Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro concede Medalha Tiradentes a Olavo de Carvalho. Aqui.
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sexta-feira, 9 de outubro de 2009

NOVOS FATOS SOBRE O BRASIL DE FATO E SUAS LIGAÇÕES PERIGOSAS

Fonte: http://www.heitordepaola.com


NOVOS FATOS SOBRE O BRASIL DE FATO E SUAS LIGAÇÕES PERIGOSAS



Alex, codinome do incansável pesquisador internáutico de UNOAMÉRICA, regiamente pago com dinheiro da CIA, do Vaticano, da Ku Klux Klan e outras organizações de extrema-direita sorrateiras e silenciosas, rides again!

Leia Abaixo:
http://www.heitordepaola.com/publicacoes_materia.asp?id_artigo=1315






Nosso incansável pesquisador internáutico, Alex Brum Machado, continuou sua faina e descobriu novidades interessantes.


Um dos servidores DNS do site BRASIL DE FATO, cujo endereço é www.brasildefato.com.br, que pertence à ANCA (Associação Nacional de Cooperação Agrícola), é o itacaiunas.cepatec.org.br. Se você quiser fazer uma assinatura do material impresso deles deverá pagar para a SOCIEDADE EDITORIAL BRASIL DE FATO. Tem até ficha de ASSINATURA INTERNACIONAL do BRASIL DE FATO, que está "hospedada" em um SITE ITALIANO do MST. Brasil de Fato, o MST, a Anca e o Cepatec aparecem muitas vezes juntos. Vamos destrinchar este negócio.


Lembrando mais uma vez que os servidores DNS do site BRASIL DE FATO são araguaia.cepatec.org.br e itacaiunas.cepatec.org.br, fui procurar por CEPATEC no Google e encontrei uma tal de Rede CEPATEC de TI neste endereço: http://id.bsb.mst.org.br/. Clicando em Admin de Email para Gerentes de Dominio (Geral) encontrei o "nome do site", qual seja https://itacaiunas.cepatec.org.br/mailadmin/admin/. Ou seja, um trecho deste endereço é o mesmo que aparece nos servidores DNS do BRASIL DE FATO. Quando digitei www.cepatec.org.br, fui levado para o mesmo endereço da citada Rede CEPATEC de TI!!!


Portanto, os endereços de internet www.cepatec.org.br e http://id.bsb.mst.org.br levam para o MESMO SITE!!! Isso mesmo, neste onde aparece o endereço do site do MST!!! Do João Pedro Stédile!!! Dos laranjais destruídos da CUTRALE!!!


No artigo anterior mostramos que a ANCA é a entidade proprietária do endereço brasildefato.com.br. Mas ela também é proprietária do endereço mst.org.br. Vamos agora para o CEPATEC que quer dizer Centro de Formação e Pesquisa Contestado. Mas o que é CEPATEC? Tem muita coisa na internet, mas vejamos o artigo abaixo:


Supremo mantém quebra de sigilo do Cepatec

http://www.conjur.com.br/2009-mai-25/quebra-sigilo-cepatec-mantido-pedido-cpi-ongs


Trecho: No início de abril, a CPI aprovou requerimento do senador Heráclito Fortes (DEM-PI) que pediu a quebra de sigilo de quatro entidades ligadas ao MST - Movimentos dos Sem-Terra. Entre elas, o Cepatec. Segundo a entidade, a quebra dos sigilos foi determinada sem fundamentação válida e concreta, apenas com base em reportagens de jornais.


O "Blog do Partido Comunista Brasileiro - PCB - Minas Gerais" abriga um artigo do João Pedro Stédile sobre o Jornal Brasil de Fato. Stédile do MST está convidando os comunistas a ajudar e fazer a assinatura do jornal, entre outras coisas.


Dúvidas sobre a Sociedade Editorial Brasil de Fato existem desde 2005, pelo menos.


Álvaro Dias faz nova convocação para depoimento sobre verbas para reforma agrária

http://www.direito2.com.br/asen/2005/mai/24/alvaro-dias-faz-nova-convocacao-para-depoimento-sobre-verbas-para


Durante a reunião, os deputados Ônix Lorenzoni (PFL-RS) e Abelardo Lupion (PFL-PR) apresentaram requerimentos em que solicitam informações sobre as movimentações bancárias de todos os convocados, dos gerentes das agências bancárias onde ocorreram as movimentações das contas, da Gráfica e Editora Peres e da Sociedade Editorial Brasil de Fato, esta ligada ao MST. Também requisitaram informações sobre a movimentação bancária feita pela integrante da Anca Gislei Siqueira Knierin.


CPI da Terra investiga uso de recurso público

http://www1.an.com.br/2005/jun/03/0ger.htm


Brasília - A CPI da Terra pretende investigar a suspeita de que recursos públicos destinados à reforma agrária teriam sido usados para financiar campanhas de políticos do PT. Ontem, foi apresentado na CPI requerimento para a quebra de sigilo bancário de duas empresas que teriam doado dinheiro a políticos e que receberam recursos de entidades beneficiadas por verbas federais para projetos em assentamentos de terra.


As empresas são a Gráfica Editora Peres e Sociedade Editorial Brasil de Fato. Conforme levantamento divulgado por parlamentares da CPI, as duas empresas receberam dinheiro da Associação Nacional de Cooperação Agrícola (Anca) e da Confederação das Cooperativas de Reforma Agrária do Brasil (Concrab), beneficiada por verbas públicas.


Ao rastrear os recursos que saem da Anca e da Concrab, os parlamentares querem saber a origem das verbas que vão parar nas contas da Gráfica Editora Peres e Sociedade Editorial Brasil de Fato.


Identificando a origem, a CPI pretende, então, saber o destino do dinheiro e investigar se os recursos públicos foram desviados para campanhas políticas.


A suspeita começou a ser levantada depois de serem obtidos dados da quebra de sigilo bancário da Anca e da Concrab. Com base nesses dados, os técnicos da CPI verificaram que parte do dinheiro das entidades foi parar nas duas empresas. Segundo os parlamentares, nas prestações de contas de campanha de políticos cujos nomes não foram revelados estão doações das empresas. O requerimento de quebra de sigilo das editoras apresentado ontem por parlamentares deverá ser votado na próxima quarta-feira.


Na audiência de ontem, o deputado Abelardo Lupion (PFL-PR), integrante da bancada ruralista, divulgou dados da quebra de sigilo bancário ao tomar o depoimento do ex-secretário-executivo da Anca José Trevisol. De acordo com esses dados, parte do dinheiro de convênios firmados com o governo federal teve destino incerto, tendo sido repassado a office-boys da Anca e da Concrab por meio de cheques nominais.


Em resumo, é o seguinte: uma ONG (ANCA) é a proprietária de diversos endereços de internet onde temos "hospedados" diversos sites, um deles de uma empresa de mídia eletrônica e tradicional que tem o homem do MST no Conselho Políitico e este, João Pedro Stédile, escreve artigos na internet pedindo que vermelhos assinem (e paguem, claro) o jornal da mesma. Outro site "hospedado" é o do MST - Movimento dos Trabalhadores Sem-terra, que não precisa de comentários. A ANCA foi investigada, teve conta bloqueada, e está ou esteve na alça de mira do Congresso por supostos relacionamentos $$ estranhos $$ com o MST. A CEPATEC também está no mesmo barco. Todos "juntos" afirmando que uma entidade com seis pessoas são um risco para a nova América Latina. Assim como Honduras que, como no artigo anterior, é uma país onde onde reina impecável o IMPÉRIO DAS LEIS.


É o projeto desta gente que a UnoAmérica ameaça.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Guerra civil ainda encabulada, por Paulo Brossard*

Fonte: ZERO HORA
21 de setembro de 2009

Faz algum tempo, em entrevista à Bandeirantes, em São Paulo, a uma pergunta dos entrevistadores respondi que não fazia previsões, embora alimentasse apreensões, o que levou um deles a indagar se me referia ao MST; “também” foi a resposta; “então há outros?”. E, diante da resposta afirmativa, perguntou se podia mencioná-los, ao que aditei, exemplificativamente, sistema hospitalar, penitenciário, policial, a favelização das grandes cidades e suas ligações com o tráfico, entre outros. Os dias se passaram e, infelizmente, as minhas apreensões não foram infirmadas. Estou a lembrar-me do fato acompanhando notícias recentes daqui e de longe. Ao que se diz, 16 ônibus empregados no transporte coletivo foram incendiados na capital da Bahia, nove postos policiais militares destruídos, 10 mortes e 20 presos. Por quê? Em reação a medidas comuns da administração no sentido de transferir condenados, em razão de tráfico de drogas, de uma prisão para outra de maior segurança; este fato, até então curial, teria motivado a reação violenta e as ameaças difundidas resultaram na solidariedade de pessoas ligadas ao mesmo ofício, umas condenadas, outras não.

Os fatos foram largamente divulgados. E, qualquer que seja o nome que se der a eles, a inegável realidade é que a nação presencia o conflito rude e aberto entre entidades sem face e o poder público, com a singularidade delas armam-se contra o Estado, cuja ação, até ontem havida como normal, é questionada em termos belicosos. A autoridade timorata, de um lado, de outro uma entidade sem existência legal, usando a linguagem das armas. Até onde sei, trata-se de uma modalidade de guerra civil. Ou será exagero meu?

Fato semelhante foi bosquejado pelo MST, que, para significar sua divergência com o governo, projetou invadir propriedades “produtivas”. Mês passado, a mesma entidade anunciou movimento de âmbito nacional de invasões e no dia e na hora marcados, exibindo seu poder e sua disciplina militar, realizou a tarefa anunciada em 10 Estados, metade do Brasil; o Ministério da Fazenda e prédios públicos foram os preferidos. O novo plano é refinado. Não alega que as invasões serão em terras ditas “improdutivas”, mas, às claras, em propriedades “produtivas”. É o requinte. Em geral as propriedades invadidas são produtivas e algumas modelarmente produtivas, como as destinadas a aprimoramento seletivo de espécies vegetais, selvagemente destruídas, agora, para proclamar o dogma de que a ilicitude não tem limites, a insolência chega ao ponto de afiançar que as invasões visarão às propriedades “produtivas”. Sempre me chamou a atenção o rigor técnico, senão científico, do movimento desde o início, quando começou alterando o dicionário, chamando de “ocupação pacífica” o que a lei denominava “esbulho” ou “invasão”. Graças a essa “camuflagem”, invadiu o que quis sem dizer que invadia; usou outro nome. Agora, quando a invasão já não assusta ninguém, tão familiar se tornou ou, a entidade que, faz anos, promove invasões, chega ao requinte de afirmar, à face do Estado, que atingirá as propriedades “produtivas”, seguindo a regra de dois passos à frente e um passo para trás.

Dizem os jornais da semana finda que nenhuma reparação tiveram as muitas vítimas de invasões que têm se sucedido e, por isso mesmo, têm se repetido monotonamente, porque entre o invasor e o invadido o poder público não consegue distinguir um do outro. Ora, faz mais de século, escreveu Rui Barbosa que “cada atentado que se tolera à desordem, é um novo alimento que se lhe ministra. A fera não se desafaz de devorar, devorando. Nas presas menores se lhe aguça o apetite das maiores. Não reagindo em defesa dos particulares, o poder abandona a da Sociedade”.

Agora se diz que as repartições invadidas pelo MST foram depredadas e roubados instrumentos seus, que o Incra pretende identificar os invasores ligados à terra e os alheios a ela. Não sei se o fará ou se poderá proceder à discriminação. Se o fizer, ainda que tardiamente, será um começo. Ou continuará a não ver o que entra pelos olhos de um cego. Fico por aqui. Sinalando a gravidade de situações a que chegamos, nada menos que uma guerra civil encabulada ou mascarada para praticar a coisa sem dar-lhe o nome.

*JURISTA, MINISTRO APOSENTADO DO STF

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Caderno de anotações revela estratégias do MST

Fonte: ZERO HORA
21/09/2009


Encontrado no Incra, diário mostra o pensamento dos sem-terra sobre morte de companheiro


Humberto Trezzi e Maicon Bock


No dia em que a morte do sem-terra Elton Brum da Silva completa um mês, Zero Hora revela trechos de mais um caderno com anotações do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), que mostram as estratégias adotadas pela organização após o episódio.


Um novo caderno com anotações do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), encontrado na sede desocupada do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) na semana passada, revela o pensamento dos sem-terra sobre a morte de um companheiro. Em um dos trecho das anotações, o movimento pondera a necessidade de afastar o superintendente do Incra no Estado, Mozar Dietrich.


Jogado em uma lata de lixo no estacionamento do Incra, o caderno escolar com 26 páginas escritas à mão também permite que a sociedade conheça o que o movimento pensa sobre assuntos estratégicos. Pelo conteúdo revelado, percebe-se que o MST buscou capitalizar politicamente a morte do seu militante Elton Brum da Silva. O sem-terra foi morto há exatamente um mês com um tiro de espingarda disparado por um PM, na desocupação da Fazenda Southall, em São Gabriel. Embora lamente o episódio, pela dificuldade que o trauma acarretará no recrutamento de militantes, o autor comemora a repercussão.


— Assunto é o morto e ponto. Demos uma boa aquecida agora — escreveu o integrante do MST responsável pelos registros, encontrados por Zero Hora logo após a saída dos mais de 600 sem-terra do prédio invadido no dia 8 de setembro.


As anotações são tão claras que deixam margem para a suspeita de que o MST manda recados via cadernos abandonados. As anotações são metódicas e dogmáticas. O caderno mostra como os líderes planejam as estratégias de enfrentamento com as autoridades, como avaliam os saldos positivo e negativo da morte do acampado de Canguçu.


Ex-ouvidor agrário não acredita que escritos sejam abandonados de propósito


O achado detalha a invasão do Incra, que teria como principal objetivo desgastar e provocar a demissão do superintendente regional, Mozar Dietrich — um antigo aliado do MST — por posição contrária à criação de novos assentamentos no Rio Grande do Sul. Os escritos evidenciam ainda que a organização teme ficar isolada na sociedade. Em 15 páginas, os sem-terra constatam que sofrem “grande isolamento na sociedade e na esquerda”, mas que a morte do companheiro possibilitou a reabertura de diálogo com as autoridades ao dar nova visibilidade ao movimento.


Desde 2002, esta é pela menos a quarta vez que escritos do movimento vêm à tona. Em 8 de maio de 2008, por exemplo, logo após depredar a Southall, militantes deixaram para trás quatro cadernos preenchidos a caneta. Eram atas que revelavam o cotidiano na invasão. Em revistas nas escolas itinerantes do MST, promotores também encontraram manuais nos quais as crianças recebem uma noção positiva das invasões e aprendem que fazendeiros e policiais são inimigos.


Um dos que não se surpreende com o teor do caderno encontrado esta semana é o ex-ouvidor agrário do governo estadual Adão Paiani. Ele testemunhou em 2008 a apreensão de diários semelhantes, logo após o MST deixar a fazenda Southall. O então ouvidor denunciou atrocidades cometidas pelos sem-terra contra animais da fazenda, mas nem por isso caiu em desgraça junto ao MST, já que foi um dos primeiros a protestar contra a morte a tiro do sem-terra Elton Brum, no que qualificou de “ação desastrosa” da BM. Paiani acha pouco provável que tais cadernos sejam abandonados de propósito ou que sejam plantados por inimigos dos sem-terra.


— Cadernos como esses fazem parte do cotidiano do MST. É assim que eles enxergam a sociedade. O uso político da morte do sem-terra é uma barbaridade, mas não me surpreende — pondera.


Investigadores mantêm em sigilo o nome de PM que atirou em sem-terra


Procurador-geral de Justiça na época em que cadernos foram encontrados na fazenda Southall, Mauro Renner se diz espantado com o teor dos manuscritos achados no Incra:


— Por outro lado, não podemos afastar a hipótese da contra-informação, para prejudicar o movimento.


O caderno mostra que o MST programou uma série de protestos pela perda do companheiro. Foram planejadas 11 manifestações em nove municípios, das quais oito teriam sido realizadas.


Após um mês, a morte do sem-terra ainda está sob investigação na BM e na Polícia Civil. A Delegacia de São Gabriel pretende concluir o inquérito esta semana. O autor dos disparos já foi identificado, mas os policiais mantêm o nome em sigilo.


O MST foi procurado por ZH para comentar o achado, mas não respondeu às tentativas.


“O assunto é o morto”


Vítima de um tiro de espingarda calibre 12 desferido por um policial militar em confronto na desocupação da Fazenda Southall, em São Gabriel, o sem-terra Elton Brum da Silva, 44 anos, é o assunto que domina a primeira parte dos registros.


Os sem-terra constatam que sofrem “grande isolamento na sociedade e na esquerda”, mas que a morte do companheiro possibilitou a reabertura de diálogo com as autoridades ao dar nova visibilidade ao movimento.


Eles ponderam que o saldo da morte é positivo para o movimento político, mas ruim para atrair novos militantes. Simpatizantes poderiam deixar de ingressar no MST por receio do risco envolvido nos confrontos.


A tática de invasão


Em pleno feriado da Independência, nova reunião do MST, preparativa para a invasão do Incra, que ocorreria no dia seguinte, e das fazendas Santa Marta e Santa Helena, um dia depois. As propriedades formam um grupo de propriedades da família Antoniazzi, em São Gabriel, que seriam desapropriadas, mas que o Incra voltou atrás.


No caso do prédio do Incra, os invasores dividiram a ação em três momentos. Primeiro ficar no pátio, depois invadir o edifício e, por fim, trancar a entrada dos funcionários.


“Demissão de Mozar”


No caderno, o MST enumera os pontos a serem reivindicados com as ações: a retomada das negociações para a desapropriação de 7 mil hectares das fazendas da família Antoniazzi, onde, segundo eles, podem ser assentadas cerca de 400 famílias. Outro ponto crucial citado nas anotações é cobrar do governo federal nova portaria para alterar os índices de produtividade para avaliação de propriedades para reforma agrária. No caso específico do Incra, o principal objetivo é desgastar e provocar a demissão do seu superintendente regional, Mozar Dietrich, contrário à criação de novos assentamentos no Rio Grande do Sul.


“Despejo: é melhor cenário”


Em um trecho, os sem-terra avaliam que “despejo: é melhor cenário” para a sair do prédio, indicando que o confronto ajudaria a dar mais visibilidade. Entretanto, outra possibilidade cogitada era se “acorrentar nas grades”, em caso de ação de execução de reintegração de posse. No caderno, a segunda alternativa está riscada à caneta, o que pode indicar que a proposta não teria sido acatada pela maioria dos líderes presentes à reunião.


Os protagonistas


Na reunião preparatória de 7 de setembro foram definidos, ainda, o número de integrantes que participariam da invasão e os responsáveis por atividades como falar com a imprensa, formação dos militantes, aulas para crianças, infraestrutura e alimentação. A relação, em que consta pelo menos 17 nomes de integrantes do MST, pode ajudar a Polícia Federal a identificar os responsáveis pela invasão, uma vez que não houve identificação durante a desocupação, ocorrida na terça-feira passada.


“Linha de imprensa


Além de designar Sílvio dos Santos, da coordenação estadual do MST, como porta-voz da invasão ao Incra, os sem-terra enumeram os temas que não devem ser esquecidos nos contatos com jornalistas. Os temas são a necessidade de assentar 2 mil famílias acampadas pelo Estado, a retomada do processo de desapropriação das terras dos Antoniazzi e a discussão dos índices de produtividade.



ZERO HORA




quinta-feira, 9 de abril de 2009

MP X SEM-TERRA - “Se estou sozinho, estou errado”

ZERO HORA
09 de abril de 2009

Entrevista: Gilberto Thums, PROCURADOR DE JUSTIÇA


Um dia depois de admitir a possibilidade de mudar a sua opinião a respeito do funcionamento das escolas itinerantes, o procurador Gilberto Thums conversou com Zero Hora e com a Rádio Gaúcha. A seguir, a síntese das entrevistas:

Pergunta – O que fez o senhor mudar de ideia em relação ao fechamento das escolas itinerantes?

Gilberto Thums
 – O problema é que no momento há um caldeirão fervendo. Existe pressão de todos os lados. Inclusive da área técnica do MEC dizendo que as escolas têm uma função importante e que existe a possibilidade de um ensino diferenciado. Dizendo que a visão do MP é radical e que estamos em conluio com o governo estadual. Achei de bom senso que uma comissão de promotores que são neutros, ligados à Infância e Juventude para que esse termo fosse revisto.

Pergunta – O que fez o senhor se sensibilizar e concordar em buscar um meio-termo?

Thums
 – Ouvi a fala da professora do Conselho Estadual de Educação, os discursos das deputadas (ambas do PT) Stela Farias e Marisa Formolo. A deputada Mariza disse que mais triste do que não ter educação de qualidade é não ter direito à educação. Essa frase para mim foi impactante. Fiquei bastante tempo pensando nela. Então, ninguém pode ser tão radical. Todo radicalismo extremado leva à irracionalidade.

Pergunta – Não é pior as crianças não frequentarem nenhuma escola?

Thums
 – Frequentar escola do MST e não frequentar nenhuma dá na mesma. Igual não há controle. Ninguém sabe quantos dias as crianças frequentam a escola, ninguém conhece o programa mínimo que ela recebe na escola. Honestamente, vai mudar muito pouco.

Pergunta – Por que o senhor está tirando o time de campo?

Thums
 – É uma posição suicida. É de extrema antipatia. Sou demonizado em todos os sites do mundo relacionados com o MST. Não tenho apoio do Ministério Público em geral no país inteiro. Então, se eu estou sozinho, estou chegando à conclusão de que estou errado. A pressão é muito forte.

Pergunta – Inclusive no Ministério Público?

Thums –
 Não, aqui eu tenho plena liberdade. O problema é que a minha posição é antipática, de grande desgaste da instituição.

Pergunta – Que pressões há sobre o Ministério Público?

Thums
 – O que mais me chocou foi, no final do ano, uma moção de repúdio pelo grupo de promotores ligados aos direitos humanos, afirmando que a atuação do MP estaria violando direitos. É claro que eles não sabem o que está se tratando.

Pergunta – O senhor decidiu se afastar por pedido da nova procuradora-geral?

Thums – 
Não, ela não me pediu nada. Mas meu comportamento tem a ver com o discurso da Simone, no sentido de apaziguamento. Estou sensibilizado pelo momento da administração do Ministério Público porque já são muitos os problemas.

Pergunta – Que pressões o senhor recebe de outras instituições?

Thums
 – Estou sendo minado por todos os lados. Sofro pressão até nas universidades, até dos intelectuais. Estou sendo demonizado em todos os sites da rede mundial, inclusive internacionais. Tenho de rever essas coisas. Uma pessoa não pode achar que só ela está certa e o mundo errado. De repente, então, estou errado. Coloquei meu nome no google e tem mais de 150 mil ocorrências, inclusive em sites religiosos. A minha fotografia é colocada ao lado de Hitler. São coisas que só me desgastam.

Pergunta – O senhor se sente ameaçado?

Thums
 – Estou recebendo muitos sinais fortes. Tudo que falo com as pessoas em off pelo telefone está sendo gravado. Recebo mensagens de voz com as gravações da minha própria conversa. Recebi cinco mensagens. Aconteceu também de uma pessoa jogar o carro contra mim enquanto estava fazendo as minhas corridas. Na hora, achei que fosse um louco. Depois que passou o susto, fiquei pensando a que se deve isso. Talvez eu esteja com paranoia, mas muitas coisas estão mudando na minha rotina diária.

Pergunta – O senhor imaginou que a sua sugestão de fechar as escolas traria tanto problema?

Thums
 – Eu imaginei que os pais matriculariam seus filhos em escolas públicas. A gente não avaliou o poder do movimento. O movimento é mais forte do que qualquer instituição. Eu não imaginaria que eles iriam mesmo enfrentar essa decisão. Tenho a impressão de que, no futuro, vão me dar razão, vão reconhecer que eu não era tão louco assim.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Temos mais um Bolsonaro macho!!!

Deputado Estadual Flávio Bolsonaro (PP/RJ) impede aprovação de Medalha Tiradentes ao MST oferecida pelo Deputado Estadual Paulo Ramos (PDT/RJ).

Reparem no seguinte, que é a forma de ver o mundo dos revolucionários que, por definição, são doentes sociais/espirituais, senão também mentais: a REVOLUÇÃO, segundo eles, é santificadora, redentora, trará a JUSTIÇA para o planeta, quiçá o UNIVERSO inteiro. Pergunto: 

QUANDO OS REVOLUCIONÁRIOS APRESENTARÃO POR ESCRITO SUAS PROPOSTAS PARA QUE A POPULAÇÃO POSSA ANALISÁ-LAS? 

Tenho certeza que a resposta é NUNCA!!! 

Assistam o vídeo do PT, SOCIALISMO PETISTA. É exatamente desta forma que sempre agiram, agem e agirão. Em determinado momento a moça bonitinha diz que o SOCIALISMO PETISTA será feito "ao longo do tempo" e que o PT não tem apenas UMA DEFINIÇÃO do que seria seu Socialismo... Coisa boa, não? É trocar 6 por ABSOLUTAMENTE NADA!!! 

Jogar fora tudo que existe para colocar no lugar o que nasceu de meia dúzia de cabeças é PREPOTÊNCIA demais destes senhores, não acham? Eles pensam que são arquitetos de sociedades, que sabem como fazer uma sociedade perfeita ou muito próxima disto, com certeza (certeza deles, óbvio) melhor do que a existente. Mas nunca se abstém de mamar fundo nas tetas que lhes aparecem, nunca fogem de seus salários magnânimos em nome do "proletariado", nunca são vistos em botecos sem câmeras de televisão ao redor perguntando ao povo sofrido o que eles querem de fato.

Querem nos impor que de seus cérebros sairá uma sociedade melhor mas jamais alguém viu um projeto revolucionário no papel. Eles dizem que após a REVOLUÇÃO as coisas vão ser re-criadas através do DEBATE com a sociedade, através do DIÁLOGO entre as pessoas. Isto significa o seguinte:

1. agindo desta forma JAMAIS poderíamos dizer aos revolucionários que o PROJETO deles deu errado. Eles vão dizer quando a m*r*a cair no ventilador que a culpa é dos americanos, do custo da bata frita ou dos marcianos. Sempre foi assim, sempre será. Cuba não fala até hoje que a culpa da miséria de seu povo é o embargo americano? Mas ora, se você faz um revolução CONTRA o imperialismo capitalista, porque raios a DITADURA CUBANA quereria negociar qualquer coisa que seja com os agentes do maldito imperialismo capitalista? Por que quereriam as benesses que SÓ O MERCADO PODE TRAZER se a revolução socialista/comunista é CONTRA o que/quem é do mercado? 

2. jogar fora o que existe para depois implantar um projeto que não existe em lugar algum no lugar é o mesmo que demolir a própria casa e só depois dela estar no chão começar a PROJETAR a nova com o engenheiro, o arquiteto, o pedreiro. Até lá você fica na rua ou mora de aluguel, de improviso na casa de um amigo. Você aceitaria um projeto assim para sua nova casa? Se uma empresa de construção civil te apresentar tal idéia, de começar a construir sua nova casa sem te mostrar projeto, sem te dizer o tamanho de sua casa, quantos quartos ela terá, onde ficarão as janelas, se vai ter garagem, você aceitaria? Você sequer acreditaria na propalada (por ela mesma, a empresa, claro) imensa competência desta empresa de construção civil se ela não te mostrar nada NO PAPEL e nem tiver construído casa alguma antes, ou ainda pior: se toda experiência que a empresa teve acabou em COLAPSO TOTAL, COMPLETO E IRRESTRITO, exatamente o INVERSO do que ele vende (propaganda)? E se ainda por cima esta empresa disser que você deve participar do projeto da casa, mesmo que você não faça a menor idéia sobre como se assenta um muro, podendo inclusive ser responsabilizado pelo insucesso do mesmo caso seja este o resultado? Só que no socialismo/comunismo/satanismo se você for responsabilizado pelo insucesso ou for percebido como contrário ao sucesso (na cabeça deles, óbvio) você vai para o PAREDÃO. Se limpar de sua sujeira nos outros é CAUSA PÉTREA das revoluções. Não vivem se matando uns aos outros, os revolucionários? Se você paralisa a geração de riqueza não vai ter comida para todo mundo ou vocês não sabem disto? Matar é PARTE da revolução que desmonta um país, tem que ser assim. Mata-se até ficar certa quantidade de escravos que darão a BOA VIDA que todo revolucionário desfruta depois da revolução. Quem faz revolução é a classe chamada por Olavo de Carvalho de BUROCRACIA VIRTUAL e ela não está nem aí para as outras classes. São os eleitos, se vêem assim. Doença social/espiritual/mental são as classificações exatas de pessoas assim.


Coordenadoria Latino-Americana de Organizações do Campo (CLOC)



CARLOS AZAMBUJA | 26 MARÇO 2009


Ocupação de espaços na sociedade, fomentar a luta de classes, criar atos de desobediência civil e se preparar para uma luta armada. Esses são alguns pontos dos “cursos de capacitação de militantes”, ministrados para integrantes do MST.

Cavaleiro do Templo: leiam estes artigos (AQUI e AQUI) para mais informações sobre a estratégia de dominação comunista destes movimentos no Brasil. 


Os cursos de capacitação de militantes de base do Cone Sul são realizados, de forma periódica, a partir de uma parceria entre o MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra) e a CLOC (Coordenadoria Latino-Americana de Organizações do Campo). Uma das versões desses cursos, o que foi realizado em 1999 na Chácara São Francisco em Sidrolândia, antigo seminário cuidado por dois padres capuchinhos, chegou a ser documentada em uma série de reportagens publicadas no jornal O Estado de São Paulo.


Uma característica comum a todos os cursos é o trabalho ideológico feito junto aos militantes. A ocupação da terra para nela trabalhar já não é a questão principal.


Ocupação de espaços na sociedade, fomentar a luta de classes, criar atos de desobediência civil e se preparar para uma luta armada. Esses são alguns pontos dos “cursos de capacitação de militantes”, ministrados para integrantes do MST. Esses itens foram tirados de uma das apostilas utilizadas no 5º curso de capacitação de militantes de base do Cone Sul, realizado entre os dias 20 de abril e 17 de maio de 2002 na Chácara dos Padres Palotinos, em Glória de Dourados. Os cursos são para militantes do Brasil, Paraguai, Argentina, Chile e Bolívia. Os instrutores são brasileiros e estrangeiros.


As apostilas, todas elaboradas em espanhol pelo MST e pela CLOC, abrangem temas como relações internacionais, história da luta por terras em diversos países, introdução à filosofia, comunicação popular, economia política, entre outros.


Um dos assuntos do curso foi intitulado “Os desafios atuais do MST”, e na apostila se coloca a necessidade de ocupação de espaços cada vez maiores na sociedade como base de mudança estrutural. “A ocupação de espaço deixa de ser uma ação oportunista para se transformar em uma atitude revolucionária”, pode-se ler na introdução do tema.


Uma das indicações do curso é sobre a forma de ocupar espaços na sociedade. “A sociedade não é algo abstrato nem tampouco se compõe só de pessoas. A sociedade é algo concreto, que se organiza no tempo e no espaço, com pessoas, estruturas, normas, valores e culturas. Por isso quando falamos em ocupar espaços devemos especificar que lugar é esse e de que maneira se pode fazer isso sem ferir a sociedade. Primeiramente ganhando a sua simpatia e, num segundo momento, garantindo a sua participação”, afirmam os instrutores.


Quando se fala em guerrilha não existe exagero. Durante o curso os militantes aprendem que é necessário retomar a discussão sobre um “projeto nacional que se contraponha ao projeto de globalização, formule novas táticas para desenvolver a luta de classes no país e termine com a ilusão de democracia social de mudar as estruturas apenas com a via eleitoral”. O que está sendo proposto, na realidade, é a ruptura com o sistema democrático e mudanças através de um sistema revolucionário.


Uma das táticas aprendidas pelos militantes durante o curso são as formas de lutar para mudança ou alteração das leis. Segundo a apostila, uma das formas eficientes é a desobediência civil. “Quando as leis são feitas para garantir o privilégio de uma minoria... devem ser desobedecidas”. Para que isso possa acontecer o que se propõe são invasões para “garantir” a manutenção de direitos. São dados exemplos como o da educação. A proposta é, se não existem vagas numa determinada escola para todas as crianças, os pais devem ocupar a escola e só desocupá-la quando as vagas estiverem garantidas. O mesmo é proposto com relação à saúde, com a ocupação de postos de saúde.


Os militantes aprendem durante o curso que a população, pouco a pouco, deve se organizar, se transformar numa “força organizada” para atingir seus objetivos. “A composição dessa força se dará através da expressão orgânica que essa organização adquire, podendo se manifestar na forma de partido, organização política, exército ou frente de diversas forças que buscam os mesmos objetivos”.


Esses objetivos são detalhados um pouco mais adiante, na apostila. “O verdadeiro princípio das forças de transformação estão nas massas organizadas, que devem seguir e formular a teoria revolucionária para que esse grande movimento social possa realizar a revolução”.


Para que os militantes possam ter uma base melhor de entendimento dos preceitos ministrados pelos instrutores, uma das disciplinas do curso é denominada “Princípios da teoria revolucionária e científica”, onde se estuda, basicamente, a teoria marxista.


Na apostila eles deixam claro que “o marxismo é a ciência da história” e como tal se desenvolveu através de novas perspectivas criadas a partir dos acontecimentos verificados no último século. Eles citam três autores que teriam contribuído para a evolução do marxismo no Brasil: Florestan FernandesDarcy Ribeiro e Paulo Freire.


“Esses companheiros tiveram a coragem de avançar o marxismo de acordo com a nossa realidade no campo da sociologia, pedagogia e antropologia”, afirma.


A apostila é encerrada com um pensamento. “Se alguém disser que esses espaços não devem ser ocupados por nossa organização porque esses temas não nos competem, diremos, sem medo de nos equivocar: os audazes sempre prevalecem sobre os medrosos”.


“Es justo en este momento que se hace elemental retomar la discusión sobre cuestión del proyecto nacional que se contraponga al proyecto globalizador formule nuevas tácticas para desarrollar la lucha de clases en el país y termine con la ilusión demócrata social de luchar por el cambio solo por vía electoral”.


La población debe acostumbrarse a ser desobediente, siempre que sienta que sus derechos están siendo amenazados o negados. Como ejemplo podemos citar la educación. El gobierno garantiza que la educación debe ser gratuita y obligatoria, pero los padres de familia no encuentran lugares en las escuelas”.


Para que os trabalhadores tenham um incentivo cada vez maior para as ações, o sentimento deve ultrapassar ao da própria necessidade de terra para trabalhar. O sentimento deve chegar a um ponto quase religioso. Para isso é trabalhada, durante os cursos, a questão da “mística” do MST. Ali aprenderam que, “na Mística, os símbolos desempenham o papel de guias que representam o esforço coletivo; não são mitos, são reais e, por isso, cantar o Hino (Nacional) com os punhos fechados não é um simples gesto, representa desobediência à ordem estabelecida”. A bandeira e a foice são os principais símbolos do MST e devem ser exibidos com orgulho e destaque nas caminhadas, ocupações de prédios públicos, marchas, acampamentos e invasões de terra. “A militância precisa de um templo que consolide seu caráter e o compromisso com os ideais de uma nova sociedade: a mística tem essa função!”


Somados à CONTAG (Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura), à CUT (Central Única dos Trabalhadores), ao Partido dos Trabalhadores (PT), e valendo-se do apoio de entidades religiosas “úteis” como a CPT (Comissão Pastoral da Terra), da Igreja Católica, além de múltiplas ONGs (Organizações Não-Governamentais) nacionais e estrangeiras, dinheiro não é nem será problema para bloquear estradas, promover invasões, ocupações e acampamentos em todo o País, sob o comando da Coordenação–Geral. Dinheiro doado pelo próprio governo, a meta é a tomada do poder. Ou, como todos os documentos do MST são finalizados, “Até a vitória, sempre”.


 
Fonte: Folha do Povo – Campo Grande/MS – 22 novembro 2005


terça-feira, 24 de março de 2009

MST e a transição socialista

WSCOM - O  Jornal Eletrônico do Nordeste

Ipojuca Pontes

ipojuca@wscom.com.br | Cineasta, jornalista e autor do livro “Politicamente Corretíssimos”.

Ao contrário do que se deixa entrever, o farto apoio e a ampla cobertura econômica, política, moral e institucional que o governo Lula presta ao MST não são fatos aleatórios: eles fazem parte do projeto de “transição para o socialismo” arquitetado pelo Foro de São Paulo, entidade representativa de organizações esquerdistas transnacionais, fundada pelo próprio Lula e Fidel Castro, em 1990, com o objetivo de articular a “retomada na América Latina do que foi perdido no Leste Europeu”. (Quem por ventura duvidar do aqui exposto, basta entrar no site “Mídia Sem Mascara” e consultar as atas oficiais da referida entidade).

À época, o dito Foro congregava em reunião na capital paulista cerca de 300 organizações de esquerda (entre elas, o PT, as Farc e a Igreja da Teologia da Libertação, “mãe espiritual” do MST). O próprio Fidel Castro, em pessoa, durante a posse de Collor de Mello, tramou com o ex-metalúrgico o avanço estratégico das forças comunistas (radicais ou não) em toda América Latina, a começar pelo campo.

A maneira ambígua de como o governo Lula trata o Movimento dos Sem Terra (MST), braço armado do projeto FSP, é também atitude premeditada: sem retoques, ela reedita a plena execução da velha tática bolchevique do “morde e sopra”, adotada contra o governo Kerenski no golpe pela completa tomada do poder, na Rússia, em 1917.

Assim, quando o “comissário” Tarso Genro, ministro da Justiça, considera que os quatro assassinatos cometidos em duas fazendas no interior de Pernambuco pelos líderes do MST, não passa de ação “arrojada”, e o presidente Lula, em contraposição, diz que, diante das mortes, “a afirmação de legitima defesa” alegada pelo movimento revolucionário é simplesmente “inaceitável” - não há aí nenhuma contradição: tudo se encadeia no jogo de cena para se estabelecer o caos e confundir a opinião pública. Quem é do ramo, sabe.

Imaginemos a seguinte situação: um grupo de sujeitos tidos como de “direita”, pertencente a um hipotético Movimento dos Sem Dinheiro (MSD), ganha passagens do erário público, viaja à Brasília e adentra o Ministério da Justiça. Lá, uma vez no gabinete ministerial, um dos membros do grupo dá uns bofetões na cara de Tarso Genro e toma a sua carteira.

Enquanto ocorre a agressão, em outro ministério, o da Fazenda, Guido Mantega, eufórico, libera polpudas verbas para o Movimento dos Sem Dinheiro, via ONGs e associações “legais” – visto que, tal como o MST, o MSD não tem personalidade jurídica e nem pode receber recursos diretos do governo.

Pergunta-se: como reagiria o comissário Tarso Genro diante de tais acontecimentos? Diria que tudo não passa de atitude mais “arrojada” de um bando de pobres excluídos? Ou de tratar-se tão somente da necessária mobilização de “segmento da sociedade” empenhado em restabelecer justiça social?

Qualquer analista consciente sabe que a reforma agrária nunca foi o objetivo do MST. De fato, muito além de mero pretexto para espoliar (com voracidade) os cofres públicos, o espetáculo sangrento das invasões de terras tem por meta primordial destruir a propriedade privada, cerne do capitalismo. Assim, desde sempre, seguindo programa traçado pelo Foro de São Paulo, o que pretende João Pedro Stedile, líder do terror vermelho, é, como ele próprio confessa, confrontar o agronegócio, os transgênicos e o reflorestamento – para não falar nos bancos e nas empresas estrangeiras atuantes no País.

No entanto, um dado escandaloso se abate sobre o fenômeno: ao se reportar à ação criminosa do exército paramilitar do MST, a mídia brasileira, na sua quase totalidade, procurando esconder da opinião pública o óbvio ululante nunca revela ao leitor o que se opera por trás das sucessivas invasões. Para ela, segundo se depreende da opinião dos seus editoriais, o avanço da programada violência rural pelas tropas do MST, a demonstrar a clara ameaça de comunistização do País, não passa de soma de acidentes isolados, ainda que nocivos, sem vínculos com a vontade de um governo que – opina - apenas concilia “alianças políticas e ideológicas ecléticas”.

Tomemos, por exemplo, a leitura do editorial do “O Globo”, na sua edição de 03/03/09. Nele, por questão de afinidade ideológica, o jornal prefere encarar o avançado processo de transição para o socialismo, detonado primordialmente pela ação das esquerdas dentro da máquina do Estado, como simples questão de “má interpretação” do presidente engajado.

Neste andamento, depois de chamar a atenção para o contraditório depoimento de Lula sobre o assassinato dos quatro seguranças, em que o mandatário a um só tempo elogia e crítica a ação do MST, o jornal pondera em tom de alvíssaras que o ex-metalúrgico “pelo menos fez aquilo que os ministros - Tarso Genro, da Justiça; e Guilherme Cassel, do Desenvolvimento Agrário – deveriam ter feito, e de forma enfática” . Isto é, “O Globo” livra a cara de Lula pelo que ele considera “inaceitável”, mas não traduz em ação: ou seja, suspender a doação do dinheiro público e mandar processar e combater o bando paramilitar com os rigores da lei e da força da Polícia Federal.

No mesmo editorial, avaliando o repasse de verbas para o braço armado do processo revolucionária em andamento, “O Globo” observa, cheio de pudores: “Não surpreende, mas assusta, que Guilherme Cassel e Dilma Rousseff defendam, priori, a legalidade dos repasses, sem que haja uma investigação séria e isenta dos destino dos milhões liberados para entidades usadas como laranjas pelo MST”.

Muito sonoro e ponderado, já se vê, mas por que “O Globo” não denuncia à opinião pública o projeto maquiavélico do Foro de São Paulo, a programar periodicamente metas da violência revolucionária no campo e, de forma camuflada, dentro do próprio aparelho do Estado, tomado ministerialmente pelos seus filiados?

Por muito menos Roberto Marinho, em 1964, consciente do perigo, combateu firmemente o desgoverno Jango, cem vezes menos ameaçador do que o levado adiante hoje por Lula da Silva, o manhoso criador (ao lado de Fidel Castro) do Foro totalitário.

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".