Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro concede Medalha Tiradentes a Olavo de Carvalho. Aqui.
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quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Abaixo o povo brasileiro

Abaixo o povo brasileiro
http://www.olavodecarvalho.org/semana/090824dc.html


Olavo de Carvalho

Diário do Comércio, 24 de agosto de 2009

Confirma-se pela enésima vez aquilo que venho dizendo há anos: a maioria absoluta dos brasileiros, especialmente jovens, é um eleitorado maciçamente conservador desprovido de representação política, de ingresso nos debates intelectuais e de espaço na “grande mídia”. É um povo marginalizado, escorraçado da cena pública por aqueles que prometeram abrir-lhe as portas da democracia e da participação.

Enquanto as próximas eleições anunciam repetir a já tradicional disputa em família entre candidatos de esquerda, mais uma pesquisa, desta vez realizada pela Universidade Federal de Pernambuco, mostra que, entre jovens universitários, 81% discordam da liberação da maconha e 76% são contra o aborto. “É um comportamento de aceitação das leis... a gente vê a religião influenciando muito a vida dos jovens", explica o coordenador da pesquisa, Pierre Lucena, na notinha miúda, quase confidencial, com que O Globo, a contragosto, fornece a seus leitores essa notícia abominável (v. http://g1.globo.com/jornalhoje/0,,MUL1268367-16022,00-OS+JOVENS+ESTAO+MAIS+CONSERVADORES+E+PREOCUPADOS+COM+O+FUTURO.html).

Na Folha de S. Paulo, no Estadão e no Globo, quem quer que pense como esses jovens – ou seja, o eleitorado nacional quase inteiro – é considerado um extremista de direita, indigno de ser ouvido. Nas eleições, nenhum partido ou candidato ousa falar em seu nome. A intelectualidade tagarela refere-se a eles como a uma ralé fundamentalista, degenerada, louca, sifilítica. Qualquer político, jornalista ou intelectual que fale como eles entra imediatamente no rol dos tipos excêntricos e grotescos, se não na dos culpados retroativos pelos “crimes da ditadura”, mesmo se cometidos quanto o coitado tinha três anos de idade.

Nunca o abismo entre a elite falante e a realidade da vida popular foi tão profundo, tão vasto, tão intransponível. Tudo o que o povo ama, os bem-pensantes odeiam; tudo o que ele venera, eles desprezam, tudo o que ele respeita, eles reduzem a objeto de chacota, quando não de denúncia indignada, como se estivessem falando de um risco de saúde pública, de uma ameaça iminente à ordem constitucional, de uma epidemia de crimes e horrores jamais vistos.

Trinta anos atrás eu já sabia que isso ia acontecer. Era o óbvio dos óbvios. Quando uma vanguarda revolucionária professa defender os interesses econômicos do povo mas ao mesmo tempo despreza a sua religião, a sua moral e as suas tradições familiares, é claro que ela não quer fazer o bem a esse povo, mas apenas usar aqueles interesses como chamariz para lhe impor valores que não são os dele, firmemente decidida a atirá-lo à lata de lixo se ele não concordar em remoldar-se à imagem e semelhança de seus novos mentores e patrões. É precisamente isto o que está acontecendo. Jogam ao povo as migalhas do Bolsa-Família, mas, se em troca dessa miséria ele não passa a renegar tudo o que ama e a amar tudo o que odeia, se ele não consente em tornar-se abortista, gayzista, quotista racial, castrochavista, pró-terrorista, defensor das drogas e amante de bandidos, eles o marginalizam, excluem-no da vida pública, e ainda se acreditam merecedores da sua gratidão porque lhe concedem de quatro em quatro anos, democraticamente, generosamente, o direito de votar em partidos que representam o contrário de tudo aquilo em que ele crê.

Pense bem. Se alguém lhe promete algum dinheiro mas não esconde o desprezo que tem pelas suas convicções, pelos seus valores sagrados, por tudo aquilo que você ama e venera, você pode acreditar ele lhe tem alguma amizade sincera, por mínima que seja? Não está na cara que essa é uma amizade aviltante e corruptora, que aceitá-la é jogar a honra e a alma pela janela, é submeter-se a um rito sacrificial abjeto em troca de uma promessa obviamente enganosa? Só um bajulador compulsivo, uma alma de cão, aceitaria essa oferta. Mas as mentes iluminadas que nos governam querem não apenas que o povo a aceite, mas que a aceite abanando a cauda de felicidade.


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sábado, 29 de novembro de 2008

O que é a mente revolucionária: o contrário de ser conservador

PERSPECTIVA

A galeria revolucionária

A galeria revolucionária - os monstros do século XX




Segundo Olavo de Carvalho, a mente revolucionária tem 3 características essenciais:

A inversão da percepção do tempo

As pessoas normais consideram que o passado é algo imutável e que o futuro é algo de contingente ― “o passado está enterrado e o futuro a Deus pertence”, diz o senso-comum.

A mente revolucionária não raciocina desta forma: para ela, o futuro utópico é um objectivo que será inexoravelmente atingido ― o futuro utópico é uma certeza; não pode ser mudado.

Por outro lado, a mente revolucionária considera que o passado pode ser mudado (e ferozmente denunciado!) através da reinterpretação da História por via do desconstrucionismo ideológico (Nietzsche → Gramsci → Heidegger → Sartre → Foucault → Derrida → Habermas). Em suma: o futuro é uma certeza, e o passado uma contingência ― isto é, o reviralho total.

A inversão da moral

Em função da crença num futuro utópico dado como certo e determinado, em direcção ao qual a sociedade caminha sem qualquer possibilidade de desvio, a mente revolucionária acredita que esse futuro utópico inexorável é isento de “mal” ― esse futuro será perfeito, isento de erros humanos. Por isso, em função desse futuro utópico certo e dado como adquirido, todos os meios utilizados para atingir a inexorabilidade desse futuro estão, à partida, justificados. Trata-se de uma moral teleológica: os fins justificam todos os meios possíveis.

Inversão do sujeito - objecto

A culpa dos actos de horror causados pela mente revolucionária é sempre das vítimas, porque estas não compreenderam as noções revolucionárias que levariam ao inexorável futuro perfeito e destituído de qualquer “mal”. As vítimas da mente revolucionária não foram assassinadas: antes suicidaram-se, e a acção da mente revolucionária é a que obedece sem remissão a uma verdade dialéctica imbuída de uma certeza científica que clama pela necessidade desse futuro sem “mal” ― portanto, a acção da mente revolucionária é impessoal, isenta de culpa ou de quaisquer responsabilidades morais ou legais nos actos criminosos que comete.

Segundo a mente revolucionária, as pessoas assassinadas por Che Guevara ou por Hitler, foram elas próprias as culpadas da sua morte (suicidaram-se), por se terem recusado a compreender a inexorabilidade do futuro sem “mal” de que os revolucionários seriam simples executores providenciais.

Ser “conservador” resume-se à antítese destas características da mente revolucionária. Quando me perguntarem o que é o “conservadorismo”, farei um link para este postal com a seguinte nota: é a antítese disto.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Dez princípios conservadores - por Russel Kirk

Por e-mail (sic)

Tradução de Padre Paulo Ricardo de Azevedo Júnior

Não sendo nem uma religião nem uma ideologia, o conjunto de opiniões designado como conservadorismo não possui nem uma Escritura Sagrada nem um Das Kapital que lhe forneça um dogma. Na medida em que seja possível determinar o que os conservadores crêem, os primeiros princípios do pensamento conservador provêm daquilo que professaram os principais escritores e homens públicos conservadores ao longo dos últimos dois séculos. Sendo assim, depois de algumas observações introdutórias a respeito deste tema geral, eu irei arrolar dez destes princípios conservadores.

Talvez seja mais apropriado, a maior parte das vezes, usar a palavra “conservador” principalmente como adjetivo. Já que não existe um Modelo Conservador, sendo o conservadorismo, na verdade, a negação da ideologia: trata-se de um estado da mente, de um tipo de caráter, de uma maneira de olhar para ordem social civil.

A atitude que nós chamamos de conservadorismo é sustentada por um conjunto de sentimentos, mais do que por um sistema de dogmas ideológicos. É quase verdade que um conservador pode ser definido como sendo a pessoa que se acha conservadora. O movimento ou o conjunto de opiniões conservadoras pode comportar uma diversidade considerável de visões a respeito de um número considerável de temas, não havendo nenhuma Lei do Teste (Test Act)1 ou Trinta e Nove Artigos (Thirty-Nine Articles)2 do credo conservador.

Em suma, uma pessoa conservadora é simplesmente uma pessoa que considera as coisas permanentes mais satisfatórias do que o “caos e a noite primitiva”3. (Mesmo assim, os conservadores sabem, como Burke, que a saudável “mudança é o meio de nossa preservação”). A continuidade da experiência de um povo, diz o conservador, oferece uma direção muito melhor para a política do que os planos abstratos dos filósofos de botequim. Mas é claro que a convicção conservadora é muito mais do que esta simples atitude genérica.

Não é possível redigir um catálogo completo das convicções conservadoras; no entanto, ofereço aqui, de forma sumária, dez princípios gerais; tudo indica que se possa afirmar com segurança que a maioria dos conservadores subscreveria a maior parte destas máximas. Nas várias edições do meu livro The Conservative Mind, fiz uma lista de alguns cânones do pensamento conservador – a lista foi sendo levemente modificada de uma edição para a outra edição; em minha antologia The Portable Conservative Reader, ofereço algumas variações sobre este assunto. Agora, lhes apresento uma resenha dos pontos de vista conservadores que difere um pouco dos cânones que se encontram nestes meus dois livros. Por fim, as diferentes maneiras através das quais as opiniões conservadoras podem se expressar são, em si mesmas, uma prova de que o conservadorismo não é uma ideologia rígida. Os princípios específicos enfatizados pelos conservadores, em um dado período, variam de acordo com as circunstâncias e as necessidades daquela época. Os dez artigos de convicções abaixo refletem as ênfases dos conservadores americanos da atualidade.

_______________
1 Test Act - Lei inglesa de 1673 que exigia dos titulares de cargos civis e militares professarem a fé da Igreja Anglicana através de uma fórmula de juramento (N. do T.).
2 Declaração oficial da doutrina da Igreja Anglicana (N. do T.).
3 A frase "Chaos and old Night" provém do poema épico de John Milton Paradise Lost (Book I; line 544). Milton usa esta frase para se referir à “matéria” a partir da qual Deus ordenou e criou o mundo (N. do T.).


􀂃 Primeiro, um conservador crê que existe uma ordem moral duradoura.

Esta ordem é feita para o homem, e o homem é feito para ela: a natureza humana é uma constante e as verdades morais são permanentes.

Esta palavra ordem quer dizer harmonia. Há dois aspectos ou tipos de ordem: a ordem interior da alma e a ordem exterior do estado. Vinte e cinco séculos atrás, Platão ensinou esta doutrina, mas hoje em dia até as pessoas instruídas acham difícil de compreendê-la. O problema da ordem tem sido uma das principais preocupações dos conservadores desde que a palavra conservador se tornou um termo político.

O nosso mundo do século XX experimentou as terríveis conseqüências do colapso na crença em uma ordem moral. Assim como as atrocidades e os desastres da Grécia do V século a.C., a ruína das grandes nações, em nosso século, nos mostra o poço dentro do qual caem as sociedades que fazem confusão entre o interesse pessoal, ou engenhosos controles sociais, e as soluções satisfatórias da ordem moral tradicional.

Foi dito pelos intelectuais progressistas que os conservadores acreditam que todas as questões sociais, no fundo, são uma questão de moral pessoal. Se entendida corretamente esta afirmação é bastante verdadeira. Uma sociedade onde homens e mulheres são governados pela crença em uma ordem moral duradoura, por um forte sentido de certo e errado, por convicções pessoais sobre a justiça e a honra, será uma boa sociedade – não importa que mecanismo político se possa usar; enquanto se uma sociedade for composta de homens e mulheres moralmente à deriva, ignorantes das normas, e voltados primariamente para a gratificação de seus apetites, ela será sempre uma má sociedade – não importa o número de seus eleitores e não importa o quanto seja progressista sua constituição formal.

􀂃 Segundo, o conservador adere ao costume, à convenção e à continuidade.

É o costume tradicional que permite que as pessoas vivam juntas pacificamente; os destruidores dos costumes demolem mais do que o que eles conhecem ou desejam. É através da convenção – uma palavra bastante mal empregada em nossos dias – que nós conseguimos evitar as eternas discussões sobre direitos e deveres: o Direito é fundamentalmente um conjunto de convenções. Continuidade é uma forma de atar uma geração com a outra; isto é tão importante para a sociedade com o é para o indivíduo; sem isto a vida seria sem sentido. Revolucionários bem sucedidos conseguem apagar os antigos costumes, ridicularizar as velhas convenções e quebrar a continuidade das instituições sociais – motivo pelo qual, nos últimos tempos, eles têm descoberto a necessidade de estabelecer novos costumes, convenções e continuidade; mas este processo é lento e doloroso; e a nova ordem social que eventualmente emerge pode ser muito inferior à antiga ordem que os radicais derrubaram um seu zelo pelo Paraíso Terrestre.

Os conservadores são defensores do costume, da convenção e da continuidade porque preferem o diabo conhecido ao diabo que não conhecem. Eles crêem que ordem, justiça e liberdade são produtos artificiais de uma longa experiência social, o resultado de séculos de tentativas, reflexão e sacrifício. Por isto, o organismo social é uma espécie de corporação espiritual, comparável à Igreja; pode até ser chamado de comunidade de almas. A sociedade humana não é uma máquina, para ser tratada mecanicamente. A continuidade, a seiva vital de uma sociedade não pode ser interronpida. A necessidade de uma mudança prudente, recordada por Burke, está na mente de um conservador. Mas a mudança necessária, redargúem os conservadores, deve ser gradual e descriminativa, nunca se desvencilhando de uma só vez dos antigos cuidados.

􀂃 Terceiro, os conservadores acreditam no que se poderia chamar de princípio do preestabelecimento.

Os conservadores percebem que as pessoas atuais são anões nos ombros de gigantes, capazes de ver mais longe do que seus ancestrais apenas por causa da grande estatura dos que nos precederam no tempo. Por isto os conservadores com freqüência enfatizam a importância do preestabelecimento – ou seja, as coisas estabelecidas por costume imemorial, de cujo contrário não há memória de homem que se recorde. Há direitos cuja principal ratificação é a própria antiguidade – inclusive, com freqüência, direitos de propriedade. Da mesma forma a nossa moral é, em grande parte, preestabelecida. Os conservadores argumentam que seja improvável que nós modernos façamos alguma grande descoberta em termos de moral, de política ou de bom gosto. É perigoso avaliar cada tema eventual tendo como base o julgamento pessoal e a racionalidade pessoal. O indivíduo é tolo, mas a espécie é sábia, declarou Burke. Na política nós agimos bem se observarmos o precedente, o preestabelecido e até o preconceito, porque a grande e misteriosa incorporação da raça humana adquiriu uma sabedoria prescritiva muito maior do que a mesquinha racionalidade privada de uma pessoa.

􀂃 Quarto, os conservadores são guiados pelo princípio da prudência.

Burke concorda com Platão que entre os estadistas a prudência é a primeira das virtudes. Toda medida política deveria ser medida a partir das prováveis conseqüências de longo prazo, não apenas pela vantagem temporária e pela popularidade. Os progressistas e os radicais, dizem os conservadores, são imprudentes: porque eles se lançam aos seus objetivos sem dar muita importância ao risco de novos abusos, piores do que os males que esperam varrer. Com diz John Randolph of Roanoke, a Providência se move devagar, mas o demônio está sempre com pressa. Sendo a sociedade humana complexa, os remédios não podem ser simples, se desejam ser eficazes. O conservador afirma que só agirá depois de uma reflexão adequada, tendo pesado as conseqüências. Reformas repentinas e incisivas são tão perigosas quanto as cirurgias repentinas e incisivas.

􀂃 Quinto, os conservadores prestam atenção no princípio da variedade.

Eles gostam do crescente emaranhado de instituições sociais e dos modos de vida tradicionais, e isto os diferencia da uniformidade estreita e do igualitarismo entorpecente dos sistemas radicais. Em qualquer civilização, para que seja preservada uma diversidade sadia, devem sobreviver ordens e classes, diferenças em condições matérias e várias formas de desigualdade. As únicas formas verdadeiras de igualdade são a igualdade do Juízo Final e a igualdade diante do tribunal de justiça; todas as outras tentativas de nivelamento irão conduzir, na melhor das hipóteses, à estagnação social. Uma sociedade precisa de liderança honesta e capaz; e se as diferenças naturais e institucionais forem abolidas, algum tirano ou algum bando de oligarcas desprezíveis irá rapidamente criar novas formas de desigualdade.

􀂃 Sexto, os conservadores são refreados pelo princípio da imperfectibilidade.

A natureza humana sofre irremediavelmente de certas falhas graves, bem conhecidas pelos conservadores. Sendo o homem imperfeito, nenhuma ordem social perfeita poderá jamais ser criada. Por causa da inquietação humana, a humanidade tornar-se-ia rebelde sob qualquer dominação utópica e se desmantelaria, mais uma vez, em violento desencontro – ou então morreria de tédio. Buscar a utopia é terminar num desastre, dizem os conservadores: nós não somos capazes de coisas perfeitas. Tudo o que podemos esperar razoavelmente é uma sociedade que seja sofrivelmente ordenada, justa e livre, na qual alguns males, desajustes e desprazeres continuarão a se esconder. Dando a devida atenção à prudente reforma, podemos preservar e aperfeiçoar esta ordem sofrível. Mas se os baluartes tradicionais de instituição e moralidade de uma nação forem negligenciados, se dá largas ao impulso anárquico que está no ser humano: “afoga-se o ritual da inocência”4. Os ideólogos que prometem a perfeição do homem e da sociedade transformaram boa parte do século XX em um inferno terrestre.

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4 William Buttler Yeats, The Second Coming (N. do T.).


􀂃 Sétimo, conservadores estão convencidos que liberdade e propriedade estão intimamente ligadas.

Separe a propriedade do domínio privado e Leviatã se tornará o mestre de tudo. Sobre o fundamento da propriedade privada, construíram-se grandes civilizações. Quanto mais se espalhar o domínio da propriedade privada, tanto mais a nação será estável e produtiva. Os conservadores defendem que o nivelamento econômico não é progresso econômico. Aquisição e gasto não são as finalidades principais da existência humana; mas deve-se desejar uma sólida base econômica para a pessoa, a família e o estado. Sir Henry Maine, em sua Village Communities, defende vigorosamente a causa da propriedade privada, como diferente da propriedade pública: “Ninguém pode ao mesmo tempo atacar a propriedade privada e dizer que aprecia a civilização. A história destas duas realidades não pode ser desintrincada”. Pois a instituição da propriedade privada tem sido um instrumento poderoso, ensinando a responsabilidade a homens e mulheres, dando motivos para a integridade, apoiando a cultura geral e elevando a humanidade acima do nível do mero trabalho pesado, proporcionando tempo livre para pensar e liberdade para agir. Ser capaz de guardar o fruto do próprio trabalho; ser capaz de ver o próprio trabalho transformado em algo de duradouro; ser capaz de deixar em herança a sua propriedade para sua posteridade; ser capaz de se erguer da condição natural da oprimente pobreza para a segurança de uma realização estável; ter algo que é realmente propriedade pessoal – estas são vantagens difíceis de refutar. O conservador reconhece que a posse de propriedade estabelece certos deveres do possuidor; ele reconhece com alegria estas obrigações morais e legais.

􀂃 Oitavo, os conservadores promovem comunidades voluntárias, assim como se opõem ao coletivismo involuntário.

Embora os americanos tenham se apegado vigorosamente aos direitos privados e de privacidade, também têm sido um povo conhecido por seu bem sucedido espírito comunitário. Na verdadeira comunidade, as decisões que afetam de forma mais direta as vidas dos cidadãos são tomadas no âmbito local e de forma voluntária. Algumas destas função são desempenhadas por organismos políticos locais, outras por associações privadas: enquanto permanecem no âmbito local e são caracterizadas pelo comum acordo das pessoas envolvidas, elas constituem comunidades saudáveis. Mas quando as funções, quer por deficiência, quer por usurpação, passam para uma autoridade central, a comunidade se encontra em sério perigo. Se existe algo de benéfico ou prudente em uma democracia moderna, isto se dá através da volição cooperativa. Se, então, em nome de uma democracia abstrata, as funções da comunidade são transferidas para uma coordenação política distante, o governo verdadeiro, através do consentimento dos governados, cede lugar para um processo de padronização hostil à liberdade e à dignidade humanas.
Uma nação não é mais forte do que as numerosas pequenas comunidades pelas quais é composta. 

Uma administração central, ou um grupo seleto de administradores e servidores públicos, por mais bem intencionado e bem treinado que seja, não pode produzir justiça, prosperidade e tranqüilidade para uma massa de homens e mulheres privada de suas responsabilidades de outrora. Esta experiência já foi feita; e foi desastrosa. É a realização de nossos deveres em comunidade que nos ensina a prudência, a eficiência e a caridade.

􀂃 Nono, o conservador percebe a necessidade de uma prudente contenção do poder e das paixões humanas.

Politicamente falando, poder é a capacidade de se fazer aquilo que se queira, a despeito da aspiração dos próprios companheiros. Um estado em que um indivíduo ou um pequeno grupo é capaz de dominar as aspirações de seus companheiros sem controles é um despotismo, quer seja monárquico, aristocrático ou democrático. Quando cada pessoa pretende ser um poder em si mesmo, então a sociedade se transforma numa anarquia. A anarquia nunca dura muito tempo, já que, sendo intolerável para todos e contrária ao fato irrefutável de que algumas pessoas são mais fortes e espertas do que seus próximos. À anarquia sucede a tirania ou a oligarquia, nas quais o poder é monopolizado por pouquíssimos.

O conservado se esforça por limitar e balancear o poder político para que não surjam nem a anarquia, nem a tirania. No entanto, em todas as épocas, homens e mulheres foram tentados a derrubar os limites colocados sobre o poder, a favor de um capricho temporário. É uma característica do radical que ele pense o poder como uma força para o bem – desde que o poder caia em suas mãos. Em nome da liberdade, os revolucionários franceses e russos aboliram os limites tradicionais ao poder; mas o poder não pode ser abolido; e ele sempre acha um jeito de terminar nas mãos de alguém. O poder que os revolucionários pensavam ser opressor nas mãos do antigo regime, tornou-se muitas vezes mais tirânico nas mãos dos novos mestres do estado.

Sabendo que a natureza humana é uma mistura do bem e do mal, o conservador não coloca sua confiança na mera benevolência. Restrições constitucionais, freios e contrapesos políticos (checks and balances), correta coerção das leis, a rede tradicional e intricada de contenções sobre a vontade e o apetite – tudo isto o conservador aprova como instrumento de liberdade e de ordem. Um governo justo mantém uma tensão saudável entre as reivindicações da autoridade e as reivindicações da liberdade.

􀂃 Décimo, o pensador conservador compreende que a estabilidade e a mudança devem ser reconhecidas e reconciliadas em uma sociedade robusta.

O conservado não se opõe ao aprimoramento da sociedade, embora ele tenha suas dúvidas sobre a existência de qualquer força parecida com um místico Progresso, com P maiúsculo, em ação no mundo. Quando uma sociedade progride em alguns aspectos, geralmente ela está decaindo em outros. O conservador sabe que qualquer sociedade sadia é influenciada por duas forças, que Samuel Taylor Coleridge chamou de Conservação e Progressão (Permanence and Progression). A Conservação de uma sociedade é formada pelos interesses e convicções duradouros que nos dão estabilidade e continuidade; sem esta a Conservação as fontes do grande abismo se dissolvem, a sociedade resvala para a anarquia. A Progressão de uma sociedade é aquele espírito e conjunto de talentos que nos instiga a realizar uma prudente reforma e aperfeiçoamento; sem esta Progressão, um povo fica estagnado. Por isto o conservador inteligente se esforça por reconciliar as reivindicações da Conservação e as reivindicações da Progressão. Ele pensa que o progressista e o radical, cegos aos justos reclamos da Conservação, colocariam em perigo a herança que nos foi legada, num esforço de nos apressar na direção de um duvidoso Paraíso Terrestre. O conservador, em suma, é a favor de um razoável e moderado progresso; ele se opõe ao culto do Progresso, cujos devotos crêem que tudo o que é novo é necessariamente superior a tudo o que é velho.

O conservador raciocina que a mudança é essencial para um corpo social da mesma forma que o é para o corpo humano. Um corpo que deixou de se renovar, começou a morrer. Mas se este corpo deve ser vigoroso, a mudança deve acontecer de uma forma harmoniosa, adequando-se à forma e à natureza do corpo; do contrário a mudança produz um crescimento monstruoso, um câncer que devora o seu hospedeiro. O conservado cuida para que numa sociedade nada nunca seja completamente velho e que nada nunca seja completamente novo. Esta é a forma de conservar uma nação, da mesma forma que é o meio de conservar um organismo vivo. Quanta mudança seja necessária em uma sociedade, e que tipo de mudança, depende das circunstâncias de uma época e de uma nação.


* * *

Assim, este são os dez princípios que tiveram grande destaque durante os dois séculos do pensamento conservador moderno. Outros princípios de igual importância poderiam ter sido discutidos aqui: a compreensão conservadora de justiça, por exemplo, ou a visão conservadora de educação. Mas estes temas, com o tempo que passa, eu deverei deixar para a sua investigação pessoal.

Eric Voegelin costumava dizer que a grande linha de demarcação na política moderna não é a divisão entre progressistas de um lado e totalitários do outro. Não, de um lado da linha estão todos os homens e mulheres que imaginam que a ordem temporal é a única ordem e que as necessidades materiais são as únicas necessidades e que eles podem fazer o que quiserem do patrimônio da humanidade. No outro lado da linha estão todas as pessoas que reconhecem uma ordem moral duradoura no universo, uma natureza humana constante e deveres transcendentes para com a ordem espiritual e a ordem temporal.

terça-feira, 30 de setembro de 2008

OS FUNDAMENTOS DA ECONOMIA DOS ESTADOS UNIDOS SÃO FORTES - RUSH LIMBAUGH



Nota do Tradutor (Tradução: Mayr Sampaio Fortuna Neto) - Esta é a tradução da transcrição de parte do programa de Radio (Talk Show) de Rush Limbaugh, em 24 de setembro de 2008. Aqui, ele comenta sobre a economia, mas mais importante, sobre a fé que os Americanos tem na América, e denuncia as práticas dos Democratas – Liberais (Comunistas Norte Americanos). Esta é uma peroração, uma exaltação, deste grande americano, que vale a pena ser lida, não somente por representar a fé de um grande povo, mas também, porque denuncia muito do que nós brasileiros já sofremos, e continuamos a sofrer no nosso dia a dia. A linguagem do texto é coloquial (trata-se da transcrição de um bate-papo com ouvintes do show de rádio) e eu tento mantê-la assim tanto quanto possível.


RUSH:


Os Fundamentos da Economia dos EUA ressoam (são fortes). Snerdley (um ajudante do programa) diz – “Você não acredita mesmo nisso né?” Então eu tenho que explicar.



Vejam, ele pensa, que vocês, nós todos, estamos balançando, à beira do colapso, desastre total, bancarrota e tudo o mais. Então, eu vou dizer por que você se sente como se sente. Não é a Economia. Não é. Segure-se, porque aqui nós temos Max Boot, no Los Angeles Times de hoje:



“Não entregue a Economia Americana tão barato, nem tão rápido”.



Ele começa desta forma:



Um Ministro Israelense em visita aos EUA, propôs dois argumentos interessantes numa conferência em Washington este fim de semana:



A atual Crise Financeira, ele disse, esta minando a percepção de Pode Norte Americano, quando se trata de lidar com problemas tais como a ameaça nuclear Iraniana, os aventureiros Russos ou as crescentes ameaças do Hamas e do Hezbolah. Vários atores ao redor do mundo, olham para os EUA., e vêem um Gigante Aleijado, o que reduz os incentivos a fazer concessões à Washington.



Este problema é real, mas assim também é, o sentimento expresso após estar por aqui por alguns dias. O fim econômico dos EUA, ele pensa, não esta tão aparentemente próximo, como tão pronta e sensacionalmente alardeado pela mídia internacional. Até agora, o Povo nas Ruas (Main Street) tem demonstrado uma impressionante capacidade de resistência frente aos problemas de Wall Street. Mesmo que a economia, finalmente, sucumba a uma recessão, como agora parece ser o caso, ela se recuperará novamente antes de muito tempo.



Houve muitas, muitas crises no passado. A estagflação e os picos dos preços do petróleo dos anos 70, a Débâcle da Poupança e Empréstimos, assim como o alarmante défcit Orçamentário e Comercial dos anos 80, a explosão da Bolha da Internet (.com) e os ataques terroristas do início da década, o que levou muitos observadores a prever que os Estados Unidos da América (A superpotência Imperialista) logo seguiria o caminho da Roma antiga.



Rush comenta: E nós sempre voltamos mais fortes, cada vez mais fortes – Não voltamos Snerdley? Obama, seguramente, com os diabos, ficou RICO nos anos “Bush”, Al Gore ficou rico nos anos “Bush”, os Clintons ficaram ricos nos anos “Bush”.



“O que os pessimistas ignoram, é que os Fundamentos da Economia Americana são Excelentes e permanecem Inabaláveis”.



Rush comenta: Vocês sabem, amigos, a Economia Americana – e este é outro grande erro em que incorre a mídia, por ignora-lo – pode ser rastreada até o povo que a faz, o povo que trabalha, isto é, você meu amigo. A Economia Americana não é esta gente de Wall Street, não é aquela gente de Washington (nt: os conservadores atribuem grande parte, senão a maior parte dos problemas econômicos ao governo de Washington e às políticas Democratas Liberais). Vocês realmente pensam, que estes caras como Barney Frank (Congressista, Chefe do Comitê de Assuntos Financeiros do Congresso dos EUA – Democrata) ou Chris Dodd (Senador, Líder Democrata no Senado Federal, que ainda conta com maioria Republicana) ou todos estes matutos bobalhões (yokels) conduzindo esta audiências no Congresso, que Paul Bernanke (Chefe do Federal Reserve – Banco Central Norte Americano) ou Henry Paulson (Secretario do Tesouro) tem a varinha mágica para corrigir isso tudo (a crise das hipotecas)? Vocês realmente acreditam nisto? Não acreditem! Não, porque eles não tem. Se alguém por lá, tivesse uma maneira de prevenir estas coisas, elas nunca teriam acontecido, mas elas acontecem, porque você não pode parar o Mercado. Agora, você pode socializar o Mercado, você pode Diminuir o Ritmo de Atividade do Mercado, você pode destruí-lo com ataques ao longo do tempo, que é o risco que nós estamos correndo hoje. Mas esta gente, não é diferente de ninguém mais, eles apenas tem esta “Aura” de sapiência baseada nos cargos que ocupam, nos cargos que ocuparam, mas estas coisas ocorreram debaixo dos olhos deles, e agora eles alegam que têm a solução mágica para resolver a crise, e isto vai requerer apenas a miserável quantia de 700 bilhões de dólares minha gente. É por isso que eu sempre digo meus caros amigos – e vocês riem de mim, e pensam - ele é apenas um sabe-tudo que extrapolou – se “eles” vão ter uma recessão, não participe dela, não se junte a ela. Vocês ficariam surpresos com a fôrça da atitude meus caros, o resultado desta atitude. O que os pessimistas ignoram, é que os Fundamentos da nossa Economia, são fortes!



De fato, o Fórum Econômico Mundial, avaliou os Estados Unidos, como a economia mais competitiva dos últimos dois anos (A nova pesquisa sai mês que vem). As estatísticas do Fórum indicam que o Produto Interno Bruto ´per capita´ tem crescido mais rápida e consistentemente do que o das outras economias desenvolvidas desde a década de 80. Uma análise mais profunda da competitividade Americana mostra que o nosso comércio interno é particularmente forte (1º no mundo) – e nós continuamos a ouvir sobre a China - Nós, meus caros, somos o Número Um. Nós somos o maior mercado doméstico do mundo, não se esqueçam disso. Não há ninguém, nem mesmo perto de nós. Somos também, além disso: “em tempo necessário para se abrir uma nova empresa (No. 3)”, “Capital de Risco (No. 1)”, “posse de computadores pessoais (No. 2)”, “Colaboração na Pesquisa, Universidade X Indústria (No. 1)” e, qualidade das instituições de pesquisa científica (No. 2). Agora vejam, eu não vou discutir os aspectos liberais influentes nestas coisas, poderemos faze-lo mais tarde, estou somente fornecendo nossa colocação agora.


A disponibilidade de Capital de Risco pode estar um pouco afetada, devido aos problemas com a Bolha das Hipotecas, e nós devemos nos preocupar, se os Democratas conseguirem controlar as duas pontas da Avenida Pensilvânia em novembro (nt: De um lado, a Casa Branca, do outro o Congresso – que já é controlado por eles desde 2006 – mas, este ano também há eleições para o Congresso) porque eles podem exacerbar o que a pesquisa diz ser os dois aspectos mais problemáticos de se fazer negócios nos EUA: Impostos altos e incremento excessivo de regulamentação de impostos.

Eu digo a vocês, meus caros ouvintes, nós não podemos nos dar ao luxo de um “Empréstimo Barack Obama”. Não poderemos suportar o “Risco” de não saber o que estamos levando e também não precisamos dos “avalistas” dele: Jeremiah Right (nt: pastor comunista anti-americano ferrenho), Bill Ayres (nt: ex terrorista e ideólogo dos “Organizadores Comunitários”), Toni Rezko (8 things you need to know about Obama and Rezko), Bernardine Dohrn (nt: nascida em 12 de janeiro de 1942, ex-líder da organização radical de esquerda Weather Underground).



Mas, seja o que for que aconteça nos próximos meses, a maioria das vantagens que alimentam a capacidade da Economia Norte-Americana, continuarão inalteradas, assim como também, outra Estatística Vital: De acordo com autoridades Federais, a Taxa de Fertilidade nos EUA. – onde cada mulher tem hoje 2,1 crianças – é a maior dentre as economias desenvolvidas. Porque nós na fazemos mais tantos abortos como fizemos no passado, dentre outras coisas. Então meus caros, nós, Americanos, estamos produzindo uma População de novas abelhinhas trabalhadoras.



Agora, voltemos aos Democratas e seus Impostos. Se você pensa caro amigo, que o que esta acontecendo já é o máximo que poderia acontecer em termos de maldade e problemas, causados pelos Democratas, você esta enganado. Aguarde até que também aconteça com o Seguro Saúde Social. Agora, este grau de crise, pode não ser atingido durante a minha vida, ou a sua, mas vai seguramente acontecer durante a vida de nossos filhos, e eles podem não querer pagar os impostos que gente como Obama vai exigir. Então, amigos, eleições são importantes. Esta é de importância crucial, ainda mais que toda a mídia esta ajudando Obama, e tentando controlar nossas mentes, pelo controle da informação. Assim, os fundamentos da economia são fortes e ainda há oportunidades lá fora. Pessoas estão abrindo novos negócios todos os dias, empreendedores estão fazendo o seu máximo, e em situações de crise, meus amigos, nos criamos mais empreendedores. Nós temos a história de fazê-lo. A oportunidade esta lá fora, más, ela não chega de graça. Você pode ouvir a batida na porta – “alô, cheguei!” – mas a oportunidade será desperdiçada amigo, se você não agarra-la com ambas as mãos. Então, pergunto: por que sentir-se mal, porquê você se sente mal? Bem, há sérias razões meu amigo, e elas não são econômicas.



De forma a nos controlar, a nós, os exuberantes Americanos, a esquerda, o Partido Democrata, os Socialistas, tem nos atacado continuamente, vagarosa mas continuamente, diariamente. Nunca termina, isto nunca termina. Primeiro, eles tentaram destruir a nossa religião, até que nós nos sentirmos diferentes, começarmos a falar baixo e dissimuladamente sobre ela. Então, veio a guerra contra as Armas. Eles não podem permitir que o povo americano esteja armado porque isso nos dá muito CONTROLE. Então, eles se infiltraram nas escolas públicas, nas Universidades, a mídia tentando ganhar o controle sobre os nossos hábitos (campanha do Fumo, da comida, dentre outras) e, então, você se sente mal. Quem quer que seja você, você se sente mal. Você pode ligar o rádio, ouvir uma música, ver a televisão, ler um jornal ou um livro, e sempre estará lá: SEU PAÍS FEDE, e você também. Eles atacaram os nossos carros (nt: alusão aos carrões americanos), eles fizeram a definição americana de liberdade virar um demônio, forçando-nos a dirigir estas caixinhas de fósforo de brinquedo que eles chamam carro, e nós ficamos sem saída. Agora, eles estão atacando os telefones celulares, meus amigos e eu digo que não vão conseguir – Telefone celular dá câncer, da mesma forma que o cigarro da câncer, eles não podem provar, mas dá! Somando-se à nossa perda de liberdade, eles ganham dinheiro para continuar as operações de ataque. Por que eles tem medo do telefone celular? – Bem, você sabe, com um celular, nós podemos falar uns com os outros.



Assim que eles puderem, eles vão se livrar de mim, de mim e de outros que como eu contrariam a Fairness Doctrine (nt: alusão a tentativa de retirar do ar os talk-shows que ‘mostram um lado só, muito influentes entre o povo, e atualmente mais fortes que a grande mídia na formação de opinião). Eles também vão tentar se livrar das pessoas que eles não gostam na internet. E vão usar estes meios, para disseminar a propaganda deles. Vejam, esta semana mesmo, estamos presenciando um ataque deliberado, na tentativa de socializar o sistema financeiro dos EUA. Nós estamos chegando ao ponto amigos, em que não teremos controle sobre o nosso próprio dinheiro. Mas, ora, quem precisa investir, quando temos um futuro seguro garantido pelo governo? E aí, veio o Chuck Schumers – A culpa é sas hipotecas! Ora, o que é uma hipoteca? Uma hipoteca é o instrumento de acesso ao Sonho Americano amigo, é o símbolo da posse de uma propriedade privada! E lá vem o Chuck Schumers culpando as hipotecas – Segundo ele, o fato de você ter uma propriedade privada causou este problema. É longa amigos, esta estrada que nós temos viajado, estes ataques, vem acontecendo há anos e anos, décadas, com este grupo de “Organizadores Comunitários”, NÚNCA PARA! Más, é também uma estrada muito direta, é o caminho da servidão (livro de Fredrich A. Hayek). É por isso amigo, que você se sente mal, você esta PERDENDO A SUA LIBERDADE e você não entende isso, não compreende isso.



Deixe-me dizer mais alguma coisa aqui, só para esclarecer. Quando eu digo que os fundamentos da economia são fortes, eu não estou tentando relevar o seu pessimismo a respeito das coisas, porque, nós precisamos estar preocupados sobre as coisas aqui – Não estou dizendo: Hei, ta tudo bem, vamos já bater as asas e sair desta situação, não, de forma alguma! O problema, é que nós estamos no meio de uma crise, e esta crise, não é uma falha do capitalismo, é uma falha do GOVERNO! Nós não temos só o direito, nós temos o DEVER de ser pessimistas. Temos o dever de estar brabos, e motivados a fazer algo a respeito. O governo, esta no Piloto Automático amigos, ele não mais responde ao desejo do povo, o governo, e todos estes políticos entreguistas, usando o governo para minar a economia! Não seja pessimista sobre as circunstâncias econômicas que vão atuar sobre as suas finanças. Mas fique brabo, muito brabo, com o que está acontecendo com este sistema de governo, que se desviou dos seus fundamentos, para algo que os fundadores (nt: pais fundadores da nação) nunca teriam endossado. É simplesmente enlouquecedor!



Quando eu digo – os fundamentos da economia são fortes – nós temos duas escolhas, podemos escolher o crescimento econômico, ou podemos escolher um governo socialista, e uma economia socialista, e você pode esquecer o crescimento econômico. Aqui está uma pequena ilusão, e você pode levantar as mãos para o alto e dizer – Meu Deus, não demora muito, e também vai acontecer aqui! – Esta veio do UK Guardian – O Equador, na próxima semana, votará o que muitos países acham IMPENSÁVEL! O Equador está dando à Natureza, “Direitos Humanos”! As pessoas são chamadas a votar uma constituição que dará direitos humanos à natureza. Florestas tropicais, rios, ilhas, o ar, teriam os mesmos direitos que as pessoas! E, se eles votarem sim, (56% SÃO A FAVOR E 23% SÃO CONTRA), então aprovam também a Carta dos Direitos da Natureza, que será aplicada, e novas leis, que mudam o Status da Natureza de simples propriedade para uma Entidade-com-Direitos.


Você poderia ser acusado de assassinato, por cortar um ramo errado de uma árvore, ou, se você esta descendo um rio, no Equador, no seu Caiaque ou canoa, e precisa fazer cocô, ou urinar, alguém te vê... Quem sabe o que eles poderiam fazer?

A ESQUERDA ESTA SIMPLESMENTE FORA DE CONTROLE COM TANTO PODER! E É DIFÍCIL DIZER, MAS É SOBRE ISTO QUE FALAMOS: PODER. O QUE ESTA REALMENTE COMANDANDO, DIRECIONANDO ESTA LINHA DE AÇÃO, É A AUSÊNCIA DE Deus nos corações e almas da esquerda.

OS CONSERVADORES ADOTARÃO O SOCIALISMO? - CLIFF KINCAID

Do portal PAPÉIS AVULSOS do HEITOR DE PAOLA

Cliff Kincaid






A falta de apoio público é significativa já que a imprensa esquerdista acobertadora esta sugerindo que se trata tão somente de um “resgate”, um apoio, ao invés de Socialismo.



Investor’s Business Daily (IBD) tem um repórter fantástico,Terry Jones, que tem feito uma série de artigos explosivos sob o título “O que causou a Crise dos Empréstimos?”. IBD também tem a melhor página editorial conservadora da nação. Eles não se furtaram em cobrir a história de Frank Marshal Davids – o mentor comunista de Barack Obama – e tem publicado uma série chamada “A Audácia do Socialismo”, a cerca dos pontos de vista pró-Marxistas.



Em 24 de setembro, eles publicaram um editorial constrangedor – “É Tempo de Agir” – aderindo ao Plano do Secretário do Tesouro (equivalente a Ministro da Fazenda) Henry Paulson de $ 700 bilhões de tomada&nbspde controle do setor financeiro, o que foi denunciado pelos Senadores Conservadores Jim Bunning e Jim DeMint como socialismo.



Na Câmara, o Republican Study Committee (RSC) (Comitê Republicano de Estudos) liderou a oposição, através de seu Presidente Deputado Jeb Hensarling do Texas  denunciando que o plano de Paulson colocaria os EUA em “estado hipnótico para o socialismo”.



“Todo mundo está dando palpites, mas nós precisamos estudar se há alguma idéia melhor do que a do nosso Secretário do Tesouro e do Presidente do FED já divulgada”, disse IBD. - “O Congresso deveria agir imediatamente”. IBD também chamou a ambos de profissionais ‘competentes e com grande experiência’.



Um leitor do IBD viu a ironia, e comentou que após uma série de artigos avisando sobre as propostas socialistas de Barack Obama e suas origens tornou-se absurda, “particularmente à luz dos esforços da atual administração Republicana para socializar mais de um trilhão de dólares em contas podres com base no imposto sobre o cidadão Americano, o que é investir no absurdo”. O leitor referia-se não somente ao Plano de Recuperação, mas também à Nacionalização das companhias de Hipotecas Fanie Mãe e Fredie Mac orçado em $ 300 bilhões.


O Washington Post no Sábado utilizou um novo eufemismo chamando o “Plano de Recuperação”&nbspde “Plano de Estabilização do Sistema Financeiro Norte Americano”.



Mas, a tal “idéia melhor” apareceu, e veio do RSC (Comitê Republicano de Estudos). O relatório “Princípios para a Recuperação da Economia” inclui dentre outras medidas, o corte dos impostos e a criação de Fundos Privados de Seguros, para mudar o rumo da atual crise financeira.



De acordo com os Deputados Conservadores, não apenas o plano de Paulson contém defeitos fatais, mas, como foi revelado posteriormente pelo Wall Street Journal  que a versão do Partido Democrata – que já conta com mais de 100 páginas - inclui fundos para grupos políticos radicais como a Housing Trust Fund responsável pelos subsídios a grupos como ASCORN e National Council of La Raza.



Em discurso, Hensarling afirmou – “Nós devemos considerar alternativas que suspenderiam imediatamente os impostos sobre os ganhos de capital. Nós estamos numa crise de liquidez e, suspender os impostos sobre ganhos de capital, resultaria na captação imediata de investimentos da ordem de um trilhão de dólares, recolocando as coisas em ordem no mercado. Segundo, nós precisamos suspender o ordenamento contábil que criou as condições para a acumulação de uma tal montanha de sujeira e quebradeira do crédito no mercado americano”.



Ressaltando que as entidades criadas pelo governo estão na raiz do problema, ele acrescenta – “Quando Fanie Mae e Fredie Mac foram à bancarrota – um fato que os Congressistas Republicanos vem avisando&nbsphá anos e anos – o sistema de Hipotecas foi conjuntamente deturpado. Estes verdadeiros Frankensteins Financeiros – criados em laboratórios governamentais – não são criações do sistema de livre empresa e nós devemos em ultima instância, retirar a sua capacidade monopolizadora, e devolvê-la ao mercado. Finalmente, o FED esta sendo empurrado em várias direções e nós deveríamos reformular a Lei  Humphrey Hawkins que no momento desvia a atenção do FED da Estabilidade de Preços de Longo Prazo, para o crescimento econômico de curto prazo.



Ron Paul, candidato vencido nas primárias republicanas, e que avisou sobre a crise iminente, chamou o plano de Paulson de – “bobagens costuradas no chute, forçando um congresso que não quer a agir sob a ameaça de que se não for aceita, levara ao colapso do sistema financeiro”. Muito ao contrário, ele afirmou  :“A aprovação destas medidas vai levar-nos diretamente ao final da estrada da quebradeira econômica”.



Da parte do Senado, Sen. DeMint alinhavou um plano para estimular o crescimento econômico, baixar impostos, reformular programas governamentais e expandir imediatamente a produção interna de energia.



Enquanto isso, o USA Today foi pego com a boca na botija, claramentefalsificando a divulgação dos resultados de sua própria pesquisa sobre a crise – “Aproximadamente 8 em cada 10 americanos (78%) dizem que o congresso deveria aprovar o plano de recuperação financeira do mercado, mas a maioria quer que os congressistas modifiquem significativamente o plano de $700 bilhões da administração Bush” diz a reportagem de capa do USA Today.



Mas, a pergunta&nbspapresentada foi – “Como você deve saber, a administração Bush propôs um plano que permitiria ao Departamento do Tesouro comprar, e revender até US $ 700 bilhões em bens sub-avaliados das companhias financeiras. O que você gostaria que o congresso fizesse…”.



O resultado foi que somente 22% quer que o congresso aprove um plano similar ao proposto por Bush. Um total de 56% gostaria de um plano diferente da proposta Bush.



pesquisa Rasmussen informa que o apoio ao plano caiu para 24%.



A falta de apoio da população é ainda mais significativa devido à cobertura parcial dos meios de comunicação.



Como o Accuracy In Media (AIM) tem informado, mesmo os conservadores na mídia, tais como Fred Barnes e Charles Clauthammer da Fox News, tem endossado o Plano Paulson, e na blogosfera conservadora Hugh Hewitt tem sido um significante líder de torcida a favor. No “Memorandum aos Deputados Republicanos”  que lideram a oposição ao esquema socialista, Hewitt chega a acusar os conservadores de “intransigência”, e de “indiferença suicida” ao encarar a emergência econômica e a possibilidade real de pânico no sistema”.


 

outras declarações  Viguerie propôs a criação de uma comissão especial de inquérito com a finalidade de investigar a crise financeira e apontar e responsabilizar os envolvidos.



Entretanto, o tempo para reagir esta acabando. Alguns Democratas estão dizendo, que o plano já poderia estar transformado em Lei até este domingo (28/09/2008).



Tradução: Mayr Sampaio Fortuna Neto

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Perspectivas de um candidato de direita

Liberdade é uma das mais profundas e nobres aspirações do espírito humano.

Ronald Reagan


“Liberdade do indivíduo perante o Estado e a Sociedade só existem dentro da moral judaico-cristã.”

Heitor de Paola



Aos candidatos e aos eleitores que buscam um país PARA todos e não o “Brasil, um país DE Todos (ou seria de “TOLOS”?), um convite à reflexão baseada em FATOS:


1. Ronald Reagan recebeu críticas de todo mundo por não ser comunista (ou seria melhor dizer "por ser conservador"?), todos disseram que ele nunca seria ninguém na política se continuasse do outro lado brigando com comunistas.


RESULTADO: ganhou na pesquisa O MAIOR AMERICANO DE TODOS OS TEMPOS.


2. Enéas (Carneiro) foi apresentado pela mídia brasileira como uma caricatura de político, ridicularizado por todo o establishment nacional, principalmente por sua aparência física, suas idéias e seu posicionamento de direita conservadora.


RESULTADO: é o DEPUTADO FEDERAL MAIS VOTADO DA HISTÓRIA DO BRASIL.


3. John Wayne recebeu críticas de todos no mundo do cinema por ser um homem de direita e conservador, todos disseram que ele não seria nada se não "abraçasse" as idéias revolucionárias da esquerda. Ele nunca desistiu nem se vendeu.


RESULTADO: transformou-se no MAIOR ÍDOLO DO CINEMA MUNDIAL DE TODOS OS TEMPOS.


Um pouco da história deste homens notáveis.


RONALD REAGAN

Reagan nasceu em Tampico, Illinois, o segundo de dois filhos de John (Jack) Reagan e Nelle Wilson. Em 1920, depois de anos se mudando de cidade em cidade, a família estabeleceu-se na cidade de Dixon em Illinois. Em 1921, com dez anos de idade, Reagan foi batizado na igreja de sua mãe, a Discípulos de Cristo, em Dixon, e em 1924 ele começou a frequentar a Dixon's Northside High School. Formou-se em economia em 1932 na Universidade de Eureka, IL.

De família pobre e com pai alcoólatra, Reagan teve uma infância difícil. Mas ainda assim aprendeu valores básicos, como a crença nos direitos individuais, a desconfiança da autoridade estabelecida, a capacidade de manter uma postura positiva mesmo diante de más notícias e uma autoconfiança derivada da noção de que o conhecimento mais importante está em distinguir o certo e o errado.


Por oito anos consecutivos, a pesquisa da Gallup mostrou Reagan como o homem mais admirado no país, e quando ele deixou o cargo de presidente, sua taxa de aprovação estava em 70%, a mais alta de qualquer presidente americano moderno.


Quem credita Gorbachev em vez de Reagan pelo colapso comunista o faz ou por má fé ou por ignorância. O líder soviético, apoiado pelo Politburo, objetivava, na verdade, salvar o regime falido. Foi Reagan que, com seu programa militar, colocou de vez um ponto final na guerra fria, levando à queda do muro de Berlim em 1989, assim como à democratização de várias ditaduras, principalmente na América Latina.


Para ele, o “approach” do governo na economia poderia ser resumido assim: “Se algo se move, taxe-o; se ele continua se movendo, regule-o; e se ele parar de se mexer, subsidie-o”.


Certa vez ele comparou o governo a um bebê, com um canal de alimentação com apetite enorme de um lado e nenhum senso de responsabilidade do outro. Em sua gestão, tentando melhorar a eficiência do governo, tentou colocar as melhores pessoas no comando e delegar autoridade.


O ex-presidente Ronald Reagan foi eleito o maior americano de todos os tempos em uma pesquisa realizada nos Estados Unidos pelo canal de TV Discovery e o site AOL.



ENÉAS (CARNEIRO)

Personalidade de contrastes, Enéas perdeu os pais aos nove anos de idade, sendo obrigado a trabalhar para sustentar seus irmãos. Em 1958 abandonou a vida humilde no estado do Acre para iniciar seus estudos no Rio de Janeiro. Em 1959 formou-se terceiro-sargento auxiliar de anestesia. Em 1965 formou-se em Medicina pela Escola de Medicina e Cirurgia, com especialidade em Cardiologia. O livro didático dele sobre eletrocardiograma fez tanto sucesso entre os alunos de medicina que era conhecido como A Bíblia do Enéas. A produção acadêmica de Enéas, entretanto, não se restringe à medicina, e ele é autor de artigos sobre diversos assuntos, desde Cardiologia, até Filosofia, Lógica e Robótica. Em 1980 foi diplomado como médico do Hospital do Câncer do Rio de Janeiro.

Enéas fundou, em 1989, o PRONA, lançando-se imediatamente candidato à Presidência nas primeiras eleições diretas do Brasil, após o período da Ditadura Militar. O seu tempo na propaganda eleitoral gratuita era de apenas dezessete segundos. Todavia, sua imagem exótica (um homem pequeno, calvo, com enorme barba cerrada e grandes óculos), aliada a uma fala rápida e discurso inflamado e ultranacionalista (terminado sempre por seu indefectível bordão: "Meu nome é Enéas"), fez com que o então desconhecido político angariasse mais de 360 mil votos, colocando-o em 12º lugar entre 21 candidatos. A propaganda vinha sempre acompanhada pela Quinta sinfonia de Beethoven.

Na eleição para Presidente da República de 1994, Enéas foi o terceiro mais votado, posicionando-se à frente de políticos consagrados, como o então governador do Rio de Janeiro Leonel Brizola, do ex-governador de São Paulo Orestes Quércia, e do ex-governador de Santa Catarina, Esperidião Amin, com mais de 4,6 milhões de votos (7%).


Enéas Carneiro apresentava-se como um político nacionalista e radicalmente contrário ao aborto. Alguns críticos o associavam como um novo ícone do Movimento Integralista. Analistas enxergam Enéas como um fruto da democracia moderna, alegando que sua imagem excêntrica e seu bordão ("Meu nome é Enéas") se sobrepõem ao seu discurso hermético e intelectualizado frente às classes mais pobres da sociedade brasileira.


Em 2002 candidatou-se a deputado federal por São Paulo, obtendo a maior votação da história brasileira para aquele cargo.


Seu partido obteve votos suficientes para, através do sistema proporcional, eleger mais cinco deputados federais (mesmo com votações inexpressivas, abaixo dos mil votos).



JOHN WAYNE

Filho de um farmacêutico, seu verdadeiro nome era Marion Michael Morrison. Ele detestava seu nome e ao entrar para o cinema o mudou para John Wayne, que tinha mais a ver com um rapaz de 1m92 centimentros de altura e campeão de futebol, pela UCLA.

Foi recordista em atuações cinematográficas, mais de 250 filmes (há quem diga que o ator brasileiro Wilson Grey o superou). Também foi dirigido por outros grandes diretores além dos já merncionados: William Wellman, Mark Rydell, John Farrow. Havendo, também, trabalhado ao lado de vários astros de sua época: Henry Fonda, Katharine Hepburn, James Stewart, Maureen O´Hara, Sophia Loren, Elsa Martinelli, Kirk Douglas, William Holden, Marlene Dietrich, Rock Hudson, Robert Mitchum, Lee Marvin, Richard Widmark, dentre outros, em seus 50 anos de cinema.

Dirigiu os filme "The Alamo" e "Os boina verdes". Este último, de 1968, lhe causou grandes problemas. Tinha um roteiro pró-Guerra do Vietnã, o que causou a fúria dos opositores a essa intervenção militar estadunidense, que realizaram vários protestos contra a exibição do filme.

Foi membro da Ordem DeMolay, sendo o primeiro membro a se tornar um famoso ator de Hollywood.

Nascia uma estrela e nenhuma foi maior do que Wayne. Ao ponto de se confundir com todo um gênero, transportando a mesma personagem de filme para filme. Uma personagem com espessura, com passado, marcada pelo tempo, mas que nunca perde a integridade. Não há moralismo mas há sempre um moral nos filmes de Wayne, cowboy que nunca abandona os códigos de honra num mundo onde a única lei é a da bala.

"Uma figura familiar, clássica - inconfundível seja qual for o ângulo -, que se move num mundo de ilusão que conquistou em absoluto." As estrelas de cinema são assim: nunca interpretam tão bem como quando se interpretam a si próprias. Wayne era genial quando fazia-se de Wayne: o passo lento e bem medido, a fala breve e ríspida, o olhar duro onde ainda perpassa um rasto de candura.

Quando John Wayne parou de filmar, o western quase desapareceu como gênero cinematográfico. E nós, espectadores, não voltaríamos a ver cinema com os nossos olhos encantados de meninos.

Em sua lápide foi escrito "Feo, fuorte y feroz".

Mas e no Brasil de hoje?

Qual a perspectiva para os candidatos de direita, para os conservadores?


RESPOSTA: A PERSPECTIVA É A MELHOR POSSÍVEL!


Olhem o que diz REINALDO AZEVEDO:


A Folha de S. Paulo publicou no domingo uma ampla pesquisa sobre o que pensam os jovens brasileiros. Rendeu até um caderno especial, de 20 páginas, chamado Jovem Século 21”. Segundo informa o caderno, a maioria das reportagens “foi feita pelos integrantes da 45ª turma do Programa de Treinamento da Folha”, (...) patrocinada pela Philip Morris Brasil e pela Odebrecht”. Comentarei abaixo alguns dados muito interessantes que a pesquisa revelou e tratarei da seguinte questão: a maioria dos jovens brasileiros, a exemplo da população, É DE DIREITA. Boa parte da imprensa e, vejam só, as instituições políticas, incluindo partidos, não se conformam com isso. Estão todos tomados pela patrulha esquerdista. Já chego lá. Antes, um pouco de memória.

Memória


No dia 9 de abril de 2007, há mais de um ano, escrevi aqui um post intitulado O Povo é de direita, revela o Datafolha. Foi uma gritaria danada. O link com a íntegra está aí. Recupero dois trechos:


“ (...) um político que tivesse rigorosamente as opiniões do povo brasileiro (...) seria chamado de ‘direitista’ pela esquerda, certo? Quem sabe até de reacionário... E isso estaria a indicar que o povo brasileiro é, então, majoritariamente, ‘de direita’. Ora, se ele é de direita, por que, então, estamos sendo governados pela esquerda — ainda que essa ‘esquerda’ seja a petista, com seu fanatismo recém-adquirido pelo financismo? A resposta é simples: questões como as colocadas acima [aborto, pena de morte, drogas] simplesmente estiveram ausentes do debate eleitoral. E os politicólogos brasileiros, quase todos de esquerda, acham que isso é um sinal do nosso amadurecimento. Essas clivagens aparecem nos confrontos eleitorais dos EUA e da Europa — sabem?, eles são os bárbaros... Já os civilizados brasileiros preferem não entrar nesse mérito porque acham que esse é um debate grosseiro.” “DEM e PSDB cometem, a meu ver, dois erros crassos: não conseguem ter um discurso organizado sobre economia para confrontar o PT e renunciam a fazer o que chamo de guerra de valores com a esquerda. O Datafolha esfrega no nariz das duas legendas o óbvio: o povo brasileiro é conservador e, vejam só, não tem, no Parlamento, quem o represente a contento.”


Antes ainda, no dia 13 de agosto de 2006, escrevi aqui:


“Uma boa leva de políticos no Brasil deveria olhar para os dados do Datafolha com vergonha. Vergonha de si mesmos e de sua covardia. Existe uma maioria silenciosa que hoje não encontra uma representação consistente. Uma boa pergunta seria a seguinte: como pode Lula vencer, ao menos por enquanto, a disputa presidencial no 1º turno se a maioria da população é mesmo de direita?”.


Nas duas datas, havia pesquisas Datafolha investigando a opinião dos brasileiros sobre questões de comportamento. Vamos, então, ao levantamento de agora.


Leia na íntegra aqui.


Portanto, perguntem-se porque ter medo de assumir que você é DIREITO, digo, que você é DE DIREITA? Perguntem-se vocês, candidatos, e vocês eleitores.

A História não é escrita pelos atos dos covardes. Estes quando aparecem só o fazem para ressaltar a obra dos bravos, dos justos e dos honrados. Aparecem para enaltecer a obra daqueles pois o lixo sempre vem à tona, mais cedo ou mais tarde.


Não deixem que seus filhos tenham VERGONHA de vocês quando os brasileiros entenderem que somos nós, os homens e mulheres da direita e conservadores que poderemos restabelecer a honra e o orgulho perdido desde que o Brasil se tornou o berço e o antro da esquerdopatia continental a mais de 30 anos. Assumam-se em público!!!


A Luz põe fim à escuridão.


Não demonstre medo diante de seus inimigos. Seja bravo e justo e Deus o amará. Diga sempre a verdade mesmo que isso o leve à morte. Proteja os mais fracos e seja correto. Assim, você estará em paz com Deus e com você mesmo.

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".