Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro concede Medalha Tiradentes a Olavo de Carvalho. Aqui.
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quinta-feira, 26 de março de 2009

226 MILHÕES DE PESSOAS FORAM ASSASSINADAS PELOS SEUS PRÓPRIOS GOVERNANTES NO SÉCULO XX

Por e-mail, com alguns adendos meus

226 MILHÕES DE PESSOAS FORAM ASSASSINADAS PELOS SEUS PRÓPRIOS GOVERNANTES NO SÉCULO XX


TODOS APELARAM PARA A "PAZ" E O FIM DA VIOLÊNCIA


SEJA VOTE TAMBÉM MAIS UM JUMENTO!

VOTE A FAVOR DO DESARMAMENTO!




segunda-feira, 20 de outubro de 2008

O tiro incerto dos dados

Por e-mail (sic)

A Revista Veja desta semana trás a reportagem intitulada "O Tiro certeiro da lei", onde glorifica o chamado "Estatuto do Desarmamento" dando-lhe o crédito pela redução dos homicídios em São Paulo.

Porém, em mais uma dança de números, não explica questões de lógica elementar:

1. Se a lei aprovada em 2003 foi responsável pela queda no número de homicídios, como se explica que isso vem ocorrendo desde 1999, ou seja, muito antes do Estatuto?

2. Se a lei, na prática, só dificulta e muito que armas legalizadas sejam vendidas como é possível imaginar que isso possa ter algum impacto nos chamados crimes de vingança? Ou será que alguém que pretende matar compra uma arma no comércio legalizado?

3. Se, como dito acima, a lei dificulta apenas o comércio legal, como não esperar uma queda maior nos chamados crimes "por impulso"?

4. Sendo uma lei federal, como tal redução não se repetiu em outras capitais, sendo que em várias o números de homicídios cresceu significantemente?

5. Um homicídio cometido com uma faca é menos grave que o cometido com uma arma de fogo?

A redução dos homicídios em São Paulo aconteceu por vários fatores, sendo que os principais são:

1. São Paulo é o estado onde a polícia mais prende;

2. São Paulo é o estado onde o judiciário mantém mais criminosos presos, sendo que 40% de todos os presos do Brasil estão aqui;

3. E por último, algo que não podemos comemorar, criou-se aqui uma única facção criminosa e o número de bandidos mortos por outros bandidos caiu drasticamente.

Infelizmente, nem mesmo a revista Veja está livre de publicar matérias onde o tiro certeiro matou unicamente a profundidade que uma reportagem dessas merecia

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Desarmamento: Olha eles de novo

Do portal MOVIMENTO ENDIREITAR

O título de uma matéria assinada por Jailton de Carvalho e publicada na página 15 do jornal O Globo, de 22/08/2008, é: Nova campanha de desarmamento é lançada pela União. O primeiro fato a chamar a atenção do leitor é que, enquanto nos “bons tempos” este assunto teria direito a chamada de capa – incluindo uma foto do Ministro da Justiça, com uma arma na mão, olhando-a com ar de desprezo – , agora a matéria é relegada a um espaço de 6x20 centímetros, escondido no pé da página 15. Tudo indica que o jornal O Globo, escaldado com o certeiro ponta-pé que levou na região glútea, por ocasião do Referendo de 23/10/2005, resolveu não se expor, nem se envolver nesse assunto.

Vamos analisar, em detalhe, o conteúdo da matéria e as opiniões do Ministro da Justiça:

O Ministro da Justiça, Tarso Genro, lançou ontem a nova campanha do desarmamento orçada em R$46 milhões. Nossas polícias, tanto a Militar quanto a Civil ou a Federal, de modo geral sofrem com a crônica falta de verbas para treinamento e reequipamento. Não faria mais sentido usar esse dinheiro em atividades que resultem em melhora dos serviços de segurança ao cidadão, em vez de ficar fazendo pirotecnia eleitoreira?

Com a iniciativa, o governo espera recolher ou incentivar o registro de mais de 300 mil armas de fogo. Primeiro, é preciso separar as coisas: para registrar sua arma, o cidadão paga; para entregá-la, recebe (ou deveria receber) uma determinada quantia em dinheiro. O registro de uma arma não resulta em ônus, e sim em receita para o Estado. Desta forma, todo o desembolso ficará por conta das armas que forem entregues. Vamos assumir que 85% dos que entregarem suas armas receberão R$100, e 15%, R$300. Isso resultará em um desembolso médio ponderado por parte do governo de R$130 por arma recolhida. Como a verba destinada é de R$40 Milhões (mais R$6 Milhões para divulgação), conclui-se que o doutor Tarso tem como meta recolher 308 mil armas, de 21 agosto até 31/12/2008.

O próprio governo informa que, durante a Campanha do Desarmamento que durou 22 meses – com direito ao que chamei de Caravana Rolidei do Desarmamento, apoio maciço das Organizações Globo, ONGs e Governos estrangeiros – conseguiu recolher 550 mil armas. Alguém acredita que agora, sem a antiga infra-estrutura de apoio e desgastados pela acachapante derrota no referendo, vão conseguir recolher, em quatro meses, o equivalente a 54% das armas recolhidas na primeira campanha que durou quase dois anos?

Essa nova campanha está fadada ao insucesso pelas seguintes razões:

1. O grosso das armas em mãos de cidadãos idosos influenciados pela algaravia apocalíptica do governo e de viúvas assustadas já foi recolhido. Eram, em sua grande maioria, cacos velhos sem nenhuma utilidade como arma. Quem tem uma arma em bom estado e ainda não a entregou não tem nenhum motivo pra fazê-lo agora;

2. A maioria das armas recolhidas era de grandes centros urbanos; restam agora, majoritariamente, armas em áreas rurais. Essas armas são o único instrumento de defesa que o cidadão tem, morando a quilômetros de uma delegacia. Assim, ele não se preocupa com registro – que lhe custará um bom dinheiro – nem, muito menos, vai entregá-la. Alguém que mora em uma cidade longe de um posto de recolhimento necessita ir a uma delegacia de polícia, solicitar uma guia de trânsito, depois pegar um ônibus para ir ao local de entrega. Dependendo do local onde o cidadão more, ele vai gastar mais com passagens do que receberá (receberá?) do governo.

3. A população não confia no governo, porque muita gente, ingênua o suficiente para confiar em promessas, entregou suas armas e não recebeu o pagamento (tenho uma pasta cheia de recortes de cartas de leitores reclamando por não ter recebido o pagamento por sua arma devolvida). Por uma questão de respeito aos cidadãos, o governo deveria dizer quanto pagou de indenização e quantos cidadãos ainda devem receber o prometido.

4. E aqui reside o fato mais sério: recentemente renovei minha carteira de identidade. É inimaginável o grau de detalhes que você deve fornecer sobre sua vida, coisas como estado civil, nome da esposa, endereço, telefone e, pasmem, e-mail! Fica aqui a pergunta que eu e muita gente se faz: o que impede que amanhã outro congresso, prenhe de “brilhantes cabeças pensantes” como o atual, não resolva fazer uma lei obrigando que todas as armas registradas sejam entregues por seus proprietários à polícia? É só cruzar os dados da carteira de identidade com os do registro da arma e eles saberão exatamente quem tem e onde está a arma a ser confiscada. Quem garante, amigo leitor, que esta não é a estratégia do governo por trás dessa balela toda?

5. Segundo o senador Renan Calheiros, que imagino bem informado, existiam no Brasil 20 milhões de armas (eu pessoalmente não acredito nesse número). Vamos assumir que cinco milhões sejam registradas de forma regular. Como foram recolhidas 550 mil, ainda existem 14,5 milhões armas irregulares. Retirar 300 mil, ou seja, 2% delas, vai resolver o problema ou é apenas mais um exercício de ilusionismo governamental?

Para Tarso Genro, a redução das armas em circulação não resolve o problema da segurança pública no país, mas ajuda a conter a violência. Senhor Ministro, o que resolve o problema da segurança pública e ajuda a conter a violência é um eficiente trabalho de inteligência apoiado por um completo banco de dados. Apenas um exemplo: até hoje, o SUS não publicou o relatório anual Intitulado Óbitos por UF de Residência, referentes aos anos 2005, 2006 e 2007. Esse relatório é peça essencial para análise de mortes ocorridas no país. É preciso também que possamos contar com uma polícia bem treinada (segundo o jornal O Globo, policiais do Rio de Janeiro passam até dez anos sem serem treinados ou reciclados), bem paga e bem equipada. Um elemento chave é uma polícia de fronteiras eficiente, com contingente e recursos materiais compatíveis com a tarefa de fiscalizar nossas fronteiras terrestres. Ademais, é preciso falar grosso com o Paraguai e a Bolívia, em especial o primeiro, e dizer-lhes claramente que se eles não tomarem um providência nós vamos tomá-la (já vimos que carinho por essa gente não resolve o problema). Já que o senhor está preocupado com o .38 na mão do cidadão de bem, recomendo-lhe que leia a matéria publicada no Globo de 22/07/08, página 16, onde poderá esclarecer alguns fatos sobre a origem e calibres das armas usadas pelos traficantes cariocas, estas sim o verdadeiro perigo, que tudo leva a crer o senhor, embora Ministro da Justiça, desconhece. Já o exército do companheiro Evo Morales, para retribuir o carinho que o presidente do Brasil dedica ao povo boliviano, tem enviado para os morros cariocas metralhadoras .30, graciosamente decoradas com o brasão boliviano (O Globo, 04/08/08, página 10).

Com menos armas em circulação, a tendência é que os riscos de bala perdida também diminuam, segundo o ministro. Aqui, o ministro bem que se esforçou, mas tudo o que conseguiu produzir foi uma meia verdade. Sim, doutor Tarso, menos armas significam menos balas perdidas. Lamentavelmente, o senhor só esqueceu de dizer que a maioria esmagadora das balas perdidas foram disparadas por armas de calibres exclusivos das forças armadas e das polícias civil e militar (e dos traficantes, naturalmente). Determine que se produza um relatório onde qualquer pessoa morta ou ferida por bala perdida tenha a munição que a atingiu coletada e identificada. O senhor vai então descobrir o que qualquer médico de pronto-socorro ou de Instituto Médico Legal está cansado de saber: que a maioria absoluta das vítimas foi atingida por munição calibre .223, .308, .40 ou 9 milímetros.

Há quatro anos estou fazendo um estudo baseado em notícia de jornais que pretendo publicar em breve. O estudo mostra que, do total de vítimas (só incluindo óbitos, não feridos), aqueles por “balas perdidas” (quando não se pode determinar a origem) representam 5,9% do total das ocorrências, enquanto mortes diretamente relacionadas a conflitos entre a polícia e a marginalidade, resultantes de ferimentos com calibres privativos, são 94,1%.

Portanto, responsabilizar cidadãos de bem por tragédias que têm como origem “bala perdida” é: a) Ludibriar o contribuinte e b) Não querer resolver o problema.


Fonte: http://www.midiasemmascara.com.br/

Última atualização ( Dom, 14 de Setembro de 2008 14:18 )

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Desarmamento: um livro imperdível

Do portal MÍDIA SEM MÁSCARA
por Peter Hof em 22 de agosto de 2008

Resumo: A história sobre a espetacular vitória do "Não" durante o referendo do desarmamento realizado em outubro de 2005 é contada em livro recém lançado.

© 2008 MidiaSemMascara.org

Livro de Chico Santa Rita: estratégias de marketing eleitoral.

Todos aqueles que se envolveram de alguma forma na Campanha do NÃO, ou que votaram pelo NÃO no Referendo de 23 de outubro de 2005, não podem deixar de ler o livro de Chico Santa Rita, Novas Batalhas Eleitorais (Ediouro Publicações, 2008, 272 páginas, R$39.90 - clique aqui para comprar).

Para os que não sabem, Chico Santa Rita foi o estrategista da vitoriosa Campanha do NÃO no referendo que perguntava aos cidadãos se eles queriam a proibição da venda de armas de fogo e munição em todo o território brasileiro [*]. Em linguagem simples, sem fazer uso do publicitês ou marquetês, o autor nos conta toda a emocionante história de como um grupo de trinta pessoas, trabalhando com recursos escassos, premidos pela escassez de tempo e enfrentando um adversário formidável, conseguiu, em pouco mais de um mês, virar o jogo de forma inédita em batalhas eleitorais em nosso país. De fato, esse ”Exército Brancaleone” ousou enfrentar a maior máquina de guerra que jamais havia sido montada no Brasil: o Executivo, Legislativo e o Judiciário, apoiados maciçamente pela chamada grande imprensa (com exceção da revista Veja e alguns jornais regionais), ONGs (Viva Rio, Sou da Paz e outras), governos estrangeiros (Reino Unido), fundações internacionais (Ford, Rockefeller, Soros, Small Arms Institute) e, pasmem, até companhia de aviação (a falecida Varig), se reuniram para, qual o rolo compressor que usaram para esmagar armas velhas e imprestáveis – devolvidas por alguns otários e viúvas assustadas – banir de forma definitiva, e para sempre, o direito sagrado do cidadão de comprar uma arma para defender a si e sua família, isto num país que conta com uma polícia destreinada e desaparelhada e onde a bandidagem (aqui me refiro a bandidos mesmo, não a um certo pessoal que circula por Brasília), hoje domina amplos setores da população, em especial os mais carentes.

Em setenta e oito páginas, mais ou menos um terço do livro, Chico Santa Rita conta em detalhes cada batalha que foram vencendo, as dificuldades que tiveram de superar, desde a falta de dinheiro até decisões da Justiça Eleitoral – no mínimo estranhas, como quando o TSE determinou que a geração dos programas de rádio e TV fosse feita a partir da TV Cultura de Brasília. O leitor não entendeu qual o problema? Deixe-me explicar:

os programas da frente do NÃO eram produzidos em São Paulo e, portanto, deveriam ser, diariamente, enviadas por avião a Brasília.

Por uma incrível “coincidência”, a turma do SIM, com dinheiro a rodo para gastar, tinha estruturas contratadas no Rio e em Brasília...

Não pretendo fazer um resumo do livro, nem tirar dos potenciais leitores o prazer de tomar conhecimento da história toda, mas para terem idéia da tarefa hercúlea que tinham pela frente, vou mostrar duas situações: segundo o Datafolha, em pesquisa realizada em 6/7 de abril de 2005 – portanto seis meses e meio antes do referendo – 83% da população era contra a venda de armas e apenas 14% a favor.

Abertas as urnas em 23 de outubro daquele ano, o resultado final foi: 63,94% a favor do comércio de armas e 36,06% contra. E não foi apenas uma vitória regional, em que uma maior densidade populacional resultou na vitória do NÃO; ou seja: daqueles que acreditavam no direito de comprar, se e quando quisessem, uma arma. O NÃO foi vitorioso em TODAS as cinco regiões geográficas do país, em TODOS os 26 estados e no Distrito Federal, em TODAS as capitais brasileiras, em nove das dez maiores cidades não capitais do país (o SIM só ganhou em Jaboatão dos Guararapes – PE, por 51.5% contra 48.5 do NÃO).

Em suma, parodiando o Grande Apedeuta que nos governa:

nunca na história das votações neste país o povo brasileiro deu uma resposta tão inequívoca, tão arrasadora a uma idéia idiota, produto de um Congresso que, hoje sabemos, minado por mensaleiros, aceitadores de propina, aloprados e outras classes de corruptos.

Nunca antes um poderoso conglomerado de imprensa envolveu-se, de forma parcial e antiética, em um tema do qual deveria ser o portador isento das informações para ajudar no esclarecimento da população. Nunca ONGs e grupos estrangeiros envolveram-se de forma escandalosa em conúbios (não confundir com Delúbios) indecorosos,

a ponto de a Justiça Eleitoral proibir duas ONGs (Viva Rio e Sou da Paz) de participar da campanha que antecedeu o referendo, sob a acusação de receberem polpudas contribuições de entidades e governos estrangeiros para servirem de boneco de ventríloquo dessas entidades.

O que dá credibilidade a Chico Santa Rita é o fato de que, ao contrário de outros marqueteiros políticos, ele não é do tipo que faz campanha para Paulo Maluf em uma eleição e Lula em outra, nem aceita pagamentos em moeda estrangeira depositados em paraísos fiscais.

Da mesma forma, só aceita trabalhar para pessoas ou idéias em que acredita. Foi o caso da Campanha do NÃO.

E como foi conseguida tão espetacular vitória em tão curto espaço de tempo? Leiam o livro. Como escrevi acima, ele é imperdível.


[*] Nota Redação MSM: para maiores informações sobre o tema recomenda-se a leitura da Editoria MSM DESARMAMENTO. O livro de Chico Santa Rita também pode ser encontrado na loja virtua da livraria É Realizações. (C.T. - não o encontrei lá mas encontrei aqui)

sábado, 31 de maio de 2008

Menos armas, mais mortes

Do portal MOVIMENTO ENDIREITAR
Escrito por Jon E. Dougherty, 30 de maio de 2008

Artigo publicado originalmente no site WoldNetDaily em 10 de outubro de 2003


ImageOs entusiastas do controle de armas de fogo nos Estados Unidos e na Europa Ocidental têm muito a explicar após a divulgação de dois relatórios na semana passada que provam, sem sombra de dúvida, a bárbara loucura que é manter os cidadãos indefesos contra ameaças de criminosos armados.

No primeiro, informou um jornal britânico que as autoridades constataram um aumento de 35% nos casos de violência com armas em 2002. Ironicamente, isso ocorreu no sexto ano desde que Parlamento aprovou uma lei que proíbe a posse da maioria das armas de fogo.

A violência é tão alta agora que a polícia afirma que ela se “espalhou como um câncer" por todo do país, informou o jornal Observer. Para pôr o nível de violência em perspectiva, estão morrendo mais britânicos de violência armada agora do que antes dos idiotas no Parlamento banirem virtualmente todas as armas de fogo.

“Crimes com armas subiram a níveis vistos pela última vez antes do massacre em Dunblane de 1996 e da proibição da posse de armas introduzida no ano depois que Thomas Hamilton, um entusiasta amador do tiro, matou 16 alunos, o seu professor e ele próprio na cidade Perthshire", relatou o jornal.

“Espeava-se que a medida reduzisse o número de armas disponíveis para criminosos. Agora, o crime com armas está mais alto desde 1993," disse o Observer. “As novas leis que tornam o porte de arma de fogo um crime passível de uma pena de cinco anos ganharam pouco apoio dos oficiais nas ruas. ‘Não muda nada’, disse um detetive esquadrão anti-drogas que pediu o anonimato."

Enquanto isso, aqui nos Estados, um estudo do Centro para Controle e Prevenção de Doenças, divulgado na semana passada, não encontrou nenhuma evidência conclusiva que leis de controle de armas restringem o crime violento, suicídios ou acidentes com armas de fogo.

O estudo encontrou "evidência inconclusiva" de que leis de controle de armas, que incluem proibições de certas classes inteiras de armas, possuem qualquer efeito apreciável sobre a violência armada.

É interessante verificar que onde o controle de armas é o mais forte - Nova Iorque, Washington, D.C., Los Angeles, e outras centros urbanos principais – as proibições de armas e rifles, como na Inglaterra, algumas análises afirmam, só estão enchendo os necrotérios de cidadãos inocentes, desprotegidos e obedientes à lei.

"A venda de fuzis de assalto [1] foi banida. No entanto, isso pouco fez para reduzir a criminalidade", afirma uma análise feita pela National Issues, um site não-partidário na Internet.

O que ajudou a reduzir o crime violento em nossa sociedade? O medo de morrer dos criminosos, foi isso.

Por exemplo, no assunto das leis de porte dissimulado de armas nos EUA e seus efeitos sobre a criminalidade, Jeffrey Snyder, um advogado de Nova Iorque que escreve para o CATO Institute, um think tank libertário, disse que inicialmente "muitas pessoas temeram que [tais leis] conduziriam rapidamente a um desastre: o sangue estaria correndo literalmente nas ruas".

Mas, depois de mais de uma década desde que a Flórida surpreendeu em 1987 e aprovou uma das primeiras leis de porte dissimulado da nação, "é seguro afirmar que essas predições medonhas eram completamente infundadas".

"Realmente," Snyder escreve, "o debate de hoje sobre as leis de porte dissimulado centra na importância em que essas leis podem realmente reduzir a taxa de criminalidade”.


Eu recordo dos anos noventa, à medida que mais estados aprovaram leis de porte dissimulado, o FBI informou reduções constantes nos crimes violentos. A administração anti-arma Clinton saudou estes dados como a "prova" de que as leis federais de controle de armas, que dispõem sobre verificações e proibições de armas de assalto, estavam funcionando. Curiosamente, nem uma vez o FBI mediu o efeito das leis estaduais sobre porte dissimulado nos crimes violentos. Se a agência estudou a questão, eles não tornaram os resultados públicos, mas isso talvez ocorra porque essa informação não é politicamente útil para um regime empenhado em proibir armas.


Apesar da verdade sobre o efeito de uma população armada contra a atividade criminosa, a "sabedoria convencional" que persiste entre nossa elite iluminada é a de que nós, o povo, devemos estar tão desarmados e tão impotentes quanto possível. É quase como se nossos líderes eleitos temessem a população armada tanto quanto os criminosos.


Mas já passou o tempo dos americanos verdadeiramente preocupados com a segurança pública rejeitar este ponto de vista autoritário. Criminosos armados não temem vítimas desarmadas, muito freqüentemente, agora as estatísticas criminais esmagadoramente demonstram, eles matam as vítimas.


Qualquer representante eleito que apóia a continuação das leis destinadas a privar os americanos do seu direito constitucional de possuir uma arma de fogo para a autodefesa merece ser preso, acusado e condenado por homicídio. Suas abordagens de "menos armas" contra o crime é responsável por mais mortes do que se o povo tivesse a "autorização" para se proteger desde o princípio.


Jon E. Dougherty é escritor e o autor de "Illegals: The Imminent Threat Posed by Our Unsecured U.S.-Mexico Border."

Publicado originalmente no site WoldNetDaily em 10 de outubro de 2003 - http://www.worldnetdaily.com/news/article.asp?ARTICLE_ID=35019

Nota:

[1] O Fuzil de assalto é uma arma leve dos modernos exércitos mundiais que se tornou o armamento de dotação individual dos combatentes de infantaria. Este tipo de arma é igualmente conhecido por Espingarda de Assalto, Fuzil Automático ou Espingarda Automática. ( Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Fuzil_de_assalto )


Tradução: Wellington Moraes

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Mitos Sobre o Controle de Armas

Do portal do MOVIMENTO ENDIREITAR
Escrito por Thomas Sowell, 20 de maio de 2008

Professora Joyce Lee Malcolm do Bentley College merece algum tipo de prêmio especial por assumir a tarefa de dizer coisas sensatas sobre um tópico onde o besteirol está profundamente enraizado e fortemente dogmático. No seu recente livro, “Armas e Violência” (n.t.: “Guns and Violence”), a professora Malcolm examina a história das armas, das leis antiarmas e dos crimes violentos na Inglaterra. O que torna isso mais do que um exercício de história é a sua relevância para as atuais controvérsias sobre as leis antiarmas nos EUA.

Os antiarmas fanáticos adoram fazer comparações internacionais altamente seletivas sobre a posse de armas e os índices de homicídio. Mas Joyce Lee Malcolm chama a atenção para os perigos destas comparações. Por exemplo, o índice de homicídios na cidade de Nova Iorque foi por mais de dois séculos cinco vezes superior ao índice de Londres--e durante a maior parte daquele período, nenhuma das duas tinha qualquer tipo de leis antiarmas.

Em 1911, o estado de Nova Iorque instituiu uma das mais severas leis antiarmas dos EUA, enquanto que leis antiarmas mais sérias não apareceram na Inglaterra por quase dez anos. Ainda assim, Nova Iorque continuou a ter um índice de homicídios bem superior ao índice de Londres.

Se estamos falando sério sobre o papel das armas e das leis antiarmas como fatores nos índices de violência nos diferentes países, precisamos então fazer o que a professora de história Malcolm faz: examinar a história das armas e da violência. Na Inglaterra, como ela chama atenção, durante muitos séculos “a taxa de crimes violentos continuou a diminuir de modo marcante durante o período em que a disponibilidade de armas começou a aumentar.”

A Declaração dos Direitos inglesa de 1688 deixou claro que o direito individual à posse de armas é um direito individual que independe do direito coletivo das milícias. Armas estavam amplamente disponíveis tanto para os ingleses quanto para os americanos até após o inicio do século vinte.

As leis antiarmas inglesas também não foram uma resposta a uma crise de homicídios. Durante um período de três anos perto do final do século dezenove “houve somente 59 fatalidades causadas por armas curtas numa população de 30 milhões de indivíduos,” de acordo com a professora Malcolm. “Destes, 19 foram acidentes, 35 suicídios e somente 3 foram homicídios--uma média de um (homicídio) por ano.”

O crescimento do estado intervencionista inglês no início do século vinte incluiu esforços para restringir a posse de armas. Até a primeira guerra mundial, leis antiarmas começaram a restringir a posse de armas. Após a segunda guerra essas restrições cresceram em severidade, e eventualmente desarmaram a população inglesa--ou melhor, a população de bem inglesa.

Foi durante este período de severas restrições à posse de armas que a taxa de crimes em geral, e particularmente a de homicídios, começou a crescer na Inglaterra. “Enquanto o número de armas legais diminuiu, o número de crimes com armas cresceu”, diz a professora Malcolm.

Em 1954 houve somente uma dúzia de assaltos à mão armada em Londres, mas pelos anos 90 este número cresceu cem vezes. Na Inglaterra, assim como nos EUA, perseguições drásticas à posse de armas por pessoas de bem foram acompanhadas por mais suavidade no tratamento dos criminosos. Nos dois países isto acabou sendo a fórmula para um desastre.

Enquanto que a Inglaterra ainda não alcançou o índice de homicídios americano, ela já ultrapassou os EUA nos índices de roubos e furtos. Além disso, em anos recentes o índice de homicídios na Inglaterra tem crescido mesmo sob leis antiarmas ainda mais severas, enquanto que o índice de homicídios americano vem diminuindo enquanto mais e mais estados da união passam a permitir o porte (n.t.: o autor aqui se refere ao ‘porte’ mesmo, i.e., transporte da arma na rua, em geral ocultada)--e passaram a trancafiar mais criminosos.

Em ambos os países, os fatos não tem qualquer efeito sobre os dogmas do fanático antiarmas. O fato de que a maioria das armas usadas para matar pessoas na Inglaterra não foram compradas legalmente não teve qualquer efeito na sua fé nas leis antiarmas de lá, assim como o fato de que a arma do sniper de Washington D.C. não era legal não afetou sua fé nas leis antiarmas daqui.

Na Inglaterra, assim como nos EUA, crimes sensacionais cometidos com armas foram usados politicamente para promover o combate a posse de armas por cidadãos de bem, sem se falar nada sobre os criminosos. Americanos fanáticos pela lei Brady não dizem nada sobre o fato de que o homem que atirou no James Brady e que tentou matar o presidente Ronald Reagan já está andando nas ruas sob licença.

***

Falar sobre fatos com os fanáticos antiarmas só vai irritá-los. Mas o resto de nós precisa saber os fatos. Mais que isso, precisamos saber que muito daquilo que os antiarmas chamam de “fatos” não agüenta um exame minucioso.

O grande dogma dos antiarmas é que lugares com as mais severas leis antiarmas têm índices mais baixos de homicídio e de outros crimes cometidos com armas. Como eles provam isso? Simples. Eles fazem comparações de lugares onde isto acontece e ignoram todas as comparações onde o oposto ocorre.

Fanáticos antiarmas comparam os EUA com a Inglaterra para mostrar que o índices de homicídios são menores em lugares onde as restrições a posse de armas são mais severas. Mas você poderia também comparar a Suíça com a Alemanha, a Suíça tendo um índice de homicídio menor do que o índice alemão apesar de ter, percentualmente, uma população três vezes mais armada. Outros países onde, percentualmente, a população é altamente armada e o índice de homicídios é baixo são Israel, Nova Zelândia e Finlândia.

Dentro dos EUA, as zonas rurais têm populações bem armadas e índices de homicídios baixos; a população branca está mais bem armada percentualmente do que a população negra e tem um índice menor de homicídios. No país (n.t.: EUA) como um todo, o percentual da população que possui armas curtas dobrou próximo ao final do século vinte enquanto que o índice de homicídios caiu. Mas tais fatos não são mencionados pelos fanáticos antiarmas nem pela mídia esquerdista.

Outro dogma entre os que apóiam leis antiarmas é que a posse de uma arma em casa, para auto-defesa, é desnecessária e só aumenta suas chances do dono se ferir ou morrer. Sua melhor saída, de acordo com este dogma, é não oferecer qualquer resistência ao invasor.

Pesquisas acadêmicas dizem o contrário. Pessoas que não resistiram foram feridas com o dobro da freqüência daquelas que resistiram com uma arma. Aquelas que resistiram sem uma arma obviamente são as que foram feridas com maior freqüência.

Tais fatos são simplesmente ignorados pelos fanáticos antiarmas. Eles preferem citar um estudo publicado há alguns anos atrás no New England Journal of Medicine que já foi demolido por vários pesquisadores. De acordo com este desacreditado estudo, pessoas com armas em casa tinham maiores chances de serem mortas.

Como chegaram a esta conclusão? Eles pegaram as pessoas assassinadas em casa, averiguaram quantas (percentualmente) tinham armas em casa, e então fizeram uma comparação com pessoas que não foram mortas em casa.

Usando a mesma lógica você poderia demonstrar que pessoas que contratam guarda-costas aumentam as chances de serem assassinadas. Obviamente pessoas que contratam guarda-costas já se sentem ameaçadas, mas isso significa que os guarda-costas são a razão da ameaça?

Raciocínio similarmente ilógico já foi usado contando quantos invasores foram mortos por residentes armados e então comparando este número com o número de residentes mortos pela arma mantida em casa.

A maioria dos usos de armas em auto-defesa--tanto em casas quanto nas ruas--não envolve um disparo. Quando a potencial vítima puxa a arma, o bandido em geral tem cérebro o suficiente para desistir do crime. Mas as vidas salvas desta maneira não são contadas.

Pessoas mortas em casa por membros da família são extremamente atípicas. A vasta maioria destas vítimas já chamou a polícia em casa devido à violência doméstica, e mais da metade chamou a polícia várias vezes. Os assassinos nestes casos não são pessoas normais que se irritaram quando uma arma estava por perto.

Também na maioria dos casos não são “crianças” mortas à bala meros nenéns que encontraram uma arma municiada. A maioria destas “crianças” são adolescentes membros de gangues que se matam deliberadamente.

De fato algumas crianças pequenas morrem acidentalmente pelo manuseio de uma arma em casa--mas este número é menor do que o número de crianças que se afogam em banheiras. Alguém está propondo a proibição de banheiras? Além disso, durante os anos o número de acidentes fatais com armas caiu enquanto que o estoque de armas aumentou em algumas dezenas de milhões de armas (n.t.: nos EUA).

A maioria dos argumentos dos antiarmas são castelos de areia.

***

A maioria das pessoas a favor de leis antiarmas apóiam tais leis porque acreditam que elas (as leis) vão reduzir o número de mortes cometidas com armas de fogo. Tais pessoas não são o problema. Suas opiniões podem mudar quando elas compreendem que os fatos são bem diferentes daquilo que elas imaginavam ou foram levadas a imaginar.

O problema é com tipos diferentes de pessoas, em geral em posições de liderança, cujo apoio a leis antiarmas é forte o suficiente para se sobrepor aos fatos. Quando o estudo empírico de John Lott sobre os efeitos das leis antiarmas mostrou que a posse de armas tende na média a diminuir a criminalidade, em particular os homicídios, ele ofereceu uma cópia do estudo a um membro de grupo pró leis antiarmas, mas ela se recusou a ver o estudo.

Mais tarde, quando o estudo foi publico em um livro chamado “Mais Armas, Menos Crimes” (n.t.: “More Guns, Less Crime”), a ABC News entrou em contato com esta mesma mulher para saber seus comentários e ela descreveu o estudo como “defeituoso”. Quando Lott ligou para ela para perguntar como ela poderia descrever o estudo como defeituoso sem tê-lo lido, ela bateu o telefone na cara dele.

Claramente os fatos não são cruciais para esta defensora das leis antiarmas--ou para muitos outros fanáticos. Nem pode a lista de pessoas pró e contra leis antiarmas ser explicada pelos fatos igualmente disponíveis para pessoas em todas as posições do espectro ideológico, afinal os esquerdistas lutam por leis antiarmas mais restritas e os liberais (n.t.: “liberais” aqui no sentido clássico, não no atual sentido americano) resistem.

Enquanto o estudo de John Lott é talvez o mais conhecido mostrando que a maior disponibilidade de armas diminui a criminalidade, outros estudos com conclusões semelhantes são “À Queima-Roupa” (n.t.: “Pointblank”), por Gary Kleck, e o mais recente livro “Armas e Violência” (n.t.: “Guns and Violence”), por Joyce Lee Malcolm.

E os estudos do outro lado do debate? Dois amplamente divulgados são um artigo que saiu no New England Journal of Medicine em 1993 e um livro publicado em 2000 chamado “Armando a América” (n.t.: “Arming America"), sobre a história da posse de armas neste país (EUA).

O artigo do jornal acadêmico de medicina alegava que armas em casa aumentam as chances de violência e morte. Isto foi baseado numa comparação entre pessoas que foram mortas em casa com uma amostra de pessoas similares na população. Aqueles que foram mortos em casa tinham armas em casa com maior freqüência.

O que é realmente estranho sobre este artigo num jornal de medicina é que ele segue a mesma linha de raciocínio dos que cometem a falácia de julgar hospitais pelo índice de óbitos. As pessoas que vão para os hospitais estão sob maior risco de morte do que as pessoas que não vão. Isto torna os hospitais perigosos? Ou mostra que as pessoas que vão para os hospitais já estão sob maior risco?

E de fato, o índice de óbitos num dos melhores hospitais do mundo pode ser maior do que o índice de um hospital local porque as pessoas com problemas médicos mais complicados, em geral, procuram hospitais com os melhores especialistas e os melhores equipamentos.

Da mesma forma que seria falacioso assumir que pessoas que procuram diferentes hospitais estão sob o mesmo risco de saúde, é falacioso também assumir que as pessoas que decidiram manter uma arma em casa estão inicialmente sob tanto risco de vida quanto as pessoas que decidiram não manter uma arma. Algumas eram criminosos que foram mortos pela polícia. Uma comparação de coisas diferentes não prova nada.

O mais recente livro antiarmas, por Michael Bellesiles da Emory University, recebeu abundantes elogios em órgãos da intelligentsia esquerdista como o jornal New York Times e o New York Review of Books, além de um prestigioso prêmio de história. Aí alguns pesquisadores começaram a verificar as evidências do autor.

O resultado final foi a renúncia do professor Bellesiles após uma investigação da sua pesquisa levantar dúvidas quanto a sua “integridade acadêmica”. Mas é pouco provável que isto barre a citação desta pesquisa pelos antiarmas. (n.t.: O prêmio de história também foi revogado e o livro não foi mais impresso.)

Fatos não são o ponto central para os fanáticos antiarmas, que tipicamente compartilham a visão esquerdista do mundo na qual sua sabedoria e virtude superiores precisam ser impostas sobre os outros, seja em relação às armas, ao meio ambiente ou a outros assuntos.

Quando John Lott perguntou à ativista antiarmas se ela gostaria de dar uma olhada nos fatos reunidos pelo seu estudo, ele deve ter imaginado que a questão era meramente a busca da melhor política pública. Mas o que estava em jogo era toda uma visão da sociedade e o sentido de vida da ativista. Não foi à toa que ela não quis correr o risco de encarar os fatos.

Publicado originalmente no site Townhall.com, 27 de Novembro de 2002

quarta-feira, 26 de março de 2008

Estatuto do desarmamento não diminui a violência, diz presidente do Viva Brasil

Do portal MÍDIA SEM MÁSCARA

O presidente do Movimento Viva Brasil, Bene Barbosa, aponta incoerência nos dados apresentados pelos desarmamentistas e pelo Ministério da Justiça e identifica em ações da ONU na década de 50 as origens do atual lobby antiarmas.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Armação ilimitada: lobistas se unem à facção da CNBB para impedir alteração no Estatuto do Desarmamento

Do blog ALERTA TOTAL
Edição de Segunda-feira, 02 de Dezembro de 2007
Por Jorge Serrão

O poderoso, endinheirado e mal intencionado lobby da Rede Desarma Brasil promete se reunir nesta terça-feira, em Brasília, para impedir modificações no Estatuto do Desarmamento. O principal alvo dos lobistas é o Deputado Guilherme Campos (DEM/SP), relator do PL 152/2007, que proíbe totalmente a recarga de munição por parte de atiradores desportivos cadastrados, além de transferir para a Polícia Federal o monopólio da fiscalização da recarga efetuada por clubes e federações de tiro.

Por que essas entidades de pretensa defesa do desarmamento não fazem uma campanha para tomar as armas dos bandidos, e não para impedir cidadãos de bem de ter o direito de ter uma arma para sua defesa pessoal, da família ou do patrimônio? Em vez disto, o lobby da CNBB, o Conic e a Rede Desarma Brasil insiste em repetir a acusação mentirosa de que os atiradores desportivos que possuem equipamento de recarga são os responsáveis pelo tráfico ilícito da munição que abastece o crime. A ilimitada armação lobista destas entidades não respeita a vontade do povo brasileiro, já manifestada em referendo popular, de ter o direito de possuir uma arma de fogo, legalmente.

Semana passada, em conversa informal na Câmara, “o deputado Guilherme Campos declarou-se disposto a reformular totalmente o seu próprio Parecer, convencido que ficou da equivocidade do projeto de lei, idealizado para prejudicar, sob falsas alegações, uma categoria de pessoas que só bem fazem à têmpera da Nação, constituindo-se, entre outras sadias coisas, numa verdadeira forja de campeões mundiais e olímpicos”. A informação é do coronel Jairo Paes de Lira, que esteve no Congresso, sexta-feira passada, a convite do Presidente da Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado (CSPCCO), deputado João Campos.

Por falta de quorum de parlamentares, não houve audiência pública. Mas Jairo Paes de Lira e outros defensores do direito a que o cidadão possua uma arma de fogo conseguiram conversar e expor seus argumentos, informalmente, ao deputado Guilherme Campos. A conversa foi presenciada por Benê Barbosa, Presidente do Movimento Viva Brasil (MVB), Nelson Barretto, jornalista ligado ao Pela Legítima Defesa (PLD), autor do comentado livro "A Revolução Quilombola", e representantes da atividade de Tiro Prático. Também estavam presentes o Presidente da Confederação Brasileira, Heraldo Ribas e o Presidente da Federação Paulista, Roberto Saldanha, além do Coronel Marco Antonio dos Santos, da Reserva do Exército, membro da Confederação Brasileira de Tiro Esportivo e destacado combatente do NÃO durante a campanha do Referendo pelo Desarmamento.

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".