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sábado, 18 de outubro de 2008

Aloprados e truculentos

MOVIMENTO ORDEM VIGÍLIA CONTRA A CORRUPÇÃO - MOVCC

 Sete dias depois de veicular uma das maiores barbaridades eleitorais dos últimos tempos, o marqueteiro João Saldanha admitiu um “erro de avaliação”. O comandante da campanha de Marta Suplicy, João Santanna, em entrevista à jornalista Renata Lo Prete, da Folha de S. Paulo, lamentou profundamente não ter previsto a reação da opinião pública.Opinião do RPC – Por Alberto Dines

Aprendiz de Duda Mendonça, o novo Dr. Goebbels não lamentou o pérfido preconceito, nem a ostensiva introdução do lixo no debate eleitoral. A admissão do erro não foi um dever de consciência, esforço para mostrar alguma urbanidade e decência, na realidade foi mais uma tentativa de livrar a ex-campeã da tolerância do papel de ícone da arrogância e da presunção.

A solução “relaxa e goza” proposta pela então ministra do Turismo para enfrentar o caos aéreo foi evidentemente uma gafe, fruto da desatenção ou do despreparo, mas, como sabem psicólogos, psicanalistas e inclusive a autora do despautério, gafes são lapsos que não acontecem por acaso. Armazenados em algum recanto da alma, soltam-se na primeira oportunidade.

As duas perguntinhas fatais – “Ele é casado? Ele tem filhos?” – foram estudadas, foram estratégicas, resultaram de uma bateria de “pesquisas qualitativas” onde os marqueteiros identificaram uma oportunidade para cobrar esclarecimentos a respeito da intimidade de Gilberto Kassab.


Imaginaram que o eleitor engoliria a maldade. Não contaram com a internet onde, no mesmo dia em que começaram a ser transmitidas as primeiras mensagens (domingo, 12/10) já se abrigava uma enorme onda de protestos.

Na reta final da disputa pelo governo de São Paulo, em 2006, um pelotão de milicianos ligados à candidatura de Aloísio Mercadante também inventou uma operação suicida: a divulgação através da revista “IstoÉ” de um falso dossiê contra o candidato José Serra, o famigerado Dossiê Vedoin. Apesar da repercussão, como se tratava de grave crime eleitoral o então-ministro da Justiça Márcio Thomas Bastos associado ao então diretor-geral da Polícia Federal deram um jeito de livrar da merecida condenação os “aloprados” – a designação é do próprio presidente Lula.

A partir daquele episódio, aloprar e seus derivados, incorporaram-se ao nosso riquíssimo vocabulário político como sinônimos de paranóia e falta de escrúpulos. Insinuar que Gilberto Kassab pode ser homossexual porque não é casado e não tem filhos não constitui crime. É um ardiloso desvio de conduta, manifestação de preconceito, falha ética, irregularidade que o TRE de S. Paulo puniu rápida e exemplarmente.

É possível que o “deslize” (como o classificaram círculos petistas que condenaram as perguntas, mas não a candidata) possa ser absorvido e superado. O saldo, porém, dificilmente será esquecido: a percepção do eleitorado avançou, a veneranda passividade e complacência começam a ser substituídas por um senso de vigilância e responsabilidade social.

A ameaça de novos surtos de alopramento é concreta. A possibilidade da derrota de candidatos próximos ao governo federal em cidades-chave, como Rio de Janeiro, S. Paulo, Belo Horizonte e Porto Alegre, pode estimular a insensatez, os desvarios e o seu ingrediente mais perigoso: o vale-tudo político.

Convém lembrar que nesta quinta-feira, um dos mais animados participantes do bafafá que resultou no confronto entre as polícias civil e militar em S. Paulo, era o deputado federal Paulo Pereira da Silva (PDT), o Paulinho, presidente da Força Sindical que corre o perigo de perder o mandato por conta de uma sucessão de estrepolias com dinheiro público. Gente assim, ameaçada de perder as regalias, embarca sem qualquer constrangimento em aventuras e desatinos. Diferentes do Dr. Goebbels, não apelam para perguntas insidiosas. Preferem a truculência. - Alberto Dines é jornalista.




VALE-TUDO ELEITORAL
As campanhas de Marta Suplicy, em São Paulo, e de Eduardo Paes, no Rio de Janeiro, lançam mão de golpes baixos contra seus adversários, Kassab e Gabeira. - Fábio Portela e Ronaldo França - Veja


Disputas eleitorais aguerridas fazem parte do cardápio de qualquer democracia digna deste nome. E, quando a temperatura da batalha está muito alta, é desculpável que os candidatos subam um pouco o tom das críticas mútuas. O que não é admissível é que, em nome da disputa pelo poder, sejam jogadas no lixo as regras mínimas da ética, da decência e da responsabilidade. É isso que vem ocorrendo em São Paulo e no Rio de Janeiro, as duas maiores cidades do país. As candidaturas de Marta Suplicy, do PT paulista, e de Eduardo Paes, do PMDB fluminense, transformaram a reta final das eleições municipais num período que será lembrado com vergonha. Para tirarem votos de seus adversários – Gilberto Kassab, do DEM, e Fernando Gabeira, do PV, respectivamente –, as campanhas de Marta e Paes degeneraram em um caldo de insinuações preconceituosas de caráter sexual, calúnias publicadas em panfletos clandestinos e uso ostensivo da máquina pública.

A delinqüência eleitoral culminou, na última quinta-feira, com a transformação das ruas próximas ao Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista, em uma praça de guerra.

O que parecia ser um confronto entre a Polícia Civil, que está em greve e tentava invadir o palácio, e a Polícia Militar, que defendia o prédio, era, na verdade, uma ação engendrada por sindicalistas irresponsáveis, liderados pelo deputado federal Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força, que preside a Força Sindical apesar de ser acusado de desviar dinheiro do BNDES com a ajuda do dono de um prostíbulo. Paulinho deveria ter um único diálogo com a polícia: a confissão. Deram-lhe a chance de seguir outro caminho. Aliado de Marta, ele insuflou os policiais contra o governador José Serra, para atingir a candidatura de Kassab, apoiado pelo tucano. Paulinho escancarou seu objetivo em um discurso feito a policiais na semana passada: "Estamos chegando às vésperas do segundo turno. O chefe de vocês, que é o José Serra, sabe que tem de ganhar as eleições. E sabe que uma greve da polícia tem repercussão nacional. A proposta que eu quero fazer aos companheiros é que, na semana que vem, na quinta-feira, a gente faça uma passeata saindo do Morumbi, com carro de som, com bandeira, com faixa. E, do Morumbi, vamos para a porta do Palácio dos Bandeirantes". Ofereceu 200 carros de som e apoio da Força Sindical para encorpar a passeata.

Os grevistas compareceram armados – o que configura sedição, e não protesto trabalhista. O saldo foi o único que se podia esperar: os policiais civis entraram em confronto com os militares, que bloquearam o caminho. Houve tiroteio, ataques com armas de bala de borracha e bombas de gás lacrimogêneo. Ao final, 24 pessoas ficaram feridas, incluindo o coronel da PM Danilo Antão Fernandes, baleado com uma pistola de calibre 9 milímetros. Paulinho saiu ileso. O sindicalista mandou os policiais e seus colegas para os escudos da polícia, enquanto estimulava a turba da retaguarda. Juntamente com ele estava o líder do PT na Assembléia Legislativa, Roberto Felício. "Não foi um duelo entre forças policiais, mas um movimento incitado politicamente. Houve participação da CUT, que é ligada ao PT, e da Força Sindical, ligada ao PDT", denunciou o governador José Serra.

Não foi o primeiro ato aloprado da campanha de Marta. No último domingo, a petista desceu ao subsolo ao divulgar um comercial de TV com especulações maliciosas sobre a sexualidade do prefeito Kassab, de 48 anos, solteiro e sem filhos. Para justificar a ignomínia, a petista e seu marqueteiro, João Santana, botaram, é claro, a culpa na imprensa. Disseram que os jornalistas têm a mente poluída e vêem preconceito onde ele não existe. A Justiça Eleitoral não se convenceu e puniu a campanha petista com a perda de 104 minutos de comerciais no horário político da TV e 102 no do rádio. O episódio, que apequena a biografia de Marta e Santana, não teve impacto eleitoral: Kassab segue liderando com folga a disputa. De acordo com o Datafolha, ele tem 53% das intenções de voto, contra 37% da petista.

Imaginava-se que o segundo turno no Rio daria lugar a um debate de alto nível, mas lá também a campanha descambou para a baixaria. O alvo foi o verde Gabeira, cujo desempenho surpreendente tem tirado do sério a campanha de Eduardo Paes. Segundo o Datafolha, ele tem 44% das intenções de voto, contra 42% do peemedebista. Nas duas últimas semanas, foram distribuídos folhetos em que o verde é acusado de discriminar os suburbanos. O objetivo era explorar uma gafe de Gabeira, que se referiu à vereadora tucana Lucinha, a mais votada da cidade, como uma "analfabeta política, com uma visão suburbana". Paes tomou as dores de Lucinha, não para defendê-la, mas para jogar o adversário contra o eleitorado da Zona Oeste da cidade, que deverá ser decisivo nesta eleição. Peemedebistas organizaram ali uma passeata cujo mote era "fora Gabeira" e começaram a distribuir os tais panfletos, que não traziam a assinatura de Paes. Na semana passada, o Tribunal Regional Eleitoral flagrou uma Kombi lotada com esses papéis. Os ocupantes do veículo admitiram trabalhar para o PMDB.

A campanha carioca foi manchada, ainda, pelo uso da máquina estadual. O governador Sérgio Cabral não poupa esforços para beneficiar Paes, seu aliado. Depois de um quebra-quebra de cabos eleitorais, seu secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, entregou à campanha de Paes a ficha policial de um militante do PV agredido por peemedebistas. Encabeçou, portanto, uma tentativa de desqualificar a vítima para limpar a barra do agressor. Nem o futebol escapou. No Estádio do Maracanã, há um serviço que permite aos torcedores mandar mensagens de texto de seus celulares para ser exibidas no placar eletrônico, durante os jogos. Numa partida entre Flamengo e Atlético Mineiro, o telão do estádio exibiu os dizeres "Parabéns, Eduardo Paes" e "O subúrbio merece respeito". Nenhuma das mensagens dos eleitores de Gabeira foi exibida. Outro gol contra do governo Cabral.

Para o diretor do Datafolha, Mauro Paulino, baixaria não dá resultado. "O eleitor é esperto e bem informado. Esse tipo de ação não se reverte em votos." Suas pesquisas confirmam a análise. A uma semana da eleição, os dois candidatos que partiram para o vale-tudo continuam atrás de seus oponentes. Seria muito bom se os candidatos que enfiaram o pé na lama se esforçassem para manter pelo menos a cabeça fora dela.




KASSAB LIDERA ENQUETE FEITA NA USP
Sondagem realizada na Cidade Universitária da USP mostra que, lá, Gilberto Kassab é o preferido dos eleitores.

Enquete feita entre os dias 8 e 10 de outubro com 443 pessoas do campus revela que o prefeito venceria o segundo turno lá com 44,3%. Marta Suplicy teria 31,4%. Os votos nulos somam 17,4%, e os indecisos, 5,6%. O levantamento foi publicado pelo "Jornal do Campus", feito por alunos da ECA (Escola de Comunicação e Artes). A sondagem, segundo os responsáveis pelo jornal, tem representação proporcional de todas as unidades da USP e de todas as categorias da Cidade Universitária, alunos, professores e funcionários. Leia mais 
aqui, no Blog Campanha no Ar





PT FICA EM SEXTO NO NORDESTE
Mesmo com o Bolsa Família, partido de Lula amarga desempenho insuficiente na região

O PT não conseguiu eleger um número expressivo de prefeitos no Nordeste, apesar da farta distribuição de benefícios do Bolsa Família na região. O percentual de políticos eleitos dobrou em relação a 2004, mas o partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ficou em sexto lugar na região, atrás de grandes legendas, como PMDB, PSDB e DEM, e até mesmo de partidos médios, como o PSB e o PTB. Dirigentes petistas e até mesmo líderes da oposição imaginavam que o principal programa social do governo Lula traria dividendos eleitorais ao PT no Nordeste já nestas eleições. Na região, foram distribuídas 5,5 milhões de bolsas (11%) numa população de 50 milhões de pessoas. Como o governo considera 4,5 pessoas por família, metade da população nordestina estaria sendo atendida.

O maior percentual de prefeitos eleitos pelo PT ocorreu na Região Norte (14,8%), onde o percentual de bolsas-família também foi elevado (7,5%). O número de prefeitos eleitos também foi alto no Sul (16,6% do total na região). Nesses estados, o percentual de bolsas concedidas foi o menor (3,3%), o que demonstra, mais uma vez, a desvinculação desse programa com o resultado das eleições municipais. Isso não significa, porém, que o programa não tenha repercussões eleitorais numa campanha presidencial, onde a influência do presidente da República é maior. Por Lúcio Vaz do Correio Braziliense

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

NA RETA FINAL DAS ELEIÇÕES, SÓ FALTA CONVOCAREM O PCC

MOVIMENTO ORDEM VIGÍLIA CONTRA A CORRUPÇÃO - MOVCC




Lula mandou escrevermos no “caderninho, anteontem, que sua candidata petista irá ganhar as eleições em São Paulo”. Um dia depois de sua declaração, os paulistanos assistiram ontem a uma triste repetição de um filme que já passou em 2006, na época, protagonizado pelo PCC, quando Geraldo Alckmin estava à frente nas pesquisas para a eleição presidencial.

A baderna de ontem foi insuflada pelos sindicatos lulistas (CUT e Força Sindical), que levaram a guerra armada para as ruas da cidade em socorro a candidata petista, cuja derrota para a prefeitura é mais que certa. Vocês verão abaixo, no vídeo da Globo, um dos carros de som da CUT, de onde o Paulinho da Força Sindical incita os grevistas armados ao confrontamento com as barreiras de proteção e à invasão do Palácio do Governo de São Paulo. Reparem na foto acima, um elemento empunhando a arma.











CONFISSÃO DA CUT NA ARMAÇÃO DO TERRORISMO URBANO EM SP E PORTO ALEGRE

Ações orquestradas nas duas cidades onde o PT está perdendo as eleições - Por Reinaldo Azevedo


Vocês querem ver como essa gente funciona? Abaixo, segue a nota da CUT sobre as ações terroristas de alguns polícias civis, sob o comando da CUT, da Força Sindical, do deputado Paulinho da Força (PDT) e de petistas. Não! Os cutistas não promoveram baderna só em São Paulo. Fizeram-nos também em Porto Alegre, onde o PT também caminha para uma derrota eleitoral. para atingir São Paulo e Rio Grande do Sul

“Ele (o Paulinho) o pronunciou numa manifestação de policiais ocorrida na sexta-feira passada, no vão do MASP. Observem que o próprio deputado toca na questão eleitoral. Com a precisão muito peculiar, ele acusa o governador José Serra, que está no cargo há menos de dois anos, de não dar aumento aos policiais há 14 anos!!! Mas eu os deixarei agora com este Colosso de Rhodes da ética. A idéia de fazer bagunça no Palácio foi dele. E notem que também deixa claro que botaria gente sua, alheia à Polícia, no movimento. Divulguem este post. Ajudem a expor a farsa. A transcrição obedece ao, por assim dizer, raciocínio do valente. Leia o artigo completo 
aqui.




A HORDA ESTÁ TENTANDO ACOAR SÃO PAULO
Para não deixar dúvidas quanto ao alvo, um caixão adornado com uma foto de José Serra e uma frase: "Aqui jaz o ex-futuro presidente". Obviamente que, pelo cálculo dos boçais, o resultado imediato que eles esperam dessa ação terrorista, é que ela reflita imediatamente sobre o índice de aprovação do candidato do DEM, Kassab, e, por tabela, que também respingue no maior opositor de Lula, atualmente: no José Serra.





NAS RUAS DE SÃO PAULO, POLICIAIS EM GREVE E PESQUISADORES

Acendeu o sinal amarelo na campanha do prefeito Gilberto Kassab (DEM), candidato à reeleição. O enfrentamento, hoje, entre policiais civis em greve e policiais militares nas vizinhanças do Palácio dos Bandeirantes pode afetar o humor dos paulistanos justo no período de aplicação de mais uma pesquisa do Instituto Datafolha sobre intenção de voto para prefeito. Pesquisadores do Datafolha estiverem em campo hoje e estarão amanhã perguntando aos paulistanos em quem eles pretendem votar no próximo dia 26.NOBLAT





AS INVASÕES DOS PALÁCIOS: DO PLANALTO E DOS BANDEIRANTES

Veja você, na semana passada ou retrasada, um único homem que tentou invadir o Palácio do Planalto (inclusive ele estava bêbado ou dopado, segundo a própria PF), levou um tiro na perna que, até onde foi divulgado pela imprensa, teria lhe comprometido o membro e estilhaçado os nervos. Nós dias seguintes, após o episódio, o Planalto soltou uma Nota onde aprovou a atitude da Segurança do Palácio, por ter barrado à tiro a grande invasão do “Exército de Brancaleone”.

Na Nota da CUT, de ontem, ela acusa do governador Serra de “autoritarismo”. Ora, o que queria a canalha da CUT/PT, comandando uma horda armada em direção ao Palácio do governador? A Gabriela assistiu a reportagem completa ontem, e viu uma cena em que um Coronel da PM leva um tapa na cara, de um "deles". Se essa escória entra no Palácio, alguém dúvida que um tiro teria endereçamento certo? Por Gaúcho/Gabriela

Obs: Hoje cheguei um pouco atrasada para ajudar no BLOG, mas faço questão de contar que essa cena, a do TAPA no ROSTO do Coronel, a agressão foi cometida por esse elemento que está de costas de camiseta VERDE. A cena foi tão deprimente que a própria polícia CIVIL teve o bom senso de retirar o coronel que estava sendo cercado pelo bando, cuja atitude indica, formado por sindicalistas petralhas. Gabriela

Estado "lulirante" (delirante psicóptico)

ESTADÃO
Tânia Monteiro - enviada especial de O Estado de S.Paulo, quarta-feira, 15 de outubro de 2008, 13:26

NOVA DÉLHI, Índia - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assegurou ainda que a candidata do PT à prefeitura de São Paulo, a ex-ministra Marta Suplicy , sairá vitoriosa no segundo turno em 26 de outubro. "A Marta vai ganhar", disse o presidente.

 

Veja também:

linkJingle: Marta faz paródia do 'Sorria, meu bem' de Kassab

linkDepois de guerra na TV, Kassab tem 12 pontos à frente de Marta

linkEspecial: Perfil dos candidatos em São Paulo especial

link'Eu prometo' traz as promessas de Marta e Kassab especial

linkGeografia do voto: Desempenho dos partidos nas cidades brasileiras especial

linkConfira o resultado eleitoral nas capitais do País

 

Ao ser questionado se Marta Suplicy conseguira os votos uma vez que seu opositor, o atual prefeito, Gilberto Kassab, está bem a frente nas pesquisas eleitorais, o presidente afirmou: " o segundo turno começou ontem. Pelo amor de Deus. Escreva isso aí no seu caderninho. A Marta vai ganhar a eleição em São Paulo, com os votos de São Paulo.

 

Lula desembarca no sábado em São Paulo.

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Sobre a Sra. Suplício

Comentário postado no blog (sic). A primeira parte na cor verde é maravilhosa como muitos outros posts desta minha amiga.

"Caro Cavaleiro, vou colocar no seu blog o mesmo comentário que fiz no blog prosaepolítica, de Adriana Vandoni:

Embora todos comamos e gostemos muito de sexo, não vivemos para o prato nem para a cama. Embora, o amor seja necessário (e aqui falo do coração), acontecimentos múltiplos podem nos levar a não realizarmos palpavelmente um grande amor. Sendo assim, temos uma mente que nos ensina experiências de vida, tanto no campo prático, quanto no intelectual ou no mais anímico, espiritual.

Há pessoas boas, mas ainda muito primitivas, que não saíram do primeiro estágio. Quem ama, já é mais evoluído. E o amor pode se expressar mais genericamente, digamos assim, em forma de dedicação ou de compaixão. Nem falarei da mente e de suas inúmneras riquezas.
Pois bem, Marta se promoveu numa sociedade até boa, mas primitiva, moralmente, como sexóloga. Sexo, sexo, sexo. Sexo e política. Sexo e roubalheira.

Vamos supor que Kassab seja homossexual e ame seu companheiro (li num blog por aí que se chama Rodrigo). Esse amor não será mais nobre do que a sexualidade rastejante de Marta? Há um anátema para a serpente, que rasteja: comerás pó.

Um dos comentaristas de lá, chamado Calvin, não gostou quando fui mais concreta em relação a Kassab, uma vez que na entrevista da Folha ele declarou que não é homossexual. Respondi ao comentarista que, independente de tudo, meu objetivo era desconstruir o argumento petista, uma vez que os folhetos estão circulando. Será que agi certo, Cavaleiro? Um abraço.


Resposta: tenho imensa dificuldade em conversar com as pessoas, mesmo os não sociopatas declarados. Vejo que o estrago é tão profundo, tão nefasto, tão irreversível no curto/médio prazo que tenho abandonado as conversas na maioria das vezes. É uma pena e uma loucura, acho que por isto alguns gênios (e eu não sou nada disto, nada de gênio) morrem loucos e sozinhos. A humanidade está estragada. Não consigo te dar uma resposta, talvez sim se você me passar o link do papo com o Sr. Calvin.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Grotões Mentais

REINALDO AZEVEDO
14 de outubro de 2008
martanojo

Marta Suplicy trouxe para a política paulistana o partido do grotão, o primitivismo, a retórica truculenta, a promessa irresponsável e inexeqüível (ver abaixo), o preconceito, a vulgaridade, a estupidez, a baixaria, o atraso. A candidata antes dita “progressista”, capaz de, no gogó, quebrar as lanças do convencionalismo, passou a acenar com o discurso mais brucutu.


O PT não elegeu as mais de 700 prefeituras que pretendia. Ficou com bem menos: umas 500 e poucas. Se o PMDB é o rei dos grotões, o PT é o príncipe. É forçoso reconhecer que, nas áreas mais prósperas do país, seu desempenho deixou a desejar. O “partido da boquinha”, para os graúdos, é o partido do bolsismo-isso-e-aquilo dos mais pobres. Nos mais de 500 municípios de São Paulo, por exemplo, fez apenas 67 prefeituras. E disputa algumas outras no segundo turno, inclusive a da capital. Deu largada a esta nova etapa perdendo feio, de goleada, com números verdadeiramente humilhantes. Por mais que seus porta-vozes na imprensa digam que venceu a eleição, o fato é que o PT teve, em termos proporcionais, no país, menos votos do que há quatro anos. Já demonstrei isso aqui com números. Só um resultado pode lhe dar um gostinho de vitória: São Paulo. Sem a cidade, a derrota se consolida de modo inequívoco. Até seus puxa-sacos vão querer mudar de assunto. Pois bem. E como vencer a eleição numa cidade complexa como essa?

Marta e seu marqueteiro até tentaram um discurso moderninho. Certos de que o racha Alckmin-Kassab jogaria a eleição no colo do PT — ela andou falando isso por aí, em contato com jornalistas —, a petista optou por um discurso urbano, todo modernete: falava numa “nova atitude” para a cidade. Isso é conversa de costureiro, de modelista – como se diz isso hoje em dia? Estilista? Era a Marta podre de chique, com seus modelitos impecáveis. Para a cidade, acenou com a tal Internet grátis. Ciente de que o prefeito tinha uma boa avaliação — no começo da campanha, pouco mais de 40% de ótimo e bom; hoje, acima de 60% — , preferiu não atacar as suas obras. Disse apenas que faria melhor, com “mais atitude”. O lema: “A gente não se contenta com pouco”. Completou a estratégia apostando que Alckmin seria bem-sucedido na descontrução da imagem de Kassab.

Deu tudo errado. Marta chegou a ter 47% dos votos, perto de uma vitória no primeiro turno. Alckmin, nesse período, fazia a farra do jornalismo político com sua determinação de “prefeitar”. A petista foi derretendo ao longo da campanha. Quanto mais falava, menos votos tinha. E o contrário foi se dando com o prefeito-candidato do DEM. À medida que uma área da cidade ficava sabendo o que estava sendo feito também na outra, ele crescia. Até o resultado que se viu: ele chegou na frente no primeiro turno. E disparou na primeira pesquisa sobre as intenções de voto para o segundo.

E o que fez, então, o PT urbano, da mulher e libertária Marta Suplicy, uma das referências dos jornalistas descolados, que transitam num estranho ambiente social de São Paulo que junta, hoje em dia, uspianos, ongueiros e petistas limpinhos, como Fernando Haddad, por exemplo? O que foi feito desse petismo jornalístico que se pretende laico, esclarecido, progressista, que se impôs como missão “barrar o avanço da direita”, entre uma taça e outra de vinho — em que todos são agora especialistas —, enquanto se discute, como é mesmo?, a dialética da modernização conservadora do Brasil? Pois é. A pizzada esclarecida dos especialistas em dialética negativa constatou, consternada, o risco real da vitória do terrível “direitista” Kassab — não perca a chance de cobrar dos que sustentam tal tese que evidenciem esse suposto direitismo com exemplos.

Respondo: o petismo urbano e vaca foram ambos para o brejo. E agora volto à questão enunciada lá no primeiro parágrafo: o PT quase pós-moderno, preocupado com “atitudes”, resolveu revelar-se o partido do grotão, aquele em que o medo vence não só a esperança como também a racionalidade. Então é isto: Marta Suplicy trouxe para a política paulistana o partido do grotão, o primitivismo, a retórica truculenta, a promessa irresponsável e inexeqüível (ver abaixo), o preconceito, a vulgaridade, a estupidez, a baixaria, o atraso. A candidata antes dita “progressista”, capaz de, no gogó, quebrar as lanças do convencionalismo, passou a acenar com o discurso mais brucutu.

E o Apedeuta? E aquele que não é solidário nem numa cólica renal? Ora, quem prestou atenção ao centro de seu discurso em favor de Marta teve tempo de ouvi-lo falar que é preciso “conhecer o candidato”, endossando a abordagem pilantra segundo a qual os paulistanos ignoram quem de fato é o prefeito que conta com 61% de aprovação. Percebeu que o tiro saiu pela culatra e, Lula que é, está saltando fora. Faz o mesmo no Rio. Gravou para o candidato do PMDB, Eduardo Paes, mas fez chegar à imprensa o que segue: “Eu gravei o programa, mas disse para o Sérgio que o (Fernando) Gabeira vai desmontar facilmente o meu depoimento. Gravei porque me pediu." A seqüência de imposturas é formidável.

Ainda que Kassab seja relativamente novo na política — e jovem (daí o ridículo petista de tentar ligá-lo ao regime militar) —, e Gabeira seja egresso das lutas pré-1964; ainda que tenham perfis tão distintos, um mais técnico (Kassab), outro mais afeito à retórica humanista, podem estar em curso nas duas capitais fenômenos ao menos correlatos, se não forem da mesma natureza: um certo cansaço do discurso balofo e oco sobre a redenção e o futuro. Sim, reitero, os dois são muito diferentes também na experiência: Kassab está sendo aprovado por aquilo que efetivamente fez, não por suas promessas miraculosas. Gabeira parece crescer num ambiente de certo desencanto com as expectativas que não se cumpriram. Embora seja sempre lembrado como um utopista, parece-me que os que votam nele apostam que possa FAZER o que a política dita tradicional não fez. Se ambos vencerem, é evidente que a tarefa de Gabeira é mais difícil e muito mais arriscada.

Em qualquer dos casos, recorrer à tática própria dos grotões — porque, como diria Marco Aurélio Top Top Garcia, “constrangedor é não ter voto” — corresponde a fazer uma aposta no atraso e na barbárie. Sim, há algumas ambições em jogo: uma eventual vitória de Gabeira representa menos uma derrota de Paes do que do governador Sérgio Cabral. O triunfo de Kassab significaria um revés duplo para o Planalto: Lula teria feito esforços evidentes para eleger Marta, mas o ungido seria o candidato de Serra. Tal candidato é quadro da elite do DEM, o partido que o PT está determinado a destruir, o que não esconde de ninguém.

Os eventos em curso estão sendo muito esclarecedores. Nas duas principais capitais do país, quando menos se espera, os “modernos” aderem às piores práticas do grotão mental brasileiro.

Se dermos duas tartarugas para Marta cuidar, uma foge

MOVIMENTO ORDEM VIGÓLIA CONTRA A CORRUPÇÃO - MOVCC
Postado por movcc às 10/15/2008 01:10:00 PM

A exemplo de Lula, que também nunca sabe de nada do que acontece em seu governo, a candidata petista vem exibindo aos paulistanos que sofre do mesmo mal.


Questionada sobre um panfleto psicótico distribuído por sua campanha, que acusa Kassab de querer derrubar o Lula (leia aqui), Marta disse que não também conhecia o conteúdo de seu material de campanha. "Deus me livre, eu não sabia disso não", afirmou Marta, demonstrando surpresa. Usou exatamente da mesma justificativa - desconhecimento - que ela deu sobre o filme preconceituoso contra Kassab, veiculado na TV.

Ou seja: a petista abusou do bom senso, por duas vezes em menos de uma semana, fato que só arreganha seu total descontrole sobre o conteúdo de sua própria campanha - ainda que tal debilidade esteja lhe causando prejuízos enormes perante a opinião pública.

Diante de tamanha incapacidade, que começa na gestão da própria campanha, só resta aos paulistanos concluírem que Marta Suplicy não tem a menor condição de administrar uma cidade como São Paulo.

Josias de Souza, da Folha, também dá uma chamada na petista com relação a esse descontrole. 
Dona Marta precisa assumir o controle da 'birosca'.

Marta anda confundindo o eleitorado paulistano com um curral de ruminantes. A petista, na hora de criar sua campanha, parte da premissa que o eleitor tem baixo nível de compreensão.

Nunca ninguém do partido do Partido dos Democratas (DEM) ou de outros partidos oposicionistas usaram de tamanha baixeza para fazer campanha política. É claro que é hora de comparar o DNA de todo mundo. O político mais bem preparado, mais competente, ele sabe respeitar seu eleitorado, e jamais impor baixarias ou tratá-lo como asno. PorGabriela/Gaúcho


“A ÍNDIA FUI EM FÉRIAS PASSEAR”

Enquanto o babalorixá (como diz o Reinaldo) continua foragido nas terras do Oriente, fingindo não ter controle sobre sua candidata desnorteada, seu chefe de gabinete, Carvalho - braço direito de Lula - está firme em São Paulo, cumprindo aquela máxima: “alguém precisa fazer o serviço sujo”. Carvalho, afirmou à Folha que o PT continuará a mostrar a história do prefeito Gilberto Kassab "em todas as suas dimensões, pessoais e políticas", informa nesta quarta-feira reportagem de Ranier Bragon.

Segundo a reportagem, Carvalho afirma ter considerado "absurda" a repercussão na imprensa sobre o comercial do PT e questiona a declaração de Kassab (DEM) insinuando ligação de Marta com o mensalão, já que ela trabalhou com a mulher de Delúbio Soares (ex-tesoureiro do PT), Mônica Valente. "Isso é que é preconceito. [...] Contra nós vale tudo. E quando ousamos levantar uma pergunta, que é uma pergunta natural, se faz esse escarcéu."


IBOPE: KASSAB LIDERA COM 51%



Kassab tem 12 pontos de vantagem sobre Marta, aponta Ibope
O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), candidato à reeleição, lidera a disputa no segundo turno das eleições com 51% das intenções de voto, informa nesta quarta-feira pesquisa Ibope divulgada pelo jornal "O Estado de S.Paulo". Segundo a pesquisa, a candidata do PT, Marta Suplicy, aparece com 39% das intenções de voto.



FALANGE “MARTISTA” ATACA PAULISTANOS

Marcelo Tas: 'Danilo Gentili foi agredido'

"Danilo Gentili, integrante do "CQC", foi agredido por assessores de Marta Suplicy durante uma caminhada da candidata à prefeitura de São Paulo em Jardim Colombo, região pobre da cidade. Indignado com o que aconteceu, Marcelo Tas, comandante do programa da Band, diz que Gentili voltou da caminhada com dores pelo corpo e que o que houve foi um 'absurdo':

- A gente jamais perde o humor. Ele foi agredido de maneira covarde por assessores diretos de Marta. O pessoal passava a mão na bunda dele. É uma assessoria de uma agressividade inacreditável. Logo ela, que falou tanto de liberação sexual, usar esses métodos....

A equipe do 'CQC' registrou tudo. E vai exibir na semana que vem. No programa desta noite vão ao ar os bastidores do debate da noite passada:

- Nossa intenção não é agir em cima de um clima exaltado. Mas o que houve, violência física , foi inaceitável - lamenta Tas. Leia mais no – O Globo



KASSABISTAS SOFREM ATAQUES HOMOFÓBICOS

Cabos-eleitorais que acompanhavam ontem os eventos de rua de Marta Suplicy (PT) fizeram ataques homofóbicos contra simpatizantes de Gilberto Kassab (DEM). Marta, que não presenciou nenhum deles, afirmou ser contra "grosseria e baixaria". Isso aconteceu em encontro com frentistas no centro e em panfletagem no extremo leste. Marta voltou a defender a revelação do "DNA de Kassab", mas disse não temer associação ao deputado Paulo Pereira da Silva (PDT), investigado por suspeita de corrupção, que estava ao seu lado. Folha de São Paulo



PARABÉNS AO COMITÊ LGBT. ACORDOU EM TEMPO

SP: gays retiram apoio a Marta após comentários

Marta Suplicy (PT) perdeu seu Comitê de Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transexuais (LGBT). O grupo desistiu de continuar na campanha como forma de protesto pelos comentários no programa de TV da petista sobre a vida íntima de seu adversário, o prefeito Gilberto Kassab (DEM). Ontem, o democrata reagiu com bom humor às perguntas da platéia de um debate que indagavam sobre a suspeita de que ele seria homossexual. "Não, não sou", retrucou. A sabatina foi promovida pelo jornal Folha de São Paulo. Sorrindo, o candidato concluiu a resposta: "agora está cheio de mulher querendo casar comigo". Apesar da descontração, Kassab foi duro ao criticar a propaganda da petista e atribuiu seus ataques ao "desespero" e ao medo de perder as eleições. "Foi uma falta de respeito. Uma insinuação maldosa. Lamento com muita ênfase o nível que ela tentou imprimir neste segundo turno". 
Portal Terra



SURPRESA? NÃO. ASCO? SIM - Por Clóvis Rossi da Folha de São Paulo

Não dá para dizer que me surpreende a campanha que Marta Suplicy lançou contra Gilberto Kassab. .Afinal, quando ela recomendou às vítimas do apagão aéreo no ano passado que relaxassem e gozassem, escrevi aqui mesmo que sua frase era parente muito próxima do "estupra, mas não mata", de Paulo Maluf. Uma e outra revelam uma cultura de profundo desprezo pelas vítimas, quaisquer que sejam os eventos que as causam.

Quem mostra dessa maneira asquerosa a sua pior face reincide fatalmente. Marta reincidiu agora. Ajuda-memória: quando Eduardo Suplicy suspendeu uma de suas campanhas para procurar o eixo, Paulo Maluf insinuou para quem quisesse ouvir que a culpa era do comportamento conjugal de Marta, então casada com Suplicy.

A candidata do PT repete agora o mesmo tipo de insinuação.

Surpreende, sim, que não haja a mesma veemência no repúdio, principalmente no próprio PT e na intelectualidade que se acha progressista e é ligada ao partido.

O presidente da República, por exemplo, preferiu dizer que não vira os ataques e que, portanto, não poderia comentá-los, durante entrevista coletiva em Toledo, Espanha. Duvido que não tivesse sido informado, mas sou forçado a lhe dar o benefício da dúvida.

Aqui, mais um ajuda-memória: na campanha presidencial de 1989, Fernando Collor usou o mesmo asqueroso método de Marta ao puxar o tema de Lurian, filha de seu adversário Lula. Derrubou animicamente Lula para o debate seguinte entre eles, e há gente muito próxima do hoje presidente que atribui a derrota a esse golpe vil.

Em qualquer circunstância, pessoas honestas têm a obrigação de repudiar vilezas. Lula, vítima de uma delas, não tem o direito de escudar-se na lealdade partidária para calar. Lealdade, nesse caso, é só com a ética.

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".