Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro concede Medalha Tiradentes a Olavo de Carvalho. Aqui.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Cabrestos espirituais

MÍDIA SEM MÁSCARA


O que se dirá então da extrema frouxidão tucana de não associar o PT às Farc? O que se vê é muito simples: esquerdista é cúmplice de esquerdista, como terrorista é cúmplice de terrorista.

O domínio, por assim dizer, 
"espiritual" das esquerdas na democracia brasileira é praticamente absoluto. O presidente corrupto, envolvido politicamente com a narcoguerrilha colombiana, com a destruição das democracias latino-americanas, fiel aliado de ditaduras totalitárias de matizes comunistas ou islâmicos, enfim, membro do que há de pior no âmbito dos valores políticos, indica uma candidata, cujo passado de terrorista e assaltante de bancos não é nada abonador. Mas quem disse que o eleitorado brasileiro está interessado nisso ou sabe algo de Dilma Rousseff? Basta que o capataz Lula indique seu capacho presidenciável e o povo brasileiro, como cabresto enfeitiçado pelo bolsa-esmola, vote! Quando a esquerda não intoxica a alma da população com ideologias, compra com dinheiro.
É interessante notar que o passado de banditismo da candidata não assuste ninguém. Ou que seus crimes, incluindo o assassinato, em seu currículo profissional (e por que não dizer ficha policial?), não envergonhem o eleitor incauto. Mas na cabeça da gente dita que elegeu o petismo como projeto político, como também nos círculos midiáticos, o passado da ministra da Casa Civil é coisa do passado. Ou, no mais, é passado para se orgulhar, já que a sujeitinha "lutava" contra a ditadura em favor da democracia. Que grande mentira! Dilma Rousseff não lutava pela democracia. Lutava sim, para substituir o regime militar e implantar a ditadura comunista!
Espantoso, pusilânime, vexaminoso, é o posicionamento da "oposição." (coloco entre aspas, porque tenho lá minhas dúvidas).Gente como José Serra ou mesmo os políticos do DEM engolem a historinha falaciosa da terrorista e assaltante de bancos que lutava pela democracia. De Serra não se pode esperar muita coisa, já que em sua juventude fez parte da UNE e da Ação Popular (posteriormente Ação Popular Socialista), um reles grupelho de esquerda católica, envolvido, em 1966, no atentado terrorista ao Aeroporto Guararapes, em Pernambuco, matando três e ferindo outras 14 pessoas. Pediu asilo ao Chile, quando este país se tornou um antro de marxistas amiguinhos do presidente Salvador Allende. Chamar Serra de "direitista" temo mesmo acinte de chamar Hitler de filosemita. O candidato tucano pode ser a direita da esquerda, outro menchevique dos bolchevistas, um Kerensky de Lênin. Mas é só.
Já o DEM prima pela estupidez política. Ainda que o candidato a vice de Serra, Índio da Costa, tenha captado e tornado públicas as informações mais importantes para o eleitorado brasileiro, o seu partido não deu o menor apoio. Pelo contrário, calou-se, junto com a covardia dos tucanos. Para a maioria dos eleitores, o PT aliado do narcotráfico das Farc não existe. Deveras, o DEM nem pode ser chamado de"opositor". Ele foi tão absorvido pelo cabresto espiritual socialista, que precisou mudar a sigla de Partido da Frente Liberal para o de"democratas", a mesma nomenclatura do esquerdista Partido Democrata norte-americano. Até a alardeada direita política ficou emburrecida pela cultura ideológica da esquerda. A direita tem medo de se assumir direita. O liberal conservador, como político, esconde suas credenciais, com medo de desagradar o status quo socialista. Quer parecer mais esquerdista do que o próprio esquerdista.
Dilma Rousseff, antes de ser adversária do candidato tucano, nada mais é do que sua companheira de armas de outros tempos. Daí o fato de Serra não fazer um pio sobre o passado da ex-ministra da Casa Civil. Nenhum comentário sobre sua vida pregressa, sobre o roubo do dinheiro da amante do governador Adhemar de Barros ou o seu envolvimento, junto com seu grupo guerrilheiro, no assassinato do capitão do exército americano Charles Chandler. Parece que ser bandido com viés esquerdista neste país dá direito à absolvição. Inclusive, a bandidagem vermelha se auto-indeniza, com o beneplácito de nossa"democracia burguesa". A mesma democracia que Dona Dilma Rousseff lutou para destruir.
O que se dirá então da extrema frouxidão tucana de não associar o PT às Farc? O que se vê é muito simples:esquerdista é cúmplice de esquerdista, como terrorista é cúmplice de terrorista. Da mesma forma que Dilma mente sobre seu passado de democrata, Serra também parte da mesma falácia. Não é ele quem diz que a democracia foi destruída em 1973 no Chile, por Pinochet, quando na verdade, quem estava destruindo as instituições chilenas era seu comparsa, o presidente Allende? Quem teve raízes na Ação Popular não pode se dizer democrata sincero. Serra chamou Lula de "troglodita de direita", ainda que a direita tenha desaparecido do imaginário político, só existente, claro, como espantalho imaginário dos socialistas. Poderemos pensar assim que o tucano é a personificação da esquerda? Que ele seja tão radical quanto o PSTU ou o PSOL? Não seria espantoso, quando José Serra se diz admirador de Antonio Gramsci e da revolução cultural socialista. O PSDB só reafirma os valores (ou não seriam contra-valores) da esquerda revolucionária, os valores do cabresto cultural esquerdista. A diferença é de método. É a disputa do marxista-leninista histórico com o socialista fabiano, ambos com as táticas de Gramsci. Ou como diz um grande amigo meu: a diferença entre o tucanato e o petismo, é que o primeiro usar talher e finge falar francês.
O cabresto cultural está montado, junto com a farsa ideológica do socialismo. Votar em José Serra é reafirmar o espírito socialista, como é o mesmo que votar em Dilma, Marina Silva ou Plínio de Arruda Sampaio. Todos são irmãos espirituais, de alguma forma. A diferença é de progressão e radicalização do socialismo. E tanto oposição como situação são apenas duas faces de uma mesma moeda ideológica. É a disputa da oposição de esquerda contra a situação de esquerda, para ver quem radicaliza mais a identidade socialista. Grande diferença!

Mais um da seção "analfabetos querem discutir"...

Vejam que monstruosidade:

Anônimo deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Site das FARC":

cultura revolucionária é um mal? toda revolução é um retrocesso?? rs

acho que e uma das coisas menos etneligentes que eu já li... nao falando so das revoluções socialistas, mas tb da industrial (que foi drastica) e tb da francesa...

Se ng fosse drasticamente contra as coisas que se fazem usualmente, ainda estariamos queimando mulheres com verrugas por serem bruxas, e considerando negros sem alma. Nada do que esta ai deve ser encarado como certo. Sempre mudando sim, se preciso drasticamente,para que daqui a 200 anos riam da nosssa condição atual como rimos agora de epocas medievais.

________


Agora minhas considerações, que de maneira alguma levarão em conta o que o sujeito chama de argumento (eu chamo de ARJUMENTO). Não é possivel analfabetos apresentarem-se para debates com outros que não sejam também analfabetos. A coisa toda funciona com base em argumentos que possam ser apresentados para análise, debatidos, refutados, endossados, etc, etc, etc.

Analfabetos devem ficar quietinhos quando um não-analfabetos abre a boca. Quietinhos e ouvindo, com o coração e a mente cheios de esperanças de conseguirem sair dali menos analfabetos. Esta é a história da "des-jumentalização" da criatura humana.

Quando abrem a boca em debates com não-analfabetos, os ARJUMENTOS que aparecem são aqueles apelos emocionais baratos, típicos de filminho mela-cueca, como o que o sujeito deixou no Cavaleiro.

Então, animalzinho, senta e tenta aprender.

O inimigo VERMELHO já canta vitória

NÃO MATARÁS



FORUM O BRASIL QUE DESEJAMOS

O crime continuado do PT

ESTADÃO
27 de agosto de 2010 | 0h 00

- O Estado de S.Paulo
Foi preciso uma decisão judicial, tomada na terça-feira, para que o vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge Caldas Pereira, pudesse exercer o direito elementar de acesso ao inquérito instaurado na Corregedoria-Geral da Receita para apurar a devassa nas suas declarações de renda - cópias das quais foram parar em mãos de pessoas ligadas à campanha da candidata petista Dilma Rousseff. E só assim o País ficou sabendo, já tardiamente, que o sigilo fiscal de outros contribuintes também foi quebrado na mesma ocasião, com a mesma sórdida intenção de atingir o candidato tucano ao Planalto, José Serra.
Em 16 minutos, na hora do almoço do dia 8 de outubro de 2009, na delegacia do Fisco em Mauá, na Grande São Paulo, foram abertas e impressas as declarações do ministro das Comunicações no governo Fernando Henrique, Luiz Carlos Mendonça de Barros; do arrecadador informal da campanha de Serra ao Senado em 1994 e em seguida diretor da área internacional do Banco do Brasil, Ricardo Sérgio de Oliveira; e do empresário Gregorio Marin Preciado, casado com uma prima de Serra.
Os sistemas de controle da Receita identificaram como pertencendo à analista fiscal Antonia Aparecida Neves Silva a senha utilizada para a invasão no computador da servidora Adeilda Ferreira dos Santos. Antonia, contra quem foi aberto processo administrativo, admitiu ter passado a senha a Adeilda e a outra colega, Ana Maria Caroto Cano. Todas negam envolvimento no caso. O processo depende de uma perícia que não tem data para terminar. É incerto igualmente se aparecerão os nomes dos autores e mandantes do crime. Se aparecerem, não será antes da eleição.
O que parece fora de dúvida é que a devassa foi ordenada de dentro do apparat petista para a formação de um dossiê a ser eventualmente usado contra Serra, conforme revelado pela Folha de S.Paulo, que teve acesso ao material. Na campanha de 2006, quando ele concorria ao governo paulista, o coordenador da campanha do então candidato ao Senado pelo PT, Aloizio Mercadante, envolveu-se com a malograda tentativa de um grupo de companheiros de comprar uma papelada para atacar o tucano. Eles foram presos em flagrante com uma bolada de dinheiro. O presidente Lula limitou-se a chamá-los de aloprados.
Não se sabe se desta vez também há dinheiro envolvido na sujeira afinal desmascarada. Ainda que haja, deve ter prevalecido na montagem da operação o mais autêntico espírito partidário do vale-tudo para tomar e permanecer no poder, como, por palavras e atos, o próprio Lula ensina sem cessar à companheirada. Esse espírito está na origem do mensalão, do escândalo dos aloprados e das demais baixarias que vieram à tona nestes 8 anos. Do PT se pode dizer, parafraseando uma citação clássica, que nada esqueceu e nada deixou de aprender em matéria de vilania política.
Aprendeu, sobretudo, que os fins não apenas justificam os meios, mas dependem de meios eficazes para ser alcançados. O principal deles é o controle - no sentido mais raso do termo - da máquina pública. Dos muitos objetivos a que serve o aparelhamento do Estado, um dos mais importantes é criar um disseminado e leal "exército secreto", como já se escreveu nesta página, pronto para fazer os trabalhos sujos que dele se demandem. A ordem tanto pode partir dos mais altos escalões do governo ou do partido como resultar da iniciativa de indivíduos e grupos que conhecem as regras do jogo na casa e sabem a quem recorrer numa ou em outra circunstância.
No caso da violação do sigilo fiscal de pessoas ligadas ao PSDB e a Serra, é até possível que Dilma só viesse a saber dela quando já estava em curso ou depois de escancarada. O que teria sido possível graças a inconfidências de membros da campanha em conflito com o setor de onde parece ter partido a decisão de arrombar o cofre de informações da Receita. Mas, na ordem das coisas que contam, o essencial, o assustador, é que se constituiu no governo uma rede de agentes que a qualquer momento pode funcionar como uma organização criminosa.
Essa estrutura, que se nutre do próprio Estado em que se encastelou, só deverá se fortalecer com a provável vitória da candidata presidencial do PT. 

Fórum “As ameaças do PNDH-3 continuam!” - Dr. Ives Gandra Martins

Pessoal, consegui gravar e editar parte do evento de ontem, o

Fórum “As ameaças do PNDH-3 continuam!”.


Abaixo o Dr. Ives Gandra Martins:




Paes de Lira participa de debate sobre segurança pública com Marcelo Itagiba

BLOG DO DEPUTADO PAES DE LIRA

Os Deputados Federais Paes de Lira (SP) e Marcelo Itagiba (RJ) participaram do programa Brasil em Debate, da TV Câmara, e comentaram a situação da segurança pública no país. Paes de Lira criticou o governo paulista, que nos últimos 16 anos nunca apresentou uma proposta salarial que devolva a dignidade aos policiais civis e militares. O parlamentar também comentou os últimos atentados ocorridos ao Comandante e ao Batalhão da ROTA, que podem ter autoria de uma facção criminosa. Paes de Lira ainda citou que muitos governadores, de maneira velada, não apoiam a PEC 300. Assista ao programa e confira dois parlamentares, ambos com larga experiência em segurança pública, apresentando propostas que trarão mais segurança ao cidadão brasileiro.

Assista:


Segurança Pública - Paes de Lira e Marcelo Itagiba from Assessoria Paes de Lira on Vimeo.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Sai soldado, entra terrorista. A esquerda adora, bate palmas, goza. Não era isto que o "politicamente correto" queria?




mariaelviratv | 26 de agosto de 2010
CRECE EL TEMOR POR LA ESCALADA DE VIOLENCIA EN IRAQ Y GENERALES NORTEAMERICANOS CRITICAN LA RETIRADA DE LAS TROPAS ESTADOUNIDENSES ASEGURANDO QUE SUMIRA A ESE PAIS EN ELC AOS. "MARIA ELVIRA LIVE" 08.25.2010

Republicanos, mandem Obama para a %$%#$




mariaelviratv | 26 de agosto de 2010
LAS ELECCIONES PRIMARIAS EN CINCO ESTADOS DE LA UNION TERMINARON CON RESULTADOS SORPRESIVOS DONDE GANARON VARIOS POLITICOS JOVENES, ALGUNOS DE ELLOS RESPALDADOS POR EL TEA PARTY. "MARIA ELVIRA LIVE" 08.25.2010

O cinismo “fariano”* ao pedir assembléia da UNASUL

HEITOR DE PAOLA

As FARC pediram à União de Nações Sul-Americanas (UNASUL) que convoquem uma assembléia para que elas possam expor sua “visão” do conflito armado colombiano, e reiteraram sua vontade de buscar uma “saída política” porque consideram que 
“a paz da Colômbia é a paz do continente”. “O drama humanitário da Colômbia clama a mobilização e a solidariedade continental. A obsessão oligárquica em submeter militarmente a guerrilha há 46 anos e a execução dos planos guerreiristas e repressivos de Washington custaram inumeráveis massacres”, assinalam os narco-terroristas [1].


A resposta do atual governo colombiano à proposta de Alfonso Cano, difundida em julho de 2010 e na qual Cano pedia que “conversemos”, deve ser a mesma da comunidade latino-americana a este grupo criminoso: não pode haver diálogo até que as FARC dêem provas “claras e contundentes” de que vão abandonar o terrorismo e libertar todos os seqüestrados. Ademais, na semana passada Santos anunciou que no momento não vai nomear um comissionado para a paz, e instruiu as Forças Armadas a “obter resultados” contra o grupo narco-guerrilheiro “na frente militar”.

É evidente que para as FARC o reatamento das relações diplomáticas com a Venezuela e o estabelecimento de mecanismos claros e transparentes de acordos de cooperação com esse país para combater os fenômenos delinqüenciais na fronteira com o narco-tráfico, o contrabando e o terrorismo, significam uma grave perda estratégica para essa organização criminosa.

Como bem assinala o diário “El Tiempo” [2], o rechaço taxativo do governo de Caracas à presença guerrilheira em território venezuelano deve ser acompanhado de ações concretas para garantir que a fronteira não continue convertida em refúgio de delinqüentes e terroristas. O próximo encontro dos ministros de Defesa é o espaço propício para traduzir a franqueza e a confiança em um plano conjunto que reconheça o caráter transnacional da ameaça do narcotráfico e da subversão.

As FARC pretendem justificar suas ações perversas, dizendo que “alguns aludem freqüentemente a obsolescência da luta armada revolucionária, porém não dizem nada das condições e garantias para a luta política na Colômbia. Outros situam a ameaça na insurgência e não na estratégia neo-colonial do governo dos Estados Unidos, parecendo ignorar que com a guerrilha ou sem ela, o império dará curso à sua agenda de predomínio. E há também os inclinados a pressionar só uma das partes contendoras, quase sempre a insurgência” [3].

E mentem descaradamente ao afirmar que “a paz com justiça social e não a guerra pela guerra, tem sido o objetivo estratégico das FARC desde seu surgimento em 1964 em Marquetalia. Se as conversações de paz de Casa Verde, Caracas, Tlaxcala e o Caguán, não chegaram ao final feliz, foi porque as oligarquias não quiseram considerar nenhuma mudança nas injustas estruturas políticas, econômicas e sociais que motivam o levantamento. Hoje enfrentamos, hasteando inquestionáveis bandeiras políticas, a maior maquinaria bélica que alguma guerrilha tenha enfrentado, porém sempre lutando pela possibilidade de uma solução política”.

A descarada mentira das FARC cai por seu próprio peso. A Constituição Política de 1991 foi o resultado de um consenso entre todas as forças políticas nacionais que incluíram grupos insurgentes desmobilizados. As FARC naquela época pisotearam essa possibilidade convencidas de ter força armada suficiente para continuar a luta armada, do mesmo modo como fizeram por ocasião do Caguán, quando ameaçavam passar para a outra fase da luta ao pensar que tinham alcançado o equilíbrio militar com o Estado. Então, não foram razões políticas por parte das FARC as que motivaram o fracasso dessas tentativas de diálogos, senão a prepotência armada e sua vinculação com o narcotráfico.

Oxalá esta saída das FARC, buscando a UNASUL, não faça parte de alguma estratégia bolivariana para descartar os compromissos que possam ser acordados no restabelecimento de relações colombo-venezuelanas e uma tentativa de internacionalizar a ameaça terrorista. Como bem assinala o ex-chanceler Rodrigo Pardo, “não vejo Chávez perseguindo-a, porém tampouco o vejo necessariamente desafiando o Governo colombiano com um apoio direto e explícito, enquanto Chávez chega a uma conclusão sobre o que pode conseguir com o Governo de Juan Manuel Santos. O grande paradoxo é que não existe um colombiano que tenha feito mais política com a bandeira anti-chavista do que Santos, e não existe um venezuelano com um discurso mais anti-santista do que Chávez” [4].

[1] EL ESPECTADOR. Farc piden asamblea de Unasur para exponer su visión de conflicto. Lunes, 23 de agosto de 2010. 

[2] EL TIEMPO. Editorial. Lunes 23 de agosto de 2010. 

[3] ANNCOL. Farc listas a hablar en asamblea en UNASUR. Agosto 23 de 2010.

[4] EL TIEMPO. Acuerdo militar con EE.UU. Rodrigo Pardo. Lunes, 23 de agosto de 2010. 
Notas da tradutora:

O autor deste artigo é um intelectual colombiano mas, por questões de segurança, pede para não ser identificado.

*Assim são chamados os integrantes das FARC.

Tradução: Graça Salgueiro

A Petrobras e o Pré-Sal

DIRETO DA REDAÇÃO
Publicado em 22/08/2010


Acabo de ler uma das manchetes que falam da irritação do ministro Mantega em relação a vazamentos relacionados com a Petrobras. Não, leitor(a), nada que tenha paralelo com a tragédia ambiental da BP. Pelo visto, e se entendi bem a situação, a catástrofe é muito, muito pior.

O atual desgoverno, não satisfeito com o elevado teor de embuste em praticamente tudo o que faz e – principalmente – anuncia, quer dar o coup de grâce no finalzinho da era Lulla. É, sem dúvida, mais uma tentativa de demonstrar que faz tudo o que quer e esfrega o que quer no focinho do povo dando gargalhadas. Afinal, no proverbial país do “é assim mesmo” composto de 80% de analfabetos funcionais (índice curiosamente coincidente com o índice de popularidade do atual presidente), who cares?

Enfim… a Petrobras, controlada pelo desgoverno com um terço das ações, propala uma pie in the sky – que, nesse caso precisaria de uma tradução adaptada para o fundo do mar – conhecida como Pré-Sal. Há indícios de que esse óleo exista, mas há muita gente que entende muito mais do assunto do que eu que duvida igualmente, e com a mesma veemência. Não é o caso de entrar nessa discussão, aqui e agora.

O que acontece é que, para prospectar essa torta de óleo nos cafundós das profundezas do mar, a Petrobras não tem dinheiro. Nem ela, nem o desgoverno que a aparelhou, nem ninguém – nem aqui, nem no exterior. Os investimentos necessários, segundo se informa, são de quase 240 bilhões de dólares. (Como paralelo de mensuração, e entre parênteses, a gigante ferida GM anunciou há pouco que pretende lançar ações para captar 15 bilhões de dólares no mercado, o que já é um caminhão de dinheiro, de qualquer ângulo que se olhe para isso; o Bolsa Esmola, outro parâmetro comparativo, custa cerca de 7 bilhões de dólares por ano).

Como sair da sinuca de bico? No caso de uma turma acostumada a dar um nó em pingo d’água depois do outro – e, o que é melhor, impunemente, nada mais fácil. Não há dinheiro? Quanta bobagem! Pode-se pagar perfeitamente com o óleo que ainda está (ou, lembre-se bem, pode não estar) lá embaixo, a milhares de metros de profundidade.

Numa operação dessas, segundo as regras do mercado financeiro, se a Petrobras fizer o que se denomina uma “chamada de capital”, os outros dois terços dos acionistas, pulverizados entre milhares de investidores minoritários brasileiros e estrangeiros, receberão prioritariamente a oferta de comprar o novo lote de ações. E aí surge o pulo do gato potencialmente fatal para o atual equilíbrio das cotas: o desgoverno paga sua fatia (atualmente calculada entre 50 e 100 bilhões de dólares) com um vale-óleo escrito (figurativamente) a lápis. Os acionistas minoritários, para comprar as novas ações, terão que pagar à vista, cash.

O irritante vazamento de que falei acima referia-se exatamente às divergências entre os cálculos do que poderia valer o óleo que está (ou estaria) escondido lá em baixo do oceano, em águas (lembre-se) internacionais. Uma consultoria estabelece de 5 a 6 dólares por barril, enquanto outra acredita em 10 a 12 dólares. De uma forma ou de outra, vai ser complicado para os pequenos manterem sua posição.

Não é à toa que os preços das ações da Petrobras estão despencando, e que a Vale passou a Petrobras em valor de mercado. É como diz o velho ditado: quanto mais alto, maior o tombo. Por isso, é de se perguntar: com esse truque financeiro (que pode ter repercussões nos tribunais), o desgoverno resolveu quebrar a Petrobras? Seria a negra cerejinha do sundae para uma “esquerda” burra (mas metida a esperta como ela só) como a do fazendão. Afinal, é nessa terra que 80% dos habitantes, cegos, aplaudem freneticamente uma certa senhorinha que até há pouco tempo era presidente do conselho de administração da… Petrobras!

10 estratégias da manipulação

QUESTÕES INSANAS
5 de abril de 2010

Recebi no meu e-mail este artigo sem autoria mencionada, fui pesquisar a autoria, que surpresa! É do lingüista americano Noam Chomsky, que é considerado um dos maiores intelectuais da esquerda. Onde houver uma polêmica lá está ele, alugando sua influência como lingüista para fazer valer suas idéias contraditórias. 
Chomsky é também conhecido pelas suas idéias políticas de esquerda e pela sua crítica da política externa dos
 Estados Unidos. No auge de sua loucura chegou a acusar os EUA de responsável pelo atentado do 11 de setembro. Ele se descreve como um socialista libertário.


Fato, que intencional ou não, o povo vive um analfabetismo político, aquele tão bem descrito pelo dramaturgo, poeta e encenador alemão, Bertolt Brecht “O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas”.

Na última semana, o assunto do momento que foi comentado, divulgado, apreciado e acompanhado com interesse foi a 10ª edição do BBB, edição moderna do “para o povo, pão e circo” frase célebre do Imperador romano Júlio César. Vamos à leitura deste artigo tão interessante, pois revela os métodos desta gentalha para colocar em nós um selo de ignorante. Não se esqueça de votar na enquête na barra lateral do blog, que está relacionada ao assunto deste post.


10 estratégias da manipulação

O elemento primordial do controle social é a estratégia da distração que consiste em desviar a atenção do público dos problemas importantes e das mudanças decididas pelas elites políticas e econômicas, mediante a técnica do dilúvio ou inundações de contínuas distrações e de informações insignificantes.

1- A estratégica da distração.
A estratégia da distração é igualmente indispensável para impedir ao público de interessar-se pelos conhecimentos essenciais, na área da ciência, da economia, da psicologia, da neurobiologia e da cibernética. "Manter a atenção do público distraída, longe dos verdadeiros problemas sociais, cativada por temas sem importância real. Manter o público ocupado, ocupado, ocupado, sem nenhum tempo para pensar; de volta à granja como os outros animais".

2 - Criar problemas, depois oferecer soluções.

Este método também é chamado 
"problema-reação-solução". Se cria um problema, uma "situação" prevista para causar uma certa reação no público, a fim de que este seja o mandante das medidas que se deseja fazer aceitar. Por exemplo: deixar que se desenvolva ou se intensifique a violência urbana, ou organizar atentados sangrentos, a fim de que o público seja o mandante de leis de segurança e políticas em prejuízo da liberdade. Ou também: criar uma crise econômica para fazer aceitar como um mal necessário o retrocesso dos direitos sociais e o desmantelamento dos serviços públicos.

3 - A estratégia da degradação.

Para fazer com que se aceite uma medida inaceitável, é suficiente aplicar progressivamente, em 
"degradado", sobre uma duração de 10 anos. É dessa maneira que condições socioeconômicas radicalmente novas tem sido impostas durante os anos de 1980 a 1990. Desemprego em massa, precariedade, flexibilidade, reassentamentos, salários que já não asseguram ingressos decentes, tantas mudanças que haviam provocado uma revolução se tivessem sido aplicadas de forma brusca.

4 - A estratégia do deferido.

Uma outra maneira de se fazer aceitar uma decisão impopular é a de apresentá-la como sendo 
"dolorosa e necessária", obtendo a aceitação pública no momento para uma aplicação futura. É mais fácil aceitar um sacrifício futuro do que um sacrifício imediato. Primeiro, por que o esforço não é empregado imediatamente. Em seguida, por que o público, a massa, tem sempre a tendência a esperar ingenuamente que "tudo irá melhorar amanhã" e que o sacrifício exigido poderá ser evitado. Em fim, isto dá mais tempo ao público pata acostumar-se com a idéia de mudança e de aceitá-la com resignação quando chegue o momento. Um exemplo recente: a passagem para o Euro e a perca da soberania monetária e econômica tem sido aceitos pelos países Europeus em 1994-1995 para uma aplicação em 2001. Outro exemplo: os acordos multilaterais da ALCA (o FTAA) que os Estados Unidos tem imposto desde 2001 aos países de todo o continente americano (Central e Sul da América) apesar de suas reticências, concedendo uma aplicação e vigência diferida para 2005.

5 - Dirigir-se ao público como crianças de baixa idade.

A maioria da publicidade dirigida ao grande público utiliza um discurso, argumentos, personagens e uma entonação particularmente infantil, muitas vezes próximos à debilidade, como se o espectador fosse um menino de baixa idade ou um deficiente mental. Quanto mais se intente buscar enganar ao espectador, mais se tende a adotar um tom infantilizante.

Por que?
Se se dirige a uma pessoa como se tivesse a idade de 12 anos então, em razão da sugestionabilidade, ela tenderá, com certa probabilidade, uma resposta ou reação também desprovida de um sentido critico como a de uma pessoa de 12 anos de idade.

6 - Utilizar o aspecto emocional muito mais do que a reflexão.

Fazer uso do aspecto emocional é uma técnica clássica para causar um curto circuito na análise racional, e por fim ao sentido critico dos indivíduos. Além do mais, a utilização do registro emocional permite abrir a porta de acesso ao inconsciente para implantar ou enxertar idéias, desejos, medos e temores, compulsões, ou induzir comportamentos.

7 - Manter o público na ignorância e na mediocridade.

Fazer como que se o público seja incapaz de compreender as tecnologias e os métodos utilizados para seu controle e sua escravidão.

A qualidade da educação dada as classes sociais inferiores deve ser a mais pobre e medíocre o possível, de forma que a distância da ignorância que paira entre as classes inferiores às classes sociais superiores seja e permaneça impossíveis para o alcance das classes inferiores. 

8 - Promover ao público a ser complacente na mediocridade.

Promover ao público a achar 
"cool" pelo fato de ser estúpido, vulgar e inculto.

9 - Reforçar a revolta pela culpabilidade.

Fazer o individuo acreditar que é somente ele o culpado pela sua própria desgraça, por causa da insuficiência de sua inteligência, de suas capacidades, ou de seus esforços. Assim, ao invés de rebelar-se contra o sistema econômico, o individuo auto-desvalida-se e culpa-se, o que gera um estado depressivo do qual um dos seus efeitos é a inibição da sua ação. E sem ação, não há revolução!

10 - Conhecer melhor os indivíduos do que eles mesmos se conhecem.

No transcorrer dos últimos 50 anos, os avanços acelerados da ciência tem gerado uma crescente brecha entre os conhecimentos do público e aquelas possuídas e utilizadas pelas elites dominantes. Graças a biologia, a neurobiologia e a psicologia aplicada, o
"sistema" tem desfrutado de um conhecimento avançado do ser humano, tanto de forma física como psicologicamente. O sistema tem conseguido conhecer melhor o individuo comum do que ele mesmo conhece a si mesmo. Isto significa que na maioria dos casos, o sistema exerce um controle maior e um grande poder sobre os indivíduos do que os indivíduos a si mesmos.


Muito melhor é arriscar coisas grandiosas, alcançar triunfos e glórias, mesmo se expondo à derrota, do que formar fila com os pobres de espírito que nem gozam muito, nem sofrem muito. Vivem nessa penumbra cinzenta, que nem conhecem à vitória e nem à derrota.

Em tempo, sugestão de leitura para complementar o tema:
A revolução dos bichos, de George Orwell. Clique AQUI para baixar.

MENSALÃO I - O "JEITINHO CRIMINOSO" DE FAZER POLÍTICA

VIVERDENOVO
TERÇA-FEIRA, 24 DE AGOSTO DE 2010


Por Maria Antonieta

Nos últimos dias houve um requerimento formal para apuração por meio de Inquérito Policial Militar sobre a demarcação de terras na Raposa Terra do Sol, na Amazônia, assinado pelo advogado Dr. Antônio Ribas e outros.

Semana passada, dia 19/08/2010, mais uma denúncia de crime contra a integridade do território nacional publicado no site Alerta Total: mais uma demarcação de parte estratégica do Estado de Roraima, denominada Serra da Lua, que é vizinha das terras de Sua Alteza o Príncipe Charles, filho da rainha que agraciou o presidente com comendas.

Quem nos governa, afinal? A fórmula para bestializar a nossa sociedade é: quanto mais medíocre, melhor. É proibido ser honesto, honrado. O General Torres de Mello não exagerou quando escreveu que somos uma quadrilha, não uma nação. As mentes psicóticas dos revolucionários desse continente não hesitam em se associar aos rejeitos do mundo, à escória da humanidade para se perpetuarem no poder. Fazem os mais absurdos conchavos utilizando as mídias para ludibriar e enganar a todos.

Usam estratagemas lingüísticos, deturpam o entendimento das pessoas que, “educadas”, amestradas pela ideologia marxista, mal conseguem ler um parágrafo e entender o que lê. Os “intelectuais” dessa geração que nos governa não passam de falsários. Mentem cinicamente, pois sabem que a mentira se espalha com maior rapidez do que a verdade.

Quem quiser saber sobre algo que de fato esteja verdadeiramente acontecendo no mundo só vai encontrar em blogs. Qual a média da população que tem internet? As mídias estão vendidas. Brasileiros que vivem fora do país, lamentam o que está nas manchetes dos jornais e das TVs brasileiras, na “escalada da mendacidade cínica”, com sabiamente diz o filósofo Olavo de Carvalho.

O brasileiro não lê, vê TV. Todos sabem que a função precípua da televisão é estupidificar. Não faz muita diferença o que realmente esteja acontecendo. O que as pessoas percebem é o que conta. Por conta disto, vou utilizar esse espaço para, na melhor das intenções, resumir o conteúdo do livro “O Chefe”, de Ivo Patarra, disponível emwww.escandalodomensalao.com.br, cujo propósito é tentar fazer com que as escamas caiam de nossos olhos e nosso entendimento seja redirecionado.

Estamos sendo tratados como a um bando de débeis mentais, incapazes de distinguir verdade de mentira, certo de errado, demência de sanidade mental. Quando os bandos do poder se sentem ameaçados em seus mundos perfeitos, se defendem dizendo que os “direitistas”, não suportam a democracia. Mas que democracia?

O termo correto seria democradura, democracia, jamais. Esse governo se mete nos assuntos mais privados da vida dos cidadãos e depois pousa de democrata. O que é pior, quando um grupo do “consórcio” quer ofender ao outro grupo, a acusação recíproca é chamarem-se de direitistas. Stalin acusava Trotski de direitista e vice e versa.
O que é a realidade? Ouvi que real é aquilo que é independentemente do meu pensamento. Portanto, se um aviso do banco diz que a conta bancária está com saldo negativo de 10 mil reais, não adianta chegar para o gerente e dizer: Meu caro, a verdade é relativa, minha conta está com saldo positivo de 10 mil reais. Esse sinalzinho negativo à esquerda dessa quantia é apenas um construto do sistema. Meu saldo é positivo.

A arenga vai alterar a realidade? Jamais. Real, não é só a moeda corrente do Brasil. Real é a conta bancária. A filosofia da linguagem é o cavalo de batalha do movimento revolucionário mundial. Isso pode ser constatado, dentre outros meios, mediante o curso de filosofia da linguagem do Padre Paulo Ricardo. A linguagem é utilizada para vigarices revolucionárias.

O “sujeito impecante”, o demiurgo criador de “realidades”, grita aos quatro ventos: “Nunca antes neste País”, bla, bla, bla. Pois, bem, tentemos resumir o primeiro capítulo do livro cujo título é “O governo Lula é o mais corrupto de nossa história”. Quem disse isto, em artigo publicado pelo jornal “A Folha de São Paulo”, em 15 de novembro de 2005, foi Roberto Mangabeira Unger, disse mais:

Afirmo que o governo Lula é o mais corrupto de nossa história nacional. Corrupção tanto mais nefasta por servir à compra de congressistas, à politização da Polícia Federal e das agências reguladoras, ao achincalhamento dos partidos políticos e à tentativa de dobrar qualquer instituição do Estado capaz de se contrapor a seus desmandos.”

O autor de “O Chefe”, Ivo Patarra, declara que Unger não estava brincando. Tanto que exigia o impeachment de Lula num dos jornais de maior força política do país, porque ante “a gravidade dos crimes de responsabilidade (escreveu o autor), supostamente cometidos pelo presidente, o então futuro ministro afirmou em seu artigo que Lula “comandou, com um olho fechado e outro aberto, um aparato político que trocou dinheiro por poder e poder por dinheiro e que depois tentou comprar, com a liberação de recursos orçamentários, apoio para interromper a investigação de seus abusos”.

Escreveu que Lula era “uma ameaça à democracia” e que “fraudou a vontade dos brasileiros com o veneno do cinismo”, foi ainda assim, nomeado ao cargo de Ministro, numa cerimônia de posse, vazia de convidados e de significados, que poderá, talvez, ser explicada no decorrer da leitura do livro e dos próximos artigos.

Este Lula e seu partido foram admitidos ao poder. Agora intensificam as ações de continuidade para completar a obra de socialização descrita nos estatutos do PT e nas diretrizes do Foro de São Paulo. Precisamos sair às ruas e mostrar este projeto que os brasileiros desinformados desconhecem. Agir, falar, mostrar os documentos, é tarefa urgente.

O retorno de Karl Kraus - Eduardo Wolf

Imperdível!!!






Guarín continua mentindo?

MÍDIA SEM MÁSCARA

O descobrimento acerca do passado de Guarín confirma que a acusação contra o Coronel Luis Alfonso Plazas Vega é arbitrária e artificial.
Que bom que René Guarín Cortés, que se apresenta como "porta-voz" das vítimas do Palácio da Justiça, tenha confessado ante "El Espectador" seu passado criminoso. Essa confissão de parte a realiza, claro, sob a pressão dos meios de informação, pois ele havia calado essa condição durante todos esses anos. Dois jornalistas, Ricardo Puentes Melo e Claudia Morales, depois de explorar novas pistas, revelaram na semana passada que Guarín havia sido membro do M-19 e havia participado, em maio de 1988, com armas na mão, do seqüestro do publicitário Jorge Valencia Ángel. Este escapou à triste sorte que lhe tinha preparado a temível organização, graças à valorosa ação da Polícia e viu-se obrigado a abandonar o país por um tempo.
O descobrimento acerca do passado de Guarín confirma que a acusação contra o Coronel Luis Alfonso Plazas Vega é arbitrária e artificial. No julgamento que existe contra ele desde fevereiro de 2007, vêm-se utilizando mentiras, provas totalmente inapropriadas e métodos inadmissíveis em um Estado de Direito. Por isso, a absurda sentença condenatória de 30 anos de prisão deve ser rechaçada pelos juízes que resolverão a apelação interposta pela defesa.
A juíza que condenou o Coronel Plazas em primeira instância parece não ter sido posta ao corrente de que Guarín operava politicamente e não só por um dever familiar. Agora está claro que ele tratou de influir e desviar essa falha por ódios políticos, guiado por motivações que ele não se atreveu a revelar durante a instrução.
René Guarín deveria fazer um esforço adicional de esclarecimento de seu passado, pois esse processo penal segue seu curso (todo mundo está dependendo da apelação) e o que ele contou a "El Espectador" está longe de ser exato e completo. Há aspectos de seu passado que, por exemplo, ele se empenhou em esconder de "RCN", à "La W" e ao citado matutino.
Teria que saber exatamente o que há por trás de certas declarações que Guarín deu à juíza. Quando ele diz que a pessoa que aparece em um vídeo saindo do Palácio da Justiça nos ombros de um soldado é sua irmã, afirmação que pesou na decisão da juíza, quem testemunha: o irmão ou o militante? Os dois ao mesmo tempo? Que validade poder ter esse testemunho? Que valor pode ter o testemunho do membro de uma organização que fixou por meta culpar ao preço que fosse os militares dessa tragédia, para lavar sua própria responsabilidade e a do narcotráfico?
Esse propósito fanático continua vivo em Guarín. Na semana passada, quando a "La W" o interrogou, Guarín reiterou: "O Exército tomou o Palácio da Justiça". Não, o Palácio foi tomado pelo M-19. Se esse terroristas não tivessem assaltado o Palácio da Justiça, Cristina Guarín não teria morrido. Por que René Guarín e seu pai decidiram que os culpados da morte dela não eram os assaltantes, senão os defensores do Palácio? Porque desde o primeiro momento o ódio político os obrigava a raciocinar dessa forma.
A confissão de Guarín deu mais brilho ao testemunho de María Nelfi Díaz. Há 24 anos a ex-ascensorista do Palácio da Justiça afirma que foi ela quem foi retirada nos ombros do soldado. Se compara-se a fisionomia dela com a do vídeo, não resta nenhuma dúvida.
Por outro lado, Guarín diz que ingressou no M-19 como "auxiliar das forças especiais deste grupo guerrilheiro". É de se supor que a chefatura da "força especial" de uma organização terrorista não deixe ingressar, da noite para o dia um neófito, um simples estudante sem formação político- militar especial. Guarín, entretanto, em sua versão, pretende dar essa impressão: de alguém que, ferido pela morte de sua irmã, ingressa sem mais nem menos em uma força especial do M-19. Guarín esconde, talvez, uma militância prévia no M-19, ou em outra organização armada, anterior a 1986? Que experiência era necessária para ingressar em uma "força especial" do M-19? Nenhuma em particular?
Guarín omite outro detalhe: que ao seqüestrar Jorge Valencia Ángel ele levava armas que haviam sido roubadas de uma estação de Polícia de Nemocón assaltada pelo M-19 em 1986, segundo revelou "El Espectador" no dia seguinte da captura de Guarín, da outra seqüestradora e da morte de outro integrante do comando. Nesse momento, dois outros terroristas, um homem e uma mulher, escaparam. Guarín não fala deles. Não foram por acaso todos indultados? Guarín talvez não tenha dito pois o negligente jornalista não lhe perguntou. É difícil acreditar que o jornalista de "El Espectador" não tenha lido o artigo de "El Espectador" de maio de 1988 que menciona estes detalhes importantes.
Do artigo de 1988 pode-se deduzir a hipótese de que Guarín participou do assalto a Nemocón onde um policial foi assassinado pelos atacantes. O que o senhor Guarín tem a dizer a respeito?
Guarín admite que participou no assalto a um banco (porém não dá detalhes), e que foi ladrão de carros. Guarín afirma que cumpriu suas "primeiras tarefas" no M-19 "guardando armas e documentos em sua casa no bairro La Esmeralda [de Bogotá]", pelas costas de seus pais José e Elsa.
Conhecido por suas histéricas arengas contra o Coronel Plazas, em mítins ilegais frente ao tribunal que ventilava o processo, o porta-voz e ativista diz que esteve preso só uma vez, desde 27 de maio de 1988 até 29 de dezembro de 1988, quer dizer, que só pagou sete meses de detenção pelos delitos de seqüestro agravado e ataque à patrulha da Polícia. Conclusão obrigatória: isso mostra, e de quê maneira, a corrupção e a infiltração subversiva da justiça penal já existiam nesses momentos.
Guarín diz que dos cinco irmãos, Cristina Guarín, ex-empregada da cafeteria do Palácio da Justiça, era sua "irmã mais nova". Entretanto, ante um juiz, René Guarín declarou o contrário, que ela era mais velha que ele, que no momento da tragédia do Palácio da Justiça ela tinha 26 anos e ele 22. "Nós éramos os irmãos seguidos, ela era a sétima e eu era o oitavo e último". Por que o senhor Guarín apresenta esta nova versão sobre a idade de sua irmã defunta?
Guarín conta que, após ser solto pela justiça voltou ao terrorismo, em fevereiro de 1989. Diz que fazia guerrilha em Santander e que assim seguiu até dezembro de 1989, quando o governo concedeu o indulto aos membros do M-19, e que seu pai morreu em 19 de fevereiro de 2001.
Guarín se confunde, ou ignora fatos-chave do assunto que tanto o motiva, quando assegura que "em 2005 os meios de comunicação reviveram o tema" dos supostos "desaparecidos" do Palácio da Justiça.
Os que "reviveram" isso foram os do M-19, e desde agosto de 1989. Ao final desse mês, o semanário comunista "Voz" realizou uma montagem desinformadora baseada nas falsas "declarações" de uma "testemunha" dos fatos do Palácio da Justiça, Ricardo Gámez Mazuera. Este, falso policial e falsa testemunha da tragédia do palácio, apoiado sempre pelo sacerdote jesuíta Javier Giraldo, voou 48 horas depois para o Brasil e de lá viajou para a Europa onde se esconde desde então. Gámez Mazuera não pode ter sido testemunha de nada, pois havia sido retirado da polícia, por deserção, em 1979. Este misterioso personagem nunca apresentou formalmente suas acusações ante um juiz. "Voz" relançou assim, em agosto de 1989, "o tema" do Palácio da Justiça, com uma montagem vulgar de desinformação e com uma seqüência de invenções confusas contra a SIJIN, o batalhão Charry Solano, vários militares e até contra a embaixada "sionista" de Israel em Bogotá. Que papel teve René Guarín na confecção do simulado torpedo de "Voz"?
Deve ter tido algo, pois René Guarín viajou para a Europa e, com ajuda de uma ONG belga, filmou Gámez Mazuera para que repetisse a enxurrada mendaz que ele foi incapaz de apresentar ante um tribunal. Guarín a entregou à procuradora Ángela Buitrago e esta a incorporou ao processo em 2006. Meses depois, outra cópia foi parar em uma revista bogotana. No dia seguinte, Colprensa e AFP redigiram seus respectivos resumos, e diários de Bogotá, Cali, Cartagena, Barranquilla, Manizales e Pereira, os publicaram em 9 de abril de 2007. Tal convergência, sobre fatos não verificados, foi um golpe contra a imprensa livre e um malíssimo precedente em um país democrático. Porém, assim se construiu uma das montagens espetaculares e mais falsas (pois as afirmações de Gámez Mazuera nunca foram confirmadas) contra os militares leais que derrotaram o sangrento golpe de Estado que o M-19 tentou realizar em 6 de novembro de 1985.
A investigação dessas e outras andanças do senhor Guarín continuará, sem dúvida.
Tradução: Graça Salgueiro

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".