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sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

O aquecimento global é uma religião

Fonte: INSTITUTO LUDWIG VON MISES BRASIL
15/1/2010 por


"O objetivo de todas as políticas práticas é manter o populacho alarmado - e, portanto, clamando para ser liderado até a segurança - ameaçando-lhe com uma série infindável de bichos-papões, todos eles imaginários."

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O aquecimento global causado pelo homem é, para muitos, uma religião cujo deus a ser adorado é a Terra. A característica essencial de qualquer religião é que suas declarações devem todas ser aceitas por uma questão de fé, e não pela apresentação de provas concretas. Questionar tais declarações transforma qualquer um em pecador.


Ninguém nega que a temperatura da Terra se altera. Milhões de anos atrás, grande parte do nosso planeta estava coberta de gelo - em alguns lugares com camadas de mais de 1,5 km de espessura -, um período que alguns cientistas chamam de "Terra bola de neve". Como hoje a Terra não está mais coberta por essa camada de 1,5 km de gelo, então é seguro concluir que deve ter havido um pouco de aquecimento global. Eu não sei a causa desse aquecimento, mas seria capaz de apostar toda a minha riqueza que esse aquecimento não foi causado por usinas termelétricas a carvão, lâmpadas incandescentes e automóveis andando incessantemente pelas rodovias.


A mera ideia de que a humanidade tem o poder de causar significativas mudanças paramétricas na Terra representa o ápice da arrogância. Que tal algumas outras perguntas, já que a temperatura é apenas uma das características da Terra. Por exemplo, peguemos a órbita da Terra. Se todos nós, 6,5 bilhões de seres humanos que habitamos a Terra, começássemos ritmicamente a pular ao mesmo tempo e durante um longo período, você acha que conseguiríamos alterar a órbita ou a rotação da Terra? Seguindo o mesmo raciocínio, você acha que a humanidade seria capaz de conseguir alterar a direção e a periodicidade das marés? Existe alguma coisa que a humanidade possa fazer para provocar ou impedir um tsunami ou furacão?


Certamente você me diria, "Willians, é uma estupidez sugerir que a humanidade pode alterar a órbita ou a rotação da Terra, as marés, ou mesmo provocar ou impedir tsunamis ou furacões!". E você estaria certo, é claro. Da mesma maneira, é absurdo crer que as atividades da humanidade são capazes de provocar mudanças globalizadas na temperatura da Terra.


Todavia, existem muitos interesses em jogo, o que torna urgentemente necessário fazer as pessoas aceitarem e endossarem a religião do aquecimento global. Existe tanta coisa em jogo que alguns cientistas, utilizando gordas subvenções governamentais, estão fraudulentamente manipulando dados climáticos e praticando abertamente atividades criminosas, como revelado no recente escândalo que vem sendo apelidado de "Climate gate". Uma das mais perigosas características da religião do aquecimento global é o nível de intimidação feito sobre os hereges ou os aspirantes a hereges.


Alguns anos atrás, a Dra. Heidi Cullen, a climatologista do Weather Channel, exortou a Sociedade Meteorológica Americana a retirar seu selo de aprovação de qualquer meteorologista televisivo que expressasse ceticismo quanto às previsões sobre o aquecimento global antropogênico. Scott Pelley, correspondente do programa "60 minutes", da rede CBS, comparou os céticos do aquecimento global a "negadores do Holocausto". Já o ex-vice-presidente americano Al Gore chamou os céticos de "negadores do aquecimento global". Mas a coisa fica ainda pior. Em um de seus programas, a Dra. Cullen recebeu como convidado o colunista Dave Roberts, que, no dia 19 de setembro de 2006, em sua publicação online, disse que "Quando finalmente estivermos levando a sério o aquecimento global, quando estivermos sentindo todos os seus impactos e estivermos em uma luta em escala mundial para tentar minimizar os estragos, deveríamos implementar tribunais semelhantes aos de crimes de guerra para julgar esses canalhas - uma espécie de Nuremberg climático".


Como resultado, muitos climatologistas foram intimidados a ficar em silêncio. Isso significa que o público não está informado sobre os seguintes fatos contra-alarmistas: Durantes longos períodos de tempo, não se percebe absolutamente nenhuma relação direta entre os níveis de CO2 e a temperatura. Os seres humanos contribuem com aproximadamente 3,4% dos níveis anuais de CO2, ao passo que a natureza contribui com 96,6%. Houve um aumento estrondoso das formas de vida 550 milhões de anos atrás (no Período Cambriano), quando os níveis de CO2 eram 18 vezes maiores que os de hoje. Durante o Período Jurássico, quando os dinossauros perambulavam pela Terra, os níveis de CO2 eram até nove vezes maiores que os de hoje. Contrariamente à lavagem cerebral que os professores estão fazendo com as nossas crianças, o número de ursos polares aumentou dramaticamente: em 1950 havia aproximadamente 5.000; hoje, as estimativas mais altas chegam a 25.000, um número maior do que o ocorrido em qualquer período do século XX.


O comentarista político Henry Louis Mencken (1880-1956) alertou que "O objetivo de todas as políticas práticas é manter o populacho alarmado - e, portanto, clamando para ser liderado até a segurança - ameaçando-lhe com uma série infindável de bichos-papões, todos eles imaginários." Esse é o objetivo político dos aquecimentistas globais.

Será que Obama é uma fraude cristã?

Fonte: JULIO SEVERO
21 de janeiro de 2010


Kathleen Gilbert

WASHINGTON, D.C., EUA, 6 de janeiro de 2010 (
Notícias Pró-Família) — A ausência cada vez mais notória do envolvimento de Obama, sua esposa e filhas com uma igreja ou participação de eventos cristãos públicos está levando uma organização cristã a questionar o nível de devoção que o presidente Obama realmente sente para com a identidade religiosa que outrora fazia parte do apelo e imagem da sua campanha.

Depois de freqüentar regularmente uma igreja cristã durante a campanha presidencial de 2008, Obama não está indo à igreja regularmente desde que foi eleito presidente e ainda não procurou uma igreja para sua família. Obama, em seu feriado no Havaí por causa do Natal, não quis ir a nenhum culto com sua família. Já eleito, ele também não foi a nenhum culto de Natal em 2008.


Contudo, quando era candidato, Obama fez de sua fé cristã e envolvimento numa igreja cristã local uma parte principal de sua campanha — e acredita-se que essa imagem atraiu votos cruciais que, caso contrário, teriam se oposto às suas políticas esquerdistas. Vários pastores evangélicos, tais como Kirbyjon Caldwell, pastor de uma mega-igreja em Houston, ajudaram a reforçar o tema de discussão da campanha de que as políticas sociais de Obama estavam mais próximas das doutrinas cristãs do que seus críticos estavam afirmando.


Douglas Kmiec, professor de direito na Universidade de Pepperdine que recebeu muitas críticas dos círculos católicos por fazer propaganda em favor de Obama, havia argumentado que sua confiança no candidato pró-aborto era resultado de sua aparente fidelidade ao Cristianismo.


“Quando estava numa reunião de líderes religiosos em Chicago, Obama me disse que seu trabalho comunitário anos antes, ajudando os desalojados e os desempregados, o deixou vazio até que ele se ajoelhou diante da Cruz. Creio nele”, escreveu Kmiec num artigo na edição de janeiro de 2009 deCommonweal se defendendo de seus críticos. “Não dá para lançar bem uma política ou uma filosofia ou um relacionamento quando a fé está ausente; e eu não duvidei (e não duvido) da autenticidade da fidelidade de Obama à fé cristã”.


Desde sua eleição, os defensores dos interesses cristãos estão cada vez mais inquietos com a evidente falta de, e até mesmo descaso das, sensibilidades cristãs na Casa Branca. Alguns exemplos incluem:

* A pedido da Casa Branca, em abril a Universidade de Georgetown cobriu uma cruz branca e um símbolo do nome de Jesus que teriam aparecido sobre a cabeça de Obama num discurso dele.

* O presidente publicamente recusou celebrar o Dia Nacional de Oração na Casa Branca — mas hospedou uma grande festa animada para lançar o Mês do Orgulho Gay e Lésbico em junho, e reconheceu o mês islâmico sagrado de Ramadã na Casa Branca.

* Enquanto sem rodeios comentando que George Washington reconheceu o Dia de Ações de Graças celebrando “os muitos e notáveis favores do Deus Todo-poderoso”, a proclamação de Ações de Graças de Obama foi a primeira na história dos EUA a exortar a celebração do feriado sem realmente reconhecer a existência de Deus ou Divina Providência.

* Pela primeira vez em 43 anos, o governo de Obama proibiu a presença militar oficial num “Comício Deus e a Nação” em Nampa, Idaho.

* Numa árvore de Natal da Casa Branca, o presidente pediu que não se mostrasse nenhum ornamento cristão ou judaico. Mas, ironicamente, permitiu um ornamento que mostrava a imagem de Mao Tse Tung, ditador chinês e assassino de massas.

“A questão não é se um presidente tem de freqüentar uma igreja regularmente para ser um presidente eficiente. Eles não precisam”, comentou o Rev. Patrick J. Mahoney, diretor da Coalizão de Defesa Cristã, com sede em Washington. “A questão é de integridade e honestidade.


“Pintar-se como uma pessoa de profunda fé cristã e muito envolvido na vida de uma igreja local durante a campanha e então abandonar essa posição depois da eleição reduz a fé a um produto de conveniência e o Cristianismo a uma ferramenta política”.


Mahoney comentou que a Casa Branca admite que o presidente Obama e sua família não se estabeleceram numa igreja em Washington, D.C., pois eles querem evitar se tornar um “fator de perturbação numa igreja local”.


“Esse é um argumento complemente malicioso e enganoso”, disse Mahoney. “A maioria esmagadora das igrejas em Washington adoraria ter o presidente e sua família freqüentando sua igreja e os receberiam de braços abertos.


“Falando de modo claro, senhor presidente, se sua fé e envolvimento cristão numa igreja local significam tanto para você como você diz que significam, por favor, procure uma igreja local vibrante para você e sua família adorarem a Cristo”.

Traduzido por Julio Severo: www.juliosevero.com
Veja também este artigo original em inglês:
http://www.lifesitenews.com/ldn/2010/jan/10010601.html

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Pier Paolo Pasolini – um nome que tentam emergir do ostracismo

Fonte: GAYS DE DIREITA
QUINTA-FEIRA, 21 DE JANEIRO DE 2010

Se existe um comunista patético pelo qual ainda é feito algum esforço de emergir seu nome do ostracismo é Pier Paolo Pasolini, uma figura não respeitada nem mesmo dentro da cultura italiana e, pior, nem mesmo entre os comunistas daquele país. Ao que parece, o Brasil é a única cultura no mundo onde acadêmicos se dedicam a manter viva a sua memória, estudando com afinco suas obras, produzindo livros bibliográficos e escrevendo artigos para as páginas de jornal. Paralelamente, seus filmes são também comentados na internet e exibidos, com muito mal gosto, no canal Cult do Telecine.


Pedófilo da pior categoria, alternava suas atividades de escritor, poeta, critico político e pseudo-cineasta com relacionamentos mantidos com menores de idade que seduzia nas periferias de Roma. Pasolini iniciou sua carreira, como todo comunista italiano na época, criticando o regime fascista de Benito Mussolini, em especial, condenando a adoção do novo idioma italiano que colocou um fim nas diferenças entre os diversos dialetos falados em diversas regiões do país até aquela época. Influenciado por Freud e Marx, começou a carreira como poeta e não demorou a se tornar romancista, sempre recheando suas obras com elementos de incesto e pedofilia, marca evidente em todas as suas obras a tal ponto colossal que seria impossível listar aqui todas elas, mas cita-se aqui um exemplo, trecho do poema intitulado “identificação do incesto com a realidade”, extraído do livro Teorema:


“[...] Fizeste-me encontrar a justa solução
(e abençoada) para a minha alma e para o meu sexo.
A presença milagrosa do teu corpo
(que convém um espírito grande demais)
De jovem macho e de pai,
Dissolveu o meu selvagem e perigoso
Medo de menina... [...]”
(PASOLINI, 1968)


Pasolini acabou aderindo ao esforço iniciado por Mussolini e passou a escrever suas obras com a gramática italiana que se conhece ainda hoje, abandonando o bairrismo de Bologna, cidade onde nasceu. No cinema, produziu filmes com uma técnica de filmagem extremamente rudimentar, senão amadora; era comum gravar uma cena e, em seguida, partir para a produção da próxima sem revisar o conteúdo filmado. Embora seus fãs remanescentes, sobretudo na Unicamp, busquem ainda qualificá-lo como um “gênio” comparável a Vittorio De Sica ou Luchino Visconti, a qualidade de seus filmes é tão pobre que a maioria dos críticos de cinema, incluindo até Rubens Edwald Filho, nem o consideram cineasta.


Mas não se faz aqui um esforço em discutir suas técnicas de filmagem ou de escrita. A investida mais lamentável deste homem destinado ao fracasso foi a de (tentar) se tornar um intelectual, senão filósofo, por meio de suas produções “artísticas”. “Salò e os 120 dias de Sodoma”, o último filme de Pasolini, é inspirado em uma das obras de Donatién Alphonse François De Sade, também conhecido como “Marquês de Sade” e se divide em três partes: o ciclo das manias, o ciclo das merdas e o ciclo de sangue. Neste ponto já dá para o leitor imaginar a porcaria de filme.


O filme conta a história de quatro poderosos italianos que se instalam num suntuoso palácio em Salò (cidade na região norte da Itália), reunindo-se com 10 garotas e 10 garotos para realizar com eles todas as suas vontades sexuais. A história, que é contada como se tivesse acontecido durante o regime de Mussolini, inicia-se com a seleção dos jovens, a partir de critérios rigorosos, avaliados primordialmente pela sua beleza (estes são forçados a mostrar suas genitálias). Em seguida os selecionados são levados (seqüestrados) para Salò, onde recebem as instruções e são informados de que, se alguém descumprir as regras, entre as quais determina atender plenamente os desejos dos senhores, haverá punição.


No primeiro ciclo, o das manias, os jovens são forçados a escutar os depoimentos de velhas prostitutas, as quais foram chamadas ali devido a sua larga experiência sexual, que serve para os quatro senhores como fonte de inspiração. No ciclo das merdas os jovens são obrigados a comer as próprias fezes e a sofrer todo o tipo de humilhação imposta pelos quatro poderosos. Até este ponto, a impossibilidade de sair da casa (fugir da realidade) tinha levado dois jovens à morte, um garoto fuzilado ao tentar fugir e uma garota havia se suicidado. Entre os que não querem cometer suicídio, uns imploram aos quatro senhores para que tenham piedade, sendo por eles caçoados, e outros reagem com desobediência. No final deste ciclo, aqueles que obedeceram podem ir embora, ao passo que os desobedientes (também chamados de criminosos) ficam para ser punidos. Como ninguém atendeu a todos os pedidos dos senhores, todos eles acabam ficando e tem início o ciclo do sangue, uma parte mais macabra, em que as pessoas são torturadas até a morte, em momentos que varia entre a dor dos jovens e o prazer obscuro e insaciável dos senhores.


Com essa obra, Pasolini tentou exprimir a “realidade” do sistema capitalista: que as pessoas sofrem, os trabalhadores não ganham nada em troca, sendo que sua única função é a de agradar aos seus senhores; somente através da morte é que seria possível escapar desta “escravidão”. Nem mesmo atendendo aos pedidos dos patrões (os quatro senhores) os funcionários (garotos) têm o seu sofrimento aliviado. Numa cena, os garotos são colocados amarrados dentro de um balde cheio de fezes, feitas por eles, e uma garota pede ajuda à Nossa Senhora, mas seu pedido não é atendido, deixando evidente a maneira do “cineasta” dizer que “Deus não existe”. Aliás, no que diz respeito a religião, é costume de Pasolini ridicularizá-la no cinema, associando famosos afrescos renascentistas com imagens de santos e a de Cristo com cenas degradantes de gente nua, quase sempre atores jovens, como no filme Decameron.


Essa tentativa patética de denegrir o capitalismo, Pasolini parece ter feito um filme sobre o que era, na realidade, o sistema soviético. Lá, sim, mulheres procuravam saciar sexualmente os dirigentes do Partido Comunista para conseguir alguma mísera promoção. Os que atendiam às ordens enviadas às linhas de produção nunca recebiam nada senão uma morada patética construída pelo Estado, e um “pouco mais” para comer. Em Cuba, por exemplo, é comum a população comer apenas um prato de arroz com uma banana, duas refeições por dia, um dia após o outro durante meses. Nas ditaduras comunistas, quem determina a vida e a morte das pessoas são os senhores dentro de seus palácios, com várias regalias negadas ao próprio povo.


Maria Betânia Amoroso, professora do Departamento de Teoria Literária do Instituto de Estudos da Linguagem da Unicamp, e estudiosa de Pasolini, escreve:


Em particular no que se refere às escolhas sexuais [...] o escritor dizia que se enganavam aqueles que militavam por uma maior tolerância dos diversos. O homossexual que sai às ruas exigindo tolerância da sua diferença não percebe que nada há de pior do que ser tolerado, que pedir licença para existir. (AMOROSO, 2002)


A autora se refere às paradas gays e aos diversos tipos de protestos em prol das causas homossexuais. De maneira bizarra, aqui no Brasil, o movimento gay, cuja maioria dos ativistas é também militantes do Partido dos Trabalhadores, protesta nas ruas no mesmo momento em que o governo petista nada cede ao seu próprio eleitorado senão recursos públicos para alimentar as imbecilizantes campanhas de ONGs homossexuais, iludindo o público com propagandas de uma agenda política nunca saída do papel, projetos de leis que dizem beneficiar os gays quando já se prevê o oposto, além de outras inutilidades colocadas apenas com objetivo de escandalizar a sociedade, como num circo de horrores. Paralelamente, este perfil de governo socialista é observada também em Cuba, onde Mariela Castro se coloca como uma defensora dos gays, ao mesmo tempo em que a realidade existente naquele país há muito já se provou ser até pior que a brasileira, famosa por ser a “campeã mundial das homofobias”. Nestes dois cenários, os gays, militantes do partido ou não, socialistas ou não, cubanos e brasileiros participam de suas manifestações, humilhando-se, mendigando pelo seu direito de existência diante dos dirigentes do Estado, mais uma prova de que a obra de Pasolini melhor descreve o socialismo que o sistema capitalista.


Em um artigo publicado na Folha de S. Paulo, Amoroso afirma que Pasolini foi brutalmente assassinado no mesmo dia em que o filme Salò foi exibido pela primeira vez, em 2 de novembro de 1975. Ao invés de oferecer um desfecho conclusivo acerca da motivação de sua morte, a autora, após mais de 100 páginas repletas de demonstração de sua adoração a Pasolini, parece buscar explorar o desconhecimento geral do brasileiro sobre o mesmo para alimentar uma hipótese, levantada na Itália da época e já derrubada nos dias de hoje, de ele ter sido assassinado por agentes da CIA. Se assim fosse, o motivo poderia ser devido ao seu posicionamento político e jeito falastrão de quando opinava sobre algo, além do momento histórico da guerra fria.


No entanto, um fato que ela ignora completamente é que Pino Pelosi confessou ter sido o autor do assassinato, sendo depois constatada pela polícia italiana, através de um interrogatório, a motivação do crime ser o de ciúmes. Pelosi, um garoto de 17 anos, tinha sido um dos namorados de Pasolini, então com 53 anos, e sentiu ciúmes quando se viu trocado por outro garoto. Tendo descoberto depois que troca rápida de amantes jovens era um costume de Pasolini, este ficou com raiva e decidiu se vingar. Punido pela sua lábia experiente de predador pedófilo, Pasolini foi agredido até a morte, com ossos quebrados e crânio esmagado, tendo seu corpo abandonado num campinho de futebol na periferia romana, região onde não apenas obtinha seus amantes, mas também recrutava os pobres para utilizar nos seus filmes. O jovem agressor recebeu uma pena de nove anos e meio de prisão, uma barganha por fazer ao mundo tal grande favor.


Para finalizar, é importante lembrar que, em 1970, cinco anos antes de sua morte, o solitário pseudo-cineasta tinha sido expulso do Partido Comunista Italiano, não por ser pedófilo ou por produzir filmes e livros moralmente degradantes e pornográficos, mas por ser homossexual. Se naquela época a morte de uma pessoa como ele era atribuída a um “crime da CIA”, nos dias de hoje seu nome iria parar nas listas de mortes das ONGs por aí existentes como sendo de “crime de homofobia”.


Referências

AMOROSO, Maria Betânia.
Pier Paolo Pasolini. 1ª ed. São Paulo: Cosac & Naify, 2002. 128 p., 24 ilust.

PASOLINI, Pier Paolo.
Teorema. 2ª ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1968. 227 p.

SALÒ E OS 120 DIAS DE SODOMA. Dirigido por Pier Paolo Pasolini, produzido por Alberto Grimaldi. Itália/França: Produzioni Europee Associati, Les Productions Artistes Associés, 1975. Colorido, 116 minutos, sonoro, legendado. Drama/Terror, longa-metragem. Contém cenas de nudez, sexo, violência extrema, masturbação, ereção, blasfêmia, tortura, sadismo, barbarismo, coprofagia, coprofilia, degradação e humilhação.

E a estupidez campeia...

Fonte: INSTITUTO LUDWIG VON MISES BRASIL
13/1/2010 por

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Parece que, antecedendo a Copa do Mundo de futebol que será disputada neste ano, já está em pleno curso outra competição, também em nível internacional - o campeonato global da estupidez explícita!


Na Venezuela, o estupidarrão-mor Chávez - a Gralha de Caracas, atual campeão e favorito ao título - decretou o câmbio múltiplo e, não satisfeito, promoveu maxidesvalorizações nas duas novas taxas criadas, uma proeza formidável, que a um só tempo fará explodirem os preços, aumentará a corrupção e provocará escassez ainda maior do que a existente, já que a demanda, no susto, aumentou substancialmente e a economia do país depende quase que exclusivamente de importações. Não satisfeito - e talvez com um olho em algum simétrico ao Nobel de Economia - colocou a sua Guarda Nacional para tomar conta das empresas que ousarem aumentar os seus preços. Haja estupidez!


Na Argentina, a Senhora K, presidente do país, resolveu, por razões políticas, que o Banco Central deveria usar as reservas internacionais para pagar dívidas do governo e, como o presidente da instituição, Martín Redrado - que tem mandato até setembro deste ano e só pode ser exonerado pelo Congresso - recusou-se a fazê-lo, demitiu-o por decreto, além de processá-lo, o que levou o Judiciário argentino a conter seu furor exoneratório e manter Redrado no cargo. Outra formidável estultice!


Em Cabinda, Angola, os terroristas do grupo Flec, a Frente de Libertação do Estado de Cabinda, assumiram a responsabilidade pelo ataque contra o ônibus que transportava a seleção do Togo, que estava na região para a Copa Africana de Nações. O chefe dos bandidos confessou que o ataque ocorreu por engano, já que seu alvo não era a seleção do Togo, mas a de Angola, país de quem o grupo quer se separar. Quanta inaptidão!


E no Brasil a insensatez não ficou por menos. Entre inúmeras demonstrações de maluquice, podemos salientar duas. A primeira é o tal "Programa Nacional de Direitos Humanos", uma verdadeira constituição bolivariana que, entre outras perigosas idiotices, enfraquece o Judiciário, acaba praticamente com o direito de propriedade, proíbe o uso de símbolos ou nomes religiosos em espaços públicos, dá um golpe fatal na liberdade de imprensa e de expressão e defende abertamente o aborto. Esse documento atesta que a estupidez dos artífices dos "direitos dos manos" - de ideologia -, que parecera ter atingido o seu ápice quando da proposta de uma "Comissão Nacional da Verdade", imediatamente rechaçada pelos ministros militares, mostrou que poderia se auto-superar.


O programa, que Lula diz ter "assinado sem ler", fato, aliás, que por si só já deveria ser suficiente para desqualificá-lo para o cargo mais importante do país, é uma séria ameaça aos princípios democráticos mais rudimentares. Os sujeitos são portadores de uma esquerdopatia tão ensandecida que - apenas para ficarmos com a questão dos símbolos e nomes religiosos - a cidade e o estado de São Paulo teriam que mudar o nome para "Paulo", Santa Catarina para "Catarina", o São Paulo FC para "Paulo FC", a estátua do Cristo Redentor deveria ser retirada do alto do Corcovado e as cidades de Santos, São Salvador e Bom Jesus do Itabapoana, entre centenas de outras, teriam que arranjar outros nomes... A imbecilidade da ditadura das minorias não tem mesmo limites!


A segunda burriquice do país de Macunaíma vem do outrora respeitado Ipea. Seu atual presidente, o petista militante Marcio Pochmann, divulgou um "estudo" que sustenta que, se o Brasil mantiver a política econômica e social que vem sendo executada desde que El-Rei Dom Luiz Inácio I (e - esperamos - Único) chegou ao poder, no ano de 2016 a miséria ou pobreza extrema, arbitrariamente definida para famílias com renda per capita de um quarto de salário mínimo, isto é, de R$ 127,50 por mês, deverá ser zerada. E que a taxa de pobreza, discricionariamente demarcada para unidades familiares com renda per capita de meio salário mínimo, ou seja, de R$ 255,00 mensais, deverá recuar dos 28,8% de 2008 para 4%, mesmo nível dos países desenvolvidos. Que maravilha! O estudo está sendo criticado por todos os "especialistas em pobreza" (que parece ser um novo ramo de economistas), por diversas razões. Fiquemos apenas com uma: será, porventura, que uma renda per capita de R$ 127,51 (em vez de R$ 127,50) torna o seu titular livre da miséria, ou que R$ 255,01 por mês (ao invés de R$ 255,00) faz alguém deixar de ser pobre?

A insensatez, quando guiada por ideologia, torna-se ainda mais insensata!


Sem dúvida, a estupidez campeia...


Ubiratan Jorge Iorio é economista e professor de UERJ. Visite seu website.

GEOPOLÍTICA NO HAITI

Fonte: NIVALDO CORDEIRO


GEOPOLÍTICA NO HAITI

20 de janeiro de 2010


Se existe o horror na terra, algo parecido com o fim do mundo, está no Haiti. Nenhuma alma pode deixar de lamentar e prantear o que está acontecendo naquela ilha do Caribe. Em nenhum lugar a frase bíblica se aplica melhor: os vivos terão inveja dos mortos. Ao lado da pobreza crônica, histórica, tivemos agora a destruição física. A infra-estrutura desapareceu com o terremoto, a linha se suprimento foi interrompida, a fome e a sede, como raras vezes uma sociedade padeceu, ali se instalaram. O governo desapareceu. O futuro desapareceu. Só resta aos que sobreviveram contar com a caridade internacional.


Mesmo essa caridade, que chegou, não está isenta de interesses. Vários artigos, como o do Le Monde reproduzido pela Folha de São Paulo, mostram que a ação pronta norte-americana, necessária e humanitária e, sob todos os aspectos, digna de aplausos, precisa ser compreendida dentro do duelo em que a maior das soberanias nacionais, os EUA, está em confronto direto com aqueles que desejam implantar o projeto de governo mundial e usam a ONU como escada para alcançar esses objetivos. Até a data do terremoto o Haiti estava sob jurisdição da ONU, na qual o Brasil desempenha, a mando do Lula, o papel de administrador e de polícia. A chegada unilateral e espetacular dos EUA surpreendeu e serviu para expor a fonte do poder real. A ONU não tem músculos sequer para mandar no Haiti.


A situação daquele pequeno país não é de emergência militar, mas humanitária. O recurso militar serve apenas para garantir a ordem e exibir o poder de quem o tem. Não há inimigos a combater ali, exceto os infortúnios, agora agravados com o terremoto (ou os terremotos, vez que vários vieram na seqüência). A ação dos EUA mostrou que aquele país tem recursos, capacidade de mobilização pronta e vontade política de fazer a coisa certa no prazo exíguo, coisas que faltaram aos burocratas da ONU. Nenhum dos apoiadores da Força de Paz lá instalada tinha quaisquer desses requisitos. O Brasil, coitado, tem Forças Armadas sucateadas e jamais teria como mandar um porta-aviões carregado para servir de unidade supridora de bens ao povo vitimado. Nem tinha um gigantesco navio-hospital para, no prazo de 48 horas, zarpar pronto para entrar em ação. Nem dinheiro. E, menos ainda, vontade política para realizar empreitada de tamanha envergadura. Afinal, como diz a canção, o Haiti também é aqui e sequer temos como enfrentar as nossas próprias mazelas com os parcos recursos de que dispomos.


O fracasso da ONU é rotundo e o Brasil, por apoiar suas aventuras imperiais canhestras, acabou por se envolver com um problema maior do que poderia resolver. Vimos o comando brasileiro perder o controle, que agora está com quem de direito, com quem paga a conta e pode lá enviar quantos soldados for preciso. Não deixou de ser uma prova humilhante. A perda do aeroporto foi a mais emblemática confissão de fracasso.


Acredito que a mobilização norte-americana foi generosa e unilateral. Tudo dentro da tradição daquele povo bendito, que sempre está disposto ajudar alhures, na paz e na guerra, onde precisar. Não faltaram análises de observadores mal intencionados, dizendo que o cálculo de Barack Obama foi eleitoral, que pretende impedir o agravamento da imigração, que é a oportunidade de colocar em prática um grande exercício de enfrentamento de grandes catástrofes. Se há um elemento de realidade em cada uma dessas motivações, basta lembrar que mais importante que o Haiti é o México, o que não impediu a construção de um muro fronteiriço contra a emigração ilegal. Situações diferentes, soluções diversas. Vi a motivação humanitária sobrepor-se a todas as outras.


A brincadeira amadora da ONU acabou e os profissionais de verdade chegaram ao cenário de operações. A experiência provou que os delirantes revolucionários encastelados na ONU estão muito longe de pôr a operar a sua Cosmópolis.

Descalabro total

Fonte: RORAIMA EM FOCO
TER, 19 DE JANEIRO DE 2010 21:31


Manoel Soriano Neto


O 3° Programa Nacional de Direitos humanos (PNDH-3) trouxe desnecessário e perigoso desassossego à sociedade brasileira. O estúpido calhamaço de 224 folhas, contendo 500 proposições (Decreto 7037, de 21 Dez 09), foi cognominado, com propriedade, de “Decreto-Revanche” ou “AI-5 do Lula”. Trata-se de um verdadeiro “ucasse stalinista”, com sérias ameaças ao direito de propriedade, à liberdade de expressão, à liberdade religiosa, à autonomia do ensino e, principalmente, à união nacional. Várias entidades nacionais e gradas autoridades pronunciaram-se contrariamente ao malsinado Programa, como a Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA), a Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), a Associação Brasileira de Empresas de Rádio e Televisão (ABERT), além dos Ministros da Agricultura e da Defesa (palmas, para o Ministro Jobim e os Comandantes Militares!) e o Senador Demóstenes Torres que declarou: “Esse projeto é uma tentativa de cubanização do Brasil. É uma proposta de um psicopata ideológico”. Ao afrontar cláusulas pétreas da Constituição quando propõe uma Lei que mudará o processo de reintegração de posse de terras invadidas (o MST deve estar exultante!), obrigando a realização de audiências, antes que medidas liminares possam ser concedidas (o que, no mínimo, retardará a retirada dos invasores), o Programa prejudica, sensivelmente, o agronegócio. Isso trará uma “insegurança jurídica” para o campo, como frisou o Ministro Stephanes, da Agricultura. Os católicos encontram-se abespinhados com os textos de apoio à descriminalização do aborto, à união civil entre pessoas do mesmo sexo, à adoção por casais homossexuais e à intolerante “criação de mecanismos para impedir a ostentação de símbolos religiosos em estabelecimentos públicos da União” (seriam retirados os crucifixos, as imagens, etc; daqui a pouco vão querer mudar os nomes de estados e cidades, como São Paulo, Santa Catarina, Espírito Santo, São Luís, Santa Maria, Fortaleza, por ser “de Nossa Senhora da Assunção”, e por aí vai...). Os veículos de comunicação estão assaz temerosos quanto ao controle que sofrerão, por meio de “critérios de acompanhamento editorial no que diz respeito aos direitos humanos e punição das empresas que os violem em suas programações”; igualmente é proposta a “triagem de material didático das escolas brasileiras”, que ofenda os precitados direitos. E, o pior, em nosso entender, é a criação de uma “Comissão Nacional da Verdade” (melhor seria dizer-se “da Calúnia”) para investigação de casos de violação de direitos humanos “no contexto da repressão política, etc”, expressão modificada por novo Decreto, de 13 Jan 10, para: “examinar a prática de violações de direitos humanos, etc”. Apesar do abrandamento do primeiro Decreto, a tal Comissão, se for criada pelo Congresso e se a Lei da Anistia for alterada pelo STF, não conseguiremos alcançar a desejada reconciliação, mercê do sectarismo da ex-gurrilheira Dilma, essa mulher horrenda e raivosa, do rancoroso Tarso Genro, que não esconde o seu extremismo marxista-leninista, hoje preocupado com os votos dos ruralistas gaúchos, por causa do Programa em comento, e do repugnante Paulo Vannuchi, que só trouxe a intranquilidade para os brasileiros, se dando mal quando ultrapassou o seu Chefe Lula, ao impingir à sociedade, um amplo e radical programa ideológico.

Mas o que tem a Amazônia com tudo isso? Sim, tem tudo a ver! Poucos deram atenção para dois itens do “Decreto Frankenstein”, quais sejam: 1) “Propor e articular o reconhecimento do status constitucional de instrumentos internacionais de Direitos Humanos novos ou já existentes ainda não ratificados” e 2) “Não existe modelo único e preestabelecido de desenvolvimento, porém, pressupõe-se que ele deva garantir a livre determinação dos povos, o reconhecimento de soberania sobre seus recursos e riquezas naturais, respeito pleno à sua identidade cultural e a busca de equidade na distribuição das riquezas”. Ora, o que são essas propostas senão berrantes atentados ao Objetivo Nacional Permanente da Soberania Nacional? O primeiro tópico alude, sem dúvidas, à Declaração Universal dos Direitos dos Povos Indígenas, da ONU, aprovada com o entreguista voto do Brasil, em 2007. Nunca é demais repetir que tal Declaração deve ser aprovada em dois turnos pelas duas Casas do Congresso, com um quorum de 3/5 de votos, para que tenha força de Constituição. O trecho seguinte reconhece a autonomia das terras e reservas de índios e, implicitamente, avaliza a criação de “Nações Indígenas”, o que pode redundar na amputação territorial de nosso País, como vimos, há muito, denunciando nesta coluna. Ainda mais: é preocupante a atuação do MST na Amazônia, inclusive em parceria com os índios. A matéria “Predadores da Floresta”, de autoria de Otávio Cabral, da revista “Veja”, de 13 Jan 10, denuncia a exploração de madeira por integrantes desse Movimento, dito “social”, na qual aparecem vários “sem-terra”, todos encapuzados e armados com rifles.

O descalabro total, implantado após a ediçao do PNDH, agravou sobremaneira os riscos para a NOSSA Amazônia...

(*) Manoel Soriano Neto é Coronel e Historiador Militar

A MARCHA DA INSENSATEZ

Fonte: BLOG REINALDO AZEVEDO
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010 | 18:28


A página 3 da Folha, nestes dias de tragédia no Haiti, parece que está destinada a ser uma espécie de gaiola dos loucos. Depois das sandices do tal Mark Weisbrot, quem escreve hoje é um sujeito da UnB chamado José Flávio Sombra Saraiva. Mais sombra do que Saraiva!


Mais uma vez, um artigo pautado, acreditem, pelo mais rombudo antiamericanismo. Lê-se lá, por exemplo, esta maravilha do requinte intelectual:

“As grandes potências que minguaram recursos e esforços diplomáticos para o alívio da pobreza no Haiti e em países miseráveis que o mundo ainda abriga são as mesmas que agora coordenam a operação de aplainar os cemitérios do país caribenho. Silenciou-se repentinamente o discurso monocórdio do combate irracional e linear ao chamado ‘terrorismo internacional’, conceito ainda não bem definido, de Bush a Obama.

Tudo agora é humanitarismo nas lágrimas de crocodilo dos líderes cínicos. Apenas agora, já tarde, ouvem-se discursos de desdobrada atenção ao drama do Haiti. Atores e músicos famosos fazem o cordão de proteção ao humanitarismo renovado do Norte.”


Viram? Sobre milhares de corpos, uma tragédia de alcance inimaginável, Sombra achou tempo para, por meio de uma afirmação solerte, nos levar a indagar: “Mas o que será o terrorismo internacional?” Ele ainda não sabe, coitado! Tem 49 anos, um a mais do que eu, e ainda não sabe o que é o terror. Certamente leva essa dúvida a seus alunos de Relações Internacionais da UnB. Tenho alguns amigos nessa universidade. Imagino o que padecem os que compõem a brigada minoritária dos alfabetizados morais.


Para o Sombra, a política de combate de terror deveria ter sido deixada de lado em benefício do enfrentamento da pobreza no mundo, como se essas fossem questões permutáveis. Há dias, um avião só não foi aos ares nos EUA por causa da incompetência do terrorista — e, claro, da falha no sistema de segurança, que Sombra deve considerar uma papo furado da extrema direita… É claro que terremoto em país pobre será sempre pior do que em país rico, mas, ultimamente, tenho lido textos que buscam, por caminhos oblíquos, dar um jeito de culpar os EUA pelo tremor de terra. Vai ver tudo não passou de uma conspiração para evitar a democracia no Haiti, como diria Weisbrot…


Sombra, sem dúvida, é um dos abduzidos de Celso Amorim e de Samuel Pinheiro Guimarães. Vejam que primor: “O Brasil - em seu esforço de governo, da sociedade organizada e suas ONGs, mas em especial dos sacrifícios pessoais dos militares brasileiros, em missão convertida e gerenciada pela ONU no Haiti - vem sendo apenas discretamente reconhecido.

Obama agora quer oferecer os famosos 100 milhões de dólares que o Brasil já havia solicitado para obras de infraestrutura no país.”


Salvo o elogio aos militares brasileiro, que estavam no Haiti, antes do terremoto, numa missão sem sentido, o resto é eco da tentativa do Itamaraty de fazer do país devastado um palco. Notem como Sombra se refere aos “famosos 100 milhões de dólares” de Obama, como se a grana, sei lá, fosse falsa. Em questão de horas, os EUA mobilizaram mais recurso do que a ONU e o resto do mundo jamais conseguiriam mobilizar. E, como se nota, apanham por isso. Também apanhariam se não fizessem nada, é claro.


O moço está ressentindo. Acredita que não estão nos dando o devido valor na tragédia. Vejam como ele choraminga e reivindica, em seu complexo de vira-lata, a parte que nos cabe na desgraça:

“Aqui na Europa [deve estar em terras imperialistas estudando] nada se sabe acerca da obra de Zilda Arns no Haiti nem que ministro brasileiro foi a primeira autoridade internacional a pisar o solo tremente da ilha. A lógica é mostrar Obama, Sarkozy e outros líderes do Primeiro Mundo isolados, a domesticar a opinião pública e os interesses eleitorais. Espero que o Brasil não faça o mesmo.”


Não, Sombra! Lula jamais usaria um caso como esse para aparecer!!!


E a conclusão do artigo quase me leva a uma concussão cerebral. Leiam:

“Pois que se tome uma lição do Haiti para a política internacional: o pêndulo está excessivamente angulado no realismo global e nos egoísmos nacionais. É hora de movê-lo para a dimensão humana das relações internacionais, que prescinde do humanitarismo, para ser apenas humana a face desejável dos sonhos de um mundo melhor.”


O que dizer sobre essa peroração? Isto: “Eu num intindi u qui ele falôôô…”


Mais Wisbrot


Converso com alguns amigos jornalistas que moram nos EUA. O tal instituto a que pertence Weisbrot, aquele que afirma que os EUA têm medo da democracia no Haiti, é visto como mero megafone de aluguel de qualquer causa dita “de esquerda” envolvendo Venezuela, Bolívia, Equador, Honduras, etc. Tem zero de credibilidade entre os think tankssérios de Washington (Inter-American Dialogue, Brookings etc), e as análises econômicas que faz são impressionantemente toscas.


Mas é popular entre os jornalistas. Sempre que precisam de alguém para criticar os EUA ou, por exemplo, o Fundo Monetário Internacional, ele está à disposição. É o que chamam em inglês de “dial-a-quote”: ligou, o moço atende e fala pelos cotovelos. E até manda material sem que ninguém tenha pedido. Escreve regularmente no Guardian. Mas qualquer imbecil escreve regularmente no Guardian.


Só para que se tenha uma idéia do que pensa o cretino, ele escreveu colunas às pencas defendendo a decisão do Chávez de fechar o canal de TV Globovision. Imaginem… Isso num país em que a liberdade de imprensa é coisa quase sagrada. Foi casado com uma jornalista brasileira, que não partilhava de suas bobagens, diga-se, e isso o tornou um tanto conhecido entre os nossos.


Mas a síntese é esta: sempre que for preciso encontrar um americano para dizer que Chávez está certo, é um democrata e representa uma América Latina mais livre dona de seu destino, chamem Weisbrot. Para os jornalistas, ele fala de graça.

NOTALATINA - Desmembramento das FARC na Venezuela tem nome e endereço



Olá, amigos,


O
Notalatina apresenta hoje algumas denúncias gravíssimas, como um plano de Chávez e as FARC para cometer assassinatos em Honduras, os delírios de Chávez sobre a "origem" do terremoto no Haiti - que não foi de causas naturais -, e a perseguição doentia de um cocalero investido do cargo de presidente a um país que tem naturalmente mais poder e competência que ele.


Há ainda um vídeo sobre o bando terrorista venezuelano "Carapaica" e seus nexos com as FARC.


Se acharem importante divulguem, mas não esqueçam de dar os créditos ao
Notalatina.


Fiquem com Deus e até a próxima!


G. Salgueiro


Livro DIREITO À MEMÓRIA E À VERDADE lançado com pompa em 2007 pelo desgoverno mostra quantos foram os desaparecidos no Governo Militar e além...

Vejam abaixo que o desgoverno já sabe da verdade sobre os vinte anos de governo militar. É o livro DIREITO À MEMÓRIA E À VERDADE (baixe-o aqui em formato PDF) que traz a seguinte informação sobre os desaparecidos politicos:


Extraído do livro "DIREITO À MEMÓRIA E À VERDADE" de 2007, da SECRETARIA ESPECIAL DE DIREITOS HUMANOS DA PRESIDÊNCIA DA "REPÚBLICA" DO LULA.

"...a Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos (CEMDP) – instituída pela Lei nº 9.140/95, de dezembro de 1995 – vem cumprindo importante papel na busca de solução para os casos de desaparecimentos e mortes de opositores políticos por autoridades do Estado durante o período 1961-1988.

Desempenha esse trabalho com rigor e equilíbrio há mais de 11 anos, contribuindo para a consolidação da vida democrática brasileira. Enfrentou as dificuldades que são inerentes a tão delicada tarefa, mas conseguiu concluir o exame de quase todos os casos apresentados, garantindo reparação indenizatória aos familiares das vítimas e, sobretudo, oficializando o resgate de um período fundamental que já pertence à história do Brasil.

A Comissão encerrou, no final de 2006, uma longa primeira etapa de suas atividades. Concluída a fase de análise, investigação e julgamento dos processos relativos aos 339 casos de mortos e desaparecidos apresentados para sua soberana decisão, que se somam a outros 136 nomes já reconhecidos no próprio Anexo da Lei nº 9.140/95, vem se concentrando, agora, em dois outros procedimentos...".


© 2007 (Ano da 1ª edição)
Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República

Todos os direitos reservados. É permitida a reprodução parcial ou total desta obra, desde que citada a fonte e não seja para venda ou qualquer fim comercial.

Série Bibliográfica

Tiragem: 5.000 exemplares

Presidente da República
Luiz Inácio Lula da Silva

Ministro da Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República
Paulo de Tarso Vannuchi

Elaboração, distribuição e informações:
COMISSÃO ESPECIAL SOBRE MORTOS E DESAPARECIDOS POLÍTICOS
Esplanada dos Ministérios - Bloco T - Sala 420
70064-900 - Brasília - DF
Fone: (61) 3429 3142 / 3454 Fax (61) 3223 2260
Impresso no Brasil/Printed in Brazil
Catalogação na publicação
Brasil. Secretaria Especial dos Direitos Humanos. Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos.

Direito à verdade e à memória: Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos / Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos - Brasília : Secretaria Especial dos Direitos Humanos, 2007

400p. : il. (algumas color.) ; 23 x 30 cm

ISBN 978-85-60877-00-3

1. Brasil – História I. Título. II. Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos - Relatório.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

NOTA À IMPRENSA: “DILMA MENTE, OMITE, DISSIMULA E TOMA PARA SI OBRAS ALHEIAS”

Fonte: RESISTÊNCIA DEMOCRÁTICA
QUINTA-FEIRA, 21 DE JANEIRO DE 2010


Do presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE)


Dilma Rousseff mente. Mentiu no passado sobre seu currículo e mente hoje sobre seus adversários. Usa a mentira como método. Aposta na desinformação do povo e abusa da boa fé do cidadão.

Mente sobre o PAC, mente sobre sua função. Não é gerente de um programa de governo e, sim, de uma embalagem publicitária que amarra no mesmo pacote obras municipais, estaduais, federais e privadas.


Mente ao somar todos os recursos investidos por todas essas instâncias e apresentá-los como se fossem resultado da ação do governo federal. Apropria-se do que não é seu e vangloria-se do que não faz.


Dissimulada, Dilma Rousseff assegurou à Dra. Ruth Cardoso que não tinha feito um dossiê sobre ela. Mentira! Um mês antes, em jantar com 30 empresários, informara que fazia, sim, um dossiê contra Ruth Cardoso.


Durante anos, mentiu sobre seu currículo. Apresentava-se como mestre e doutora pela Unicamp. Nunca foi nem uma coisa nem outra. Além de mentir, Dilma Rousseff omite. Esconde que, em 32 meses, apenas 10% das obras listadas no PAC foram concluídas - a maioria tocada por estados e municípios. Cerca de 62% dessa lista fantasiosa do PAC - 7.715 projetos- ainda não saíram do papel.


Outra característica de Dilma Rousseff é transferir responsabilidades. A culpa do desempenho medíocre é sempre dos outros: ora o bode expiatório da incompetência gerencial são as exigências ambientais, ora a fiscalização do Tribunal de Contas da União, ora o bagre da Amazônia, ora a perereca do Rio Grande do Sul.


Assume a obra alheia que dá certo e esconde sua autoria no que dá errado. Dilma Rousseff se escondeu durante 21 horas após o apagão. Quando falou, a ex-ministra de Minas e Energia, chefe do PAC, promovida a gerente do governo, não sabia o que dizer, além de culpar a chuva e de explicar que blecaute não é apagão.


Até hoje, Dilma Rousseff também se recusou a falar sobre o Plano Nacional de Direitos Humanos, com todas as barbaridades incluídas nesse Decreto, que compromete a liberdade de imprensa, persegue as religiões, criminaliza quem é contra o aborto e liquida o direito de propriedade. Um programa do qual ela teve a responsabilidade final, na condição de ministra-chefe da Casa Civil.


Está claro, portanto, que mentir, omitir, esconder-se, dissimular e transferir responsabilidades são a base do discurso de Dilma Rousseff. Mas, ao contrário do que ela pensa, o Brasil não é um país de bobos.


Senador Sérgio Guerra
Presidente Nacional do PSDB
Brasília, 20 janeiro de 2010

O VÍRUS TOTALITÁRIO

Fonte: NIVALDO CORDEIRO


O VÍRUS TOTALITÁRIO

19 de janeiro de 2010


...vivemos no Brasil de hoje como os alemães viveram no começo dos anos trinta: à espera do pior. Não cabem mais meias palavras nem a tolerância para com os portadores do vírus revolucionário. É o tempo do bom combate.


O movimento revolucionário tem agido em escala mundial e mesmo quando o Ocidente derrotava as experiências totalitárias mais malignas do século XX, como ao fim da Segunda Guerra mundial, ele agia na calada da noite, aproveitando-se que as pessoas estavam desarmadas de espírito e não enxergavam a amplitude da maldade em gestação. Ao término da Segunda Guerra mundial tivemos, coincidentemente, a promulgação solene da Declaração dos Direitos Humanos pela ONU, baluarte que se tornou do movimento revolucionário e o centro de construção da moderna Cosmópolis, o governo mundial. Os democratas não perceberam o veneno contido no documento.

É com base nessa Declaração maldita, ela própria herdeira do jacobinismo da Revolução Francesa, que o PT e as esquerdas estão propondo as sucessivas “conferências nacionais”, instrumento pelo qual tentam fazer um arremedo de democracia direta e um ensaio geral da tomada final do poder total, a coincidir com o término do governo Lula e o possível início do governo Dilma. Os direitos constitucionais, sempre negativos, sempre na direção de impedir que o monstro estatal interfira na existência cotidiana dos cidadãos, ganharam a roupagem do “direito positivo”, melhor dito impositivo. Não mais o direito como garantia individual, mas como uma obrigação de grupos para com aqueles contemplados como sujeitos dos novos falsos direitos proclamados.


A epidemia viral de novos “direito humanos” tornou-se o mantra do movimento revolucionário, a ponto de proclamarem como direito humano até mesmo a ação terrorista de quando estavam na clandestinidade. A falsificação não se restringe à expressão semântica, mas se estende à construção da ordem jurídica. Se o projeto dos celerados que administram as tais conferência nacionais for à frente em breve o regime de livre empresa desaparecerá do Brasil, assim como as liberdades como a conhecemos. Eles querem que o único sujeito político seja o Partido, utilizando o instrumento dos tais “movimentos sociais”, que nada mais são do que a vanguarda do movimento revolucionário. Caminhamos a passos largos para a fusão do Partido com o Estado.


Nos últimos trinta anos essa gente teve campo livre para fazer seu proselitismo e sua ação política, a ponto de praticamente todos os meios de comunicação e as pessoas de bem também passarem a defender a falsificação dos direitos humanos como se contivessem algo de bom. Com o vírus revolucionário agindo ativamente por meio das conferências até mesmo antigos combatentes pela liberdade, que haviam aderido à ordem institucional do PT, falsificada pela Carta ao Povo Brasileiro, acordaram. É com muita alegria que tenho lido os últimos editorais do jornal Estadão abordando o assunto, corajosos, lúcidos, enfáticos. O editorial de hoje, por exemplo, “Investida contra a democracia”, é daquelas peças que devem ser guardadas e relembradas.


É de se esperar que os demais órgãos de comunicação sigam o exemplo e aqui penso especificamente no Grupo Globo, que não pode ignorar que é ele mesmo o alvo principal dos revolucionários. Especialmente o jornal O Globo precisa seguir os passos do jornal paulista, até por uma questão de sobrevivência. Os revolucionários petistas não querem menos que a sua destruição, não há mais o que negociar ou o que ceder. É o tempo do enfrentamento, na verdade o tempo era aquele da época da posse do Lula. A elite brasileira quis deixar-se enganar com a ilusão de que o PT abjurara tudo aquilo que escreveu nos seus documentos internos e tudo que constituía as crenças de suas principais lideranças. Um engano fatal.


Eu me sinto pessoalmente gratificado com modificação da linha editorial do Estadão, eu que, nos últimos meses, tenho escrito como media watch para o jornal eletrônico Mídia Sem Máscara. Quantas vezes apontei e lastimei a linha esquerdista do Estadão! Em boa hora vejo aquela casa editorial retomar as suas antigas bandeiras de luta, de corte liberal.


Quando eu decidi oferecer o curso AS ARMADILHAS DA LEI, no Instituto Internacional de Ciências Sociais - IICS, é porque toda a coisa da conspiração petista estava clara para mim e me propus a ir buscar as respostas teóricas para o fenômeno, que antes de ser político é filosófico. O curso demandou um grande trabalho de pesquisa, mas eu finalmente pude apresentar aos alunos o resultado das minhas investigações, com êxito. Parte desse trabalho eu tenho apresentado nos artigos que tenho publicado. No presente momento o mesmo curso está sendo apresentado a uma turma privada, na cidade do Rio de Janeiro. Isso mostra que as pessoas sérias estão debruçadas e preocupadas com o problema. O vírus do totalitarismo tinha a seu favor o desconhecimento. Agora não mais. Ao menos no âmbito da filosofia política eu posso dizer que logrei recuperar os elos históricos e colocar em evidência os pensadores que destrincharam o enigma.


Não posso aqui deixar de exaltar o trabalho majestoso de Olavo de Carvalho, que, como um arauto, há mais de vinte anos vem dizendo os detalhes da realidade revolucionária que nos cerca. Aqueles que quiserem ter a história completa do que se passou e o prognóstico do que nos espera devem ler a sua obra. Está tudo lá. Olavo é o único pensador que tem o crédito de dizer que jamais se enganou e que não se acovardou diante da tarefa hercúlea de comunicar aos brasileiros, diante do ceticismo geral, a tragédia que estava nos aguardando. O tempo da tragédia é chegado.


Caro leitor, vivemos no Brasil de hoje como os alemães viveram no começo dos anos trinta: à espera do pior. Não cabem mais meias palavras nem a tolerância para com os portadores do vírus revolucionário. É o tempo do bom combate.

O PNDH-3 desmascarou o governo

Fonte: RESISTÊNCIA DEMOCRÁTICA
SEGUNDA-FEIRA, 18 DE JANEIRO DE 2010



Por Luiz Eduardo Rocha Paiva
General da Reserva, professor emérito e ex-comandante
da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército



O Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH) fez cair a máscara da esquerda radical do governo. Nas eleições para a presidência da República em 2002, ficou patente a guinada para o centro do PT e do seu então candidato, consubstanciada na Carta ao Povo Brasileiro.


Após três derrotas sucessivas, entenderam que o discurso e a proposta de um regime socialista radical — ultrapassado e desagregador — eram rechaçados pela nação amante da liberdade e da paz e avessa ao totalitarismo e à intolerância.


Havia uma dúvida.


Seria autocrítica sincera ou apenas tática protelatória para acumular forças, esperando o momento propício para desvendar o véu?


O PT abriga diferentes linhas de pensamento da esquerda, mas sua identidade original é a da corrente radical. Ela ocupa amplos espaços no governo e no Estado, exercendo cargos importantes e a chefia dos ministérios e secretarias da área social, de relações internacionais, da justiça, de direitos humanos, de comunicação, da Casa Civil e outras.


Uma das vedetes do plano é o
“Reconhecimento da Memória e da Verdade”. O interesse da sociedade em nossa história recente não se resume, é claro, em conhecer as violações aos direitos humanos e violências praticadas pelo Estado, na repressão à luta armada, mas também as cometidas pela esquerda revolucionária, deixada fora do plano. A propósito, conhecer a história não obriga rever a Lei de Anistia.


A verdade só virá à tona se a pesquisa não ficar a cargo de grupos dirigidos e compostos, em sua maioria, por pessoas ligadas à perfeitamente identificada esquerda radical do governo ou por ela selecionadas para constituir a Comissão Nacional da Verdade, como prevê o PNDH.


O trabalho da comissão só terá credibilidade se realizado por historiadores de pensamento ideológico distinto e sem vínculo político-partidário, indicados em igual efetivo pelos ministérios da Justiça e da Defesa. A presidência da comissão não pode estar a cargo de nenhum dos lados em conflito, sendo essa a maior dificuldade para sua constituição.


Na realidade, a verdade histórica será conhecida com o tempo, havendo ou não a tal comissão, cujo propósito não é resgatar a verdade.


Trata-se de um instrumento de propaganda ideológica e de ação psicológica visando ao desgaste, intimidação e desconstrução das instituições, particularmente das Forças Armadas, o que se enquadra na estratégia de tomada do poder.


O PNDH desvendou a força e o propósito golpista da esquerda radical do governo ao revogar, de fato, a Constituição Federal e travestir de legalidade instrumentos ilegítimos de pressão e controle da sociedade como foi mostrado detalhadamente na mídia.


As reações das instituições, imprensa, setores democráticos do próprio governo e a repercussão na sociedade implicam a tomada de uma decisão pelo presidente da República, que tem três alternativas.


Anular o decreto do PNDH e reduzir substancialmente o poder da esquerda radical governista. Justifica-se, pois é imperdoável que ela tenha traído a confiança do presidente, mais uma vez, ao fazê-lo assinar um documento sem alertá-lo sobre seu conteúdo explosivo.


Calaria quem considera a postura adotada em 2002, na campanha eleitoral, uma tática dissimuladora e oportunista. Decisão típica de estadistas, pois eles têm sabedoria para identificar as aspirações e os valores fundamentais dos povos que dirigem e zelar pela paz e harmonia social.


Determinar a revisão do PNDH, ciente de que ela será superficial, contemporizando inicialmente e decidindo a favor de um lado quando a conjuntura indicar que tem poder para neutralizar o que vier a ser contrariado. Opção de um chefe político de perfil tradicional, que costuma priorizar a manutenção do poder e os interesses político-partidários, mesmo com riscos para a coesão nacional, a paz e a harmonia social.


Manter o plano como está ou com modificações que não inviabilizem o seu propósito original de preparar o terreno para a tomada do poder. Reforçaria a opinião dos que consideram um engodo a mencionada guinada para o centro e veem o presidente como adepto de um regime totalitário, ainda que sua imposição gere um conflito interno com sérias consequências para a nação.


Outra alternativa caberia à sociedade e às instituições, por meio de seus representantes e dentro da lei, impondo a opção pela democracia, ou seja, a anulação do nefasto PNDH-3.


Correio Braziliense
18/01/2010

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".