Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro concede Medalha Tiradentes a Olavo de Carvalho. Aqui.

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Paraguai – Começa o conflito pela terra e a Asfixia Energética - Governo Brasileiro Inerte

Do portal DEFESA@NET
Kaiser Konrad, 13 Agosto 2008

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Protestos e invasões de terras vão marcar a posse do novo presidente do Paraguai. Conforme revelado nas últimas semanas por Defesanet, na série Missão Paraguai, as terras dos brasiguaios foram invadidas nesta semana e muitas plantações foram destruídas. Nas regiões de San Pedro e Alto Paraná a situação é de extrema instabilidade. Até uma base da Fuerza Aérea Paraguaya foi invadida pelos colonos campesinos.

A ordem é expulsar os brasileiros que possuem terras no país. Fazendas de familiares das fontes utilizadas nas reportagens de Defesanet foram invadidas hoje. “Estamos todos assustados e não sabemos o que vai acontecer nos próximos dias”, disse uma brasiguaia que não quis se identificar.

O governo brasileiro acompanha com cautela as ações empreendidas contra cidadãos brasileiros no país vizinho. O presidente Lula viaja na quinta-feira para a posse na sexta-feira de Fernando Lugo.

DEFESA@NET
Campesinos pretenden crear clima de inestabilidad

http://www.defesanet.com.br/missao/py_13ago08.htm

Inician plan de desalojo de brasileños

http://www.defesanet.com.br/missao/py_13ago08_a.htm

Ocupan predio de base aérea
http://www.defesanet.com.br/missao/py_13ago08_b.ht
m
Defesa@Net

Operação Fronteira Sul 2008 Presença e Dissuasão - Entrevista com o Comandante Militar do Sul - Gen Ex José Elito Carvalho Siqueira.
http://www.defesanet.com.br/eb1/gen_elito.htm


MAIS UM E-MAIL ESCANDALOSO: TERRORISTA REVELA COMO "ENGANA" O BRASIL

Do blog do REINALDO AZEVEDO
Sexta-feira, Agosto 01, 2008

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Publiquei ontem, vocês se lembram, o e-mail em que o terrorista Olivério Medina (Cura Camilo) dizia ao nº 2 das Farc, Raúl Reyes, que sua mulher havia sido contratada por uma secretaria ligada a Lula. Fica evidente que, à diferença do que disse o governo, a contratação da mulher obedeceu a uma diretriz política. Seguem e-mail e tradução:

EL EMPLEO

17 de enero de 2007
De: 'Cura Camilo'
A: 'Raúl Reyes'
"El lunes 15 inició 'la Mona' su empleo nuevo y para asegurarla o cerrarle el paso a la derecha por si en algún momento les da por molestar, entonces la dejaron en la Secretaría de Pesca desempeñándose en lo que aquí llaman un cargo de confianza ligado a la Presidencia de la República".

O EMPREGO

Na segunda-feira, dia 15, a "Mona" começou em seu novo emprego e para garanti-la ou impedir que a direita em algum momento a hostilize, a colocaram na Secretaria da Pesca, trabalhando no que chamam aqui de cargo de confiança ligado à Presidência da República.


Voltei

Já é um escracho, né? Ah, mas não é o único e-mail desavergonhado, não. Leiam este:

ACTUAR CON CAUTELA

14 de abril de 2007
De: 'Cura Camilo'
A: 'Raúl Reyes'
"Debo actuar con cautela para no facilitar al enemigo argumentos que lleven a cuestionar el refugio. En ese sentido, el haber conseguido el traslado de 'la Mona' y 'la Timbica' para la capital del país, ha sido importante. Ese bajo perfil lo mantendré hasta la neutralización. Obtenida esta, tendré pasaporte brasileño y lo primero que debo pensar es en irlos a ver".

ATUAR COM CAUTELA

“Devo atuar com cautela para não facultar ao inimigo argumentos que levem a questionar o refúgio. Nesse sentido, ter conseguido a transferência de “La Mona” e “La Timbica” para a capital do país foi importante. Manterei essa discrição até a neutralização. Obtida esta, terei passaporte brasileiro, e a primeira coisa que devo pensar é ir vê-los”

Tudo revelado

Conforme já contei aqui, uma das táticas dos terroristas das Farc é obter refúgio em vários países, mas sempre ligados ao terror. Segundo o jornal El Tiempo, uma das funções de Medina, no Brasil, é recrutar pessoas e traficar armas. Pois bem: como se vê, ele está prometendo ficar bem quietinho até conseguir o passaporte. E volta a falar na transferência de sua mulher (“La Mona”) para Brasília. Parece que não foi a única: “La Timbica” foi junto. Quem será essa?

E vejam que curioso. Ele ficará quietinho, posando de vítima, até conseguir o passaporte. Depois disso, como se vê, promete se encontrar com os terroristas. Eis aí: este é Olivério Medina, a quem o STF, sob a pressão de petistas e esquerdistas os mais variados, concedeu asilo. Segundo se argumentou, ele corria o risco de assassinato em seu país.

Entendi. O Brasil fez a opção pelo assassino.

Jeffrey Nyquist estréia (20 de janeiro de 2004) no Mídia Sem Máscara

Do portal MÍDIA SEM MÁSCARA
por Jeffrey Nyquist em 20 de janeiro de 2004

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Resumo: A partir desta semana, o MSM publicará toda terça-feira os artigos do analista político Jeffrey Nyquist. Um dos poucos a alertar sobre a ingenuidade americana e ocidental em geral a respeito da calculada extinção da União Soviética e do "fim do comunismo", Nyquist atua de forma independente, isenta e, por isso mesmo, altamente precisa a respeito da realidade geopolítica e suas conseqüências.

© 2004 MidiaSemMascara.org

Há uma nota de rodapé curiosa sobre a Guerra Fria que merece ser mencionada. A derrota do comunismo soviético em 1989-1991 não foi uma derrota total. Foi mais como um recuo tático que veio torto, e não completamente torto. No Ocidente, sentiram-se bem para reivindicar a vitória sobre algo tão sinistro quanto o comunismo, com suas cem milhões de vítimas, sua sustentação para o terrorismo global, subversão e revolução. Mas qualquer vitória sobre as idéias marxistas, sobre uma mentalidade que vive em milhões de povos do mundo inteiro, deve estar equivocada. Aqueles que dizem que o comunismo internacional morreu, aqueles que imaginam que o descontentamento interno foi posto para dormir, estão se iludindo. Homens não desistem de sua religião assim de repente, e o comunismo é uma religião. Somente foi transformado em sua aparência exterior. Sua imagem tem sido moderada na Rússia, na Alemanha e no Brasil. O fato é, o bloco comunista está revivendo neste exato momento. Ainda existe e coordena uma política negativa no mundo inteiro. Semana passada o Kremlin anunciou a aceleração de seus laços nucleares com o Irã. A Rússia está armando a China, sua nova e velha aliada. Um grupo exclusivo da KGB, conduzido pelo presidente Vladimir Putin, governa a Rússia. Ao mesmo tempo, figuras obscuras –- e até comunistas escancarados –- estão governando países como Polônia, Hungria e a República Tcheca. O pró-capitalista aqui e um “social-democrata” ali, sob um exame mais minucioso, estão freqüentemente ligados a estruturas comunistas escondidas.

Em minhas discussões com ativistas poloneses e tchecos, a evidência sobre a construção de movimentos de oposição controlados por Moscou na Europa Oriental é irrefutável. Minhas fontes tchecas têm a evidência documental, incluindo instruções secretas para recrutar redes de agentes em 1988 para um porvir de liberdade “administrada”. Estas instruções esboçaram métodos para infiltração, sabotagem, manipulação, e cooptação de organizações anticomunistas, incluindo jornais e partidos políticos. Há também uma referência a uma misteriosa diretoria dentro da KGB encarregada com a coordenação e supervisão da democracia controlada nos ex-países do Pacto de Varsóvia.

No que diz respeito à enganosa estratégia soviética, em 1984 um desertor russo da KGB de nome Anatoliy Golitsyn escreveu um livro com o título “New Lies for Old”. Golitsyn advertiu que os comunistas soviéticos planejaram desmoronar seu próprio sistema, introduzindo reformas democráticas “desde cima” a fim de desarmar e dividir o Ocidente. Golitsyn explicou que a estratégia de Moscou poderia levar décadas para ser revelada. Os mecanismos usados neste esforço incluiriam a criação de movimentos dissidentes controlados, a aparência de políticos soviéticos “liberais” e a desistência do monopólio político do Partido Comunista. Poucos fora dos Estados Unidos ouviram sobre avisos de Anatoliy Golitsyn, desde que foram escritos em inglês, zombado por quase todos, e tido como “paranóico” por uma CIA presunçosa. Os conservadores pró-Reagan, incluindo os principais anticomunistas dos Estados Unidos, ignoraram o “New Lies for Old”. Quando as predições detalhadas de Golitsyn sobre a democratização futura do bloco comunista se tornaram realidade, os conservadores caíram aos trambolhões sobre outros para declarar vitória e atribuir o crédito a Ronald Reagan. Entre historiadores da inteligência, somente Mark Riebling observou: “das refutáveis predições de Golitsyn, 139 de 148 foram cumpridas até o fim de 1993 – uma exatidão de quase 94%”.

Com a força esmagadora de um furacão, a opinião se dirigiu para as ilhas do otimismo. No lugar das “Sete Cidades do Ouro” e da “Fonte da Juventude”, os novos conquistadores encontraram o “dividendo da paz”. Desta construção imaginária fluiu a exuberância econômica como sopa no mel. A despesa com a Defesa foi cortada e segredos tecnológicos foram dados a Rússia e a China. Os serviços de inteligência puseram muitos “Cold Warriors” para pastar. Era hora de fazer dinheiro e esquecer-se dos horrores da Destruição Mútua Garantida (1). E quase todos ficaram aliviados. Conseqüentemente, quase ninguém sobrou para questionar esta falsa vitória sobre o comunismo. Um escritor nascido na Rússia, Andrei Navrozov, tentou soar um aviso nas páginas do “Chronicles Magazine”; mas era repreendido como um “teórico da conspiração” e rejeitado como um excêntrico pelos principais formadores de opinião conservadores. Na Inglaterra, o desertor soviético Vladimir Rezun da GRU (mais conhecido sob o pseudônimo Viktor Suvorov) estava receoso para contradizer a euforia do Ocidente. Confidencialmente Rezun admitiu que o colapso da União Soviética era uma óbvia fraude, mas publicamente mordeu a língua. Dado as investidas premeditadas dos anticomunistas ocidentais para creditar Reagan, Thatcher ou o papa com o colapso da União Soviética, as outras idéias eram mal-vindas. Andrei Navrozov deixou os Estados Unidos enfastiado, praguejando os conservadores enquanto ia embora. Na Europa escreveu um livro, “The Gingerbread race” em que usou a história do “Gingerbread man” (2) como uma alegoria para a estupidez do Ocidente e a vitória inevitável do totalitarismo. O livro foi interrompido no meio da primeira impressão. Como me disse mais tarde, “Finalmente alguém entendeu sobre o que era o livro”.

A fraude estratégica não é uma coisa derivada de ficção ruim. Ao invés disso, é a verdadeira substância dos capítulos mais escuros da história do totalitarismo. Considere a realidade da “Operação Confiança” sob Lênin e Dzerzhinsky na década de 1920 (um premeditado colapso "falsificado" do comunismo conhecido como a Nova Política Econômica ou NEP). A verdade é que fraudes em larga escala são manipuláveis. Olhe para os intelectuais da Defesa dos Estados Unidos e comece a discutir historia russa com eles. Suas reações são interessantes. Eles simplesmente rejeitam a idéia da fraude estratégica soviética com preconceito, sem pensar duas vezes, porque a própria idéia é no momento inconveniente.

Eles lambem seus pequenos dedos de carreiristas e voam de acordo com vento. “Não”, dirão a você com aparente gravidade, o “Comunismo desmoronou”.

Como os intelectuais da defesa de um país -- liberal e conservador – são condicionados a rejeitar uma possível linha enganosa quando essa linha, historicamente, foi bem sucedida no passado? Isto nos conduz a “sociologia do conhecimento”; isto é, como condicionamentos sociais impedem o reconhecimento de fatos perigosos. Há tendências naturais para cegueiras em cada cultura. Se estas forem reforçadas pela desinformação, pela propaganda, pelas operações da influência, etc., então você tem um tipo de "gerência das percepções" ocorrendo.

Lembre de toda história do período de Stálin e da grande imprensa ocidental que não compreendeu o que estava acontecendo na Rússia. Nós sabemos agora que aqueles grandes jornalistas que contavam com a cobertura da União Soviética eram agentes soviéticos – como o ganhador do Prêmio Pulitzer Walter Duranty. E ele não estava sozinho. As percepções do Ocidente sobre a Constituição de Stálin, da aliança com o “Tio Sam”, a suposta liquidação interna do comunismo, as garantias mentirosas de oficiais soviéticos e a atitude ingênua do presidente Roosevelt são difíceis de entender pelos fatos. Mas os fatos são claros. Moscou iludiu o Ocidente, e o Ocidente estava feliz em ser iludido. Quando a Guerra Fria começou após a derrota do Japão em 1945, muitos foram lentos em aceitar que o comunismo era um problema. Os “wishful thinkers”, os otimistas do dia, disseram que o anticomunismo era "histeria" e Joseph McCarthy estava em uma “caça às bruxas". Com o tempo todos descobriram que Stálin era um monstro, Khrushchev surgiu para expurgar o mal de Stálin, enquanto esboçava uma União Soviética mais nova, mais amável e mais delicada (3).

Os líderes russos sempre reinventaram eles mesmos, como os líderes chineses. No retrospecto, o teste padrão é claro. Como um cão ou um gato tem um caráter original, os comunistas russos têm seu caráter. E uma vez que você conhece este caráter você sabe o que esperar. Você não troca a floresta pelas árvores. Você observa o Gorbachev, Yeltsin, Putin, e após ter estudado muitos demônios em detalhe você entende que é, certamente, um exemplo de “novas mentiras no lugar das antigas" (4). Conseguem chamar Golitsyn de teórico da conspiração, mas não conseguem explicar seus 94% de exatidão nas predições.

Começando com uma compreensão geral da história soviética, do caráter e do método russo, juntando tudo isso ao aviso de Golitysn, é possível ver a Guerra da América contra o Terror sob uma luz mais clara. Após ler incontáveis jornais, revistas e livros, eu fiquei perturbado ao encontrar inúmeras ligações a al-Qaeda e os russos, como o infame fornecimento de armas e o “ex”-oficial militar soviético - Victor Bout. Eu encontrei ligações documentadas entre o homem no. 2 da al-Qaeda (Ayman al-Zawahiri) e a China, a Bulgária e o FSB (5) russo. O ex-oficial da inteligência tcheca, capitão Vladimir Hucin, não está sozinho em dizer que Mohammed Atta, líder dos ataques do 11 de Setembro nos Estados Unidos, foi treinado na Tchecoslováquia comunista em 1988. Na literatura sobre o al-Qaeda pode-se pode tropeçar em referências, aqui e ali, das transações de Bin Laden com a máfia russa (conhecida por ser aliada dos serviços de segurança da Rússia). Eu cocei minha cabeça e lembrei dos avisos de Golitsyn em 1984.

Então comecei a ler sobre a guerra da Chechênia e a encontrar os intelectuais e jornalistas discutindo o passado de GRU/KGB de Shamil Basayev, líder rebelde checheno (e o seu trabalho como pára-quedista soviético). Encontrei fatos curiosos sobre a carreira do presidente checheno, Dudayev, como comandante soviético do bombardeiro que cobriu de bombas os muçulmanos afegãos antes de "ser condescendente" e de conduzir os chechenos à liberdade. Há também a morte misteriosa de Dudayev (que nunca foi autenticada). Mesmo os intelectuais esfregam seus olhos e admitem que toda a guerra da Chechênia tem o caráter de uma provocação clássica da KGB.

Foi então que eu me assustei ao tomar contato com o livro de Yossef Bodansky, perito em terrorismo, dizendo que Osama Bin Laden tinha comprado armas nucleares soviéticas através da Chechênia durante a década de 1990. Eu lembrei de Golitsyn uma vez mais. Eu imaginei o velho sorrindo. A palavra “álibi” se formou entre meus lábios. Como alguém explica tantas ligações bizarras entre os terroristas e o “ex”-bloco comunista? A guerra da Chechênia serviu como cobertura para entregar armas nucleares aos terroristas, e estabelecer o álibi do Kremlin como um inimigo daqueles mesmos terroristas? E se a Chechênia tinha armas nucleares, por que não usaram contra os invasores russos em 1999?

E então eu tive a lembrança pessoal de estar sozinho com um desertor russo da GRU que me disse, anos antes das Torres Gêmeas virem abaixo, que se eu ouvisse falar que foram os terroristas árabes que atacaram a América com armas nucleares, para que eu não acreditasse. O ataque seria da Rússia.

Nada disso é prova, certamente. Mas é poderosamente sugestivo e merece muito mais atenção do que tem recebido. O item mais interessante, entretanto, é a falta de curiosidade dentro do establishment americano. Não é que os intelectuais e os líderes da América não sabem sobre as ligações de que escrevo. Não querem saber. Não querem levar em consideração. Suas mentes estão fechadas como túmulos. E é aqui onde sou deixado de lado, em total descrédito.

Conheço psicologia o suficiente para reconhecer um groupthink (6) quando vejo um. Posso reconhecer a negação patológica dentro do círculo abençoado justamente porque estou fora desse círculo. Não sou traído pelas minhas palavras. Não movo um dedo nesta briga. E assim eu sei quando estou vendo algo significativo, algo GRANDE, algo que não permita mais jogos de enganação (não o jogo russo, mas o jogo americano -- o jogo do auto-engano).

A loucura da sociedade americano que descrevi em meu livro “Origins of the Fourth World War”, não é loucura simplesmente moral, ou loucura burocrática. É também loucura intelectual. Negar o desvanecimento da integridade intelectual de nossos dias chega a ser ridículo.

Por coincidência, tenho em minha frente o novo livro de Laurie Mylroie, "Bush vs. the Beltway" (7). Ela escreve algo que tenho ouvido dos insiders de Washington. Um perito do Oriente Médio disse a Mylroie: "todos precisam fazer o que for possível para suas carreiras". De acordo com Mylroie isto significa que "o comportamento que era considerado descartável se tornou aceitável, independente de suas possíveis implicações para a segurança do país".

O mesmo pode ser dito aos jornalistas, acadêmicos e pesquisadores. Se eles imaginam que há um círculo abençoado de luz e de verdade e que, uma vez que alguém entra nesse círculo ao ser empregado por prestigiosas organizações ou fundação de mídia, então confundiram seu próprio sucesso pessoal com a verdade. A respeito deste erro, podemos dizer que a cegueira resultante é quase total quando tenta distinguir o importante do trivial, o significativo do popular. E aqui nós encontramos o solo mais rico, os insights mais maravilhosos, porque o “não querer ver” de uma sociedade acoberta o Grande Segredo no qual essa sociedade está metida -- assim como o “não querer ver” de um individuo nos ajuda a compreender o destino daquele individuo.

Os grandes especialistas de nossos dias não podem explicar porque a Rússia continua a violar acordos de controles de armas, alinhar-se com a China, enviar suporte secreto a Saddam, dar tecnologia nuclear ao Irã, criticar a política externa dos Estados Unidos, incentivar aliados dos Estados Unidos a um curso independente, e muito mais.

A álgebra política aqui é simples. É básica. É fácil de ser decifrada para aqueles que estiverem familiarizados com a história. Talvez aquilo que me dá forças, mais do que qualquer outra coisa, é o testemunho de poloneses, russos, tchecos, romenos e húngaros em circunstâncias muito reais, obtidas nos “ex”-países comunistas.

Aqui deixo o leitor brasileiro para pensar nas mudanças do Brasil. O segredo que lhes passo, da Europa Oriental via América do Norte, é que o comunismo está vivo e aqueles que carregam a velha bandeira vermelha ainda estão conosco, e seu método resume-se em “novas mentiras para as antigas”.

Tradução: Editoria MSM

Notas da Editoria:

(1).Traduzido de Mutual Assured Destruction (MAD)

(2).Biscoito de gengribe em forma de pessoa

(3).Cabe lembrar que as políticas de Kruchev, embora tenham eliminado o terrorismo policial, mantiveram o sistema autoritário.

(4).Tradução livre do título do livro de Anatoliy Golitsyn, “New Lies For Old”.

(5).FSB (Federal'naya Sluzhba Bezopasnosti) - Serviço de Segurança Federal, da Inteligência Soviética.

(6).Pensamento de grupo em que os membros estão mais preocupados com a concordância, do que uma consideração realista dos fatos.

(7).Este livro fala sobre como a CIA e o Departamento de Estado tentaram parar a Guerra contra o Terror.


Jeffrey Nyquist é formado em sociologia política na Universidade da Califórnia e é expert em geopolítica. Escreve artigos semanais para o Financial Sense (http://www.financialsense.com/), é autor de The Origins of The Fourth World War e mantém um website: http://www.jrnyquist.com/


A presunção de inocência no contexto de um poder público corrupto e corporativista sórdido

Do portal BRASIL ACIMA DE TUDO
13 de agosto de 2008

"Dificilmente existirão provas irrefutáveis e irrevogáveis que condenem os canalhas da corrupção e da prevaricação que são protegidos pelo corporativismo sórdido que regula as espúrias e criminosas relações públicas e privadas."

Por Geraldo Almendra (*)

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O papel que alguns togados estão cumprindo por “presunção de lealdade” ao sórdido corporativismo-corrupto-prevaricador que vicejou como erva daninha dentro dos corredores e gabinetes dos podres Poderes da República depois do Regime Militar, pode ser qualificado como um hediondo crime de traição ao país.

Não faltam fatos e evidências que o poder público, em todas as suas instâncias, está sendo controlado ou manipulado por diversas “famílias” de uma máfia corrupta e prevaricadora, motivada por um projeto petista de poder perpétuo e avalizado pela falência da educação e da cultura no país, pelo suborno dos que têm consciência crítica, pela autocensura e omissão das Forças Armadas e, principalmente, pelo relativismo corporativista-corrupto do Poder Judiciário.

Conseguiram desqualificar o descarado roubo dos contribuintes e a canalhice que vem sendo perpetrada contra a moralidade e a ética dentro do poder público com o pomposo nome de “presunção de inocência” possibilitando que todos os envolvidos no “mensalão”, por exemplo, se candidatem nas próximas eleições e tenham o benefício das imunidades que protegem os traidores do país; o “negócio” é para livrar da cadeia os canalhas da corrupção e da prevaricação protegidos pelo petismo ou cuja prisão pode ameaçar a hegemonia do poder das “gangs dos quarentas”. Pobre do nosso país que não fala mais de Daniel & Cia.

A síndrome do rabo-preso por conta própria ou para proteger terceiros mancomunados, faz com que togados deixem nas mãos desses bandidos, todo o poder necessário para destruir provas, intimidarem e subornarem quem quer que seja para fazer com que as acusações que pesam contra eles sejam “esquecidas” em uma gaveta qualquer, e depois destruídas pelos ratos que moram nos “palácios” oficiais de nossa apodrecida República.

Nosso – porque pagamos – Poder Judiciário está absolutamente envolvido por um degradante processo de desqualificação da Justiça, que não mais se orienta pela força e pelos princípios das leis, mas sim pela ação de advogados, promotores e togados que se utilizam de discursos fúteis, e de todos os artifícios legais possíveis quando se trata de defender ou proteger os canalhas da corrupção e da prevaricação que são cúmplices do petismo ou de seu líder maior, ou que exercem o papel de arquivos vivos dos crimes que vêm sendo cometidos com a cumplicidade de servidores públicos que deveriam estar na cadeia, e não fazendo os contribuintes de palhaços do Circo do Retirante Pinóquio.

Não temos mais uma Constituição nem sua interpretação através dos Códigos Legais como instrumentos de imposição da compulsória legalidade das ações dos cidadãos. Melhor dizendo, somente os menos favorecidos e os não cúmplices da canalha comunista-corrupta sofrem os rigores das leis em toda a sua extensão.

O que temos em termos de leis para punir os representantes de um poder público prostituído e seus cúmplices são letras mortas a serviço das “gangs dos quarentas”, canalhas que tomaram o poder com um único objetivo: se perpetuar no comando do país e formarem uma milionária burguesia estatal para financiar e garantir uma luta de classes para transformar o Brasil em um Estado Comunista de “Direito”.

O STF acaba de declarar a degradação moral como um valor essencial no comportamento dos cidadãos “acima de qualquer suspeita” – os corruptos e os prevaricadores cúmplices dos atos da camarilha petista-tucana, ou os possuidores de informações que podem comprometê-los: são elegíveis todos os bandidos que ainda não estão presos e são “presumidos inocentes”, mesmo que as evidências sejam irrefutáveis e as provas existam.

“Minhas esperanças se desvaneceram e logo desapareceram, quando o ministro Celso de Mello, decano do Supremo e relator da matéria, começou a falar. Aula magnífica, inútil, brilhantíssima, inócua, profunda, inoperante, sábia e demonstrando uma cultura que assombrava o próprio tribunal”.(Jornal dos amigos) Complementando, uma “cultura jurídica” a serviço da máfia da corrupção que tomou conta do poder público.

A pergunta que se faz para esses togados é: - como um bandido vai agir após tomar posse no caso de ser eleito em um cenário de um populismo-assistencialista-corrupto que tomou conta das relações políticas entre os podres Poderes da República e o resto da sociedade?

Será necessário responder?

Como acreditar numa Justiça que não protege o cidadão comum?” (Jornal dos Amigos)Somente um imbecil ou um mau caráter pode desconhecer as conseqüências desse novo “código de posturas” chamado, pelos que já rasgaram seus diplomas de direito, de “presunção de inocência” para os casos evidentes e irrefutáveis do hediondo crime de corrupção e prevaricação. As provas e evidências existem, mas o julgamento é impedido pela “presunção de inocência” até que sejam manipuladas, escondidas ou destruídas pelo poder econômico do suborno, do empreguismo estatal, e pelo corporativismo mais sórdido.

Na verdade o desgoverno petista já deu mostras explícitas da “presunção de inocência” dos traidores de nossa pátria e da garantia de culpabilidade para os militares que a defenderam: distribuiu alguns bilhões de reais em vergonhosas sinecuras e idenizações para terroristas e cúmplices, seqüestradores, ladrões e ladras de banco, garantindo monetariamente suas aposentadorias e inocência por terem tentado implantar no país através da luta armada um Estado Comunista de Direito, e está, de forma covarde, injusta e unilateral, jogando na lata do lixo a Lei de Anistia com o claro objetivo de praticar uma suja e covarde vingança contra aqueles que combateram os canalhas comunistas traidores do país.

Já estamos carecas de saber que sério, ético, e honesto, o desgoverno petista não é. Para não ser qualificado de burro deveria destituir o Ministro da Justiça do seu cargo assim como expurgar do poder público todos os que estão apostando na reação dos militares para provocar um banho de sangue no país. Vão acabar conseguindo. Obrigado, pois parece cada vez mais que essa será a única saída para livrar o país do hediondo projeto comunista do petismo que está entrando garganta abaixo da sociedade.

Uma sociedade covarde, e cada vez mais omissa com a corrupção desenfreada nas relações público-privadas, dificilmente vai reconhecer que os maiores assassinos e genocidas são os corruptos e prevaricadores que subtraem da sociedade, todo ano, bilhões de reais, ficando cada vez mais ricos e poderosos; a falta desse dinheiro nos cofres do Estado faz da educação, da segurança pública, do saneamento e dos investimentos necessários na estrutura econômica do país, símbolos da mais absoluta incompetência dos gestores do poder público, uma incompetência rigorosamente criminosa que tem assassinado milhares de cidadãos todo ano depois que o país foi entregue para os desgovernos civis corruptos.

Atualmente nosso país está nas mãos de uma nova oligarquia política – a soma de tudo o que não presta e que aglutinou seus cúmplices dentro do poder público depois do Regime Militar: a oligarquia dos canalhas da corrupção – agora comandados pelo petismo – que se lambuzam como podem no mar de lama da covardia que tomou conta da sociedade, que está permitindo que o país seja transformado em um verdadeiro prostíbulo da política prostituída, regiamente pago pelos contribuintes que são voluntariamente feitos de palhaços e imbecis. Como diz aquela humorista encarnando uma ex-prostituta dita freqüentadora dos corredores e gabinetes do submundo dos podres Poderes da República:... ”depois que conheci o Senador”...

Nas próximas eleições, no caso de permitirmos que o petismo aumente seu poder político, seremos também qualificados como eleitores plenamente prostituídos e freqüentadores de boa vontade, com muito prazer nem que seja por detrás, do maior puteiro da política do mundo ocidental.

A mesma comediante poderá, então, alterar seu discurso no papel que faz dizendo: “... depois que conheci o petismo”...

(*) Economista e Professor de Matemática, Petrópolis

Eles mentem!

Enviado por e-mail

Mentem olhando fixo nos seus olhos. Mentem a uma pessoa, a várias pessoas, a um povo inteiro.
Sim, eles mentem sem qualquer culpa!

Mentem pela TV, mentem pessoalmente. Mentem em documentos e até por decretos.

O caso em debate sobre as reservas indígenas serem continuas ou não será julgado pelo STF dia 27 de agosto. O Ministro Ayres Britto será o relator. E a guerra entre raças é incentivada. Brancos e índios divididos, coisa que nunca aconteceu neste país que um dia foi um exemplo de
paz para todos os povos. Aqui todas as raças sempre foram bem vindas, a confraternização era total. Mas bastou um sindicalista de esquerda assumir o poder para que tudo isso fosse por água abaixo.

Negros x Brancos, Índios x Brancos e por aí vai! E o que fazer quando uma família, no caso de serem criadas reservas indígenas, já misturou as tantas raças que historicamente, sempre conviveram pacificamente?

Quantos Romeos e quantas Julietas precisaremos enterrar para aprendermos que estamos retroagindo no tempo? Como fazer com que a população brasileira entenda isso e reaja contra as tantas mortes que resultarão de mais esta divisão?

É absurdamente irresponsável o que o governo está defendendo, indo de encontro com os interesses internacionais e contra os do povo brasileiro. E nosso presidente ainda tem o descaramento de assinar a Declaração Universal dos Direitos dos Povos Indígenas , que
dá livre arbítrio a qualquer índio para declarar a independência de sua reserva digo, de sua agora Nação.

O jornal O Estado de São Paulo desta terça-feira 12/08 divulgou a divergência de militares a respeito deste decreto que cria novos pelotões na Amazônia e por decreto, o presidente ainda tem a coragem de dizer que a presença dos militares terá de ser efetiva dentro das reservas. Os militares têm toda a razão. Na verdade eu posso quase jurar que nenhum novo pelotão será criado. Para se criar um só pelotão, o orçamento atinge os 32 milhões de reais. Este valor elevado se dá pelo difícil acesso às bases da fronteira.

Oras, se até hoje ninguém se preocupava ao menos em " manter" as bases já existentes com a desculpa de falta de verbas, porque logo agora, antes da decisão do Supremo, decide o nosso presidente criar novas bases?

Atualmente nos pelotões que já estão implantados falta tudo. As pistas de pouso, que muitas vezes são o único meio de acesso para se levar mantimentos aos militares estão em péssimas condições. As viaturas que vi, ninguém me contou, estão encostadas por falta de manutenção
e até de combustível.

Então, como é que de uma hora para a outra, o presidente decide por decreto, comunicar à Nação de que serão criados novos pelotões nas fronteiras, ainda mais dentro das reservas indígenas?

Tenho absoluta certeza de que, caso fossem colocados 32 milhões nas mãos do Comando da Amazônia, o custo de um só pelotão que Lula diz que criará, a verdadeira segurança das nossas fronteiras seria imediatamente reforçada.

E em nome da efetivação e julgamento pelo STF em favor das reservas continuas foi que Lula soltou este decreto, um puro engana bobo.

O orçamento das FFAA míngua a cada ano, nenhum gasto desta natureza está previsto. Os comandos antes de tudo, precisam alimentar seus soldados e mantê-los sempre em treinamento. E é isto que eles fazem enquanto aguardam reaparelhamento nos pelotões que já existem.

A pergunta que não cala: De onde Lula pretende tirar a verba para a criação dos novos pelotões? Do prato dos soldados?

Pelos motivos citados é que não acredito em nenhuma palavra deste DECRETO Nº 6.513, DE 22 DE JULHO DE 2008.

Pretendem enganar até aos juízes do STF, para que pensem que existe boa vontade de parte do EXECUTIVO em manter obediência às leis e à Carta Magna do Brasil. É MENTIRA, MENTIRA DESLAVADA!

O Presidente da República mente, o Ministro da Defesa mente, o Ministro da Justiça mente, mentem todos eles, olhando nos nossos olhos e sabendo que irão prejudicar a todos nós com sua postura. E ao STF desejo que se utilizem de profundos critérios nesta questão. Nosso
presidente promove neste momento, uma violação direta e criminosa à soberania do Brasil e ao seu povo, que ignora suas ações.

Ana Prudente
Empresária da área editorial e consultora em acessibilidade de portadores de deficiências.

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

New Lies for Old by Anatoly Golitsyn

Do blog CANTINHO DO TIO RODRIGO

Trecho do comentário de Jeffrey Nyquist para o Mídia Sem Máscara sobre este livro:

(...)

Em 1984, um desertor russo chamado Anatoliy Golitsyn escreveu sobre o período que se seguiria ao colapso do comunismo. E avisava quanto a um renovado ataque ao Ocidente, arquitetado pelos estrategistas do KGB. Em seu livro de 1984, New Lies for Old [Novas Mentiras no Lugar das Velhas], ele escreveu: “A ‘Liberalização’ na Europa Oriental, na escala sugerida, poderia ter um impacto social e político até mesmo nos EUA, especialmente se coincidisse com uma severa depressão econômica. Os estrategistas comunistas estão à espreita de tal oportunidade”. De acordo com Golitsyn, o bloco comunista rastreia os desdobramentos dos movimentos econômicos ocidentais. Eles atentam para fraquezas em andamento. “O bloco comunista não repetirá o erro de deixar de explorar uma queda brusca como a de 1929-32”. Os observadores mais argutos sabem que uma queda financeira brusca ressuscita o marxismo e a sua crítica à liberdade econômica.

Referindo-se à fase enganosa e auto-apregoada da fraqueza russa, em 1984, Golitsyn advertia: “Informações vindas de fontes comunistas dando conta de que o bloco [soviético] sofre escassez de petróleo, deve ser tratada com particular reserva, uma vez que bem pode ter a intenção de ocultar a preparação para a fase final da política [de longo alcance] e induzir o Ocidente a subestimar o potencial das armas econômicas do bloco”. A fraqueza econômica da Rússia levou a Europa a sentir-se segura quanto à sua crescente dependência do petróleo e gás russos.

(...)

De acordo com Mark Riebling, o livro do desertor da KGB, Anatoliy Golitsyn, publicado em 1984, contém 148 previsões passíveis de serem demonstradas como falsas. Mas dessas 148 previsões, “139 provaram-se corretas ao final de 1993 – uma taxa de precisão de aproximadamente 94%”. Hoje, a taxa de precisão de Golitsyn é ainda maior Tendo previsto o uso que a Rússia faria do petróleo como arma econômica, e tendo previsto uma futura aliança entre Rússia e China, podemos dizer que das 148 previsões de Golitsyn, 141 tornaram-se realidade.

(...)

Veja também:

Mikhail Gorbachev reconhece em seu livro, "PERESTROIKA: Novas Idéias para o meu País e o Mundo", que a perestroika não foi criação de seu Governo.

William MacIlhany entrevista o editor do livro de Golitsyn, Christopher Story:


CONTRA A DITADURA ESQUERDISTA NA MÍDIA

Do portal PAPÉIS AVULSOS do HEITOR DE PAOLA

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A afirmação de que existe um viés, uma deformação, um preconceito esquerdista dominante na grande mídia nacional -- principalmente nas páginas noticiosas e nos suplementos culturais, mas também nas páginas de diversões, nas novelas de TV, em talk shows e, enfim, em toda parte -- não é simplesmente uma opinião. É a expressão fiel de um fato empiricamente constatável, que até hoje só não foi investigado e discutido livremente porque as entidades incumbidas de investigá-lo e discutí-lo -- faculdades de jornalismo, sindicatos da classe e sites tipo press watch -- estão igualmente a serviço da hegemonia esquerdista, que lhes interessa, por um lado, fomentar, e, por outro lado, ocultar enquanto não chegar a hora de revelá-la à plena luz do dia em todo o esplendor da sua feiúra totalitária. Quando essa hora chegar, será tarde para protestar.

É vital para a subsistência da democracia neste país que a ditadura informal implantada na mídia para o controle das consciências seja denunciada, desmascarada e desmontada enquanto ainda lhe falta a coragem de afirmar-se como realidade de fato e de direito, como aconteceu em Portugal e no Chile, quando comissões autonomeadas se apossaram das empresas jornalísticas, demitindo e calando os profissionais considerados inconvenientes. De maneira discreta e sorrateira, mas nem por isso menos imoral e criminosa, esses profissionais já se vêem hoje acossados por ameaças, por boicotes, por difamações, por toda sorte de impedimentos ao exercício da liberdade de opinião.

Mas não se pense que esses casos condensam em si o panorama da mentira esquerdista imposta ao público como verdade única e incontestável.

Eles representam a ponta de um iceberg cujo corpo, construído pelas contribuições de mil e um agentes de influência, laboriosamente, silenciosamente, maquiavelicamente, desde a década de 60, se constitui basicamente de:

1. Supressão sistemática do noticiário sobre atrocidades cometidas pelos regimes comunistas na China, no Vietnã, na Coréia do Norte e em Cuba -- e, em contrapartida, divulgação espalhafatosa de fatos análogos, de escala incomparavelmente menor, ocorridos em regimes de direita.

2. Completa abstinência de investigações sobre a ligação entre partidos de esquerda e organizações criminosas, mesmo quando essa ligação é admitida por agentes criminosos presos como aconteceu com os seqüestradores de Abílio Diniz e Washington Olivetto e mesmo quando ela está sacramentada em documentos públicos como os sucessivos pactos entre o PT e as Farc assinados no Foro de São Paulo de 1991 a 2001.

3. Investigações obsessivamente repetidas de violências -- reais ou supostas -- cometidas pelo regime militar e, em contrapartida, total silêncio quanto aos crimes cometidos pelos comunistas na mesma época.

4. Glamurização desmesurada dos ídolos intelectuais e artísticos da esquerda e, em contrapartida, total silêncio, quando não noticiário com ênfase difamatória contra intelectuais e artistas tidos como conservadores e direitistas -- as duas linhas convergindo para incutir como certeza absoluta, na mente do público, a identificação idiota de esquerdismo com inteligência e a cultura.

Essas deformações, consolidadas pelo hábito ao longo de três décadas, já são hoje aceitas como procedimentos normais, de modo que aqueles mesmos que as impõem ao jornalismo podem, ao mesmo tempo, negar a existência delas, sem às vezes nem mesmo perceber que estão mentindo. É que a mentira repetida se tornou verdade.

Como leitores, como brasileiros, como intelectuais e como líderes empresariais e comunitários, não podemos mais nos calar diante de situação tão alarmante, que anuncia para breve a total supressão das vozes divergentes na mídia brasileira e a instauração do reinado absoluto da mentira organizada.

Temos a certeza, por exemplo, de que o crescimento irrefreado do banditismo neste país é direta e conscientemente fomentado pela desinfirmação midiática que, desviando as atenções do público e dos governantes para os aspectos laterais e extrapolíticos do problema, acabam por bloquear toda investigação séria e portanto toda ação decisiva contra a criminalidade.

Estamos denunciando uma situação objetiva, e não indivíduos. Não clamamos por demissões, por punições, trocas de nomes em cargos de confiança. Jamais nos aviltaríamos ao ponto de usar os mesmos métodos dos intrigantes sorrateiros que hoje dominam a mídia brasileira.

Clamamos pela investigação objetiva do estado de coisas e pela sua discussão aberta. A mídia é, de todas as entidades que representam o tecido social, a primeira a clamar por "transparência". É imoral e inadmissível que ela trabalhe, portanto, sob tão denso véu de opacidade, reforçando e ocultando, ao mesmo tempo, os tenebrosos propósitos totalitários daqueles que, ao longo de três décadas de "ocupação de espaços", tomaram todos os postos, usurparam todos os canais de comunicação e hoje vendem como "pluralismo" o seu próprio debate interno, excluídas todas as vozes discordantes. Queremos a democracia autêntica, não um seu simulacro estereotipado.

Apelamos aos empresários da mídia para que não se acumpliciem, por medo ou por interesse, com a destruição da liberdade da qual vivem e prosperam. Apelamos aos profissionais, mesmo de esquerda, que estejam conscientes de que a liberdade de todos vale mais que a vitória de alguns, para que não se acovardem nem se deixem corromper por um corporativismo grudento. Apelamos aos anunciantes, para que pensem duas vezes antes de subsidiar sua própria destruição. Apelamos ao público em geral para que não se deixe mais ludibriar e faça uso de seus instrumentos de protesto, especialmente as "cartas de leitores".

Quando os homens bons se omitem, o reinado dos maus se torna um destino incontornável.

Pensem, reflitam, aprendam (assim como eu e todos de bem)

Os comuno-petistas são um bloco unido, o que lhes dá uma força até agora avassaladora.

Nós nos encontramos divididos em uma quantidade de grupos que, não obstante o empenho e a valentia, têm diferentes visões da realidade política, e portanto, objetivos diferentes ensejando ações díspares. Desta forma a coragem e denodo desta nossa gente, atuando em diferentes direções, perde a força que só a união produz.

Uma das táticas há muito usada pelos comunas é a infiltração de "agentes de influência", que a partir de dentro criam divisões debilitantes entre os opositores e - sem a mais tênue sombra de dúvidas - estes elementos já estão presentes.

Uma das formas de minimizar tais prejuízos é a visão unificada sobre as condições da realidade presente. Por isto, estamos nos batendo para divulgar o conhecimento necessário quanto nossa verdadeira situação de vítimas de uma armadilha comunista, de forma a que todos percebam que temos um único inimigo comum, o que exige a união de todos para a luta.

Digo-lhes tais coisas para que pense sobre elas. Estamos trabalhando na construção da necessária união dos democratas.

Pensem à maneira escorpianina: fundo e discreto. Voltaremos ao tema oportunamente.

M.

Bronca ideológica é ferramenta de otário

Do blog ALERTA TOTAL
Por Jorge Serrão na segunda-feira, agosto 11, 2008

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Machado de Assis, que era um sujeito muito vivo, defendia a tese de que “há coisas que melhor se dizem calando”. O conselho do sábio imortal serve, perfeitamente, para os revanchistas do desgoverno e para os militares da ativa ou da reserva. Todos já falaram o que pensaram sobre a questão da revisão da Lei de Anistia. A discussão, que nem deveria ter existido, agora ganha dimensões de crise institucionalizada ou “generalizada”. Sobrou para Lula, que teme ser o Boi (de piranha) nessa história.

Revanchistas x Legiões. O jogo deve terminar empatado. Estamos na Olim-piada. Sem graça. Afinal, no Brasil, depois de muito barulho e falação, tudo acaba em conciliação. E a embromação ideológica colabora para agravar o problema da tendência ao conchavo e à conivência com os erros do passado. Eis por que somos uma nação especializada em repetir velhos erros do passado, enquanto deixamos de cometer os acertos necessários ao nosso verdadeiro desenvolvimento como nação rica, próspera e divina.

Machado nos socorre com outra frase: “Matamos o tempo; o tempo nos enterra”. Continuamos perdendo tempo, no Brasil, com discussões estéreis. Desviamos do foco histórico e não tratamos do essencial. Não solucionamos nada. Nem propomos soluções. Só enxugamos gelo. Só remoemos o passado. Apenas repetimos velhos erros. Não cometemos novos acertos. Somos coniventes com as coisas erradas. E alguns cínicos ou caras-de-pau chamam isso de tolerância. Nada disto! Conivência não é sinônimo de tolerância.

A gente vai levando... Enquanto perdemos tempo com discussões ideológicas (como se fôssemos fanáticos e fundamentalistas torcedores de time de futebol), a Oligarquia Financeira Transnacional deita e rola sobre o Brasil. A banqueiragem e seus tentáculos corporativos e especulativos ampliam o seu domínio sobre nossa colônia. Menos por mérito deles. Mais por incompetência e conivência da nossa parte. Preferimos matar nosso tempo, enterrar nossa civilização, com idéias fora do lugar. Desta forma, asseguramos sempre nosso lugar como a eterna vanguarda do atraso.

“Bronca é ferramenta de otário”. Machado não teve tempo de proclamar tamanha lição de sabedoria. A frase é de um político baiano já falecido. Lembrava isso aos seus assessores, sempre que algum se exaltava e ameaçava perder tempo com conflitos inúteis, que não levariam a lugar algum. Bronca ideológica também é ferramenta de otário. As ideologias são meras formas de dominação. Existem. Devemos aceitá-las ou tolerá-las. Mas perder tempo brigando por elas é coisa de otário. Geralmente otário com nível superior. Aquele que tira onde de intelectual.

Voltamos à vaca maturada na frieza do debate inútil. O Brasil precisa superar a eterna briguinha ideológica entre as Legiões e a autoproclamada esquerda. Os primeiros tiveram a ilusão de que ganharam a guerra ideológica pós-64. Os outros alimentam a mesma ilusão de que são os vencedores pós-abertura lenta, gradual e segura. Sempre que pode um lado tripudia com o outro. E no meio de tanta cacofonia, o Brasil, oh...

E nessa guerra sem fim os dois lados ficam reféns do passado. Obliteram a visão no presente e não conseguem vislumbrar um futuro para o Brasil. Tornam-se prisioneiros de suas convicções ideológicas. Não compreendem – como nos ensinou G K Chesterton (1874-1936) – que “toda convicção é uma prisão”. Não conseguem entender a importância de se “Pensar Brasil”.

Os radicais ideológicos só pensam em golpe. Desrespeitam e desconsideram a Política (com P maiúsculo). Os extremistas não respeitam a democracia. Pelo contrário, demonstram total desapreço por ela, embora ainda tenham o cinismo de citá-la, sem conceituá-la devidamente. Ou por ignorância ou por pura filhadaputice. Aliás, os radicalóides nem sabem ou preferem nem saber que a democracia é a prática da segurança do Direito natural, através do exercício da razão pública, para a construção e consolidação da cidadania.

A questão é simples, curta e grossa. O Brasil precisa de algumas pré-condições para, um dia, se tornar um País Desenvolvido. Primeiro, é necessária uma mudança estrutural do Estado. Segundo, é urgente um investimento real em ensino básico de qualidade para formar cidadãos. Terceiro, é preciso investir em Política e Democracia. Isto para gerar um Núcleo Monolítico de Poder Ético, voltado para o Bem Comum e para o Pensar Brasil. Só com estes três elementos teremos a chance de desenvolver uma nova cultura política patriótica.

O pressuposto para começar tal trabalho é a Ética. Infelizmente, somos carentes dela no Brasil. Enquanto isto perdurar, o País será definido apenas como uma “É(ti)tica”. Ninguém merece sobreviver em uma “nação de merda”, sem ética. Por isso, precisamos da Ética para dar partida em qualquer projeto para o Brasil. Os radicalóides ideológicos estupram a ética. Tal como fazem com a democracia, por ignorância ou filhadaputice, rejeitam o conceito básico de que a ética é uma rigorosa avaliação consciente sobre o que é bom ou mal, envolvendo obediência aquilo que não é obrigatório.

A ética questiona e teoriza sobre o que é justo e apropriado ao agir humano, a fim de que ele possa realizar o bem. Os valores éticos são ligados ao respeito à pessoa humana tento em sua individualidade quanto em sua dimensão social. Quem atenta contra o bem comum, por exemplo, é anti-ético por essência. Quem se propõe a ser ético tem de praticar, respeitar e atender a três requisitos: a liberdade, a consciência e a norma. È fácil perceber que os radicalóides ideológicos sempre desrespeitam tais princípios. Às vezes, detonam todos eles ao mesmo tempo.

Retornamos à vaca atolada pela inútil e falsa polêmica ideológica. O Brasil não agüenta mais perder tempo com o extremismo, o radicalismo burro e o fundamentalismo ideológico. Ao longo de nossa mal contada História, as broncas ideológicas sempre se transformaram em perigosas ferramentas de otários. Nosso problema não é qual “ismo” pode mais.

O que precisamos saber e definir, com urgência, é que País queremos. Nunca fomos capazes de formular um projeto para o Brasil. Nunca dá tempo para isso. Matamos o tempo discutindo as preferências ideológicas. Nunca chegamos a qualquer conclusão. Nossos controladores e exploradores externos agradecem nossa perda de tempo.

A semana que começa promete uma continuação cínica do debate ideológico inútil. Os comandantes das Forças Armadas, amadas ou não pelos viciados em ideologias fora do lugar, exigem que o chefão Lula da Silva ponha um final na polêmica aberta pelo ministro da Justiça, o tenente R/2 de Artilharia Tarso Genro, e seus revanchistas amestrados sobre a questão da Lei de Anistia ou sobre uma flexibilização dela para punir os militares que atuaram na repressão à guerrilha urbana na década de 60/70.

As Legiões esperam uma manifestação do Chefão-em-comando, a partir das 10 horas, nesta terça-feira, quando acontecerá a tradicional solenidade de apresentação dos oficiais-generais promovidos, no Palácio do Planalto. A velha cria sindicalista do “general” Golbery do Couto e Silva, legítimo filhote bovino da dita-dura, fará a costumeira demagogia. Seguirá mordendo e assoprando os militares. Até porque Lula sabe que as Legiões, mesmo enfurecidas, não têm a mesma força de outros tempos.

E a palhaçada ideológica vai prosseguir, apesar da contrariedade dos Generais. Tanto que, na mesma terça-feira em que receberá os militares, Lula também vai receber o “Alto Comando” da União Nacional dos Estudantes. Lula vai participar do lançamento da caravana da UNE pelo País, em defesa da educação, da saúde e da cultura. Curiosamente, os jovens da UNE que se reunirão com o Chefão-em-comando, na tarde de terça, no Rio de Janeiro, serão os mesmos que foram ao Clube Militar, na quinta-feira passada, gritar palavras de ordem contra os militares.

A luta (ideológica) continua... E se, porventura, os arquivos pós-64 forem abertos, não será surpresa se muita informação verdadeira já não estiver devidamente manipulada para alimentar, ainda mais, a batalha insana entre os Revanchistas e as Legiões (hoje caladas, mal equipadas, endividadas e desmoralizadas por anos de campanhas ideológicas difamatórias).

Ou seja, tudo continuará como dantes no quartel do Abrantes. Até quando? Eis a questão... O Brasil não suporta mais isso.

Releia os artigos:

Por que bronca ideológica é ferramenta de otário?
O poder da fé, do verbo e o da elegância
Qual o alcance dos acontecimentos que envolvem os militares?
As estrelas brilharam...

ISTOÉ: jornalismo exemplar

Do portal BRASIL ACIMA DE TUDO
Por Rebecca Santoro em 12 de agosto de 2008

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A matéria intitulada "Tortura não é crime político", publicada na última edição da revista Isto É, de 11/08/2008, e assinada pelos jornalistas Alan Rodrigues e Octávio Costa, deveria entrar para o hall daquelas que podemos chamar de exemplar. Deveria ficar eternizada nos livros acadêmicos da Comunicação Social, nos capítulos que tratassem especificamente de "tudo o que não se deve fazer em jornalismo", ou de "jornalismo a serviço da militância esquerdopata", ou ainda de "como envergonhar seus colegas de profissão".

Infelizmente, há maus profissionais em tudo quanto é área e a de jornalismo não haveria de ser exceção.

Vamos dissecar a tal matéria.

De cara, o título "Tortura não é crime político", por ser uma frase alardeada na imprensa pelas falas do ministro Tarso Genro, deveria vir entre aspas. Mas, veio como afirmação. E, se veio como afirmação, esperava-se, no mínimo, que houvesse, ao menos, a menor tentativa que fosse de definir 'crime político'. Entretanto, não haveria como fazer isso sem deixar de dizer o óbvio, ou seja, que crime político é um crime (portanto não o deixa de ser) que é cometido por motivos supostamente ideológicos. Uma falácia: todos os crimes são ideológicos, ainda que a ideologia seja a própria do criminoso.

Não? Então consultem os livros sobre o tema e os dicionários. Neles, entre uma variação e outra, estarão definições mais ou menos assim: "ideologia: 1 Sistema que considera a sensação como fonte única dos nossos conhecimentos e único princípio das nossas faculdades; 2 Maneira de pensar que caracteriza um indivíduo ou um grupo de pessoas; 3 Ciência que trata da formação das idéias; 4 Tratado das idéias em abstrato. A origem do termo teria ocorrido com o criadoor da própria palavra, Destutt de Tracy, que lhe deu o significado de 'ciência das idéias'. Antes dele, entretanto, na antiguidade clássica e na Idade Média, os pensadores já entendiam ideologia, sem se referir ao termo, como o conjunto de idéias e opiniões de uma sociedade. Foi, porém, uma teoria a respeito de ideologia, desenvolvida pelo alemão Karl Marx, que passou a ser confundida com o real significado do termo. Muito resumidamente, para Marx, ideologia seria uma falsa percepção da realidade provocada nos trabalhadores, dentro da sociedade capitalista, por causa da divisão entre trabalho manual e intelectual – este último realizado pela elite burguesa dominante. O homem era mesmo o gênio da tergiversação, temos que admitir!

Logo depois, continua a matéria, uma frase: "A punição de torturadores da ditadura pode ser um caminho para o Brasil conhecer verdades ainda ocultas do regime de 1964". Tão mal colocada, a tal frase mais parece a conclusão pessoal do repórter a respeito do assunto tratado do que a descrição de um fato ou do que pensam os envolvidos na disputa sobre o mesmo. Não haveria nada de mal nisso caso se tratasse de um artigo opinativo e não de uma suposta reportagem.

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Em seguida, duas fotos e uma descrição: "REBELIÃO DOS MILITARES - Generais e coronéis, da reserva e da ativa, se manifestam contra Tarso Genro no Clube Militar, no Rio, enquanto, do lado de fora, estudantes apóiam o ministro". Primeiro, os militares, em visível estado de 'bom comportamento', são apontados como estando a fazer uma "REBELIÃO MILITAR", tudo em caixa alta, que é para reforçar essa idéia. Já os estudantes, bastante efusivos, apenas "apóiam o ministro" (Tarso). A primeira foto está perfeita, técnica e esteticamente.

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A segunda - a dos estudantes - parece aquelas que se tiram com máquinas fotográficas amadoras, que acabam registrando movimentos mais acelerados sob forma de 'rabiscos de luz', de 'embaçado', de falta de foco. O efeito disso nessa foto? Ora, o leitor não consegue determinar o número de pessoas presentes à manifestação e nem o desprezo dos transeuntes pelo ato, para o qual nem mesmo dirigiam o olhar. E, é claro, a matéria não revela, em lugar nenhum, o número de manifestantes – de insignificantes 15 a 30 estudantes, no máximo, perto das cerca de 800 pessoas presentes ao evento.

Depois, a matéria vem com um partidarismo tão absurdo que praticamente dispensa comentários quanto à intenção: "Mas a lei incluía os chamados "crimes conexos" - um eufemismo para livrar torturadores do regime de processos futuros. Aprovada em agosto daquele ano, a Lei da Anistia beneficiou 4.650 pessoas e gerou uma espécie de amnésia coletiva - os militares nunca tornaram públicos os detalhes das ações de repressão ao terrorismo, se aposentaram como se todos os arbítrios da ditadura fossem uma página virada e jamais foram legalmente cobrados pelos crimes que porventura tenham cometido".

Primeiro, define os "crimes conexos" como "eufemismo para livrar torturadores do regime de processos futuros". Como assim? Tortura seria 'mais crime' do que seqüestros, assassinatos, assaltos e até mesmo do que a tortura praticada pelos 'revolucionários' contra civis e contra militares? E, depois, por que essa perseguição somente aos militares e não aos policiais que, afinal, são muito mais citados nas denúncias 'oficiais' de tortura, que quase sempre se referem a agentes (dos DOPS etc.) e não a tenentes, capitães etc.?

Depois, para não perder a oportunidade, esclareça-se aos alunos que a palavra eufemismo foi empregada de maneira errada, porque não cabe em 'ações' (ninguém pratica eufemismo) – trata-se de um recurso lingüístico que nos permite substituir palavra que se suponha 'feia' ou 'agressiva' por outra 'mais agradável' e que, por isso, só deve ser atribuído a palavras ou ao uso das mesmas. Ou seja, uma pessoa, uma coisa ou um fato não podem ser 'eufemismo', nem praticá-lo. Sendo assim, a matéria poderia trazer "crimes conexos – um eufemismo para 'impunidade' (que é o que queria expressar), no caso, dos torturadores do regime em processos futuros". É, alunos, não basta florear, tem que saber como.

Em seguida, mais outra frase: "os militares nunca tornaram públicos os detalhes das ações de repressão ao terrorismo... e jamais foram legalmente cobrados pelos crimes que porventura tenham cometido". Ora, faltou mencionar que isso acontece, simplesmente, porque implicaria, também e obviamente, em que fossem revelados todos os crimes cometidos pelos 'revolucionários', desde sempre os maiores interessados em que 'os arquivos' jamais fossem tornados públicos. Pergunte para a Dilma Rousseff, chefe da casa civil, que está, há anos, com a 'chave da porta dos tais arquivos' e não abre. É que, primeiro, segundo a própria ministra, estaria sendo feito um processo de 'filtragem', para não expor ao constrangimento público 'uns e outros' (que, é claro, não seriam os policiais e os militares).

No final das contas, em se revendo a Lei da Anistia, meu caro repórter, com otimismo, seriam uns dez 'militantes' a terem que ser presos, para cada 'agente' que tivesse que 'pagar por seus crimes', e uns vinte para cada militar. Não é por outro motivo que 'heil' Tarso e companhia só querem que apenas o crime de tortura – sobre os quais, diga-se de passagem, não há uma única prova concreta e sim 'palavra contra palavra' – seja 'reconsiderado', ou, como diz o ministro, 'considerado', porque a ele, nominalmente, não se tenha referido na Lei da Anistia.

Continua matéria: "Até que, num seminário interno, de nome tão caudaloso quanto prolixo (Limites e Possibilidades para a Responsabilização Jurídica dos Agentes Violadores de Direitos Humanos durante o Estado de Exceção no Brasil), o ministro da Justiça, Tarso Genro, disse que não considerava tortura e violação de direitos humanos crimes políticos, mas comuns"... "A partir do momento em que o agente do Estado pega o prisioneiro e o tortura num porão, ele sai da legalidade do próprio regime militar e se torna um criminoso comum", disse Genro, repetindo um raciocínio que havia exposto recentemente numa entrevista à ISTO É. Mas aí veio a frase que ressuscitou a ira dos militares: "Ele (o torturador) violou a ordem jurídica da própria ditadura e tem que ser responsabilizado (...) atos de tortura não podem ser beneficiados pela anistia."

A declaração do ministro, sem dúvida, impressiona – não pelo conteúdo, é claro, completamente falso, mas pela capacidade de fazer com que um possível interlocutor necessite de alguns segundos para processá-la. No caso de um repórter, 'alguns segundos', dependendo da situação, são fatais para que não se possa fazer uma outra pergunta que esclareça as falhas da declaração feita. Um exemplo: "Mas, senhor ministro, seqüestros, assaltos e assassinatos, entre outros crimes, como explodir bombas em aeroportos e em embaixadas, por exemplo, matando e aleijando civis - todos estes crimes praticados pelos 'revolucionários da época', também não estavam 'fora da legalidade do próprio regime militar', como afirmou estar a 'tortura'? E, por isso, não estariam também 'eles', os 'revolucionários', no caso, violando a 'ordem jurídica'?"

Ou seja, o homem falou um absurdo e o repórter 'engoliu', sem esboçar reação.

Continua a matéria: "Tarso Genro não pretende reabrir a Lei da Anistia, mas defende que os responsáveis pela tortura durante o regime militar respondam criminalmente com base na Convenção Internacional de Direitos Humanos, um pacto internacional feito em 1969 em São José da Costa Rica - e que o Brasil só assinou durante o governo Fernando Henrique Cardoso".

A reportagem deveria, mas não esclareceu: Tarso, naturalmente, deve estar se referindo à Convenção contra a Tortura e outros Tratamentos e Punições Cruéis, Desumanos e Degradantes, que entrou em vigor em 26/06/1987, depois de aprovada pela ONU, em 10/12/1984. O Brasil retificou a esta Conveção, em 28/09/1989. Seu Protocolo Opcional, de 18/12/2002, e que vigora desde 22/06/2006, também foi ratificado pelo país, em 12/01/2007. Em 1988, a nossa constituição Federal, em seu artigo 5o, XLIII, já consagrara a tortura como crime, que acabou vindo a ser definida nos termos da lei n° 9455, de 7 de abril de 1997.

É bom que se diga, na Convenção contra a Tortura não há uma única linha sequer na qual se possa ler que se trate de um crime 'imprescritível', como diz Tarso Genro, bem como há claríssimas cláusulas afirmando serem prioritárias as leis estabelecidas nas constituições, e as regras dos códigos penais, de cada país membro signatário. Toda e qualquer ação de julgamento, em se tratando de exceção, pode ser julgada por tribunal estabelecido internacionalmente (*) (e não localmente), geralmente em se tratando de julgar crimes de guerra, já definidos por acordos internacionais (Convenção de Genebra e Estatuto de Roma). Alguns crimes de guerras conhecidos foram os cometidos por Adolf Hitler e por seus oficiais, na época da II Guerra Mundial, além de os cometidos por alguns rebeldes, na "guerra" de Ruanda, África, em disputa entre etnias pelo poder naquele país. Em ambos os casos foram criados cortes especiais, como o Tribunal de Nuremberg e uma 'corte para Ruanda', respectivamente.

Além disso, não se sabe como Tarso recorreria a um tribunal internacional para levar seus projetos de 'vingança' à diante, uma vez que a posição do país, na atualidade, no simples cumprimento do que estabelecem os acordos internacionais, beira o vexame, com dezenas de compromissos ignorados. Basta que se leia o "Relatório Sobre Tortura no Brasil", concluído, em 2005, pela nossa própria comissão de Direitos Humanos no Congresso. Vale lembrar, também, que, em maio de 2000, o relator especial da ONU sobre a tortura, Nigel Rodley, esteve no Brasil, por três semanas, levantando dados para elaborar um relatório final. Na época, vejam o que declarou à Folha de São Paulo:

"Eu não posso adiantar nada do relatório. Mas o próprio governo disse que há tortura frequente no Brasil. As autoridades federais e estaduais reconhecem isso... Há coisas incontroversas: as condições de detenção nas delegacias de polícia são absolutamente estarrecedoras. Fomos a uma delegacia policial em São Paulo onde as pessoas são levadas para aguardar julgamento. Fomos no dia mais limpo, o domingo, porque a limpeza é aos sábados. Vimos excrementos por toda parte. Os próprios presos me olharam: "Como o senhor espera que o juiz reaja diante de nós se nós parecemos animais e cheiramos como eles?" Eles estão certos."

No final da entrevista, Rodley foi claro: "O relatório não trará sanções para o Brasil. A ONU não entra em sanções, a não ser em casos extremos".

Apesar de toda esta situação vexatória, no presente, e que necessitaria de providências urgentes, muito trabalho, dinheiro e dedicação por parte dos poderes públicos e dos governos estaduais e federais, "corre em São Paulo uma ação civil pública contra os comandantes do DOI-Codi", diz a matéria da Isto É, sem mencionar 'detalhes' como os que foram acima citados – que, certamente, reforçariam as chances de que leitores pudessem ensaiar uma lijeira impresão de que as tendências da ação do ministro da justiça estariam mais para 'vingança'. Um dos autores da ação, o procurador da República de São Paulo, Marlon Alberto Weichert, justifica: "Do ponto de vista técnico, a lei não pode perdoar agentes do Estado que praticaram esses crimes."

Do ponto de vista técnico? Só se for o 'técnico-ideológico'. Não se trata de 'tecnicidade' nenhuma aqui. Foi um acordo entre inimigos, depois de uma batalha, supostamente, em nome da paz e da reconstituição democrática do país. O mínimo que uma boa reportagem sobre o tema Anistia tem que obrigatoriamente mencionar é que a exigência de que esta fosse 'ampla, geral e irrestrita' foi da esquerda de Tarso, que hoje está no poder. O ministro está dando, afinal, com essa proposta de 'revisão', mais uma prova histórica de que não se pode confiar em comunista.

O fato é que, num país onde impera a ignorância e no qual se lê muito pouco, principalmente sobre assuntos técnicos e sobre política, a imprensa deveria tomar cuidado redobrado, não ao divulgar o que se diga, mas em explicar que o que está sendo dito não se trate da mais pura verdade, ainda que tenha saído da boca de presumíveis 'autoridades'.

Mais adiante, continua a reportagem: "O general Enzo Martins Peri, chefe do Exército, disse ao presidente Lula que 'é preciso pôr uma pedra sobre esse assunto, até porque, este tema abre feridas e provoca indignação'. Tem razão e não há mal nenhum nisso até porque as feridas não foram fechadas - e é isso que prova a indignação do ministro da Justiça com a tortura. Num caso que beira à indisciplina, o comandante militar do Leste, general Luiz Cesário da Silveira, tirou o uniforme e foi "como pessoa física" a um seminário sobre a Lei da Anistia no Clube Militar do Rio de Janeiro, na quinta- feira 7. Tudo um eufemismo para se criar o palco para protestos destemperados contra Genro."

Bem, meus caros, chamar essa matéria de reportagem, depois do que foi dito acima pelo jornalista que a escreveu, é ofender a inteligência do leitor. Trata-se de texto para defender um determinado ponto de vista. Ponto final. Caberia num artigo ou num editorial, que pressupõem essa intenção. Depois, para não perder a oportunidade, esclareça-se aos alunos que a palavra eufemismo foi empregada, novamente, de maneira errada.

O mais grave, entretanto, sobre esta 'reportagem', está nos bastidores. Coisa rara termos acesso ao processo de composição de uma matéria jornalística. No caso desta matéria da Isto É, tivemos essa oportunidade porque um dos entrevistados foi o escritor, articulista e psicanalista Heitor de Paola. Foi ele quem divulgou a entrevista que deu e que deveria ter sido veiculada junto com esta reportagem da revista. O jornalista Alan Rodrigues, um dos que assina a tal matéria, entrevistou Heitor, por e-mail. Notem: não foi um 'bate papo', uma conversa informal, sobre a atitude do ministro Tarso e sobre a própria Anistia, para que o jornalista se preparasse para abordar o tema dentro de uma futura reportagem, mas, sim, o envio de perguntas formais que, supostamente, deveriam ser publicadas junto à matéria.

Entretanto, como se constata ao ler a entrevista que Heitor concedeu, nenhuma linha sequer da mesma foi publicada, assim como também não existe, na matéria, nem mesmo a mais longínqua abordagem do tema sob seu ponto de vista, que é contrário ao de Tarso – o qual a reportagem nitidamente defende.

Isso não é jornalismo; é militância – que, aliás, não é crime nenhum, desde que essa abordagem fique bem clara ao leitor, ao ouvinte ou ao telespectador. No caso desta matéria veiculada pela Isto É, não há esse tipo de esclarecimento. Trata-se de um exemplo bastante abrangente, e triste, de como não fazer jornalismo.

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".