Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro concede Medalha Tiradentes a Olavo de Carvalho. Aqui.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

O preço da metamorfose

AUGUSTO NUNES
14/06/2010 às 23:27 \ Direto ao Ponto 


Na campanha presidencial de 1989, quando o mandato de José Sarney agonizava, o candidato do PT fez um duríssimo balanço do governo em seu crepúsculo. Depois de declarar-se inimigo político e ideológico do adversário que no ano anterior qualificara de “o maior ladrão da Nova República”, acelerou a discurseira que teria ultrapassado amplamente o ponto de não-retorno se Lula soubesse o que é isso.
O cortejo de afrontas que ocupa a primeira parte do vídeo de 88 segundos  colide estrondosamente com a procissão de agrados que aparece na segunda. Não existe um ex-presidente melhor que Sarney, inverte a direção a metamorfose ambulante. “Ele não conversa com a imprensa, dá conselhos”, bajula. Desde 1989, o agora presidente do Senado fez o que pôde para piorar a biografia e engrossar o prontuário. Por que o Grande Satã foi transformado em amigo de infância?
“Que dívida é essa que o Lula tem com o Sarney?”, quer saber o deputado Domingos Dutra, do PT maranhense, desde sexta-feira em greve de fome no plenário da Câmara. Sem chances de êxito, Dutra protesta contra a ordem, baixada por Lula e executada pelo comando do partido, que reduziu os companheiros da capitania a cabos eleitorais de Roseana Sarney, candidata a permanecer mais quatro anos no cargo que usurpou.
Se houver alguma dívida a pagar, o vídeo permite deduzir que é de bom tamanho. Mas é provável que os parceiros estejam quites: nenhum dos dois tem motivos para queixar-se do acerto celebrado em 2003. Lula garante a Sarney o direito de ir e vir. Sarney garante que Lula faça do Senado o que quiser.  E ambos cuidam de erradicar focos de descontentamento nos domínios da Famiglia.
Que dívida tinha o companheiro Dutra com Lula para demorar tanto tempo a enxergar no chefe o mais valioso cúmplice de Sarney e, sobretudo, o principal comparsa de si próprio? Lula só pensa em Lula, grita o vídeo. Para não repassar o bastão de mando, topa qualquer negócio. A venda do PT do Maranhão é nada para quem vendeu a própria alma.



Cavaleiro do Templo: e assim, volta a verdade:

América Latina faz uma curva à direita

BALNEÁRIOS OU GULAGS
15 de Fevereiro de 2010


Por Jaime Daremblum



Tradução de Arthur Mc


Até recentemente, o clima político na América Latina parecia estar mudando para a esquerda, com a eleição de presidentes de esquerda, inclusive alguns populistas radicais na Bolívia (2005), Equador (2006), Nicarágua (2006), Paraguai (2008) e El Salvador (março 2009). Desde meados de 2009, no entanto, a região foi se movendo para a direita. Quatro eleições presidenciais em quatro países diferentes - Panamá, Honduras, Chile e Costa Rica - sugerem que os eleitores estão se voltando contra a mensagem defendida por Hugo Chávez, e que as políticas econômicas de livre mercado permanecem politicamente viável, apesar da crise financeira global. 


Em 7 de fevereiro, os eleitores da Costa Rica elegeram Laura Chinchilla para substituir, como presidente, Oscar Arias. Chinchila é membro do Partido de Libertação Nacional (PLN) de Arias, que é nominalmente de centroesquerda, o partido social-democrata, mas também tende a apoiar as políticas econômicas conservadoras. Chinchilla é uma defensora do livre mercado e da liberalização do comércio. Já em 2005, então como uma legisladora da Costa Rica, ela pressionou intensamente para o Congresso a aprovar o E.U. na Central American Free Trade Agreement (CAFTA). 


Ela ganhou a eleição com quase 47 por cento do voto popular, a primeira mulher a chegar à Presidência da Costa Rica. A esquerda foi sua principal ala rival, e seu adversário do Cafta Ottón Solís, favorito de Chávez, recebeu apenas 25 por cento dos votos. Globalmente, cerca de dois terços dos eleitores de Costa Rica votaram em Chinchilla ou no Movimento Libertário de centrodireita do candidato Otto Guevara, quem, como observou o Christian Science Monitor, defendeu a "abertura dos mercados, menores impostos, e o governo mais ágil.” 


A vitória de Chinchila veio apenas algumas semanas depois que os eleitores chilenos elegeram seu primeiro presidente de centrodireita desde 1990, quando o general Augusto Pinochet deixou o poder e a democracia foi restabelecida. O candidato conservador Sebastián Piñera conquistou um segundo turno contra o candidato de centroesquerda Eduardo Frei, que estava representando à Concertación, aliança histórica que deteve ( a Presidência do Chile por 20 anos). 


A vitória de Piñera seguiu a Vitória do candidato do Partido Nacional direita Porfirio Lobo, em Honduras, a 29 de novembro centro, país que havia sido abalado pela instabilidade política em 28 de junho após a destituição do presidente Manuel Zelaya, um radical pró-Chávez. Lobo foi eleito com mais de 56 por cento dos votos. Vários meses antes, em 3 de maio, panamenhos votaram esmagadoramente no conservador Ricardo Martinelli Balbina Herrera, que tinha laços estreitos com ex-ditador panamenho Manuel Noriega e uma história de envolvimento na política de direita contra a esquerda radical. Foi uma vitória esmagadora: Martinelli ganhou a presidência com 60 por cento dos votos.



Como devemos interpretar essa seqüência de vitórias conservadoras? Em cada país, os significativos fatores internos desempenharam um papel na condução de apoio ao candidato de centrodireita. Costarriquenhos pareciam satisfeitos com o rumo do seu país sob Arias, e eles tiveram medo de dau uma chance a Solís, que, no passado, teria recebido recursos de campanha de Chávez. No Chile, os eleitores estavam prontos para uma nova liderança após 20 anos de governo da Concertación. Hondurenhos tornaram-se mais solidários com o Partido Nacional, conservador, depois de ver Zelaya abraçar Chávez na tentativa de tomar o poder autoritariamente. No Panamá, os eleitores estavam inconformados com aumento da criminalidade, com a desaceleração econômica ecom a falta relativa de redução da pobreza com o governo de centroesquerda de Martín Torrijos. Todos os quatro candidatos vitoriosos são conservadores: Chinchilla, Piñera, Lobo, e Martinelli, prometeram manter uma importante luta contra a pobreza. (Esses programas continuam altamente popular em toda América Latina, especialmente em Países muito pobres, como Honduras.) Nenhum deles atacou a idéia de uma forte rede de segurança social. 


Além dos fatores internos que influenciaram esses resultados das eleições, também devemos considerar o fator Chávez. Todas as quatro eleições ocorreram no contexto da Venezuela, no descenso de seu governo autoritário e na economia da miséria. Durante o ano passado, o país latino sofreu crescente aumento da inflação, de criminalidade, racionamento de energia e de água, e aconteceram manifestações maciças contra Chávez. O país tem a maior taxa de inflação na América Latina, e este problema se agravou depois da recente desvalorização do Bolívar de Chávez,amoeda nacional (da Venezuela). 


A Venezuela tornou-se um conto preventivo: mostra o que pode acontecer com um país quando esquerdistas radicais ganham o poder e logo procedem a evisceração nas Instituições democráticas e "cubanizanização" da economia. Nesse sentido, o ataque de Chávez sobre a democracia e o livre mercado tornaram-se um empecilho para os candidatos da esquerda política em toda a Região. Com efeito, tanto Solís (na Costa Rica) e Herrera (Panamá ) foram afetados pela percepção acurada de que Chávez queria que eles ganhassem. 


Eleitores latinoamericanos não são cegos. Eles podem ver o que na Venezuela, Bolívia, Equador e Nicarágua. Alguns anos atrás, o populismo radical parecia estar ganhando força em todo o hemisfério. Mas, nos últimos dez meses, temos visto um ressurgimento conservador. Os eleitores querem que seus Governos financiem programas sociais e que reduzam a pobreza, mas eles não querem que seus dirigentes lancem ataques contra a iniciativa privada. Além disso, os latinos se orgulham das conquistas demcráticas em seus países. Eles não querem ver os resultados corroídos por demagogos populistas. 


Tudo isso ajuda a explicar porque, para grande consternação de Chávez, a política regional está se deslocando para a direita. 


Jaime Daremblum, serviu como embaixador da Costa Rica aos Estados Unidos a partir de 1998 a 2004, é diretor do Centro para Estudos Latino-Americanos do Instituto Hudson. RealCearWorld 


Subpáginas (1): Brasília, a mãe de todos os escândalos

Mais símbolos na logo da Copa 2014

LIBERTAÇÃO DE PRESOS POLÍTICOS CUBANOS EVIDENCIA A PUSILANIMIDADE DA POLÍTICA EXTERNA BRASILEIRA E COBRE LULA DE VERGONHA

REINALDO AZEVEDO
09/07/2010 às 7:01


O dissidente cubano Guillermo Fariñas interrompeu ontem a greve de fome iniciada no dia 24 de fevereiro, um dia depois da morte do também dissidente Orlando Zapata, em protesto idêntico. Eles exigiam a libertação de presos políticos. A tirania cubana, liderada pelos irmãos Castro — Raúl e Fidel — admite a existência de 167 presos políticos. Um acordo mediado pela Igreja Católica, na pessoa do cardeal Jaime Ortega, e pelo chanceler da Espanha, Miguel Ángel Moratinos, resultou na liberdade imediata de cinco prisioneiros. Outros 47 devem ser soltos em três ou quatro meses. O acontecimento, uma boa notícia que em nada muda a essência do regime cubano, cobre a política externa brasileira de ridículo e deveria envergonhar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O ridículo é dado pelos fatos, não depende do que sente Lula. Já a vergonha é uma questão pessoal: ou se tem ou não se tem. Já volto a este ponto. Antes, quero falar um pouco de Fariñas, que aparece na foto abaixo ainda antes da internação, em abril, já bastante debilitado.
farinas
A greve de fome como forma de protesto não me agrada, já escrevi isso aqui. Seu horizonte, não-atendida a reivindicação, é o sacrifício pessoal, o que, para mim, evoca a dimensão do sagrado — a explicação, para quem sabe o que penso, é óbvia, e não vou me estender a respeito. Compreendo, no entanto, a decisão dos dois dissidentes cubanos. A morte de Zapata, um desfecho trágico para ele e para sua família, chamou a atenção do mundo, uma vez mais, para a estupidez do regime. O caso Fariñas parece chegar a melhor termo, com desdobramentos políticos virtuosos não menos evidentes. Feita a minha reserva, saúdo a sua determinação. Estava disposto a morrer para não esmorecer.  Como não lembrar a greve de fome que um certo sindicalista fez no Brasil, em 1980, numa cadeia que, comparada às masmorras cubanas, era um verdadeiro hotel cinco estrelas? Refiro-me a Luiz Inácio Lula da Silva, preso por 30 dias naquele ano. Confessou depois que furava o protesto consumindo balas paulistinha… Lula renderia um verdadeiro tratado sobre o Elogio da Convicção…
Volto ao ponto. O presidente brasileiro chegou a Cuba um dia depois da morte de Zapata, quando Fariñas deu início a seu protesto. Os dissidentes cubanos tentaram lhe entregar uma carta. Não conseguiram. Em célebre entrevista, o Babalorixá de Banânia comparou os presos políticos cubanos aos bandidos comuns do Brasil, deixando claro por que os tiranos da ilha não tinham como ceder ao que ficou parecendo mera chantagem. Lula não disse, então, uma vírgula em defesa dos direitos humanos. Nada! Ao contrário: perorou sobre a autodeterminação dos povos, evidenciando que, para ele, cada um faz o que bem entende com os seus presos — desde, é claro, que ele considere o ditador um aliado seu. Marco Aurélio Garcia, o Cérbero de Lula, o Rei do Tártaro, deu de ombros: “Todos os países têm problemas com direitos humanos”.
Vejam que coisa espetacular: o país que resolveu ser o mediador da crise entre o Irã e o Ocidente — na verdade, foi porta-voz e procurador de Mahmoud Ahmadinejad — tem esse triste papel na América Latina, comportando-se como aliado incondicional de Hugo Chávez. Na verdade, e Hillary Clinton pôs o dedo na ferida, o Brasil prefere ignorar as questões que estão a seu alcance para se lançar como ator global em outras que estão muito além até de sua compreensão.
Notem: o cardeal Ortega e Moratinos não estão dando um chute no traseiro daquele anão homicida que governa Cuba e de seu irmão, o cadáver adiado, por ora rejeitado até pelo inferno. Não que não merecessem, mas a abordagem é outra! Estão fazendo aquilo que cumpria ao Brasil, o “gigante regional”, fazer: pressão diplomática. É perfeitamente possível falar em defesa dos direitos humanos e mostrar a Cuba da necessidade de libertar os presos sem precisar romper com aquele governo ou praticar a chamada “ingerência em assuntos internos”. Mas, para tanto, seriam necessários outro governo e outra diplomacia.
O Brasil se notabilizou, nestes anos Lula, pela proximidade com os ditadores de todo o mundo. Não tenho as contas, mas estou certo de que o propalado ganho comercial na aproximação com regimes tirânicos é percentualmente irrelevante para o país. Mas o custo à sua reputação é imenso. O Brasil ficou conhecido como o país que tem uma economia vigorosa e uma diplomacia primitiva. O prestígio de Lula — visto inicialmente, e de modo que sempre considerei equivocado, como liderança de uma nova estirpe — murchou, amesquinhou-se, ficou do tamanho do cérebro de Marco Aurélio Garcia e dos aloprados que hoje comandam o Itamaraty.
Enquanto o cardeal e o chanceler espanhol pressionavam, diplomaticamente, o governo cubano a libertar prisioneiros, Celso Amorim estava empenhado em outra luta: exigia (!) a volta a Honduras de Manuel Zelaya, o maluco que tentara dar um golpe no país. Ora, é um comportamento compatível com um governo que pede o fim do embargo a Cuba, que é contra as sanções econômicas ou Irã — segundo diz, só as respectivas populações desses países são punidas com tais medidas —, mas que defendia com incrível vigor sanções à pequenina Honduras. Por alguma razão e segundo a lógica enunciada, Lula e Amorim acreditam que hondurenhos podem ser punidos com rigor…
A libertação de presos políticos cubanos — sempre lembrando que mais 100 continuarão encarcerados mesmo que os tiranos cumpram a sua palavra de agora — é um evento de repercussão mundial do qual o Brasil não participa. Lula estava muito ocupado trocando afagos com o homicida que governa a Guiné Equatorial. Segundo Amorim, o Megalonanico, era tudo negócio. Vai ver era mesmo. Restaria saber que tipo de negócio.
Por Reinaldo Azevedo

Declínio da Democracia

CLAMANDO POR LIBERDADE


Um declínio preocupante da liberdade global, constatado pela Freedon House. 

Freedom House, um grupo com sede em Washington, DC (onde o Sr. Puddington é diretor de pesquisa), encontrou em sua última avaliação anual que a liberdade e os direitos humanos recuaram globalmente pelo quarto ano consecutivo. Ele disse que isso marcou o mais longo período de declínio da liberdade desde que a organização começou com seus relatórios há quase 40 anos. 

Os últimos resultados, tomados pelo conjunto, sugerem uma enorme volta para o pior, desde o clima borbulhante de 20 anos atrás, quando se deu o colapso do comunismo soviético. Mais do que em qualquer momento, desde a Guerra Fria, a democracia liberal precisa se defender. Essa advertência é de Arch Puddington, um militante veterano americano dos direitos cívicos e políticos ao redor do mundo. Clique na imagem para ampliá-la 

O que leva o homem a experimentar ‘do pudim’, mesmo sabendo que é estragado e que já matou mais de 100 milhões?


Janeiro 2010 – The Economist – material completo aqui


Por Arthur Mc

Eles estão roubando o céu do Brasil.

COTURNO NOTURNO
QUINTA-FEIRA, JULHO 08, 2010



O símbolo da Copa do Mundo, criado pelo governo do PT, do Lula e da Dilma, significam a bandeira do Brasil sem o azul. O que estamos vendo é um crime contra o maior símbolo da nossa Pátria. Realizar uma Copa do Mundo gastando R$ 30 bilhões, em vez de construir 1.000 hospitas de R$ 30 milhões, 5.000 escolas de R$ 6 milhões ou 10.000 creches de R$ 3 milhões, somente se justifica se for para mostrar para todo o planeta a força, a beleza e o patriotismo de um país. As cores do Brasil são o verde, amarelo, azul e branco. O PT, o Lula e a Dilma roubaram o céu da nossa bandeira. Tingiram o nosso azul  com o sangue do socialismo e do comunismo. Devolvam já a nossa bandeira. Ela pertence a um povo e não a um grupelho incrustrado no poder. Faça da nossa revolta a  revolta do Brasil. Espalhe, grite, defenda a nossa bandeira!
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Clique e amplie os símbolos utilizados por outros países:

Reinaldo Azevedo disse partido de programa




O site do cartunista Nani está aqui.

O Estado democrático moderno saqueia seus cidadãos produtivos

BALNEÁRIOS OU GULAGS


Por Peter Sloterdijk 
Tradução de Arthur Mc


Para avaliar a magnitude sem precedentes que o Estado democrático moderno tem alcançado na Europa, é útil recordar a afinidade histórica entre os dois movimentos que surgiram no seu nascimento: o liberalismo clássico e anarquismo. Ambos foram motivados pela hipótese equivocada de que o mundo estava caminhando para uma para uma era do debilitamento do Estado. Enquanto o liberalismo queria um Estado mínimo que orientasse os cidadãos de forma quase imperceptível, deixando-os a realizar seu trabalho em paz, o anarquismo chamava para a morte total do estado. Por trás desses dois movimentos estava uma esperança típica Européia do século XIX: a pilhagem do homem pelo homem em breve chegaria ao fim. No primeiro caso, isso seria resultado da eliminação da exploração pelas classes improdutivas, isto é, da nobreza e do clero. No segundo caso, a chave foi a de reorganizar as classes sociais tradicionais em pequenos grupos que consumiriam o que eles produzissem. Mas a história política do século XX, e não apenas nos seus extremos totalitários, mostrou-se cruel para com o liberalismo clássico e com o anarquismo. O Estado democrático moderno transformou-se gradualmente em um estado devedor, no espaço de um século, na metástase de um monstro colossal, que respira e cospe dinheiro.


Essa metamorfose deu lugar, sobretudo, a uma prodigiosa ampliação da base tributária, principalmente, com a introdução do imposto de renda progressivo. Este imposto é o equivalente funcional daexpropriação socialista. Ele oferece a notável vantagem de ser renovado anualmente, pelo menos, no caso daqueles que não foram sangrados no ano anterior. (Para avaliar a tolerância atual dos acomodados cidadãos, lembro que, quando o imposto de renda foi cobrado pela primeira vez na Inglaterra, à taxa de 5 por cento, a Rainha Vitória ficou preocupada que ela pudesse estar excedendo aos limites aceitáveis. Desde aquele dia, nós tornamos acostumados com o fato de que um punhado de cidadãos produtivos proporcionem mais da metade da renda nacional às receitas fiscais.)


Quando esta taxa é combinada com uma longa lista de outras taxas e impostos, os consumidores finais são o alvo, mais que tudo, e o resultado é surpreendente: a cada ano, os Estados modernos reivindicam que a metade do produto econômico de suas classes produtivas seja transmitida aos cobradores de impostos, e o pior, estas classes produtivas não tentam remediar sua situação com a reação mais óbvia: a de uma rebelião civil contra os impostos. Esta submissão seria uma demonstração de força política que faria um ministro das Finanças, ou um rei, desmaiarem.


Com estas considerações em mente, podemos entender a pergunta que muitos observadores europeus se fazem sobre a atual crise econômica: "O capitalismo tem futuro?" Ele está equivocado. Na verdade, nós não vivemos em um sistema capitalista, mas sob uma forma de semi-socialismo, muito cautelosa, à qual os europeus se referem como uma “economia social de mercado". A mão do governo que agarra, libera sua arrecadação, principalmente para o aparente interesse público, financiando as tarefas de Sísifo em nome da "justiça social".


Assim, a exploração direta e egoísta de uma época feudal foi transformada na era moderna, juridicamente limitada, da cleptocracia do Estado, quase desinteressado. Hoje, um ministro das Finanças é um Robin Hood, que jurou o juramento constitucional. A capacidade que caracteriza o Tesouro, para aproveitar com a consciência perfeitamente clara, justifica-se na teoria e na prática, pela inegável utilidade do Estado na manutenção da paz social, para não mencionar todos os outros benefícios que as mãos alcançam. (Em tudo isso, a corrupção segue sendo um fator limitante. Para provar essa afirmação, basta pensar na situação pós-comunista na Rússia, onde um homem comum, como Vladimir Putin conseguiu, em poucos anos como chefe de Estado, acumular uma fortuna pessoal de mais de US $ 20 bilhões.); Os observadores do livre mercado fazem bem em chamar a atenção para os perigos deste monstro cleptocrático: o excesso de regulamentação, que impede a energia empreendedora; a tributação excessiva, que pune o sucesso; e o endividamento excessivo, onde o resultado do rigor orçamentário passa a dar lugar à frivolidade especulativa.


Autores do livre-mercado também têm demonstrado como a situação atual resulta no contrário do significado tradicional da exploração. Em uma época anterior, os ricos viviam à custa dos pobres, direta e inequivocamente, em uma economia moderna, os cidadãos cada vez mais improdutivos vivem à custa dos produtivos, embora de forma equivocada, já que lhes dizem - e acredito - que eles estão em desvantagem e merecem mais ainda. Hoje, de fato, uma boa metade da população de cada nação moderna é composta por pessoas com pouca ou nenhuma renda, que são isentas de impostos e vivem, em grande medida, da outra metade da população, que paga impostos. Se tal situação viesse a ser radicalizada, poderia dar origem a um conflito social enorme. A eminentemente plausível tese de mercado livre da exploração pelos improdutivos teria, então, prevalecido muito mais sobre a tese socialista, menos promissora, da exploração do trabalho pelo capital. Esta inversão suporia a chegada de uma era pós-democrática.


Atualmente, o principal perigo para o futuro do sistema consiste no endividamento crescente dos Estados intoxicados pelo keynesianismo. Discretamente e, inevitavelmente, estamos caminhando para uma situação em que os devedores serão novamente despossuídos por seus credores, como tantas vezes aconteceu na história da tributação, da época dos faraós e das reformas monetárias do século XX. O que é novo é a escala colossal da dívida pública. A hipoteca, a insolvência, a reforma monetária, ou a inflação, não importa, as próximas grandes desapropriações estão em curso. Hoje, a mão do Estado atinge, inclusive, o bolso das gerações que ainda estão por nascer. Nós já escrevemos o título do próximo capítulo da nossa história: "A pilhagem do futuro pelo presente.”.


Peter Sloterdijk é um filósofo alemão, o seu artigo foi traduzido por Alexis Cornel.

 


Fonte: City Journal
 - 2010-03-01  

Bola de 2014. Mas que tal começarmos a chutá-la desde já?

Fariñas encerra greve de fome

JORGE RORIZ
08/07/2010 por Jorge Roriz



HAVANA – O dissidente político cubano Guillermo Fariñas decidiu encerrar a greve de fome que fazia há 135 dias em protesto para a libertação de presos políticos doentes por parte do governo, informaram nesta quinta-feira, 8, opositores.
A decisão de Fariñas ocorre um dia depois de a Igreja Católica de Cuba anunciar que entrou em acordo com Havana para que 52 presos políticos fossem libertados.

Parabenizamos Farinas pela vitória. Ele deveria ganhar o premio Nobel da Paz. Arriscou a vida pela vida dos outros presos políticos.

Jorge Roriz

A nova conspiração da direita internacional contra Hugo Chávez

VANGUARDA POPULAR

ESCRITO POR EMMANUEL GOLDSTEIN
SÁB, 03 DE JULHO DE 2010 14:50

CARACAS - O líder progressista venezuelano, Hugo Chávez, guia genial dos povos oprimidos latino-americanos, denunciou hoje uma conspiração direitista internacional envolvendo os governos de Israel, da Colômbia, dos Estados Unidos e de vários municípios contra-revolucionários do interior do Piauí (Brasil), entre eles os governos municipais de Piracuruca, Jerumenha, Conceição do Canindé e São João da Canabrava.

“O Partido da Imprensa Golpista (PIG) e o grande capital espoliativo internacional criaram um clone do presidente Chávez e agora estão publicando vídeos apócrifos no Youtube com declarações que o verdadeiro Hugo Chávez nunca deu”, afirmou o Ministro da Verdade do governo Chávez.

Para o Mico Mandante Bolivariano, o PIG “obedece a uma nova conspiração internacional que já está em andamento para gerar um golpe de Estado, uma guerra civil ou uma invasão imperialista. Os lacaios da direita troglodita querem me prejudicar só porque meu coração está com Dilma. Mando um beijo para você, Dilma! O socialismo petista é o único caminho para a paz e a justiça!”.
Cavaleiro do Templo: leia este também sobre Chávez e Dilma/PT.

Um dos vídeos que causaram a polêmica sobre o clone de Hugo Chávez ainda está no Youtube. No vídeo, que não passa de um simulacro de entrevista realizada em 1998, o falso Chávez afirmou que Cuba é uma ditadura, declarou-se contrário à estatização de empresas privadas, celebrou a liberdade de imprensa e defendeu valores burgueses como a redução dos poderes do estado, o federalismo pleno, o corte de 50% na alíquota do imposto de renda, o livre mercado, o desarmamento dos bandidos e a posse de armas pelos cidadãos cumpridores de seus deveres, o império da lei e o respeito aos contratos e direitos individuais.

Confira o vídeo do falso Hugo Chávez:

Ataque submarino da Coréia do Norte pôde ser espoleta de conflito geral

PESADELO CHINÊS

quinta-feira, 8 de julho de 2010



Torpedo nortecoreano
que afundou nave sulcoreana
Relatório da inteligência americana aponta que o ditador comunista da Coréia do Norte Kim Jong-il, deu a autorização para o ataque que resultou no afundamento da corveta “Cheonan” sul-coreana, informou “The New York Times”.

No afundamento morreram 46 marinheiros da Coréia do Sul. O casco da belonave foi reflotado e foi possível identificar até os restos do torpedo utilizado pelo submarino comunista.

Foi o incidente mais mortífero desde a Guerra de 1950-1953, e gerou forte tensão internacional. 

Nave sulcoreana foi reflotada
e a causa foi esclarecida
Medidas diplomáticas e condenações da ONU seguiram-se após a comprovação do crime.

Porém têm poucas chances de produzir qualquer resultado, pois o Ocidente teme incomodar a China, verdadeiro sustentáculo da ditadura marxista.

A visita de Kim a “Unidade 586” que teve papel crucial no ataque “teve todas as características de uma congratulação pelo serviço feito”, observou Jonathan Pollack, professor no Naval War College dos EUA e especialista no militarismo da Coréia do Norte. 

Kim Jong-il recebe o premiê chinês
Wen Jiabao, Pyongyang
Para Victor Cha, especialista do Center for Strategic and International Studies de Washington, provocações do gênero são procuradas pelo ditador com a finalidade de reforçar sua credibilidade interna. 

O procedimento é típico de ditadores que passam apertos. A experiência histórica aponta que casos desses podem subitamente dividir o mundo e precipitá-lo numa guerra de uma extensão inimaginável.

Nesse caso, de que lado ficaria o Brasil, já tão próximo do Irã, aliado muito próximo da Coréia do Norte?

Dossiê: policial diz que intenção era grampear Serra

DIÁRIO DO COMÉRCIO

Rosa Costa/AE - 17/6/2010 - 11h50


BRASÍLIA - No depoimento que presta à Comissão Mista de Controle das Atividades de Inteligência do Congresso Nacional nesta manhã, o policial aposentado da Polícia Federal Onézimo Sousa, informou que desde o primeiro encontro com integrantes da campanha da candidata do PT, Dilma Rousseff, percebeu que a intenção dos jornalistas Luiz Lanzetta, Amaury Ribeiro e do empresário Benedito de Oliveira era a de grampear o candidato do PSDB, José Serra, seus familiares e amigos e não o de "monitorar" a casa onde está montado o comitê de Dilma em Brasília.
"Perguntei a eles: vocês querem reeditar o ''aloprados II?''", disse Onézimo, referindo-se ao dossiê utilizado por petistas contra Serra na campanha ao governo de São Paulo. "Como recusei a proposta, fiquei sem o contrato de R$ 1,6 milhão, em 10 parcelas", disse.

Onézimo afirmou que o pagamento seria feito "preferencialmente" em dinheiro. O policial informou que Lancetta se apresentou nesse primeiro contato como sendo "representante" do coordenador de campanha de Dilma, o ex-prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel, enquanto Benedito - chamado de Bené - se identificou como sendo o responsável pelo pagamento do serviço.

Onézimo contou que se sentiu frustrado por não encontrar Fernando Pimentel no grupo, como teria sido aventado quando recebeu o convite.

O cara que disse que o outro cara era "o cara" tem 75% de rejeição entre os cidadãos do país que estranhamente o elegeu.

FIM DOS TEMPOS

Cavaleiro do Templo: sapo barbudo, veja aí quem te elegeu "o gostosão" do universo?


http://french.irib.ir/media/k2/items/cache/dd96ec77e2b84be1c0833e3d842fa558_L.jpg
Al-Manar – O descontentamento dos americanos de seu presidente registou a taxa sem precedentes de 75%. Segundo a nova pesquisa realizada pela BBC News e o Washington Post, citado pelo canal de notícias do Irão (IRINN), 75% dos americanos estão insatisfeitos e até mesmo furiosos do balanço de Obama em vários casos, é o numero mais elevado registado nas pesquisas até ao momento. Os resultados deste estudo mostram que os americanos estão na íntegra, furioso com a administração de Barack Obama, de acordo com a analise à opinião pública.

Fonte: Al-Manar TV



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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".