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segunda-feira, 20 de julho de 2009

Alguém aí ainda acha que o FORO DE SÃO PAULO seja uma entidade democrática?

Fonte: ESTADÃO
domingo, 19 de julho de 2009, 22:05


Ortega pressiona por reeleição nos festejos do aniversário da revolução, com grande concentração de pessoas


EFE

MANÁGUA - Os sandinistas lembraram hoje o 30º aniversário da revolução na Nicarágua com uma grande concentração, marcada pela crise política que atravessa Honduras e por uma proposta de referendo que permita a reeleição presidencial de Daniel Ortega.

Milhares de pessoas comemoram o aniversário da Revolucção Sandinista. Foto: EFE

O presidente nicaraguense, que presidiu o ato sandinista realizado na Praça da Fé João Paulo II, fez uma chamada às forças políticas opositoras do país para que trabalhem "para ter uma melhor Constituição".

Ortega sugere a reforma da Carta para viabilizar um referendo revogatório que dê poder aos nicaraguenses de decidir, quando queiram, se reelegem presidente, legisladores, prefeitos ou outras autoridades.

"Se vamos ser justos e semelhantes, que o direito de reeleição seja para todos e que o povo, com seu voto, premie ou castigue", ressaltou o líder.

Ortega deixou entrever que impulsionará uma consulta, similar à que o presidente deposto Manuel Zelaya queria convocar em Honduras em 28 de junho passado quando foi derrubado, para perguntar à população se querem que se inclua a figura de referendo revogatório na Carta Magna.

"Aqui se pode fazer a consulta sem nenhum temor, porque podemos ir a um referendo, a uma votação desse tipo, e o povo poderá votar livremente, porque aqui o Exército não vai reprimir, mas sim proteger a população, da mesma forma que a Polícia", disse o líder sandinista.

O presidente confirmou assim seu interesse em reformar a Constituição para estabelecer a reeleição presidencial indefinida, que abertamente persegue, e mudar o sistema político Presidencialista por um Parlamentar.

A Constituição da Nicarágua proíbe a reeleição presidencial consecutiva, mas não a alternada.

Em outra parte de seu longo discurso, Ortega se referiu à crise política de Honduras e reafirmou seu apoio ao deposto Manuel Zelaya, que se encontra em Manágua, mas não participou do ato dos sandinistas.

O líder nicaraguense pediu às Forças Armadas hondurenhas que não continuem sendo instrumento dos golpistas, e criticou o presidente costarriquenho, Oscar Arias, mediador do conflito, a quem qualificou de "instrumento da política golpista dos ianques".

A crise política em Honduras se tornou o principal protagonista da celebração do 30º aniversário da revolução que derrubou o ditador Anastasio Somoza, ao ser abordado pela maioria dos oradores que discursaram nos eventos.

Participaram do evento, entre outras personalidades, o vice-presidente de Cuba Esteban Lazo, o chanceler da Venezuela, Nicolás Maduro, Patricia Rodas, chanceler de Zelaya, e a vencedora do prêmio Nobel da Paz 1992 e ativista indígena guatemalteca, Rigoberta Menchú.

terça-feira, 14 de julho de 2009

Liberales reafirman rechazo a reforma que permita la reelección de Ortega (NICARAGUA)

Fonte: DIARIO DE LAS AMERICAS
Publicado el 07-13-2009



El ex gobernante nicaragüense Arnoldo Alemán (1997-2002), asiste a la convención del opositor Partido Liberal Constitucionalista (PLC) en Managua donde reafirmó el compromiso de rechazar la posibilidad de cualquier reforma a la Constitución del país que permita la reelección del presidente Daniel Ortega. EFE/Mario López
MANAGUA (EFE)

El opositor Partido Liberal Constitucionalista (PLC) de Nicaragua reafirmó en su convención el compromiso de rechazar la posibilidad de cualquier reforma a la Constitución del país que permita la reelección del presidente Daniel Ortega.

El PLC, que dirige el ex gobernante nicaragüense Arnoldo Alemán (1997-2002), ratificó por aclamación de los 1.900 convencionales su rechazo a las reformas constitucionales y al cambio del sistema de Gobierno de presidencialista por uno parlamentario, como pretende el Ejecutivo.

“Hemos decidido oponernos rotundamente a la reelección (presidencial) sucesiva o a la reelección por tercera vez por cualquier persona que ha sido Presidente por dos veces”, señaló a Efe el secretario general del PLC y diputado opositor, Francisco Aguirre Sacasa.

Aguirre Sacasa, canciller durante la Administración de Alemán, agregó que la convención también ordenó a los legisladores liberales a oponerse “a cualquier cambio de Gobierno de presidencialista a parlamentario”.

“Es un compromiso nuestro. No es negociable”, sostuvo el político liberal.

El presidente Ortega confirmó su interés de reformar la Constitución para establecer la reelección presidencial indefinida, que abiertamente persigue, y cambiar el sistema político presidencialista a uno parlamentario.

La Constitución de Nicaragua prohíbe la reelección presidencial consecutiva, pero no la alterna.

Las reformas constitucionales en Nicaragua deben ser aprobadas en dos legislaturas y con al menos dos tercios de los 92 diputados que integran la Asamblea Nacional, cifra que no alcanzan los sandinistas y sus aliados, que reúnen al menos a 47.

Los sandinistas y los liberales iniciaron negociaciones para reformar la Carta Magna, incluida la reelección presidencial, en octubre de 2007, pero las “congelaron” luego de los comicios municipales de noviembre pasado, ganados ampliamente por el oficialismo y que la oposición denunció como fraudulentos.

En la convención, los liberales hicieron un pronunciamiento en el que aseguran que “Nicaragua peligra después de dos años de desgobierno de Daniel Ortega y (su esposa) Rosario Murillo”.

Según los liberales, con el Gobierno de Ortega, que asumió el poder en enero de 2007, el país vive una “profunda crisis económica y social, y un ataque frontal a la democracia representativa”.

Denunciaron que el líder sandinista abandonó todo pretexto de seguir en el sendero de la democracia, de la reconciliación y la reconstrucción económica y que, en su lugar, ofrece la democracia directa y participativa.

Dicha democracia, agregaron, es igual “al opio del Socialismo del Siglo XXI” que promueve el gobernante venezolano, Hugo Chávez, “que no es más que una cortina de humo para perpetuar en el poder a una dinastía familiar vitalicia al peor estilo del pasado”.

Durante la convención, los liberales ratificaron la “urgente” necesidad de buscar la unidad de todos los partidos “democráticos”, divididos en la actualidad en distintas facciones, incluido con el Partido Liberal Independiente (PLI), al que pertenece el líder opositor y legislador liberal disidente Eduardo Montealegre.

El ex presidente Alemán, en su discurso, recalcó la necesidad de la unidad de las “fuerzas democráticas” para derrotar al gobernante Frente Sandinista de Liberación Nacional (FSLN) en los comicios de 2011 y propuso celebrar primarias para escoger a candidatos de consenso.

“Cuando los demócratas se unen alrededor del PLC, ganan, y cuando van divididos, que es la estrategia fundamental del ‘danielismo’, pierden”, opinó Alemán. A la convención liberal acudieron representantes de la Alianza Liberal Nicaragüense (ALN), del Movimiento Vamos con Eduardo aliado del PLI, del Partido Conservador (PC) y pequeños partidos.

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

.“Direito de Asilo não é para terroristas” – Presidente Uribe

Do blog MOVCC

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“Direito de Asilo não é para terroristas

Foi o que disse, ontem, indignado, o presidente Uribe para o presidente Daniel Ortega da Nicarágua. O mandatário nicaragüense confirmou ter dado asilo a mais uma guerrilheira das FARC, que foi ferida no ataque em que morreu o terrorista 'Raúl Reyes' em março deste ano.

“Dar proteção política aos terroristas é violar as normas das Nações Unidas", disse Álvaro Uribe, em Atlanta, onde se encontra em um foro comercial junto a outros dignitários da América Central.

"Acabaremos com esses terroristas (das Farc)", afirmou o mandatário colombiano. "Quando se tem estado de direito de boa fé como o Estado da Colômbia, não existe lugar no mundo que vá dar abrigo para terroristas".

A 'CHANCELER' DAS FARC NO EQUADOR É A MULHER A QUEM DANIEL ORTEGA DEU ASILO POLÍTICO

"Esperanza" (esq.), em 2004 em Quito, durante a perseguição da inteligência ao guerrilheiro 'Simón Trinidad'(dir.).

Uma fonte policial em Quito disse ao EL TIEMPO que 'Esperanza' é Nubia Calderón, a companheira de Franklin Aisalla, o equatoriano morto no ataque em que morreu 'Raúl Reyes'. Segundo Ortega, a mulher solicitou asilo à embaixada da Nicarágua em Quito, e em seguida foi trasladada a Manágua, onde é atendida em um hospital, devido aos ferimentos sofridos durante o ataque, e também por uma enfermidade da qual padece há anos.

De Calderón foi companheira do equatoriano Franklin Aisalla, que morreu nessa mesma operação militar junto com o segundo comandante das Farc, 'Raúl Reyes'. Calderón estava radicada no Equador onde, inclusive, obteve duas cédulas de identidade; uma com seu próprio nome, na qualidade de residente estrangeiro, e outra com nomes falsos.

Anos atrás, a mulher havia sido detida durante uma operação de controle na fronteira entre o departamento colombiano de Putumayo e a província equatoriana de Sucumbíos, portando uma cifra importante em dinheiro. Uma gestão do consulado colombiano, nessa província, permitiu que ela permanecesse em liberdade, e foi Aisalla quem reclamou o dinheiro encontrado com ela. Logo, surgiram fotos tiradas em Quito, onde ela aparece ao lado do guerrilheiro das FARC, 'Simón Trinidad', agora detido, e em outras fotos junto a Raúl Reyes.

De Calderón, que segundo as investigações havia convivido em diferentes lugares de Quito junto a Aisalla, não se sabia, até então, seu paradeiro desde a destruição do acampamento de Angostura. O governo equatoriano não emitiu nenhum comunicado a respeito.

“ASILO NÃO É PARA TERRORISTAS” – URIBE

De Atlanta o presidente colombiano disse ao presidente da Nicarágua que o problema se soluciona se as guerrilheiras forem desmobilizadas.

O presidente Álvaro Uribe propôs ontem ao seu homólogo da Nicarágua, Daniel Ortega, que desmobilize as colombianas que ele tem asiladas atualmente em seu país.

“Se essas mulheres firmarem um acordo por lá, com o Governo da Nicarágua, dizendo que se desmobilizam da guerrilha colombiana, magnífico (...) a Colômbia aceitaria isso", afirmou Uribe ao responder o anuncio de Ortega, feito no domingo, de acolher a colombiana "Esperanza", apontada como guerrilheira das FARC, que, tudo indica, foi ferida durante o bombardeio ao acampamento de 'Raúl Reyes' em março passado.

Nubia Calderón é seu verdadeiro nome, e ela tem uma relação amorosa com Franklin Aisalla, o guerrilheiro equatoriano morto nessa mesma operação. Com Calderón já são três colombianas protegidas pelo governo nicaragüense. As outras duas são Martha Pérez e Doris Torres, também feridas no bombardeio, e que receberam asilo em abril.

Durante a entrevista dada à imprensa em Atlanta, E.U., o presidente Uribe assegurou que se as subversivas forem desmobilizadas "o presidente Ortega tem, ao mesmo tempo, a possibilidade de protegê-las e de não incentivar o terrorismo na Colômbia”.

Com antecedentes

O mandatário lembrou que essa mesma fórmula já foi aplicada no passado com o guerrilheiro das Farc Jairo Cuarán Collazos, que chegou ao Chile em 2003.

“Certa vez, o presidente Lagos do Chile me procurou dizendo que havia um guerrilheiro que não podia ser extraditado de seu país, porque ele tinha se casado com uma chilena e tinha tido um filho com ela. A solução que encontramos foi que ele se desmobilizasse das Farc. Deu uma declaração ante as autoridades chilenas nesse sentido e se resolveu o problema", explicou.

Apesar de abrir esta possibilidade, o mandatário colombiano censurou que se outorgue asilo aos guerrilheiros. "O direito de asilo no mundo não é para terroristas. Dar proteção política a terroristas é violar as normas das Nações Unidas”, enfatizou.

Uribe aproveitou a presença dos presidentes da Guatemala e El Salvador na roda de imprensa, para dizer que nesses países "as guerrilhas brigavam contra as ditaduras", porém, a Colômbia "sofre o terrorismo narcotraficante contra a democracia".

E completou que ele tem outras preocupações: "Por outro lado estou muito ocupado, porque os 'Reyes Magos' eram três, e se foi apenas um. Faltam-nos os outros”, disse em referência aos chefes das FARC. Por Andrés Gomes Ososrio - Enviado especial a Atlanta, E.U. – El Tiempo. Tradução de Arthur (MOVCC)





sexta-feira, 7 de março de 2008

Colômbia – a grande manobra

Do blog ALERTA TOTAL
Por Oliveiros S. Ferreira, Sexta-feira, 07 de março de 2008

Os tambores de guerra a que aludiu Fidel Castro, ao comentar a crise Equador-Venezuela-Colômbia, soaram. Soaram para mascarar a manobra principal. A crise é, na melhor linguagem militar, uma manobra de diversão, que tem como objetivo, como toda ação desse tipo, desviar a atenção para um teatro de operações secundário e fazer que o adversário não atente para o que se pretende seja o teatro principal.

Como toda manobra de diversão, a que Chávez e Correa estão conduzindo tende a fazer crer que o objetivo é diferente daquele que parece ser — ou seja, que a batalha se trava ali e não aqui. De fato, a Colômbia realizou uma operação armada em território equatoriano — operação de Estado, pois os invasores eram do Exército colombiano. Se fossem paramilitares colombianos, não teria havido tanto alarido. Afinal, os paramilitares são tão irregulares quanto as FARC.

A crise vai girar, pois, em torno de um fato insofismável — a violação de território soberano —, grave à luz do que dispõe o Direito Internacional e, mais que ele, a tradição do Direito Internacional Americano (se podemos dizer assim) que se foi consolidando a partir do fim do século XIX para refrear as ações intervencionistas dos Estados Unidos, e consagrou-se já em 1933 na conferência interamericana de Montevidéu.

A diversão é de amplo alcance. Os prisioneiros das FARC, especialmente a senhora Bittencourt, cidadã franco-colombiana, cuja imagem sofrida não deixa os noticiários de TV quando se fala do assunto “prisioneiros das FARC”, foi o elemento novo introduzido na discussão internacional, antes da operação militar colombiana — embora ainda não nos foros internacionais.


Não insistirei no mote de que a morte de um (ou de poucos) toca mais a opinião pública do que a de milhares. Mas direi, isto sim, que a sorte de algumas centenas de prisioneiros, especialmente a dessa senhora de dupla nacionalidade, toca almas sensíveis e, mais do que comovê-las, toldou o raciocínio do presidente Uribe, que aceitou o jogo no terreno em que seus adversários queriam travar, que é o da conquista de corações e mentes para a causa da guerrilha narcotraficante.

Quando Chávez decidiu patrocinar a libertação de alguns reféns, luzes amarelas deveriam ter aparecido nos painéis dos analistas e dos Estados-Maiores. Sem dúvida, o “bolivariano” é um show-man; exatamente por isso é que se deveria ter perguntado: a que público ele se dirige quando, Chefe de Estado, negocia com um grupo guerrilheiro que se coloca contra um Governo com o qual mantém relações diplomáticas normais? Com que objetivo encenou a operação da qual participaram representantes de terceiros Governos e da Cruz Vermelha Internacional e que resultou na libertação de reféns somente depois de adiada pelas FARC (como foi noticiado)?

A luz amarela deveria ter-se transformado em vermelha quando, semanas depois, as FARC anunciaram a soltura, sem nada exigir em troca, de outros reféns — comunicando, ao mesmo tempo, que suas ações humanitárias com isso terminariam e que, doravante, a sorte dos demais obedeceria a apenas vis padrões mercantis: tantos seqüestrados por tantos guerrilheiros presos.

O “humanitário” da primeira encenação fez que não pensássemos na meia-generosidade das FARC. No terreno humanitário em que Chávez havia colocado a operação desde o início, pareceu normal que Uribe, sem deixar de acusar as FARC daquilo que podem ser acusadas, estivesse em Paris para, entre coisas, discutir com Sarkozy as condições de libertação da Sra. Bittencourt. Ao ter essa iniciativa, permitiu que, sem falsos pudores diplomáticos, o governo francês negociasse com uma organização guerrilheira colombiana.

As condições para a operação de diversão foram assim preenchidas e o quadro estratégico passou a ser o seguinte:

1. Uribe, apontado por Deus e o mundo como tutelado dos Estados Unidos, não consegue, apesar de êxitos táticos, liquidar as FARC. A aceitação do plano Colômbia é apresentada como evidência da condição de “subordinação” aos Estados Unidos, e afeta negativamente sua imagem junto a alguns Governos e parte da opinião pública “esclarecida” das Américas;

2. ao concordar que a França se empenhasse na libertação de uma cidadã colombiano-francesa politicamente importante na Colômbia, realizando gestões junto às FARC, Uribe implicitamente admitiu que esse grupo não seria um bando de criminosos, mas uma organização que pode ser interlocutora de um governo sobre o qual não pairam suspeitas de ser benevolente com terroristas;

3. se Uribe cedeu aos apelos humanitários, com mais razão a opinião pública “esclarecida” formará ao lado dos que reclamam que ele ceda à única exigência das FARC, supostamente não militar, para iniciar (iniciar é o termo) negociações sobre a libertação de reféns, sobretudo da Sra. Bittencourt.

Estando as coisas neste pé, é possível ver que a manobra principal era o reconhecimento das FARC como grupo “insurgente”, como as qualificou Chávez. Se algum Governo reconhecesse essa condição à guerrilha, seria fácil a qualquer outro reconhecer um “governo provisório da Colômbia Livre”. E seria possível, então, iniciar o segundo e decisivo tempo da manobra principal, que é afastar Uribe, e os que pensam como ele, da cena política, eliminando a influência dos Estados Unidos na área.

O ataque colombiano à base das FARC no Equador serviu aos objetivos estratégicos do grupo que tem Chávez como seu porta-voz. Ao atacar, a Colômbia colocou-se em má posição. A projeção internacional da Colômbia não permite que Uribe possa invocar o “direito de perseguição” como fez o Comando francês ao atacar bases da FLN na Tunísia, durante a guerra da Argélia. Uribe colocou-se em má posição diante dos governos reunidos na OEA e teria sido sacrificado, para gáudio de muitos (e humilhado, para satisfação da diplomacia brasileira), não fosse a intervenção do “princípio do erro” na ação estratégica de “Chávez catervatim”. O erro foi o Coronel ter rufado os tambores de guerra, assustando todos, inclusive seus “companheiros de aventura” (numa tradução livre de compagnons de route como, na época do fastígio da III Internacional, eram chamados os que seguiam a orientação do Guia Genial de Todos os Povos, Stalin).

O relato da primeira reunião do Conselho Permanente da OEA trouxe revelações interessantes. Uma delas é que, apesar de sentir-se atacado militarmente, o Equador não invocou o TIAR, concebido exatamente para cuidar de situações desse tipo. Preferiu a reunião do Conselho Permanente, em que se representam Embaixadores e não Ministros das Relações Exteriores. É um foro menos solene e no qual se pode negociar, porque nada é definitivo, já que haverá a Conferência Extraordinária dos Ministros em caso de necessidade de recorrer — se a relação de forças for favorável a quem recorre. O que não parece ser o caso, pois os governos que não pertencem ao Estado-Maior “Chávez catervatim” seguramente meditaram sobre o fato de o Governo do Equador admitir ter mantido contatos com uma organização guerrilheira que fustiga um governo amigo.

A resolução da OEA não encerra o problema, embora tenha servido para que a grande manobra perdesse seu momentum. É preciso notar, diria mesmo anotar, que a situação de Uribe, apesar do apoio ostensivo dos Estados Unidos, terá dificuldades em consolidar-se, porque Paris transforma a morte de seu interlocutor nas FARC num caso diplomático/humanitário que enfraquece a posição colombiana.

Que o governo de Quito usasse a ruptura das negociações com as FARC — mantidas exatamente com Reyes — entende-se. Menos primorosa, digamos, é a posição de Paris, denunciando Uribe como sendo aquele que impediu que prosseguissem as negociações para a soltura de reféns — para a França, o efeito político interno da libertação da Sra. Bittencourt vale uma quebra dos padrões internacionais, e que se dane o prestígio internacional de um Presidente sul-americano. Já a tentativa de mostrar ao mundo que Uribe impediu que as negociações entre a guerrilha narcotraficante e governos de Estados não falidos pudessem chegar a bom termo dá às FARC uma dupla opção: soltar a Sra. Bittencourt e mostrar generosidade, ou deixar que ela, combalida como sabemos que está, morra — para desgraça, em ambos os casos, de Uribe.

Os estudiosos de relações internacionais devem atentar para esse fato: com o aval da França, está sendo montada uma grande ação internacional para acusar Uribe de colocar em risco a vida de quantos foram seqüestrados pelas FARC. Os seqüestros perdem importância moral e política, e o “humanitarismo” acrescenta pontos à insurgência, fazendo também esquecer o narcotráfico. Os atos criminosos do seqüestro e do narcotráfico, e o sedicioso da rebelião guerrilheira devem ser considerados menos relevantes porque está em jogo a vida de dezenas de pessoas, sobretudo a de uma cidadã francesa.

Os crimes previstos na Convenção de Roma (a tortura é um deles — e o cárcere privado nas selvas é uma tortura) prescrevem quando a Humanidade se ergue apoiada na força da França e na do conjunto daqueles países que, na reunião da OEA, foram os mais duros no ataque à Colômbia, de certa maneira evidenciando a que Estado-Maior seus governos pertencem: Brasil, Argentina, Bolívia, Nicarágua e Venezuela.

Cuba não está nesse grupo porque não pertence à organização interamericana. Mas Fidel dirá o que pensa sempre que julgar necessário. Não foi Raúl quem disse que ele seria sempre consultado?

É necessário dizer mais?

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Guerra à vista

O sempre guerrilheiro Daniel Ortega acaba de colocar o exército nicaraguense em prontidão para uma guerra contra a Colômbia:

"No quisiéramos que este Ejército se viera enfrentado a ninguna acción bélica, pero debe estar preparado".

A Corte Internacional da Haia ditará amanhã um parecer preliminar sobre um litígio fronteiriço.

Colômbia e Nicarágua disputam a soberania do arquipélago de San Andres, Providencia e Santa Catalina, bem como algumas outras pequenas áreas insulares e marítimas.

Comentário do Cavaleiro do Templo: é o FORO DE SÃO PAULO querendo acabar com o único homem decente no mando de um país latRino americano, o GRANDE ÁLVARO URIBE, que conta com mais de 80% de aprovação da sua populaçao na Colômbia.

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".