Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro concede Medalha Tiradentes a Olavo de Carvalho. Aqui.
Mostrando postagens com marcador petrobrás. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador petrobrás. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 22 de julho de 2009

O Bolsa-Cachorro Da Petrobrás

Fonte: VILLAS-BOAS CORREA

Julho 21, 2009


Não poderia ter acontecido em pior hora, em cima da CPI da Petrobrás, a estranha denúncia do desvio de milhões da maior empresa do país, através de tortuosos caminhos, para um canil que agasalha no momento, 60 vira-latas.

O enredo além de inédito na crônica da rapinagem com o dinheiro público, é um primor de impostura. A Sibemol Promoções e Eventos é especializada em rodeios, marionetes, espetáculos de danças e atividades de sonorização. Com tais prendas, conseguiu comover a Petrobrás no seu desvelo pelos bichos para abiscoitar R$ 120 mil para realizar o projeto Quilombos Cariocas. Um pequeno engano no endereço botou tudo a perder: no endereço declarado à Receita Federal funciona o canil com o modesto total de 60 cães.

Daí em diante os fios se embaralham numa teia de suspeitas manobras para avançar no cofre da Petrobrás, onde também é guardado o dinheiro da Viúva. A próspera empresa tem como sócio Raphael de Almeida Brandão, também dono da R.A. Brandão e da Guanumbi Promoções e Eventos que não foram encontradas nos endereços declarados à Receita. Enganos de endereços são cometidos com freqüência por pessoas de memória fraca. Mas, segundo apurou a revista “Veja”, as empresas do Raphael Brandão e sócios que preferem preservar o anonimato, receberam, em 2008, da Petrobrás, R$ 8,2 milhões, o que é muito para alimentar os 60 cachorros do canil da Sibemol.

Sócios se confraternizam nas parcerias das empresas do criativo grupo. Raphael é sócio minoritário da Sibemol, que divide com o mano Luiz Felipe de Almeida Brandão. Apanágio da família, Raphael divide com a mamãe, Telma de Almeida Brandão, a Guanumbi. Todas têm endereço declarado em Jacarepaguá. E, mais uma surpresa: na casa está funcionando o canil, freguês da Petrobrás, que abriga também 200 gatos. O tratador dos animais é um abnegado, de tal modéstia que não quis revelar o nome. Não explora o negócio nem recebe nada dos donos do terreno. Os vizinhos informam que a casa pertence a uma senhora conhecida pelo sonoro nome de Telma, mãe de Raphael.

As discretas firmas Sibemol e Guanumbi, além de omitir os endereços, oferecem aos fregueses também anônimos uma variedade de serviços surpreendentes, como a ajuda ao desenvolvimento do Museu de Astronomia e Ciências Afins, no Rio; ao depósito naval em São Pedro da Aldeia, na Região dos Lagos, tudo com a modesta quanta de R$ 45.528, em 2008.

A Guanumbi recebeu R$ 395,4 mil para tocar projetos do governo, do Programa Nacional de Atividades Nucleares a planos de saúde. Além da Petrobrás, a Guanumbi tem acesso aos cofres dos ministérios da Defesa, da Cultura e da Ciência a Tecnologia. A Petrobrás informa que uma comissão interna está avaliando os contratos para “apurar eventuais irregularidades”. E que não houve contratos, mas pagamentos por serviços prestados – o que não esclarece coisa nenhum.

Eu nunca pensei que hospedar cachorros fosse tão bom negócio.

Cavaleiro do Templo: tem muito mais sobre o assunto aqui:

terça-feira, 21 de julho de 2009

A PETROBRAS E OS MANO: A “DESEXPLICAÇÃO” DA ESTATAL

Por e-mail (sic)

segunda-feira, 20 de julho de 2009 | 16:39

Leram a coluna de Diogo Mainardi desta semana? Eu a reproduzo abaixo, em azul. Quem já sabe do que se trata pode ir direito para o subtítulo “A desexplicação da Petrobras”.

O hip hop da Petrobras é de MV Bill. Ele canta: “Sou rapper bem! Sou aliado dos manos”. Eu pergunto: quais manos? Algumas semanas atrás, a CPI da Petrobras recebeu uma planilha contendo os contratos assinados pelo departamento de marketing da empresa. Os contratos cobriam só um ano: 2008.

E cobriam só uma área da empresa: a área de abastecimento, que até abril deste ano era chefiada pelo petista baiano Geovane de Morais, nomeado por outro petista baiano, o presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli.

Uma das empresas incluídas na planilha encaminhada à CPI despertou meu interesse: R.A. Brandão Produções Artísticas. Em 2008, ela ganhou mais de 4,5 milhões de reais da Petrobras, em 53 contratos. Ela fez de tudo: de cartilha sobre o meio ambiente (98 000 reais) até bufê em obras de terraplanagem (21 000); de dicionário de personalidades da história do Brasil (146 000) até “design ecológico em produtos sociais” (150 000).

MV Bill, o “aliado dos manos”, surgiu nesse momento. Em 2007, ele publicou Falcão: Mulheres e o Tráfico, editado pela Objetiva. O livro é assinado também por Celso Athayde, seu empresário e seu parceiro numa ONG: a Central Única das Favelas - Cufa. A particularidade do livro é a seguinte: seus direitos autorais, em vez de pertencerem a MV Bill e a Celso Athayde, pertencem à fornecedora da Petrobras, a R.A. Brandão Produções Artísticas.

Perguntei a Roberto Feith, da Objetiva, o que MV Bill tinha a ver com a empresa contratada pela Petrobras. Ele se negou a responder. Uma repórter de VEJA fez a mesma pergunta à assessoria de MV Bill, que atribuiu a Celso Athayde a responsabilidade integral pelo projeto do livro. Celso Athayde, por sua vez, ao ser indagado desligou o telefone. Como canta MV Bill, em Como Sobreviver na Favela:

“A terceira ordem é boca fechada, que não entra mosca e também não entra bala”.

A R.A. Brandão Produções Artísticas está registrada em nome de Raphael de Almeida Brandão. Ele tem 27 anos. O capital da empresa, segundo a Junta Comercial, é de 5 000 reais. Como uma empresa dessas, de fundo de quintal, conseguiu ganhar 4,5 milhões de reais da Petrobras é uma pergunta que tem de ser respondida pela CPI. Trata-se de uma empresa de fachada? Ela é controlada por MV Bill e Celso Athayde? Ela realmente recebeu pelos direitos autorais de Falcão: Mulheres e o Tráfico ou limitou-se a fornecer notas frias aos seus autores?

Nesse caso, ela forneceu notas frias aos “manos” da Petrobras?

Mas há um fato ainda mais escabroso. A R.A. Brandão Produções Artísticas está sediada na casa de Raphael de Almeida Brandão. No mesmo local está sediada também uma segunda empresa: a Guanumbi Promoções. De acordo com os documentos da CPI, a Guanumbi Promoções recebeu - epa! - 3,7 milhões de reais da Petrobras. Somando as duas empresas, portanto, foram mais de 8,2 milhões de reais, em 102 contratos. Na maioria das vezes, elas emitiram notas para os mesmos eventos, com as mesmas datas. Foi assim no caso de uma festa em Mossoró, no Rio Grande do Norte, de um evento de Fórmula Indy, em Indianápolis, e de um agenciamento do Hotel Blue Tree, para a Fórmula 1, em que uma empresa faturou 159 000 reais e a outra faturou 146 000 reais.

MV Bill sabe como sobreviver na favela. Ele sabe melhor ainda como sobreviver na Petrobras.

A desexplicação da Petrobras

Vocês sabem que existe o tal blog da Petrobras, não é? Ele se propõe a explicar tudo o que diz respeito à empresa e a divulgar tanto as questões enviadas pelos jornalistas quanto a íntegra das respostas dadas pela empresa. O jornal O Globo encaminhou questões relativas ao que vai na coluna de Diogo Mainardi. E o que respondeu a Petrobras? Leiam:

Em relação aos serviços citados, informamos que eles estão sob avaliação de comissão interna constituída para apurar eventuais irregularidades. A Petrobras já se pronunciou sobre o assunto, como se pode ver no Blog da Petrobras, no post Respostas da Petrobras ao jornal Folha de S.Paulo, de 14/6. O gerente responsável pelos pagamentos foi demitido por justa causa, por descumprimento de procedimentos internos de contratação da Companhia. Quanto às informações sobre os serviços realizados não é possível fornecê-las agora (domingo, 19/7). O seu correio chegou à Petrobras apenas às 16h50.

Comento

Já não é mais domingo. E as explicações ainda não chegaram. Eu estou enganado, ou, pela primeira vez, o blog admite que coisas estranhas realmente aconteceram? O gerente foi demitido por quê? Não há resposta para nenhuma das dúvidas levantadas por Diogo Mainardi em sua coluna.

A empresa existe? Prestou mesmo todos aqueles serviços?

Quanto a MV Bill… O rapper divulgou uma nota, que reproduzo e comento no post seguinte.

MV BILL DIVULGA NOTA, NADA EXPLICA E AINDA COMPLICA
segunda-feira, 20 de julho de 2009 | 17:35

(leia primeiro o post abaixo)

Então vamos aqui fazer uma síntese das estranhezas no que diz respeito, em particular, a MV Bill, o rapper.

1 - Ele escreveu um livro em parceria com Celso Athayde. Chama-se “Falcão: Mulheres e o Tráfico“;
2 - o livro foi publicado pela Editora Objetiva;
3 - quem publica livros sabe que ou o autor faz contrato com a editora em seu próprio nome, como faço, ou, então, em nome de uma empresa que lhe pertença;
4 - ok, MV Bil e Athayde não são obrigados a seguir o usual, o costumeiro, não é mesmo? Por alguma estranha razão, quem recebe os direitos autorais do livro é a tal R.A. Brandão Produções Artísticas. Agora leiam a nota que os dois divulgaram. Volto em seguida:

NOTA de ESCLARECIMENTO em relação a coluna publicada na VEJA

Com relação à citação do nosso nome pela revista Veja, na coluna “O hip hop da Petrobras” de Diogo Mainardi esclarecemos que a edição de nosso livro “Falcão: Mulheres e o Tráfico” não teve nem tem nenhum envolvimento da Petrobras, o verdadeiro alvo da publicação.

Seguindo normas do mercado, recorremos à uma produtora privada legalmente estabelecida ( a R.A. Brandão Produções Artísticas ) na qual não temos nenhuma participação societária ou financeira, para nos representar junto a uma editora privada legalmente estabelecida ( a Objetiva ), num processo que não envolveu dinheiro público.

Como se sabe, empresas especializadas representam os artistas nas atividades ligadas a direitos autorais, arrecadação e encargos.

Assim como não nos cabe acompanhar o relacionamento dos nossos fornecedores com terceiros, não faz o menor sentido estabelecer qualquer conexão entre essas partes.

Toda a documentação contratual, inclusive declaração de imposto de renda fruto desse contrato, está à disposição de eventuais interessados.

MV Bill e Celso Athayde

Comento

MV Bill publicou a nota em seu blog. Havia lá, quando li, sete comentários. Só um deles estava devidamente sustentado nos membros posteriores. Os demais, com aquela saúde mental bovina, diziam coisas como: “Parabéns pela nota… Esse Diogo não é nada… Está tudo esclarecido”.

Está? Eu continuo a não entender nada. Ninguém afirmou que a empresa não está “legalmente estabelecida”. Deve estar, não é?, ou a Objetiva não teria feito um contrato com ela — suponho que exista um. O ponto definitivamente não é esse.

O que realmente é interessante é saber que a empresa que representa MV Bill nesse contrato (é só nesse?), além de entender, então, de direito autoral, também é especialista em:

- fazer cartilha sobre meio ambiente;
- fazer bufê em obras de terraplenagem (esta certamente deve ser a atividade mais fascinante);
- fazer dicionário sobre personalidades históricas;
- fazer design ecológico em produtos sociais…

Vá ser eclética assim lá na Petrobras!!! Por esses servicinhos prestados à estatal, a R.A. Brandão levou R$ 4,5 milhões. Alguém especializado em “design ecológico” (!?) em “produtos sociais” (!?) que fornece lanchinho de mortadela em obra de terraplenagem (deve ser esse o significado da palavra “bufê” naquele contexto) merece levar uma grana pela criatividade, não é mesmo?

Com efeito, nada há de estranho nisso tudo, vocês não acham? Raphael de Almeida Brandão (o “R. A. Brandão”) é um rapaz de 27 anos, e a sua empresa fica na sua casa. No mesmo endereço, está sediada também a Guanumbi Promoções. E para quem a Guanumbi presta serviços, leitor amigo? Bidu! Para a Petrobras. Já levou R$ 3,7 milhões.

Diogo Mainardi, pelo visto, descobriu um gênio empresarial. Não é todo dia que uma empresa com capital social de R$ 5 mil consegue contratos com a maior estatal do Brasil que somam mais de R$ 8 milhões. Também não é todo dia que uma organização que serve tubaína em obra de terraplenagem representa uma das estrelas do chamado “business de contestação”.

Mas o que me chamou mesmo a atenção na nota de MV Bill foi este trecho, vazado naquela linguagem típica do mundo dos nem sempre bons negócios:

“Não nos cabe acompanhar o relacionamento dos nossos fornecedores com terceiros (…)”

FORNECEDORES? Como assim? O que a R. A. Brandão fornece a MV Bill? Segundo a sua própria versão, tinha entendido que a empresa era uma espécie de sua representante. Ademais, que papo mais torto este!

Não, senhor MV Bill! Quem, como o senhor, tem coisas tão relevantes a dizer sobre a política, sobre o Brasil, sobre os miseráveis, sobre a violência, sobre a ética… Quem, como o senhor, se coloca como um crítico severo das desigualdades, acenando, então, com uma nova ética… Bem, quem é assim, sr. MV Bill, tem a OBRIGAÇÃO de escolher bons “fornecedores” (para usar a sua linguagem) ou bons prestadores de serviço. Ou será que a sociedade idealizada por MV Bill nada fica a dever à de Lula e de Sarney? Aquela em que os principais beneficiários de benesses nunca sabem de nada?

Os fãs de MV Bill podem decretar: “Está tudo explicado”. E, no entanto, ele próprio sabe que não explicou coisa nenhuma.

Tivesse eu repórteres à disposição, eu os colaria no tal Raphael. Estou curioso para conhecer os múltiplos talentos desse moço, saber o tamanho de sua equipe, com quem ele trabalha, como conseguiu ter tantos e tão bons contratos mesmo sendo um novato na área — ou melhor: nas áreas. E também gostaria de saber quem, além de MV Bill e Athayde, compõe o seu elenco de artistas e/ou pensadores.

Raphael Brandão! Eis o nome do geniozinho que presta serviços à Petrobras e é “fornecedor” de MV Bill.


MAIS PERIPÉCIAS DO AMIGO DO MENSAGEIRO DA VERDADE
terça-feira, 21 de julho de 2009 | 5:29

No Brasil, vocês sabem, existe “observatório” para tudo. O que há de ONGs e Oscips (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público) criadas para observar isso e aquilo é uma enormidade. Uma dessas Oscips é um negócio chamado Observatório de Favelas. No dia 10 de agosto de 2007, na página da entidade, encontrava-se a seguinte nota:

Aviso de adjudicação e homologação de licitação Pregão do Convênio MTur/OF-RJ/Nº 167/2007
A Diretora Presidente do Observatório de Favelas do Rio de Janeiro - OF/RJ, através da Comissão de Licitação instituída em 20 de julho de 2007, torna pública a HOMOLOGAÇÃO efetivada no dia 10 de agosto de 2007 da Licitação executada na modalidade Pregão nº. 001/2007, declaradas como vencedoras as empresas: Avatar 2001 Produções Artísticas Ltda., CNPJ nº. 04.272.311/0001-60; R A Brandão Produções Artísticas, CNPJ nº. 05.772.756/0001-72; R A Silva Cabral Produções Artísticas, CNPJ nº. 04.983.650/0001-11; M. de A. Caldas Promoções e Eventos Ltda., CNPJ nº. 04.480.742/0001-12; e Guanumbi Promoções e Eventos Ltda., CNPJ nº. 06.536.800/0001-08.

Rio de Janeiro, 10 de agosto de 2007.
Elionalva Sousa Silva

Presidente do Observatório de Favelas/RJ

“Adjudicação”, leitor, é um termo corrente nas favelas do Brasil, mas há o risco de você não saber o que significa. Numa linguagem compreensível para as massas, quer dizer que estão sendo anunciadas as empresas que venceram uma licitação. Por que publico isso? Porque, como vocês
podem ver, a R. A. Brandão e a Guanumbi, empresas do polivalente Raphael de Almeida Brandão (aquele que detém os direitos do livro de MV Bill), estão na parada. Ganharam contrato também ali. É Petrobras, é favela, é tudo! Esse rapaz não brinca em serviço.

É bonita essa coisa fraterna. Brandão detém os direitos do livro de MV Bill, que é um dos chefões da CUFA, a Central Única das Favelas - devidamente financiada, lembre-se, pela Fundação Ford, que também dá grana para aquela entidade que conseguiu expulsar os brancos de Raposa Serra do Sol (ê Brasil véio sem porteira!!!). Mas Brandão também vence licitação do Observatório de Favelas. Ele ganha tanto com “observados” quanto com “observadores”.

Quando não está fazendo sei lá o quê para MV Bill ou para o Observatório, Raphael pode estar:

- fazendo cartilha sobre meio ambiente;
- fazendo bufê em obras de terraplenagem (esta certamente deve ser a atividade mais fascinante);
- fazendo dicionário sobre personalidades históricas;
- fazendo design ecológico em produtos sociais…
- disseminado informações estatísticas e geocientíficas”;
- delimitando áreas marinhas ecologicamente sensíveis;
- cuidando da saúde suplementar.

Só na Petrobras, suas empresas já faturaram mais de R$ 8 milhões com tanto ecletismo.

Até ontem, a imprensa não tinha conseguido saber onde estavam localizados esses dois portentos - a R.A. Brandão e a Guanumbi (que está registrada como empresa de “produção teatral”). No endereço fornecido, não havia nem sombra de ambas. Deve haver alguma explicação. Sempre há.
O primeiro grande serviço prestado por Diogo Mainardi, com a sua coluna, foi ter revelado ao Brasil um novo gênio: o jovem Raphael de Almeida Brandão! Aos 27 anos, nunca ninguém acumulou tanta experiência quanto esse rapaz. É de deixar Lulinha morrendo de inveja.

Ainda bem que MV Bill afirmou em sua nota que não lhe cabe “acompanhar o relacionamento dos seus (”nossos”) fornecedores com terceiros”. É, coisa de quem tem alma de artista. Imaginem Raphael explicando para ele como se faz bufê de terraplenagem ou “design ecológico de produtos sociais”. A propósito: o que será um “produto social”?

Havendo um, suponho que também exista o seu contrário: o “produto antissocial”…

O “MV” de seu nome, fico sabendo, quer dizer “Mensageiro da Verdade”.

Sempre percebi que as ambições desse rapaz não eram nada modestas. Cristo foi um mensageiro da verdade. Quase sete séculos depois, surgiu Maomé. Passados outros 14, chegou MV Bill.


EMPRESA QUE PRESTOU SERVIÇOS À PETROBRAS E QUE DETÉM DIREITOS DA OBRA DE MV BILL GANHA DO SEU CREYSSON
terça-feira, 21 de julho de 2009 | 5:31

O rapper MV Bill afirmou que não quer saber o que fazem os seus “fornecedores”. Entendo. Ainda bem, né? Ou talvez não desse à R. A. Brandão os direitos autorais de um livro seu. Nunca antes um só homem foi especialista em tanta coisa, como mostraram Diogo Mainardi na VEJA desta semana e o Globo de ontem. Antes que volte a este ponto, uma informação.

Em 2007, um Raphael de Almeida Brandão foi aprovado num concurso da Petrobras para “Administrador Júnior”. Se é o mesmo e se tomou posse, bem, isso eu não sei. Mas é um nome que dá sorte na estatal (veja PDF clicando aqui [http://www.balcaodeconcursos .com.br/download/anexos/BALCAODECONCURSOS .COM.BR_02594_84.pdf] - o nome está na página 131, terceira coluna, da 36ª linha.)

Voltando. Acredito que Raphael cuide muito bem dos direitos autorais de MV Bill. Nunca antes nestepaiz se viu alguém tão eclético. Como nós já vimos, suas empresas podem:

- fazer cartilha sobre meio ambiente;
- fazer bufê em obras de terraplenagem (esta certamente deve ser a atividade mais fascinante);
- fazer dicionário sobre personalidades históricas;
- fazer design ecológico em produtos sociais…

Só isso? Que nada! No Globo de ontem, ficamos sabendo de outras habilidades de Raphael. Ah, sim: as empresas também têm um probleminha de erndereço e não ficam onde declaram estar. Leiam:

Além de ter recebido R$ 3,7 milhões da Petrobras em 49 contratos no ano passado, a Guanumbi Promoções e Eventos também foi beneficiada com R$ 395,4 mil por realizar serviços em ações federais que vão da delimitação de áreas marinhas à gestão do Programa Nacional de Atividades Nucleares, passando por regulação de planos de saúde. É o que mostra a reportagem de Alessandra Duarte publicada na edição desta segunda-feira no GLOBO. O valor é a soma dos gastos diretos da Presidência da República e de oito ministérios com a empresa, entre 2004 e 2009, segundo levantamento feito pelo GLOBO no Portal da Transparência do governo federal.

No cadastro da Receita Federal, a Guanumbi tem sede no mesmo local que a R. A. Brandão Produções Artísticas, que no mesmo período recebeu R$ 48 mil de dois ministérios, e que teria recebido R$ 4,5 milhões da Petrobras em 2008: um endereço na Estrada do Guanumbi, em Jacarepaguá, Zona Oeste do Rio. É uma casa de classe média alta, onde um morador disse que não conhece a R. A. ou Raphael de Almeida Brandão (que seria dono da R. A.), e que a Guanumbi teria se mudado de lá em 2004.

Registrada na Receita como empresa de produção teatral, a Guanumbi tem um leque diversificado. Em 2006, quando recebeu R$ 71.877,24, foram R$ 7.292 na ação “Disseminação de informações estatísticas e geocientíficas” da Fundação IBGE; R$ 7,9 mil na “Delimitação das áreas marinhas ecologicamente sensíveis”, do Comando da Marinha; e R$ 29 mil no “Funcionamento de cursos de graduação” da UFRJ. Em 2007, quando ela ganhou R$ 83.887, foram R$ 1,5 mil das Indústrias Nucleares do Brasil, e R$ 15.963 da Agência Nacional de Saúde Suplementar.

Voltei

Alô, Claudio Manoel, do Casseta & Planeta! Seu Creysson, das poderosas Organizações Capivara, foi miseravelmente derrotado. Raphael é mais eclético.

MV Bill poderia cantar tudo isso num rap, não é mesmo? O título seria: “Eu agarantium”.


ALÔ, MENSAGEIRO DA VERDADE! HÁ UM CANIL ONDE DEVERIA HAVER UMA EMPRESA
terça-feira, 21 de julho de 2009 | 5:35

Vejam vocês como são as coisas… Agora eu começo a ficar preocupado com MV Bill. Ainda mais que descobri que esse “MV” quer dizer “Mensageiro da Verdade” (ler abaixo). Por que digo isso? Porque quem recebe os direitos autorais de um livro do Mensageiro é a R. A. Brandão, como revelou Diogo Mainardi em sua coluna na VEJA. Vocês já sabem, a essa altura, o que é e o que faz essa empresa, não é? Abaixo, há posts esclarecedores. Agora vejam o que noticia Maiá Menezes no Globo desta terça. Mais uma vez, o gênio empresarial do tal Raphael Brandão aparece em todo o seu esplendor. Comento em seguida:

Especializada em rodeios, marionetes, espetáculos de dança e atividades de sonorização, a Sibemol Promoções e Eventos recebeu da Petrobras, de novembro do ano passado a fevereiro deste ano, R$ 120 mil para realizar o projeto Quilombos Cariocas. No endereço declarado à Receita, no entanto, funciona um canil com 60 cachorros.

A empresa tem como sócio Raphael de Almeida Brandão, também proprietário da R.A. Brandão e da Guanumbi Promoções e Eventos - ambas inexistentes nos endereços declarados à Receit a e que receberam R$ 8,2 milhões da Petrobras em 2008, segundo a revista “Veja”.

Raphael é sócio minoritário da Sibemol, que divide com o irmão, Luiz Felipe de Almeida Brandão. Na Guanumbi, Rafael é sócio da mãe, Telma de Almeida Brandão. Assim como a R.A. Brandão e a Guanumbi, a Sibemol tem endereço declarado em Jacarepaguá. Na casa, numa ladeira de um bairro de classe média baixa, funciona há pelo menos dois anos um canil, que abriga ainda 200 gatos, segundo o cuidador dos animais, que não quis se identificar.

Ele cuida dos bichos, sem explorar comercialmente o negócio, e nada recebe dos donos do terreno. Segundo os vizinhos, a casa pertence a uma “senhora chamada Telma”. O GLOBO tentou nesta segunda, sem sucesso, contato com Raphael e Telma Brandão.

Comento

Não sei, não… Mas esse Raphael está fazendo um esforço danado para se parecer com um baita laranja. Ou esse rapaz aparece logo para dizer que diabos, afinal de contas, ele faz e que tipo de serviço suas empresas prestam, ou logo vão começar a desconfiar que ele empresta seu nome a operações de fachada.

A “produtora privada legalmente estabelecida” de que fala MV Bill, o Mensageiro da Verdade, até agora não conseguiu comprovar seu endereço — nenhuma das três empresas de Raphael fica no endereço informado à Receita.

Também esse terceiro empreendimento do rapaz é de um ecletismo espantoso.

Além do projeto “Quilombos Cariocas” e de ser especializada em “marionetes, rodeios, e espetáculos de dança”, a Sibemol ajudou a desenvolver um “Museu de Astronomia e Ciências Afins” e deu “apoio administrativo a um depósito naval”.

Como vocês vêem, não há limites para a imaginação humana.

Haja mensageiros da verdade!

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Situação Surreal: Presidente da Petrobras volta a descartar queda no preço da gasolina

Petrobrás - Empresa Suja - Histórico de Denúncias
Quarta-feira, 8 de Abril de 2009

Gasolina no Brasil a preço de pais de primeiro mundo (onde não se produz uma gota de petróleo)

Clique na Imagem

Apesar da estabilidade dos preços do petróleo no mercado internacional, o presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli insiste em desafiar o bom senso coletivo.
A situação absurda começa a ganhar manchetes na imprensa mundial. Analistas estrangeiros não conseguem compreender a lógica perversa da política de preços do governo brasileiro, que beneficia apenas os cofres da estatal e o bolso dos acionistas. Apesar da produção de petróleo ter registrado constantes altas no país e a realidade dos mais preços baixos e estáveis do petróleo nos mercados internacionais, os preços da gasolina no Brasil são mantidos como os mais elevados do mundo, avaliam os anoalistas. Uma situação como esta não seria sustentável em nenhum lugar do planeta. Haveriam fortes protestos e manifestações gigantescas contra o abuso nos preços. No caso do Brasil, não é possível avaliar se a população local é mesmo dócil ou indiferente em relação à exploração sofrida, graças à conivência dos meios de comunicação. A única coisa que se pode afirmar categoricamente diz respeito à ganância e má fé daqueles que impõem tamanha injustiça os verdadeiros donos da riqueza.

Por isto, foi lançada a campanha NÃO COMPRE DA PETROBRÁS. Clique aqui e veja do que se trata.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Como diria Creonte

ESTADÃO - OPINIÃO
Quinta-Feira, 04 de Dezembro de 2008

Eugênio Bucci

Ontem, em audiência pública na Câmara dos Deputados, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, admoestou os que criticaram o empréstimo de R$ 2 bilhões que a Caixa Econômica Federal concedeu à Petrobrás. O dinheiro, conforme disse a ministra, serviu para o pagamento de Imposto de Renda, numa operação "normal". Quanto a isso, ela até pode ter razão. Embora não seja corriqueiro, o expediente não constitui propriamente um escândalo. Ao menos à primeira vista. Como demonstrou o jornalista Elio Gaspari, em sua coluna dominical, publicada no Globo e na Folha de S.Paulo, o montante não é nenhuma fortuna diante do porte da Petrobrás: "Se uma empresa que tem R$ 11 bilhões em caixa e gira em torno de R$ 4 bilhões por mês decide fazer um papagaio de R$ 2 bilhões, nada há de estranho nisso. Grosseiramente, é como se um cidadão que tem R$ 5.000 aplicados e ganha R$ 2.000 mensais resolve pedir ao banco um empréstimo de R$ 1.000." Diante de uma necessidade de caixa, a estatal buscou recursos no mercado a juros que lhe pareceram razoáveis. Até aí, portanto, tudo bem.

O que chamou a atenção na fala da ministra, no entanto, não é o apelo que ela fez à serenidade e à sensatez - o que, de resto, seria o seu melhor papel -, mas o tom de advertência com que ela se dirigiu aos críticos - e, aí, em lugar de rebater os argumentos de modo didático e tranqüilizador, passou a desqualificar os que divergem. Dilma Rousseff passou um pito em quem vê problemas onde ela só vê solução e afirmou que a controvérsia em torno do episódio é "um caso estarrecedor".

"Não é correto expor a Petrobrás a uma situação dessas", ela argumentou, destacando o clima de tensão que domina o mercado financeiro no momento. "Não é possível levantar uma coisa dessas de que a Petrobrás está quebrando." Por isso, segundo a chefe da Casa Civil, criticar a estatal "é dar um tiro no próprio pé".

A expressão "tiro no pé" é bem reveladora. No pé de quem? Elementar: no pé do Brasil. De acordo com a lógica ministerial, no tempo de crise financeira em que nos encontramos, a discordância se converte numa artilharia contra nós mesmos. A conduta ideal, enfim, seria não falar nada, não criticar nada, não "levantar a lebre" - para usar aqui outra expressão da mesma família. Se a operação financeira foi "normal", ainda que surpreendente, o "normal" diante dela seria apenas o silêncio.

Curiosa essa visão de normalidade e de democracia. Curiosa e sintomática. Ela reflete, mesmo que inadvertidamente, uma convivência conflituosa com a vigilância e a discordância. E são elas, justamente, a vigilância e a discordância, que dão o tônus do ambiente democrático. O embate das idéias - umas fundamentadas, outras nem tanto - dá o melhor alicerce a uma sociedade fundada na liberdade de expressão.

Infelizmente, reações exacerbadas a críticas não têm sido uma raridade na política nacional. Vez por outra, ministros e outras autoridades demonstram uma indignação artificial, um tanto acima da clave, quando confrontadas por vozes insatisfeitas ou ácidas. É uma pena. 

O papel da autoridade democrática não é repreender quem diverge, mas estimular e fortalecer o debate com argumentos sólidos e esclarecedores, enunciados com calma. A supressão do debate não é a saída. 

Aliás, a saída reside justo no oposto: na qualificação do debate, o que se consegue com posturas abertas ao diálogo, marcadas pela constância e pelo acolhimento. Na democracia, a legitimidade do poder não depende de aplausos e de obediência, mas da boa vontade com que as críticas - mesmo as improcedentes - são recebidas, discutidas e superadas. Se o regime democrático é saudável e maduro, os que proferem julgamentos apressados e tecnicamente despreparados se desautorizam por si mesmos, no curso do debate. Assim é que a vida institucional se aperfeiçoa e evolui.

Incrível como até hoje muitas das nossas autoridades não aprenderam a lição. Registre-se que é uma lição que vem de muito tempo. Numa palavra, é uma lição antiga. Há 2.500 anos, os diálogos escritos por Sófocles em sua tragédia Antígona já tratavam disso com maestria. Na peça, o tirano Creonte, rei de Tebas, cobra de seus governados a obediência cega e o apoio incondicional a todas as suas determinações. Tudo em nome de não expor fissuras de seu reino aos inimigos que o espreitam. É aí que Antígona, rebelada contra o rei, sentencia: "A eterna ameaça: a desunião enfraquecerá a pátria e ela cairá nas mãos de forças estrangeiras. Assim o governante obriga o cidadão a curvar a cabeça a qualquer prepotência."

Os brasileiros, estejam eles certos ou errados, não precisam mais curvar a cabeça a nada nem a ninguém. Não vivemos mais sob o manto do autoritarismo, que, este, sim, só se estrutura sobre a anuência humilhada dos cidadãos. 

As discordâncias postas em público, que no autoritarismo representam um problema mortal, são para a democracia a seiva vital. 

O critério que separa os bons argumentos das acusações levianas não vem do que pontificam as autoridades sapientes, mas do padrão de diálogo que um povo é capaz de cultivar e fazer prosperar. Quanto melhor o funcionamento das instituições, quanto mais transparente é a gestão pública, maior será o esclarecimento sobre a qualidade e a pertinência de cada um dos lados.

Se não há nada de errado com o empréstimo da Caixa Econômica Federal à Petrobrás, há muito menos de errado no fato de que alguns o questionem. Ao contrário, quanto mais questionamento, melhor. Melhor para a Petrobrás, para a Caixa, para o Brasil e para os pés de todos nós.

Eugênio Bucci, jornalista, professor da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo, pesquisador do Instituto de Estudos Avançados da mesma universidade, foi presidente da Radiobrás no primeiro governo Lula

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

PEPINOBRÁS/PETROBRÁS – Lula tentou esconder a crise por causa das eleições

MOVIMENTO ORDEM VIGÍLIA CONTRA A CORRUPÇÃO

 PEPINOBRÁS

Alguma coisa está fora da ordem quando a maior empresa do país, a Petrobras, pega um empréstimo camarada na Caixa Econômica Federal porque ficou sem capital de giro. Em maio, às vésperas do terremoto financeiro, a Petrobras havia sido alçada à posição de terceira empresa mais valiosa das Américas, à frente da Microsoft. Foi avaliada em US$ 287,2 bilhões. A crise na Petrobras está grave. Para se ter uma idéia do tamanho do abacaxi, os celulares dos executivos foram cortados e as festas de final de ano foram todas canceladas.

Para uma empresa que é gerida como se fosse o quintal do governo (embora a oficialmente seja pública e de capital aberto), isso é muito sintomático - Por Luiz A. Rayff– do 
Nonsense




PETROBRAS FICOU COM 25% DO AUMENTO DO CRÉDITO ÀS EMPRESAS EM OUTUBRO
'No governo Lula, os poderosos levam tudo. Os empréstimos da Caixa Econômica e do Banco do Brasil à Petrobras impedem o acesso das pequenas e médias empresas aos créditos oficiais. “É o gigante estatal dominando o espaço, como querem Lula e o PT”, criticou o 
vice-presidente nacional do Democratas, deputado José Carlos Aleluia.

Para o líder, o governo Lula tentou esconder a crise para não registrar uma derrota ainda maior nas eleições de outubro. Apelo inútil, segundo Aleluia. Lula e seus aliados sofreram uma derrota fragorosa nas principais cidades brasileiras. Quando a crise "explodiu" no Brasil, o presidente da República procurou esconder a incompetência na gestão da Petrobras, socorrendo-a com dinheiro público.

"Esse é governo Lula. Inconsequente e desastrado. O acesso da Petrobras à Caixa e ao BB explicam as dificuldades de empresas privadas conseguirem empréstimos. A gigante estatal levou, de cara, um quarto do que Lula havia anunciado como socorro às empresas pequenas e de médio porte", observou Aleluia. Leia matéria no Estado de São Paulo -
Petrobrás ficou com 25% do aumento do crédito em outubro




CAIXA NÃO CONSULTOU AUDITORES ANTES DE CONCEDER EMPRÉSTIMO
Contrariando a praxe, a direção da Caixa não consultou seus auditores 
para liberar os R$ 2 bilhões para a Petrobras em fins de outubro. Devido ao tamanho e ao ineditismo do empréstimo, eles reclamaram que deveriam ter sido avisados para verificar os termos e condições do negócio. O empréstimo acabou colocando em xeque as duas empresas, principalmente pelo fato de fugir aos padrões da Caixa.

- Este é o maior empréstimo individual dado pela Caixa até hoje. Foi uma operação singular, inclusive pela forma de divulgação - disse Antonio Augusto de Miranda e Souza, presidente da associação de auditores da instituição.

O valor do crédito dado à Petrobras é maior do que os R$ 1,66 bilhão liberados pela Caixa para saneamento e infra-estrutura em todo o terceiro trimestre e praticamente um terço do total destinado à habitação entre julho e setembro deste ano. O senador Aloizio Mercadante (PT-SP) rebateu as críticas do PSDB à operação e lembrou que a Petrobras representa 12% das receitas da União.

O anúncio do acordo despertou curiosidade entre os 370 auditores da instituição. Eles só ficaram sabendo por meio de uma notícia, em tom entusiasmado, divulgada em 31 de outubro na intranet (página interna) da Caixa. O texto, com a foto de apertos de mãos no ato da assinatura do contrato, cita o vice-presidente de Atendimento da Caixa, Carlos Borges, para quem a transação concretiza uma parceria iniciada em 1999 com a Petrobras e indica que a instituição quer fazer dele uma alavanca para novos negócios.

Para os auditores, em uma avaliação preliminar, não há indícios de problemas técnicos ou legais no acordo. 
O Globo

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Dilma Roussef é acusada de avalizar sociedade espúria entre Petrobras e multinacional White Martins

Do blog ALERTA TOTAL
Por Olyntho Contente, quarta-feira, 21 de maio de 2008

A ministra Dilma Roussef foi a principal avalista da espúria sociedade entre a Petrobras e a multinacional White Martins que criou a Gemini, união que é um dos maiores crimes de lesa-pátria da história brasileira”. A acusação foi feita pelo engenheiro e ex-integrante do extinto Conselho Nacional do Petróleo, João Vinhosa. Ele se refere à empresa constituída para liquefazer e transportar gás natural no país, na qual a Petrobras é sócia minoritária, com 40% de participação, e a White, majoritária, com 60% das cotas.

“À época, Dilma era a ministra das Minas e Energia e presidente do Conselho Administrativo da Petrobras (cargo que ocupa ainda hoje). Portanto, o contrato que criou a Gemini, altamente lesivo aos interesses nacionais, foi assinado com o seu aval”, afirmou. No seu entender, o negócio foi arquitetado para beneficiar a multinacional, a começar pelo modelo societário em que a Petrobras, apesar de produtora da matéria-prima, optou por ser a sócia minoritária. Com isto, além de entregar à White, através da Gemini, o monopólio da produção e comercialização do gás natural liquefeito (GNL) no Brasil, assegurou que a empresa não tenha que prestar conta de seus atos aos órgãos federais como o Tribunal de Contas da União (TCU), já que é uma firma privada.

Enriquecendo com os campos gigantes

Por este motivo, a Gemini também não é obrigada a realizar licitações. “Foi fazendo uso deste direito que ela contratou sua própria sócia majoritária, a White Martins, para realizar todos os serviços necessários ao desenvolvimento de suas atividades (liquefação, logística, transporte e comercialização). Dá para imaginar o risco que corre o dinheiro público com o transporte do GNL feito pela White a preços sigilosos?”, questionou Vinhosa.

Mas, segundo denunciou, é outro aspecto o mais grave de todos os muitos gerados por esta injustificável sociedade, podendo trazer prejuízos para todo o país. O engenheiro lembrou que com a criação da Gemini, o governo Lula transformou a White (propriedade da norte-americana Praxair Inc.), na maior beneficiária da descoberta de novos e gigantescos campos, como o de Tupi, e outras mega-reservas de gás natural a serem encontradas.

“O único meio de exportar este gás para grandes consumidores, como Estados Unidos, União Européira, China e Japão é no estado líquido por navio. Caso queira, ela mesma, liquefazer o produto, a Petrobras terá que usar os serviços da Gemini, leia-se, White Martins, passando para a multinacional, bilhões de dólares, que poderiam ir para o caixa da própria Petrobras. Isto tudo porque desnecessariamente, se associou à White, para a produção e comercialização de GNL, quando poderia produzir sua tecnologia no ramo”, afirma Vinhosa.

Folha corrida

Segundo o engenheiro, o prejuízo com este “pedágio” poderá ser semelhante ao que teria havido se, quando resolveu entrar na atividade de refino de petróleo, a Petrobras tivesse aberto mão de se capacitar para isto e se associado a alguma empresa que detivesse este know how. “Com toda a certeza, pagaríamos rios de dinheiro ao sócio estrangeiro. E vamos fazer exatamente isto com a White Martins. A grande questão é: que interesses levaram o governo Lula a fazer isto?”, indagou. Ele lembra que tudo isto foi feito, com uma empresa investigada pelo próprio governo por formação de cartel e que praticou superfaturamento contra os hospitais federais do Rio de Janeiro, inclusive o Hospital Central do Exército (HCE).

Olyntho Contente é Jornalista e redator do Sindsprev/RJ

domingo, 17 de fevereiro de 2008

A quem interessa o roubo (???) da Petrobrás?

Do blog MOVIMENTO ORDEM E VIGÍLIA CONTRA A CORRUPÇÃO
Por Gaúcho/Gabriela em sábado, 16 de Fevereiro de 2008

Procure pela internet. O material contra a Halliburton é farto nos sites de esquerda do mundo inteiro, inclusive no Portal Vermelho do PC do B. O discurso é repetido ad nauseum:

“O coração de Bush pulsa dentro do gabinete da Halliburton (a empresa que mata criancinhas do Iraque). Essa imagem está colocada pelos esquerdopatas do mundo inteiro que afirmam, ainda, que o coração de Bush também pulsa dentro Exxon – aquela empresa que está fazendo ajoelhar a estatal PVDSA da Venezuela. A Halliburton (envolvida do roubo da Petrobrás), também presta serviços à estatal petrolífera da Venezuela.

Tanto a Halliburton quanto a Exxon, segundo os “perseguidos vermelhos”, fazem parte do cartel de Bush - a corriola da Casa Branca – que vive conspirando contra o Chávez e toda América Latina. Aliás, a doença paranóica desses esquerdopatas que se sentem os eternos alvos da perseguição imperialista. Ora, "teje" dó!

Mas, vamos ao que interessa: O ROUBO (???) DA PETROBRÁS. Eis, alguns fatos interessantes:

GRAVE CRISE FINANCEIRA DA PVDSA DA VENEZUELA
Revista THE ECONOMIST

Segundo uma publicação da conceituada revista The Economist, a PDVSA atravessa uma complicadíssima situação financeira, agravada pela disputa com a americana Exxon. A situação da estatal venezuelana piorou MUITO nas últimas semanas, em razão do conflito com a norte-mericana, que sofreu duas demandas pela nacionalização de hidrocarbonetos impostas pelo caudilho caribenho. A Justiça ordenou o congelamento dos ativos de PDVSA por U$ 12 milhões a pedido da Exxon Mobil. Um ex-diretor da OPEP, Elie Habalian, afirmou que PDVSA "se desmanchará em pedaços no momento em que o preço do petróleo baixar ao nível real; e, a menos que o curso desta situação se altere, o mesmo deverá ocorrer com o governo de Chávez". Leia o material completo aqui, no INFOBAE.COM

PETRÓLEO DA PDVSA ESTÁ SEM COMPRADOR
Da Redação do Estado de São Paulo

A estatal venezuelana PDVSA está com dificuldades de encontrar compradores para o petróleo que deixou de fornecer à ExxonMobil, segundo participantes do mercado. A estatal venezuelana PDVSA está com dificuldades de encontrar compradores para o petróleo que deixou de fornecer à ExxonMobil, segundo participantes do mercado. Após suspender o fornecimento para a Exxon, em meio a uma disputa judicial, a PDVSA reteve quatro carregamentos de petróleo destinados à companhia na Costa do Golfo, nos EUA, segundo um operador que pediu anonimato. A estatal também está tentando conseguir um navio-tanque para armazenar o petróleo excedente. "Esse não é um petróleo desejável", disse o corretor. "Não há um grande mercado para esse produto (pesado e ácido)."

A QUEM INTERESSA O ROUBO?
Revista ISTOÉ – Por Francisco Alves Filho

A especulação é do geólogo Giuseppe Bacoccoli, professor da Coordenação de Programas de Pós-Graduação em Engenharia (COPPE), da UFRJ. Muitas empresas internacionais, segundo ele, vendem relatórios feitos a partir de informações “obtidas de formas não usuais, lícitas ou não”. O material furtado poderia render uns R$ 20 milhões se transformado em relatórios a serem vendidos a empresas do setor concorrentes da Petrobras. A especulação é do geólogo Giuseppe Bacoccoli, professor da Coordenação de Programas de Pós-Graduação em Engenharia (COPPE), da UFRJ. Muitas empresas internacionais, segundo ele, vendem relatórios feitos a partir de informações “obtidas de formas não usuais, lícitas ou não”. A própria Petrobras, diz o especialista, compra relatórios semelhantes para alimentar seu banco de dados nas unidades internacionais.

QUAL É O TRABALHO DA HALLBURTON NO BRASIL?

A Halliburton faz para a Petrobras um trabalho de perfilagem dos poços, ou seja, à medida que os poços vão sendo perfurados, a empresa pega amostras de rochas e traça um perfil do poço, "como se fosse um corte que vai mostrando o tipo de rocha que existe em cada camada". O trabalho leva cerca de dois meses. Depois de pronto, é entregue para os técnicos da Petrobras, que analisam e especificam a melhor estratégia para a produção.

OS ROUBOS SÃO FREQUENTES. GENERAL JORGE FELIX, EM ENTREVISTA AO GLOBO, NO FIM DE 2007

O ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, general Jorge Félix, revelou que Embraer e Petrobras, entre outras, têm sido alvo freqüente de espionagem não só por parte de outras empresas, mas até de governos estrangeiros. Segundo o general, este é um dos motivos que o levaram a propor a ampliação dos poderes de investigação da Abin. Obs:. Atente para a data da declaração do general.

POR QUE SÓ AGORA, O ROUBO VIROU UMA QUESTÃO DE ESTADO?

O Planalto encara como questão de Estado o caso do furto de computadores da Petrobras com informações sigilosas e estratégicas da companhia. Por isso, transferiu a investigação para a cúpula da Polícia Federal. Uma das hipóteses é que não se trate só de espionagem industrial, mas de obra de quadrilha internacional especializada em vender dados sigilosos especializada em obter informações sigilosas para vendê-las a governos ou empresas.

PAREM AS LICITAÇÕES!

O governo federal manterá suspensas as licitações para a exploração das reservas dos campos de Tupi e Júpiter até que o furto seja esclarecido. As concorrências para a exploração das duas regiões foram canceladas quando a Petrobras divulgou que havia um megacampo de petróleo na camada pré-sal na Bacia de Santos. O Luiz Inácio que já sabia do furto, não comentou o episódio.

PARA PENSAR:

Vocês viram. Segundo as reportagens da revista The Economist e do Estadão: 1) “Hugo Chávez quebrou a PVDSA e vai se arrebentar também”, e 2) “PVDSA não tem compradores para o petróleo da estatal”.

ELOCUBRAÇÕES:

Pela lógica, os dados terão sido levados por quem se interessa em perfurar a Bacia de Santos. Alguém, portanto, que, nos próximos leilões, terá grande vantagem em relação aos concorrentes, certo?

Ou terá sido apenas uma forçada de barra em cima de Washington. Uma ameaça velada de rompimento contratual com a Hallburton, para tentar que a Exxon amenize seus termos com o companheiro quebrado da Venezuela?

Ou, talvez, criar um fato grave que justifique o rompimento com a norte-americana e, quem sabe, contratar alguma concorrente que ofereça “melhores condições” per tutti mondi? (Venezuela e Brasil)

Vai saber! O fato é que a PVDSA está de bico aberto, necessitando urgentemente de um “chapolim colorado”. O Chávez já ameaçou o quanto pode a Exxon e nada conseguiu. Continua indo a pique com uma dívida impagável à norte-americana.

Quem sabe, com este roubo, não surja o tal “fato novo” (o qual mencionou o ex-diretor da OPEP) que possa livrar o escalpo do Chávez? Afinal, por trás dele existe uma revoluçãozinha para toda América Latina. A companheirada serve pra que?

O negócio é ficar de olho em quem vai se beneficiar com este inusitado roubo da Petrobras. O governo afirma que isto não pode ser tratado como mero “roubo de carga”, muito embora a estatal tenha dado tratamento de “mera carga” para os seus dados sigilosos.

O Lula devia tratar dessas questões de SEGURANÇA NACIONAL, com o mesmo afinco com que defende o “sigilo” de seus cartões corporativos, sob alegação de “segurança nacional”.

Roubo na Petrobrás é muito Estranho

Do blog MOVIMENTO ORDEM E VIGÍLIA CONTRA A CORRUPÇÃO
Por Gaúcho/Gabriela em sexta-feira, 15 de Fevereiro de 2008

A Polícia Federal está investigando suposto furto de informações sigilosas da Petrobras. Um disco rígido e dois computadores portáteis que supostamente continham dados sobre as novas descobertas de petróleo da Petrobras teriam sido furtados no início deste mês no percurso entre uma plataforma da Petrobras, em Campos, e uma sede da empresa, em Macaé, ambos no Rio de Janeiro. Comentário do blog Democratas: "Estranho, muito estranho"...

PERGUNTAS QUE NÃO QUEREM CALAR:

A PRIMEIRA é de Carla de Melo Dolinski, Diretora interina da Delegacia de Macaé, que está investigando o tal furto da Petrobrás:

"A Petrobras não esclareceu por que botou informação estratégica dentro de um contêiner. Eu gostaria de saber. Não acho que seja estranho, não quero especular. É comum? Eu quero saber qual é o procedimento da Petrobras."

Disse ainda a delegada: “uma das coisas que intrigam é que a única ligação oficial da Petrobras com o caso é o registro na PF. Tudo o mais (dependências, contêiner e material furtado) pertence à Halliburton. Se um funcionário seu não tivesse dado queixa à polícia, o envolvimento da estatal seguiria em segredo. A única coisa que vincula a Petrobras são as informações, porque o HD e os notebooks são de propriedade da Halliburton. A Petrobras só alega que havia informações relevantes ali dentro, mas ainda não disse por que colocou lá." – Fola de São Paulo

MAIS PERGUNTAS:

ESTA é de um delegado da Polícia Federal ontem a noite em restaurante no Leblon: "- Gente. O que é isso. “Estão brincando. Informações sigilosas estarem disponíveis na memória imediata de um notebook??? Ou não eram informações sigilosas, ou foram colocadas ali para serem roubadas. Quem da Petrobrás colocou ali ? Informações sigilosas ficam arquivadas em memória eletrônica remota, com acesso exclusivamente por senhas muito reservadas e muito seletivas. Como um sistema desses deve ser aprovado centralmente, que Diretor vai cair ? Ou... tudo bem." (publicado com autorização dele) - Do Blog do César Maia.

COMENTÁRIO:

Para variar esta é mais dessas notícias, sem nexo, jogadas na imprensa para fazer barulho. Este suposto roubo foi registrado há 14 dias e, só hoje, estourou nas páginas dos jornais. Como se trata de uma estatal apetralhada até o osso, obviamente que não devemos perder tempo elocubrando sobre a “morte da bezerra”. A única coisa que podemos ter certeza, é que não dá para levá-los a sério. Aí, tem!

Factóide, sabotagem, pirataria ou especulação?

Do portal ALERTA TOTAL
Por Jorge Serrão em domingo 17 de fevereiro de 2008

Especuladores internacionais das principais bolsas de valores querem realmente ter certeza de que são verdadeiras as informações sobre as recentes descobertas dos mega-campos petrolíferos Tupi e Júpiter – anunciadas, com todo alarde, por um desgoverno sem a menor credibilidade. Os mesmos “investidores” querem saber se existe ou não tecnologia disponível para explorar tais campos em altas profundidades e sob gigantesca camada de sal. Eis as únicas certezas de espertos lobistas do setor empresarial e político brasileiro. A veracidade sobre tais informações vai ditar o ritmo de valorização das ações da Petrobrás. Este é o único fato que realmente interessa aos mega-especuladores.

Os blocos BM-S-11 (Tupi), com reservas gigantes de petróleo, e BM-S-24 (Júpiter), com gás natural, descobertos pela Petrobras em águas ultraprofundas na Bacia de Santos, ficam no território do Rio de Janeiro, segundo estudos preliminares da Agência Nacional de Petróleo. O campo de Tupi, nova fronteira exploratória do País, tem reservas estimadas entre 5 bilhões e 8 bilhões de barris de petróleo. A Petrobrás tem duas sondas capazes de realizar perfurações no pré-sal, uma camada de sal com até dois quilômetros de espessura e situada entre o leito do oceano e reservas de petróleo leve. A Petrobras só deve começar os testes de longa duração no campo de Tupi no final de 2009. O projeto piloto no campo de Tupi deve começar apenas em 2010, com uma produção diária de 100 mil barris de petróleo e de 3 milhões de metros cúbicos de gás. Até esta fase, tudo é especulação.

Por isso, o tal roubo dos notebooks com informações sigilosas da empresa, têm baixa relevância. A notícia do tal furto pode ter vários objetivos. Uns suspeitam que seria um “factóide” do desgoverno Lula, para tirar os holofotes da mídia e da opinião pública sobre o escândalo dos gastos com os cartões corporativos da turma de Lula da Silva. Outros avaliam que o ataque ao container seja uma armação para prejudicar a empresa texana Halliburton – responsável pelo transporte do container enviado a Cabo Frio, dentro do qual os computadores portáteis foram afanados. Uma terceira versão admite que dados importantes da Petrobrás foram realmente pirateados.

Essa última é a que mais agrada ao discurso oficial. Para o ministro da Justiça, Tarso Genro, existem indicações, embora ainda não definitivas, de que governos estrangeiros estariam interessados nos segredos da Petrobras. Se as expectativas sobre o campo de Tupi se confirmarem, o Brasil entrará no seleto grupo dos oito maiores produtores de petróleo do mundo. Tarso comentou com assessores na sexta-feira: "Não é um caso som de espionagem de empresas que querem entrar em licitação. São interesses geopolíticos". O caso é investigado pela Polícia Federal, subordinada a Tarso.

A versão sobre o roubo de informações estratégicas da Petrobrás é notícia muito velha, porém não divulgada abertamente aos brasileiros. No começo da década de 80, alguns geólogos comentavam, em círculos fechados de palestras, que dados geológicos da empresa eram surrupiados durante o transporte em helicópteros entre as plataformas marítimas até terra firme. Há mais de 30 anos, com base em dados seguros pirateados, grandes investidores internacionais e as empresas petrolíferas sabem do potencial petrolífero brasileiro, embora o nosso óleo seja muito pesado e de má qualidade para o refino.

O diretor de Comunicações da Associação dos Engenheiros da Petrobrás, Fernando Siqueira, advertiu ontem que a confirmação pela Petrobrás do roubo de informações sigilosas da companhia é mais um motivo para se cancelar os leilões das bacias sedimentares brasileiras: “Com os dados sigilosos nas mãos, os interessados terão informação privilegiada para disputar os leilões promovidos pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) e arrematar os melhores campos”.

Fernando Siqueira denunciou que a Lei 9478/97, aprovada durante o governo Fernando Henrique Cardoso, já era absurda em obrigar a Petrobrás a entregar à agência reguladora suas pesquisas (banco de dados), sob pena de perder a concessão de determinado bloco. O mais gritante foi que a ANP entregou informações resultantes das áreas de pré-sal antes do prazo de cinco anos, estabelecido em lei. “A ANP divulgou tais dados para as empresas concorrentes. Tal atitude revela a falta de decência, falta de zelo e falta de patriotismo”.

Fernando Siqueira pegou ainda mais pesado e a grande imprensa amestrada lhe deu quase nenhum espaço. O diretor da Aepet denunciou que o então superintendente de Gestão de Informações da ANP, Sérgio Possato, saiu da agência reguladora com os dados da Petrobrás debaixo do braço e os utilizou como mercadoria a ser negociada por sua empresa. Siqueira sustenta que Possato passou a vender o resultado das pesquisas da Petrobrás para empresas, na sua maioria multinacionais, no 6º e 7º leilões da ANP. O diretor da Aepet lamenta que nada tenha acontecido com ele, apesar do tráfico gritante de informações sigilosas da Petrobrás.

Outra excelente analise do caso do roubo de um notebook no container da Petrobrás foi enviada ao Alerta Total pelo leitor Rafael: “A PETROBRÁS é uma empresa que implementa todas as práticas de administração segura e transparente (como SOX, ITIL, COBIT) e faz rígido controle disso, aplicando punições administrativas nos funcionários que não seguem as normas de segurança estabelecidas. A PETROBRÁS possui um contrato GUARDA-CHUVA com a Checkpoint, uma das maiores empresas em segurança de dados do mundo. A Checkpoint, por sua vez, possui uma solução dedicada a CRIPTOGRAFIA DE DADOS EM DISPOSITIVOS MÓVEIS chamada POINT SEC”.

Confira em: http://www.checkpoint.com/products/datasecurity/mobile/index.html

Rafael prossegue: “Ainda que não tenham o produto da empresa acima, as especificações técnicas da PETROBRÁS de aquisição de notebooks pedem que o produto a ser fornecido contenha obrigatoriamente o chip do tipo TPM (Trusted Platform Module) e DRIVE LOCK que, para simplificar, é uma solução interna do notebook que DESABILITA o disco rígido se o portador não souber a senha. Neste caso, não se trata nem de embaralhar dados. O disco fica INUTILIZADO MESMO, tanto para leitura quanto para reaproveitamento (não tem nem como formatar). E a senha é gravada na BIOS, não tem acordo”. Por fim, o atento observador Rafael apela ao princípio de Ockham. "Quando há muitas explicações para um mesmo fato, a mais simples é a correta":

“Então vamos lá: Explicação 1: uma mudança de escritório fez com que todos o mobiliário, papelada e equipamentos, inclusive um portátil com informações sensíveis que afetam diretamente o negócio da empresa, fossem parar num container de uma empresa norte-americana, possível aliada do atual presidente, e nenhum funcionário da Petrobrás quis levar o notebook na mão, ou sabia do conteúdo deste equipamento, preferindo deixá-lo junto com a mudança e sem nenhuma proteção de dados, mesmo sabendo das rígidas regras do depto. de CSO da Petrobrás. Entre centenas de containers, os ladrões escolheram JUSTAMENTE o que tinha o notebook, que por sua vez era o notebook com as info. sigilosas sem proteção nem por software nem por chip, e só roubaram isso. Explicação 2: alguém queria vender a informação e simulou um furto. Qual é a verdadeira?”.

Eis mais um dos muitos mistérios insondáveis no atual desgoverno do chefão Luiz Inácio Lula Silva que, neste fim de semana, curte o friozinho da Antártida, acompanhado de sua esposa Marisa Letícia e do magnífico gênio empreendedor que é seu filho Fábio Luiz da Silva. A imprensa chama o nosso herói de “Lulinha”. Acontece que ninguém (na família ou no círculo de amigos do dono da empresa Gamecorp) trata o rapaz como um molusco de menor estatura. E a Presidência da República, através de seu nervoso Boncheviquepropagandaminister Franklin Martins, deixou bem claro à grande Nação Corinthiana que o “Fábio” pagava a passagem do bolso dele. Afinal, ele pode. E quem pode pode...

wibiya widget

A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".