Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro concede Medalha Tiradentes a Olavo de Carvalho. Aqui.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

O resultado de entregar o poder aos canalhas é este. Quem achar estranho o que vem abaixo, lembre-se que era isto que a MALDITA geração "paz e amor", "sexo, drogas e rock´n roll" e "faça amor, não faça a guerra" queria para todo o planeta. Conseguiram.

MÍDIA SEM MÁSCARA

Usando conceitos como "educação sexual abrangente", a ONU quer desestruturar a família. Leia o discurso de Sharon Slater, presidente da Family Watch International, proferido no encontro da Comissão de População de Desenvolvimento da ONU, no dia 15 de abril.

Sr. Presidente, Ilustres Delegados, gostaria de chamar a vossa atenção para alguns assuntos sérios relacionados com as deliberações que ocorrem na Comissão sobre População e Desenvolvimento. Para colocar isto em um contexto, preciso falar sobre o que aconteceu em deliberações da CPD no ano passado. No ano passado, no final das deliberações, uma frase foi proposta para o projeto de resolução do CPD convidando os governos a fornecerem "educação abrangente sobre sexualidade humana".

Nós estávamos muito preocupados porque este era um novo termo indefinido e um afastamento da linguagem tradicional da "educação sexual" utilizada nos últimos documentos de consenso da ONU. Nossas preocupações foram confirmadas, quando apenas alguns meses depois, a UNESCO, em colaboração com a UNICEF, o FNUAP, OMS e ONUSIDA, lançou uma cópia de esboço de seu novo 
Diretrizes Internacionais sobre Educação Sexual Abrangente

Estas diretrizes extremamente controversas foram criadas para levar a educação sexual para todo o mundo e promover um tema de prazer sexual que temos encontrado em um número de guias de educação sexual publicados pela ONU. Estas Diretrizes da UNESCO originais sugerem ensinar crianças de cinco anos que eles podem tocar partes de seu corpo para obter prazer sexual e ensinar a crianças de nove anos a definição e função do orgasmo, e encorajar educadores sexuais a ensinar às crianças que "Tanto homens como mulheres podem dar e receber prazer sexual com um parceiro do... mesmo sexo".

Desde então, a UNESCO revisou suas diretrizes de sexualidade originais, moderando-as um pouco. No entanto, ao ler sua versão original, vocês podem ver que cinco agências da ONU estavam originalmente planejando promovê-las às crianças sob à guisa de "educação abrangente sobre a sexualidade humana", antes de um certo número de Estados Membros da ONU reclamar.

Em 2002, na Cúpula Mundial para as Crianças, nós expusemos um manual publicado pela ONU para crianças, distribuído no México, que tinha uma página sobre como obter prazer sexual, incluindo com uma pessoa do mesmo sexo, com um animal, com um objeto inanimado ou com uma pessoa sem o seu consentimento.

E se vocês não estão preocupados ainda, deixe-me dizer a vocês o que aconteceu na 54º sessão da Comissão sobre o Status da Mulher deste ano. Em um evento paralelo colocado pela Girl Scouts em parceria com a UNICEF, eu peguei este livreto, publicado pela International Planned Parenthood Federation, que é dirigido para jovens e que afirmam ensinar-lhes sobre os seus "direitos sexuais e reprodutivos". O livreto afirma que estes "direitos" são reconhecidos pelo mundo como "direitos humanos". Afirma que o livreto está "aqui para apoiar o seu prazer sexual". Ele diz que jovens podem fazer sexo em várias maneiras demasiadas gráficas para repetir em um fórum como este. É todo sobre prazer sexual através da masturbação, com pessoas do mesmo sexo e até mesmo embriagados com álcool.

Mas pior que isso, este livreto diz realmente a jovens infectados pelo HIV que leis que os obrigam a revelar o seu status com seus parceiros sexuais violam seus direitos humanos.

Isso não deve ser tolerado na ONU ou em qualquer outro lugar! Agora não. Nem nunca mais.
Em dezembro do ano passado, minha família adotou três irmãos órfãos com SIDA em Moçambique. Ambos seus pais tinham morrido de SIDA. Eu cuidei de seu irmão mais velho, enquanto ele sofria de uma forma horrível durante os últimos estágios da AIDS. Mesmo assim, materiais estão sendo distribuídos na ONU, incentivando os mesmos comportamentos que colocam o HIV pandêmico.

É ultrajante que este livreto "Saudável, Feliz e 
Hot" também foi distribuído para os jovens que participaram do evento paralelo à Organização das Nações Unidas, patrocinado por aqueles que a criaram.

É revoltante que as agências da ONU estão a promover programas de educação sexual que encorajam jovens a engajar prematuramente na atividade sexual para obter prazer sexual, mas é inconcebível que jovens infectados pelo HIV estão sendo incentivados a ter relações sexuais com qualquer um que eles quiserem, do jeito que quiserem, sem revelar o seu status.

O que estamos fazendo aqui?

Por que é que o projeto de documento a ser negociado agora tem inúmeras referências à sexualidade e direitos sexuais?

Por que é que os países em desenvolvimento estão sendo pressionados agora pelas nações desenvolvidas no mesmo documento a ser negociado nesta conferência para aceitar este tipo de "educação abrangente da sexualidade humana", que irá sexualizar prematuramente suas crianças e colocá-las em risco de morte, entre outras coisas, tudo sob o disfarce de educação sobre o HIV/AIDS e do empoderamento de mulheres e meninas?

Por que é que o mundo desenvolvido está tentando importar suas ideologias sexuais radicais sob a bandeira enganosa de "direitos sexuais" ou "saúde e direitos sexuais" ou "informações relativas à saúde sexual e direitos" ou "serviços e informações sobre saúde e direitos reprodutivos" ou qualquer uma das muitas e múltiplas referências carregadas no documento em um esforço deliberado para pressionar os países a aceitarem estas referências, às vezes até tarde da noite, sem interpretação em sua própria línguagem?

Por que é que a comunidade internacional não está respeitando os direitos soberanos e valores culturais e religiosos preconizados pela Declaração Universal dos Direitos Humanos e inúmeros outros documentos consensuais das Nações Unidas, para manter seus valores que sustentam a instituição da família?

Como é que a ONU se extraviou de sua finalidade original, e agora as deliberações em conferências como esta são obcecadas com discussões sobre sexualidade e direitos sexuais, questões que deveriam ser deixadas para as nações decidirem por si?

Por que é que a questão do aborto, também disfarçada sob vários termos eufemísticos, está sendo forçada nas nações em desenvolvimento contra a sua vontade? Como é que o termo "saúde reprodutiva" ou "serviços de saúde reprodutiva" ou "direitos reprodutivos" está sendo usado agora pelos governos com grandes bolsos para promover a legalização do aborto nos países que se opõem ao aborto, porque eles acreditam que este está tomando as vida de um ser humano?

Palavras relacionadas à reprodução e à saúde reprodutiva significam reprodução, ou seja, ter filhos, mas o termo tem sido deliberadamente manipulado por relatórios obscuros apresentados à ONU, materiais criados por agências da ONU e ONGs de mentalidade abortista (muitas que têm a lucrar com o aborto) e os governos de mente abortista que procuram reinterpretar ou desvirtuar qualquer linguagem relacionada à saúde reprodutiva para agora incluir o aborto, embora muitos dos Estados Membros da ONU negociando os documentos que contêm tais termos rejeitaram a inclusão do aborto como parte da saúde reprodutiva, quando estes documentos foram negociados.

Esta manipulação de agências da ONU, negociações da ONU e documentos finais, comitês da ONU interpretando os tratados das Nações Unidas, e linguagem comum nos documentos anteriores das Nações Unidas para promover direitos sexuais radicais e aborto contra a vontade ou, por vezes, sem o conhecimento ou compreensão completa ou consentimento dos estados membros da ONU, não devem ser tolerados e têm que parar.

Essa manipulação do sistema das Nações Unidas por indivíduos e organizações promovendo sua própria agenda sexual e não a agenda coletiva e unificada de todos os estados membros da ONU deve cessar. Toda essa investida por direitos sexuais mina a instituição da família, que a Declaração Universal dos Direitos Humanos claramente declara ser "o núcleo natural e fundamental da sociedade" que é "intitulada à proteção pela sociedade e pelo Estado".

Apelamos aos Estados-Membros das Nações Unidas, agências da ONU, ONGs e todas as entidades dentro do sistema das Nações Unidas a respeitar os direitos, valores culturais e religiosos de todos os Estados Membros da ONU em seu trabalho nas Nações Unidas e cessar a promoção do aborto e dos direitos sexuais através das Nações Unidas.

Obrigada.

Tradução: Júlio Lins

UMA CANDIDATA CHAMADA “VANDA”. OU: DILMA ACABA COM O MONOTEÍSMO NA IGREJA CATÓLICA!

BLOG REINALDO AZEVEDO
quinta-feira, 22 de abril de 2010 | 5:55


Escrevi aqui outro dia que, Dilma Rousseff, quando pertencia a grupos clandestinos,  devia se encarregar de assuntos lítero-musicais, já que assegura não ter participado de nenhuma das ações armadas das três organizações terroristas que integrou: Colina, VAR-Palmares e VPR. Também deve ter lido a Bíblia com afinco naqueles tempos, daí  a insistência em acusar a oposição de “lobos em pede de cordeiro”. Na, vá lá, “entrevista” concedida ontem ao tal Datena, da Band, a pré-candidata petista mostrou o que sobrou de tanta reflexão religiosa… Já chego lá.
“Calma, Vanda!”

Antes, quero lembrar aqui um bate-papo descontraído que Carlos Minc andou mantendo com os descolados do Rio. Segundo o ex-ministro do Meio Ambiente, quando Dilma, à frente da Casa Civil, ficava muito brava e dava murros na mesa, ele conseguia apaziguá-la dizendo estas palavras mágicas: “Calma, Vanda, calma!!!”  Huuummm… “Vanda” é um dos nomes que Dilma teve na clandestinidade. O ex-ministro, diga-se, chegado a um verde, que hoje abraçaria troncos de árvore com emoção, já foi menos doce com pessoas. Será ele um lobo em pele de Minc (não resisti)?

No dia 31 de março de 1969, a Vanguarda Popular Revolucionária assaltou o banco Andrade Arnaud no Rio. Os terroristas mataram um inocente, o comerciante Manoel da Silva Dutra. Minc fez parte da operação. Dilma jura que não. Então fazia o quê? Estudava religião!!! É a conclusão a que cheguei vendo o trecho abaixo da entrevista a Datena. O trecho que interessa vai de 1min20s a 2min8s. Advirto: trata-se de uma cena forte. Reproduzo trecho da fala por escrito depois:




DATENA - Não sendo nem um pouco criativo, quando fizeram aquela pergunta pro Fernando Henrique, ele demorou três horas e meia para responder… A senhora acredita em Deus?

DILMA - 
Olha, eu acredito numa força superior que a gente pode chamar de Deus. Eu acredito e… E acredito, mais do que nessa força, se ocê (???) me permitir, acredito na força dessa deusa mulher que é Nossa Senhora.

DATENA -
 Nossa Senhora de Aparecida, Nossa Senhora de Fátima, Nossa Senhora de uma forma geral (!!!)…

DILMA -
 Todas essas múltiplas Nossas Senhoras (!!!) que existem por esse Brasil afora: Nossa Senhora das Dores, das Graças, Aparecida…

DATENA - 
Porque no fundo, no fundo, elas representam é…

DILMA -
 Nossa Senhora da Boa-Morte…

DATENA -
 No fundo, no fundo, Nossa Senhora representa a força que a mulher brasileira tem, né?

DILMA -
 Representa isso, eu acho, e representa uma coisa que todo mundo precisa: misericórdia. Ela representa muito isso. Proteção! Todo mundo precisa.

Comento


Começarei pelo aspecto mais, bem…, bizarro da resposta. Pode ser chato, mas nem a VPR teria mudado isto caso tivesse conseguido implantar a ditadura comunista e atéia no Brasil: as religiões monoteístas têm apenas um Deus. Assim, Nossa Senhora não é uma “deusa mulher” porque inexistem deuses e deusas no catolicismo — na verdade, no cristianismo. Só existe “Deus”, que se expressa nas três Pessoas da Trindade. O catolicismo reconhece a existência de santos — e Maria, a “Nossa Senhora”, está entre eles, recebendo denominações distintas de acordo com os locais de aparição ou com o tipo de culto que se faça à santa. Com alguma graça, poder-se-ia dizer que o Deus cristão é, sim, Três em Um, mas Nossa Senhora é Uma em Uma em suas várias manifestações.

O diálogo, como se estabelece num nível elevado, inclusive o teológico, permite que Datena indague em qual Nossa Senhora em particular ela acredita, incluindo uma nova: a “Nossa Senhora de Uma Forma Geral”. E a sapientíssima fala das “múltiplas Nossas Senhoras Brasil afora (sic). E quais são elas? A das Graças (França); a da Boa Morte (Portugal) e a Das Dores, que já era cultuada na Alemanha no século 13… Datena, que só perdeu em cultura religiosa para a entrevistada, arrematou: “No fundo, Nossa Senhora é a força da mulher brasileira”. Ô!!! Maria nasceu em Garanhuns!

Vamos agora ao comentário do petistíssimo apresentador sobre FHC. A pergunta a que ele se refere tem autor: Boris Casoy, seu colega de emissora, que ele não listou entre os jornalistas de valor da casa. O então candidato a prefeito de São Paulo não pagou o mico que paga Dilma, afetando uma crença que não tinha. Jamais chamaria Nossa Senhora de “deusa”. Disse que respeitava a religião dos brasileiros, mas não fingiu ser o que não era para ganhar votos.

Nossa Senhora? Então Dilma se declara “católica”. Lembro aqui duas afirmações que revelam essa intimidade com o catolicismo, extraídas de uma entrevista à revista Marie Claire:


- Abortar não é fácil para mulher alguma. Duvido que alguém se sinta confortável em fazer um aborto. Agora, isso não pode ser justificativa para que não haja a legalização.

- Fui batizada na Igreja Católica, mas não pratico. Mas, olha, balançou o avião, a gente faz uma rezinha”.

Dilma é a católica que chama Nossa Senhora de “deusa”, que defende a legalização do aborto e que reza quando balança o avião. Daí seu Deus ser aquela tal “força superior”  — ela pode estar confundindo com Lula…— na qual credita.  Mas acredita mais ainda na “Deusa mulher”…

A Dilma que dá murro na mesa é mais autêntica, creio. Forçar esse figurino descontraído, “humano”, vai funcionar (ver post abaixo)? Não sei. Talvez os marqueteiros devessem deixar a candidata um pouco mais à vontade. Minc poderia acompanhá-la Brasil afora. Ao menor sinal de perda de controle, ele diria: “Calma, Vanda, Calma!!!

EUA: Pentágono diz que Guarda Revolucionária do Irã está na Venezuela

UOL

22/04/2010 - 14h52

A força militar de elite iraniana, a Guarda Revolucionária, está presente na Venezuela e isso representa um risco de contato com forças americanas, segundo um relatório do Pentágono enviado ao Congresso, ao qual a AFP teve acesso.


"A Guarda Revolucionária Islâmica tem capacidade operacional no mundo todo. Está bem assentada no Oriente Médio e na África do Norte, e recentemente aumentou sua presença na América Latina, particularmente na Venezuela", explica o relatório datado de abril deste ano.

"Se os Estados Unidos aumentarem seu envolvimento nessas regiões, o contato com a Guarda Revolucionária, diretamente ou através dos grupos extremistas que esta apoia, será mais frequente", por consequência, adverte.

Este texto corresponde à parte não confidencial de um relatório completo sobre a estratégia militar do Irã que o Pentágono de enviar, por lei, a cada ano ao Congresso.

O Irã tem a ambição de se tornar "potência regional" nos níveis militar e diplomático, mas também de ampliar sua presença em escala mundial, adverte o documento.

O relatório atribui a essas forças de elite, diretamente comandadas pelo líder supremo iraniano, Ali Khamenei, a responsabilidade pelo ataque de 1994 a um centro comunitário judaico em Buenos Aires.

O secretário de Defesa americano, Robert Gates, acusou há um ano o Irã de "atividades subversivas" na América Latina, com a secretária de Estado, Hillary Clinton, também se expressando em termos parecidos sobre o assunto.

No entanto, durante uma viagem realizada na semana passada na Colômbia e no Peru, Gates negou que a Venezuela represente "atualmente um desafio ou uma ameaça militar" para Washington.

A congressista republicana Ileana Ros-Lehtinen pediu nesta quinta-feira ao governo de Barack Obama mais atenção ante o "crescimento do Irã e a influência que esse país tem não apenas na Venezuela, o que é bem conhecido, mas em todas as demais nações da América Latina".

O governo venezuelano rejeitou as acusações e assegurou que sua aliança com o Irã é meramente estratégica e econômica, ante o que chamou de agressividade americana.

A DECLARAÇÃO-BOMBA DE DILMA: "EU AMO O MEU PAÍS!

BLOG REINALDO AZEVEDO
quinta-feira, 22 de abril de 2010 | 5:51

No texto que escrevi ontem sobre a entrevista de Dilma a Datena, informei que o apresentador lhe pediu uma revelação inédita, algo que ela não houvesse dito ainda a ninguém e que gostaria de dizer ali. Vai do comecinho do vídeo até 1min40s:





Transcrevo para a história:

DILMA - Olhe, eu queria dizer uma coisa assim… Eu acho que pra mim, tá?, esses anos que passei lá em Brasília, no governo federal, foi (sic) um momento especial na minha vida, Porque eu sou de uma geração que sempre quis transformar o Brasil, sempre queria um, um… país mais justo. E, aí, o que é que acontece? Acontece que a gente… Muita gente ficou pra trás. E, muitas vezes, né?, cê ficava pensando: “Mas será que, nessa etapa da minha vida, já pro…, já pra segunda metade, né?, eu vou ter essa oportunidade?” E eu quero te dizer o seguinte: eu me sinto muito feliz de ter chegado até aqui. Já sou muito grata por ter chegado até aqui. E, é…, uma coisa que fica muito dentro de mim, né?… Se ocê me perguntasse: “MAS O QUE É QUE OCÊ QUER DIZER MESMO COM ISSO? Eu quero dizer o seguinte: “Eu amo o meu país”. E, já ter chegado aqui, para mim, foi uma grande conquista.

DATENA 
- Isso não quer dizer que já é o suficiente, né?

DILMA -
 Não! Porque a gente, qualquer um de nós, quem tá me escutando sabe disso, homens e mulheres, uma das melhores coisas da gente é que a gente não desiste nunca, né? Nós não desistimos. Como dizia a mãe do presidente pra ele: “Teime, Teime Lula”. É isso que eu digo pra mim mesma: “Dilma, teime”.

Comento


O que é isso? Efeito da marquetagem. É a equipe de campanha dizendo à candidata que ela tem de se mostrar mais humana, fazer um discurso menos tecnocrático, ser menos rígida, mostrar-se uma pessoa amorável, cordata, doce, próxima… Tudo aquilo que ela não é.

Por isso acabou estrelando esse momento patético, em que fica tentando arrancar palavras do vazio para provar a sua ternura, forçando um certo suspense emocionado que termina na frase estupenda: “EU AMO O MEU PAÍS”. Mais: sua resposta dá a entender que já chegou longe demais…

O alinhamento de Datena com Lula, o PT e Dilma é conhecido. Atuou, durante a entrevista, como um advogado entusiasmado do governismo e tradutor do que ela dizia. Mas o esforço, parece, não foi bem-sucedido. Queria algo que, afinal, fosse notícia nos sites e nos jornais. Aos cinco minutos (desse trecho), cobra:


DATENA 
- Me dá uma notícia que vai sair no jornal amanhã. A senhora não me deu nenhuma até agora.

E Dilma respondeu com aquela descontração natural:


“A minha manchete é a seguinte: eu achei a entrevista com você o máximo!”

Dizer o quê. O petistíssimo apresentador, certamente sem querer, encerrou o programa com uma pergunta-emblema, aos 5min29s:


DATENA 
- Olha, é… Temos um minuto e quarenta, o que a gente poderia fazer? Dançar, eu não sei dançar; cantar um tango, eu não sei cantar. Eu acho que nós (sic) já esgotamos tudo que tinha de falar…

DILMA 
- Eu sabia cantar, mas a minha voz tá ruim também…

DATENA -
 Experimenta um pouquinho…

DILMA
 - Não, não… El día que me quieras…

Pode não saber cantar. Mas, se não mudar a toada, tem tudo para dançar. Nem sempre haverá alguém ao lado com o talento de Datena…

Reunião Bilderberg de 3 a 6 de Junho na Espanha

A NOVA ORDEM MUNDIAL

WEDNESDAY, 21 APRIL 2010


Já se sabe onde e quando serão os encontros dos blocos globalistas Clube de Bilderberg e Comissão Trilateral neste ano.



O Clube de Bilderberg irá realizar seu encontro anual nos dias 3 a 6 de Junho na Espanha, em Sitges, um pequeno e exclusivo resort nas proximidades de Barcelona, protegidos por uma muralha de guardas armados que vedarão o resort na inútil tentativa de manter o evento em segredo.

O encontro do Clube de Bilderberg seguirá, assim, o padrão de seu grupo irmão, a Comissão Trilateral, que irá se reunir no Four Season Resort, em Dublin, Irlanda, nos dias 6 a 10 de maio. Líderes do Clube Bilderberg também estarão presentes no encontro dos “trilateralistas”, para elaborar suas agendas comuns.

A expectativa dos integrantes do Clube de Bilderberg é de que a recessão econômica global se estenda por pelo menos um ano, de acordo com um consultor financeiro internacional que trabalha junto a vários integrantes do bloco globalista. Dentre muitas outras razões, está a intenção do grupo de criar um “departamento do tesouro” global, submetido à autoridade da ONU, já proposto no encontro anterior, que foi na Grécia, mas impedido pelos nacionalistas da Europa e dos EUA. Os “nacionalistas” (uma palavra torpe e odiosa para o Clube Bilderberg), negaram-se a entregar a soberania de seus países à ONU.

No dia 29 de março, durante um pronunciamento na Universidade de Columbia, um notório reduto do esquerdismo, nos EUA, o presidente daFrança Nicolas Sarkozy afirmou que “nós devemos inventar uma nova ordem monetária global”, segundo apontou fonte da AFP (American Free Press).

Ele se referia claramente ao recentemente proposto “departamento do tesouro” mundial.

O objetivo máximo do Clube de Bilderberg continua o mesmo: tornar a ONU um governo mundial com as “nações-estado” reduzidas a meras referências geográficas. A União Européia se tornaria uma única entidade política, seguida pela “União Americana” e, finalmente, a “União Pacífico-Asiática”. Na “União Americana” estaria incluso todo o hemisfério ocidental, com Cuba e outras ilhas.

Assim como ocorre União Européia, a “União Americana” teria legislação própria, comissão executiva e chefe de estado que pode impor leis às nações membros. Teria também uma moeda comum similar ao Euro, apagando qualquer símbolo de soberania dos estados membros. A “União Pacífico-Asiática”, ou “APU” (sigla em inglês) seguiria um caminho similar.

Mas o crescente conhecimento público da maldosa agenda do Bilderberg Club e dos “trilateralistas” emergiu como uma significante barreira. Por décadas, até 1975, quando “The Spotlight” surgiu, o blecaute era 100 por cento completo no mundo todo.

Hoje, na Europa, os grandes jornais das metrópoles e redes de tevê abordam as ações desses grupos intensamente, com manchetes nas páginas principais. Nos EUA, jornais independentes e rádios cobrem amplamente a ações do Bilderberg Club.
Já os grandes jornais do EUA se calam, mantendo um completo blecaute. Isto porque seus executivos prometem a esses grupos manter seus encontros em segredo enquanto estiverem vivos.

Mas assim que o conhecimento do público cresce, também cresce a resistência patriótica. Há forte resistência em toda a Europa quanto ao crescimento dos poderes da União Européia às custas das soberanias nacionais. Nos EUA, há resistência contra o Tratado Norte-Americano de Livre Comércio (NAFTA), que pretende eliminar as fronteiras entre os Estados Unidos, o México e o Canadá. O plano do Clube de Bilderberg e da Comissão Trilateral é fazer o NAFTA se expandir, alcançando todo o hemisfério, e evoluindo em seguida para a “União Americana”.

Nos anos 90, o Clube de Bilderberg estava confiante que a “União Americana” estaria estabelecida no ano 2000. Uma década depois, eles continuam lutando – e perdendo – a batalha.
James P. Tucker Jr. é um jornalista veterano que desde 1975 é amplamente reconhecido por saber em detalhes os fatos e as intrigas de blocos globalistas como o Clube de Bilderberg.

Fontes:

A chamada de Tiradentes em Roberto Marinho

ALERTA TOTAL

Quarta-feira, 21 de abril de 2010

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net

Por Jorge Serrão


Vou-me embora pra Pasárgada
Lá sou amigo do rei
Lá tenho a mulher que eu quero
Na cama que escolherei

(...)

E quando eu estiver mais triste
Mas triste de não ter jeito
Quando de noite me der
Vontade de me matar
— Lá sou amigo do rei —
Terei a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada.

(Famoso poema de Manuel Bandeira, no livro "Bandeira a Vida Inteira", Editora Alumbramento – Rio de Janeiro, 1986, pág. 90).

Por aqui, corre risco de enforcamento moral quem não for amigo do Rei $talinácio – aquele que promove a derrama dos impostos, dos juros altos, mas continua popular porque libera crédito e bolsa família para o povão consumir até nos bordéis de Pasárgada.

Mas não vamos lembrar disso, e fazer que nem nosso Rei. Tomemos todas para esquecer. Porque hoje é feriado. Dia de fazer nada em Pasárgada. Graças aos burocratas que criaram o Dia de Tiradentes. A gente pode enforcar o trabalho porque o coitado morreu enforcado por ter assumido que participou de uma revolução, em 1789, para tentar implantar uma República no Brasil.

Os principais planos dos inconfidentes das Minas Gerais eram: estabelecer um governo republicano independente de Portugal. Criariam manufaturas no País. Implantariam uma universidade em Vila Rica. A Capital Republicana, por ironia, seria em São João “del-Rei”. O primeiro presidente seria Tomás Antônio Gonzaga. Depois dele, ocorreriam eleições.

Azar dos inconfidentes foi que, já naquela época, já tinha gente com nome sujo no Serasa. Em 15 de março de 1789, entes que virasse revolução, a revolta mineira foi delatada aos portugueses por três oportunistas: coronel Joaquim Silvério dos Reis, tenente-coronel Basílio de Brito Malheiro do Lago e o luso-açoriano Inácio Correia de Pamplona. Os três foram dedos-duros em troca do perdão de suas dívidas com a Real Fazenda Portuguesa.

Por ironia, o que motivou a revolta mineira foi sentimento de ira gerado, anos atrás, com a decretação da derrama. Foi uma medida administrativa que permitia a cobrança forçada de impostos atrasados, mesmo que preciso fosse confiscar todo o dinheiro e bens do devedor. O engraçado é que a derrama vigora até hoje sob o império de Sarney e seus sucessores naturais Itamar, FHC e $talinácio.

Vida que segue, pior que o enforcamento, cem anos depois, a história mal contada do Brasil cometeria uma maldade ainda maior contra a memória de Joaquim José da Silva Xavier. Os bravos militares positivistas tiveram a ilusão de que implantaram uma República, em 15 de novembro de 1889. E ainda usaram o famoso alferes como instrumento de propaganda. Alguém acha que temos República aqui em Pasárgada? Temos não, sô!

Conceitualmente, República é a organização política de um Estado para servir à coisa pública e ao interesse comum. Em uma República de verdade, o conceito mais importante e vital é a supremacia do bem comum sobre os interesses particulares. Na República, é preciso conhecer e praticar direitos e deveres. Ou seja, na República se pratica a Democracia – a segurança do direito, através do exercício da razão pública.

Por causa disso, o bicho pegou ontem lá no céu. Uns arapongas que fazem escuta ilegal de conversas no outro mundo deixaram vazar agora cedinho que ontem Tiradentes teve um papo muito sério com o doutor Roberto Marinho, lá no além. Completamente PT da vida, Tiradentes reclamou com o imortal jornalista:

Tá vendo, Roberto, o que dá fazer negócio com o PT? A patrulha ideológica deles até tirou do ar seu comercial de 45 anos da Rede Globo? E você tá aqui no céu de Pasárgada, junto comigo, sem poder fazer nada para defender a liberdade de pensamento e expressão? De que adiantou, Roberto, você ter sido amigo do Rei?

Segundo os arapongas, Roberto Marinho teria respondido com o silêncio e ares de arrependimento. E deve ter ficado muito chateado com Roberto, João e José, seus filhos, que aceitaram a censura imposta pela petralhada ao simples jingle global, que deve ter dado um trabalhão de edição. Confira o vídeo. Veja se o pessoal da Globo não merece um enforcamento simbólico por se sujeitar às imposições dos patrulhadores ideológicos do El Rey de Pasargada. 

Mas para deixar Tiradentes ainda mais revoltado, só a entrevista amestrada concedida pelo $talinácio aos Diários Associados. O cara dedurou que foi procurado pelo PSDB há algum tempo para tratar do mandato presidencial. A proposta era unir PT e PSDB em torno da ampliação do período de quatro para cinco anos e incluir no pacote o fim da reeleição.

"Eu disse ao interlocutor que não queria mais o fim da reeleição, não quero mais o fim da reeleição". Lula alegou que mudou a sua opinião porque percebeu que "para se fazer uma obra estruturante nesse País, o sujeito até fazer o projeto básico, executivo, conseguir a licença ambiental e vencer o Poder Judiciário, já terminou o mandato".

Com um papo desses, $talinácio não é sério candidato a receber o troféu Joaquim Silvério dos Reis?

Leia também o artigo de Arlindo Montenegro: É preciso resistir à Propaganda Oficial 

Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog e podcast Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.
© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 21 de Abril de 2010.

Nova ferramenta do Google aponta Brasil como líder no pedido de censura de conteúdo

UOL

20/04/2010 - 15h29

Da Redação
  • Reprodução
*Atualizado às 17h20
O Brasil lidera o ranking de solicitações para censura em produtos e serviços oferecidos pelo Google, de acordo com dados divulgados pela empresa nesta terça (20). O país emitiu, no período de julho a dezembro de 2009, 3.663 pedidos de envio de dados de usuários e outros 291 para remoção de conteúdo. Entretanto, dados da China – conhecida por censurar conteúdo – não foram informados pois não podem ser divulgados pela empresa.
As informações têm como base uma ferramenta do próprio Google, lançada nesta terça, que informa quais foram os pedidos feitos por governos estrangeiros para obtenção de dados de usuários ou remoção de conteúdo dos serviços e produtos da empresa. O lançamento do Government Requests Tool ocorre logo após a polêmica do fim da censura a buscas no serviço chinês e o pedido para que as configurações de privacidade fossem reforçadas, feito em carta aberta assinada por dez países na última segunda-feira.

UOL Tecnologia entrou em contato com o Google Brasil, para saber por que o país aparece na liderança desse ranking. Por meio da assessoria de imprensa, a subsidiária afirmou ainda não ter um porta-voz que possa dar um posicionamento sobre o assunto.

Segundo a empresa, os números retratados no mapa referem-se a informações que envolvem difamação, crimes de ódio e falsidade ideológica. A pornografia infantil não está retratada nessa ferramenta, de acordo com a companhia, porque o Google remove esse conteúdo imediatamente, assim que identificado, sem a necessidade de notificação.

Cerca de 82% das solicitações brasileiras estavam de acordo total ou parcialmente com a política do Google para esses casos. O Google mostra ainda para quais serviços da empresa foram feitas as solicitações: o Orkut está na frente de todos eles, com 119 pedidos diretos e outros 99 a partir de ordens judiciais. Em seguida está o YouTube (1 pedido direto e 32 por ordens judiciais) e o Blogger, com 21 pedidos via ordens judiciais.

Censura crescente na web

Ao mesmo tempo que lança a ferramenta, o Google faz um alerta sobre o crescimento da censura na web nos últimos tempos. No comunicado oficial, a empresa ressalta que mesmo diante da garantia de liberdade de expressão, existente no artigo 19 da Declaração Universal dos Direitos Humanos e que se aplica também à internet, “a censura na web por governos cresce rapidamente: do bloqueio imediato e filtragem de sites a ordens judiciais que limitam o acesso à informação, além da legislação que obriga as empresas a praticar auto-censura de conteúdo”.

Ainda assim, o Google faz uma ressalva, na página de perguntas e respostas do 
Government Requests Tool, de que os números apresentados não são 100% completos e precisos. Não foram incluídas estatísticas de países com menos de 30 notificações ou de pedidos feitos via formulário web nos serviços da empresa.

Do Caos e da Desordem Congênitas

CONSIDERAÇÕES SOBRE A VIDA VIVIDA OU DESCONSIDERAÇÕES SOBRE A VIDA ESCRITA

SEXTA-FEIRA, ABRIL 09, 2010

Como é possível notar, ao passar dos olhos por qualquer televisão, jornal ou semanal, o Rio de Janeiro sofreu nesta última terça-feira a maior tempestade registrada da história. Sem fazer melodrama, a coisa foi feia. Uma das cidades do estado que mais sofreu com as águas torrenciais foi Niterói, cidade deste que vos escreve. E como estou imerso no centro do problema, o que mais ouço são as pessoas tecendo seus belos aforismos diretamente advindos da sabedoria popular. Mas existe uma diferença entre o sujeito que trabalha em meu prédio como porteiro e o que se costuma chamar de "autoridades". Espera-se que essas autoridades sejam, em suma, pessoas um pouco mais capazes. Mas não é o caso; hoje representam o povo, as pessoas do povo. A mediocridade da horizontalidade verticalizou-se.
Para um breve comentário sobre as conseqüências do ocorrido vou-me recorrer de um enxerto noticioso. No site d'O Globo em recente matéria escrita, publicada ontem, podemos ler o último parágrafo:
Bombeiros continuam trabalhando no Morro do Bumba, em busca de vítimas soterradas. Em outra frente, a titular da Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente de Niterói, Juliana Evrigue, abriu inquérito para investigar se o deslizamento no local foi causado por forças da natureza ou falha humana. Ainda esta semana, ela tomará depoimentos de moradores e funcionários da prefeitura.[i]

E por hora faremos uma pausa, pois alguns esclarecimentos devo tecer.

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Todas as sociedades existentes possuem discursos auto-justificadores. Isso significa que as próprias pessoas envolvidas, e que constituem-se, na sociedade procuram de uma forma ou de outra uma ordem interna. Essa ordem interna é o discurso auto-justificador, há de existir um motivo pelo qual existimos, existimos em conjunto, e esse conjunto ser necessário. O discurso auto-justificador nada mais é que a história que cada um conta para si sobre a razão última da existência da própria existência que possuem, e esses discursos auto-justificadores costumam ser compartilhados entre muitos da sociedade.

Podemos constatar, e basta olhar ao redor, que uma sociedade viva é caracterizada, constitutivamente, pela interação das consciências ativas em dado momento e em dado espaço do espaço-tempo, ou se preferirem: da realidade mesma. Na sociedade humana, se constituindo dessa maneira, os discursos auto-justificadores tendem a alguma ordem. Ordem aqui uso de uma maneira que ao leitor parecerá enigmática. Por conta disto reduzirei por um momento este símbolo a um conceito, que por hora esmagará toda a carga significativa do símbolo, mas nos valerá para compreendermos o ponto em questão.

Tomemos ordem no sentido de paz. E basta ressaltar que paz não é mera tranqüilidade, tampouco calma. Paz é um estado de completude, ou seja, que nada mais falta. Ganhamos nosso símbolo de paz com nossas mães - queridas elas! Assim enquanto somos seres completamente indefesos temos a garantia materna do suprimento de alimentos, da infatigável limpeza das imundices fabricadas, do calor aconchegante no colo feminino, etc. Enquanto crianças, com mães atenciosas e carinhosas, estamos quase no estado de completude. Nada nos falta, pois muito pouco necessitamos. Cabendo ressaltar que ela nos dá tudo isso sem que mereçamos, a paz vem de graça! Crescemos e, então, já começamos a ter problemas; aos poucos nossas mães tornam-se incapazes de suprir-nos as necessidades. Cria-se, portanto, uma tensão. A tensão ocorre entre a completude do símbolo de paz, nos dado pela atenção materna, e nossas necessidades que escapam a qualquer possibilidade de supressão por qualquer outro ser humano.

Nossa vida começa com a ordem, ganhamos o símbolo de paz, e parte progressivamente para a desordem... ou não. Primeiro vamos com a desordem, voltaremos à ordem em pouco tempo.

A unidade social garantidora dos símbolos de ordem e paz é necessariamente a família. Quando temos famílias em número suficiente organizadas de uma determinada maneira, aqueles sujeitos que, por casos dos acasos, não é agraciado com a sorte de nascer em uma família típica, pode ganhar os símbolos posteriormente do meio social. Nesses casos a bondade é fruto da interação social. Se a unidade social garantidora dos símbolos se esfacela, então a bondade é fruto da intimidade do lar. Só terá alguma noção do que é realmente a paz e a ordem aqueles que, por um acaso dos casos, o conseguirem a partir da sorte de nascerem numa família unida aos moldes da normalidade humana. Parênteses! Normalidade pode ser tomado em vários sentidos, a norma pode ser da sociedade atual; a prática usual em dado meio é uma normalidade, pois vem da norma. Mas, agradeçamos aos legados culturais!, podemos conhecer como foram as naturezas dos núcleos familiares ao longo da nossa história, e por isso, em nível macro podemos traçar uma normalidade familiar. Eis que a unidade familiar, na história da humanidade, pelo menos na parte ocidental do nosso planeta, sempre foi uma constante; constante esta que conseguimos no Século XX destruir. Hoje a unidade familiar está em frangalhos, para isso foi necessário o ataque incessante, constante e vigoroso das forças corruptoras dos símbolos de paz e ordem: os revolucionários.

Os maiores garantidores sociais da ordem e da paz são os mitos fundadores. Cada grande sociedade possui seus mitos fundantes. Muitos consideram que os mitos são meras histórias fantásticas, a estes meu texto de nada serve e recomendo ir ler Foucault e Bourdieu. Mas os mitos fundantes só possuem validade real se as sociedades fundadas nesses mitos crêem neles. Aqui não há melhor ou pior, ou se crê num mito ou não. Crença é aquilo que se toma como certo, digamos, grosseiramente, que é o conjunto de premissas das quais se dão as experiências reais das pessoas em dado tempo e momento do espaço-tempo, ou se preferirem: a realidade. Voltemos aos mitos; mitos simbólicos são, como qualquer símbolo, um compactado de experiências. [Para resumir a coisa inteira digamos que eu convide o leitor a entrar rapidamente em meu apartamento enquanto eu colho alguns itens de que eu preciso. Essa visita não toma mais que uns minutos e enquanto vagueia o pensamento e a atenção na minha sala de estar retém um conjunto de experiências. Saímos do meu apartamento, então, e vamos embora. No dia seguinte, sicrano te questiona sobre como é meu apartamento. O leitor entrará em contato com um símbolo de experiências, um compactado simbólico, e dele vai extrair, ou descompactar, alguns itens, que vão sufocar o símbolo, a própria experiência retida, e transforma-lo em idéias e conceitos. Digamos, pois, que você diga a sicrano: é uma apartamento modernoso, limpo e agradável. Percebe-se, de cara, que o conjunto compactado de experiências, ou o símbolo, se transforma numa enumeração de conceitos-idéias que são figuras de linguagens, pois não precisam e exemplificam nada, a não ser o item, ou os itens, que o sujeito conseguiu retirar de sua fusão de experiências, ou melhor dizendo, de sua confusão. Isso é o que o leitor pode rememorar como um compactado simbólico se desfazendo sob a pressão das transformações em idéias e conceitos.]

Os mitos fundantes possuem/são um compactado de experiências de virtudes ou elevação moral, estética e ética. Elas dão ao indivíduo o contato com as experiências limites, o toque com o transcendente. Quando experienciados como inclinação real, no real, fundamentam a existência daquela sociedade em níveis profundos. Eles são o caminho pelo qual os seres individuais conseguem a ter com os exemplos mais virtuosos que podem existir.

Quando falamos de Jesus como um personagem mítico, estamos falando parcialmente no certo e parcialmente errado. Jesus é um personagem mítico enquanto é o condensado, por excelência, de experiências divinas, o símbolo supremo. Erramos quando o colocamos no mesmo nível dos outros personagens míticos, pois enquanto os outros personagens míticos são símbolos expressos por culturas, Jesus foi uma pessoa de carne e osso, assim como eu e você, mas que era ao mesmo tempo o Logos Divinoencarnado. Enquanto Jesus manifesta-se como personagem histórico concreto, os outros personagens míticos ficam apenas no nível simbólico noético, seja: do espírito (nôus).

Uma coisa é certa, nenhuma sociedade consegue viver sem mitos fundantes, ou auto-justificadores.

Com alguma dose de confiança de que o leitor entenderá ou se esforçará para entender, posso agora dizer que todas as sociedades ocidentais que já existiram, desde o início dos tempos até os séculos XV e XVI, eram fundamentadas por mitos que agiam como forças ativas na substancialidade da sociedade. Tivemos um período que vai do ano 40 de nosso calendário cristão até o décimo quinto e sexto milênios [para frisar: mil e quinhentos anos] em que as sociedades tinham como certo o mito fundador cristão. Cristo, o cristianismo, as sucessões apostólicas, os santos, etc., eram parte integrante de uma cosmovisão ordenadora que não aconteceu porque foi criada ou imaginada, mas seguiu um fato concreto testemunhado. Uma revelação ordenadora; aqui a ordem ganha um novo sentido: a) ordem como tipo de arranjo e b) ordem como mandamento. Os mitos sempre vinham de tempos imemoriais, agora existia um fato histórico real.

E aqui tendemos a chegar ao ponto desejado para voltar à matéria d'O Globo. Naquela época existiam caos e desordens? Existiam tragédias, guerras e conflitos? Existiam dúvidas, apreensões e ansiedades? Sim! Sempre existiu, e sempre existirá. Naquela época um temporal ou uma estiagem que acabavam por destruir tudo o que se tinha o que comer aconteciam? Certamente. E como eles ordenadamente auto-justificavam essas tragédias? Vamos tomar um clichê caxias para exemplificar: suponhamos que eles explicavam uma tragédia como "a vontade de Deus". É com muita facilidade que um de nossos modernosos contemporâneos chama a esses sujeitos de ignorantes. Mas no final a sociedade permanecia, o substrato social permanecia coerente, coeso e aberto à paz e à ordem. Voltemos ao curso natural do texto, abandonado mais acima para essa ligeira explanação.

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É sabido que atualmente há uma guerra declarada ao pilar tripartite da nossa civilização: 1) a filosofia grega, 2) o direito romano, 3) o judaico-cristianismo. Em todos os cantos de todos os países há uma guerra cultural acontecendo. O Século XX foi o mais sangrento da história, morreram mais pessoas em um século que as pessoas todas que tinham morrido antes por conta das mesmas atividades em toda a história do mundo. E morreram muito mais por conta dos movimentos movidos pelas ideologias de massas. Enfim, o que acontece é que nesses últimos três séculos da nossa história houve um ataque de tal maneira aos fundamentos da civilização que eles simplesmente deixaram de ser crenças, rompeu-se definitivamente com o passado.

Instaurou-se um mandato autoritário do modelo de cosmovisão cientificista da Razão iluminista. O único problema é que seus mitos fundantes, e existem!, não correspondem inteiramente à realidade em que nela aqueles se instalaram. A cosmovisão iluminista é deformativa e esquizofrênica por composição genética. Nessa época, a tal época da Razão, ouve tantos ocultistas como nunca. A charlatanice era regra. E a mediocridade padrão.

Como disse acima, um mito é um compactado simbólico de experiências. Desse compactado a Razão iluminista conseguiu descompactar apenas um pedacinho minúsculo. Aliás, melhor dizendo, a Razão como símbolo da razão real que é a faculdade de unir e separar (do latim: ratio) conseguiu desaparecer com o conceito de substância, ou seja, aquilo que subsiste como força garantidora da(s) unidade(s). Separando cada pedacinho matematizável da experiência real, esqueceu-se completamente da força que garante a matéria quantificável. Esqueceu-se também de que as medidas das separações da experiência real foi ele mesmo quem criou. E seguindo à risca a evolução das deturpações ontológicas da "Razão" iluminista temos uma descida brutal na ordem cosmológica, vejamos um enxerto de Voegelin:
A era da razão recebeu seu nome, não porque fosse particularmente razoável, mas porque os pensadores do século 18 acreditavam ter encontrado na Razão, com R maiúsculo, o sucedâneo da ordem divina. A construção era instável, porque a razão humana, no sentido imanentista, isto é, a razão sem participação na ratio aeterna, é desprovida de substância ordenante. Podia-se falar sobre razão e proclamar que certas verdades eram auto-evidentes, desde que os conteúdos da ordem ainda encontrassem aceitação social pela força da tradição; mas a questão da validade não podia ser adiada para sempre. No curso das tentativas de encontrar uma base mais sólida para o novo credo imanentista, a razão que havia sido esvaziada de substância foi dotada com o significado de uma racionalidade no sentido pragmático de coordenação adequada de meios e fins. A redução do significado da razão, no entanto, apenas tornou mais dolorosamente claro o vácuo criado pela abolição do supremo bem como fonte de ordem racional. Onde deveria a cadeia infinita dos meios e fins em ação encontrar seu ancoradouro, se o logos da ordem desaparecera? O utilitarismo parecia ter encontrado uma resposta no auto-interesse do homem, que cuidaria que suas ações não lhe fossem prejudiciais, mas úteis. Mas a concepção de ordem pelo maior bem do maior número, ou pelo equilíbrio do auto-interesse esclarecido, ou pelo equilíbrio mais específico alcançado com a busca do lucro econômico, revelou-se destoante frente à desordem e ao sofrimento humano produzidos concretamente nas sociedades que viveram os primórdios da Revolução Industrial. Como o amor a Deus era tabu, Comte inventou o amor autônomo ao homem, e cunhou para este sentimento recém-descoberto o termo altruísmo. O auto-interesse do homem, que agora adquiria a conotação de egoísmo, poderia ser complementado pelo novo altruísmo como uma força estabilizadora da ordem no utilitarismo de um John Stuart Mill. A tentativa de substituir a razão pelo útil foi seguida por outras etapas de descensão ontológica – como, por exemplo, pelo descenso às forças tecnológicas da produção, em Marx; à estrutura racial dos grupos humanos, em Gobineau e seus seguidores; e, finalmente, aos impulsos biológicos, na psicologia do inconsciente. Assim, a substância da ordem desceu, na escala ontológica, a partir de Deus, resvalando hierarquia abaixo pela razão, a inteligência pragmática, a utilidade, as forças de produção e determinantes raciais, até chegar aos impulsos biológicos.[ii]

Como foi magistralmente sintetizado por Voegelin a descida ontológica na cosmologia tradicional trouxe uma desagregação social. Essa desagregação se dá pelas incontáveis ordens substitutivas que tentaram encontrar para a clássica ordem daratio aeterna, ou o Sumo Bem. Isso quer dizer que parcialmente corretos em suas análises os novos "pensadores" costumam tentar explicar tudo pelo ponto de vista reduzido de sua área deinteresse. Assim para Freud, por exemplo, tudo era explicável no comportamento humano pelos impulsos sexuais reprimidos, e disso pode-se, nos seus discípulos, criar toda uma metafísica torta da ordem humana.

Não entro no mérito da veracidade ou verdade de uma ou outra. Fato concreto inegável é que a ordenação pela ratio aeterna dá ao agregado humano nas sociedades uma substância, enquanto as outras, pela história que vemos, não conseguem dar ordem substantiva alguma. Disso decorre o senso de caos e desordem que está instaurado no mundo atualmente. As pessoas crêem que o mundo é um lugar caótico e desordenado. A isso tentam dar as mais estapafúrdias explicações. Então, voltemos ao enxerto d'O Globo com seu discurso auto-justificador:
Bombeiros continuam trabalhando no Morro do Bumba, em busca de vítimas soterradas. Em outra frente, a titular da Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente de Niterói, Juliana Evrigue, abriu inquérito para investigar se o deslizamento no local foi causado por forças da natureza ou falha humana. Ainda esta semana, ela tomará depoimentos de moradores e funcionários da prefeitura.[i]

Percebemos o quão distante está o entendimento atual da ordem das coisas. A procura incessante pelo controle das causas é uma busca descabida que só leva a mais sofrimentos e ansiedades. No plano social concreto buscam-se explicações entre causas das "forças da natureza" ou da "falha humana". Dois símbolos vazios.

O primeiro é ridículo em si mesmo, já que ninguém, e aqui é realmente ninguém, do nosso meio social político, acadêmico, social, consegue definir e saber o que é natureza. Ainda mais o que seja umas tais "forças da natureza", que na verdade, neste discurso, como figura de linguagem, querem dizer: ninguém é culpado, melhor, não podemos culpar ninguém. Esta é concretamente a pior das constatações, pois procuram-se culpados. Se não podemos culpar ninguém, e temos de recorrer à explicação das "forças da natureza", colocamos nossa justificativa em algo que ninguém sabe muito bem o que é.

O segundo símbolo: "falha humana", significa que buscam-se retroativamente culpados por coisas imprevisíveis que por acontecerem dão-nos a impressão de poderem ter sido previstas. Que causa humana poderia conceber que o Rio de Janeiro receberia a pior tempestade da história? Nenhuma. Se isso for realmente levado a sério desembocará na perfeita previsibilidade de todos os eventos possíveis que vão acontecer, resumindo, uma impossibilidade em si mesma.

De qualquer maneira os movimentos da sociedade em uma busca frenética de auto-justificação das ações e das ordens internas está num caminho em que é impossível, realmente impossível, a satisfação. Um ciclo violento e malévolo que só nos leva pelo caminho da angústia, da dor e do sofrimento, não porque a catástrofe tenha acontecido, mas porque estamos diante dela desamparados, e vãs são as vontades de querer cobrar políticos, cientistas, autoridades quaisquer, a responsabilidade pelos fatos acontecidos.

Hoje estamos tão incapazes de explicar os acontecimentos como sempre estivemos, mas antigamente a sociedade permanecia ordenada e unida, com a ordem substancial na ratio aeterna. A única diferença é que enquanto hoje tentamos nos adiantar e dominar a própria realidade para mero conforto interno antigamente a sociedade aceitava plenamente sua fraqueza constituinte e permanecia ordenada enquanto sociedade substancial. Querer prever causas materiais indefinidas e infinitas com boa dose de certeza, poder tomar as medidas cabíveis em tempo recorde, e evitar tais tipos de acontecimentos que sempre sobrevirão sobre nossas pobres vidas é o que deseja a sociedade como hoje está constituída: não é nunca difícil ressaltar a completa impossibilidade de ordem e paz em tal tipo de sociedade, deixo o aviso.

[ii] VOEGELIN, Eric. Necessary moral bases for communication in a democracy. In: Problems of
communication in a pluralistic society. (Papers delivered at a conference on Communication, the fourth in a series of Anniversary Celebrations, March 20, 21, 22 and 23, 1956). Milwaukee (Wis.): The Marquette University Press, 1956. pp. 53-68. Resumo: Antônio Raimundo dos Santos. Tradução e compilações: Francisco G. Heidemann. Comentário: Antônio Celso Mendes. in “CADERNO DE CIÊNCIAS SOCIAIS APLICADAS” Abril de 2002 PUC-PR.

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".