüição de descumprimento de preceito fundamental para a legalização de uniões homossexuais, o que, aliás, já fez. Duprat trabalhou com “minorias”, o que revela certa ligação dela com os homossexuais.

Como a decisão de nomeação, segundo a Folha de São Paulo, foi feita em conjunto com o Advogado-Geral da União José Antonio Toffoli, que defendeu recentemente o aborto em entrevista à revista Veja (além de ter sido um dos principais defensores da pesquisa com células-tronco embrionárias), dá para se ver claramente que a demora para a nomeação do Procurador-Geral da República foi propositada, a fim de que Deborah Duprat pudesse tomar essas iniciativas, que estão perfeitamente de acordo com o programa do Partido dos Trabalhadores.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Paranóia esquerdista: Governo de Obama classifica de “potenciais terroristas” pessoas que são contra o aborto

JULIO SEVERO
22 de Abril de 2009

Mal entrou no poder, com suas idéias de aborto e jorrando dinheiro de impostos americanos para financiar a promoção mundial do aborto, Obama já mostra que não está disposto a tolerar opiniões diferentes.

Qual o governante que não sonha em amedrontar e silenciar a oposição? Obama achou a solução ideal para esse incômodo: Classificar de “terrorista” quem se opõe ao aborto.

Bush nunca teve tal inspiração. Durante seu governo, os defensores do aborto, que eram seus inimigos atrozes, o criticavam por todo e nenhum motivo. Mesmo assim, ele nunca pensou em usar medidas anti-terrorismo para perseguir seus inimigos amantes do aborto.

Para Bush, governar com tal oposição era a essência da democracia. Ele, que era contra o aborto, sabia conviver com quem era a favor.

Mas Obama não teve aulas para esse tipo de convivência. Para ele, governar com uma oposição que não aceita o aborto é… intolerável.

Sob o governo de Obama, oposição ao aborto é problema de segurança nacional

Para resolver esse problema, o Ministério de Segurança Nacional (Department of Homeland Security) elaborou um relatório que está sendo distribuído para agentes de polícia em todo o território americano. Esse relatório tem como alvo a oposição ao aborto, entre outros pontos de vista conservadores, como sintomas de “extremismo direitista potencialmente violento”.

O documento de nove páginas, intitutado “Extremismo de Direita: Presente Clima Econômico e Político Incentivando o Ressurgimento em Radicalização e Recutamento”, coloca como ameaça terrorista os “grupos e indivíduos que são dedicados a uma única questão, tal com a oposição ao aborto”.

O documento afirma que tais grupos têm “explorado uma variedade de questões sociais e temas políticos para aumentar a visibilidade do grupo e recrutar novos membros”, inclusive a “exploração de questões sociais como o aborto e o casamento homossexual”.

A ministra Janet Napolitano, do Ministério de Segurança Nacional, já era conhecida como extrema defensora do aborto muito antes de participar do governo de Obama. Quando era governadora do Arizona, Napolitano vetou vários projetos de lei contrários ao aborto, inclusive uma proibição ao aborto feito na época do nascimento e um projeto de lei que protege os direitos de consciência de farmacêuticos que não querem distribuir ou vender produtos abortivos.

“É preocupante que aqueles que elaboraram o relatório consideram como potenciais terroristas as pessoas que querem proteger a vida inocente de mortes violentas”, disse Wendy Wright, presidente de Concerned Women of America (CWA), grupo evangélico americano de 400.000 membros que luta contra o aborto, o casamento gay, etc. “Se as pessoas pró-vida são cegamente rotuladas de ‘grupo suspeito’, então o Ministério de Segurança Nacional pode estar preparando o terreno para ações mais sérias contra nós”, completou Wright.

A diferença entre o “anticristo” e o “messias”

Os tiranos e os ditadores detestam críticas e não medem esforços para suprimi-las. Bush demonstrou, durante vários anos, paciência extraordinária, enquanto seus opositores nos EUA e ao redor do mundo não lhe poupavam um minuto de ataques. Até mesmo a revista evangélica Ultimato, que nunca publicou uma única matéria de capa sobre Lula e sua corrupção, já teve um longo artigo de capa contra Bush, inclusive vários outros textos repetindo as rotineiras acusações dos papagaios esquerdistas: Bush é mentiroso.

O longo artigo anti-Bush da Ultimato foi escrito pelo fanático esquerdista Paul Freston, que por muitos anos admirou e lutou pelo PT. Há esperança deUltimato, ou outra revista brasileira, publicar agora um longo artigo de capa criticando Obama por seu apoio alucinado ao aborto? Dificilmente. Sua objetividade e imparcialidade jornalística são só da boca para fora. Sua configuração ideológica de fábrica os manda cegamente apoiar a esquerda e atacar tudo o que é contrário à agenda esquedista.

Ao contrário de Bush, que só recebeu críticas, sendo considerado o “anticristo” por cristãos liberais, Obama é o “messias” dos esquerdistas ateus e cristãos, só recebendo elogios desde o começo de sua campanha presidencial. E no que depender dele e de sua grande amiga imprensa, quem não se prostrar diante da onda de louvores obâmicos terá de enfrentar a acusação de terrorista.

Se Bush tivesse tentado igualmente rotular os defensores do aborto de “potenciais terroristas” — e é difícil imaginar que aqueles que são capazes de destruir crianças inocentes sejam melhores do que terroristas —, a mídia esquerdista internacional nunca o perdoaria, chamando-o de “ditador” e exigindo imediatamente seu impeachment. Mas o “messias” Obama pode fazer tudo isso e muito mais sem nunca precisar se preocupar com a oposição da sua amiga imprensa, sem que os “defensores” da livre expressão dêem um pio sequer.

Aliás, são exatamente os esquerdistas que se julgam os maiores defensores da liberdade de expressão — de si mesmos, é claro. Mas, com sua vida e governo, foi Bush quem demonstrou verdadeiro e incrível respeito ao direito de livre expressão.

Os terroristas são bons e os bons são terroristas

Com sua nova medida anti-terrorismo que visa os opositores do aborto, Obama, como esquerdista convicto, está demonstrando o que o direito de livre expressão significa para os próprios esquerdistas e para o restante dos cidadãos que ousa pensar e se expressar de maneira livre e democrática.

Essa medida de Obama é digna de Hugo Chavez e Evo Morales. Por falar neles, Obama os cumprimentou na semana passada.

Quando os maus são cumprimentados como se fossem bons, os verdadeiramente bons é que acabam sendo tratados como maus.

É de estranhar então que cristãos pacíficos que defendem o direito à vida de inocentes bebês em gestação estejam sendo rotulados como potenciais terroristas? É a paranóia esquerdista, com sua habitual desonestidade e intolerância, impondo a inversão da realidade.

Com contribuição de LifeSiteNews.

Fonte: www.juliosevero.com

Tortura e morte no governo de Obama? Só para os inocentes

Obama e o aborto

O primeiro ato de Obama como presidente

O que esperar de Barack Obama?

Obama como presidente dos EUA: Quem ganha, quem perde

Para ler mais sobre a revista Ultimato e sua obsessão com Bush:

Cindy Sheehan e a revista Ultimato

Pregando muito mais do que o Evangelho: a teimosia esquerdista da Ultimato

O veredicto da Ultimato: “Bush mentiu”

Na Mira do Preconceito: revista Ultimato critica evangélicos conservadores dos EUA

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Os direitos dos embriões, das tartarugas e dos cadáveres

BLOG DO ANGUETH
Terça-feira, Março 17, 2009

“O diretor do Instituto de Ciências Biológicas da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), Amaury Caiafa, aceitou ontem o pedido de desculpas de seis estudantes de medicina que posaram para fotos e se divertiram com ossos humanos do laboratório de anatomia. A direção do ICB considerou um ato de boa vontade a apresentação espontânea dos universitários e, por isso, a punição se restringiu a uma advertência verbal.

“As fotografias que registram a brincadeira foram postadas na internet e chegaram ao conhecimento da UFJF na sexta-feira. Por causa da atitude antecipada dos envolvidos, não foi necessária sindicância para identificar os envolvidos. O processo também poderia resultar na expulsão dos alunos. O caso foi considerado encerrado pela UFJF.”

Mais a frente, o reportagem nos informa:

“O chefe do departamento de morfologia do ICB, Henrique Guilherme de Castro Teixeira, participou do encontro em que os universitários apresentaram suas desculpas formais. Responsável pelo laboratório de anatomia, ele explicou que, ainda nos primeiros dias de aulas, os alunos dos cursos da área de saúde são alertados quanto à importância de uma conduta respeitosa diante dos cadáveres.”

E ainda que:

“O artigo 212 do Código Penal considera crime o desrespeito ao cadáver ou suas cinzas, com pena de um a três anos, além de multa.”

Muito oportuno que venhamos saber dos direitos dos cadáveres. As tartarugas parecem ser protegidas por leis duríssimas. Mate uma tartaruguinha e veja o que acontece com você.

Os alunos da UFJF estariam arriscando uma excomunhão, Oh! perdão, uma expulsão, caso não se arrependessem e confessassem o crime. Como confessaram arrependidos, o bispo do departamento, Oh! desculpem-me, o chefe do departamento os desculpou e encerrou o caso.

Mas, fico aqui a perguntar, com Dom Lourenço Fleichman, não há quem chore pelas criancinhas?

quarta-feira, 11 de março de 2009

A MEDICINA ESTÁ CERTA!


A MEDICINA ESTÁ CERTA!


NOS CASOS ABAIXO RELATADOS NÃO FOI NECESSÁRIA A INTERVENÇÃO RELIGIOSA PORQUE NÃO HOUVE INTERVENÇÃO IDEOLÓGICA ANTERIOR, COMO EM PERNAMBUCO. 


DEIXARAM OS MÉDICOS AGIR!


Menina índia de 9 anos tem bebê em Manaus


Por três meses, uma menina índia de 9 anos da tribo apurinã, do Amazonas, brincou com as bonecas que ganhou de funcionários do hospital Moura Tapajós, de Manaus. 


Sorridente, mas calada, passava horas fingindo estar alimentando a boneca. 


Na quarta-feira, às 16h33m, após uma gravidez que ameaçou ser de alto risco, ela deu à luz sua primeira filha, uma menina que nasceu pesando pouco mais de dois quilos e medindo 42cm. 


As duas crianças passam bem. A criança-mãe está numa enfermaria, com outras três pacientes, com as quais já fez amizade. LEIA NA ÍNTEGRA AQUI


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Menina estuprada de 9 anos é mãe mais jovem do Peru


LIMA, 2 dez (AFP) - Uma menina de nove anos deu à luz um menino neste sábado, fruto de um estupro, em um hospital público de Lima, informou o ministro peruano de Saúde, Carlos Vallejos.


O bebê nasceu com 2,520 kg e 47 cm e apresenta dificuldades respiratórias. Por isso, permanece na UTI.

A mãe precoce receberá ajuda psicológica, e seu filho terá toda assistência de que precisar, ressaltou o ministro Vallejos, após visitá-la.

"Ela permanecerá no hospital todo o tempo que for necessário até que seu filho e ela estejam em perfeitas condições", declarou.

A garota foi vítima de abuso sexual de um primo de 29 anos, em um povoado pobre da província de Pachitea, no departamento centro-andino de Huánuco.

O caso comoveu o Peru, quando sua gestação foi revelada em setembro passado, tornando-a a mãe mais jovem do país.

terça-feira, 10 de março de 2009

Governo impõe ideologia abortista no ENADE - mas claro, o PT É ABORTISTA!!!

ESCOLA SEM PARTIDO

Todo ano o Ministério da Educação, por meio do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (SINAE) propõe um exame (o ENADE) que avalia os estudantes de nossas universidades.


É assustador, mas é verdade. O ENADE (Exame Nacional de Desempenho de Estudantes) de novembro de 2008 traz uma questão em que os estudantes são obrigados a concordar com a ideologia abortistas, sob pena de perder pontos. Trata-se da questão n. 4º da prova de História, que pode ser vista em http://www.inep.gov.br/download/Enade2008_RNP/HISTORIA.pdf


QUESTÃO 4


CIDADÃS DE SEGUNDA CLASSE?


As melhores leis a favor das mulheres de cada país-membro da União Européia estão sendo reunidas por especialistas. O objetivo é compor uma legislação continental capaz de contemplar temas que vão da contracepção à eqüidade salarial, da prostituição à aposentadoria. Contudo, uma legislação que assegure a inclusão social das cidadãs deve contemplar outros temas, além dos citados.


São dois os temas mais específicos para essa legislação:


(A) aborto e violência doméstica.
(B) cotas raciais e assédio moral.
(C) educação moral e trabalho.
(D) estupro e imigração clandestina.
(E) liberdade de expressão e divórcio.


A questão termina aí. Qual opção você marcaria como certa? Talvez "educação moral e trabalho" (letra C) fosse um tema importante para favorecer as mulheres.


Mas se você marcasse essa opção, erraria a questão. Qual é, então, a opção certa?


Segundo o Ministério da Educação, é a letra A: "aborto e violência doméstica". Aborto como tema específico de "inclusão social das cidadãs". É assim que os estudantes devem pensar. E é assim que devem responder. Se não, perdem ponto no exame.


O gabarito da prova de História pode ser verificado em http://www.inep.gov.br/download/Enade2008_RNP/GABARITO_HISTORIA.pdf


quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

ALGUNS MITOS E FATOS CIENTÍFICOS NO DEBATE SOBRE O ABORTO

HEITOR DE PAOLA [[1]

 


 (Recentemente)... Surgiu um fenômeno, desconhecido pela antiguidade, que permeia nossa sociedade moderna tão completamente que sua onipresença quase não deixa lugar para ser examinado: a proibição do questionar... Confrontamos-nos com pessoas que sabem muito bem, e porque, suas opiniões não se sustentam frente à análise crítica, que fazem da proibição do exame de suas premissas parte de seu dogma.... As perguntas dos “seres individuais” são eliminadas pelo ukase do especulador, que não permitirá que suas construções sejam perturbadas.


ERIC VOEGELIN,


Science, Politics and Gnosticism


 


(Quando Alice questiona o uso de certas palavras, Humpty Dumpty responde, com desdém):


“Quando _eu_ uso uma palavra, ela significa exatamente o que eu escolhi como seu significado – nem mais, nem menos”. Alice retruca: “A questão é se você PODE fazer com que as palavras signifiquem tantas coisas”. Humpty Dumpty: “A questão é quem deve ser o mestre –- isto é tudo!”


LEWIS CARROLL


Through the looking Glass



Num artigo anterior abordei o debate sobre o aborto apresentando alguns fatos embriológicos sobre a vida intra-uterina para demonstrar que o feto já é um ser humano desde a fecundação, a fertilização do óvulo pelo espermatozóide. Parti deste ponto e agora retorno a ele, porém para recuar um pouco mais no tempo: até o momento em que se formam as duas células presentes na fecundação. Para isto peço aos leitores leigos condescendência para alguns nomes científicos com os quais não estão familiarizados, mas, sem entendê-los, é impossível compreender os primórdios de nossas existências.


Como este não é um texto de embriologia [[2]], mas inserido no atual debate a respeito do aborto, é preciso delimitar três campos específicos quase sempre confundidos, gerando erros muito graves. Como dizia Aristóteles: um pequeno erro no início leva a uma multidão de erros no final (De Coelo). Geralmente intromete-se a “ciência” em campos nos quais nada tem a dizer, levando a “conclusões científicas” equivocadas.


1. Quando começa a vida


2. Quando começa a existir um ser humano


3. Quando se reconhece a existência de uma pessoa


A ciência tem algo a dizer sobre o primeiro tudo sobre o segundo e nada sobre o terceiro. Como escrevo do ponto de vista científico limitar-me-ei aos comentários pertinentes.


1. Quando começa a vida?


A ciência não vai além de dizer que, em algum momento da evolução do universo, deu-se uma combinação especial de aminoácidos especiais, o DNA (ácido desoxirribonucléico) que fez surgir um fenômeno até então inexistente. O resto é terreno exclusivo da filosofia e da religião. Como a discussão se prende mais a quando se inicia a vida de cada ser humano, repito as minhas palavras no artigo citado:


Um ponto que tende a aproximar as teorias científicas das religiões é que, hoje, não se considera que o processo vital sofra descontinuidade, isto é, que a vida recomece a cada novo ser. Acredita-se que a vida teve um impulso inicial – sopro vital, (divino?) - e passou a fluir constantemente de uns seres para outros. Pode-se dizer que a vida, após o impulso inicial continua fluindo porque os genes se recusam a morrer e se perpetuam neste fluir. As células que conduzem os genes, o espermatozóide e o óvulo, são obviamente célulasvivas e, portanto a vida se continua desde o momento da fecundação.


Espanta-me que teóricos e articulistas pró-vida se prendam a discussões bizantinas a respeito de quando começa a vida de um novo ser. Ora, se pai e mãe são seres vivos e as células reprodutoras também, como pode a união de duas delas criar uma descontinuidade no processo vital? O que existiria, então, nesta descontinuidade? Morte? Estado nem morte nem vida? Esta é uma discussão inútil derivada da confusão entre os campos 1 e 2, que será examinado a seguir.


2. Quando começa a existir um ser humano?


O organismo humano possui diferentes tipos de células para diferentes atividades. P. ex., neurônios para transmitir os impulsos elétricos o parênquima pulmonar com células que formam os alvéolos, destinados às trocas de oxigênio e CO2 no sangue células gástricas que secretam ácido clorídrico etc. Um caso especial são as células reprodutoras, espermatozóides e óvulos, chamadas gametos. Estudemos como elas se formam e quais as diferenças entre as femininas e as masculinas.


GAMETOGÊNESE


Denomina-se gametogênese o processo pelo qual as células sexuais primitivas evoluem para gametos sexuais maduros: o espermatozóide no homem (espermatogênese) e os oócitos definitivos (óvulos) nas mulheres (oogênese). Estes dois processos se dão de forma diferente no aspecto temporal. Antes, porém, é necessário esclarecer que as células humanas possuem 46cromossomos [[3]], sendo esta uma característica que as diferem de quaisquer outros seres vivosAdiante veremos porque isto é fundamental.


ESPERMATOGÊNESE


Inicia-se logo após a puberdade e continua até a velhice. Antes da puberdade as células chamadas espermatogônias permanecem inativas. Como os testículos além de produzirem tais células também produzem um hormônio chamadotestosterona esta age incrementando o número das células e algumas são ativadas e amadurecem, vindo a se chamar espermatócitos primários. Através do processo de maturação que reduz o número de cromossomos à metade (23) tornam-se secundários, e espermátides que serão convertidos finalmente nosespermatozóides.



 


ESPERMATOGÔNIAS-ESPERMATÓCITOS 1 e 2-ESPERMÁTIDES- ESPERMATOZÓIDES


46 CROMOSSOMOS                                           23 CROMOSSOMOS


 


OOGÊNESE



Inicia-se ainda no período fetal e aos cinco meses de gestação o feto feminino já conta com o número máximo de oócitos primários: 7 milhões. Não mais haverá formação de novos oócitos. No nascimento permanecem apenas de 700.000 a 2 milhões, que na puberdade se reduzem a 400.000, agora plenamente maturados:oócitos definitivos. Estes é que são liberados mensalmente nos períodos menstruais. Note-se que estas células permanecem com 46 cromossomos e, ao contrário das masculinas, passarão a contar com apenas 23 cromossomos somente quando e se forem fertilizadas, por meio do processo de meiose – divisão celular na qual a célula é dividida em duas e cada célula nova possui a metade dos cromossomos [[4]] da célula-mãe. Não fertilizadas são expelidas com o 46 cromossomos na menstruação.




 


OOGÔNIAS[5MESES]-OÓCITOSPRIMÁRIOS[PUBERDADE]-OÓCITOS SECUNDÁRIOS


46 CROMOSSOMOS


FERTILIZAÇÃO



fertilização começa quando um espermatozóide entra em contato com um oócito secundário (óvulo), geralmente na trompa de Falópio, e termina pela mesclagem dos cromossomos paternos e maternos que então prossegue seu caminho até a nidação no endométrio (camada interna do útero, que já começa a se preparar para receber o novo ser). O oócito sofre o processo de meiose, perde 23 cromossomos e os restantes se interpenetram aos cromossomos paternos formando uma nova célula, zigoto, ou embrião unicelular, com 46 cromossomos,portanto já um ser humano, que passará a se dividir não mais por meiose, mas por mitose (ver nota 3).


Um dos mitos mais corrente é que esta célula seria apenas um ovo, ou óvulo fecundado. Ora, mulheres – ou qualquer animal que se reproduza por meios similares - não são aves nem répteis cuja fecundação se dá num local chamadocloaca e o ovo quando maduro é expelido para prosseguir a formação através de métodos de aquecimento exteriores – diz-se ‘chocar’ um ovo. Também não formam placenta, pois o ‘feto’ não precisa de alimentação materna usando os nutrientes do ovo até que possa romper a casca. O zigoto além de microscópico morreria se expulso do útero materno. O termo ‘óvulo fecundado’ é mais enganador ainda, pois existe um óvulo em processo de fecundação, tão logo este termine já é um novo ente. Nem óvulo nem espermatozóide: um novo ser humano. Portanto, usar estes termos é fazer como Humpty Dumpty: dar significados falsos a esta fase do desenvolvimento humano para ter o poder de extingui-lo sem culpa.


Cientificamente, ocorre na fertilização uma mudança radical de simples partes de dois seres humanos numa nova existência genética, num novo ser completo em si mesmo. Espermatozóide e óvulo cessam de existir, se mesclam num novo ser humano: o zigoto. Este ser humano unicelular imediatamente passa a produzir proteínas e enzimas especificamente humanas e geneticamente dirigem e comandam seu crescimento e desenvolvimento, diferentemente da crença falaciosa de que é a mãe que determina estes processos. Os gametos, em si mesmos, não produzem proteínas e enzimas humanas, pois são células com a metade apenas dos cromossomos necessários, não são indivíduos, são somente partes que potencialmente produzirão um ser humano, são seres in potentia.  Já o zigoto é um ser completo em si mesmo e deve ser encarado como a primeira fase de um ser que nada mais pode ser senão um ser humano. O zigoto não é um serin potentia, é um ser plenamente formado.


A vida pré-natal é, por conveniência, dividida em duas partes sucessivas:embrionária fetal. A primeira ocupa as primeiras oito semanas e daí em diante até o nascimento segue-se a fase fetal. O desenvolvimento receberá nomes apropriados às novas fases pelas quais passará: mórula (aproximadamente quatro dias), blástula (5-7 dias), embrião bi-laminar (segunda semana), embrião(segunda semana), embrião tri-laminar (terceira semana). Seguir-se-ão novas fases de desenvolvimento: feto, nascituro, bebê, criança, púbere, adolescente, adulto, idoso. Foi proposital a colocação aqui desta série para mostrar que todas são fases de desenvolvimento de um mesmo ser.


Portanto, o produto da fertilização não é apenas uma bolha disforme, um amontoado de células, nem uma peça de tecidos maternos.


SEXO


Alega-se que o zigoto é um ser assexuado. A controvérsia aqui, além do debate sobre o aborto, se estende para o debate sobre sexualidade. Para justificar o ‘direito de escolher’ o sexo, como se fosse uma opção e não um determinismo genético incontornável, a palavra sexo vem sendo abolida e substituída por ‘gênero’. Da mesma forma que o aborto é considerado um ‘direito de escolha’ da mulher, o gênero também seria um ‘direito de escolha’ de todos os seres humanos. Uma falácia pseudo-científica das mais difundidas hoje em dia é que alguns nascem heterossexuais e outros homossexuais ou até mesmo formas mais aberrantes, como zoofilia, pedofilia e sei lá quantas mais.


O fato científico é que o produto da fertilização já é um menino ou uma menina, dependendo do tipo de espermatozóide que fertilize o óvulo: se possui 22 cromossomos autossômicos (não sexuais) e dois cromossomos X será uma menina se possuir 22 autossômicos um X e um Y será um menino. As características sexuais futuras serão determinadas por este fator genético. Não há terceira alternativa!


USO DE CÉLULAS TRONCO EMBRIONÁRIAS


Esta é outra controvérsia que envolve um número muito grande de falácias pseudo-científicas. A principal é a invenção de uma fase de desenvolvimento que já provei acima que não existe: a fase pré-embrionária que se estenderia até o 14° dia após a fertilização sendo, portanto, moralmente justificável usar tais células para pesquisa experimental, para tratamento médico, abortadas ou doadas. Não discuto o aspecto moral, pois estou restrito ao ponto de vista científico. E não há nada cientificamente que comprove a existência de tal fase sendo, portanto uma criação moral artificial, uma racionalização para justificar o uso destas células.


Esta idéia surgiu em 1979, nos escritos do teólogo Jesuíta – note-se, não um cientista – Richard McCormick no seu trabalho como membro do Ethics Advisory Board do Departamento de Saúde, Educação e Bem Estar Social dos EUA e do biólogo em desenvolvimento de rãs – note-se rãs, não seres humanos - Cliffrord Grobstein em seu artigo para a Scientific American External Human Fertilization(1979) e no clássico livro Science and the Unborn: Choosing Human Futures, de 1988. Em 1984, na Inglaterra, o British Warnock Committee também passou a usá-lo. Desde então o termo ‘pré-embrionário’ vem sendo usado por filósofos, bio-eticistas, advogados e teólogos.


O que não é plenamente divulgado é que tanto os autores americanos quanto os britânicos admitem que o limite de 14 dias é arbitrário e poderá ser mudado de acordo com as necessidades. Quais necessidades? Um cientista diria que um determinado limite comprovado poderá ser mudado se cientificamente refutado por pesquisa mais profunda, jamais por necessidade. Por que tais necessidades não são explicitadas?  Pode-se supor que se os embriões com esta idade não forem viáveis para as pesquisas muda-se para 28 dias ou qualquer outra data aleatoriamente.


Outra falácia relacionada com esta diz que a gravidez só é iniciada com a nidação do zigoto no endométrio. Obviamente esta idéia serve para acomodar o conceito de gravidez com a fertilização in vitro, onde a fertilização se dá numa Placa de Petri [[5]] e só então introduzido no útero para nidar. Obviamente, se o embrião não está dentro do corpo da mulher esta não está grávida. Mas esta situação artificial não pode substituir o conceito tradicional de gravidez normal.


3. Quando se reconhece a existência de uma pessoa?


Esta é uma discussão que não envolve diretamente a ciência, mas pertence à teologia, à filosofia e ao direito. Entretanto muito se tem abusado de conhecimentos supostamente científicos para defender uma clivagem entre ser humano e pessoa.


Uma delas é que o cérebro humano – a sede da racionalidade e da sensibilidade - só estará plenamente desenvolvido durante a juventude. Mas a conseqüência lógica de basear a existência da pessoa neste fator excluiria a seguinte lista de seres humanos da condição de pessoa: os doentes mentais, os retardados, os portadores de Alzheimer ou Parkinson, os comatosos, etc. E eles não deveriam ter os mesmo direitos éticos e legais atribuídos às pessoas? Muitos bio-eticistas defendem esta idéia e que estas pessoas deveriam substituir os animais nas experiências ‘científicas’ [[6]].


Platão descrevia os sofistas como pessoas muito populares e muito bem pagas, experts na arte de torcer palavras, capazes de docemente transformar o mal no bem e convencer que o branco é negro.


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[1] Este texto é baseado fundamentalmente nos artigos When do Human Beings Begin? “Scientific” Myths and Scientific Facts e The Impact of International Bioethics on the “Sanctity" of life ethics and the Ability of ob-gyn’s (Obstetric Gynecologists) to practice according to conscienceambos  de Dianne N. Irving, M.A., Ph.D, Bioquímica, Bióloga, Professora de História da Filosofia e Ética Médica Georgetown University, Catholic University of America, The Dominican House of Studies. Vários trechos foram copiados literalmente em tradução livre de minha autoria. Como as interpretações e conclusões são minhas, a autora não pode responsabilizada por elas.


[2] Não tendo pretensões de ser um trabalho científico, mas jornalístico, não incluirei notas de referências específicas, apenas aquelas necessárias para indicar as fontes principais. Pela mesma razão tentei usar a linguagem mais simples possível para o entendimento dos leitores que não estão familiarizados com o assunto.


[3] Um cromossomo é uma longa sequência de DNA, que contém vários genes, e outras sequências de nucleótidos com funções específicas.


[4] Deve-se diferençar de mitose: a divisão de uma célula em duas, cada qual com o mesmo número de cromossomos que a anterior.


[5] Julius R. Petri (1825-1921), bacteriologista alemão inventou a placa que leva seu nome, utilizada para a colonização de bactérias em laboratório.


[6] Ver, entre outros, Peter Singer (Practical Ethics, Should the Baby lives: The problem of handicapped infants)Michael Tooley (Abortion and Infanticide), R. G.Frey (The Ethics of the Search for Benefits: Animal Experimentation in Medicine).

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".