Não demonstre medo diante de seus inimigos. Seja bravo e justo e Deus o amará. Diga sempre a verdade, mesmo que isso o leve à morte. Proteja os mais fracos e seja correto. Assim, você estará em paz com Deus e contigo.
quinta-feira, 30 de julho de 2009
Acordo com Paraguai é lesa-pátria, diz DEM
domingo, 26 de outubro de 2008
ITAIPU - Exigências do novo presidente do Paraguai
Senhor Senador Cristóvão Buarque,
O senhor afirmou, da tribuna do Senado Federal, o seguinte:
'Não podemos simplesmente negar ao Paraguai o direito de pedir o reajuste. Nós não podemos esnobar o Paraguai. Até porque temos uma dívida com esse nosso país vizinho, já que há 138 anos matamos 300 mil de seus cidadãos [na Guerra do Paraguai]. Em proporção, seria como se
matassem nove milhões de brasileiros - ponderou Cristóvão'.
É muito estranho, senador, e causa preocupação ouvir de um senador da república tal afirmativa. E é estranho por dois motivos:
a) O senhor não tem conhecimento da história e está equivocado ao afirmar que o Brasil matou 300 mil paraguaios;
b) O senhor tem conhecimento da história e, por conseguinte, está mentindo.
Ambas as hipóteses o desqualificam para exercer o alto cargo de senador da república. Quando um senador da república se dirige à nação da tribuna do Senado Federal para afirmar uma asneira deste porte, francamente, não tem condições de estar onde está. Está trabalhando
contra o país, contra o seu povo, quando o seu dever sagrado deveria ser o contrário.
A guerra do Paraguai, da qual o senhor culpa o Brasil, inclusive imputando-lhe 300 mil mortes, foi provocada pelo ditador Solano Lopes, cujas ambições expansionistas o fizeram invadir a Argentina, que lhe negara o uso do seu território para chegar até Uruguaiana. A Argentina
então declarou guerra ao Paraguai, dando início a um conflito ao qual se juntariam o Brasil e o Uruguai no que ficou conhecido como a Tríplice Aliança.
O Paraguai contava àquela altura com um exército de 77 mil homens, enquanto o efetivo brasileiro não passava de 18 mil, o que obrigou D. Pedro II a organizar apressadamente as forças brasileiras para fazer face a agressão.
Sem entrar em detalhes, para não me alongar, quero informá-lo que das 300 mil mortes de paraguaios que o senhor imputa ao Brasil, a fome, a cólera e a malária foram responsáveis por 70%. Em combate mesmo, o Paraguai perdeu metade do seu exército, enquanto o Brasil perdeu 30 mil. E as perdas paraguaias aconteceram em razão da estupidez do ditador Solano Lopes que, instado a se render posto que já estava derrotado, com Assunção invadida pelas tropas brasileiras, levou a guerra às últimas conseqüências conduzindo o que restava de suas
tropas combalidas e, àquela altura composta de adolescentes e até crianças, a Cerro Corá, onde se deu a batalha final.
Solano Lopez jamais aceitou negociar a paz e a guerra só acabou com a sua morte. O Brasil não conquistou territórios do Paraguai, apenas reinvindicou suas fronteiras anteriores. O tratado de paz, assinado em 9 de janeiro de 1872, estabeleceu dentre outras coisas, como a navegação livre pelo rio Paraguai, uma indenização a ser paga ao Brasil, dívida esta que foi perdoada em 1943 pelo governo brasileiro.
Vê-se, portanto, que o grande culpado pelo massacre do seu povo foi o próprio ditador Solano Lopes, tendo o Brasil apenas respondido à altura uma agressão sem sentido. Seguindo a lógica do seu raciocínio, os aliados da segunda guerra mundial devem pagar uma indenização a
Alemanha pelo fato de Hitler ter perdido a guerra. Ainda seguindo a lógica do seu raciocínio, as atuais gerações devem pagar pelos erros por acaso cometidos por governantes em gerações passadas. Assim, não me surpreenderia se o senhor defendesse que a atual e futuras gerações
de italianos continuem pagando aos países conquistados pelo Império Romano pela avidez de seus imperadores.
Mas como o próprio presidente Lula já declarou algumas vezes que o Brasil tem uma dívida para com a África em razão da escravidão, nada mais me admira. Só quero declarar peremptoriamente que eu jamais possui um escravo, assim como nenhum brasileiro vivo na atualidade.
Senador, acorde! O povo brasileiro atual, do passado e do futuro, pagaram, estão pagando e pagarão a enorme e infindável conta que lhes foi colocada sobre os ombros por uma plêiade de governantes irresponsáveis, corruptos e sem visão de futuro, incluindo o atual. E o senhor ainda quer aumentar essa conta?
Quanto a Itaipu, senador, foi o pior negócio feito pelo regime militar e é fácil de se explicar.
O complexo Itaipu foi totalmente custeado pelo Brasil. O Paraguai não desembolsou um centavo de guarani. O acordo firmado deu ao Paraguai o direito a 50% de toda a energia gerada pela usina. Como o Paraguai não tem capacidade para utilizar toda essa energia, o acordo estabelece
que a sobra seria vendida ao Brasil a preço de mercado, e não a preço de custo como estão dizendo alguns esquerdopatas. O Brasil sempre cumpriu rigorosamente a sua parte, pagando integralmente ao Paraguai o excedente desses 50% sem descontar sequer as despesas de manutenção da usina.
Pergunto-lhe, senador: quem fez o melhor negócio? E quem ainda está usufruindo desse negócio da China? Com certeza não somos nós.
Talvez o senhor ache mais justo o Brasil entregar a usina ao Paraguai de mão beijada e passar-lhe a comprar a energia de que necessita, a exemplo do que a Petrobrás fez com as duas refinarias de petróleo que ela instalou na Bolívia, tudo isto em nome da ideologia que une o
atual governo brasileiro a los hermanos andinos.
Convém lembrar, senador, que Itaipu custou 6 bilhões de dólares à época em que foi construída, dinheiro este tomado emprestado no exterior e pelo qual até hoje pagamos porque, compromissos como este, somados aos da construção de Brasília e outros que atenderam a
megalomania de governos passados deram origem ao monstruoso endividamento que hoje impede o desenvolvimento do país.
Convém lembrar também que, caso o governo resolva atender a reinvidicação do hermano, o preço da energia, que no Brasil custa mais caro do que a energia produzida por usinas nucleares em torno do mundo, terá que ser reajustado e quem pagará a conta será o povo brasileiro. A menos que o senhor e seus pares da esquerda resolvam bancar a conta, o que com certeza não lhe passa pela cabeça.
É fácil, senador, fazer proselitismo político demagógico com a carteira dos outros.
Convém lembrar também, senador, que o contribuinte brasileiro, já escorchado por uma verdadeira derrama fiscal, lhe paga o salário e todas as suas mordomias para que o senhor defenda o Brasil, e não estados alienígenas.
Dito isto, quero lhe dar uma sugestão: se o senhor sinceramente quer fazer um bem ao Brasil e ao seu povo, renuncie ao seu mandato e volte a sua cátedra na universidade. Lamentando pelos seus alunos.
Indignadas Saudações,
Otacílio M. Guimarães
http://www.puggina.org/curtas/news.php?detail=n1222196059.news
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quarta-feira, 22 de outubro de 2008
Piadinha para descontrair - Paraguai diz seguir manobras militares do Brasil com atenção
O Brasil começou no dia 13 a chamada Operação Fronteira Sul 2, para a qual mobilizou cerca de 10 mil homens nas fronteiras com Paraguai, Argentina e Uruguai, como treinamento contra atividades ilegais.
"A postura do governo é clara: a soberania nacional não foi quebrantada, a independência e a autonomia do nosso governo não foram violentadas. Nesse sentido, oficialmente não fizemos nenhuma reclamação por esses exercícios . Mas nem um milímetro do território e da soberania do país pode ser molestado. Se isso ocorrer, a reação paraguaia não se deixará esperar", afirmou.
Lugo admitiu que a presença das tropas "desperta a sensibilidade do paraguaio", mas que outros países realizam exercícios perto de fronteiras "sem maiores repercussões."
(Reportagem de Mariel Cristaldo)
terça-feira, 16 de setembro de 2008
A Vaca Atolada
Do portal A VERDADE SUFOCADA16 de setembro de 2008
Por Percival Puggina (*)
Em 1996, a Bolívia abriu suas reservas petrolíferas e refinarias aos investimentos externos. As instalações estavam sucateadas e o país não tinha meios financeiros. A Petrobrás entrou no sistema, investiu em tecnologia, qualificou as instalações, capacitou recursos humanos, construiu três mil quilômetros de gasodutos até o Brasil e, principalmente, criou uma demanda para 85% do gás boliviano. Hoje, com o mercado consumidor daqui, a Petrobrás responde por 15% do PIB daquele país e por algo entre 20% e 30% de sua receita tributária.
Não obstante, o Brasil se tornou alvo para a demagogia esquerdista que elegeu Evo Morales. "O Brasil enriquece à custa da nossa pobreza!". E todos lembram do que ocorreu em 2006: desapropriação, presença do exército nas usinas e discursos veementes contra os brasileiros gananciosos que sugavam as riquezas bolivianas sem uma conveniente retribuição. Em resposta, o Brasil falou grosso, depois falou fino e, finalmente, bonzinho, recuou. Há dois meses a Petrobrás anunciou que vai investir mais US$ 1 bilhão na Bolívia. Pode?
Pode. No começo dos anos 90, o Brasil assinou um acordo binacional que lhe garantia gás argentino posto na cidade de Uruguaiana. Dali, o gasoduto seguiria para Porto Alegre. Em Uruguaiana seria construída uma grande usina termelétrica (600 MW). Tudo certo e assinado? Tudo certo e assinado. Ficou pronto o gasoduto até a usina. Inaugurou-se a termelétrica. E o gás subiu de preço. Pior, começou a faltar. Ué! Cadê o gás que estava aqui? O gato aspirou. O país vizinho, por falta de investimentos, entrou em crise energética e restringiu a torneira situada na província de Entre Rios. O brasileiro, bonzinho, reviu o acordo binacional e aceitou a redução do fornecimento. E aí o gás acabou. Como assim, "acabou"? Acabou, mesmo, de vez. Deve ter havido um movimento tipo "El gas es nuestro!". Agora, a usina de US$ 350 milhões está para ser desmontada e vendida. Pode?
Pode. Na década de 70, o Brasil decidiu construir Itaipu. O Paraguai não tinha dinheiro nem crédito para dividir ao meio o investimento. Entrou com metade da água e da vontade, para receber 50% da energia. É essa energia que viabiliza a equação paraguaia no investimento. Assim: da metade da energia que lhe corresponde, o Paraguai, que só tem mercado para cerca de 10%, vende o excedente ao Brasil. A diferença entre o preço dessa venda e a tarifa no mercado brasileiro cobre a parte paraguaia no financiamento.
É esse acordo que Fernando Lugo, o novo demagogo esquerdista alçado ao poder na América Latina, quer rever. A exemplo de Evo Morales, ele fez campanha prometendo acabar com a exploração imperialista brasileira. De novo, o Paraguai é pobre porque o Brasil é rico... Tá bem. E o brasileiro, bonzinho, vai aceitar. Alega o mandatário que seu país tem imensos excedentes energéticos e em nada se beneficia disso. Esquece-se, no entanto, de que recebe energia a troco de banana e andaria a toco de vela não houvesse o Brasil assumido os encargos e riscos de Itaipu.
Pessoalmente extraio duas lições desses três fatos. A primeira é a de que o Mercosul atolou e só vai andar quando os países membros adotarem instituições mais sérias e menos sujeitas ao acasalamento da baboseira ideológica com a demagogia. E a segunda é a de que os investimentos que o Brasil está fazendo nos países vizinhos são de altíssimo risco porque as assinaturas se depreciam com o passar do tempo.
(*) Fonte: http://www.puggina.org/
terça-feira, 29 de abril de 2008
O Foro de São Paulo elege seu 10º Presidente na América Latina
por Graça Salgueiro em 26 de abril de 2008
Resumo: Vai-se fechando o cerco do Eixo do Mal no continente sul-americano, onde, excetuando as Guianas, o Peru e a Colômbia, todos os demais países têm presidentes ligados ao Foro de São Paulo.
© 2008 MidiaSemMascara.org
Quando o Dr. Constantine Menges tentou alertar o Brasil em 2002 sobre o “Eixo do Mal” latino-americano – Cuba-Venezuela-Brasil -, que se fortalecia através do Foro de São Paulo, foi alvo de injustas e abjetas críticas por parte da imprensa venal brasileira e do maior interessado em desqualificar e ocultar as graves denúncias que o Dr. Menges fazia, o então candidato Luis Inácio da Silva, que o rotulou junto ao ex-preso político cubano Armando Valladares de “picaretas”.
Em 2005, no 15º aniversário do Foro de São Paulo (FSP), disse Lula em seu discurso: “Eu que, junto com alguns companheiros e companheiras aqui, fundei esta instância de participação democrática da esquerda da América Latina, precisei chegar à Presidência da República para descobrir o quanto foi importante termos criado o Foro de São Paulo”. E mais adiante: “Foi assim que nós pudemos atuar junto a outros países com os nossos companheiros do movimento social, dos partidos daqueles países, do movimento sindical, sempre utilizando a relação construída no Foro de São Paulo para que pudéssemos conversar sem que parecesse e sem que as pessoas entendessem qualquer interferência política”. A esta altura não havia mais necessidade de fingir que o FSP era uma “invenção de uns picaretas de Miami” porque seu trabalho já estava, senão consolidado, bastante fortalecido.
Desde a criação do FSP em 1990, somente Cuba era governada por um comunista, o ditador vitalício Fidel Castro, que com o fim da Guerra Fria havia perdido o apoio financeiro da ex-URSS. Era necessário então criar algo que substituísse aquela preciosa ajuda além de expandir o comunismo para um outro continente a fim de “recuperar na América Latina o que foi perdido no Leste Europeu”. Com um persistente trabalho, tendo à frente Fidel, Lula, Marco Aurélio Garcia (MAG) e o pseudo-frei Betto, o FSP ajudou a eleger Hugo Chávez na Venezuela em 1998. Seguiram-se à Venezuela o Brasil com Lula; a Argentina com Néstor Kirchner; o Equador, primeiro com Lucio Gutiérrez, - ungido pelo FSP e em seguida defenestrado por este mesmo Foro como traidor, por aceitar acordo de cooperação com os Estados Unidos contra o narcotráfico -, e depois com Rafael Correa; a Bolívia com o cocalero Evo Morales; a Nicarágua com Daniel Ortega; o Uruguai com Tabaré Vazquez e o Chile com Michele Bachelet. Hoje, o 10º ungido do FSP é o ex-bispo comunista Fernando Lugo, do qual eu já havia comentado no artigo Por que o governo brasileiro não condena as FARC? - Parte II.
A imprensa brasileira falou muito pouco a respeito deste candidato e, quando o fez, foi mostrando-o como um “ex-bispo” que havia se afastado de suas funções religiosas para ingressar na política. Candidamente isto. Todavia, há mais coisas acerca deste senhor e de seus planos que o governo brasileiro propositalmente não quer dar a conhecer e a imprensa, toda ela com o rabo preso, não investiga e, se investiga e descobre, diligentemente joga no fundo do baú do esquecimento.
Fernando Lugo é adepto da Teologia da Libertação, aquela cujo evangelho é o marxista, e mantém estreitos e fraternos laços de amizade com os pseudo-freis Betto & Boff. Betto esteve no Paraguai acompanhando a eleição presidencial ao lado de seu amigo candidato. Por determinação do XIII Encontro do Foro de São Paulo ano passado em El Salvador, ele fez parte da “comissão de observadores” que agora participará de todas as eleições que ocorrerem no continente latino-americano.
O carro-chefe da campanha de Fernando Lugo foi algo que mexe com os brios dos paraguaios há tempo: a revisão do Tratado de Itaipu, daí – provavelmente – ter recebido o apoio expressivo da população que acabou dando-lhe a vitória. No princípio do ano passado, em encontro do Mercosul no Paraguai, Lula teria sido rude e enfático ao afirmar que “o Tratado de Itaipu não estaria na pauta de discussões”, conforme denunciei no artigo Brincando com fogo, e suas relações com o presidente Nicanor Duarte eram apenas “toleráveis”, considerando que este não pertence ao FSP. Agora, entretanto, começa a mudar o rumo da prosa...
Como todos sabem, Itaipu foi criada em 1973, de comum acordo entre os presidentes Médici e Stroessner. O Brasil entrou com toda a infra-estrutura e, por isso, ficou acordado no Tratado que durante 50 anos o Paraguai, que só entrou com a água, cederia seu excedente a preço de custo ao Brasil como pagamento da dívida. Os paraguaios acham este acordo injusto porque o Brasil consome 95% de toda a energia produzida na hidrelétrica e o Paraguai só recebe 300 milhões de dólares quando podia, se vendida a preço de mercado (como o Brasil faz na venda à Argentina), receber entre 1.5 a 2 bilhões de dólares.
Durante todos esses anos, nem Lula, nem seu Partido-Estado nem nenhum parlamentar da base governista jamais viu nesse acordo qualquer “injustiça” mas, como agora o presidente eleito é um “companheiro”, chovem críticas de todos os lados! Lula nega que vá rever os termos do acordo alegando que “apesar de compartilhar princípios ideológicos com Lugo, nada muda o tratado”, acrescentando que a agenda bilateral “vai além da hidrelétrica”. Entretanto, através das declarações de membros do seu partido e governo – o que dá no mesmo -, deixa claro uma benevolência para com o novo presidente-companheiro. O chanceler Celso Amorim declarou que “não está descartado um eventual reajuste dos valores pagos mas [o Brasil] não pretende rediscutir o tratado que define a fórmula do cálculo”. Ora, como é possível reajustar os valores sem alterar a fórmula do cálculo que faz parte do Tratado? Será mais uma mágica, tipo “recursos não contabilizados”?
O vice-presidente do Parlasul (Parlamento do Mercosul), Dr. Rosinha (PT), afirmou que “O fato de o governo do Paraguai vir a questionar o tratado é natural e legítimo. Se provar que há injustiças, é preciso rever o tratado”, acrescentando que “o documento em questão foi assinado em 1973, quando ambos os países eram presididos por regimes ditatoriais, sem nenhum debate público”, acreditando que a eleição de Lugo “facilitará” o ingresso da Venezuela – leia-se Chávez - no bloco como membro pleno. E agora, meu senhor, por acaso há “debate público”? E, só agora, com a eleição de um “companheiro”, esse Tratado torna-se injusto porque foi feito por presidentes militares? O pseudo-frei Betto foi mais longe e mais claro: “O Brasil pagava muito pouco pelo gás da Bolívia, que reclamou, e Lula ponderou. Vai se passar o mesmo com o Paraguai na questão da água, da energia. Não é só uma questão de fé; conversei com gente do Governo e sinto que Lula simpatiza com Lugo e estaria disposto a revisar o tratado”. Quer dizer, como no caso da Bolívia, há intenção clara – embora como sempre negada - em ceder às pressões do novo governo paraguaio que já avisou que fará de tudo, inlcusive recorrer à Corte Internacional de Justiça de Haia para conseguir o que deseja, se preciso for, pois como reza a cartilha do Foro de São Paulo, os países ricos têm que ajudar os países pobres do bloco, mesmo que isto signifique prejuízo para o nosso povo que é quem vai acabar pagando a conta. É só aguardar para ver!
Há ainda outros aspectos relevantes nas propostas do mais novo presidente do FSP. Logo após saber de sua vitória, Lugo declarou: “Continuo sonhando com a Pátria Grande, com uma América Latina integrada, sem fronteiras”. (...) “Quero seguir sonhando com os povos da América Latina, com os povos de Correa, de Bachelet, de Tabaré. Também com os de Evo, que nos telefonou às duas da manhã assim que se inteirou do resultado de domingo e se pôs à nossa disposição”. (...) “O mesmo com Kirchner, com Chávez... e com a Nicarágua”. Ou seja, com todos os presidentes membros do Foro de São Paulo aos quais ele é grato por esta vitória, e que efetivamente deram-lhe seu apoio!
E o sonho dessa “Pátria Grande Bolivariana”, encarnada no projeto da “União de Nações Sul-Americanas” (UNASUR) já apoiada por Lula e o Foro de São Paulo, foi saudada por Chávez por telefone ao novo presidente eleito do Paraguai. Chávez disse que reconhece “a impecável jornada democrática a qual demonstra a maturidade política alcançada por este povo irmão sul-americano”. E, em seguida, sua “admiração pela história heróica do povo paraguaio, digno herdeiro da memória do Marechal Francisco Solano López, e a necessidade de seguir construindo a União das Nações Sul-Americanas, sobre a base da reivindicação da história de luta de nossos povos”.
E assim vai-se fechando o cerco do Eixo do Mal no continente sul-americano, onde, excetuando as Guianas, o Peru e a Colômbia, todos os demais países têm presidentes comunistas elegidos pelo Foro de São Paulo. É importante salientar o que disse o ideólogo do bolivarianismo, Heinz Dieterich: “É necessário consolidar urgentemente a estrutura política (OEL), militar (Conselho de Defesa da América do Sul) – que já foi aprovado por Lula e Nelson Jobin para ser implantado em outubro de 2008, e será tratado por mim num próximo artigo -, econômica (ALBA) e financeira (Banco do Sul) – do qual o Brasil é signatário e “contribui” com 40% dos fundos -, do nascente Bloco Regional de Poder Latino-americano, o triunfo de Fernando Lugo é de grande importância para manter uma correlação de forças positivas na América Latina”.
Este elemento peçonhento, que é tratado como “um religioso que pediu afastamento de suas funções eclesiásticas” por motivo de saúde, não passa de mais um embusteiro comunista que inclusive é casado com dona Emilia Alfaro; que foi saudado pela mãe do ódio e do terror, Hebe de Bonafini e toda a rafaméia comunista do continente sul-americano; que vai estabelecer relações diplomáticas com a China comunista, rompendo as relações com Taiwan, por exigência da China; que, como Chávez, Morales e Correa, vai propor uma Assembléia Nacional Constituinte que já se mostrou danosa à democracia e às liberdades indviduais, como tem provado a Venezuela. É este elemento que vem com o clichê da “mudança” (que o povo nem sabe para quê mas repete e apóia, como papagaio), como vieram Lula, Morales e também Barak Obama nos Estados Unidos.
Que Deus se apiade do pobre povo paraguaio que não faz idéia do crime que acaba de cometer contra si mesmo!
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Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
