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segunda-feira, 21 de setembro de 2009

O suicídio anunciado

Fonte: MÍDIA SEM MÁSCARA
HEITOR DE PAOLA | 20 SETEMBRO 2009
ARTIGOS - GLOBALISMO


Será que não estão vendo que ambos são aliados no cerco sul aos EUA através do Foro de São Paulo? Chávez vai às compras em Moscou e às vendas (de material físsil) em Teerã sendo bem sucedido em ambos e alguém acredita que, se até os jornalistas de esquerda falam disto, a Casa Branca nem desconfia?

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Ontem, o atual morador da Casa Branca, Barack Hussein, o Obaminável, destruiu a rede de defesa antimíssil que seria instalada na Polônia (mísseis interceptadores) e na República Tcheca (radares de alerta antecipado). Num discurso cheio de floreios e uma obra prima de desfaçatez, anunciou "uma nova arquitetura" de defesa para o território americano. Rendeu-se às ameaças de Putin e fez ouvidos moucos aos tradicionais aliados na Europa do Leste que conhecem muito bem os russos. Quem primeiro deu o alarme foi o Primeiro Ministro Tcheco, pois sabe que deixar as mãos do KGB livres significará em pouco tempo a "nova arquitetura" da velha Cortina de Ferro.

Barack Hussein anunciou que o novo inimigo passa a ser o Irã e, dizem alguns comentaristas provavelmente contratados pela Casa Branca ou idiotas úteis, procura conquistar o apoio de Putin contra Ahmadinejad. Será que não estão vendo que ambos são aliados no cerco sul aos EUA através do Foro de São Paulo? Chávez vai às compras em Moscou e às vendas (de material físsil) em Teerã sendo bem sucedido em ambos e alguém acredita que, se até os jornalistas de esquerda falam disto, a Casa Branca nem desconfia? E será que ninguém desconfia que Barack foi eleito exatamente para completar o suicídio da águia, que venho anunciando há anos através dos artigos com este título no site Mídia Sem Máscara?

O Obaminável é o "Manchurian Candidate": o robô do "shadow party" e da rede de organizações da elite de esquerda americana que, fundada e comandada por George Soros, vem tentando tomar de assalto a Casa Branca para levar a cabo a destruição final dos EUA. Esta rede inclui, entre outras, o Open Society Institute, o Center for American Progress Democrats, a Apollo Alliance, a ACORN, a MoveOn.org. A Apollo Alliance conta entre seus quadros com Van Jones, o nomeado "Green Jobs" Czar, comunista confesso e ex-integrante da STORM (Stand Together to Organize a Revolutionary Movement).

Soros e seus associados vão assim completando a tarefa que se impuseram quando Soros disse que os Estados Unidos da América constituíam o pior mal da humanidade. Vai conseguir extirpar o mal através de seu marionete instalado na Casa Branca.

A tática para atacar quem se opõe ao Obaminável é primária e rasteira: racismo, como os milhões de manifestantes em Washington D.C. foram chamados por Carter. Esta oposição, lá como fora, tem a ver com cor sim, não a externa, negra, mas com a interna, vermelha. Um dos maiores oposicionistas é o ex-candidato a Presidente Alan Keyes, também negro.

Quem se opõe a Soros também é chamado de anti-semita porque a maioria desconhece a verdadeira identidade e história horripilante deste gajo.

Seu nome verdadeiro é György Schwartz. Quando em 1944 Eichman chegou à Hungria para apressar a "solução final" do problema judaico, o pai de György, Tivadar, conseguiu documentos falsos para todos os filhos e os distribuiu entre famílias cristãs de Budapest. György, então com 14 anos, foi para a casa de um homem cujo trabalho era confiscar as propriedades dos judeus e György o acompanhava e adorava a tarefa. Naquele ano 70% dos judeus húngaros, aproximadamente 1 milhão, foram exterminados. Para ele foi "o melhor ano de sua vida".

E esta bondosa criatura está com os olhos voltados para o Brasil. Desde FHC tem uma enorme influência sobre a economia brasileira através de seu ex-funcionário (?) Armínio Fraga que se associou recentemente, através de sua firma de gestão econômica Gávea, a David Neeleman e Julio Bozano para fundar a companhia aérea AZUL. Além disto, pouco antes de Barack mandar milhões de dólares para a PETROSSAURO, György comprou uma grande fatia da empresa. Inside information? Who knows?

Ontem nosso Abominável brasileiro mandou abrir o capital do Banco do Brasil até 20%. Terá o dedo de György, que comprará uma grande parte? Devemos ficar atentos. Se for verdade, brasileiros apertem o cinto: o piloto ASSUMIU!

terça-feira, 21 de outubro de 2008

O suicídio da águia VI

PAPÉIS AVULSOS do HEITOR DE PAOLA


O colapso do socialismo real na Europa Oriental não acabou todas as esperanças (socialistas) e aqui e ali elas existem, aguardando silenciosamente uma nova forma.
JOSEPH Cardeal RATZINGER
Truth and Tolerance, 2003

Como a lenta metamorfose de um monstro de um filme de horror, a Esquerda vem se recriando desde a década de 60 com tanto sucesso que hoje reaparece mais forte do que nunca (...). Sua ressurreição não trará exércitos revolucionários às ruas (...), envolverá uma ofensiva de ‘progressismo’ cujos alvos são o Partido Democrata, a Igreja, as Universidades e outras instituições liberais.
PETER COLLIER & DAVID HOROWITZ
Destructive Generation

Novas formas esperam o surgimento de novos líderes para serem bem sucedidas, como Barack Obama, o maior risco de suicídio coletivo em toda a história daquele país e do liberalismo econômico mundial. Obama está jogando pesado a crise no colo de Bush e dos Republicanos, mas seu objetivo não é a economia é, através dela, provocar uma gigantesca re-estruturação da cultura em todo o mundo. Não há chances de grandes mudanças econômicas a curto prazo, primeiro pelo gigantismo da economia americana e também pela crise financeira mundial pode-se mesmo esperar uma guinada em direção a um protecionismo exagerado. Não é a toa que ele é o queridinho da esquerda mundial – os que se autodenominam ‘progressistas’. Parece que numa eleição mundial McCain só ganharia na República da Georgia e em Belarus, que ainda lembram os sofrimentos do brutal regime comunista.

Obama é o típico intelectual americano reciclado pela Perestroika. No Capítulo VIII do Eixo do Mal descrevo com mais detalhes a arrasadora vitória da estratégia da Convergência – sblizhenie – entre a intelectualidade americana nas décadas de 60 e 70. Tendo mudado na aparência o objetivo de defender o regime comunista - que se tornara antipático pelas denúncias dos crimes de Stalin - para a defesa da ‘Paz’ absoluta, o maior bem da humanidade, os antigos adversários passaram a ser vistos como possíveis aliados em direção à convergência. Eram ‘povos amantes da paz’, que somente precisavam se desenvolver com a tranqüilidade que os ‘belicosos’ conservadores americanos não permitiam. O primeiro resultado foi a eleição do ‘apaziguador’ Carter que não só abandonou a luta contra o comunismo, mas tornou-se seu cúmplice ao ajudar a derrubar regimes leais aos EUA – como Irã e Nicarágua – e a perseguir os ‘direitos humanos’ em outros – Brasil e Chile – deixando de lado totalmente a crueldade de seus cúmplices que exterminavam todos os dissidentes. Um dos slogans preferidos na época era ‘não podemos pretender dar lições de moralidade aos outros enquanto houver em nosso país uma criança faminta, um adulto pobre ou um imigrante analfabeto’ – mais modernamente, ‘não podemos condenar ninguém por manter prisioneiros políticos sob tortura enquanto tivermos Abu Ghraib ou Guantánamo’. Obama é fruto desta época. Suas ligações com Saul Alinsky, o pai dos organizadores comunitários aos quais Obama se orgulha de pertencer – e faz a esquerda mundial ter orgasmos ‘sociais’! Em Rules for Radicals escrito após a derrota na Convenção Democrata de 68, Alinsky recomendava: ‘Façam uma destas três coisas. Um, procure um muro de lamentações e sintam pena de si mesmos. Dois, fiquem loucos e comecem a jogar bombas – o que fará com as pessoas se inclinem mais para a Direita. Três, aprendam a lição: vão para casa, se organizem, tornem-se poderosos e na próxima convenção, vocês serão os delegados’. Um mundo melhor é possível se os vencedores forem aqueles que querem mudar o mundo do que ele é, para o que acreditam que ele deveria ser. Portanto, ‘acalmem-se. Esqueçam de querer derrubar o sistema. Se organizem. Se organizem. Se organizem. Trabalhem dentro do sistema. Tornem-se os Delegados’. A décima regra ‘ética’ de Alinsky era: ‘faça o que pode com o que você tem e disfarce-o com disfarces morais’.

A vida de Obama é um mistério, dentro de um enigma, cercado de mentiras. Nem mesmo sua nacionalidade está certa. Já existem dois processos desafiando Obama a comprovar sua nacionalidade americana: o advogado Democrata Philip J. Berg o está processando e ao Comitê Democrata Nacional (DNC) por candidatura fraudulenta (a Constituição exige ser Americano nato) e até o momento nem o candidato nem o DNC responderam e o caso está sendo abafado.

Em 9 de outubro Steven Marquis, de Fall City, Washington entrou com um processo na Corte Superior de seu Estado solicitando que o Secretário de Estado Sam Reed determine claramente se Obama é realmente cidadão Americano, antes do dia das Eleições. Muitos outros processos podem surgir pondo em risco as eleições. Até o momento Obama está mudo, a mídia chapa branca nada diz e McCain, surpreendentemente, não aborda o assunto.

Olavo de Carvalho tem reiteradamente mencionado estes fatos em seus últimos artigos, principalmente em Silêncio e Mistério e Um Blefe Descomunal. Neste último investiga-se a ligação de Obama com outro revolucionário, o terrorista William Ayers, razão pela qual me escuso de comentá-la aqui.

OBAMA ENTRA EM CENA

De onde surgiu esta fraude? Ele foi amamentado com marxismo. Seus pais eram ‘companheiros de viagem’ num curso de língua russa na Universidade do Havaí, em pleno pico da Guerra Fria. Seu avô era amigo muito próximo do membro de Partido Comunista Americano Frank Marshall Davis recomendando-o como mentor do pequeno Barry (como Obama era chamado na época), mesmo sabendo que Davis era um reconhecido pedófilo, libertino e alcoólatra. Davis mudou-se de Chicago para Honolulu em 1948 e a partir de então os contatos foram freqüentes. Segundo as palavras do próprio Obama Davis teria dito a ele: ‘Entenda uma coisa, garoto: você não vai para a Universidade para ser educado. Você vai para lá para ser treinado.’

O treinamento certamente foi perfeito: Obama fez tudo o que Alinsky recomendava: indo para Chicago, onde morava Alinsky e onde Davis havia trabalhado para o Partido Comunista. Obama foi treinado na Industrial Areas Foundation um instituto de treinamento coordenado por Alinsky. Em Chicago também estava concentrado toda a intelectualidade nacionalista negra, a base das campanhas presidenciais de Jesse Jackson, da Nation of Islam de Louis Farrakhan.

Seu trabalho, juntamente com outros ‘organizadores’ como Mike Kruglick estava focado na organização dos negros pobres do sul da cidade e trabalhou na ACORN (Association of Community Organizations for Reform Now) a organização que hoje trabalha para ele registrando eleitores nos Estados cruciais através do mesmo Projeto Voto em que ele trabalhara. No último debate com McCain ele negou peremptoriamente, o que está sendo investigado pelo FBI e já aparecem evidências de que o envolvimento é muito maior do que suas negativas veementes ou da própria ACORN.

Numa entrevista para Amir Taheri do New York Post, Jesse Jackson no World Policy Forum em Evian, declarou: ‘Obama é mudança (...) Preparem-se para uma nova América (...) Nós o ajudamos a começar sua carreira e sempre estivemos a postos para ajudá-lo a avançar. Ele significa nossa luta por justiça não apenas para os negros, mas também para os que foram anganados (...). Hoje, muitos americanos querem mudanças e sabem que só Obama pode realizá-las. Os jovens americanos estão especialmente determinados a assegurar a vitória de Obama (...). Perdemos a confiança em nosso Presidente (como se Jackson alguma vez tivesse apoiado Bush!), no Congresso, em nosso sistema bancário, em Wall Street e em nosso sistema legar para proteger nossas liberdades individuais. Não vejo como recuperar a confiança nessas instituições sem uma mudança radical’. Mas Jackson não fala concretamente sobre quais seriam estas mudanças.

Nem poderia! Jackson e seus asseclas comunistas. Inclusive Obama. não querem mudança nenhuma, querem é a destruição de todos os valores que são o fundamento dos Estados Unidos e do Ocidente.

As ‘mudanças na ordem internacional ficam para o próximo artigo. Um aperitivo, ainda da entrevista de Jackson: ‘A mudança que Obama promete não está limitada ao que fazemos na América. É uma mudança na maneira com que a América olha o mundo e seu lugar nele’ (...). A América precisa curar as feridas que causou em outras nações’.

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

O suicídio da Águia - Primeira Parte


Manifestantes queimam bandeira
americana: nacionalismo americano
na mira dos globalistas.
Por Heitor De Paola (*), 25 de abril de 2007

Resumo:
 A dissolução dos Parlamentos nacionais e até mesmo dos governos é uma questão de tempo. Mas, para obter sucesso pleno, a caminhada rumo a este objetivo deve eliminar a soberania de um país em particular: os EUA. 


© 2007 MidiaSemMascara.org


Obviously there is going to be no peace or prosperity for mankind so long as it remains divided into fifty or sixty independent states... Equally obviously there is going to be no steady progress in civilization or self-government among the more backward peoples until some kind of international system is created which will put an end to the diplomatic struggles incident to the attempt of every nation to make itself secure….The real problem today is that of world government. 

FOREIGN AFFAIRS
Revista do Council on Foreign Relations
Número 2, 1922
Tal como seu símbolo oficial, a Bald Eagle (Haliaeetus leucocephalus), os Estados Unidos da América estão ameaçados de extinção enquanto nação soberana. Escolhida como símbolo em 20 de junho de 1782 quando da adoção do The Great Seal of the United States por causa de sua liberdade de ação, longevidade, grande força e aparência majestosa e por acreditarem, então, que existisse somente naquele continente, foi declarada espécie ameaçada de extinção em 1973 e protegida pelo Endangered Species Act de 1973, assinado por Richard Nixon. As medidas foram tão eficazes que há um ano passou a ser considerada passível de sair da lista.

Já o País que representa está entre as espécies ameaçadas de extinção, esta espécie maldita para os globalistas e adeptos da Nova Ordem Mundial: os Estados-Nações soberanos. As águias foram salvas por medidas tomadas em tempo; haverá tempo para salvar estas novas espécies ameaçadas? As causas da quase extinção das águias foram principalmente humanas (caça predatória, invasão do habitat acabando com seus alimentos, etc. – até recentemente, quando se verificou sua baixa toxicidade, o DDT era tido como outro responsável). Mas a sua salvação também foi obra humana, dos preservacionistas, que deram o alerta a tempo, e dos políticos, que tomaram as medidas necessárias. Haverá tempo para evitar a extinção da América? Os preservacionistas – os conservadores americanos – já deram o alarme, mas haverá vontade e força política para impedir o desastre?

A ESTRATÉGIA DOS GRANDES BLOCOS REGIONAIS

A experiência da União Européia mostrou como é fácil liquidar com a soberania e o sentimento de nacionalidade até mesmo de nações outrora ciosas de suas características, como a França e a Alemanha. O Parlamento Europeu tem poderes de interferir em todas as questões internas dos países membros, com mínimas restrições. As vantagens econômicas oferecidas tornam tão atraente a adesão que as considerações culturais e tradicionais são deixadas de lado, compradas por alguns milhões de Euros, fazendo com que as pessoas nem se apercebam das imposições, restrições e perdas de direitos a que vão se submetendo paulatinamente. A cada renúncia, o controle exercido pelo Parlamento Europeu aumenta mais. Freqüentemente se faz uma experiência num único país através dos obedientes Parlamentos Nacionais ou Regionais, como a novidade belga: os moradores da região da Wallonia terão que pagar, a partir de junho, uma taxa de € 20 para curtir um churrasquinho! Alegam os onipresentes “especialistas” que a cada churrasco são emitidos entre 50 e 100 gramas de CO². Os céus da região serão monitorados por helicópteros. Podem esperar que se “colar”, em breve estaremos também monitorados. Os que duvidam lembrem que nos pubs irlandeses, redutos tradicionais de fumantes e bebedores de boa cerveja, a proibição do fumo foi vitoriosa.

A dissolução dos Parlamentos nacionais e até mesmo dos governos é uma questão de tempo, pois se tornarão completamente desnecessários. Poderão até permanecer com uma ilusão de que o País ainda existe, uma espécie de bobos da corte a reverenciarem seus verdadeiros líderes continentais.

Na esteira da UE já despontam na Ásia três novos grupos, além da já comentada por mim URSAL (União das Repúblicas Socialistas da América Latina, sob o comando do Foro de São Paulo, do CFR e da Trilateral Comission).

A ASEAN (Association of Southeast Asian Nations), formada pela Declaração de Bangkok de 1997, reunindo Brunei, Cambodja, Indonésia, Laos, Malásia, Myanmar, Filipinas, Singapura, Tailândia e Vietnã.

A SAU (South Asian Union), reunificando Índia e Paquistão e incluindo possivelmente Sri Lanka e Banglaseh. Os obstáculos culturais são enormes, pois estes países vivem em guerra e numa corrida armamentista muito perigosa. 

Asian Union, reunindo a força de trabalho da China com o capital do Japão, Coréia do Sul, Taiwan, Hong Kong e Singapura.

Mas nada será conseguido se não acabar com a soberania da única nação que pode interromper estes planos: os Estados Unidos da América. Sendo a águia muito forte e capaz de se defender, só um ataque interno poderá derrubá-la por suicídio. Abordarei aqui uma dessas tentativas já em fase avançada de implementação que, ao mesmo tempo, é mais uma razão para a divisão entre os Conservadores que examinei nos dois últimos artigos: o Presidente Bush está completamente envolvido no projeto de liquidar com as fronteiras dos EUA com seus vizinhos e determinado a cumprir as metas delineadas por seu pai, como diz Lou Dobbs (pode-se ouvir aqui: http://www.youtube.com/watch?v=XdxI0zClV_Y). 

Outra forma de suicídio induzido seria os EUA aceitarem aplicar as draconianas restrições do tão balado – e pouco conhecido – Protocolo de Kyoto, que faria a Nação regredir aos tempos das diligências e paralisaria totalmente sua máquina da guerra, tornando-a presa fácil para o assalto final da globalização.


NORTH AMERICAN UNION – O FIM DA ÁGUIA

“Two centuries ago our forefathers brought forth a new nation;
now we must join with others to bring forth a new world order”.  

DECLARATION OF INTER-DEPENDENCE
World Affair Council, 1976

O plano de unir os EUA com o México e Canadá criando uma União Norte Americana é uma idéia globalista bastante antiga e foi a inspiradora do NAFTA (North American Free Trade Agreement) entre as três nações, mas aberto a todos os demais países centro e sul-americanos. As informações sobre sua implementação, levada a efeito pelo Council on Foreign Relations (CFR), têm sido constantemente sonegadas pelos principais meios noticiosos americanos. Só muito recentemente começaram a surgir coberturas jornalísticas sobre este fato.

Em 1959 o CFR emitiu um position paper intitulado Study N. 7, Basic Aims of US Foreign Policiy (Estudo nº 7, Objetivos Básicos da Política Externa dos Estados Unidos), propondo que os EUA procurassem construir uma nova ordem internacional e sugeria os seguintes passos:

1. Buscar uma ordem internacional na qual as decisões políticas sejam tomadas em conjunto com outros Estados livres, com diferentes sistemas econômicos, políticos e sociais, incluindo aqueles que se auto intitulam “socialistas”. [1]

2. Garantir a segurança dos EUA através da preservação de um sistema de acordos bilaterais e arranjos regionais. 

3. Defender e gradualmente aumentar o poder da autoridade da ONU.

4. Tornar mais efetivo o uso da Corte Internacional de Justiça, cuja jurisdição deverá ser incrementada pelarenúncia às reservas das nações sobre matérias julgadas como sendo de jurisdição doméstica. (ênfase minha).

Em 1973 David Rockfeller pede a Zbigniew Brzezinski, que viria a ser Assessor de Segurança Nacional de Jimmy Carter (1977-1981), ao CFR, à Fundação Ford e ao Brookings Institution para formarem uma organização de cúpula com os principais líderes econômicos do mundo. A mesma foi denominada Trilateral Commission e já foi examinada por mim com mais detalhes [2]. Uma de suas funções é combater o nacionalismo e a própria noção de “Estados Nacionais” e a criação do conceito de “interdependência”. No ano seguinte, um dos membros desta organização, Richard Gardner, publica na Revista do CFR um artigo intitulado "The Hard Road to World Order" [3] onde diz explicitamente que “é necessário erodir o conceito de soberania nacional, pedaço por pedaço, por dentro, de baixo para cima, o que será mais produtivo do que um assalto frontal tradicional”. Este assalto seria realizado através de acordos de comércio acertados pela cúpula dos países, sendo apresentados ao público como fait accompli. Em janeiro de 1981, o Presidente Reagan propõe a criação de um mercado comum norte-americano. (Assim começou a União Européia). Em janeiro de 1989, após três anos de negociações, torna-se efetivo o Canada-US Free Trade Agreement (CUFSTA).

Em 1990 os Presidentes Bush e Salinas anunciam o início de discussão do mesmo tratado entre EUA e México e um ano após o acordo torna-se oficialmente trilateral. Em 1992 os parlamentos dos três países aprovam o acordo e dois anos depois o NAFTA passa a vigorar plenamente. Razões de tempo e espaço me obrigam a omitir inúmeros passos desta caminhada, mas os leitores interessados podem ver uma cronologia detalhada, Timeline of the Progress Toward a North American Union, acessando o site Vive Le Canada.ca [4].

Livre Comércio (Free Trade) não é o que aparenta ser – a liberação do comércio entre países em que todos lucrarão - não passa de um instrumento importante para a organização da Nova Ordem Mundial que se inicia em vários focos regionais, mas se expandirá para todo o planeta. É, na realidade, produto do “capitalismo” corporativista transnacional cuja finalidade é evoluir para um socialismo da super-elite – aquela dos metacapitalistas a que me referi nos dois últimos artigos [5] - que virá a dispor de poder absoluto: econômico, político e cultural. Christopher S Bentley no artigo “Immigration and Integration” [6] aponta quatro estágios principais através dos quais se chegará à integração total:

1. A super-elite cria uma área de livre comércio. Nas sombras vão criando controles políticos e burocráticos.

2. Cria uma união aduaneira. Implementa e expande a burocracia.

3. Cria um mercado comum. Fim das restrições à migração de capital e trabalho. Paulatinamente, torna as fronteiras desnecessárias.

4. O MC evolui para uma união econômica. Estrutura legal, regulamentos e impostos comuns, moeda única. (No caso em apreço já tem nome: Amero).

5. União política, desenvolvida através do sistema de “parcerias público-privadas” (PPP), uma simbiose entre banqueiros, corporações e burocracia estatal.

Acrescenta que “não podemos esquecer que até Karl Marx amava o ‘sistema de livre comércio’ por sua capacidade destrutiva de ‘quebrar’ as velhas nacionalidades e acelerar a Revolução Social (Mundial)”.

Sob a égide do NAFTA a Casa Branca, através do Departamento de Comércio, constituiu a Security and Prosperity Partnership of North America [7] que entrou em vigor em março de 2005, na reunião trilateral de cúpula em Waco, Texas. No site acima existe uma seção de mitos/fatos onde se afirma que o SPP nada mais é do que um diálogo para aumentar a segurança e a prosperidade, não um acordo nem um tratado. Analistas como Jerome R Corsi [8] consideram que isto é uma forma da administração Bush ludibriar os processos legislativos dando um golpe executivo, pois um Tratado teria que ser submetido à aprovação pelo voto de 2/3 do Senado. O que realmente estaria havendo é uma reformulação total das leis administrativas dos EUA para “integrar” ou “harmonizar” com as correspondentes do México e Canadá, inclusive com a integração das forças de segurança dos dois países no Department of Homeland Security americano. Para completar, ainda está prevista a criação de uma Corte Suprema Norte-Americana com poderes de revogar quaisquer atos das três Cortes nacionais. 

 
E tudo está acontecendo à revelia do Congresso e do Judiciário e sem nenhuma divulgação para o público americano, canadense ou mexicano. O que estaria sendo “harmonizado” não seria o incremento da segurança dos alimentos e drogas para os povos, mas a facilitação das operações – e aumento dos lucros – das imensas corporações farmacêuticas e alimentares em conluio com as burocracias governamentais nas Parcerias Público Privadas (como no Brasil onde as PPPs são a moda). Pergunta Steven Yates [9] com muita propriedade: “...se as super-elites das três nações tivessem como alvo o interesse da população de seus países, por que o segredo com que tudo está sendo conduzido?”.


NOTAS:

1. Recorde-se aqui o que abordei no meu último artigo como a “convergência”, Sblizhenie, entre os dois sistemas.


3. http://www.foreignaffairs.org/19740401faessay10106/richard-n-gardner/the-hard-road-to-world-order.html. Chamo atenção para o fato de que o acesso ao texto completo dos artigos de Foreign Affairs exige assinatura paga ou compra de cada artigo em formato .pdfhttp://www.vivelecanada.ca/staticpages/index.php/20060830133702539








 

(*)O autor é escritor e comentarista político, membro da International Psychoanalytical Association e Clinical Consultant, Boyer House Foundation, Berkeley, Califórnia, e Membro do Board of Directors da Drug Watch International. Possui trabalhos publicados no Brasil e exterior. E é ex-militante da organização comunista clandestina, Ação Popular (AP).

 

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

O SUICÍDIO DA ÁGUIA V - A VITÓRIA DA PERESTROIKA

PAPÉIS AVULSOS do HEITOR DE PAOLA



“A crise financeira transcende a economia e afeta diretamente a ideologia, e este é o maior perigo que a humanidade enfrenta hoje”.


ARMANDO RIBAS


 “O povo americano jamais adotará, conscientemente, o socialismo. Mas sob o nome de ‘liberalismo’ aceitará todos os pontos do programa socialista até que, um dia, a América será uma nação socialista sem ter noção do que aconteceu”.


NORMAN THOMAS


(Candidato permanente a Presidente pelo Partido Socialista Americano de 1932 a 1948)


 


Como escrevi no Eixo do Mal Latino-Americano e a Nova Ordem Mundial, a Perestroika – do russo re-estruturação – elaborada a partir de 1958, não se aplica, como foi amplamente propagandeado, a nenhuma mudança verdadeira no mundo comunista, mas exclusivamente à re-estruturação da visão que o Ocidente tinha do mundo comunista e conseqüente aceitação por parte do primeiro da necessidade de convergência – sblizhenie – dos dois sistemas num sistema híbrido. A aparência de mudanças pró-ocidentais na burocracia soviética tinha o objetivo de influenciar o Congresso Americano a introduzir mudanças reais na política dos EUA, no sentido de aumento de poder do Estado e diminuição paulatina do tradicional direito individual, um dos principais fundamentos daquele País, e da transformação da democracia em democratismo, a versão comunista baseada no ‘centralismo democrático’. Estas mudanças deveriam ocorrer em todos os setores: militar, cultural, educacional, legal, jurídico, diplomático e econômico. As farsas da ‘queda’ do muro de Berlim, em 89, e do ‘fim’ da URSS em 92 serviram para implementar a descrença no anti-comunismo no Ocidente e para aprofundar políticas que já existiam desde 58, como a re-estruturação da educação americana segundo os moldes soviéticos elaborados pela Academia de Ciências da URSS, o braço ‘intelectual’ do KGB (Brave New Schools, de Berit Kjos, Harvest House Publs., 1995).


Limitar-me-ei aqui a comentar as mudanças econômicas ocorridas na economia capitalista nas últimas décadas até a atual crise financeira desencadeada pela falência das hipotecas sub-prime. Pouco entendo de economia, mas a advertência de Armando Ribas, em epígrafe, está ligada ao que pretendo tratar: as conseqüências da ideologia no Ocidente. Pacotes como o aprovado pelo Congresso Americano significam o fim ou salvação do capitalismo? Mesmo os economistas liberais que considero meus guias no assunto, divergem. É claro que, como apontaRibas, as medidas são bastante diferentes das tomadas pelo governo nitidamente socialista de Roosevelt, na década de 30. Mas as mudanças introduzidas a partir de 58 não são nítidas, porém marcadas pela hipocrisia e dissimulação próprias da Perestroika (The Perestroika Deception, Anatoliy Golitsyn, Edward Harle, 1990).


Elas incluem as propostas de ‘responsabilidade social’ das empresas, a defesa dos ‘direitos do consumidor’ e, hoje em dia, as causas favoritas são ‘proteção ambiental, saúde dos empregados, modificações climáticas, desenvolvimento comunitário, estímulo (não apenas obediência à lei) à regulamentação estatal e apoio às políticas públicas sobre a medicina, a cultura e a educação’ (Henry G. Manne, Milton Friedman Was Right: “Corporate social responsibility" is bunk). Assim também ocorreu com a socialização da medicina (Medicare) disfarçada de ‘seguros-saúde’, cada vez mais controlados pelo Estado. Prossegue Manne:“negócios de larga escala bem sucedidos e que resultam de companhias (totalmente ou parcialmente) públicas, misteriosamente modificam a natureza de inúmeros investimentos privados em bens de interesse público. E quando estas enormes empresas são ‘afetadas pelo interesse público’ elas passam a ser regulamentadas pelo Estado ou a agir como se fossem propriedade pública, na verdade, passam a ser parte do Estado”. Aumentam exponencialmente as demandas de regulamentação estatal e “qualquer grande empresa, não interessando seu grau de competitividade e seu sucesso em satisfazer as verdadeiras demandas dos consumidores, passam a ter responsabilidade social – termo que significa uma zombaria da idéia de responsabilidade individual – e fica obrigada a usar parte de seus recursos para finalidades ‘públicas”’. Como disse Milton Friedman: “todos os esforços em usar recursos empresariais para propósitos altruístas equivalem a socialismo”.


É este o caso dos simulacros das empresas Fanny Mae e Freddie Mac. A primeira, apelido de Federal National Mortgage Association (FNMA), fundada em 1938 durante a Depressão, foi considerada como uma ‘government sponsored enterprise’ (GSE) por Decreto do Congresso de 1968. A função das GSEs é incrementar o fluxo de crédito para determinados setores da economia e reduzir os custos dos créditos para setores seleciomados pelo Estado, principalmente agricultura, financiamento de casa própria e educação. Fanny Mae atua no ‘mercado secundário de hipotecas’ facilitando a liquidez do mercado primário e garantindo as mesmas para instituições que emprestam diretamente aos consumidores. Freddie Mac é o apelido de Federal Home Loan Mortgage Corporation (FHLMC) e também é uma GSE fundada em 1970 com o mesmo objetivo. Em 7 de setembro de 2008, o Diretor da Agência Nacional de Financiamento Habitacional (FHFA), James B. Lockhart III anunciou, com pleno apoio do Secretário Tesouro Henry Paulson e do Diretor do FED Ben Bernanke, que ambas tinham sido colocadas sob a proteção do Tesouro Nacional, no que foi considerado uma das mais abrangentes intervenções governamentais no mercado nas últimas décadas. Paulson declarou explicitamente que “esta era a única forma pela qual ele usaria o dinheiro dos contribuintes (taxpayers) para as GSEs”, contrariando a opinião dos que defendem a medida e insistem em negar que os contribuintes é que vão pagar a conta.


Note-se a imensa hipocrisia dos apelidos, fazendo crer que qualquer americano comum, Fanny ou Freddie, poderá ter sua casa própria (a GSE da Educação, hoje totalmente privatizada, chama-se Sallie Mae). Se atentarmos para as datas acima (1938, Roosevelt 1968, Johnson e 1970, Nixon), veremos que elas se referem a dois governos Democratas e um Republicano, porém num período de grande turbulência econômica e inflação que acabou no abandono do padrão ouro um ano depois. No governo Carter (Democrata) em 1977 foi criado um decreto federal que obrigava os bancos a fazerem empréstimos aos cidadãos sem capacidade de honrar suas dívidas. Como disse Nivaldo Cordeiro “a origem da crise está na irresponsabilidade estatal dos EUA de obrigar o sistema bancário a emprestar para compra da casa própria, em nome do ‘social’, a pessoas que não teriam meios de honrar os pagamentos” e deve ser debitada aos dois Partidos, porém, mais aos programas ‘sociais’ do Democrata (‘grande sociedade’, casa para todos, sociedade ‘solidária’, ‘nenhuma criança fora da escola’, etc.). “O governo, ainda uma vez, tentou driblar a lei da escassez, querendo dar casa para todos, ainda que ao preço de se construir uma crise financeira sistêmica”. Como entender em termos simples o que aconteceu? 


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Ler Adam Smith é muito difícil. É uma leitura muito chata e detalhista. Duvido que 90% dos economistas tenham lido, inclusive os que se denominam liberais. E estou sendo otimista! Confesso que tentei e não consegui. Mas o pouco que li diretamente e o muito de comentários abalizados me deixaram a impressão de que Smith falava simples assim como Friedman e Ronald Reagan, até um analfabeto em economia consegue entender muito bem. Nada a ver com os tratados de economia modernos que, igual aos livros de direito e de psicanálise, são feitos para ninguém entender mesmo. Não sei nem especulo sobre o que eles diriam, mas baseado na simplicidade que percebi neles, o que aconteceu nos Estados Unidos foi o seguinte, baseado numa situação hipotética.


Um vizinho que troca de carro importado de luxo todos os anos e tem inúmeros empregados é um notório caloteiro que quer viver acima de suas posses. De tantos calotes perdeu o crédito. É um sub-prime. Pede dinheiro a mim que tenho uma vida mais simples, porém sem dívidas e nunca passei calote em ninguém. Certamente não seria do meu feitio emprestar mas imaginemos que eu enganasse a mim mesmo dizendo que devo emprestar porque seus filhos estão passando fome – ‘justiça social’ - mas na verdade se eu antevisse a chance de ganhar muita grana emprestando a juros muito acima do mercado. O cara troca de carro, reforma a casa, os filhos continuam com fome e me passa o previsível calote. Que faço eu? Ora, é claro, cobro do condomínio o prejuízo! Chantageio os síndico ameaçando não pagar mais as taxas e criar uma ‘crise sistêmica’.


É claro que numa reunião de condomínio ninguém seria idiota de aceitar pagar sem ter responsabilidade nenhuma. Mas o que fazer num país com 300 milhões de habitantes? Perguntar a cada um se quer despender $2,300.00 de seu bolso para pagar a safadeza dos outros? Como não dá, os representantes (sic) do povo decidem tungar cada americano daquela quantia porque sabem que isto lhes confere mais poder do que o enorme que já têm. Enquanto Big Business quer cada vez mais dinheiro, o Big Government quer cada vez mais poder. E o fazem alegando o tal argumento ‘justiça social’ – casa para os mais pobres, etc. - sabendo que com isto já estão preparando novas ‘bolhas de prosperidade’ (meu vizinho com carros importados e dando mais calotes) e que a história se repetirá ainda diversas vezes, como previu Hans Baden. Uma das óbvias diferenças da situação condominial é que os emprestadores são financeiras dirigidas por executivos com salários de cinco ou seis dígitos e que se aproveitaram da ‘bolha de prosperidade’ para se locupletarem.


E por que as bolhas se repetirão? Porque, como diz Ubiratan Iorio, a ajuda ‘equivale a dar cachaça para alcoólatras ou açúcar para diabéticos’, quer dizer, só estimula os impulsos suicidas do ‘paciente’. Os caloteiros ficam cada vez mais caloteiros, o Big Business cada vez mais rico, o Big Government cada vez mais forte e a população cada vez mais descrente no que Alain Peyrefitte chamou desociedade de confiança (A Sociedade de Confiança – Ensaio sobre a Origem e a Natureza do Desenvolvimento, Topbooks, 1999). Deteriora-se a base mais sólida de um país livre e com economia liberal e forte, e a população passa a valorizar mais aquilo que aqui no Brasil conhecemos muito bem como malandragem, quer dizer, mau-caratismo explícito, pois nenhum dos especuladores vai para a cadeia pelo contrário, locupletam-se mais ainda.


Embora a crise não signifique a falência do capitalismo mas a interferência socialista indevida no mercado financeiro, fabrica-se, a partir dela, uma das ‘contradições do capitalismo’ como Marx previra. Não há esta contradição internado capitalismo o que há é uma contradição entre capitalismo e socialismo, cujos defensores que a provocam se aproveitam dela para brindar ao ‘fim do capitalismo’. E aí surge Barack Obama, cuja conexão com a re-estruturação do pensamento ocidental e objetivos finais serão estudados a seguir.

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".