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terça-feira, 22 de setembro de 2009

Índios vivem em condições precárias no AM - mas o Exército está salvando a Pátria, mais uma vez...

Fonte: JORNAL NACIONAL

edição do dia 21/09/2009



É um lugar onde os níveis de mortalidade infantil são iguais aos dos países mais pobres da África. Nem os programas sociais mais abrangentes como o Bolsa Família e o Luz Para Todos chegam à região.

Cavaleiro do Templo: não tem bolsa família lá. Mas é fácil saber porque, Lula já disse. Tem a ver com votos, vejam abaixo as duas declarações molusculares contraditórias e preste atenção na segunda. São poucos índios, para que dar Bolsa Família lá, não é mesmo?



Um lugar onde os níveis de mortalidade infantil são iguais aos dos países mais pobres da África. A reportagem é de Marcelo Canellas e Lúcio Alves.

Um Brasil com cara de índio, do soldado ao prefeito, do padre ao peão.

“Nós somos civilizados também, não é índio demais não”, disse a índia tukuna Cândida Azevedo.

Aculturados, sim: com roupa e computador, mas sob absoluto abandono.

Nem os programas sociais mais abrangentes como o Bolsa Família e o Luz Para Todos chegam à região.

“Já levamos para brincadeira, nós chamamos de ‘luz para alguns’”, disse o diretor de escola Potázio Castro.

A região fica no noroeste do estado do Amazonas. Um município gigante, maior do que Portugal: São Gabriel da Cachoeira. No mapa, parece um cão de perfil, por isso mesmo esse pedaço do país é conhecido como Cabeça do Cachorro.

Não é fácil chegar ao município. O rio não deixa, a estrada acaba. O acesso complicado mantém os 23 povos indígenas da região de maior diversidade étnica do Brasil longe de quase tudo. Sem barco é pior.

É na base do favor que os enfermeiros do Distrito Sanitário Indígena trabalham.

Dezessete lanchas da Fundação Nacional de Saúde estão empilhadas em São Gabriel da Cachoeira por falta de motor.

A taxa de mortalidade infantil já era alta, mas deu um salto em 2009: 98 mortes por mil nascidos vivos. É quase cinco vezes a média brasileira, de 20 por mil. Metade dos pólos de saúde da região foi desativada.

O povo rúpida é o mais isolado da região. Ao contrário dos outros índios, eles não gostam muito de viver nas margens do rios, geralmente preferem o interior da mata, onde a subsistência é sempre mais difícil. É entre os rúpidas que foram detectados os casos mais graves de desidratação.

“Ave Maria cheia de graças, bendita sois vós entre as mulheres, e bendito é o fruto do vosso ventre Jesus”, reza uma família diante do túmulo de uma menina de um ano e meio. Seguindo o costume rúpida, as roupinhas foram queimadas.

Sem remédios, o agente de saúde trata a criançada com ervas e benzeduras.

“Também aqui a gente tem uma desnutrição crônica de base. E aí você tem uma alteração de proteínas e acaba tendo uma distensão abdominal também. Então é uma combinação de dois maus fatores”, explica a médica Maria Carolina Batista dos Santos.

A doutora Maria Carolina faz o que pode. Especialista em medicina tropical, já trabalhou na região mais miserável da África, e encontrou na Cabeça do Cachorro as mesmíssimas condições de saúde.

“Se morre muito de diarréia e as complicações da diarréia, desidratação, então se morre dessas causas que se você pegar, são as mesmas causas que você encontra em um campo de refugiados, de deslocados internos de qualquer outro lugar. Eles são bastante semelhantes ao que a gente vê em alguns grupos da Somália ou do Sudão”, disse a médica.

A Funasa diz que vai abrir uma auditoria para saber por que o dinheiro liberado este ano não melhorou o serviço e alega ter tentado contratar mais médicos, só que ninguém quer ir pra lá.

“A coisa mais rara na região Amazônica, não digo nem na aldeia indígena, no município. Lá, se não fosse o Exército não tinha médico”, explicou o diretor de saúde da Funasa, Wanderley Guenka.

Enquanto isso, a doutora Maria Carolina, médica da Funasa, cuida de 23 mil índios, sem meios e sem recursos e com a pior sensação que um médico pode experimentar.

“Saber que você pode, talvez, salvar aquela criança e que naquele momento você está impotente porque você não tem aquele medicamento ou porque você chegou tarde demais”, contou ela.

A Fundação Nacional de Saúde informou que foram investidos mais de R$ 5,6 milhões em materiais e remédios para a região do Alto do Rio Negro.

A auditoria feita pela Funasa constatou que a manutenção das equipes de saúde em campo é dificultada pela falta de motores para os barcos e recomendou que seja feito um estudo técnico para a compra do equipamento.

O Ministério do Desenvolvimento Social reconhece as falhas do programa Bolsa Família no atendimento às aldeias indígenas. Segundo o Ministério, as prefeituras não conseguem cadastrar todos os índios por causa da dificuldade de acesso às regiões isoladas. O ministério informou ainda que já fez um convênio com o Exército e com a Funai para melhorar a situação.

O Ministério de Minas e Energia prometeu que 12 aldeias da Cabeça do Cachorro vão ser beneficiadas pelo programa Luz Para Todos até dezembro.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Farc admitem execução de 8 indígenas no sul da Colômbia

Fonte: REUTERS BRASIL
17 de fevereiro de 2009

BOGOTÁ (Reuters) - A maior guerrilha de esquerda da Colômbia admitiu nesta terça-feira a execução de oito indígenas em uma área de selva do sudoeste do país e acusou as vítimas de realizar serviços de inteligência para o Exército. Continua aqui.

Cavaleiro do Templo: uma notícia como esta escandalisa alguém? Quase ninguém, náo é mesmo? Nem mesmo escandalizou o jornal que noticiou. Não se vê uma crítica sequer a este grupo de sociopatas assassinos sequestradores narcotraficantes no artigo. Nenhuma menção a atrocidade em si. É sempre assim: nas notícias em que a esquerdopatia mundial comete algum crime, no máximo dá-se a notícia sem absolutamente nenhuma conotação emocional, muito menos crítica e condenação. Não tem um vídeo com o corpo encontrado, nada, absolutamente nada. Dá-se a notícia como se fosse um gol do Guratinguetaense Futebol Clube da 5ª divisão do campeonato de várzea de Parintilândia. A notícia sai só para cumprir tabela, sabe? MAS QUANDO SE MATA UM DESTES CELERADOS, A MÍDIA INTEIRA CHORA E FAZ CHORAR. TEM MINUTO DE SILÊNCIO NA VENEZUELA E APLAUSOS E MENÇÃO HONROSA AO MORTO NO BRASIL. E este é mais um dos motivos que me faz entender um pouco mais como doença mental, social e espeiritual esta monstruosidade chamada REVOLUÇÃO. Só os mortos deles "prestam", só eles são "gente". O resto é minhoca e a mídia faz muito bem a sua parte macabra nesta estratégia. Matar esta turma das FARC toda seria bem fácil, se Uribe fosse um celerado como o pessoal do Foro de São Paulo. Mas ele sabe que se tomar medidas extremas, como por exemplo fuzilar traidores da pátria (TODOS DAS FARC SÃO TRAIDORES DO PAÍS, LEMBREM-SE DISTO), dando a mesma medida de justiça que eles dão aos seus "traidores" em seus julgamentos sem juiz, a mídia e o mundo, através desta farsa chamada DIREITOS HUMANOS, o crucificariam. É este o nosso mundo de hoje. O poder está nas mãos dos maiores criminosos que ja pisaram sobre a terra. E olhem bem: eram índios os assassinados. Esta mídia que aí está não é aquela que vive dizendo que os brancos devem reparos aos índios e os estão quase que beatificando? Mas se for a esquerdopatia que matou 8 índios também não tem problema para os jornais.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Canibalismo no Brasil em 2009 - Índios comem jovem em ritual canibal E O GOVERNO PASSA A MÃO NA CABEÇA DOS CANIBAIS

MOVIMENTO DA ORDEM VIGÍLIA CONTRA CORRUPÇÃO

EDITORIAL

“Canibalismo pode ter ocorrido para chamar a atenção do governo”

A FUNAI, em nota divulgada ontem na imprensa, negou veementemente que possa ter ocorrido o canibalismo nesse crime bárbaro, em Envira.

Você verá na notícia abaixo, da Folha, que a Instituição tenta justificar o crime dando um teor “passional” para essa brutalidade, além de tentar impingir um teor “político” na selvageria, ao considerar a possibilidade de que o canibalismo tenha ocorrido, numa tentativa de “chamar a atenção do governo”.

Ai se essa moda pega! Imaginem se o MST, além de invadir e depredar as propriedades, também começar a fazer churrasco com o corpo do dono da fazenda, no meio do pasto, para chamar a atenção do Lula?

Na matéria do jornal Zero Hora, uma indigenista culpa o crack e o álcool.

O fato é: O GOVERNO e a FUNAI são os maiores culpados por esse crime hediondo. A FUNAI foi omissa e cúmplice desse assassinato medonho, segundo uma matéria que publicamos no dia 10.02, do 
Portal G1:

“O tio da vítima, Francisco Eudo, é guarda municipal na cidade e disse ao G1 que o crime havia sido denunciado por um outro índio da aldeia dos kulinas, mas o relato não teria sido recebido com seriedade pela Funai.”

Quanto aos índios, já passou da hora de rever esse capítulo estúpido da Constituição de 88, que equipara os índios às pessoas irresponsáveis ou que não têm condições de assumir integralmente suas responsabilidades, que precisam ser tutelados pelo Estado. Vejam a “ironia” nesse caso de Elvira: a vítima era o deficiente mental da história.

Já está mais do que provado que os índios são capazes de qualquer coisa - e com um agravante: são cooptados e usados pelos ditos movimentos sociais, pelo tráfico, ongs etc, e ainda contam com o beneplácito da lei que os acoberta. Por Gaúcho/Gabriela

Um testemunho do crime: os índios disseram que o jovem levou no mínimo 80 facadas. Depois, os culinas partiram o corpo em dois e comeram o fígado, o coração e parte da coxa: "Dois índios que se recusaram a matar disseram que os órgãos foram comidos com uma espécie de farofa.


FUNAI PEDE À PF QUE INVESTIGUE CANIBALISMO

Apoiado nos relatos de duas testemunhas, delegado de Envira vai pedir a prisão preventiva de cinco índios suspeitos do crime. O Chefe do posto da Funai diz que o rapaz e os índios estavam embriagados, e que uns "falam que a vítima mexeu com um garota"

A Funai vai pedir à Polícia Federal que assuma as investigações sobre o assassinato de um jovem não-índio de 21 anos em uma aldeia da etnia culina, em Envira (AM). O procurador da Funai em Manaus já está elaborando o pedido à PF.

A polícia afirma que ao menos cinco índios culinas são suspeitos de matar o jovem e de comer seus órgãos. Outros dois índios disseram à polícia que testemunharam o crime. O delegado de Envira disse que pedirá a prisão preventiva dos suspeitos até o final da semana.

No último dia 3, a vítima, Océlio de Carvalho, conduzia um boi quando foi convidado pelos índios para ir até a aldeia Cacau, a 5 km do centro de Envira, de acordo com relato de testemunhas ao sargento da PM José Carlos da Silva, que exerce a função de delegado.

Segundo Silva, os índios disseram que o jovem levou no mínimo 80 facadas. Depois, os culinas partiram o corpo em dois e comeram o fígado, o coração e parte da coxa: "Dois índios que se recusaram a matar disseram que os órgãos foram comidos com uma espécie de farofa. Um desses índios pediu para que não matassem o rapaz, e está sendo ameaçado de morte".

O relatório do chefe do posto da Funai de Eirunepé (150 km de Envira), Paulo Rodrigues Hayden, que afirma ter ido à aldeia no dia seguinte ao crime, diz que no local "foram encontrados restos mortais da vítima". Segundo o relato de Hayden, "o cacique estava muito triste com o acontecimento e que todos falaram os nomes dos envolvidos no assassinato".

De acordo com o relatório, os índios e a vítima "estavam embriagados, e a vítima costumava estar sempre junto a eles em tragos de bebida". Sobre o possível motivo do crime, Hayden diz que uns "falam que a vítima mexeu com um garota e falaram de vingança": "Também levantaram a hipótese de que estariam fazendo isso para chamar a atenção do governo federal para o descaso e abandono".

Segundo a Funai, não existe a prática de antropofagia entre os povos indígenas no Brasil contemporâneo: as únicas referências datam da era colonial. Os culinas não são considerados isolados e têm contato com não-índios desde o século 19. Ontem, o sargento pediu reforços à Secretaria da Segurança: o município, de 16,4 mil habitantes, só tem cinco policiais. Silva alega que há um clima de revolta após o crime. Desde outubro a cidade não tem juiz. Por Cíntia Acayara da Agência Folha, em Manaus

ESPECIALISTA CULPA P CRACK POR SUPOSTO CANIBALISMO

Segundo indigenista que conviveu com os índios de aldeia onde ocorreu crime, droga chegou a tribo nos anos 2000.

Com a experiência de quem conviveu com a tribo kulina por 15 anos, a indigenista Rosa Maria Monteira, 59 anos, suspeita de que o consumo de crack, associado ao uso de bebidas alcoólicas, esteja por trás do suposto ato de canibalismo que ganhou repercussão internacional nesta semana.

Segundo a Polícia Civil, pelo menos quatro índios teriam assassinado, esquartejado e comido parte das vísceras de Océlio Alves de Carvalho, de 21 anos, no município de Envira, a 1.215 quilômetros de Manaus. O grupo foi indiciado.

– A brutalidade desse caso é assustadora. Isso nunca foi registrado em aldeias de índios kulinas. Se for confirmado o canibalismo, só mesmo o álcool aliado a alguma droga, como o crack, que poderia provocar uma violência como essa – disse a indigenista, integrante da organização não-governamental (ONG) Operação Amazônia Nativa (Opan).

Em entrevista ao site de notícias G1, ela contou que presenciou a entrada gradativa de drogas na aldeia kulina, em Envira. Na década de 90, segundo Rosa, o álcool já era consumido em escala crescente. Ela ainda afirma que viu o cultivo de maconha ser introduzido na comunidade, mas a aldeia desistiu da idéia depois de perceber os riscos de prisão. No começo dos anos 2000, conforme a indigenista, o crack chegou à aldeia.

– Trabalhei muito para conseguir fazer com que os kulinas deixassem de usar a droga. Inicialmente, acredito que eles tenham associado o crack à semelhança da pedra com a resina usada pelos pajés nos rituais de cura. Depois foi o vício mesmo – afirmou Rosa.

A Polícia Civil relata que Océlio foi encontrado por parentes, sem órgãos e vísceras, perto da aldeia. A polícia informou ter ouvido uma testemunha, que afirmou ter visto os índios comerem os órgãos do rapaz. A Fundação Nacional do Índio (Funai) descarta a possibilidade de canibalismo em tribos brasileiras.

Manaus - A repercussão

- A morte no Amazonas ganhou repercussão internacional desde o início desta semana, quando a rede internacional CNN publicou em seu site que índios são suspeitos de atos de canibalismo. - Depois de a notícia ganhar destaque na página da CNN, outros veículos pelo mundo reproduziram a informação. 

Canibalismo no Brasil em 2009 - Índios comem jovem em ritual canibal

MOVIMENTO DA ORDEM VIGÍLIA CONTRA A CORRUPÇÃO


A FUNAI SABIA DA AMEAÇA E NADA FEZ

Corpo de rapaz de 21 anos (deficiente mental) foi esquartejado e encontrado em aldeia kulina. A Polícia de Envira (AM) diz que órgãos teriam sido ingeridos pelos indígenas. Ah sim, a etnia Kulina é composta por “índios” civilizados e BÊBADOS.

Descaso: O tio da vítima, Francisco Eudo, é guarda municipal na cidade e disse ao G1 que o crime havia sido denunciado por um outro índio da aldeia dos kulinas, mas o relato não teria sido recebido com seriedade pela Funai.

Seis índios são suspeitos de canibalismo em uma aldeia da tribo kulina, na cidade de Envira (AM). A vítima é Océlio Alves de Carvalho, 21 anos, deficiente intelectual, que desapareceu na tarde de 1º de fevereiro. O corpo dele foi esquartejado e encontrado por familiares, sem órgãos e vísceras, perto da aldeia, na terça-feira (3). A polícia informou ter ouvido uma testemunha, que afirmou ter visto os índios comerem órgãos da vítima.

O rapaz foi sepultado na quarta-feira (4), em um cemitério da cidade. Os representantes da Fundação Nacional do Índio (Funai) chegaram ao local no dia seguinte ao sepultamento. A Funai foi procurada pelo G1 para comentar o caso, mas ainda não se pronunciou.

Segundo o laudo do Instituto de Medicina Legal (IML) de Envira, a morte foi provocada pela quantidade de facadas no corpo da vítima, que tinha cerca de 60 marcas, seguida de esquartejamento. "Os órgãos foram assados em uma espécie de ritual na aldeia. Não foram encontrados o coração, cérebro, fígado e outros pedaços do corpo", disse o sargento José Carlos Correia da Silva, da Polícia Militar, e que também responde pela delegacia da cidade.

Ainda de acordo com ele, os índios suspeitos foram identificados apenas pelos nomes civis que usam no convívio social. "São índios civilizados. Não sabemos os nomes indígenas, apenas como são chamados na cidade", disse o sargento.

Investigação

Um inquérito policial foi instaurado para apurar o caso, mas Correia da Silva informou que enfrenta dificuldades por conta da legislação que impede as polícias Civil e Militar de fazer investigações em tribos indígenas. "Essa legislação limita o nosso trabalho. O caso seria de atribuição da Polícia Federal. Chegamos a ouvir um dos suspeitos, mas a Funai nos obrigou a liberá-lo. Também não podemos entrar na aldeia para procurar pelos suspeitos, que estão foragidos", disse Correia da Silva.

De acordo com Maronilton da Silva Clementino, chefe de gabinete da Prefeitura de Envira, o alcoolismo pode ser um dos fatores que provocou o crime. "Há um índice muito grande de alcoolismo entre os índios da região. A Funai é ausente e não ajuda neste sentido. O representante da fundação só chegou aqui 72 horas depois de ser avisado sobre o homicídio e até agora não se posicionou sobre o caso."

Descaso

O tio da vítima, Francisco Eudo, é guarda municipal na cidade e disse ao G1 que o crime havia sido denunciado por um outro índio da aldeia dos kulinas, mas o relato não teria sido recebido com seriedade pela Funai. "Só quando demos conta do desaparecimento de meu sobrinho é que resolvemos entrar na aldeia para buscar o que restou do corpo."

O sargento afirmou que Eudo está sofrendo ameaças de morte. "Um dos suspeitos apareceu na cidade e mandou um recado, dizendo que mataria o tio da vítima, que é guarda municipal, e o índio que denunciou o ocorrido. Este índio está escondido com medo de ser morto também", disse Correia Silva.

Clementino informou que a cidade de Envira tem cerca de 17 mil habitantes e parte deles está preocupada com o caso. "Muitos estão com medo de circular pela estrada que passa perto da aldeia kulina. Os moradores estão preocupados, aflitos com a violência do caso."

Canibalismo

Segundo a Organização Não-Governamental (ONG) Operação Amazônia Nativa (Opan), o canibalismo não é característica da cultura dos índios da tribo kulina, ou madija, como os próprios integrantes costumam se auto-denominar. "Isso seria um fato inédito. Nunca ouvimos um caso como esse. Os kulinas não são antropofágicos. Só temos referências de antropofagia em índios tupinambás e aruaques, mas que já entrou em desuso há muitos anos", disse Ivar Luiz Busatto, 58 anos, indigenista e coordenador da Opan.

A indigenista Rosa Maria Monteiro, 59 anos, disse que conviveu 15 anos com os índios da tribo kulina, em Envira, e também desconhece algum caso de canibalismo na região. "Isso é um absurdo. Não acredito que isso tenha ocorrido. Não tenho informações sobre o caso ainda, mas praticamente posso assegurar que não houve canibalismo." (Cavaleiro do Templo: como esta pessoa pode afirmar algo assim? Ela estava presente durante a morte do rapaz? Ele tem vídeos mostrando que o rapaz morreu, digamos, em uma queda? Queda esta que fez seus órgãos desaparecidos pularem fora do corpo, talvez? Ela viu estes órgãos se desmaterializando, sumindo no ar depois de "desprendidos" do corpo? ? Ou viu o enterro dos mesmos? Só pode ter sido algo assim para ela ter tanta convicção em sua afirmação irresponsável. Quem é esta mulher? Só por esta declaração já deveria ser investigada!!!)

Rosa disse ainda que o alcoolismo na tribo é grande e pode ter provocado alguma alteração na conduta dos índios suspeitos da morte e esquartejamento. "Fiz pesquisas com eles por 15 anos.
Eles bebem, ficam violentos, mas não há nada que justifique o canibalismo. Isso só poderia ocorrer em algum tipo de ritual muito estranho e macabro. Se isso realmente se confirmar, a própria tribo vai estipular alguma punição, que pode ser até a expulsão da tribo." (Cavaleiro do Templo: que beleza de punição!!! Expulso(s) da tribo!!! Realmente é exemplar a justiça indígena. Matar um doente mental e comê-lo leva à expulsão da tribo!!! Quem sabe a moda pega, né? E se pegar e alguém matar o vizinho ou o presidente, seria expulso para aquele lugar horroroso onde você consegue viver a vida com dignidade infinitamente maior do que no Brasil chamado Estados Unidos? Falando em comida, outro dia comi arroz de lula, conhecem? É uma delícia. Mas estava estragado, não recomendo comerem lula estragada, faz um mal danado!!!) 

A indigenista disse que conhece alguns dos suspeitos do crime e considera que todos sejam calmos. "Pelo menos durante o tempo em que fiz pesquisas e atuei na tribo deles, todos me pareceram calmos e
sem características violentas. Realmente, acho estranho esse caso de canibalismo." (Cavaleiro do Templo: percebam os grifos em vermelho acima. Viram como a pessoa entra em contradição? Acho que merece uma investigaçãozinha aí. Aquelas coisas do tipo "onde a senhora estava no dia tal...?". No mínimo isto.) Portal G1

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Infanticídio

ESTADÃO - OPINIÃO
Denis Lerrer Rosenfield | 

O Brasil está sendo tão acometido da sanha do politicamente correto que o olhar de muitos não consegue ver coisas que acontecem ao nosso redor. Assim, há em curso uma tentativa de resgate de nossa história que está escorregando no seu contrário, como quando os indígenas são vistos segundo a ótica do "bom selvagem", no sentido de Rousseau. A política indigenista aí enraizada, com apoio explícito de movimentos ditos sociais, termina por pactuar com comportamentos que atentam diretamente contra a própria Constituição. Em nome do relativismo moral, da igualdade entre todas as culturas, comportamentos dos mais inusitados, para não dizer bárbaros, são admitidos.

Há vários relatos de infanticídios entre as populações indígenas, que são simplesmente tolerados, se não explicitamente admitidos, em nome da igualdade entre culturas. As causas podem ser as mais variadas, desde a existência de gêmeos até a escolha de sexo, passando pelos mais distintos motivos. Em terra ianomâmi, tão celebrada como exemplo de política indigenista, tudo indica que se trata de uma prática comum.

Observe-se que esses índios são os que vivem mais à parte do contato com os civilizados, embora em muitas aldeias existam postos da Funai e da Funasa. Habitam um imenso território e, no entanto, vivem subnutridos, o que é visível à simples observação dos homens e das mulheres. O argumento de que amplas extensões de terras são fundamentais para a sua reprodução física parece não se sustentar, dadas as suas condições precárias de vida. A ideia do bom selvagem em condições idílicas parece ser mais um produto ideológico da Funai, do Cimi e dos movimentos sociais em geral.

Numa das aldeias, é comum o relato do infanticídio enquanto prática cultural dessas populações. Nas palavras de um interlocutor, matar ou não um recém-nascido é uma "decisão dos pais". Ou seja, cabe ao livre-arbítrio dos pais manter ou não em vida um recém-nascido, não havendo nenhuma lei que se sobreponha a essa. Nesse sentido, eles se situariam fora ou acima da Constituição brasileira, que assegura o direito à vida. Os argumentos apresentados podem ser vários, desde o tamanho da roça até o fato de os indivíduos do sexo masculino serem privilegiados, com a morte consequente de recém-nascidos do sexo feminino. Imaginem se tal prática fosse universalizada, tornando-se válida para todos os brasileiros!

Ora, quem sustenta o infanticídio como sendo apenas uma prática cultural compactua, na verdade, com um crime severamente punido pela legislação brasileira. Os indígenas são, assim, tratados como se não fossem brasileiros, a lei não se aplicando a eles. Temos aqui um evidente paradoxo: como a Constituição brasileira não se aplicaria a eles, estando suas aldeias situadas em território nacional e sendo auxiliados, e mesmo apoiados, por instituições do Estado? Como pode uma cláusula pétrea ser relativizada dessa maneira?

Ainda numa outra aldeia, da mesma tribo, há relatos de que o infanticídio seria cometido com o conhecimento de missionárias ali instaladas. As mulheres vão para o mato antes do parto, costumam ter seus filhos sozinhas, voltando, depois, sem o recém-nascido. A morte é feita por sufocamento, com a mãe asfixiando a criança no chão, com o pé. A situação não poderia ser mais escandalosa, pois esse tipo de conivência contraria frontalmente os princípios do cristianismo e, de modo mais geral, de toda a humanidade. Os princípios mesmos do Evangelho são frontalmente desrespeitados. Como pode uma prática dita cultural se sobrepor a um princípio universal? Salvo se partirmos de uma outra posição, a saber: a inexistência de princípios universais, o que equivaleria a remeter toda a humanidade à barbárie. Por que não reintroduzir, então, a antropofagia, prática que foi comum a determinadas tribos na história brasileira, em nome da "igualdade" entre diferentes culturas?

A situação deveria suscitar a indignação moral. Em nome de uma "prática cultural", haveria conivência com o assassinato de recém-nascidos, como se esta prática devesse ser "culturalmente" preservada. Ou ainda, em nome do "estruturalismo", é como se devêssemos abdicar de nossa capacidade de julgar. Parece, no entanto, haver uma tergiversação geral sobre o assunto, englobando as diferentes autoridades envolvidas. Trata-se de uma manobra propriamente política perante a opinião pública brasileira, que desaprovaria tal prática se dela tivesse conhecimento. Vendem, porém, um outro produto, o de que os indígenas são "bons selvagens", havendo uma harmonia natural entre eles, como se o assassinato, por exemplo, fosse fruto do mundo civilizado. Para que possam guardar as suas respectivas posições de poder, continuam insistindo nessa ideia rousseauniana ao arrepio completo da verdade.

A opinião pública condena severamente o infanticídio. Uma menina que teria sido assassinada pelo pai e pela madrasta, atirada de um edifício, ocupou durante semanas o noticiário radiofônico, televisivo e impresso do País, causando indignação geral. Provocou uma verdadeira comoção nacional. Outros casos são também relatados com detalhes, produzindo uma intensa reação e suscitando fortes emoções. Mesmo criminosos, nos presídios, não compactuam com essa prática, procurando eliminar fisicamente os que realizam tais atos. O próprio "código" dos criminosos exclui essa prática, por se colocar fora dos parâmetros de qualquer tipo de humanidade. Por que seria ela tolerável entre os indígenas? No fundo, o que está em questão, para aqueles que defendem tais posições ou são omissos em relação a elas, é o medo da perda de suporte junto à opinião pública. Se fossem mostrados coniventes e cúmplices com tal prática, perderiam sustentação e seriam forçados a abdicar de suas posições ideológicas e políticas. Eis por que o ocultamento é aqui a regra.

Denis Lerrer Rosenfield é professor de Filosofia na UFRGS.
E-mail: denisrosenfield@terra.com.br

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

ATAQUE TERRORISTA INDÍGENA A HIDRELÉTRICA EM MATO GROSSO

MOVIMENTO ORDEM VIGÍLIA CONTRA A CORRUPÇÃO - MOVCC

O material abaixo foi encaminhado pela Joana, nossa moderadora do MOVCC. Esse crime aconteceu faz alguns dias, e a imprensa pouco comentou sobre o assunto. As imagens do ataque dispensam maiores comentários. Esses índios criminosos só podem ser cria do MST/FARC. PorGaúcho/Gabriela


'O que mais preocupa não é o grito dos violentos, nem dos corruptos, nem dos desonestos, nem dos sem ética. O que mais preocupa é o silêncio dos bons.'- Martin Luther King


Por Marcelo Prudente
Já que os jornais não informam ao público, o público informa pelo menos aos jornalistas. Sabe-se que a CENSURA do poder impede aos profissionais do ramo a exercerem sua profissão em IMPRENSA LIVRE.

Daqui a pouco, quando estiver como na Colômbia, onde se sequestram Senadores da República, quem sabe os nossos políticos resolvam tomar uma providência - até lá, só funciona a operação abafa, para não publicar nos jornais. Cada dia que passa, a internet se transforma no real veículo de comunicação democrático.




ÍNDIOS INVADEM E INCEDEIAM OBRAS

Cerca de 120 índios da etnia enawenê nawê invadiram e incendiaram na manhã de sábado o canteiro de obras da PCH (Pequena Central Hidrelétrica) Telegráfica, na cidade de Sapezal (430 km de Cuiabá).

Pelo menos 12 caminhões foram destruídos, além dos alojamentos e do escritório avançado da Juruena Participações Ltda. --consórcio de empresas que constrói a usina. Equipamentos de informática e utensílios de cozinha do refeitório foram saqueados, diz a empresa. Os índios abandonaram o local em seguida.

"Eles chegaram armados com machados e pedaços de pau, expulsaram os funcionários e depois colocaram fogo em tudo", disse o coordenador-técnico ambiental da empresa, Frederico Müller. Por Rodrigo Vargas da Agência Folha, em Cuiabá Leia matéria completa aqui

Leia também:
Índios cobram pedágio ilegal em reservas de MT


COLONOS BRASILEIROS NO PARAGUAI PEDEM AJUDA DE LULA

Cerca de 40 colonos brasileiros dedicados à plantação de soja no Paraguai pediram nesta quarta-feira (15) a atuação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva como mediador de uma crise na qual camponeses sem-terra impedem o plantio e a colheita. Paulo Schuster, proprietário de uma fazenda em Santa Rosa del Monday, no Estado paraguaio de Alto Paraná, 400 quilômetros ao leste de Assunção, disse a uma rádio local que os colonos acreditam que devem ser "socorridos" pelo governo brasileiro.

Schuster, porta-voz de um grupo de algumas dezenas de colonos, disse que o pedido de mediação a Lula foi entregue ao prefeito de Foz do Iguaçu, no Oeste do Paraná, que faz divisa com Alto Paraná. Nenhum porta-voz do governo paraguaio se manifestou sobre o assunto. Por sua vez, Ernesto Benítez, um dos líderes do movimento de esquerda Produtores de São Pedro-Norte, disse ontem, durante um painel organização pela Universidade Católica de Assunção, que o grupo vai "recuperar a soberania paraguaio, expulsando os invasores brasileiros" fonte:
Agência Estado


MAIS FOTOS SOBRE O ATAQUE TERRORISTA DOS ÍNDIOS




















segunda-feira, 30 de junho de 2008

Sobre a turnê da mentira de índios na Europa - é esclarecer ou pedir o boné

Do portal BRASIL ACIMA DE TUDO
Por Rebecca Santoro, 29 de junho de 2008

survival

Com apoio das ONGs Survival Internacional e Anistia Internacional, dois índios, Jacir José de Souza (macuxi) e Pierlângela Nascimento da Cunha (uapixana), fazem turnê pela Europa, defendendo a homologação da reserva Raposa da Serra do Sol em terras contínuas. Nesta sexta-feira, 27 de junho, eles conquistaram, em Paris, o suporte de um dos ícones da esquerda mundial, Danielle Mitterrand. Não pretendem parar por aí – querem o apoio até do Papa.

O problema mais sério, entretanto, não é o fato destes índios, patrocinados por ONGs estrangeiras estarem pedindo apoio a gente a quem não cabe emitir um único ruído opinativo sobre o que quer que aconteça dentro do Brasil. A pior coisa que está ocorrendo é que esses índios, auxiliados e orientados por entidades estrangeiras, estão usando o vídeo da confusão que eles mesmos provocaram, ao invadirem uma das fazendas do arrozeiro José Paulo Quartiero, da qual foram rechaçados à bala, depois de se recusarem a negociar para se retirar, pacificamente, e de ameaçarem funcionários daquela fazenda, com foices, lanças e arco e flechas (porém, sem que nenhum deles tenha sido atingido mortalmente), para MENTIR DESCARADAMENTE, afirmando que se trata de um vídeo que mostraria um ataque de pistoleiros, a mando dos fazendeiros, a uma aldeia indígena.

É preciso, no mínimo, uma reação, nem que seja um ato isolado do Itamaraty, para esclarecer esta situação, internacionalmente, e também para impedir que uma mentira deslavada como essa seja repassada a autoridades estrangeiras, como se verdade fosse e sem que haja, por parte do governo brasileiro, a mínima intenção de desmentir tal engôdo, num crime inqualificável por parte deste governo com o próprio estado brasileiro – que deveria ser defendido.

É preciso que alguma autoridade legal neste país tome uma providência no sentido de exigir, sob pena de impeachment, que o presidente da república esclareça esta vergonhosa mentira que estes dois cidadãos estão a propalar pelo mundo, buscando apoio internacional para uma causa, cujas questões aliás, só deveriam dizer respeito aos brasileiros.

O Brasil não é do presidente Lula nem de seu partido e muito menos de seus aliados. O Brasil é do povo brasileiro como um todo e o homem que ocupa a presidência, quer queira ou não, tem a obrigação de esclarecer esta situação ao mundo, em defesa dos interesses nacionais e da própria verdade. O presidente da república, como homem e pessoalmente, tem até o direito de não querer fazer isso; mas, então, não pode continuar presidente.

Há limites para o absurdo e, nesse caso, todos estes limites, se não houver uma atitude do governo brasileiro, todos eles estarão inadmissivelmente ultrapassados.

Leiam a matéria abaixo:

Sábado, 28 junho de 2008

Índios obtêm apoio de Danielle Mitterrand

Andrei Netto

Depois de parlamentares europeus e de líderes políticos britânicos, os índios da reserva indígena Raposa Serra do Sol (RR) que buscam apoio na luta pela homologação de suas terras pelo Supremo Tribunal Federal (STF) conquistaram ontem, em Paris, o suporte de um dos ícones da esquerda mundial, Danielle Mitterrand. Entre militantes pró-direitos humanos e ambientalistas, a ex-primeira-dama da França na gestão de François Mitterrand fez defesa veemente da causa dos indígenas no Brasil.

Os representantes das tribos macuxi e uapixana, também líderes do Conselho Indígena de Roraima, tentam na Europa sensibilizar autoridades políticas e organizações não-governamentais (ONGs) para garantir apoio em sua luta jurídica contra arrozeiros instalados na reserva, homologada em 2005 pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A pedido de advogados dos produtores rurais e de políticos da região, em agosto os ministros do STF devem analisar a constitucionalidade da decisão do Executivo.

A conferência de Paris foi realizada na tarde de ontem, na sede da Fundação Danielle Mitterrand, e foi a terceira etapa da turnê européia que os dois índios fazem pela Europa, com apoio das ONGs Survival Internacional e Anistia Internacional. As duas primeiras reuniões haviam acontecido em Bruxelas, na Bélgica, e em Londres.

Ontem, diante de platéia que lotou o auditório da fundação, Jacir José de Souza (macuxi) e Pierlângela Nascimento da Cunha (uapixana) relataram suas versões da disputa com os produtores rurais em Roraima. Antes disso, um vídeo de um conflito entre índios e arrozeiros impressionou o público.

"Jagunços contratados, armados e bombas caseiras nos ameaçam o tempo todo. Já somos 21 os líderes assassinados à bala", afirmou Jacir. "Atos de violência acontecem há mais de 35 anos, mas essa é só a primeira vez que filmamos. Os ataques acontecem contra nossas casas, escolas, contra as pessoas", reforçou Pierlângela, que, como Jacir, evitou críticas ao governo Lula.

Danielle Mitterrand mostrou conhecimento sobre a situação indígena na América Latina e pediu providências das autoridades e mobilização das ONGs. "É algo que infelizmente acontece no mundo todo. O direito dos índios brasileiros existe e está assegurado na Constituição de 1988. Esses índios estão em suas terras, as quais habitam há muito tempo, e já tiveram seu direito reconhecido", destacou.

A turnê européia prosseguirá hoje, mais uma vez em Bruxelas. Depois, deve chegar a Milão e Roma, na Itália, onde ativistas negociam encontro da comitiva com o papa Bento XVI. Ainda estão previstos atos em Lisboa.

Fonte: http://www.estado.com.br/editorias/2008/06/28/pol-1.93.11.20080628.20.1.xml


Infanticídio - Filme denuncia tribos que matam crianças

Do blog MOVCC
Diretor adota menina sobrevivente e é acusado pela FUNAI e por antropólogos de “interferir na cultura do povo indígena”

Hakani é um documentário de pouco mais de meia hora que chama a atenção para uma triste realidade ainda vivida por 13 etnias indígenas no Brasil: o assassinato de crianças. Crianças são condenadas à morte por serem portadoras de deficiências físicas ou mentais, por serem gêmeas ou filhas de mãe solteira. O filme conta a história da primeira menina a sobreviver à prática e traz ainda o depoimento de indígenas que são contra essa tradição. Hakani é o nome da menina que abriu os olhos dos índios suruwahas no Sudoeste do Amazonas para o fato de que deficiências, sejam físicas ou mentais, não significam uma maldição.

O filme foi exibido ontem em Curitiba pelo pai adotivo de Hakani, Edson Suzuki. Ele e sua mulher, Mônica, são lingüistas que trabalham desde 1986 dentro da tribo na análise da língua da etnia suruwaha e conviveram com várias histórias de infanticídio na tribo ao longo desses 22 anos.

Não fosse por um de seus quatro irmãos, Hakani teria sido enterrada viva por não ter se densenvolvido bem aos 2 anos de idade. Quando ela e um de seus irmãos mais velhos nasceram, os dois não apresentavam anomalia, mas, com o passar do tempo, ambos, por não crescerem como deveriam, passaram a ser motivo de vergonha. A solução seria a morte das duas crianças. Como os pais não tiveram coragem para matá-las, se suicidaram. O filho mais velho foi, então, incumbido da tarefa. Acertou a cabeça dos dois pequenos e os jogou em buracos. A menina começou a chorar e foi salva por um dos outros irmãos, que passou a cuidar dela. O outro não teve a mesma sorte.

“Esse irmão de Hakani ficou lutando pela vida dela debaixo de muita pressão da comunidade”, conta Edson. “Falavam que era um espírito ruim que teve relações sexuais com a mãe dela e deu naquilo.” O irmão da menina ficou com ela por 3 anos, até que decidiu entregá-la ao casal de lingüistas, que a levou para a cidade, onde foi descoberto que o motivo para o subdesenvolvimento era hipotireodismo congênito, doença que pode ser controlada.

Um ano mais tarde os três voltaram à aldeia para mostrar como Hakani estava saudável. “Todo mundo começou a falar que ela era gente mesmo, que era filha do pai dela”, explica Edson. “E começaram a pensar também que o irmãozinho dela devia ser gente. Foi aí que passaram a ver as coisas de maneira diferente.”

Mas o processo de adoção não foi fácil. O antropólogo Marcos Farias de Almeida, do Ministério Público, deu parecer contrário à adoção e acusou o casal de ameaçar a cultura suruwaha ao impedir o assassinato de Hakani. A menina só foi oficialmente adotada em 2005.

Desde 2000, ano em que Hakani passou a viver com os Suzuki, nasceram duas crianças na tribo que, antes de Hakani, estariam condenadas à morte: uma com paralisia cerebral e outra hermafrodita. “As famílias resolveram buscar tratamento e ver se poderiam resolver a situação”, diz Edson. “Nós as acompanhamos quando foram a São Paulo e fomos duramente acusados pela Funai e por antropólogos de interferir na cultura indígena.”

LEI

O projeto de lei apresentado pelo deputado Henrique Afonso (PT-AC), batizado de Lei Muwaji em homenagem a Muwaji Suruwaha, que se negou a sacrificar sua filha, nascida com paralisia cerebral, quer garantir direitos das crianças indígenas. Elas seriam protegidas com prioridade absoluta, de acordo com a Constituição, com o Estatuto da Criança e do Adolescente e com os acordos internacionais de Direitos Humanos, dos quais o Brasil é signatário. O projeto aguarda parecer da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados. Gazeta do Povo RPC

Para assistir ao documentário Hakani, acesse aqui

domingo, 22 de junho de 2008

Risco à soberania

Do portal JB ONLINE
[ 17/06/2008 ] 02:01

Ives Gandra Martins

Mauro Santayana, em brilhante artigo para este jornal, sob o título de "Coisas da política", alertou o país sobre os riscos de obterem-se recursos de países estrangeiros ou instituições internacionais destinados à preservação da Amazônia.

Por outro lado, Denis Rosenfeld, em artigo Qual latifúndio, apresenta dados que impressionam. Mostra que as culturas temporárias (feijão, milho, soja, trigo, arroz, algodão etc.) ocupam 55 milhões de hectares, ou seja, 6,4% do território nacional; as culturas permanentes de ciclo longo (café, cítricos e frutíferos), 17 milhões de hectares, vale dizer, 2% do total; as florestas plantadas têm 6 milhões de hectares (0,6%). Tudo junto são 77 milhões de hectares, o que quer dizer: 9% do território brasileiro.

Tais dados revelam duas inverdades que têm sido apresentadas aos brasileiros. A primeira, pelo MST, de que não há política agrária. Ora, só de assentados há 77 milhões de hectares!!! Nove por cento do território nacional, por incrível que pareça, e o MST diz que não há reforma agrária. Seus integrantes receberam, nos dois governos FHC e Lula, a mesma extensão de terra de todas as plantações temporárias e permanentes de florestas existentes no Brasil. Talvez desejem que o Brasil inteiro seja entregue para seus comparsas.

Nitidamente, o MST é um movimento político para implantar a ditadura pela violência (invasão de terras e prédios públicos), e não um movimento nacional de reivindicações, que, na democracia, são feitas através dos Parlamentos. Em outras palavras, não deseja fazer o teste das urnas e pretende implantar um Estado totalitário, em que o direito à propriedade deixará de existir, menos para os seus militantes, que se apropriarão de tudo.

A segunda inverdade, é que haveria pouca terra destinada aos indígenas. Os índios, entretanto, receberam 107 milhões de hectares do governo federal. A menos de meio milhão de índios – 0,25% da população brasileira – é destinada área maior do que todas as áreas de cultura permanente ou temporária e de florestas do Brasil, que é um dos grandes exportadores mundiais de alimentos. O pior de tudo é que nenhum brasileiro pode entrar em território reservado às nações indígenas sem obter autorização de um funcionário da Funai.

E tal autorização vale apenas por algumas horas. Em outras palavras, o direito de ir e vir livremente, no Brasil, é apenas assegurado em pouco mais de 85% do território nacional, visto que quase 15% são territórios da Funai e das nações indígenas, e não de todos os brasileiros. O inciso XV do artigo 5º da Constituição Federal, que assegura ao brasileiro e ao estrangeiro locomoverem-se livremente no país, foi revogado pela Funai.

Não é sem razão que Mauro Santayana e Denis Rosenfeld alertam os cidadãos para o risco que estamos correndo, diante dos seguintes fatos: as nações mais desenvolvidas falam em escassez de alimentos pelos próximos 10 anos, sendo certa a inflação mundial que dela decorrerá; a ONU, com o aval do Brasil, firma declaração de que as nações indígenas devem ter autonomia e independência, e que sua preservação é de responsabilidade internacional.

E, por fim, o Diário do Comércio de 04/06/08 estampa na capa que os ianomanis vão propor à ONU que parte do território brasileiro e da Venezuela sejam-lhes destinados para que formem um novo país, riquíssimo, de resto, em reservas de urânio.

Estamos, na verdade, chocando ovos de serpente para o futuro da nossa soberania.



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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".