Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro concede Medalha Tiradentes a Olavo de Carvalho. Aqui.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Violentos protestos no Egito

MÍDIA SEM MÁSCARA

O Oriente Médio tem por anos sido dividido em dois grandes blocos envolvidos em uma guerra fria pela conquista da influência.

Conforme o já muito antecipado momento de crise ter chegado ao Egito e rebeliões populares terem abalado governos por todo o Oriente Médio, o Irã encontra-se mais do que nunca no ponto central da região. Seus governantes islamistas estão prestes a dominar a região. Porém é difícil as revoluções terem sucesso e eu imagino que os islamistas não irão atingir um avanço extraordinário no Oriente Médio e que Teerã não irá surgir como o mais influente. A seguir apresento o que me leva a essa conclusão: Um eco da revolução iraniana: Ao chegar ao poder em 1979, o Aiatolá Ruhollah Khomeini procurou espalhar a insurreição islamista a outros países, mas fracassou praticamente em todas. Parece que três décadas tiveram que passar antes que a imolação de um vendedor em uma obscura cidade na Tunísia, pudesse acender a conflagração à qual Khomeini aspirava e que as autoridades iranianas ainda almejam.
Parte de uma guerra fria no Oriente Médio: O Oriente Médio tem por anos sido dividido em dois grandes blocos envolvidos em uma guerra fria pela conquista da influência. O bloco de resistência liderado pelo Irã inclui a Turquia, Síria, Gaza e o Catar. O bloco do status quoliderado pela Arábia Saudita inclui o Marrocos, Argélia, Tunísia, Egito, Cisjordânia,JordâniaIêmen e os emirados do Golfo Pérsico. Observe que nos últimos dias o Líbano está passando do status quo para a resistência e que os tumultos estão ocorrendo somente nas regiões do status quo.
A situação peculiar de Israel: Os líderes israelenses estão calados e a quase irrelevância de Israel nesse aspecto enfatiza a centralidade iraniana. Embora Israel tenha muito a temer com os ganhos iranianos, eles simultaneamente realçam o estado judeu como uma ilha de estabilidade e o único aliado confiável do Oriente Médio.
Falta de ideologia: O uso de slogans e de teorias de conspiração que dominam o discurso no Oriente Médio estão visivelmente ausentes das multidões reunidas em frente a instituições governamentais exigindo o fim da estagnação, arbitrariedade, corrupção, tirania e tortura.
Forças armadas vs. Mesquita: Os recentes acontecimentos confirmam que as mesmas duas forças, as forças armadas e os islamistas, dominam cerca de 20 países do Oriente Médio: as forças armadas posicionam a força bruta e os islamistas fornecem a visão. Há exceções - a esquerda vibrante na Turquia, facções étnicas no Líbano e no Iraque, democracia em Israel, controle do Irã pelos islamistas - mas aquele padrão se mantém.
Iraque: O país mais volátil da região, o Iraque, está ostensivamente ausente das manifestações pelo fato da sua população não estar enfrentando décadas de autocracia.
Um golpe militar? Os islamistas desejam repetir o sucesso no Irã aproveitando-se dos tumultos com o intuito de tomarem o poder. A experiência da Tunísia merece um exame minucioso em busca de um padrão que poderá se repetir em outro lugar. Lá a liderança militar aparentemente concluiu que o homem forte, Zine El Abidine Ben Ali, estava saindo muito caro - especialmente com a gritante corrupção da família da sua esposa - para ser mantido no poder, de modo que o expulsaram e além disso emitiram um mandado de captura internacional para a sua detenção e da sua família.
Feito isso, praticamente toda a antiga guarda permanece no poder, com o mais graduado oficial militar, Chefe do Estado-Maior Rachid Ammar, aparentemente tendo substituído Ben Ali como o homem mais influente do país. A velha guarda espera que administrar ajustes finos ao sistema, conceder mais direitos civis e políticos irá ser o suficiente para se manter no poder. Se essa artimanha der certo, a aparente revolução de meados de janeiro irá terminar como um mero coup d'état.
Esse cenário poderia se repetir em qualquer lugar, especialmente no Egito onde os soldados dominam o governo desde 1952 e tencionam manter o seu poder contra a Irmandade Muçulmana que eles têm reprimido desde 1954. A nomeação de Omar Suleimanpelo homem forte Sr. Hosni Mubarak termina com as pretensões dinásticas da família Mubarak e aumenta a perspectiva da renúncia de Mubarak em favor de um governo militar direto.
De maneira geral, eu aposto no modelo de mais continuidade do que mudança, que surgiu na Tunísia até agora. O governo mão de ferro será um tanto menos rigoroso no Egito e em outros lugares mas os militares em última análise permanecerão os mais influentes.
Política externa dos Estados Unidos: O governo dos Estados Unidos tem um papel vital no que se refere a ajuda aos estados do Oriente Médio para que passem da tirania à participação política sem que os islamistas se apoderem do processo. George W. Bush teve a ideia certa em 2003 ao pedir democracia, mas arruinou o esforço exigindo resultados imediatos. Inicialmente Barack Obama reverteu a velha política de congraçamento com tiranos; agora ele alinha-se cegamente com os islamistas contra o Sr. Mubarak. Ele deveria imitar Bush, porém com melhores resultados, compreendendo que a democratização é um processo que leva décadas, que requer a fixação de ideias que se contraponham às ideias intuitivas sobre eleições, liberdade de expressão e estado de direito.

Publicado no The Washington Times,
Original em inglês: Turmoil in Egypt

Tradução: Joseph Skilnik

True Outspeak - 31 de janeiro de 2011




CanalMSM | 2 de fevereiro de 2011 
Gravação do programa True Outspeak, de Olavo de Carvalho, transmitido em 31 de janeiro de 2011.

Sobre as flutuações cíclicas na economia

MISES BRASIL
11 de janeiro de 2011

por Ludwig von Mises

Trecho extraído do livro The Cause of the Economic Crisis

O papel das taxas de juros

Em nosso sistema econômico, épocas de economia aparentemente próspera e robusta se alternam de maneira praticamente regular com épocas de economia debilitada. Os declínios vêm após a fase ascendente da economia, e a fase ascendente volta a surgir após os declínios, e assim por diante. A atenção dada pela teoria econômica a esse fenômeno tem sido compreensivelmente enorme, dado que as flutuações cíclicas alteram radicalmente o ambiente de negócios.

No início, várias hipóteses foram levantadas, todas porém incapazes de resistir a qualquer análise crítica mais minuciosa. Entretanto, houve finalmente uma teoria das flutuações cíclicas que foi desenvolvida e que atendeu às exigências legitimamente esperadas de uma solução científica para o problema. Trata-se da teoria monetária dos ciclos econômicos, no início chamada de teoria da circulação do crédito. Esta teoria é amplamente reconhecida pela ciência. Todas as políticas de medidas cíclicas, que são levadas a sério, advêm do bom senso e da racionalidade, qualidades estas que estão na raiz dessa teoria.

De acordo com a teoria monetária dos ciclos econômicos, mudanças cíclicas na economia advêm das tentativas de se reduzir artificialmente os juros cobrados sobre os empréstimos para os agentes econômicos. Essa redução artificial dos juros se dá por meio da expansão do crédito via sistema bancário, a qual ocorre quando os bancos criam moeda sem lastro (meios fiduciários) por meio de suas reservas fracionárias. Em um mercado que não seja afetado pela interferência de tais políticas bancárias "inflacionistas", as taxas de juros refletiriam a real disponibilidade de meios (poupança) que podem ser emprestados para que as empresas ponham em prática e terminem todos os projetos iniciados. Essas taxas de juros que existiriam em um mercado desimpedido são conhecidas como "naturais" ou "estáticas". Se essas taxas de juros fossem obedecidas e não manipuladas, o desenvolvimento econômico ocorreria sem interrupção — exceto caso houvesse a influência de calamidades naturais ou atos políticos como guerras, revoluções e coisas do tipo. O fato de que o desenvolvimento econômico segue um caminho ondulante, instável e flutuante deve ser atribuído tanto às intervenções feitas no sistema bancário quanto às intervenções feitas pelo sistema bancário, algo que altera toda a política das taxas de juros.

O ponto de vista que predomina amplamente entre políticos, empresários, a imprensa e a opinião pública é o de que reduzir as taxas de juros para níveis abaixo daquele criado pelas condições de mercado é um importante objetivo a ser perseguido pela política econômica, e que a maneira mais simples de se fazer isso é por meio da expansão do crédito bancário. Sob a influência desse ponto de vista, as tentativas de se desencadear um crescimento econômico por meio da volumosa concessão de empréstimos baratos repetem-se ad infinitum. De início, sem dúvida, o resultado de uma expansão do crédito atende às expectativas. As empresas contratam mais, gastam mais, investem mais e os negócios se energizam. Desenvolve-se uma fase ascendente na economia. Entretanto, os efeitos estimulantes de uma expansão do crédito não podem continuar para sempre. Mais cedo ou mais tarde, o boom criado nos negócios e nos empreendimentos, sustentado pelo crédito fácil, terá de chegar ao fim.

Caso as taxas de juros de livre mercado — isto é, as taxas de juros vigentes antes de qualquer interferência do sistema bancário por meio da criação de crédito adicional e sem lastro — fossem mantidas, seriam lucrativas apenas aquelas empresas e aqueles negócios para os quais houvesse uma disponibilidade de fatores de produção (equipamentos e mão-de-obra) na economia. Com a redução dos juros por meio da expansão do crédito, porém, outros empreendimentos, os quais antes não eram lucrativos, repentinamente aparentam ser lucrativos. É exatamente o fato de tais empreendimentos agora serem iniciados que faz com que a economia entre em sua fase ascendente.

Entretanto, como tais empreendimentos estão meramente utilizando dinheiro criado do nada, a economia não está rica o bastante para eles. Não há uma maior disponibilidade de materiais e equipamentos com os quais esses empreendimentos poderão trabalhar. O fato de haver mais dinheiro na economia não significa que houve uma concomitante maior produção de bens de capital a serem utilizados nesses investimentos. Logo, os recursos necessários para tais empreendimentos não estão imediatamente disponíveis; eles terão de ser retirados de outros empreendimentos. Caso tais recursos estivessem disponíveis, então a expansão do crédito não teria sido necessária para fazer com que esses novos projetos parecessem ser possíveis.

A consequência da expansão do crédito

Como a expansão do crédito não aumenta a oferta de bens reais, tudo o que ela cria é um rearranjo. O efeito inicial dessa briga por recursos é um aumento tanto nos salários daqueles setores que estão em expansão quanto nos preços dos bens de capital que estão sendo empregados nesses novos investimentos. A expansão do crédito distorce a realidade econômica e desvia investimentos, retirando-os do caminho até então determinado pelo atual estado de riqueza da economia e das condições de mercado. A expansão do crédito faz com que a produção seja direcionada para caminhos que ela seguiria apenas se a economia já tivesse produzido um aumento na oferta dos bens materiais necessários para sustentar os novos investimentos.

Como resultado, tal crescimento econômico não se possui uma base sólida. Não há uma prosperidade real; tem-se apenas uma prosperidade ilusória. Ele não se sustenta sobre um aumento da riqueza econômica. Ao contrário, ele surgiu porque a expansão do crédito criou a ilusão de tal aumento. Cedo ou tarde, tornar-se-á claro que essa situação econômica foi construída sobre pilares de areia.

Com isso, a expansão do crédito através da criação de meios fiduciários adicionais terá inevitavelmente de chegar ao fim. Mesmo que os bancos quisessem continuar essa política expansionista indefinidamente, eles não poderiam — nem mesmo se eles fossem forçados a tal pela maior das pressões externas. O contínuo aumento na quantidade de meios fiduciários — medida necessária para manter os juros constantemente abaixo dos de mercado — leva a um contínuo aumento nos preços. A inflação poderá continuar apenas enquanto a opinião pública acreditar que ela será interrompida no futuro próximo. Entretanto, tão logo todos os agentes econômicos estejam convictos de que a inflação não será interrompida, haverá um inevitável pânico. Ao estimar o valor do dinheiro e das mercadorias, o público levará em conta, antecipadamente, os aumentos futuros dos preços. Como consequência, os preços subirão desordenadamente, fora de qualquer racionalidade. No extremo, as pessoas deixam de usar aquele dinheiro já condenado pelo aumento incessante dos meios fiduciários. O público então passará a utilizar moedas estrangeiras, metais preciosos ou qualquer outra coisa que tenha "valor real". O escambo também passa a ser praticado. Em suma, a moeda entra em colapso.

A política de expansão do crédito normalmente é abandonada muito antes de se chegar a esse ponto crítico. Ela é interrompida por causa da situação que se desenvolve nas relações de comércio internacional, e também, e principalmente, por causa da experiência já adquirida com crises passadas. Em todo caso, a política de expansão do crédito terá necessariamente de chegar ao fim — ou mais cedo, devido à mudança de postura do sistema bancário, ou mais tarde, quando houver um catastrófico colapso da moeda. Quanto mais cedo a expansão do crédito for interrompida, menores serão os danos causados pelos investimentos errôneos feitos pela atividade empreendedorial, mais branda será a crise e mais curto será o período de estagnação econômica.

A existência de crises econômicas recorrentes e periódicas é a consequência necessária de tentativas repetidamente renovadas de reduzir as taxas de juros "naturais" vigentes no mercado por meio de políticas de crédito fácil. Os ciclos econômicos nunca irão desaparecer enquanto os homens não aprenderem a evitar tais medidas artificiais, pois uma expansão econômica artificialmente estimulada terá inevitavelmente de terminar em crise e recessão.


Ludwig von Mises  foi o reconhecido líder da Escola Austríaca de pensamento econômico, um prodigioso originador na teoria econômica e um autor prolífico.  Os escritos e palestras de Mises abarcavam teoria econômica, história, epistemologia, governo e filosofia política.  Suas contribuições à teoria econômica incluem elucidações importantes sobre a teoria quantitativa de moeda, a teoria dos ciclos econômicos, a integração da teoria monetária à teoria econômica geral, e uma demonstração de que o socialismo necessariamente é insustentável, pois é incapaz de resolver o problema do cálculo econômico.  Mises foi o primeiro estudioso a reconhecer que a economia faz parte de uma ciência maior dentro da ação humana, uma ciência que Mises chamou de "praxeologia".

Monografia: Um Silencio de Morte sobre o Inicio da Vida - Hermes Rodrigues Nery

Monografia - Um Silencio de Morte sobre o Inicio da Vida - Hermes Rodrigues Nery                                                                                                                            

O ÓDIO IRRACIONAL E DIABÓLICO AOS ESTADOS UNIDOS

O ÓDIO IRRACIONAL E DIABÓLICO AOS ESTADOS UNIDOS                                                                                                                            

OS FAZEDORES DE CABEÇAS

PERCIVAL PUGGINA
03/02/2011

A Revista Veja da semana passada traz matéria sobre a novela Insensato Coração. Lá pelas tantas cita o autor Gilberto Braga. Assim, entre aspas: "Não haverá beijo gay. As telespectadoras não estão preparadas". Surpreendeu-me a sinceridade da frase. Pesquisando por ela, buscando sua repercussão, encontrei um site cujo redator estava bastante - como direi? - decepcionado com a declaração, mas, por outro lado, comemorava a exibição dos glúteos de um ator, em cena de rua, logo nos primeiros capítulos da novela.

A frase de Gilberto Braga, no entanto, acaba com os pontos de interrogação que frequentam a monótona discussão travada no mundo inteiro: a tevê mostra a vida como ela é ou induz a vida a ser como mostra? Gilberto Braga não tem dúvida alguma sobre sua função quanto a esse particular. Cabe-lhe ir preparando a sociedade, gradualmente, para as imagens e costumes que pretende instilar e disseminar. Ponto.

Antes que me rotulem conservador, vou logo dizendo que sim, sou conservador. Sou conservador de tudo que deve ser conservado porque se revela benéfico na experiência individual e social. Sou conservador em relação aos fundamentos da civilização ocidental e à tradição judaico-cristã que lhe fornece conteúdos. E, porque sou conservador dessas coisas essenciais, me confesso ainda pouco amestrado, por exemplo, para as cenas finais da novela Passione, nas quais uma mocinha desmiolada, casada com um rapaz bígamo, convence a até então rival e o moço a estabelecerem uma espécie de espeto corrido na convivência conjugal. Nessa "disciplina", os cursos preparatórios já deram resultado porque não faltam decisões trazendo tutela jurídica e bênçãos do Estado para situações igualmente escabrosas. Mas chocante, chocante mesmo, foi ver uma velhinha para lá de octogenária, aos amassos com o futuro marido e, por sobre o ombro dele, dardejando fogosos e sugestivos olhares para outro velhinho de miolo mole.

As avós, as avós idosas, as avozinhas de cabelos brancos carregam no rosto as marcas das alegrias e dores de uma vida longa. São imagem de quem colheu os mais doces e os mais amargos frutos do amor. São expressão viva de sabedoria e discernimento. E são, em toda parte, os seres mais veneráveis da humanidade, reverenciadas por sucessivas gerações de filhos, netos e bisnetos. Degradá-las é esbofetear a humanidade inteira e levá-la a um passo do abismo pela perda de limites e referências. Não, as vovós não são assim! É provável que venham a se comportar desse modo, na velhice, as jovens que hoje compõem o cenário dos reality shows, cabeça feita para todas as degradações. Mas eu já não estarei aqui para ver.

Os valores são pilares e vigas sobre os quais se estrutura a cultura de uma civilização. Sem eles, a civilização se fragiliza, sujeita a toda sorte de deslizes. E de deslizamentos. É da natureza de nossa cultura, alicerçada em valores de base judaico-cristã, crer na vitória final do bem sobre o mal. Aliás, no início do século 20, os sucessores de Marx que mais influenciam a esquerda mundial nas últimas décadas, atribuíram aos valores da nossa cultura o fracasso do comunismo em suas tentativas de penetrar no Ocidente. E o que propuseram, a "longa marcha através das instituições", vem derrubando barreiras e distâncias, em toda parte, cumprindo seus objetivos, fundada em duas convicções diferentes: a de que, abalados os fundamentos morais da cultura, podemos nos deixar seduzir pelo mal e nos iludir sobre a natureza do bem.


ZERO HORA, 30/01/2010

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Pesquisadores descobrem novos detalhes do Grande Expurgo de Stalin

DEUTSCHE WELLE
MUNDO | 03.02.2011



 

Pesquisadores alemães que investigaram Grande Expurgo de 1937 na União Soviética consideram a perseguição que causou 800 mil vítimas "um extermínio em massa organizado de forma burocrática".

 
A "ordem número 00447" aprovada pelo Politburo, o escritório do comitê central do Partido Comunista da União Soviética, chegou em 31 de julho de 1937. Com essa ordem, emitida por Nikolai Yezhov, comissário do Interior, foi iniciado na União Soviética o episódio conhecido como o Grande Expurgo.
Criminosos, membros de comunidades religiosas, ex-membros de partidos políticos, opositores dos bolcheviques, cossacos, kulaks (donos de propriedades rurais) e todas as pessoas consideradas opositoras ao regime passaram a ser perseguidos.
Muitos prisioneiros não sobreviveram ao cárcere Muitos prisioneiros não sobreviveram ao cárcereO Expurgo stalinista começou em agosto de 1937 e durou até novembro de 1938. Os julgamentos eram feitos por "troikas", compostas pelo chefe local do partido, um representante dos Comissariados do Interior e um promotor público.
Segundo estimativas atuais, cerca de 800 mil pessoas foram vítimas do Grande Expurgo. Desse total, em torno da metade foi assassinada por arma de fogo e a outra foi mantida presa por longo tempo.  Muitas destas vítimas morreram no cárcere. Durante muito tempo não se soube os exatos motivos que originaram a ordem de Yezhov.
Novas informações
Pesquisadores do Instituto Histórico Alemão em Moscou e da Universidade do Ruhr (Bochum), juntamente com colegas na Rússia e na Ucrânia, pesquisaram o assunto. A questão que pode ser colocada, e que muitos pesquisadores ainda acreditam, é se, por exemplo, o Grande Expurgo de 1937 se deveu ao fato de os detentores do poder esperarem uma guerra e, por isso, queriam eliminar "elementos antisoviéticos".
Para Marc Junge, membro da equipe de pesquisas, "provavelmente as razões da grande ação foram de ordem econômica ou por razões da política interna, o que a torna ainda pior". Já para o pesquisador Michael Ellman, o Expurgo de Stalin pode ser considerado também um exemplo de social engineering. Para constituir o socialismo, determinados grupos sociais são apoiados, enquanto outros são aniquilados, explicou.
Na Ucrânia sob domínio soviético, a ação teve o objetivo de extinguir em definitivo os kulaks (proprietários de grandes propriedades rurais) e, segundo Serhiy Kokin, diretor do arquivo do Serviço Secreto da Ucrânia e co-editor do livro O Grande Expurgo na Ucrânia. Operação Kulaks 1937 – 1938, isso já havia começado entre os anos de 1929 e 1930. Segundo ele, as pesquisas deixaram claro como naquela época Moscou trabalhava em conjunto com as demais regiões. Muitas das decisões eram tomadas pelos representantes locais dos comissariados do Interior.
"Descobertas terríveis"
Bernd Bonwetsch: 'descobertas terríveis'Bernd Bonwetsch: 'descobertas terríveis'O que especialmente assustou os pesquisadores alemães foi o fato de muitas mortes terem sido planejadas detalhadamente. Bernd Bonwetsch, antigo chefe do Instituto Alemão em Moscou e membro da equipe de pesquisas, declarou: "O mais importante do que descobrimos é a organização burocrática do que, em última análise, pode ser chamado de extermínio em massa".
Marc Junge relatou que os pesquisadores não sabiam que o Expurgo também visara as camadas baixas da população: "Fizemos uma verdadeira descoberta sobre como ele cresceu. O Expurgo contra a elite foi uma coisa terrível, mas também os camponeses mais humildes, os clérigos de pequenas cidades e criminosos de pequena monta sofreram com ele".
Acesso aos arquivos secretos em Kiev
Após cinco anos de trabalho, os pesquisadores publicaram diversos livros, editados em alemão, russo e ucraniano. "Falando honestamente, nós não estávamos certos de que poderíamos finalizar este trabalho", confessou Bonwetsch.
O maior problema para os historiadores foi o acesso a documentos. O arquivo do Serviço Federal de Segurança da Rússia (FSB, sucessor do KGB) não foi aberto aos alemães.
"Acabamos encontrando quatro regiões em que documentos do arquivo do serviço secreto haviam sido entregues a arquivos regionais", conta Marc Junge, citando como exemplos as russas Tver, Perm e Yaroslavl. Os pesquisadores contam que receberam também grande apoio da Ucrânia, onde segundo Junge o serviço secreto possibilitou o acesso integral aos documentos em seu arquivo em Kiev.
Autores: Roman Goncharenko / Markian Ostaptschuk (pp)
Revisão: Roselaine Wandscheer

Primeira Entrevista com o Prof. Orlando Fedeli da MONTFORT Associação Cultural na Rádio Italiana

Maioria dos legisladores brasileiros rejeita agenda pró-aborto do partido do governo

JULIO SEVERO
2 de fevereiro de 2011
BRASIL, 31 de janeiro de 2011 (Notícias Pró-Família) — A maioria dos deputados da Câmara dos Deputados do Brasil diz que se opõe à descriminalização do aborto, de acordo com uma nova pesquisa de opinião pública publicada pelo portal de notícias brasileiro G1.
À pergunta “É favorável à descriminalização do aborto?”, 267 deputados disseram “não” e só 78 responderam “sim”. Trinta e sete disseram que eram a favor sob certas condições e 32 disseram que não sabiam.
Dos legisladores que responderam à pesquisa de opinião pública, 64% estavam contra a descriminalização do aborto. Contudo, 19% dos legisladores não responderam à pesquisa, que consistia de treze perguntas sobre uma variedade de tópicos. A percentagem da Câmara inteira expressamente rejeitando o aborto foi de 52%.
A posição pró-vida da Câmara dos Deputados está em contraste marcante com a posição pró-aborto oficial do Partido dos Trabalhadores, que está no governo, o qual apoia a descriminalização e até já expulsou membros que se recusam a respeitar a posição do partido.
Durante a eleição presidencial do ano passado, Dilma Rousseff, a candidata do Partido dos Trabalhadores, viu seus números nas pesquisas de opinião pública caírem por causa da questão do aborto, bem como por causa do empenho do partido para criminalizar toda crítica à conduta homossexual. Rousseff respondeu assinando um compromisso por escrito de não introduzir tal legislação, embora ela não tivesse prometido não assiná-la se passar por sua mesa.
Os deputados também rejeitaram duas outras políticas muito queridas para a esquerda política: a criminalização do castigo físico feito por pais, e a descriminalização da maconha. Dos deputados que responderam à pesquisa de opinião pública, 207 foram contra a criminalização do castigo físico e 140 a favor, enquanto 298 foram contra a legalização da maconha e só 63 a favor.
As inclinações pró-família da Câmara dos Deputados refletem a sociedade brasileira como um todo. Embora os brasileiros tendam a favorecer partidos políticos socialistas, eles rejeitam a agenda socialmente esquerdista deles por ampla margem.
Uma recente pesquisa de opinião pública, em reportagem de dezembro de LifeSiteNews/NotíciasPró-Família, concluiu que 72% dos brasileiros se opõem à descriminalização do aborto e 60% se opõem às “uniões civis” homossexuais.
O aborto é crime no Brasil, e acarreta penas criminais em todos os casos, exceto estupro e perigo para a vida da mãe.
Traduzido por Julio Severo: www.juliosevero.com
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Por que construir escolas é uma perda de tempo

DEXTRA
QUARTA-FEIRA, 2 DE FEVEREIRO DE 2011

O RETRATO DA EDUCAÇÃO VERMELHA BRASILEIRA 

Olhe como os membros da UNE (União Nacional dos "Estudantes") deixaram o banheiro de uma das escolas públicas (que, aliás, depredaram) de Brasília, onde realizaram seu congresso, em 2009. (Foto: Secretaria de Educação do DF).


Já faz muito tempo que escola, seja pública ou privada, é lugar de marginal. A catástrofe é planetária, embora em um país de gente escrota co-mo o Brasil a situação seja particularmente deprimente. O que a molecada aprende lá é a xingar, usar droga, transar, sair no murro uns com os outros e o mais importante: a serem bons esquerdistas (voltaremos em breve a este último ítem).



Exceto pelo adestramento nestas habilidades aí, a escola não serve mesmo para nada. Os pais que queiram dar instrução a seus filhos deveriam recorrer aohomeschooling e ensiná-los em casa, longe destes verdadeiros núcleos de formação de bandidos, sobretudo as escolas públicas, que são de longe o pior lugar onde se pode enfiar o dinheiro roubado ao contribuinte.


A função do Estado é garantir a lei, a ordem e a segurança da nação, não é dar de presente escola ou hospital para os pobres. O cidadão médio, em qualquer lugar do mundo, precisa aprender a ler, escrever, contar, fazer as quatro operações e dominar uma profissão e para isto ninguém precisa dos chamados ensino fundamental e médio, que consomem mais de uma década da vida do sujeito a um custo financeiro astronômico para a sociedade.

Podem-se educar indivíduos. Pode-se educar uma pequena elite de espíritos superiores. Mas não se pode educar o povo. Os próprios "intelequituais" esquerdistas de miolo mole que defendem uma tolice destas são, eles mesmos, uma prova viva disto, ao não terem conseguido sequer educar a si próprios.

Mas se não se não se pode educar o povo, deve-se fazer com que ele possa trabalhar. Os milhões de zé-manés que estão esquentando bancos de escola para nada (quando não os quebram) jamais conseguirão aprender ler ou escrever direito. Podem, entretanto, dar muito bons encanadores e eletricistas e a escola não só não contribuirá para isto, como desviará estas pessoas de suas naturais vocações.

Mais nociva do que a escola para o bem-estar da sociedade, só mesmo a universidade, cujos departamentos de "siênsias umanas" não passam de comitês políticos de extrema-esquerda sustentados pelo dinheiro de quem trabalha de verdade. Ninhos de víboras como a farsesca FFLCH, da USP, deveriam ser simplesmente demolidos para darem lugar a coisas de maior utilidade social, comoempresas de lava-a-jato, por exemplo.

Além do mais, com o relaxamento geral dos costumes e o domínio de todas as instituições de ensino pela neo-pedagogia ultra-permissiva e subversiva da esquerda, o resultado é o que está diante de nossos olhos em todo o Ocidente e na América Latina. Uma "educação" em que o discípulo não respeite e tema ao mestre e não possa ser surrado por ele em caso de indisciplina ou mesmo de burrice não é educação porra nenhuma, é doutrinação para a revolta.

Palmatória e chapéu de burro: os mais sofisticados métodos educacionais já concebidos







Educação não é, nunca foi e jamais será direito natural de ninguém. O único direito natural do cidadão é o direito à segurança de sua pessoa, de sua família, de seus bens e de suas liberdades individuais, os quais cabe ao Estado lhe assegurar. Ocupado, entretanto, em dar um arremedo de educação aos pobres, além de prestar uma infinidade de outros serviços de péssima qualidade à populaça, é óbvio que ele não terá tempo, recursos ou interesse em cumprir sua verdadeira função. Em face disto, como se espantar com o fato de um país com um Estado imenso como o Brasil registrar quase 50 mil homicídios por ano e ter uma legislação penal e um sistema judicial e carcerário obsoletos?

Daí decorre que, ao invés de se ocupar de idiotices como construir e manter escolas (com o nosso dinheiro!!) para pobres estúpidos, (que eles -- além de não aprenderem nada -- vão depredar, mesmo), idealmente, seria infinitamente mais útil o Estado brasileiro reformar a legislação penal e o sistema judiciário e construir delegacias, centros de detenção de menores delinquentes e cadeias para onde se mandar bandidos --  e vagabundos, como os que você vai ver nos vídeos seguintes. Digo idealmente porque, na prática, estando nós vivendo sob o domínio dos criminosos comunistas do PT, é até preferível que tudo fique como está a vê-los pretendendo reformar o que quer que seja, já que, se o fizerem, será à imagem e semelhança de sua ideologia moralmente deformada.

A destes vídeos foi absolutamente casual: há uma galáxia deles no YouTube.

























































CARTILHA: Movimento Brasil Eficiente

Do site Movimento Brasil Eficiente:


Em que acreditamos

  • Na simplificação e racionalização da estrutura tributária brasileira, referente aos impostos e contribuições diversas, reduzindo a quantidade e os custos de sua administração pelo contribuinte;
  • Na redução gradual da carga tributária ao longo da próxima década (2011 a 2020), chegando a um patamar limite de 30% do PIB;
  • Na transparência total da cobrança dos tributos incidentes sobre a circulação econômica mediante a adoção de um Imposto sobre Valor Adicionado (IVA), que reúna todos os tributos incidentes de cobrança federal (Cofins e PIS) e federativos (ICMS e ISS) de modo que o contribuinte pague uma vez só e saiba que alíquota final está realmente pagando.
Queremos que o Estado apóie mais e atrapalhe menos, que esteja a serviço da sociedade e não seja um fim em si mesmo.


RESPEITO E DIGNIDADE PARA O CONTRIBUINTE BRASILEIRO!



Cartilha Brasil Eficiente                                                                                                                            

BANQUEIROS E SÓCIOS GOVERNANTES

VIVERDENOVO
QUARTA-FEIRA, 2 DE FEVEREIRO DE 2011

Por Arlindo Montenegro

A Suiça acaba de aprovar a "Lei de Restituição Patrimonial de Origem Ilícita de Pessoas Politicamente Expostas". Assim os ex presidentes e ditadores que quiserem sacar a grana das contas numeradas e secretas, só vão poder fazê-lo se provarem que a grana foi obtida de modo lícito, dentro da Lei. A nova lei, também é conhecida como Lei Duvalier. Dizem que é pra valer! Pelo menos limpa a cara dos Bancos Suiços e do tal segredo bancário de contas dos governantes ladrões.

Depois de identificadas e bloqueadas, os bancos suiços terão dez anos para confiscar a grana dos proprietários de contas secretas e devolver ao país roubado, passando por um processo jurídico em que o país deverá provar: ser um estado "frágil", provar que a corrupção é "notória" e que o enriquecimento do ladrão foi "exorbitante". Assim... sei lá!

Dizem que a Suiça já devolveu um pouquinho da grana aos países "expoliados pelos tiranos". Para as Filipinas 672 milhões de euros roubados por Ferdinand Marcos, para a Nigéria 508 milhões e valores menores para o Peru, Angola, Casaquistão, Congo... Agora em Janeiro foram congeladas as contas de Ben Ali, ex presidente de Tunisia e de Laurent Gbagbo, da Costa do Marfim.

Os bancos suiços são muito discretos, tolerantes, educados. Esta coisa tem um cheiro estranho. Por que esta Lei atinge apenas "pessoas politicamente expostas"? Lavagem de dinheiro de drogas não é crime? Lavagem de dinheiro de obras super faturadas, não é crime? Corrupção não é crime? Desviar dezenas de bilhões de dólares de uma empresa privada ou estatal não é crime? Isto que até um descerebrado sabe, pesa muito para os estados "frágeis". Melhor, fragiliza continuamente os estados que dependem das políticas do FMI.

Mas é prática comum de bancos na Suiça, Uruguai, Antilhas Holandesas, Ilhas Cayman, Hong Kong, Aruba, Ilhas Mauricio, Panamá, Ilhas Virgens Britânicas, Ilhas Jersey e dezenas de outros. E a verdade é que se a Suiça, berço dos paraísos fiscais, está parecendo ajudar as "frágeis" nações "vitimas da corrupção "notória" em cifras "exorbitantes" (o que é isto?) as centenas de outros endereços sabidos e não sabidos, continua com o sigilo absoluto.

Os banqueiros que agem em parceria com os controladores do mundo, são mestres em disfarçar a origem, mestres em lavar dinheiro e manipular ações ao portador que impedem de saber quem está por tras da facaltrua. São mestres em fraudes, roubos, desvios de recursos financeiros e operações comerciais ilegais. Por mais sério e aparentemente confiável que seja um banco, é bom lembrar que todos estão interligados como uma única mega empresa, utilizando vários nomes e disfarçes para submeter todas as nações.

Tanto quanto nas contas secretas de criminosos, traficantes de armas e drogas, está nas contas declaradas de gente que vira grande empresário da noite para o dia. Num ano é empregado de zoológico ou vendedor de pastel e no ano seguinte, fazendeiro, dono de emissora de tv, socio de empresas de telefonia e informática e o mais que somente os bancos sabem, calam e se beneficiam. Na nova ordem mundial o crime financeiro compensa e dá poder.

Um destes grandes bandidos, babou bilis pela tv negando a fortuna pessoal calculada pela Revista Forbes em 900 milhões de dólares, enquanto os cubanos na ilha passavam fome. Detalhe, ele possui um Banco em Londres. O endereço está em http://www.londononline.co.uk/profiles/75372/. As ações deste banco, estão em nome de Fidel Castro Ruz, segundo a propria pessoa que foi encarregada de abrir este banco e mais 277 companhias, todas rentáveis e algumas dedicadas ao tráfico de drogas.

A economia do coletivismo comunista, segundo Raul Castro fracassou. Mas não para a família Castro, que há mais de meio século ocupa o poder. Aparecem na cena os Hugo Chávez ou Evo Morales e o resultado é o que se vê hoje na Venezuela e na Bolívia. São fatos: miséria em Cuba, medo e caos na Venezuela e na Bolívia os preços de amendoim, arroz, fubá, trigo, azeite, sobem e sobem depois que fracassou o golpe da gasolina.

Para os ditadores e para os governantes populistas tudo vai bem. Os banqueiros garantem. As mega empresas privilegiadas que desnacionalizam a economia e se associam aos governantes, garantem. Nem Castro nem muitos outros que ocupam os governos dos nossos países, vão sofrer qualquer represália.

Nem vão devolver um tostão do dinheiro desviado. São empresários de sucesso. O seu Fidel vai construir hotéis no Brasil. Eis a história contada por quem a fez. São os grandes negócios onde se escondem fortunas que sangram os PIBs nacionais e conduzem a gente à insegurança.

Novo Senna? Psicanalista afirma que menor apreendido 17 vezes tem “talento que precisa ser descoberto”

MÍDIA A MAIS
em 28 de janeiro de 2011

por Redação Mídia@Mais


Façam suas apostas: na cabeça de simpatizante de bandidos, um menor infrator reincidente é candidato a se tornar um marginal ainda mais perigoso ou um ídolo do automobilismo?
Calma, você já vai entender: o menor de 14 anos já foi detido quase duas dezenas de vezes roubando carros, entre outras “peraltices”. Ele é bem “esperto” para imaginar crimes contra as pessoas, mas, para os “especialistas”, é quase um bebê que não sabe o que está fazendo.
O diagnóstico? Para um psicanalista especializado em menores infratores e ouvido – obviamente – pela Folha de S.Paulo, ele é só um garoto cheio de talento e nós – a sociedade, a burguesia, os cidadãos honestos, seja lá o que for – não estamos sabendo atender as suas necessidades. “A obsessão (do garoto) por carros, por exemplo, pode revelar uma capacidade inata por mecânica ou competições de corrida”, afirma o doutor. Então: Acelera, menor infrator!
O caso é típico exemplo de um habitual clichê esquerdista: o de dizer que os piores alunos, os que se comportam mal, aqueles que cometem delitos a torto e a direito, são na verdade os jovens “mais inteligentes”, “mais talentosos”, e a sociedade simplesmente não consegue atender sua gigantesca demanda por atenção e atividades criativas. A ideia esdrúxula se baseia em meia dúzia de casos de pessoas de sucesso que, de fato, eram maus alunos ou foram jovens indisciplinados – e parte daí para uma inversão moral que acaba por, basicamente, transformar jovens esforçados e honestos em “idiotas sem talento” e “cordeirinhos”.
O anjinho da notícia vai certamente continuar solto, sem exercer seus “talentos” conforme quer o psicanalista. Na delegacia, ele chegou a morder o delegado. Se você ler a notícia clicando aqui (para assinantes, http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff2601201101.htm), verá que todos estão preocupados em resolver o problema...do garoto! Como se, na verdade, o problema de verdade não fosse de suas vítimas.
 
Aqui, você lê a entrevista com o especialista: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff2601201102.htm.
 
De nossa parte, continuamos ingenuamente acreditando que:
 
1- Se o garoto demonstra um “talento” assim, tão grande, para o crime, é melhor que fique longe das pessoas honestas, “sem talento” provavelmente, na visão dos especialistas. Duas opções: pode ficar detido, ou na casa de algum “especialista”, que responderia por seus atos. Cada um que arque com os talentos que lhe couberem.
 
2- Mais inteligentes e “talentosos” são aqueles jovens que conseguem progredir e levar sua vida, honestamente, num país onde grande parte de sua elite (política, acadêmica, intelectual) está mais interessada em proteger criminosos de todas as idades e mover todos os esforços e recursos (especialmente aqueles recolhidos das pessoas honestas através dos tributos) para garantir que nenhum crime seja mais punido.

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".