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quinta-feira, 5 de março de 2009
BLASFÊMIA E HERESIA - direto do blog NOTALATINA
terça-feira, 25 de novembro de 2008
Chávez menor
Os eleitores venezuelanos deram ao governo e à oposição motivos para comemorar nas eleições estaduais e municipais. O chavismo tem números vistosos para mostrar: a vitória em 17 dos 22 estados do país. Mas eles são enganadores. Os opositores ganharam mais três estados importantes - o industrial Carabobo, o populoso Miranda e Táchira, na fronteira com a Colômbia -, além de conservarem o poder em Zulia, o estado mais populoso, e Nueva Esparta. Venceram também nas duas cidades mais importantes do país - a capital Caracas, e Maracaibo - e na municipalidade de Sucre, adjacente a Caracas, e onde se encontram grandes favelas, que costumavam votar em Chávez.
De modo geral, a oposição avançou nos grandes centros e nos estados mais populosos - controla agora áreas com mais de um terço da população. O chavismo se interiorizou e grande parte de suas vitórias se deu em estados rurais. Que Chávez e sua máquina continuam muito poderosos, não resta dúvida. Seus seguidores controlam a Suprema Corte, a Assembléia Nacional, a burocracia federal e todas as empresas estatais. Mas sua margem de manobra, depois de perder o referendo de dezembro de 2007 e após as eleições de domingo, se estreitou.
Antes do pleito, o presidente fizera ameaças destemperadas de, por exemplo, mandar tanques às ruas se perdesse em Carabobo. Ontem, ele proclamava que agora ninguém duvida que a Venezuela seja uma democracia. O problema é o que ele entende por democracia. A mais perfeita seria a que lhe atribuísse vitória em todos os estados, municípios e câmaras, pois de ninguém esconde o objetivo de propor emenda constitucional para se recandidatar em 2013.
Chávez conseguiu evitar o pior com o apertado triunfo do irmão no estado de Barinas, dominado por sua família. A oposição ganhou em grandes centros políticos e econômicos e num simbólico centro do poder chavista - as favelas de Petare, em Sucre.
Como a oposição é fragmentada, a expressiva votação que recebeu contém uma mensagem de cansaço e desilusão do eleitorado diante das promessas não cumpridas do chavismo após 10 anos no poder. A má notícia para Chávez é que, com o petróleo em queda livre, se esvai seu poder de reação para ampliar os programas assistenciais populistas. O que fica em evidência é a violência urbana, o desabastecimento e a inflação. Some, assim, boa parte do encanto do "socialismo bolivariano". As eleições testam o espírito democrático do caudilho.
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BAIRROS POBRES DE CARACAS DÃO AS COSTAS A CHÁVEZ
Embora o Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV) tenha conseguido 17 dos 22 governos disputados nas eleições do domingo, perdeu em estados chave e em alguns bairros populares de Caracas, reconhecidos até agora como a maior fortaleza eleitoral do presidente Hugo Chávez, o que talvez tenha sido mais importante para a sociologia política venezuelana. Por Juan Francisco Alonso - Terra Magazine aqui

CHÁVEZ INSISTE EM TRATAR O POBRE COMO RETARDADO
A percepção que Hugo Chávez tem da atual realidade é tão distorcida que ele afirmou, em cadeia nacional, que perdeu no município de Sucre, porque lá está cheio de ricos poderosos e racistas. Material completo aqui
, no Notícias 24terça-feira, 11 de novembro de 2008
Pesquisa aponta derrota de chavistas em 8 Estados
10/11/2008
da Efe, em Caracas
Os candidatos partidários do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, perderão nas eleições regionais de 23 de novembro em pelo menos oito Estados, segundo uma pesquisa feita pela empresa Interlace divulgada nesta segunda-feira.
| Efe-24.10.2008 |
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| Aliados do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, devem perder eleições regionais, diz pesquisa realizada em 15 Estados no país |
A pesquisa foi feita em 15 dos 22 Estados do país em que se elegerá um governador, disse hoje o diretor da firma, Oscar Schemel.
Nos Estados de Bolívar, Carabobo, Guárico, Nueva Esparta, Sucre, Táchira, Yaracuy e Zulia "é clara" a preferência eleitoral por opositores a Chávez, disse Schemel em declarações à televisão privada "Globovisión" sem revelar, porém, a ficha técnica de suas medições.
Segundo ele, nos Estados de Aragua, Falcon, Mérida, Miranda, Lara e Vargas acontece o mesmo com os chavistas, que nas eleições de 2004 ganharam em 20 de 22 Estados, na maioria das 328 Prefeituras e 233 legislaturas provinciais, assim como na Prefeitura de Caracas.
O pesquisador, que destacou que seus estudos são feitos a pedido de empresas privadas e nenhum por partidos políticos, não deu dados da intenção do voto nos Estados de Anzoátegui, Apure, Barinas, Cojedes, Delta Amacuro, Monagas, Portuguesa e Trujillo, nem para a Prefeitura de Caracas.
Em 23 de novembro, acontecerão as eleições regionais e municipais em todos os Estados do país, exceto no do Amazonas.
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