Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro concede Medalha Tiradentes a Olavo de Carvalho. Aqui.

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Cavaleiro do Templo ganha seu terceiro prêmio internacional


Prêmios são uma delícia (sem frescura)!!! Desta vez, dois blogs indicaram-me para receber mais este, um deles o blog do Gaúcho e da Gabriela, o MOVIMENTO ORDEM VIGÍLIA CONTRA A CORRUPÇÃO e o do Paschoal, O COPISTA.

A briga está ficando boa, do jeito que eu gosto.

Agradeço a confiança destes amigos em armas e dos internautas que prestigiam o Cavaleiro do Templo.


Lula agora condena presença do Exército

Do portal da VEJA
24 de Junho de 2008

Na presença dos parentes dos três jovens mortos no episódio dos militares no morro da Providência, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva mudou subitamente de opinião a respeito da atuação do Exército na favela, no Rio de Janeiro. Lula autorizou a participação dos soldados no projeto Cimento Social. Depois da tragédia, ainda autorizou que o Ministério da Defesa entrasse com recurso na Justiça para garantir a permanência das tropas. Diante das famílias, porém, o presidente se disse contra a atuação militar(C.T. - nunca devemos esquecer que o "manda-chuva" das FFAA é o Presidente da República, que infelizmente é o LULA).

O encontro aconteceu na noite de segunda-feira, no Palácio da Guanabara. Reunido com cinco familiares dos jovens mortos pelo tráfico depois que foram entregues por um grupo de militares, Lula chegou a classificar de "injustificável" a participação do Exército na obra. Lula não só autorizou a parceria entre o Ministério das Cidades e Exército como também liberou verbas para o projeto. Na noite de segunda, contudo, se disse contra o envolvimento dos militares numa "obra terceirizada", como o Cimento Social.

Questionado sobre a presença do Exército no morro, Lula lembrou que "não tem policiamento ostensivo em nenhuma das obras do PAC", sinalizando que não pensava ser necessário enviar os militares ao morro. Ainda assim, Lula concordou com o recurso da Advocacia-Geral da União para garantir que o Exército continue protegendo a obra. A resposta ao recurso deve sair até quinta-feira. O Cimento Social é projeto de autoria do senador Marcello Crivella (PRB-RJ), candidato favorito de Lula à prefeitura do Rio.

Assim como o ministro da Defesa, Nelson Jobim, Lula defendeu no encontro que o julgamento dos onze militares acusados de envolvimento no caso seja feito pela Justiça Civil, e não por um tribunal militar. O Exército pensa o contrário. De acordo com reportagem publicada nesta terça-feira pelo jornal O Estado de S. Paulo, Lula disse que as versões apresentadas por militares e moradores do morro para os fatos "são muito diferentes". Os militares estão detidos -- mas os traficantes que mataram os jovens não.

LINKS RELACIONADOS
Em VEJA desta semana | E quanto aos bandidos sem farda?

Diogo Mainardi | O cimento da tragédia

Encontro: 28.06.2008, das 14:00hs às 17:00hs, na Rua Pio XI, 500, Lapa, São Paulo, SP

A ANDEC o convida para mais esse encontro que se realizará em 28.06.2008, das 14:00hs às 17:00hs, na Rua Pio XI, 500, Lapa, São Paulo, SP.

Contamos com a presença de todos os brasileiros de bem, grupos ou associações. Vamos unir forças em prol de um País melhor para todos nós.

A reunião objetiva:

- manter a real oposição coesa;
- voltarmos a organizar movimentos de rua;
- analisarmos em conjunto meios de pressão para evitar a ratificação da declaração dos direitos indígenas firmada pelo governo Lula pelo Congresso Nacional e acompanhamento/pressão junto ao STF nas ações de inconstitucionalidade da demarcação das terras de modo contínuo (especialmente considerando o lobby internacional bancado pelas 'ONGs', que está sendo feito com a utilização dos índios);
- analisarmos meios de divulgar (e reabrir a discussão nacionalmente) da insegurança do atual sistema de urnas eletrônicas.

Faça a diferença, faça parte desse movimento!!

Amigos de SP - Participem!!! PASSEATA.

Dia 29.06.2008, 10:00hs
Concentração na Praça da Paz do Ibirapuera
Venham participar, traga amigos, familiares e se possível cartazes...
Vamos mostrar para o mundo de quem é a Amazônia!


TEMA DA PASSEATA


Vamos mostrar para o mundo de quem é a Amazônia!
Vamos nos mobilizar !!

Ajudem a divulgar!

Mesmo quem não mora em SP e não pode participar, ajude divulgando.

 

_________________________________________

ASSOCIAÇÃO NACIONAL EM DEFESA DA ÉTICA E DA CIDADANIA - ANDEC
Lutando por uma sociedade justa, livre e democrática.


Faça parte desse movimento!
http://andec.blogspot.com/

Conheça e participe da UPEC

http://upecbrasil.blogspot.com/

 


terça-feira, 24 de junho de 2008

Firma da família Lula usa imóvel de Roberto Teixeira, o advogado "cumpadre" do LULA. Aquele do caso VARIG e outros mais...

Do portal do REINALDO AZEVEDO
Por Rubens Valente e Iran Alves, na Folha

O psicólogo e empresário Marcos Claudio Lula da Silva e o publicitário Sandro Luis Lula da Silva, filhos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, abriram uma empresa de tecnologia da informação cuja sede é um imóvel que pertence à empreiteira Mito Empreendimentos, fundada pelo advogado Roberto Teixeira e hoje registrada em nome da mulher e da filha do advogado, a advogada Valeska Teixeira Zanin Martins.

O advogado e o Palácio do Planalto, procurados, não comentaram o assunto.

Amigo e compadre de Lula, Roberto Teixeira, advogado da VarigLog na compra da Varig, foi acusado pela ex-diretora da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) Denise Abreu de suposta interferência na agência para favorecer seu cliente.

A nova empresa da família Lula chama-se Flexbr Tecnologia S.A. e está localizada, de acordo com a ficha de breve relato registrada na Junta Comercial de São Paulo, à rua Riskallah Abib, 120, no bairro Nova Petrópolis, em São Bernardo do Campo, a cerca de 2 km da casa do presidente Lula. A ficha resume os dados do contrato social da empresa.

A Flexbr foi constituída em 6 de setembro do ano passado. Com um capital social declarado de R$ 20 mil, a empresa tem por objetos "portais, provedores de conteúdo e outros serviços de informação na internet; desenvolvimento de programas de computador sob encomenda; consultoria em tecnologia de informação", entre outras atividades.

Marcos Cláudio Lula é o diretor administrativo e financeiro, e Sandro Lula ocupa o cargo de secretário. O domínio do endereço eletrônico da Flexbr (www.flexbr.com.br) foi registrado em nome da empresa G4 Entretenimento e Tecnologia Digital Ltda. e tem como responsável Kalil Bittar, um dos filhos do ex-prefeito de Campinas (SP) Jacó Bittar e sócio de outro filho de Lula, Fábio Luis, na empresa Gamecorp, com quem a Telemar fechou contrato em 2005.

Assinante lê mais aqui

Teixeira fez ao menos seis reuniões com Lula no Planalto

Do portal FOLHA ONLINE
24/06/2008 - 03h23

Hoje na Folha A Presidência reconheceu que Roberto Teixeira esteve ao menos seis vezes no Planalto com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, seu compadre, desde 2006, em encontros não registrados na agenda pública de Lula. A informação está na reportagem de Letícia Sander e Alan Gripp na Folha (íntegra disponível para assinantes do UOL e do jornal).

O advogado é acusado de influir na aprovação da venda da VarigLog ao fundo Matlin Patterson e a três sócios brasileiros, em junho de 2006.

Ao menos dois desses encontros estão relacionados diretamente com o negócio, aprovado pela Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) em junho de 2006. No mês seguinte, a VarigLog adquiriu a Varig.

A assessoria de Teixeira diz que as demais visitas foram apenas de cortesia ao amigo Lula. O Planalto argumenta que nem todos os compromissos do presidente são divulgados.

Histórico

O escritório de Teixeira passou a atuar no caso depois que a venda da Variglog para o fundo norte-americano já havia sido aprovada pelo DAC (Departamento de Aviação Civil), que foi posteriormente substituído pela Anac.

Teixeira foi acusado pela ex-diretora da Anac Denise Abreu de ter usado sua suposta influência junto ao governo para pressionar a agência a favor de seus clientes.

Os problemas com Denise começaram quando ela reabriu o processo de venda, contestando as informações sobre a presença de capital estrangeiro na empresa além do limite permitido pela legislação, de 20%.

A briga continuou depois da confirmação pela Anac, por unanimidade, de que a venda não feria a legislação. Quando a VarigLog comprou a Varig, Denise teria agido para impedir que a empresa pudesse voar.

Negócios

A VarigLog é a ex-subsidiária da Varig de transporte de cargas. A companhia é alvo de um imbróglio empresarial envolvendo o fundo Matlin Patterson e os sócios brasileiros, que travam disputas judiciais no Brasil e no exterior desde a metade do ano passado.

O fundo se associou, por meio da Volo do Brasil, com três brasileiros para controlar a empresa, mas houve um desentendimento na gestão dos recursos recebidos pela venda da Varig para a Gol --a VarigLog comprou as operações da Varig em leilão por US$ 24 milhões e depois revendeu a companhia aérea à Gol por US$ 320 milhões.

Por conta das disputas judiciais, há meses a VarigLog enfrenta sérios problemas, como suspensão de serviços e arresto de aeronaves por falta de pagamento a fornecedores e prestadores de serviços. Os funcionários também estão com salários atrasados, enquanto outras centenas foram demitidos.

Em abril, o juiz José Paulo Magano determinou a volta do fundo americano para a gestão da VarigLog e excluiu os brasileiros da sociedade. À época, o advogado Nelson Nery Junior, que representa o Matlin, informou que havia sido fixado pagamento de US$ 428 mil para cada um dos três sócios.

O juiz também mandou bloquear uma transferência de recursos da conta na Suíça da VarigLog para o Brasil e afastar Lap Chan, então gestor do fundo, do comando da empresa. Sobre isso, Nery Junior afirmou que o dinheiro seria usado na criação de uma linha de crédito para socorrer a empresa e não era uma tentativa de desvio.

A reportagem está na Folha desta terça-feira, que já está nas bancas.

CONSELHO DE PROMOTORES DO RS PEDE FIM DO MST

Do blog MOVIMENTO ORDEM VIGÍLIA CONTRA A CORRUPÇÃO


Texto que pede "dissolução" do movimento serve de base para 8 ações contra sem-terra. "Não há como dissolver o que não existe do ponto de vista legal", diz advogado do movimento sobre o fato de o MST não ter um CNPJ .
Por Eduardo Scolese – Folha de São Paulo

O Conselho Superior do Ministério Público do Rio Grande do Sul aprovou relatório que pede a "dissolução" do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) e já serviu de base para oito ações judiciais contra sem-terra, que incluem proibição de marchas e autorização de despejos e deslocamento de acampamentos.

"Voto no sentido de designar uma equipe de promotores de Justiça para promover ação civil pública com vistas à dissolução do MST e a declaração de sua ilegalidade", afirma o promotor Gilberto Thums, em relatório obtido pela Folha e aprovado por unanimidade pelo conselho no final de 2007.

Os promotores, além de mirar na intervenção de escolas ligadas ao movimento, buscam agora um mecanismo jurídico para apresentar à Justiça o pedido de dissolução do MST. As ações atuais têm o apoio também do governo gaúcho, segundo os sem-terra.

"Nós conseguimos, com a ajuda da Polícia Militar, identificar todos [os militantes do MST]", disse o promotor Thums, que completou: "Quem invadir, quem depredar, quem praticar atos de vandalismo e de sabotagem vai ser preso, pois já estará identificado como integrante desse movimento. Vamos mover processo criminal contra eles".

Para o MST, trata-se da ofensiva jurídica mais dura de sua história. Como contra-ataque, o movimento promete denunciar a ação dos promotores em organismos internacionais, como ONU (Organização das Nações Unidas) e OEA (Organização dos Estados Americanos).

Criado em 1984, o MST não existe juridicamente, portanto não é simples a tarefa de extingui-lo. Numa estratégia de blindagem, justamente contra ações como a do Ministério Público, não há um CNPJ para ser anulado nem presidente para ser preso ou processado.

Para o MST, em termos de "repressão" à sua atuação, a iniciativa dos promotores só fica atrás do massacre de Eldorado do Carajás, quando, em abril de 1996, 19 sem-terra morreram em ação de desobstrução de rodovia pela PM paraense.

"Não há como dissolver o que não existe do ponto de vista legal. Numa hipótese doida, o que eles [promotores] poderiam fazer é [pedir à Justiça] a decisão de proibir todos de se reunirem como MST. A única possibilidade seria essa", disse Juvelino Stronzake, advogado do movimento.

"Se retiramos o massacre de Eldorado do Carajás, esse é o fato mais marcante da história do movimento. É significativo por ser instância do Estado tentando limitar a organização popular. Só tivemos situações como essa, de proibir marchas, na ditadura", completou.

A idéia do Ministério Público do Rio Grande do Sul é chegar ao ponto de proibir qualquer órgão do Estado de negociar contratos e convênios, com o movimento. "Cabe ao Ministério Público agir agora. Quebra a espinha dorsal do MST", diz um dos trechos do relatório.

Lech Walesa falou sobre os governos de esquerda no Continente

Do blog MOVIMENTO ORDEM VIGÍLIA CONTRA A CORRUPÇÃO


O dirigente polaco Lech Walesa questionou os governos de esquerda no Continente, em uma entrevista concedida ao canal Ecuavisa, transmitida hoje, pela RCTV.


Prêmio Milton Friedman no Valor Econômico

Do portal OrdemLivre.org

Valor Econômico

Leia a matéria:
parte 1 e parte 2.

Em matéria para o Valor Econômico, o jornalista Bruno Garschagen escreve sobre a entrega a Yon Goicoechea do Prêmio Milton Friedman 2008 para o avanço da liberdade. O jornalista analisa os índices de medição de liberdade econômica e como esse indicador se relaciona com o desenvolvimento social e a garantia dos direitos individuais.

Ian Vasquez, diretor do Centro para a Liberdade e Prosperidade Global do Cato Institute, arfirma, na mesma matéria, que "resultados de estudos empíricos demonstram a forte relação existente entre liberdade econômica e todos os indicadores de bem-estar humano".

Teoria Materialista da História[1]

Do BLOG DO ANGUETH


[1] Excerto do capítulo VII (‘The War of the Gods and Demons’ – A Guerra dos Deuses e Demônios) do livro ‘The Everlasting Man’ (O Homem Eterno). Quem se interessar pode ‘baixar’ uma cópia grátis desse livro, em inglês, do sítio The On-Line Books. Até onde eu sei, há uma tradução desse livro para o português, pela Editora Quadrante, que está fora de catálogo no momento. Eu não a conheço. (N. do T.)


G. K. Chesterton

A teoria materialista da históriaque afirma que toda a política e a ética são expressões da economiaé uma falácia, de fato, muito simples. Ela consiste, simplesmente, em confundir as necessárias condições de vida com as normais preocupações da vida, que são coisas muito diferentes. É como dizer que porque o homem pode andar somente sobre duas pernas, então, ele só pode caminhar se for para comprar meias e sapatos. O homem não pode viver sem os amparos da comida e da bebida, que os suporta sobre duas pernas; mas, sugerir que esses têm sido os motivos para todos os seus movimentos na história é como dizer que o objetivo de todas as suas marchas militares ou peregrinações religiosas deve ter sido a Perna Dourada da Senhora Kilmansegg ou a perfeita e ideal perna do Senhor Willoughby Patterne. Mas, são esses movimentos que constituem a história da espécie humana e sem eles não haveria praticamente história. Vacas podem ser puramente econômicas, no sentido de que não podemos ver que elas façam muito mais do que pastar e procurar o melhor lugar para isso; e essa é a razão pela qual a história das vacas em doze volumes não seria uma leitura estimulante. Ovelhas e cabras podem ser economistas em suas ações externas, pelo menos; mas, essa é a razão das ovelhas dificilmente serem heróis de guerras épicas e impérios, importantes suficientes para merecerem uma narração detalhada; e mesmo o mais ativo quadrúpede não inspirou um livro para crianças intitulado Os Feitos Maravilhosos das Cabras Galantes.

Mas, com relação a serem econômicos os movimentos que fazem a historia do homem, podemos dizer que a história somente começa quando os motivos das ovelhas e das cabras deixam a cena. Será difícil afirmar que os Cruzados saíram de suas casas em direção a uma horrível selvageria da mesma forma que as vacas tendem a ir das selvas para pastagens mais confortáveis. É difícil afirmar que os exploradores do Ártico foram em direção ao norte imbuídos dos mesmos motivos materiais que fizeram as andorinhas ir para o sul. E se deixarmos, de fora da história humana, coisas tais como todas as guerras religiosas e todas a aventuras exploratórias audaciosas, ela não só deixará de ser humana, mas deixará de ser história. O esboço da história é feito dessas curvas e ângulos decisivos, determinados pela vontade do homem. A história econômica não seria sequer história

Mas há uma falácia mais profunda além deste fato óbvio; os homens não precisam viver por comida meramente porque eles não podem viver sem comida. A verdade é que a coisa mais presente na mente do homem não é a engrenagem econômica necessária a sua existência, mas a própria existência; o mundo que ele vê quando acorda toda manhã e a natureza de sua posição geral nesse mundo. Há algo que está mais próximo dele que a sobrevivência e esse algo é a vida. Pois, tão logo ele se lembre qual trabalho produz exatamente seu salário e qual salário produz exatamente sua refeição, ele reflete dez vezes que hoje é um dia lindo, ou que este é um mundo estranho, ou se pergunta se a vida vale a pena ser vivida, ou se seu casamento é um fracasso, ou se ele está satisfeito ou confuso com seus filhos, ou se lembra de sua própria juventude, ou ele, de alguma forma, vagamente revê o destino misterioso do homem.

Isso é verdade para a maioria dos homens, mesmo para os escravos assalariados de nosso mórbido industrialismo moderno, que pelo seu caráter hediondo e sua desumanidade tem, realmente, posto a questão econômica em primeiro plano. É muito mais verdade para os numerosos camponeses, caçadores e pescadores que constituem a massa real da humanidade. Mesmo aqueles áridos pedantes, que pensam que a ética depende da economia, devem admitir que a economia depende da existência. E nossos devaneios e dúvidas cotidianos são sobre a existência; não sobre como podemos viver, mas sobre porque vivemos. E a prova disso é simples; tão simples quanto o suicídio. Vire o universo de cabeça para baixo em sua mente e você virará todos os economistas de cabeça para baixo. Suponha que um homem deseje morrer e que o professor de economia se torne um tédio com sua elaborada explicação de como ele deve viver. E todas as iniciativas e decisões que fazem do nosso passado humano uma história têm esse caráter de desviar o curso direto da pura economia. Tal como o economista deve ser desculpado por calcular o salário de um suicida, ele deve também ser desculpado por prover uma pensão de aposentadoria para um mártir. Tal como ele não precisa se preocupar com a pensão de um mártir, ele não deve se preocupar com a família de um monge. O plano do economista é modificado por insignificantes e variados detalhes como no caso de um homem ser um soldado e morrer pelo seu próprio país, de um homem ser um camponês e amar especialmente sua terra, de um homem ser mais ou menos influenciado por qualquer religião que proíba ou permita isso ou aquilo. Mas tudo isso se resume não a um cálculo econômico sobre despesas, mas a uma elementar consideração sobre a vida. Tudo isso se resume ao que o homem fundamentalmente sente, quando ele contempla, dessas janelas estranhas que ele chama os olhos, essa estranha visão que ele chama o mundo.

segunda-feira, 23 de junho de 2008

UMA AULA DE ÉTICA COM OS PETISTAS

Do blog do REINALDO AZEVEDO
Por Reinado Azevedo em domingo, junho 22, 2008

Viram só? Na quarta-feira, Roberto Teixeira afirmou, em Brasília, ter recebido apenas US$ 350 mil da VarigLog. Aí a repórter Mariana Barbosa, do Estadão, conseguiu documentos que demonstram que ele recebeu, no mínimo, US$ 3,2 milhões. Na sexta, procurou a assessoria do valente e passou as informações. Quatro horas depois, pimba! Teixeira admitia que, bem..., de fato, tinha recebido aquele valor que anunciara, mas multiplicado por 9,14 vezes. Como isso é possível?

É. Roberto Teixeira é petista. No PT, não existem nem verdade nem mentira, mas apenas versões convenientes. O que um petista diz tem tempo de duração. Vejam no post abaixo: quando ele falou em US$ 350 mil, justifica-se, referia-se apenas a um período... É mesmo, é? Na entrevista, ele citou esse valor quando indagado sobre os US$ 5 milhões. Em outras palavras, ainda nem tão precisas, Teixeira faltou com a verdade.

Quantas vezes já vimos isso, hein? Petistas começam negando tudo de forma absoluta, depois vão admitindo aos poucos, e sempre um pouquinho mais, até que o descalabro todo se revele, mas como coisa normal. Querem ver? Refresco a memória de vocês. Lembro-me do então presidente do PT, José Genoino, em entrevista no programa Roda Viva. Negava de forma peremptória, definitiva, que o PT tivesse feito qualquer das malandragens denunciadas por Roberto Jefferson. Nada! Zero! O homem chegou a chorar, evocando a sua condição de ex-torturado — o que isso tinha a ver com as falcatruas? Nada!

Até que as provas surgiram. Aí Márcio Thomaz Bastos inventou a tese do caixa dois — os tais “recursos não-contabilizados” de Delúbio Soares. E Lula fez, então, um pronunciamento à nação se dizendo traído pelos companheiros. Todos os traidores continuam com ele, no partido. Só um anda um pouco afastado: parece que Silvio Pereira não passou no teste do sangue frio. O homem se descontrolou, e deram um jeito de tirá-lo de circulação — mas sem ficar na rua da amargura, é claro. Sua “empresa de eventos” já andou sendo contratada por estatais.

O que se disse e o que se sabe

Cansei de ler alguns tontos endossando a versão lulista: Denise Abreu não apresentou provas. É, ato de ofício, ela não apresentou. E nem poderia. Não era subordinada a Dilma Rousseff, e a ministra não lhe mandaria um memorando determinando que a VarigLog fosse vendida ao tal consórcio — que de “consórcio” nada tinha. Observo que o centro de sua denúncia está comprovado: contrariando a lei, a Volo, que comprou a empresa, não tinha os 80% de capital nacional.

É só? Não, não é só. Denise também relatou as idas e vindas do procurador da Anac, ao sabor das pressões do Planalto: um primeiro parecer contrário à operação, um segundo favorável — o que foi usado como documento para justificar a venda — e um terceiro contrário outra vez. Do depoimento de Denise, resta cristalino que a ordem era ignorar a questão da origem do dinheiro — e ela foi ignorada por todos, inclusive pelo juiz, que já disse em entrevista que isso não era sua obrigação. Não? Mas não era ele que atestava a legalidade da transação? Um dos pré-requisitos não era a exigência de 80% de capital nacional na composição do consórcio comprador?

No país da fuzarca, vejam só, a VarigLog foi comprada ilegalmente pela Volo. Desse ilegalidade, nasceu a venda da Varig para a Gol — que é considerada intocável. Tudo bem: o tal consórcio vendeu o que estava ilegalmente sob o seu controle, entendem? É a maneira tropical e “jabuticábica” de entender o chamado “ato jurídico perfeito”. E não custa lembrar: a TAM havia oferecido, nessa segunda venda, US$ 738 milhões pela empresa, mas a Gol a levou por muito menos. A negativa da TAM, noves fora, se resume ao seguinte: “Estamos juridicamente impedidos de falar sobre o assunto”. Sorte de Lap Chan e da Gol, né?

De todas as personagens até agora envolvidas no imbróglio, qual foi o único pego de calças curtas? Roberto Teixeira. Bastaram dois dias — de fato, um dia e meio — para que ele fosse obrigado a recuar: no melhor estilo do petismo, US$ 350 mil se transformam em US$ 3,2 milhões — e sua assessoria ainda diz que é seu acusador que muda a versão.

Podem comemorar

Mas Teixeira, Dilma, Lula, Lap Chan — enfim, toda essa terra de bravos — podem comemorar. Uma parte da imprensa e da crítica política não quer nem saber desse assunto: prefere tratar do inefável caso Alstom. Não que não mereça, claro. É urgente virar o governo Mário Covas de cabeça para baixo, não é mesmo? Que não sobre pedra sobre pedra...

Talvez seja coisa da maior gravidade tão logo se saiba quem são os acusados, de que contrato se fala, quem recebeu a propina... Outro dia repórteres de um jornal asseveraram ter conseguido, com exclusividade, um suposto documento com um promotor suíço; no mesmo dia, em outro jornal, o mesmo documento estava na reportagem de outro repórter. Suponho que promotores suíços, quando estão entediados, telefonam para repórteres no Brasil. Aliás, lendo um dos jornais deste domingo e alguns colunistas, fiquei com a impressão de que o PSDB fez um grande mal ao Brasil e está prestes a acabar, mergulhado numa grande crise ética.

Não duvido: os partidos brasileiros precisam aprender a ser éticos com o PT. Precisam aprender com Roberto Teixeira.

Esta história começou em uma terça-feira, 23 de outubro de 2007...

O blog CAVALEIRO DO TEMPLO comemora seu milésimo post. O primeirão foi ao ar no dia 23 de outubro de 2007.

Menos de um ano depois o contador de visitas 15 mil internautas de 70 países. Relutei a começar a escrever mas meu amigo-irmão Tarzan so super blog LOST IN THE E-JUNGLE deu o "empurrão tecnológico" que faltava. Na família, o apoio foi ZERO devido ao receio que os "velhos" ainda têm de perder o filho. Não digo que não tenham razão de ter medo.

O passo seguinte foi conversar com minha esposa-namorada (ou namorada-esposa, podem escolher) que me apoiou integralmente. Falei para ela que gostava de escrever e de tornar público algumas controvérsias e que antes do blog eu havia escrito alguns textos que me trouxeram alguns problemas...

Agradeço a todos pelo apoio, a briga está ficando boa, do jeito que eu gosto.

Recado para os sociopatas: meus pais não criaram um covarde, não tenho medo de morrer, de briga, de homem nem de bicho, muito menos de sub-criaturas como vocês.

A fria verdade sobre a Groenlândia

Do portal OrdemLivre.org
Por Patrick J. Michaels, artigo publicado no Chicago Sun-Times em 13 de Junho de 2007.

A Presidente da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, Nancy Pelosi, retornou recentemente de uma visita oficial à Groenlândia, onde diz que, entre outras coisa, "viu, em primeira mão, evidências de que a mudança climática é uma realidade". Pode ser até verdade, Presidente, mas a senhora não viu.

Novos satélites mostram que na Groenlândia – principalmente em sua parte mais ao sul – o gelo está derretendo a uma taxa de 25 milhas cúbicas por ano. Se a Groenlândia perdesse a maioria de seu gelo, o nível do mar subiria aproximadamente 6 metros. A Groenlândia é de longe a maior massa de gelo do Hemisfério Norte, com aproximadamente 10 por cento do total mundial.

O volume total de gelo na Groenlândia é de 680.000 milhas cúbicas e ela perde quatro dez mil avos de seu gelo por ano. Faça as contas. O resultado é que a Groenlândia perde 0,4% de sua massa total por século.

E nem importa que o mais recente estudo sobre a Groenlândia indique que mesmo essa minúscula taxa possa ter desacelerado. Pelosi é mais uma vítima da idéia de que um pequeno aquecimento da Groenlândia nos levará de imediato a uma inundação bíblica.

A Groenlândia está mais quente há 50 anos

Eis o enredo de espetáculo de terror que move a histeria. Mas como esse enredo ficaria se fosse comparado aos fatos?

Os arquivos do Centro Nacional de Dados Climáticos dos Estados Unidos mostram que as temperaturas na Groenlândia na última década são muito pouco incomuns quando comparadas com as dos últimos 100 anos. O período de 1915 até 1965 – meio século – foi, aproximadamente, dois graus mais quente que hoje.

Onde, naquele tempo, esteve a catástrofe? Com a exceção de alguns geógrafos, ninguém notou. Onde estava a aceleração na subida do nível do mar? Em lugar nenhum. Em 1948, Hans van Ahlmann publicou um artigo no Journal da Royal Geographical Society comentando a perda de gelo nos fiordes costeiros e a chegada de peixes associados com águas mais quentes, notando que havia um aumento das áreas habitáveis.

Em 2000, Glen MacDonald e vários outros co-autores publicaram uma perspectiva reveladora sobre o histórico do clima no ártico Eurasiano, na respeitada revista Quaternary Research ("quaternário" foi um período da recente era do gelo, começado por volta de 1.8 milhões de anos atrás) na qual eles examinaram, usando radiocarbono, a idade de árvores antigas depositadas na tundra, em pontos bem mais ao norte que a linha das últimas árvores ao norte de hoje. Naquela região, o ponto onde se encontram as árvores está, geralmente, a mais de 100 milhas ao sul do Oceano Ártico. Mas por boa parte da era, de 3000 a 9000 anos atrás, a floresta se estendia até o mar.

As temperaturas no verão – as mesmas que derretem o gelo da Groenlândia – são o que determinam até que ponto as árvores avançam. MacDonald concluiu que "na maior parte do norte da Eurásia (durante aquele período), os verões devem ter sido de 0,9 a 2,52°C mais quentes que hoje."

Além disso, os autores escreveram que a único fator que possibilitou a ocorrência de tal fenômeno foi a enorme incursão de águas quentes, vindas da Corrente do Golfo, no Oceano Ártico. E como essa água chega lá? Passando entre a Groenlândia e a Europa. É o único meio.

Assim, a Groenlândia deve ser sido, por seis milênios, muito mais quente do que é agora. Novamente, onde estão os registros de um aumento sem precedentes no nível do mar? Não há nenhum; porque não aconteceram. Os níveis do mar subiram, de certa forma, até onde estão hoje.

Um silêncio ensurdecedor

A verdadeira história da Groenlândia esclarece uma coisa: não há emergência climática e, assim, não há necessidade de criarmos leis com regulações draconianas do uso de energia que afetariam dramaticamente quase todos os aspectos de nossas vidas. Além disso, ninguém demonstrou ainda que temos condições de reduzir as emissões de dióxido de carbono à quantidade necessária para evitar substancialmente um futuro aquecimento da Groenlândia.

E se não há nada a fazer, por que então nos importarmos? Simbolismo custa dinheiro e gasta capital que poderia ser usado no futuro para investimento em tecnologias energéticas reais, ainda que hoje desconhecidas.

Se Pelosi quer fazer alguma coisa a respeito do clima na Terra, empurrar o mundo em direção a uma política falha, baseada em informações científicas duvidosas, é a pior coisa a ser feita.

Comentário do Cavaleiro do Templo: para complementar, baixem e assistam este documentário abaixo.


Patrick J. Michaels é senior fellow
de Estudos Ambientais do Cato Institute.

O novo Comunismo

Do blog MOVIMENTO ORDEM E VIGÍLIA CONTRA A CORRUPÇÃO

O PRESIDENTE QUE SAIU DOS ESCOMBROS DO COMUNISMO PARA ALERTAR O MUNDO

Nosso blog abre espaço para destacar essa figura singular e admirável do mundo político. O presidente conservador da República Tcheca, Vacláv Klaus, que em fevereiro deste ano, foi reeleito para um segundo e último mandato de cinco anos, e que nos dá os ensinamentos de quem viveu - in loco – as armadilhas do sombrio regime que assusta os mais esclarecidos e os apoiadores da liberdade humana.

Klaus é presidente honorífico do Partido Democrático Cidadão (ODS), um economista de direita e conservador na esfera social, que luta pela defesa dos valores cristãos com ênfase no modelo clássico de família, e na dignidade das pessoas.

Vacláv Klaus é considerado um dos mais importantes políticos tchecos desde a queda do comunismo, pois ele conduziu seu país que emergiu de décadas de estagnação sob o comando do comunismo, para uma completa transformação econômica, fazendo a difícil transição para um sistema de governo democrático e de mercado de livre iniciativa. Atualmente 78% da população são favoráveis a democracia e ao capitalismo, sendo que apenas 3% têm saudade do comunismo.

O presidente tcheco tem grande autoridade moral intelectual e conhecimento de causa, para denunciar com clareza sobre os perigos do comunismo em todas as suas formas. Uma dessas formas é a “doença do verde", o movimento para “salvar” o meio ambiente, tomado por ideólogos que defendem o controle total do governo sobre as nossas vidas.

São comunistas que assumem ares de verdadeiros mestres da natureza, são os retrógrados que usam as bandeiras da "fome, miséria e do aquecimento global”, para tentar criar nos homens a aversão ao progresso, e jogá-los sob a tutela do Estado, vendido como o único regulador e fiscalizador capaz de garantir o desenvolvimento sustentável de um povo.

Mas afinal, quem são esses aleijados da mente que querem alicerçar o projeto de vida de todos os humanos, fundamentados nessa ideologia assassina que matou mais de 100 milhões no passado?

Se você ainda não leu o texto do Mídia Sem Máscara, que fala sobre o livro - Blue Planet in Green, do Presidente Václav Klaus, leia aqui - pois temos certeza de que sua postura analítica mudará. Por Gabriela/Gaúcho

Nas entrelinhas: Bendito despreparo

Do blog MOVIMENTO ORDEM E VIGÍLIA CONTRA A CORRUPÇÃO
É premente a necessidade de evitar que os militares sejam periodicamente vítimas do conceito de culpa coletiva, uma idéia de raízes nazifascistas. Por Alon Feuerwerker – Correio Braziliense

Quem é o comandante-em-chefe das Forças Armadas (FFAA)? O presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Quem é o responsável pela segurança pública no Rio de Janeiro? O governador Sérgio Cabral.

Num crime horrendo, traficantes do Rio mataram três rapazes, entregues aos bandidos por militares que supostamente haviam sido desacatados pelo trio. Os oficiais e soldados envolvidos já estão presos e irão pagar na forma da lei, militar ou civil. Parabéns às FFAA pela rapidez nas providências. Já os traficantes homicidas continuavam soltos até o momento em que escrevia esta coluna. Vamos aguardar como age no caso a polícia do governador Cabral.

Há todo um movimento de opinião pública para imputar às FFAA, como instituição, a responsabilidade pelo terrível episódio. Isso é tão razoável quanto culpar a Igreja Católica por um eventual caso de pedofilia de um padre. É tão lógico quanto apontar o dedo acusador contra a direção nacional de um partido pelo fato de um vereador da legenda cobrar propina para acompanhar o prefeito nas votações da Câmara Municipal.

Também está na moda dizer que as três mortes indicam a falta de preparo das FFAA para cumprir missões na esfera da segurança pública. Até gente do governo defende a tese. Não deixa de ser curioso, já que, segundo a própria administração federal, as FFAA estão bem preparadas para executar esse tipo de missão no Haiti. Talvez porque nossa presença militar naquelas paragens do Caribe seja pedra de toque do lobby de Lula para obtermos uma cadeira permanente no Conselho de Segurança da ONU.

Se os militares brasileiros podem estar em Cité Soleil, por que não podem marcar presença no Morro da Providência? Claro que podem. Desde que o façam com o mesmo profissionalismo mostrado, até agora, nas favelas de Porto Príncipe. Evidente que problemas podem acontecer. Soldados são seres humanos, gente de carne e osso sujeita a fraquezas. Para preveni-las e puni-las, aliás, é que existe a lei.

Outro equívoco é defender que as FFAA devem restringir sua ação à defesa do país contra o inimigo externo. As FFAA não só podem como devem empregar seus recursos e sua conhecida capacidade em missões internas nas esferas do desenvolvimento econômico e do progresso social. Fora os lobbies contrariados, não vejo ninguém reclamar quando as FFAA são chamadas pelo presidente Lula para realizar obras rodoviárias. Ou quando se envolvem no apoio material à saúde e à educação de populações necessitadas.

Falsos argumentos à parte, o problema hoje enfrentado pelas FFAA é principalmente político. Nas hostes do antimilitarismo há os sinceros, que no íntimo ainda não conseguiram apagar a memória dos anos da ditadura. E há os espertos, que se valem do compreensível sentimento dos sinceros para tentar encurralar os militares e impedir que exerçam, no âmbito da democracia, seu papel constitucional na defesa do Estado brasileiro e contras as ameaças internas e externas. Um exemplo é a reserva indígena Raposa Serra do Sol.

As FFAA devem habituar-se à dura fiscalização pela sociedade, elemento constitutivo do regime democrático. E a sociedade deve acostumar-se ao fato de as FFAA serem uma instituição como outra qualquer, com bons e maus integrantes. Daí a absoluta e premente necessidade de evitar que os militares sejam periodicamente vítimas do conceito de culpa coletiva, uma idéia de raízes nazifascistas, para não irmos mais longe.

Por falar em esperteza e sinceridade, talvez você esteja a se perguntar por que as duas interrogações no primeiro parágrafo desta coluna. Ora, as FFAA não estariam cumprindo sua atual missão carioca sem a anuência do comandante-em-chefe. E soldados não poderiam confraternizar com traficantes se a polícia do Rio estivesse realmente empenhada em combater os criminosos.

Elementar. Mas, assim como no recente caso da epidemia de dengue no Rio, Lula e Sérgio Cabral decidiram mergulhar e fazer que não é com eles. É uma tecnologia conhecida: fingir-se de morto na hora da batalha e aparecer depois para dividir os bônus da vitória.

Cabral e Lula são momentaneamente beneficiados por uma situação política peculiar. A presença do Exército no Morro da Providência relaciona-se com um projeto do senador Marcelo Crivella (PRB-RJ), candidato a prefeito da capital fluminense. O episódio das três mortes caiu, neste ano eleitoral, como uma luva para os muitos adversários do senador e da igreja dele, a Universal do Reino de Deus (Iurd). Como a igreja tem angariado mais inimigos do que recomendaria a prudência, o tempo fecha para Crivella e ninguém cobra nada do presidente e do governador.

Pensando bem, talvez num aspecto as Forças Armadas estejam mesmo despreparadas. Parece faltar aos nossos militares o necessário adestramento para freqüentar os meandros e labirintos de uma política partidária conduzida sem o menor apreço à verdade e ao interesse público. Bendito despreparo.


Tá com medinho, “seu” Chávez? Então pede pra sair!

Do portal FAROL DA DEMOCRACIA REPRESENTATIVA
Por Graça Salgueiro, Fundadora e Representante do FDR para o Nordeste

“Os mitos desmoronam por si mesmos mas só podem ser totalmente banidos pela verdade”.
Dmitri Volkogonov

O presidente Hugo Chávez está entrando em seu inferno astral mas conta com bons estrategistas que o ajudam a mudar o rumo da prosa quando a luz vermelha se acende. É característico de seu comportamento obsessivo-compulsivo falar o que pensa sem medir as palavras e de tomar atitudes, as mais absurdas e criminosas, sem prever as conseqüências que podem advir desses rompantes.

Dentre estes fatos os mais notórios dos últimos tempos são: a modificação de 69 artigos da Constituição, na qual foi derrotado no Referendum de 2 de dezembro de 2007; os destemperados rótulos e xingamentos ao presidente Álvaro Uribe, da Colômbia, que considera um “cachorro do Império”; a solicitação ao mundo para acolher as FARC como um “agrupamento político beligerante”; o anúncio na Assembléia Nacional de que mastigava folhas de coca diariamente, ofertadas pelo cocalero Evo Morales, presidente da Bolívia; o minuto de silêncio em cadeia nacional pela morte de Raúl Reyes, e, finalmente, a criação da Lei do Sistema Nacional de Inteligência e Contra-Inteligência.

Esta Lei estabelece que todo cidadão fica obrigado a cooperar ilimitadamente com os novos órgãos de Inteligência, com os Conselhos Comunais chavistas e demais associações da militância e, em caso de negar-se a fazê-lo, será punido com uma condenação de dois a quatro anos de cárcere e se for funcionário público a pena é de quatro a seis anos de prisão. No Art. 19, a nova Lei autoriza o “emprego de qualquer meio especial ou técnico para a obtenção e processamento de informação” (Gaceta Oficial Nº 38.940 de 28 de maio de 2008), o que significa que os novos agentes secretos de Chávez podem interceptar correspondência, grampear ligações telefônicas, torturar para obter informação, seqüestrar, drogar, violentar, ameaçar, humilhar em público e até assassinar, tudo em nome da “Segurança Nacional”.

Quando esta Lei foi divulgada começaram as pressões, inclusive dentro das Forças Armadas, para anular esta aberração que Chávez criou utilizando-se das prerrogativas da Lei Habilitante. Uma semana depois, no programa dominical “Alô, Presidente” do dia 8 de junho, aparece um novo Chávez, conciliador, fazendo um mea culpa pelos “exageros” cometidos na tal Lei, alegando em sua defesa ter-se lembrado da tentativa de golpe liderado por ele em 1992 e que não fora, nem aceitaria, ser coagido para delatar quem quer que fosse porque isto era uma violação aos direitos humanos. Em vista deste “reconhecimento”, suspendeu a tal Lei até que fossem revistos alguns artigos.

Ainda no mesmo programa pediu que as FARC se desmobilizem e entreguem todos os reféns, porque a “guerra de guerrilhas é história” e “não se justifica derrocar um governo democraticamente eleito”. Dias depois foi a vez de Rafael Correa, o boneco de ventríloquo de Chávez, repetir o mesmo discurso cínico dizendo: “Por favor, já basta, deixem as armas, vamos ao diálogo político e diplomático para encontrar a paz. Dissemos isso 500 vezes”. (...) “Que futuro tem uma guerrilha que combate um governo democrático, ao menos em aparência, e que não tem nenhum apoio popular no século XXI?”.

Bem, esta solicitação de Chávez teve boa acolhida no governo colombiano e o presidente Uribe agradeceu o gesto de seu par venezuelano [1], passando por cima de todas as agressões e ofensas. Por outro lado, a Corte Suprema de Justiça da Colômbia solicitou à Scotland Yard que revisasse os computadores de Raúl Reyes para corroborar o informe da INTERPOL de que o material ali encontrado era autêntico e não fora violado, alterado ou suprimido.

O que se depreende de todas estas informações? Em primeiro lugar, Chávez pode ter iludido o mundo inteiro com estas declarações, parecendo ter recobrado a sensatez, mas não aos venezuelanos que o conhecem muito bem. Sua popularidade de dezembro até os dias de hoje despencou para risíveis 28% e este é um ano de eleições importantes, para prefeitos e governadores. Ele ainda aguarda o aval do Brasil para ingressar no MERCOSUL e ser defensor das FARC nesse momento depõe contra. Chávez sabe que as FARC estão em franco declínio - em decorrência do excelente trabalho realizado pelos orgãos de Segurança colombianos -, que contam com não mais que míseros 3% de apoio popular e que a Venezuela também é vítima deste bando terrorista por seqüestros, assassinatos e pelo tráfico de drogas e armas.

A Venezuela tem um dos índices de seqüestros mais elevados do mundo – muitos deles pelas mãos das FARC, que Chávez não reclama porque não rendem dividendos políticos - e os crimes por encomenda cresceram tanto, que já são uma das principais causas de morte no país. Por outro lado, os venezuelanos já foram vítimas da espionagem chavista – extra-oficialmente – através das famigeradas listas “Tascón” e “Maisanta” e continuam sendo perseguidos, ameaçados e encarcerados injustamente [2]. Chávez sabe, portanto, que está encurralado, que os venezuelanos o conhecem muito bem e já estão fartos de suas mentiras, de suas truculências e de vê-lo dizer uma coisa hoje para desmentir amanhã, se assim lhe for conveniente politicamente.

Por outro lado, já se sabe das ligações do PT e de funcionários do alto escalão do governo brasileiro com as FARC mas o presidente Lula, malgrado as substanciais provas de envolvimento através dos Encontros do Foro de São Paulo, será poupado, ou melhor, blindado, como vem sendo desde que assumiu o primeiro mandato em 2003.

A política, já disse alguém, é a “arte do possível”. Por isso Uribe fecha os olhos e poupa Lula de uma denúncia formal de envolvimento com as FARC, agradece a Chávez pelo seu pronunciamento e reata relações diplomáticas com o Equador. Por isso também, Rafael Correa mudou seu discurso porque sabe, tanto quanto Chávez, que corre o risco de entrar para a classificação de “países amigos de terroristas” dado pelos Estados Unidos e União Européia. Dependendo comercialmente dos Estados Unidos eles cedem, numa relação de amor e ódio, uma relação tão patológica quanto suas formas de governar.

Chávez está com medo mas, como todos os líderes totalitários não se importa muito em perder coisas materiais, desde que não perca o poder. Por isso muda o discurso, torna-se compassivo, chora, apela, finge-se de amigo mas sobretudo mente; mente muito e vai continuar mentindo. E é por isto mesmo que este reconhecimento não pode ser simplesmente aceito e a página virada. Não! Se ele não pede para sair, tem que ser julgado e posto na cadeia pelos seus crimes, pois ele é parte dos problemas causados pelas FARC, não só na Colômbia mas em toda a América Latina.

[1] Ouça o áudio do agradecimento em http://www.elpais.com/audios/internacional/Uribe/Quiero/reiterar/agradecimientos/Hugo/Chavez/csrcsrpor/20080615csrcsrint_1/Aes/

[2] http://www.payolibre.com/articulos/articulos2.php?id=1433

Escrito originalmente para o Jornal Inconfidência de Belo Horizonte

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".