O tema de hoje é, naturalmente, as FARC, e tudo aquilo que a mídia não gosta de revelar; ou melhor, o Notalatina desmascara (Cavaleiro do Templo: mais uma vez e com certeza mais uma vez alguém vai pegar o material que a Graça publica e utilizar SEM CITAR A FONTE) o mar de mentiras que foram veiculadas a respeito da libertação dos seis seqüestrados pelas FARC. Antes, porém, a revelação de um fato importante a respeito deste bando narco-terrorista que não vi publicado em nenhum jornal, revista ou site do país: a confirmação da morte do chefe dos guerrilheiros, Manuel Marulanda “Tirofijo” – inclusive com a foto de seu funeral – dada por uma guerrilheira desmobilizada recentemente.
Depois desses acontecimentos Tirofijo resolveu escrever uma carta em 21 de março, dirigida a todas as frentes antecipando as comemorações dos 44 anos da guerrilha, parecendo “pressentir” que seu final estava próximo. Com a apreensão de mais um computador portátil que a Polícia e o Exército encontraram em 31 de outubro do ano passado, num acampamento da Frente 38 na zona rural de Putumayo, achava-se esta carta, um documento de 10 páginas que se converteu na “jóia da coroa”. No documento que ficou conhecido como o “Testamento de Marulanda”, dentre outras orientações ele exorta seus “camaradas” a “incrementar as ações militares e políticas contra o inimigo de classe” e deixa claro que Hugo Chávez e Rafael Correa são “governos amigos das FARC”.
Segundo Anayibe, “o camarada Manuel ficou inchado, tinha o cabelo grande. Sua cabeça ficou recostada em uma toalha azul com uma faixa branca. Seus braços permaneciam cruzados sobre seu estômago e seu corpo foi vestido com um camuflado americano novo. Não era do seu tamanho, porém não encontramos outro igual. Por isso o uniforme aparece com as mangas arregaçadas”.O deslocamento foi tortuoso, protegido por três anéis de segurança formado por 250 homens e comandado por “Mono Jojoy”. Tirofijo queria ser sepultado no local onde iniciou sua vida guerrilheira há 44 anos, entre Alto Pato (Caquetá) e Guayabero (Meta). O local exato do sepultamento só é conhecido por essas 15 pessoas que jamais revelarão o segredo pactuado entre todos eles. Segundo uma fonte de inteligência militar, “soubemos que ele está enterrado nas margens do Rio Pato. Não foi levado para a Venezuela, como foi dito na ocasião”.
Ocorre que o autor desta calúnia, jornalista Jorge Enrique Botero, é cúmplice das FARC tanto quanto “Teodora Bolívar”, codinome nas FARC da senadora oportunista Piedad Córdoba, e membro da organização “Colombianos pela Paz”. Esta organização, criada e presidida por Teodora, tem o objetivo não de ajudar no resgate dos seqüestrados, mas promover as FARC como um “grupo insurgente” para posteriormente reivindicar seu status de grupo beligerante e poder lançá-los novamente na política. Este fato foi desmentido, tanto pelo comandante da Polícia, general Oscar Naranjo, como pelo representante do Governo, Luis Carlos Restrepo.
Em conferência de imprensa, tão logo foi libertado, o ex-governador Jara não poupou elogios à Teodora, tampouco economizou mentiras agressivas ao presidente Uribe. Segundo ele,“Uribe não fez nada por nossa libertação” e arrematou: “A atitude de Uribe não ajudou em nada a que se produza o intercâmbio humanitário e, portanto, a libertação dos seqüestrados”. Ele, como todos aqueles a quem as FARC libertam com a condição de postular em seu favor, defendem uma “negociação” com os terroristas como única saída para a libertação dos outros seqüestrados.
E o papel do presidente Lula nisso tudo? Aos olhos do mundo ele continua posando de “moderado”, “pacifista” e “conciliador”, papéis meticulosamente calculados para encobrir sua verdadeira função nesta trama sórdida urdida desde o Foro de São Paulo. Como todo cabeça de uma organização Lula não pode se expor como fazem Chávez, Morales e Correa; ao contrário, sua imagem precisa ser preservada porquanto por baixo dos panos ele precisa continuar agindo em favor deste bando de delinqüentes assassinos. Seu discurso é um, sua prática é outra. Enquanto se diz preocupado com a situação dos seqüestrados e põe nossas Forças Armadas a serviço destes “acordos humanitários”, ele está, na verdade, usando nossos militares para garantir a preservação física dos terroristas e, ao mesmo tempo, consolidando sua boa imagem perante o mundo enquanto tenta encobrir suas alianças antigas e profundas com as FARC.


