| Autor(es): Cláudia Trevisan, |
| O Estado de S. Paulo - 06/02/2009 |
A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, é uma das estrelas de um encarte publicitário de 10 páginas da revista norte-americana Foreign Affairs dos meses de janeiro e fevereiro. Ela é apresentada como provável candidata a presidente da República em 2010. Em um trecho do texto, diz: "Não acho que nenhum outro presidente brasileiro tenha dado tanta importância ao etanol quanto o presidente Lula". Não foram mostradas fotos da ministra. Financiado por Embratur, Petrobrás, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e empresas privadas nacionais e estrangeiras, o encarte tem fotos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, e da presidente da Embratur, Jeanine Pires. O texto fala ainda muito bem da administração do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. "Os bancos brasileiros são sólidos e lucrativos graças à estabilidade criada pelo antecessor de Lula, Fernando Henrique Cardoso. De maio de 1993 a abril de 1994, FHC (como ele é conhecido) foi ministro da Fazenda do Brasil e introduziu o Plano Real para acabar com a hiperinflação. Embalado pelo sucesso de seu plano, ele foi eleito presidente em 1994 e reeleito quatro anos mais tarde. Cardoso foi sucedido em 2003 por Lula, que também foi reeleito; o mandato atual de Lula vai terminar em 2011", diz a o texto, apresentado em formato de reportagens sobre distintos temas com o título Brasil, um gigante acorda. A Meirelles foi dedicada uma página. Ele defende as políticas fiscal e monetária "conservadoras" que deram ao País recursos para enfrentar a atual crise econômica. A Embratur informou que o "publieditorial" custou R$ 123 mil, apenas à empresa. E que recebeu a proposta da revista Foreign Affairs para anunciar, numa reportagem especial sobre o Brasil, os aspectos econômicos, culturais e turísticos do País para o público específico da revista - formado por integrantes de governos estrangeiros, organismos internacionais, grandes conglomerados privados de atuação global e formadores de opinião, de acordo com a empresa. Nesse contexto, informou ainda a Embratur, foram publicadas duas páginas sobre turismo: uma sobre o Rio de Janeiro e São Paulo e uma entrevista com Jeanine Pires, que apresentou as ações de promoção turística do Brasil no exterior. Quanto ao preceito constitucional que proíbe a exaltação de autoridades, a Embratur respondeu que não acredita tê-lo ferido, visto que a entrevista de Jeanine visou ao público norte-americano e não brasileiro. (Cavaleiro do Templo: mais uma vez a inversão revolucionária em ação. Será que a lei fala que PODE exaltar autoridades SE a propaganda não for para um público específico apenas, os brasileitros no caso? Será que eles estão falando que PODE exaltar autoridades se a EXALTAÇÃO estiver em inglês, japonês, hebraico, aramaico e/ou francês, por exemplo? Chame a todos de burro se quiser mas não a mim, seu %#&^%*@#$$#&^%) A Petrobrás informou que optou pelo anúncio porque a revista é uma referência mundial no mercado editorial. A empresa não informou quanto pagou. O Palácio do Planalto informou que as páginas publicadas pela Foreign Affairs são muito semelhantes às do diário britânico The Guardian, que no ano passado fez reportagem especial sobre o Brasil. |
Não demonstre medo diante de seus inimigos. Seja bravo e justo e Deus o amará. Diga sempre a verdade, mesmo que isso o leve à morte. Proteja os mais fracos e seja correto. Assim, você estará em paz com Deus e contigo.
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009
Governo faz propaganda da terrorista guerrilheira que roubou o governador em revista americana
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009
OS NÚMEROS MENTIROSOS NO PALANQUE QUE CELEBROU A MORTE DA LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL
Lembram-se que postei aqui um filme do YouTube em que dois discursos de Lula são recortados? Em 2000, ele esculhamba a família Sarney. Em 2006, ele a santifica. E parece impressionantemente sincero nas duas vezes. Lula é um adversário perigoso porque é o chefe inconteste da maior máquina partidária jamais havida no país, com seus múltiplos tentáculos, e porque sabe atacar bem abaixo da linha da verdade. E o faz com aquele misto de aparente indignação e pia sinceridade.
Ontem, na pajelança em que se começou a celebrar a morte da Lei de Responsabilidade Fiscal, o alvo, claro!, foi o governo tucano de São Paulo — obviamente, mirava em José Serra. Lula lançou ao vento números mentirosos sobre o analfabetismo em São Paulo. Absurdamente mentirosos. Lembremo-nos do caso. Reproduzo um trecho em vermelho da reportagem do Estadão On Line:
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva aproveitou o Encontro Nacional dos Novos Prefeitos e Prefeitas, em Brasília, para atacar o governo do Estado de São Paulo. Em discurso de improviso, Lula disse que o Estado apresenta números elevados de analfabetismo. A crítica do presidente causou constrangimento ao prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), aliado do governador José Serra (PSDB). "Pasme, caia de costas, Kassab. No Estado de São Paulo nós temos 10% de analfabetos. É o Estado mais rico da federação", disse. "Você não sabe, e eu também não sabia", afirmou o presidente.
Viram? Mas não é só. Lula também sugere que essa é a realidade porque o governo de São Paulo não coopera com o governo federal. Prossegue o Estadão On Line:
Pois bem, leitor. Há o que diz Lula, e há a verdade. E a verdade é bem diferente do que diz Lula. E quem o sustenta? Eu? Peço que vocês acreditem ou em mim ou em Lula? Não. Os dados que seguem são do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Segundo o Pnad 2007 (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), estes são os índices de analfabetismo em alguns estados das pessoas com 15 anos ou mais:
RJ - 4,3%
SC - 4,4%
SP - 4,6%
RS - 5,0%
PR - 6,6%
MG – 8,9%
RMSP: 3,8% (Região Metropolitana de São Paulo)
Creio que o índice não chegue a 10% nem que se incluam os “analfabetos” de zero a cinco anos... Vejam a evolução dos números ao longo dos anos em São Paulo:
1970 - 19,1
1980 -13,9
1991 -10,2
1995- 7,7
1996 - 7,3
1997 - 6,8
1998 - 6,6
1999 - 6,2
2000 - 6,6
2001 - 6,0
2002 - 5,9
2003 - 5,4
2004 - 5,5
2005 - 5,4
2006 - 5,0
2007 - 4,6
Fonte: IBGE - Censos Demográficos (decenais) e PNAD's
Os dados mentirosos de Lula foram, depois, vejam só, corrigidos por outra mentira, esta do Planalto. Na transcrição, ele aparece dizendo que São Paulo tem 10% dos analfabetos de todo o país. Se a intenção tivesse sido essa, por que o "Pasme, caia de costas, Kassab", como se isso fosse um grande escândalo? O Estado tem 22% da população brasileira.
Lula, ontem, estava da pá virada, conforme deixei claro no post “Ataque de boçalidade” (às 19h05), em que tratou a imprensa aos chutes. Por quê? Ora, porque ela relatou, desta feita, o que Lula anda fazendo. Ah, sim: na transcrição de sua fala, o Planalto maquiou a fala do Apedeuta. É como se Lula tivesse dito que o estado de São Paulo tem 10% dos analfabetos do Brasil.
Não, não estou demonizando a política. Ao contrário, se há alguém que não cai no truque fácil de, vamos dizer, “ilegalizar” a política, este alguém sou eu. Observem que jamais trato distribuição de cargos entre aliados como “fisiologismo”, por exemplo. Acho isso um vício da cobertura política. Afinal, é com aliados que se governa mesmo no mundo inteiro — eles têm é de ser competentes. Assim, é compreensível que o presidente faça propaganda de seu governo. Mas há coisas que não lhe são lícitas. E, definitivamente, não é lícito mentir sobre dados, fazendo alusão indireta a um possível adversário político nas próximas eleições. Especialmente num evento pensado sob medida para beneficiar a provável candidata oficial. Especialmente numa cerimônia em que se começou a celebrar a morte da Lei de Responsabilidade Fiscal, como já deixei claro aqui.
Um artigo, um e-mail e uma observação que mostram quem é "nóçu xéfi" enquanto ser humano e saúde mental...
Como se pode notar, desde muito cedo "nóçu xéfi" foi um exemplo de sensibilidade ao infortúnio do próximo, atuando sempre com esta calorosa solidariedade humana que o distingue como um amoroso e meigo Pai dos Pobres.
Vejam o artigo, o e-mail e a observação:
Não tenho por hábito assistir a TV Cultura porque infelizmente, a dose de petismo dessa emissora vai além do que ando disposto a tolerar.
Ontem à noite, no entanto, passando pelos canais, vi a locação de uma cena do filme do Lula que me chamou a atenção, e me fez parar com o controle. Era no programa Metrópolis.
A locação mostrou o Lula-adolescente durante uma enchente na Vila Anchieta, bairro em que ele morava. Para poderem rodar essa cena, a produção teve que fabricar o cenário nos estúdios Vera Cruz em São Bernardo, e depois montá-lo dentro de um lago artificial onde a tomada foi feita.
A cena mostra como o Lula enfrentou essa inundação. Enquanto seus vizinhos lutavam para carregar nas costas o pouco que tinham (fogões, geladeiras, colchões etc.), tentando salvar os móveis do nível da água, na altura do peito, o já imprestável Luis Inácio da Silva (de 15 anos) aparece nadando dentro de uma bóia (câmara de pneu de caminhão), dando braçadas, fazendo peripécias dentre os escombros, atrapalhando e, principalmente, não ajudando ninguém a salvar nada.
Certa vez, Lula comentou (em um comício) que ele aproveitava quando tinha enchente em seu bairro para “faturar um troco em cima dos negão” (ele usou exatamente esta expressão), para contar que estendia tábuas nos pontos mais alagados, e que cobrava pedágio dos “negão” para usarem sua ponte improvisada.
Essa atitude bem que poderia ser vista como uma simples “iniciativa empreendedora” do jovem Luis Inácio, não fosse o nosso convívio com o presidente Lula da Silva, cuja política se vale da miséria e da tragédia para engambelar os pobres, que desde sempre foram seu meio de vida.
O diretor Fábio Barreto comentou no programa que a idéia inicial era fazer apenas um “documentário de ficção” sobre a vida de Lula, mas que o livro de Denise Paraná (a jornalista-assessora-biografa do presidente) era tão rico, tão cheio de dramaturgia, tão forte, que a coisa acabou evoluindo para um filme. Uma bagatela de R$ 16 milhões, a ser paga pelos impostos que deixam de ser recolhidos da TV Aberta, para retratar o “humor, a alegria e a solidariedade do brasileiro”, mesmo diante das tragédias.
Lula sempre foi o que foi, e nunca passou disso: de um grandissíssimo "FIDU".....
Se quiser ver essa tomada da filmagem, clique aqui
. Por Gaúcho/GabrielaO PREÇO DO CORPORATIVISMO
Percival Puggina |
02/02/2009 |
O discurso da “sociedade igualitária” veste, com o manto da falsa justiça, uma proposta totalitária e injusta. Ela implica o Estado que não convive com a diversidade natural existente entre os seres humanos, que desrespeita suas vocações e que se permite discernir sobre a adequação dos anseios de cada um. Tal realidade, de fato, só pode acontecer quando o aparelho estatal açambarca o conjunto das atividades sociais como a Educação, a Cultura e a Economia; proscreve toda divergência política; e restringe a religiosidade. A história do século 20 fornece trágicos exemplos do que acabo de descrever. Trata-se de coisa provada. Uma certa desigualdade é inerente à liberdade. Num ambiente no qual se preserve a liberdade dos indivíduos, sempre haverá desigualdade porque são diferentes os empenhos, as capacidades, as vocações e as aspirações. No entanto, qualquer análise da sociedade brasileira apontará nela um nível de desigualdade absolutamente incompatível com o mínimo senso de respeito à dignidade humana. Somam-se para produzi-la razões históricas, culturais e políticas, mas já tivemos tempo de sobra para que a política superasse as causas históricas e culturais da constrangedora miséria nacional. O Brasil tem gravíssimos problemas político-institucionais que a sociedade reprova nos efeitos sem atentar para as causas. O corporativismo é um desses males, a agir como câncer instalado em órgãos vitais do aparelho de Estado, que deveria prover muitos dos instrumentos da justiça social. No entanto, ali onde está o dinheiro público, aparentemente sem dono, pertencente a todos sem ser de ninguém em particular, agem as corporações buscando se apropriar do quanto podem, em regalias de toda ordem, a começar pelas financeiras. A proximidade do poder decisório é a chave de acesso aos privilégios. Basta contemplar a disparidade de tratamento entre as carreiras funcionais ou os desníveis na remuneração de aposentadoria entre os trabalhadores do setor público e o setor privado, ou ainda a distribuição de incentivos para tais ou quais atividades, para compreender que há uma estreita relação entre a desigualdade e as mobilizações corporativas. Não estou descrevendo novidade alguma porque, como disse, falo dos efeitos e estes todo mundo vê. O que talvez represente novidade para muitos leitores é o fato de que a capacidade de ação do corporativismo se potencializa através do sistema proporcional de representação parlamentar. Se o corporativismo é um mal com raízes históricas, jamais poderíamos, após um século de República, persistir adotando um sistema de eleição parlamentar que estimula a organização, para fins eleitorais, dos grupos de interesse constituídos na sociedade. Estimulamos o que deveríamos inibir. Em época de eleição, a primeira providência de tais grupos, com imediato reflexo nos partidos, é tratar dessa representação. “Quem vai cuidar de nós?” indaga-se nas corporações. “Quem será nosso candidato por tal ou qual grupo?” interroga-se nos partidos. É por esse viés que se formam as grandes e efetivas bancadas existentes no Congresso Nacional – algumas das “frentes parlamentares” e as muitas bancadas disto ou daquilo que lá operam. Interesses e mais interesses. No entanto, a própria natureza da deliberação parlamentar implica o confronto de opiniões e não a negociação de interesses. Um deputado não deveria ser escolhido para representar vontades nem agenciar conveniências, mas para representar opiniões e critérios de juízo para as inúmeras decisões sobre as quais deverá incidir seu voto. Enquanto não tratarmos esse câncer com altas doses de quimioterapia de boa ciência política, o Brasil continuará clamando contra a injustiça e cruzando os braços em relação àquilo que lhe dá causa. |
Saiba o que Mangabeira Unger escreveu (e assinou) sobre Lula, em artigo para a Folha em 15/11/2005.
07/02/2009 |
Roberto Mangabeira Unger |
PÔR FIM AO GOVERNO LULA ROBERTO MANGABEIRA UNGER (Publicado na Folha de S. Paulo em 15 de novembro de 2005) AFIRMO que o governo Lula é o mais corrupto de nossa história nacional. Corrupção tanto mais nefasta por servir à compra de congressistas, à politização da Polícia Federal e das agências reguladoras, ao achincalhamento dos partidos políticos e à tentativa de dobrar qualquer instituição do Estado capaz de se contrapor a seus desmandos. Afirmo ser obrigação do Congresso Nacional declarar prontamente o impedimento do presidente. As provas acumuladas de seu envolvimento em crimes de responsabilidade podem ainda não bastar para assegurar sua condenação em juízo. Já são, porém, mais do que suficientes para atender ao critério constitucional do impedimento. Desde o primeiro dia de seu mandato o presidente desrespeitou as instituições republicanas. Imiscuiu-se, e deixou que seus mais próximos se imiscuíssem,em disputas e negócios privados. E comandou, com um olho fechado e outro aberto, um aparato político que trocou dinheiro por poder e poder por dinheiro e que depois tentou comprar, com a liberação de recursos orçamentários, apoio para interromper a investigação de seus abusos. Afirmo que a aproximação do fim de seu mandato não é motivo para deixar de declarar o impedimento do presidente, dados a gravidade dos crimes de responsabilidade que ele cometeu e o perigo de que a repetição desses crimes contamine a eleição vindoura. Quem diz que só aos eleitores cabe julgar não compreende as premissas do presidencialismo e não leva a Constituição a sério. Afirmo que descumpririam seu juramento constitucional e demonstrariam deslealdade para com a República os mandatários que, em nome de lealdade ao presidente, deixassem de exigir seu impedimento. No regime republicano a lealdade às leis se sobrepõe à lealdade aos homens. Afirmo que o governo Lula fraudou a vontade dos brasileiros ao radicalizar o projeto que foi eleito para substituir, ameaçando a democracia com o veneno do cinismo. Ao transformar o Brasil no país continental em desenvolvimento que menos cresce, esse projeto impôs mediocridade aos que querem pujança. Afirmo que o presidente, avesso ao trabalho e ao estudo, desatento aos negócios do Estado, fugidio de tudo o que lhe traga dificuldade ou dissabor e orgulhoso de sua própria ignorância, mostrou-se inapto para o cargo sagrado que o povo brasileiro lhe confiou. Afirmo que a oposição praticada pelo PSDB é impostura. Acumpliciados nos mesmos crimes e aderentes ao mesmo projeto, o PT e o PSDB são hoje as duas cabeças do mesmo monstro que sufoca o Brasil. As duas cabeças precisam ser esmagadas juntas. Afirmo que as bases sociais do governo Lula são os rentistas, a quem se transferem os recursos pilhados do trabalho e da produção, e os desesperados, de quem se aproveitam, cruelmente, a subjugação econômica e a desinformação política. E que seu inimigo principal são as classes médias, de cuja capacidade para esclarecer a massa popular depende, mais do que nunca, o futuro da República. Afirmo que a repetição perseverante dessas verdades em todo o país acabará por acender, nos corações dos brasileiros, uma chama que reduzirá a cinzas um sistema que hoje se julga intocável e perpétuo. Afirmo que, nesse 15 de novembro, o dever de todos os cidadãos é negar o direito de presidir as comemorações da proclamação da República aos que corromperam e esvaziaram as instituições republicanas. |
Eventos UNOAMERICA NO BRASIL - em abril


ACADEMIA BRASILEIRA DE FILOSOFIA

PRESIDENTE DA UNOAMÉRICA, ALEJANDRO PEÑA ESCLUSA, NO RIO DE JANEIRO
TOTALITARISMO BOLIVARIANO CONTRA O ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO NA AMÉRICA LATINA
DIA 23 DE ABRIL
Hora: 10:00H ÀS 13:00H
Local: Sede da Academia Brasileira de Filosofia
Rua: Riachuelo, 303 - Casa de Osório - Centro
Estacionamento Privado na Rua Riachuelo, 305
UNOAMÉRICA E O EIXO DO MAL LATINO-AMERICANO
CASO BATTISTI: começa a ruir o muro de proteção, no Brasil e na França
–1. Em mídia eletrônica, já se tem acesso à decisão condenatória de Battisti: www.vittimeterrorismo.it .
–2. A decisão condenatória derruba vários factóides. Estes usados para desviar o foco do único e inconsistente fundamento jurídico-legal contido na decisão do ministro Tarso Genro, ou seja, de o Estado italiano não ter condições de garantir a segurança física de Battisti, no caso de restituição do prisioneiro.
O processo percorreu todas as instâncias, –incluída a Corte de Cassação (equivale ao nosso STF)–, sofreu uma anulação e houve aprofundado exame da prova e ampla defesa. Aliás, não houve violação ao direito de defesa, como ficou estabelecido em outro foro, qual seja o da rígida Corte de Direitos Humanos da União Européia.
Frise-se: o pedido de Battisti de anulação foi rejeitado pela Corte Européia de Direitos Humanos, sediada na cidade francesa de Estrasburgo e com jurisdição sobre todos os Estados-membros da União Européia (UE).
Além do mais, e é da jurisprudência do nosso Supremo Tribunal Federal (STF), não cabe à Justiça brasileira reexaminar o mérito de condenação italiana, para concluir se justa ou injusta. De se frisar que o ministro Genro, no Fórum Social, deu entrevista para afirmar, absurdamente, que “nenhum juiz”, hoje, condenaria Battisti pois eram insuficientes as provas processuais existentes nos autos.
Vale lembrar que Genro não tem procuração para falar em nome de todos os juízes. E nunca fez parte dos quadros da Magistratura nacional e nem de associações de magistrados.
–3. O mandado de segurança (com pedido liminar que não será atentido) ajuizado pelo Estado italiano no final da tarde de ontem junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) abriu caminho, por uma das veredas apontadas na impetração, para uma saída honrosa ao governo brasileiro.
Uma das ilegalidades contidas na decisão de Genro, –a afrontar direito líquido e certo do Estado-impetrante–, diz respeito a não ter dado o ministro da Justiça a razão que o levou a concluir do risco à incolumidade de Battisti. Por que a Itália não teria condições de preservar a vida de Battisti?
Tarso Genro não responde a essa pergunta. Trata-se de simples“achismo”.
Afinal, como ficou assentado na decisão do Parlamento da União Européia da última quinta-feira, a Itália é estado-membro da UE e obrigada à garantir os direitos dos presos, protegidos pelos estatutos que disciplinam essa comunidade, a partir do Tratado de Massatricht, também conhecido por Tratado na União Européia.
Como se sabe, até o momento nenhum preso por terrorismo nos chamados “período de chumbo” foi morto em presídio italiano. Existiram, apenas e há anos, dois casos de agressões físicas, em horário de recreação ao sol, por questões referentes a fatos processuais.
Em síntese, não disse Genro por que considerou a Itália uma Darfur (Sudão).
Essa ilegalidade (decisão sem motivação) poderá, com a concessão da ordem de segurança, anular o procedimento administrativo onde ocorreu a concessão da extradição.
Com isso, o mérito do pedido de extradição será julgado. Trocando em miúdos, uma anulação que não desgastaria o governo Lula.
–4. Os asilados e ex-políticos que vivem ou viveram na França nunca suportaram Battisti, apontado como arrogante e não confiável.
Quando da prisão de Battisti, referidos asilados (”asilados de fato”), com o ex-asilado Oreste Scalzone à frente ( viveu na França e retornou à Itália depois de declarados prescritos os seus crimes. Confira-se: insorgente.wordpress), apoiaram-no e se movimentaram, até no interesse de grupo, em apoiar a decisão brasileira concessiva de refúgio político.
Hoje, a situação é diversa e os asilados se perguntam: “Onde quer chegar a dupla Battisti-Fred Vargas?” Para os asilados, pela voz de Scalzone, “a dupla está vendo tramas como nos seus romancinhos”.
De recordar que Battisti e Fred Vargas escrevem, com sucesso, livros de suspense, com tramas policiais.
Dois fatos, causaram indignação aos asilados na França.
(a) Primeiro: a inventada história de que Battisti contou sobre fuga da França, com o apoio dos 007 franceses, que monitoraram a sua viagem e lhe forneceram passaporte falso.
Para um exilado, Battisti reabriu antiga ferida. Quando a direita apontava para grupos de esquerda ligados e manobrados por serviços secretos de inteligência (confira-se, a propósito, o caso Aldo Moro). Para Scalzone, Battisti não disse qual seria o interesse dos 007 franceses.
No particular, o incêndio provocado pela entrevista de Battisti à revista IstoÉ colocou uma “saia-justa” em Fred Vargas. Vargas é amiga, colega de profissão e principal defensora de Battisti e que, no Brasil, atua coordenada com o senador Eduardo Suplicy.
Vargas correu para remendar as declarações de Battisti à revista IstoÉ. Disse na França: - “Não exatamente um agente dos serviços de inteligência, mas uma personalidade muito vizinha ao governo Miterrand” .
As explicações de Varga não foram engolidas pelos asilados na França. Muitos afirmaram que Battisti-Vargas, a dupla, é capaz, pelas tentativas, como em livros, de ver complô em tudo. Em razão disso, podem acabar com o que resta do “asilo de fato” criado por Mitterrand.
(b) Segundo. A escritora Vargas, no meio do turbilhão, sofreu outro desgaste, a refletir em Battisti. Foi Vargas que confirmou ter a primeira-dama Carla Bruni intercedido, no Brasil, em favor do mencionado Battisti.
Tal fato levou Bruni (confira post abaixo) a aparecer em programa televisivo na Itália. Tudo para dizer sentir-se “ caluniada” com a insinuação de que teria pedido ao governo brasileiro auxílio a Battisti. No mesmo programa, Bruni solidarizou-se com as famílias das vítimas de Battisti.
–5. PANO RÁPIDO. O escudo protetor de Battisti começa a ruir.
Os factóides e patriotadas são desmoralizantes.
Falsas comparações com Cacciola (no Brasil, e como Battisti, Cacciola foi condenado à revelia por ter fugido, depois de citado para o processo) e a tese de decisão soberana não resistiram. Por exemplo, foram soberanas e reprováveis as decisões de Bush sobre a invasão do Iraque e torturas a presos em Guantânamo. Com efeito, o mundo teria que silenciar e respitar como decisão soberana dos EUA?
A bola-fora da afirmação de que o governo da Itália, ao tempo de Battisti, era direitista sucumbiu como mostram as crônicas e a história da época. Nem no Mobral essa afirmação é feita, pois se ensina que Sandro Pertini, um combatente do fascismo, virou presidente da Itália, pelo partido socialista italiano.
Para Genro, seu pessoal e a “turma” dos Achille Lollo (incendiou na madrugada e durante repouso noturno, com derrame de gasolina, o apartamento de um varredor municipal de ruas do bairro de Primavalle, a matar recém nascido, crianças e mulheres), a Itália ainda é fascista. A Constituição de 1948, ainda em vigor, não contrastou o fascismo.
O professor Romano Prodi, ex-primeiro ministro de centro-esquerda e que venceu Berlusconi, seria um traidor ao pedir a extradição de Battisti.
Idem, todo o Partido Democrático, de Veltrone a D´Alema, ambos ex-comunistas. Também, Georgio Napolitano, comunista histórico, subscritos do compromisso histórico contra o fascismo.
Wálter Fanganiello Maierovitch
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Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.



