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quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Governo Chávez apreende arroz e o vende mais barato

Do portal FOLHA ONLINE
20/08/2008

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FABIANO MAISONNAVE

da Folha de S.Paulo, em Caracas

Comentário do Cavaleiro do Templo: antes de lerem a matéria, vejam o vídeo e entendam porque não se deve acreditar em políticos de esquerda. Nele CHÁVEZ afirma NÃO SER SOCIALISTA!!! Nenhum revolucionário, absolutamente nenhum deles está interessado em outra coisa que não na sua revolução sociopata cujo único objetivo É A CONQUISTA DO PODER TOTAL que cria, por consequência inevitável, a ESCRAVIDÃO PARA O POVO. Pois pergunto: não está o Governo da Venezuela ENTUPIDO DE PETRODÓLARES? Porque, se está faltando arroz (ou feijão, ou carne...) e a situação é crítica, NÃO COMPRA (dentro ou fora do país) AO INVÉS DE EXERCER O PODER TIRANO DE SAQUEAR UM SUPERMERCADO? Antes disto, aliás: QUAL A FINALIDADE DE CRIAR UMA LEI QUE PERMITE ISTO SENÃO A DE EXERCER A QUALQUER HORA PODER TOTAL SOBRE QUEM QUER QUE SEJA? Quem estuda o movimento revolucionário sabe porque... E lembrem-se: HUGO CHÁVEZ É FILHO DO LULA E DO FIDEL, CRIADO NO LABORATÓRIO DO FORO DE SÃO PAULO. O ESCROTO FAZ DA VENEZUELA O LABORATÓRIO DA URSAL, a UNIÃO DAS REPÚBLICAS SOCIALISTAS DA AMÉRICA LATINA (vejam que bandeira "linda" abaixo, gostaram? Já fizeram, já está pronta a nossa nova bandeira continental! Viram o MAPA dentro dela, vermelhinha da silva?), nosso futuro, já que para brasileiro tudo é festa, basta ter futebol, sexo e carnaval que está tudo bem. Quem SÓ FEZ GEMER SEM SEQUER SE LEVANTAR DA CADEIRA até agora, vai ver o que é DOR DE VERDADE em breve.


Sob a alegação de que o preço do arroz estava acima da tabela, funcionários do governo venezuelano entraram em um dos maiores supermercados de Caracas e apreenderam cerca de 1,6 tonelada do produto para em seguida vendê-lo na rua, diante do próprio estabelecimento. (C.T. - é ou não é exercer o PODER TOTAL? Além do ato em si, de saquear, ainda por cima efetua a venda NA FRENTE DO SUPERMERCADO, um recado claro que é QUEM MANDA SOU EU E FAÇO O QUE EU QUISER, SE NÃO GOSTOU, FIQUE SEM GOSTAR. SE RECLAMAR MUITO, VAI PRESO OU MORTO, pois é sempre assim em um país nas mãos de revolucionários). A ação, criticada por setores empresariais, foi baseada na legislação recém-promulgada pelo presidente Hugo Chávez que aumenta o poder do Poder Executivo para intervir na cadeia alimentar.

Ocorrida anteontem à tarde, a operação foi encabeçada por Eduardo Samán, presidente do Instituto para a Defesa das Pessoas no Acesso aos Bens e Serviços (Indepabis), a versão local do Procon. Os sacos de arroz foram colocados em vários carrinhos do próprio supermercado e levados para fora do supermercado Excelsior, localizado em Santa Eduvigis, região de classe média alta de Caracas.

Ali mesmo, o quilo do arroz foi vendido ao preço tabelado de 2,3 bolívares fortes (R$ 1,7, no câmbio oficial). Dentro do estabelecimento, valia 4 bolívares fortes (R$ 3).

Realizada dentro de um reduto antichavista, a operação não contou com a simpatia de todos. Segundo relatos da imprensa local, uma mulher chegou a romper um saco de arroz e esvaziou o conteúdo no corpo de Samán, que não reagiu.

De acordo com o governo, o dinheiro arrecadado foi depositado num fundo destinado aos conselhos comunitários, organizações locais criadas pelo governo Chávez para assumir diversas funções públicas, como limpeza de ruas e manutenção da iluminação pública.

José Vicente Urdaneta, porta-voz do supermercado, disse que o estabelecimento não descumpriu o congelamento de preços já que a variedade apreendida (tipo premium) está fora da tabela. O Indepabis afirmou que o arroz apreendido não cumpria os requisitos da categoria premium e deveria ser vendido no preço tabelado.

Samán disse que a ação se baseou na Lei de Defesa das Pessoas para o Acesso aos Bens e Serviços, promulgada no início do mês, segundo a qual o governo pode "tomar posse dos bens quando se presume com fundamento que tenha havido conduta ou omissão contrária ao previsto no presente decreto".

Entidades empresariais reagiram duramente à operação. O presidente da Câmara Venezuelana da Indústria de Alimentos, Pablo Baraybar, disse que a nova legislação fere o direito à propriedade privada.

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terça-feira, 10 de junho de 2008

Governo mundial

Do portal do DIÁRIO DO COMÉRCIO
Por Olavo de Carvalho, 10 de junho de 2008

O controle continental latino-americano
é o objetivo do Foro de São Paulo.




À primeira vista, a União de Nações Sul-Americanas (Unasul), não é nada mais que a implementação de um preceito constitucional. No seu artigo 4, parágrafo único, a Constituição brasileira determina: “ A República Federativa do Brasil buscará a integração econômica, política, social e cultural dos povos da América Latina, visando à formação de uma comunidade latino-americana de nações .” Na verdade, será uma autoridade supranacional, um órgão do governo mundial, com poderes para impor o socialismo a todo o continente sem que os povos e nações envolvidos possam deter o processo ou interferir nele no mais mínimo que seja (acima a "bandeira oficial " do monstro).

Os motivos que me levam a dizer isso são muitos. Desde logo, a implantação do governo mundial a partir de sucessivas integrações regionais é um plano em avançado estado de realização, conforme admitiu já dois anos atrás um relatório do Council on Foreign Relations . Das várias integrações regionais pretendidas, a primeira e mais bem sucedida até agora, o modelo para todas as vindouras, é a União Européia , e esta funciona exatamente do modo como estou dizendo. Hoje em dia, setenta por cento das decisões de governo na Europa são tomadas em Bruxelas, sem que os eleitores dos vários países possam dar um pio ou tenham sequer os meios de informar-se a respeito. O processo democrático nas nações européias está hoje limitado às questões menores e de curto prazo, nas quais tem de cingir-se às linhas gerais determinadas pela UE.

A Europa é hoje uma ditadura administrada localmente por democracias de brinquedo encarregadas de ratificar suas decisões, seja impondo-as sem dar satisfação ao eleitorado (como no caso da poligamia britânica), seja legitimando-as por meio de uma nova modalidade de consulta popular, farsesca até o último limite da palhaçada: quando o referendo decide contra a vontade da UE , é considerado provisório e então se faz outro, e outro, e outro, cansando o eleitorado até forçá-lo a dar a resposta desejada, que então se torna definitiva (foi assim que se impôs a liberação do aborto em Portugal, por exemplo).

A Constituição da UE , para admitir uma nova nação-membro, exige provas de que o regime vigente nela é suficientemente democrático, mas, como observou o sociólogo Ralf Dahrendorf, a própria UE , caso pedisse ingresso nela mesma, jamais passaria no exame.

Quem quiser estudar esse assunto, que leia The European Union Collective , de Christopher Story (London, Edward Harle), e sobretudo o estudo recente de John Fonte, Global Governance vs. the Liberal Democratic Nation-State: What Is the Best Regime? , apresentado quarta-feira última no Bradley Symposium 2008 do Hudson Institute em Washington D.C. (v. http://pcr.hudson.org/files/publications/2008_Bradley_Symposium_Fonte_Essay.pdf ).

O núcleo gerador da planejada integração latino-americana já existe e está em pleno funcionamento há dezoito anos: é o Foro de São Paulo . O nível de integração aí alcançado pode-se medir pela extensão da rede de proteção mútua entre partidos legais de esquerda e organizações de narcotraficantes e seqüestradores, a qual opera em praticamente todas as nações da América Latina, assegurando a total impunidade para os criminosos que ajam no interesse da estratégia continental esquerdista.

A completa inexistência de fronteiras nacionais para o Foro de São Paulo e a eficácia assustadora da sua gestão secreta dos assuntos continentais ficaram mais que comprovadas quando o sr. Luís Inácio Lula da Silva, em seu discurso de 2 de julho de 2005, no 15º. aniversário do Foro , admitiu que o resultado do referendo venezuelano de 15 de agosto de 2004 foi criado pela intervenção camuflada dele próprio e de outros membros da entidade.

O poder de controle exercido pelo Foro sobre o debate público pode ser medido pelo fato de que o sr. Luís Inácio, mesmo depois dessa confissão oficial, jamais foi sequer interpelado no parlamento ou na mídia sobre sua interferência ilegal nos assuntos de um país vizinho. O Foro faz o que quer, e ninguém em torno ousa sequer levantar perguntas.

A integração latino-americana opera também no nível ostensivamente criminal, mas, mesmo quando a colaboração entre as Farc, o MIR chileno e as quadrilhas locais chegou a produzir no Brasil o recorde macabro de 50 mil homicídios por ano, a existência da trama de cumplicidades que permitiu alcançar esse resultado continuou tabu nos debates parlamentares e na mídia em geral. Nos meios políticos e empresariais, toda menção ao assunto é ainda considerada uma impolidez pecaminosa.

O Foro já é a autoridade supranacional, ante a qual as nações se curvam com obediência reverente, nada ousando falar contra uma entidade tão sublime. Para que, depois disso, será preciso um órgão encarregado de realizar a “integração”?

A Unasul não fará senão estender um manto de legalidade aparente sobre o fato consumado, com a ajuda das devidas conveniências comerciais de parte a parte, apaziguando as consciências dos que se calaram ao longo de quase duas décadas ante o avanço da prepotência e do crime em escala continental.

Unasul ou pré-Ursal?

Do portal MÍDIA SEM MÁSCARA
por Instituto Federalista em 08 de junho de 2008

Resumo: Ao se buscar uma união como a européia, sem consulta aos povos de cada um dos 12 países, demonstra-se claramente o espírito autoritário que rege os governos sul-americanos.

© 2008 MidiaSemMascara.org



Cremos que muitos acompanharam a criação da chamada UNASUL que visa a integração econômica e politica de 12 nações sul americanas, na semana que se passou, em Brasília. Temos comentários bastante preocupantes sobre esse fato.

O federalismo pleno das autonomias estaduais e municipais implica conceitualmente na autonomia e soberania de paises dentro de um bloco ou continente. E há que se considerar a vontade das populações, o que, ao que parece, claramente, foi deixada de lado. Pergunte a um brasileiro o que é a tal dessa UNASUL e certamente a maioria próxima de 99,9% dirá que nunca ouviu falar disso antes da assinatura do tratado.

Quando colocamos o título deste editorial adicionando a sigla URSAL, queremos provocar uma reflexão ousada, considerando nossa postura não ideológica enquanto instituição cultural. O que significa essa sigla? Significa União das Repúblicas Socialistas da América Latina, algo como a extinta URSS. Uma visita ao Wikipedia vai revelar as formas e cores da bandeira (acima), que lembra, infelizmente, a da extinta URSS e também da China comunista. Parece que estamos exagerando? Não, estamos provocando a reflexão. Afinal, não há mais como negar a existência do Foro de São Paulo, criado em 1990 pelo PT e por Fidel Castro dentre outros “revolucionários” e o tema é tratado abertamente dentro dos planos de “socialização” de toda a América Latina, após a Queda do Muro de Berlim e o fim da URSS (Acesse o link e também o Midia Sem Máscara, que guarda documentos originais que foram retirados dos sites oficiais da entidade). A provocação que fazemos tem sentido especial quando se percebe que o Brasil e países como a Venezuela, Bolívia, Argentina e Equador esquivam-se de classificar as FARCs como terroristas, como já foi feito pela própria União Européia e EUA. Álvaro Uribe, o corajoso presidente da Colômbia, exigiu isso nas conversas sobre a formação do UNASUL.

Enquanto na Europa a Confederação Helvética da Suíça rejeitou seu ingresso na União Européia, através de consultas plebiscitárias feitas à sua população, na América do Sul fica cada vez mais comprovado que a democracia ainda é matéria a ser descoberta pelos povos que compõe as 12 nações que acabam de assinar o pacto denominado UNASUL. E isso é que causa preocupação, pois se medidas dessa natureza são tomadas sem consulta – e pior, sem que ninguém tivesse conhecimento disso – o que mais poderia vir?

A matéria informa ainda que bastam nove congressos dos doze paises ratificarem o pacto, ou seja, três países terão que aceitar o que seus presidentes assinaram, podendo criar problemas de ordem constitucional interna de cada um deles, ampliando a insegurança politica e institucional que ronda a América do Sul.

Não há dúvida de que a única segurança que uma nação tem contra tais atitudes, independentemente das intenções nela contidas, é a descentralização plena dos poderes, de forma que, de acordo com cláusula constitucional, cada estado possa se manifestar aprovando ou não, a proposta do Poder Executivo Central, algo muito mais respeitoso e legítimo até mesmo do que o próprio parlamento, ou no caso brasileiro, do Congresso Nacional.

Analisando-se o contexto da proposta, percebe-se que ela é inapropriada em vários sentidos, pois a integração dos países deve ser, via de regra, feita de forma bilateral, considerando as enormes disparidades e diversidades, desde a econômica até a social. O Mercosul, por exemplo, demonstra o fracasso retumbante de uma tentativa – sem nenhuma consulta popular a nenhum dos povos das nações envolvidas – de integração e formação de um bloco, haja vista exatamente as disparidades entre os membros, além de nenhum deles resolver seus graves problemas internos, começando pelos simples cartórios presentes em praticamente todos os setores econômicos dos países. Só para começar, podemos citar a falta de livre transferência de moeda entre os países, ou da necessidade de legalização consular de uma simples procuração, coisa que inexiste na União Européia. Quanto mais em falar em “moeda única”, uma piada institucional de longa data. Alguns dos benefícios trazidos pelo tratado, como a livre movimentação de pessoas e de produtos não exige algo como o que está sendo feito. Além disso, o NAFTA, por exemplo, não tem bandeira.

Ao se buscar uma união como a européia, sem consulta aos povos de cada um dos 12 países, demonstra-se claramente o espírito autoritário que rege os governos sul-americanos e a bandeira com as suas cores deixa muito mais do que uma pulga atrás das orelhas de quem conhece a História, em especial a do Século XX.

Reiteramos a nossa preocupação com o avanço de “organismos internacionais” como esse recém criado, assim como em todo o globo terrestre, pois não é esse o tipo de globalização saudável que preserva a autonomia e soberania dos países, pois impõe obrigações conjuntas a todos, independentemente de aspectos econômicos, culturais e estratégicos de cada um. Configura-se sim, a longo prazo, em risco para a democracia, pois um parlamento único decidirá por todos os povos, exatamente o que os suíços rejeitaram. E o fizeram, porque são detentores de uma das democracias mais perfeitas do mundo, talvez a melhor de todas, na qual, o povo decide, dentro de suas respectivas jurisdições fiscais e eleitorais, sobre os assuntos de seu interesse, longe dos interesses de lobistas influenciadores dos deputados em Bruxelas.

A reflexão sobre mais este estranho movimento político e institucional está proposta, pois não se pode cometer o erro mortal de olhar e se deixar levar apenas pelo momento, a visão deve ser de um contexto maior para que se enxergue o essencial.

Publicado pelo Instituto Federalista

terça-feira, 27 de maio de 2008

Frases de pessoas importantes e influentes sobre a Amazônia - o que o mundo quer lá e o PT vai permitir

Vejam esta apresentação (formato PowerPoint) e entendam que um dos tesouros mais cobiçados do mundo, a Amazônia, vai ser entregue de bandeja pelo PT, o partido mais canalha que já existiu no Brasil. Esta característica, o entreguismo petista, deve-se ao fato do PT não se importar com o Brasil, muito menos com os brasileiros.

O projeto do PT e de um monte de outros canalhas, entre eles as FARC, é a URSAL, que seria a União das Repúblicas Socialistas da América Latina, projeto a ser implantado em nosso continente pelo FORO DE SÃO PAULO. E no Brasil reinará o SOCIALISMO PETISTA, que vai "extinguir o capitalismo" já que é necessário em um sistema socialista que o cidadão dependa o quanto for possível do ESTADO. Quanto mais socialista o país, mais o cidadão depende do Estado e para tudo. Um escravo, propriedade do ESTADO, portanto. Desta forma, o povo fica sem poder e os socialistas reinam eternamente, cheios de dinheiro e com PODER TOTAL.

Cliquem aqui para a apresentação.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

URSAL: a mãe do monstro

Do portal MÍDIA SEM MÁSCARA
por Ipojuca Pontes em 10 de dezembro de 2007

Resumo: Tendo em vista a exaustão de certos métodos do marxismo-leninismo, os integrantes do Foro de São Paulo partiram para a estratégica liquidação da democracia a partir dos próprios instrumentos oferecidos de bandeja pelo sistema democrático: voto e liberdade de ação política.

© 2007 MidiaSemMascara.org

Não encontra o menor respaldo a idéia de que a recente derrota de Chávez no referendo para reformar a Constituição venezuelana representa um obstáculo de peso para o avanço do “Socialismo do Século XXI” na América Latina. De fato, ao admitir em público a vitória do “não”, o coronel venezuelano advertiu em pronunciamento que estava pronto para uma “longa batalha” (rumo à revolução) que, apenas por enquanto, não tinha obtido êxito. “Eu não vou retirar nem uma vírgula desse projeto (socialista), esse projeto permanecerá ativo” – reafirmou enfático o déspota pouco esclarecido dos trópicos.

Como já escrevi inúmeras vezes, a proposta de se restabelecer a revolução na América Latina surgiu quando, ao se anunciar a queda do Muro de Berlim e a derrocada da ex-União Soviética, o Partido dos Trabalhadores (Lula) e o PC cubano (Fidel Castro) partiram, em 1990, para a criação de um foro cujo objetivo seria reunir organizações e partidos de esquerda em demanda de uma nova estratégia para se organizar a luta pela implantação do socialismo no subcontinente.

De fato, a implantação desse foro permanente, realizado a cada dois anos, retoma os antigos propósitos da extinta Organização Latino-Americana de Solidariedade - a OLAS -, criada por Fidel Castro em janeiro de 1966, em Havana, para prestar apóio técnico, logístico e financeiro aos movimentos e partidos de esquerda da África, Ásia e da América Latina. De resto, partidos e movimentos engajados na agitação revolucionária e no combate ao “imperialismo ianque”.

A nova versão da OLAS, restabelecida em São Paulo logo após a derrota de Lula para Collor de Mello, se valia da capacidade de mobilização do PT e congregou dezenas de partidos “revolucionários e progressistas”, além de ONGs, representações sindicais e de movimentos sociais, membros da igreja libertária e facções guerrilheiras, entre as quais as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), Exército de Libertação Nacional (FLN), União Revolucionária Nacional da Guatemala (URNG), Frente Farabundo Martí de Libertação Nacional (FMLN), Exército Zapatista de Libertação Nacional (EZLN), Frente Sandinista de Libertação Nacional (FSLN), etc. etc. – algumas delas envolvidas com narcotráfico, contrabando de armas, lavagem de dinheiro, seqüestros, assaltos a bancos, roubo de gado e pirataria.

O Coronel Chávez, verdade seja dita, não foi um dos fundadores do Foro de São Paulo. Ele só ingressou na “organização” em maio de 1995, segundo informe da AP uruguaia (de novembro de 1999). Desde logo, no entanto, esteve solidário com as teses e resoluções debatidas, aprovadas e encaminhadas pelo Foro, destacando-se, entre elas, o separatismo indigenista, o ecologismo radical, a reforma agrária pela ocupação virulenta das terras produtivas, o assistencialismo, a tomada do poder no espaço continental e, em especial, o aparelhamento do Estado pela infiltração da militância esquerdista.

Por outro lado, é bom lembrar que uma vez dentro da máquina do Estado, as resoluções do Foro recomendam a conseqüente apropriação da riqueza nacional pelo aumento vertiginoso da carga tributária em função do fortalecimento da burocracia do partido dentro do governo.

Eis a realidade inequívoca dos fatos: tendo em vista a exaustão de certos métodos do marxismo-leninismo, os integrantes do Foro partiram para a estratégica liquidação da democracia a partir dos próprios instrumentos oferecidos de bandeja pelo sistema democrático: voto e liberdade de ação política. No quadro estratégico assim compreendido, o papel destinado ao atrevido coronel Chávez, segundo Lula e Fidel, seria o de “ponta-de-lança” na construção da redentora União das Repúblicas Socialistas da América Latina, a URSAL, hoje – basta dar uma olhada no mapa – em plena ascensão.

De fato, com os bilionários dólares do petróleo (e também do narcotráfico), o coronel venezuelano logo se fez pop star da empreitada revolucionária, ora financiando a agitação “carnívora” de países aliados como a Bolívia, Equador e Guatemala, ora prodigalizando dádivas milagrosas à moribunda Cuba ou emprestando dinheiro grosso à Argentina “vegetariana”, ora prometendo parcerias, mundos e fundos ao Uruguai e Paraguai. A propósito do Uruguai e Paraguai, o último projeto do Foro é justamente infiltrar o sestroso Chávez no Mercosul para melhor fomentar, institucionalmente, o projeto totalitário continental.

(Só para lembrar: filho dileto do casamento de Lula com Fidel, Chávez, nos momentos de crise, tem recebido apoio incondicional do chanceler-operário, que, em 2003, para não vê-lo destituído do poder, chegou a criar um operante Grupo dos Países Amigos da Venezuela – motivo, lógico, de veementes protestos da oposição venezuelana).

Neste final de ano, tendo em vista a corajosa insurgência popular contra os governantes dos partidos vermelhos que se apossaram do poder para implantar o império socialista, Luiz Inácio viaja à Argentina, Bolívia, Equador, Venezuela, Uruguai e Cuba. Entre outras coisas, quem sabe extra-oficialmente ele vai colocar em dia a agenda revolucionária da próxima reunião do Foro de São Paulo, programada na última convenção do PT, a ocorrer em 2008 no Uruguai.

De quebra, a julgar pelo noticiário, Lula passaria na Colômbia para negociar a troca dos guerrilheiros das FARC em poder do presidente Uribe e dos prisioneiros seqüestrados pela guerrilha de Tirofijo - que por sinal teria morrido de câncer na próstata, mas que, por motivos estratégicos, vem sendo tratado como se “vivo” estivesse. Lula entraria em campo para substituir Chávez na farsesca tentativa de se negociar um acordo impossível. Como se sabe, um dos objetivos permanentes do Foro de São Paulo é ver Álvaro Uribe fora do poder, o quanto antes, pois o presidente colombiano, amado pelo seu povo, representa um obstáculo considerável à implantação do domínio comunista na América Latina.

Voltarei ao assunto.

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".