Não demonstre medo diante de seus inimigos. Seja bravo e justo e Deus o amará. Diga sempre a verdade, mesmo que isso o leve à morte. Proteja os mais fracos e seja correto. Assim, você estará em paz com Deus e contigo.
Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro concede Medalha Tiradentes a Olavo de Carvalho. Aqui.
sexta-feira, 30 de julho de 2010
AS GRANDES HERESIAS
NIVALDO CORDEIRO
Foi editado finalmente no Brasil, no final do ano passado, o livro AS GRANDES HERESIAS, do anglo-francês Hilaire Belloc, pela Editora Permanência. Belloc foi um autor que marcou o seu tempo. Filho de pai francês e mãe inglesa, ficou órfão de pai aos dois anos de idade e a mãe optou por ir morar na Inglaterra. Assumiu a cidadania inglesa, mas prestou serviço militar na França, o que mostra que foi um homem dos dois mundos. Foi muito amigo de Chesterton, assim como de H.G Wells e Bernard Shaw. Deixou vasta obra.
AS GRANDES HERESIAS
27 de julho de 2010
Foi editado finalmente no Brasil, no final do ano passado, o livro AS GRANDES HERESIAS, do anglo-francês Hilaire Belloc, pela Editora Permanência. Belloc foi um autor que marcou o seu tempo. Filho de pai francês e mãe inglesa, ficou órfão de pai aos dois anos de idade e a mãe optou por ir morar na Inglaterra. Assumiu a cidadania inglesa, mas prestou serviço militar na França, o que mostra que foi um homem dos dois mundos. Foi muito amigo de Chesterton, assim como de H.G Wells e Bernard Shaw. Deixou vasta obra.
Belloc foi um católico devoto. Neste livro ele nos legou um grande trabalho histórico, ainda que haja na obra algo de inacabado. Também pudera, foi concluído em 1938, véspera dos maiores acontecimentos militares e políticos de todos os tempos. Nele Belloc narra as grandes heresias que afetaram o catolicismo – para ele sinônimo de cristianismo – desde o começo. O livro tem algumas singularidades, ente elas o fato de colocar o islamismo como uma forma de heresia cristã, a mais letal e perigosa de todas, a que tem posto o Ocidente em xeque desde o seu surgimento. E foi profético ao dizer que o Islã poderia novamente repetir suas façanhas, mesmo que na ocasião da conclusão do livro não houvesse mais nenhuma potência islâmica capaz de desafiar o Ocidente. É como se tivesse previsto o 11 de setembro.
Outra afirmação sua bastante contundente foi dizer que todas as igrejas protestantes não passam de heresias e sua verve é implacável sobretudo com as seitas fundadas por João Calvino. Hoje em dia a coisa pode soar politicamente incorreta, já que vivemos tempos de covardia. Tempos de relativismo religioso e cultural, tempos de ecumenismo com o qual certamente ele não se conformaria. Para ele, a verdade estava com o catolicismo e ponto.
Seu capítulo final discorre sobre a fase moderna, mas é curto e incompleto por não ter visto o desfecho do nazismo e do muro de Berlim. Mas, ainda assim, previu muita coisa importante. A dissolução dos costumes cristãos não passa, segundo ele, da repetição da tragédia das heresias mais antigas, notadamente aalbingense, com sua permissividade, sua luta pela dissolução do matrimônio, seu desvalor pela vida humana. Escreveu Belloc sobre os albingenses:
“Todos os sacramentos foram abandonados. Em seu lugar, um estranho ritual foi adotado, que envolvia a adoração do fogo, chamado ‘a consolação’, por meio do qual acreditava-se que a alma era purificada. A propagação da espécie humana foi atacada; o casamento era condenado e os líderes da seita espalhavam todo tipo de extravagâncias que se podem encontrar pairando sobre o maniqueísmo e o puritanismo, onde quer que apareçam. O vinho é mal, a carne é má, a guerra era sempre absolutamente má, e assim também a pena capital; mas um pecado sem perdão era a reconciliação com a Igreja Católica”.
Podemos ver que, se vivo fosse, Belloc acharia que os albingenses voltaram, nesses tempos de aborto estatizado, de sexo livre, de casamento homossexual, de perversões de toda ordem homologadas pelo sistema jurídico. Nem mesmo o protestantismo venceu; seu sucedâneo é a confraria dos ateus, que tomou conta dos centros de saber de todo o Ocidente. Talvez os tempos de hoje sejam bem piores do que aqueles de 1938. Quem saberá o que virá em dois anos? A roda da história está novamente acelerada e os acontecimentos podem se precipitar.
Inocentes úteis e companheiros de viagem, expressões banidas nas eleições de 2010
INSTITUTO PLINIO CORRÊA DE OLIVEIRA
13, julho, 2010

13, julho, 2010

Um jornalista do Washington Post escreveu que um desses dois tem a convicção que o outro é um idiota útil... Adivinha quem é?
Péricles Capanema
Inocente útil e companheiro de viagem são duas expressões atualmente enxotadas do debate político. São como duas velhotas, saíram de moda, ninguém fala nelas. É uma injustiça, as duas têm personalidade irradiante, são gente boa. É pena terem sido tiradas aos empurrões da sala.
De outro jeito, essas duas expressões, de forma resumida e simples, revelam muito. Desvelam num jato só o que antes estava velado a muita gente. Tem mais: a realidade que põem a nu está cada vez mais importante.
Por isso foram escorraçadas do debate. Estão banidas. Ficaram politicamente incorretas. As patrulhas ideológicas as puseram para correr. O objetivo final não é apenas bani-las, é de que sumam da memória popular.
O inocente útil é o que, sem se dar conta ─ pelo menos é mais caridoso pensar assim ─ facilita a execução do programa, do qual ele é suposta ou realmente adversário. Ajuda a tomada do poder por alguém que, no futuro, vai trucidá-lo, moral ou fisicamente.
O companheiro de viagem é o que caminha junto até um ponto da estrada. Ajuda o parceiro a chegar a um ponto determinado de seu programa. Neste ponto, o que quer continuar, descarta o que pretende parar, pois este ficou inútil ou virou um trambolho. O descarte aqui pode significar desde mandar para casa até fuzilar.
O exemplo histórico mais impressionante é o do duque de Orleans (o Filipe Igualdade). Apoiou a Revolução Francesa, votou a morte do primo, Luís XVI, e depois foi guilhotinado, quando não mais servia aos objetivos revolucionários. Ficou a lição trágica, infelizmente pouco aproveitada. Situações parecidas se repetiram largamente na Europa Oriental nos anos posteriores à 2ª Guerra Mundial, em que o comunismo teve a colaboração de inocentes úteis e companheiros de viagem para tomar o poder e se consolidar nele. Depois, ele torceu o pescoço de seus antigos aliados. A sorte reservada a esses infelizes foi o ostracismo, a cadeia ou a forca.
A língua espanhola é mais rombuda que a portuguesa ao qualificar o inocente útil. Chama-o de tonto útil. O mesmo se dá no inglês: useful idiot, idiota útil. Esta expressão ainda é usada nos Estados Unidos. Não pôde ainda ser totalmente escorraçada. O norte-americano está menos acostumado às mordaças que nós. Lá, a reação contra as patrulhas é bem maior que no Brasil.
Só um exemplo. Tem relação conosco. Semanas atrás, 6 de maio, Jackson Diehl, jornalista do Washington Post, escreveu que Mahmoud Ahmadinejad, presidente do Irã, tem a convicção que o presidente Lula é um idiota útil, ajudando o iraniano em seus planos de ter a bomba atômica, Com suas trapalhadas diplomáticas, chamadas por Jackson Diehl de vaidade diplomática de Lula, o Brasil só obteria o adiamento das sanções que poderiam ser a última chance de impedir, pela via pacífica, que o Irã tenha a bomba atômica e desequilibre o Oriente Médio, ameaçando a paz mundial.
* * *
Sei bem como é duro ser escorraçado sem motivo. Pois então, como reparação, vou convidar as duas velhotas a retomar seu lugar de merecido destaque na sala dos debates. Estavam no quintal, escondidas, acorrentadas e amordaçadas. Fui lá libertá-las. Elas merecem. Nada fizeram que desmerecesse sua relevância antiga. E, para lhes fazer mais fácil o retorno à normalidade, alguns exemplos logo abaixo indicarão como andaram fazendo falta. Sejam bem-vindas!
No Brasil temos milhões de inocentes úteis e companheiros de viagens. Contudo, o mais conhecido exemplo do inocente útil da atual quadra da política brasileira é o vice-presidente José Alencar. Empresário e fazendeiro bilionário, homem de família, foi presidente da Federação das Indústrias de Minas Gerais (FIEMG). Sua inscrição no PL foi coerente com sua posição: defesa da propriedade privada e da livre iniciativa. Chegou ao Senado. Ali foi pinçado pelo PT para compor a chapa com Lula. Achou bom, ficou feliz. Representava um Estado, o de Minas Gerais, com o segundo maior contingente eleitoral do Brasil. Era alguma coisa. A razão principal, porém, nunca foi essa. O motivo determinante era ser a caução, o avalista de um programa que confessadamente tinha como objetivo fazer no futuro, do Brasil, um país socialista. Nestes oito anos, o PT aparelhou o Estado, perseguiu opositores na sociedade civil, encheu o Supremo de esquerdistas debandados, favoreceu o MST e as invasões e preparou um programa ditatorial e coletivista (PNDH-3, em sua versão autêntica) que aplicará tão logo asfixie as resistências. José Alencar, o bilionário, homem de família, durante todos esses anos, foi a grande caução. Um dia seus herdeiros certamente chorarão a atitude do antepassado ilustre. Como tantos familiares de inocentes úteis choraram na Europa Oriental e alhures.
Outro exemplo, e tomando o gancho da presidência da entidade de classe dos industriais. Acima, foi a FIEMG, presidida anos atrás por Zé Alencar. Agora, a FIESP, mais poderosa e influente, presidida por Paulo Skaf. É candidato a governador de São Paulo pelo PSB. Ou seja, de outro modo, o PSB acha que Paulo Skaf favorece seus objetivos. Se não ajudasse, não o colocaria como candidato a governador de São Paulo. Vamos ver o que o programa do PSB coloca como meta: “O objetivo do Partido, no terreno econômico é a transformação da estrutura da sociedade, incluída a gradual e progressiva socialização dos meios de produção, que procurará realizar na medida em que as condições do País a exigirem”. Logo abaixo, para não deixar dúvidas: “A socialização realizar-se-á gradativamente, até a transferência, ao domínio social, de todos os bens passíveis de criar riquezas”. Em outras palavras, o PSB declara pública e inequivocamente que, de forma gradual, trabalhará pela socialização dos meios de produção. De outro jeito, pela coletivização das fábricas, fazendas, lojas etc. Seu candidato é o presidente da FIESP, a entidade que agrupa as pessoas que detém no terreno industrial os meios de produção. O presidente da FIESP aceita ser participante na tarefa de matar com asfixia gradual a classe da qual é representante.É outro inocente útil.
Qual o maior exemplo de companheiro de viagem e inocente útil das últimas décadas? A CNBB. Ninguém mais que a CNBB foi companheira de viagem e inocente útil do programa de fazer do Brasil um país libertário e coletivista. Ela apoiou todas as correntes de esquerda nas suas tentativas de tomar o poder no Estado e agrilhoar a sociedade. As comunidades de base, com apoio maciço no Episcopado, ajudaram a formar o PT. Agora, que o programa das esquerdas (sempre foi assim) comporta a aplicação do laicismo intolerante e a expulsão de Cristo das escolas, e de qualquer manifestação pública, ela choraminga. Está contra a abolição dos Crucifixos nas salas de aula e nas repartições públicas, o fim das aulas de religião, a generalização do aborto. É ótimo que esteja. Mas ela, como obstinada inocente útil, colaborou para que o Brasil chegasse até as bordas do ateísmo militante. Com sua ajuda, fortaleceu os que agora querem de novo crucificar Jesus Cristo.
Três exemplos. Poderiam ser centenas de milhares. Ou mais. É a maior praga da vida pública brasileira, a presença obsedante dos inocentes uteis e dos companheiros de viagem. Infelicita-a de alto a baixo, por dentro e por fora. Mas sobre ela não se pode dizer uma só palavra. As patrulhas ideológicas proíbem.
quinta-feira, 29 de julho de 2010
A DESTRUIÇÃO DA PEQUENA EMPRESA
NIVALDO CORDEIRO
Olavo de Carvalho: METACAPITALISTAS
Esse conluio está destruindo a pequena empresa independente, no Brasil. Quando se regulamenta, se encarece a produção, colocam-se normas de difícil cumprimento para as empresas, na prática aquelas que não têm estrutura e escala de grande empresa têm lavrada a sua sentença de morte. Eu vi isso acontecer no mercado do varejo, cada vez mais concentrado porque as normas dos diferentes níveis de governo impedem que pequenas empresas sejam economicamente viáveis. Vi isso acontecer no mercado livreiro. Vi isso acontecer na indústria de brinquedos, tudo isso como executivo atuante.
O Estadão de hoje, no caderno de Economia, dá a manchete de que o BNDES disponibilizou R$ 18,5 bilhões para emprestar ao setor de frigoríficos. Claro que só terão acesso a esses recursos os maganos. É a sentença de morte das pequenas e médias empresas do setor. O consumidor pagará mais caro e o produtor terá a sua renda diminuída.
Veja, meu caro leitor, que o governo capta recursos a 10,75% ao ano e os transfere aos amigos do rei a taxas variadas, inferiores a essa, que nunca passam de 8% ao ano. É uma doação que é feita com os impostos pagos pelos pobres para os ricos. O governo do PT e de Lula da Silva está destruindo as pequenas e médias empresas, vale dizer, o meio de vida de milhares de brasileiros. Empregos são também impiedosamente destruídos.
E esse é só um exemplo. O processo tem vindo ao longo dos anos. O fenômeno não é apenas brasileiro, é mundial. Os governos querem que as empresas sejam perfeitas. Para alcançar o objetivo que é inalcançável (a perfectibilidade), inventam regras que encarecem o processo produtivo. Não querem beneficiar o consumidor, o meio ambiente o os trabalhadores, como é usual nos seus discursos. Querem mesmo é impedir a concorrência das pequenas empresas, incapazes de cumprirem as regras.
Quem tem um pequeno negócio sabe perfeitamente bem do que eu estou falando. As leis conspiram e os pequenos negócios estão condenados à falência.
Do ponto de vista da economia política isso é um desastre. A classe média independente do governo está desaparecendo. A idéia mesmo de se ter independência econômica está desaparecendo, restando tão somente às pessoas virarem assalariadas das empresas gigantes ou do governo. Um mundo completamente regulado e no qual a alma é escravizada. Basta olhar o conteúdo que se pede nos concursos públicos de acesso a cargos públicos. Eu vi em provas de português, de interpretação de texto, serem propostos trechos da obra de Rousseau, o maldito, que pode ter sido um bom revolucionário, mas nunca foi um mestre da língua portuguesa. Quem não rezar na cartilha de Gramsci jamais será aprovado em concurso público para cargos das carreiras de Estado.
Do mesmo modo, nas grandes corporações o processo é equivalente. A ciência da Administração está tomada pelo politicamente correto. Cotas para tudo, servilismo diante do Estado, o contador e o advogado são mais importantes na organização do que os engenheiros de produção. O ideal de igualdade é o mantra de todos os manuais de Administração. Admirável mundo novo, presente em qualquer grande empresa, nacional ou internacional.
É horrível o processo em curso. É a burocratização de tudo. É dantesco o emburrecimento geral. Será preciso uma contra-revolução política para corrigir esse desastre e ela começa e acaba na redução do tamanho do Estado. Reduzir o Estado será também reduzir o poder das grandes corporações e o ressurgir do poder empreendedor da gente miúda. É reduzir a judicialização de tudo, a desgraça do nosso tempo. O que temos hoje é o fascismo econômico elevado à perfeição.
Liberdade é praticamente sinônimo de liberdade econômica, a grande lição de Adam Smith.
A DESTRUIÇÃO DA PEQUENA EMPRESA
25 de julho de 2010
A forma nova que o movimento comunista internacional assumiu, na segunda metade do século XX, é fazer o conluio entre os revolucionários e os mega capitalistas.
Abandonou-se de uma vez a idéia de planejamento central. Os revolucionários tomam conta do poder de Estado e, a partir dele, movem os recursos financeiros, as leis a as polícias a favor dos assim chamados metacapitalistas (acho que o termo foi cunhado por Olavo de Carvalho, mas não tenho certeza). É uma grande ilusão achar que há divergência de interesses entre essesmaganos enriquecidos e os revolucionários. O tal “mercado” é sócio e cúmplice dos revolucionários governantes.
Abandonou-se de uma vez a idéia de planejamento central. Os revolucionários tomam conta do poder de Estado e, a partir dele, movem os recursos financeiros, as leis a as polícias a favor dos assim chamados metacapitalistas (acho que o termo foi cunhado por Olavo de Carvalho, mas não tenho certeza). É uma grande ilusão achar que há divergência de interesses entre essesmaganos enriquecidos e os revolucionários. O tal “mercado” é sócio e cúmplice dos revolucionários governantes.
Olavo de Carvalho: METACAPITALISTAS
No Brasil, o exemplo mais conspícuo é a aliança entre os banqueiros e o PT, desde a famosa Carta ao Povo Brasileiro. O Brasil é o paraíso dos banqueiros, paga as maiores taxas de juros do mundo e nenhum economista será capaz de explicar essa anomalia se não olhar o pano de fundo político, essa privatização do Estado. Nunca podemos esquecer que foi dos cofres da Visanet, controlada pelos maiores banqueiros pátrios, que saiu o dinheiro para o Marcos Valério pagar o mensalão. Nenhum deles foi chamado a depor, ficando a impressão que o dinheiro saiu do Banco do Brasil.
Esse conluio está destruindo a pequena empresa independente, no Brasil. Quando se regulamenta, se encarece a produção, colocam-se normas de difícil cumprimento para as empresas, na prática aquelas que não têm estrutura e escala de grande empresa têm lavrada a sua sentença de morte. Eu vi isso acontecer no mercado do varejo, cada vez mais concentrado porque as normas dos diferentes níveis de governo impedem que pequenas empresas sejam economicamente viáveis. Vi isso acontecer no mercado livreiro. Vi isso acontecer na indústria de brinquedos, tudo isso como executivo atuante.
O Estadão de hoje, no caderno de Economia, dá a manchete de que o BNDES disponibilizou R$ 18,5 bilhões para emprestar ao setor de frigoríficos. Claro que só terão acesso a esses recursos os maganos. É a sentença de morte das pequenas e médias empresas do setor. O consumidor pagará mais caro e o produtor terá a sua renda diminuída.
Veja, meu caro leitor, que o governo capta recursos a 10,75% ao ano e os transfere aos amigos do rei a taxas variadas, inferiores a essa, que nunca passam de 8% ao ano. É uma doação que é feita com os impostos pagos pelos pobres para os ricos. O governo do PT e de Lula da Silva está destruindo as pequenas e médias empresas, vale dizer, o meio de vida de milhares de brasileiros. Empregos são também impiedosamente destruídos.
E esse é só um exemplo. O processo tem vindo ao longo dos anos. O fenômeno não é apenas brasileiro, é mundial. Os governos querem que as empresas sejam perfeitas. Para alcançar o objetivo que é inalcançável (a perfectibilidade), inventam regras que encarecem o processo produtivo. Não querem beneficiar o consumidor, o meio ambiente o os trabalhadores, como é usual nos seus discursos. Querem mesmo é impedir a concorrência das pequenas empresas, incapazes de cumprirem as regras.
Quem tem um pequeno negócio sabe perfeitamente bem do que eu estou falando. As leis conspiram e os pequenos negócios estão condenados à falência.
Do ponto de vista da economia política isso é um desastre. A classe média independente do governo está desaparecendo. A idéia mesmo de se ter independência econômica está desaparecendo, restando tão somente às pessoas virarem assalariadas das empresas gigantes ou do governo. Um mundo completamente regulado e no qual a alma é escravizada. Basta olhar o conteúdo que se pede nos concursos públicos de acesso a cargos públicos. Eu vi em provas de português, de interpretação de texto, serem propostos trechos da obra de Rousseau, o maldito, que pode ter sido um bom revolucionário, mas nunca foi um mestre da língua portuguesa. Quem não rezar na cartilha de Gramsci jamais será aprovado em concurso público para cargos das carreiras de Estado.
Do mesmo modo, nas grandes corporações o processo é equivalente. A ciência da Administração está tomada pelo politicamente correto. Cotas para tudo, servilismo diante do Estado, o contador e o advogado são mais importantes na organização do que os engenheiros de produção. O ideal de igualdade é o mantra de todos os manuais de Administração. Admirável mundo novo, presente em qualquer grande empresa, nacional ou internacional.
É horrível o processo em curso. É a burocratização de tudo. É dantesco o emburrecimento geral. Será preciso uma contra-revolução política para corrigir esse desastre e ela começa e acaba na redução do tamanho do Estado. Reduzir o Estado será também reduzir o poder das grandes corporações e o ressurgir do poder empreendedor da gente miúda. É reduzir a judicialização de tudo, a desgraça do nosso tempo. O que temos hoje é o fascismo econômico elevado à perfeição.
Liberdade é praticamente sinônimo de liberdade econômica, a grande lição de Adam Smith.
Neutralidade Intelectual - William Lane Craig
Logo de cara a informação que torna possível entender Obama e Lula nas presidências: a estupidificação de uma nação. Aqui são "nóçus dotôres", dos quais 32% são analfabetos funcionais.
Difícil entender? Nem um pouco. Estamos na era da esquerdopatia, a mente revolucionária por excelência, os imbecis tornados "entendedores do universo", da roupa nova do rei., aliados aos METACAPITALISTAS do artigo a seguir (logo acima deste).
Difícil entender? Nem um pouco. Estamos na era da esquerdopatia, a mente revolucionária por excelência, os imbecis tornados "entendedores do universo", da roupa nova do rei., aliados aos METACAPITALISTAS do artigo a seguir (logo acima deste).
LENDO DOM QUIXOTE
NIVALDO CORDEIRO
LENDO DOM QUIXOTE
29 de julho de 2010
São quatro os caminhos possíveis para abordar o livro de Miguel de Cervantes, DOM QUIXOTE. O primeiro deles é o estritamente literário, incluindo seu aspecto lingüístico; o segundo o histórico/biográfico; o terceiro o ângulo da filosofia política; por fim, o ângulo da psicologia analítica. Apenas esta última pode dar uma visão de conjunto definitiva sobre a obra.
A abordagem literária sobre o Dom Quixote é a mais prolixa e foi objeto de praticamente a totalidade dos grandes escritores de todos os tempos. Um exemplo recente, feito com muita competência, é a introdução de Vargas Llosa à edição comemorativa do Quarto Centenário, publicada sob o patrocínio da Casa Real espanhola. O peruano desvenda os tempos, as técnicas narrativas e a genialidade daquele que criou o romance moderno. Temos ensaios como o de Thomas Mann, escrito a bordo de um navio, em 1934, quando partia para o exílio nos EUA. Mann fez a sensacional descoberta de que a negação do Dom Quixote é o Zaratustra de Nietzsche e bem se vê que sua futura obra prima, DOUTOR FAUSTO, resultou dessas meditações.
Outro exemplo é o que escreveu Vladimir Nabokov (LECTURES ON DON QUIXOTE), um trabalho exaustivo para o qual faço restrições, especificamente à afirmação de que a obra cervantina contém um traço de crueldade e mistificação. Nada mais falso. Nabokov deveria ter visto o contrário, que a trindade Verdade, Beleza e Bondade são os traços predominantes do Cavaleiro da Triste Figura. Talvez o tom cômico genialmente utilizado tenha obnubilado a leitura do russo. A paródia e o non sense em Dom Quixote são os instrumentos pelos quais Cervantes pode dizer o que bem quis, analisar, profetizar e discorrer sobre as mazelas do seu tempo sem ser importunado pela censura e nem torturado pela prisão. Ele fez os poderosos rirem de si mesmos, sem se dar conta.
Quem melhor o compreendeu, sob o ponto de vista literário, foi Miguel de Unamuno no livro A VIDA DE DOM QUIXOTE E SANCHO PANÇA, obra escrita em 1905 e comemorativa do seu terceiro centenário. Corretamente Unamuno viu no Quixote o espírito cristão que vagava desencarnado sobre a terra, depois da emergência do humanismo renascentista. Cervantes deu vida a esse espírito. “Eu sou o que sou”, um homem a procura de si mesmo, o oposto do revolucionário moderno, que quer ser aquilo que deseja ser e transformar o mundo ao seu talante. Por isso Unamuno sugere que a criação literária é maior do que seu autor, visão diametralmente oposta à de Ortega y Gasset. Viu também corretamente que o modelo usado para a construção do personagem foi a biografia de Santo Inácio de Loyola. Unamuno se aproxima, de maneira formidável, do método da psicologia analítica antes mesmo dele ter sido inventado. Um exemplo é o tratamento dado ao feminino na personagem Dulcinéia. Unamuno a equipara à entronização do feminino na corte celeste, na figura da Virgem Maria. Até sugere que dessa forma a Trindade se tornaria umaquaternidade, tema tão caro a Jung e a sua psicologia analítica.
A segunda abordagem é a histórico/biográfica. Todas as biografias escritas sobre Cervantes fizeram isso, de maneira melhor ou pior. Particularmente tenho preferido usar a obra de Jean Canavaggio (CERVANTES, Editora 34, São Paulo, 2005), que situou a vida de Cervantes dentro do contexto da vida política e literária da Europa do seu tempo. A lição mais importante é compreender que Dom Quixote só faz sentido tendo-se em conta a rica e aventureira vida de seu criador.
A terceira abordagem é dada pela filosofia política. Os autores mais salientes são Ortega y Gasset e EricVoegelin, que viram no Dom Quixote o mecanismo de criação da Segunda Realidade, na qual toda a política moderna mergulhará. O reino dos céus é substituído pelo poder da lei estatal na salvação das massas. Será talvez a mais sensacional descoberta de Miguel de Cervantes, trazendo consigo grande poder heurístico. Ortega y Gasset, na sua obra de estréia (MEDITACIONES DEL QUIJOTE) cunhou a famosa fórmula filosófica “Eu sou eu e as minhas circunstâncias e, se não as salvo, não salvo a mim mesmo”. Isso é Dom Quixote falando, como bom cristão. Mas Ortega estava demasiadamente mergulhado no neokantismo deMarburgo e sua visão errada sobre a formação européia, que excluía o cristianismo de qualquer papel relevante na sua formação cultural. Triste erro, que levará Ortega a um beco sem saída filosófico. Morreu sem saber que Dom Quixote e Kant são inconciliáveis. Ortega, ao contrário de Thomas Mann, tentou usar expressões nietzschianas para analisar o livro, usando especialmente a intuição do alemão sobre a oposição superfície/profundidade (ou consciência como superfície, inconsciente como profundidade) e o tema da floresta. Viu certo, mas não compreendeu por inteiro a sua intuição. Difícil é saber como Ortega conciliou seu agnosticismo com essa visão francamente ativa da transcendência.
Mas Ortega foi maravilhosamente cervantino ao desenvolver a sua teoria da rebelião das massas. O tema já estava em Dom Quixote. O desaparecimento das elites e a emergência das massas desembestadas são simbolicamente demonstrados pelo episódio do duque, que se rebaixa ao nível de Sancho Pança. Sancho entroniza-se o duque de Baratária. É a sombra governando o mundo, conforme desenvolvido mais abaixo. O poder foi enlouquecido pelo igualitarismo.
Eric Voegelin foi genial ao escrever sua filosofia política usando o conceito de Segunda Realidade. Ele também analisa a corrupção das elites alemãs, tornadas “ralé” pelo nazismo. Será assim o único filósofo a compreender corretamente o fenômeno do nazismo, pois apenas este conceito cervantino dá conta de explicar o que aconteceu. Ele viu além de Ortega. E diga-se de passagem que Voegelin, no âmbito da filosofia, foi o autor que levou mais longe a descoberta cervantina, tornando-a o fundamento da sua análise. No livro HITLER E OS ALEMÃES ele dedicou um capítulo ao Dom Quixote, único meio de clarear sua análise. Sua filosofia política deve muito ao texto de Miguel de Cervantes. O ponto central é a perda da hierarquia natural, conforme era vista pelos clássicos e pelos filósofos cristãos. A igualdade virou o mantra da rebelião das massas.
Por fim, temos a quarta abordagem, a da psicologia analítica. Basicamente é o método inventado por Carl Jung e empregado brilhantemente por ele para analisar Nietzsche nos famosos seminários sobre o Zaratustra, ocorridos entre 1934 e 1939. Dom Quixote é todo construído por duplos que refletem figuras arquetípicas. A narração é, toda ela, simbólica.
Um exemplo: a saída para a primeira jornada se dá pela porta falsa dos fundos da casa, claramente uma alusão a um mergulho no inconsciente. Ela tem duração de três dias, o tempo de Cristo no túmulo. No capítulo IV é relatado que, na estalagem a que chegou ao fim do dia mais quente do verão (solstício, a primeiro grau de Leão), Dom Quixote se deparou com um antro infernal: prostitutas (negação da puraDulcinéia), criadores e condutores de varas de porcos, tocando instrumentos musicais (o espírito dionisíaco/demoníaco), e o gordo estalageiro, que prefigura Sancho Pança, vindo em seu auxílio. (Porcos são animais impuros para os quais Jesus expulsou os demônios, animais malditos pelo judaísmo. AlonsoQuijano só comia carnes de boi e ovelha, uma pista da ascendência judaica de Cervantes). Não há lugar na estalagem para ele dormir, no antro infernal. Era um homem bom demais para isso. O solitário Quixote passa por um ritual de iniciação ao ser tornado cavaleiro no local mais imundo e espiritualmente degradado, ao pé de uma fonte, uma pia batismal, uma imagem notável para a Água da Vida.
Desconsiderando as pantomimas da narrativa, temos aqui um momento decisivo da jornada do herói arquetípico, o seu batismo de sangue. Derrota aqueles que querem conspurcar suas armas, os condutores de mulas e porcos. Sagrado cavaleiro andante, ele retorna e busca a sua sombra, que sempre estará de prontidão para ajudá-lo, Sancho Pança.
Outro exemplo: o episódio em que ele “salva” o garoto empregado (Andrés) do fazendeiro (Juan Haldugo) da surra é todo simbolismo. O garoto é o próprio Cervantes que precisa crescer dentro do seu processo de iniciação e a surra simboliza o sofrimento necessário para o crescimento. Ele estava sendo surrado porque falhava como pastor, deixando que ovelhas todos os dias se perdessem. A imagem cristã fala por si. Na seqüência, encontra o caminho que se quadrifurca, em cruz, e encontra os mercadores toledanos. Quemsão? O povo comum, miúdo, os freqüentadores de feira livre. O povo não o reconhece cavaleiro e o mói de pancadas, sua lança é quebrada e ele jaz por terra. A iniciação se completara com todo o sofrimento esperado.
Outro exemplo singular da utilidade do método junguiano está no Prólogo, dedicado ao “Desocupado leitor”. Quem? Está desocupado quem dorme e tem assim acesso aos caminhos da alma ou aquele que está desperto para as coisas do espírito, alheio às coisas enganosas deste mundo. Cervantes se diz apenas opadrasto de Dom Quixote. Quem é o pai? O daimon, o mesmo de Sócrates, o mesmo de Nietzsche, o Virgílio de Dante, o mesmo dos autores de todas as obras primas. A abertura da alma ao elemento transcendente é, de fato, o pai de qualquer grande personagem, de qualquer grande obra. Cervantes não fez literatura apenas, aqui, fez um relato factual. Não é uma simulação de humildade, é a descrição de um fatopsíquico.“O um se fez dois...”, como escreveu o próprio Nietzsche sobre o Zaratustra certa vez. Como Cervantes e seu Quixote são profundamente cristãos então podemos dizer que a inspiração nasceu direto do Espírito Santo ou de um anjo do Senhor e que Dulcinéia é, como ensinou Unamuno, a simples encarnação da Verdade, a mais pura.
Tampouco podemos desprezar o aviso posto no Prólogo: “Eu determino que o senhor Dom Quixote há de permanecer sepultado nos seus arquivos de La Mancha até que o céu proporcione quem o adorne de tantas coisas como lhe faltam, pois eu me acho incapaz de as remendar, por minha insuficiência e poucas letras, e por ser de natureza poltrão e preguiçoso no andar à cata de autores que digam o que eu bem sei dizer sem eles.” Um reconhecimento definitivo de que a obra nasceu maior do que seu autor, obra póstuma, apesar de seu sucesso imediato. Foi preciso chegar o horrendo século XX e as brilhantes mentes deUnamuno, Ortega, Vargas Llosa, Voegelin, Thomas Mann e Robert Musil, entre outros, mas situar o Cavaleiro da Triste Figura na moldura de sua real grandeza. E o Dr. Jung, o mestre de Zurique, que muito descobriu sobre a alma humana.
Dom Quixote deve ser compreendido assim, da mesma maneira como Jung compreendeu o Zaratustra de Nietzsche. Em minha opinião é a única maneira de se esgotar o oceano de verdades contidas na obra prima de Miguel de Cervantes. Nenhum parágrafo pode ser deixado de lado sem a devida compreensão.
Terra de macho é assim: lixo permanece junto de lixo - II: Uribe rejeita comentários de Lula sobre crise entre Colômbia e Venezuela
FOLHA
29/07/2010 - 13h33
DE SÃO PAULO
O presidente venezuelano, Hugo Chávez, rompeu relações diplomáticas com Bogotá na quinta-feira passada (22), depois que o país vizinho levou à OEA (Organização dos Estados Americanos) denúncias de que Chávez abriga guerrilheiros das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) e do ELN (Exército de Libertação Nacional) em território venezuelano.
Depois de discursos agressivos de Chávez contra Uribe, a quem chamou de mafioso, a Venezuela aposta no apoio dos colegas de Unasul (União das Nações Sul-Americanas) para resolver a disputa.
O chanceler venezuelano, Nicolás Maduro, deu início a um giro pela América Latina em busca de apoio regional e apresentará, em reunião de chanceleres da união nesta quinta-feira, um plano de paz à Colômbia.
O texto se refere às declarações desta quarta-feira do presidente Lula, que afirmou que pretende se reunir com Chávez e o novo presidente colombiano, Juan Manuel Santos, que toma posse dia 7, em prol de uma conciliação.
"Pretendo conversar muito com o Chávez, muito com o Santos, porque acho que o tempo é de paz e não de guerra", afirmou Lula, em entrevista após reunião de trabalho e de almoço com o presidente da Nicarágua, Daniel Ortega.
"Ainda não vi conflito. Eu vi conflito verbal, que é o que ouvimos mais aqui na América Latina. O que temos de ter primeiro é paciência. (...) Acho que temos interesse da Unasul construir a paz. Acho que temos de restabelecer a normalidade nas relações entre Venezuela e Colômbia porque são dois países importantes", afirmou.
ADIAMENTO
Desde a crise gerada há uma semana pelo rompimento das relações bilaterais pela Venezuela, o Brasil aposta em adiar a mediação até a posse de Santos, que apesar de ser o candidato de Uribe, promete reconciliação com Caracas.
O Brasil será representado na reunião de hoje em Quito pelo secretário-geral do Itamaraty, embaixador Antônio Patriota, que se preparava ontem para ouvir mais e interferir menos, a não ser para, eventualmente, apagar incêndios.
A reunião começará por volta das 15h local (17h em Brasília).
Em Bogotá, o chanceler colombiano, Jaime Bermúdez, disse hoje que não tem grandes expectativas com relação à reunião de Quito, onde insistirá na necessidade de criar um "mecanismo eficaz" para que a Venezuela colabore na luta contra as guerrilhas.
29/07/2010 - 13h33
DE SÃO PAULO
O presidente colombiano, Álvaro Uribe, disse nesta quinta-feira que "deplora" a referência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à crise de seu país com a Venezuela como "um caso de assuntos pessoais". Na véspera, Lula afirmou que há apenas um conflito verbal entre os dois países e não uma disputa mais grave.
"Uribe deplora a forma com a qual Lula, com quem cultivamos as melhores relações, tenha se referido a nossa situação com a República Bolivariana da Venezuela como se fosse um caso de assuntos pessoais", diz um comunicado da Presidência, que critica o brasileiro por ter ignorado a ameaça que representa a presença de guerrilheiros colombianos em território venezuelano.
O comunicado diz ainda que Lula desconhece o esforço colombiano para buscar soluções através do diálogo. "Repetimos com todo o respeito ao presidente Lula e ao governo do Brasil que a única solução que a Colômbia aceita é que não se permita a presença dos terroristas em território venezuelano".
O presidente venezuelano, Hugo Chávez, rompeu relações diplomáticas com Bogotá na quinta-feira passada (22), depois que o país vizinho levou à OEA (Organização dos Estados Americanos) denúncias de que Chávez abriga guerrilheiros das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) e do ELN (Exército de Libertação Nacional) em território venezuelano.
Depois de discursos agressivos de Chávez contra Uribe, a quem chamou de mafioso, a Venezuela aposta no apoio dos colegas de Unasul (União das Nações Sul-Americanas) para resolver a disputa.
O chanceler venezuelano, Nicolás Maduro, deu início a um giro pela América Latina em busca de apoio regional e apresentará, em reunião de chanceleres da união nesta quinta-feira, um plano de paz à Colômbia.
O texto se refere às declarações desta quarta-feira do presidente Lula, que afirmou que pretende se reunir com Chávez e o novo presidente colombiano, Juan Manuel Santos, que toma posse dia 7, em prol de uma conciliação.
"Pretendo conversar muito com o Chávez, muito com o Santos, porque acho que o tempo é de paz e não de guerra", afirmou Lula, em entrevista após reunião de trabalho e de almoço com o presidente da Nicarágua, Daniel Ortega.
"Ainda não vi conflito. Eu vi conflito verbal, que é o que ouvimos mais aqui na América Latina. O que temos de ter primeiro é paciência. (...) Acho que temos interesse da Unasul construir a paz. Acho que temos de restabelecer a normalidade nas relações entre Venezuela e Colômbia porque são dois países importantes", afirmou.
ADIAMENTO
O Brasil não tem expectativa nenhuma do encontro desta quinta-feira em Quito, no Equador. Brasília que vê a reunião de chanceleres como mera estratégia para ganhar tempo até a posse de Santos, informa a colunista da Folha de S. Paulo, Eliane Cantanhêde.
Desde a crise gerada há uma semana pelo rompimento das relações bilaterais pela Venezuela, o Brasil aposta em adiar a mediação até a posse de Santos, que apesar de ser o candidato de Uribe, promete reconciliação com Caracas.
O Brasil será representado na reunião de hoje em Quito pelo secretário-geral do Itamaraty, embaixador Antônio Patriota, que se preparava ontem para ouvir mais e interferir menos, a não ser para, eventualmente, apagar incêndios.
A reunião começará por volta das 15h local (17h em Brasília).
Em Bogotá, o chanceler colombiano, Jaime Bermúdez, disse hoje que não tem grandes expectativas com relação à reunião de Quito, onde insistirá na necessidade de criar um "mecanismo eficaz" para que a Venezuela colabore na luta contra as guerrilhas.
Terra de macho é assim: lixo permanece junto de lixo: Israel veta entrada de chanceler Celso Amorim na faixa de Gaza
FOLHA
29/07/2010 - 07h23
MARCELO NINIO
DE JERUSALÉM
"Tentei ir a Gaza, mas encontrei resistência", disse Amorim à Folha por telefone, de Damasco. Na capital síria, ele concluiu ontem sua viagem pelo Oriente Médio num encontro com o ditador sírio, Bashar Assad. Além de Israel e territórios palestinos, o giro incluiu Líbia e Turquia.
Israel justificou a rejeição como parte de uma política em prática desde que o Hamas assumiu o controle de Gaza, para não legitimar o movimento islâmico.
"A presença de personalidades estrangeiras é usada pelo Hamas como demonstração de reconhecimento internacional e não queremos fortalecer o grupo", disse à Folha o porta-voz da Chancelaria, Yigal Palmor.
Amorim não é o primeiro ministro estrangeiro barrado em Gaza, que vive sob rígido bloqueio israelense desde 2007, quando o Hamas assumiu o controle do território.
Há pouco mais de um mês Israel negou a entrada do ministro do Desenvolvimento da Alemanha, Dirk Niebel.
Dos 11 encontros que teve, em menos de 48 horas, Amorim conversou com políticos e ativistas, deixando clara a inclinação da diplomacia brasileira pela causa palestina. Nove deles foram com pessoas identificadas com algum tipo de oposição ao governo de Israel: do premiê palestino, Salam Fayad, à própria líder da oposição israelense, Tzipi Livni, passando por pacifistas israelenses e políticos palestinos.
Também falou com os dois principais nomes do governo de Israel, o premiê Binyamin Netanyahu e o chanceler Avigdor Liberman.
29/07/2010 - 07h23
MARCELO NINIO
DE JERUSALÉM
O governo de Israel frustrou o plano do chanceler do Brasil, Celso Amorim, de entrar na faixa de Gaza na última terça, no último dia de visita ao país. A intenção era conhecer um hospital que deve ser reconstruído com financiamento conjunto de Brasil, Índia e África do Sul.
Mas o pedido foi negado por Israel, sob a alegação de que visitas de ministros e parlamentares estrangeiros a Gaza podem servir como propaganda e legitimação do movimento islâmico Hamas, que controla o território.
"Tentei ir a Gaza, mas encontrei resistência", disse Amorim à Folha por telefone, de Damasco. Na capital síria, ele concluiu ontem sua viagem pelo Oriente Médio num encontro com o ditador sírio, Bashar Assad. Além de Israel e territórios palestinos, o giro incluiu Líbia e Turquia.
Israel justificou a rejeição como parte de uma política em prática desde que o Hamas assumiu o controle de Gaza, para não legitimar o movimento islâmico.
"A presença de personalidades estrangeiras é usada pelo Hamas como demonstração de reconhecimento internacional e não queremos fortalecer o grupo", disse à Folha o porta-voz da Chancelaria, Yigal Palmor.
Amorim não é o primeiro ministro estrangeiro barrado em Gaza, que vive sob rígido bloqueio israelense desde 2007, quando o Hamas assumiu o controle do território.
Há pouco mais de um mês Israel negou a entrada do ministro do Desenvolvimento da Alemanha, Dirk Niebel.
Dos 11 encontros que teve, em menos de 48 horas, Amorim conversou com políticos e ativistas, deixando clara a inclinação da diplomacia brasileira pela causa palestina. Nove deles foram com pessoas identificadas com algum tipo de oposição ao governo de Israel: do premiê palestino, Salam Fayad, à própria líder da oposição israelense, Tzipi Livni, passando por pacifistas israelenses e políticos palestinos.
Também falou com os dois principais nomes do governo de Israel, o premiê Binyamin Netanyahu e o chanceler Avigdor Liberman.
A "religião" do Foro de São Paulo - Sacerdote que abençoou Morales é preso com 240kg de cocaína
TERRA
29 de julho de 2010 • 16h03 - atualizado às 16h13
29 de julho de 2010 • 16h03 - atualizado às 16h13

Valentín Mejillones (esq.) abençoou
Evo Morales como presidente em
cerimônia simbólica no início do ano
Foto: Reuters
Evo Morales como presidente em
cerimônia simbólica no início do ano
Foto: Reuters
O sacerdote aimará que abençoou Evo Morales como presidente da Bolívia em uma cerimônia simbólica em janeiro deste ano foi detido pela polícia com 240 kg de cocaína líquida avaliada em US$ 300 mil, informaram as autoridades. Valentín Mejillones, 55 anos, entregou o bastão de mando ao presidente boliviano quando este fez o juramento pelo segundo mandato em um ritual andino celebrado no maior templo arqueológico do país.
O sacerdote pertence a um grupo étnico, do qual Morales também faz parte, estabelecido desde a época pré-colombiana no país. Mejillones ostenta o título de amauta que, na tribo de Morales, representa o maior líder espiritual. Na noite desta terça-feira, a polícia invadiu sua casa em um subúrbio da cidade de El Alto, próxima a La Paz, e encontrou o sacerdote preparando cocaína.
"Não importa quem seja, a pesssoa que comete uma irregularidade deve se submeter à lei", disse nesta quinta o vice-presidente Alvaro García. "Não foi escolhido pelo presidente (Morales), foi proposto pelo âmbito da religiosidade andina" explicou, em referência à cerimônia religiosa. Trata-se do segundo escândalo que sacode o governo esta semana.
No momento da detenção, Mejillones estava com seu tradicional poncho cerimonial e acompanhado do filho, além de um casal de colombianos que não foram identificados pela polícia. O sacerdote se defendeu, dizendo que foi enganado pelos colombianos e que nada tinha a ver com a carga de droga. "Eles me disseram que iam fazer pastilhas de erva e pomadas", afirmou.
Com informações da agência AP
Neurônios Triturados
ALERTA TOTAL
Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
terça-feira, 27 de julho de 2010
Por Arlindo Montenegro
Pra começo de conversa, o que se convencionou chamar de "direita" em política, durante a Revolução Francesa, representa os interesses da nobreza e do clero. À "esquerda" do rei, tinham assento os representantes dos camponeses e dos "burgueses", que provisionavam o de comer e pagavam os impostos para manter o luxo da corte.
Duzentos e vinte um anos depois, passando por duas guerras mundiais e notáveis avanços científicos como avião e bomba atômica, biotecnologia, internet e satélites, aquela revolução liderada pelos burgueses, berço das ideias marxistas, promoveu a cristalização de várias formas de Estado.
Todos as formas estatais conhecidas declaram respeitar a crença em um Deus, com nomes variados e com presença diversa na mente dos governantes e governados, sejam cristãos, judeus, budistas, hinduistas, fundamentalistas islâmicos ou outros. Com exceção do Estado comunista, que não tolera a liberdade em nenhuma de suas formas, muito menos a do espírito.
Os mesmos burgueses que lideraram a revolução francesa, lideraram a revolução comunista, tomaram o Estado, perseguiram as religiões, prenderam e mataram os crentes. As perseguições e matanças persistem até hoje e Deus continua firme, presente, consolando os aflitos, ressuscitando os espíritos das cinzas materiais e da guerra que, se espalhou, em pequenos e infindáveis conflitos por toda a terra e agora atinge as mentes.
Enquanto o Castro no poder desterra os dissidentes, entre os quais jornalistas e médicos cristãos, Chávez tenta impor a ideia do deus materialista da onu e da teologia da libertação, o deus modificado dos revolucionários, artifício para justificar e aprovar decisões de estado contra a evolução natural, sem oposição.
Aqui no Brasil, seguindo as diretrizes da onu e do foro de são paulo, já existem cartilhas escolares ridicularizando a crença cultural, a percepção da presença de Deus no equilíbrio das escolhas e do livre arbítrio. O PNHD, elaborado pelos comunistas e assinado pelo presidente "sem saber", reforça esta coisa da materialidade que mata o espírito.
Arrematando a conversa, nem a "direita" e muito menos a "esquerda" em todas as suas gradações e disfarces, avançou na forma de Estado cujas decisões estivessem firmemente ligadas ao mérito individual e justiça distributiva dos recursos provenientes do trabalho.
A gente comum, em todo o planeta, anseia pelo dia em que os líderes locais mais sábios e exemplares cheguem ao poder, aclamados para arrumar os negócios do Estado para o bem comum, o que é diferente das práticas vigentes, quando as mesmas formas de Estado estão dependentes de um mesmo sistema financeiro, atuando como substituto de Deus.
Um modelo diferenciado vinha se formando na Polônia que com ajuda da Igreja e do movimento "Solidariedade" dos trabalhadores, que desequilibrou a fortaleza do império ateu soviético e disparou as reformas que mudaram a face do mundo, renovando esperanças com a queda do muro de Berlim.
Referindo a situação atual do Brasil, um leitor comentava que: "Se as cabeças dos responsáveis caíssem, tudo terminava sem problemas, pois a manada sem chefes que a orientem, nada faz. Debanda..." Na sequência abri uma nova mensagem da blogueira cubana Zoé Valdez, que publicava o texto de Pablo Pacheco Ávila, um dos desterrados de Cuba, espaço onde nasceu, cresceu e foi para a prisão, antes de ter a percepção exata da diferença entre viver num estado comunista ou viver na relativa liberdade de estado democrático.
Chegando à Espanha, disse o desterrado: "...percebemos que liberdade é mais que uma palavra, um significado; é o sentido prático e necessário à nossa condição de humanos." Ver o debate público entre governo socialista e oposição, foi chocante para o cubano:
"Ver pela televisão o debate entre o Chefe do governo (Zapatero) e o líder da oposição (Mariano Rajoy) sobre o Estado da Nação, me impressionou. Os cubanos da minha geração fomos saturados de mensagens diabólicas contra o capitalismo selvagem de ultramar; nos enganavam e nos faziam pensar que vivíamos no paraiso terrestre."
"Agora a visão é diferente. (...) Não é preciso ver o estado da nação cubana. É a nação cubana que deve ver esta realidade que tenho diante de mim."
"Em Cuba vivem-se dias tensos e os sistemas totalitários em fase terminal cometem erros irreversíveis, enquanto a debilidade dos argumentos é substituída com facilidade por violência e ódio. Estar livre não é um gesto de benevolência...daqui me preocupo com o destino dos que continuam na prisão. Chegou a hora de colocarmos nossos interesses em função de Cuba e não colocar Cuba em função dos nossos interesses."
A Espanha, de Moratinos e Zapatero, está ajudando a ditadura dos Castro a parecer como em vias de abertura democrática. Nada disso ocorre, porque, como dizem os desterrados, enquanto não haja liberdade de expressão, oposição ativa, eleiçoes livres, pluralidade partidária, a ditadura prosseguirá em Cuba ou em qualquer parte, aprofundando a miséria material e moral.
As "cabeças dos responsáveis", pelo que acontece em Cuba, Brasil, Venezuela, estão espalhadas pelo mundo. São cabeças coroadas que, nos encontros de cúpula, nas instituições multilaterais, deixam de exigir práticas democráticas dos seus pares. Continuam negociando e fazendo vista grossa para os atos de violência, perseguição política, genocídios.
São tantas cabeças neste negócio, que lembram a frase do General francês Massu, comadante dos paraquedistas franceses na guerra da Argélia: "Os comunistas são como tênias. Não basta cortar a cabeça, que a tênia se reproduz..."
Arlindo Montenegro é Apicultor.
Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
terça-feira, 27 de julho de 2010
Por Arlindo Montenegro
Pra começo de conversa, o que se convencionou chamar de "direita" em política, durante a Revolução Francesa, representa os interesses da nobreza e do clero. À "esquerda" do rei, tinham assento os representantes dos camponeses e dos "burgueses", que provisionavam o de comer e pagavam os impostos para manter o luxo da corte.
Duzentos e vinte um anos depois, passando por duas guerras mundiais e notáveis avanços científicos como avião e bomba atômica, biotecnologia, internet e satélites, aquela revolução liderada pelos burgueses, berço das ideias marxistas, promoveu a cristalização de várias formas de Estado.
Todos as formas estatais conhecidas declaram respeitar a crença em um Deus, com nomes variados e com presença diversa na mente dos governantes e governados, sejam cristãos, judeus, budistas, hinduistas, fundamentalistas islâmicos ou outros. Com exceção do Estado comunista, que não tolera a liberdade em nenhuma de suas formas, muito menos a do espírito.
Os mesmos burgueses que lideraram a revolução francesa, lideraram a revolução comunista, tomaram o Estado, perseguiram as religiões, prenderam e mataram os crentes. As perseguições e matanças persistem até hoje e Deus continua firme, presente, consolando os aflitos, ressuscitando os espíritos das cinzas materiais e da guerra que, se espalhou, em pequenos e infindáveis conflitos por toda a terra e agora atinge as mentes.
Enquanto o Castro no poder desterra os dissidentes, entre os quais jornalistas e médicos cristãos, Chávez tenta impor a ideia do deus materialista da onu e da teologia da libertação, o deus modificado dos revolucionários, artifício para justificar e aprovar decisões de estado contra a evolução natural, sem oposição.
Aqui no Brasil, seguindo as diretrizes da onu e do foro de são paulo, já existem cartilhas escolares ridicularizando a crença cultural, a percepção da presença de Deus no equilíbrio das escolhas e do livre arbítrio. O PNHD, elaborado pelos comunistas e assinado pelo presidente "sem saber", reforça esta coisa da materialidade que mata o espírito.
Arrematando a conversa, nem a "direita" e muito menos a "esquerda" em todas as suas gradações e disfarces, avançou na forma de Estado cujas decisões estivessem firmemente ligadas ao mérito individual e justiça distributiva dos recursos provenientes do trabalho.
A gente comum, em todo o planeta, anseia pelo dia em que os líderes locais mais sábios e exemplares cheguem ao poder, aclamados para arrumar os negócios do Estado para o bem comum, o que é diferente das práticas vigentes, quando as mesmas formas de Estado estão dependentes de um mesmo sistema financeiro, atuando como substituto de Deus.
Um modelo diferenciado vinha se formando na Polônia que com ajuda da Igreja e do movimento "Solidariedade" dos trabalhadores, que desequilibrou a fortaleza do império ateu soviético e disparou as reformas que mudaram a face do mundo, renovando esperanças com a queda do muro de Berlim.
Referindo a situação atual do Brasil, um leitor comentava que: "Se as cabeças dos responsáveis caíssem, tudo terminava sem problemas, pois a manada sem chefes que a orientem, nada faz. Debanda..." Na sequência abri uma nova mensagem da blogueira cubana Zoé Valdez, que publicava o texto de Pablo Pacheco Ávila, um dos desterrados de Cuba, espaço onde nasceu, cresceu e foi para a prisão, antes de ter a percepção exata da diferença entre viver num estado comunista ou viver na relativa liberdade de estado democrático.
Chegando à Espanha, disse o desterrado: "...percebemos que liberdade é mais que uma palavra, um significado; é o sentido prático e necessário à nossa condição de humanos." Ver o debate público entre governo socialista e oposição, foi chocante para o cubano:
"Ver pela televisão o debate entre o Chefe do governo (Zapatero) e o líder da oposição (Mariano Rajoy) sobre o Estado da Nação, me impressionou. Os cubanos da minha geração fomos saturados de mensagens diabólicas contra o capitalismo selvagem de ultramar; nos enganavam e nos faziam pensar que vivíamos no paraiso terrestre."
"Agora a visão é diferente. (...) Não é preciso ver o estado da nação cubana. É a nação cubana que deve ver esta realidade que tenho diante de mim."
"Em Cuba vivem-se dias tensos e os sistemas totalitários em fase terminal cometem erros irreversíveis, enquanto a debilidade dos argumentos é substituída com facilidade por violência e ódio. Estar livre não é um gesto de benevolência...daqui me preocupo com o destino dos que continuam na prisão. Chegou a hora de colocarmos nossos interesses em função de Cuba e não colocar Cuba em função dos nossos interesses."
A Espanha, de Moratinos e Zapatero, está ajudando a ditadura dos Castro a parecer como em vias de abertura democrática. Nada disso ocorre, porque, como dizem os desterrados, enquanto não haja liberdade de expressão, oposição ativa, eleiçoes livres, pluralidade partidária, a ditadura prosseguirá em Cuba ou em qualquer parte, aprofundando a miséria material e moral.
As "cabeças dos responsáveis", pelo que acontece em Cuba, Brasil, Venezuela, estão espalhadas pelo mundo. São cabeças coroadas que, nos encontros de cúpula, nas instituições multilaterais, deixam de exigir práticas democráticas dos seus pares. Continuam negociando e fazendo vista grossa para os atos de violência, perseguição política, genocídios.
São tantas cabeças neste negócio, que lembram a frase do General francês Massu, comadante dos paraquedistas franceses na guerra da Argélia: "Os comunistas são como tênias. Não basta cortar a cabeça, que a tênia se reproduz..."
Arlindo Montenegro é Apicultor.
O inédito caso do Dossiê Gemini
ALERTA TOTAL
Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
quinta-feira, 29 de julho de 2010
Por João Vinhosa
Não há como desconhecer a realidade: quando se fala da existência de um dossiê, os apontados como prováveis autores do conjunto de documentos se apressam em negar sua participação na montagem do mesmo.
Por outro lado, os apontados como envolvidos nos fatos que deram origem ao dossiê se antecipam à divulgação dos documentos passíveis de comprometê-los, e tentam desqualificar as notícias vazadas pela mídia.
Normalmente, aqueles que são o alvo das acusações afirmam que as alegadas comprovações de ilícitos são falsas, e desafiam os anônimos autores do dossiê a desmenti-los.
E, diante da batalha de desmentidos, quase sempre, o dossiê é abortado.
Essa rotineira seqüência de fatos, na grande maioria das vezes, faz com que a apuração de graves crimes contra o interesse público não se realize.
Por contrariar tudo que está acima descrito, o caso do Dossiê Gemini é inédito, como será esclarecido ao final.
Tal dossiê tem esse nome porque trata de problemas relativos à Gemini – sociedade formada pela Petrobras com uma empresa pertencente a um grupo norte-americano para produzir e comercializar gás natural liquefeito (GNL).
No caso em pauta, dois procedimentos impressionam sobremaneira: o de Dilma Rousseff e o do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria do Petróleo (Sindipetro-RJ).
O Sindipetro foi a entidade que denunciou explicitamente a ocorrência de “corrupção mesmo” no caso Gemini. Além das contundentes matérias publicadas em seu jornal, deve ser destacada a categórica entrevista concedida por seu diretor-geral Emanuel Cancella ao jornal do Sindisprev. Acontece que o Sindipetro não toca mais no assunto. Isso é por demais sintomático, pois a principal bandeira da entidade é a campanha “O petróleo tem que ser nosso”, e a Gemini vai contra tudo que a campanha prega.
Quanto à Dilma Rousseff, ela – na condição de presidente do Conselho de Administração da Petrobras – foi colocada a par de todas as graves acusações relativas à Gemini, e não se manifestou a respeito.
Tal fato é absolutamente inadmissível, porque referida sociedade foi arquitetada no período em que ela, além comandar o Conselho de Administração da Petrobras era a Ministra de Minas e Energia. As diversas correspondências protocoladas para Dilma Rousseff fazem parte dos documentos anexos ao referido dossiê.
A seguir, o esclarecimento sobre os fatos que permitem afirmar porque é inédito o caso do Dossiê Gemini.
Em primeiro lugar, diferentemente da maioria dos dossiês, o Dossiê Gemini tem um autor, e esse autor, há anos, se apresenta para discutir abertamente seu conteúdo.
Em segundo lugar, nunca apareceu qualquer pessoa disposta a contestar as acusações contidas no Dossiê Gemini (que vem sendo distribuído e atualizado desde 2007).
Em terceiro lugar, a demonstração definitiva do ineditismo: O Dossiê Gemini será publicado, e ficará disponível na internet.
Apresentação do dossiê
O Dossiê Gemini: Julho de 2010 é uma versão atualizada do Dossiê Gemini, elaborado em 2007, e revisto em 2008 e em 2009. Por meio de tal conjunto de documentos, fica comprovado de maneira incontestável que a constituição da Gemini (sociedade formada pela Petrobras com uma empresa cuja totalidade das quotas pertence a um grupo norte-americano) foi um autêntico crime de lesa-pátria.
A Gemini, cujo objetivo é a produção e comercialização de gás natural liquefeito (GNL), entrou em operação em 2006, depois de ter sido – de modo por demais suspeito – aprovada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE).
Desde o início de 2004, época em que foi anunciada a negociação entre as partes, tal sociedade tem sido acusada de ser altamente lesiva ao interesse nacional.
Após a divulgação do Dossiê Gemini, no início de 2007, as denúncias contra a sociedade foram se acumulando, o que provocou suas revisões e atualizações.
Denúncia explícita de “corrupção mesmo” (aquela na qual se mostra a inconfundível mala recheada de dinheiro, contendo o nome do doador) foi tornada pública pelo próprio jornal do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Petróleo (Sindipetro/RJ).
Correspondências denunciando os diversos atos lesivos ao interesse público que tornaram um grupo privado o grande beneficiário de nosso GNL foram protocoladas ao longo dos anos diretamente para a presidente do Conselho de Administração da Petrobras, Dilma Rousseff.
Preocupações manifestadas sobre o envolvimento da empresa escolhida para sócia majoritária da Gemini com malversação de recursos públicos – apesar de desconsideradas pela Petrobras – foram julgadas pertinentes pelo Ministério Público Federal (MPF).
Categóricas comprovações de formação de cartel levaram a Secretaria de Direito Econômico do Ministério da Justiça (SDE) a propor ao CADE pena máxima à sócia escolhida pela Petrobras.
Alertas sobre o risco corrido pelo dinheiro público diante do fato de a Gemini ter contratado a preços sigilosos sua sócia majoritária para a prestação de todos os serviços necessários à produção e comercialização do GNL apresentavam questionamentos preocupantes, como, por exemplo: a empresa que havia superfaturado contra o Exército Brasileiro (fato comprovado pelo TCU), havia lesado a ABIN (fato comprovado pela Justiça Federal, que veio a condená-la) e participava de cartel para fraudar licitações e superfaturar contra nossos miseráveis hospitais públicos (fato comprovado pela SDE), agiria honestamente com a Petrobras?
Em decorrência da total omissão da Petrobras diante das denúncias contra a sociedade, ficou constatada a necessidade de ser montado o conjunto de documentos, que, agora, é apresentado com o título Dossiê Gemini: Julho de 2010.
Para melhor entendimento, esta última versão foi dividida em onze itens. Por questão de disponibilidade de espaço, os onze itens serão divididos em cinco partes, que serão publicadas no Alerta Total, conforme a programação a seguir detalhada.
Programação de publicação
Sábado (31): Parte I (Item 1 – Breve histórico; Item 2 – Considerações sobre o gás natural liquefeito).
Domingo (1): Parte II (Item 3 – A suspeitíssima aprovação da sociedade pelo CADE; Item 4 – A sócia que ainda não teve condenação transitada em julgado).
Segunda-feira (2): Parte III (Item 5 – A sócia majoritária como prestadora de serviços; Item 6 – A Gemini e Dilma Rousseff).
Terça-feira (3): Parte IV (Item 7 – A Gemini e o Conselho de Administração da Petrobras; Item 8 – A tentação dos preços sigilosos; Item 9 – A desastrosa opção: constituir uma sociedade).
Quarta-feira (4): Parte V (Item 10 – Conclusões; Item 11 – Relação de anexos (ANEXO I a ANEXO XXIII).
Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
quinta-feira, 29 de julho de 2010
...fica comprovado de maneira incontestável que a constituição da Gemini (sociedade formada pela Petrobras com uma empresa cuja totalidade das quotas pertence a um grupo norte-americano) foi um autêntico crime de lesa-pátria.
Por João Vinhosa
Não há como desconhecer a realidade: quando se fala da existência de um dossiê, os apontados como prováveis autores do conjunto de documentos se apressam em negar sua participação na montagem do mesmo.
Por outro lado, os apontados como envolvidos nos fatos que deram origem ao dossiê se antecipam à divulgação dos documentos passíveis de comprometê-los, e tentam desqualificar as notícias vazadas pela mídia.
Normalmente, aqueles que são o alvo das acusações afirmam que as alegadas comprovações de ilícitos são falsas, e desafiam os anônimos autores do dossiê a desmenti-los.
E, diante da batalha de desmentidos, quase sempre, o dossiê é abortado.
Essa rotineira seqüência de fatos, na grande maioria das vezes, faz com que a apuração de graves crimes contra o interesse público não se realize.
Por contrariar tudo que está acima descrito, o caso do Dossiê Gemini é inédito, como será esclarecido ao final.
Tal dossiê tem esse nome porque trata de problemas relativos à Gemini – sociedade formada pela Petrobras com uma empresa pertencente a um grupo norte-americano para produzir e comercializar gás natural liquefeito (GNL).
No caso em pauta, dois procedimentos impressionam sobremaneira: o de Dilma Rousseff e o do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria do Petróleo (Sindipetro-RJ).
O Sindipetro foi a entidade que denunciou explicitamente a ocorrência de “corrupção mesmo” no caso Gemini. Além das contundentes matérias publicadas em seu jornal, deve ser destacada a categórica entrevista concedida por seu diretor-geral Emanuel Cancella ao jornal do Sindisprev. Acontece que o Sindipetro não toca mais no assunto. Isso é por demais sintomático, pois a principal bandeira da entidade é a campanha “O petróleo tem que ser nosso”, e a Gemini vai contra tudo que a campanha prega.
Quanto à Dilma Rousseff, ela – na condição de presidente do Conselho de Administração da Petrobras – foi colocada a par de todas as graves acusações relativas à Gemini, e não se manifestou a respeito.
Tal fato é absolutamente inadmissível, porque referida sociedade foi arquitetada no período em que ela, além comandar o Conselho de Administração da Petrobras era a Ministra de Minas e Energia. As diversas correspondências protocoladas para Dilma Rousseff fazem parte dos documentos anexos ao referido dossiê.
A seguir, o esclarecimento sobre os fatos que permitem afirmar porque é inédito o caso do Dossiê Gemini.
Em primeiro lugar, diferentemente da maioria dos dossiês, o Dossiê Gemini tem um autor, e esse autor, há anos, se apresenta para discutir abertamente seu conteúdo.
Em segundo lugar, nunca apareceu qualquer pessoa disposta a contestar as acusações contidas no Dossiê Gemini (que vem sendo distribuído e atualizado desde 2007).
Em terceiro lugar, a demonstração definitiva do ineditismo: O Dossiê Gemini será publicado, e ficará disponível na internet.
Apresentação do dossiê
O Dossiê Gemini: Julho de 2010 é uma versão atualizada do Dossiê Gemini, elaborado em 2007, e revisto em 2008 e em 2009. Por meio de tal conjunto de documentos, fica comprovado de maneira incontestável que a constituição da Gemini (sociedade formada pela Petrobras com uma empresa cuja totalidade das quotas pertence a um grupo norte-americano) foi um autêntico crime de lesa-pátria.
A Gemini, cujo objetivo é a produção e comercialização de gás natural liquefeito (GNL), entrou em operação em 2006, depois de ter sido – de modo por demais suspeito – aprovada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE).
Desde o início de 2004, época em que foi anunciada a negociação entre as partes, tal sociedade tem sido acusada de ser altamente lesiva ao interesse nacional.
Após a divulgação do Dossiê Gemini, no início de 2007, as denúncias contra a sociedade foram se acumulando, o que provocou suas revisões e atualizações.
Denúncia explícita de “corrupção mesmo” (aquela na qual se mostra a inconfundível mala recheada de dinheiro, contendo o nome do doador) foi tornada pública pelo próprio jornal do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Petróleo (Sindipetro/RJ).
Correspondências denunciando os diversos atos lesivos ao interesse público que tornaram um grupo privado o grande beneficiário de nosso GNL foram protocoladas ao longo dos anos diretamente para a presidente do Conselho de Administração da Petrobras, Dilma Rousseff.
Preocupações manifestadas sobre o envolvimento da empresa escolhida para sócia majoritária da Gemini com malversação de recursos públicos – apesar de desconsideradas pela Petrobras – foram julgadas pertinentes pelo Ministério Público Federal (MPF).
Categóricas comprovações de formação de cartel levaram a Secretaria de Direito Econômico do Ministério da Justiça (SDE) a propor ao CADE pena máxima à sócia escolhida pela Petrobras.
Alertas sobre o risco corrido pelo dinheiro público diante do fato de a Gemini ter contratado a preços sigilosos sua sócia majoritária para a prestação de todos os serviços necessários à produção e comercialização do GNL apresentavam questionamentos preocupantes, como, por exemplo: a empresa que havia superfaturado contra o Exército Brasileiro (fato comprovado pelo TCU), havia lesado a ABIN (fato comprovado pela Justiça Federal, que veio a condená-la) e participava de cartel para fraudar licitações e superfaturar contra nossos miseráveis hospitais públicos (fato comprovado pela SDE), agiria honestamente com a Petrobras?
Em decorrência da total omissão da Petrobras diante das denúncias contra a sociedade, ficou constatada a necessidade de ser montado o conjunto de documentos, que, agora, é apresentado com o título Dossiê Gemini: Julho de 2010.
Para melhor entendimento, esta última versão foi dividida em onze itens. Por questão de disponibilidade de espaço, os onze itens serão divididos em cinco partes, que serão publicadas no Alerta Total, conforme a programação a seguir detalhada.
Programação de publicação
Sábado (31): Parte I (Item 1 – Breve histórico; Item 2 – Considerações sobre o gás natural liquefeito).
Domingo (1): Parte II (Item 3 – A suspeitíssima aprovação da sociedade pelo CADE; Item 4 – A sócia que ainda não teve condenação transitada em julgado).
Segunda-feira (2): Parte III (Item 5 – A sócia majoritária como prestadora de serviços; Item 6 – A Gemini e Dilma Rousseff).
Terça-feira (3): Parte IV (Item 7 – A Gemini e o Conselho de Administração da Petrobras; Item 8 – A tentação dos preços sigilosos; Item 9 – A desastrosa opção: constituir uma sociedade).
Quarta-feira (4): Parte V (Item 10 – Conclusões; Item 11 – Relação de anexos (ANEXO I a ANEXO XXIII).
Assinar:
Postagens (Atom)
wibiya widget
A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".


