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sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Resgates das FARC, funeral de Tirofijo e papel do Brasil

por GRAÇA SALGUEIRO

DELEGADA DA UNOAMERICA PARA O BRASIL


Sexta-feira, 6 de Fevereiro de 2009

Antes de abordar os temas escolhidos para a edição de hoje, quero dar três avisos: o primeiro, sobre o curso “Princípios de Simbolismo e Cosmologia Tradicional”, ministrado por Luiz Gonzaga de Carvalho, cujas informações podem ser obtidas clicando no título; o segundo, que o site Mídia Sem Máscara NÃO foi desativado; apenas passa por reformas e em breve estará de volta com todo o seu vigor. Acrescento que nenhum outro site está “abrigando” o MSM como se andou especulando pelo Orkut; isto são apenas ilações de desocupados e desinformadores profissionais. E o terceiro aviso, este extremamente grave e aborrecido, é que o site do Heitor De Paola, “Papéis Avulsos”, foi mais uma vez atacado por hackers e encontra-se temporariamente com suas atualizações paralisadas. Isto não significa que o nosso bom guerreiro vá render-se às imposições de desordeiros que abominam a verdade como o vampiro da luz e muito brevemente, se Deus quiser, tudo voltará à normalidade.

O tema de hoje é, naturalmente, as FARC, e tudo aquilo que a mídia não gosta de revelar; ou melhor, Notalatina desmascara (Cavaleiro do Templo: mais uma vez e com certeza mais uma vez alguém vai pegar o material que a Graça publica e utilizar SEM CITAR A FONTE) o mar de mentiras que foram veiculadas a respeito da libertação dos seis seqüestrados pelas FARC. Antes, porém, a revelação de um fato importante a respeito deste bando narco-terrorista que não vi publicado em nenhum jornal, revista ou site do país: a confirmação da morte do chefe dos guerrilheiros, Manuel Marulanda “Tirofijo” – inclusive com a foto de seu funeral – dada por uma guerrilheira desmobilizada recentemente.


Conta a guerrilheira de codinome “Anayibe”, que era noiva de um dos encarregados da segurança pessoal de “Tirofijo”, que ele de fato faleceu nos braços de sua companheira de codinome “Sandra”, no dia 26 de março de 2008, às 9 da manhã, na presença de vários integrantes do Secretariado das FARC em cujo recinto ela também se encontrava. Segundo Anayibe, “[Tirofijo] suava constantemente, suas pulsações estavam aceleradas e os ataques cardíacos eram contínuos. Os medicamentos já não faziam efeito”. O quadro de saúde do velho guerrilheiro de 80 anos agravou-se com os acontecimentos que abalaram toda a guerrilha a partir de 1º de março de 2008, quando foi abatido o número 2 das FARC, Raúl Reyes, seguido da morte de “Iván Ríos”, a deserção de Karina e as reiteradas ofensivas das Forças Militares.

Depois desses acontecimentos Tirofijo resolveu escrever uma carta em 21 de março, dirigida a todas as frentes antecipando as comemorações dos 44 anos da guerrilha, parecendo “pressentir” que seu final estava próximo. Com a apreensão de mais um computador portátil que a Polícia e o Exército encontraram em 31 de outubro do ano passado, num acampamento da Frente 38 na zona rural de Putumayo, achava-se esta carta, um documento de 10 páginas que se converteu na “jóia da coroa”. No documento que ficou conhecido como o “Testamento de Marulanda”, dentre outras orientações ele exorta seus “camaradas” a “incrementar as ações militares e políticas contra o inimigo de classe” e deixa claro que Hugo Chávez e Rafael Correa são “governos amigos das FARC”.


O funeral de Marulanda foi discreto e simples para não dar pistas às Forças de Segurança colombianas. Apenas os cabeças do Secretariado (em torno de 15 pessoas) participaram do enterro e este foi feito com grande dificuldade, pois tiveram de locomover-se a uma longa distância, a pé, carregando o improvisado ataúde. Segundo Anayibe, “o camarada Manuel ficou inchado, tinha o cabelo grande. Sua cabeça ficou recostada em uma toalha azul com uma faixa branca. Seus braços permaneciam cruzados sobre seu estômago e seu corpo foi vestido com um camuflado americano novo. Não era do seu tamanho, porém não encontramos outro igual. Por isso o uniforme aparece com as mangas arregaçadas”.

O deslocamento foi tortuoso, protegido por três anéis de segurança formado por 250 homens e comandado por “Mono Jojoy”. Tirofijo queria ser sepultado no local onde iniciou sua vida guerrilheira há 44 anos, entre Alto Pato (Caquetá) e Guayabero (Meta). O local exato do sepultamento só é conhecido por essas 15 pessoas que jamais revelarão o segredo pactuado entre todos eles. Segundo uma fonte de inteligência militar, “soubemos que ele está enterrado nas margens do Rio Pato. Não foi levado para a Venezuela, como foi dito na ocasião”.


E o assunto do momento, absolutamente distorcido pelos meios de comunicação, é a libertação de seis seqüestrados pelas FARC que começou no domingo 1º de fevereiro e terminou nesta quinta, dia 5. Nos resgates de domingo a desinformação começou a partir do momento em que a rede de televisão chavista “Telesul” divulgou que a demora na entrega dos seqüestrados deveu-se em decorrência de uma perseguição do Exército à missão humanitária onde morreu um guerrilheiro.

Ocorre que o autor desta calúnia, jornalista Jorge Enrique Botero, é cúmplice das FARC tanto quanto “Teodora Bolívar”, codinome nas FARC da senadora oportunista Piedad Córdoba, e membro da organização “Colombianos pela Paz”. Esta organização, criada e presidida por Teodora, tem o objetivo não de ajudar no resgate dos seqüestrados, mas promover as FARC como um “grupo insurgente” para posteriormente reivindicar seu status de grupo beligerante e poder lançá-los novamente na política. Este fato foi desmentido, tanto pelo comandante da Polícia, general Oscar Naranjo, como pelo representante do Governo, Luis Carlos Restrepo.


Segundo Restrepo, “Lamentamos que isto tenha sucedido, que através dos meios de comunicação se façam acusações sem suporte e fundamento”. E acrescentou: “Eu creio que, se tal como nos disse o senhor Jorge Enrique Botero que está falando do local, está violando os protocolos estabelecidos. Neste momento ele é membro de um grupo de fiadores e a comunicação deve ser oficial e através do Comitê Internacional da Cruz Vermelha”. Botero havia feito declarações à Telesul falando do seguimento de aeronaves à missão e, além disso, passou o telefone ao chefe guerrilheiro que comandou a entrega para uma entrevista. A esse respeito, o presidente Uribe também se posicionou: “A necessidade humanitária de libertar os seqüestrados foi utilizada, contra o que foi acordado, em incitação e estímulo ao grupo seqüestrador, narcotraficante e terrorista das FARC”.


Uma coisa que vale ressaltar é a diferença de atitude dos libertados sob o comando das Forças de Segurança e aqueles onde estes “representantes” de acordos humanitários, encabeçados pela comunista Teodora, participam. Comparando-se os depoimentos feitos por Clara Rojas e Consuelo Perdomo (leiam o que o Notalatina publicou na ocasião, pois a cobertura foi bastante minuciosa), passando pela da primorosa “Operação Xeque” – onde os amigos das FARC foram ludibriados – e, mais recentemente, os quatro militares, o ex-governador Alán Jara e o ex-deputado Sigfredo López, é possível perceber com clareza meridiana que a função desta mulher e sua organização é desmerecer o trabalho do presidente Uribe e fortalecer a “magnanimidade das FARC” ao entregar, unilateralmente, pessoas que elas mesmas seqüestraram.

Em conferência de imprensa, tão logo foi libertado, o ex-governador Jara não poupou elogios à Teodora, tampouco economizou mentiras agressivas ao presidente Uribe. Segundo ele,“Uribe não fez nada por nossa libertação” e arrematou: “A atitude de Uribe não ajudou em nada a que se produza o intercâmbio humanitário e, portanto, a libertação dos seqüestrados”. Ele, como todos aqueles a quem as FARC libertam com a condição de postular em seu favor, defendem uma “negociação” com os terroristas como única saída para a libertação dos outros seqüestrados.


A esse respeito, rebateu Uribe: “Estamos prontos para paz, não para o engano; estamos prontos para o acordo humanitário, não para reforçar o terrorismo”; e concluiu: “O que eu não poderia fazer como presidente da Colômbia é tirar uns guerrilheiros do cárcere e entregá-los às FARC num monte para que voltem a matar, para que voltem a seqüestrar”. Parece que Uribe finalmente aprendeu, pois há dois anos ele cometeu a asneira de libertar um dos cabeças das FARC, codinome “Rodrigo (ou Ricardo) Granda”, a pedido de Sarkozy, como “prova de boa-vontade” do governo colombiano para com as FARC a fim de que libertassem Ingrid Betancourt. O resultado todos conhecem. Granda foi se reciclar em Cuba e depois voltou para a Venezuela, onde tem cidadania venezuelana, vota em apoio a Chávez com cédula eleitoral venezuelana, e até a escritura de uma casa em seu nome possui naquele país. Isto o Notalatina também denunciou; é só procurar nos arquivos de fins de 2007.

E o papel do presidente Lula nisso tudo? Aos olhos do mundo ele continua posando de “moderado”, “pacifista” e “conciliador”, papéis meticulosamente calculados para encobrir sua verdadeira função nesta trama sórdida urdida desde o Foro de São Paulo. Como todo cabeça de uma organização Lula não pode se expor como fazem Chávez, Morales e Correa; ao contrário, sua imagem precisa ser preservada porquanto por baixo dos panos ele precisa continuar agindo em favor deste bando de delinqüentes assassinos. Seu discurso é um, sua prática é outra. Enquanto se diz preocupado com a situação dos seqüestrados e põe nossas Forças Armadas a serviço destes “acordos humanitários”, ele está, na verdade, usando nossos militares para garantir a preservação física dos terroristas e, ao mesmo tempo, consolidando sua boa imagem perante o mundo enquanto tenta encobrir suas alianças antigas e profundas com as FARC.


Vale a pena recordar que: nos arquivos dos computadores apreendidos de Raúl Reyes há inúmeras correspondências deste para o Secretariado em referência ao governo e membros do PT; há incontáveis participações das FARC nos encontros do Foro de São Paulo, do qual Lula é fundador e participou ativamente até eleger-se presidente da República; que até hoje nem ele nem seu partido, o PT, provaram que a informação publicada na revista Veja de que Oliverio Medina doou 5 milhões dólares para a campanha presidencial de 2002, na qual Lula se elegeu, era caluniosa; que foi por intermédio de Lula e seu governo que o embaixador das FARC, Oliverio Medina, conseguiu status de refugiado político, mesmo não reunindo as mais mínimas condições exigidas pelo CONARE; que pelos laços que unem Lula, o PT e as FARC, a mulher de Medina ganhou um emprego no Ministério da Pesca, cujo salário é pago pelo povo brasileiro.

O que o movimento revolucionário internacional pretende é destruir a reputação e o excelente trabalho do presidente Uribe, que está desmoralizando e destruindo aos poucos esta hidra assassina chamada FARC, e faz isso através de seus títeres como Chávez, Correa, Teodora Bolívar ou os políticos – idiotas úteis - que estão sendo libertados. O preço desta liberdade é a defesa de seus algozes e não o fazem por “Síndrome de Estocolmo” mas por uma perversa aliança em nome do comunismo internacional. Tudo isso está muito bem analisado no artigo publicado hoje no “Soy Latinoamericana”, Conveniencia histórica del Acuerdo Humanitario frente al Plan Estratégico de las Farc, do Cel Luis Alberto Villamarín Pulido. Não deixem de ler esta primorosa análise. Fiquem com Deus e até a próxima!

Comentários e traduções: G. Salgueiro

sábado, 27 de setembro de 2008

Estes são Chávez, Lula, Evo, Correa e toda a corja maldita da América Latina do Foro de São Paulo

Do portal NOTICIAS 24
09:27 PM | 26 SEP 2008



El Gobierno colombiano expresó hoy a Venezuela “indignación” por el “ofensivo homenaje” rendido en Caracas a Manuel Marulanda Vélez, alias “Tirofijo”, máximo líder de las FARC, muerto hace seis meses.

El Ministerio de Relaciones Exteriores de Colombia manifestó al Ministerio del Poder Popular para las Relaciones Exteriores de Venezuela “el sentimiento de indignación de la Nación y el Gobierno con ocasión del ofensivo homenaje que se realiza en Caracas al terrorista ‘Manuel Marulanda Vélez’, quien cometió múltiples delitos de lesa humanidad contra el pueblo colombiano y atacó continuamente la institucionalidad democrática del país”.

Se recuerda en la nota oficial que las FARC están involucradas con narcotráfico, homicidios, secuestros, reclutamiento de menores y la utilización de minas contra personas, entre otros muchos delitos.

Colombia menciona que ha condenado todo tipo de apoyo o respaldo a manifestaciones violentas, sin importar cuál sea su origen, tan y como lo expresó en la Cumbre Extraordinaria de la Unión de Naciones Suramericanas (Unasur).

El documento indica que “en el entendido de que el homenaje a ‘Manuel Marulanda’ es una iniciativa de particulares, Colombia espera la misma posición de rechazo de la comunidad internacional, en especial en lo que respecta a la condena unánime contra la violencia armada de grupos como las FARC, cuyo accionar ha causado miles de víctimas”.

El jueves pasado, el embajador de Colombia en Caracas, Fernando Marín, pidió al Gobierno de Venezuela fijar su posición frente a un homenaje que se le preparaba en ese país al insurgente.

“Tirofijo”, cuyo nombre de pila era Pedro Antonio Marín, fundó las FARC en 1964 junto con otros campesinos despojados de tierras y animales en el Tolima (oeste) y murió el 26 de marzo pasado de un ataque cardiaco en un campamento guerrillero.

El homenaje a “Tirofijo” fue organizado por la llamada Coordinadora Continental Bolivariana (CCB), que reúne a asociaciones políticas y sociales de América Latina e incluye un busto en una plaza de un barrio caraqueño.

Vía Efe

domingo, 25 de maio de 2008

Morte de "Marulanda" é um duro golpe para as Farc

Do portal do ESTADÃO
25 de Maio de 2008 | Atualizado às 22:05h

BOGOTÁ - A morte do líder máximo das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), Pedro Antonio Marín, mais conhecido como "Manuel Marulanda Vélez" ou "Tirofijo", representa o mais duro revés para a organização guerrilheira, já que perde a seu emblemático líder e fundador, mas não o definitivo, segundo analistas políticos colombianos.

"Marulanda", que dirigiu as Farc desde 1966 e pretendeu a tomada do poder pela via armada, morreu no dia 26 de março "por causas que ainda estão por ser confirmadas", segundo disse o chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Militares da Colômbia, o almirante David René Moreno.

O ministro da defesa, Juan Manuel Santos, tinha dito à revista "Semana" que o chefe guerrilheiro "estaria no inferno" e, respondendo a pergunta de se "Tirofijo" estava morto, o alto funcionário respondeu: "Sim, está morto".

Estudiosos do conflito colombiano concordam que Marulanda, de 78 anos, era o encarregado de dirigir as Farc, apesar de já não manter em suas mãos todas as decisões. Pedro Antonio Marín deu vida a um movimento guerrilheiro composto por camponeses, mas degenerou em um grupo que seqüestrava e, pior ainda, tinha no narcotráfico uma fonte de financiamento.

O analista político Pedro Medellín, considerou que a morte do líder máximo guerrilheiro das Farc, "dá fim a uma era", mas não é o fim do grupo armado, um dos mais antigos do mundo. Ele disse que apesar do desaparecimento de "Marulanda", este já não exercia a liderança de outras épocas e que inclusive a morte de outros líderes guerrilheiros, como o caso de "Ivan Ríos" e "Raúl Reyes", devem ter mais repercussões no seio das Farc.

Para o analista político, Alejo Vargas, o desaparecimento de "Marulanda" pode trazer a possibilidade de que essa guerrilha possa se recapacitar e inclusive buscar uma saída realista. Após a morte de "Marulanda", seu substituto natural seria Guillermo León Sáenz, conhecido como "Alfonso Cano", que passou os últimos 31 anos de sua vida com o grupo rebelde. Antes de ingressar nas Farc, "Cano" - nascido em 22 de julho de 1948 - militou nas fileiras do Partido Comunista Colombiano, do qual foi seu "comissário político". Atualmente tem 47 ordens de captura e está na "circular vermelha" da Organização Internacional da Polícia Criminal (Interpol), sob acusações de rebelião, terrorismo, homicídio e seqüestro.

À luz dos resultados, a administração do presidente Álvaro Uribe, é a que mais êxito teve na luta contra as Farc. Além de abater importantes chefes do grupo, o número de deserções é elevado, por isso que constantemente porta-vozes governamentais asseguram que o "esfacelamento" das Farc está à vista.

Os mais duros golpes sofridos pelas Farc nos dois últimos anos começaram com a morte do guerrilheiro conhecido como "J", abatido quando viajava em uma lancha.

Posteriormente, caiu o "negro Acacio", que morreu em um bombardeio em setembro de 2007 e, então, qualificado como o golpe mais duro dado nas Farc.

A estas mortes seguiram as de "Martín Caballero", com quem caíram outros 23 membros do grupo no departamento de Bolívar (norte); e a de "Martín Sombra", um dos chefes do comando central das Farc e também muito próximo a "Tirofijo".

No entanto, ninguém dúvida que o maior sucesso do Governo colombiano contra os rebeldes foi a morte de Luis Edgar Devia, conhecido como "Raúl Reyes", segundo no comando das Farc.

"Reyes" morreu em território equatoriano em uma operação militar realizada no dia 1º de março. O guerrilheiro conhecido como "Ivan Ríos" foi morto por seus próprios homens e recentemente, Nelly Ávila Moreno, conhecida como "Karina", entregou as armas em uma zona rural do departamento de Antioquia.

A captura e posterior extradição aos Estados Unidos de Ricardo Palmera, conhecido como "Simón Trinidad", e Nayibe Rojas Cabrera, conhecida como "Sonia", também enfraqueceram as Farc.

quarta-feira, 30 de abril de 2008

O exemplo de Uribe

Do portal MÍDIA SEM MÁSCARA
por Ipojuca Pontes em 28 de abril de 2008


Resumo: No plano das escaramuças revolucionárias, os países integrantes do Foro de São Paulo, exasperados com a popularidade do governo Álvaro Uribe, partem para uma intensa campanha de descrédito e desmoralização – coisa que os comunistas fazem como ninguém.

© 2008 MidiaSemMascara.org

“A guerrilha é um meio de vida”
Manuel Marulanda, o “Tirofijo”

No final dos anos de 1960 fiz, com o fotógrafo Hans Bantel e três integrantes de uma equipe da Televisão Alemã, um documentário sobre o início das guerrilhas das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), na região de La Predera, na Colômbia. Nosso objetivo, além de documentar combates ou escaramuças da guerrilha, era obter um depoimento do seu principal mentor, Manuel Marulanda Vélez, o “Tirofijo”, coisa que, por considerável soma de dólares, foi obtida.

Já à época, os métodos empregados pelas FARC eram cruéis: “Tirofijo”, para obter dinheiro dos nativos, bloqueava as principais rodovias (“carreteras”) da região e cobrava pedágio, em dinheiro ou víveres. Dos motoristas recalcitrantes que recusavam fazer o pagamento, Marulanda mandava cortar a garganta e puxar a língua pela glote, compondo um quadro de horror. Em seguida, mandava fotografar os cadáveres e distribuir cópias das fotos entre os “carreteros” e viajantes. Queria - e conseguiu - intimidá-los. Ninguém mais fugia do “tributo” das FARC.

Quatro décadas depois, o exército guerrilheiro de “Tirofijo” tornou-se, com a omissão de governantes do quilate de Lleras Restrepo - então presidente da Colômbia -, uma força terrorista das mais poderosas do mundo que fez do assassinato, seqüestro, assalto, tortura e o tráfico de droga e armas a sua razão de ser. Não foi por outro motivo que “Tirofijo”, no seu depoimento à TV alemã, afirmou: - “Mi hijo, la guerilha es um medio de vida”. Exatamente, para o sanguinário guerrilheiro a luta armada é um meio de vida, tal qual o foi para Lampião, no Nordeste do Brasil, ou para o bandoleiro Nestor Makhno, nas estepes russas.

Mas quem se interpôs com força e determinação na Colômbia, à crescente sanha deste bandido e sua máquina de matar, gerados ambos pela perversidade satânica do Partido Comunista Colombiano? Álvaro Uribe, o presidente-macho, cujo pai, Alberto, foi assassinado covardemente pelos asseclas de “Tirofijo” – de resto, um presidente que tem a cabeça a prêmio de US$ 400 mil (estipulado pelas FARC) e enfrentou até agora, sem temor, nada menos de 32 atentados tramados pelo bando terrorista.

No duro combate travado no dia-a-dia contra a guerrilha, Álvaro Uribe controlou em 70% as ações criminosas das FARC, para o desafogo dos colombianos. E exatamente por tal determinação, em defesa da democracia, o mandatário do país vizinho foi eleito, segundo pesquisa realizada pelo Instituto Mitofsky, do México, o presidente mais popular das Américas. A partir de dados divulgados na terça-feira, 22, quase dois meses após ter destroçado o acampamento das FARC na fronteira com o Equador, Uribe obteve 84% de aprovação, decorrente, claro, do respeito que o povo colombiano lhe devota. Na mesma pesquisa, o “doutô” Luiz Inácio da Silva, com todo o seu bilionário poder de marketing, ficou na 6ª posição. Hugo Chávez e sua chocarrice interminável, em 8º lugar. Raúl Castro, testa de ferro do irmão-ditador, nem classificação conseguiu.

Em recente comunicado do governo da Colômbia dirigido à Organização dos Estados Americanos (OEA) sobre o ataque aos guerrilheiros das FARC alojadas em território equatoriano, no qual foi aniquilado o chefão “Raúl Reyes”, Uribe assegurou que o presidente do Equador, Rafael Correa, não apenas sabia da presença dos membros da guerrilha em seu país, como fez mais: desautorizou qualquer operação do seu exército contra o bando de “Tirofijo”.

No mesmo comunicado, o presidente Uribe denunciou, com abundância de provas materiais, que as FARC, desde o Equador, produziram um sem-número de atentados contra cidadãos e a Força Pública da Colômbia. Em especifico, ele menciona que a partir de 2004 foram documentados 40 casos de assassinatos da guerrilha contra civis que cuidavam da tarefa de erradicar manualmente o cultivo de ilícitos em território colombiano. Nada a ver com “insurgência” ou qualquer tipo de “contestação ao regime”, pois não! É tudo conversa. Na prática, deu-se o seguinte: desesperado com a política uribiana de combate às drogas, sua inestimável fonte de renda, “Tirofijo” e seu exército, instalados dentro do território equatoriano, partiram para a execução sumária de camponeses que destroem os rendosos campos de plantação de coca da guerrilha em terras colombianas.

No plano das escaramuças revolucionárias, os países integrantes do Foro de São Paulo, (com destaque para Cuba, Brasil, Venezuela, Bolívia, Guatemala, Argentina e, óbvio, Equador), exasperados com a popularidade do governo Álvaro Uribe, intensificam a estratégia desestabilizadora no continente. Não é para menos:
o principal objetivo da entidade totalizadora (Foro) é desalojar Álvaro Uribe do poder a partir de intensa campanha de descrédito e desmoralização – coisa que os comunistas fazem como ninguém.

Em circuito interno, num improviso que já se fez folclórico, Celso Amorim, o “chanceler” que o Brasil tinha de exportar (mas que nenhum país democrático do mundo deveria receber), para defender o bando de “Tirofijo” saiu-se com uma obra-prima de cinismo diplomático: “O Brasil não faz classificação de quais organizações são terroristas e, por isso, não iria discutir se as FARC entram ou não nesta categoria”. Neste sentido, Lula foi mais explícito e, fazendo coro ao Coronel Chávez, a quem julga um “grande pacificador”, não vê as FARC como organização terrorista. Ao contrário do que declaram o Canadá, a União Européia e os Estados Unidos, o vosso sindicalista-presidente condena a legítima ação da Colômbia contra a guerrilha e proclama que as FARC não passam de uma organização “insurgente”.

Resumo: com a chegada de Fernando Lugo (um ex-Bispo integrante da apóstata Teologia da Libertação) à presidência do Paraguai, o cerco se fecha. Acossadas pela ação subversiva dos petrodólares de Chávez, a grana do narcotráfico e a proteção diplomática de países como o Brasil, resta o apoio das consciências democráticas à Colômbia de Uribe. Pessoalmente, escrevendo, é o que farei.

O autor é cineasta, jornalista, escritor e ex-Secretário Nacional da Cultura.

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".