Não demonstre medo diante de seus inimigos. Seja bravo e justo e Deus o amará. Diga sempre a verdade, mesmo que isso o leve à morte. Proteja os mais fracos e seja correto. Assim, você estará em paz com Deus e contigo.
segunda-feira, 29 de outubro de 2007
A Verdade está na cara, mas não se impõe
Brasileiro é um povo solidário. Mentira. Brasileiro é babaca.
Eleger para o cargo mais importante do Estado um sujeito que não tem escolaridade e preparo nem para ser gari, só porque tem uma história e vida sofrida; pagar 40% de sua renda em tributos e ainda dar esmola para pobre na rua ao invés de cobrar do governo uma solução para pobreza; aceitar que ONG's de direitos humanos fiquem dando pitaco na forma como tratamos nossa criminalidade; não protestar cada vez que o governo compra colchões para presidiários que queimaram os deles de propósito,não é coisa de gente solidária. É coisa de gente otária.
Brasileiro é um povo alegre. Mentira. Brasileiro é bobalhão.
Fazer piadinha com as imundícies que acompanhamos todo dia é o mesmo que tomar bofetada na cara e dar risada. Depois de um massacre que durou quatro dias em São Paulo, ouvir o José Simão fazer piadinha a respeito e achar graça, é o mesmo que contar piada no enterro do pai. Brasileiro tem um sério problema. Quando surge um escândalo, ao invés de protestar e tomar providências como cidadão, ri feito bobo.
Brasileiro é um povo trabalhador. Mentira. Brasileiro é vagabundo por excelência.
O brasileiro tenta se enganar, fingindo que os políticos que ocupam cargos públicos no país, surgiram de Marte e pousaram em seus cargos, quando na verdade, são oriundos do povo. O brasileiro, ao mesmo tempo em que fica indignado ao ver um deputado receber 20 mil por mês, para trabalhar 3 dias e coçar o saco o resto da semana, também sente inveja e sabe - lá no fundo - que se estivesse no lugar dele faria o mesmo. Um povo que se conforma em receber uma esmola do governo de 90 reais mensais para não fazer nada e não aproveita isso para alavancar sua vida (realidade da brutal maioria dos beneficiários do bolsa família) não pode ser adjetivado de outra coisa que não de vagabundo.
Brasileiro é um povo honesto. Mentira. Já foi. Hoje é uma qualidade em baixa.
Se você oferecer 50 Euros a um policial europeu para ele não te autuar, provavelmente irá preso. Não por medo de ser pego, mas porque ele sabe ser errado aceitar propinas. O brasileiro, ao mesmo tempo em que fica indignado com o mensalão, pensa intimamente o que faria se arrumasse uma boquinha dessas, quando na realidade isso sequer deveria passar por sua cabeça.
(90% de quem vive na favela é gente honesta e trabalhadora. Mentira. Já foi.
Historicamente, as favelas se iniciaram nos morros cariocas quando os negros e mulatos retornando da Guerra do Paraguai ali se instalaram. Naquela época quem morava lá era gente honesta, que não tinha outra alternativa e não concordava com o crime. Hoje a realidade é diferente. Muito pai de família sonha que o filho seja aceito como aviãozinho do tráfico para ganhar uma grana legal. Se a maioria da favela fosse honesta, já teriam existido condições de se tocar os bandidos de lá para fora, porque podem matar 2 ou 3 mas não milhares de pessoas. Além disso, cooperariam com a polícia na identificação de criminosos, inibindo-os de montar suas bases de operação nas favelas. Observação do Templário: não concordo com esta parte do texto entre parênteses).
O Brasil é um pais democrático. Mentira. Num país democrático a vontade da maioria é Lei.
A maioria do povo acha que bandido bom é bandido morto, mas sucumbe a uma minoria barulhenta que se apressa em dizer que um bandido que foi morto numa troca de tiros, foi executado friamente. Num país onde todos tem direitos mas ninguém tem obrigações, não existe democracia e sim, anarquia. Num país em que a maioria sucumbe bovinamente ante uma minoria barulhenta, não existe democracia, mas um simulacro hipócrita. Se tirarmos o pano do politicamente correto, veremos que vivemos numa sociedade feudal: um rei que detém o poder central (presidente e suas MPs), seguido de duques, condes, arquiduques e senhores feudais (ministros, senadores, deputados, prefeitos, vereadores). Todos sustentados pelo povo que paga tributos que tem como único fim, o pagamento dos privilégios do poder. E ainda somos obrigados a votar. Democracia isso? Pense nisso!!! O famoso jeitinho brasileiro. Na minha opinião um dos maiores responsáveis pelo caos que se tornou a política brasileira. Brasileiro se acha malandro, muito esperto. Faz um "gato" puxando a TV a cabo do vizinho e acha que está botando pra quebrar. No outro dia o caixa da padaria erra no troco e devolve 6 reais a mais, caramba, silenciosamente ele sai de lá com a felicidade de ter ganhado na loto... malandrões, esquecem que pagam a maior taxa de juros do planeta e o retorno é zero. Zero saúde, zero emprego, zero educação, mas e daí? Afinal somos penta campeões do mundo né? Grande coisa...
O Brasil é o país do futuro. Caramba , meu avô dizia isso em 1950.
Muitas vezes cheguei a imaginar em como seria a indignação e revolta dos meus avôs se ainda estivessem vivos. Dessa vergonha eles se safaram... Brasil, o país do futuro!!!?. Hoje o futuro chegou e tivemos uma das piores taxas de crescimento do mundo. Deus é brasileiro. Puxa, essa eu não vou nem comentar... O que me deixa mais triste e inconformado é ver todos os dias nos jornais a manchete da vitória do governo mais sujo já visto em toda a história brasileira. Para finalizar tiro minha conclusão: O brasileiro merece! Como diz o ditado popular, é igual mulher de malandro, gosta de apanhar.
Se você não é como o exemplo de brasileiro citado nesse e-mail, meus sentimentos amigo, continue fazendo sua parte, e que um dia pessoas de bem assumam o controle do país novamente. Aí sim, teremos todas as chances de ser a maior potência do planeta.
Afinal aqui não tem terremoto, tsunami nem furacão.
Temos petróleo, álcool, bio-diesel, e sem dúvida nenhuma o mais importante: Água doce!
Só falta boa vontade, será que é tão difícil assim?
Fonte: blog Lost in the e-Jungle
Link: http://the-ejungle.blogspot.com/2007/10/verdade-est-na-cara-mas-no-se-impe.html
Baixe e leia o livro sobre o Escândalo do Mensalão
A obra que compila todos os escândalos não conseguiu editora para publicação.
Como todas se negaram a publicá-lo, seu autor Ivo Patarra, resolveu colocá-lo na Internet à disposição para leitura on-line ou para baixar.
Fonte: http://www.escandalodomensalao.com.br
Link para download: http://www.escandalodomensalao.com.br/media/pdf/o_chefe.pdf
sábado, 27 de outubro de 2007
Mais de cem anos da mesma coisa...
Poeta russo "suicidado" após a revolução de Lenin escreveu, ainda no início do século XX:
"Na primeira noite, eles se aproximam e colhem uma flor de nosso jardim. E não dizemos nada.
Na segunda noite, já não se escondem, pisam as flores, matam nosso cão. E não dizemos nada.
Até que um dia, o mais frágil deles, entra sozinho em nossa casa, rouba-nos a lua, e, conhecendo nosso medo, arranca-nos a voz da garganta.
E porque não dissemos nada, já não podemos dizer nada."
Depois de Maiakovski...
"Primeiro levaram os negros
Mas não me importei com issoEu não era negro
Em seguida levaram alguns operários
Mas não me importei com issoEu também não era operário
Depois prenderam os miseráveis
Mas não me importei com issoPorque eu não sou miserável
Depois agarraram uns desempregados
Mas como tenho meu emprego Também não me importei
Agora estão me levando
Mas já é tarde.
Como eu não me importei com ninguém
Ninguém se importa comigo."
Bertold Brecht (1898-1956)
"Um dia vieram e levaram meu vizinho que era judeu.
Como não sou judeu, não me incomodei.
No dia seguinte, vieram e levaram meu outro vizinho que era comunista.
Como não sou comunista, não me incomodei .
No terceiro dia vieram e levaram meu vizinho católico.
Como não sou católico, não me incomodei.
No quarto dia, vieram e me levaram;
já não havia mais ninguém para reclamar..."
Martin Niemöller, 1933 - símbolo da resistência aos nazistas.
"Primeiro eles roubaram nos sinais, mas não fui eu a vítima,
Depois incendiaram os ônibus, mas eu não estava neles;
Depois fecharam ruas, onde não moro;
Fecharam então o portão da favela, que não habito;
Em seguida arrastaram até a morte uma criança, que não era meu filho..."
Cláudio Humberto, em 09 FEV 2007
O que os outros disseram, foi depois de ler Maiakovski.
Incrível é que, após mais de cem anos, ainda nos encontremos tão desamparados, inertes, e submetidos aos caprichos da ruína moral dos poderes governantes, que vampirizam o erário, aniquilam as instituições, e deixam aos cidadãos os ossos roídos e o direito ao silêncio.
Porque a palavra há muito se tornou inútil…
Até quando?
Olavo de Carvalho e a Filosofia no Brasil
Para entender um pouco mais sobre a "postura" filosófica brasileira e muito mais. Precisamos entender o que está acontecendo no Brasil, o que de podre está sendo servido ao nosso povo e, principalmente, aos nossos jovens universitários, coitados (sim, coitados deles... já fui um duas vezes...). Entrevista gravada com Olavo de Carvalho (www.olavodecarvalho.org).
Clique abaixo para ouvir.
http://cafecolombo.com.br/2005/05/16/olavo-de-carvalho-e-a-filosofia-no-brasil/
Fonte: site CAFÉ COLOMBO - http://cafecolombo.com.br
sexta-feira, 26 de outubro de 2007
A educação em uma economia estatista I
Ou: do diploma como reserva de mercado
Posted by Lucas Mafaldo on Agosto 27th, 2007 — Posted in Política
Introdução
Há algum tempo atrás, escrevi sobre como seria a educação sob o livre-mercado. Notem o “seria” da frase anterior: não vivemos sob o livre-mercado, mas sim, sob muita interferência do Estado – e poucos campos são tão estatizados quanto a educação.
As pessoas tendem a raciocinar em termos extremistas: capitalista é toda sociedade onde existem dinheiro e propriedade privada, enquanto socialista é somente uma sociedade onde todo o dinheiro e toda a propriedade foram abolidos. Raciocinar com estes termos é totalmente impossível, pois nenhum deles jamais existiu plenamente. Não se tem notícia de uma sociedade que conseguiu banir totalmente a liberdade de mercado, nem uma em que o mercado funcionasse totalmente sem restrições. Ausência de mercado e mercado totalmente livre são possibilidades apenas mentais e não opções concretas.
As opções concretas são sempre entre variações no grau de liberdade em relação à autoridade estatal. Quando há tanta liberdade a ponto do próprio povo tomar a maior parte das decisões, então dizemos que estamos sob o livre-mercado. Quando o povo toma poucas decisões e o governo toma a maioria, então estamos sob alguma forma de estatismo – que pode ser fascista, nazista ou socialista.
O Brasil é, evidentemente, um país socialista – ou pelo menos um país historicamente estatista em vias de progressiva socialização. E, como eu dizia antes, poucas áreas são tão socializadas quanto a educação. Ainda há, é verdade, espaço para a concorrência privada; mas todo este espaço é previamente determinado pelas autoridades estatais.
Como no meu artigo anterior falei sobre a educação sob o livre-mercado, a partir deste, iniciarei uma série sobre os problemas do controle estatal da educação. Começarei explicando porque um diploma é, em última instância, uma reserva de mercado e voltarei ao tema posteriormente.
A dupla finalidade da universidade
Se perguntarmos a qualquer pessoa qual é a finalidade da universidade, ela não hesitará em responder que sua função é habilitar os alunos a exercerem determinadas profissões. Ao dar esta resposta, ela não estará de toda errada – afinal, esta é, de fato, a finalidade original da universidade – mas estará percebendo apenas metade da questão.
Formar profissionais pode ter sido a “razão de ser” por excelência das universidades e pode até continuar sendo sua função nominal; mas, na medida em que o Estado assume a função de regular todo o mercado de trabalho, as universidades adquirem um novo papel: decidir quem entra e quem fica fora das reservas de mercados profissionais.
A partir deste ponto, a faculdade passa a ter duas finalidades: transmissão de conhecimento e acesso a uma reserva de mercado. O segundo objetivo fica apenas implícito e, quando raramente é mencionado, as pessoas tendem a diminuir sua importância dizendo que ele está em total continuidade com o primeiro. Algumas vezes, de fato, estes dois objetivos podem ser compatíveis; mas eles freqüentemente entram em conflito, gerando boa parte dos problemas que temos da educação superior. Mas deixem-me explicar melhor o que é reserva de mercado, antes de expandir a análise deste problema.
Reserva de mercado
Uma reserva de mercado existe quando apenas um grupo pode explorar uma determinada área de negócios. Um exemplo hipotético seria o seguinte: um ditador maluco decide que apenas as mulheres poderão trabalhar como taxistas.
Toda reserva de mercado é um benefício imediato para quem está dentro dela: após a decisão do nosso hipotético ditador, imediatamente haveria um grande crescimento dos empregos disponíveis às mulheres. No entanto, uma reserva de mercado também prejudica seriamente quem está fora dela: todos os homens que pretendessem trabalhar na área seriam prejudicados.
Além disto, existe um grupo que sempre sai perdendo com a reserva de mercado: os consumidores. Na medida em que apenas um pequeno grupo pudesse trabalhar no ramo, este pequeno grupo poderia aumentar os preços e diminuir a qualidade do serviço sem precisar ter medo da competição. Ou seja, com a reserva de mercado tende a aumentar o custo e diminuir a qualidade de um serviço – o que prejudica diretamente os consumidores.
No caso do nosso exemplo hipotético é fácil ver como as reservas de mercados são injustas: por puro arbítrio de um burocrata autoritário, um grupo de produtores foi beneficiado enquanto todos os consumidores e os produtores fora deste grupo foram prejudicados.
Ou seja, a análise econômica mostra claramente que a reserva de mercado serve para facilitar a transferência de riquezas para um pequeno grupo privilegiado aos custos do resto da população.
Reserva de mercado e coerção
Ainda há mais problemas éticos com a reserva de mercado. Por ser intrinsecamente injusta e improdutiva, toda reserva de mercado vai contra os interesses dos agentes econômicos; por isso, as próprias pessoas prejudicadas por uma reserva de mercado, mais cedo ou mais tarde, tenderão buscar maneiras de aboli-la. Ou seja, sempre que há uma reserva de mercado, há um incentivo direto para sua dissolução.
Por isso, para que uma reserva de mercado se mantenha operante – e elas conseguem se manter operante por muito tempo – é preciso que os agentes interessados em furar o bloqueio (os consumidores e os produtores alienados) sejam proibidos de tomarem decisões. Ou seja, é preciso que o governo continuamente imponha limites a liberdade de escolha do povo, para que o grupo protegido não perca seus privilégios. E este é um sério problema ético: para se manter uma reserva de mercado em ação é preciso sempre da coerção estatal; ou seja, o governo precisa impedir que as pessoas tomem decisões que trariam benefícios para elas mesmas.
Para ilustrar melhor o que estou dizendo, basta elaborarmos um pouco mais o nosso exemplo anterior.
Digamos que, após o ditador ter criado uma reserva de mercado para as taxistas, um rapaz, para ganhar um pouco mais de dinheiro, decide entrar ilegalmente no ramo dos taxistas. Para competir com os taxistas oficiais, ele propõe um preço mais baixo do que o preço oficial.
O que está acontecendo nesta situação? Ora, este rapaz está furando a reserva de mercado e revertendo os seus efeitos: ele está redirecionado a riqueza do grupo privilegiado (as mulheres, no caso) para os grupos que haviam sido prejudicados: os motoristas homens e os consumidores.
Ao fazer isto, todos os membros envolvidos diretamente nesta troca comercial são beneficiados: o consumidor (por receber um serviço a um preço mais barato) e o motorista (pois ganhará algum dinheiro ao invés de ficar desempregado).
Neste exemplo, portanto, vemos claramente como a reserva de mercado tende a ser naturalmente abolida, já que os dois agentes econômicos envolvidos nesta troca sairão beneficiados. Qual seria a única maneira da reserva manter sua efetividade? O governo precisaria proibir que estas pessoas fizessem este acordo. Ou seja, o Estado utilizaria seu poder de coerção para impedir que estas duas pessoas (o motorista e o consumidor) façam um acordo que beneficiarão todos os envolvidos.
A reserva de mercado, portanto, em última instância só se sustenta caso um governo autoritário impeça as pessoas de agirem de acordo com seus próprios interesses; ou seja, ela só se sustenta caso uma força externa continuamente impunha restrições à liberdade do povo.
O diploma como reserva de mercado
Neste ponto, imagino que o leitor já tenha entendido o porquê do subtítulo deste artigo. Uma coisa é possuir a habilidade necessária para executar uma profissão e outra coisa – bem diferente – é estar dentro de uma reserva de mercado criado pelo governo.
É verdade que as duas coisas são providas pela mesma instituição – a universidade – mas elas permanecem logicamente distintas. É perfeitamente possível que uma pessoa aprenda um ofício sem que consiga um diploma correspondente. Vejamos alguns exemplos simples: é perfeitamente possível que alguém aprenda o ofício de ensinar matemática sem cursar faculdade alguma; como não há empecilho algum para que um estudante – aparelhado de uma boa biblioteca – acabe entendendo tanto de literatura quanto alguém que terminou o curso de letras. Possuir determinada habilidade profissional, portanto, é logicamente distinto de possuir o diploma correspondente.
Com isso não quero dizer que os diplomas sejam inteiramente desnecessários; obviamente eles representam uma grande economia de tempo para os empregadores, pois, através deles, eles não precisam avaliar cada candidato individualmente para saber se estão devidamente habilitados para o trabalho. Ou seja, se servissem apenas como um atestado de habilidades, os diplomas seriam perfeitamente legítimos – mas esta não é a sua única função.
Por causa do controle estatal do mercado de trabalho, os diplomas adquirem também a função de garantir reservas de mercado. Isto ocorre em toda área onde o governo proíbe que os consumidores contratem trabalhadores que não tenham esta documentação. Ou seja: uma coisa é uma empresária contratar o funcionário diplomado por este ser melhor que o funcionário não-diplomado; outra coisa totalmente diferente é a empresa ser proibida de contratar o funcionário não-diplomado, mesmo que este seja melhor que o outro.
Fiquemos com um exemplo em minha área: psicologia. Alguém poderia dizer que o diploma serve para que o empregador se certifique o candidato a um emprego tenha o conhecimento necessário. Mas digamos que este empregador consiga esta informação de outro modo; digamos que um colega meu criou um excelente blog sobre psicologia organizacional. Um empresário descobriu o site e ficou entusiasmado: decide que quer contratar o autor para sua equipe. No entanto, ele logo descobre que o autor do blog ainda não é formado e, por isso, a contratação não
poderá ser efetivada.
O que está em jogo nesta situação? Obviamente, o diploma não está servindo apenas como um atestado das habilidades do rapaz (pois isso foi comprovado de outro modo), mas sim, como uma reserva de mercado para os que já estão formados. O diploma está, efetivamente, substituindo a própria habilidade profissional que deveria representar.
Como toda reserva de mercado, o diploma serve para beneficiar um grupo restrito de pessoas: o que já estão dentro da reserva, ou seja, os que já possuem um diploma. Deste modo, os diplomados podem relaxar, pois não precisam se preocupar com a possível concorrência de profissionais autodidatas.
Como toda reserva de mercado, o diploma prejudica um grupo de profissionais (os não-diplomados) e todos os consumidores. Ao invés de poder contratar quem realmente lhe parece melhor para o trabalho, o consumidor só pode contratar quem o papai-Estado determina. Mas isto é a essência mesmo do estatismo: jamais deixar que as pessoas ajam como adultas e tomem as suas próprias decisões.
Toda reserva de mercado é essencialmente uma tentativa de fugir da competição. Em uma situação onde a competição é livre, vence quem melhor satisfazer uma demanda do consumidor. Em uma economia estatizada, vence quem conseguir uma autorização do governo para ficar dentro de uma reserva de mercado. A diferença entre livre-mercado e socialismo, no fim das contas, é esta: no livre-mercado existe um incentivo para agradar o consumidor; no socialismo existe um incentivo para agradar o burocrata.
Isto não é diferente nos cursos de pós-graduação. Parece que ninguém se espanta com o espantável fato de que o número de cursos de pós-graduação cresce gigantescamente sem que vejamos um concomitante desenvolvimento cultural e científico. Talvez as pessoas não se espantem porque já perceberam a resposta: são pouquíssimos os que realmente fazem uma pós-graduação para aprimorar seus conhecimentos.
Uma pós-graduação, evidentemente, é uma nova reserva de mercado inscrita dentro de uma reserva anterior. Quantas vezes não encontramos um sujeito com mestrado menos hábil do que outro que ainda nem terminou a graduação? O sujeito com mestrado, no entanto, sempre terá preferência em conseguir um emprego, pois está em uma posição mais alta na reserva de mercado.
Conclusão
Um leitor me perguntou o que poderia ser feito para melhorar a educação brasileira; com base no que escrevi acima, eu resumiria em uma frase o objetivo central de toda política pública: quanto mais liberdade melhor! Vamos permitir a competição entre diplomados e não-diplomados; isto sim, forçaria as universidades a melhorarem a qualidade do seu ensino.
Mais legislação e mais controle estatal só aumentarão os problemas. Enquanto as pessoas procurarem um curso de graduação para fugir da competição, o crescimento econômico será limitado; enquanto as pessoas procurarem uma pós-graduação para fugirem do mercado de trabalho (e não por uma autêntica vocação intelectual), a produção cultural e científica permanecerá fraca.
Quanto mais liberdade houver, melhor será a quantidade e qualidade da produção em todas as áreas.
Fonte: blog do LUCAS MAFALDO - ttp://www.lucasmafaldo.contracorrente.com.br/
Link: http://www.lucasmafaldo.contracorrente.com.br/index.php/a-educacao-em-uma-economia-estatista-i/
quinta-feira, 25 de outubro de 2007
O que é educação clássica?
Educação clássica é uma filosofia da educação apoiada em práticas de ensino acumuladas ao longo de vários séculos; é uma tradição que se inicia na Grécia antiga e atravessa todo o período medieval, renascentista e moderno até chegar ao século XX, nos Estados Unidos, sendo sistematizada e divulgada com o nome de liberal education.
No sentido mais abrangente do termo, educação clássica é uma idéia geral de educação que passou por diferentes manifestações particulares ao longo história. Cada uma destas manifestações possui suas características peculiares, no entanto, todas elas participam dos mesmos traços essenciais.
O objetivo deste artigo é expor quais são estes traços essenciais.
1) O conhecimento como fim e não como meio
A educação clássica visa uma formação integral e não apenas uma formação técnica.
No ensino utilitarista, o conhecimento não tem valor em si próprio, mas apenas na medida em que serve para um fim externo: é a educação para formar técnicos aptos a exercer certos papéis na sociedade. Este tipo de ensino certamente é necessário para a vida em sociedade, e não faz o menor sentido querer prescindir dele. No entanto, não podemos colocá-lo como a única finalidade do processo educativo porque o ser humano possui vários aspectos que transcendem a sua ocupação profissional.
A educação clássica tem como objetivo cultivar no homem estes aspectos que, embora transcendam sua profissão, continuam fazendo parte de sua personalidade. Por isto, se trata de uma filosofia integral de ensino: ela não se limita a transmitir conhecimentos técnicos, mas procura cultivar a sensibilidade, a cultura e os valores.
2) Formação ao invés de mera informação
Uma segunda característica da educação clássica é que ela não se limita à transmissão de informações, mas procura desenvolver no aluno o senso de proporcionalidade e hierarquia no conhecimento.
Informações são apenas dados pontuais, pedaços de conhecimento dispersos. As informações são importantes, mas fazem poucos sentidos sem os quadros conceituais que tornam estas informações inteligíveis.
Por isso, o foco da educação clássica, ao contrário do ensino oficial brasileiro, não é transmitir informações, mas sim, em ensinar o aluno a organizar o seu conhecimento; ou seja, de analisar e sintetizar as informações recebidas, criando uma concepção integrada e hierarquizada do quê se está estudando. Esta proposta é preferível porque uma vez que o aluno tenha aprendido a organizar o seu conhecimento, ele pode facilmente encontrar as informações faltantes. No entanto, o aluno que recebe apenas informações e não aprende a lidar com conceitos, terá sempre um entendimento limitado de qualquer assunto que estude.
3) A defesa da consciência individual contra a massificação
Uma terceira característica essencial é que ela é centrada na formação da consciência individual e, por isso, é o único modelo realmente não-ideológico de formação intelectual. O papel da educação é ensinar ao aluno como pensar, e não o quê pensar; o professor mostra o caminho e os instrumentos, e cabe ao aluno continuar o processo.
Na educação clássica, os alunos, ao invés de serem convidados a adotar uma visão de mundo uniformizada, aprendem a cultivar sua própria mente, formando opiniões próprias e bem fundamentadas sobre os assuntos que discutem.
4) O conhecimento, embora seja uma elaboração individual, almeja alcançar uma verdade objetiva
A educação clássica não segue os teóricos que pregam a abolição da noção de verdade objetiva. Embora ela saiba que todo conhecimento envolve uma elaboração individual, este trabalho subjetivo é feito em cima de dados objetivos.
Ou seja, as noções de objetividade e subjetividade não são vistas como sendo contraditórias: embora o conhecimento nasça da consciência individual, esta consciência não está separada do mundo por um abismo solipisista. A consciência do indivíduo cresce ao se alimentar dos dados objetivos que recebe da realidade.
5) Transcendência das limitações da época e da cultura imediata
É incorreto dizer que a educação clássica é contra a cultura popular, como querem alguns de seus críticos. Não faz parte de seu programa excluir nenhum tipo de manifestação cultural.
No entanto, este erro ocorre porque, embora respeite cada cultura local, a educação clássica procurar levar o sujeito a conhecer diferentes culturas, de diferentes épocas e locais, especialmente a que foi produzida pelos grandes gênios de cada época. Mas não se trata de rejeitar uma em nome da outra: trata-se de oferecer, a cada indivíduo, a possibilidade de escolher o que lhe parece mais adequado dentro de tudo que já foi produzido pelo espírito humano.
A crença básica da educação clássica é que o espírito do aluno sai engrandecido – e não diminuído – pelo contato direto com diferentes visões de mundo. O fato dele conhecer uma visão de mundo diferente não significa que ele irá abandonar a sua cultura local; significa apenas que ele terá um universo maior de escolhas possíveis – e entre estas escolhas, evidentemente, está tanto a possibilidade de rejeitar o novo conhecimento em nome do antigo, como também de fundir os dois campos culturais e produzir algo ainda mais interessante do que existia anteriormente.
Os inimigos da alta cultura, portanto, fazem um desserviço aos que pretendem ajudar. No fundo, estão apenas limitando as escolhas dos alunos e empobrecendo o seu universo cultural. A educação clássica tem como objetivo reverter o mal que estes falsos amigos os fazem e oferecer aos indivíduos o leque cultural mais amplo possível.
6) Os grandes livros: os clássicos do pensamento ocidental
A sexta e última característica da educação clássica é que ela é sempre feita através dos “grandes livros”, que é como Adler chamava os clássicos do pensamento ocidental.
Hoje em dia, os alunos, mesmo no nível universitário, não estão mais acostumados a ler os grandes clássicos. Consideram a leitura difícil, enfadonha e estão sempre “ocupados demais” para este tipo de dedicação. Isto acontece porque eles foram habituados a estudar exclusivamente a partir de manuais acadêmicos – quando não apenas a partir de trechos soltos de alguns destes manuais.
O problema com os manuais é que eles sempre estão muito abaixo do nível intelectual dos grandes livros de uma disciplina. Em qualquer tema de estudo foram escritos alguns clássicos que definiram o curso do pensamento, ao quê se seguiram vários artigos e livros menores discutindo o assunto. Os manuais nascem no final desta cadeia, procurando simplificar e resumir toda a discussão anterior.
Certamente o intuito com que são escritos é louvável: introduzir o aluno em discussão complexa. No entanto, eles só servem como degrau inicial para a formação do aluno, pois eles nunca mantêm o mesmo rigor intelectual com que foram escritos os clássicos da disciplina.
Isto ocorre, em primeiro lugar, porque os autores dos manuais visam o aluno médio e, por isso, excluem do texto todos os aspectos mais complicados do tema. Os clássicos, ao contrário, foram escritos para os homens mais inteligentes do seu tempo e, por isso, trazem justamente as questões mais elevadas. Além disso, os autores dos clássicos foram os grandes gênios da humanidade, enquanto os autores de manuais costumam ser professores medianos que, embora tenham um domínio razoável da disciplina, não foram capazes de produzir uma contribuição original para o conhecimento.
Os manuais, portanto, são excelentes para introduzir o aluno em uma discussão, mas jamais serão suficientes para habilitá-lo a discutir as grandes questões do seu campo de estudo. Para formar estudantes de altíssimo nível, capazes de levar o conhecimento que receberam a um novo patamar, o único caminho é através da leitura direta dos clássicos.
Caso um ensino se baseie quase exclusivamente em manuais – como no caso do nosso ensino nacional – iremos formar apenas alunos medianos. Mas, se fizer um ensino baseado nos clássicos, iremos formar uma geração de alunos familiarizada com a história das grandes idéias de sua disciplina e, portanto, habilitada a discutir as questões mais elevadas. Ou seja, capaz de participar daquilo que Adler chama de “grande conversação”.
Resumindo
Com isso, acredito, podemos ter uma boa idéia do que seja a essência de uma educação liberal:
1. Ela é uma educação não-profissionalizante, que busca uma formação integral do homem;
2. Ela não tem como objetivo a aquisição de informações pontuais, mas sim, de desenvolver a capacidade do aluno em raciocinar e organizar de forma independente as informações que recebe;
3. Ela não se volta para a formação em massa, para a difusão de uma visão de mundo, mas para que cada aluno cultive a própria consciência individual;
4. A educação liberal é o exato oposto do subjetivismo que ameaça fechar cada sujeito em si mesmo, pois seu objetivo é abrir a alma do aluno às influências universais;
5. A educação liberal resgata o sujeito do imediatismo e permite que ele julgue a sua própria cultura a partir das aquisições culturais de outras épocas;
6. O aluno que recebe uma educação liberal se torna um espectador consciente da história das idéias, discutindo com as grandes mentes que moldaram o pensamento ocidental.
Conclusão
Podemos perceber claramente que no Brasil jamais existiu de forma consistente e continuada um esforço em promover a educação clássica. O ensino brasileiro é, na melhor das hipóteses, meramente profissionalizante, quando não recai simplesmente na doutrinação ideológica rasteira.
Acredito que quem tiver acompanhado esta exposição, concordará que não há tarefa mais urgente e importante para o nosso país do que criar em nossa sociedade focos de educação clássica para revitalizar os nossos debates intelectuais – uma tarefa que talvez seja tão difícil quanto necessária; e, por isso mesmo, digna de nossos melhores esforços.
Observação do Cavaleiro do Templo: leia também o post abaixo
Fonte: http://aristoi.wordpress.com/
Link: http://aristoi.wordpress.com/o-que-e-educacao-classica/
Projeto Editorial Aristoi - Educação Clássica
Estamos analisando a viabilidade de um dos nossos projetos. Tenho certeza de que apreciarão sua importância: queremos publicar todos os principais livros sobre educação liberal e o pensamento conservador.
Nosso projeto está pronto, mas precisamos saber se há um público interessado nesta iniciativa. Por isso, sua opinião é importantíssima. Peço que leia o resto do e-mail e nos envie sua opinião. As respostas servirão de base para planejarmos nossas próximas atividades.
Imagino que a maioria de vocês já tenha ouvido Olavo de Carvalho falar do imenso abismo cultural que separa o nosso país do resto do planeta: sem exagero, ele já contou mais de mil títulos importantes que faltam no mercado editorial nacional. Da extensa obra de Mortimer Adler, apenas um título foi traduzido – e, no momento, encontra-se esgotado. Russell Kirk permanece totalmente inédito. Apenas uma pequena fração da obra Eric Voegelin foi traduzida.
Pretendemos traduzir estes livros e todos os demais que sejam relevantes para a formação da cultura nacional.
Nosso atraso cultural é um dos grandes responsáveis por nosso contínuo atraso político e econômico. As raízes dos nossos problemas sociais estão na nossa dificuldade em absorver as grandes produções intelectuais e espirituais da espécie humana. Para que qualquer problema social seja resolvido, é preciso haver gente inteligente para encontrar a solução. Enquanto a própria questão da inteligência não for solucionada, tudo o mais ficará sem solução.
Nós, do Aristoi, temos um plano para reverter esse atraso cultural. E precisamos da sua ajuda para pô-lo em prática.
Há mais de um ano estamos elaborando um projeto para traduzir e publicar todos estes livros. Nós já temos voluntários e uma equipe disposta a trabalhar de graça por este projeto. Um empresário nos cedeu sala e computador. Só nos falta uma coisa: recursos financeiros para pagar pelos serviços que precisam ser terceirizados e remunerados (direitos autorais, tradução, gráfica, etc.).
Para arrecadar o dinheiro faltante, nosso plano é o seguinte: criar um site com uma área para membros, com fórum de discussão e textos exclusivos, e cobrar 25 reais mensais pela assinatura.
Os assinantes receberiam uma série de benefícios: teriam textos exclusivos e descontos na compra de produtos ou serviços do Aristoi. Além disto, fariam parte de uma comunidade virtual de pessoas interessadas nesse campo. Será uma oportunidade única para criar uma rede nacional de pessoas interessadas nesse campo.
Mas, além de tudo isto, eles teriam a satisfação de estarem financiando um grande projeto de renovação cultural nacional. O ritmo das publicações dependerá, evidentemente, do ritmo das contribuições. Mas, a longo prazo, pretendemos traduzir toda uma série de livros importantíssimos que estão ausentes no mercado nacional – alguns, há mais de cinqüenta anos.
Dito isto, chegamos a minha pergunta: vocês assinariam tal site? Vocês fariam parte desta iniciativa? Vocês querem fazer parte da primeira comunidade nacional de educação liberal?
Você, caro leitor, estaria disposto a contribuir mensalmente com 25 reais para furar o bloqueio cultural que cerca o nosso país, financiando a publicação de livros que, há cinco décadas, estão ausentes do nosso mercado editorial?
Costumamos reclamar muito, mas fazer pouco. É esta é uma oportunidade para fazermos muito.
O que você nos diz?
Por isso, peço que todos que puderem - e quiserem - ajudar, que respondam a esta mensagem. Basta nos enviar uma mensagem através da nossa seção de contato. Um simples “sim” ou um “não” é suficiente – mas aceitamos também todo e qualquer comentário mais extenso.
Sua resposta não implica em nenhuma obrigatoriedade; servirá apenas para sabermos quantos estão interessados no projeto e analisarmos sua viabilidade.
Aguardo sua resposta e agradeço sua atenção.
Um grande abraço, Lucas Mafaldo
Diretor do Aristoi – Instituto de Educação Clássica
Fonte: blog ARISTOI - EDUCAÇÃO CLÁSSICA - http://aristoi.wordpress.com
Link: http://aristoi.wordpress.com/2007/10/18/projeto-editorial-aristoi/
Socialismo vs. Economia de Mercado
Este foi o último discurso formal de Ludwig Von Mises, (1881-1973), pronunciado em 02 de maio de 1970, num seminário de Economia patrocinado pela Sociedade de Praxeologoia, Seatlle, Washington. Foi assistido por cerca de 600 professores, alunos e outros interessados. Este texto foi transcrito do audiotape por Betina Bien Greaves, e editado, primariamente para a sintaxe e pontuação, por Percy L. Greaves. Foi oferecido ao Instituto Mises pela Sra. Greaves e nunca antes apareceu impresso.
"...Este sistema (Socialismo) é muito bem conhecido. Pode ser muito bem e facilmente descrito. Mas é um sistema cujas conseqüências e efeitos são conhecidos por poucas pessoas, senão nenhuma. Sob o princípio do “führer”, sob o tipo de colaboração que chamamos de “socialismo”, sob uma sociedade “organizada” ou “planejada”, sob este sistema, há uma vontade central que determina tudo e a que todas as outras pessoas têm de seguir. Elas têm de obedecer. Elas são seguidoras. Certamente, sob tal sistema não há qualquer espécie de desperdício de ações e de forças, mas somente isto não significa nada. Isto significa apenas que nós temos de dizer que todas as outras pessoas não têm nenhuma vontade própria, nenhuma possibilidade, nenhuma oportunidade, nenhuma força, para influenciar a direção do sistema como um todo, a direção da cooperação e colaboração das pessoas.
O Socialismo é um sistema maravilhoso; é maravilhoso, muito bom, excelente, se nós aceitarmos as idéias do “führer” – se nós somente aceitarmos as idéias do “führer”, que lidera a coisa toda até o final. Mas é algo muito diferente se nós olharmos do ponto de vista da realidade. Na vida real, observamos que há muitas idéias diferentes, diferentes desejos e planos, diferentes indivíduos. Na vida real, observamos que estes indivíduos, a imensa maioria do povo, tornar-se-ia extremamente infeliz se tivesse de abandonar seus próprios desejos, planos e vontades e tivesse apenas de obedecer às ordens de outras pessoas. Este sistema, este sistema onde falta a liberdade para todos os indivíduos, exceto para um, poderíamos chamá-lo de sistema-prisão, se nós não tivéssemos cometido um erro fundamental, que é de fato a razão fundamental porque tantas pessoas aceitam as idéias do socialismo e a direção geral de todas as tarefas humanas..."
Fonte: portal MOVIMENTO ENDIREITAR - http://www.endireitar.org
Íntegra: http://www.endireitar.org/content/view/58/75/
Obras "educativas" do comunista Carlos Mariguella
“Pergunta: O que o Sr. acha do fato de o combate ao terrorismo na República Federal acontecer exclusivamente no âmbito da lei criminal convencional? A teoria prevalente presume que os atos terroristas de uma guerra irregular sejam qualitativamente idênticos às violações diárias "normais" da lei.
Von der Heydte: Esse é o problema que o Estado de direito tem ao combater o inimigo na guerra irregular. Essa é a desgraça do Estado de direito, quando ele é atacado na técnica da guerra irregular. No Estado de direito temos dois tipos de pessoas, o cidadão correto e o criminoso. O terceiro tipo de pessoa, o que conduz uma guerra irregular, sua existência não é levada em conta. Quando o Estado de direito e a guerra irregular se confrontam, isso me lembra uma competição entre um nadador e um não-nadador. Isso não pode dar coisa que preste.
O poder que promove a guerra irregular não conhece quaisquer obrigações, pois nada o submete à obediência da lei civil, da lei internacional e nada há que o submeta à lei da guerra. O Estado de direito é submetido em todos os aspectos. Mais que isso, o poder que promover a guerra irregular pode explorar totalmente as possibilidades jurídicas que lhe são proporcionadas pelo Estado de direito.”
“A guerra irregular é feita de atos individuais. Esses atos individuais se ligam uns aos outros no quadro maior. Mas quem deseje conduzir uma guerra irregular vai querer esconder esse quadro maior. É característico da guerra irregular moderna que quem a conduz se disfarce.
Foi assim no Vietnã. A guerra contra os franceses prosseguiu contra os Estados Unidos sem interrupções. No Ocidente as pessoas faziam vistas grossas a esse fato. O período de calmaria foi ilusório. A "fundação" da "Frente de Libertação Nacional" do Vietnã do Sul foi pura ficção, simulação total para que os americanos não percebessem que já estava tudo no seu devido lugar. Qualquer um conseguiria restabelecer qualquer coisa que já estivesse lá há algum tempo.”
“Sem uma considerável dose de mídia nenhuma guerra irregular conseguiria hoje ser conduzida no Ocidente. Uma imprensa desorientadora e desinformadora é característica essencial da guerra irregular, no Ocidente. Evidentemente que os americanos não perceberam isso na Alemanha do pós-guerra, porque se não teriam imposto as suas leis de imprensa, que previam pelo menos um comunista participando da direção editorial de todo jornal. Esse foi o começo da desinformação, pelo menos na Alemanha Ocidental.”
( A entrevista completa encontra-se nas páginas 15 a 29 do livro A Guerra Irregular Moderna, escrito por Friedrich August Von der Heydte, editora BIBLIEX, Rio de Janeiro, 1990 ).
Fonte: http://www.marxists.org/portugues/marighella/index.htm
O cara (Lula) é fraco e deveria ser motivo de vergonha, mas...
1. burros por opção;
2. canalhas;
3. mentirosos;
4. de moral baixa;
5. sem respeito;
6. que se puderem, atrapalham, roubam, matam e/ou fazem alguma outra m**da com seu semelhante.
Notem que não falei nos excluídos deste país. Mas tem alguns que o são e que fazem parte da lista, claro...
Vejam a incapacidade de um ser humano de no mínimo falar direito. Não vou nem falar nas mentiras contadas porque se tem mentiroso neste país, o nome dele é LULA, o fundador do FORO DE SÃO PAULO, a coisa mais criminosa que existe na América Latina, pois junta TODOS os piores da região em uma só entidade.
Protesto em São Paulo
O que importa é o protesto dos patriotas e não o silêncio dos culpados e dos omissos.
Que São Paulo faça sua parte e proteste!
Que os outros Estados protestem!
Que o Brasil proteste!
Vamos protestar!
DIA 27/10/2007 ÀS 14:00HS NA PÇA. OSVALDO CRUZ (PROX. SHOP. PAULISTA)
SÃO PAULO É NOSSO ORGULHO!
EM CADA RUA, EM CADA VILA, EM CADA CIDADE, EM CADA ESTADO DO BRASIL... PROTESTEM!!!
ONDE ESTIVEREM (EM CASA, NO CINEMA, NA FEIRA, NA ESCOLA...). PROTESTEM!
É O NOSSO DINHEIRO QUE ESTÁ ESCORREGANDO DE NOSSAS MÃOS PARA AS MÃOS DE POLITICOS CORRUPTOS!
O Brasil do Presi"M"ente da República...
Tem mais aqui: http://www.youtube.com/btoscano24
Não à CPMF!! Assine o manifesto!!
"ASSINE O MANIFESTO
http://www.contraacpmf.com.br/cpmf.asp
VEJA COMO VOTARÁ O SEU SENADOR. SE ELE FOR A FAVOR DA CPMF, COLOQUE-O NA SUA LISTA NEGRA!
http://www.contraacpmf.com.br/pesquisa.asp
ENVIE AOS SENADORES O SEU PROTESTO! VAMOS LOTAR AS CAIXAS DE EMAILS DO SENADO, PARA ELES SABEREM QUE ESTAMOS DE OLHO!
http://www.contraacpmf.com.br/EnviaEmail.asp
AJUDEM A DIVULGAR AO MÁXIMO ESSE SITE!
PRECISAMOS PRESSIONAR!
É AGORA, OU NUNCA!"
Postado pela incansável ஜಌ Chris Couto ஜಌ
Perfil dela no Orkut - http://www.orkut.com/Profile.aspx?uid=6849651846483597970
Movimento Esposas de Militares
"Entem nessa Comunidade: MOVIMENTO ESPOSAS DE MILITARES
OLÁ AMIGOS E AMIGAS! VAMOS MOVIMENTAR ESSA COMUNIDADE!!
Para visualizar a página da mesma, acesse: http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=40818555"
Postado pela incansável ஜಌ Chris Couto ஜಌ
Perfil dela no Orkut - http://www.orkut.com/Profile.aspx?uid=6849651846483597970
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Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
