Não demonstre medo diante de seus inimigos. Seja bravo e justo e Deus o amará. Diga sempre a verdade, mesmo que isso o leve à morte. Proteja os mais fracos e seja correto. Assim, você estará em paz com Deus e contigo.
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
CLUBE MILITAR ENTREVISTA O DR HEITOR DE PAOLA
quarta-feira, 22 de julho de 2009
Honduras e o Foro de São Paulo
INTERNACIONAL - AMÉRICA LATINA
Há muito perdi a inocência de aceitar humilde e passivamente o lugar que os revolucionários deixam para os defensores da liberdade na guerra assimétrica: enquanto eles agem como bem entendem, nós temos que nos restringir a ações legais. Não houve golpe em Honduras, mas se houvera, eu o defenderia da mesma forma. A remoção de um títere de Fidel Castro para o retorno ao Império das Leis (rule of law) com a garantia da "vida, da liberdade e da busca da felcicidade" é sempre bem vinda.
Quando da destituição, há 17 dias, do Presidente de Honduras, Manuel Zelaya Rosales, pela Suprema Corte, seguindo processo constitucional, e sua posterior expulsão do país, percebi que estava ocorrendo algo inédito na Iberoamérica - denominação preferível àquela inventada pelas esquerdas cepalinas na década de 50, América Latina: pela primeira vez a organização criminosa castrocomunista Foro de São Paulo estava sendo desafiada. Mesmo tendo tomado conhecimento pela mídia dominada pelas esquerdas que berrava "golpe militar em Honduras"!, ficou claro para mim que aquele pequeno país centro-americano estava dando um exemplo para o mundo. Era óbvio que a quadrilha não ia deixar por menos e iria reagir com todas suas forças, principalmente agora que conta com o poderio da fraude Obama como um dos seus capi. Imediatamente pus meu website à disposição das forças atuantes contra o foro e dei-lhe o subtítulo de HONDURAS LIVRE/BRASIL.
Com exceção do que recebo pela entidade à qual pertenço, UNOAMÉRICA, do que é publicado em Mídia Sem Máscara e da guerreira sempre a postos Graça Salgueiro, a maioria das contribuições avulsas vêm de brasileiros preocupados. Isto traz duas notícias auspiciosas. Em primeiro lugar orgulha-me o crescimento de meu website neste um ano e pouco de funcionamento. Muito mais importante, todavia, é que um número grande de brasileiros se mostra interessado no assunto, dando, de certa forma, razão ao nosso itinerante hóspede do Planalto: se a moda pega!!!
É claro que recebo também comunicações de outros teores. Os ataques, ignoro. Mas alguns leitores querem ingenuamente que eu veja os dois lados da questão. A esses, respeitosamente advirto que meu website não é neutro e aqui só serão publicadas matérias favoráveis às forças defensoras da liberdade na Iberoamérica e no mundo. Por outro lado, há muito perdi a inocência de aceitar humilde e passivamente o lugar que os revolucionários deixam para os defensores da liberdade na guerra assimétrica: enquanto eles agem como bem entendem, nós temos que nos restringir a ações legais. Não houve golpe em Honduras, mas se houvera, eu o defenderia da mesma forma. A remoção de um títere de Fidel Castro para o retorno ao Império das Leis (rule of law) com a garantia da "vida, da liberdade e da busca da felcicidade" é sempre bem vinda.
Não é assim que eles agem. A OEA, por exemplo, condena a destituição legal de Zelaya e aceita de volta com aplausos a pior ditadura que assola nosso continente há quase cinqüenta (com trema!) anos? A ONU não fecha os olhos para o genocício em Darfur e para o terrorismo islamo-comunista enquanto condena as medidas defensivas de Israel, o único país onde impera o rule of law em todo o Oriente Médio? Não é assim que age a "comunidade internacional", eufemismo para as poderosas fundações e as ONGs por elas sustentadas, tolerando as atrocidades de Mugabe, Ahmadinejad, Kim Jong-il e outros patifes e reagindo histericamente às ações infinitamente menos graves de Abu Ghraib e Guantánamo? Por que deveríamos agir diferentemente?
Se considerarmos, como eu o faço, que a vida, a liberdade e a busca da felicidade são valores absolutos, eternos e imutáveis e que "os governos são instituídos para preservá-los", então, sempre que "um governo tenta destruir esta finalidade é um direito do povo alterá-los ou abolí-los para instituir um novo governo que seja fundado naqueles princípios".
ENTREVISTA COM HEITOR DE PAOLA PARA A REVISTA DO CLUBE MILITAR
O Dr Heitor De Paola, 64, é médico psiquiatra e psicanalista, membro da International Psycho-Analytical Association e do Board of Directors da Drug Watch International e Diretor Cultural da BRAHA, Brasileiros Humanitários em Ação, articulista e escritor, com diversos artigos publicados no Brasil e no exterior, e um livro. No passado, pertenceu a organização Ação Popular (AP) da esquerda revolucionária. Em entrevista à Revista do Clube Militar, o Dr De Paola falou sobre sua experiência passada, sobre seu desencanto com a esquerda, e sobre sua visão atual dos acontecimentos políticos no Brasil, na América Latina e no mundo. Articulista do jornal eletrônico Mídia Sem Máscara, dos Jornais Inconfidência e Visão Judaica, e do site Ternuma. Site pessoal: www.heitordepaola.com.
1) Dr De Paola, inicialmente pediríamos que o senhor nos relatasse algo sobre sua experiência como militante de organização de esquerda.
Minha participação começou já em 1959 quando a esquerda da JEC (Juventude Estudantil Católica, versão secundarista da JUC) conquistou pela primeira vez a UGES (União Gaúcha de Estudantes Secundários), com uma campanha ardilosa. Inicialmente fiquei limitado ao mundo estudantil até a renúncia de Jânio. A partir de então engajei na campanha da “legalidade” de Leonel Brizola, então Governador do RS, posteriormente na campanha pelo plebiscito para a volta do presidencialismo (janeiro de 1963). Neste mesmo ano, já universitário, mantive minha participação estudantil, participei do Congresso da UNE que elegeu José Serra Presidente e neste ano começaram meus contatos com a Ação Popular (AP) e com a Juventude Trabalhista.
Senti que eu precisava entender melhor no que estava me metendo e me inscrevi num curso de marxismo do PCB e facilmente fui fisgado por aquela cantilena mágica que fornecia meia dúzia de regrinhas para explicar tudo o que se quisesse. Entrei para a AP pouco depois do comício da Central (13/03/64) e no dia 1º de abril liderei uma greve que atingiu quase todas as faculdades de Pelotas, RS, com exceção da agronomia, onde predominavam filhos de fazendeiros que nos expulsaram a pauladas! Esta greve era coordenada com a Casa do Trabalhador, reduto do PCB.
Em 65 fui eleito Vice-Presidente da UNE num Congresso cercado pelo DOPS e pela Força Pública, no Centro Politécnico de SP. Na campanha da UNE Volante, em outubro, fui preso em Fortaleza, CE, ficando até dezembro no 23º BC. A Diretoria foi desbaratada, sobrando apenas um dos Vices. Em janeiro 66 haveria um Congresso na União Internacional de Estudantes (UIE) na Mongólia ao qual não consegui comparecer.
Nos dois anos seguintes levei uma vida dupla: como já estava visado, abandonei a política estudantil e integrei o Comando Zonal Sul da AP, encarregado principalmente de Rio Grande, RS. Lá, organizei duas células operárias e uma camponesa e ainda ajudei a montar o esquema de passagem Brasil-Uruguai via Jaguarão-Rio Branco. Em janeiro de 68 saí. Os estudos teóricos, geralmente com estrangeiros clandestinos, versavam sobre Mao, Ho Chi Minh, Giap, Régis Debray.
2) E como se deu o desencanto com a esquerda?
Desde que entrei para a AP rebelei-me contra o extremo autoritarismo que reinava entre seus membros, disfarçado de livre discussão – a “luta interna”. Eu já havia estudado Marx e Lenin e conhecia teoricamente o conceito de “centralismo democrático” (Cavaleiro do Templo: esta turma da esquerda adora contradições, não é mesmo? O que seria o centralismo de algo que é/seria "de todos, para todos"?), mas jamais o havia experimentado ao vivo. No entanto logo ocorreu a contra-revolução de 64 e me convenci que, num movimento clandestino, ele é fundamental, pelo menos por razões de segurança.
Outro fator foi quando, em 65, sendo Vice-Presidente da UNE, percebi a enorme hipocrisia de reuniões para promover a revolução proletária em mansões de altíssimo luxo com farta distribuição de bebidas importadas e carros idem. Numa delas encontramos com altos dirigentes da AP, inclusive o Coordenador Nacional, Herbert José de Souza, o Betinho e eles me pareceram plenamente satisfeitos e adaptados ao local.
Eu percebia, também, um absoluto desprezo pelos outros, os quais só serviam enquanto fossem úteis à causa ou a propósitos mais sórdidos dos dirigentes. Um dos operários que eu “ampliara” foi despedido, ninguém – nem eu – o ajudou, passou a beber, foi abandonado pela família. Outro, um camponês, foi mandado para um encontro no Nordeste e jamais voltou e passou a ser proibido perguntar por ele.
Mas não quero passar por inocente: só saí em função da luta armada, que não aceitei. Não fosse isto eu teria permanecido mais tempo, não sei quanto.
3) Pode-se afirmar que há sinceridade nas afirmações de ex-terroristas, quando alegam que pegaram em armas para salvar a democracia no Brasil?
Absolutamente nenhuma sinceridade! A “luta armada” começara ainda durante o governo democrático de João Goulart, em 1961 e, se teve que ver com alguma ditadura, foi com a cubana. No dia 1º de maio daquele ano a revolução cubana abraçou oficialmente o comunismo e tornou-se uma cabeça de ponte soviética na América Latina. Note-se também que neste ano houve uma radicalização da guerra fria e a construção do Muro de Berlim. A exportação da revolução para o resto do continente começou imediatamente visando, primariamente, a Venezuela – por causa do petróleo – e o Brasil – por seu imenso território e importância estratégica em função da industrialização que avançava lentamente, mas de forma segura. E também por possuírem as Forças Armadas mais capacitadas do continente e era necessário vingar-se de
Três mentiras precisam ser desfeitas:
a- De que a “resistência democrática” começara após o “golpe” de 64. Na verdade, este movimento cívico-militar só ocorreu em conseqüência do grau que já alcançara o avanço revolucionário sobre o poder.
b- De que a luta armada foi desencadeada após o AI-5. Agitações, atos terroristas, focos guerrilheiros precederam a promulgação do mesmo e foram a sua causa.
c- De que a esquerda revolucionária lutava para restaurar a democracia. Não conheci – e continuo quarenta anos depois sem conhecer – nenhum esquerdista democrata. A esquerda visa, ao contrário, implantar o comunismo. Só. O resto é balela.
4) O senhor ao passar a defender princípios contrários aos que esposava no passado sofreu algum tipo de reação traumática em seu relacionamento pessoal?
Logo no início sim. Quando me recusei a prosseguir no caminho revolucionário, exatamente em função da aprovação da luta armada pela AP em janeiro de 68, sofri ameaças de meus antigos “companheiros”, que incluíam pessoas a mim chegadas. Mas eu ainda não defendia princípios contrários. Permaneci alguns anos numa espécie de limbo ideológico, a convalescença veio bem mais tarde, como já expliquei em artigos, conferências e livro. Durante alguns anos eu ainda era procurado por antigos companheiros, inclusive após minha mudança para o Rio. É impressionante como me localizaram rapidamente. Mas não houve mais ameaças, apenas tentativas de arregimentar-me outra vez e contribuições para o sustento do pessoal clandestino.
5) Que considerações o senhor faz sobre o Foro de São Paulo?
A principal consideração não é minha, mas dos próprios fundadores do FSP: é uma organização que reúne as esquerdas da América Latina na tentativa de recuperar neste continente o que fora perdido do Leste Europeu. Ora, o que se perdeu lá – se é que se pode dizer que tenha havido alguma perda? O comunismo. Portanto é uma falácia dizer que o FSP é um clube de amigos, apenas um fórum de debates, cujas decisões não são mandatórias. Segundo seu próprio idealizador, fundador e por anos Secretário-Geral, Marco Aurélio Garcia, trata-se da refundação do comunismo, não mais como uma “revolução proletária”, mas seguindo os ensinamentos de Antonio Gramsci, privilegiando a revolução cultural. Pode dar a impressão de não haver unidade já que o grau de evolução é distinto nos diversos países, mas Hugo Chávez já explicou claramente que, enquanto ele vai de Ferrari, outros são obrigados a ir mais devagar: “O gradualismo é uma estratégia necessária dos governantes esquerdistas para se fazerem aceitar aos poucos”. É ainda MAG quem disse: “Primeiramente temos que dar a impressão de que somos democratas. No início teremos que aceitar certas coisas. Mas isto não durará muito tempo”.
O regime que virá a se estabelecer é a ditadura de terceira geração: a repressão não mais generalizada, como o paredón de Fidel, mas seletiva. São atacadas algumas pessoas ou organizações cuidadosamente selecionadas e o resto se intimida. Veja-se o que ocorre na Venezuela e mais recentemente no Equador, na Nicarágua e na Bolívia.
Apenas secundariamente o FSP foi fundado para tirar Cuba da situação em que se encontrava após o fim da mesada soviética, sendo a última Resolução da OEA cancelando a expulsão de 1962, um dos objetivos secundários plenamente atingidos pelo FSP.
6) Como o senhor analisa o chamado socialismo bolivariano?
Fiquemos com o substantivo porque o adjetivo é falso: socialismo, a fachada de sempre para esconder o fato de que é o velho comunismo. O “bolivarianismo” é uma falácia, uma mistura de elementos incompatíveis para enganar a população e unir comunismo com orgulho nacionalista – ou latinista, pois se pretende implantá-lo em todo o continente – enquanto sua pseudo-doutrina é marxista-leninista e maoísta na origem, nos meios e nos objetivos. Em 1858, em contundente artigo denominado Simón Bolívar, Karl Marx ataca o Libertador com sua costumeira fúria e mordacidade. O desprezo de Marx por Bolívar era tão profundo que, no verbete biográfico que escreveu para a New American Encyclopaedia, ele analisa em detalhes cada uma de suas campanhas, nega suas aptidões militares e, pior ainda, nega-lhe a valentia. Segundo Marx, Bolívar sempre abandonou seus homens em batalha para fugir covardemente. Como então juntar Marx e Bolívar na mesma mixórdia ideológica de Chávez? É só para inglês – ou americano – ver!
7) Como o Senhor vê a verdadeira lavagem cerebral que os estudantes brasileiros têm sido submetidos nas escolas brasileiras, em todos os níveis de ensino?
Como parte essencial da revolução cultural, da “longa marcha para dentro dos aparelhos de hegemonia da burguesia”: educação, mídia, sociedades científicas, Igreja Católica e Forças Armadas, visando modificar o senso comum (as bases tradicionais do pensamento e dos valores ocidentais). Obviamente a educação é primordial, pois abrange desde a mais tenra idade, como já se vê ocorrer com as crianças que, submetidas à doutrinação marxista, já se voltam contra os pais e a família.
A obra maléfica de Paulo Freire, A Pedagogia do Oprimido, começou a ser utilizada na década de 60, antes mesmo do livro que consolidou o pensamento freiriano, principalmente nas escolas de monges capuchinhos, jesuítas e dominicanos. Doutrinando, ao invés de ensinar, foi destruindo lentamente e de forma sutil, toda a educação clássica e formando robôs com “consciência social” e não mais pessoas eruditas. A juventude de hoje sequer consegue articular frases coerentes, mas sabe muito bem quem são os “opressores e os oprimidos”, não conhece – ou desdenha – os heróis nacionais, mas cultua Che, Mao, Fidel, etc. desconhece a rica literatura brasileira e portuguesa, mas conhece bem a reles pseudo-literatura dos Best Sellers. A atual geração de pais e mães já foi deformada de modo que não podem ser “opressores” dos próprios filhos e deixam a eles decisões que não têm condições de tomar. Já estamos perto do caos total e isto se reflete nos baixíssimos índices que a educação brasileira vem obtendo.
8) O senhor lançou recentemente o livro “O Eixo do Mal Latino-Americano”, um estudo minucioso da evolução do comunismo entre o pós-guerra e o Foro de São Paulo. Que comentários pode fazer sobre mais essa obra sua?
Deixo a palavra com o Professor Ivanaldo Santos que, recentemente, elaborou uma resenha do livro: “Neste livro Heitor De Paola apresenta, a partir de sólida documentação, como milhões de pessoas estão sendo submetidas a um sistema de profunda lavagem cerebral e, por conseguinte, de total anestesia política. Esse sistema é financiado pelos governos esquerdista-liberais, por ONGs e fundações internacionais. Além de amplas fontes de recursos financeiros existe a cumplicidade de setores estratégicos da sociedade como, por exemplo, a grande mídia, parte da intelectualidade universitária e setores da Igreja que se auto proclamam de “progressistas” e “esclarecidos”. Entre esses setores ganha destaque a Teologia da Libertação (TL). Uma teologia de inspiração marxista e ateísta que, na prática, funciona como a quinta coluna, a qual tem por finalidade minar e, se possível, destruir a Igreja por dentro, ou seja, a partir de seus sólidos alicerces evangélicos e filosóficos. (...) Por fim, afirma-se que o livro de Heitor De Paola é fundamental para a compreensão da história e das atuais estratégias planetárias de implantação de um governo único e, com isso, acabar com a liberdade. Este livro pode ser o primeiro passo de um processo de esclarecimento e contra-revolucionário na América Latina e no mundo. Justamente o processo que a atual sociedade precisa para novamente poder compreender e experimentar a liberdade e a dignidade humana”.
sexta-feira, 10 de outubro de 2008
Importantíssimo: Heitor de Paola e Guilherme Afif Domingos
segunda-feira, 1 de setembro de 2008
BRAZIL: THE INVISIBLE REVOLUTION
29 de agosto de 2008
Comentário do Cavaleiro do Templo: em MENOS DE UMA SEMANA o portal PAPÉIS AVULSOS do Heitor de Paola foi "detonado" duas vezes. Aqui está a resposta para os sociopatas de plantão. Entendam que quanto mais vocês tentarem, mais perderão.
When will the Western world wake up to Brazilian threat to freedom?
A PREVIEW
Heitor De Paola
(This is a preview of a larger article that will be published in the near future. Emergency circumstances made this preview mandatory. These circumstances included massive attacks on my site, www.heitordepaola.com, with a variety of viruses and Trojan horses that precluded remaining online for more than a day in order to upgrade security levels.)
In recent years Latin American Countries have been facing a renewed leftist movement that jeopardizes the little remaining individual liberty, freedom of speech and most of all private property rights and free enterprise there. The methods as well as the degree of violence vary from country to country. In Venezuela, Ecuador, Nicaragua and Bolivia, vociferous and blatant Presidents stridently announce nationalization of oil, gas, and businesses and there are constant threats against free press.
While this situation prevails noisily in those countries, Brazil is deemed as a quiet and peaceful nation that abides by the rule of law and sound capitalism. This is far from the truth. Actually, in 1990, President Lula da Silva was co-founder, together with Fidel Castro, of the huge and powerful communist organization Forum of São Paulo. The center of the subversive leftist movement in Latin America didn’t move from Havana to Caracas as a great number of political analysts say. Instead it moved to Brasilia. Caracas and Chávez are only well designed disguises to conceal the very source of all revolutionary actions in the Continent. The Forum of São Paulo was founded to “restore in Latin America what was lost in Eastern Europe”: communism, no less! And at the same time to save Cuba from the imminent disaster that the island was facing after the Soviet money injection ended. Deception is extremely important to divert attention from Brazil and in this way allow the quiet development of the most dangerous of all revolutions: the invisible revolution. Anyone who dares say Brazil has undergone a quiet yet sustainable journey to become a communist country is immediately certified as psychotic. Supposedly “well informed” analysts, including Mary O’Grady, Montaner and Vargas Llosa, with their theories about the existence of “two lefts” - one “carnivorous” and another “vegetarian” - and using “populism” instead of communism, when referring to Brazil, collaborate a great deal with the concealment. The US Department of State controlled by the Council on Foreign Relations seems to establish its policies toward Latin America based on the same assumptions. I wonder if the Defense Department thinks otherwise in rescheduling the 4th Fleet, but I don’t believe so. Perhaps they are only thinking of threats posed by Venezuelan’s Chávez.
However, anyone who looks attentively at Brazil’s social structure will see unfolding before one’s eyes many details, apparently detached from each other, that when unified reveal a terrible scene. From a Marxist-Leninist influenced education to statism; from attacks on Christian and moral values to invasion of all kinds of private property; from Government support of leftists NGO’s to growing corruption of the Legislative and Judiciary branches together with growing empowerment of the Executive - all converge toward a steady revolutionary trend and to a police state.
There are many fronts in this war but I must restrict myself in this brief article to a small part of what is going on in the countryside. For example, the MST (”Landless” Movement) is not what it is usually called, a “social” movement of poor farmers, but in fact a very rich guerrilla revolutionary movement - funded by American and European organizations such as Friends of MST and leftist Catholic foundations around the world - which have no interest at all in property for the landless but in destroying productive properties, agribusiness and experiments with genetically modified food. MST combines forces with many other revolutionary movements and is a branch of the powerful international guerrilla Via Campesina that has spread through 56 countries around the world.
However, there are other fronts where inconspicuous movements have been under way for the last thirty years or so. When suspicion is aroused and threatens to make them visible the political police branches start to move in order to prevent these suspicions from surfacing. In this preview I will stress only two points that, when I tried to expose them, motivated two massive attacks on my site in less then four days time: 1- the continuous and renewed attacks against Brazilian Armed Forces, particularly the Army, based on unproved accusations of torture in the past, and 2- the massive anti-rubella vaccination program developed by the Ministry of Health with the strong support of the United Nations through World Health Organization.
* * *
The attacks on the Army are widely announced by the president’s press secretary, a former terrorist and kidnaper of American Ambassador Charles B. Elbrick, and the Chairman of a so-called Special Secretary on Human Rights focused on some officers who participated in home security actions against terrorism or developed military actions against communist guerrillas, such as the one in Araguaia, in the seventies. Such attacks are coordinated on an international level by the United Nations and a myriad of NGO’s among them Amnesty International. Javier Zuniga, CEO of Amnesty, stated recently that ‘there are wounds that still are not healed’. How could they be if an average of 75% of Brazilian population considers the Armed Forces the most trustworthy institutions in the Country? At the same time, politicians of both Houses have an average of no more than 8-9%. Not healed for whom? For something so immaterial as an ‘international community’? Or for former terrorists who now govern many Countries in Latin America?
On the other hand, what moral credentials does Miguel Alfonso Martinez have to criticize Brazilian Army officers if he was nominated to the UN Human Rights Committee by the ‘exemplary defender of human rights’, Fidel Castro himself? Or Jean Ziegler who was nominated to same committee despite the strong protest of more than twenty Countries for being a notorious friend of the most truculent dictators like Robert Mugabe, Muammar Khadafi, Mengistu Haile Mariam and Fidel Castro? Ironically Ziegler created the ‘Muammar Khaddafi Prize for Human Rights’ which Ziegler awarded to himself in 2002! More details here.
The international coordination goes on by sentencing Argentine officers life in prison as well as the arrival in Brazil of Spanish ‘super-judge’ Baltasar Garzón, invited by the same people, who always find reasons to condemn right-side militaries but denied many lawsuits of families of Cuban prisoners against Castro.
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The second sensitive subject addressed by myself and many others is the Ministry of Health program on vaccination against rubella. Denunciations were brought by Argentine scientists of the University of Buenos Aires School of Pharmacy and Biochemistry that confirmed the presence of human Chorionic Gonadotrophin (ß-hCG), a hormone essential for maintaining pregnancy. The administration of ß-hCG in vaccines induces the female organism to create anti-hCG antibodies, which interpret the natural fabrication of hCG occurring in pregnancy as ‘enemies’ that must be eliminated at once, precluding, by this attack, the implantation of the egg cell in the uterus. In brief: if ß-hCG is inoculated in this form it becomes an abortion factor.
Other accusations have come to the fore recently. In 1995 the Philippine Supreme Court halted a vaccination program against tetanus supported by UNICEF due to contamination with ß-hCG. In 2004 in a Nigeria’s vaccination against poliomyelitis a scientist found sterilizer agents secretly introduced into vaccines. Another accusation came from a different source in Asia.
Although Brazil has almost 200 million inhabitants there were only 17 cases of congenital defects due to Congenital Rubella Syndrome last year (2007). Comparatively, the United Kingdom with less than half that population, had 43 certified cases. Besides, studies developed in the University of Rio de Janeiro Information Center for Travelers (CIVES) suggest that rubella is no more a danger for public health, dropping from 30 thousands certified cases in 1997 to 326 in 2005.
So why such an expensive vaccination program to inoculate adults from 20 to 39 years of age with 70 million doses? Are those vaccines really contaminated with ß-hCG? Is this a monstrous secret abortion program?
So much evidence and suspicions should at least lead to a thorough investigation by the public health authorities. But the only answer until now has been a nondescript one page press release from the Pan American Health Organization that failed to answer any scientific questions. This report is obviously released to reassure the Brazilian Ministry of Health Vaccine Program. It must be said that this Minister is a well known and self-defined pro-abortive activist.
At last I must state that I do not belong to any anti-vaccine activist group. On the contrary, a few years ago I had a strong and harsh discussion defending vaccination programs against some of these groups religiously or ideologically biased against vaccines. I have some articles on the subject from that date. See here and here (in Portuguese). And I still defend vaccination programs due to its efficacy in eradication of smallpox, poliomyelitis, tuberculosis and many others. By I cannot agree with the criminal and secret use of such powerful disease-control instruments used to murder human beings. If so many accusations have been brought, this situation must be thoroughly investigated beyond a doubt.
TRADUÇÃO FEITA PELO GOOGLE, CLIQUE AQUI.
segunda-feira, 25 de agosto de 2008
Entrevista com Heitor de Paola, autor do livro "O Eixo do Mal Latino-Americano e a Nova Ordem Mundial"
CLIQUE AQUI E VOTE CONTRA A LEI QUE VAI ACABAR COM A LIBERDADE NA INTERNET BRASILEIRA
Para bom entendendor, letra é discurso.
Parte I
Parte II
quinta-feira, 24 de julho de 2008
A MÍDIA E O MODO COMUNISTA DE PENSAR
MSM 20/02/2003

O fenômeno que ficou conhecido como “revolução gramcista” - que não passa de uma nova e mais eficiente estratégia subliminar de doutrinação marxista – foi bem sucedido porque há muitas pessoas ávidas por encontrar um meio simplista e esquemático de fingir que pensa. Quem jamais entrou neste esquema terá dificuldades de entender este artigo; quem entrou e ficou, está tão obliterado pelo que se vai dizer aqui que se recusará sequer a pensar sobre isto. É preciso ter entrado e saído para entender plenamente. A tentação da palavra fácil é tão grande e a saída tão dolorosa e custosa, que são poucos os que se dispõe a enfrentar a si mesmos e admitir o quão burrificados estavam.
A razão é que mesmo os grandes mistérios que há milênios deixam a Humanidade perplexa perante sua própria ignorância, são explicados de maneira simplificada e compreensível para qualquer sujeito que decore as regrinhas básicas do pensamento “dialético”. Todas as relações humanas são facilmente explicadas dentro da noção de “luta de classes”. A metafísica é negada como “ideologia burguesa”, a religiosidade como superestrutura de justificação do domínio de classes. Não há mistérios. Tenta-se apresentar como ciência o que não passa de uma tentativa pífia de fazer uma religião “laica”.
Mas esta simplificação não se mantém sem pelo menos dois outros componentes. O primeiro é a necessidade de compartilhar as explicações com o maior número de pessoas possível. O comunista não pensa, substitui o pensamento por dogmas, é incapaz de uma opinião própria, sua, independente dos demais. Se não for compartilhado numa “consciência coletiva” a qualquer momento o dogma pode falhar, como freqüentemente ocorre, e o sujeito que não aprendeu a pensar por si mesmo, sente-se como um náufrago sem terra à vista. A perplexidade o ameaça de sucumbir ou de acabar pensando de verdade, com tudo de sofrimento que isto implica, pois pensar é um ato solitário e muitas vezes frustrante. A solução então é suspender a perplexidade até saber a opinião “do grupo”, que o reanima.
Estes grupos não funcionam iguais a outros, não se busca ali a livre troca de opiniões ou, como no caso de grupos decisórios, de chegar a uma maioria. É preciso mais, é necessário o “consenso”, a burra unanimidade, sem a qual a antiga perplexidade voltaria a ameaçar. Foi baseado na persistência nos adultos desta necessidade infantil, ou no máximo das “patotas” adolescentes, que Lênin criou o conceito de “centralismo democrático”, onde após a discussão “fecha-se uma posição” que passa a ser incontestável. Tais grupos funcionam obrigatoriamente de forma orgânica, isto é, não são grupos de indivíduos completos em si mesmos, mas de uma massa orgânica disforme na qual cada pessoa não passa de um órgão de um organismo completo, que é o próprio grupo. Decorre daí a noção errônea de que um grupo é mais do que a soma dos indivíduos que o compõe, que domina os debates sociológicos e psicológicos há décadas.
Como esta consciência coletiva não passa de uma falsa consciência, a simplicidade e unanimidade não são suficientes. É preciso evitar a qualquer custo o aparecimento de opiniões contrárias que venham a emergir dentro do grupo ou fora dele e que possam por a nu esta falsidade. O terceiro passo, portanto, é o que conhecemos por “patrulhamento ideológico”. Sobretudo é preciso impedir que alguns dos elementos do grupo escapem do condicionamento em que estão programados e, simultaneamente, ampliar ad infinitum o número de adeptos. Ora, felizmente a mente humana nem sempre é tão dócil assim e é preciso impedir a tentação de se deixar influenciar por “más companhias”, pessoas que efetivamente pensem e tenham idéias próprias.
É neste ponto que a necessidade da tomada de assalto dos meios de comunicação se torna fundamental. A mídia prolífica, fértil e polêmica que tínhamos há umas três décadas era combatida como “imprensa burguesa” à qual se opunham os jornais “populares”, que ninguém, a não ser os “adeptos”, lia, dada a indigência intelectual dos mesmos. Era preciso mudar este estado de coisas e como de nada adiantava o combate limpo e aberto, era necessário tomar por dentro, minar a criatividade, substituindo-a paulatinamente pela massa amorfa em que a máxima divergência seja a do “sim” com a do “sim, senhor” e todos concordem quanto aos slogans fundamentais, palavras que perderam todo significado, como “justiça social”, “cidadania”, “progressista” , “neoliberal” e tantas outras que conhecemos muito bem. Não tenho dúvidas que a obrigação de estudar jornalismo para ser profissional de imprensa foi um dos golpes mais duros na criatividade, pois os tais grupos tomaram de assalto as faculdades de jornalismo e passaram a criar uma choldra que nada mais faz do que repetir uns aos outros.
Finalmente, quem discorda é imediatamente anatematizado com outros slogans, como reacionário, direitista, conservador. Isto de público, dentro dos seus grupelhos os termos utilizados são impublicáveis. A Internet propiciou uma saída para esta situação, mas já é alvo do mesmo patrulhamento, com a expulsão de quem pensa diferente dos editores de sites interessados em manter a belíssima unanimidade da ignorância.
quarta-feira, 23 de julho de 2008
Novo site do HEITOR DE PAOLA

Lá você lê logo de cara:
"O mundo caminha célere e inexoravelmente para uma forma de Governo Mundial totalitário comandado pelas grandes Fundações através das ONG's. O núcleo deste Governo já está em pleno funcionamento e localiza-se na ONU, cujas agências funcionam como Ministérios Mundiais que tudo resolvem e a todos controlam. As soberanias dos Estados Nacionais estão ameaçadas, quando não são já uma farsa de governos que só servem para executar as instruções vindas de uma tal "comunidade internacional", indefinida por natureza. Além disto, tudo se encaminha para a destruição dos fundamentos judaico-cristãos da Civilização Ocidental e sua substituição por um paganismo animista e materialista que sustente um relativismo moral e cognitivo para reduzir a escombros os principais frutos desta Civilização, incluindo a ciência, a tecnologia e o desenvolvimento industrial e agrícola, alvos permanentes das "mentiras convenientes" do ambientalismo retrógrado.
O Brasil, desde a "Constituição Cidadã", vem se transformando numa satrapia desta comunidade, abrindo mão de sua soberania, da capacidade de gerar e fazer cumprir Leis próprias. Até nossas fronteiras já se transformaram numa peneira. O direito de propriedade fenece a olhos vistos. Seguindo as determinações de organizações alienígenas destrói-se a única instituição capaz de resistir: as Forças Armadas, cada vez mais vilipendiadas e sucateadas com a finalidade de se transformarem em "milícias regionais".
O livro que estou lançando (O Eixo do Mal Latino-Americano e a Nova Ordem Mundial) e este site têm por finalidade esclarecer os leitores brasileiros dos rumos de nosso país a um destino trágico. A cooperação de todos os que se importam é fundamental, por esta razão, além dos inúmeros links fornecidos, publicarei artigos de outros autores."
Médico, psicanalista, escritor e comentarista político, estudioso de filosofia, filosofia da ciência, história, ciência política e política internacional.
- Articulista do jornal eletrônico Midia Sem Máscara e do Jornal Inconfidência
- Membro da International Psycho-Analytical Association
- Ex Clinical Consultant da Boyer House Foundation, Berkeley, Califórnia
- Membro do Board of Directors da Drug Watch International
- Diretor Cultural do Farol da Democracia Representativa (http://www.faroldademocracia.org)
- Membro do Conselho Consultivo da organização Brasileiros Humanitários em Ação (http://www.braha.org)
- Membro da ONG Terrorismo Nunca mais (www.ternuma.com.br)
Publicou trabalhos nas áreas de psicanálise no Brasil e no exterior e artigos de análise política nos sites:
- FrontPageMagazine (http://www.frontpagemagazine.com)
- Hispanic American Center for Economic Research (HACER) (http://www.hacer.com)
- VCRISIS (http://www.vcrisis.com)
- Laigles Forum (http://laiglesforum.com)
- Organizador e Coordenador do I Seminário Latino-Americano sobre Democracia Liberal – Democracia, Liberdade e o Império das Leis, São Paulo 16-17 de maio de 2006
- Autor do livro “O Eixo do Mal Latino-Americano e a Nova Ordem Mundial”, editado pela É Realizações (http://www.erealizacoes.com.br)
terça-feira, 22 de julho de 2008
PLÁGIO SUTIL
Enviado por HEITOR DE PAOLA por e-mailsegunda-feira, 7 de julho de 2008
Entrevista com Heitor de Paola, autor do livro "O Eixo do Mal Latino-Americano e a Nova Ordem Mundial"
Segunda-feira, 7 de Julho de 2008
É uma honra publicar a entrevista que nos concedeu Heitor De Paola*, o qual compartilha seu conhecimento baseado nos processos históricos e políticos aliado a uma amplitude de visão fundamental, não só para nos ajudar a superar os limites que vão além do nosso ‘quintal’, como também para projetar um futuro sombrio caso nada se faça de concreto para modificá-lo.
Heitor De Paola acaba de lançar seu livro “O Eixo do Mal Latino-Americano e a Nova Ordem Mundial” com apresentação de Alejandro Peña Esclusa e prefácio de Olavo de Carvalho:
“(...)Na verdade o jornal revelou Heitor De Paola ao próprio Heitor De Paola, roubando-o em parte aos clientes do seu consultório de médico e psicanalista e colocando-o diante do caso clínico mais dramático e desesperador que já passou pelo divã de um discípulo (não muito fiel) do Dr. Freud: um continente neurotizado por um intenso tiroteio cruzado de ações camufladas e mentiras ostensivas que ultrapassa imensuravelmente a capacidade de compreensão da inteligência popular e a engolfa num abismo de esperanças ilusórias, terrores sem objeto e ódios sem sentido.(...)”
(Olavo de Carvalho em MÍDIA SEM MÁSCARA)
“À tese de Marx de que a “história dos homens é a história das lutas de classes”, Lenin completou com a recomendação de “acirrar todas as contradições, e aonde não existirem, criá-las”. Como já demonstrei anteriormente em A essência do comunismo , o comunismo é uma máquina ininterrupta de produção de mentiras e a maior de todas é a de que através de engenharia social – comandada obviamente por eles mesmos – é possível chegar a uma sociedade onde as diferenças entre os homens serão abolidas e a paz eterna reinará. Esta falsa utopia serve na medida para conquistar idiotas úteis para a luta pela hegemonia e, em última análise, pelo poder total e irrestrito dos doutrinadores, uma vez tornados hegemônicos. Estes sabem que não existe utopia alguma, é puro engodo.”
(Heitor De Paola em Direito Alternativo e luta de classes)
“É esta alternatividade do direito que cria, por “legítimas” embora ilegais, as cotas raciais e os direitos das minorias “alternativas” e impõe às maiorias “opressoras” obrigações absurdas como ter que aceitar conviver em pé de igualdade com todas as extravagâncias e perversões sexuais. Simultaneamente, legalizam-se também, por “legítimas”, as várias formas de fragmentação territorial: as invasões urbanas e rurais, a instalação de quilombos, os direitos das “nações” indígenas à autonomia – e, muito em breve, as declarações de independência. Ora, se é legítimo, dane-se a Constituição que prevê a integridade territorial do País e as leis que valem para os demais. Espertamente os mentores da governança global e aspirantes a membros do futuro governo mundial, valem-se de documentos alienígenas, como a Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT) que determina o “Direito de autodeterminação dos povos indígenas e tribais, incluindo fazer suas próprias leis, regulamentos, convenções, etc. e proíbe operações militares nas reservas em quaisquer circunstâncias”
(Heitor De Paola em A fragmentação do Brasil)
“Quando as fronteiras estão assim arrasadas e quando Governadores, Parlamentares e empresários brasileiros acorrem à Clarence House para de forma abjeta e degradante consultar o Príncipe Charles sobre o quê fazer com a Amazônia (ver aqui), cabe a pergunta: a soberania brasileira está reduzida a quê? Ou melhor, ainda somos um país soberano? Será que ainda cabe perguntar se é possível salvar nossas fronteiras, ou se deve ser substituída por: será que ainda há tempo de retomá-las, expulsando todas as ONG’s e fazendo cumprir o Artigo 142 da Constituição do Brasil?”
(Heitor De Paola em Amazônia: doação anunciada)
“Durante oito anos o circo foi constantemente armado pelo PT. Desde 2002, obedecendo rigorosamente ao rodízio acordado em Princeton, cabe ao PSDB fazê-lo - e com mais habilidade ainda! O PMDB não é um partido: é um bando de caçadores de cargos públicos e de estatais. O DEM, embora tenha quadros importantes e sérios, parece um amontoado de baratas tontas que tende a se tornar um partideco sem importância, controlado pelos Maias – com o devido perdão de Eça de Queiroz.”
(Heitor De Paola em Cortinas de fumaça)
"Por que nunca namorei Fidel, se fui comunista nos anos 60? Pela simples razão que nem eu, nem ninguém que esteve realmente envolvido no movimento comunista – e não quer apenas posar de bom moço, porque é bonito e dá ibope – jamais acreditou que Fidel fosse outra coisa além do que realmente era: um brutal ditador, assassino de dezenas de milhares de cubanos, latino-americanos em geral, angolanos e quem mais se atravessasse em sua frente e tentasse obstruir seu caminho para o poder total. Assim como Fidel, Lenin, Stalin, Mao, Pol Pot e outros menos votados. Nunca encontrei um revolucionário comunista autêntico – nem quando eu era um, nem depois – que acreditasse por um segundo sequer na tal “utopia” que eles usam – nós usávamos – para enganar os trouxas e imbecis e convertê-los no que já nos primórdios Lenin chamava de idiotas úteis. Lembro-me de como ridicularizávamos estes babacas que serviam de excelente massa de manobra! Nunca houve esta tal de utopia, ou idealismo utópico - só como estratégia de doutrinação."
(Heitor De Paola em Nunca namorei Fidel!)
1- Lula é um semi-analfabeto, ignorante, presunçoso e que se gaba de ser iletrado. Na sua opinião, qual é o maior legado que Lula deixará ao Brasil, (um país de tolos), na hipótese de deixar o poder? (Luiz Inácio, símbolo do Brasil)
Heitor De Paola --> Apesar de semi-analfabeto e tudo o mais, Lula tem uma característica extraordinária: é de uma sagacidade ímpar e de uma capacidade de apreender o significado de coisas complexas e sintetizá-las, raramente encontradas num homem público. Só é comparável a Adolf Hitler, outro homem de pouca instrução. Esta característica permite a Lula uma comunicação instantânea com as massas. Não é à toa que se gaba de ser iletrado, de ter criado os bordões “nunca antes neste país”, “nunca, nos últimos 500 anos....” e de interpretar corretamente qual é o caminho da felicidade do PT, inchando a máquina estatal e cooptando o apoio dos grandes empresários e banqueiros: “vamos deixar de lado as ideologias; a China tem partido único e imprensa controlada e ninguém reclama porque estão ganhando muito dinheiro”, o que inclui uma ameaça óbvia: “seu eu fizer o mesmo aqui os empresários e banqueiros vão adorar!”. Não creio que Lula deixe o poder tão cedo, pode até trocar de endereço físico – se não for re-eleito - mas continuará mandando, seja através de um candidato petista ou de um tucano, dá no mesmo. Seu legado será de uma unanimidade burra a duradoura.
2- Na sua opinião, qual o paralelo existente entre o crime do aborto e a possibilidade de geração de melhores condições de vida ao ser humano, através da manipulação de células embrionárias?
(Quando começa a vida?)
Heitor De Paola --> Quando saiu a decisão do STF sobre as células-tronco embrionárias houve uma imensa comemoração: “vitória da ciência sobre o obscurantismo religioso!”. O que venceu foi o pior obscurantismo de todos, o dogmatismo pseudocientífico, baseado num falso entendimento de ciência. Qualquer pessoa familiarizada com os procedimentos científicos sabe que os cientistas não formulam verdades absolutas, mas conjecturas que permanecerão sempre abertas às refutações e que, portanto, é impossível enunciar julgamentos morais ou éticos com base nelas. Os cientistas abrem caminhos; não encerram diálogos! Cada vez que se faz isto, milhões morrem. É o que vai acontecer com os seres humanos em fase embrionária. Não foi lapso, é assim mesmo: embriões são seres humanos tanto quanto as crianças, os adultos, os idosos. O limite da ciência, neste particular, é dizer que os embriões já são humanos, pois possuem 46 cromossomos, exclusivo da espécie humana, e se sobreviverem não há a menor possibilidade de se tornarem jacarés ou rinocerontes ou árvores. Não cabe à ciência determinar quando os seres humanos adquirem o status de pessoa e se e quando devem ser eliminadas. Isto é da área da ética, da religião, da moral, da política. E enquanto nenhuma pesquisa séria aponta os tais benefícios, outras mostram a grande evolução havida com as células-tronco adultas. Por que então matar embriões? Obviamente, aberta a exceção estará livre o caminho para aprovação do aborto legal.
3- Recentemente veio à baila que a mulher de Olivério Medina, “embaixador” das FARCs no Brasil, trabalhava à custa do erário brasileiro. E com o aval do governo petista, esse é só mais um exemplo da intimidade do atual poder executivo com terroristas de ontem e de hoje, que dele fazem parte. Temos alguma chance ou já está “tudo dominado”?
Heitor De Paola --> Está tudo dominado e tenho sérias dúvidas se esta situação poderá ser revertida por via democrática, pois o povão está comprado pelas diversas “bolsas” e programas “sociais” e o empresariado e os banqueiros pelas fortunas que “nunca antes neste país” ganharam em tal enxurrada. Estão todos, como dizia Lenin, comprando a corda com que serão enforcados. Cada um recebe a anestesia correta e só uns poucos conseguem enxergar o conjunto das ameaças. E estes estão sendo calados: recentemente o Jornal do Brasil desconvidou todos os articulistas que escreviam discordando da linha oficial, com a exceção de Olavo de Carvalho (até quando?) e o Estadão acabou de fazer o mesmo com um dos seus articulistas. Na área política não existe oposição. O PSDB é governo, embora finja ser oposição, o DEM sei lá para quê existe, sobram quais? Muita gente exultou quando FHC estrilou e chamou Lula de nazista. Ora, não passou de briga de quadrilhas, Lula deve ter ultrapassado os limites da área da outra “famiglia”, como nos velhos tempos de Chicago. Como o Lula jamais perseguiu judeus e não consta que tenha alguma simpatia por idéias anti-semitas, a denúncia é absolutamente vazia! Se fosse para valer tê-lo-ia chamado do que ele é: comunista!
4- Nos corredores palacianos comenta-se que o grande facilitador da tramitação do Projeto de Lei que resultou na Lei de Mobilização Nacional foi José Dirceu. Você acha que o advento desse dispositivo legal (Lei 11631/07) capacita o governo do PT a articular qualquer “golpe de mão” na rés publica (coisa pública) e na rés privatae (coisa particular), sob falso pretexto de mobilizar a nação para o enfrentamento a um possível avanço colombiano em solo amazônico, sob orientação norte-americana? (Big Brother is Watching You)
Heitor De Paola --> Sim, mas não creio que venha a ser esta a razão da mobilização, se houver. Não é do interesse do atual governo tomar nenhuma atitude contra os EUA, ao menos enquanto não terminar o governo Bush, já que as relações correm em mar de almirante com a crença idiota da Casa Branca e do Departamento de Estado de que Lula serve para apaziguar Chávez et caterva – sem perceber que Lula é o chefe da caterva. Creio que o SINAMOB (Sistema Nacional de Mobilização) foi criado mais como uma estratégia preventiva de reações das Forças Armadas ou de setores civis contra o avanço cada vez maior nas nossas liberdades – e no nosso bolso. Note-se que a Lei prevê no artigo 3º, a tomada de ações estratégicas “desde uma situação de normalidade”, isto é, qualquer coisa pode ser interpretada como uma ameaça. É uma prévia do Estado Policial que se avizinha e já conta com algumas estruturas bem montadas, como a Receita Federal.
5- Desde 2003 ( Lendas e mistérios da Amazônia) você alerta para os problemas de fronteira da Amazônia e a política indigenista (na aparência caótica), e finaliza seu último artigo sobre o tema com uma série de questões: “Quando as fronteiras estão assim arrasadas e quando Governadores, Parlamentares e empresários brasileiros acorrem à Clarence House para de forma abjeta e degradante consultar o Príncipe Charles sobre o quê fazer com a Amazônia (ver notícia), cabe a pergunta: a soberania brasileira está reduzida a quê? Ou melhor, ainda somos um país soberano? Será que ainda cabe perguntar se é possível salvar nossas fronteiras, ou se deve ser substituída por: será que ainda há tempo de retomá-las, expulsando todas as ONG’s e fazendo cumprir o Artigo 142 da Constituição do Brasil?” Você poderia nos dar o caminho para as respostas a algumas dessas perguntas aqui postas por você? (Amazônia: doação anunciada)
Heitor De Paola --> A soberania brasileira está reduzida a nada, não somos um país soberano há muito e não há fronteiras a salvar e sim a retomar, à força se necessário. Mas isto dependerá da disposição das Forças Armadas em tomar as medidas cabíveis para fazer cumprir o artigo 142 (sua destinação para a defesa da Pátria, da garantia dos poderes constitucionais e da lei e da ordem). A soberania não está restrita às fronteiras físicas da Nação. De nada adianta mantê-las se a Nação não tiver o poder de, livremente e sem ingerências externas, tomar as decisões que julgar mais adequadas. E isto o Brasil já perdeu desde que se submeteu a todas as determinações oriundas da ONU e outros organismos internacionais e a qualquer ONG financiada por multibilionárias fundações internacionais que se arvore a ditar ordens. O governo brasileiro não é mais o defensor do poder nacional, mas apenas um sátrapa que executa as ordens do Foro de São Paulo, do Diálogo Interamericano, da Comissão Trilateral e até do Príncipe Charles que reina mais aqui do que na sua terra onde não pode nem escolher a própria mulher! A abdicação começou com Collor: na palhaçada de tampar o buraco da Serra do Cachimbo, com a assinatura do Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares, culminando na realização da ECO 92 onde aceitamos todas as idiotices ambientalistas coordenadas pela Fundação Gorbachov para inviabilizar a economia Ocidental. Itamar tentou resistir, mas FHC enterrou de vez, na medida em que se comportou menos como Presidente do que como Governador da Capitania do Brasil em nome do Diálogo Interamericano. Os organismos eletivos viraram nada mais do que fantasmas que pairam em Brasília e apenas sua corrupção é real, nada fantasmagórica. Finalmente, alguma coisa eles têm que fazer!
6- Como você compreende a recente lei de repatriação de imigrantes ilegais aprovada pela União Européia, à luz dos objetivos de instalação do governo mundial onde a ONU é a fachada das mãos invisíveis do corpo de elite não eletivo formado pelo Council on Foreign Relations, A Trilateral Commission, Bildeberg Club entre outras organizações internacionais, o Komintern (Internacional Comunista) e o Islam (A “Comunidade Internacional")? Como a Nova Ordem Mundial (socialista, da maneira que se apresenta) trataria a imigração (a legal e a ilegal, que são situações bem distintas)? Os distintos "blocos" que já se formam na configuração da nova ordem mundial construiriam "novos muros de Berlim"?
Heitor De Paola --> A formação destes blocos estanques é bem provável, como o futuro previsto por George Orwell: Oceania (Inglaterra e Américas), Eurásia (Europa, União Soviética com suas repúblicas federadas) e Lestásia (China, Japão, Sudeste Asiático) – a África seria um eterno campo de batalha. Mas tudo é especulação, o futuro só é previsível para os “iluminados” marxistas e não podemos incorrer no mesmo erro e nos igualarmos a eles, como Francis Fukuyama (O Fim da História). A Trilateral Comission, uma evolução do atlanticismo (América do Norte e Europa) para incluir o Japão, ignora o resto do mundo como áreas de conflito permanente. Até então o problemas das imigrações era o mercado de trabalho que poderia ser dividido nas áreas menos nobres desde que não criassem problemas na camada mais rica. No entanto, o rápido crescimento do Islam no final do século passado e o advento da moderna Jihad, não previstos por estes movimentos puramente ocidentais, criam uma zona cinzenta que dificulta a avaliação dos futuros previsíveis. Inclusive, e principalmente, a questão da imigração. Jamais houve uma onda migratória que ameace tanto os países hospedeiros como a invasão islâmica. As antigas ondas migratórias européias para as Américas contribuíram e muito para o desenvolvimento dos países receptores porque eram constituídas por migrantes – legais ou ilegais, não importa – com a mesma tradição cultural. O Islam tende e romper com as tradições e impor a shari’a, suprema lei corânica, para todos.
7- No seu artigo “A Fragmentação do Brasil”(Publicado no Jornal Inconfidência, Ano XIV, Nº. 127, Junho/2008), você alerta para o fato de que a “legitimação” em oposição à legalidade tem sido um dos principais fatores para a manutenção da proto-ditadura comunista que ora vivemos no país. No momento em que o poder legislativo já se encontra praticamente anulado como tal diante do abuso das medidas provisórias (e outros tantos “instrumentos”), no seu ponto de vista, que razões levam o poder Judiciário a se ajoelhar diante de tanta legislação infra-legal?
Heitor De Paola --> Um misto de ideologia, demagogia e intimidação. Alguns juízes são ideologicamente identificados com os “movimentos sociais”, são realmente comunistas, já formados dentro da ideologia do direito alternativo; outros votam demagogicamente, como bem o disse o próprio Presidente do STF a respeito da publicação da lista dos políticos submetidos a processos, uma medida obviamente inconstitucional e que viola as melhores tradições do direito – a de que só as pessoas com sentença transitada em julgado podem ser consideradas culpadas -; os demais se deixam intimidar pelas pressões de três origens: populares, ONG’s e do próprio Executivo. Isto ocorreu, por exemplo, no caso das células-tronco embrionárias: nenhum dos quatro que não votaram a favor teve a hombridade de se pronunciar claramente contra, mas levaram horas justificando votos ambíguos. Com o aprofundamento do processo revolucionário os últimos tendem a desaparecer primeiro e depois os demagógicos, até que sobrem apenas os ideológicos. É como dizia Churchill: “um pacifista é um sujeito que alimenta o jacaré na esperança de ser comido por último”. A revolução não tem pressa e as aposentadorias nos órgãos de cúpula da Magistratura estão à vista. Alguns dirão: e a corrupção, não existe? Sim, como em qualquer grupo humano devem existir juízes corruptos, só que sempre existiram e estamos falando aqui de uma situação revolucionária.
8- Na série de artigos “O Suicídio da águia – (I-II-III-IV)" você diz que “A dissolução dos Parlamentos nacionais e até mesmo dos governos é uma questão de tempo, pois se tornarão completamente desnecessários.” (...) “Mas, para se obter sucesso pleno, a caminhada rumo a esse objetivo deve eliminar a soberania de um país em particular: os EUA.” Como (e em que proporção) a eventual vitória de Barack Hussein Obama concorre com esse suicídio?
Heitor De Paola --> Obama é uma incógnita, mas suas raízes comunistas e islâmicas certamente concorrem para aumentar as chances deste suicídio. No entanto, ainda é muito cedo para um julgamento. Note-se que as posições dos dois candidatos estão mudando a toda hora: Obama já não vai retirar as tropas do Iraque em 18 meses; McCain mudou de idéia quanto à liberação do aborto “em certos casos”. É melhor aguardar.
9- Como você compreende a contradição(?) do apoio dos financiadores judeus ao partido democrata norte-americano e em especial a Barack Hussein Obama, que demonstra uma predileção pela causa palestina e sinaliza para uma relação no mínimo amistosa com Ahmadinejad?
Heitor De Paola --> (Para responder contei com a ajuda de amigos judeus que conhecem a história da comunidade judaica americana). Por terem sofrido discriminação e preconceito dos gentios, os judeus europeus seculares e mais ou menos seculares se filiaram a partidos de esquerda e criaram o primeiro partido comunista-judeu (é contraditório mas é um fato), o Bund, essencialmente anti-sionista, defendia uma cultura judaica européia com o yiddish como a lingua-mãe e não o hebraico. Os judeus sefaraditas ou mizrahim nao existiam para eles. Os partidos de esquerda eram os únicos que combatiam a discriminação e preconceitos, prometendo igualdade social, econômica, etc. Com a chegada dos pogroms promovida pelos czares houve uma emigração desses judeus e sua utopia para os mais diversos paises, inclusive os EUA. Assim como o partido comunista nunca foi muito forte nos EUA, a maior identificação ocorreu com o partido Democrata e não com o Republicano que arregimentava os magnatas, conservadores e anti-semitas (não que não houvesse anti-semitismo no PD). E essa tradição da maioria dos judeus se filiarem ao PD perdura, independentemente do candidato. Obviamente hoje em dia não há lógica nisso, mas persiste uma forte desconfiança histórica quanto aos republicanos. Para alguns caiu a ficha, como para o senador Joe Liberman. O Obama é muito esperto: ele tem um discurso ambíguo. Apóia Israel incondicionalmente, mas não apoiaria a política do Likud. Na realidade hoje em dia muitos eleitores judeus que tradicionalmente votam nos democratas estão perplexos. Os financiadores judeus existem, mas são os de esquerda, e o principal deles, é o anti-sionista George Soros, que vive financiando causas Anti-Israel, e promove grupos que constantemente têm sido os mais ferrenhos e preconceituosos críticos das relações entre os Estados Unidos e Israel.
10- Como viabilizar a reversão da grande escalada das “mentiras convenientes” como a do terrorismo ecológico e desmascarar para o grande público a “conexão de Al Gore e seus cúmplices atuais, Nancy Pelosi na política, idiotinhas deslumbrados como Leonardo Di Caprio e o Príncipe Charles, com a antiga gang comunista de Gore Sr. e Hammer"?
(A Comunidade Internacional II – Final)
Heitor De Paola --> Não será fácil, nem sei se será possível. As campanhas de esclarecimento pela internet têm demonstrado uma força inesperada, como no caso do desarmamento. Jornais eletrônicos, sites e blogs como Mídia Sem Máscara, Farol da Democracia Representativa (onde, clicando em Temas e escolhendo Falácias sobre Aquecimento Global existem vários artigos sobre o tema), e o de vocês, atingem uma camada grande da população, mesmo quem não tem internet através da transmissão boca-a-boca. Articulistas que têm acesso à grande mídia (não cito nomes para não deixar ninguém de fora injustamente) têm feito seu papel. Ultimamente vem surgindo também uma imprensa “nanica” e jornais de bairro que apresentam uma visão bem mais clara da situação. Cito o Ilha Capital, de Florianópolis que conheci recentemente. É muito pouco porque há interesses poderosos por trás da mídia chapa branca que bloqueia até cartas de leitores. Nos EUA existe o potente instrumento de difusão das informações: o rádio. Apesar de todos os progressos o rádio é ainda um maior formador de opinião do que a TV. E aqui, pelo famigerado sistema de concessões, o que se pode fazer se a qualquer momento o governo pode cassá-las?
11- O gradualismo gramscista é bem exemplificado pela entrevista de Garcia (MAG) ao Le Monde onde afirma que “as eleições democráticas são uma farsa, unicamente um passo para a tomada do poder de uma nação”. Uma vez que “uma parte essencial do gradualismo gramscista é o controle cada vez maior das comunicações”, como você entende que se poderia concretizar um bem sucedido ataque anti-comunista contra tais amarras paralisantes “antes que seja impossível vencer as avalanches catastróficas da maldade comunista”? (A colheita I - O Eixo do Mal Latino-Americano)
Heitor De Paola --> A resposta é igual à anterior. É necessário ressaltar que a tomada do poder a que se refere o MAG não é mais, necessariamente, aquela revolução violenta em que os comunistas se apossam do poder e fuzilam todos os opositores. Basta ter o Governo nas mãos e permitir que as ONG’s e os organismos internacionais tomem o verdadeiro controle das decisões. E esta fase já está completada. Toda a imprensa depende de dinheiro público e/ou está em regime de concessão e é diariamente vigiada pelos órgãos policiais e de inteligência, exatamente o que acusavam a “ditadura” de fazer. Mas naqueles tempos havia alguma censura específica sobre determinados temas, hoje é muito mais abrangente. Com os atuais meios de comunicação não é mais necessária a presença física dos censores. As grandes empresas privadas dependem de contratos do governo e/ou financiamento do BNDES. Pode-se contra-argumentar que a mídia tem denunciado o Foro de São Paulo e algumas revistas vêm criticando duramente o MST e até suas ligações com as FARC. Bem, o Foro já está instalado plenamente no poder central e pode ser falado. Quem deu a autorização foi o próprio Lula quando abriu o jogo. Nenhum dos articulistas e repórteres que antes negavam veementemente sua existência veio a público pedir desculpas por sua cumplicidade ou inépcia. Quanto ao MST também já precisa mais de propaganda do que sigilo e, por outro lado, o PT pode controlar melhor sua arrogância e radicalização, tomando aqui e ali medidas que parecem repressivas.
12- O Eixo do mal latino-americano conta com um considerável aparato de apoio a seus objetivos sub-reptícios como o Foro de São Paulo (criado por Fidel e Lula e que além de abrigar terroristas já elegeu Lugo no Paraguai, seu 12º presidente) e também “outras entidades interessadas que se aliaram a ele”, como “O Diálogo Interamericano” (do qual FHC é “membro nato”), o Pacto entre eles e que foi acertado em Princeton entre Lula e FHC em 1993, bem como as conexões extra-continentais. Você poderia expor um pouco mais sobre essas conexões extra- continentais? ( A colheita I, A colheita II - O Eixo do Mal Latino-Americano e A colheita final: URSAL em marcha)
Heitor De Paola --> A rede é vastíssima e nem sempre os interesses são idênticos. De maneira geral todas as entidades interessadas no aprofundamento do governo mundial estão representadas. Em meu livro cito, além da ONU e suas Agências – que a meu ver já são verdadeiros Ministérios Mundiais – as grandes fundações, Ford, Rockfeller, Carnegie Edowment for International Peace, Woodrow Wilson International Center for Scholars. Organizações como o COUNCIL ON FOREIGN RELATIONS, a TRILATERAL COMMISSION, ASSOCIATION OF WORLD FEDERALISTs, Bilderberg Group (BG), o Committee for Economic Development (CED). As religiosas, como National Council of Churches, World Council of Churches, United Religions Initiative (recomendo a leitura do livro False Dawn de Lee Penn para ver a enorme extensão desta última). Posso citar ainda aquelas ligadas ao Príncipe Charles e seu pai, dois ilustres desocupados: Prince’s Foundation for the Built Environment, Prince’s Regeneration Trust e a Cambridge University. Guerrilheiras “camponesas” como a Via Campesina, Friends of MST, National Farm Workers Service Center Inc. As ligadas à liberação das drogas, como Open Society Institute e Marijuana Policy Project.
13- Ainda em seu artigo A colheita final: URSAL em marcha, você diz que a “contra cúpula” dos povos expressou sua imensa satisfação com o trabalho de Chávez como sucessor de Fidel. Alardearam especificamente Chávez ter controlado e dominado facilmente a “classe política” venezuelana o que lhe credencia para controlar a classe política de toda a América Latina, iniciando um processo irreversível de integração latino-americana, do qual a integração comercial em acordos “neo-liberais” é apenas o início mais aceitável para a “comunidade internacional”. Não seriam essas futuras fronteiras artificiais advindas da instalação da URSAL um dado passível de ser explorado pelos anti-comunistas uma vez que parece ter sido sub-dimensionado por seus “idealizadores”?
Heitor De Paola --> Não creio. Já criaram a UNASUL, uma antecessora da URSAL como eu previra, e ninguém chiou, a não ser os mesmos de sempre. Já está em franco processo a união das Forças Armadas da América do Sul, já existe Banco, TV, tudo e quem fala algo sobre isto? A única esperança é que as Forças Armadas se recusem ao desarmamento, sucateamento e transformação em meras milícias regionais. E voltarem às suas funções primordiais de defesa do território nacional. A UNASUL segue os planos do Diálogo Interamericano de levar a estes resultados. Quanto à sucessão de Fidel, observe-se a reciprocidade entre Chávez e Raúl e o fato de que o primeiro se declarou, há alguns dias, “filho de Fidel”, entrando assim para a família. Ninguém, nem Fidel nem Raul, o desdisse.
14- Você concorda com a suposição de que a UNASUL é o incremento de legalidade à fundação da URSAL, mediante a continentalização do MERCOSUL, criação de um banco central sul-americano, criação de um conselho de defesa, moeda única, tudo aos moldes da União Européia? E que a permanência da Colômbia à margem do processo poderá ser um entrave providencial para esse passo inicial? (A colheita final: URSAL em marcha)
Heitor De Paola --> Não só a Colombia, mas também o Peru; e o Uruguai poderá, nas próximas eleições, eleger um Presidente liberal, se os tradicionais Partidos Blanco e Colorado se unirem. Também o Chile, com o crescente descontentamento popular, poderá ter um resultado não previsto. Aqui parece que vai ocorrer o oposto da Europa: lá, os países que submeteram a adesão ao referendo popular se deram mal, veja-se a Holanda e agora a Irlanda. Por isto a EU está implementando a união através de mecanismos não eleitorais. Aqui, a resistência só ocorrerá enquanto Alan Garcia e Uribe estiverem no poder (e se se confirmarem as possibilidades acima do Uruguai e do Chile). Se for a referendo a propaganda do Chávez é fortíssima, através das cartilhas bolivarianas distribuídas por empresas interessadas em contratos lá. Pode ser wishful thinking, mas acho que aqui no Brasil, indo a referendo, não passa, então provavelmente vão aproveitar os desvãos da “Constituição Cidadã” para aprovar no Congresso mesmo. Quando eu estava respondendo a esta entrevista deu-se a libertação de Ingrid Bettancourt e outros reféns das FARC mediante, ao que transpareceu nos primeiros momentos, uma espetacular ação do Exército colombiano. O fortalecimento de Uribe se incrementou. A reação de Chávez: calou-se! De Correa: pena que não tenha havido negociação de paz, mas um resgate. E a de Lula: mandou o Amorin, menino de recados do MAG, dizer que não tivera tempo para telefonar a Uribe! O golpe foi tão grande que eles vão ter que reunir extraordinariamente o Foro de SP para ver o que fazer; ou dizer! Entretanto é preciso observar bem os futuros desdobramentos. Ingrid é de esquerda e poderá se lançar contra Uribe, pois comunista não tem palavra de honra, só palavra de ordem!
15- As previsões feitas em 2002 por Constantine Menges (falecido em 2004) que alertava para a constituição de um "eixo do mal" latino-americano com a participação da Venezuela , Cuba e Brasil, onde o Irã seria parceiro desse eixo, são um fato consumado que deve ser complementado pelo surgimento de um "eixo auxiliar de governantes de esquerda que assumem o papel de "moderados úteis", para adormecer as sãs reações e pavimentar o terreno ao "eixo do mal" (e onde Lula desponta como um dos principais expoentes continentais). Você concorda que a partir dos acordos firmados entre Chávez e Ahmadinejad "a América Latina poderá se transformar, em curto ou médio prazo, em um novo campo de batalha político, financeiro e, quem sabe, militar, dos conflitos do Oriente Médio", além dos conflitos que se desenham contra a Colômbia, por exemplo? ( Aliança Chávez-Ahmadinejad: "eixo do mal" e "eixo auxiliar")
Heitor De Paola --> Não creio. Os conflitos do Oriente Médio têm raízes milenares, Bíblicas. Não se reduzem a meros esquemas economicistas, como o controle do petróleo, explicação preferida pelos esquerdopatas, nem territoriais, como preferem os defensores dos “palestinos”. É o tipo do caso para o qual a expressão popular “o buraco é mais em baixo” se aplica. Ou melhor, mais em cima: é a questão da Terra Santa para as três religiões monoteístas, tendo como centro Jerusalém. É um conflito interminável a meu ver, a não ser que os países islâmicos se desarmem, o que não correrá. Como bem o disse Binyamin Netanyahu, se os árabes se desarmarem acaba a guerra; se Israel se desarmar, acaba Israel. O eixo Venezuela-Irã é parte de uma luta global para destruir os EUA, mas nunca terão a radicalização religiosa que existe lá. O eixo latino-americano não tem conotações anti-semitas. Isto não implica que não exista preconceito e até algum grau de discriminação, mas nenhum dos governantes da área sustenta uma política consistentemente anti-semita por princípio.
16- “A sucessão de Fidel por Chávez, mesmo que numa Federação co-presidida por Raúl Castro, teria o objetivo de impedir qualquer ação americana após a morte do primeiro já que Cuba não seria um país acéfalo e sim, no gozo de sua plena soberania, além de que Chávez colocaria novo vigor na repressão interna em Cuba.” Como a ascensão da esquerda norte-americana, representada pelos democratas, modificaria essa configuração? (A colheita final: URSAL em marcha)
Heitor De Paola --> Em princípio reforçaria. Obama já se declarou disposto a “dialogar” com Raúl e, como todo Democrata, manda sinais de paz para os inimigos. Se Obama for da estirpe de Carter e Clinton, estamos fritos! Lembrem que tais sinais de conciliação por parte de Carter ensejaram dois desastres: a queda do Xá do Irã e do Somoza. Ambos foram substituídos por regimes antiamericanos infinitamente mais cruéis. Mas mantenho o que eu disse acima: Obama ainda é uma incógnita.
17- Você adverte para o fato de que apesar de muitos movimentos anti-nacionais estarem baseados nos EUA, não se pode dar vazão “às interpretações delirantes dos ultranacionalistas e das esquerdas – que não deliram, sabem muito bem da verdade mas não lhes convém difundir - de que os EUA estão preparados para invadir o Brasil, principalmente a Amazônia”. Uma vez que esta é uma “interpretação simplista e mesmo simplória que vê os EUA como um todo homogêneo”, e que “É impossível haver consenso de Washington se não existe consenso em Washington.”, como se deve tratar esse assunto para que a população em geral se livre da cultura anti-americana ? (A colheita II - O Eixo do Mal Latino-Americano)
Heitor De Paola --> Rezando! Só por milagre isto acontecerá. O Brasil é o país mais antiamericano do mundo, ganha até da França!, embora, como lá também, todo mundo adore viajar para Disneyworld, hambúrguer do McDonald’s, carrões, lojas com nome em Inglês e calças jeans.
18- Você cita Sun Tzu quanto ao desequilíbrio da balança entre quem defende e quem ataca. A postura do Exército adotada de 1979 para cá, que visa unicamente defender-se e buscar uma parceria com a esquerda revolucionária e vingativa, não seria uma demonstração cabal de que o EB (ativa) na verdade serve ao atual governo e é cúmplice da total tomada do poder pelo Foro de São Paulo, numa frontal traição ao estado brasileiro, o que fere inclusive suas atribuições constitucionais? ( As raízes históricas do Eixo do Mal Latino-Americano - Parte V)
Heitor De Paola --> O Exército está intimidado e na defensiva, a meu ver sem nenhum motivo já que continua sendo a instituição mais confiável para a população, segundo pesquisas do próprio governo. Por isto, sempre que Exército se manifesta e encontra eco na população, como no caso da Amazônia, surgem novamente os processos contra os Coronéis Ustra e Lício e são preparadas armadilhas como a dos sargentos gays (ao menos um deles era desertor) e do Morro da Providência. A gana que estes caras têm do Exército é incomensurável! Notem bem: isto não é, como comumente se diz, revanchismo. Não mesmo, é um plano muito bem urdido para liquidar com a única força que pode deter a revolução comunista, como já fez em 35, 64 e 68/73. Sem anular o Exército nada feito. No entanto, não é o Exército como um todo que “serve ao atual governo e é cúmplice da total tomada do poder pelo Foro de São Paulo, numa frontal traição ao estado brasileiro”. Por mais que se mantenha coeso nota-se certas fraturas cada vez mais acentuadas. Se eles se renderem de todo só nos restará duas saídas: Galeão e Guarulhos!
19- “(...) Bom Senso morreu depois de seus pais, Verdade e Confiança; de sua mulher, Discrição; de suas filhas, Responsabilidade e Razão. Sobreviveram a ele seus irmãos adotivos: Eu Conheço Meus Direitos, Eu Quero Já, O Outro é o Culpado e Eu Sou Uma Vítima.
Poucos compareceram ao seu enterro porque só uma minoria percebeu que ele havia morrido. Se você ainda se lembra dele, re-envie esta notícia. Caso contrário junte-se à maioria e nada faça.” Você considera que somente o re-envio da notícia da morte do Bom Senso consegue mudar a postura apática da maioria das pessoas? (Obituário do Sr. Bom Senso - © London Times -Tradução: Heitor De Paola)
Heitor De Paola --> Claro que não, aquilo faz parte do texto original do Times, não é de minha autoria. É preciso levar em conta que a revolução gramscista tem como um dos seus principais componentes a modificação do senso comum. (Traduzi commom sense por bom senso porque se aplica melhor à linguagem comum. Já quando se trata de uma linguagem técnica a tradução deve ser literal).
20- No dia 30 de Junho p.p., a É Realizações lançou o livro de sua autoria "O Eixo do Mal Latino-Americano e a Nova Ordem Mundial", onde Alejandro Peña Esclusa o apresenta como “um acurado estudo sobre o neocomunismo, partindo do período do pós-guerra até o Foro de São Paulo, organização que já conta entre seus membros com doze presidentes latino-americanos.” E Olavo de Carvalho no prefácio menciona o fato de que você se viu “diante do caso clínico mais dramático e desesperador que já passou pelo divã de um discípulo (não muito fiel) do Dr. Freud: um continente neurotizado por um intenso tiroteio cruzado de ações camufladas e mentiras ostensivas que ultrapassa imensuravelmente a capacidade de compreensão da inteligência popular e a engolfa num abismo de esperanças ilusórias, terrores sem objeto e ódios sem sentido.”
(Prefácio de Olavo de Carvalho aqui). O que mais você poderia nos adiantar sobre o seu livro?
Heitor De Paola --> Na Introdução faço um resumo da minha história nas esquerdas brasileiras e as razões pelas quais revi minhas posições. Nos demais capítulos faço um levantamento histórico das raízes que levaram nosso Continente a ser comandado pelo Foro de São Paulo e o Eixo Havana-Caracas-Brasília.
21- Você concorda com Olavo de Carvalho, que no artigo "Quem nos governa, afinal?" afirma que "que não há nenhum exagero em dizer que a Nova Ordem globalista-socialista é um fato consumado, irreversível"? Por que?
Heitor De Paola --> Certamente! Quem dá as cartas na economia mundial? O FMI e o Banco Mundial. Quem supervisiona a educação mundial? A UNESCO. Quem determina as leis trabalhistas? A OIT. Quem dá as diretrizes da saúde? A OMS. Quem faz e desfaz nas leis sobre a infância? A UNICEF. FAO na agricultura, AIEA determina quem pode ou não desenvolver o potencial nuclear. E por aí vai! São verdadeiros Ministérios mundiais, só falta mudar o nome, o que nunca vai acontecer para não despertar grandes resistências e rechaço. Os ministérios nacionais existem para implementar as ordens que vêm de fora; os legislativos, para sacramentar as leis impostas pela Nova Ordem. E quem comanda a ONU são as ONG’s globalistas e as grande fundações multibilionárias. É irreversível, a não ser que seja substituída por outra: a Ordem Islâmica. O Cristianismo acovardou-se ou está infiltrado e já não consegue resistir mais, nem aos ataques materialistas e pagãos da Nova Ordem Ocidental, nem aos da Ordem Islâmica. Estas duas vão se enfrentar para herdar o que restar dos escombros da civilização judaico-cristã, pois Israel sozinho não conseguirá resistir.
22- No mesmo artigo ( "Quem nos governa, afinal?"), Olavo de Carvalho desnuda o papel desempenhado pelas ONGs e afirma que "muito do poder de decisão do parlamento é transferido aos órgãos burocráticos, que, agindo já não como braços do eleitorado, mas como agentes a serviço de parcerias controladas pelo triunvirato de ONG's, corporações e organismos internacionais, passa então a introduzir na sociedade mutações radicais que, no sistema de governo representativo, jamais seriam aprovadas nem pela população, nem pelo parlamento". Na sua avaliação, é viável a hipótese de se impedir a existência dessas ONGs no país como um caminho para a reversão do processo de instalação da "Nova Ordem globalista-socialista"?
Heitor De Paola --> Muito difícil, talvez impossível. Falando do Brasil a única possibilidade é que as Forças Armadas compreendam a situação e tomem uma atitude como a de 64. Mas sem o amplo apoio civil como houve naquele ano elas não se mobilizarão.
23- De que maneira seria possível (pelo menos teoricamente) superar os fatos que promovem "a "descentralização" dos governos nacionais, simulando em escala local uma vitória do liberal-capitalismo sobre as tendências centralizadoras e socialistas" a qual foi "posta a serviço da construção do Leviatã supranacional que, inacessível e quase invisível, controla dezenas de Estados reduzidos à condição de entrepostos da administração global"? ("Quem nos governa, afinal?" de Olavo de Carvalho)
Heitor De Paola --> Quem nos governa já foi respondida na resposta 22. Teoricamente: se os EUA tomassem vergonha na cara, saíssem da ONU e parassem de financiar o seu maior inimigo e a expulsasse do East River. Chances de isso acontecer: uma em cem milhões! Se tanto! Pois os EUA também não são mais um País autônomo. No dia em que estou respondendo esta pergunta (4 de julho) os americanos estão comemorando o Independence Day. Para quem tem uma visão de conjunto como a que estou expondo aqui é deprimente que eles não percebam que a grande conquista de mais de 200 anos já não passa de uma ficção!
24- Ante o enfraquecimento das Forças Armadas, citado no Capítulo XII de seu livro "O Eixo do Mal Latino-Americano e a Nova Ordem Mundial" , qual sua opinião pessoal sobre o emprego do Exército em uma obra de cunho eleitoreiro (cimento social), vindo a confrontar de maneira criminosa os efetivos daquela força com os efetivos do tráfico carioca?
Heitor De Paola --> A mesma opinião técnica do Comando Militar do Leste que foi contra tal emprego.
25- Qual sua opinião sobre a participação das Forças Armadas brasileiras num país como o Haiti, incrustado numa área estratégica como o Golfo do México e culturalmente desvinculado de nosso país e de nosso povo?
Heitor De Paola --> Um absurdo! Não pelo problema cultural, que não tem importância, mas porque aceitar fazer parte das tropas da ONU, usar aquele famigerado capacete azul ao invés do nosso verde oliva, é sinal de rendição da soberania nacional. Tropas brasileiras em país estrangeiro só em caso de guerra declarada soberanamente pelo Brasil!
26- Ainda no Capítulo XII do mesmo livro, você se refere à oposição brasileira como "grupo de poltrões que esganiçam como velhotas de aldeia, mas nada fazem se ganharem carguinhos mesmo chinfrins e algumas regalias...". No prolongamento da idéia, o PSDB é citado por ser "interessado direto, nada diga...". Essa sua afirmação seria a mesma coisa que dizer da irmandade ideológica entre o PSDB e o PT?
Heitor De Paola --> Claro, é um casal muito feliz que briga de vez em quando por coisas menores e que jamais se separarão. E quem afirmou isto foi o FHC.
27- Em relação à análise constante no Capítulo XIII do seu livro "O Eixo do Mal Latino-Americano e a Nova Ordem Mundial", sobre a consolidação da URSAL, ao analisar-se que a UNASUL já foi institucionalizada, que abertamente já se planeja o conselho de defesa sul-americano, que há uma tendência de distensão do MERCOSUL, que a TELESUR já é uma realidade, que a moeda única já está engatinhando em acordos alfandegários entre Brasil e Argentina, qual será o mote de criação da URSAL, que necessariamente deverá aglutinar a América Central e o Caribe?
Heitor De Paola --> A necessidade de integração de toda a América Latina para enfrentar o “império” e liquidar o “injusto” sistema capitalista.
28- Você gostaria de acrescentar alguma coisa que considere importante e que não foi aqui perguntado, já que temos consciência de que o assunto não se esgota e também de que muitas outras entrevistas seriam necessárias?
Heitor De Paola --> Nada. Para uma entrevista geral está muito bem montada. Outros assuntos específicos poderão ser abordados em outras oportunidades, como o ambientalismo, a invasão gramscista nas ciências e na psicanálise, etc.
Bate bola com Heitor De Paola..........
• Um livro –
Heitor De Paola --> Mr Pickwick Papers
• Uma música -
Heitor De Paola --> When the Saints go Marching in
• Um filme –
Heitor De Paola --> O Homem que não vendeu sua alma
• Um verbo –
Heitor De Paola --> Pesquisar
• Campo minado –
Heitor De Paola --> Movimentos “sociais”
• Pedra no sapato –
Heitor De Paola --> Ecochatos, viciados em ginástica e dietas orientais
• Sonho de consumo –
Heitor De Paola --> Editar um jornal
• Um lugar –
Heitor De Paola --> Escócia
• Um projeto –
Heitor De Paola --> Editar um jornal
• Uma previsão –
Heitor De Paola --> Dentro de 50 anos a Terra estará esfriando a haverá um Movimento Contra o Esfriamento Global, obviamente culpa da ação humana, comandado pelo neto do Al Gore
• Uma mulher –
Heitor De Paola --> A minha
• Um homem –
Heitor De Paola --> Meu pai
• Uma indignação –
Heitor De Paola --> Nenhuma
• Uma covardia –
Heitor De Paola --> A rendição da Civilização Ocidental ao coletivismo e ao Islam
• Uma ameaça –
Heitor De Paola --> O Islam
• América Latina –
Heitor De Paola --> Existe isto? Chamar nosso Continente de latino é herança do passado colonial. Hoje é uma mistura de latinos, negros, índios, imigrantes de várias origens não latinas, judeus, árabes, asiáticos. Uso o termo apenas como referência geográfica.
• Barack Hussein Obama –
Heitor De Paola --> Incógnita
• Brasil –
Heitor De Paola --> A maior vitória de Antonio Gramsci em toda a história da destruição do pensamento.
• 2010 –
Heitor De Paola --> LulaLá!
• Um pensamento, uma reflexão –
Heitor De Paola -->
"O pacifista é um sujeito que alimenta o crocodilo na esperança de ser comido por último."
(Churchill).
*HEITOR DE PAOLA
Médico, psicanalista, escritor e comentarista político, estudioso de filosofia, filosofia da ciência, história, ciência política e política internacional.
Articulista do jornal eletrônico Midia Sem Máscara e do Jornal Inconfidência.
Membro da International Psycho-Analytical Association, Ex Clinical Consultant da Boyer House Foundation, Berkeley, Califórnia, Membro do Board of Directors da Drug Watch International, Diretor Cultural do Farol da Democracia Representativa, Membro do Conselho Consultivo da organização Brasileiros Humanitários em Ação (www.braha.org), Membro da ONG Terrorismo Nunca Mais www.ternuma.com.br .
Publicou trabalhos nas áreas de psicanálise no Brasil e no exterior e artigos de análise política nos sites FrontPageMagazine, Hispanic American Center for Economic Research (HACER), VCRISIS, Laigles Forum.
Organizador e Coordenador do I Seminário Latino-Americano sobre Democracia Liberal – Democracia, Liberdade e o Império das Leis, São Paulo 16-17 de maio de 2006.
Autor do livro “O Eixo do Mal Latino-Americano e a Nova Ordem Mundial”, editado pela É Realizações.
Site (em construção): www.heitordepaola.com
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Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.

