Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro concede Medalha Tiradentes a Olavo de Carvalho. Aqui.

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

O SABER DOS ECONOMISTAS “AUSTRÍACOS”

Ubiratan Iorio

Artigo do Mês - Ano VII – Nº 79 – Outubro de 2008

O mundo financeiro está em pânico e, como sempre acontece nas crises, os palpiteiros dão plantão em jornais, programas de TV, blogs e outros canais de comunicação. Com as altas proporções da crise financeira americana, que já se espraia pelo mundo, não poderia ser diferente. As galinhas neokeynesianas e as maritacas socialistas descem de seus poleiros e ninhos para anunciar – pela milésima vez – o “fim do capitalismo”, o fracasso do mercado e a derrocada do “Império”, receitando, como sempre, mais intervencionismo do Estado na economia, ou seja, açúcar para portadores de diabete e cachaça para alcoólatras...

Seus barulhentos cacarejos e grasnidos, além de incomodarem nossos ouvidos, são, também como sempre, verdadeiras antologias de erros de avaliação e de confusão entre causas e efeitos.

A crise de hoje começou ontem, ou seja, quando o Fed manteve, por anos a fio, a taxa de juros artificialmente baixa, pensando que assim estaria, de acordo com o establishment acadêmico, estimulando a atividade econômica e perpetuando o crescimento sustentado da economia. Como é difícil lutar contra o establishment! Pois os sujeitos não aprendem com os erros do passado e se julgam os donos da verdade “científica”...

Ludwig Von Mises, em sua “Teoria da Moeda e do Crédito”, de 1912, já alertava que a prática de taxas de juros abaixo da que equilibraria a oferta e a demanda de fundos para empréstimos estimularia a economia durante algum tempo, mas provocaria inflação e desemprego no futuroHayek, no início dos anos 30, já vivendo em Londres, publicou “Prices and Production”, em que refinava a teoria misesiana, dando origem ao que ficou conhecido como a Teoria Austríaca dos Ciclos Econômicos, aperfeiçoada depois por outros expoentes da Escola Austríaca, mas desconhecida por 999 entre 1000 economistas, cuja formação passou a ser exclusivamente macroeconômica, por influência das idéias expostas na Teoria Geral de Keynes, de 1936 e, a partir dos anos 50, por seus seguidores, bem como até por defensores do mercado, como Milton Friedman, os economistas da Escola de Chicago e Robert Lucas e os novos clássicos

A causa principal, a meu ver, do esquecimento a que foi relegada a Escola Austríaca foram suas recomendações para eliminar o que ficou conhecido como a Grande Depressão dos anos 30: os governos deveriam abster-se de intervir na economia, deixando funcionar o sistema de preços livremente e o mercado reavaliar os valores dos recursos! Sim, isto significaria falências de bancos e de muitas empresas, mas falências fazem parte do jogo, a não ser que os contribuintes sejam convocados compulsoriamente a sustá-las, como o governo americano, mais uma vez, pretende fazer neste momento. É o processo, inevitável, de ajustamento, em que os maus investimentos feitos no passado, baseados em expansão monetária travestida de pseudo-poupança, precisam ser eliminados. Mas isto é impopular hoje, como era impopular nos anos 30, o que levou Roosevelt a adotar as recomendações intervencionistas de Keynes, muito mais palatáveis sob o ponto de vista político.

Assim, firmou-se a idéia de que os governos deveriam controlar a demanda “agregada”, com base no “princípio da demanda efetiva” de Keynes e as corretas teses austríacas lançadas na gaveta do esquecimento, algo que nem a concessão, em 1974, do Nobel de Economia a Hayek conseguiu mudar. Desde os anos 30, praticamente todos os economistas são “keynesianos”, mesmo os monetaristas e os novos clássicos, que prezam a economia de mercado e nada têm de socialistas... Uma lástima, de conseqüências desastrosas não apenas para a academia, mas para a humanidade!

A história da crise de hoje não difere, em sua essência, daquela da Grande Depressão e foi plantada pelas políticas do Fed de manter as taxas de juros artificialmente baixas. Ora, juros baixos tornam viáveis projetos de longo prazo, cujos valores presentes são mais beneficiados do que os dos projetos de curto prazo. A construção civil, claramente, está no primeiro grupo. Assim, foi um negócio não natural, estimulado pelo governo americano. Mas, além dessa tentativa de aceleração forçada da prosperidade, as autoridades americanas imbuíram-se da idéia errada de que, se qualquer pessoa desejasse um empréstimo para comprar uma casa, o governo teria a obrigação de concedê-lo, mesmo que indiretamente, idéia que operacionalizou criando a Freddie Mac e a Fannie Mae, empresas com status jurídico cinzento, já que eram geridas privadamente e tinham capital aberto, mas sempre foram protegidas pelo Estado, com o intuito de subsidiar os empréstimos. E o mercado – que, nessas horas, não falha – antecipou corretamente que tais empresas seriam socorridas pelo Estado em caso de dificuldades. Com medidas desse tipo – taxas de juros abaixo da inflação corrente e subsídios camuflados a hipotecas – qualquer economista conhecedor da tradição “austríaca” poderia detectar, há anos, que surgiriam graves problemas futuros.

E o futuro chegou! Em meados de 2006, as empresas de construção civil sentiram os efeitos da alta da taxa de juros ocorrida e também prevista pela teoria, decorrente do cabo-de-guerra ou disputa pelo crédito, como previram, por exemplo, entre inúmeros outros, os seguintes artigos, todos encontrados em http://www.mises.org/ : Who Made the Fannie and Freddie Threat?, de Frank Shostak, de 5 de março de 2004; Freddie Mac: A Mercantilist Enterprise, de Paul Cleveland, de 14 de março de 2005; Fannie Mae: Another New Deal Monstrosity, de Karen De Coster, de 2 de julho de 2007 e How Fannie and Freddie Made Me a Grump Economist, de Christopher Westley, de 21 de julho de 2008.

No início de 2007, as empresas de financiamento imobiliário sofreram os impactos da política irresponsável do Fed, com a inadimplência das hipotecas. Em meados de 2007, a crise se transmitiu aos títulos lastreados naqueles empréstimos e, no início de 2008, a contaminação atingiu os mercados de crédito, mesmo com a reação keynesiana dos principais bancos centrais, expandindo o crédito. Neste mês de setembro, houve o colapso da centenária Lehman Brothers, a estatização da Fannie e da Freddie, a intervenção em uma das maiores seguradoras privadas (AIG) e, no momento em que escrevo estas linhas, o governo americano acaba de promover a maior intervenção já realizada em um banco naquele país, ao vender partes do Washington Mutual, cujas perdas são estimadas em cerca de US$ 30 bilhões, ao JP Morgan, que pagará US$ 1,9 bilhão por ativos do WM. Em maio último, o JP já comprara o Bear Stearns...

Em suma, o circo está pegando fogo e só há duas maneiras de tentar apagá-lo: a primeira seria deixar que o mercado o fizesse por si próprio, com as perdas, quebras e falências daí decorrentes, mas que teria o efeito de acabar com o incêndio e eliminar todas as suas causas. Exatamente o que Hayek propôs nos anos 30, mas que foi descartado pelos governos dos Estados Unidos e da Inglaterra, que preferiram apostar no pretenso remédio de Keynes.

A segunda é, naturalmente, a que o governo – ah, os governos! – de Bush preferiu, estimulado adicionalmente pelo fato de ser 2008 um ano de eleições: recorrer aos contribuintes e anunciar um plano de cerca de US$ 1 trilhão, mantendo a taxa de juros abaixo da inflação observada, já que as intervenções do Fed já não se mostram suficientes sequer para tentar reverter o irreversível, que é o ajuste de contas cobrado pelo processo de mercado. A história se repete. O cacarejar das galinhas keynesianas, o grasnar das maritacas anti-mercado e o elemento político, novamente, prevalecem sobre a racionalidade do processo de mercado.

Houve, como em qualquer período de expansão econômica, extraordinários ganhos privados, sob a batuta do Maestro Fed. Agora, na fase de contração, o regente Tesouro tenta reger atabalhoadamente a dodecafonia da socialização das perdas, diante da ameaça de pânico. Isto significará futuros aumentos de impostos para todos os americanos, os que ganharam no passado e os que nada têm a ver com o pato, além de um avanço no intervencionismo estatal na economia que, até o início do século passado, sempre foi citada como exemplo de uma economia realmente de mercado. E, pior, não apagará definitivamente o incêndio: muito pelo contrário, criará novos focos futuros.

Mas não me venham com a bobagem de atribuir a triste situação atual aos mercados ou ao capitalismo, porque ela foi provocada pelo governo! Qualquer estudante iniciado na Teoria Austríaca da Moeda e dos Ciclos Econômicos sabe disso. Mas, infelizmente, há poucos desses estudantes espalhados pelo mundo, pois nosso establishment acadêmico, desde os anos 30, vem preferindo modelar os alunos para irem a um supermercado e comprarem um quilo ou dois de PIB... É a tirania da macroeconomia, uma construção imaginária que, simplesmente, não existe no mundo real, em que não existe PIB, mas milhões de produtos, nem tampouco “a” taxa de juros, mas centenas delas, uma para cada tipo de operação e prazo.

O saber dos economistas austríacos precisa ser resgatado. Ele não curará todos os problemas, mas melhorará consideravelmente a maneira de encarar a economia do mundo real. E, conseqüentemente, melhorará a nossa vida.

HUGO CHÁVEZ É UM ELEMENTO DESESTABILIZADOR PARA A SEGURANÇA HEMISFÉRICA

01/10/2008



Cel Luis Alberto Villamarín Pulido
Analista de assuntos estratégicos
www.luisvillamarin.co.nr

O recente anúncio do governo russo da venda massiva de um milionário carregamento de armas com destino à injustificada carreira armamentista venezuelana, constitui o corolário de uma série de fatos estruturais que apontam para demonstrar que o controverso presidente Hugo Chávez é um elemento desestabilizador para a segurança hemisférica, para a paz do continente e para o equilíbrio geopolítico e geoestratégico das super-potências.

A presença de bombardeiros estratégicos russos, somada à dependência política e ideológica de Havana e Moscou, a par com a desafiante atitude frente aos Estados Unidos, com a abertura de refinarias na China, alianças com os governos islâmicos extremistas e aproximação com a ditadura norte-coreana, configuram uma realidade: em contraste com os conceitos apressados dos que o vêem como um louco ou desadaptado, na realidade Hugo Chávez é a ponta de lança do marxismo cubano e dos interesses globais da Rússia sobre a América Latina.

E tudo isso com o desejo a longo prazo de desfazer a influência dos Estados Unidos no hemisfério, assim como a derrota do capitalismo, com a conseqüente imposição de ditaduras comunistas em todos os países latino-americanos. Embora soe utópico ou exagerado, isso é na realidade o que Chávez persegue, cujo plano, em que pese as evidências, tem sido levado a sério.

No caso colombiano, determinado como o primeiro objetivo da expansão chavista, nem a academia, nem os dirigentes políticos, nem os analistas do conflito observam a agressão com a gravidade que ela encarna. Muitos deles são céticos e continuam crendo que se trata das atitudes esquentadas de um isolado mandatário tropical, sem se dar conta de que suas atitudes são produto de uma estratégia habilidosa da ditadura cubana e de um egocentrismo ilimitado que o faz pensar que é a reencarnação do Libertador Simón Bolívar.

A vergonhosa compra de consciência da mandatária argentina a quem financiou a campanha presidencial, bem como a influência que exerce sobre seus cachorros de Quito, Manágua, Assunção e La Paz, com a vênia complacente de Lula da Silva, assim como a influência que Chávez exerce na Coordenadora Continental Bolivariana, são assuntos que devem ser examinados com suma precisão. Não são coisas aventureiras. Há uma obsessiva revolução em marcha e o que é mais grave: é liderada por alguém sem medida nem compostura, capaz de cometer qualquer insensatez em honra de satisfazer sua egolotria.

Construir um monumento a Tirofijo, financiado com dinheiro oficial da Venezuela e coonestado por Chávez, não é um fato simplista. Trata-se da calculada legitimação implícita de um terrorista por parte de um Estado, com o fim de minimizar o sacrifício do povo colombiano por defender a liberdade. Não é um mero simbolismo com fins psicológicos. É uma jogada política, desafiante e ireverente frente à soberania nacional e a livre auto-determinação do povo colombiano. É uma declaração de guerra, disfarçada com fatos aparentemente intranscendentes.

A razão é simples: se Chávez respeitasse a Colômbia ou não estivesse interessado em derrubar o presidente Uribe, teria reagido e seu governo teria se oposto a esta afronta contra a Colômbia. Ao contrário, Chávez manteve silêncio cúmplice pois no fundo é o gestor desta idéia.

Tenho insistido em reiterados escritos que se observa uma grave agressão contra a Colômbia, que Chávez está preparando um ataque militar, que não podemos confiar em que os Estados Unidos nos apoiariam, que as FARC continuam vivas, que o complô internacional contra a institucionalidade colombiana continua vigente e que o trinômio petrodólares venezuelanos, a coca das FARC e a ideologia cubana são os combustíveis deste plano estratégico.

É hora de começar a tomar corretivos antes que Chávez incendeie a região com uma guerra de efeito dominó, que pode alcançar conotações mundiais. E isso o bocudo mandatário venezuelano sabe muito bem. É isso o que ele pretende desatar. Por essa razão, a segurança hemisférica está sem estabilidade. E Chávez é o perturbador.

Tradução: GRAÇA SALGUEIRO

Fonte: http://www.eltiempo.com/participacion/blogs

Enquete do ESTADÃO: Lula 2010

É muito estranho... Se por um lado a mídia (e 99,99% dela é esquerdopata) diz que o Lula tem 60, 70, 80% de aprovação, em enquetes não controladas onde vota quem quer ele PERDE FEIO como se pode ver abaixo. 82% das pessoas que votaram até agora na enquete do Estadão disseram NÃO ao sociopata em 2010, SE ele pudesse disputar de novo.
Claro que os esquerdopatas vão dizer que enquete de internet é coisa de rico e rico não gosta do Lula. Suponhamos que seja. E se assim for, teremos como consequência que as pesquisas de rua estão sendo feitas entre os que gostam de Lula. Se vale para um, tem que valer pro outro. Sö que na internet nós realmente corremos o risco do Lula ganhar a enquete, já nas pesquisas de rua, sendo elas feitas nos lugares onde os pesquisadores querem...
Ademais, temos quase 30 mil votos na enquete abaixo. Quantas pessoas são questionadas nas pesquisas de rua? E são mesmo de todo o Brasil como acontece com a internet?

Verdade seja dita, entre as pessoas que lêem jornais, 82% até agora estão dizendo NÃO AO LULA. Ou seja, as pessoas "cultas" não querem este amigo das FARC, do HUGO, do EVO e do CORREA perto da cadeira de Brasília.

Vejam abaixo.


Importantíssimo: Heitor de Paola e Guilherme Afif Domingos

Heitor de Paola e Guilherme Afif Domingos na Associação Comercial de São Paulo. Para download, clique aqui.



J. R. Nyquist entrevista Olavo de Carvalho

Domingo, 31 de agosto, às 19h00 do Brasil, o analista estratégico J. R. Nyquist, autor de “The Origins of the Fourth World War”, entrevistou Olavo de Carvalho no seu programa “Outside the Box”.

Ouça abaixo clicando no play ou para fazer o download do arquivo 
clique aqui.



A mentira vence e coronel Ustra é responsabilizado, pela justiça, por tortura

BRASIL ACIMA DE TUDO
10 de outubro de 2008

CELUSTRA1
Por Rebecca Santoro/Christina Fontenelle (*)

PRIMEIRO, VEJAM O QUE FOI NOTICIADO PELOS JORNAIS (o grifo em vermelho, abaixo, é meu):

Ex-chefe do DOI-Codi é responsabilizado por tortura pela Justiça

Baseado em reportagem do G1 (09/10/08)

O coronel reformado Carlos Alberto Brilhante Ustra foi responsabilizado pelo crime de tortura em um processo que buscava que ele fosse declarado responsável por atos de violência no período do regime militar. Em setembro, foi extinto outro processo semelhante movido contra o coronel por parentes do jornalista Luiz Eduardo Merlino, morto em 19 de julho de 1971. Na decisão julgada procedente, ele foi considerado responsável por violências cometidas contra César Augusto Teles, Maria Amélia de Almeida Teles e Criméia Alice Schmidt de Almeida. Inédita no país, a decisão foi proferida nesta terça-feira (7) pelo juiz Gustavo Santini Teodoro, da 23ª Vara Cível, do Fórum João Mendes, no Centro.

No entanto, cabe recurso da defesa. Tanto no processo movido pela família Teles quanto no caso dos parentes do jornalista, Ustra não é alvo de pedidos de indenização. Ainda em 2006, quando um dos processos começou a ser julgado, Amélia já afirmava que a família não buscava indenização do Estado ou prisão. "É uma ação de efeito político, que vai trazer reconhecimento de que um coronel do Exército, na época major, era torturador", explicou Amélia na ocasião. Mas, as ‘vítimas’ já foram indenizadas pelo Estado, como se poderá ler abaixo, de acordo com a lei de Indenização. Além disso a sentença estabelece que, ao ser apontado como o responsável pelas torturas, o “réu arcará com custas, despesas processuais e honorários dos advogados dos autores, fixados estes em dez mil reais.” 

Para o juiz, “existe relação jurídica de responsabilidade civil” entre as vítimas e o réu “nascida da prática de ato ilícito, gerador de danos morais”. Já em relação a Janaina de Almeida Teles e Edson Luis de Almeida Teles, filhos de César Augusto e Maria Amélia, o juiz considerou improcedente a acusação de que também teriam sido torturados. “Realmente, as testemunhas não viram Janaina e Edson na prisão. Ninguém soube esclarecer se os então menores realmente viram os pais com as lesões resultantes das torturas. Nada indica que eles teriam recebido ameaças de tortura, ou sido usados como instrumento de tortura de seus pais”, alegou.

O militar é ainda réu em outra ação declaratória no Fórum Cível da capital paulista. Além disso, ele sofre um terceiro processo na Justiça Federal, que apura seu suposto envolvimento em seqüestros e espancamento de militantes de organizações clandestinas. O advogado de defesa de Ustra, Paulo Esteves, disse que vai apelar da sentença, que, segundo ele, vai contra as provas dos autos. "Inclusive, temos provas de que o meu cliente estava hospitalizado, devido a uma operação, no período que as pessoas alegam terem sido vítimas de violência. Ele (Ustra) nega que tenha participado de qualquer ato de violência naquela época", disse. Para o advogado, a sentença desta terça colide com outra da Justiça em um processo que foi extinto no final de setembro.

No dia 23, os três desembargadores da 1ª Câmara de Direito Privado decidiram a favor do recurso impetrado pelo coronel e, por maioria – ou seja, dois votos a um –, extinguiram o processo sem exame do mérito. A decisão foi do relator Luiz Antonio de Godoy, do 2º juiz De Santi Ribeiro e do terceiro desembargador Elliot Akel. "Antes da sentença deste processo, pedi que aguardassem a publicação do acórdão do processo anterior (de setembro).

O tipo de medida jurídica é a mesma, o advogado é o mesmo nos dois processos, só mudam as vítimas. Naquele processo, o juiz entendeu que não havia fundamento processual para que o meu cliente pudesse ser julgado", explicou. Apesar da sentença do Tribunal de Justiça, o julgamento foi apenas moral e político, já que Ustra foi beneficiado pela Lei de Anistia, de 1979, que impede que pessoas que tenham cometido crimes políticos na época da ditadura sejam processadas.

AGORA, LEITORES, VEJAM OS FATOS ABAIXO: RECORDANDO

Christina Fontenelle 
(19/10/2006)

crimeia

Criméia era mulher do filho do chefão da Guerrilha do Araguaia, Mauricio Grabois, e que ela estava na área de guerrilha quando ficou grávida. Ao contrário das outras guerrilheiras, que eram obrigadas a abortar, Criméia, protegida pelo comandante da área, foi mandada para São Paulo para ter o filho, onde acabou sendo presa e encaminhada para Brasília. Segundo o relato do coronel, foi lá, no Hospital Militar, que Criméia teve seu filho, com todo apoio e assistência, inclusive, da esposa do General Bandeira que, na ocasião, levou-lhe um pequeno enxoval.

Hoje um adulto, esse filho de Criméia, de nome Joça Graboi (cuja mãe havia optado por ser guerrilheira e cujo pai nem ao menos acompanhara a mãe grávida para que tivesse o bebê em São Paulo), no segundo semestre do ano passado, conseguiu uma indenização, concedida pela Comissão de Anistia do Ministério da Justiça e assinada pelo ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, por ter estado “preso” em dependências militares.

“Maria Amélia (irmã de Criméia) e o marido foram presos em um “aparelho de imprensa” do PCdoB, em dezembro de 1972. Na ocasião, estavam com eles os dois filhos do casal. Todos foram conduzidos para o DOI, já que as crianças não poderiam ficar sozinhas. Quando falei com os pais, senti que estavam preocupados quanto ao destino dos seus filhos. Perguntei se tinham algum parente em São Paulo que pudesse tomar conta deles. Responderam que as crianças tinham tios, creio que em Minas Gerais ou no Rio de Janeiro, não me recordo exatamente onde. Pedi o telefone desses parentes para avisá-los do que acontecia e perguntar se poderiam vir a São Paulo e apanhar os dois filhos do casal. O contato foi feito e esses familiares pediram alguns dias de prazo até poderem se deslocar à capital paulista. Decidi que enquanto aguardávamos a vinda dos tios, as crianças permaneceriam sob o cuidado do Juizado de Menores.

Nesse momento, tanto Maria Amélia quanto César Augusto, imploraram que seus filhos não fossem para o Juizado. Uma policial militar que assistia o nosso diálogo se ofereceu para ficar com Janaina e Edson Luis, filhos de Maria Amélia e César Augusto, desde que estes concordassem com o oferecimento, o que foi aceito na hora pelo casal. Movido mais pelo coração do que pela razão, achei que essa era a melhor solução. As crianças foram levadas para a casa da agente e, para que não sentissem a falta dos pais, diariamente eram trazidas para ficar algum tempo com eles. Isso se repetiu até a chegada dos parentes. Nesse dia Janaina e Edson Luis foram entregues aos seus tios, na presença de seus pais”.(Depoimento do Coronel Ustra - Leia tudo em http://www.ternuma.com.br/bancodosreus.htm)  

Consideração Talvez, Reconhecimento Nunca

Christina Fontenelle
19/10/2006

Os militares das FFAA devem estar tremendamente agradecidos à homenagem que o programa dominical da TV Globo, o Fantástico, prestou neste último domingo (15/10) a todos aqueles que, ganhando um salário bem inferior ao que deveriam, levando-se em consideração a sua formação, o tipo e a carga horária de trabalho, estiveram e ainda estão trabalhando incessantemente, no meio da floresta amazônica, para trazer de volta os corpos das vítimas do acidente aéreo com o avião da Gol (vôo 1907), para que os familiares possam enterrar seus mortos.

Estiveram lá os militares, no local do acidente, levando dois padres e uma imagem de Nossa Senhora Aparecida, para a qual improvisaram uma capela. O Fantástico mostrou as imagens. Aliás, imagens do trabalho destes homens é que não têm faltado. Em “off” a gente sabe que faltaram melhores equipamentos; que o pessoal da Aeronáutica é que teve que assumir o tratamento com os parentes das vítimas, já que houve problemas no relacionamento dos mesmos com o pessoal relativamente novo da ANAC; que o governo não investiu e mal liberou verbas para a manutenção adequada dos equipamentos, tanto para os serviços de controle aéreo quanto para as FFAA em geral; mas, enfim, o que interessa é que os militares têm sido incansáveis nesse episódio trágico da história da aviação brasileira.

Nada mais oportuno, portanto, do que a consideração e o reconhecimento demonstrados pela Rede Globo ao levar ao ar, também no Fantástico o tema “Relações de Poder”, apresentado no quadro semanal de lavagem cerebral (já que não há direito a réplica de opiniões em contrário) - “Ser ou Não Ser” – que pretende popularizar a filosofia. A inserção, com roteiro de Daniel Rocha, tem cerca de 9 minutos e é apresentada por sua mulher, Viviane Mosé, que é psicóloga, psicanalista, doutora em filosofia pela UFRJ e escritora. Publicou, entre outros, os livros de poesia “Escritos” (1990), “Toda palavra” (1997), “Pensamento chão” (2001) e mais recentemente “Desato”, no qual admite ter vivido a experiência da poesia do dia-a-dia, em que receitas culinárias transformam-se em poesia. Viviane tem muitos admiradores no meio artístico, entre eles a cantora Beth Carvalho (que, como todo mundo sabe, também admira Fidel Castro e Hugo Chavez). Em entrevista à revista Época, a filósofa mostra um pouco de si, ao responder as “rapidinhas”:
Qual é a maior mentira que você já contou? Ainda não sei muito bem a diferença entre mentira e verdade.Qual é seu maior sonho? Um país chamado Brasil. Acredito muito nisso.

E seu maior pesadelo? O acirramento da violência urbana, levando a um confronto aberto entre a polícia e o crime organizado.Em quem você daria uma surra? No Lula.Religião... Nenhuma.Última compra... Um vestido da Corpo e Alma e uma jóia.

A senhora, que pode comprar jóias e roupas em lojas caras, muito ao contrário dos militares que critica e parece detestar, escolheu como pano de fundo, para falar de “relações de poder”, o que ela chama de “um dos períodos mais sombrios da nossa história: a ditadura militar”, pretendendo levar a audiência a refletir sobre “de que maneira as relações de poder deixam marcas no nosso dia-a-dia”.

Cintando Michel Foucault, filósofo francês, a matéria diz que “o poder não é uma coisa, nem uma propriedade” e que “não está localizado somente no governo, nem no estado”, mas por toda parte, já que “em todos os lugares, em todas as classes sociais, há sempre relações de poder. Mesmo que não pareça”.

Bem, historicamente, e isto pode ser comprovado por todos os jornais da época (já que a filósofa sugere que não nos prendamos aos livros de história (1)), o golpe militar, na realidade, foi um contra-golpe, ou seja um golpe para desorquestrar outro golpe que pretendia conduzir o Brasil ao comunismo. É simples assim – o resto é tergiversação. É verdade quanto à repressão, mas faltou dizer contra quem – um mero detalhe. Houve repressão e reação ao terrorismo comunista e a todos que com ele colaborassem ou acobertassem. Era uma guerra, onde os terroristas mataram civis, assaltaram bancos e estabelecimentos comerciais, seqüestraram personalidades estrangeiras que aqui trabalhavam, torturaram e assassinaram seus oponentes, sempre que houve a chance de fazê-lo, e ainda praticaram atos de traição e justiçamento contra seus próprios aliados. Tudo em nome da causa comunista ou de suas próprias (como podemos ver o que fizeram muitos deles, hoje, depois de terem chegado ao poder). Jamais pegaram em armas, por um minuto sequer, como hoje já foi reconhecido publicamente por muitos deles, para lutar pela democracia republicana brasileira.

Qualquer semelhança com o que hoje acontece hoje no Brasil não é mera coincidência. A atuação do crime organizado, ligado a grupos terroristas internacionais, ao narcotráfico e ao contrabando de armas e mercadorias; os seqüestros para conseguir dinheiro e espaço na mídia (vide repórter e cinegrafista da Globo); a punição dos delegados de polícia federal que atuam dentro da lei, com afastamentos dos casos que investigam, com transferências de local de trabalho e até com ameaça de expulsão da PF; a demissão de profissionais da mídia, bem como o cerco econômico aos veículos de informação que não sejam alinhados ao governo – nada disso é coincidência, não. É estratégia mesmo e muito bem conhecida.

“Mas como ele (o poder) se manifesta?”, pergunta a apresentadora. E continua: “Associamos o poder à punição, ao castigo. Até o fim do Século 18, era comum o poder ser exercido por meio da força física, da dor. Era o que acontecia no ritual do suplício - uma cerimônia pública, em que um criminoso era torturado até a morte. O suplício era uma prova de força, a manifestação do poder político do rei. Foi o que aconteceu no Brasil com Tiradentes, o líder da Inconfidência Mineira, que foi enforcado e esquartejado para servir de exemplo aos que ousassem desafiar a coroa”.

Bem, eu diria que há exemplos bem mais recentes que poderiam ter sido utilizados na produção de Viviane. O que aconteceu com o caseiro Francenildo (caso Palocci) é um deles; outro é o ocorreu com o delegado da Polícia Federal Edmilson Bruno, que foi afastado da investigação sobre a compra do falso dossiê Vedoin e que entregou, na marra, aos brasileiros as imagens do dinheiro da “maracutaia”. Estes são apenas dois dos casos que poderiam ser falados porque são de domínio público. É verdade que no caso deles não houve morte e nem tortura física, mas há suspeitas de que já houve sim recentemente pessoas que morreram para não “abrirem a boca”, pelo menos 10 delas.

“Designar os focos de abuso de poder, falar deles publicamente, nomear, dizer quem fez, é uma forma de luta... Se o poder está em todos os lugares, como diz o filósofo, todo gesto de resistência, por menor que seja, atua na grande rede que guia nossas vidas”.

Concordo. E é por isso que estou escrevendo sobre o “Ser ou Não Ser” do dia 14 de outubro. É meu pingo d’água para apagar o incêndio na floresta.

Intercalados por imagens e citações reflexivas da apresentadora, depoimentos das “vítimas da ditadura” – ex-guerrilheiros e alguns de seus descendentes. A impressão que se tem quando essas pessoas falam de si mesmas é a de que sempre estiveram em casa, ouvido rádio, cozinhando, trabalhando normalmente ou coisa que o valha, quando foram surpreendidas, um belo dia, sem mais nem menos, por uma tropa de choque que os levou presas, apenas porque elas fossem democratas – como a SS nazista que levava os judeus por serem judeus.

Criméia Almeida, ex-guerrilheira do Araguaia, foi uma das vítimas mostradas na matéria. Ela foi presa por causa do seu envolvimento com a luta armada: “mesmo grávida de oito meses, não foi poupada” diz a apresentadora. E continua: “Ficou 20 horas em trabalho de parto, na cela, sem qualquer ajuda, até que seu filho nasceu no Hospital do Exército”.

“Sabe o que eu pensava na hora do parto? Puxa, eles prendem, matam e as pessoas estão nascendo, né? Eles não são capazes de segurar tudo...”, disse Criméia, depois de ter dito, também, que o ódio lhe dera forças para viver: “O ser humano é incrível no seu limite. À medida que eles torturavam, que eles matavam, um sentimento para mim ficou muito grande: de ódio. E esse ódio também me deu força, porque existem certas coisas que a gente tem que odiar para o resto da vida”.

Caso se tratasse de uma apresentação com um mínimo de honestidade jornalística (o que evidentemente não foi o caso), algumas informações não poderiam ter sido sonegadas, sob pena de induzir o telespectador a conclusões erradas, inclusive sobre o próprio tema - relações de poder. Hoje, por exemplo, a palavra dos ex-terroristas têm mais poder sobre as comissões de anistia, sobre as ONGs, sobre a mídia e, conseqüentemente, sobre a opinião pública do que todas os possíveis testemunhos em contrário que ousem desmenti-la ou defender aqueles que livraram o país da tragédia comunista. Portanto, uma relação de poder bem mais polarizada e bem mais complexa, já que envolveria armas como a mentira, a omissão e o patrulhamento.

As informações sonegadas pelo Fantástico são públicas – estão registradas em livros e podem ser encontradas facilmente na internet. Infelizmente jamais foram divulgadas nos meios de comunicação de massa, nas escolas ou nas universidades (novamente um bom exemplo de “relações de poder” desequilibradas). Algumas delas estão numa entrevista concedida ao site Mídia Sem Máscara pelo coronel da reserva do Exército Carlos Alberto Brilhante Ustra, que comandou, quando era major da ativa, o DOI/2ª/II Exército, em São Paulo, por quatro anos – período ao final do qual o terrorismo foi praticamente eliminado daquele Estado.

Na entrevista, o coronel Ustra diz que Criméia era mulher do filho do chefão da Guerrilha do Araguaia, Mauricio Grabois, e que ela estava na área de guerrilha quando ficou grávida. Ao contrário das outras guerrilheiras, que eram obrigadas a abortar, Criméia, protegida pelo comandante da área, foi mandada para São Paulo para ter o filho, onde acabou sendo presa e encaminhada para Brasília. Segundo o relato do coronel, foi lá, no Hospital Militar, que Criméia teve seu filho, com todo apoio e assistência, inclusive, da esposa do General Bandeira que, na ocasião, levou-lhe um pequeno enxoval.

Hoje um adulto, esse filho de Criméia, de nome Joça Graboi, também participou do programa: “Eu acho que as pessoas têm as opções, as pessoas fazem as escolhas, sejam certas ou erradas. Agora, eu não tinha feito nenhuma escolha. Eu não tinha nem nascido ainda. Então, isso é uma coisa que me incomoda”.
Baseado neste incômodo, Joça Graboi, (cuja mãe havia optado por ser guerrilheira e cujo pai nem ao menos acompanhara a mãe grávida para que tivesse o bebê em São Paulo), no segundo semestre do ano passado, conseguiu uma indenização, concedida pela Comissão de Anistia do Ministério da Justiça e assinada pelo ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, por ter estado “preso” em dependências militares.

As outras vítimas mostradas na matéria do Fantástico são também da família de Criméia: a irmã, Maria Amélia, o cunhado César e os filhos do casal, Janaína e Edson. Os dois, respectivamente com 5 e 4 anos à época em que os pais foram presos, disseram que nunca se esqueceram do dia em que os militares os levaram para ver os pais. Segundo eles, Amélia e César, haviam passado por uma sessão de choques e espancamento.

“Eu me lembro de uma mulher me chamando pelo nome, e eu reconheci a voz como a voz da minha mãe, mas eu olhava para ela e via que não era o corpo dela. Por quê? Ela estava com o corpo desfigurado. Ela estava ensangüentada, esverdeada de levar pancada”, conta Edson.

“Lembro quando a gente entrou na 36ª Delegacia, e lembro quando a gente entrou num corredor muito escuro, e no fundo tinha uma cela muito escura, onde meus pais estavam. E eles estavam, assim, totalmente estáticos, não conseguiam se mexer”, recorda Janaína.

“Eu estava amarrada, nua, urinada, toda suja, humilhada e eles levaram para os meus filhos me verem desse jeito”, indigna-se Amélia.

O outro lado da história você, leitor, já pôde conferir mais acima. 

“A ditadura feriu a alma do povo, e acho que feriu no que nós tínhamos de mais bonito, que era a generosidade e a solidariedade” disse Amélia, no Fantástico. “E aí, então, eu pensava assim: ‘Eu tenho que denunciar o que é feito com as pessoas. Eu vou sobreviver’”, diz Amélia.

Maria Amélia sobreviveu, mas levou 34 anos para fazer as denúncias que dizia ser preciso.

Coincidentemente, tomou a decisão justamente no período em que se dá a farta distribuição indenizatória pelo Estado brasileiro que, com o dinheiro público, já comprometeu a inimaginável quantia de mais de 3 bilhões de reais com o pagamento de indenizações a ex-terroristas e a seus descendentes. Vale dizer que, não foram nem uma nem duas vezes que circulou a informação de que entre os que se beneficiam das percentagens sobre as indenizações concedidas estariam os escritórios de advocacia do deputado Luiz Eduardo Greenhald (PT-SP) e o do ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos.

Como não poderia deixar de ser, e ao contrário do “Ser ou Não Ser” do Fantástico, em pretendendo sempre ouvir os vários lados sobre um determinado tema, faço saber o e-mail enviado pelo deputado Greenhald à um blog da internet – Capoeira Internet – sobre o assunto:

NOTA DE ESCLARECIMENTO

 “Em relação à mensagem caluniosa e injuriosa contra mim que vem circulando de forma irresponsável pela Internet, venho esclarecer que:

Não represento “todas” as causas de pedido de indenização das vítimas da ditadura militar. Foram protocolados na Comissão de Anistia do Ministério da Justiça 50.637 processos, dos quais menos de 300 são representações apresentadas pelos advogados do meu escritório de advocacia. Jamais recebi um centavo, em honorários ou “taxa de sucesso”, por representação das pessoas que buscam essa indenização. Nem eu, nem os meus colegas de escritório... Não é com os injustiçados pelo regime militar ou vítimas de sua brutalidade que obtive ganhos materiais, a não ser a satisfação de ser partícipe de um processo de reparação histórica, o qual considero necessário para que os horrores do regime militar de 64 não se repitam... Por fim, informo que requisitei à Polícia Federal, através de representação criminal, o rastreamento e a identificação do autor ou autores da mensagem apócrifa e difamatória, para subsidiar queixa-crime junto ao juízo competente”.

Vale dizer, entretanto, que as vítimas dos atentados terroristas não estão tendo a mesma atenção de gente tão caridosa e tão preocupada em fazer justiça como é o caso do deputado Greenhald, segundo suas próprias palavras acima citadas.

Orlando Lovecchio Filho, por exemplo, que perdeu uma perna e viu morrer o sonho de ser piloto da aviação civil, quando, ao passar na calçada em frente ao Consulado Americano de São Paulo, no dia 19 de março de 1968, foi atingido pelos estilhaços espalhados com a explosão da bomba que fora colocada no portão do Consulado por terroristas. Orlando foi, segundo o próprio, “emocionalmente torturado” pelo Estado até que conseguisse uma indenização.

A luta começou em 1992, quando o terrorista Sergio Ferro (então já um renomado arquiteto e artista plástico) confessou, numa entrevista à Folha de São Paulo, ter colocado a bomba no portão do Consulado. Orlando processou Sérgio, mas perdeu. Então, desde 1995, com a edição da Lei 9.140, ele passou a pedir indenização do Estado. Foram 9 anos de penitência até que finalmente, em 2004, fosse agraciado com o que o Estado achou por direito conceder: pensão especial, mensal e vitalícia, no valor de R$ 500,00 (quinhentos reais), personalíssima e que não se transmitirá aos herdeiros do beneficiário. “As importâncias pagas serão deduzidas de qualquer indenização que a União venha a desembolsar em razão do acontecimento e o valor da pensão será atualizado nos mesmos índices e critérios estabelecidos para os benefícios do Regime Geral da Previdência Social”, diz a Lei.

O presidente Lula, por exemplo, recebe uma pensão especial para “anistiado político", de R$ 4.294,00, concedida em 1996. O líder do MLST e amigo de Lula, Bruno Maranhão (que até hoje não respondeu pela invasão e quebra-quebra do prédio do Congresso Nacional) foi agraciado com uma indenização que perfaz um total indenizável de R$ 2.160.794,62 (isso mesmo: dois milhões, cento e sessenta mil, setecentos e noventa e quatro reais e sessenta e dois centavos), nos termos do artigo 1º., incisos I e II c. e artigos 4º., § 2º., e 19 da Lei nº. 10.559 , de 2002, assinada pelo ministro da Justiça MÁRCIO THOMAZ BASTOS.

O caso da indenização aos pais de Mário Kozel Filho também merece ser mencionado. Ele prestava o serviço militar obrigatório, como soldado, quando perdeu a vida num atentado ao Quartel General do II Exército, em São Paulo/SP, promovido por um grupo de onze terroristas da Vanguarda Popular Revolucionária (VPR), em 26 de junho de 1969. Em 20 de agosto de 2003, o Estado concedeu pensão especial a Mário Kozel e Terezinha Lana Kozel, pais de Mário Kozel Filho, no valor de R$ 330,00 de pensão vitalícia, que, assim como a que foi concedida a Orlando Lovecchio, obedece à condição de que as importâncias pagas serão deduzidas de qualquer indenização que a União venha a desembolsar em razão do acontecimento.

Ao contrário, os terroristas que cometeram o atentado, Diógenes José de Carvalho Oliveira, Waldir Carlos Sarapu, Wilson Egidio Fava, Onofre Pinto, Edmundo Coleen Leite, José Araújo Nóbrega, Oswaldo Antonio dos Santos, Dulce de Souza Maia, Renata Ferraz Guerra de Andrade, José Ronaldo Tavares Lima e Silva já estão todos (ou suas famílias) muito bem recompensados, com gordas indenizações e/ou pensões. 

Finalmente, o quadro sobre “Relações de Poder” vai aos arquivos do Departamento de Ordem Política e Social, o Dops, de São Paulo e conversa com o responsável Fausto: “Isso aqui são os olhos do regime, né?”... “Um sapateiro, uma pessoa que num boteco de esquina falou mal da ditadura, ou falou mal de um político, e foi fichado”... “Esses arquivos retratam a vivência dessas pessoas... que, apesar de comuns, eram capazes de gestos de extrema grandeza”. 

Em se tratando se tergiversar e de “abocanhar” grandes indenizações, põe grandeza nisso!
Bem, eu resolvi escrever sobre isso porque talvez possa ajudar a algum curioso que procure informar-se, pelo menos um pouco mais detalhadamente, sobre a anistia, sobre o revanchismo, e até sobre “as relações de poder”. Infelizmente sei que será mais um daqueles protestos que serão pouco lidos, pouco divulgados e que jamais chegarão ao conhecimento da imensa maioria dos brasileiros. Hoje em dia, as crianças não dizem mais “na época do Governo Militar”, elas dizem “na época da Ditadura Militar” (assim mesmo, com letra maiúscula e oficialmente denominada em livros, revistas, jornais e na TV). E assim será... sabe-se lá até quando...

(1) Trecho da matéria do Fantástico: “O conhecimento deve estar sempre ligado à história. Não à história oficial, dos livros, que em geral desvaloriza e desqualifica as lutas das pessoas comuns, e sim à história dos combates esquecidos, de nossos heróis anônimos”. 

Não Tem Conversa

Certa vez, houve um filme em que os oficiais hierarquicamente inferiores ao comandante de um submarino o destituiram do comando por traição à pátria, mas, por pena, alegaram que teria sido por insanidade. Eles demoraram a perceber as maléficas intenções do comandante. Mas, chegou uma hora em que suas consciências não puderam mais suportar o que ia ficando cada vez mais difícil de encobrir ou de justificar: tiveram que optar entre a cumplicidade na traição e a desobediência heróica. Optaram pela segunda alternativa. Os homens eram norte-americanos e a pátria os EUA. Pode-se falar muito mal desse "império". Muita coisa, acredito eu, até por inveja. Mas, não se pode negar: militares americanos jamais condecoraram aqueles que um dia, por ventura, estiveram em luta contra eles ou contra os EUA - no máximo, cumpriram acordos de paz. Não houve "Little Boy", "Fat Man", Vietnã ou Cambodja que tenham sido capazes de destruir a imagem que os americanos têm de seus militares. Ao contrário, é tradição americana protestar contra guerras e contra governos que maltratem seus soldados.

No Brasil, menos de mil pessoas morreram, desapareceram ou foram feridas, de um lado e de outro, na guerrilha fratricida que pretendia instalar a ditadura comunista no Brasil. Derrotados, os comunistas guerrilheiros deixaram o país. Anos depois, graças a anistia ampla, geral e irrestrita, retornaram à terra natal, muitos deles com a finalidade de dar continuidade aos planos comunistas interrompidos pela derrota. Continuidade essa que nunca deixou de ser dada, internamente, pelos companheiros que aqui ficaram cuidando do aparelhamento ideológico da mídia, das escolas, das universidades, das repartições públicas.

Quem teve, agora, a oportunidade de ler a confissão “estratégico-mentirosa” do marqueteiro João Santana na campanha presidencial do PT pôde perceber que a companheirada é capaz de qualquer coisa sim para obter aquilo que deseja. A Ação movida na Justiça contra o coronel da reserva do Exército, Brilhante Ustra, segue o mesmo padrão de raciocínio e de conduta por parte de guerrilheiros comunistas. Mentem, mentem e mentem, ainda em nome da causa – porque gordas, injustificáveis e imorais indenizações do Estado já conseguiram.

Não tem conversa. Se o coronel tiver que se retratar diante dos terroristas, a Justiça terá que exigir o mesmo de todos aqueles que praticaram assaltos, assassinatos, justiçamentos, seqüestros e atentados terroristas contra cidadãos e contra o Estado brasileiros. Entre eles, alguns hoje nobres cidadãos, como Fernando Gabeira. Coloco um ponto final antes de continuar a lista, para não misturar “alhos com bugalhos”, mas ela continuaria, imensa, com nomes como José Genoíno, Dilma Russef, Waldir Pires, José Dirceu, etc.

O jornalista Reinaldo Azevedo falou sobre esse assunto em seu Blog. Pediu “muita calma nessa hora” para os que lhe enviassem comentários. Noventa por cento deles concordam que a Ação é estúpida e ilegal. Na história “destepaís”, nunca a mídia de massas e as urnas estiveram tão distantes da maioria de seus cidadãos.

 

 

(*) VISITE: Imortais Guerreiros - http://www.freewebs.com/imortaisguerreiros/
A VOZ DOS GUERREIROS - http://imortaisguerreirosnossavoz.blogspot.com/
(Cópia em: http://www.freewebs.com/imortaisguerreiros/reproduoavozdosguerrei.htm)
CRISE AÉREA: http://www.freewebs.com/imortaisguerreiros/crisearea.htm ehttp://acidentetam2007.blogspot.com/
MEMÓRIA INFOMIX: http://acidentetam2007.blogspot.com/ (Deixe seu recado)
MEMÓRIA MÍDIA SEM MÁSCARA: http://www.freewebs.com/imortaisguerreiros/mdiasemmscara.htm

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Silêncio e Mistério

Por Olavo de Carvalho, 09 de outubro de 2008

Depois do pedido de dispensa com que se esquivaram de entregar à corte a certidão de nascimento de Barack Obama (v. meu artigo anterior em http://www.olavodecarvalho.org/semana/081002jb.html, os advogados do candidato democrata armaram esta semana uma segunda manobra protelatória, solicitando que qualquer nova ordem judicial para a exibição do documento seja sustada até a decisão do juiz quanto àquele pedido. O processo foi aberto em 15 de setembro pelo advogado democrata (Cavaleiro do Templo: notem a gravidade da situação!!! O advogado é do partido do OZAMA, digo, OBAMA e não do partido do McCAIN, o republicano) Philip Berg porque a direção nacional do seu partido, desobedecendo o Freedom of Information Act (Lei de Liberdade de Informação, que assegura aos cidadãos o acesso a documentos publicamente relevantes), recusou mostrar-lhe um original impresso, que Berg exigia por suspeitar que a versão eletrônica publicada pela campanha de Obama era forjada, como o asseguravam peritos judiciais consultados.

Mais estranhamente ainda, o Departamento de Estado e a administração do Senado Federal, alertados quanto à possível falsidade da certidão eletrônica, não quiseram investigar o assunto. Berg ficou ainda mais desconfiado quando, comparando as declarações de adeptos e familiares de Obama, notou que o Messias democrata parecia ter realizado o milagre de nascer simultaneamente em dois hospitais (v. http://obamacrimes.com/index.php/component/content/article/1-main/28-phil-j-berg-filesamended-complaint-in-bergv-obama).

Tantos esforços para fugir à exibição de um documento banal sugerem que realmente ele não existe, que Obama nunca foi cidadão americano e que sua possível eleição à Presidência será seguida de uma crise política horrososa, com metade do país pedindo a cabeça do mandatário ilegítimo, a outra metade clamando histericamente contra o "golpe" e exigindo que a Constituição seja sacrificada no altar da fé obâmica um resultado até mais delicioso, para os inimigos dos EUA, do que a simples eleição do presidente americano mais esquerdista de todos os tempos.

Mais esquerdista e mais misterioso. Além de sua nacionalidade duvidosa e de inúmeros episódios comprometedores da sua biografia, sonegados à população pela grande mídia (ajuda recebida de terroristas, troca de favores com o estelionatário Tony Resko, intervenções diretas na política do Quênia em favor do genocida e agitador anti-americano Raila Odinga), resta o fato de que Barack Hussein Obama, por motivos incertos e não sabidos, usa também os nomes de Barry Obama, Barry Sotero, Barrack Dunham e Barry Dunham.

Para complicar, Jerome Corsi, o repórter do World NetDaily enviado ao Quênia para esclarecer as passagens nebulosas de Obama pelo país, foi preso pela polícia local e enviado de volta aos EUA. Se o muro de silêncio erguido no Brasil em torno do Foro de São Paulo foi várias vezes furado pelos jornais de outras nações latino-americanas, o círculo mágico de proteção em torno da identidade de Barack Obama parece ser tão global quanto o imposto que ele quer fazer a humanidade pagar à ONU. Mesmo os candidatos republicanos, com evidente prejuízo eleitoral próprio, guardam respeitoso silêncio quanto ao processo que corre contra seu adversário na Pensilvânia e, quando mencionam outros fatos indecorosos da sua carreira, como o fez Sarah Palin dias atrás, amortecem a denúncia com termos vagos e genéricos, que antes servem para irritar o eleitorado obamista do que para fazê-lo enxergar o tamanho da encrenca em que, segundo tudo indica, está se metendo ao confiar num desconhecido que se esmera em encobrir seu passado.

Até o próprio WorldNet Daily, o mais intransigentemente conservador entre os grandes sites de jornalismo, só noticiou o processo no último dia 6, com atraso formidável. Por esses detalhes vocês vêem o quanto é falsa a noção, diariamente reiterada pela mídia nacional, de que a reputação do ilibado Obama está sob cerrado bombardeio da campanha McCain. O arquiprotegido Obama passa bem, obrigado. Sarah Palin é que já virou até personagem de filme pornô.

Pedacinho do que é o FORO DE SÃO PAULO

Na parte lateral do blog vocês encontram informações detalhadas sobre o FORO DE SÃO PAULO. Aqui vai um resuminho com vídeos para vocês saberem do que se trata esta cria do LULA, FIDEL e as FARC.

14 milhões de argentinos e um dentista

É uma piada mas analisemos bem...

Não é exatamente isto que fazem hoje em dia? Por exemplo, dizem que existem SEM TERRA no Brasil e que por isto o MST. Daí NINGUÉM PERGUNTA OU SE INTERESSA PELO VERDADEIRO MOTIVO DA EXISTÊNCIA DO MESMO (MST), que é ser o braço armado da revolução brasileira. Olhamos apenas para o "dentista". Entrega-se portanto imensos pedaços de terra E PODER a um grupo que nunca vendeu um tomate produzido por eles mesmos na feira depois de terem atendidas as suas (falsas) reivindicações por terra para sobreviver. Até onde sei, quem planta não consegue produzir tudo que precisa e com certeza os precisam de outras coisas além de comida como roupas, livros, TV a cabo, celular, etc. Para adquirirem estes produtos/serviços precisam produzir excedentes para vender/trocar com outros seres humanos e com o mercado.

Lá vai a anedota:

George W. Bush e Tony Blair estão num jantar na Casa Branca. Um dos convidados aproxima-se deles e pergunta-lhes:

- De que é que estão conversando de forma tão animada?

- Estamos fazendo planos para a terceira Guerra Mundial, diz Bush.

- Uau!', exclama o convidado. E quais são esses planos?

- Vamos matar 14 milhões de argentinos e um dentista, responde Bush.

O convidado parece confuso e pergunta:

- Um... dentista? Porque é que vão matar um dentista?

Blair dá uma palmada nas costas de Bush e exclama:

- Não te disse? Ninguém vai perguntar pelos argentinos!  

Lição de vida bem vivida para celerados

Porque ouvir doentes mentais e/ou celerados se podemos ouvir histórias de seres humanos bem sucedidos não necessariamente porque ficaram ricos, mas porque viveram uma vida digna pois bela em si mesma e cheia de frutos? Temos tantos, mas tantos exemplos disto e o que temos na mídia em nossos dias? Só lixo. Lixo não reciclável, lixo atômico, lixo que a Natureza vai demorar 50 milhões de anos para fazer desaparecer da história, de nossos corações e mentes.

Vejam estes dois vídeos de um dos maiores gênios dos últimos tempos, um monstro sagrado em sua área, Steve Jobs, da APPLE. Prestem atenção em cada parte do que ele fala, principalmente no "ligar os pontos", a essência do ser humano que acredita na transcendência e entende que não á aqui que colheremos os verdadeiros frutos, se é que serão colhidos em algum lugar. E exatamente por isto estes seres não aparecem na mídia, que percebe a vida através dos olhos negros da mais grave doença espiritual de todos os tempos, o esquerdismo. A negação do belo, da Verdade, do ser humano, da vida mesmo. Nossos filmes mostram a feiúra humana, nossas novelas a degradação da espécie, nossos livros são histórinhas para adultos-crianças subdesenvolvidas enquanto seres humanos. 

Vejam como um grande ser humano vive a vida, uma lição acima de tudo para os jovens que, devido à deformação atual de nossa cultura, foram elevados ao patamar de "criaturas importantes no esquema cósmico", quando na verdade são, como diria o Olavo (de Carvalho), os merdinhas da sociedade pois ainda sem experiência alguma, e cheios da arrogância dos ignorantes que olham no espelho e acham que estão vendo um Deus qualquer. Jovens, vocês devem se calar e aprender para só daqui a algumas décadas abrirem suas bocas. E tenham a certeza de uma coisa: nem mesmo o tempo de vida pode lhes garantir que delas saiam algo que preste algum dia.

Também trabalho na área do Sr. Jobs, conheço sua história e sua imensa arrogância quando novo, coisa que ele nunca escondeu de ninguém. Como fazem os jovens desta época macabra em que vivemos. Tive, portanto, duas gratas e inesquecíveis surpresas. Uma o conteúdo dos vídeos, outra o autor dos mesmos, o outra autodenominado Deus Steven Jobs do alto de seus "enta" anos e maduro, falando para jovens como se deve fazer para se morrer feliz. 

Apreciem, é ouro puro.





O LIMIAR CRISE MUNDIAL

NIVALDO CORDEIRO
19/03/2008

Deus abençoe a América! A crise econômica que se desenha no grande país do Norte é daquelas que não terão solução nem curta e nem fácil. É uma crise sistêmica, que poderá levar a uma dramática crise no mercado mundial. Afinal, os EUA são os maiores compradores e vendedores do mundo e é o seu maior PIB o elemento dinâmico que permitiu a recente prosperidade nas chamadas economias emergentes.

A tragédia maior é que se nota a ausência de homens preparados para fazer o enfrentamento da crise. Não será uma simples crise econômica, portanto, mas também uma crise da ciência econômica e da ciência política. Tudo em que se acreditou em matéria de teoria econômica será posto em xeque. O feijão-com-arroz da administração dos juros, o que pateticamente tem sido feito pelo FED nos últimos meses, não apenas não resolve a crise, como logra agrava-la. Há uma carência científica na ação do FED. Porque a raiz da crise está no modo de funcionamento da economia norte-americana: vive de emissão de moeda sem lastro, que paga seus gigantescos déficits na balança comercial. Esse modelo esgotou-se. É como se os EUA cobrassem um imposto inflacionário sobre o resto do mundo na forma de emissão descontrolada de moeda. Foi possível manter isso por algumas décadas, quando o mundo precisava de uma moeda nacional forte para substituir o padrão-ouro. Depois do advento do Euro e da emergência formidável da China no mercado internacional esse modelo ficou inviável. Ninguém mais quer papel pintado desvalorizado pagando suas mercadorias. Nem a nossa bela Gisele Bündchen.

Por isso a crise é tão profunda. Ela obrigará a repensar os fundamentos da construção do Estado norte-americano. Seus governantes terão que elevar fortemente os impostos e, ao mesmo tempo, reduzir benefícios sociais. O discurso eleitoral distributivista está caduco. As duas coisas juntas, mais impostos e menos benefícios, terão que ser feitas, tal a gravidade da crise. Em um ano eleitoral como o que estamos é difícil sequer a um candidato discutir o assunto. O campeonato de discursos eleitorais que tenho visto é no sentido de ver quem promete mais facilidades e benesses para o homem-massa eleitor, essa noiva tão cortejada. Obviamente que, fechadas as urnas, o governante eleito terá que enfrentar a dura realidade de ter que combater a parasitagem oficial, ter que elevar a taxa de juros para estimular a poupança e repatriar capitais que fugiram do artificialismo do seu mercado financeiro e animar o investimento produtivo. Suas decisões farão quebrar os negócios inviáveis com longuíssimos períodos de retorno e provocarão redução na taxa de salários para torna-la competitiva com os países emergentes. Respeitar-se-á a máxima: “Homem, comerás o pão com o suor do teu rosto”. E – muito importante – criarão os meios para fazer retornar ao solo norte-americano as indústrias expulsas de lá por excesso de regulação e de custo de mão-de-obra.

Será tarefa para dez anos e no meio do caminho haverá muito choro e ranger de dentes. Privilégios centenários terão que ser abolidos. Gerações de vagabundos profissionais pendurados no Tesouro terão que voltar a trabalhar. Indústrias artificiais mantidas por barreiras alfandegárias estúpidas quebrarão. E a renda fácil de uma economia baseada na emissão descontrolada de moeda desaparecerá por força da crise. Trabalho duro e produtividade são as únicas receitas que eu conheço para fazer voltar a prosperidade. Mas, por si sós, não bastam, antes será necessário o saneamento de tudo que está errado.

Entendo que esse é o melhor cenário. Há um ainda pior, que é aquele em que os Estados militarmente hostis aos EUA, como China e Rússia, detentores de gigantescos superávits em dólares norte-americanos, poderão ficar tentados a jogar a pá de cal no que resta de equilíbrio monetário e saírem a comprar commodities e outras moedas usando seu enorme estoque de dólares. O dólar simplesmente viraria pó em poucos meses e a economia mundial rejeitaria a moeda norte-americana como a uma doença contagiosa. Um cenário desses certamente provocaria taxas negativas de crescimento de produto e elevada taxa de inflação. O pior dos mundos.

Em artigo publicado na Folha de São Paulo (“Jamais teremos um modelo perfeito de risco”) de ontem o antigo presidente do FED, Alan Greenspan, escreveu: “O problema essencial é que os nossos modelos tanto os de risco quanto os econométricos, por mais complexos que se tenham tornado, ainda assim são simples demais para capturar a ampla gama de variáveis que definem e propelem a realidade econômica mundial”. A cegueira tecnocrática não poderia ser mais bem exposta. Obviamente que a crise tem uma dimensão bancária, mas definitivamente não está aí a sua origem. A origem são os pilares estruturais que geram os gigantescos déficits gêmeos, que não mais poderão ser mantidos. O mundo não aceita mais pagar imposto inflacionário. No artigo não há uma palavra sobre isso, revelando que a elite tecnocrática, como de resto a empresarial, está atônita. O mundo como o construíram está desabando e eles não sabem o que fazer. Terão que descobrir o novo caminho da pior forma.

Em outras palavras, a realidade não é como Greenspan, no seu olhar convencional, pensa. Ele escreveu: “As bolhas nos preços dos ativos se acumulam e explodem hoje como o fazem desde o começo do século 18, quando os mercados competitivos modernos começaram a evoluir. É certo que tendemos a classificar essas respostas comportamentais como não racionais. Mas as preocupações de quem realiza previsões não deveriam se dirigir à racionalidade ou não das respostas humanas, e sim apenas ao fato de que elas sejam passíveis de observação, e sistemáticas. Esta, para mim, é a grande "variável explanatória" ausente tanto nos modelos de administração de risco quanto dos macroeconométricos. A prática atual envolve introduzir o conceito de "vigor animal", como diria John Maynard Keynes, na forma de "fatores de adição". As idéias de Keynes são as que menos podem ajudar, elas que levaram ao beco sem saída atual. As causas da crise são estruturais e o mercado de capitais apenas reflete seus desequilíbrios. Modelos de riscos são brincadeira de criança perto do que terá que fazer o próximo presidente eleito em matéria de impostos, gastos sociais e administração da moeda. O tal “vigor animal” só pode aturar se o ambiente institucional – moeda, gastos públicos, regulamentação – fizer a sua parte.

Economistas de várias escolas pensam que podem eliminar ou minimizar os riscos existenciais humanos pela simples manipulação de modelos. Vã tentativa! Não é possível congelar o futuro ao nosso talante. Sequer fazer previsões sem uma grande taxa de incerteza. Erros elementares na administração da moeda e do Estado não são tolerados pela realidade. Mesmo o gigante do Norte não escapará da lei da escassez, como parecia acontecer em algum momento. Estudar história é uma maneira de se preservar dos mesmos erros das gerações que se foram. Não foi isso que se viu, todavia. A arrogância prometéica de novo tomou conta dos governantes. Os graves conflitos bélicos da primeira metade do século XX foram precedidos de graves crises monetárias. Espero que o padrão, pelo menos este, não seja mantido.

Muito esquisito

Olavo de Carvalho
Jornal do Brasil, 2 de outubro de 2008

A esta altura, o site do advogado democrata Philip Berg (www.obamacrimes.com) já teve 17 milhões de visitas, mas o processo que ele move contra Barack Obama continua rigorosamente ausente das páginas dos grandes jornais, do horário nobre da TV e até da propaganda McCain-Palin.

Berg alega que Obama não provou ser legalmente cidadão americano e que, para piorar, o candidato democrata divulgou pela internet uma certidão de nascimento falsa.

O primeiro ponto é indiscutível. Em 15 de setembro Berg enviou intimações ao réu, ao registro civil e ao hospital do Havaí onde Obama alega ter nascido, solicitando que apresentassem a certidão original impressa. Não recebeu nada até agora. Obama tinha prazo até o dia 24 para responder. Em vez de mostrar a certidão, liquidando com o processo no ato, ele entrou com um pedido de dispensa (motion for dismissal), alegando que Berg não oferecera provas suficientes para justificar a abertura do processo e ademais não tinha legitimidade como queixoso, por não ter sofrido dano pessoal no caso.

Respondendo à moção no dia 29, Berg afirmou que como militante e contribuinte democrata ele sofre prejuízo, sim, de uma candidatura falsa que ameaça desmoralizar o seu partido caso se confirme, depois das eleições, que a certidão original de Obama não existe mesmo.

Berg insiste que, se o tribunal não julgar o caso antes do dia da votação, e Obama vier a ser eleito, os EUA estarão sujeitos à maior crise constitucional da sua história, com a presidência ocupada por um estrangeiro sem qualificação legal para o cargo.

Nesse ínterim, o site www.Factcheck.org afirmou que seus editores examinaram a versão impressa da certidão e que o documento é autêntico. Para maior clareza, publicou fotos do original, mostrando que atende a todos requisitos alegadamente faltantes, como o carimbo em alto relevo e a assinatura do cartorário. Segundo o site, as novas fotos do documento ali publicadas “não foram editadas de maneira alguma”.

Berg respondeu – e qualquer visitante da página pode notar – que, “sujeitando as fotos originais da certidão a porcentagens extremas de compressão, sem ao mesmo tempo reduzir o tamanho das imagens, o site obteve fotos tremidas, embaçadas, totalmente inúteis para a detecção de qualquer detalhe”. A simples tabela das porcentagens de compressão, afirma Berg, “incrimina o Factcheck e destrói por completo a sua credibilidade”. Berg suspeita que “Factcheck alterou propositadamente as fotos e imagens escaneadas para perpetuar a fraude imposta ao público americano”.

Berg publicou a tabela de compressões no dia 21. Atualizando a defesa da autenticidade da certidão no dia 26, Factcheck omitiu-se de responder à objeção do advogado e nem mesmo mencionou o nome dele.

O leitor que me desculpe por ocupar o espaço quase inteiro desta coluna com notícias, em vez das análises e comentários que a ela incumbem. É que essas notícias estão ainda mais ausentes da mídia brasileira que da americana, e, quando falta o material noticioso para o comentarista comentar, só resta ao infeliz fornecê-lo ele próprio, cumprindo o dever alheio antes de poder cumprir adequadamente o seu.

Segue-se o comentário espremido:

(1) Não sei se as acusações de Berg são verdadeiras, mas, apresentando uma motion for dismissal em vez da certidão que teria estrangulado o processo no nascedouro, os advogados de Obama deram a entender que o documento realmente não existe. O procedimento esquivo de Factckeck sugere a mesma coisa.

(2) A grande mídia está obviamente mais interessada em ciscar fofocas da família Palin do que em esclarecer a nacionalidade de Obama ou suas ligações com as pessoas e entidades notoriamente pró-terroristas que financiaram seus estudos em Harvard e sua carreira política desde o início.

(3) Tudo isso é imensamente esquisito, pelo menos tanto quanto a solícita ocultação do Foro de São Paulo pela grande mídia nacional, sem a qual Lula jamais teria sido eleito nem muito menos reeleito.

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Partido dos Trabalhadores: Seu desgoverno e as Forças Armadas - a Revolução Petista em marcha

BRASIL ACIMA DE TUDO
08 de outubro de 2008

Por Aluisio Madruga de Moura e Souza
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Em continuação, citaremos mais alguns exemplos da pregação da violência revolucionária por militantes e grupos do Partido dos Trabalhadores.

“A revolução de 1964 foi benevolente, pois apesar de ter desbaratado as organizações que adotaram a luta armada, não chegou a extremos como na Argentina e Uruguai, países onde a repressão praticamente dizimou uma geração inteira de elementos ligados à esquerda. Este fato, ocorrido entre nós, permitiu que as organizações do passado voltassem a se agrupar de forma mais compacta, podendo tirar proveito dos ensinamentos deixados pelo fracasso sofrido”.

Nessa mesma ocasião foi dito que: “terrorismo contra militar não era terrorismo e sim uma forma de luta contra o imperialismo”. (Flávio Koutzi, militante da Tendência Partidária Democracia Socialista (TP/DS), que deu origem ao P SOL, ao proferir palestra nas dependências do Plenário da Câmara Legislativa do Rio Grande do Sul, no 1º semestre de 1989).


“Nova República não passa de conspiração. A revolução total dentro da sociedade capitalista tem que se tornar Luta Armada”. (Florestan Fernandes, professor, considerado o Pai da Sociologia no Brasil, ligado ao trotskismo internacional e ao PT. Entrevista à Folha de São Paulo de 22 de junho de 1986).


“O Partido Revolucionário Comunista (PRC) repudia qualquer aliança com a burguesia e não tem dúvida de que a violência revolucionária será necessária para que a classe operária chegue ao poder”. (Ozéas Duarte de Oliveira, ex-membro do Comitê Central do Partido Comunista do Brasil (PC do B) e a época membro do Comitê Central do PRC. Entrevista ao Jornal do Brasil de 18 de julho de 1984).


Lembro ao leitor que, para o comunista, a classe operária no poder significa ter em mãos o Executivo, Legislativo e Judiciário e que eles estão trabalhando para isto. Esta é a revolução que está em marcha.


“Não acredito na via eleitoral ou democrática como pretende o PDT de Brizola. Não consigo ver na história nenhum exemplo de socialismo chegar ao poder sem que fosse de forma traumática”. (Maria Luiza Fontenele, militante do PRC, eleita prefeita de Fortaleza/CE pelo PT, ao Correio Braziliense, de 22 de novembro de 1985).


“O Trabalho Para Reconstrução da Quarta Internacional (OT/QI) não descarta a Luta Armada como meio de consecução de seus objetivos, admitindo a formação de piquetes de greves armados, que devem reagir à força em um confronto com os órgãos de segurança, como preconizava Trotski”. (Curso de formação de quadros da organização, em 1986).

Das resoluções do 1º Congresso do Partido Revolucionário Comunista (PRC), ocorrida em janeiro de 1984, extraímos os seguintes trechos:

“... A revolução social do proletariado será necessariamente violenta. A luta armada é um componente essencial de sua realização...”

“A luta de classes no Brasil ingressou num período novo, com episódios de rompimento da legalidade, de violação dos tecidos constitucionais, com ampliação sem precedentes das ações de massa e o seu ingresso na luta política. Está germinando a semente da revolução”.


“Para o partido trata-se de aproveitar estas condições, ampliar cada vez mais as mobilizações, radicalizá-las, aprofundar o seu cunho antiditatorial e disputar a hegemonia das massas com a burguesia liberal, empurrando-as para o enfrentamento cada vez maior com a oposição”.


Neste momento cabe destacar que, após três tentativas infrutíferas para chegar à Presidência da República, o PT adotou nova postura, tendo mudado seu discurso, até então radical. Em vez de compor, apenas com os partidos de esquerda, seus tradicionais e naturais aliados, a agremiação decidiu investir, também, em partidos ditos, até então, de centro e até de direita, na crença de que esta nova postura o levaria à Presidência da República. E o levou! Deu certo...


Desde então passou a adotar a doutrina de Gramsci, que entrelaça o liberalismo com o marxismo por meio da “guerra de movimento” e “guerra de posições”. Segundo ele, a “guerra de posições” não visa apenas a conquista do poder do Estado, mas, principalmente, a posse gradual da sociedade, que no seu entender significa o domínio da rede de instituições educativas, religiosas, culturais e demais instituições que possam disseminar um novo modo de pensar, capaz de fornecer uma doutrinação moral e intelectual de caráter unitário. E, para cumprir o que determina esta nova estratégia é preciso uma constante infiltração e subversão dos múltiplos e complexos mecanismos de dominação ideológica, quer dizer, - do aparelho de Estado – que segundo o ideólogo se resume na “sociedade política”.


Daí a necessidade da existência de 37 ministérios, com missões revolucionárias múltiplas, inclusive de repassar para o Partido, uma parcela do que seus militantes recebem pelo cargo que ocupam, já que o cargo é do partido e não do militante.


Logo, para Gramsci, a condição indispensável para a vitória do proletariado é o desinteresse da “sociedade civil pela sociedade política”, provocando a erosão do domínio ideológico burguês, sua substituição por uma hegemonia marxista e a adesão do espírito popular aos novos princípios.


Resumindo: a estratégia de Gramsci, que vem sendo adotada pelo Partido dos Trabalhadores, tem como objetivo conquistar um após outro, todos os instrumentos de difusão ideológica como escolas, universidades, editoras, meios de comunicação social, sindicatos e, se possível, toda a cúpula do Executivo, Legislativo (lembrem-se do mensalão) e Judiciário.

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".