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segunda-feira, 6 de abril de 2009

Coordenadoria Latino-Americana de Organizações do Campo (CLOC)



CARLOS AZAMBUJA | 26 MARÇO 2009


Ocupação de espaços na sociedade, fomentar a luta de classes, criar atos de desobediência civil e se preparar para uma luta armada. Esses são alguns pontos dos “cursos de capacitação de militantes”, ministrados para integrantes do MST.

Cavaleiro do Templo: leiam estes artigos (AQUI e AQUI) para mais informações sobre a estratégia de dominação comunista destes movimentos no Brasil. 


Os cursos de capacitação de militantes de base do Cone Sul são realizados, de forma periódica, a partir de uma parceria entre o MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra) e a CLOC (Coordenadoria Latino-Americana de Organizações do Campo). Uma das versões desses cursos, o que foi realizado em 1999 na Chácara São Francisco em Sidrolândia, antigo seminário cuidado por dois padres capuchinhos, chegou a ser documentada em uma série de reportagens publicadas no jornal O Estado de São Paulo.


Uma característica comum a todos os cursos é o trabalho ideológico feito junto aos militantes. A ocupação da terra para nela trabalhar já não é a questão principal.


Ocupação de espaços na sociedade, fomentar a luta de classes, criar atos de desobediência civil e se preparar para uma luta armada. Esses são alguns pontos dos “cursos de capacitação de militantes”, ministrados para integrantes do MST. Esses itens foram tirados de uma das apostilas utilizadas no 5º curso de capacitação de militantes de base do Cone Sul, realizado entre os dias 20 de abril e 17 de maio de 2002 na Chácara dos Padres Palotinos, em Glória de Dourados. Os cursos são para militantes do Brasil, Paraguai, Argentina, Chile e Bolívia. Os instrutores são brasileiros e estrangeiros.


As apostilas, todas elaboradas em espanhol pelo MST e pela CLOC, abrangem temas como relações internacionais, história da luta por terras em diversos países, introdução à filosofia, comunicação popular, economia política, entre outros.


Um dos assuntos do curso foi intitulado “Os desafios atuais do MST”, e na apostila se coloca a necessidade de ocupação de espaços cada vez maiores na sociedade como base de mudança estrutural. “A ocupação de espaço deixa de ser uma ação oportunista para se transformar em uma atitude revolucionária”, pode-se ler na introdução do tema.


Uma das indicações do curso é sobre a forma de ocupar espaços na sociedade. “A sociedade não é algo abstrato nem tampouco se compõe só de pessoas. A sociedade é algo concreto, que se organiza no tempo e no espaço, com pessoas, estruturas, normas, valores e culturas. Por isso quando falamos em ocupar espaços devemos especificar que lugar é esse e de que maneira se pode fazer isso sem ferir a sociedade. Primeiramente ganhando a sua simpatia e, num segundo momento, garantindo a sua participação”, afirmam os instrutores.


Quando se fala em guerrilha não existe exagero. Durante o curso os militantes aprendem que é necessário retomar a discussão sobre um “projeto nacional que se contraponha ao projeto de globalização, formule novas táticas para desenvolver a luta de classes no país e termine com a ilusão de democracia social de mudar as estruturas apenas com a via eleitoral”. O que está sendo proposto, na realidade, é a ruptura com o sistema democrático e mudanças através de um sistema revolucionário.


Uma das táticas aprendidas pelos militantes durante o curso são as formas de lutar para mudança ou alteração das leis. Segundo a apostila, uma das formas eficientes é a desobediência civil. “Quando as leis são feitas para garantir o privilégio de uma minoria... devem ser desobedecidas”. Para que isso possa acontecer o que se propõe são invasões para “garantir” a manutenção de direitos. São dados exemplos como o da educação. A proposta é, se não existem vagas numa determinada escola para todas as crianças, os pais devem ocupar a escola e só desocupá-la quando as vagas estiverem garantidas. O mesmo é proposto com relação à saúde, com a ocupação de postos de saúde.


Os militantes aprendem durante o curso que a população, pouco a pouco, deve se organizar, se transformar numa “força organizada” para atingir seus objetivos. “A composição dessa força se dará através da expressão orgânica que essa organização adquire, podendo se manifestar na forma de partido, organização política, exército ou frente de diversas forças que buscam os mesmos objetivos”.


Esses objetivos são detalhados um pouco mais adiante, na apostila. “O verdadeiro princípio das forças de transformação estão nas massas organizadas, que devem seguir e formular a teoria revolucionária para que esse grande movimento social possa realizar a revolução”.


Para que os militantes possam ter uma base melhor de entendimento dos preceitos ministrados pelos instrutores, uma das disciplinas do curso é denominada “Princípios da teoria revolucionária e científica”, onde se estuda, basicamente, a teoria marxista.


Na apostila eles deixam claro que “o marxismo é a ciência da história” e como tal se desenvolveu através de novas perspectivas criadas a partir dos acontecimentos verificados no último século. Eles citam três autores que teriam contribuído para a evolução do marxismo no Brasil: Florestan FernandesDarcy Ribeiro e Paulo Freire.


“Esses companheiros tiveram a coragem de avançar o marxismo de acordo com a nossa realidade no campo da sociologia, pedagogia e antropologia”, afirma.


A apostila é encerrada com um pensamento. “Se alguém disser que esses espaços não devem ser ocupados por nossa organização porque esses temas não nos competem, diremos, sem medo de nos equivocar: os audazes sempre prevalecem sobre os medrosos”.


“Es justo en este momento que se hace elemental retomar la discusión sobre cuestión del proyecto nacional que se contraponga al proyecto globalizador formule nuevas tácticas para desarrollar la lucha de clases en el país y termine con la ilusión demócrata social de luchar por el cambio solo por vía electoral”.


La población debe acostumbrarse a ser desobediente, siempre que sienta que sus derechos están siendo amenazados o negados. Como ejemplo podemos citar la educación. El gobierno garantiza que la educación debe ser gratuita y obligatoria, pero los padres de familia no encuentran lugares en las escuelas”.


Para que os trabalhadores tenham um incentivo cada vez maior para as ações, o sentimento deve ultrapassar ao da própria necessidade de terra para trabalhar. O sentimento deve chegar a um ponto quase religioso. Para isso é trabalhada, durante os cursos, a questão da “mística” do MST. Ali aprenderam que, “na Mística, os símbolos desempenham o papel de guias que representam o esforço coletivo; não são mitos, são reais e, por isso, cantar o Hino (Nacional) com os punhos fechados não é um simples gesto, representa desobediência à ordem estabelecida”. A bandeira e a foice são os principais símbolos do MST e devem ser exibidos com orgulho e destaque nas caminhadas, ocupações de prédios públicos, marchas, acampamentos e invasões de terra. “A militância precisa de um templo que consolide seu caráter e o compromisso com os ideais de uma nova sociedade: a mística tem essa função!”


Somados à CONTAG (Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura), à CUT (Central Única dos Trabalhadores), ao Partido dos Trabalhadores (PT), e valendo-se do apoio de entidades religiosas “úteis” como a CPT (Comissão Pastoral da Terra), da Igreja Católica, além de múltiplas ONGs (Organizações Não-Governamentais) nacionais e estrangeiras, dinheiro não é nem será problema para bloquear estradas, promover invasões, ocupações e acampamentos em todo o País, sob o comando da Coordenação–Geral. Dinheiro doado pelo próprio governo, a meta é a tomada do poder. Ou, como todos os documentos do MST são finalizados, “Até a vitória, sempre”.


 
Fonte: Folha do Povo – Campo Grande/MS – 22 novembro 2005


sábado, 18 de outubro de 2008

Índios, terra, pobreza e aspirações

PAZ NO CAMPO
Boletim Eletrônico de Atualidades - N° 77 - 17/10/2008 
 
Por que condenar os pobres índios à barbárie perpétua? Não têm também eles o direito de progredir na vida e de prosperar em liberdade? Por acaso foram eles criados por Deus para que vegetem sempre num regime coletivista, miserável e primitivo? Vejam o artigo abaixo, de Onofre Ribeiro, Diretor e articulista do Portal e Revista RDM de Cuiabá - MT.

Na semana que passou estive em Brasnorte, na região noroeste de Mato Grosso, a 370 km de Cuiabá, onde assisti ao movimento dos produtores rurais “Marcha a Brasnorte: acorda Brasil, a Amazônia é nossa!”, conduzido pela Federação da Agricultura e Pecuária e com a participação de produtores de todas as regiões do estado. O movimento combate a demarcação e a ampliação indiscriminada de áreas indígenas sobre terras legalmente tituladas. A essência das discussões acaba na insegurança jurídica que o governo federal vem provocando quando expropria áreas legalmente tituladas, contrariando a Constituição Federal, sem consulta, sem indenização e sem respeito aos princípios mínimos da legalidade. Organizações não-governamentais específicas, antropólogos autoritários e as ideologias de esquerda radical de ocupantes de cargos comissionados no governo, da velha guarda radical do Partido dos Trabalhadores, promovem a baderna legal.

Mas gostaria de tratar neste artigo de uma variante paralela do encontro. Estiveram presentes dois caciques da etnia xavante da área indígena de Sangradouro, a 40 quilômetros de Primavera do Leste e 280 de Cuiabá: o cacique Paixão, de 78 anos, e Domingos, de 42. O cacique Domingos fez uma explanação absolutamente didática e perfeitamente articulada. Na verdade, conheço-o há mais de cinco anos quando uma comissão de deputados federais, estaduais de Mato Grosso, membros do Ministério Público Federal e da Funai, estiveram na reserva para discutir uma parceria de produção com os produtores rurais da região.

Na contramão da realidade local, os deputados federais, os membros do Ministério Público Federal e da Funai, apanharam feio dos índios. Os caciques são muito politizados e têm a perfeita consciência de sua realidade. Querem máquinas para produzir, não querem enxadas porque elas não bastam para alimentar as mais de 600 crianças da aldeia. Os índios lidam com cartões magnéticos de bancos, dirigem pick-ups, possuem celular, televisão na aldeia, energia elétrica, muitos têm computadores, a maioria sabe ler e falar em português e aspiram tudo que os não-índios também aspiram. Os deputados federais escutaram , mas na calada da burocracia em Brasília, votaram contra qualquer aproximação com os não-índios. Tempo perdido. A realidade é mais real do que as ideologias de velhos antropólogos esquerdistas que sonham com uma impossível segregação étnica.

Em Brasnorte o cacique Domingos repetiu a performance, quando disse que “a Funai não ajuda os índios, mas insufla contra os fazendeiros. Existem 36 municípios do estado em risco de serem transformado em áreas indígenas por iniciativa da Funai”. Para ele, existe o risco de confronto dos fazendeiros e os técnicos da Funai. Não por parte dos índios, que raramente são os provocadores das ampliações e das demarcações de áreas sobre terras tituladas.

“Não são necessárias mais áreas, disse. Os índios precisam de assistência às suas causas para saírem da pobreza, da miséria e acabar com a fome nas aldeias. Os índios querem trabalhar, não querem ampliação de áreas”. A sua defesa foi pela auto-sustentação e contrário à guerra”.

domingo, 22 de junho de 2008

Risco à soberania

Do portal JB ONLINE
[ 17/06/2008 ] 02:01

Ives Gandra Martins

Mauro Santayana, em brilhante artigo para este jornal, sob o título de "Coisas da política", alertou o país sobre os riscos de obterem-se recursos de países estrangeiros ou instituições internacionais destinados à preservação da Amazônia.

Por outro lado, Denis Rosenfeld, em artigo Qual latifúndio, apresenta dados que impressionam. Mostra que as culturas temporárias (feijão, milho, soja, trigo, arroz, algodão etc.) ocupam 55 milhões de hectares, ou seja, 6,4% do território nacional; as culturas permanentes de ciclo longo (café, cítricos e frutíferos), 17 milhões de hectares, vale dizer, 2% do total; as florestas plantadas têm 6 milhões de hectares (0,6%). Tudo junto são 77 milhões de hectares, o que quer dizer: 9% do território brasileiro.

Tais dados revelam duas inverdades que têm sido apresentadas aos brasileiros. A primeira, pelo MST, de que não há política agrária. Ora, só de assentados há 77 milhões de hectares!!! Nove por cento do território nacional, por incrível que pareça, e o MST diz que não há reforma agrária. Seus integrantes receberam, nos dois governos FHC e Lula, a mesma extensão de terra de todas as plantações temporárias e permanentes de florestas existentes no Brasil. Talvez desejem que o Brasil inteiro seja entregue para seus comparsas.

Nitidamente, o MST é um movimento político para implantar a ditadura pela violência (invasão de terras e prédios públicos), e não um movimento nacional de reivindicações, que, na democracia, são feitas através dos Parlamentos. Em outras palavras, não deseja fazer o teste das urnas e pretende implantar um Estado totalitário, em que o direito à propriedade deixará de existir, menos para os seus militantes, que se apropriarão de tudo.

A segunda inverdade, é que haveria pouca terra destinada aos indígenas. Os índios, entretanto, receberam 107 milhões de hectares do governo federal. A menos de meio milhão de índios – 0,25% da população brasileira – é destinada área maior do que todas as áreas de cultura permanente ou temporária e de florestas do Brasil, que é um dos grandes exportadores mundiais de alimentos. O pior de tudo é que nenhum brasileiro pode entrar em território reservado às nações indígenas sem obter autorização de um funcionário da Funai.

E tal autorização vale apenas por algumas horas. Em outras palavras, o direito de ir e vir livremente, no Brasil, é apenas assegurado em pouco mais de 85% do território nacional, visto que quase 15% são territórios da Funai e das nações indígenas, e não de todos os brasileiros. O inciso XV do artigo 5º da Constituição Federal, que assegura ao brasileiro e ao estrangeiro locomoverem-se livremente no país, foi revogado pela Funai.

Não é sem razão que Mauro Santayana e Denis Rosenfeld alertam os cidadãos para o risco que estamos correndo, diante dos seguintes fatos: as nações mais desenvolvidas falam em escassez de alimentos pelos próximos 10 anos, sendo certa a inflação mundial que dela decorrerá; a ONU, com o aval do Brasil, firma declaração de que as nações indígenas devem ter autonomia e independência, e que sua preservação é de responsabilidade internacional.

E, por fim, o Diário do Comércio de 04/06/08 estampa na capa que os ianomanis vão propor à ONU que parte do território brasileiro e da Venezuela sejam-lhes destinados para que formem um novo país, riquíssimo, de resto, em reservas de urânio.

Estamos, na verdade, chocando ovos de serpente para o futuro da nossa soberania.



terça-feira, 25 de dezembro de 2007

O óbvio invisível

Do portal OLAVO DE CARVALHO
Por Olavo de Carvalho em 17 de dezembro de 2007

A característica mais óbvia e permanente da estratégia gramsciana para a instauração do comunismo, característica que a distingue radicalmente do método leninista, é que ela evita na máxima medida possível a intervenção revolucionária direta do Estado sobre a sociedade, preferindo operar transformações profundas por meio de agentes auxiliares informais, isto é, entidades e movimentos não estatais espalhados pelo Partido no seio da própria sociedade civil. A revolução transcorre então de maneira difusa, camuflada e anestésica, desnorteando seus adversários – ou mais propriamente vítimas – ao ponto de tornar inviável qualquer reação organizada.

No Brasil de hoje, os partidos e demais entidades “de oposição” não conseguem sequer ter uma visão de conjunto do processo revolucionário que os engolfa. Na desorientação geral em que se encontram, apegam-se a pontos de detalhe, soltos e inconexos, sem perceber que qualquer vitória parcial aí obtida pode ser sempre reciclada em favor da estratégia revolucionária graças ao domínio superior que esta tem do processo como um todo.

O desnível entre a abrangência da ação revolucionária e o esfarelamento pontilhista das reações é tamanho, que as facções respectivas não parecem viver no mesmo país, nem no mesmo planeta, mas em galáxias distantes e mutuamente incomensuráveis. De um lado, a engenharia de longo prazo, calculada para mudar as estruturas profundas e dominar o todo. Do outro, o empenho míope de preservar interesses grupais imediatos, sem a menor estratégia de conjunto e até sem o menor interesse de conhecer a do adversário.

Um exemplo desse desnível é o empresário que espera aplacar a fúria revolucionária mediante contribuições lícitas ou ilícitas ao partido ascendente, sem pensar que com isso ajuda esse partido a dominar o Estado, portanto a prescindir das suas contribuições e a atirar o contribuinte às chamas na primeira queima de arquivo.

Outro, o do militante cristão que ataca o movimento gay mediante um discurso de pura moralidade tradicional, sem notar que esse movimento é apenas a ponta de lança de uma estratégia muito maior, calculada até mesmo para fazer concessões à moralidade tradicional e trocar, se preciso e no momento devido, o apoio da militância gay pelo das igrejas tradicionais. Ninguém entenderá nada, absolutamente nada do que se passa nesse domínio se não levar em consideração que as forças que instigam os gays contra a moral cristã no Brasil, nos EUA ou na Europa Ocidental são as mesmas, as mesmíssimas que punem o homossexualismo com pena de prisão ou morte nos países comunistas e islâmicos. Essas forças estão tão interessadas em liberdade sexual quanto eu estou interessado em Pokemons . E não conheço, ao menos no Brasil, um só militante cristão que, na sua defesa entusiástica da moral religiosa, tenha parado para pensar que seu discurso – e a progressiva radicalização desse discurso, em reação à escalada gay – pode ter entrado de antemão nos cálculos da estratégia revolucionária. No entanto, pelos frutos os conhecereis: quantas igrejas, fugindo do avanço gayzista, não têm aderido aos partidos de esquerda em troca de duas ou três palavrinhas, de pura esmola e da boca para fora, em favor da moralidade cristã?

Mas o exemplo mais especialmente patético é o fazendeiro que acredita poder defender sua propriedade contratando jagunços, enquanto em torno, sem que ele veja, todas as estruturas jurídicas, sociais e culturais já foram modificadas para colocar contra o seu direito de propriedade os tribunais, a polícia, o exército e até a opinião pública.

Não estou dizendo que os fazendeiros sejam incultos e tolos. Mesmo gente de profissão letrada -- jornalistas, empresários, oficiais militares – parece não perceber a obviedade escandalosa de que o que está acontecendo no Brasil não são meras invasões de fazendas: é uma das mais vastas, sistemáticas e irreversíveis operações de transferência de propriedade que já se viram no mundo.

Planejada desde há muitas décadas, no seio de think tanks de esquerda e organismos internacionais, essa operação se desenrola, até agora, em seis fronts simultâneos, articulados para muito além do que as vítimas de seus ataques podem enxergar no momento:

1) A ocupação de fazendas pelos “sem terra”.

2) A ocupação de propriedades urbanas pelos “sem teto”.

3) A transferência de vastas porções de território para as “nações indígenas”, imunes à ação do Estado brasileiro e prontas a declarar sua independência.

4) A desapropriação de casas e terrenos pelos autodeclarados “quilombolas”.

5) A abertura de territórios livres entregues ao domínio de narcotraficantes associados às Farc, vacinados contra toda ação policial.

6) A compra de imensas faixas de terra por estatais chinesas, por agentes da máfia russa (que é o próprio establishment russo) e por milionários árabes com possíveis vínculos com o terrorismo internacional.

Façam as contas da extensão já transferida, avaliem os planos de expansão traçados para os próximos anos, e entenderão que o Brasil já tem uma nova classe dominante, ainda espalhada e amorfa em aparência, mas muito bem articulada, como força histórica, no plano estratégico mais vasto. Para qualquer estrategista revolucionário, mesmo chinfrim, a conexão ao menos teórica desses seis pontos é um requisito primário, óbvio e indispensável. E, hoje em dia, a correspondente articulação prática já em ação pode ser facilmente reconstituída, com um pouco de paciência, juntando os pontos entre as entidades envolvidas e desenhando a trama de suas conexões internacionais – um estudo que qualquer analista estratégico medianamente responsável sabe ser a condição inicial de qualquer diagnóstico da situação.

Para as vítimas do processo, no entanto, a mera hipótese dessa articulação parece tão complexa e diabólica que, por medo de ficar com medo, preferem rejeitá-la mediante o apelo irracional, mas infalível, ao chavão prêt-à-porter : “É teoria da conspiração.”

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".