Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro concede Medalha Tiradentes a Olavo de Carvalho. Aqui.

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

O crime da INVERSÃO DELIBERADA E TOTAL

O crime da camisinha - Dráuzio Varella
Folha de São Paulo, 17 de março de 2007

Comentário do Cavaleiro: vou mostrar (e para isto vou me utilizar do que ouvi em um dos programas TrueOutspeak do Olavo de Carvalho) que este artigo do Dráuzio Varela mostra claramente que ele é um estúpido, ignorante, mal intencionado, um agente da esquerdopatia que precisa, entre outras coisas, que a religião seja ABOLIDA da sociedade e substituída por coisas como a DEMONOLOGIA DA LIBERTAÇÃO e que o cidadão seja bombardeado por nulidades saídas de bocas "sem inteligência nem cultura alguma", que dirá de VERDADES. Veja os meus comentários ao longo do artigo.

***

Quanto sofrimento os senhores de aparência piedosa ainda causarão em nome de Deus?

"PRESERVATIVO TEM que ser doado e ensinado como usar", disse o presidente, no Dia Internacional da Mulher. É a primeira vez que um presidente da República faz defesa tão contundente do uso da camisinha em nosso país. Imediatamente, a Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou nota: "A posição da Igreja é clara. Sempre o foi. Não mudou nem mudará. Não repetiremos nosso parecer a respeito. O modo de educar nossos adolescentes e jovens não pode ser feito com base na permissividade, incitando-os a um comportamento desregrado".

Assim que surgiram os primeiros casos de Aids, estudos epidemiológicos conduzidos entre homens homossexuais de San Francisco, usuários de drogas injetáveis de São Paulo, prostitutas da Tailândia, caminhoneiros do Quênia e outros grupos de risco demonstraram de forma irrefutável que o preservativo era a forma mais eficaz de evitar a transmissão sexual do HIV.

Comentário do Cavaleiro: MENTIRA!!! A forma mais eficaz é não fazer sexo com quem você não tenha ABSOLUTA CERTEZA QUE NÃO TENHA AIDS. E o que diz a Igreja sobre sexo? Que se deve fazer APENAS COM SUA ESPOSA/ESPOSO. E se o esposo e a esposa JAMAIS FIZERAM SEXO COM QUALQUER OUTRA PESSOA, JAMAIS TRANSMITIRÃO AIDS PARA O CÔNJUGE. Notem que não estou falando das religiões. Estou falando DE FATOS. E se os seres humanos TODOS fossem "guiados" pelo que diz o cristianismo, A AIDS NÃO SE DISSEMINARIA JAMAIS!!!

Baseada nas pesquisas, a Organização Mundial de Saúde passou a recomendar que todos os países promovessem o uso e garantissem o acesso universal aos preservativos.

Na época, o papa, autoridade máxima do catolicismo, pronunciou-se contra a orientação da OMS, com o argumento de que distribuir camisinhas seria incitar os jovens a práticas condenáveis. Segundo ele, havia uma receita infalível para acabar com a AIDS: "Sexo, só depois do casamento, e nunca fora".

Quem pode discordar de Sua Santidade? Se todos os habitantes da Terra acatassem sua prescrição, a epidemia realmente chegaria ao fim.

O problema é que um número absurdo de mulheres e homens tem a mania de manter relações sexuais antes, durante e fora do casamento. Essas pessoas são tão insensíveis aos conselhos do sumo pontífice, que mesmo se ressuscitássemos Hitler, Stálin e Torquemada e os reencarnássemos em diabólica trindade numa única autoridade eclesiástica dotada dos mais incríveis poderes do mundo, ela seria incapaz de convertê-las à fidelidade conjugal e à castidade pré-matrimonial.

Você pode argumentar, leitor, que essa discussão é irrelevante, que o adolescente com a namorada no canto escuro não deixará de colocar a camisinha porque os bispos são contra nem vai fazer uso dela só porque o presidente Lula é a favor. De fato, mas a resposta pronta da CNBB ao presidente é emblemática. Explico por quê.

A força da oposição obstinada da Igreja Católica à distribuição farta e gratuita de preservativos não está absolutamente em sua influência moral ou religiosa sobre seus fiéis, cada vez mais raros e restritos às idades em que a atividade sexual se torna bissexta. O poder dos religiosos está em intimidar os políticos brasileiros.

De que forma? Faça a experiência de visitar um posto de saúde numa cidade qualquer. Pergunte se existe no município alguma estratégia de distribuição de camisinhas. Nos postos em que elas estiverem disponíveis, você ouvirá que são entregues aos que forem buscá-las.

Por que as autoridades fazem corpo mole na hora de fazer a camisinha chegar às mãos dos usuários que mais necessitam dela: os mais pobres, os mais jovens, os que moram mais longe, os usuários de droga, as mulheres que vendem o corpo?

Por uma única razão: os políticos fogem do confronto com a Igreja Católica como o diabo da cruz. Só por causa da distribuição, o prefeito vai se indispor com o bispo? Mesmo que o padre da cidade discorde da orientação dada por seus superiores, como acontece com muitos religiosos sensíveis às agruras das comunidades em que atuam, que força terá para subverter a hierarquia da Igreja?

Levar a sério a opinião dos religiosos a respeito da melhor estratégia para combater a Aids é tão ridículo quanto contratar epidemiologistas para rezar missa e ouvir confissão. Diminuir a velocidade de disseminação do HIV é tarefa para técnicos da mais alta qualidade, capazes de elaborar programas de prevenção baseados em evidências científicas incontestáveis.

Comentário do Cavaleiro: o Dráuzio confirma aqui a sua "ignorância proposital" mesmo após citar o que diz a Igreja e, claro, O BOM SENSO E A VERDADE. Ataca as posições da Igreja e critica o MELHOR CONSELHO QUE PODE EXISTIR SOBRE COMO EVITAR A TRANSMISSÃO DA AIDS. E ataca com uma "brabeza" completamente descabida, com uma violência sem par A ENTIDADE QUE DÁ A 2 MIL ANOS O MELHOR CONSELHO DO MUNDO PARA SE EVITAR QUALQUER TIPO DE DOENÇA (APENAS) SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEL.

A CNBB afronta o presidente da República porque pretende reafirmar para os políticos menos poderosos que sua "posição é clara. Não mudou nem mudará".

Se não mudou nem mudará, pergunto: por quanto tempo a Igreja Católica cometerá (???) o crime (?????) continuado (??????????) de dificultar o acesso dos brasileiros à camisinha (???????????????????????????????????????????), em plena epidemia de uma doença sexualmente transmissível, incurável?

Quanto sofrimento humano esses senhores de aparência piedosa ainda causarão em nome de Deus, impunemente?

Comentário do Cavaleiro: acusa a Igreja de ajudar a espalhar a AIDS ao "dificultar" o acesso à camisinha, QUANDO EM TODOS OS LUGARES DESTE PAÍS EXISTEM CAMISINHAS SENDO ENTREGUES À POPULAÇÃO SEM CUSTO ALGUM. E se em algum canto do país não recebeu A CULPA É DO GOVERNO QUE FAZ A DISTRIBUIÇÃO GRATUITA. Acusa a Igreja de causar sofrimento quando o único "sofrimento" que a Igreja pode causar a alguém que resolva seguir seus conselhos é, em palavras de baixo calão, COMER SÓ UMA PESSOA, AQUELA COM A(O) QUAL CASOU??? Por fim, defende ABERTAMENTE A PUNIÇÃO À IGREJA e escancara de vez o que eu disse lá em cima: é um estúpido, ignorante, mal intencionado, um agente da esquerdopatia que precisa, entre outras coisas, que a religião seja ABOLIDA da sociedade e substituída por coisas como a DEMONOLOGIA DA LIBERTAÇÃO e que o cidadão seja bombardeado por nulidades saídas de bocas "sem inteligência nem cultura alguma", que dirá de VERDADES.

Olavo de Carvalho's lecture: The structure of the revolutionary mind

Do portal RENEWAMERICA - Olavo de Carvalho citado em artigo americano
By Donald Hank

Comentário do Cavaleiro: para ler material do próprio Olavo em português sobre o mesmo assunto, clique aqui.

Even the best of observers have trouble figuring out what the Left is, or what the difference between left and right is, or what these concepts even mean any more. This apparent malleability of the definitions assigned to these critical concepts has provided cover for the Left to creep insidiously into our political process, our churches and synagogues, and not least, into our hearts and minds. But help is on the way.

Great strides have been made recently, however, with the recognition, among the most astute observers, that Hitler's Third Reich is by no means an example of rightwing ideology and policies in action, contrary to current political doctrine.

Many conservative writers have already concluded that Hitler was not a rightwinger, based mostly on his National Socialism.

Indeed Mr. de Carvalho's (as yet unpublished) lecture "The structure of the revolutionary mind," cites "The Dictators: Hitler's Germany and Stalin's Russia" by Richard Overy, which demonstrates the parallels between Hitler and Stalin.

I had noticed that the compatibility of Hitler's ideology with today's European relativism was brilliantly highlighted in Ben Stein's movie Expelled, and most poignantly in the scene in a former Third Reich mental "hospital" where patients deemed to be of no value to society were gassed (I couldn't help but think of Terri Schiavo). When Stein asked the tour guide at the museum what she would say if she could talk to the perpetrators of that horror, she simply said that was another era and they had their reasons for doing what they did. Thus she clearly would not feel justified in judging these criminals by her standards (assuming she had any). Here was a woman who had certainly been educated in Germany, either the communist East Germany or the socialist West Germany. Neither system prepared her to condemn Hitler's actions because these actions were based on the same world view that Germany embraces today, atheistic humanism based on a tenacious belief in Darwinist principles of natural selection, and the correlative notion that man has a moral right and even obligation to support natural selection with laws under which a race can be culled of inferior elements . Neither socialism nor "national" socialism reject this out of hand (a recent article on Kim Jong Il in the journal Foreign Policy shows that, like Hitler, the North Korean dictator has tried his hand at human genetic manipulation as well). Only Christianity does, and that religion is fading fast in Europe (while here Christianity is being absorbed by the Left. See here, here and here).

All this helps clarify the compatibility between two world views that our education system and mainstream press insist are opposites.

But surprisingly, despite a lot of keen observation, before Olavo de Carvalho's lecture, no one had yet managed to credibly characterize the Left in all of its main facets.

I have personally grappled with this for many years and had all but despaired of finding an adequate definition. And yet, how can a good American be a good American if he can't identify the enemy of his way of life? How can he stand athwart history and shout stop if he doesn't know what it is he must stop?

Appearing at the top of the first page of each issue of Izvestia was the slogan "Workers of the world unite!" Thus to people of my era, the Left portrayed itself as a system of social justice that aimed at creating a level playing field between workers and their bosses and attempted to share the wealth equally with a view to building a world free of poverty.

Yet today, we see the Left working hard to make fuel more expensive for the poor, not in any attempt at social justice but rather to "save the planet." The main area where social "justice" is sought is between heterosexuals and homosexuals, and the current thrust is toward legalizing homosexual "marriage" which, if it triumphs, will trivialize traditional marriage, ultimately prompting fewer to marry and bear children, since part of the attractiveness of marriage has been a sacred religious ceremony affirming one's faith, encouraging people to wait until marriage to enjoy sex, and therefore fostering heterosexual purity based on a biblical world view. None of this is apparent in the "gay" community with its emphasis on promiscuity (broad daylight naked orgies) and its rejection of the biblical view of homosexuality. This focus on discouraging child birth is mightily supported by Planned Parenthood. Thus, ultimately, the leftist vision seems to be a world with more poverty and fewer children born to shoulder the burden of caring for the elderly, for example, by paying into the social services system. The once-proud vision of a world of strong healthy workers receiving equal pay for a better, more prosperous life, is quickly giving way to a vision of a world impoverished for the sake of an impersonal planet to whose riches mankind must increasingly forfeit its claims. We are taught that to consider humanity's needs is to be selfish, that we must sacrifice our children's future for the sake of a planet. And yet we are being asked to sever ties to that planet as if our destiny were separate from its.

Thus, obviously, the old left and the new left are different ideologically and many ordinary people are confused (particularly since an astounding percentage of Republican politicians embrace the Left's policies). Some are confused into thinking that the new Left is more benign. These are the ones who believe the myth that communism is dead.

In fact, communism never died, it merely metamorphosed.

How to explain that the Left can completely substitute its original ideology and still be the Left?

Olavo de Carvalho had wondered the same thing. But he was born into a South American environment where leftism was the air they breathed. It was the worldview in academe and on the street and there was no other box to think outside of. Therefore, as a philosophy student, he was steeped in the literature of the Left, not just Marx and Hegel but the entire pantheon of leftist gods writing the blueprints for society. Thus he had read an enormous amount of this literature and is today one of the few living conservatives — having had his epiphany — who now truly understands the Left, something like David Horowitz, except that de Carvalho had the additional benefit of seeing a much more virulent leftism in action and up close.

Even so, Mr. Carvalho had to read and reread the old (and new) revolutionary literature to find a common thread, and what he found is surprising:

The Left (which he calls the "revolution") is not a unified ideology or agenda at all, but rather a way of seeing the world, and specifically it is an inversion of what normal people call common sense. And this inversion is the sole unifying factor, the one common thread running through the revolution since the 13th and 14th centuries

According to de Carvalho, revolutionary thought as we know it did not exist before about the 13th century; nor is it a function of chronological age. The myth that the young tend to be revolutionaries arises from the Left itself and serves the purpose of making the Revolution appear to be a natural phenomenon.

Instead, this revolutionary inversion has its origins in an early Christian heresy (arrogating to itself the role of Christ the avenger) and has at least three aspects:

1 — Inversion of the perception of time.

Normal individuals, based on common sense, see the past as something immutable and the future as something that can be changed (it is contingent, as de Carvalho puts it).

Not so the leftist revolutionary, who sees the utopian future as a goal that eventually will be reached no matter what and the past as something that can be changed, through reinterpretation (what we call "rewriting history"), to accommodate it.

One example the author gives of this is how Soviet propagandists reinterpreted Dostoevsky, an anti-revolutionary of the first order. In his novel "Crime and Punishment," young revolutionary Raskolnikov murders his wealthy elderly landlady as an act of solidarity with the poor class, in keeping with his world view that ownership of private property is immoral and that the revolutionary is entitled to take possession of it by any means at his disposal. But Raskolnikov is caught and goes to jail where the only book available to the prisoners is a Bible, which he reads, and is converted to Christianity, abandoning his revolutionary ideology, which he now understands as immoral.

While fully aware of Dostoevsky's anti-revolutionary mindset, the early communists liked his novels and considered them too thoroughly Russian to ban, so they simply reinterpreted him posthumously and declared that his novels were written to highlight the need for more social justice. Thus the Left reached back into time and manipulated the thoughts of a dead man who would have been their adversary, making him posthumously a fellow communist.

2 — The inversion of morality

De Carvalho points out that because the revolutionary (leftist) believes implicitly in a future utopia where there will be no evil, this same revolutionary believes that no holds should be barred in achieving that utopia. Thus, his own criminal activities in achieving that goal are above reproach.

The author cites Che Guevara, who said that the revolutionary is the "highest rank of mankind." Thus, armed with such moral superiority, Che was able to cold-bloodedly murder his political enemies wholesale.

Another example cited in the lecture is Karl Marx, who had an illicit liaison with his maid and then, to keep bourgeois appearances, made his son, the offspring of that liaison, live in the basement of his home, never even introducing the boy to his brothers in wedlock. The boy was never mentioned in the family and went into historical oblivion.

De Carvalho compares this despicable behavior with the more noble conduct of Brazilian landowners who had illegitimate children but made them heirs, yet made no claims of moral superiority!

To the revolutionary mind, it is normal that the revolutionary should pay no mind to the bourgeois morality, because after all, nothing he does can be construed as immoral, since the sum total of his actions hasten the revolution when justice will prevail. This is why conservatives frequently refer to the Left's hypocrisy (for example, environmental champion Al Gore's 20-fold electricity consumption compared to yours and mine).

By contrast, the author shows that by the Left's own definition of "revolution," the American revolution is not a revolution at all because our founders were men who held themselves (not just others) to high moral standards, and in no way tried to usher in a novel experimental utopian system, basing their actions and policies on older English traditions and common law, and modeling our Republic on these tried and true common-sense precepts.

3 — Inversion of subject and object

When revolutionaries like Che, and Hitler's operatives, for example, killed innocent people, they would blame the people they killed for "making" them do it by refusing to go along with their revolutionary notions. This is one example the author gives of the inversion of subject and object.

De Carvalho also points out a number of other inversions and makes many fascinating points, but my purpose here is simply to clarify what the Left really is, stimulate thought and to predispose the reader to buy his book when it comes out.

You will be a better American for having read the writings of — a great American.

Olavo de Carvalho is a well-known Brazilian philosopher and writer, many of whose articles (see, for example, here) have graced the pages of Laigle's Forum.

© Donald Hank

E tem gente que ainda duvida...

Direto do blog LOST IN THE E-JUNGLE (onde comecei a blogar, valeu Tarzan...)


Uma denúncia feita por Ana Paula numa lista de discussão que participo mostra como é que o nosso governo está tomado pelo esquerdismo e quer adestrar nossas crianças de qualquer jeito.

Existe um site do governo federal (domínio ".gov.br"), ligado à câmara dos deputados, que faz apologia ao comunismo! Vá até lá e veja por si mesmo: clique aqui.

É ou não é igualzinho a uma campanha do MST? (Note a enxada na mão do "papai"). Pintar um regime desses como uma coisa "boa" é, no mínimo, criminoso!

"As principais metas do comunismo são acabar com a propriedade privada e com o domínio sobre os meios de produção. Ou seja, a terra passa a ser de todos e todo mundo deve ter acesso aos meios de produção (ferramentas, máquinas, indústrias).". Bonito isso, não?

O que eles não dizem, é claro, é que o comunismo já matou mais de 100 milhões de pessoas pelo mundo afora, numa média de pouco mais que 1 milhão de pessoas por ano, nos últimos 80 anos! Matou mais que Hittler e a Igreja Católica juntos! Outra coisa que não dizem é que, dos quatro países citados como comunistas na atualidade somente a China se mantém em pé, e mesmo assim devido a suposta adoção ao capitalismo. Ou seja, não é "socialista" nem aqui e nem na China (tinha que sair um trocadilho!). E continua:

"No comunismo, o objetivo não é o lucro, e sim o bem-estar geral. Cada pessoa só vai possuir o necessário para viver bem. E se, por acaso, uma fábrica produzir muito e gerar lucro, o dinheiro deve ser dividido para a população de acordo com a necessidade de cada um.". E os idiotinhas (bem como os idiotões) engolem essa besteira. Se o comunismo é tão bom, porque a URSS faliu? Cadê a Alemanha Oriental? A Coréia do Norte já entregou os pontos. E Cuba? Por que os cubanos insistem em fugir da ilha em botes infláveis em direção à Miami? (Alguém ai se lembra dos jogos Pan Americanos?).

É claro que por "dividido pela população" deve-se ler "Estado". Onde vai o "Cada pessoa só vai possuir o necessário para viver bem." só pode ser "Ninguém tem direito a nada e viviverá miseravelmente". Mas numa coisa o "artigo" está correto: O PT é mesmo comunista! E o congresso parece sê-lo também!

E-mail da Ana

Amigos,

Ontem, meu filho de 10 anos voltou da escola (colégio particular, de classe média) e me mostrou um site apresentado a ele pelo professor:

http://www.plenarinho.gov.br/


Observei o '.gov.br' e fui vasculhar um pouco mais a fundo o tal site.

Entre vários tópicos sobre 'cidadania', 'ecologia', 'ECA', 'em defesa dos direitos humanos' e outros,
descubro, um link para uma reportagem especial, o comunismo pelo mundo:

http://www.plenarinho.gov.br/noticias/reportagem-especial/comunismo-pelo-mundo

Prestem atenção ao início dessa reportagem:

'Já pensou em viver num país onde todos tenham tudo de forma igual?

Esse é o objetivo do comunismo, um sistema de organização política e econômica que surgiu como oposição ao capitalismo.'

Não é lindo? Não é o sonho de todo o ser humano? Todos teremos tudo de forma igual!!!

E continua:

'O comunismo acredita que nenhum homem deve servir aoutro homem. Por isso,eles pregam o fim do estado. A sociedade funcionaria baseada na solidariedade e na igualdade, sem divisão entre ricos ou pobres. As pessoas seriam mais conscientes e não precisariam de alguém para dizer o que fazer.
Para chegar a essa condição, o comunismo deve passar primeiro por um estágio chamado socialismo, em que existe uma ditadura queirá organizar a distribuição dos bens, deixando todos nas mesmas condições. Depois, a ditadura deve se desfazer e, como vimos,a sociedade funcionaria sozinha.'

Olhem que coisa maravilhosa para uma criança de 10 anos!!!

1. Não ter que servir a outrem
2. Solidariedade
3. Um País sem 'pobres'!!

4. E já justificam, previamente, a necessidade de uma ditadura para organizar e distribuir os bens, antes da implantação do comunismo.

Em breve, quando for implantada a tal ditadura (absolutamente necessária para posteriormente podermos gozar de todas as maravilhas prometidas),as crianças já estarão psicologicamente preparadas!!!!

Genial! E tudo entremeado com brincadeiras, bonequinhos etc.

Esses senhores, a quem outorgamos mandato para nos representar, a quem representam?

Quem é o responsável pela implantação e conteúdo de tal site?

E se eu quiser assumir a educação de meus filhos em casa, ensinando o que a escola deveria estar fazendo, não posso!!!

Observação por e-mail de outro autor:

O colégio em pauta é a unidade do 'Objetivo', em Alphaville, bairro residencial de São Paulo.

Façam rodar este alarme.

Talvez chegue a outros pais que tenham - inadvertidamente - matriculado seus filhos neste curral de adestramento comunista.

A mentalidade revolucionária

Do portal MOVIMENTO ENDIREITAR
Por Olavo de Carvalho

Desde que se espalhou por aí que estou escrevendo um livro chamado “A Mente Revolucionária”, tenho recebido muitos pedidos de uma explicação prévia quanto ao fenômeno designado nesse título.

A mente revolucionária é um fenômeno histórico perfeitamente identificável e contínuo, cujos desenvolvimentos ao longo de cinco séculos podem ser rastreados numa infinidade de documentos. Esse é o assunto da investigação que me ocupa desde há alguns anos. “Livro” não é talvez a expressão certa, porque tenho apresentado alguns resultados desse estudo em aulas, conferências e artigos e já nem sei se algum dia terei forças para reduzir esse material enorme a um formato impresso identificável. “A mente revolucionária” é o nome do assunto e não necessariamente de um livro, ou dois, ou três. Nunca me preocupei muito com a formatação editorial daquilo que tenho a dizer. Investigo os assuntos que me interessam e, quando chego a algumas conclusões que me parecem razoáveis, transmito-as oralmente ou por escrito conforme as oportunidades se apresentam. Transformar isso em “livros” é uma chatice que, se eu pudesse, deixaria por conta de um assistente. Como não tenho nenhum assistente, vou adiando esse trabalho enquanto posso.

A mente revolucionária não é um fenômeno essencialmente político, mas espiritual e psicológico, se bem que seu campo de expressão mais visível e seu instrumento fundamental seja a ação política.

Para facilitar as coisas, uso as expressões “mente revolucionária” e “mentalidade revolucionária” para distinguir entre o fenômeno histórico concreto, com toda a variedade das suas manifestações, e a característica essencial e permanente que permite apreender a sua unidade ao longo do tempo.

“Mentalidade revolucionária” é o estado de espírito, permanente ou transitório, no qual um indivíduo ou grupo se crê habilitado a remoldar o conjunto da sociedade – senão a natureza humana em geral – por meio da ação política; e acredita que, como agente ou portador de um futuro melhor, está acima de todo julgamento pela humanidade presente ou passada, só tendo satisfações a prestar ao “tribunal da História”. Mas o tribunal da História é, por definição, a própria sociedade futura que esse indivíduo ou grupo diz representar no presente; e, como essa sociedade não pode testemunhar ou julgar senão através desse seu mesmo representante, é claro que este se torna assim não apenas o único juiz soberano de seus próprios atos, mas o juiz de toda a humanidade, passada, presente ou futura. Habilitado a acusar e condenar todas as leis, instituições, crenças, valores, costumes, ações e obras de todas as épocas sem poder ser por sua vez julgado por nenhuma delas, ele está tão acima da humanidade histórica que não é inexato chamá-lo de Super-Homem.

Autoglorificação do Super-Homem, a mentalidade revolucionária é totalitária e genocida em si, independentemente dos conteúdos ideológicos de que se preencha em diferentes circunstâncias e ocasiões.

Recusando-se a prestar satisfações senão a um futuro hipotético de sua própria invenção e firmemente disposto a destruir pela astúcia ou pela força todo obstáculo que se oponha à remoldagem do mundo à sua própria imagem e semelhança, o revolucionário é o inimigo máximo da espécie humana, perto do qual os tiranos e conquistadores da antigüidade impressionam pela modéstia das suas pretensões e por uma notável circunspecção no emprego dos meios.

O advento do revolucionário ao primeiro plano do cenário histórico – fenômeno que começa a perfilar-se por volta do século XV e se manifesta com toda a clareza no fim do século XVIII – inaugura a era do totalitarismo, das guerras mundiais e do genocídio permanente. Ao longo de dois séculos, os movimentos revolucionários, as guerras empreendidas por eles e o morticínio de populações civis necessário à consolidação do seu poder mataram muito mais gente do que a totalidade dos conflitos bélicos, epidemias terremotos e catástrofes naturais de qualquer espécie desde o início da história do mundo.

O movimento revolucionário é o flagelo maior que já se abateu sobre a espécie humana desde o seu advento sobre a Terra.

A expansão da violência genocida e a imposição de restrições cada vez mais sufocantes à liberdade humana acompanham pari passu a disseminação da mentalidade revolucionária entre faixas cada vez mais amplas da população, pela qual massas inteiras se imbuem do papel de juízes vingadores nomeados pelo tribunal do futuro e concedem a si próprios o direito à prática de crimes imensuravelmente maiores do que todos aqueles que a promessa revolucionária alega extirpar.

Mesmo se não levarmos em conta as matanças deliberadas e considerarmos apenas a performance revolucionária desde o ponto de vista econômico, nenhuma outra causa social ou natural criou jamais tanta miséria e provocou tantas mortes por desnutrição quanto os regimes revolucionários da Rússia, da China e de vários países africanos.

Qualquer que venha a ser o futuro da espécie humana e quaisquer que sejam as nossas concepções pessoais a respeito, a mentalidade revolucionária tem de ser extirpada radicalmente do repertório das possibilidades sociais e culturais admissíveis antes que, de tanto forçar o nascimento de um mundo supostamente melhor, ela venha a fazer dele um gigantesco aborto e do trajeto milenar da espécie humana sobre a Terra uma história sem sentido coroada por um final sangrento.

Embora as distintas ideologias revolucionárias sejam todas, em maior ou menor medida, ameaçadoras e daninhas, o mal delas não reside tanto no seu conteúdo específico ou nas estratégias de que se servem para realizá-lo, quanto no fato mesmo de serem revolucionárias no sentido aqui definido.

O socialismo e o nazismo são revolucionários não porque propõem respectivamente o predomínio de uma classe ou de uma raça, mas porque fazem dessas bandeiras os princípios de uma remodelagem radical não só da ordem política, mas de toda a vida humana. Os malefícios que prenunciam se tornam universalmente ameaçadores porque não se apresentam como respostas locais a situações momentâneas, mas como mandamentos universais imbuídos da autoridade de refazer o mundo segundo o molde de uma hipotética perfeição futura. A Ku-Klux-Klan é tão racista quanto o nazismo, mas não é revolucionária porque não tem nenhum projeto de alcance mundial. Por essa razão seria ridículo compará-la, em periculosidade, ao movimento nazista. Ela é um problema policial puro e simples.

Por isso mesmo é preciso enfatizar que o sentido aqui atribuído ao termo “revolução” é ao mesmo tempo mais amplo e mais preciso do que a palavra tem em geral na historiografia e nas ciências sociais presentemente existentes. Muitos processos sócio-políticos usualmente denominados “revoluções” não são “revolucionários” de fato, porque não participam da mentalidade revolucionária, não visam à remodelagem integral da sociedade, da cultura e da espécie humana, mas se destinam unicamente à modificação de situações locais e momentâneas, idealmente para melhor. Não é necessariamente revolucionária, por exemplo, a rebelião política destinada apenas a romper os laços entre um país e outro. Nem é revolucionária a simples derrubada de um regime tirânico com o objetivo de nivelar uma nação às liberdades já desfrutadas pelos povos em torno. Mesmo que esses empreendimentos empreguem recursos bélicos de larga escala e provoquem modificações espetaculares, não são revoluções, porque nada ambicionam senão à correção de males imediatos ou mesmo o retorno a uma situação anterior perdida.

O que caracteriza inconfundivelmente o movimento revolucionário é que sobrepõe a autoridade de um futuro hipotético ao julgamento de toda a espécie humana, presente ou passada. A revolução é, por sua própria natureza, totalitária e universalmente expansiva: não há aspecto da vida humana que ela não pretenda submeter ao seu poder, não há região do globo a que ela não pretenda estender os tentáculos da sua influência.

Se, nesse sentido, vários movimentos político-militares de vastas proporções devem ser excluídos do conceito de “revolução”, devem ser incluídos nele, em contrapartida, vários movimentos aparentemente pacíficos e de natureza puramente intelectual e cultural, cuja evolução no tempo os leve a constituir-se em poderes políticos com pretensões de impor universalmente novos padrões de pensamento e conduta por meios burocráticos, judiciais e policiais. A rebelião húngara de 1956 ou a derrubada do presidente brasileiro João Goulart, nesse sentido, não foram revoluções de maneira alguma. Nem o foi a independência americana, um caso especial que terei de explicar num outro artigo. Mas sem dúvida são movimentos revolucionários o darwinismo e o conjunto de fenômenos pseudo-religiosos conhecido como Nova Era. Todas essas distinções terão de ser explicadas depois em separado e estão sendo citadas aqui só a título de amostra.

Entre outras confusões que este estudo desfaz está aquela que reina nos conceitos de “esquerda”e “direita”. Essa confusão nasce do fato de que essa dupla de vocábulos é usada por sua vez para designar duas ordens de fenômenos totalmente distintos. De um lado, a esquerda é a revolução em geral, e a direita a contra-revolução. Não parecia haver dúvida quanto a isso no tempo em que os termos eram usados para designar as duas alas dos Estados Gerais. A evolução dos acontecimentos, porém, fez com que o próprio movimento revolucionário se apropriasse dos dois termos, passando a usá-los para designar suas subdivisões internas. Os girondinos, que estavam à esquerda do rei, tornaram-se a “direita” da revolução, na mesma medida em que, decapitado o rei, os adeptos do antigo regime foram excluídos da vida pública e já não tinham direito a uma denominação política própria. Esta retração do “direitismo” admissível, mediante a atribuição do rótulo de “direita” a uma das alas da própria esquerda, tornou-se depois um mecanismo rotineiro do processo revolucionário. Ao mesmo tempo, remanescentes contra-revolucionários genuínos foram freqüentemente obrigados a aliar-se à “direita”revolucionária e a confundir-se com ela para poder conservar alguns meios de ação no quadro criado pela vitória da revolução. Para complicar mais as coisas, uma vez excluída a contra-revolução do repertório das idéias politicamente admissíveis, o ressentimento contra-revolucionário continuou existindo como fenômeno psico-social, e muitas vezes foi usado pela esquerda revolucionária como pretexto e apelo retórico para conquistar para a sua causa faixas de população arraigadamente conservadoras e tradicionalistas, revoltadas contra a “direita” revolucionária imperante no momento. O apelo do MST à nostalgia agrária ou a retórica pseudo-tradicionalista adotada aqui e ali pelo fascismo fazem esquecer a índole estritamente revolucionária desses movimentos. O próprio Mao Dzedong foi tomado, durante algum tempo, como um reformador agrário tradicionalista. Também não é preciso dizer que, nas disputas internas do movimento revolucionário, as facções em luta com freqüência se acusam mutuamente de “direitistas” (ou “reacionárias”). À retórica nazista que professava destruir ao mesmo tempo “a reação” e “o comunismo” correspondeu, no lado comunista, o duplo e sucessivo discurso que primeiro tratou os nazistas como revolucionários primitivos e anárquicos e depois como adeptos da “reação” empenhados em “salvar o capitalismo” contra a revolução proletária.

Os termos “esquerda” e “direita” só têm sentido objetivo quando usados na sua acepção originária de revolução e contra-revolução respectivamente. Todas as outras combinações e significados são arranjos ocasionais que não têm alcance descritivo mas apenas uma utilidade oportunística como símbolos da unidade de um movimento político e signos demonizadores de seus objetos de ódio.

Nos EUA, o termo “direita” é usado ao mesmo tempo para designar os conservadores em sentido estrito, contra-revolucionários até à medula, e os globalistas republicanos, “direita” da revolução mundial. Mas a confusão existente no Brasil é muito pior, onde a direita contra-revolucionária não tem nenhuma existência política e o nome que a designa é usado, pelo partido governante, para nomear qualquer oposição que lhe venha desde dentro mesmo dos partidos de esquerda, ao passo que a oposição de esquerda o emprega para rotular o próprio partido governante.

Para mim está claro que só se pode devolver a esses termos algum valor descritivo objetivo tomando como linha de demarcação o movimento revolucionário como um todo e opondo-lhe a direita contra-revolucionária, mesmo onde esta não tenha expressão política e seja apenas um fenômeno cultural.

A essência da mentalidade contra-revolucionária ou conservadora é a aversão a qualquer projeto de transformação abrangente, a recusa obstinada de intervir na sociedade como um todo, o respeito quase religioso pelos processos sociais regionais, espontâneos e de longo prazo, a negação de toda autoridade aos porta-vozes do futuro hipotético.

Nesse sentido, o autor destas linhas é estritamente conservador. Entre outros motivos, porque acredita que só o ponto de vista conservador pode fornecer uma visão realista do processo histórico, já que se baseia na experiência do passado e não em conjeturações de futuro. Toda historiografia revolucionária é fraudulenta na base, porque interpreta e distorce o passado segundo o molde de um futuro hipotético e aliás indefinível. Não é uma coincidência que os maiores historiadores de todas as épocas tenham sido sempre conservadores.

Se, considerada em si mesmo e nos valores que defende, a mentalidade contra-revolucionária deve ser chamada propriamente “conservadora”, é evidente que, do ponto de vista das suas relações com o inimigo, ela é estritamente “reacionária”. Ser reacionário é reagir da maneira mais intransigente e hostil à ambição diabólica de mandar no mundo.

Publicado no Diário do Comércio

Amadores superam profissionais

Do portal MÍDIA SEM MÁSCARA
por Thomas Sowell em 03 de setembro de 2008

Resumo: Nada é mais fácil para especialistas com uma pequena porção de conhecimento do que imaginar que eles são muito mais sábios que os outros. O planejamento central é somente o fracasso mais evidente de tal pensamento.

© 2008 MidiaSemMascara.org

Quando amadores superam profissionais, há algo errado com determinada profissão.

Se pessoas comuns, sem nenhum treinamento médico, pudessem realizar cirurgias em suas cozinhas com faca de churrasco e conseguir resultados que fossem melhores que aqueles de cirurgiões operando em salas de cirurgias, toda a profissão médica estaria desacreditada.

É o que acontece com pais, sem nenhum treinamento em educação, que educam seus filhos em suas casas com resultados acadêmicos que são, consistentemente, melhores que os de crianças educadas por professores com mestrado e em escolas que custam mais de 10 mil dólares por ano – o que equivale a mais de um milhão de dólares para se educar 10 crianças, da primeira série do ensino fundamental ao terceiro ano do ensino médio.

Apesar disso, continuamos a levar a sério as pretensões de educadores que fracassam em suas ações de educar, mas que se inflam com ares de “especialistas profissionais” cujo conhecimento supostamente vai muito além dos simples pais.

Um dos exemplos mais difundidos e dramáticos de amadores superando profissionais tem acontecido em economias com planejamento central feito por pessoas de alto grau de instrução, que têm a seu dispor especialistas e vasta quantidade de dados estatísticos, que não estão disponíveis a cidadãos comuns e que, provavelmente, seriam para eles incompreensíveis.

Esperava-se muito das economias com planejamento central. Seus primeiros fracassos foram postos de lado como “dores de crescimento” de “uma nova sociedade”.

Mas quando, por décadas, essas economias permaneceram muito atrás das economias de mercado, eventualmente, mesmo os governos comunistas e socialistas começaram a liberar suas economias de muitos – senão de todos – os controles governamentais criados pelo planejamento centralizado.

Quase invariavelmente, então, essas economias se deslancharam com um crescimento econômico muito maior – China e Índia sendo os exemplos mais proeminentes.

Mas observe as implicações do fracasso do planejamento central e o sucesso de deixar “o mercado” – isto é, milhões de pessoas que estão longe de serem especialistas – tomar as decisões sobre o que produzir e por quem.

Como podem pessoas com pós-graduação, pessoas protegidas pelo poder de governo e que dispõem de todo tipo de especialistas com quem contar, fracassar em fazer algo tão bem quanto a massa de pessoas que são, rotineiramente, desdenhadas pelos intelectuais?

Qual seria a razão? E, será que essa razão se aplica em outras áreas além da economia?

Uma razão facilmente compreensível é que os planejadores centrais na época da União Soviética tinham de estabelecer algo em torno de 24 milhões de preços. Ninguém é capaz de estabelecer e mudar 24 milhões de preços de um modo que equilibrará eficientemente recursos e resultados.

Para isso, cada um dos 24 milhões de preços teria de ser comparado e estabelecido levando-se em conta cada um dos outros 24 milhões de preços, para que se produzissem incentivos a fim de que os recursos se direcionassem para onde eles estivessem em maior demanda pelos produtores, e os resultados se direcionassem aonde eles estivessem em maior demanda pelos consumidores.

Numa economia de mercado, contudo, ninguém assume tal tarefa impossível. Cada produtor e cada consumidor precisam somente se preocupar com relativamente poucos preços relevantes para suas próprias decisões, pois a coordenação da economia é deixada para a oferta e procura.

Em resumo, os amadores foram capazes de superar os profissionais em economia porque não assumiram tarefas além das capacidades de qualquer ser humano ou de qualquer grupo gerenciável de seres humanos.

Expressando de outra forma, os “especialistas” detêm apenas uma pequena porção de um vasto espectro de conhecimento necessário para tratar de muitas complicações do mundo real.

Nada é mais fácil para especialistas com aquela pequena porção de conhecimento do que imaginar que eles são muito mais sábios que os outros. O planejamento central é somente o fracasso mais evidente de tal pensamento. Os desastres de outros tipos de engenharia social são frutos do mesmo problema.

Os cirurgiões têm sucesso porque eles se atêm à cirurgia. Mas, se pusessem cirurgiões no controle da especulação de mercadorias, da justiça criminal ou de ciência espacial, eles provavelmente fracassariam, como desastradamente o fizeram os planejadores centrais.


Publicado por Townhall.com

Tradução de Antônio Emílio Angueth de Araújo

"Providências serão tomadas…"

Por e-mail

Garibaldi disse que o presidente Lula vai agir porque considerou as denúncias "extremamente graves". "Eu só fico satisfeito depois que ele [Lula] anunciar que providências serão tomadas…"

***

E não será a primeira vez.

VELHOS GUERRILHEIROS

Do portal do NIVALDO CORDEIRO
21/08/2008

Eu vi: na última terça feira, no Canal Brasil, da TVA, por volta das 23:00 horas eu rodava os canais quando parei para ouvir os últimos depoimentos da mesa-redonda que tinha vários ex-guerrilheiros, entre eles Franklin Martins, rememorando o passado revolucionário. Um clima de confraternização e de comemoração de quem se sabe no comando das coisas políticas no Brasil. Esses homens são o poder agora. Um dos feitos relembrados foi o seqüestro do embaixador norte-americano, idealizado pelo próprio Franklin Martins (tamanha importância que é dada ao fato está no destaque observado na home page do jornalista) . Riram-se felizes, o riso dos vitoriosos.



O dramático da narrativa foi a absurda justificativa para a ação criminosa, que seria fazer contrapropaganda às comemorações do Dia da Pátria, como se as comemorações do Dia da Pátria fossem meras propagandas governamentais e não algo que tem profundo significado na alma dos brasileiros. Segundo os seqüestradores ali presentes, o ato se justificava porque eles entendiam as referidas comemorações como propaganda em prol da ditadura.



Quero aqui, meu caro leitor, sublinhar o tamanho da imoralidade cometida. Em primeiro lugar, depois de tantos anos não se abateu sobre os autores nenhuma dúvida do seu gesto, que afetou a vida de pessoas inocentes e custou graves seqüelas ao então embaixador Charles Elbrick. A maldade levianamente encomendada não trouxe remorso algum.



Em segundo lugar, aquele diálogo é a prova de que essa gente construiu uma segunda realidade, uma falsificação do real, e nela se manteve até hoje. O surpreendente não é que tenha sido assim, essa perene imersão no sonho maligno, mas que esse sonho tenha seduzido a coletividade brasileira a ponto de tornar essa gente a casta governante. A loucura de um grupo de alucinados tomou conta de todos no Brasil.



Em terceiro lugar, vi a manifestação do Mal Lógico de maneira a mais horripilante. A narrativa de como nasceu a idéia, como se deu o planejamento, o consórcio das forças subversivas para sua execução, tudo explicado no horário nobre da TV pelos seus autores, em meio a risos e gritos de triunfo, foi de um cinismo atroz. Um bando de homens já velhos, sem qualquer sinal de se dar conta da barbaridade do que fizeram. A lógica do Mal esmiuçada deveria chocar. Mas não, vemos nas imagens o seu oposto. A prática do Mal tornou-se motivo de regozijo.



Por fim, impressiona-me que depoimentos desse naipe não sirvam para que lideranças genuínas apareçam para fazer frente a essa gente. O poder político no Brasil foi tomado de assalto por gente moralmente desqualificada e não se vislumbra nenhum tipo de resistência. Não há liderança, sequer há oposição. O processo eleitoral é inútil, troca-se seis por meia dúzia.



O meio empresarial, que deveria gestar essas lideranças, está imerso no sonho de que basta o respeito a algumas regras básicas de mercado para estar tudo bem. Ora, a carga tributária se aproxima célere dos 40% do PIB, a estatização voltou à agenda, inclusive com a recente criação do canal estatal de TV (mais um!) e com a manifesta intenção de se criar mais uma estatal vinculada ao setor de petróleo. E a persistente e recorrente regulação de todos os setores, que pode beneficiar alguns que são amigos dos revolucionários no poder, mas que é a própria negação do livre mercado, o interesse geral da gente brasileira, nada disso serve de aviso.



O empresariado se comporta como se nada estivesse ocorrendo e não tem ouvidos para ouvir a voz da razão. É um espanto. Os grandes empresários, quais cães amestrados, são os mais destacados cabos eleitorais de Lula e do PT. É a rebelião das massas de que nos falou Ortega y Gasset, sem tirar nem pôr. O triunfo dos mais perfeitos “senhoritos satisfeitos”, gente de alma hermética e incapaz de enxergar o real.



O que esperar? O pior, sem dúvidas. O que é pior, só a história irá nos contar. A angústia de Ortega começou quando estourou a Primeira Guerra mundial. Ele anteviu Hitler, a Guerra Civil espanhola e todo o resto. Exilado por causa de suas idéias, Ortega acabou por conversar com as estátuas de Paris, pois não tinha ouvidos para ouvir o que dizia. Acho que vou começar a fazer discursos para as estátuas de São Paulo, quem sabe meu sentimento de isolamento e solidão se dissipe. E minha angústia também.

Nossos governantes

Do portal do OLAVO DE CARVALHO
28 de agosto de 2008

Desafio o governo Lula e seus sessenta intelectuaizinhos de estimação, os partidos de esquerda, o dr. Baltasar Garzón e todos os camelôs de direitos humanos a provar que qualquer das afirmações seguintes não corresponde aos fatos:

1. Todos os militantes de esquerda mortos pela repressão à guerrilha eram pessoas envolvidas de algum modo na luta armada. Entre as vítimas do terrorismo, ao contrário, houve civis inocentes, que nada tinham a ver com a encrenca.

2. Mesmo depois de subir na vida e tomar o governo, tornando-se poderosos e não raro milionários, os terroristas jamais esboçaram um pedido de perdão aos familiares dessas vítimas, muito menos tentaram lhes dar alguma compensação moral ou material. Nada, absolutamente nada, sugere que algum dia tenham sequer pensado nessas pessoas como seres humanos; no máximo, como detalhes irrisórios da grande epopéia revolucionária. Em contrapartida, querem que a opinião pública se comova até às lágrimas com o mal sobrevindo a eles próprios em retaliação pelos seus crimes, como se a violência sofrida em resposta à violência fosse coisa mais absurda e chocante do que a morte vinda do nada, sem motivo nem razão.

3. Bradam diariamente contra o crime de tortura, como se não soubessem que aprisionar à força um não-combatente e mantê-lo em cárcere privado sob constante ameaça de morte é um ato de tortura, ainda mais grave, pelo terror inesperado com que surpreende a vítima, do que cobrir de pancadas um combatente preso que ao menos sabe por que está apanhando. Contrariando a lógica, o senso comum, os Dez Mandamentos e toda a jurisprudência universal, acham que explodir pessoas a esmo é menos criminoso do que maltratar quem as explodiu.

4. Mesmo sabendo que mataram dezenas de inocentes, jamais se arrependeram de seus crimes. O máximo de nobreza que alcançam é admitir que a época não está propícia para cometê-los de novo – e esperam que esta confissão de oportunismo tático seja aceita como prova de seus sentimentos pacíficos e humanitários.

5. Consideram-se heróis, mas nunca explicaram o que pode haver de especialmente heróico em ocultar uma bomba-relógio sob um banco de aeroporto, em aterrorizar funcionárias de banco esfregando-lhes uma metralhadora na cara, em armar tocaia para matar um homem desarmado diante da mulher e do filho ou em esmigalhar a coronhadas a cabeça de um prisioneiro amarrado – sendo estes somente alguns dos seus feitos presumidamente gloriosos.

6. Dizem que lutavam pela democracia, mas nunca explicaram como poderiam criá-la com a ajuda da ditadura mais sangrenta do continente, nem por que essa ditadura estaria tão ansiosa em dar aos habitantes de uma terra estrangeira a liberdade que ela negava tão completamente aos cidadãos do seu próprio país.

7. Sabem perfeitamente que, para cada um dos seus que morria nas mãos da polícia brasileira, pelo menos trezentos eram mortos no mesmo instante pela ditadura que armava e financiava a sua maldita guerrilha. Mas nunca mostraram uma só gota de sentimento de culpa ante o preço que sua pretensa luta pela liberdade custou aos prisioneiros políticos cubanos.

Desses sete fatos decorrem algumas conclusões incontornáveis. Esses homens têm uma idéia errada, tanto dos seus próprios méritos quanto da insignificância alheia. Acham que surrar assassinos é crime hediondo, mas matar transeuntes é inócuo acidente de percurso (e recusam-se, é claro, a aplicar o mesmo atenuante às mortes de civis em tempo de guerra, se as bombas são americanas). São hipersensíveis às suas próprias dores, mesmo quando desejaram o risco de sofrê-las, e indiferentes à dor de quem jamais a procurou nem mereceu. Procedem, em suma, como se tivessem o monopólio não só da dignidade humana, mas do direito à compaixão. Qualquer tratado de psiquiatria forense lhes mostrará que esse modo de sentir é característico de criminosos sociopatas, ególatras e sem consciência moral. Não tenham ilusões. É esse tipo de gente que governa o Brasil de hoje.

REFLEXÕES PARA A SEMANA DA PÁTRIA E ELEIÇÕES MUNICIPAIS QUE SE APROXIMAM

Do portal GUIA SÃO JOSÉ
Jorge R. Pereira, Presidente do FAROL DA DEMOCRACIA REPRESENTATIVA em 2/9/2008

Os leitores que nos visitam representam parcela importante do segmento da sociedade capaz de ler e entender o que lê, em maior ou menor grau. Assim como visitam o nosso site, navegam visitando outros tantos, de imenso valor cultural, disponíveis na internet brasileira.

Conhecimentos filosóficos, fundamentos e conceitos que conferem ao homem sua verdadeira grandeza moral e espiritual, postos à disposição por intelectuais do porte dos que sabidamente nos inspiram, elevam a discussão da condição humana a um nível tal que a oposição, se honesta fosse, abdicaria da intenção, por incompetente. Só não aprende quem não quer.

Porque então tantos desencontros de idéias? Se, no coração de cada irmão brasileiro, abrigam-se as mesmas preocupações e angústias quanto à corrupção moral da sociedade, de onde brotará a solução redentora que, revertendo a crise política atual, nos permitirá a construção de uma sociedade próspera e fraterna?


O caos cultural, provocador dos desencontros das idéias, vem sendo proposital e meticulosamente construído há mais de quarenta anos pelas esquerdas, com o objetivo de confundir e desconstruir conceitos tradicionais, subtraindo da sociedade sua capacidade de identificar, desmascarar e denunciar as aberrações morais que caracterizam as atitudes da classe política atual.

Está na hora do cidadão brasileiro parar de se deixar iludir e enfrentar a realidade: está sendo enganado desde sempre pelas

promessas jamais realizáveis pelas esquerdas.

Está sendo utilizado como massa de manobra para facilitar a ascensão de uma classe de oportunistas para chegar ao governo através do seu voto, numa mistificação de jogo democrático onde o eleitor só tem partidos de esquerda a escolher.


Está sendo enganado por bolsas esmola de toda natureza, que o degradam como cidadão, rouba-lhe a dignidade de conquistar suas posições pelo seu próprio esforço e mérito, transforma-o num mendigo institucional.

Perde o homem, pois perde o espírito de luta pelo honesto. Perde o país, que se torna incapaz de oferecer à sociedade uma justa distribuição de renda através da prosperidade gerada pela união sagrada do Capital e do Trabalho, harmonizada pela correta aplicação da Lei e da Ordem, da proteção da propriedade privada, da gestão equilibrada do Bem Comum.

A solução redentora brotará de seu próprio coração, ao encarar essas sedutoras e trágicas manobras de captura de sua alma e decidir que o seu destino está em suas mãos, e não nas dos outros; que é sua a responsabilidade pelos erros e acertos; que os direitos se adquirem a partir da aceitação de deveres.

Está na hora do homem se reencontrar com Deus e perceber toda a grandeza que lhe foi concedida desde sua criação. Grande demais para se permitir enganar por agentes do Mal, interessados em lhe arrestar o espírito em troca de migalhas. Voltem à Igrejas. Rezem. Entendam que, como todas as outras instituições, esta também foi infiltrada pelo Mal. Rejeitem toda e qualquer orientação da Teologia da Libertação. Procurem pelo Deus verdadeiro. Com Ele está a solução.Aproveitem o dia da Pátria que se aproxima para rezar pela Pátria, pela Família, pela Liberdade.

Nas eleições de outubro, rejeitem categoricamente todo e qualquer candidato de partidos políticos da linha do socialismo revolucionário. São eles:

PCB, PC do B, PSTU, PCO, PSol, PPS, PSB, PT e PV.

É o mínimo que se pode fazer para iniciar o processo de reconquista do que nos foi roubado pelas esquerdas desde há vinte anos: o direito de viver num país próspero, fraterno, e seguro.

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Oposição ameaça Lula com o impeachment

Do portal ZERO HORA
01 de setembro de 2008

Parlamentares querem processar presidente por crime de responsabilidade no episódio das escutas ilegais

Além de pedir a demissão de toda a diretoria da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), a oposição ameaça denunciar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva por crime de responsabilidade.

A medida abriria caminho para um processo de impeachment por conta da suposta escuta clandestina da agência nos telefones dos presidentes do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, e do Congresso, senador Garibaldi Alves (PMDB-RN).

– Ou o presidente toma uma atitude rápida e aponta os responsáveis pelo grampo, ou, se continuar calado e omisso como está, ficará como responsável perante a sociedade e terá de responder por isto com base na Lei do Impeachment – advertiu ontem o presidente nacional do DEM, deputado Rodrigo Maia (RJ).

Líder do PSDB na Câmara, José Aníbal (SP) falou em nome dos tucanos:

– O presidente Lula tem de dar uma satisfação imediata à sociedade, ou então permitirá a dedução de que ele é conivente com a realidade policialesca que teima em tentar se instalar no Brasil.


– O que a lei diz é que, ou o presidente é o responsável, ou alguma autoridade de seu governo o é – completa Maia.

O senador Demóstenes Torres (DEM-GO) informou que Alves deverá convocar a Comissão Mista de Controle das Atividades de Inteligência, que tem como objetivo fiscalizar os serviços do setor. Demóstenes confirmou, em entrevista à TV Brasil, que a transcrição divulgada pela revista Veja é realmente de uma conversa entre ele e o presidente do Supremo, e considerou “grave” e “ilegal” o grampo que teria sido feito pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin):

– O que está acontecendo é desastroso para a democracia. A Abin, um grupo criado para detectar focos de guerrilha, fazer espionagem no bom sentido, passou de todos os limites e está espionando o Legislativo e o Executivo indevidamente. Isso é gravíssimo. O fato é ligado ao presidente Lula e está descontrolado, ele tem que retomar esse controle , porque é uma questão de harmonia dos poderes.

O DEM quer se articular com o PSDB, para que a oposição tome uma posição conjunta. Os tucanos marcaram para quarta-feira, em Brasília, uma reunião da executiva nacional, “para discutir o momento político e a crise entre poderes”.

Ao ser questionado por repórteres durante sua visita ontem à Expointer, em Esteio, o vice-presidente da República, José Alencar, disse que considera “abominável as escutas de qualquer natureza”.

– Temos que dar um jeito de acabar com essas escutas – afirmou Alencar.

Em tom bem mais agressivo, a nota do DEM diz que a democracia brasileira encontra-se “à beira do precipício” do momento em que “órgão sob o comando do presidente da República” faz escutas ilegais.

O texto dos democratas faz outras observações críticas. Uma delas diz que “a responsabilidade pelos atos criminosos que se sucedem no âmbito da Presidência da República é do presidente Lula da Silva, o chefe de um governo que se caracteriza pela mesquinhez de propósito, a irresponsabilidade política e a delinqüência institucional”.

No encerramento da nota, o DEM denuncia a “escalada criminosa do governo de índole autoritária conduzido pelo presidente Lula” e exige respeito à Constituição e ao estado de direito, e o fim do “estado policial”.

Altas finanças e princípios bolcheviques

Do portal MÍDIA SEM MÁSCARA
por Jeffrey Nyquist em 02 de setembro de 2008

Resumo: O social-democrata de hoje (e o conservador compassivo) quer os benefícios do mercado sem a dor do processo de mercado, seguindo um caminho que leva a somente um lugar: o socialismo.

© 2008 MidiaSemMascara.org

Foi Joshua Rosner, escrevendo no Financial Times do dia 15/7, quem melhor definiu um princípio: “Numa economia capitalista, espera-se que os perdedores assumam as perdas e os ganhadores, os ganhos”. Mas não é assim que as coisas funcionam hoje em dia, não é mesmo? Mais de três décadas atrás, Richard Nixon disse uma frase já famosa: “Agora, somos todos keynesianos”. Em 2008, podemos ir ainda além. Se George Bush tivesse a visão e compreensão de um Nixon, ele seria forçado a admitir: “Nós todos nos tornamos socialistas, mas, da boca para fora, somos pró-livre mercado”.

Rosner diz que começamos a nacionalizar ativos ruins. A partir disso, é só um pequeno passo para nacionalizar ativos bons. Na verdade e logicamente, as duas coisas acarretam uma a outra. Tal como afirma Rosner, nós oficialmente perdemos a fé no mercado. Perdemos a fé na fonte da prosperidade. Nós não mais suportamos a destruição criativa do processo de mercado. Nós não mais queremos o sofrimento que naturalmente acompanha o crescimento real. Coisas boas e apenas coisas boas são exigidas. Perdas são inaceitáveis, ainda que essas sempre acompanhem conquistas genuínas. Todo mundo quer ser um vencedor. No sistema escolar atual encontramos o no child left behind [nenhuma criança deixada para trás], que exemplifica a catástrofe contínua e adiantada na educação americana.

A lógica do capitalismo recente (a forma declinante de capitalismo) exige a eliminação de todo o sofrimento (e, portanto, a eliminação do crescimento real). Este programa é a base da mais recente social-democracia, que se opõe ao mercado exatamente porque a dor e a tragédia são normais ao sistema de mercado. A social-democracia quer um mundo sem a falência de corporações ou de bancos. Não é de se admirar então que, passo a passo, eles cercaram o mercado com “proteções”. O social-democrata de hoje (e o conservador compassivo) quer os benefícios do mercado sem a dor do processo de mercado. O economista austríaco Ludwig von Mises certa vez escreveu: “Homens devem escolher entre a economia de mercado e o socialismo. Eles não podem se esquivar da decisão entre estas alternativas...”. Sem dor, não há ganho (no pain, no gain).

Então, a situação aí está. Uma decisão foi tomada (e quase todos concordam com ela), de que a dor precisa ser nacionalizada. Por conseguinte, ativos ruins precisam ser nacionalizados, uma vez que ativos ruins envolvem dor. Alguém em algum lugar imaginou que nacionalizar faz a dor desaparecer. Tomem, por exemplo, o sistema de saúde. Você o nacionaliza e ele se acaba. Você nacionaliza qualquer ramo da atividade econômica e ele murcha até desaparecer. Aplique este princípio de redistribuição a todos os sofrimentos humanos e, bem, você obtém o socialismo.

O processo é lógico e se baseia no desejo humano por um passe livre nesta vida. E, assim, nacionalizamos as perdas do Bear Stearns[1]. O FDIC [Federal Deposit Insurance Corp.] dá uma generosa contribuição ao IndyMac [2]. Os contribuintes devem pagar pelos megatropeços de Fannie e Freddie[3]. Onde isso vai parar? A distribuição de dívidas e encargos é o primeiro passo. Deixe que cada um se machuque só um pouco, com a responsabilidade transferida para todos (i.e., ninguém em particular). Diga adeus à dor, mas também diga adeus ao dólar americano.

A coletivização de perdas financeiras necessariamente acarreta a coletivização de lucros financeiros. Quanto à liberdade mesma, o sistema de governo criado e apresentado pelos Founding Fathers não pode sobreviver à aceitação geral de práticas financeiras bolcheviques. De acordo com Ludwig von Mises, “Cada passo que um governo dá além... para proteger a suave operação da economia de mercado contra a agressão... é um passo adiante na estrada que leva diretamente ao sistema totalitário, onde não há liberdade de espécie alguma”.

Ah, se os bolcheviques tivessem entendido o alcance dos seus princípios em 1917. Pense em quão diferentemente eles teriam lidado com o período soviético inicial. Sua tendência era de fazer o socialismo acontecer da forma mais desajeitada e violenta. Eles colocaram a carroça à frente dos bois, ficaram irritados quando a carroça não andou e mataram os bois. Nada disso era necessário. Tudo o que eles precisavam fazer era esperar que a burguesia se auto-amolecesse.

Os bolcheviques não precisavam tomar de assalto o Palácio de Inverno e nem matar de fome os Kulaks. Expurgos e julgamentos espetaculares estavam completamente fora de jeito. Tudo que alguém precisava para criar a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas era paciência. Os próprios capitalistas, enfraquecidos por sua promoção do hedonismo, inevitavelmente buscariam refúgio na nacionalização do investimento de risco. Assim, o socialismo seria instalado de um só golpe, em nome da salvação do capitalismo. Nunca houve necessidade de armar o proletariado ou de enforcar homens de negócios em postes de rua. Os homens de negócios enforcar-se-iam por conta própria e no devido tempo, ao exigir um governo ao estilo soviético. A ingenuidade característica do comunista não é nada mais do que um antegozo dos impulsos suicidas de sua vítima.

Só é preciso esperar que o FDIC detone sob a mal administrada República. Se alguém imaginava que os Bônus do Tesouro americano fossem um investimento sem risco, que pense novamente. Estou sugerindo que o governo americano dará o calote? Em minha opinião, não há outro resultado imaginável. Se você duvida desta conclusão, tente imaginar os governos federal, estaduais e municipais saldando dívidas de dez trilhões de dólares. Isto não acontecerá, na medida em que o método mais fácil de dar o calote à disposição do governo é o aviltamento da moeda nacional. Isto significa o fim do poder internacional americano – financeiro e militar. Significa um fim para a velha ordem internacional, que existiu desde 1945. Significa revolução global. Acene e dê um alô ao socialismo.

[1] NT: O Bear Stearns era uma importante administradora de fundos de investimentos, com pesada dependência em créditos imobiliários duvidosos, os subprime. Em maio, praticamente quebrou, mas foi resgatado (comprado a preço baixíssimo) pelo J. P. Morgan, sob as bênçãos e com o aval do FED.

[2] NT: O IndyMac é mais um importante banco de crédito imobiliário que quebrou e foi resgatado por um órgão de seguros federal, o FDIC. Estranhamente, o FDIC, um órgão regulador que já estava monitorando o IndyMac, permitiu empréstimos de risco no mesmo período em que deveria estar zelando para que tais procedimentos não mais ocorressem.

[3] NT: Fannie Mae e Freddie Mac são as duas maiores (e gigantescas) agências hipotecárias americanas. Mal comparando, uma dupla de BNHs. Fannie Mae foi fundada em 1938, durante o New Deal, como agência governamental. Tornou-se empresa privada com ações em Bolsa, com autorização do Congresso para financiar e fomentar o financiamento de moradias a baixo custo.

© 2008 Jeffrey R. Nyquist

Publicado por Financialsense.com

Tradução: MSM

Jeffrey Nyquist é formado em sociologia política na Universidade da Califórnia e é expert em geopolítica. Escreve artigos semanais para o Financial Sense (http://www.financialsense.com/), é autor de The Origins of The Fourth World War e mantém um website: http://www.jrnyquist.com/.

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".