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quinta-feira, 5 de julho de 2012

Brasil perde 32 posições no Índice Global da Inovação

 

INSTITUTO MILLENIUM

5 de julho de 2012
Autor: Comunicação Millenium

O Brasil foi do 7º para o 39º lugar no Índice Global da Inovação. A queda de 32 posições aconteceu de 2011 para 2012 e foi divulgada pelo Instituto Europeu de Ensino (Inseade) em parceria com a Organização Mundial de Propriedade Intelectual (Wipo) na última terça-feira, 3 julho.

O principal responsável pela má atuação brasileira foi o indicador de criatividade. O país ficou em 54º lugar nesse quesito. A queda na criação de novos modelos de negócio e de marcas globais são os fatores responsáveis pela avaliação negativa do processo criativo.

O país também perdeu posições no ranking geral, que mede a produção de inovação sem distinguir as diferenças no nível de desenvolvimento econômico dos países. O Índice Global é feito desde 2007, a partir de 82 indicadores de mercado de 142 países.

Confira o ranking global da inovação:

índece global de inovação Brasil perde 32 posições no Índice Global da Inovação

A maior parada gay do mundo encolhe dramaticamente


JULIO SEVERO

5 de julho de 2012

Matthew Cullinan Hoffman

20 de junho de 2012 (LifeSiteNews.com) — Com o apoio financeiro e moral das mais elevadas autoridades do Brasil, as paradas gays brasileiras há muito tempo são rotuladas como as maiores do mundo, com a cidade de São Paulo se gabando de ser a número um. Estimativas generosas da Polícia Militar ofereceram os números aparentemente impossíveis de entre 2 e 4 milhões de participantes no evento anual, uma estatística que teve o apoio entusiástico dos organizadores da parada e que foi servilmente repetida pelos meios de comunicação internacionais.

Contudo, a parada deste ano ofereceu um quadro completamente diferente. Depois de um estudo comissionado pelo Instituto Datafolha do jornal Folha de S. Paulo em 2011, o qual desmascarou a natureza desenfreadamente inflada dos números de comparecimento do ano passado, a Polícia Militar se recusou a dar qualquer estimativa do comparecimento da parada deste ano. O Instituto Datafolha, porém, diz que a Parada do Orgulho LGBT de 2012 trouxe apenas 270.000 pessoas, um número que representa uma pequena fração de estimativas anteriores e atuais dos organizadores.

Mas deixando de lado os números conflitantes, os meios de comunicação do Brasil e a Polícia Militar estão de acordo num fato: a parada deste ano foi muito menor do que a do ano passado. Embora os organizadores da parada do “orgulho gay” estejam em última análise afirmando a estatística fisicamente impossível de 4,5 milhões de participantes neste ano, depois de inicialmente hesitar dar uma estimativa, a Polícia Militar teve uma opinião diferente. “Havia muito menos gente do que em 2011”, o Coronel Marcelo Prado disse para a revista Veja.

“Com menos orçamento, mais comportada e muito vigiada, a 16ª Parada do Orgulho LGBT deste ano encolheu”, comentouVeja. “Pela primeira vez na história do evento, a organização não divulgou oficialmente o público que compareceu à Avenida Paulista na tarde deste domingo. Para a Polícia Militar e o público presente, o evento atraiu muito menos gente do que nas edições anteriores”.

O comparecimento mais baixo se refletiu também no número de intervenções médicas por embriagues e outras causas. Embora as depravações características da parada gay, inclusive atos sexuais públicos, fossem ainda um problema, o número de casos médicos caiu de 500 no ano passado para apenas 100 neste ano.  

A parada também viu um grande corte nas verbas que recebe. Embora tenha recebido grandes subsídios em anos passados de autoridades governamentais e empresários favoráveis, o orçamento deste ano caiu em aproximadamente 120 mil reais.

Políticos abandonam depois de polêmica

Acentuadamente ausente da parada estavam os políticos e candidatos à prefeitura. Em anos anteriores, eles estavam com muito mais vontade de se associarem à parada. De acordo com o serviço noticioso Brazil 247, neste ano apenas dois candidatos à prefeitura marcharam no evento, e apenas um se sentou na plataforma com os organizadores: Fernando Haddad, ex-ministro da Educação cuja pretensão à fama é a criação dos “kits gays” para escolas que incluíam um vídeo tão obsceno que a presidenta Dilma Rousseff foi forçada a repudiá-los publicamente e ordenar uma reformulação da campanha.

“Os pré-candidatos que não estiveram na Parada ou não se interessaram em fazer contato e conhecer quem somos, e são pessoas que não têm uma visão ampliada da política, ou não querem diminuir a diferenciação e o preconceito”, se queixou Fernando Quaresma, presidente da Associação da Parada do Orgulho Gay.

O comparecimento esparso tanto do público quanto dos políticos na Parada do Orgulho Gay deste ano reflete uma oposição crescente da sociedade brasileira ao movimento homossexual, que há anos busca a aprovação de leis que proibirão críticas ao estilo de vida homossexual.

A parada de 2011 só serviu para acentuar o conflito entre ativistas gays e a Igreja Católica, denominação à qual a maioria dos brasileiros pertence. Os participantes da parada gay zombaram dos santos católicos abertamente, apesar das leis que proíbem tratamento desrespeitoso às convicções religiosas. Quando o televangelista evangélico Silas Malafaia denunciou as profanações, ele foi ameaçado de processo legal por parte de autoridades do governo da presidenta brasileira Dilma Rousseff, membro do Partido dos Trabalhadores que está no governo e é favorável ao homossexualismo.

Rousseff teve uma vitória apertada nas eleições de 2010 depois de cair nas pesquisas de opinião pública devido às suas posturas de defesa do aborto e do homossexualismo. Ela acabou assinando uma declaração prometendo não iniciar legislação para legalizar o aborto, nem proibir críticas ao estilo de vida homossexual.

Recentes pesquisas de opinião pública indicaram que, apesar da incessante promoção da agenda homossexual feita pelo Partido dos Trabalhadores, uma grande maioria dos brasileiros continua a se opor ao “casamento” e uniões civis homossexuais.

Traduzido por Julio Severo do artigo de LifeSiteNews: World’s ‘biggest’ gay pride march shrinks dramatically: politicians abandon

Fonte: www.juliosevero.com

Parada do orgulho porco

Cadê os 4 milhões da parada gay de São Paulo?

Governo brasileiro exige pedido de desculpas de Silas Malafaia por “homofobia”

Silas Malafaia: uma vitória por quanto tempo?

A maior parada gay do mundo encolhe dramaticamente


JULIO SEVERO

5 de julho de 2012

Matthew Cullinan Hoffman

20 de junho de 2012 (LifeSiteNews.com) — Com o apoio financeiro e moral das mais elevadas autoridades do Brasil, as paradas gays brasileiras há muito tempo são rotuladas como as maiores do mundo, com a cidade de São Paulo se gabando de ser a número um. Estimativas generosas da Polícia Militar ofereceram os números aparentemente impossíveis de entre 2 e 4 milhões de participantes no evento anual, uma estatística que teve o apoio entusiástico dos organizadores da parada e que foi servilmente repetida pelos meios de comunicação internacionais.

Contudo, a parada deste ano ofereceu um quadro completamente diferente. Depois de um estudo comissionado pelo Instituto Datafolha do jornal Folha de S. Paulo em 2011, o qual desmascarou a natureza desenfreadamente inflada dos números de comparecimento do ano passado, a Polícia Militar se recusou a dar qualquer estimativa do comparecimento da parada deste ano. O Instituto Datafolha, porém, diz que a Parada do Orgulho LGBT de 2012 trouxe apenas 270.000 pessoas, um número que representa uma pequena fração de estimativas anteriores e atuais dos organizadores.

Mas deixando de lado os números conflitantes, os meios de comunicação do Brasil e a Polícia Militar estão de acordo num fato: a parada deste ano foi muito menor do que a do ano passado. Embora os organizadores da parada do “orgulho gay” estejam em última análise afirmando a estatística fisicamente impossível de 4,5 milhões de participantes neste ano, depois de inicialmente hesitar dar uma estimativa, a Polícia Militar teve uma opinião diferente. “Havia muito menos gente do que em 2011”, o Coronel Marcelo Prado disse para a revista Veja.

“Com menos orçamento, mais comportada e muito vigiada, a 16ª Parada do Orgulho LGBT deste ano encolheu”, comentouVeja. “Pela primeira vez na história do evento, a organização não divulgou oficialmente o público que compareceu à Avenida Paulista na tarde deste domingo. Para a Polícia Militar e o público presente, o evento atraiu muito menos gente do que nas edições anteriores”.

O comparecimento mais baixo se refletiu também no número de intervenções médicas por embriagues e outras causas. Embora as depravações características da parada gay, inclusive atos sexuais públicos, fossem ainda um problema, o número de casos médicos caiu de 500 no ano passado para apenas 100 neste ano.  

A parada também viu um grande corte nas verbas que recebe. Embora tenha recebido grandes subsídios em anos passados de autoridades governamentais e empresários favoráveis, o orçamento deste ano caiu em aproximadamente 120 mil reais.

Políticos abandonam depois de polêmica

Acentuadamente ausente da parada estavam os políticos e candidatos à prefeitura. Em anos anteriores, eles estavam com muito mais vontade de se associarem à parada. De acordo com o serviço noticioso Brazil 247, neste ano apenas dois candidatos à prefeitura marcharam no evento, e apenas um se sentou na plataforma com os organizadores: Fernando Haddad, ex-ministro da Educação cuja pretensão à fama é a criação dos “kits gays” para escolas que incluíam um vídeo tão obsceno que a presidenta Dilma Rousseff foi forçada a repudiá-los publicamente e ordenar uma reformulação da campanha.

“Os pré-candidatos que não estiveram na Parada ou não se interessaram em fazer contato e conhecer quem somos, e são pessoas que não têm uma visão ampliada da política, ou não querem diminuir a diferenciação e o preconceito”, se queixou Fernando Quaresma, presidente da Associação da Parada do Orgulho Gay.

O comparecimento esparso tanto do público quanto dos políticos na Parada do Orgulho Gay deste ano reflete uma oposição crescente da sociedade brasileira ao movimento homossexual, que há anos busca a aprovação de leis que proibirão críticas ao estilo de vida homossexual.

A parada de 2011 só serviu para acentuar o conflito entre ativistas gays e a Igreja Católica, denominação à qual a maioria dos brasileiros pertence. Os participantes da parada gay zombaram dos santos católicos abertamente, apesar das leis que proíbem tratamento desrespeitoso às convicções religiosas. Quando o televangelista evangélico Silas Malafaia denunciou as profanações, ele foi ameaçado de processo legal por parte de autoridades do governo da presidenta brasileira Dilma Rousseff, membro do Partido dos Trabalhadores que está no governo e é favorável ao homossexualismo.

Rousseff teve uma vitória apertada nas eleições de 2010 depois de cair nas pesquisas de opinião pública devido às suas posturas de defesa do aborto e do homossexualismo. Ela acabou assinando uma declaração prometendo não iniciar legislação para legalizar o aborto, nem proibir críticas ao estilo de vida homossexual.

Recentes pesquisas de opinião pública indicaram que, apesar da incessante promoção da agenda homossexual feita pelo Partido dos Trabalhadores, uma grande maioria dos brasileiros continua a se opor ao “casamento” e uniões civis homossexuais.

Traduzido por Julio Severo do artigo de LifeSiteNews: World’s ‘biggest’ gay pride march shrinks dramatically: politicians abandon

Fonte: www.juliosevero.com

Parada do orgulho porco

Cadê os 4 milhões da parada gay de São Paulo?

Governo brasileiro exige pedido de desculpas de Silas Malafaia por “homofobia”

Silas Malafaia: uma vitória por quanto tempo?

Enquanto as FARC rearticuladas atacam, seus opositores militares purgam na cadeia!

 

IPCO

4, julho, 2012

Hélio Dias Viana

A Colômbia sob o governo de Álvaro Uribe era o único país latino-americano que vinha tomando uma atitude firme e coerente em face da subversão comunista coadjuvada pelo bloco bolivariano, travando contra as FARC uma vitoriosa guerra, em visível contraste com a política entreguista e concessiva dos governos anteriores.

Contudo, colaboradores da narcoguerrilha aninhados em movimentos de direitos humanos e Ongs da mesma orientação, prevalecendo-se de uma brecha deixada por Uribe – a transferência do foro militar para a alçada civil – vêm obtendo das instâncias judiciais a prisão de milhares de militares, acusando-os da prática de crimes diversos.

Entre eles encontra-se a elite das Forças Armadas, cujos membros são detentores de uma inigualável folha de serviços prestados à Colômbia e, por consequência, ao continente. Assim, nada menos que seis generais, trinta coronéis, centenas de oficiais e suboficiais figuram entre os 2.420 militares atualmente presos.

Estão, por exemplo, nessa situação, o general Del Río e o coronel Plazas, ambos da reserva. O primeiro foi o mais destacado comandante militar colombiano na luta contra a subversão, tendo sido destituído pelo governo claudicante do ex-presidente Andrés Pastrana por imposição das FARC. E o segundo ficou imortalizado pela sensacional invasão e resgate, em 1985, do Palácio de Justiça (foto acima), ocupado por terroristas do M-19. Enquanto o general Del Río aguarda na prisão há cinco anos por julgamento, o coronel Plazas foi recentemente sentenciado a pagar 30 anos de reclusão por conta de uma acusação cujo autor se desconhece…

Figuram ainda, entre os presos, um coronel que foi um dos militares mais condecorados, considerado um dos maiores oficiais colombianos de todos os tempos (na prisão há cinco anos aguardando julgamento), e o major responsável pela organização e execução da espetacular Operación Jaque (xeque-mate), em decorrência da qual foram libertados, sem necessidade de um só tiro, Ingrid Bettancourt e diversos reféns da narcoguerrilha farcista.

Enquanto defensores da Pátria são assim jogados inexoravelmente nas prisões, ex-guerrilheiros ocupam cada vez mais posições de destaque no cenário político, chegando alguns deles à desfaçatez de propor o desarmamento das pessoas honestas. E os ataques terroristas crescem ao mesmo tempo em todo o país, um dos quais foi perpetrado recentemente em movimentada artéria de Bogotá, ceifando a vida de dois guarda-costas do ex-ministro da Justiça, Fernando Londoño, ferindo a este e diversas pessoas do público.

A ofensiva contra as Forças Armadas adquiriu tal proporção que “El Tiempo”, o principal jornal colombiano, noticiou em sua edição de 25 de junho de 2012, que dos 2.420 militares atualmente presos, somente 16% foram julgados. E que outros cinco mil encontram-se sob investigação. Mas que os atualmente presos que assinarem um termo de aceitação prévia de culpa – de acordo com o referido jornal, 2.200 já o fizeram – terão suas penas mitigadas.

Segundo o jornal, essa clamorosa situação levou o presidente da Associação Colombiana de Oficiais da Reserva, general Jaime Ruiz, a declarar: “Os militares não estão combatendo. Como o país se encontra hoje e com as garantias que está dando a seus soldados, não vale a pena defendê-lo”.A esta declaração – que ele diz traduzir o pensamento dos oficiais da ativa que não podem falar – soma-se uma dura carta enviada pelos militares da reserva ao presidente Juan Manuel Santos, na qual a certa altura dizem: “A Colômbia é o único país do mundo que enfrenta um conflito armado com legislação de paz e sem foro militar”.

“El Tiempo” conclui: “O certo é que muitos dos militares que ontem foram heróis públicos hoje estão na iminência de passar a metade de suas vidas na cadeia”.

Nossa conclusão é que, em nome dos “direitos humanos”, está sendo sacrificada a liberdade não só de valorosos militares injustamente punidos por terem ousado punir a subversão em defesa da Pátria ameaçada, mas a de 45 milhões de colombianos agredidos pelas FARC e que consideram suas Forças Armadas como a instituição de maior credibilidade do País.

PT, FORO DE SÃO PAULO E FARC, JUNTINHOS

 

Hoje a VEJA online publicou dois artigos mostrando o FORO DE SÃO PAULO e as eleições na Venezuela. Os artigos estão abaixo. Publiquei na sequência outros dois artigos, um da FOLHA DE SÃO PAULO e outro do PRAVDA (jornal russo, versão português) mostrando a relação FARC <-> FORO DE SÃO PAULO.

A quantidade de material que existe vai muito além disto que está abaixo.

Espero que mais e mais pessoas acordem para esta realidade, a relação FARC <-> FORO DE SÃO PAULO nos dois últimos artigos.

 

VEJA

Foro de São Paulo virou parte da campanha de Chávez

Em sua 18ª edição, encontro de partidos de esquerda ocorre em Caracas

Por Duda Teixeira, de Caracas

Foro de São Paulo reúne esquerdistas em Caracas, na Venezuela

Foro de São Paulo reúne esquerdistas em Caracas, na Venezuela (Alexandre Schneider)

Começou hoje em Caracas, a capital da Venezuela, a 18a edição do Foro de São Paulo, encontro anual que reúne cerca de 600 delegados de partidos de esquerda da América Latina e do resto do mundo.

O evento foi criado em 1990 pelas lideranças brasileiras do Partido dos Trabalhadores (PT) e pela ditadura cubana com a meta de propor "alternativas ao capitalismo". Como nenhuma alternativa factível até hoje se materializou, o objetivo ostensivo continua o de sempre. O lema de 2012 é Os povos do mundo contra o neoliberalismo e pela paz.

Na prática, contudo, o Foro deste ano tornou-se uma extensão da campanha para presidente de Hugo Chávez, que em outubro enfrenta o candidato opositor Henrique Capriles. A imagem do caudilho estava em toda parte. Pelos corredores, dizia-se que ele, em pessoa, pode aparecer na sexta-feira nos salões do Alba Caracas, hotel estatizado recentemente, para encerrar o encontro.

A ideia de que o Foro é um veículo para reforçar a campanha de Chávez e espalhar sua revolução bolivariana foi expressa tanto por pessoas ligadas ao governo quanto por grupos de oposição. Esses últimos observaram que a reunião constitui uma ingerência no processo eleitoral. Defensores de Chávez, como a ex-senadora colombiana Piedad Córdoba, preferiram enxergar no evento uma ratificação da peculiar "democracia" venezuelana. Se Chávez vencer as eleições de outubro, estará a caminho de completar vinte anos no poder.

"Ingerência" foi palavra proibida também ao se falar de Paraguai. Na última sexta-feira, o governo paraguaio revelou que o chanceler venezuelano Nicolás Maduro esteve em Assunção durante a votação do impeachment do ex-presidente Fernando Lugo e fez contato com militares, tentando articular uma resistência à deposição do mandatário, que seguiu a legislação do país. Nesta segunda, um vídeo foi divulgado demonstrando que Maduro realmente fez contato com oficiais do exército. Isso motivou a expulsão do embaixador venezuelano de Assunção, ao mesmo tempo em que tinha início o encontro de esquerdistas em Caracas. Os participantes do Foro peroraram muito contra a queda de Lugo, um dos coadjuvantes da revolução bolivariana. Mas fizeram de conta que a conspiração de Nicolás Maduro - e o vídeo que a comprova - jamais existiu.

 

VEJA

A imprensa a serviço do Foro

Quase todos os jornais, sites e canais de televisão que cobrem o Foro de São Paulo, em Caracas, são estatais e favoráveis ao presidente Hugo Chávez

Duda Teixeira, de Caracas

Jornalistas que cobrem o Foro de São Paulo, em Caracas

Jornalistas que cobrem o Foro de São Paulo, em Caracas (Duda Teixeira)

Quase todos os jornais, sites e canais de televisão que cobrem o Foro de São Paulo, em Caracas, são estatais e favoráveis ao presidente Hugo Chávez. Na sala dedicada aos jornalistas que fica no hotel Alba Caracas, uma das três mesas foi reservada ao pessoal do Ministério Popular para a Comunicação e Informação. 

LEIA TAMBÉM:
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Boneco de Chávez fala muito e perde a bateria com facilidade

Há treze televisores de tela plana distribuídos pelo local, todos sintonizados em um mesmo canal estatal, o ANTV. 

Durante a transmissão ao vivo de uma sessão parlamentar na Assembleia Nacional, na quarta-feira, 4, um deputado gritou ao final de sua fala: “Viva Chávez!”. Alguns jornalistas da sala do hotel aplaudiram e responderam alto: “Viva!”. 

Para cobrir o encontro, é preciso inscrever-se no tal Ministério do Poder Popular. Não importa que se trate de um evento partidário, o pedido deve ser endereçado diretamente ao governo. A credencial deve ser retirada em uma sala recém-montada no centro da cidade, perto da Praça Bolívar, e que pertence ao estado. Claro.

 

FOLHA DE SÃO PAULO

24/08/2003 – 05h46

''As Farc têm todo o tempo do mundo'', diz comandante


FABIANO MAISONNAVE

da Folha de S.Paulo, Enviado especial à Colômbia

Leia a seguir entrevista concedida à Folha de S.Paulo na última terça-feira pelo comandante das Farc Raúl Reyes em algum ponto da Amazônia colombiana.

Folha de S.Paulo - A Fundação Segurança e Democracia divulgou dados comparativos entre o primeiro semestre do governo Uribe, em 2003, e o primeiro semestre de 2002, ainda sob o governo Pastrana, que mostram uma intensificação das ações militares do governo e um recuo das Farc. Por que isso ocorreu?
Raúl Reyes - Não sei, não tenho idéia, mas lhe digo: de onde eles tiram essa informação? Da inteligência militar, que fala de milhares de guerrilheiros mortos, de guerrilheiros desertores, feridos, o que não é verdadeiro. Mas as Farc não estão competindo para ver quantas ações fazem, temos um plano próprio que não pode ser submetido à avaliação das autoridades colombianas. As Farc realizam suas ações quando consideram necessárias.
O grave problema para Uribe é que só faltam três aninhos para governar, e as Farc têm todo o tempo do mundo, são 39 anos de luta. Levaremos todo o tempo necessário para alcançar nossos objetivos. A pressa é do sr. Uribe. Não é da competência das Farc ver quem mata mais.

Folha de S.Paulo - No mês passado, o sr. anunciou o envio de uma proposta de negociação à ONU. Qual foi o teor dessa proposta?
Raul Reyes - O que temos pedido é uma negociação de paz com o Estado colombiano. Com um governo que esteja interessado em investir na paz, e não em continuar a guerra, não em continuar a eliminação dos colombianos como está fazendo Uribe. As Farc propõem iniciar um diálogo, mas depois que o governo desmilitarizar dois Departamentos [Estados], Caquetá e Putumayo.
O que solicitamos à ONU é que, assim como tem ouvido várias vezes o governo colombiano e o próprio Uribe, que também nos receba como uma nação política, revolucionária e de oposição ao governo colombiano para explicarmos o nosso ponto de vista.

Folha de S.Paulo - As Farc já receberam alguma resposta da ONU?
Reyes - Sim, recebemos do próprio secretário-geral [Kofi Annan] uma resposta muito positiva, dizendo que tem o maior interesse em estabelecer um diálogo conosco e insinuou que poderia ser no Brasil. Gostaria muito que fosse no Brasil, um país irmão da Colômbia. Mas não há nenhuma definição até agora, nem por parte da ONU nem por parte das Farc.

Folha de S.Paulo - Essa proposta de negociação não é um recuo das Farc?
Reyes - Não, de forma alguma, as Farc não erraram porque foi Pastrana quem interrompeu o diálogo. A comunidade internacional sabe que as Farc até a última hora enviaram propostas viáveis para a continuidade do diálogo, mas o governo já tinha decidido liquidar o processo de paz.

Folha de S.Paulo - A ruptura ocorreu após as Farc terem sequestrado o senador Jorge Gechem Tubay. Uma ação dessas não é um convite à interrupção das negociações?
Reyes - Não, porque os diálogos ocorriam em meio à guerra. Não havíamos assinado nenhum cessar-fogo bilateral.

Folha de S.Paulo - Mas o senador não era um alvo militar.
Reyes - Na Colômbia os senadores legislam contra o povo, pressionam os trabalhadores com mais impostos, aprovam leis contra a insurgência, aprovam todas as leis repressivas.

Folha de S.Paulo - Como as Farc definem uma ação militar legítima?
Reyes - O objetivo é a captura desses senadores e deputados para conseguir a liberação dos guerrilheiros e guerrilheiras que estão nas prisões colombianas. O governo tem se negado a assinar um acordo de troca humanitária.

Folha de S.Paulo - As Farc são acusadas de executar atos terroristas em cidades, como o ocorrido em fevereiro, em Bogotá, com 36 mortos.
Reyes - As Farc não têm nenhuma responsabilidade sobre essa ação em Bogotá. Mas, logo depois que os EUA decidiram classificar como terroristas todas as organizações contrárias à sua política, na Colômbia, Uribe também chama de terroristas todas as ações que interessam ao povo.

Folha de S.Paulo - Como tem sido o contato entre as Farc e o governo do Brasil?
Reyes - Agora, nenhum. Estamos muito interessados em um contato direto, porque as Farc têm como política estabelecer relações políticas com governos, para explicar a eles que temos uma política que consiste em não realizar operações militares fora do território colombiano.

Folha de S.Paulo - Qual é a sua avaliação do governo Lula?
Reyes - Tenho muita esperança em que o governo Lula se transforme num governo que tire o povo brasileiro da crise. Lula é um homem que vem do povo, nos alegramos muito quando ele ganhou. As Farc enviaram uma carta de felicitações. Até agora não recebemos resposta.

Folha de S.Paulo - Vocês têm buscado contato com o governo Lula?
Reyes - Estamos tentando estabelecer --ou restabelecer-- as mesmas relações que tínhamos antes, quando ele era apenas o candidato do PT à Presidência.

Folha de S.Paulo - O sr. conheceu Lula?
Reyes - Sim, não me recordo exatamente em que ano, foi em San Salvador, em um dos Foros de São Paulo.

Folha de S.Paulo - Houve uma conversa?
Reyes - Sim, ficamos encarregados de presidir o encontro. Desde então, nos encontramos em locais diferentes e mantivemos contato até recentemente. Quando ele se tornou presidente, não pudemos mais falar com ele.

Folha de S.Paulo - Qual foi a última vez que o sr. falou com ele?
Reyes - Não me lembro exatamente. Faz uns três anos.

Folha de S.Paulo - Fora do governo, quais são os contatos das Farc no Brasil?
Reyes - As Farc têm contatos não apenas no Brasil com distintas forças políticas e governos, partidos e movimentos sociais. Na época do presidente [Fernando Henrique] Cardoso, tínhamos uma delegação no Brasil.

Folha de S.Paulo - O sr. pode nomear as mais importantes?
Reyes - Bem, o PT, e, claro, dentro do PT há uma quantidade de forças; os sem-terra, os sem-teto, os estudantes, sindicalistas, intelectuais, sacerdotes, historiadores, jornalistas...

Folha de S.Paulo - Quais intelectuais?
Reyes - [O sociólogo] Emir Sader, frei Betto [assessor especial de Lula] e muitos outros.

Folha de S.Paulo - No Brasil, as Farc têm a imagem associada ao narcotráfico, em especial com o traficante Fernandinho Beira-Mar. A Polícia Federal concluiu que ele esteve na área das Farc junto com Leonardo Dias Mendonça. O sr. confirma?
Reyes - Não sou um policial, sou um revolucionário. A Colômbia não é tão grande como o Brasil, mas tem 1.142.000 km2, e as Farc estão presentes em todo o país. Qualquer um que chegue do Brasil, da Europa ou dos EUA a qualquer um dos Departamentos da Colômbia, pode vir a ter contato com a guerrilha.

Folha de S.Paulo - A PF afirma que as Farc forneceram cocaína a Fernandinho em troca de armas.
Reyes - A polícia diz qualquer coisa, porque recebe ordens para dizer e inventar coisas.

Folha de S.Paulo - As Farc mantêm relação com traficantes brasileiros?
Reyes - Que eu saiba, nenhuma. Isso faz parte da campanha para justificar o que os EUA estão fazendo na Colômbia, intervindo nos assuntos internos do país. Mas os EUA não combatem o narcotráfico em seu próprio território. Os camponeses colombianos produzem coca e papoula, são trabalhadores da terra. Quem compra? Os narcotraficantes do mundo. E quem consome? Os gringos.

Folha de S.Paulo - Qual é a relação entre as Farc e os traficantes que compram droga dos camponeses?

Reyes - As Farc cobram imposto desses comerciantes, que compram dos camponeses. Não apenas dos que vendem coca, mas também dos que produzem grandes quantidades de soja, arroz, milho. Não se cobra dos camponeses, mas dos comerciantes.

Folha de S.Paulo - As Farc têm sido acusadas de produzir sua própria coca.
Reyes - Absolutamente falso, as Farc são uma organização revolucionária, que luta pelo poder. Produzimos alimentos para nossos guerrilheiros. A cocaína é um veneno.

Folha de S.Paulo - Recentemente, houve um grande problema diplomático entre Brasil e França por causa de uma suposta negociação daquele país com as Farc para libertar a ex-candidata a presidente Ingrid Betancourt. As Farc negociaram com o governo francês?
Reyes - Nenhuma negociação. Tudo o que nós sabemos foi o que saiu na imprensa. A notícia nos surpreendeu. Ela está muito bem de saúde e de ânimo, mas está triste, como estão todos os que não recuperaram sua liberdade, alguns nos presídios do Estado colombiano, tristes porque não podem sair de lá. Os que estão na selva também estão tristes. Por isso, estão muito interessados na troca de prisioneiros para que todos recuperem sua liberdade.

Folha de S.Paulo - Que relação as Farc mantêm com o governo venezuelano?
Reyes - Estamos propondo ao governo de Hugo Chávez uma explicação sobre a política das Farc em relação aos países vizinhos.

Folha de S.Paulo - Existe contato ou não?
Reyes - Temos informações muito positivas sobre Chávez, um bolivariano patriota que luta pela dignidade do seu povo. Nós o admiramos muitíssimo.

Folha de S.Paulo - O sr. acredita numa intensificação da ajuda militar americana à Colômbia?
Reyes - É possível que aumente, é o que tem feito o sr. Bush e é o que Uribe está pedindo aos gritos. Ele está desesperado porque não pode alcançar nenhum resultado contra a guerrilha. Uribe é um fantoche norte-americano. Funcionários americanos vêm à Colômbia em romaria para ver se Uribe está realizando as tarefas direito.

 

PRAVDA


FARC: Saudação ao Foro de São Paulo

25.01.2007

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Mesa Diretora, Companheiros Delegados e Companheiras Delegadas ao XIII Foro. San Salvador, El Salvador. Recebam nossa carinhosa e bolivariana saudação, muitos êxitos em suas deliberações.

Ao não podermos nos fazer presentes em tão importante evento, lhes entregamos este documento com nossos pontos de vista e agradecemos de antemão o fato de tê-lo em conta nas deliberações.

Queridos companheiros.

Em 1990 já se via vir abaixo o campo socialista, todas as suas estruturas fraquejavam como castelo de cartas, os inimigos do socialismo festejavam a mais não poder, se cunhavam teorias como a do fim da história, muitos revolucionários no mundo observavam atônitos e sem conhecer o que havia falhado para que ocorresse semelhante catástrofe.

A utopia se dissipava, a desesperança se apoderou de muitíssimos dirigentes que haviam dedicado toda sua vida à luta por conquistar um mundo melhor, idealizando-o com o modelo de socialismo desenvolvido da União Soviética.

Ao derrubar-se esse modelo, para muitos se acabou a motivação de luta e só ficamos uns poucos sonhadores que nos mantivemos e seguimos mantendo na teoria, na política e na realidade de novas expressões de socialismo, o que potenciou a decisão de luta e acelerou o crescimento e fortalecimento desse contingente de sonhadores que vê nessa luta por um mundo melhor algo realmente possível.

Na Ásia: China, Vietnam e Coréia do Norte tremulavam suas bandeiras socialistas sem dar espaço ao derrotismo e sem escutar os cantos de sereia para que abandonassem o sistema que se lhe opunha ao capitalismo.

Na América: Cuba ficou só, navegando na crise mais profunda que tocou viver a país algum, com seu comércio que alcançou níveis de queda que não poucos acreditavam impossível de reverter dado a brusca mudança nas fontes e condições de seu comércio exterior. O imperialismo acreditou equivocadamente que havia chegado o momento de acabar com o socialismo na América, aumentou sua agressão com o bloqueio econômico, comercial e financeiro, sem importar a vida de milhões de crianças e anciãos que sofreriam as conseqüências de tão louca manobra.

É nesse preciso momento que o PT lança a formidável proposta de criar o Foro de São Paulo, trincheira onde nós pudéssemos encontrar os revolucionários de diferentes tendências, de diferentes manifestações de luta e de partidos no governo, concretamente o caso cubano. Essa iniciativa, que encontrou rápida acolhida, foi uma tábua de salvação e uma esperança de que tudo não estava perdido. Quanta razão havia, transcorreram 16 anos e o panorama político é hoje totalmente diferente.

O outrora imperialismo arrogante e prepotente está afundado numa profunda crise que ninguém sabe quando nem como terminará. As brutais e ilegítimas agressões contra os povos de Afeganistão, Iraque e Líbano têm recebido respostas inesperadas e, a cada dia, jogam no desconcerto o governo norte-americano e seus aliados, que têm tido de carregar com o peso político e social que significam milhares de mortos e feridos, assim como de uma previsível derrota. Duras realidades como o déficit fiscal, o déficit na balança comercial, a queda dos falcões: Rumsfeld, Boltón e Negroponte e a crescente atitude crítica do povo norte-americano, agudiza ainda mais a crise dos que sonharam e ainda sonham com o poder mundial, acreditando mortas e enterradas as forças que se lhes pudessem opor.

Na América Latina, não fazemos mais que descrever, pois todos conhecemos os processos: Cuba, Venezuela, Bolívia, Nicarágua, Equador, Brasil Uruguai e Argentina, no total, oito países, se orientam pelo desenvolvimento de modelos de governo e de sistemas diferentes ao tradicional imposto pelo imperialismo ianque. Os povos optaram pela mudança, nada os deteve, a ameaça, a chantagem, a compra de votos, as fraudes milionárias, não foram suficientes para fazer mudar a opinião de milhões que buscaram e seguem buscando uma nova alternativa.

É no marco deste cenário político que se desenvolveu e se segue desenvolvendo o Foro de São Paulo. De um partido no governo que inicialmente fazia parte do Foro, o Partido Comunista Cubano, hoje são oito as forças governantes que, ademais de ser forças no governo, foram fundadoras deste importante movimento. Assim as coisas, qualquer pessoa pensaria que o haver avançado em lutados e esperados objetivos, faria do Foro de São Paulo um impulsionador da integração da América Latina, num aríete das lutas sociais, num ente solidário com a luta dos povos, numa força capaz de buscar e propor soluções políticas a conflitos internos que se apresentam como conseqüência da iniqüidade, da injustiça e da antidemocracia.

Porém, não é assim, há os que pensam que o fato de ter chegado ao governo os separa do Foro. Segundo tal e muito respeitável forma de pensar, uma coisa é ser oposição e outra ser governo, em razão a ter que desenvolver, em alguns casos, políticas que o Foro não comparte, como a política neoliberal. Pensam que a nova condição os inibe de participar e querem um Foro menos dinâmico, que não se faça sentir, que não seja propositivo, que não lute por objetivos que foram e seguem sendo válidos.

Ante tal situação, outros pensam que se deve acabar o Foro, que o melhor é dar-lhe enterro de terceira e criar um novo movimento.

Nas FARC cremos que não são corretas as duas apreciações anteriores e, pelo contrário, pensamos que os partidos que se encontram no Foro e que fazem parte dos governos têm o espaço, o justo direito e a necessidade de pleitear em seus países o fortalecimento do movimento tal como foi criado: sem exclusões, sem imposições e sem dogmatismo. Cremos, além disso, que se deve buscar que esta organização seja mais funcional, seja um ente catalisador das opiniões dos povos que sempre estão adiante de seus governantes, porque são os que sentem como se está exercendo o governo, se é justo, se é pulcro, se é humano, se tem cumprido com o que prometeu. Ter medo à crítica que possa fazer uma organização como o Foro de São Paulo é negar sua mesma essência como governo democrático, amplo e pluralista.

Pensar em criar outra organização atirando pela borda 16 anos de experiências, de credibilidade, é desperdiçar a oportunidade de converter o Foro num ente coordenador de diferentes partidos, movimentos e organizações políticas que, respeitando as diferenças, nos ratificamos na luta contra o imperialismo, o neoliberalismo, a solidariedade e a integração da América Latina.

Fazemos um reconhecimento aos companheiros do Grupo de Trabalho pela iniciativa de ajudar na solução ao conflito social, político e armado que vive a Colômbia desde há 60 anos, a declaração de Bogotá é, sem dúvida, um documento muito importante que, com o direito que nos assiste, pedimos seja difundido entre os assistentes ao Foro.

Na Colômbia há uma intervenção direta do Imperialismo Ianque, na atualidade há 1.400 oficiais do exército estadunidense dirigindo as operações do Plano Colômbia, do Plano Patriota e do Plano Victoria. Os Estados Unidos estão instigando e financiando a guerra com o pretexto do narcotráfico e, para isso, diariamente se estão gastando 17.5 milhões de dólares para perseguir e liquidar aos lutadores sociais, revolucionários e bolivarianos.

As fumigações estão acabando com a flora e a fauna da Amazônia, são milhares de toneladas de Glifosato e Paraqua, igual que os experimentos com o Fusarium Oxiporun. Que destrói a mata de coca, porém igualmente acaba toda a flora que tenha no lugar, contamina as bacias hidrográficas, pois os troncos dos vegetais, ao serem levados pelas águas, causam imensa perda ao sistema ecológico.

Cremos ser oportuno manifestar nossa inquietação e desagrado pela posição de alguns companheiros que, em forma e sob responsabilidade pessoal, publicamente dizem que as FARC não podem participar no Foro, por ser uma organização alçada em armas. A luta armada não se criou por decreto e tampouco se acaba por decisão similar, é a expressão de um povo que sofreu a devastação de sua população em mais de um milhão de pessoas que, nestes 60 anos, foram assassinadas, é a expressão dos milhares de militantes que foram assassinados do Partido Comunista e da União Patriótica, é a expressão de milhares de sindicalistas que foram assassinados nestes últimos anos.

Aos companheiros que pensam que não podemos participar, fraternalmente os convidamos a que nos acompanhem, não no acionar militar ao que as circunstâncias nos obrigaram, pois sabemos que não a compartem e respeitamos seus pontos de vista, os convidamos a participar da busca da solução política e, para isso, os fazemos partícipes da Plataforma para um Governo de Reconstrução e Reconciliação Nacional, aprovada por nossa 8ª Conferência realizada em 1993.

Com esta Plataforma de 12 Pontos convidamos reiteradamente a todos os setores sociais, econômicos e políticos de nosso país para que nos sentemos e, entre todos, construamos a Nova Colômbia.

Ao Foro, em seu conjunto, o convidamos a que prossiga em seus pronunciamentos e acionar pela solução política ao conflito social e armado na Colômbia, passo importante para alcançar a paz com justiça social pela qual tem lutado e seguirá lutando nosso povo, ao mesmo tempo que é passo necessário para impedir que este conflito possa ser utilizado para que o imperialismo tente ações desestabilizadoras na região.

Seguimos convidando a todos os partidos políticos, organizações sociais, de estudantes, operários, intelectuais, campesinos, indígenas e a todos os que estejam contra a injustiça, a buscar uma solução política. Convidamos a que nos acompanhem na luta pelo Intercâmbio Humanitário, com o que estaremos abrindo as portas para que centenas de colombianos e colombianas regressem a seus lares para compartir com seus seres queridos.

COMISSÃO INTERNACIONAL

FORÇAS ARMADAS REVOLUCIONÁRIAS DA COLÔMBIA

EXÉRCITO DO POVO, FARC-EP

MONTANHAS DE COLÔMBIA, 7 DE JANEIRO DE 2007”.

PT, FORO DE SÃO PAULO E FARC, JUNTINHOS

 

Hoje a VEJA online publicou dois artigos mostrando o FORO DE SÃO PAULO e as eleições na Venezuela. Os artigos estão abaixo. Publiquei na sequência outros dois artigos, um da FOLHA DE SÃO PAULO e outro do PRAVDA (jornal russo, versão português) mostrando a relação FARC <-> FORO DE SÃO PAULO.

A quantidade de material que existe vai muito além disto que está abaixo.

Espero que mais e mais pessoas acordem para esta realidade, a relação FARC <-> FORO DE SÃO PAULO nos dois últimos artigos.

 

VEJA

Foro de São Paulo virou parte da campanha de Chávez

Em sua 18ª edição, encontro de partidos de esquerda ocorre em Caracas

Por Duda Teixeira, de Caracas

Foro de São Paulo reúne esquerdistas em Caracas, na Venezuela

Foro de São Paulo reúne esquerdistas em Caracas, na Venezuela (Alexandre Schneider)

Começou hoje em Caracas, a capital da Venezuela, a 18a edição do Foro de São Paulo, encontro anual que reúne cerca de 600 delegados de partidos de esquerda da América Latina e do resto do mundo.

O evento foi criado em 1990 pelas lideranças brasileiras do Partido dos Trabalhadores (PT) e pela ditadura cubana com a meta de propor "alternativas ao capitalismo". Como nenhuma alternativa factível até hoje se materializou, o objetivo ostensivo continua o de sempre. O lema de 2012 é Os povos do mundo contra o neoliberalismo e pela paz.

Na prática, contudo, o Foro deste ano tornou-se uma extensão da campanha para presidente de Hugo Chávez, que em outubro enfrenta o candidato opositor Henrique Capriles. A imagem do caudilho estava em toda parte. Pelos corredores, dizia-se que ele, em pessoa, pode aparecer na sexta-feira nos salões do Alba Caracas, hotel estatizado recentemente, para encerrar o encontro.

A ideia de que o Foro é um veículo para reforçar a campanha de Chávez e espalhar sua revolução bolivariana foi expressa tanto por pessoas ligadas ao governo quanto por grupos de oposição. Esses últimos observaram que a reunião constitui uma ingerência no processo eleitoral. Defensores de Chávez, como a ex-senadora colombiana Piedad Córdoba, preferiram enxergar no evento uma ratificação da peculiar "democracia" venezuelana. Se Chávez vencer as eleições de outubro, estará a caminho de completar vinte anos no poder.

"Ingerência" foi palavra proibida também ao se falar de Paraguai. Na última sexta-feira, o governo paraguaio revelou que o chanceler venezuelano Nicolás Maduro esteve em Assunção durante a votação do impeachment do ex-presidente Fernando Lugo e fez contato com militares, tentando articular uma resistência à deposição do mandatário, que seguiu a legislação do país. Nesta segunda, um vídeo foi divulgado demonstrando que Maduro realmente fez contato com oficiais do exército. Isso motivou a expulsão do embaixador venezuelano de Assunção, ao mesmo tempo em que tinha início o encontro de esquerdistas em Caracas. Os participantes do Foro peroraram muito contra a queda de Lugo, um dos coadjuvantes da revolução bolivariana. Mas fizeram de conta que a conspiração de Nicolás Maduro - e o vídeo que a comprova - jamais existiu.

 

VEJA

A imprensa a serviço do Foro

Quase todos os jornais, sites e canais de televisão que cobrem o Foro de São Paulo, em Caracas, são estatais e favoráveis ao presidente Hugo Chávez

Duda Teixeira, de Caracas

Jornalistas que cobrem o Foro de São Paulo, em Caracas

Jornalistas que cobrem o Foro de São Paulo, em Caracas (Duda Teixeira)

Quase todos os jornais, sites e canais de televisão que cobrem o Foro de São Paulo, em Caracas, são estatais e favoráveis ao presidente Hugo Chávez. Na sala dedicada aos jornalistas que fica no hotel Alba Caracas, uma das três mesas foi reservada ao pessoal do Ministério Popular para a Comunicação e Informação. 

LEIA TAMBÉM:
Amiga das Farc é estrela do Foro de São Paulo
Boneco de Chávez fala muito e perde a bateria com facilidade

Há treze televisores de tela plana distribuídos pelo local, todos sintonizados em um mesmo canal estatal, o ANTV. 

Durante a transmissão ao vivo de uma sessão parlamentar na Assembleia Nacional, na quarta-feira, 4, um deputado gritou ao final de sua fala: “Viva Chávez!”. Alguns jornalistas da sala do hotel aplaudiram e responderam alto: “Viva!”. 

Para cobrir o encontro, é preciso inscrever-se no tal Ministério do Poder Popular. Não importa que se trate de um evento partidário, o pedido deve ser endereçado diretamente ao governo. A credencial deve ser retirada em uma sala recém-montada no centro da cidade, perto da Praça Bolívar, e que pertence ao estado. Claro.

 

FOLHA DE SÃO PAULO

24/08/2003 – 05h46

''As Farc têm todo o tempo do mundo'', diz comandante


FABIANO MAISONNAVE

da Folha de S.Paulo, Enviado especial à Colômbia

Leia a seguir entrevista concedida à Folha de S.Paulo na última terça-feira pelo comandante das Farc Raúl Reyes em algum ponto da Amazônia colombiana.

Folha de S.Paulo - A Fundação Segurança e Democracia divulgou dados comparativos entre o primeiro semestre do governo Uribe, em 2003, e o primeiro semestre de 2002, ainda sob o governo Pastrana, que mostram uma intensificação das ações militares do governo e um recuo das Farc. Por que isso ocorreu?
Raúl Reyes - Não sei, não tenho idéia, mas lhe digo: de onde eles tiram essa informação? Da inteligência militar, que fala de milhares de guerrilheiros mortos, de guerrilheiros desertores, feridos, o que não é verdadeiro. Mas as Farc não estão competindo para ver quantas ações fazem, temos um plano próprio que não pode ser submetido à avaliação das autoridades colombianas. As Farc realizam suas ações quando consideram necessárias.
O grave problema para Uribe é que só faltam três aninhos para governar, e as Farc têm todo o tempo do mundo, são 39 anos de luta. Levaremos todo o tempo necessário para alcançar nossos objetivos. A pressa é do sr. Uribe. Não é da competência das Farc ver quem mata mais.

Folha de S.Paulo - No mês passado, o sr. anunciou o envio de uma proposta de negociação à ONU. Qual foi o teor dessa proposta?
Raul Reyes - O que temos pedido é uma negociação de paz com o Estado colombiano. Com um governo que esteja interessado em investir na paz, e não em continuar a guerra, não em continuar a eliminação dos colombianos como está fazendo Uribe. As Farc propõem iniciar um diálogo, mas depois que o governo desmilitarizar dois Departamentos [Estados], Caquetá e Putumayo.
O que solicitamos à ONU é que, assim como tem ouvido várias vezes o governo colombiano e o próprio Uribe, que também nos receba como uma nação política, revolucionária e de oposição ao governo colombiano para explicarmos o nosso ponto de vista.

Folha de S.Paulo - As Farc já receberam alguma resposta da ONU?
Reyes - Sim, recebemos do próprio secretário-geral [Kofi Annan] uma resposta muito positiva, dizendo que tem o maior interesse em estabelecer um diálogo conosco e insinuou que poderia ser no Brasil. Gostaria muito que fosse no Brasil, um país irmão da Colômbia. Mas não há nenhuma definição até agora, nem por parte da ONU nem por parte das Farc.

Folha de S.Paulo - Essa proposta de negociação não é um recuo das Farc?
Reyes - Não, de forma alguma, as Farc não erraram porque foi Pastrana quem interrompeu o diálogo. A comunidade internacional sabe que as Farc até a última hora enviaram propostas viáveis para a continuidade do diálogo, mas o governo já tinha decidido liquidar o processo de paz.

Folha de S.Paulo - A ruptura ocorreu após as Farc terem sequestrado o senador Jorge Gechem Tubay. Uma ação dessas não é um convite à interrupção das negociações?
Reyes - Não, porque os diálogos ocorriam em meio à guerra. Não havíamos assinado nenhum cessar-fogo bilateral.

Folha de S.Paulo - Mas o senador não era um alvo militar.
Reyes - Na Colômbia os senadores legislam contra o povo, pressionam os trabalhadores com mais impostos, aprovam leis contra a insurgência, aprovam todas as leis repressivas.

Folha de S.Paulo - Como as Farc definem uma ação militar legítima?
Reyes - O objetivo é a captura desses senadores e deputados para conseguir a liberação dos guerrilheiros e guerrilheiras que estão nas prisões colombianas. O governo tem se negado a assinar um acordo de troca humanitária.

Folha de S.Paulo - As Farc são acusadas de executar atos terroristas em cidades, como o ocorrido em fevereiro, em Bogotá, com 36 mortos.
Reyes - As Farc não têm nenhuma responsabilidade sobre essa ação em Bogotá. Mas, logo depois que os EUA decidiram classificar como terroristas todas as organizações contrárias à sua política, na Colômbia, Uribe também chama de terroristas todas as ações que interessam ao povo.

Folha de S.Paulo - Como tem sido o contato entre as Farc e o governo do Brasil?
Reyes - Agora, nenhum. Estamos muito interessados em um contato direto, porque as Farc têm como política estabelecer relações políticas com governos, para explicar a eles que temos uma política que consiste em não realizar operações militares fora do território colombiano.

Folha de S.Paulo - Qual é a sua avaliação do governo Lula?
Reyes - Tenho muita esperança em que o governo Lula se transforme num governo que tire o povo brasileiro da crise. Lula é um homem que vem do povo, nos alegramos muito quando ele ganhou. As Farc enviaram uma carta de felicitações. Até agora não recebemos resposta.

Folha de S.Paulo - Vocês têm buscado contato com o governo Lula?
Reyes - Estamos tentando estabelecer --ou restabelecer-- as mesmas relações que tínhamos antes, quando ele era apenas o candidato do PT à Presidência.

Folha de S.Paulo - O sr. conheceu Lula?
Reyes - Sim, não me recordo exatamente em que ano, foi em San Salvador, em um dos Foros de São Paulo.

Folha de S.Paulo - Houve uma conversa?
Reyes - Sim, ficamos encarregados de presidir o encontro. Desde então, nos encontramos em locais diferentes e mantivemos contato até recentemente. Quando ele se tornou presidente, não pudemos mais falar com ele.

Folha de S.Paulo - Qual foi a última vez que o sr. falou com ele?
Reyes - Não me lembro exatamente. Faz uns três anos.

Folha de S.Paulo - Fora do governo, quais são os contatos das Farc no Brasil?
Reyes - As Farc têm contatos não apenas no Brasil com distintas forças políticas e governos, partidos e movimentos sociais. Na época do presidente [Fernando Henrique] Cardoso, tínhamos uma delegação no Brasil.

Folha de S.Paulo - O sr. pode nomear as mais importantes?
Reyes - Bem, o PT, e, claro, dentro do PT há uma quantidade de forças; os sem-terra, os sem-teto, os estudantes, sindicalistas, intelectuais, sacerdotes, historiadores, jornalistas...

Folha de S.Paulo - Quais intelectuais?
Reyes - [O sociólogo] Emir Sader, frei Betto [assessor especial de Lula] e muitos outros.

Folha de S.Paulo - No Brasil, as Farc têm a imagem associada ao narcotráfico, em especial com o traficante Fernandinho Beira-Mar. A Polícia Federal concluiu que ele esteve na área das Farc junto com Leonardo Dias Mendonça. O sr. confirma?
Reyes - Não sou um policial, sou um revolucionário. A Colômbia não é tão grande como o Brasil, mas tem 1.142.000 km2, e as Farc estão presentes em todo o país. Qualquer um que chegue do Brasil, da Europa ou dos EUA a qualquer um dos Departamentos da Colômbia, pode vir a ter contato com a guerrilha.

Folha de S.Paulo - A PF afirma que as Farc forneceram cocaína a Fernandinho em troca de armas.
Reyes - A polícia diz qualquer coisa, porque recebe ordens para dizer e inventar coisas.

Folha de S.Paulo - As Farc mantêm relação com traficantes brasileiros?
Reyes - Que eu saiba, nenhuma. Isso faz parte da campanha para justificar o que os EUA estão fazendo na Colômbia, intervindo nos assuntos internos do país. Mas os EUA não combatem o narcotráfico em seu próprio território. Os camponeses colombianos produzem coca e papoula, são trabalhadores da terra. Quem compra? Os narcotraficantes do mundo. E quem consome? Os gringos.

Folha de S.Paulo - Qual é a relação entre as Farc e os traficantes que compram droga dos camponeses?

Reyes - As Farc cobram imposto desses comerciantes, que compram dos camponeses. Não apenas dos que vendem coca, mas também dos que produzem grandes quantidades de soja, arroz, milho. Não se cobra dos camponeses, mas dos comerciantes.

Folha de S.Paulo - As Farc têm sido acusadas de produzir sua própria coca.
Reyes - Absolutamente falso, as Farc são uma organização revolucionária, que luta pelo poder. Produzimos alimentos para nossos guerrilheiros. A cocaína é um veneno.

Folha de S.Paulo - Recentemente, houve um grande problema diplomático entre Brasil e França por causa de uma suposta negociação daquele país com as Farc para libertar a ex-candidata a presidente Ingrid Betancourt. As Farc negociaram com o governo francês?
Reyes - Nenhuma negociação. Tudo o que nós sabemos foi o que saiu na imprensa. A notícia nos surpreendeu. Ela está muito bem de saúde e de ânimo, mas está triste, como estão todos os que não recuperaram sua liberdade, alguns nos presídios do Estado colombiano, tristes porque não podem sair de lá. Os que estão na selva também estão tristes. Por isso, estão muito interessados na troca de prisioneiros para que todos recuperem sua liberdade.

Folha de S.Paulo - Que relação as Farc mantêm com o governo venezuelano?
Reyes - Estamos propondo ao governo de Hugo Chávez uma explicação sobre a política das Farc em relação aos países vizinhos.

Folha de S.Paulo - Existe contato ou não?
Reyes - Temos informações muito positivas sobre Chávez, um bolivariano patriota que luta pela dignidade do seu povo. Nós o admiramos muitíssimo.

Folha de S.Paulo - O sr. acredita numa intensificação da ajuda militar americana à Colômbia?
Reyes - É possível que aumente, é o que tem feito o sr. Bush e é o que Uribe está pedindo aos gritos. Ele está desesperado porque não pode alcançar nenhum resultado contra a guerrilha. Uribe é um fantoche norte-americano. Funcionários americanos vêm à Colômbia em romaria para ver se Uribe está realizando as tarefas direito.

 

PRAVDA


FARC: Saudação ao Foro de São Paulo

25.01.2007

Pages: 1 / 2

Mesa Diretora, Companheiros Delegados e Companheiras Delegadas ao XIII Foro. San Salvador, El Salvador. Recebam nossa carinhosa e bolivariana saudação, muitos êxitos em suas deliberações.

Ao não podermos nos fazer presentes em tão importante evento, lhes entregamos este documento com nossos pontos de vista e agradecemos de antemão o fato de tê-lo em conta nas deliberações.

Queridos companheiros.

Em 1990 já se via vir abaixo o campo socialista, todas as suas estruturas fraquejavam como castelo de cartas, os inimigos do socialismo festejavam a mais não poder, se cunhavam teorias como a do fim da história, muitos revolucionários no mundo observavam atônitos e sem conhecer o que havia falhado para que ocorresse semelhante catástrofe.

A utopia se dissipava, a desesperança se apoderou de muitíssimos dirigentes que haviam dedicado toda sua vida à luta por conquistar um mundo melhor, idealizando-o com o modelo de socialismo desenvolvido da União Soviética.

Ao derrubar-se esse modelo, para muitos se acabou a motivação de luta e só ficamos uns poucos sonhadores que nos mantivemos e seguimos mantendo na teoria, na política e na realidade de novas expressões de socialismo, o que potenciou a decisão de luta e acelerou o crescimento e fortalecimento desse contingente de sonhadores que vê nessa luta por um mundo melhor algo realmente possível.

Na Ásia: China, Vietnam e Coréia do Norte tremulavam suas bandeiras socialistas sem dar espaço ao derrotismo e sem escutar os cantos de sereia para que abandonassem o sistema que se lhe opunha ao capitalismo.

Na América: Cuba ficou só, navegando na crise mais profunda que tocou viver a país algum, com seu comércio que alcançou níveis de queda que não poucos acreditavam impossível de reverter dado a brusca mudança nas fontes e condições de seu comércio exterior. O imperialismo acreditou equivocadamente que havia chegado o momento de acabar com o socialismo na América, aumentou sua agressão com o bloqueio econômico, comercial e financeiro, sem importar a vida de milhões de crianças e anciãos que sofreriam as conseqüências de tão louca manobra.

É nesse preciso momento que o PT lança a formidável proposta de criar o Foro de São Paulo, trincheira onde nós pudéssemos encontrar os revolucionários de diferentes tendências, de diferentes manifestações de luta e de partidos no governo, concretamente o caso cubano. Essa iniciativa, que encontrou rápida acolhida, foi uma tábua de salvação e uma esperança de que tudo não estava perdido. Quanta razão havia, transcorreram 16 anos e o panorama político é hoje totalmente diferente.

O outrora imperialismo arrogante e prepotente está afundado numa profunda crise que ninguém sabe quando nem como terminará. As brutais e ilegítimas agressões contra os povos de Afeganistão, Iraque e Líbano têm recebido respostas inesperadas e, a cada dia, jogam no desconcerto o governo norte-americano e seus aliados, que têm tido de carregar com o peso político e social que significam milhares de mortos e feridos, assim como de uma previsível derrota. Duras realidades como o déficit fiscal, o déficit na balança comercial, a queda dos falcões: Rumsfeld, Boltón e Negroponte e a crescente atitude crítica do povo norte-americano, agudiza ainda mais a crise dos que sonharam e ainda sonham com o poder mundial, acreditando mortas e enterradas as forças que se lhes pudessem opor.

Na América Latina, não fazemos mais que descrever, pois todos conhecemos os processos: Cuba, Venezuela, Bolívia, Nicarágua, Equador, Brasil Uruguai e Argentina, no total, oito países, se orientam pelo desenvolvimento de modelos de governo e de sistemas diferentes ao tradicional imposto pelo imperialismo ianque. Os povos optaram pela mudança, nada os deteve, a ameaça, a chantagem, a compra de votos, as fraudes milionárias, não foram suficientes para fazer mudar a opinião de milhões que buscaram e seguem buscando uma nova alternativa.

É no marco deste cenário político que se desenvolveu e se segue desenvolvendo o Foro de São Paulo. De um partido no governo que inicialmente fazia parte do Foro, o Partido Comunista Cubano, hoje são oito as forças governantes que, ademais de ser forças no governo, foram fundadoras deste importante movimento. Assim as coisas, qualquer pessoa pensaria que o haver avançado em lutados e esperados objetivos, faria do Foro de São Paulo um impulsionador da integração da América Latina, num aríete das lutas sociais, num ente solidário com a luta dos povos, numa força capaz de buscar e propor soluções políticas a conflitos internos que se apresentam como conseqüência da iniqüidade, da injustiça e da antidemocracia.

Porém, não é assim, há os que pensam que o fato de ter chegado ao governo os separa do Foro. Segundo tal e muito respeitável forma de pensar, uma coisa é ser oposição e outra ser governo, em razão a ter que desenvolver, em alguns casos, políticas que o Foro não comparte, como a política neoliberal. Pensam que a nova condição os inibe de participar e querem um Foro menos dinâmico, que não se faça sentir, que não seja propositivo, que não lute por objetivos que foram e seguem sendo válidos.

Ante tal situação, outros pensam que se deve acabar o Foro, que o melhor é dar-lhe enterro de terceira e criar um novo movimento.

Nas FARC cremos que não são corretas as duas apreciações anteriores e, pelo contrário, pensamos que os partidos que se encontram no Foro e que fazem parte dos governos têm o espaço, o justo direito e a necessidade de pleitear em seus países o fortalecimento do movimento tal como foi criado: sem exclusões, sem imposições e sem dogmatismo. Cremos, além disso, que se deve buscar que esta organização seja mais funcional, seja um ente catalisador das opiniões dos povos que sempre estão adiante de seus governantes, porque são os que sentem como se está exercendo o governo, se é justo, se é pulcro, se é humano, se tem cumprido com o que prometeu. Ter medo à crítica que possa fazer uma organização como o Foro de São Paulo é negar sua mesma essência como governo democrático, amplo e pluralista.

Pensar em criar outra organização atirando pela borda 16 anos de experiências, de credibilidade, é desperdiçar a oportunidade de converter o Foro num ente coordenador de diferentes partidos, movimentos e organizações políticas que, respeitando as diferenças, nos ratificamos na luta contra o imperialismo, o neoliberalismo, a solidariedade e a integração da América Latina.

Fazemos um reconhecimento aos companheiros do Grupo de Trabalho pela iniciativa de ajudar na solução ao conflito social, político e armado que vive a Colômbia desde há 60 anos, a declaração de Bogotá é, sem dúvida, um documento muito importante que, com o direito que nos assiste, pedimos seja difundido entre os assistentes ao Foro.

Na Colômbia há uma intervenção direta do Imperialismo Ianque, na atualidade há 1.400 oficiais do exército estadunidense dirigindo as operações do Plano Colômbia, do Plano Patriota e do Plano Victoria. Os Estados Unidos estão instigando e financiando a guerra com o pretexto do narcotráfico e, para isso, diariamente se estão gastando 17.5 milhões de dólares para perseguir e liquidar aos lutadores sociais, revolucionários e bolivarianos.

As fumigações estão acabando com a flora e a fauna da Amazônia, são milhares de toneladas de Glifosato e Paraqua, igual que os experimentos com o Fusarium Oxiporun. Que destrói a mata de coca, porém igualmente acaba toda a flora que tenha no lugar, contamina as bacias hidrográficas, pois os troncos dos vegetais, ao serem levados pelas águas, causam imensa perda ao sistema ecológico.

Cremos ser oportuno manifestar nossa inquietação e desagrado pela posição de alguns companheiros que, em forma e sob responsabilidade pessoal, publicamente dizem que as FARC não podem participar no Foro, por ser uma organização alçada em armas. A luta armada não se criou por decreto e tampouco se acaba por decisão similar, é a expressão de um povo que sofreu a devastação de sua população em mais de um milhão de pessoas que, nestes 60 anos, foram assassinadas, é a expressão dos milhares de militantes que foram assassinados do Partido Comunista e da União Patriótica, é a expressão de milhares de sindicalistas que foram assassinados nestes últimos anos.

Aos companheiros que pensam que não podemos participar, fraternalmente os convidamos a que nos acompanhem, não no acionar militar ao que as circunstâncias nos obrigaram, pois sabemos que não a compartem e respeitamos seus pontos de vista, os convidamos a participar da busca da solução política e, para isso, os fazemos partícipes da Plataforma para um Governo de Reconstrução e Reconciliação Nacional, aprovada por nossa 8ª Conferência realizada em 1993.

Com esta Plataforma de 12 Pontos convidamos reiteradamente a todos os setores sociais, econômicos e políticos de nosso país para que nos sentemos e, entre todos, construamos a Nova Colômbia.

Ao Foro, em seu conjunto, o convidamos a que prossiga em seus pronunciamentos e acionar pela solução política ao conflito social e armado na Colômbia, passo importante para alcançar a paz com justiça social pela qual tem lutado e seguirá lutando nosso povo, ao mesmo tempo que é passo necessário para impedir que este conflito possa ser utilizado para que o imperialismo tente ações desestabilizadoras na região.

Seguimos convidando a todos os partidos políticos, organizações sociais, de estudantes, operários, intelectuais, campesinos, indígenas e a todos os que estejam contra a injustiça, a buscar uma solução política. Convidamos a que nos acompanhem na luta pelo Intercâmbio Humanitário, com o que estaremos abrindo as portas para que centenas de colombianos e colombianas regressem a seus lares para compartir com seus seres queridos.

COMISSÃO INTERNACIONAL

FORÇAS ARMADAS REVOLUCIONÁRIAS DA COLÔMBIA

EXÉRCITO DO POVO, FARC-EP

MONTANHAS DE COLÔMBIA, 7 DE JANEIRO DE 2007”.

Pela defesa da vida no novo Código Penal


VIDA SIM, ABORTO NÃO


julho 4, 2012 por Wagner Moura

É bem facinho assinar a petição ao Presidente do Congresso Nacional para que a vida seja defendida na Reforma do Novo Código Penal Brasileiro. Clique no link e depois preencha os campos “Seu nome completo” e “email”. Daí clica em ENVIAR, em verde. E pronto. Daí Vossa Excelência, Presidente do Congresso Nacional do Brasil, vai saber que você NÃO quer que o novo Código Penal legalize o aborto, a eutanásia, e as drogas…

Mas não é mesmo a receita de bolo para o Brasil ficar do lado do avesso? É triste! Assine e demonstre sua vontade de vida, de mais amor, saúde e sorte.

Sim, eu poderia falar que as fundações internacionais têm uma agenda para legalizar o aborto no Brasil até 2014 e coisa e tal. Mas, embora isso seja verdade e toda essa história de novo Código Penal seja uma boa desculpa para o avanço dessa agenda… Eu não vou falar isso. Fique tranquilo.

Vai lá, assina. Eu já assinei!

LIVRO: A Filosofia e seu Inverso

 

Olá,

A editora Ecclesiae transmitirá a palestra de lançamento do livro “A Filosofia e seu Inverso” do filósofo brasileiro Olavo de Carvalho. A palestra será dia 07 de Julho, Sábado, a partir das 19 horas. Apesar de não ser um livro nosso, ajudaremos a divulgar esta obra pois o Prof. Olavo é uma referência intelectual que tem inspirado muita gente, inclusive o Pe. Paulo Ricardo.

Outro lançamento importante, é novo livro de G. K. Chesterton, “Todos os Caminhos Levam a Roma”, que já está à venda em nossa livraria.

A partir de hoje, www.ecclesiae.com.br está dando frete gratuito para compras maiores que R$ 200,00. Também fizemos algumas alterações em nossos sistemas no início desta semana e agora, você será melhor informado por e-mail a respeito dos seus pedidos. Pedimos desculpas para aqueles que tiveram problemas nos últimos três meses ocasionados principalmente por atrasos nas entregas dos correios.

Em breve retornaremos com mais informações sobre os lançamentos do segundo semestre de 2012.

Gratos pela atenção,

Equipe Ecclesiae
www,ecclesiae.com.br

Rua Angelo Vicentim, 70 - Campinas - SP – 13084060

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Enviado por CanalMSM em 21/02/2012

Aula do Seminário de Filosofia (http://www.seminariodefilosofia.org) de 18 de fevereiro de 2012.
Na leitura dos artigos comentados, o professor cometeu dois lapsos. No primeiro, a expressão "inverso exato da vida filosófica" saiu "inverso exato da vida profissional". No segundo, onde estava escrito "Alfred Whitehead", ele leu "Arthur Whitehead". Levem em conta essas correções durante a audição.

Subversão Soviética do Mundo Livre

 

 

LEGENDAS EM PORTUGUÊS DISPONÍVEIS NESTE VÍDEO (CC)

Yuri Bezmenov, ou Tomas Schuman, desertor soviético da KGB, detalha seu esquema para o processo da KGB de subversão e dominação de sociedades-alvo em uma palestra em Los Angeles, 1983.

Yuri Bezmenov, a.k.a. Tomas Schuman, soviet KGB defector, explains in detail his scheme for the KGB process of subversion and takeover of target societies at a lecture in Los Angeles, 1983.

quarta-feira, 4 de julho de 2012

HOJE, no Círculo Católico de Pernambuco: pelos verdadeiros direitos humanos!

DEUS LO VULT

Publicado por Jorge Ferraz (admin) em 04/07/2012.

 

Recife já está preparado para o Fórum sobre o PNDH-3, que acontecerá logo mais no auditório do Círculo Católico. O evento recebeu notas na imprensa local, tanto na Folha de Pernambucoquanto no Blog do Jamildo.

O primeiro lembra que o príncipe «acredita que os problemas sociais são reflexos de outros problemas, de ordem moral». O Jamildo diz a mesma coisa, de modo mais extenso:

D. Bertrand se posiciona claramente no campo da propriedade privada, livre iniciativa e respeito ao princípio de subsidiariedade, o qual limita o Estado ao âmbito que lhe toca por sua natureza. Tendo bem claro que os problemas sociais não são senão reflexo de outros mais profundos, de ordem moral.

Sim, os problemas da sociedade decorrem de problemas doutrinários. Da mesma forma que a Sã Doutrina influencia positivamente a vida social, desabrochando na bela flor da caridade – bálsamo poderoso para aliviar as conseqüências sociais negativas do pecado humano -, a heresia sempre se degenera em cânceres no tecido social. O fenômeno é tão universalmente repetido que chega a ser previsível. Assim, não existem as (falsas e caluniosas) oposições entre o “conservadorismo” e o “cuidado social”, muito pelo contrário: é preciso pensar com clareza para agir de maneira profícua. O conservadorismo, longe de atravancar o desenvolvimento social, é precisamente o que o possibilita e protege contra as influências nefastas – essas sim desagregadoras – dos erros e das heresias, dos experimentos sociais irresponsáveis, da cupidez de coisas novas que historicamente tanto mal provocou às sociedades e aos povos.

Quanto aos que estiverem hoje à noite no Recife, não percam a oportunidade de participar do evento promovido pelo Círculo Católico em parceria com o Instituto Plinio Corrêa de Oliveira. Ouçamos o que conferencistas tão ilustres – o Dr. Eduardo Barreto Campello, o Coronel da PMESP Paes de Lira e S. A. I. R. o Príncipe D. Bertrand de Orleans e Bragança – têm a nos dizer. E debatamos, sim, os Direitos Humanos, mas os verdadeiros, e não os pseudo-direitos revolucionários e injustos que nos querem impôr na base de canetadas advindas do Palácio do Planalto. Furemos a censura da grande mídia, que – salvo honrosas exceções – está mancomunada com os novos bárbaros inimigos da Pátria: com aqueles que atualmente nos governam e que trabalham pela destruição do Brasil tanto por vias oficiais quanto pelas oficiosas. Levantemo-nos em defesa desta Terra de Santa Cruz, desta Pátria-Mãe Gentil que ora se encontra tão terrivelmente ameaçada. Que a Virgem Aparecida salve o Brasil.

Embaixador da Venezuela é expulso do Paraguai

 

VEJA

04/07/2012 - 17:18

Diplomacia

Governo Franco determina diplomata 'persona non grata' e ordena sua saída

Nicolas Maduro, chanceler da Venezuela

Nicolas Maduro, chanceler da Venezuela (Enrique Marcarian/Reuters)

O governo do Paraguai declarou nesta quarta-feira que o embaixador da Venezuela no país, José F. Javier Arrúe De Pablo, é "persona non grata" e ordenou a retirada do chefe da legação diplomática paraguaia em Caracas, segundo um comunicado de seu Ministério das Relações Exteriores. O governo paraguaio também decidiu retirar seu embaixador em Caracas.

Leia também: Ministra divulga vídeo de encontro entre chanceler de Chávez e assessores de Lugo

"Diante das graves evidências de intervenção por parte de funcionários da República Bolivariana da Venezuela em assuntos internos da República do Paraguai, o Ministério das Relações Exteriores Estrangeiros informa que o governo decidiu pela retirada do embaixador de seu país", diz o texto. A nota esclarece que a medida tem efeito imediato. "Como o embaixador venezuelano não se encontra neste momento no Paraguai, não é necessário estabelecer um prazo para expulsá-lo", pontua. 

Vídeo - A medida ocorre um dia depois de ser divulgado um vídeo em que o chanceler venezuelano, Nicolás Maduro, aparece entrando em uma reunião com a cúpula militar paraguaia horas antes da destituição do presidente Fernando Lugo. Segundo os paraguaios, Maduro tentou convencer os militares a não acatarem o impeachment de Lugo.

Nesta quarta-feira, o secretário geral da União das Nações Sul-americanas (Unasul), Alí Rodríguez, não confirmou nem desmentiu a reunião do dia 22 de junho. No entanto, Rodríguez disse que havia vários militares paraguaios no Palácio de los López (sede do governo) naquele dia, e que viu Maduro cumprimentá-los.

Leia também: Mujica afirma que apoia entrada da Venezuela no Mercosul

(Com agência EFE)

A serviço do Marxismo Cultural

 

GNOSIOFOBIA BRASILEIRA


QUARTA-FEIRA, 4 DE JULHO DE 2012

 

Se você não sabe o que é o Marxismo Cultural talvez não consiga entender o motivo desta postagem. Não se preocupe, pois é bem provável que o jornalista que escreveu a matéria cuja imagem você observa ao lado, também não tenha a mínima ideia, embora faça parte disso. É a concretização das profecias de Yuri Bezmenov, que apostava que os jornalistas em nosso tempo seriam escolhidos pela capacidade abissal de entendimento e interpretação, bem ao estilo: "Quanto mais idiota melhor."




Se você não sabe quem é Yuri Bezmenov, não se importe, o jornalista que escreveu a matéria também não deve saber.
(http://g1.globo.com/brasil/noticia/2012/07/padre-e-preso-acusado-de-abuso-sexual-em-sao-paulo.html).

O  suspeito é um EX-padre,  ele já havia sido afastado de suas atividades na casa de caridade e a Igreja Católica havia impedido esse homem de praticar o sacerdócio ha algum tempo. Ou seja, é um cidadão como outro qualquer, e merece ser julgado, assim como mereceria se fosse padre,  caso comprovados seus delitos.

Mas porque chama-lo de PADRE?

Seria o mesmo que cobrir a matéria de um homicídio praticado por um ex-policial militar, que teria vitimado sua esposa da seguinte forma : "Policial Militar mata a própria esposa".

Será que o motivo de ligar o acusado a igreja é uma tentativa de encobrir as possíveis atividades homossexuais apontadas pela polícia? Ao que parece um garoto de 16 anos teria acusado o ex-padre de  convida-lo a ter relações sexuais em troca de abrigo. Eu com 16 anos se recebesse a proposta de um pederasta já tinha condições de me defender. Enfim, o acusado pode ser gay e pedófilo, coisa que ficou clara,  mas essa ligação não passaria pela nova censura.

Espero que tenham entendido esse lamentável ataque gratuito contra uma instituição que nada tem haver com os possíveis desvios apontados pelo jornalista mal intencionado. Se bem que ultrapassa a má fé, o que esses jornalistas fazem é crime, e com esse nível de desonestidade, já até acredito que o ex-padre e provável gay seja inocente.

Agora consigo entender o motivo pelo qual os esquerdistas ficam tão revoltados com a possibilidade de alguém pedir ajuda a um psicólogo para deixar a homossexualidade, afinal uma vez gay, o sujeito está condenado para o resto da vida a tal prática e sem direito a ajuda, e são coerentes, já que uma vez padre, mesmo que a Igreja tire tal título, ele continuará sendo padre para toda a eternidade.

GlaxoSmithKline, multibilionária empresa de vacinas, é condenada a pagar multa de 3 bilhões de dólares depois de se declarar culpada de cometer a maior fraude de saúde da história dos EUA

 

JULIO SEVERO

3 de julho de 2012

Julio Severo

De acordo com o jornal Daily Mail, uma empresa farmacêutica da Inglaterra foi condenada na justiça dos Estados Unidos a pagar uma multa de 3 bilhões de dólares depois de admitir que cometeu a “maior fraude de saúde da história” dos EUA.

GlaxoSmithKline dava aos médicos americanos dinheiro para prescreverem medicamentos potencialmente perigosos para adultos e crianças.

A poderosa empresa farmacêutica dava de tudo, desde dinheiro até entradas para os shows de Madonna e viagens. As autoridades americanas, que descobriram as fraudes da empresa, classificaram a GlaxoSmithKline como um bando de “trapaceiros que acham que podem tirar lucro fácil à custa da segurança pública, dos cidadãos que pagam impostos e de milhões de americanos”.

A reportagem completa do Daily Mail, em inglês, está aqui.

GlaxoSmithKline: um bando de trapaceiros farmacêuticos

Escândalos envolvendo a GlaxoSmithKline não são novidade. Em 2009, Stacey Jones, uma moça de 18 anos, sofreu graves danos cerebrais provocados por ataques que começaram depois que ela recebeu a vacina Cervarix, feita pela GlaxoSmithKline, supostamente para proteger contra o HPV.

No mesmo ano, Natalie Morton, uma menina de 14 anos, morreu horas depois de receber Cervarix na escola onde estudava. Ela recebeu a injeção como parte da campanha de vacinação do Ministério da Saúde da Inglaterra dirigida a adolescentes nas escolas.

O governo do Brasil, que faz campanhas em massa de vacinação, tem sido um grande e fiel cliente da GlaxoSmithKline. Não se sabe quanto dinheiro e outros favores os médicos brasileiros recebem desta e outras empresas farmacêuticas, mas em 2009, o ex-presidente Lula recebeu o Prêmio Chatham House por seu papel como “importante promotor de estabilidade e integração na América Latina”. Um dos principais patrocinadores desse prêmio internacional foi a GlaxoSmithKline. No final de 2009, a GlaxoSmithKline recebeu R$ 465.532.000,00 do governo brasileiro, numa compra sem licitação, de doses da vacina contra a “epidemia generalizada” da gripe suína.

Uma mão lava a outra. As empresas farmacêuticas patrocinam homenagens internacionais ao ego incontrolável e insaciável de políticos socialistas brasileiros, e eles saciam a ganância incontrolável e insaciável dessas empresas, sustentando pandemias fantasmas que lhes enchem os cofres.

Não fosse pelo ego insaciável dos políticos brasileiros, a GlaxoSmithKline estaria envolvida também no Brasil nas maiores fraudes de saúde da história.

Fonte: www.juliosevero.com

Gripe suína: Quem pagou o preço pela pandemia fantasma?

Jovem inglesa sofre ataques e danos cerebrais depois de receber injeção da vacina da GlaxoSmithKline

Menina inglesa de 14 anos morre depois de vacinação da GlaxoSmithKline

O veneno nas vacinas do governo federal

Ministra paraguaya entrega prueba contra Maduro

 

EL UNIVERSAL

04/07/12 (1:53 AM)

 

Ministra de Defensa de Paraguay entrega video sobre la reunión de Nicolás Maduro con militares a los medios de comunicación REUTERS

Asunción.- La ministra de Defensa de Paraguay, María Liz García, hizo público un video de la reunión que el canciller venezolano, Nicolás Maduro, mantuvo presuntamente con altos mandos militares paraguayos el 22 de junio, poco antes de la destitución del presidente Fernando Lugo.
La titular de Defensa dijo que había recibido órdenes del presidente Federico Franco, sucesor de Lugo, de entregar a la prensa copias de la grabación, que muestra las entradas y salidas de los participantes en la reunión, informó Efe.

"Estoy segura de que se van a entregar copias a las instancias correspondientes", indicó en alusión a la Fiscalía.

Las imágenes, ya editadas y sin audio, mostradas por una cadena televisiva paraguaya, reflejan que la reunión se desarrolló presuntamente entre las 4:23 y las 4:33 de la tarde del día viernes 22 de junio, cuando estaba por empezar en el Senado la sesión de veredicto en el juicio político contra Lugo, que una hora después fue hallado culpable por mal desempeño.

El video editado, de un minuto y 50 segundos, incluye fotos y nombres de los participantes, y también hay una versión en bruto que está siendo entregada a los periodistas.

El encuentro fue presuntamente organizado por el jefe del Gabinete militar de Lugo, el general de división Ángel Vallovera, que llamó a altos mandos de las tres armas del Ejército a entrevistarse con Maduro.

La entrevista se desarrolló en las oficinas del Gabinete Militar, en el Palacio de Gobierno, y a ella comparecieron los comandantes del Ejército de Tierra, Adalberto Garcete, de la Armada, Juan Benítez, y de la Fuerza Aérea, Miguel Christ. Luego de asumir, Franco sustituyó al jefe de su Gabinete Militar y a los comandantes de Tierra y de la Armada.

Christ, por su parte, compareció el lunes ante la comisión de Defensa Nacional de la Cámara de Diputados y explicó el contenido de esa reunión, según el diario ABC Color.

El rotativo citó a varios diputados que aseguraron que Christ reveló que Maduro y el embajador ecuatoriano en Paraguay, Julio Prado, intentaron presionar a los altos mandos militares para que firmaran un comunicado de reconocimiento a Lugo como presidente.

Mientras, la comisión de Defensa llamó a comparecer a todos los militares implicados que, según el diputado oviedista José López Chávez, confirmaron la misma versión.

López Chávez, citado por la agencia pública IP, pidió que la Justicia paraguaya procese a Maduro, a Prado y también al exmandatario Lugo por incitar a la sublevación militar.

Además, dijo, "se debe pedir explicación al presidente de Venezuela, Hugo Chávez, por intromisión directa a la soberanía nacional".

Monitoreo de la OEA

En tanto, la misión especial de la Organización de Estados Americanos (OEA) encabezada por su secretario general, José Miguel Insulza, se entrevistó en Asunción con representantes de la Iglesia católica, la Corte Suprema, los gremios empresariales, los campesinos y los indígenas, según una fuente.

La comitiva internacional se reunió con el presidente de la Conferencia Episcopal Paraguaya, monseñor Claudio Jiménez; con varios líderes de organizaciones campesinas y de gremios industriales, entre ellos la Federación Nacional Campesina, la Unión Industrial Paraguaya y la Unión de Gremios de la Producción, dijo la fuente; con los ministros de la Corte Suprema de Justicia, encabezados por su presidente, Víctor Núñez y con los responsables de los medios.

El objetivo de la visita es analizar la situación en Paraguay tras la crisis y determinar si es necesario convocar a una Asamblea extraordinaria para suspender al país del grupo hemisférico. En una entrevista al Correio Brasilienze , Lugo pidió que la OEA excluya a su país del organismo, como ya hicieron el Mercosur y la Unasur el pasado viernes.

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".