Não demonstre medo diante de seus inimigos. Seja bravo e justo e Deus o amará. Diga sempre a verdade, mesmo que isso o leve à morte. Proteja os mais fracos e seja correto. Assim, você estará em paz com Deus e contigo.
quarta-feira, 28 de março de 2012
MARISA LOBO FALA DO PROCESSO ÉTICO, CFP, PERSEGUIÇÃO RELIGIOSA e PRECONCEITO
Será mesmo que "Matar homossexuais É um valor bíblico, ponto."?
Quem afirmou isto? Resposta: o dono do canal http://www.youtube.com/user/ygrecco.
Afirmação feita aqui: http://www.youtube.com/all_comments?v=0KG5WlXYrgY&email=comment_received
terça-feira, 27 de março de 2012
"ASSASSINAR HOMOSSEXUAIS. ISTO É UM VALOR!", disse YURI GRECCO do canal "Eu, Ateu"
a) para Yuri Grecco
b) para cristãos
c) para muçulmanos
d) para ateus
e)...
Pode nos responder, Yuri Grecco, líder supremo da Tropa dos Lanternas Verdes, ops, Tropa da "PARALLAX" Cognitiva, o Mal Objetivo?
Link do canal: http://www.youtube.com/user/EuAteu
Link do vídeo original: http://www.youtube.com/watch?v=bmIVu81MPag
Link alternativo para o vídeo original:http://www.4shared.com/video/zt59yfVc/Eu_Ateu_-_ASSASSINAR_HOMOSSEXU.html?
REDUÇÃO DE DANOS: “Esse conceito de redução parece mais um esforço de legalização das drogas ilícitas do que um planejamento sustentável de atenção aos usuários de drogas”
SAÚDE
SÁBADO, 20 DE NOVEMBRO DE 2010
A Portaria/GM nº 1.028, 1º de julho de 2005, do Ministério de Estado da Saúde, que determina a regulamentação das ações que visam à redução de danos sociais e à saúde, decorrentes do uso de produtos, substâncias ou drogas que causem dependência, está sustada pelo decreto legislativo nº 1735 de 2009.
Embora sob o título de “redução de danos”, os argumentos da portaria contrariam os princípios da legítima redução de danos, uma prática clínica específica, que, inserida no contexto de tratamento, pode ser uma eficaz ferramenta na abordagem aos dependentes químicos graves e de difícil acesso clínico. Contudo, no Brasil é interpretada de maneira equivocada, utilizando a metodologia como uma política geral com relação ao uso de álcool e outras drogas.
“É comum se falar em política de redução de danos, mas é justamente neste ponto que ocorre a distorção. A redução de danos é uma prática clínica utilizada na abordagem de usuários graves de drogas e não uma política pública. Ao conferir a esta prática clínica o status de política pública, o Estado assumiria como inevitável o consumo de drogas pela população e defendendo uma ação que reduziria os inevitáveis danos sociais”, explica Carlos Salgado, presidente da Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas (Abead).
O psiquiatra afirma ainda que a idealização do modelo de redução de danos estabelecido na portaria é ingênua. “Esse conceito de redução parece mais um esforço de legalização das drogas ilícitas do que um planejamento sustentável de atenção aos usuários de drogas”.
O conceito de redução de danos, criado na década de 20, visa contribuir ao tratamento da dependência química através do controle de prejuízos associados ao consumo pesado de determinadas substâncias. No caso da heroína, por exemplo, pode ser útil a substituição da droga pela metadona, que também causa dependência, mas tem menos prejuízos associados, o que pode ser importante no início do tratamento.
Além da troca de substâncias, outras medidas são adotadas como, por exemplo, a distribuição de seringas e agulhas aos dependentes de drogas injetáveis. Nesse caso, a redução está em evitar a contaminação por doenças como AIDS e hepatites virais, que ocorre pelo compartilhamento desses materiais para o uso das drogas.
Segundo o presidente da Abead, o decreto que susta a portaria é uma boa iniciativa, pois estabelece sua ineficiência e leva o poder público a assumir a responsabilidade de controlar e coibir a oferta e o consumo de drogas. “A portaria questionada mais descomprometia o poder público do que regulava a atenção ao dependente químico. A Abead alinha-se com todos os esforços de preservação da saúde dos usuários de álcool, tabaco e outras drogas, a partir do ajuste de políticas públicas que encarem efetivamente a questão da atenção clínica aos dependentes químicos”, acrescenta Carlos Salgado.
(Fonte: http://www.segs.com.br%20-%20natalia%20kfouri%20/ABEAD)
Krokodil: a manifestação física do mal e seus antecedentes – Parte 1 e 2
MÍDIA SEM MÁSCARA – link da parte 2
ESCRITO POR CRISTIAN DEROSA | 23 MARÇO 2012
ARTIGOS - CULTURA
“Os que estiverem vivos invejarão tanto os mortos que desejarão a morte, mas a morte os enganará.” (Apocalipse 9:6)
De certa forma, os filmes de zumbis e mortos-vivos prepararam nosso imaginário para as imagens que acompanham este artigo. Tudo começa com um esverdeamento da pele, escamação, putrefação e apodrecimento dos tecidos. Surgem feridas que aumentam até o desaparecimento dos músculos e nervos que cobrem os ossos e o resultado são verdadeiros mortos-vivos agonizando até a morte certa. Em muitos casos, também os ossos são carcomidos por uma acidez mortificante que lembra as mais horripilantes produções cinematográficas. Estes são os efeitos da droga mais popular da Rússia, o krokodil, e suas imagens distribuídas pela internet nos evocam um profundo medo sobre o que pode vir da macabra combinação entre a indústria farmacêutica, o narcotráfico e as políticas de “redução de danos” apoiadas pela ONU em todo o mundo. O fato é que tanto a imprensa internacional quanto as organizações de saúde pelo mundo têm mostrado uma preocupação velada e feito um certo silêncio em torno do assunto.

As drogas ilícitas já são uma epidemia na Rússia há bastante tempo – entre elas o ópio vindo da China, confirmando o temor milenar dos russos de uma invasão chinesa-mongol. Recentemente, um artigo do jurista e professor Walter Fanganiello Maierovitch publicado no Terra Magazine (talvez o único texto veiculado na mídia brasileira sobre o assunto), trouxe informações oficiais sobre o consumo de drogas no país do agente Putin. São 70% de jovens com menos de 30 anos, entre os 6 milhões de usuários de drogas do país. E a situação tem se agravado com a proliferação da nova droga chamada krokodil (crocodil ou coaxial), um substituto da heroína feito à base de desomorfina, uma substância cerca de 10 vezes mais forte que a morfina. A mistura é feita pelos próprios usuários em um processo simples e caseiro.
O artigo de Maierovitch dá ênfase no interesse da única rede de farmácias que produz os medicamentos com os quais são feitos o krokodil, que são o Terpincod, o Codelac e o Pentalgin. Acontece que a rede de farmácias Pharmastandard pertence aos filhos da ministra da Vigilância Sanitária, Tatiana Golikova com o ministro Viktor Khristenko, da pasta de Indústria e Comércio. Vladimir Kalanda, do serviço federal russo Antidrogas, diz que os efeitos imediatos do krokodil são semelhantes aos da heroína, mas o custo para o usuário é três vezes menor.
“Em 2005, poucas regiões do país usavam fármacos contendo codeína para preparar a desomorfina. Atualmente, o consumo da desomorfina se popularizou”, disse Kalanda em entrevista à mídia européia. Diferente da heroína, porém, os usuários do krokodil morrem num período médio de 2 anos.
A substância provoca necrose da pele, que fica enrugada e esverdeada. A acidez em face de certos insumos usados no preparo chega a dissolver o tecido ósseo. As mortes decorrem de (1) envenenamento do sangue, (2) pulmonite, (3) miningite ou (4) putrefação. (Kalanda)

Não é difícil perceber uma tendência ao barateamento e maior acessibilidade de drogas que se tornam cada vez mais pesadas e mortais. No Brasil, desde a popularização da maconha o consumo de cocaína veio crescendo e hoje o crack tem substituído a cocaína, sendo que é notadamente mais forte e mortal. A divulgação de vídeos e fotos dos efeitos de drogas como o krokodil tem sido perigosa e indesejável para aqueles que defendem a liberação das drogas e pretendem lucrar com isso, já que infunde uma impressão negativa à proposta que hoje tem alcance global graças à influência de grupos ligados a centros de pesquisa psiquiátrica que as desenvolve e até de seitas que as utilizam em cerimônias místicas. Muitas agendas, portanto, seriam atendidas com a liberação total das drogas hoje ilícitas.

Além de movimentar mais de US$ 320 bilhões no mundo, a maioria das drogas possui comprovadamente efeitos esterilizantes no corpo humano, o que reduziria a população mundial e atenderia ao anseio de centenas de cientistas e engenheiros sociais que acreditam estarem acabando com a pobreza ao impedir o nascimento de pobres, atendendo também às expectativas motivadas pelas teorias eugenistas.
Os últimos relatórios da ONU têm demonstrado certa preocupação com o crescimento do uso de drogas sintéticas no mundo. Mas para combater o problema, os relatórios do órgão, estranhamente, sugerem maior repressão aos produtores das drogas simultaneamente à descriminalização do uso destas. Além é claro das políticas de redução de danos que são amplamente apoiadas em todo o mundo e já há casos claros de engajamento do próprio narcotráfico nestas campanhas.
No mundo inteiro crescem as campanhas pela legalização das drogas, concomitantemente às restrições ao uso de tabaco e álcool, usadas como artifício de credibilidade científica e demonstração de boa fé e preocupação com a saúde humana. Difícil é acreditar nesta boa fé depois de assistir aos vídeos disponíveis na internet sobre os efeitos do devastador krokodil.
(N. do E.: Imagens muito fortes.)
Mas de onde vem o interesse na liberação do uso de drogas de modo geral? Quais os reais motivos da defesa do uso para variados fins? Essa é uma pergunta difícil de responder e seria necessária uma ampla pesquisa de fontes e uma sequência de depoimentos de acesso ainda mais complicado. Uma das respostas, talvez a mais simples a partir do que temos à disposição, com certeza está na grande vantagem a uma possível governança global sobre cidadãos apáticos e sedados por prazeres mundanos e sensitivos, rebanho fácil e rentável a qualquer empreendimento de poder. Nisso também os apelos sexuais têm o seu papel, que torna o ser humano mais aberto às sugestões externas justamente por lhe faltar controle aos estímulos internos. Mas essa vantagem que o poder tem com as drogas mais fortes nos fornece uma pista a uma resposta ainda mais provável que se encontra um tanto escondida do público, embora tenha influência determinante nos rumos globais. É na possibilidade psicológica da alienação total das multidões que entra um dos fatores hoje especialmente determinantes no curso das políticas sociais globais: o poder crescente das seitas.
Peter Kreeft, autor do livro Como Vencer a Guerra Cultural, afirma que a religião mais popular dos Estados Unidos hoje não é mais o cristianismo, mas a chamada “espiritualidade”, ou seja, o arranjo sincrético de variadas formas espirituais muitas vezes contraditórias, mas, por definição, anticristãs. As milhares de seitas espalhadas pelo mundo hoje têm uma origem comum, o gnostícismo pré-cristão, especificamente aquele que se aliou ao poder durante o período iluminista e que orientou a maioria dos rumos científicos, por meio da figura do alquimista, expressa na metáfora gnóstica das luzes.
Milhares de seitas ocultistas gnósticas hoje se utilizam de drogas em suas cerimônicas. O Santo Daime é o exemplo mais conhecido e se engana quem crê que a sua abrangência se restringe ao Brasil. Composto da folha de chacrona (psychotria viridis), cipó jagube (banisteriopsis caapi), água e, em alguns casos, anfetamina, a ayahuasca “eleva” o nível de consciência dos praticantes e os “aproxima de Deus”, segundo os seus líderes. A ayahuasca é usada por muito mais gente do que se imagina, assim como a participação de celebridades nacionais e internacionais no culto do Santo Daime. A morte do cartunista Glauco no ano passado levantou a questão da seita na mídia, mas sem grandes aprofundamentos.
O Santo Daime é proibido em quase todos os países do mundo, o que atrai grande número de adoradores a países como o Brasil, movidos pela curiosidade acerca do chá tropical que aqui é liberado. Em muitos casos, é utilizado acrescido de anfetamina o que torna o usuário fatalmente vítima de problemas psíquicos, como a paranóia e esquizofrenia.
O perigo das drogas aliadas às seitas místicas espalhadas pelo mundo tem motivado a criação de institutos de pesquisa e investigação sobre o assunto. Na França, a União Nacional das Associações de Defesa das Famílias e Indivíduos Vítimas de Seitas (http://www.unadfi.org) alertou recentemente que as drogas não só estão presentes em todas as seitas esotéricas como são parte essencial da “espiritualidade” trabalhada por elas. Em outras palavras, o uso de drogas é o que mantém crível a proposta de muitas seitas. Segundo muitos teóricos das próprias seitas, a droga possibilita uma abertura ao transcendente e uma maior compreensão das informações proveniente das “dimensões superiores”, o que o aproxima das aspirações gnósticas e esotéricas em geral. O uso de drogas estimula no usuário uma abertura, de fato, a teorias e explicações que o seu efeito confirme, daí o crescimento proporcional do uso de drogas e de seitas pelo mundo. Estas últimas em grande parte sustentadas com dinheiro vindo diretamente do tráfico de drogas.
Como sabemos, um dos elementos do gnosticismo é a busca do paraíso terrestre, um mundo extra-temporal com acesso interior, em que reina o prazer infinito e o conhecimento da ciência ou vontade divinas. Um exemplo da relação entre drogas e gnosticismo é o famoso poema de Samuel Taylor Coleridge, onde o poeta inglês narra um sonho que teve após dormir sob efeito de ópio e ter visões de um castelo paradisíaco e repleto de prazeres pertencente a Kubla Khan, antigo governante mongol. O fato deste sonho coincidir, mais tarde, com a descoberta das prováveis ruínas do suposto templo, sugeriram que Coleridge tivera uma visão extra-temporal ou tivera visitado outra dimensão a partir do uso da droga.
No livro The Diary of a Drug Fiend, Aleister Crowley cita a experiência de Coleridge. Crowley foi o bruxo criador do Satanismo moderno, se julgava a Grande Besta e é ainda popular entre celebridades da política, das artes e ciências em todo o Ocidente. Ele difundiu o uso de drogas como parte de um processo de libertação espiritual. Crowley foi um dos mais perversos personagens do século XX, era viciado em quase todo tipo de droga, principalmente heroína, e levou isso até seu leito de morte. Era aficcionado por oráculos chineses e dizia incorporar deidades orientais. A cultura popular o transformou em um ícone com grande poder de fascinação entre os jovens.
Yuri Bezmenov, ex-agente da KGB, conta que a agência manifestava grande interesse em exercer influência entre líderes de seitas indianas que recebiam constantes visitas de celebridades americanas. A KGB tinha objetivos claros quanto à influência destas doutrinas na sociedade ocidental justamente pelo caráter de alienação que elas levavam aos cidadãos. Em um contexto de Guerra Fria, não impressiona que o mundo ocidental tenha sido invadido por cultos orientais e esotéricos em suas formas mais toscas e deslocadas do seu sentido original. O objetivo era o enfraquecimento da moralidade cristã, grande empecilho ao avanço do comunismo.
A busca pela transcendência e pelo conhecimento das razões e dos sentidos dos mundos espirituais passou a ganhar certo prestígio no século XX, a partir da contracultura, com o resgate de nomes como Crowley, Spare e Blavatsky e sua inclusão na cultura pop, por conta da articulação das seitas gnósticas. As experiências extra-corpóreas, as visões de anjos e interações com entidades, sensações que remetem a um relacionamento direto com os mundos imateriais e outras dimensões de existência, finalmente deixaram de ser exclusividade dos mestres, dos sacerdotes e dos bruxos. Qualquer jovem, desiludido com o mundo que o cerca e com a imposição de padrões comportamentais dos quais ele discordarva, podia, afinal, conhecer o maravilhoso mundo das descobertas transcendentes e das experiências com criaturas verdes e espíritos de luz, mediante o simples e banal uso de uma droga entorpecente facilmente acessível, de consumo incentivado por meio da conduta de artistas comprovadamente orientados por mestres de seitas.

As políticas de “redução de danos”, cujo objetivo é orientar o usuário para o “uso responsável de drogas”, são amplamente defendidas pelas Nações Unidas ao mesmo tempo em que o órgão luta para combater a intolerância religiosa forçando a legitimidade de seitas e cultos alternativos.
Mais tarde, Austin Osman Spare, discípulo de Crowley, ficou conhecido por seus escritos esotéricos nos quais prescrevia rituais da chamada magia sexual. O sexo, segundo Spare, concentra imensa força energética justamente por representar os instintos mais primitivos de busca pelo prazer. Tanto que Spare e seu mestre utilizavam as drogas como meios de alcançar estes supostos estágios superiores de consciência, e defendiam o uso de substâncias para vários tipos de tratamento psíquico e cura espiritual.
Segundo Spare,
“para se poder apreciar adequadamente a idéia da Nova Sexualidade, é necessário que a mente se dissolva no Kia e que não haja stress na consciência (i.e., pensamento), pois os pensamentos modificam a consciência e criam a ilusão absurda de que o indivíduo ‘possui’ a consciência”. [1]
A partir da década de 1960, o psicólogo Timothy Leary ficou famoso por afirmar os benefícios espirituais e terapêuticos do LSD, considerando a droga psicotrópica como um elemento essencial para o progresso humano. Mesmo após sua expulsão de Harvard, depois de fazer experimentos de drogas com uma turma de jovens, Leary se tornou um dos mais influentes intelectuais do século, um verdadeiro ícone da contracultura. Leary era membro do Esalen Institute, o maior difusor dos movimentos Nova Era no mundo. Era também ligado à KGB e se dizia um continuador de Crowley.

Leary criou oito categorias para as drogas, os chamados “Oito Circuitos de Consciência”, nos quais as drogas variavam conforme o nível de afinidade cognitiva ou social sobre o qual ela agia. Trata-se de “graus evolutivos” que se dirigem a uma superioridade conforme avança-se os circuitos. O ópio e seus derivados, por exemplo, pertencem ao primeiro circuito, o chamado “sopro de consciência”. A maconha fica no circuito cinco e o chá do Santo Daime (ayahuasca) está no nível mais alto (oito) de “transcendência”, depois do LSD (nível sete).
No livro A experiência psicodélica: manual baseado no livro tibetano dos mortos (1964), Leary destaca a importância de drogas como o LSD como chave de abertura da consciência, comparando seus efeitos com as proezas psíquicas das antigas religiões tibetanas. Junto a escritores como Fritjof Capra e outros contemporâneos, Leary defendia a adoção da psicologia oriental para a transformação e experimentação da consciência afim de ultrapassar novas fronteiras. O objetivo das experiências com LSD era a perda do ego, coisa necessária para alcançar a verdadeira transcendência.
“As reações físicas devem ser reconhecidas como sinais indicativos da transcendência. Evite tratá-las como sintomas de doença, aceite-as, una-se a elas, aproveite-as [...]. O flashback do ego-jogo é acompanhado por uma preocupação com a identidade. ‘Quem sou eu agora? Estou morto (a) ou não-morto (a)? O que está a acontecer?’ Você não consegue determinar. Vê o que o cerca e a seus como costumava fazer antes. Há uma sensitividade penetrante. Mas você está em outro nível. A compreensão do seu ego não é mais tão segura quanto antes”. [2]
Leary morreu em 1996. O livro A experiência psicodélica... foi escrito juntamente com os colegas de Harvard, Ralph Metzner e Richard Alpert. Metzer é hoje co-fundador e presidente da Green Earth Foundation, organização não governamental de fomento da educação e integração do homem com a natureza. É professor emérito da California Institute of Integral Studies e, junto de outros 10 pesquisadores, produziu um documentário Entheogen: o despertar do interior divino (2006) sobre o redescobrimento da magia e do xamanismo no mundo moderno unido-os a ideais ecológicos, outra agenda inspirada pelo esoterismo[1] neo-pagão.
Todos os grupos gnósticos trabalham com a idéia da busca pessoal pela transcendência, algo recorrente em todas as religiões. Ocorre que no espaço esotérico, especialmente nos que caracterizam a chamada Loja Negra ou Caminho da Mão Esquerda, esta busca se faz por meio de instrumentos exteriores ao homem, o que pode ser tanto a chamada magia sexual de Spare, como pelo uso de drogas psicotrópicas e alucinantes como mecanismos de elevação da consciência. Uma parte significativa destas pseudo-doutrinas esotéricas de loja negra ganhou o mundo da cultura ocidental em suas formas exotéricas e deu origem à cultura da Nova Era.
Dentre estes elementos exteriores que servem de instrumentos à elevação da alma, está, logicamente, o corpo. O papa Bento XVI sinalizou na encíclica Deus Caritas Est à questão do dito materialismo moderno e a sua adoração ao corpo, a evidente erotização no âmbito da cultura. Ao descrever o entendimento da palavra amor, delimitando entre as suas duas acepções, Eros e Ágape nas culturas gregas pagãs, aponta que a divinização do sexo ou o materialismo que atribuímos ao mundo de hoje, não se tratam tanto de uma idolatria do corpo ou à matéria, mas do rebaixamento do corpo ao papel de mero instrumento, do qual se fará uso na busca do prazer e até de uma transcendência. O erotismo atual “para o homem, não constitui propriamente uma grande afirmação do seu corpo. Pelo contrário, agora considera o corpo e a sexualidade como a parte meramente material de si mesmo a usar e explorar com proveito”. Neste caso, tudo vale para o prazer da transcendência, já que o corpo é uma parte inferior e rudimentar do homem, tal como todas as implicações do uso da matéria. Trata-se de uma sugestão muito cabível: a de que as drogas e o erotismo dos dias atuais não têm, como muitos pensam, relação com o materialismo e sim com especulações místicas anti-materialistas.
Ahmed Youssef, muçulmano brasileiro que vive hoje na China, diz que a partir da experiência mística faz-se a confusão, quando o indivíduo confunde Deus com ele mesmo. E as drogas reafirmam o mérito do indivíduo, já que a “experiência mística” passa a ser controlada por ele. Guenon reafirma a confusão quando trata do espiritismo, ao afirmar que muitas das manifestações de cunho místico são reais, mas representam um relacionamento com resíduos psíquicos inerentes à corporalidade e não à espiritualidade como é interpretada (metenpsicosis). Crowley dava grande importância a estes “resíduos” e os considerava “criaturas geradas artificialmente”, e então cita os estudos de Paracelso. A criação de organismos já existentes em planos sutís, como Crowley descreve, representava para ele o grande relacionamento com a Serpente.

O controverso psicólogo da contracultura Timothy Leary, seguidor de Aleister Crowley (e aí temos uma amostra de cumplicidade mais do que evidente), exerce ainda uma influência notória sobre toda a cúpula do globalismo tecnocrata ocidental. Seria um exagero afirmarmos que parte dos intelectuais dirigentes das Nações Unidas está envolvida em planos que foram iniciados por Crowley, a “Grande Besta”? Crowley, Spare e Leary (só para citar estes poucos autores), tiveram conhecidos adeptos no meio artístico, sabe-se. Fica a pergunta: e onde mais? O fato é que muitos de seus seguidores estão hoje engajados na causa ambiental ou em seitas de grande poder político e continuam a defender o uso de drogas para encontrar um tipo de transcendência mística. As políticas de “redução de danos”, cujo objetivo é orientar o usuário para o “uso responsável de drogas”, é amplamente defendida pelas Nações Unidas ao mesmo tempo em que o órgão luta para combater a intolerância religiosa forçando a legitimidade de seitas e cultos alternativos, em detrimento das grandes religiões vistas como intolerantes e fundamentalistas (como denuncia o livro False Dawn, de Lee Penn, ainda sem tradução para o português).
Drogas de uso declaradamente místico como a ayahuasca (Santo Daime) são liberados no Brasil enquanto proibidas na maioria dos países do mundo. Tendo em vista o crescimento do comércio de drogas no país, motivado por conluios com o governo brasileiro, vemos aí bons elementos para crer que os fundamentos satanistas de Crowley foram motivadores de um movimento que conta hoje com todos os instrumentos disponíveis para crescer.
Não há dúvidas de que desde o sonho de Coleridge, até as teorizações de Leary, há um elemento e uma sequência de sugestões que provém não só de pessoas altamente temíveis, mas necessariamente de manifestações malignas objetivas legadas por meios subjetivos e utilizando-se de fraquezas humanas como o hedonismo na busca do prazer, inflando-as e por meio de um suporte teórico bastante sofisticado. Nenhuma fraqueza humana (desejamos acreditar) teria o poder de teorizar-se em um sistema que multiplicasse o desejo tão agudo do próprio mal ao ponto do resultado que vemos nas imagens dos efeitos do krokodil e tantas outras. Se em Fátima foi dito que a Rússia espalharia seus erros pelo mundo, talvez não se estivesse referindo somente ao comunismo que matou 100 milhões de pessoas no século XX, mas também a este terrível aspecto da morte que vemos nas imagens e que traz em sua essência a própria manifestação física do mal.
Observem que Crowley, ao intitular-se a Grande Besta, iniciava um processo de destruição do homem mediante o hedonismo. Leary, por sua vez, ao prometer uma elevação da consciência, também pregava o fim do ego e a negação da própria consciência. Do mesmo modo, prometendo o prazer e o sentir-se vivo, as drogas terminam destruindo o corpo. Por fim, é fácil perceber que as vítimas dessa droga assemelham-se a cadáveres. Certamente eles já invejam os mortos, mas foram terrivelmente enganados pela morte.
Nota:
[1] Esoterismo (com “s”): trata-se de práticas místicas de cunho iniciático, ou seja, que demanda cerimônia de iniciação e segredo ou ocultismo. Já o termo 'exoterismo' é o conjunto de práticas místicas difundidas abertamente a todos (ex – para fora), uma simplificação do esoterismo.
Referências:
A postura da morte e a nova sexualidade – Austin Osman Spare
O livro do prazer – Austin Osman Spare
Renascer da Magia – Kenneth Grant
A experiência psicodélica: manual baseado no livro tibetano dos mortos – Timothy Leary, RalphMetzner, Richard Alpert.
The Diary of a Drug Fiend – A. Crowley
Como vencer a guerra cultural – Peter Kreeft
False Dawn – Lee Penn
O Erro Espírita - René Guenon
Cristian Derosa é jornalista.
NOJENTO: juiz que não serve nem mesmo para apitar um jogo de futebol de mesa (ou de botão)
CÂMARA DOS DEPUTADOS
Polêmica: General Marco Felício e Juiz João Damasceno debatem sobre Comissão da Verdade
23/03/2012 09:17
A Comissão da Verdade demorou dois anos para ser aprovada no Congresso Nacional. Quatro meses depois da sanção presidencial, cresce a expectativa em torno da nomeação dos sete integrantes que, no prazo de dois anos, deverão apresentar relatório sobre as violações de direitos humanos ocorridos entre 1946 e 1988. Para tratar do assunto, o Manhã no Parlamento ouviu dois cientistas políticos. Um dos entrevistados é o general Marco Antônio Felicio da Silva, ex-assessor do gabinete do Ministro do Exército no final da década de 70. Ele também foi analista de inteligência e autor do polêmico manifesto de militares intitulado "Eles que venham. Por aqui não passarão!". O outro participante do debate é o juiz de direito João Batista Damasceno, membro da Associação de Juízes para a Democracia. Ele fez parte do grupo de juízes que lançou manifesto cobrando agilidade na implementação da Comissão da Verdade, para que tenham visibilidade as estruturas da repressão utilizadas pela Ditadura a partir do Golpe de 1964.
Apresentação: Danielle Popov e Ginny Morais
Por que o neo ateísmo é uma crença perigosa OU A jihad neo ateísta irá a Fátima?
LUCIANO AYAN
Fonte: Neo-Ateísmo Português
O líder do simpático e tolerante grupo “O Ateu Responde” lançou a seguinte proposta:
Será que Fátima não é para meninos? Não seria muito mais interessante ver essa manifestação em Meca ? Deixo a sugestão.
… e que se preocupam imenso com quem não vive dessa maneira.
Os católicos não pagam impostos, educar os próprios filhos é “indoutrinar crianças” e, neste mundo de fantasia do senhor Raposo, católicos que se casam e morrem significa um “negócio”. Aparentemente, ilícito.
Não é piada. Ele acha mesmo que a propriedade não é um direito das igrejas. Citando: ” Liberdade religiosa permite-te a ti ter uma crença, mas EM NADA te permite construir igrejas“.
Para este tolerante amigo da liberdade, é “horrendo” o direito a ter uma posição e convicção sobre o que é o casamento, e celebrá-lo em conformidade. A não ser que a Igreja defendesse a noção de “casamento” do senhor Phyttas-Raposo. Nesse caso, imagino que já não haveria horror.
Afinal, só quer ir a Fátima exibir uma t-shirt, ou quer “demonstrar as irregularidades, incoerências e insanidades dos crentes” e da “corja” que os dirige, em nome da sua democracia que não permite à Igreja participar na democracia? Este jovem tem muita raiva acumulada.
É interessante a ideia de que a liberdade da prática religiosa está sujeita ao “direito” do Raposo em “não querer” ver religião no espaço público. Alguém o nomeou ditador do mundo?
Ele ter direito a que o seu filho não seja “indoutrinado”, até tem. Por exemplo, ninguém o obriga a levar o filho a Fátima. Aliás, o Phyttas-Raposo parece não perceber que ele mesmo não está obrigado ir a Fátima. Ele é que pretende lá ir, sem ninguém o ter convidado.
A convicção de que o ateísmo não é uma convicção, é auto-contraditória. Se o ateísmo fosse uma “ferramenta de aferição da realidade”, o Phyttas-Raposo viveria e pensaria na realidade. O que não é o caso. “Acreditem lá no que quiserem mas não o imponham aos demais” é um bom princípio. Mas quem é o ateu que, só por acreditar que Deus não existe, que os católicos são uma corja, que as igrejas não podem construir templos ou que a liberdade religiosa é contrária à manifestação pública da religião; quer ir a Fátima incomodar católicos?
Coerente, sem dúvida. Os religiosos que pratiquem lá a sua religião fechados em casa, em “liberdade”. O espaço público é propriedade dos ateus, os aferidores da realidade.
Mas também há pessoas moderadas no grupo “O Ateu Responde”:
Banir qualquer manifestação religiosa em espaços públicos. Não são meigos a pedir.
A maioria é religiosa, os minoritários ateus militantes não gostam. Logo, a manifestação religiosa deve ser banida do espaço público. Um raciocínio que faz todo sentido.
Sem perder muito tempo com moralidade da proposta, sugerir uma petição para banir qualquer manifestação religiosa em público, ao mesmo tempo que se lembra o facto da maioria da população ser religiosa; já seria suficiente para a autora da ideia perceber que a petição teria tudo para ser mal sucedida.
Mas os ateus é que sabem aferir a realidade. Se ela diz que isso seria “um passo assertivo”, quem sou eu para o negar…
Acha bem que um cristão seja impedido de usar um crucifixo. Ainda dizem alguns que eu exagero quando comparo os ateus militantes a talibans.
Quer dizer que o corpo e a roupa dos cristãos é local público, de uso público, que deve permanecer neutro. Não sabia.
Não me surpreende que um ateu militante considere que “proibir” significa ser “neutro”. Isso é o que eles fazem sempre: atacar a liberdade religiosa, invocando a liberdade religiosa. Proibir e banir, invocando “neutralidade”.
Quem não sabia, fica a saber. No “mundo melhor” desejado pelos ateus militantes, não há espaço público para símbolos religiosos. A linguagem é clara: entendem que a religião “conspurca” o espaço público. Os ateus militantes são os puros, os únicos capazes de limpar o mundo. É o ateísmo higiénico.
Nem todos somos “crentes”, por isso o espaço público, de todos, não é dos crentes. É só dos ateus. Faz todo o sentido…
Ele não quer tanta coisa. “Eu não quero”, é um excelente argumento para proibir a liberdade religiosa. E um argumento “neutro”, como é óbvio.
Agarra-se à palavra “conspurcar” e já não a larga. Repete-a como se fosse um mantra.
Conclusão: o fanatismo é mesmo uma demência.
Por Jairo Filipe
Meus comentários
Quando eu comparo o ódio que os neo ateus possuem dos religiosos com o ódio que os anti-semitas possuíam dos judeus, alguns falaram que eu exagerei. A figura neo ateísta pelo nome de Jorge Phyttas-Raposo mostra que eu não exagerei. Na verdade, fui até modesto.
A sorte é que essas figuras ainda não tem o poder em mãos, pois o rancor que eles possuem dos religiosos é algo de difícil mensuração. Vocês conseguem imaginar essa turma com poder e com ESSE TIPO DE DISCURSO ACIMA?
A grande pergunta que fica é: por que a sociedade encara como natural um grupo ser tão preconceituoso e intolerante como os neo ateus? Será que a sociedade toleraria um grupo conservador ir atazanar a Parada Gay? Ou até mesmo um grupo de brancos irem atrapalhar a passeata do Orgulho Negro? Claro que não tolerariam. Mas o mero fato de um grupo de cristãos se reunirem para fazer suas homenagens instiga a fúria dos neo ateus, que querem legitimar o fato de irem lá os incomodarem.
A resposta é simples: neo ateus estão aproveitando o fato de serem uma minoria para instigarem um discurso de ódio, e POR SEREM DE MINORIA, passarem desapercebidos.
Esse jogo psicológico não pode ser tolerado, e eles tem que ser denunciados pelo que eles são. Um grupo incapaz de conviver em sociedade, e que deveria ser processado por suas ofensas.
Quando um deles afirma que “religioso não pode emitir suas opiniões”, processe. Se um deles disser que “religiosos não podem usar o espaço público, usando seus símbolos”, processe por discriminação.
A dica é: jamais converse com eles, pois não se fala com quem possui uma agenda de ódio desse porte.
O fato é que já está claro que estamos diante de um grupo perigosíssimo. É o que sempre falei: o humanismo é a mais perigosa de todas as religiões. E o humanismo secular (ou seja, o neo ateísmo) é somente a versão mais extremista e radical do humanismo.
Não dá mais para sermos ingênuos em relação às artimanhas deles e tolerantes com tamanha intolerância.
Agência do governo de Obama determina que uso que a Pepsi faz de células derivadas de bebês abortados é “negócio normal”
JULIO SEVERO
27 de março de 2012
LARGO, FL, EUA, 5 de março de 2012 (LifeSiteNews.com) — A empresa Pepsi, que lançará o novo produto Pepsi Next nas próximas semanas, está enfrentando um boicote mais forte enquanto ativistas pró-vida protestam contra o uso que a empresa faz de células derivadas de um feto abortado em pesquisas de realçamento de sabores. Mas a Pepsi teve sucesso, com a ajuda do governo de Obama, em seus esforços de impedir que seus acionistas pudessem examinar suas operações polêmicas.
Numa decisão dada em 28 de fevereiro, a Comissão de Título e Câmbio Americana (CTCA) determinou que o uso que a PepsiCo faz de células derivadas de bebês abortados permanece em seu acordo de pesquisa e desenvolvimento com Senomyx para produzir realçadores de sabores, constituindo “operações normais de negócios”.
Boicote contra a Pepsi
A carta assinada pelo advogado Brian Pitko do Gabinete do Promotor Público Chefe da CTCA foi enviada em resposta a um documento de 36 páginas apresentado pelos advogados da PepsiCo em janeiro de 2012. Nesse arquivamento, a PepsiCo apelou para que a CTCA rejeitasse a Resolução dos Acionistas apresentada em outubro de 2011 de que a empresa “adotasse uma política de empresa que reconheça os direitos humanos e empregue padrões éticos que não envolvam restos de seres humanos abortados tanto em acordos de desenvolvimento e pesquisas participativas quanto privadas”.
George A. Schieren, principal advogado da PepsiCo, comentou que a resolução deveria ser excluída porque “lida com assuntos relacionados às operações normais de negócios” e que “certas tarefas são tão fundamentais para administrar uma empresa no dia a dia que eles não deveriam ser sujeitos à supervisão dos acionistas”.
Debi Vinnedge, diretora-executiva de Filhos de Deus pela Vida, a organização que desmascarou a colaboração entre PepsiCo e Senomyx no ano passado, ficou “pasma com a apatia e insensibilidade” tanto dos executivos da PepsiCo quanto do governo de Obama.
“Não estamos falando sobre que tipo de canetas a PepsiCo que usar — estamos falando sobre tirar proveito dos restos de um bebê abortado para obter lucro”, disse ela. “Usar rins de embriões humanos (HEK-293) para produzir realçadores de sabores para suas bebidas não tem nada a ver com operações rotineiras!”
A PepsiCo também pediu que a resolução fosse excluída porque “inquiria com demasiada profundidade em assuntos de natureza complexa sobre as quais os acionistas não têm capacidade de fazer uma avaliação informada”.
“Em outras palavras, a PepsiCo pensa que seus acionistas são burros demais para compreender o que a PepsiCo está fazendo com os restos de crianças abortadas”, declarou Vinnedge. “Pois bem, eles estão para descobrir exatamente como o público é realmente esperto quando ele aumentar a pressão no boicote mundial!”
O senador Ralph Shortey, de Oklahoma, apresentou o projeto de lei SB1418 que proíbe a venda de produtos que são desenvolvidos ou contêm restos de bebês abortados. No caso dos produtos da Pepsi, as células derivadas dos bebês abortados não terminam no produto final.
“Elogiamos o senador por sua atitude corajosa”, comentou Vinnedge. “O público já está evitando todas as bebidas da Pepsi e a Pepsi Next é só isso — o próximo produto a se evitar!”
Até o momento, o boicote mundial se expandiu para incluir Canadá, Alemanha, Polônia, Inglaterra, Irlanda, Escócia, Espanha, Portugal, Austrália e Nova Zelândia.
Para mais informações, visite o site Children of God for Life.
Traduzido por Julio Severo do artigo de LifeSiteNews: Obama agency rules Pepsi use of cells derived from aborted fetus ‘ordinary business’
Fonte: www.juliosevero.com
Células de bebês abortados usadas em cremes anti-ruga
Vacinas de aborto: a verdade escondida
Empresa bioética estudando possível ligação entre vacinas de células de bebês abortados e autismo
Estudo confirma que aumento estonteante do autismo tem ligação com DNA de bebês abortados em vacinas
Há uma ligação entre autismo e o DNA de bebês abortados presente nas vacinas?
Conexão entre o aumento do autismo e a introdução de DNA de bebês abortados nas vacinas
CARLOS BOLSONARO: KIT GAY NAS ESCOLAS
"É possível acreditar em Deus usando a razão", afirma William Lane Craig O filósofo e teólogo defende o cristianismo, a ressurreição de Jesus e a veracidade da Bíblia a partir de construção lógica e racional, e se destaca em debates com pensadores ateus
VEJA
25/03/2012 - 11:41
Filosofia e Teologia
Marco Túlio Pires, de Águas de Lindóia
William Lane Craig: "Sem Deus, não é possível explicar a existência de valores e deveres morais objetivos" (Divulgação)
"Se você acha que a religião é um conto de fadas, não acredite. Mas se o cristianismo é a verdade — como penso que é — temos que acreditar nele independente das consequências. É o que as pessoas racionais fazem, elas acreditam na verdade. A via contrária é o pragmatismo. 'Isso Funciona? Não importa se é verdade, quero saber se funciona'"
William Lane Craig
Quando o escritor britânico Christopher Hitchens, um dos maiores defensores do ateísmo, travou um longo debate nos Estados Unidos, em abril de 2009, com o filósofo e teólogo William Lane Craig sobre a existência de Deus, seus colegas ateus ficaram tensos. Momentos antes de subir ao palco, Hitchens — que morreu em dezembro de 2011. aos 62 anos — falou a jornalistas sobre a expectativa de enfrentar Craig.
"Posso dizer que meus colegas ateus o levam bem a sério", disse. "Ele é considerado um adversário muito duro, rigoroso, culto e formidável", continuou. "Normalmente as pessoas não me dizem 'boa sorte' ou 'não nos decepcione' antes de um debate — mas hoje, é o tipo de coisa que estão me dizendo". Difícil saber se houve um vencedor do debate. O certo é que Craig se destaca pela elegância com que apresenta seus argumentos, mesmo quando submetido ao fogo cerrado.
O teólogo evangélico é considerado um dos maiores defensores da doutrina cristã na atualidade. Craig, que vive em Atlanta (EUA) com a esposa, sustenta que a existência de Deus e a ressurreição de Jesus, por exemplo, não são apenas questões de fé, mas passíveis de prova lógica e racional. Em seu currículo de debates estão o famoso químico e autor britânico Peter Atkins e o neurocientista americano Sam Harris (veja lista com vídeos legendados de Craig). Basta uma rápida procura no Youtube para encontrar uma vastidão de debates travados entre Craig e diversos estudiosos. Richard Dawkins, um dos maiores críticos do teísmo, ainda se recusa a discutir com Craig sobre a existência de Deus.
Em artigo publicado no jornal inglês The Guardian, Dawkins afirma que Craig faz apologia ao genocídio, por defender passagens da Bíblia que justificam a morte de homens, mulheres e crianças por meio de ordens divinas. "Vocês apertariam a mão de um homem que escreve esse tipo de coisa? Vocês compartilhariam o mesmo palco que ele? Eu não, eu me recuso", escreveu. Na entrevista abaixo, Craig fala sobre o assunto.
Autor de diversos livros — entre eles Em Guarda – Defenda a fé cristã com razão e precisão(Ed. Vida Nova), lançado no fim de 2011 no Brasil, — Craig é doutor em filosofia pela Universidade de Birmingham, na Inglaterra, e em teologia pela Universidade de Munique, Alemanha. O filósofo esteve no Brasil para o 8º Congresso de Teologia da Editora Vida Nova, em Águas de Lindóia, entre 13 e 16 de março. Durante o simpósio, Craig deu palestras e dedicou a última apresentação a atacar, ponto a ponto, os argumentos de Richard Dawkins sobre a inexistência de Deus.
Perfil
Nome: William Lane Craig
Profissão: Filósofo, teólogo e professor universitário na Universidade de Biola, Califórnia
Nascimento: 23 de agosto de 1949
Livros destacados: Apologética Contemporânea – A veracidade da Fé Cristã; Em Guarda, Defenda a fé cristã com razão e precisão; ambos publicados no Brasil pela editora Vida Nova
Principal contribuição para a filosofia: Craig foi responsável por reformular o Argumento Cosmológico Kalam (variação do argumento cosmológico que defende a existência de uma primeira causa para o universo) nos seguintes termos: 1) Tudo que começa a existir tem uma causa de existência. 2) O universo começou a existir. 3) Portanto, o universo tem uma causa para sua existência.
Informações pessoais: William Lane Craig é conhecido pelo trabalho na filosofia do tempo e na filosofia da religião, especificamente sobre a existência de Deus e na defesa do teísmo cristão. Escreveu e editou mais de 30 livros, é doutor em filosofia e teologia em universidades inglesa e alemã e desde 1996 é pesquisador e professor de filosofia na Universidade de Biola, na Califórnia. Atualmente vive em Atlanta, nos EUA, com a esposa. Craig pratica exercícios regularmente como forma de combater a APM (Atrofia Peronial Muscular) uma doença degenerativa do sistema nervoso que lhe causou atrofiamento dos nervos das mãos e pernas. Especialista em debates desde o ensino médio, o filósofo passa a maior parte do tempo estudando.
Por que deveríamos acreditar em Deus?Porque os argumentos e evidências que apontam para a Sua existência são mais plausíveis do que aqueles que apontam para a negação. Vários argumentos dão força à ideia de que Deus existe. Ele é a melhor explicação para a existência de tudo a partir de um momento no passado finito, e também a para o ajuste preciso do universo, levando ao surgimento de vida inteligente. Deus também é a melhor explicação para a existência de deveres e valores morais objetivos no mundo. Com isso, quero dizer valores e deveres que existem independentemente da opinião humana.
Se Deus é bondade e justiça, por que ele não criou um universo perfeito onde todas as pessoas vivem felizes? Acho que esse é o desejo de Deus. É o que a Bíblia ensina. O fato de que o desejo de Deus não é realizado implica que os seres humanos possuem livre-arbítrio. Não concordo com os teólogos que dizem que Deus determina quem é salvo ou não. Parece-me que os próprios humanos determinam isso. A única razão pela qual algumas pessoas não são salvas é porque elas próprias rejeitam livremente a vontade de Deus de salvá-las.
Alguns cientistas argumentam que o livre-arbítrio não existe. Se esse for o caso, as pessoas poderiam ser julgadas por Deus? Não, elas não poderiam. Acredito que esses autores estão errados. É difícil entender como a concepção do determinismo pode ser racional. Se acreditarmos que tudo é determinado, então até a crença no determinismo foi determinada. Nesse contexto, não se chega a essa conclusão por reflexão racional. Ela seria tão natural e inevitável como um dente que nasce ou uma árvore que dá galhos. Penso que o determinismo, racionalmente, não passa de absurdo. Não é possível acreditar racionalmente nele. Portanto, a atitude racional é negá-lo e acreditar que existe o livre-arbítrio.
O senhor defende em seu site uma passagem do Velho Testamento em que Deus ordena a destruição da cidade de Canaã, inclusive autorizando o genocídio, argumentando que os inocentes mortos nesse massacre seriam salvos pela graça divina. Esse não é um argumento perigosamente próximo daqueles usados por terroristas motivados pela religião? A teoria ética desses terroristas não está errada. Isso, contudo, não quer dizer que eles estão certos. O problema é a crença deles no deus errado. O verdadeiro Deus não ordena atos terroristas e, portanto, eles estariam cometendo uma atrocidade moral. Quero dizer que se Deus decide tirar a vida de uma pessoa inocente, especialmente uma criança, a Sua graça se estende a ela.
Se o terrorista é cristão o ato terrorista motivado pela religião é justificável, por ele acreditar no Deus ‘certo’? Não é suficiente acreditar no deus certo. É preciso garantir que os comandos divinos estão sendo corretamente interpretados. Não acho que Deus dê esse tipo de comando hoje em dia. Os casos do Velho Testamento, como a conquista de Canaã, não representam a vontade normal de Deus.
O sr. está querendo dizer que Deus também está sujeito a variações de humor? Não é plausível esperar que pelo menos Ele seja consistente? Penso que Deus pode fazer exceções aos comandos morais que dá. O principal exemplo no Velho Testamento é a ordem que ele dá a Abraão para sacrificar seu filho Isaque. Se Abraão tivesse feito isso por iniciativa própria, isso seria uma abominação. O deus do Velho Testamento condena o sacrifício infantil. Essa foi uma das razões que o levou a ordenar a destruição das nações pagãs ao redor de Israel. Elas estavam sacrificando crianças aos seus deuses. E, no entanto, Deus dá essa ordem extraordinária a Abraão: sacrificar o próprio filho Isaque. Isso serviu para verificar a obediência e fé dele. Mas isso é a exceção que prova a regra. Não é a forma normal com que Deus conduz os assuntos humanos. Mas porque Deus é Deus, Ele tem a possibilidade de abrir exceções em alguns casos extremos, como esse.
O sr. disse que não é suficiente ter o deus certo, é preciso fazer a interpretação correta dos comandos divinos. Como garantir que a sua interpretação é objetivamente correta? As coisas que digo são baseadas no que Deus nos deu a conhecer sobre si mesmo e em preceitos registrados na Bíblia, que é a palavra d’Ele. Refiro-me a determinações sobre a vida humana, como “não matarás”. Deus condena o sacrifício de crianças, Seu desejo é que amemos uns ao outros. Essa é a Sua moral geral. Seria apenas em casos excepcionalmente extremos, como o de Abraão e Isaque, que Deus mudaria isso. Se eu achar que Deus me comandou a fazer algo que é contra o Seu desejo moral geral, revelado na escritura, o mais provável é que eu tenha entendido errado. Temos a revelação do desejo moral de Deus e é assim que devemos nos comportar.
O sr. deposita grande parte da sua argumentação no conteúdo da Bíblia. Contudo, ela foi escrita por homens em um período restrito, em uma área restrita do mundo, em uma língua restrita, para um grupo específico de pessoas. Que evidência se tem de que a Bíblia é a palavra de um ser sobrenatural? A razão pela qual acreditamos na Bíblia e sua validade é porque acreditamos em Cristo. Ele considerava as escrituras hebraicas como a palavra de Deus. Seus ensinamentos são extensões do que é ensinado no Velho Testamento. Os ensinamentos de Jesus são direcionados à era da Igreja, que o sucederia. A questão, então, se torna a seguinte: temos boas razões para acreditar em Jesus? Ele é quem ele diz ser, a revelação de Deus? Acredito que sim. A ressurreição dos mortos, por exemplo, mostra que ele era quem afirmava.
Existem provas que confirmem a ressurreição de Jesus? Temos boas bases históricas. A palavra ‘prova’ pode ser enganosa porque muitos a associam com matemática. Certamente, não temos prova matemática de qualquer coisa que tenha acontecido na história do homem. Não temos provas, nesse sentido, de que Júlio César foi assassinado no senado romano, por exemplo, mas temos boas bases históricas para isso. Meu argumento é que se você considera os documentos do Novo Testamento como fontes da história antiga, — como os historiadores gregos Tácito, Heródoto ou Tucídides — o evangelho aparece como uma fonte histórica muito confiável para a vida de Jesus de Nazaré. A maioria dos historiadores do Novo Testamento concorda com os fatos fundamentais que balizam a inferência sobre a ressurreição de Cristo. Coisas como a sua execução sob autoridade romana, a descoberta das tumbas vazias por um grupo de mulheres no domingo depois da crucificação e o relato de vários indivíduos e grupos sobre os aparecimentos de Jesus vivo após sua execução. Com isso, nos resta a seguinte pergunta: qual é a melhor explicação para essa sequência de acontecimentos? Penso que a melhor explicação é aquela que os discípulos originais deram — Deus fez Jesus renascer dos mortos. Não podemos falar de uma prova, mas podemos levantar boas bases históricas para dizer que a ressurreição é a melhor explicação para os fatos. E como temos boas razões para acreditar que Cristo era quem dizia ser, portanto temos boas razões para acreditar que seus ensinamentos eram verdade. Sendo assim, podemos ver que a Bíblia não foi criação contingente de um tempo, de um lugar e de certas pessoas, mas é a palavra de Deus para a humanidade.
O textos da Bíblia passaram por diversas revisões ao longo do tempo. Como podemos ter certeza de que as informações às quais temos acesso hoje são as mesmas escritas há 2.000 anos? Além disso, como lidar com o fato de que informações podem ser perdidas durante a tradução? Você tem razão quanto a variedade de revisões e traduções. Por isso, é imperativo voltar às línguas originais nas quais esses textos foram escritos. Hoje, os críticos textuais comparam diferentes manuscritos antigos de modo a reconstruir o que os originais diziam. O Novo Testamento é o livro mais atestado da história antiga, seja em termos de manuscritos encontrados ou em termos de quão próximos eles estão da data original de escrita. Os textos já foram reconstruídos com 99% de precisão em relação aos originais. As incertezas que restam são trivialidades. Por exemplo, na Primeira Epístola de João, ele diz: “Estas coisas vos escrevemos, para que o vosso gozo se cumpra”. Mas alguns manuscritos dizem: “Estas coisas vos escrevemos, para que o nosso gozo se cumpra”. Não temos certeza se o texto original diz ‘vosso’ ou ‘nosso’. Isso ilustra como esse 1% de incerteza é trivial. Alguém que realmente queira entender os textos deverá aprender grego, a língua original em que o Novo Testamento foi escrito. Contudo, as pessoas também podem comprar diferentes traduções e compará-las para perceber como o texto se comporta em diferentes versões.
É possível explicar a existência de Deus apenas com a razão? Qual o papel da ciência na explicação das causas do universo? A razão é muito mais ampla do que a ciência. A ciência é uma exploração do mundo físico e natural. A razão, por outro lado, inclui elementos como a lógica, a matemática, a metafísica, a ética, a psicologia e assim por diante. Parte da cegueira de cientistas naturalistas, como Richard Dawkins, é que eles são culpados de algo chamado ‘cientismo’. Como se a ciência fosse a única fonte da verdade. Não acho que podemos explicar Deus em sua plenitude, mas a razão é suficiente para justificar a conclusão de que um criador transcendente do universo existe e é a fonte absoluta de bondade moral.
Por que o cristianismo deveria ser mais importante do que outras religiões que ensinam as mesmas questões fundamentais, como o amor e a caridade? As pessoas não entendem o que é o cristianismo. É por isso que alguns ficam tão ofendidos quando se prega que Jesus é a única forma de salvação. Elas pensam que ser cristão é seguir os ensinamentos éticos de Jesus, como amar ao próximo como a si mesmo. É claro que não é preciso acreditar em Jesus para se fazer isso. Isso não é o cristianismo. O evangelho diz que somos moralmente culpados perante Deus. Espiritualmente, somos separados d’Ele. É por isso que precisamos experimentar Seu perdão e graça. Para isso, é preciso ter um substituto que pague a pena dos nossos pecados. Jesus ofereceu a própria vida como sacrifício por nós. Ao aceitar o que ele fez em nosso nome, podemos ter o perdão de Deus e a limpeza moral. A partir disso, nossa relação com Deus pode ser restaurada. Isso evidencia por que acreditar em Cristo é tão importante. Repudiá-lo é rejeitar a graça de Deus e permanecer espiritualmente separado d’Ele. Se você morre nessa condição você ficará eternamente separado de Deus. Outras religiões não ensinam a mesma coisa.
A crença em Deus é necessária para trazer qualidade de vida e felicidade? Penso que a crença em Deus ajuda, mas não é necessária. Ela pode lhe dar uma fundação para valores morais, propósito de vida e esperança para o futuro. Contudo, se você quiser viver inconsistentemente, é possível ser um ateu feliz, contanto que não se pense nas implicações do ateísmo. Em última análise, o ateísmo prega que não existem valores morais objetivos, que tudo é uma ilusão, que não há propósito e significado para a vida e que somos um subproduto do acaso.
Por que importa se acreditamos no deus do cristianismo ou na ‘mãe natureza’ se na prática as pessoas podem seguir, fundamentalmente, os mesmos ensinamentos?Deveríamos acreditar em uma mentira se isso for bom para a sociedade? As pessoas devem acreditar em uma falsa teoria, só por causa dos benefícios sociais? Eu acho que não. Isso seria uma alucinação. Algumas pessoas passam a acreditar na religião por esse motivo. Já que a religião traz benefícios para a sociedade, mesmo que o indivíduo pense que ela não passa de um ‘conto de fadas’, ele passa a acreditar. Digo que não. Se você acha que a religião é um conto de fadas, não acredite. Mas se o cristianismo é a verdade — como penso que é — temos que acreditar nele independente das consequências. É o que as pessoas racionais fazem, elas acreditam na verdade. A via contrária é o pragmatismo. “Isso Funciona?", perguntam elas. "Não importa se é verdade, quero saber se funciona”. Não estou preocupado se na Suécia alguns são felizes sem acreditar em Deus ou se há alguma vantagem em acreditar n’Ele. Como filósofo, estou interessado no que é verdade e me parece que a existência desse ser transcendente que criou e projetou o universo, fonte dos valores morais, é a verdade.
Observação: no rodapé do post original tem alguns vídeos. Clique aqui.
DCE DA USP - Alô, maioria silenciosa e democrática da USP! Chegou a hora de REAGIR ao fascismo, à violência, à mediocridade e aos estudantes profissionais que corroem a instituição. Uspiano, diga não ao passado que oprime o cérebro dos vivos! Ou: CADA ESTUDANTE TEM DE VALER UM VOTO!!!
REINALDO AZEVEDO
27/03/2012 às 6:55
Chega de minorias barulhentas decidindo em lugar da maioria silenciosa!
CHEGOU A HORA DE CADA ESTUDANTE DA USP VALER UM VOTO!
CHEGOU A HORA DE DIZER “SIM” OU NÃO” A ESTA PERGUNTA: ISTO QUE VOCÊ VÊ ABAIXO, ESTUDANTE DA USP, REPRESENTA O SEU PENSAMENTO, A SUA VONTADE?
De hoje até quinta-feira, caso os extremistas de esquerda não deem um novo golpe, O DCE da USP, ora gerido por golpistas, realiza eleições para definir a nova direção. Cinco chapas se enfrentam nas urnas;
- Reação;
- Não Vou Me Adaptar;
- 27 de Outubro;
- Universidade em Movimento;
- Quem Vem Com Tudo Não Cansa.
Apenas uma chapa, a REAÇÃO, não representa partidos de extrema esquerda e não está empenhada em usar as demandas e problemas dos estudantes da USP como mero trampolim para as necessidades e anseios dos seus respectivos partidos.
Apenas uma chapa, a REAÇÃO, entende que a Universidade de São Paulo tem de ser a melhor universidade que o Brasil pode fazer — e uma das boas instituições do mundo —, dentro de um regime democrático, que garanta as liberdades individuais e as liberdades púbicas e a valorização do estudo, da ciência, da pesquisa. AS DEMAIS CHAPAS ESTÃO EMPENHADAS, CADA UMA ATENDENDO, REITERO, AOS FUNDAMENTOS DE SEUS GRUPELHOS POLÍTICOS, em construir o socialismo. O socialismo, para quem não liga o nome à coisa, é aquele regime que matou 70 milhões na China, uns 35 milhões na União Soviética, uns três milhões do Camboja — só para citar os mais eficientes na arte de matar.
Apenas uma chapa, a REAÇÃO, defende a INTERLOCUÇÃO MADURA E AUTÔNOMA com a reitoria da USP e não tem como palavra de ordem o ridículo chamamento golpista (eles adoram um golpe!!!) “Fora Rodas!” João Grandino Rodas é o principal responsável por ter levado a universidade a figurar entre as 100 melhores do mundo, única instituição da América Latina a integrar esse grupo. Ainda é muito pouco. Por isso, é preciso avançar, não recuar.
Apenas uma chapa, a REAÇÃO — a carta-programa está aqui) tem uma pauta voltada para as necessidades efetivas dos mais de 80 mil estudantes da Universidade, opondo-se à permanente depredação das instituições, das instalações, da democracia e do bom senso no espaço acadêmico.
Apenas uma chapa, a REAÇÃO, tem como proposta o que sintetizo assim: “um estudante, um voto”.
É preciso dar um basta à rotina de violência na universidade!
É preciso dar um basta à sanha de grupos delirantes que já não distinguem suas convicções do crime.
É preciso dar uma basta à ação de extremistas que não reconhecem, no ambiente universitário, os mais comezinhos e básicos direitos assegurados pela Constituição.
É preciso pôr um fim ao permanente sequestro da maioria por minorias que nunca representaram mais do que 2% ou 3% dos alunos da USP, mas que se comportam como se fossem suas donas ou seus capitães do mato.
É preciso, enfim, que os alunos da USP se libertem de seus algozes!
Eles querem brincar de revolução? Que não seja com dinheiro público!
Eles querem viver a primavera juvenil do radicalismo? Que não seja com o seu tempo, com o seu curso, com a sua vida, com o seu futuro!
Eles querem viver viagens interessantes? Que não seja atrapalhando a sua vida estudantil!
Que os verdadeiros estudantes da USP tenham muito claro: ou escolhem o caminho que faz com que a USP avance ainda mais no grupo das melhores do mundo ou escolhem o caminho do retrocesso. Ou escolhem um Brasil que precisa crescer, progredir, se desenvolver — para corrigir as desigualdades — ou escolhem os “companheiros” e “camaradas” que pretendem instituir o socialismo no Brasil a partir da… USP!!!
A maioria silenciosa, composta de gente que estuda e de gente que estuda e trabalha, tem de escolher entre o caminho que leva à premiação do esforço e o que consagra os delírios pseudorrevolucionários de radicais “PAItrocinados”, que um dia deixarão essas tolices de lado para cuidar do dinheiro da família — depois de terem comprometido o futuro alheio com greves, depredações, invasões, violência.
Quem é quem
Abaixo, segue a configuração ideológica das chapas.
Reação - É a única não-esquerdista, mas é balela que seja uma chapa “de direita”. A extrema esquerda tenta usar a palavra como um bicho-papão. Ainda que possa haver pessoas filiadas a partidos (falo em tese), não é a chapa de um partido. Sua pauta está voltada para temas que dizem respeito ao universo estudantil e acadêmico. Para ficar numa questão que ganhou grande visibilidade: defende, sim, a presença da PM no campus da USP — o que é apenas matéria de bom senso. Todas as outras são contra.
Não Vou Me Adaptar - É a chapa do continuísmo, liderada pela turma do PSOL e do PSTU. Esse nome ranhetinha, coisa de adolescente malcriado, expressa seu inconformismo com a gestão do excelente reitor João Grandino Rodas. Assim, aluno da USP, saiba que votar nessa chapa corresponde a escolher o caminho da decadência.
27 de Outubro - É a chapa da extremíssima esquerda, que junta PCO e LER-QI, que comanda o sectário Sindicato dos Funcionários da USP. O grupo lidera as ações mais violentas da universidade. Foram eles que decidiram, contra a votação da assembleia, invadir a reitoria da universidade. Estão em desintegração. O tal “Movimento Negação da Negação”, também notável por seu sectarismo, desertou das hostes e decidiu se juntar à “Não Vou Me Adaptar”. E o nome? Vem de onde? Essa é a data em que três alunos foram detidos pela PM portando maconha no campus, o que gerou o tal protesto e, depois, as invasões. Antigamente, as esquerdas homenageavam seus mártires; agora, homenageiam seus maconheiros. Faz sentido…
Quem Vem Com Tudo Não Cansa - É a turma do PT (parece que há também gente do PC do B, mas não estou muito certo disso). O partido perdeu espaço na universidade para o PSOL e o PSTU (por incrível que pareça). E todos eles, juntos, perderam o controle do processo que resultou na invasão da reitoria, comandado pela turma que se juntou na 27 de Outubro. “Perder o controle significa o quê?” Que o movimento estudantil, já minoritário, ficou entregue a meia-dúzia de sectários, que decidiram tomar a Reitoria e brincar de fazer barricadas.
Universidade em Movimento - Também reúne membros do PSOL, mas que não conseguiram se compor com aqueles do “Não Vou Me Adaptar”, que hoje representa o continuísmo na USP.
Século 21
O século 21 precisa chegar ao movimento estudantil da USP. Não é possível que a universidade de 2012 tenha uma representação estudantil com a cabeça na década de 60 — ou em tempos ainda mais obscuros. Só para você terem noção do atraso, vejam o que o PCO escreveu sobre a eleição para o DCE:
“O processo eleitoral nada mais pode ser do que um reflexo, ainda que distorcido, em geral muito distorcido e, no caso do DCE da USP, extremamente distorcido, da correlação de forças que existe no mundo real ou, como dizia Lênin, um recenseamento das tropas. Quem acredita em algo diferente ou tem a ilusão de que o processo eleitoral é fundamental para a luta das massas sofre da típica doença da social-democracia e dos oportunistas pequeno-burgueses, a qual Karl Marx denominou tão certeiramente de cretinismo parlamentar.”
Entenderam? Para desancar uma simples eleição de DCE na USP — afinal, o PCO é “revolucionário” e não acredita nesses processos burgueses… —, apela à literatura leninista. É o Parque dos Dinossauros. Esse partido poderia levar a sério o que diz — um mínimo de vergonha na cara!!! — e devolver o dinheiro do Fundo Partidário, que recebe todo ano do “estado burguês”. É nojento!
Encerrando
A USP já dispõe hoje de condições técnicas — e também cada aluno — de instaurar a verdadeira democracia na universidade nas questões que dizem respeito ao movimento estudantil. Já não faz mais sentido realizar assembleias — dominadas por meia-dúzia de extremistas — para decidir isso ou aquilo. Cada aluno dispõe de seu “Número-USP”, e o DCE pode realizar plebiscitos e referendos para saber o que pensam TODOS OS ESTUDANTES da universidade, não apenas aqueles que se especializaram em expulsar das assembleias os não-engajados em partidos de esquerda.
A REAÇÃO é a única chapa que se mostra disposta a levar adiante a ideia de envolver, de fato, todos os alunos da USP nas decisões que dizem respeito à USP! Afinal, você não preciosa ser do PC do B, do PT ou do PSOL para dar a sua opinião. Um celular basta. É preciso tirar esses dinossauros do caminho!
A REAÇÃO, em suma, é a única chapa verdadeiramente contrária à privatização da USP. Hoje, ela é propriedade privada de PT, PSOL, PSTU, LER-QI etc. Essa gente representa a sua vontade, alunos da USP?
Vejam esta foto e prestem atenção ao cartaz. Que USP você quer? A que chegou entre as melhores do mundo ou a que se traduz nesta ortografia muito original?
Hora de escolher. Hora de votar.
Aluno da USP, isso que você vê acima o representa?
Por Reinaldo Azevedo
segunda-feira, 26 de março de 2012
Cursando faculdade há 21 anos, petista do Acre vai assumir diretoria no MEC. Repetindo o título para você não achar que errei o título: Cursando faculdade há 21 anos, petista do Acre vai assumir diretoria no MEC
PROSA & POLÍTICA
Publicado em 26 de março de 2012 às 18:35 hs.
Por Altino Machado- Blog da Amazônia
O “professor” Irailton Lima de Sousa, diretor-presidente do Instituto de Desenvolvimento da Educação Profissional Dom Moacyr, do Acre, anunciou que vai assumir a Diretoria de Integração das Redes de Educação Profissional e Tecnológica do Ministério da Educação.
Militante do PT e ex-candidato a vereador em Rio Branco, Irailton Sousa foi indicado para o cargo com aval do ex-governador do Acre, Binho Marques (PT), que atualmente é o titular da Secretaria de Articulação com os Sistemas de Ensino do MEC, além do aval do atual governador Tião Viana (PT).
Porém, Irailton Sousa, enfrenta dificuldade para apresentar o diploma de graduação em Ciências Sociais pela Ufac (Universidade Federal do Acre), exigido pelo MEC. Segundo a coordenação do curso de bacharelado em Ciências Sociais, Sousa iniciou o curso, pela primeira vez, em 1991.
- Os cargos no Ministério da Educação são de livre provimento. São cargos políticos. Não existe uma exigência legal para que tenha a formação – argumenta Sousa.
Consultada pelo Blog da Amazônia, a coordenadora do curso de bacharelado em Ciências Sociais, professora doutora Eurenice Oliveira de Lima, enviou a seguinte nota de esclarecimento:
“1 – O referido aluno iniciou o curso, pela primeira vez, em 1991. Temendo um processo de jubilamento, prestou novamente vestibular e reiniciou o curso em 1998. Considerando todo o período, ele está há 21 anos no curso Ciências Sociais. Em 2004, este aluno não estava sequer cadastrado no Sistema de Informação do Ensino (SIE).
2 – Conforme o Histórico Escolar do aluno, disponível no sistema da UFAC, a carga horária cumprida por ele ao longo desses 21 anos foi de 2.070 horas, sendo que a carga horária exigida para concessão de diploma como Bacharel em Ciências Sociais é de 2.295 horas.
3 – Este aluno deveria ter sido jubilado em 2005. No entanto, em 2007, a Coordenação do Curso autorizou ao Núcleo de Registro e Controle Acadêmico da UFAC (NURCA) o recadastramento para que ele tivesse a oportunidade de defender sua monografia, o que foi feito em 2008, sob a orientação do Prof. Dr. Ermício Sena.
4 – De acordo com o Projeto Curricular Pedagógico do Curso de Ciências Sociais, o prazo de integralização é de sete anos. No entanto, o aluno em questão defendeu sua monografia sem integralização de créditos, dez anos depois de sua matrícula em 1998.
5 – Além disso, à época da defesa de sua monografia, o aluno devia outros créditos e também o Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (ENADE), que integra o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (SINAES). Estabelece o Ministério da Educação e Cultura (MEC) que o ENADE faz parte do componente curricular, de maneira que o seu descumprimento não permite colar grau ou obter diplomação. Isto posto, a declaração de conclusão do curso, que o aluno pleiteia junto a esta Coordenação, não tem validade legal.
6 – Outrossim, uma vez defendida a monografia, o mencionado aluno ingressou com uma solicitação de colação de grau especial, por meio da Vice-Reitoria, na pessoa do Prof. Dr. Pascoal Muniz, procedimento este totalmente inadequado. Pois o caminho correto é que esta solicitação seja feita diretamente na Coordenação do Curso, instância responsável por dar sequência aos procedimentos cabíveis, que se pauta pela normas vigentes na Instituição e sempre orientou os alunos sobre seus direitos e deveres.
7 – Como se vê, esta é a síntese da trajetória acadêmica apresentada pelo discente. Cabe a pergunta: este aluno tem autoridade para tecer críticas à UFAC e a seu corpo docente, que estão apenas cumprindo a legislação educacional em vigor? Entendo que este não é o melhor caminho para quem pretende cuidar do futuro de milhões de jovens brasileiros que aguardam ansiosamente as oportunidades do PRONATEC, programa em que o aluno parece pleitear um cargo de direção.
8 – Por fim, ressalto que a Coordenação do Curso de Bacharelado em Ciências Sociais está aberta e disponível a prestar quaisquer esclarecimentos sobre o caso, assim como as demais instâncias da UFAC, primando sempre pela transparência e rigor na administração pública.”
Estado laico é diferente de Estado antirreligioso
DOM LUIZ BERGONZINI
SEGUNDA-FEIRA, 26 DE MARÇO DE 2012
Por Paulo Henrique Hachich De Cesare
Há poucos dias foi noticiado que o Conselho da Magistratura do TJ/RS, em decisão unânime, acatou pedido da Liga Brasileira de Lésbicas e de outras entidades sociais sobre a retirada dos crucifixos e símbolos religiosos nos espaços públicos dos prédios da Justiça gaúcha[1]. E prosseguia a notícia: Disse o magistrado que resguardar o espaço público do Judiciário para o uso somente de símbolos oficiais do Estado é o único caminho que responde aos princípios constitucionais republicanos de um Estado laico, devendo ser vedada a manutenção dos crucifixos e outros símbolos religiosos em ambientes públicos dos prédios.
A decisão acima citada, segundo entendemos, subverteu o conceito de Estado Laico e mais particularmente do Estado brasileiro, como delineado pela Constituição Federal de 1988.
Como é de sabença trivial, Estado laico, secular ou não confessional é aquele que não adota uma religião oficial e no qual há separação entre o Clero e o Estado, de modo que não haja envolvimento entre os assuntos de um e de outro, muito menos sujeição do segundo ao primeiro. Portanto, de plano se verifica que Estado laico não é sinônimo de Estado antirreligioso.
Antes de prosseguir, convém repisar a diferença entre dois conceitos: laicidade e laicismo.De modo bastante sucinto, a laicidade é característica dos Estados não confessionais que assumem uma posição de neutralidade perante a religião, a qual se traduz em respeito por todos os credos e inclusive pela ausência deles (agnosticismo, ateísmo). Já o laicismo, igualmente não confessional, refere-se aos Estados que assumem uma postura de tolerância ou de intolerância religiosa, ou seja, a religião é vista de forma negativa, ao contrário do que se passa com a laicidade.
A Constituição Federal de 1988, como de resto a maioria das anteriores, não permite nem mesmo que se cogite ou suspeite de laicismo no Estado brasileiro. Com efeito, qualquer ideia de laicismo é repudiada ab ovo, pois já no preâmbulo de nossa Carta é solenemente declarado: “promulgamos, sob a proteção de Deus, a seguinte Constituição da República Federativa do Brasil” (g.n.). Obviamente, um Estado que se constitui sob a proteção de Deus pode ser tudo, menos um Estado ateu ou antirreligioso.
Decerto, porém, que o apreço e o reconhecimento dos valores religiosos não ficaram somente no preâmbulo. Longe disso, a Constituição de 1988 foi bastante zelosa ao dispor sobre estes valores. Confira-se:
Art. 5º ...
(...) VI - é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias;
VII - é assegurada, nos termos da lei, a prestação de assistência religiosa nas entidades civis e militares de internação coletiva;
VIII - ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política, salvo se as invocar para eximir-se de obrigação legal a todos imposta e recusar-se a cumprir prestação alternativa, fixada em lei;
Art. 143. O serviço militar é obrigatório nos termos da lei.
§ 1º - às Forças Armadas compete, na forma da lei, atribuir serviço alternativo aos que, em tempo de paz, após alistados, alegarem imperativo de consciência, entendendo-se como tal o decorrente de crença religiosa e de convicção filosófica ou política, para se eximirem de atividades de caráter essencialmente militar.
§ 2º - As mulheres e os eclesiásticos ficam isentos do serviço militar obrigatório em tempo de paz, sujeitos, porém, a outros encargos que a lei lhes atribuir.
Art. 150. Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, é vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios:
(...) VI - instituir impostos sobre:
(...) b) templos de qualquer culto;
Art. 210. ...
§ 1º - O ensino religioso, de matrícula facultativa, constituirá disciplina dos horários normais das escolas públicas de ensino fundamental.
Art. 226. ...
(...) § 2º - O casamento religioso tem efeito civil, nos termos da lei.»
E o apreço é tal pela religião que até o art. 19, que define a laicidade de nosso Estado, não deixa de conferir garantias religiosas:
Art. 19. É vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios:
I - estabelecer cultos religiosos ou igrejas, subvencioná-los, embaraçar-lhes o funcionamento ou manter com eles ou seus representantes relações de dependência ou aliança, ressalvada, na forma da lei, a colaboração de interesse público; (g.n.)
Note-se que as vedações deste art. 19 são claríssimas: não estabelecer cultos religiosos nem igrejas, não subvencioná-los e não manter com eles ou seus representantes relações de dependência ou aliança. É certo que este dispositivo deve ser interpretado taxativamente, pois se trata de norma restritiva. Assim sendo, surge naturalmente a pergunta: de que forma um crucifixo na parede incorreria em alguma das vedações do art. 19, inc. I da Constituição Federal? A resposta é óbvia: de forma nenhuma. E se não incorre nas citadas vedações não há nada que justifique sua proibição. Acreditamos que esta razão baste para demonstrar o equívoco da decisão gaúcha, mas há mais.
Partindo de outro enfoque, abstraindo a conclusão do parágrafo anterior, podemos ir direto ao ponto e indagar: a existência de algum símbolo religioso em prédio público macula a laicidade do Estado brasileiro?
A resposta nos parece de uma clareza solar, podendo ser facilmente encontrada a partir de outras singelas indagações, com base nos dispositivos constitucionais acima transcritos. Algo assim: o fato de o Estado ...
a) assegurar o livre exercício dos cultos religiosos e garantir a proteção aos locais de culto e a suas liturgias, fere a laicidade do Estado?
b) assegurar a prestação de assistência religiosa nas entidades civis e militares de internação coletiva, fere a laicidade do Estado?
c) permitir que alguém oponha validamente sua crença religiosa ao cumprimento de obrigação legal a todos imposta, mediante prestação alternativa, fere a laicidade do Estado?
d) eximir do serviço militar obrigatório, mediante serviço alternativo, quem alegar imperativo de consciência decorrente de crença religiosa, fere a laicidade do Estado?
e) isentar do mesmo serviço obrigatório os eclesiásticos, compromete a laicidade do Estado?
f) conceder imunidade de impostos aos templos de qualquer culto, não fere a laicidade do Estado?
g) prever o ensino religioso facultativo como disciplina dos horários normais das escolas compromete a laicidade do Estado?
h) conferir efeito civil ao casamento religioso, na forma da lei, não fere seu caráter laical?
i) impor a si mesmo a proibição de embaraçar os cultos religiosos, não compromete seu caráter laico?
A resposta a todas as indagações acima é necessariamente negativa, pois o contrário corresponderia à negação do Estado laico, e sem esta premissa não subsistiria a presente questão.
A próxima pergunta, então, é óbvia e certamente já está na mente do leitor: se nada disso compromete o caráter laico do Estado, pois tudo está previsto na Constituição, como seria possível que algo muito mais singelo, como um simples crucifixo na parede, pudesse malferir a laicidade do Estado?
Com todas as vênias, nos parece absurdo supor que a mesma Constituição que abre mão de cifras milionárias com a concessão de imunidade aos templos de qualquer culto(templo este que é considerado em sentido lato pela jurisprudência), e que se desdobra para tutelar os valores religiosos, conforme visto nos dispositivos acima transcritos, possa proibir, implicitamente(!), a permanência de símbolos religiosos que tradicionalmente se encontram em alguns prédios públicos.
Com efeito, quem pode o mais, pode o menos, não há como fugir deste truísmo. Assim, se a Constituição admite o mais no campo religioso, sem que se possa considerar o Estado menos laico por conta disso, é evidente que também admite o menos (o crucifixo na parede).
Outro ponto que muito nos preocupa neste tema – e que vem se tornando lamentavelmente comum – é a utilização repetitiva de sofismas. Trata-se de afirmações vazias que procuram transformar o absurdo em lógica, é o caso noticiado do Conselho da Magistratura gaúcha, segundo o qual “resguardar o espaço público do Judiciário para o uso somente de símbolos oficiais do Estado é o único caminho que responde aos princípios constitucionais republicanos de um Estado laico, devendo ser vedada a manutenção dos crucifixos e outros símbolos religiosos em ambientes públicos dos prédios”.
Ora, nada mais equivocado. Nada além de uma frase bonita, mas sem conteúdo: resguardar do quê? De algo vedado pela Constituição? Já se viu que não. Único caminho para onde, para quê? Para a intolerância. Ao contrário do afirmado pelo referido Conselho, acreditamos que o que responde aos princípios constitucionais republicanos de um Estado laico se chama respeito, e compreensão acerca da herança cultural e religiosa de um país. Portanto, a presença de um símbolo religioso numa repartição pública, só por si, não tem o condão de nem mesmo arranhar a laicidade do Estado.
Argumenta-se ainda (incansavelmente), que os símbolos são cristãos e nem todos o são, daí a inconstitucionalidade. Este tipo de argumento traz à memória um fato noticiado há algum tempo, uma pós-adolescente, mulher de um jogador de futebol, se negara a entrar no carro de sua mãe por haver nele uma pequena imagem religiosa, doutra fé que não a da garota. Ou seja, intolerância religiosa pura. E não é nada além desse tipo de intolerância que o Judiciário tutela quando determina a retirada de objetos religiosos tradicionais das repartições públicas, sob a alegação de estar agindo em defesa da laicidade ou de qualquer outro princípio republicano.
Não se perca de vista que o Brasil é um país eminentemente cristão, logo, qual o tipo de imagem religiosa que se supõe encontrar disseminada? Haveria aí alguma concessão do Estado em prol de uma religião e em detrimento das outras? De modo algum, pois ou tais imagens estão por tradição nos referidos prédios, algumas há séculos, ou são miudezas carreadas pela fé e tradição dos que laboram no local, nada além.
E o não-cristão? E o ateu e o agnóstico? Como ‘ficam’? Esses não terão sua esfera jurídica atingida em absolutamente nada, pois, se não forem cristãos, basta ignorar o crucifixo ou considerá-lo como um penduricalho na parede. Ou assim ou teremos um Judiciário que premia a intolerância e se vocaciona ao acolhimento das pretensões mais mesquinhas que insistem em acompanhar a humanidade através dos séculos.
[1] http://www.migalhas.com.br/Quentes/17,MI151274,21048-Determinada+a+retirada+dos+crucifixos+dos+predios+da+Justica+gaucha
Paulo Henrique Hachich De Cesare é advogado.
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