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terça-feira, 22 de setembro de 2009

Brasil: opção preferencial pela ilegalidade – Parte 2



Por Graça Salgueiro


Ontem o governo brasileiro desferiu o golpe mais baixo, desrespeitoso e ilegal contra o governo de fato de Honduras, quando participou da conspiração para abrigar clandestinamente em sua embaixada o presidente deposto constitucionalmente Manuel Zelaya.

Para que se possa compreender este fato, é necessário recuar um pouco no tempo e ler o que diz na Resolução Final do XV Encontro do Foro de São Paulo, ocorrido no México entre 22 e 23 de agosto, em seu parágrafo décimo quinto, item 2, onde os principais temas debatidos foram o acordo militar Colômbia-Estados Unidos e o “golpe” em Honduras:

“Décimo quinto (...)

2. Apoiar decididamente a esquerda hondurenha nos termos da resolução particular por este XV Encontro”

Ora, o que de tão secreto acordou-se nesta “resolução particular” que apenas os eleitos puderam tomar conhecimento? Não se sabe mas é possível presumir, depois do que ocorreu ontem em Honduras. Desde que Zelaya foi deposto a posição do Brasil sempre foi coerente, não com os fatos e a realidade, tampouco com o que diz da boca para fora ao defender a democracia, a soberania nacional e a auto-determinação dos povos, mas ao ideário comunista. Cortou vários acordos bilaterais que mantinha com aquele país, desconheceu o novo governo bem como os funcionários da embaixada, cancelou os vistos dos hondurenhos residentes no Brasil, além de insistentemente exigir do comuno-muçulmano presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, que apertasse o cerco contra o novo governo de Roberto Micheletti.

Obama apertou mas não tanto quanto desejavam Lula-Chávez-FARC, que queriam a caveira de Micheletti e seu acólito Zelaya outra vez no poder, para dar prosseguimento aos planos de comunizar Honduras e fazer dela um paraíso do narco-terrorismo como esteve quase a ponto de se tornar.

Agora, depois que atiçaram fogo ao paiol de pólvora, reagem em um coro cínico e hipócrita todos os que contribuíram para este fato. Inzulsa deixa cair a máscara e novamente volta a insistir na aprovação do pacto de São José da Costa Rica, proposto pelo presidente Oscar Arias, que pede a anistia a Zelaya e sua volta ao poder. Ademais, joga o mesmo jogo sujo que as FARC e Chávez fazem com Uribe, quando dizem que “ele” não quer se abrir ao diálogo. Em um comunicado emitido ao governo hondurenho, Inzulsa diz: “Quero fazer um chamado à calma aos atores envolvidos neste processo, e assinalar às autoridades do governo de fato que devem tornar-se responsáveis pela segurança do presidente Zelaya e da embaixada do Brasil”. Ora, se cabe alguma responsabilidade nisso é ao Sr. Luiz Inácio e ao Sr. Hugo Chávez, mentores da patifaria!

O embaixador do Brasil em Honduras, Ruy Casaes, por sua vez, diz que Zelaya chegou “por meios próprios, pacíficos e acompanhado de sua esposa e outras pessoas”. As palavras-chave neste momento são “diálogo”, “calma” “pacificação”, “respeito à democracia”. São repetidas à exaustão para que o povo fixe apenas o que é dito, enquanto as ações não têm NADA de pacífico e muito menos democrático. Os seguidores de Zelaya já começaram seus atos de vandalismo, depredando, saqueando e até um carro da Polícia foi incendiado e, no entanto, todos os favoráveis à desordem e ao desrespeito à Constituição, acusam a oposição daquilo que eles fazem.

Uma das provas mais fidedignas de que este retorno de Zelaya estava planejado desde o Foro de São Paulo e de comum acordo entre Lula e Chávez é que, quem primeiro deu a notícia foi a rede de TV TeleSul, e a primeira pessoa a falar com Zelaya por telefone foi Chávez. Ousado, este delinqüente bolivariano mandou uma clara ameaça a Micheletti: “Esperamos que os golpistas entreguem o poder e não vão massacrar esse povo ou tentar uma loucura. O mundo está na expectativa”. No entanto, logo após se certificar de que a embaixada do Brasil havia recebido clandestinamente Zelaya, o presidente Micheletti fez este comunicado que apenas pede o que é legal: que o Brasil ofereça asilo político a Zelaya ou o entregue às autoridades para ser julgado como qualquer outro cidadão que tem um processo pendente na justiça.



Até agora o Brasil não se pronunciou mas Lula disse desde New York - onde foi para a reunião da comunista e cúmplice ONU -, muito inflamado e com os olhos esbugalhados, que “não se pode mais admitir na América Latina, que militares dêem golpe de Estado e fiquem impunes isto é intolerável!”.

Esta atitude mesquinha, covarde, ilegal e condenável sob todos os aspectos do governo brasileiro, trará, como já está sendo visto, conseqüências muito nefastas, sobretudo aos hondurenhos que serão as vítimas desta rebelião que começa a se formar. Que recaia sobre os ombros e a responsabilidade dos Srs. Luiz Inácio Lula da Silva, Marco Aurélio Garcia e Celso Amorim, os danos físicos, morais e materiais que ocorrerem ao povo hondurenho. E se houver um massacre, não culpem o presidente Micheletti ou as Forças de Segurança hondurenhas, mas aos que agiram clandestinamente, de má-fé e calculadamente, tramando desde o Foro de São Paulo, conluiados com a OEA, a ALBA e a ONU.

Se houver um massacre em Honduras, terá sido planejado e executado por estes mesmos que advogam pelo “retorno à democracia”, do mesmo modo que foram planejados os massacres de 11 de abril de 2002 na Venezuela, e em 11 de setembro de 2008 na Bolívia. Seus autores são os mesmos de sempre e nós os conhecemos bem!

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Sugestão aos bem-pensantes: Internem-se

Olavo de Carvalho

Diário do Comércio, 30 de janeiro de 2006

 

Passou despercebido à grande mídia, e eu mesmo só reparei agora: durante a conferência “ Axis for Peace 2005 ”, promovida em novembro do ano passado pela rede www.voltaire.net com o apoio da Al-Jazeera e do canal chavista Telesur, o general russo Leonid Ivashov afirmou que o terrorismo internacional não existe, que é tudo invencionice de Washington. Os atentados ao World Trade Center e ao Pentágono, segundo ele, foram encenações, montagens criadas por George W. Bush para desestabilizar a ordem mundial da ONU e impor o domínio americano a todo o planeta.


Não, perplexo leitor, isso não é propaganda de vodca. Ivashov é vice-presidente da Academia Russa de Problemas Geopolíticos, foi secretário do Conselho de Ministros da Defesa da Comunidade de Estados Independentes (CEI) e, por ocasião do 11 de setembro, era chefe do Estado-Maior das Forças Armadas russas. Bêbado ou sóbrio, ele é a voz de Vladimir Putin. E não consta que estivesse bêbado. Pela sua boca, foi o próprio governo russo que saiu alardeando a boa e velha explicação conspiratória da guerra contra o terrorismo.


Lançada originariamente pelos próprios organizadores da conferência, a teoria, em si, não tem pé nem cabeça. Nenhum governo democrático tão fiscalizado pela oposição e vasculhado pela mídia xereta como o dos EUA poderia montar em segredo uma farsa desse tamanho, desafio temível até para ditaduras com absoluto controle dos meios de informação.


Mas o que importa não é a teoria, na qual seus inventores jamais acreditaram. É o fato de que seja aprovada, ao menos da boca para fora, por tão ilustre hierarca de um país que, nominalmente, continua aliado dos EUA na guerra contra o terrorismo. Indícios de que a Rússia fazia jogo duplo nunca faltaram. As armas apreendidas com terroristas islâmicos são quase sempre russas, quando não são chinesas. Putin tem acalmado as suspeitas com a desculpa do contrabando. A fala do general assinala uma mudança de tática, bem ao velho estilo soviético, passando dialeticamente da ocultação à ostentação: se não existe terrorismo, as armas russas não precisam mais ser desmentidas; podem ser alardeadas como ajuda meritória prestada a puros heróis libertários. Aí a adesão à teoria psicótica começa a fazer sentido.


Mas a mudança de clave do discurso publicitário não é um capricho isolado. O próprio Ivashov deixou isso claro, ao usá-la como prefácio à idéia bem mais substantiva que defendeu em seguida: o fortalecimento da ONU, alicerçado numa “união geoestratégica da civilização”, para deter a “expansão do imperialismo”. Distraidamente, como quem não quer nada, ele sugeriu que essa nova estrutura de poder militar mundial deveria ter como centro a Organização de Cooperação de Shangai, que reúne Rússia, China, Cazaquistão, Quirziguistão, Tajiquistão e Uzbequistão. Que importa uma mentirinha a mais ou a menos, se é para servir a um plano tão grandioso? Uma ONU transformada em instrumento da Rússia e da China e devotada a paralisar ou destruir o poderio americano: esse é o único objetivo que logicamente condensa e explica toda a conduta recente não só dessas duas potências, mas de seus aliados e servidores conscientes ou inconscientes nos organismos internacionais, nos partidos de esquerda, nas organizações terroristas, nas quadrilhas de narcotraficantes hoje quase todas unificadas sob o comando da máfia russa (que é o próprio governo russo), na rede de ONGs ativistas espalhadas pelo mundo, na mídia elegante e até nos círculos alegadamente “nacionalistas” das nações periféricas (está vendo, Andrade Nery? Não me esqueci de você). O desertor da KGB Anatoliy Golytsin já tinha revelado esse plano na década de 80. Vários estudiosos, como Stanislav Lunev, Jeffrey R. Nyquist, Constantine C. Menges, Jack Wheeler e até eu que sou mais bobo, concordávamos que, adivinhação ou não, Golitsyn não estava de todo errado. Foi fácil aos bem-pensantes livrar-se de nós chamando-nos malucos e “teóricos da conspiração”. Mas, agora, que é que eles que vão fazer com o general Ivashov? Ou mandam interná-lo, ou nos dão alta do hospício. De quebra, sugiro que se internem a si próprios, como Simão Bacamarte.


Nota e fontes


* Anatoly Golitsyn, que mencionei acima, é um alto funcionário da KGB que no início da década de 80 fugiu para os EUA e tentou alertar a CIA para uma espetacular mudança estratégica do movimento comunista internacional, de cuja preparação ele tinha sido testemunha direta em reuniões do Comitê Central do PCUS com os comandantes dos serviços secretos soviéticos. Explicarei isso com mais detalhe em algum dos próximos artigos, mas, em essência, a idéia era sacrificar a unidade do Estado soviético em favor da diversificação e expansão do movimento comunista mundial, que paralelamente deveria abdicar de toda unidade doutrinal e dedicar-se à formação de um cerco mundial anti-americano, tomando como centros articuladores os grandes organismos internacionais. Na época, pouca gente acreditou, mas hoje sabe-se que, das previsões feitas por Golitsyn com base nas informações de que dispunha, 95 por cento já se realizaram, incluindo a queda do Muro de Berlim. V. Anatoly Golitsyn , New Lies For Old: The Communist Strategy of Deception and Disinformation (Dodd, Mead & Company, 1984).


* Em 1998, no seu livro Through the Eyes of the Enemy(Washington, Regnery), o coronel Stanislav Lunev, o desertor de mais alta patente do serviço secreto militar soviético, afirmou: “A guerra fria não terminou. Agora ela é entre a Máfia russa e os EUA.” A máfia russa tem duas características distintivas: (1) Ela está tão bem infiltrada nos altos escalões oficiais que é impossível distingui-la do próprio governo russo. (2) Desde pelo menos 1993 ela conseguiu unificar sob o seu comando todas as máfias do mundo, tornando-se uma espécie de Comitê Central do crime organizado (v. Claire Sterling,Thieves' World: The Threat of the New Global Network of Organized Crime , New York, Simon & Schuster 1994). Até hoje a chamada “grande mídia” (mais própriamente grande mérdia) não registrou o fim das guerras entre máfias, o fenômeno mais importante da década de 90, sem o qual a montagem do cerco anti-americano teria sido impossível por falta de verbas. Hoje em dia, um terço do dinheiro que circula nas bolsas dos grandes centros vem do crime organizado, o que basta para explicar as boas relações entre a elite financeira e as Farc (lembrem-se da visita amável de Richard Grasso, presidente da New York Stock Exchange , ao comandante da narcoguerrilha colombiana, Raul Reyes, em 26 de junho de 1999).


* Em perfeita harmonia com o general Ivashov, o New York Times condena a hipótese de ações militares contra o Irã e propõe, em lugar delas, o plano da Rússia: transferir as pesquisas iranianas de urânio enriquecido para seu próprio território, onde a fiscalização de oficiais russos bastaria para dar ao mundo uma “garantia suficiente” (!!!) de que o material não seria usado para fins bélicos contra os EUA. Não é à toa que muita gente no movimento conservador tem esse velho diário novaiorquino na conta de órgão oficial da quinta-coluna anti-americana nos EUA.

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

A ONU e a ameaça aos direitos humanos



Filed under: Sem Categoria — Prof. Felipe Aquino at 2:45 pm on Wednesday, December 24, 2008

 

Entrevista com Mons. Michel Schooyans

 

SÃO PAULO, quinta-feira, 25 de dezembro de 2008 (ZENIT.org). - Quando se celebram os 60 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, a maior ameaça ao documento e aos princípios ali proclamados vem da própria entidade que deu vida ao texto: a ONU.

 

Neste mês de aniversário da Declaração de 1948, Zenit entrevistou mons. Michel Schooyans, renomado especialista em filosofia política e demografia.

 

Mons. Schooyans é membro da Pontifícia Academia para a Vida, da Pontifícia Academia das Ciências Sociais e professor emérito da Universidade de Lovaina (Bélgica).

 

 

–Fale-nos, por favor, do surgimento da Declaração de 1948.

 

–Mons. Michel Schooyans: A ONU foi criada em 1945 com a carta de São Francisco e, de certa forma, consolidada em 1948 com a Declaração Universal dos Direitos Humanos. Foi consolidada na base de uma missão essencial que é a promoção dos direitos de todo ser humano. Todo ser humano tem direito à vida, afirma o artigo terceiro da Declaração. O texto convida todos os homens, países, governantes a reconhecer a dignidade de cada ser humano, qualquer que seja a sua força, a cor da sua pele, a sua religião, idade. Todos merecemos ser reconhecidos simplesmente pelo fato de sermos homens. É sobre esta base, diz a Declaração, que vamos poder construir novas relações internacionais, uma sociedade de paz e de fraternidade.

Se houve a Guerra Mundial que terminou em 1945, é porque houve um desconhecimento da realidade desses seres humanos que, todos, têm direitos inalienáveis e imperecíveis. A Declaração situa-se na continuidade de todas as grandes declarações que marcaram a história política e jurídica das nações ocidentais. Por exemplo, a Declaração da Independência dos Estados Unidos, de 1776, a Constituição dos Estados Unidos de 1787, a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, da França, em 1789, são as declarações clássicas. A Declaração de 1948 se situa na tradição mais fiel àquelas Declarações que demonstraram a sua eficácia no campo do reconhecimento e da promoção dos direitos humanos. Esses direitos são reconhecidos em decorrência de uma atitude moral e antropológica. Eu reconheço a realidade do meu semelhante. Eu me inclino na sua presença. Reconheço a sua dignidade. Ainda que ele seja doente, esteja no início ou no final da sua vida, ele tem uma dignidade igual à  minha.

 

 

–Que tipo de documento é a Declaração de 1948?

 

–Mons. Michel Schooyans: A Declaração não é um documento de Direito no sentido técnico da palavra. O documento enuncia os direitos básicos. Mas para que esses direitos básicos sejam colocados em prática, eles necessitam de uma tradução em textos legais. Precisam ser codificados. Devem ser prolongados em instrumentos jurídicos apropriados, no que se chama o direito positivo. Isso significa que os direitos proclamados em 1948 devem se exprimir em leis que serão aplicadas pelos governos das nações e controladas pelo poder judicial. São, portanto, duas coisas: primeiro, o reconhecimento da realidade de seres humanos que têm a mesma dignidade e os mesmo direitos básicos, e, por outro lado, instrumentos jurídicos que dão uma forma concreta, exigível, àqueles direitosreconhecidos como fundamentais.

 

Quando se trata da Declaração de 1948, convém perceber que os mesmos direitos fundamentais podem dar lugar a codificações diferentes de acordo com as diversas tradições jurídicas dos países. As nações podem traduzir diferentemente o mesmo respeito que elas têm aos direitos fundamentais dos homens.

 

O que acabamos de evocar é o que se chama a tradição realista. Essa tradição se inclina frente à realidade de seres concretos: você, eu e a universalidade dos seres humanos. Essa mesma tradição comanda todo o edifício das nações democráticas, não só o edifício jurídico, mas o edifício político, que também se baseia no reconhecimento da igualdignidade. Agora, hoje em dia, a Declaração de 1948, que se inspira nítida e explicitamente na tradição realista, e que foi redigida com a colaboração de um dos brasileiros mais ilustres da história, Alceu Amoroso de Lima, está sendo contestada.

 

 

–Que tipo de contestação?

 

–Mons. Michel Schooyans: Uma contestação que vem da influência da teoria positivista do Direito, elaborada sobretudo por um autor chamado Kelsen (1881-1973). Sob a influência de Kelsen, propagou-se uma nova concepção do direito e, portanto, dos direitos humanos. Tudo o que a gente explicou a respeito dos direitos inatos do homem que, por ser homem, tem naturalmente direitos, é contestado. Tudo isso é negado, é colocado entre parênteses, é desprezado e esquecido. Só subsistem as normas jurídicas; só subsiste o direito positivo, barrando toda referência aos direitos que os homens têm naturalmente. Nesse contexto, as determinações jurídicas são a única coisa que merecem estudo e respeito. Agora esses ordenamentos jurídicos, essas disposições lavradas nos Códigos, podem mudar ao sabor de quem tem força para defini-las. São puro produto da vontade de quem tem poder, de quem consegue impor a sua visão do que seja tal ou tal direito humano. De modo que, como salta aos olhos, a visão puramente positivista dos direitos humanos depende finalmente do arbítrio de quem tem a possibilidade de impor a sua concepção própria dos  direitos humanos, já que não há mais nenhuma referência à verdade, concernente à realidade do homem.

 

 

–Quais as consequências?

 

–Mons. Michel Schooyans: São trágicas. O positivismo jurídico abriu e abre o caminho para todas as formas de ditadura. Como o próprio Kelsen dizia, na União Soviética de Stalin havia estado de direito, já que havia leis. Era um ditador, mas ele fazia a lei.  Mas que lei? A lei que era a expressão da  vontade dele, da brutalidade dele. Não tinha referência a direitos que seriam naturais, que seriam objeto de uma verdade à qual a gente adere e que se impõe pelo seu fulgor. A lei no tempo de Stalin era reflexo da vontade do mais forte. Hoje em dia, a lei que permite o aborto, que permite a eutanásia, não é outra coisa. É uma lei que permite que vença a força do mais forte, que diz: já que tal é a minha vontade, nós vamos decidir quem pode ser admitido à existência e quem não pode.

 

Essa mentalidade entrou em várias agências da ONU. E a ONU hoje em dia está se comportando como uma superpotência global, transnacional, na linha exata de Kelsen. Ele mesmo diz que as leis nacionais, as que conhecemos nos nossos Códigos nacionais, devem ser submetidas à aprovação, validação, de um centro  de poder piramidal. A validez das leis nacionais depende da validade outorgada, concedida pelo poder supranacional aos códigos nacionais, particulares. Isso significa que as nações ficam totalmente alienadas da sua soberania e os seres humanos de sua autonomia. A gente observa isso todos os dias, nas discussões parlamentares. Muitos parlamentos são simplesmente teatros de marionetes que executam determinações vindo de fora, cumprem a vontade de quem impõe suas decisões, eventualmente comprando os votos, através da corrupção.

 

Isso tudo se passa sob o simulacro da globalização, que merece muito a nossa vigilância. É que, na mentalidade de quem adere a essa concepção puramente positivista do direito, a lei não está a serviço dos homens e da comunidade humana; está apenas a serviço deste ou daquele centro de poder. Este pode ser uma nação como os Estados Unidos, mas pode ser sobretudo a trama das vontades que se aglomeram nas Nações Unidas, apoiadas por numerosas ONGs, e também por algumas sociedades secretas, como a maçonaria. Isso mostra que hoje em dia o direito internacional tende a prevalecer sobre os direitos nacionais, a esmagá-los, pois estão sendo aos poucos desativados. É uma coisa terrível! Estamos assistindo à emergência de um direito internacional tirânico porque puramente positivista, ignorando os direitos humanos inalienáveis proclamados em1948. E a gente não percebe…

 

 

–Um novo tipo de totalitarismo?

 

–Mons. Michel Schooyans: Sim, porque daqui em diante a soberania das nações é pura fachada. Kelsen explica muito bem isso: o direito internacional, que dita sua lei às nações, deve ser ele mesmo validado, aprovado, pelo topo da pirâmide, pela instância suprema. Vejamos um exemplo: no momento em que estamos falando, há uma discussão na sede das Nações Unidas sobre a introdução ou não do aborto como “novo direito humano”. Seria uma nova versão da Declaração de 1948. Uma modificação calamitosa porque introduziria sub-repticiamente um princípio puramente positivo numa declaração que é antropológica e moral. Ali se colocaria também o direito à eutanásia. Restaria às nações particulares ratificar estes “novos direitos humanos” emanando da instância suprema. Isso significa que, como a referência aos direitos naturais dos homens já teria sido desativada, essa nova Declaração se tornaria um documento de direito puramente positivo, que deveria ser aplicado por todas as nações que aderissem ao novo texto da Declaração ou a algum outro documento similar.

 

É uma coisa pavorosa o que está quase acontecendo. E vai mais longe. A Corte Penal Internacional, que foi instituída há alguns anos, vai ter como área de competência julgar as nações ou as entidades que se recusarem a reconhecer esses “novos direitos” inventados ou a serem inventados. A Igreja Católica é um dos alvos possíveis dessa Corte Internacional. Já houve quem dissesse há anos que o Papa João Paulo II poderia ter sido intimado a comparecer no Tribunal Internacional por se opor a um “novo direito”, o “direito” da mulher ao aborto. Ameaça semelhante paira sobre Bento XVI. E no domínio da educação é a mesma coisa com a ideologia do gênero. Em virtude de um “novo direito humano”, as pessoas escolheriam o seu gênero, poderiam mudar de gênero. Então o gênero deve ser ensinado nas escolas. É doutrinação ideológica em grande escala, a ponto de quem não subscrever a essa ideologia ser passível de punição por uma corte internacional.

 

 

–Discute-se então uma alteração do texto da Declaração?

 

–Mons. Michel Schooyans: A Declaração de 1948 enuncia princípios fundamentais. São verdades primeiras, fundadoras. Nós reconhecemos esse fato, que o ser humano tem naturalmente direito à vida, à liberdade, à propriedade, a se casar, a se associar, a se exprimir livremente e que tudo isso não decorre da vontade arbitrária dos homens. Mesmo antes de entrar numa sociedade política, organizada, o homem já tem direitos humanos fundamentais. E os direitos precedem a lei. Mas o homem precisa que a sociedade se organize para que esses direitos sejam aplicados, respeitados e que, eventualmente, as infrações sejam reprimidas. Tudo isso está sendo questionado atualmente. Circulam abaixo-assinados. Há um abaixo-assinado a favor do aborto e outro contra. Mas os que mais alto gritam são os partidários da introdução de uma modificação da Declaraçãode 1948 que alteraria a natureza da Declaração, bem como da própria ONU.

 

 

–Isso é fruto unicamente da manipulação do poder ou também de um ‘obscurecimento das consciências’, utilizando uma expressão de Bento XVI?

 

–Mons. Michel Schooyans: Bento XVI tem motivos dos mais sólidos para insistir no papel e na nobreza da razão. Tudo o que acabamos de discutir são problemas de antropologia e de moral natural. Note-se que a defesa do ser humano não é um privilégio da Igreja; faz parte do patrimônio das grandes tradições morais da humanidade. A necessidade de defender o homem, de reconhecer a dignidade do homem é uma coisa à qual a gente tem acesso através do uso correto da razão. Infelizmente estamos assistindo a uma espécie de perversão da própria razão. A razão é utilizada para ser levada a certas armadilhas dela mesma. O homem é capaz de ser manipulado; é capaz de ser dominado. Em português há uma expressão muito bonita, ao que parece usada no candomblé, para dizer isso: a gente pode ‘fazer a cabeça’ de alguém. É exatamente isso. A razão de um indivíduo ou de um povo pode ser desconectada. E você pode encher a cabeça de alguém com idéias completamente malucas. É o caso do aborto e da eutanásia.

 

Na Bélgica, o aborto foi criminalizado pela lei em 1867. Quem mandou aprovar essa lei não eram os católicos, mas sim os liberais, que, naquela época, eram mais de tendência maçônica, como até hoje, aliás. Foram eles que fizeram essa lei. Os católicos aprovaram, mas a iniciativa veio dos liberais, então maioritários. Quer dizer que a razão funcionava. A razão deles tinha descoberto que era evidente que o ser humano devia ser protegido antes do nascimento. É uma questão de razão. Os tempos mudaram. Pode-se alterar a capacidade de raciocínio. Hoje assistimos a várias manobras que vão nesse sentido. Há os casos de aborto, de eutanásia, do gênero. Há o problema da homossexualidade: há 30 anos, quem teria pensado em promover um “novo direito” à homossexualidade? A razão humana é capaz de genialidade, mas é também uma faculdade delicada, vulnerável, frágil, uma faculdade que pode ser desmobilizada, hibernada. A pior forma de escravidão é a escravidão mental, a escravidão da razão, que comporta um brinde: o naufrágio da fé, porque não há ato de fé que não seja razoável. Então se você entra naquela confusão mental de dizer que o aborto é um direito, a eutanásia é um direito, você entra num processo que acaba corrompendo não só a sua razão, mas também a sua fé.

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

RESPONSABILIDADE SOCIAL: CONHEÇA ESTA ARMADILHA

Klauber Cristofen Pires - 22/10/2008
Representante do FDR para a Região Amazônica


Antes de começar a discorrer, necessito informar que nada tenho contra um indivíduo ou grupo de indivíduos que, em uma ação isolada ou organizada de forma permanente, pratiquem a caridade e a ajuda às pessoas necessitadas; isto porque a livre associação de pessoas para a conquista de quaisquer fins que não representem a agressão à vida, à liberdade e à propriedade de outrem é a própria essência do pensamento liberal.

A doutrina liberal tem no seu âmbito econômico apenas uma face da amplidão filosófica que abrange; na verdade, o que ela protege é o direito de cada ser humano de perseguir seus sonhos e sua felicidade, e entende que isto só pode ser possível se esta pessoa for livre e puder dispor de seus próprios recursos, adquiridos de forma originária ou contratual.

As coisas vistas dessa maneira adquirem cores totalmente novas em relação à arraigada idéia prevalecente hoje de que um empresário busca somente o lucro, pois então haveremos de admitir quantas coisas boas foram criadas por pessoas que se deram à produção de algo por amor ou convicção, sendo o respectivo negócio apenas um meio de realizar o objeto de seus projetos de forma sustentada

Aliás, bem se diga, ousaria dizer que são justamente estes indivíduos os que mais têm proporcionado bem-estar à humanidade, de modo que o sucesso financeiro que desfrutam caracteriza antes uma conseqüência do que uma causa.

Bill Gates, o dono da Microsoft, tem sido um ardoroso visionário e profetizando que cada lar viesse a ter um micro-computador, já cumpriu seu projeto nos países desenvolvidos e está a poucos passos de repeti-lo nos emergentes como o Brasil. Foi a sua determinação em construir softwares amigáveis, que qualquer um pudesse operar o que tem possibilitado isto. Como ele, são incontáveis os casos de indivíduos que têm no seu negócio uma realização pessoal: pessoas que gostavam de se reunir com os amigos para degustar charutos abriram tabacarias; outras que eram elogiadas por suas habilidades culinárias abriram restaurantes ou churrascarias; e assim por diante.

Como ensina Ludwig von Mises, existe este sistema de trocas - o sistema capitalista - em que uma pessoa dá a outra algo em retribuição por algo diferente que ela deseja. Neste sistema, ninguém é obrigado a seguir sob coação as ordens de ninguém e qualquer um pode cooperar da forma como quer e de acordo com seus talentos, disponibilidades e possibilidades. Além deste, não bastante, existe também um outro, que caminha de forma paralela, no qual pessoas se unem voluntariamente para propiciarem o bem-estar de outras sem delas cobrar nada em troca.

Um sistema alimenta o outro, e o mais interessante: ambos dependem do financiamento - e portanto da aprovação – da população. Uma padaria que não se empenha em produzir os melhores pães está condenada à falência, do mesmo modo que a entidade filantrópica pode perder seus patrocinadores se eles vierem a descobrir que seus recursos são desviados ou mal empregados. Muitas vezes, estas atividades se confundem em uma só, como é o caso do médico consagrado que vai à periferia atender os menos afortunados ou da escola que distribui bolsas. Trata-se, portanto, de um complexo e intricado mutirão.

Porém, nada disso envolve a figura do que tem sido chamado de “responsabilidade social”. Responsabilidade implica “responsabilização”, tal como aquele que é “responsabilizado” (demandado) civil ou penalmente. Trata-se, portanto, de uma imputação de culpa, de delito, de má-conduta, e conforme prospere este entendimento, há ainda de se tornar uma figura juridicamente concretizada no direito positivo, se é que já não foi, tenha-se em vista a previsão constitucional de que a propriedade “atenderá a sua função social”, como estabelecido no art. 5º, inciso XXIII da nossa confusa carta magna.

A responsabilidade social nada mais é do que um conceito de origem marxista, fincado na idéia de que o empresário é uma figura maligna, que causa pobreza e exclusão social por intermédio de sua atividade e que deve pelo menos tentar expiar parcialmente a sua culpa empenhando-se na nas ditas “causas sociais”, na esperança (vã) de obter com isto a piedade de seus detratantes. 

Uma ilustração muito real desta visão foi proporcionada pelo próprio presidente Lula quando, logo no início de seu governo, proferiu em entrevista à imprensa televisiva nacional, por ocasião de um grande evento sobre responsabilidade social ocorrido no Nordeste, que “nem todo empresário é um sujeito ruim”. Ora, o que ele pretendia dizer com isto, senão afirmar, como um nazista, que nem todo judeu é um “sujeito ruim”?

A responsabilidade social atende a dois objetivos de uma só vez: primeiro, transfere aos empresários a responsabilidade de realizarem aquelas coisas que os políticos prometiam fazer a pretexto de aumentarem os impostos, na mesma medida em que os liberam de tais afazeres para que possam dedicar-se exclusivamente...à política, oras! Em seguida, faz com que os empresários financiem a própria destruição, já que, nos programas que patrocinam, empregam militantes que doutrinarão os seus assistidos justamente contra eles próprios, e que no futuro, ocupando posições relevantes na sociedade, exponenciem toda sorte de investidas contra a sociedade livre, seja como operadores de direito, acusando ou julgando contra os empresários, sejam como professores, detratando-os perante seus alunos, sejam como políticos ou eleitores, promulgando leis anticapitalistas.

Os empresários precisam compreender este ardil e modificá-lo a seu favor. 

Para tanto, nenhum jovem precisa ser alijado da escola, muito menos nenhum doente de um hospital. Tudo o que precisa ser feito é que seja protagonizada uma mudança de mentalidade, e a primeira atitude a ser tomada é justamente a extinção da denominação “responsabilidade social”, juntamente com a imputação de culpa que no conceito vem embutido.

Troquem-na por exemplo, por “ação humana”, “ação empresarial”, ou o título que seus melhores profissionais de marketing sugerirem

Em seguida, mudem o script: ensinem aos assistidos sobre os valores da responsabilidade e do mérito individual, da cooperação humana, e do valor do trabalho e da atividade empresarial.

Hoje, entre os assistidos, destacam-se não os melhores profissionalmente, mas sobretudo aqueles que melhor dominam a arte da política, que nada mais é do que arregimentar a força e a vontade dos outros para seus objetivos próprios e na perseguição aos seus inimigos e rivais. Com a mudança do paradigma aqui sugerido, logo os que vão se destacar serão aqueles que, dotados de mérito e reconhecimento pelos seus pares, conhecem a fundo seu ofício e se empenham a servir aos demais – especialmente os consumidores. Agindo assim, em poucas gerações uma mentalidade mais simpática à liberdade individual e à atividade empresarial há de florescer, com gigantescos benefícios a toda a sociedade.

Portanto, caro amigo empresário, tome esta iniciativa: faça deste limão uma limonada! Reúna-se com seus sócios e amigos e modifique urgentemente esta situação!

domingo, 17 de agosto de 2008

ONU diz que é hora de lidar com passado na Anistia

CLIQUE AQUI E VOTE CONTRA A LEI QUE VAI ACABAR COM A LIBERDADE NA INTERNET BRASILEIRA


Amigos,
Atenção a isto.

Há tempos Olavo de Carvalho vem alertando para as ativas intenções - nada ocultas - de se fazer da ONU o órgão executivo de um governo mundial de feição esquerdista, com ingerência em todos os países, por sobre os governos constituidos.

Abaixo, em vermelho, um dedo nos dá a natureza do gigante: somos os únicos a ainda manter a anistia e, de acordo com o "perito", isto é coisa feia - temos que fazer igual aos outros.

Este "perito em direitos humanos" nos avisa que não se deve atuar por "vingança aos militares", sub-entendendo-se ser apenas uma questão de justiça executá-los.
Típico da fauna esquerdopata, afirma que não diz o que disse: vingança contra os militares.

Observe-se que omite por completo qualquer menção ao terrorismo criminoso dos comunistas combatidos. Ou seja, crimes são apenas as ações dos soldados. A bestialidade homicida dos comunas era apenas atos necessários para a causa: os fins justificam os meios. Este princípio "ético" fundamental da esquerdopatia, se trocado em miúdos, afirma que a priori, a 'causa comunista' é em si tão santa e perfeita que seus inumeráveis crimes são "atos santificados por princípio".

E os 'santos' não apenas afirmam, exigem que acreditemos!

Pari passu,
esta tão refinada suscetibilidade ética - sanhudamente atuante contra aqueles que no passado combateram o comunismo - cala-se ante a presente brutalidade homicida das tiranias comunistas em Cuba, Rússia, China, Vietnã do Norte... As constantes violações dos direitos humanos essenciais destes povos não são vistas pela ONU ou seus "peritos". O pedido de instauração de um tribunal internacional para julgamento dos crimes dos anteriores governos comunistas, há anos repousa em águas mornas nos escritórios da ONU, esquecido...

Sa'c'umé, não interessa...

A repugnante hipocrisia do tal "perito em direitos humanos" - Jean Ziegler - vai além: " A manutenção da lei corrói a moral do país."

Lá do alto de sua sabedoria este 'santo' nos diz, a nós brasileiros, que é a lei da anistia a responsável direta pelos mensalões, por dólares encuecados, pelo assassinato de Celso Daniel e de nove testemunhas, pelos laços de compadrio entre o governo comuno-petista com as FARC terroristas narco-traficantes, além do PCC e CV, pelas depredações do MST, pelas tentativas de liberar o uso de drogas pesadas, pelas intenções de legalizar o aborto, pelas leis lenientes que impedem a punição dos criminosos, pelos quase diários escândalos de corrupção que nascem do comuno-petismo...

Curtinho: executamos os militares que incriminam os comunas... e tudo fica bem! Isto é, o doente tem febre alta? Ora, basta quebrar o termômetro malvado...

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Aqueles que real e profundamente conhecem os esquerdopatas estão nos alertando há décadas, sem serem ouvidos:
"Com comunistas não se discute, não se negocia, não se fazem acordos: como aos virus, exterminam-se!

São o mais insidioso e mortal inimigo com que a Humanidade teve que haver-se nos milênios de História conhecida."
Enquanto item essencial à tomada do Poder, a pressão pela vingança contra os militares é 'causa sagrada' dos comunas - porque são a única e última força viva nacional com capacidade de derrotá-los. Dominando os meios de comunicação, de formação de opinião, os sinistros continuarão o incansável martelamento do tema sobre a mente popular... até que consigam seu intento.

Os terríveis exemplos do Chile, Argentina e Uruguai estão à mostra do que a Peste Vermelha pode fazer com seus inimigos.

Bom fim de semana. Se puderem, claro...

M.

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ONU diz que é hora de lidar com passado na Anistia

Do portal do ESTADÃO

Peritos da ONU avaliam que é hora de o Brasil "lidar com seu passado" e rever a Lei de Anistia. "Está mais do que na hora de o Brasil enfrentar esse assunto da anistia. Não por vingança contra os militares. Mas porque o Brasil é praticamente o único grande país latino-americano que não tratou do assunto", alertou Jean Ziegler, perito da ONU que nas últimas três décadas vem atuando como ativista em direitos humanos. "A manutenção da lei corrói a moral do País."
O perito cubano que atua pela ONU, Miguel Alfonso Martinez, afirma que o tema do fim das leis de anistia e dos desaparecidos ganha força na ONU. Ele presidiu nesta semana a reunião do Comitê Consultivo do Conselho de Direitos Humanos da ONU, um órgão que acaba de ser criado para pensar inovações nessa área. "O tema cresce e ganha espaço", afirmou.

Já em 2001, um comitê da ONU sugeriu ao governo brasileiro que reavaliasse sua Lei de Anistia. Em 2004, outro comitê das Nações Unidas voltou a levantar o assunto em reunião privada com o governo. A sugestão foi de que a lei fosse abolida.

Se depender da ONU, as leis de anistia no mundo estão com os dias contados. O primeiro passo seria a criação do direito à verdade. Por esse mecanismo, os governos seriam obrigados a dar informações e investigar crimes como tortura, mortes e desaparecimentos ocorridos mesmo em períodos ditatoriais. As leis de anistia, como a que existe no Brasil, não poderiam, então, ser usadas para impedir investigações nem revelações de fatos.

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Contra a criação de 216 países na Amazônia

Do portal TRIBUNA DA IMPRENSA
Por Helio Fernandes em 08 de abril de 2008

A quase totalidade dos senadores desconhecia os riscos da Declaração Universal dos Direitos dos Povos Indígenas da ONU. As matérias do repórter Carlos Newton aqui nesta Tribuna representaram enorme alerta, houve pânico geral. Artur Virgilio foi à tribuna do Senado e mostrou o que pode e certamente acontecerá na Amazônia.

Contou os fatos mas não pôde fazer análise, que é também assustadora, desmembradora, desagregadora e destruidora da nacionalidade. (Parece, de outra maneira, a luta do presidente Lincoln, de 1860 a 1864, para evitar a divisão dos EUA. A luta que começou como combate à escravidão se transformou em esforço heróico e desesperado, para que o país não se DESAGREGASSE. Por isso, na História é lembrada e estudada como "Guerra da Secessão").

Agora estamos ameaçados de divisão maior, sem que tomem providências para defender a integridade e a integração do Brasil. Precisou o repórter Carlos Newton esmiuçar o assunto para que alguns tomassem conhecimento do que está na ONU há muito tempo. Deputados e senadores vão e voltam da ONU e não sabem de coisa alguma. Agora têm que definir se estão contra ou a favor do Brasil ÚNICO e SOBERANO, como fez Artur Virgilio.

Descaso, imprudência ou inconseqüência, desconheciam que a tal Declaração assinada pela representação brasileira na ONU não pode ser aprovada no Senado. Essa é uma questão que mereceria CPI de alto nível, com representação igual dos maiores partidos. É importante e não pode ser tratada em apenas um discurso ou dois.

Essa CPI iria verificar que diplomatas do Itamarati (com o desconhecimento total do chanceler, que não sabia de nada) cometeram crime de lesa-pátria. Se os senadores aprovarem a tal Declaração, será transformada em NORMA CONSTITUCIONAL e terá que ser cumprida.

O que é que os diplomatas brasileiros aprovaram na ONU? A CRIAÇÃO DE 216 NOVOS PAÍSES na Amazônia, que serão DESMEMBRADOS do território nacional. Todos esses 216 NOVOS PAÍSES serão independentes e totalmente desligados do Brasil.

Alguns serão MINÚSCULOS (como o Principado de Andorra), outros, maiores do que a Itália e a França, e que já tem até nome: "PAÍS IANOMAMI". Todos os interessados no desdobramento do Brasil se escondem atrás dos "pobres indígenas, coitados, tão explorados e abandonados". Explorada e abandonada é a Amazônia em toda a sua existência. Índios de "terno e gravata", aculturados, que não representam coisa alguma, ganharam terras continentais, que já venderam de "papel passado".

PS - Como esta não é uma questão pessoal e sim a DEFESA da SOBERANIA NACIONAL, e o impedimento de uma GUERRA CIVIL que na certa acontecerá, chamo a atenção dos presidentes da República, sejam de que partido forem, para que ASSINEM DECLARAÇÃO CONJUNTA, condenando a Declaração que está para ser votada na ONU.

PS 2 - Sarney, Collor, Itamar, FHC, Lula, independente de divergências, esqueçam tudo por um momento, e lancem MANIFESTO-LIBELO em defesa da Amazônia, contra a divisão do Brasil. Se ficarem omissos, SERÃO RESPONSABILIZADOS, HOJE E SEMPRE.

quinta-feira, 24 de abril de 2008

As melhores soluções são sempre as do mercado

Do portal MÍDIA SEM MÁSCARA
por João Luiz Mauad em 22 de abril de 2008

Resumo: Quem melhor sabe o que produzir, como produzir, quanto produzir e como produzir é o produtor, guiado pelo infalível mecanismo de preços livres do mercado, que por sua vez é comandado pelas demandas dos consumidores.

© 2008 MidiaSemMascara.org

“Biofuels might play an important role in addressing GHG emissions in the transport sector.”

(IPCC/ONU AR4/SPM – maio/2007)

“Producing biofuels today is a crime against humanity.”

(Jean Ziegler – FAO/ONU – abril/2008)

A recente escalada dos preços das commodities alimentícias – com o conseqüente alvoroço por ela desencadeado – torna esta uma excelente oportunidade para um debate mais profundo em torno de questões econômicas importantes, porém geralmente distorcidas pelo rolo compressor do discurso ambientalista e politicamente correto.

O primeiro ponto a destacar é a influência nefasta que a paranóia do aquecimento global já começa a produzir sobre os destinos da nossa civilização, conduzida pelas mãos sempre ávidas, mas nem sempre escrupulosas, do intervencionismo estatal. Gerada no ventre da quimera ambientalista, uma nova onda de planificação econômica se levanta, criando soluções mágicas e panacéias várias, sob o olhar tenso e ansioso da opinião pública.

O exemplo mais didático disso é o dos chamados biocombustíveis. Apoiados no forte apelo político da guerra contra as mudanças climáticas e, por extensão, contra o monstro dos combustíveis fósseis, políticos e burocratas, mundo afora, passaram a estimular – pela via dos subsídios e benefícios fiscais – a utilização em larga escala dos biocombustíveis, transformando-os na solução redentora para o problema da energia.

Em maio do ano passado, o famigerado quarto relatório do IPCC (leia-se ONU) trazia uma recomendação enfática para o uso, em larga escala, dessa panacéia. Em pouco tempo, e graças à disseminação de incentivos governamentais espúrios ao livre mecanismo de oferta e demanda no mercado, boa parte do agronegócio, espalhada pelos cinco continentes, deixou de lado a lavoura para fins alimentícios e voltou-se para a dita “agricultura energética”. Tudo isso justamente no momento em que a entrada da China no mercado global de commodities fazia prever um aumento significativo na demanda de alimentos para consumo humano.

Era fácil prever o que aconteceria. Até mesmo o provecto ditador cubano deu a receita para o desastre, assim que o presidente Bush resolveu estimular a produção de etanol de milho na maior economia (e maior celeiro) do planeta. Era evidente que a redução da oferta de milho (desviada para os biocombustíveis) e outros grãos (cuja área plantada foi substituída pelo plantio subsidiado do milho) faria o preço dessas commodities disparar e tornaria a vida dos mais pobres mais difícil. Mas políticos e burocratas são, por sua própria natureza, arrogantes, acham que têm a solução para quaisquer problemas, sejam eles econômicos ou sociais. Além disso, a visão de longo prazo nunca foi mesmo o forte dessa gente, cujo horizonte geralmente só vai até a próxima eleição.

Não surpreende, portanto, que, na última semana, menos de um ano após a divulgação do relatório do IPCC que recomendava o uso dos famigerados biocombustíveis, um alto comissário da ONU, Sr. Jean Ziegler, venha a público para desmentir a própria instituição onde trabalha, dizendo ao mundo que “a produção de biocombustíveis é um crime contra a humanidade”. Seria cômico, se não fosse trágico...

(Um parêntese importante: não por acaso, os “verdes” e assemelhados – mentores e comparsas do senhor Ziegler - que hoje falam em “crime contra a humanidade” são praticamente os mesmos que, além de outrora incentivarem o uso de combustíveis orgânicos, sempre se colocaram contra a mecanização do campo, o uso de fertilizantes e inseticidas químicos ou sementes geneticamente modificadas. São os mesmos que empunham as bandeiras do MST e vituperam contra o agronegócio no Brasil. Em resumo, são os mesmos cujas políticas retrógradas que defendem fazem com que a produtividade média da agricultura “orgânica” na África ou na América Central seja praticamente 1/10 da norte-americana.)

É o que dá deixar decisões que afetam milhões de pessoas nas mãos de meia dúzia de burocratas, principalmente quando sujeitos ao proselitismo ambientalista e ao lobby voraz de empresários. Um dia, eles “acham” que descobriram o Ovo de Colombo. Quando as conseqüências de suas desastradas decisões começam a aparecer, essa mesma descoberta já se transforma num “crime contra a humanidade”. Oportunistas e conhecedores da memória curta e da falta de informação da opinião pública, ainda aproveitam para pôr a culpa em quem? Nos especuladores e na ganância do mercado, é claro. É infalível a estratégia.

Malgrado o susto que isso possa causar num primeiro momento, entretanto, o aumento dos preços das commodities era uma reação absolutamente previsível por parte do mercado e, de todo modo, indispensável para que as coisas voltem, num futuro próximo, aos seus devidos lugares. Senão, vejamos.

A primeira lei da economia diz que recursos e fatores de produção são escassos. Dessa lei, deriva outra, que nos fala de um tal custo de oportunidade. Segundo esta última, a utilização de recursos numa determinada empreitada impede que eles sejam usados em qualquer outra. Assim, a terra, as sementes, as máquinas, o trabalho humano, os fertilizantes, o capital e tudo mais necessário para se produzir um determinado produto, não poderá ser utilizado na produção de qualquer outro. Logo, a escolha do agricultor pela produção de mamona, por exemplo, automaticamente exclui qualquer possibilidade de, utilizando os mesmos fatores, produzir alimentos para consumo humano ou animal.

É exatamente isso que tem acontecido com o milho, grão utilizado nos EUA para a produção de etanol e que vem ocupando cada vez mais lavouras, antes destinadas a outras culturas, como soja, trigo e algodão. De acordo com o jornal O Estado de São Paulo, a demanda de milho para a produção de etanol foi de 40,7 milhões de toneladas na safra de 2005/06; 53,8 milhões em 2006/07; 81,3 milhões em 2007/08 e estima-se que atinja os 104 milhões na safra 2008/09. Não surpreende, portanto, que a área plantada de milho tenha crescido nada menos que 19%, só na safra 2007/08, segundo dados do Departamento de Agricultura (USDA) daquele país. Com o aumento da demanda interna, os americanos deixaram de exportar, no mínimo, 50 milhões de toneladas de milho, fazendo com que o preço do produto disparasse no mercado internacional.

Ora, enquanto os subsídios para a produção do etanol forem atrativos e a rentabilidade dos agricultores for maior ao vender seu produto para a fabricação do combustível do que para o consumo humano e animal, não haverá jeito. Quando, porém, os preços das commodities no mercado subir a tal ponto que torne menos rentável a produção de etanol do que de alimentos, não tenham dúvida de que a oferta voltará com força. Esse fato costuma acontecer no Brasil recorrentemente. Graças à política de preços mínimos para o álcool carburante, os produtores de cana-de-açúcar têm a garantia de uma rentabilidade mínima para a produção do combustível. Basta, entretanto, que os preços do açúcar subam no mercado internacional, para que comece a faltar álcool por aqui. É simples: o produtor vende para quem lhe paga melhor.

Mas a alta dos preços tem ainda uma outra virtude: provavelmente fará aumentar os investimentos na produção e comercialização de grãos para alimentação, o que ajudará, a médio prazo, a equilibrar os volumes de oferta e demanda. Qualquer investidor está atento aos sinais emitidos pelo mercado e sempre procurará antecipar-se a ele. Voltemos, por exemplo, ao caso do milho: desde que o presidente Bush anunciou os subsídios para a produção de etanol a partir deste grão, do qual os EUA são os maiores produtores, a área plantada do mesmo, no Brasil, já aumentou sensivelmente. Só na safra 2007-08, esse crescimento foi de 8%, segundo dados do Ministério da Agricultura.

Como se vê, quem melhor sabe o que produzir, como produzir, quanto produzir e como produzir – da forma mais eficiente – é o produtor, guiado pelo infalível mecanismo de preços livres do mercado, que por sua vez é comandado pelas demandas dos consumidores. Se os políticos e os burocratas deixassem a sua arrogância e "sapiência” de lado e entendessem isso, o mundo economizaria bilhões, jogados fora todo ano, graças às nefastas intervenções dos governos (aí incluída a maldita ONU) nesse processo.

O autor é empresário e formado em administração de empresas pela FGV/RJ.

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Campanha vai mostrar ao STF que reservas indígenas são fachada para a pirataria mineral contra o Brasil

Do blog ALERTA TOTAL
Por Jorge Serrão em terça-feira 22 de abril de 2008

“A quem interessa a homologação de supostas reservas indígenas, em faixa de fronteira, por sobre províncias minerais de trilhões de dólares? Interessa à Pirataria Internacional. Portanto, todos os que defendem essas supostas reservas indígenas ou são idiotas ou traidores vendilhões da pátria. Os índios são mera história de cobertura para o saque às fabulosas riquezas minerais do nosso território”.

Essa advertência, produzida pela ONG União Nacionalista Democrática (UND), circula desde ontem nos e-mails de oficiais das Forças Armadas, da ativa e da reserva. Será uma das bases de argumento da grande campanha de conscientização que será lançada, em todo Brasil, para comprovar os interesses escusos que se escondem na “defesa da demarcação das terras indígenas no Brasil” – como defende o chefão Lula, agindo como vassalo das grandes mineradoras internacionais que exploram o País. O primeiro alto da campanha será é o caso da Raposa do Sol, falsa reserva indígena que terá seu destino decidido pelo Supremo Tribunal Federal daqui a dois meses.

O Instituto de Terras e Colonização de Roraima, baseado em informações de diversos órgãos públicos federais, revela que a reserva indígena Raposa /Serra do Sol é rica em diamante, molibdênio, e minerais radioativos. Além disso, o mapa preparado pelo Instituto aponta a presença de ouro, ametista, cobre, caulim, barita, diatomito e zinco. A Companhia de Pesquisas e Recursos Minerais (CPRM), órgão do Ministério de Minas e Energia, também verificou que na região existe titânio, calcário, nióbio, além de indícios de urânio e tório.

O estudo “A Questão Minerária na Amazônia: a Coincidência das Áreas Indígenas”, elaborado em 2004 pelo então vice-governador de Roraima, Salomão Cruz, e pelo economista Haroldo Amoras, revela uma relação direta entre áreas demarcadas ou pretendidas com a presença abundante de minérios. Os alvos da cobiça dos piratas internacionais, que usam ONGs como “laranjas” para defender seus interesses escusos, são mais de 11 milhões de hectares de terra indígenas contínuas na fronteira do Brasil com a Venezuela e Guiana. A área rica em minérios soma as reservas Raposa Serra do Sol, São Marcos, com 654 mil hectares a e Yanomami com 9,4 milhões de hectares.

A reserva Raposa Serra do Sol, em Roraima, foi homologada de forma contínua. São 1,74 milhão de hectares - incluindo áreas de fronteira do Brasil com a Venezuela e a Guiana - para uma população de cerca de 15 mil índios das etnias Macuxi, Taurepang, Wapixana e Ingarikó. O curioso é que se destina 1,74 milhão de hectares para quinze mil índios. São mais de 10 mil m2 para cada índio. O desgoverno Lula quer expulsar de lá a população de não-índios, entre os quais os produtores de arroz. A entrada, trânsito e permanência de não-índios na reserva ficam proibidos, com exceção de autoridades federais ou particulares especialmente autorizados.

Pressão pesada

Líderes indígenas querem o apoio da Organização das Nações Unidas (ONU) para a homologação da Reserva Raposa/Serra do Sol, em Roraima, em área contínua, que é questionada pelos cidadãos de bem e bom senso no Brasil.

Os índios armaram até um discurso sobre o tema, em encontro realizado em Nova York.

Leia também o artigo de Adriana Vandoni: Os riscos reais são outros

Reclamação militar antiga

Em 1993, um ano depois da famosa Rio-92, a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, em pleno governo Collor de Mello, o então chefe do Estado Maior das Forças Armadas, almirante Arnaldo Leite Pereira, emitiu um parecer contra a demarcação da reserva Raposa Serra do Sol.

O Almirante alertou que “a decisão em conceder áreas de dimensões exageradas, ricas em minerais e de difícil controle, ocupadas por minorias pouco expressivas da população brasileira, para estudos antropológicos de indígenas, pode levar a pressões internacionais insuportáveis, se propalada uma pretensa impossibilidade de fiscalização, controle e proteção da área”.

Naquela época, o documento do então EMFA (que tinha mais poderes que o atual Ministério da Defesa) destacou:

“A política brasileira para os índios e comunidades indígenas tem o propósito de reservar a sua cultura e integrá-los, progressiva e harmoniosamente, à comunhão nacional (Estatuto do Índio). Depreende-se que o melhor a se fazer em prol dos índios e das comunidades indígenas é manter o contato mais próximo possível com as demais partes da comunidade brasileira”.

Portanto, as atuais críticas do General Augusto Heleno, que tanto assustaram os Palhaços do Planalto, são bastante antigas...

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Gallup: 61% dos brasileiros estão ‘insatisfeitos’

Do blog JOSIAS DE SOUZA
Escrito por Josias de Souza em 29 de fevereiro de 2008 às 03h50

Citado na autobiografia de Mark Twain, Disraeli (1804-1881) ensinou que há três tipos de mentiras: mentiras, mentiras deslavadas e estatísticas.” As pesquisas de opinião, por científicas, produzem estatísticas nas quais se pode confiar até certo ponto. O ponto de interrogação.

Há duas semanas, o instituto Sensus foi às ruas e informou que a aprovação de Lula roça o céu: 69,9%. Há na rede uma outra pesquisa, realizada pelo norte-americano Gallup com resultado contrastante. Realizada em julho e agosto de 2007, mostra um brasileiro de humor azedado.

Em vez de perguntar ao entrevistado se aprova o presidente ou sua administração, o Gallup quis saber se o brasileiro está satisfeito com os esforços do governo para atenuar os problemas da população mais pobre.

Nada menos que 61% das pessoas ouvidas disseram que não estão satisfeitas com a maneira que o país trata os seus pobres. Mais: 69% acham que o fosso entre pobres e ricos está aumentando no Brasil. A sensação captada pelo Gallup não coincide com os fatos. Órgãos nacionais, como o Ipea, e internacionais, como a ONU e o Banco Mundial, atestam que as desigualdades sociais e de renda vêm se estreitando no país.

Parte dos dados da pesquisa foi exposta em texto redigido a propósito da descoberta, pela Petrobras, da megareserva de óleo, no campo de Tupi -aqui, em inglês, no sítio do Gallup. Ouviram-se 1.038 brasileiros acima de 15 anos. A margem de erro, segundo o instituto é de três pontos percentuais. Abaixo há um vídeo com a apresentação dos dados. Foi obtido pelo repórter no blog TV Política. Infelizmente, a locutora fala em língua inglesa.

Fica uma sólida impressão: em se tratando da captação do humor das pessoas, o resultado das pesquisas depende enormemente da formulação das perguntas. Que venha logo um Datafolha!

Curiosidade: o escândalo dos cartões de crédito, a kriptonita do momento, chegou ao conhecimento de 64,1% dos ouvidos. Nesse universo, a maioria desaprova o uso –e o abuso— de cartões (83,1%), acredita que o malfeito afeta a imagem do presidente (74,9%) e pensa que ministros e servidores pilhados devem perder o cargo e devolver o dinheiro (70,2%).


terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Governadores bolivianos EVO "I"MORALES na ONU e na OEA

Governadores bolivianos de oposição apresentaram nesta terça-feira em Miami queixa à ONU (Organização das Nações Unidas) e à OEA (Organização dos Estados Americanos) contra o governo do presidente Evo Morales.

Íntegra aqui.

terça-feira, 27 de novembro de 2007

Fundador do Weather Channel: Aquecimento Global é a maior fraude da história

Do portal MÍDIA SEM MÁSCARA
por Gerson Faria em 27 de novembro de 2007

Resumo: John Coleman, fundador da TV a cabo The Weather Channel, deu início a uma série de matérias curtas tentando explicar por que não vê fundamento científico no Aquecimento Global.

© 2007 MidiaSemMascara.org

O fenômeno “aquecimento global” devido a fatores humanos parece estar ocorrendo de fato. Não na natureza, e sim no debate público em torno ao assunto. No último dia 11, John Coleman, fundador da TV a cabo The Weather Channel e atualmente meteorologista da Kusi News, de San Diego, deu início a uma série de matérias curtas tentando explicar por que ele não vê fundamento científico no Aquecimento Global.

Coleman não foi o primeiro a se levantar contra a fraude. Vários outros cientistas já se manifestaram contrários ao caráter político, não científico e totalitário, criados e mantidos pela ONU e congêneres. Críticos inclusive participantes do próprio IPCC da ONU. Talvez o melhor documentário até hoje realizado trazendo com pormenores esse assunto é “The Great Global Warming Swindle” (http://www.greatglobalwarmingswindle.co.uk/ ou aqui com legendas em um post do próprio Cavaleiro do Templo), que fornece qualidade ao debate, sem a necessidade de prêmios da Academia e nobéis.

Cientistas não precisam de prêmios e nem de reconhecimento público. Por mais que se queira negar, apenas um cientista pode estar mais certo do que outros 200 ou 2000. A categoria “democracia” não se aplica à busca da verdade. A voz do povo não é a voz da ciência e muito menos de Deus. E quem precisa desse tipo de compensação de massas são os atores e personalidades políticas. É claro que o meio científico pode se tornar refém de verbas públicas e de projetos políticos e por esses se direcionar. Mas não a ciência em si.

Um dos maiores físicos da história, Richard Feynman, fugia aos telefonemas dos suecos, quando de sua premiação ao Nobel. E nunca teve a pretensão de explicar seus diagramas ao mundo, prometendo a salvação. Feynman foi um cientista de fato.

Mas há um outro ponto mais prosaico que sempre escapa à crítica. Os cientistas que, com base na realidade dos dados da natureza e sua dinâmica, rejeitam a hipótese de aquecimento global antropogênico, normalmente são difamados ao estilo leninista, perseguidos e tachados de “negacionistas” (http://www.midiasemmascara.com.br/artigo.php?sid=5592), de “receber dinheiro da indústria do petróleo” e outros. Já Al Gore, que é abertamente um investidor no eco-negócio com sua empresa Generation Investment Management, e de fato ganha dinheiro com a histeria ecológica, é poupado. E, como bom político, não tem pudores de, conhecendo tanto de meteorologia quanto Britney Spears de cardiologia, sair propagando retoricamente pseudoteses comprovadamente furadas. Científico isso não é, mas pode ser até democrático, ou seja, opinar mesmo sem ter conhecimento nenhum do assunto, bastando a existência de uma platéia.

Mas a voz de Coleman parece vir em boa hora. Ele é um experiente homem da TV e daí talvez sua linha argumentativa seja mais palatável ao público do que os gráficos de correlação usuais dos cientistas sérios e da retórica de salvação-danação dos falsos profetas.

Eis a íntegra de seu libelo:

“Esta é a maior fraude da história. Estou perplexo, horrorizado e extremamente ofendido por isso. Aquecimento Global: isso é uma FRAUDE. Alguns cientistas covardes com motivações políticas e ambientalistas manipularam dados científicos de longa duração para criar uma ilusão de aquecimento global acelerado. Outros cientistas do mesmo tipo, do ambientalismo lunático, pularam para dentro do círculo para apoiar e ampliar a ‘pesquisa’ para avançar na reivindicação totalmente direcionada e fraudulenta do aquecimento global. Seus amigos no governo direcionaram imensas verbas para pesquisa, de modo a manter ativo o movimento. Logo clamaram ser um consenso.

Extremistas ambientais, notáveis políticos entre eles, agruparam-se com filme, mídia e outros jornalistas ambientalistas de esquerda para criar esse cenário ‘científico’ selvagem da civilização, ameaçando as conseqüências do Aquecimento Global a menos que adiramos à sua agenda radical.

Agora, sua ridícula manipulação da ciência foi aceita como fato e se tornou o tema fundamental para a CNN, CBS, NBC, Partido Democrata, Governador da Califórnia, professores e, em muitos casos, cidadãos ambientalmente conscientes e bem informados, porém facilmente enganáveis. A apenas um repórter da ABC foi permitido discordar do frenesi do Aquecimento Global com um segmento de 15 minutos de um documentário.

Eu não me oponho ao ambientalismo. Não me oponho às posições políticas de um ou outro partido. No entanto, Aquecimento Global, i.e., Mudança Climática, não tem nada a ver com ambientalismo ou política. Não é uma religião. Não é algo em que se crer. É ciência: a ciência da meteorologia. Esta é minha área de experiência de uma vida. E estou afirmando que o Aquecimento Global é um não-evento, é uma crise manufaturada e uma fraude total. Digo isso sabendo que provavelmente não acreditará em mim, um mero apresentador do clima na TV, desafiando um Prêmio Nobel, ganhador do Prêmio da Academia e do Emmy e vice-presidente dos EUA. Que assim seja.

Li dezenas de artigos científicos. Conversei com numerosos cientistas. Estudei. Pensei sobre o assunto. Sei que estou certo. Não há uma mudança climática desgovernada. O impacto dos seres humanos no clima não é catastrófico. Nosso planeta não está em perigo. Sou incensado pelo incrível glamour da mídia, pela besteira politicamente correta e pela rude rejeição aos contra-argumentos pelo alto prelado do Aquecimento Global.

Em tempo, daqui a uma década ou duas, essa fraude ultrajante será óbvia. Quando a temperatura aumentar, as geleiras polares derreterem e mesmo assim as enchentes costeiras e supertempestades não ocorrerem como predito, todos perceberão como foram ludibriados. O céu não está caindo. Ciclos naturais e mudanças do clima são tão ou mais responsáveis por qualquer alteração climática (global) que esteja ocorrendo. Acredito de modo convicto que nos próximos vinte anos será tão provável de se ver uma onda de resfriamento como hoje vêem uma de aquecimento.”

Pequena entrevista de Coleman à CNN, no programa de Glenn Beck:
http://edition.cnn.com/video/#/video/bestoftv/2007/11/13/glenn.beck.global.warming.cnn

Blog de John Coleman:
http://www.kusi.com/weather/colemanscorner/11338421.html

Artigo original de Coleman:
http://icecap.us/index.php/go/joes-blog/comments_about_global_warming/

Traduzido e adaptado exclusivamente para o MSM por Gerson Faria

Comentário do Cavaleiro do Templo: Olavo (de Carvalho) já havia dito que o motivo real desta farsa toda é mover o mundo contra os Estados Unidos, um dos únicos redutos da resistência mundial ao imbecilismo que assola o planeta, qual seja a mentalidade revolucionária. Ao diminuir a produção industrial, ataca-se o coração daquele país.

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".