Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro concede Medalha Tiradentes a Olavo de Carvalho. Aqui.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

O LORDE DO BRASIL



Os convidados – o estelar elenco de conselheiros do Brasilinvest, acrescido de poucos convidados de Garnero (entre eles o governador de Minas Gerais, Aécio Neves) e de Rothschild (como Javier Valls Taberner, controlador do Banco Popular, o terceiro maior da Espanha) – foram guiados para o Great Room, no andar superior


Edição 351 - 26/05/2004


Ele costurou em Londres projetos milionários, das finanças ao petróleo. Para Mário Garnero, o mundo não tem fronteiras.


Por Por Luiz Fernando Sá, Enviado especial a Londres


GARNERO NO SAVOY
Quartel-general de uma temporada de pompa, poder e bilhões

Vizinho à sala do trono, o imponente salão de recepções do Palácio St. James, em Londres, foi, durante três séculos, o epicentro do poder do Império Britânico, aquele em que o sol jamais se punha. Se suas paredes – revestidas do mais fino veludo produzido na face da terra, bordejadas com frisos revestidos em ouro e decoradas com grandes telas a óleo retratando épicas vitórias militares inglesas, como a da batalha de Waterloo – falassem, revelariam ao mundo os bastidores do tempo em que, ali, gerações de soberanos elegiam quem era quem na nobreza que os cercava e definiam, com suas decisões, os destinos de, literalmente, meio mundo. Hoje, a rainha Elizabeth II vive e despacha do Palácio de Buckingham – a separá-los, apenas os jardins do Green Park – e os domínios do Reino Unido já não se estendem por tantas terras. As paredes do St. James, agora residência oficial do Duque de York (título oficial do príncipe Andrew, filho de Elizabeth e irmão de Charles, o herdeiro do trono) e palco dos mais concorridos eventos da realeza, porém, continuam a vislumbrar os fascinantes minuetos do poder e ainda teriam muito o que contar. Sua mais recente história teria como protagonista um certo brasileiro, que roubou a cena em um almoço oferecido por Andrew, na terça-feira 18. “Mário Garnero é um exemplo de como o Brasil pode liderar a aproximação comercial entre o Ocidente e os novos mercados do Oriente”, disse o príncipe à DINHEIRO ao final do banquete para cerca de 100 seletos convidados. Minutos antes, Andrew havia decretado, em alto e bom som, que cabia aos brasileiros “um papel estratégico no novo cenário das relações comerciais internacionais” e, usando Garnero como uma espécie de embaixador informal, avisado: “O Reino Unido quer caminhar cada vez mais próximo ao Brasil”.


BUSH NO PALÁCIO:
"Espero que mais homens de negócios no mundo sigam o exemplo de Mário Garnero"

Apresentado o cenário, nomeie-se as testemunhas. Andrew sagrou Garnero no dia em que o homenageado principal era o ex-presidente americano George Bush, o pai – os três ocuparam cadeiras vizinhas na mesa central. A poucos metros de distância, a ex-primeira ministra Margareth Thatcher, lendária Dama de Ferro britânica. Espalhada pelo salão, a elite da nobreza e dos negócios em cinco continentes, ostentado títulos de lordes e sobrenomes como Rothschild, Churchill, De Benedetti... Foi o fecho dourado para uma breve temporada de pompa, circunstância, poder e bilhões. Garnero comandou em Londres a reunião anual do Conselho Internacional do Brasilinvest, o banco de negócios que lidera cerca de US$ 3 bilhões de investimentos ao redor do mundo. Durante três dias, os melhores salões da corte britânica se abriram para a não menos impressionante corte de conselheiros do brasileiro. Bush pai, amigo dos Garnero há três décadas, não é membro do board, mas, como convidado especial, foi a estrela maior em um clube cujos sócios reúnem patrimônio que, somado, se aproxima dos US$ 20 bilhões. A tradicional família de banqueiros ingleses Rothschild, por exemplo, tem um assento lá, ocupado pelo jovem Nathanael, 38 anos, presidente do fundo Atticus, com US$ 3 bilhões em ativos. Os petrodólares do Oriente Médio falam pelas vozes do sheik Salman Bin-Khalifa Al Khalifa, vice-presidente da estatal petrolífera do Bahrein – cuja produção de óleo corresponde a três Petrobras --, e de Youssef Hamada Al-Ibrahim, ex-ministro das finanças do Kuwait. Rei da seda e sócio de um império no varejo de luxo, David Tang faz a ponte com a emergente China, nova fronteira dos negócios dos Garnero. Oleg Deripaska, russo de US$ 12 bilhões que lidera a produção mundial de alumínio, e Armen Sarkissian, ex-primeiro ministro da Armênia, abrem as portas para a riquezas do antigo bloco soviético. E é só o começo.

Seria uma Babel dos negócios, não houvesse a uni-los a linguagem universal das oportunidades e o magnetismo de Garnero. Todos lucram com a convivência.

Conselheiros, não raro, viram parceiros em empreitadas milionárias. E, com seus dólares e prestígios unidos, fazem do conselho do Brasilinvest uma entidade multinacional da qual todo mundo quer se aproximar. Garnero colhe os louros por onde passa. 

“Quando ele me convidou para participar do conselho, há alguns anos, durante o Carnaval do Rio, não tinha idéia do que era o Brasilinvest”, conta o elétrico e bem humorado Tang. “Aceitei mais porque estava seduzido pelas mulatas, mas hoje sei do que Garnero é capaz. E ele leva o nome do Brasil com ele”. Bush, o amigo fiel, não cansa de disparar elogios ao brasileiro. Desta vez, repetiu a dose em pelo menos quatro diferentes eventos em Londres. No Palácio St. James, dividiu as honras reais com Garnero. “Espero que mais homens de negócios do mundo sigam o exemplo de Mário e procurem construir parcerias internacionais pela prosperidade”, discursou. Ergueu sua taça e brindou.


AO LADO DE CHURCHILL:
Bush discursa no salão do hotel Savoy onde o ex-primeiro-ministro britânico (cujo busto está lá) reunia o The Other Club. Mais tarde, encontraria Winston, o neto (acima)


NA CASA DOS ROTHSCHILD


No restrito perímetro que concentra as propriedades reais no coração de Londres, uma única propriedade privada se destaca. Com suas linhas neoclássicas, inspiradas nos templos da Grécia antiga, a Spencer House é a única mansão londrina do século XVIII a permanecer intacta às ações do tempo e dos bombardeios sofridos pela cidade em duas guerras mundiais. Foi erguida a partir de 1756 pelo John Spencer, o primeiro de uma linhagem de condes. Fora da corte britânica, ninguém os conheceria, a não ser por uma de suas descendentes diretas, Diana Spencer, a Lady Di. Ela herdou a nobreza, mas não o palacete, que a família, com dificuldades financeiras, teve de vender no início do século passado. Hoje, o senhor da propriedade é Lorde Jacob Rothschild, pai do jovem Nathanael e decano da família de banqueiros mais influente dos últimos dois séculos, que a usa apenas em ocasiões especiais.



SURPRESAS
Al-Khalifa presenteia Bush com um relógio de US$ 50 mil (no alto); Evelyn Rothschild quase foi barrado no banquete do Duque de York

No domingo 16, Lorde Rothschild abriu as portas da casa no ensolarado fim de tarde de primavera. Serviu champanhe no terraço, diante da bucólica vista do Green Park. O sol se punha quando um arauto esmurrou o piso de madeira da biblioteca para atrair a atenção – assim manda a tradição da corte – e, com voz impostada, anunciou que era chegada a hora do banquete. Os convidados – o estelar elenco de conselheiros do Brasilinvest, acrescido de poucos convidados de Garnero (entre eles o governador de Minas Gerais, Aécio Neves) e de Rothschild (como Javier Valls Taberner, controlador do Banco Popular, o terceiro maior da Espanha) – foram guiados para o Great Room, no andar superior. Desfilaram por entre o mais completo acervo de mobiliário de época existente fora dos palácios reais e uma coleção ímpar de obras dos melhores artistas ingleses, com destaque para uma série de pinturas de Benjamin West cedida pela rainha. Para chegarem ao salão, cruzam portas emolduradas por colunas em estilo corinto em puro mármore grego, retirado das ruínas do antigo templo Erechteum. O mármore branco também abraça as esquadrias das janelas e dá acabamento à lareira. O teto, ricamente trabalhado, é réplica da capela de Greenwich, um dos orgulhos da arquitetura inglesa.


RODA DO PODER
Andrew cumprimenta Thatcher diante de Garnero, Aécio e Bush, ambos com o broche de Minas

Foi este o cenário do primeiro brinde, comandado pelo anfitrião. As taças de cristal da Bohemia ergueram-se para Bush e para Garnero. “Tenho-o como um quarto filho” , disse Rothschild referindo-se ao brasileiro. Na grande família das finanças internacionais, o lorde lembrou à DINHEIRO que tem outros irmãos no Brasil. “Há muito tempo tenho relações fraternas com os Safra”, contou. Lily, viúva e herdeira do banqueiro Edmond Safra, não perde a sua companhia quando está em Londres. Os laços de Rothschild se estendem por todas as direções. O magnata australiano da mídia Rupert Murdoch, por exemplo, o elegeu como tutor de seu filho James, de 31 anos, no comando da TV por satélite BSkyB. Entre a novíssima safra de bilionários russos, ele é quase uma unanimidade. Mikhail Khodorkovsky, do grupo petrolífero Yukos, apontou seu nome como uma espécie de chairman interino enquanto tenta livrar-se das acusações de fraude e sonegação que o levaram à prisão. Já Deripaska negocia com Rothschild o lançamento de um fundo para investimentos na Rússia. No jantar do domingo, o rei do alumínio sentou-se ao lado de Garnero. Queixou-se da dificuldade em obter mais bauxita no mercado internacional para ampliar sua produção. E segredou que sonhava com um projeto trinacional, envolvendo russos, chineses e brasileiros e que, em troca da bauxita, pode levar a qualquer país, inclusive ao Brasil, uma nova fábrica com investimentos de US$ 500 milhões.

Terá surgido ali uma futura transação? Dará frutos aquele breve bate-papo no terraço em que o sheik Al-Khalifa disse, com todas letras, a Garnero que tem o maior interesse em qualquer negócio envolvendo a Petrobras? Nesse universo, conversas informais devem ser levadas a sério, assim como o jogo da diplomacia, explicitamente trabalhado na Spencer House. Ao final do jantar, Al-Khalifa entregou a Bush um presente. O relógio, cravejado de diamantes e com valor estimado em US$ 50 mil, era uma homenagem pelos 80 anos que o ex-presidente americano completa no dia 12 de junho. “Mas também um agradecimento por ter expulsado Saddam Hussein do Kuwait na primeira Guerra do Golfo, preservando os poços de petróleo da região”, disse o sheik à DINHEIRO. O local para a expressão de gratidão não podia ter sido melhor escolhido. A Spencer House ficou marcada na biografia de Bush como um de seus grandes palcos. O local serviu de cenário para uma histórica reunião de cúpula do G7, o grupo das nações mais ricas do mundo, em julho de 1991. O convidado especial era Mikhail Gorbatchov, líder da União Soviética. Ali, os dois líderes das superpotências encerraram de vez a era da Guerra Fria. Em dezembro daquele ano, Gorbatchov seria deposto e a União Soviética, desmantelada. “É como uma volta no tempo”, suspirou Bush.

O CLUBE DE CHURCHILL

A história caminha também pelos luxuosos ambientes do Savoy Hotel, quartel-general do Brasilinvest na reunião de Londres. Tromba-se com ela já na exclusiva ruela de acesso à imponente entrada – nas paredes do prédio, placas relatam passagens dos quase oito séculos que se passaram desde que, em 1246, Peter, o nono conde de Savoy, ergueu ali o seu palácio, “grande o suficiente para acomodar um exército inteiro”. Exatos 758 anos depois, um estado-maior corporativo instalou-se ali, com sua profusão de idiomas e temas. Na manhã da segunda-feira 17, o board do Brasilinvest reuniu-se em torno de uma grande mesa em forma de U. Colegas do conselho trocam experiências e falam de investimentos mútuos. O francês Marc Pietri – dono da Constructa, maior construtora da França -- é consultado sobre as últimas cotas de aplicação no Mary Brickel Village, empreendimento comercial e residencial de US$ 130 milhões no coração de Miami em fase final de construção. Oferece desconto para os presentes: só eles podem entrar com aporte mínimo de US$ 1 milhão, um terço do exigido no mercado. Há interessados. O sheik Khalifa anota tudo com atenção – projeto de US$ 1 bilhão para recuperação de uma área em São Paulo, ferrovias no coração do Brasil, lançamento de bônus ecológicos e ecoresort na Amazônia, sociedade com o megainvestidor George Soros para atuar no mercado de securitização de recebíveis no Brasil, US$ 250 milhões em hotéis em Cuba, um complexo turístico/empresarial em Santa Catarina... O cardápio dos projetos que passa por Garnero é extenso. E aumenta a todo minuto. Lado a lado estão o presidente da fábrica de artigos esportivos Head, Johan Eliasch, e a americana Georgette Mosbacher, dona de um império de cosméticos (Borghese) e spas avaliado em US$ 300 milhões. Um grupo de empresários escandinavos vem prospectar negócios na área de petróleo. O jovem financista Nicolas Berggruen – cujo grupo Alpha Investments and Management, com US$ 2,5 bilhões em caixa e aplicações em setores como bebidas e mídia – quer informações sobre o mercado de televisão no Brasil. Amigo de Jorge Paulo Lehman, Marcel Telles e Carlos Alberto Sicupira, os donos da Ambev, ele foi o controlador do Media Capital, um dos maiores conglomerados de comunicação de Portugal. “Esse é o conceito do encontro”, explica Garnero. “Juntamos forças de diferentes áreas e mercados para localizar as melhores oportunidades de negócios.”

Na entrada voltada para as margens do rio Tâmisa, um comboio de Land Rovers movimenta a pacata viela. O séquito de seguranças desembarca primeiro. Em seguida, David Tang, Mário Bernardo Garnero, filho do anfitrião, e George Bush. Chegam de um seção de compras na Asprey’s, nova meca do consumo de luxo na cidade. A loja só seria inaugurada no dia seguinte, mas Tang conseguiu que o dono, Lawrence Stroll, a abrisse exclusivamente para o grupo. A escolha era de Bush, a conta, um presente de Tang. O ex-presidente levou três echarpes, lembranças para a mulher Barbara, que ficou nos EUA. O almoço é em um dos salões do Savoy. Bush senta-se à cabeceira, ao lado de Winston Churchill. Ele mesmo, o mítico primeiro-ministro que comandou a reação inglesa na II Guerra Mundial. Um busto de Churchill fazendo o sinal da vitória indica que sua alma está ali. Antes de ascender ao poder, ele caminhava os 500 metros que separam o Parlamento britânico do Savoy e reunia-se com seus pares para discutir a situação internacional. Naquela sala revestida de madeira nobre, fundaram o The Other Club, cujo ritual de chá e política se repete até hoje.

Às quartas-feiras, no final da tarde, os últimos remanescentes do clube ainda se reúnem e mantêm mais essa tradição.

O SULTÃO DE CADOGAN SQUARE

Nos três dias de eventos em Londres, Garnero dividiu o papel de anfitrião. Tang, amigo do príncipe Andrew, foi quem abriu as pesadas portas de madeira maciça do Palácio St. James – um evento tão exclusivo que Evelyn Rothschild, primo e ex-sócio do lorde das finanças, chegou a ser barrado na porta por não trazer documentos e só teve a entrada liberada por intervenção do empresário chinês. Nemir Kirdar – banqueiro de origem iraquiana cujo grupo Investcorp foi responsável pelo ressurgimento de ícones como Saks, Tiffany e Gucci e que tem US$ 2,7 bilhões investidos em empresas de vários continentes – comandou um jantar de gala na Two Temple Place, mansão vitoriana cujos ambientes preservam os mais finos trabalhos de artesãos e entalhadores em madeira do século XIX e que, sobre o telhado, ostenta detalhes manufaturados com o cobre retirado da caravela Santa Maria, da esquadra com que Cristóvão Colombo descobriu a América em 1492. Lá, embaixadores, lordes e barões disputavam espaço com a realeza do Oriente Médio – o príncipe árabe Turki Al Faisal dividiu mesa com Garnero –, titãs dos negócios como o presidente mundial do HSBC, John Bond, e até um Winston Churchill de carne e osso, neto do original. Ali Bush reencontrou John Major, primeiro-ministro britânico que recepcionou os líderes mundiais na reunião do G7 de 1991.

Horas antes, um grupo seleto subiu, em elevador com detalhes em ouro, ao quarto andar da residência situada no número um da Cadogan Square. O endereço foi adquirido há exatos 30 anos por Washe Manoukian, então um arrojado mercador, armênio nacionalizado libanês, amigo e parceiro de negócios do sultão de Brunei, naquele tempo apontado como o homem mais rico do mundo. A amizade acabou nas raias dos tribunais nos anos 90 e hoje os dois rivalizam em, digamos, prosperidade. Ao lado do conterrâneo Sarkissian, Manoukian ofereceu um coquetel de tirar o fôlego. A vista do luxuoso terraço era deslumbrante, mas os olhos dos convidados se fixaram muito mais nas paredes internas da sala de estar contígua, limitadas com batentes em ouro. “Oh my God!”, exclamava Georgette Mosbacher a todo momento, espantada com a riqueza da pequena amostra do acervo do anfitrião – talvez equivalente em valor à fortuna da milionária. Três Renoirs dividiam uma das paredes com um Degas e um Modigliani. Dois Pissaros estão suspensos no lado oposto. Pietri, também um colecionador de porte, apaixonou-se pela pequena tela com uma paisagem nevada da cidade de Eindhoven, na Holanda. O autor: Van Gogh. “Não sou um comprador profissional, que estuda o mercado. Compro por impulso”, afirmou o francês à DINHEIRO. “Se cruzo com uma tela dessas em um leilão, não sei até onde posso ir”. Centenas de milhões de dólares estavam expostos ali, mas há muito mais na casa. Manoukian desculpou-se por não poder exibir tudo. “Os outros andares estão fechados por exigência da segurança”, explicava. Olhos mais atentos ainda perceberam, pelo vão de uma porta entreaberta, um enorme Picasso pendurado, no térreo, atrás da mesa de trabalho do magnata de US$ 4 bilhões – cujas propriedades na Inglaterra só perdem em valor e quantidade para as da rainha.

O EXPRESSO PARA O ORIENTE

Manoukian e Sarkissian, influentes nas antigas repúblicas soviéticas ricas em petróleo, são, a exemplo do russo Deripaska e do chinês Tang, os co-pilotos do Expresso Oriente que Garnero quer liderar. “As melhores oportunidades no momento estão na China e na Eurásia. Temos de levar as empresas brasileiras para lá”, diz Garnero. O embaixador informal do Brasil mostra que tem ferramentas e prestígio para isso. “Com o passaporte carimbado pelo presidente Bush e o duque de York, qualquer porta se abre para nós”, discursou ele no Palácio St. James, em agradecimento à recepção pelo Príncipe Andrew. A palavra do brasileiro é ouvida e repetida.

Ao apresentar Aécio Neves a Bush na casa dos Rothschild, por exemplo, Garnero referiu-se ao governador como provável futuro presidente do Brasil. Durante os dias seguinte, o ex-presidente americano manteve na lapela um pequeno broche com a bandeira de Minas Gerais. No salão real, ao discursar, Bush citou a presença do “futuro presidente do Brasil”.
 
PESOS PESADOS NO CONSELHO 
1- Sheik Al-Khalifa: vice-presidente
da Bahrein Petroleum
2- David Tang: rei da seda na China e sócio de uma cadeia de varejo de luxo
3- Nemir Kirdar: controlador
do Investcorp, com ativos de 
US$ 2,7 bilhões
4-Youssef Al-Ibrahim: ex-ministro
das Finanças do Kuwait
 SUPERANFITRIÕES 
1- Washe Manoukian: império
de US$ 4 bilhões e Renoirs,
Van Gogh na parede
2 - Lorde Rothschild: jantar na casa que foi dos ancestrais da princesa Diana
 
OS NOVOS CONSELHEIROS 
1 - Nicolas Berggruen: fundo
de US$ 2,5 bilhões e interesse
na mídia no Brasil
2 - Georgette Mosbacher: império de US$ 300 milhões em cosméticos e spas
 

O HUMOR E A AGONIA DE BUSH
 

Às vésperas de completar 80 anos, o ex-presidente americano George Bush demonstrou em Londres uma vivacidade invejável. Para prestigiar o amigo Mário Garnero, enfrentou animado uma maratona de eventos em ritmo de superstar. Em cada um deles, foi abordado dezenas de vezes para posar, em fotos, ao lado de nobres e plebeus, concedeu autógrafos e distribuiu charme em todas as direções. Seus discursos e as conversas em diversas rodas foram sempre recheados de humor – com a marcante presença, nas histórias, de Barbara, sua mulher, que desta vez não o acompanhou –, à exceção dos momentos em que tratava da presença americana no Iraque, sob as ordens de seu filho, o atual presidente George W. Bush. 

Diante do inevitável tema, saía de cena o político carismático, dando lugar ao pai angustiado.

AS CRÍTICAS AO FILHO. “A questão do Iraque, para mim, não é política ou econômica. É pessoal. Quem é pai sabe do que estou falando. Não há angústia maior do que ver seu filho ser criticado e não poder fazer nada.”

A CRISE NO IRAQUE. “Vivemos, sem dúvida, um momento difícil e complexo no Iraque. A questão é que está havendo uma exploração muito grande dos aspectos negativos. Ninguém fala, porém, que os iraquianos vivem hoje em maior liberdade, que não são subjugados pela vontade de poucos.”

O MEDO DO TERROR. “Várias vezes, depois dos atentados de 11 de setembro, ouvi a mesma pergunta: ‘Como ser otimista em um cenário como esse?’ Minha resposta é sempre a mesma. Não vai acontecer de novo se lutarmos juntos pela democracia. Temos visto avanços significativos nessa direção em vários países, como a China, a Tailândia, Taiwan e Coréia. O processo de aperfeiçoar a democracia e criar um mercado internacional sustentável deve ser permanente, nunca acaba.”

SAUDADES DO PODER. “Encontrar com gente como Margareth Thatcher me traz ótimas recordações. Sinto falta da convivência com os grandes líderes mundiais.”
O DIA MAIS FELIZ. “Tenho um filho presidente e um filho governador, sou um homem realizado. Logo depois da eleição do presidente (ele agora se refere ao filho George dessa forma), eu e Barbara voltávamos da Flórida para nossa casa no Texas. Em certo momento, virei para ela e disse: ‘Esse é o dia mais feliz de minha vida”. Fez-se um longo silêncio. Até que ela me indagou:

‘E o dia do nosso casamento?’

A IDADE. “Completo 80 anos no próximo mês e gostaria de comemorar de uma maneira especial. Fui pára-quedista na II Guerra Mundial e desde então só voltei a saltar umas poucas vezes. Agora, pensei foi em voltar a saltar. Barbara, minha 
mulher, não quer nem ouvir falar. Disse a ela: ‘De uma forma ou de outra, será meu último salto’.”

CALVIN COOLIDGE PARA PRESIDENTE

DICTA & CONTRADICTA
6 de agosto de 2010



Em A Democracia na América, Alexis de Tocqueville comenta espantado como os EUA podem existir sem ter um governo centralizado. Para o francês, as nações européias só conseguiriam permanecer graças a uma centralização de poder que, no caso da França, ia do rei para as assembléias, das assembléias para os estados, dos estados para as cidades, das cidades para os funcionários públicos, dos funcionários públicos para os cidadãos normais.
Nos EUA, tudo acontecia ao contrário – e, talvez por um milagre que só uma nova ciência política poderia explicar, era justamente o fato de ser um governo descentralizado que permitia os americanos a exercerem sua liberdade e sua igualdade de maneira harmoniosa.
É claro que, hoje, se Tocqueville visse os EUA, diria sem misericórdia que não gostaria de forma alguma ver o seu diagnóstico realizado.
Contudo, isso não acontece somente na América. O governo centralizado parece ser a idéia fixa do momento tanto no resto do mundo como, olhem só, na nossa terra papagalis.
Aí vem a pergunta: Por acaso já existiu alguém que praticou esse elemento alienígina chamado “auto-governo”, descentralizado, que deixa as coisas acontecerem de forma natural, sem qualquer espécie de intervenção nos assuntos do mercado e do indivíduo?
A resposta é “sim” e foi praticada por Calvin Coolidge.
Quem? Em um mundo em que a mídia faz você acreditar que Roosevelt e Kennedy foram bons presidentes e que Lula e Barack Obama são exemplos de estadistas, é óbvio que ninguém ouviu falar neste sujeito.
Calvin Coolidge foi o presidente que governou os EUA entre Warren Harding (que morreu de ataque cardíaco) e Herbert Hoover (que foi seu secretário de Estado e com quem não se dava bem). Era um homem taciturno, de poucas palavras (seu State of the Union tinha só três linhas…), um quase puritano à maneira de Cromwell e deixava o governo se mover naturalmente.
Resultado: foi nesta época, os chamados roaring twenties, que os EUA tiveram uma das maiores fases de prosperidade econômica – e que terminou logo depois com o crash de 29.
Muitos esquerdopatas e liberais de meia-tigela afirmam que Coolidge foi o responsável pelo desastre porque não autorizou as intervenções necessárias. Talvez tenham razão: Paul Johnson conta, em seu A History of American People, que Coolidge realmente sabia que a bonança não duraria por muito tempo e queria deixar a bomba cair no colo de Hoover – que piorou a situação com mais intervenção estatal. Mas Calvin era também um realista implacável: ele afirmou que a bonança tinha de acabar porque as coisas boas não duram para sempre.
Ou seja, apenas afirmou um princípio básico da arte de governar que, atualmente, muitos insistem em esquecer.
Nos tempos atuais, esta é a lição mais díficil que um presidente pode absorver. Afinal, todos querem dar riquezas inimagináveis ao seu povo. Mas, infelizmente, não podem fazer porque a política não é a arte de agradar a todos e sim, como bem definiu Henry Adams, a organização sistemática dos ódios.
Por isso, meu voto para presidente é Calvin Coolidge. Mas, como ele morreu, ficamos a chupar o dedo e a dançar um tango argentino.

Mais uma ameaça à liberdade de expressão na internet

SAKU CHEIO

Postado por J. Neto

Cada vez mais me surpreendo com a atitude de alguns políticos no Brasil em relação à internet. Desta vez, o protagonista foi o então deputado do PP/PE, Eduardo da Fonte. O nobre deputado criou uma lei para não apenas proibir o anonimato na internet como tambem exigir do jornalista registro para escrever em blog.

A web tem que ser livre

Além do fato de alguns juízes fazerem certas lambanças em relação ao assunto, atitudes como esta mostram o quanto nossos representantes não entendem nada de internet, e fazem projetos de lei completamente confusos e impraticáveis. Abaixo apresento alguns trechos da PL-7311/2010 do citado deputado.
"Art.1° – É vedado o anonimato em sítios da Internet no Brasil.

§1°. Os sítios da Internet no Brasil devem indicar obrigatoriamente na sua página principal informações que identifiquem o jornalista responsável e o endereço completo para o recebimento de correspondências, citações, intimações ou notificações judiciais.

Art.2° - §1°. Os responsáveis pelos sítios da Internet referidos no caput deste artigo devem, obrigatoriamente, indicar nome e registro profissional dos jornalistas responsáveis pelas matérias.

§2o. Aplica-se o disposto neste artigo aos sítios da Internet no Brasil que hospedem outros sítios da internet ou blogs.

Art.4o A infração a qualquer dispositivo desta Lei sujeita os responsáveis pelo sítio da Internet no Brasil à multa no mínimo de R$ 5.000,00 (cinco mil reais) e no máximo de R$ 50.000,00 (cinquenta mil reais) para cada infração cometida."
Acho incrível como esse pessoal ainda não entendeu que na web não existem fronteiras. Só para terem uma ideia disso, mesmo não sendo eu um jornalista, este blog pertence a empresa Google e não é hospedado no Brasil. Como uma lei aqui poderia tratar este caso?

A Urna-E em NY: uma eleição eletrônica auditável em país democrático

DIREITO EM BITS
QUARTA-FEIRA, 3 DE NOVEMBRO DE 2010

Por Augusto Marcacini


Estou acompanhando com certa atenção as notícias sobre as eleições legislativas nos Estados Unidos. Na verdade, estou menos preocupado com o resultado da votação do que com o seu procedimento. Ultimamente a minha curiosidade reside em saber comoos outros votam. Uma questão que quase não se ouve falar por aqui, quando se discute a nossa mitológica reforma política, é realizar eleições legislativas separadas das do executivo. É assim em inúmeros países. Aqui, o deputado já começa a ser um vassalo do executivo no momento de pedir votos para assegurar sua vaga...

Mas este é um blog sobre direito e tecnologia, certo? Então vamos passar para o assunto que motiva mais este post. Alguém reparou na urna eletrônica de Nova York, mostrada no Jornal Nacional? Pois ela pode ser vista aqui, a partir dos 2 minutos do vídeo. Ou na imagem abaixo:

A urna é um scanner que lê a cédula em papel, provavelmente já soma os votos para realizar uma apuração rápida e automatizada, como ocorre nestas paragens, mas guarda em compartimento lacrado o "paper trail" que permite recontagens e conferir se a apuração eletrônica realmente corresponde à vontade do eleitor. Pois é, se alguém acreditou nos "reclames" do TSE que dizem que nossa eleição eletrônica é 100% segura, utilizada e admirada por muitos países do globo, talvez se decepcione em saber que nosso modelo inauditável não "pegou" em nenhum país do primeiro mundo, como já mencionei noutras vezes aqui no blog.

Curiosamente, as duas matérias que vi (também saiu algo, levemente diferente, no Jornal da Globo) tangenciaram essa questão da urna e pareceram mais focadas em mostrar como a eleição por lá é "complicada". Facilidade, no entanto, não é sinônimo de democracia! Se o povo é chamado a eleger não apenas os mandatários para três ou quatro cargos, mas para decidir 19 questões, é claro que a cédula deve conter campos suficientes para isso tudo e exigir que o eleitor preste alguma atenção no que está fazendo.

Na matéria do Jornal da Globo, mostraram que uma eleitora demorou 10 minutos para preencher o seu voto... O que são 10 minutos quando se está decidindo os destinos de seu país ou da região em que vive? Além disso, 8 dos 10 minutos foram gastos pela eleitora para preencher os 19 itens da cédula. Bem... o scanner demorou outros dois... Mas o que são dois míseros minutos?

Quando, como representante da OAB, participei da fiscalização da eleição eletrônica junto ao TSE, às vezes parávamos todos, técnicos e fiscais, em uma roda em torno do café para discutir amenidades. Ao surgir a questão da então recém fulminada impressão do voto - que vigorou por uma única eleição, a de 2002, e em poucas seções eleitorais - um dos responsáveis técnicos do TSE mostrou seus argumentos contra essa experiência: formava fila! O eleitor, que, diga-se, não havia sido adequadamente instruído a usar essa outra urna com impressão (vejam que difícil: ele precisava apertar OK mais uma vez, ao final, à vista da cédula impressa...), parece ter-se atrapalhado um pouquinho e demorou mais para votar, causando filas diante das seções eleitorais...

Desde então, delicio-me em ver nos noticiários televisivos as longas filas que se formam nas eleições de outros países, como é o caso dos EUA, em que o voto nem é obrigatório.

Aqui no Brasil há fila para tudo: nos hospitais públicos, nas prateleiras do Judiciário, nos aeroportos... Só para votar é que não podemos pegar fila. O importante é votar em dez segundos e correr para a praia!

Violência, homicídios e socialismo crescem de mãos dadas na América Latina

O QUE ESTÁ ACONTECENDO NA AMÉRICA LATINA?
terça-feira, 2 de novembro de 2010


Polícia prende criminoso em 
Barra Funda, São Paulo
A capital do Iraque com as massacres operadas por “homens-bomba” islâmicos fanáticos é mais segura que Caracas, capital da Venezuela socialista “bolivariana”, noticiou “The New York Times”. 

Iraque tem quase a mesma população da Venezuela e deplorou 4.644 homicidos em 2009. No mesmo ano, os assassinatos na Venezuela chavista ficaram acima de 16.000, 90% dos quais nunca apurados. 

Nem a violência do México ‒ 28.000 mortos em 2007, num país com o triplo da população ‒ igualou o sinistro “sucesso” venezuelano. Para abafar a realidade, Hugo Chávez proibiu a imprensa de publicar imagens ou noticiário que prejudique os logros dos “valores socialistas”. 

O Brasil é outro caso gravíssimo: o índice de assassinatos duplica o já assustador recorde do México: de 25 cada 100.000 habitantes para 14 cada 100.000. 

Aproxima-se assim ao da Venezuela “socialista bolivariana”. 

Este aumento da violência está ligado ao crescimento do populismo socialista inimigo das justas desigualdades sociais e da propriedade privada. 

Pela sua ideologia ele procura apresentar o bandido como um “bom” injustiçado pela sociedade que é ‒ justa e proporcionalmente ‒ desigual. 

Para toda uma geração de jovens delinqüentes o que eles fazem não tem nada de ruim. Más são a sociedade “rica” e as forças da ordem.

Qual é o significado da recente eleição dos EUA?

JULIO SEVERO
5 de novembro de 2010

Albert Mohler, presidente do Seminário Batista do Sul
3 de novembro de 2010 (AlbertMohler.com/Notícias Pró-Família) — O sentido da eleição de 2010 está destinado agora a ser o Grande Debate da próxima temporada política. Embora isso seja verdade após a maioria dos dias de eleição, é especialmente verdade neste ano, considerando a escala e extensão da mudança política que esta eleição provocará. A escala é sísmica, e a extensão é vasta. Em termos de política nacional, esta eleição equivale a uma megamudança.
O que isso significa? É cedo demais para responder a essa pergunta em qualquer sentido abrangente. Afinal, um bom número de corridas eleitorais está ainda apertado demais para terminar. Nós realmente sabemos que os republicanos controlarão a Câmara dos Deputados dos EUA por uma margem considerável. A equação política do Senado foi resetada, assim como foi o contexto de muitos estados. Pela terceira eleição consecutiva, o partido que está no poder recebeu um sonoro repúdio — uma reversão política que com toda a clareza tem a intenção de transmitir uma mensagem.
Como é que devemos entender isso?
Primeiro, precisamos nos lembrar de que as eleições são sobre ideias. Uma eleição sísmica como esta é especialmente sobre ideias. Nesse caso, uma mensagem inconfundível foi dirigida ao presidente Barack Obama. Houve um juízo imenso em suas políticas e liderança. A maioria dos eleitores dos EUA não tem o esquerdismo ideológico de Obama. A associação dele com os valores das elites intelectuais e compromisso com um papel de expandir o governo o distanciaram dos eleitores. Os americanos agora ficarão de olho para ver se o presidente entendeu a mensagem.
Segundo, levará algum tempo para descobrir como este novo Congresso funcionará. Não dá para detectar ainda nenhuma filosofia em comum de governo, apenas alguns poucos princípios e impressões. Há uma vasta diferença entre concorrer a um cargo e ocupar um cargo. Fazer campanha e governar exigem diferentes conjuntos de capacidades e diferentes compromissos. Haverá muita terapia de realidades nas semanas que virão.
Terceiro, os americanos logo aprenderão a diferença entre conservadorismo e esquerdismo. Muitos dos novos parlamentares em Washington foram apoiados pelo movimento Tea Party, e muitos deles estão comprometidos com a cosmovisão e filosofia política do esquerdismo. Muitos conservadores estão até o momento sem capacidade de fazer essa diferença. Provavelmente eles aprenderão bem rápido.
Quarto, a relativa ausência de questões sociais politicamente carregadas do debate eleitoral não durará. A questão do casamento de mesmo sexo inevitavelmente será tema nacional dentro dos próximos dois anos — nos tribunais, e até no Congresso. A questão do aborto não irá embora, nem as pesquisas com células tronco embrionárias nem um monte de outras controvérsias. Ao mesmo tempo em que essas questões estão sendo remoldadas por acontecimentos recentes, pode apostar que elas estarão em primeiro plano.
Quinto, a estrutura demográfica desta eleição diz muitas coisas interessantes. A mais interessante dessas é o relativo retraimento do voto dos jovens que foi tão crucial e importante para a campanha de Obama em 2008. As estatísticas disponíveis no final da eleição indicam que a retração do voto dos jovens pode chegar até a metade. Será que os jovens americanos estão interessados apenas em eleger um presidente?
Sexto, uma mudança política dessa magnitude traz uma multidão de consequências pessoais. Uma das limitações do processo democrático é que ele oferece bem poucas oportunidades de perder um cargo ou campanha sem desanimar. Entre aqueles que perderam seus cargos na noite passada estavam muitos que haviam trabalhado há anos. Eles, junto com suas assessorias, têm agora de empacotar seus pertences, encerrar seus negócios e abrir novos. Até mesmo aqueles que trabalharam para a derrota deles precisam compreender o trauma pessoal. Bons homens e mulheres colocaram sua vida sob risco e concorreram em campanhas em que perderam. Na noite passada muitos deles tiveram de fazer a ligação telefônica que temiam fazer e então dar o discurso que ninguém quer dar. Isso também merece nossa atenção.
Os evangélicos têm atravessado várias fases de envolvimento político nas décadas recentes. Saindo de anos de deserto de relativo isolamento de interesse em questões políticas, os evangélicos se uniram à Direita Religiosa com empenho e grandes expectativas. Mas, ao mesmo tempo em que algumas importantes vitórias legislativas e burocráticas foram ganhas, a Direito Religiosa jamais cumpriu suas muitas promessas. Agora, muitos evangélicos, jovens e velhos, estão repensando a equação política mais uma vez.
Os evangélicos tendem a oscilar entre extremos no que se refere às questões políticas e às eleições. Nós nos alegramos com facilidade e ficamos deprimidos com muita rapidez. Não se engane. Os resultados das eleições de 2010 levarão a grandes mudanças em Washington e outros lugares. Isso em si é boa notícia. Mas tudo isso precisa ser colocado num contexto verdadeiramente cristão.
Os cristãos precisam ser as pessoas que conhecem os perigos de investir confiança demais ou de menos no sistema político. A eleição terminou. Agora é hora de os cristãos orarem por aqueles que foram eleitos e pelo governo que eles servirão. As coisas vão ficar interessantes logo, logo.
Traduzido por Julio Severo: www.juliosevero.com
Veja também este artigo original em inglês: http://www.lifesitenews.com/ldn/2010/nov/10110302.html
Copyright © LifeSiteNews.com. Este texto está sob a licença de Creative Commons Attribution-No Derivatives. Você pode republicar este artigo ou partes dele sem solicitar permissão, contanto que o conteúdo não seja alterado e seja claramente atribuído a “Notícias Pró-Família”. Qualquer site que publique textos completos ou grandes partes de artigos de Notícias Pró-Família ou LifeSiteNews.com em português tem a obrigação adicional de incluir um link ativo para “NoticiasProFamilia.blogspot.com”. O link não é exigido para citações. A republicação de artigos de Notícias Pró-Família ou LifeSiteNews.com que são originários de outras fontes está sujeita às condições dessas fontes.

Bornhausen: "CPMF nunca mais"

DEMOCRATAS
04.11.2010 - 13h00 Fonte: Assessoria de imprensa

A Liderança dos Democratas na Câmara dos Deputados repudia veementemente a possibilidade de recriação da CPMF, o famigerado Imposto do Cheque. 


      
       Seguindo ordens, inspiradas no capricho vingativo do atual Presidente da República, a Presidente eleita, Dilma Rousseff, está convocando os governadores de sua base aliada para assumirem o movimento pela volta do imposto que o povo brasileiro derrubou.
      
       A continuidade prometida durante a campanha está privilegiando as piores características deste governo federal, a falta de competência para gerir os recursos públicos e a gana pela cobrança de impostos.
      
       O aumento da IOF - logo após o fim da CPMF - e o constante aumento da arrecadação de impostos alimentaram os cofres públicos com mais recursos do que os gerados pelo Imposto do Cheque.
      
      A solução para o caos da saúde pública do Brasil está na regulamentação da Emenda 29 e na profissionalização da gestão.
      
       Os Democratas não permitirão que o povo pague a conta da eleição.
      
       Conclamamos a Oposição, no Congresso e no Legislativo e Executivo estaduais, e toda a sociedade para impedir mais esse descalabro do governo do PT.
      
       CPMF nunca mais.
      
      Paulo Bornhausen (SC)
      
      Líder dos Democratas na Câmara dos Deputados

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Países criticam fortemente tentativas de criar novo “direito” à educação sexual na ONU

JULIO SEVERO
31 de outubro de 2010

Samantha Singson
NOVA IORQUE, EUA, 28 de outubro de 2010 (C-FAM/Notícias Pró-Família) — Delegados irados ocuparam a tribuna da ONU nesta semana para denunciar um relatório que promove um novo direito humano à educação sexual explícita para crianças novas.
Os blocos de países africanos e caribenhos levaram à hostilidade generalizada para com o relatório ao registrar sua “forte rejeição” e “forte desaprovação”.
O relatório defende um novo direito humano à educação sexual citando recomendações sem poder legal e outros relatórios da ONU que incluem as polêmicas normas da UNESCO sobre educação sexual e os Princípios de Yogyakarta. O autor do relatório, Victor Muñoz, argumenta que os países têm a obrigação de garantir esse novo direito “desde as fases iniciais da vida”.
Furando o protocolo de praxe, Muñoz submeteu seu relatório à ONU sem estar presente para defender suas recomendações e análise.
Muñoz respeita, da boca para fora, o direito de os pais escolherem a educação de seus filhos, o qual é parte da Declaração Universal dos Direitos Humanos, mas acrescenta que “essa autoridade jamais poderá se opor aos direitos das crianças e adolescentes”. De acordo com Muñoz, a educação sexual abrangente vai além de simples informações biológicas ou reprodutivas.
Ignorando o acalorado debate existente na ONU por causa de termos que lidam com “orientação sexual” e “identidade de gênero”, Muñoz insiste em que a educação sexual inclua informações sobre “diversidade sexual”. Muñoz critica agressivamente os programas de abstinência, os quais ele argumenta normalizam estereótipos e promovem imagens discriminatórias porque são baseados na “heteronormatividade”.
Muñoz acrescentou que negar a existência de uma população lésbica, gay, transexual, transgênera e bissexual expõe esses grupos à discriminação.
Embora não tivessem podido se dirigir diretamente a Muñoz, os delegados frustrados que representam a África, a América Latina, o Caribe e a Organização dos Países Islâmicos se alinharam para denunciar o relatório. Eles criticaram a tentativa de Muñoz redefinir sozinho o sistema de direitos humanos e introduzir assuntos polêmicos tais como orientação sexual, educação sobre sexualidade e identidade de gênero como conceitos universalmente aceitos.
Malauí, representando o bloco de países africanos, disse que não há “consenso universal acerca das noções de educação sexual”. A tentativa de Muñoz de criar um novo direito e reinterpretar a compreensão existente de direitos humanos “desdenhou” o código de conduta, disse Malauí. O grupo africano expressou choque com o que chamou do uso seletivo que Muñoz fez de citações de outros documentos da ONU, os quais não constituem um “reflexo fiel de fatos objetivos”.
O bloco caribenho também registrou sua “forte desaprovação a essa tentativa de Muñoz de criar um novo direito dentro do direito universalmente consagrado à educação, de longe excedendo seu mandato”. Os países caribenhos acusaram Muñoz de “satisfazer seus interesses pessoais à custa” das delegações e exigiram um relatório reescrito que seguisse as normas estabelecidas da ONU.
Embora muitos outros — inclusive Rússia, África do Sul, Marrocos, o Grupo Árabe, a Santa Sé e os Estados Unidos — também tenham denunciado a defesa de um novo direito a uma abrangente educação sexual, a Suíça, a Noruega, o Canadá e a Argentina deram seu apoio. A União Europeia expressou seu apoio “total e de todo o coração” a Muñoz e seu relatório.
A Assembleia Geral não tomou ação alguma sobre o relatório desta semana, mas a expectativa é que irá considerá-lo de novo em dezembro.
Este artigo foi publicado com a permissão de: www.c-fam.org
Traduzido por Julio Severo: www.juliosevero.com
Veja também este artigo original em inglês: http://www.lifesitenews.com/ldn/2010/oct/10102803.html
Copyright © LifeSiteNews.com. Este texto está sob a licença de Creative Commons Attribution-No Derivatives. Você pode republicar este artigo ou partes dele sem solicitar permissão, contanto que o conteúdo não seja alterado e seja claramente atribuído a “Notícias Pró-Família”. Qualquer site que publique textos completos ou grandes partes de artigos de Notícias Pró-Família ou LifeSiteNews.com em português tem a obrigação adicional de incluir um link ativo para “NoticiasProFamilia.blogspot.com”. O link não é exigido para citações. A republicação de artigos de Notícias Pró-Família ou LifeSiteNews.com que são originários de outras fontes está sujeita às condições dessas fontes.

wibiya widget

A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".