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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Referendo na Venezuela - NOTALATINA (por Graça Salgueiro) mata a cobra e mostra o pau


visite tambem o OBSERVATORIO BRASILEÑO (em espanhol)


Graça Salgueiro nos traz mais uma vez (e como sempre) informações contundentes sobre a imensa farsa montada pelo amigo e ditador venezuelano do Lula. A Graça é a única brasileira capaz de buscar E publicar (digo, tem CORAGEM para os dois) os fatos sobre a América Latina e se a mí"r"dia nacional jogasse FORA todos os seus jornalistas (propagandistas na verdade, publicitários da esquerdologia mundial) e contratasse a Graça o Brasil não teria o LULA na presidência, e sim na cadeia. Vejam um trecho abaixo da matéria sobre o bossal assassino venezuelano


ÍNTEGRA AQUI, no NOTALATINA

... Então, dando proceguimento à análise da fraude e ao desmascaramento desta aberração, o Notalatina apresenta mais evidências daquilo que há anos denuncia. São fotos, numa série de 8, onde aparece um caminhão do Exército Venezuelano com soldados descarregando caixas eleitorais. Não há dúvida de que essas caixas pertencem ao CNE porque numa delas aparece claramente a sigla. Além disso, a placa do caminhão, EJ 2395 – também visível -, não pode ser de outro lugar que não o Exército Venezuelano. Vejam na seqüencia o que ocorre a estas caixas.

Será possível que mal acabaram de contar os votos já se pode incinerá-los SEM UMA AUDITORIA onde estejam presentes as duas partes da contenda, para ratificar a autenticidade dos resultados do escrutínio? Este procedimento é legítimo e normal em qualquer país, ou o objetivo desta operação era justamente destruir as provas de incontáveis votos contrários ao governo? As perguntas não param de pulular em minha cabeça – e com certeza nas dos venezuelanos – e, por mais boa vontade e isenção que eu queira ter, não encontro uma resposta plausível para justificar o que a mim me parece CRIME ELEITORAL puro e simples. Estas pessoas deviam estar na cadeia, o referendo anulado e o ditador de Miraflores deposto e preso...

No mesmo post do NOTALATINA leia também:

Urge um movimento para resgatar o CNE

Alejandro Peña Esclusa 
Presidente de Fuerza Solidaria e UnoAmérica


O objetivo deste escrito é apresentar uma proposta que unifique os esforços de todos os venezuelanos em uma só direção, com a finalidade de recuperar o equilíbrio e a harmonia em nosso país. As premissas são as seguintes:

ÍNTEGRA AQUI, no NOTALATINA

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Análise da fraude na Venezula


por GRAÇA SALGUEIRO


Quarta-feira, 18 de Fevereiro de 2009



Há tempo eu já havia comentado, por artigos meus ou do Alejandro Peña Esclusa, que o referendo por si só era uma coisa ilegal e inconstitucional, pois os venezuelanos já haviam decidido isto em dezembro de 2007 dando um rotundo NÃO a Chávez. Depois, como explicou o engenheiro Alfredo Weil no programa “Mesa de Análisis” conduzido por Marta Colomina, a votação eletrônica na Venezuela NÃO É AUTÊNTICA segundo as definições requeridas pela comunidade internacional que devem obedecer a 3 requisitos básicos:

1. Imparcialidade do Conselho Nacional Eleitoral. Como sabemos, dos cinco reitores 4 são chavistas e 1 finge ser moderado;

2. Transparência do organismo eleitoral – o árbitro -, no caso, o CNE;

3. Garantia absoluta aos eleitores do segredo do voto. Weil desafiou os políticos presentes ao programa a declararem se estes três princípios são respeitados nas votações que se realizaram na Venezuela nos últimos anos (especificamente o Referendo Revocatório de agosto de 2004 até 15 de fevereiro de 2009). Para ouvir o áudio do programa cliquem aqui.


ÍNTEGRA DO ARTIGO AQUI.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

ES HORA DE LA DENUNCIA INTERNACIONAL - VENEZUELA


GRAÇA SALGUEIRO

Terça-feira, 17 de Fevereiro de 2009

Íntegra AQUI

INDEPENDIENTEMENTE DE LOS RESULTADOS (QUE YO PARTICULARMENTE CUESTIONO), HAY QUE REUNIR TODAS LAS DENUNCIAS DE LAS ABERRACIONES QUE HEMOS VIVIDO, COMENZANDO POR LA ILEGALIDAD DE LA PROPIA CONVOCATORIA Y LA NEGACIÓN IMPERDONABLE DE ACEPTAR NUEVOS VOTANTES EN EL REP. NO PODEMOS SEGUIR CALLANDO POR MIEDO A HABLAR DE FRAUDE CUANDO HUBO TRAMPA Y VENTAJISMO EN CADA ETAPA DE LA CONTIENDA. Y MENOS AÚN CREER QUE PUEDEN SER LIMPIOS LOS NÚMEROS OBTENIDOS DE SEMEJANTE MANERA.

Íntegra AQUI

Venezolano: ¡Alégrate! ¡Lo ocurrido el 15F es bueno!


Íntegra AQUI




Venezolano: ¡Alégrate! ¡Lo ocurrido el 15F es bueno!


Alejandro Peña Esclusa


Seguramente te sentirás triste e, incluso, deprimido, por el resultado del referendo del 15 de febrero, que le permitirá a Chávez reelegirse indefinidamente. Sin embargo, ésta sí que es una victoria pírrica, porque, en lugar de garantizar la permanencia del Régimen, acelerará su caída. Los hechos son los siguientes:

El 15F se ejecutó un golpe de Estado. La Carta Magna prohíbe realizar una misma consulta dentro de un mismo período constitucional. El 2 de diciembre de 2007 los venezolanos dijimos NO a la reelección, por tanto, el referendo del 15F violó abiertamente la Constitución.

Íntegra AQUI

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

A vitória da fraude

a fonte de informação sobre a América Latina

Da Venezuela recebo denúncias de que na Escola Comércio, em Punto Fijo, havia uma chavista com camisa e boné vermelhos e publicidade do “Sí”, dentro do centro de votação e levando e trazendo pessoas em seu carro para votar. Essas coisas foram expressamente proibidas pelo CNE mas dona Tibisay não viu. Também não viu dona Tibisay, nem seus micos amestrados, que em frente ao INTT havia gente com cornetas tocando desde às 6:30 da manhã; colocavam a todo volume o gingle da campanha chavista e nada disso foi reprimido.

ÍNTEGRA AQUI.

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Informes sobre o Referendo na Venezuela

a fonte de informação sobre a América Latina



Bem, mas “a nota” de hoje não poderia ser outra do que o atestado de autoritarismo que a ditadura chavista deu, expulsando um deputado do PP espanhol que fora convidado como observador pela oposição. Naturalmente que os puxa-sacos de plantão – que já estão lá para referendar a fraude -, não só podem dizer barbaridades da oposição como se intrometer nos assuntos internos do país que não acontece NADA, não é agressivo nem encarado de forma pejorativa.


Leia na íntegra aqui.

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Referendo na Bolívia: Clonação de Títulos de Eleitores coloca processo sob suspeição

Do blog MOVCC

CLIQUE AQUI E VOTE CONTRA A LEI QUE VAI ACABAR COM A LIBERDADE NA INTERNET BRASILEIRA


Em Santa Cruz, El Alto de La Paz e Cochabamba foram denunciados casos de vários eleitores que não puderam votar porque outra pessoa já havia votado em nome deles.

Muitos eleitores se surpreenderam porque ao chegarem à sua mesa para emitir seu voto, encontraram que outra pessoa já havia sufragado o voto em seu nome e com o mesmo número da cédula de identidade.

Este tipo de ocorrência foi qualificado por funcionários da Corte Departamental Eleitoral como “clonação”, e se registrou não só no departamento de Santa Cruz, mas também foi denunciado em Cochabamba e El Alto.

Fernando Castedo, vocal da Corte Eleitoral cruceña, confirmou que recebeu seis casos de clonação que despertaram a susceptibilidade nos cidadãos que pretendiam exercer seu direito ao voto. “Estes casos foram denunciados pelos juízes eleitorais que receberam as denuncias dos afetados. Nós temos pedido que se investigue estes casos para determinar o que sucedeu”, declarou.

Em Cochabamba, os eleitores afetados recorreram aos meios de comunicação para denunciar a ocorrência ante a impotência de não serem atendidos pelos funcionários da Corte Eleitoral desse departamento. Segundo o presidente dessa entidade, Joaquín Pérez, esta ocorrência não foi denunciada ante a Corte, mas adiantou que haverá uma investigação.

O prefeito Manfred Reyes Villa, horas antes de conhecer o resultado do referendo, ele criticou a Corte Nacional Eleitoral por não ter tomado atitudes e levado a sério as denúncias de duplo título eleitoral. “Está em dúvida o padrão eleitoral que em Cochabamba supostamente tem um crescimento de 200 mil eleitores. E surpreendente tal constatação: é como se esses eleitores já tivessem nascido com 18 anos”, disse. Matéria completa aqui, no El Nuevo Dia


IRREGULARIDADES NO REFERENDO DA BOLÍVIA

Protestos nas primeiras horas após eleição

Cochabamba, (ANF).- O presidente da Corte Departamental Eleitoral (CDE) de Cochabamba, Joaquín Pérez Mercado, qualificou como “positiva” a jornada eleitoral do domingo, dia do Referendo Revocatório de Mandato Popular.

No entanto, várias pessoas fizeram denúncias aos distintos meios de comunicação sobre as irregularidades ocorridas durante o plebiscito, como irregular panfletagem a favor de Evo e contra o prefeito, nos postos eleitorais. Outra denúncia gravíssima dos eleitores foi que muitos se surpreenderam ao tentarem votar porque nas listas seus votos já constavam como emitidos.

O presidente da Corte Departamental Eleitoral (CDE) se recusou de fazer comentários a respeito, afirmando que não se tem nenhuma denúncia formal e que em cada recinto se encontravam funcionários da Corte Eleitoral para resolver estes casos. Matéria completa aqui, no El Diário.


MAIS DENÚNCIAS: CÉDULAS COM DOIS NÚMEROS

“Quatro pessoas não puderam votar porque quando se apresentaram na mesa eleitoral correspondente, descobriram que seu número do título de eleitor tinha sido mudado. Nos documentos pessoais bem como nas listas de votação figurava os nomes dos eleitores corretamente, porém, o número do título era diferente.

Nós chamamos ao pessoal da Corte, porém, simplesmente nos responderam que possivelmente se tratava de um erro de impressão, e com isso fecharam a questão. Os afetados por esse tipo de erro protestaram e asseguraram que iriam denunciar à imprensa. Também ocorreram outros casos. Várias pessoas foram trocadas de mesa para sufragar e não foram informadas. Alguns nem votaram”. El Nuevo Dia


GOVERNADORES REGIONAIS ENDURECEM CONTRA MORALES

Os governadores regionais autonomistas de Santa Cruz, Beni, Pando e Tarija, que foram ratificados em suas regiões, endureceram ainda mais contra o presidente, Evo Morales, a quem insultaram e advertiram que não imporá uma nova constituição.

Após ter sido ratificado com um amplo apoio segundo as pesquisas dos meios de comunicação, o governador regional de Santa Cruz, Rubén Costas, dirigiu a seus seguidores um duro discurso contra Morales, a quem chamou de "ditador" e "macaco".

"A liberdade derrotou o totalitarismo", disse Costas judiciais e anunciou que continuará aprofundando o projeto autônomo para sua região "onde possa viver sem o chicote do fundamentalismo aimará". "Advertimos os corruptos e os soberbos governantes que não tentem impor seu ilegal e racista projeto de constituição porque então sim terão entrado em um beco sem saída", acrescentou. O duro discurso de Costas foi pronunciado no meio de gritos de seus seguidores que pediam "independência" e chamavam o presidente Morales de "assassino".

Mario Cossío, governador regional da rica região em gás de Tarija, sustentou que a partir de amanhã iniciará o estatuto de autonomia que foi votado em junho passado, mas que o Governo considera "ilegal e separatista". Cossío anunciou que imediatamente convocará eleições para formar "um Parlamento" departamental que legisle a autonomia regional que pretende aplicar.

O governador de Beni, Ernesto Suárez, disse que a votação que o ratificou este domingo em seu cargo é uma derrota para o "império dos cheque-Chávez", em alusão à ajuda que o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, dá a Morales para seus projetos.

Seu colega de Pando, Leopoldo Fernández, destacou que o resultado a seu favor representa "a ratificação do povo em sua vontade de se transformar em uma região autônoma", mas, além disso, uma decisão de lutar por recuperar a renda petrolífera de que o Executivo diminuiu para a região. EFE - Via Portal Terra

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

BOLÍVIA – UMA PANELA DE PRESSÃO COM MORTOS E FERIDOS

Do blog MOVCC



Há 4 dias do referendo revogatório, no domingo, que vai decidir sobre a continuidade ou não, do mandato do incompetente presidente-índio, Evo Morales, uma onda de protestos se radicaliza pelo país contra o governo. Ferozes enfrentamentos entre a polícia e a população já estão produzindo mortos e feridos. Na terça-feira, 3 mineiros morreram e 32 ficaram feridos à bala, na comarca andina de Caihuasi, ao sul de La Paz, segundo informou uma fonte de um hospital estatal na cidade de Oruro, à equipe da AFP.

"Isso é um massacre e o único culpado é Evo Morales", disse às rádios Felipe Machaca, membro da direção da Central Operária Boliviana, entidade que convocou as manifestações para exigir uma reforma em seu sistema de aposentadoria.

Nos jornais bolivianos, de ontem, a cobertura sobre outro incidente: a polícia de Evo atacou a deficientes físicos que tentavam chegar à Praça Murillo de La Paz.

Essa informação, peguei na Folha: Os presidentes da Venezuela, Hugo Chávez, e da Argentina, Cristina Kirchner, cancelaram uma visita que fariam ontem ao colega da Bolívia, Evo Morales, na capital do departamento de Tarija, no sul do país, depois que dezenas de oposicionistas invadiram o aeroporto da cidade e entraram em confronto com a polícia, que os dispersou com gás lacrimogêneo. Demais fontes consultadas: Globovisión, AFP.

Evo prepara o golpe

Do portal DIÁRIO DO COMÉRCIO
Por Alejandro Peña Esclusa, ex-candidato à presidência da Venezuela em 06/08/2008

Segunda-feira passada, Evo Morales garantiu que no referendo de domingo "não iria votar-se por mudanças de pessoas em diversos cargos, mas por um modelo econômico, que será aplicado nos próximos 40 ou 50 anos". Nós, que vivemos na Venezuela, já escutamos essas palavras antes, mas na boca de Hugo Chávez. Toda vez que há uma eleição em nosso país, Chávez diz que não se está votando no que diz a cédula, mas numa visão global, com ótica comunista.

Ironicamente, Chávez não se atreve a submeter o modelo castro-comunista em votação, porque sabe que mais de 90% dos venezuelanos o rechaçam, mas arbitrariamente extrapola em qualquer eleição para ajustá-la a esse modelo.

Se a votação favorece Chávez – o que ocorre muitas vezes, porque ele recorre à fraude -, então ele aproveita a inércia para impor medidas que vão muito além do ponto submetido à votação. O que importa não é a vontade popular, mas o ato eleitoral, para assim justificar suas imposições. Em outras palavras, materializa-se um golpe de Estado.

Baseado nessa experiência, atrevo-me a recomendar aos bolivianos que se preparem porque, se perder o referendo, Evo Morales não reconhecerá os resultados e, se ganhar, a partir da próxima segunda iniciará uma investida feroz contra a democracia.

O primeiro passo será, com certeza, pôr em plena vigência aquela constituição ilegítima que foi aprovada às pressas, sem a presença da oposição, mas com a presença dos fuzis.

Só há uma forma de impedir que o filhotinho de ditador se dê bem, e é protestando pacificamente nas ruas, para fazer valer a vontade popular. Porém, é de se esperar que o governo desate a violência, como, aliás, já está ocorrendo no momento em que escrevo estas linhas.

A comunidade internacional deve abrir os olhos, porque Evo Morales está preparando um golpe de Estado.

Tradução: Rodrigo Garcia

Oposição boliviana faz greve de fome a dias do referendo

Do portal UOL NOTÍCIAS
05/08/2008



BBC Brasil

A cinco dias do referendo revogatório, que vai decidir os mandatos do presidente Evo Morales, de seu vice e de oito governadores, líderes da oposição na Bolívia estão em greve de fome exigindo que o governo retorne às regiões produtoras de petróleo, parte da receita gerada pela venda do produto.
  • João Peres/UOL

    Pichação em Santa Cruz de la Sierra

A greve, que começou no domingo em Santa Cruz, deve estender-se a cinco dos nove Estados bolivianos, cujos líderes formam o Conselho Nacional Democrático (Conalde), da oposição.

Vinte e cinco líderes civis já aderiram ao protesto em Santa Cruz, entre eles o presidente do Comitê Pró Santa Cruz, Branko Marinkovic, e dirigentes das câmaras empresariais. Prefeitos e governadores da oposição vêm se somando à greve.

A oposição exige que o governo devolva 30% de um imposto petroleiro cortado para financiar a concessão mensal de US$ 28 aos cidadãos maiores de 60 anos.

Os manifestantes de Santa Cruz também realizam a greve em defesa do prefeito Rubén Costas, convocado pela Justiça por ter promovido o referendo pela autonomia em sua região.

TV brasileira faz sucesso
em cidade da Bolívia

"O Felipe Massa venceu?", pergunta um. "Nada. Saiu faltando três voltas para o final". O diálogo acima seria comum numa manhã de domingo. Não na Bolívia. E os moradores de Puerto Quijarro, próximo à fronteira com Corumbá (MS), não fãs de automobilismo. Eles gostam mesmo é de acompanhar a programação da TV brasileira de cabo a rabo.

A oposição nega que a greve seja uma estratégia para boicotar o referendo revogatório. Na prática, o referendo será um plebiscito no qual os eleitores vão decidir se querem ou não a continuidade do presidente e de oito dos nove governadores do país, inclusive cinco da oposição.

De acordo com as regras, o político que receber índice de rejeição superior aos votos que teve quando foi eleito, em dezembro de 2005, deverá deixar o cargo antes da conclusão do mandato, em 2010.

Apesar do governo negar a estratégia, quando há eleições na Bolívia a prática é impedir a realização de greves, manifestações e até festas.

O governo, a polícia e as Forças Armadas garantiram que vai haver tranqüilidade para o referendo.

O presidente Evo Morales criticou a oposição pelo protesto e ainda fez piada, afirmando que eles aderiram à greve para perder peso.

"Sinto que não estão fazendo greve de fome, estão fazendo dieta, temos que ajudá-los", disse ele diante de uma multidão de simpatizantes durante o encerramento de sua campanha, em Santa Cruz.

Além da greve de fome, o governo ainda enfrenta uma onda de protestos de uma das principais centrais sindicais do país, a Central Obrera Boliviana, que bloqueou estradas e convocou greves em Cochabamba, Sucre, La Paz e Oruro.

Os incapacitados também protestam, exigindo que o governo lhes pague um bônus anual de US$ 420.

Protestos elevam tensão na Bolívia

Do portal do ESTADÃO
Terça-Feira, 05 de Agosto de 2008

CLIQUE AQUI E VOTE CONTRA A LEI QUE VAI ACABAR COM A LIBERDADE NA INTERNET BRASILEIRA

Oposição pressiona Evo a poucos dias do referendo em que presidente e governadores colocarão cargos à prova

EFE, REUTERS E AFP

A menos de uma semana de um referendo revogatório no qual o presidente Evo Morales e governadores de oito dos nove departamentos (Estados) bolivianos devem colocar seu mandato à prova, a oposição começou a intensificar ontem a pressão sobre La Paz. Líderes dos departamentos opositores anunciaram à tarde a "massificação" de uma grave de fome e a organização de uma onda de protestos contra o governo enquanto mineiros bloquearam estradas em alguns pontos do país.

O partido de Evo, Movimento ao Socialismo, denunciou ontem que jovens radicais atacaram sua sede regional em Santa Cruz e roubaram material eleitoral.

O clima de crescente confrontação política obrigou Evo a suspender uma visita à cidade de Sucre, controlada pela oposição, onde ele participaria amanhã da celebração da independência da Bolívia. A mudança de planos foi anunciada depois que autoridades de Sucre decidiram excluir o presidente de vários atos oficiais. Segundo o chanceler David Choquehuanca, a viagem foi cancelada "por razões de segurança" e para evitar que a festa seja afetada por campanhas contra o referendo.

Os governadores e líderes cívicos dos departamentos de Santa Cruz, Beni, Pando, Tarija e Chuquisaca (onde fica Sucre), que apóiam ou participam da greve de fome, pedem que La Paz desista do corte dos repasses para os governos locais. Desde novembro, 30% dos impostos sobre os hidrocarbonetos que eram enviados aos departamentos estão sendo usados por Evo para financiar uma pensão para idosos. "Esta greve é por uma causa justa, por recursos que nos pertencem porque sem eles teremos de paralisar obras", afirmou o prefeito de Beni, Ernesto Suárez. Ele exige que o Executivo restitua à sua região US$ 166 milhões.

Outra demanda é que o presidente reconheça a autonomia de quatro regiões, aprovada pela população local em referendos que La Paz considera ilegais.

Já os mineiros exigem que o Congresso aprove uma nova lei de pensões e aposentadorias. São apoiados por professores e pela Central Operária Boliviana (COB), a maior central sindical do país, que se disse disposta a aumentar as "medidas de pressão" contra o governo.

O referendo revogatório será realizado no domingo. Para se manter no poder, Evo precisa obter mais de 53,7% dos votos - porcentagem com a qual foi eleito em 2005. Já os oito governadores precisam obter 50% mais um voto (Chuquisaca não participará do referendo porque sua governadora acabou de ser eleita, após a renúncia de um aliado de Evo, em novembro). Segundo uma pesquisa publicada pelo jornal boliviano La Razón no fim de semana, a popularidade do presidente hoje é de 59%. Ontem, porém, outro jornal de La Paz, o La Prensa, divulgou dados segundo os quais Evo teria 54% de aprovação.

DOAÇÕES

Nas últimas semanas o presidente boliviano aumentou suas visitas a diversas localidades do país, onde entrega recursos provenientes de doações venezuelanas para a execução de projetos de infra-estrutura. Em seus discursos, Evo sustenta que o que está en jogo no referendo são duas visões opostas de país: uma que apóia as privatizações e a reforma estatista impulsionada por seu governo e outra pró-privatizações.

Na prática, a consulta é um instrumento com o qual governo e oposição tentam mostrar sua força num momento de crescente polarização política da Bolívia. O governo, apoiado em departamentos do Altiplano, e a oposição, com grande força nas terras baixas da Bolívia, disputam recursos e poder de decisão.

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Outro duro revés para Evo Morales

Do blog MOVIMENTO ORDEM E VIGÍLIA CONTRA A CORRUPÇÃO


COM MAIS DE 80%, BENI E PANDO APOIARAM MASSIVAMENTE OS REFERENDOS

As regiões bolivianas de Beni y Pando, opositoras ao presidente Evo Morales, realizaram ontem seus referendos autonomistas. Os primeiros dados indicaram uma vitória arrasadora da opção SIM, que obteve de acordo com as pesquisas divulgadas pelas emissoras "PAT", "ATB" e "Unitel", os seguintes resultados: Beni teria obtido um apoio de 80% a 89%, enquanto em Pando o texto teria sido apoiado por 82% a 85% dos eleitores.

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Bolívia: Evo Morales, intervenção chavista e ameaça de “explosão”

Do portal MÍDIA SEM MÁSCARA
por Destaque Internacional em 05 de maio de 2008

Resumo: A obstinação revolucionária do presidente Morales faz lembrar a estratégia de comunização rápida do governo do presidente chileno Salvador Allende.

© 2008 MidiaSemMascara.org

A tensão política cresce na Bolívia à medida em que se aproxima o domingo 4 de maio, data em que se realizará em Santa Cruz de la Sierra, no oriente do país, um referendum que poderá outorgar a esse estado uma maior autonomia com relação ao governo central.

A origem dessa tensão, está no projeto de “refundação constitucional” que o presidente Evo Morales impulsiona, com o objetivo de impor um rígido controle estatal de caráter socialista sobre a economia de todo o país e de dar mais poder a movimentos indigenistas de inspiração anarquista. O presidente do Senado da Bolívia, Oscar Ortiz, em declarações à agência AFP, explicou que “o projeto de Constituição de Morales, que foi aprovado ilegalmente pelos oficialistas, não tem conteúdo democrático porque segue o modelo chavista de criar fachadas democráticas, porém concentrando o poder no Presidente”. Ortiz acrescentou que, em sentido diametralmente contrário à orientação socialista de Morales, o “processo autonômico” que será votado em 4 de maio em Santa Cruz, vai assinalar a necessidade de “uma grande reforma do Estado boliviano em sua obrigação para com os governos de estado e municipais”.

Morales, que assumiu a presidência em 22 de janeiro de 2006, realizou o lamentável prodígio, em menos de dois anos e meio de governo, de contribuir com o desmembramento político, econômico e social desse país altiplânico, como talvez nenhum outro mandatário o tenha feito na história desse convulsionado país. Em 2005, antes de ser eleito presidente, Morales já havia prometido atuar para que existissem na América Latina “muitas Cubas”. E em 2006, em visita a Havana já como presidente de seu país, reiterou a promessa anterior, acrescentando que lutaria não somente para que surgissem no continente “muitas Cubas” mas também “muitos Fidéis” (cf. Nelson Rodríguez, www.Ahora.cu, 1º de dez. 2006).

Há poucos dias, Morales saudou o bispo Fernando Lugo que acaba de ser eleito presidente do Paraguai, com a desafiante exclamação: “Bem-vindo ao ‘Eixo do Mal’”! E acrescentou que até pouco tempo esse “Eixo do Mal” latino-americano estava constituído “somente pelo companheiro irmão mais velho Fidel e o companheiro Chávez”, porém que hoje já contava com outros presidentes (agências DPA e AFP, La Nación, Buenos Aires, 24 de abril de 2008).

Em meio à grave situação pela qual atravessa a Bolívia, na quarta-feira 23 de abril pp. Morales viajou a Caracas convocado pelo presidente Hugo Chávez para uma reunião de urgência para analisar a situação da Bolívia, à qual também assistiram o presidente da Nicarágua, Daniel Ortega e o vice-presidente cubano, Carlos Lage. Na referida reunião presidencial, Chávez comparou a Bolívia com um paiol de pólvora “a ponto de explodir”. Na medida em que essa imagem corresponda com a realidade, o próprio Chávez é um dos maiores responsáveis por isso, por sua constante e escandalosa intervenção nos assuntos internos da Bolívia, inclusive, segundo foi denunciado, com o envio de assessores políticos e militares para respaldar Morales.

Nesse sentido, o senador Ortiz, na entrevista acima citada, comentou que “as ameaças que Chávez fez são terríveis, na medida em que pressagiam uma explosão de violência, que o único que pode provocá-la é o governo, porque a população vai votar pacificamente”, e concluiu: “Que Chávez deixe de intervir na Bolívia”. (agência AFP, El Nuevo Herald, Miami, 26 de abril de 2008). O governo de Morales, respaldado por Hugo Chávez, seria o maior interessado em uma explosão de violência para responsabilizar a oposição anti-socialista e desprestigiar os próximos referenduns em Santa Cruz e em outros estados bolivianos.

A obstinação revolucionária do presidente Morales e a velocidade que impôs a seu projeto socialista-indigenista faz lembrar, com as devidas diferenças, a estratégia de comunização rápida do governo do presidente chileno Salvador Allende e da chamada Unidad Popular, entre 1970 e 1973. O fantasma da “allendização” da Bolívia é indubitavelmente mais um fator de preocupação. A própria Organização dos Estados Americanos (OEA) acaba de advertir que poderia haver violência e derramamento de sangue nesse país nos próximos dias. E, como já foi dito, tudo indica que o governo de Morales tentará responsabilizar a oposição.

Além do referendum do próximo domingo 4 de maio em Santa Curz, referenduns similares estão marcados para 1º de junho nos estados de Tarija, Beni e Pando, que com Santa Cruz formam a “meia lua” oriental do país, onde se concentram importantes recursos gasíferos, agrícolas e industriais da Bolívia. Em sua estratégia publicitária, na Bolívia e no exterior, o presidente Morales apresenta os referenduns depreciativamente, como meras “tentativas separatistas de pequenos setores que resistem a perder seus privilégios”, sendo que em sua origem trata-se de reações anti-socialistas de setores majoritários da população desses estados, que merecem toda a atenção dos defensores da liberdade na América Latina e no mundo.

Destaque Internacional – Informes de Conjuntura – Ano XI – Nº 243 – São José da Costa Rica – 28 de abril de 2008 – Responsável: Javier González.

Tradução: Graça Salgueiro

Lições da crise colombiana II – Próximo alvo: Peru

Do portal MÍDIA SEM MÁSCARA
por Heitor De Paola em 05 de maio de 2008


Resumo: Um novo componente na grave situação vivida pela América do Sul: os interesses do bilionário George Soros.

© 2008 MidiaSemMascara.org

A estratégia para desestabilização interna

Como já disse em artigos anteriores sobre o cerco à Colômbia (O cerco à Colômbia I e II) e Graça Salgueiro deixou bem claro no seu último artigo, com a eleição de Lugo no Paraguai resta somente as Guianas, Colômbia e Peru para a América do Sul ser conquistada completamente pelo Foro de São Paulo. Mas não falta muito tempo. O cerco à Colômbia segue cada vez mais apertado com inúmeras denúncias de ligações parlamentares vinculados a Uribe com paramilitares de direita, e o caminho para o reconhecimento das FARC como “força beligerante”, não mais um bando de guerrilheiros e terroristas narcotraficantes, teve significativos avanços recentemente. A capa do Diário VEA, pasquim “bolivariano” de distribuição interna na Venezuela diz tudo (note-se que Bachelet não é retratada; será que não confiam nela?):

http://www.lapatriagrande.net/011_frevemun/fnbr/diario_vea.htm

Quem afirma que o Peru é o próximo alvo é Evo Morales, em entrevista para o diário argentino Crítica. Depois de comentar a vitória de Lugo e perguntado qual seria o novo passo, respondeu: “El siguiente paso es Perú y Colombia”. Morales prepara-se para enfrentar no próximo domingo (ontem) o referendo autonômico do Departamento de Santa Cruz. O documento é uma proposta federalista e não separatista como é apresentado por Morales. Em violento discurso ontem, 29/04, na sede da polícia de Santa Cruz de la Sierra, Morales chamou o povo a defender a “unidade nacional com inclusão social” . Faço um chamado ao povo, às suas instituições, às suas autoridades e aos movimentos sociais para trabalharem pela unidade nacional, pela igualdade de nossas famílias (...) o diálogo deve se centrar em temas que apontem para resolver as necessidades do povo e não apenas de alguns (...) e atender às demandas históricas dos que sempre foram marginalizados pelos governos passados. Através de seu Chanceler David Choquehuanca, de visita a Cuba, mandou recado de que não acatará o resultado do referendo.

Apesar de clamar pela unidade e integridade territorial não hesitará em permitir, “se necessário” – isto é, se perder o referendo -, a entrada maciça de tropas venezuelanas em Santa Cruz, como foi noticiado por El Diário Exterior. Para a oposição o referendo autonômico é a desculpa perfeita que necessita Morales para justificar, perante a opinião pública, a presença de soldados chavistas e elementos da Frente Francisco de Miranda, uma brigada juvenil paramilitar tri-nacional de ação rápida (Cuba-Venezuela-Bolívia) para a defesa pelas armas – possui fuzis de assalto Kalashnikov - da revolução em seus países. Fundada em 2003, em cerimônia presidida pelo atual Vice-Presidente boliviano Álvaro García Linera, se apresenta como uma força anti-imperialista, disciplinada, dinâmica e organizada, fundamental na luta para erradicar a pobreza em todas as suas manifestações e alcançar a igualdade social na Venezuela. Para entender melhor seu significado deve ser assistido o vídeo do discurso de Chávez no 3º aniversário e a doutrinação de crianças para o que chamam de sementeira do homem novo bolivariano.

O CERCO AO PERU

Segundo informa Mary Anastasia O’Grady, Editora para as Américas do Wall Street Journal (Friends of Terror in Peru, 28/04), na última quinta-feira o Parlamento Europeu retirou o Movimento Revolucionário peruano Tupac Amaru (MRTA) da lista de grupos guerrilheiros. O Deputado peruano Rolando Sousa, Presidente de um sub-comitê do Congresso para examinar as atividades do Movimento Bolivariano no país, entrevistado por ela há dez dias, fez revelações estarrecedoras (em itálico as palavras de O’Grady):

“Mr. Sousa disse que o Movimento Bolivariano de Hugo Chávez está apoiado num tripé, com duas pernas legais e uma terceira ilegal. A primeira é constituída pela ‘diplomacia’ oficial venezuelana: descontos no preço do petróleo conquistaram a lealdade de 19 países da região, além da compra da dívida argentina e a ajuda para os projetos de energia equatorianos. Tudo serve para criar dependência e estabelecer o domínio venezuelano.

A segunda é o esforço para controlar ideologicamente os sindicatos e as associações populares. Estas organizações criaram uma série de outras ‘associações sem fins lucrativos’ que, segundo Sousa, funcionam internamente como partidos políticos possuindo inclusive cargos oficiais como ‘secretário de relações exteriores’ e ‘secretário ideológico’. Os nomes dessas associações – como as ‘Casas de Alba’ (de Alternativa Bolivariana para as Américas) ou as ‘Casas da Amizade’ soam inócuos, mas seus objetivos, como as moedas, têm duas faces, uma aberta e outra fechada: abertamente elas administram clínicas de olhos, programas de alfabetização e centros de saúde administrados por médicos cubanos. Nos bastidores sua função real é a doutrinação ideológica de extrema esquerda da população mais pobre do Peru.

A terceira perna – a ilegal – é a mais perigosa. Sousa cita dois grupos: a ‘Coordenação Bolivariana Continental’ e o ‘Congresso Bolivariano do Povo’. Ambas estão recrutando e usando os elementos mais extremados – anarquistas, terroristas e esquerdistas radicais – para produzir a ‘condição de caos social’ necessária para criar a impressão de que a democracia não está funcionando. Quando isto for conseguido, as organizações populares – financiadas por ONG’s internacionais (ver abaixo) – estão a postos, prontas para conduzir os extremistas ao poder através do voto”. Pelo que se sabe estaria sendo preparada a vitória de Ollanta Humala em 2011 por via legal, ou na marra antes disto.

Esta foi a estratégia usada na Bolívia para derrubar o governo de Sánchez de Losada em 2003 e levar Morales ao poder. O mesmo está sendo tentado para derrubar Alan García e será usado contra qualquer governo democrático que se interponha aos desígnios comunistas do Foro de São Paulo, infelizmente não citado nenhuma vez por Mary O’Grady. Embora eu não tenha no momento informações acuradas, a mesma estratégia deve estar sendo desenvolvida no México e em El Salvador, e para uma eventual vitória da oposição liberal no Chile.

OS ESTRATEGISTAS POR DETRÁS DA ESTRATÉGIA

A quem interessa a desestabilização das democracias latino-americanas e sua dominação pelo “Movimento Bolivariano” e pelas FARC, além dos óbvios sócios aparentes do Foro de São Paulo? A decisão européia, embora desastrosa, foi muito instrutiva por fornecer as pistas para as ONG’s internacionais que suportam ideológica e financeiramente os terroristas e permitem seus avanços. São organizações defensoras dos “direitos humanos” financiadas por governos europeus e o que eufemisticamente se chama de “filantropos”.

O grupo peruano APRODEH (Associación Pro Derechos Humanos) foi a mais ativa junto ao Parlamento Europeu no sentido de retirar o MRTA da lista de organizações terroristas, contrariando todas as recomendações do Governo Peruano através de seu Ministério das Relações Exteriores e seu Embaixador junto ao organismo. De acordo com relatórios governamentais de 2007 a APRODEH recebe fundos da Oxfam America, da Open Society de George Soros, da John Merck Foundation, da Municipalidad de Barcelona, da Embaixada da Holanda e de uma agência governamental americana chamada Inter-American Foundation, entre muitas outras. Relata O’Grady que na última sexta-feira, 25/04, o governo peruano exigiu que a APRODEH explicasse “como sua condição de não-governamental permite que ela intervenha a favor de terroristas, como fez no Parlamento Europeu”. Ainda segundo o Deputado Sousa “uma Comissão Especial do Congresso Peruano tentará esclarecer melhor as conexões entre estas ONG’s, o Movimento Bolivariano e os movimentos terroristas peruanos”.

O’Grady também entrevistou o Presidente Alan García que disse: “Estas ONG’s anticapitalistas financiadas do exterior também desempenham um papel preponderante em bloquear todas as ações desenvolvimentistas do Governo, o que me deixa atônito e surpreso!”. O’Grady também se mostrou surpresa, “principalmente considerando o fato de que as vítimas da pobreza e da violência que esta agenda produz são os mais vulneráveis”. Duvido que algum leitor assíduo do Mídia Sem Máscara fique surpreso. Qualquer destes leitores seria capaz de dar uma aula aos dois perplexos.

NETWAR & NETWORKS

No último artigo mencionei en passant o conceito de netwar desenvolvido por John Arquilla & David Ronfeldt. Só para dar uma pálida idéia de como estas redes funcionam, tomemos um único fio da meada: George Soros, Presidente do Soros Fund Management e da Open Society Institute. Soros financia a APRODEH e tem interesses variados na América Latina, inclusive no Brasil. Ao mesmo tempo, é o maior defensor mundial da descriminalização das drogas, mantendo, entre outras, a Marijuana Policy Project (www.mpp.org/); o principal programa da MPP é a defesa do Harm Reduction Program (Programa de Redução de Danos, ver meu artigo e demais informações em www.braha.org/) que defende a livre e gratuita distribuição de seringas para drogados; as FARC são os maiores produtores e exportadores de drogas e quanto mais fácil usá-las mais venderá; as FARC são aliadas de Chávez e participam ativamente dos programas da APRODEH.

George Soros.

Além disto, Soros é intimamente ligado ao Ex-presidente Ricardo Lagos, do Chile e de seu então Ministro da Justiça José Miguel Insulza, que hoje preside a OEA (Organização dos Estados Americanos), a qual recentemente condenou a Colômbia pelo ataque ao acampamento das FARC no Equador. Recentemente Insulza convidou Soros para ser conferencista da Lecture Series of the Americas, na sede da OEA em Washington D.C. e na ocasião apresentou-o como “um grande estadista e diplomata” [2], coisas que Soros jamais foi. Noutro momento, perante uma Comissão do Congresso Americano, Insulza, provável candidato socialista à Presidência do Chile, qualificou as FARC de “combatentes irregulares”. Soros se esforça para desqualificar também as FARC como grupo de narcotraficantes, terroristas e guerrilheiros.

Há mais, muito mais conexões, mas sugiro aos leitores, para praticar, tentarem montar um quadro esquemático com as informações acima. Será muito instrutivo, para dizer o mínimo!

[1] pode ser vista em http://www.hacer.org/current/Bolivia132.php

[2] ver em http://www.oas.org/OASpage/videosondemand/home_eng/videos_query.asp?sCodigo=06-0193# e http://www.oas.org/catedra/english/video.asp

O autor é escritor e comentarista político, membro da International Psychoanalytical Association e ex-Clinical Consultant, Boyer House Foundation, Berkeley, Califórnia, Membro do Board of Directors da Drug Watch International, e Diretor Cultural do Farol da Democracia Representativa (www.faroldademocracia.org) . Possui trabalhos nas áreas de psicanálise e comentários políticos publicados no Brasil e exterior. E é ex-militante da organização comunista clandestina, Ação Popular (AP).

Bolívia: a questão Santa Cruz

Do blog NOTALATINA
Domingo, 04 de maio de 2008

Aconteceu hoje na Bolívia um importante referendum promovido pelo estado de Santa Cruz que pede sua autonomia em relação ao governo do país. Ao contrário do que estão apregoando, Evo Morales, Hugo Chávez e demais forças políticas comuno-socialistas da América Latina, o que os santa-cruzenhos desejam não é o separatismo mas a descentralização econômico-administrativa, a federalização de seu estado que é quem mais produz e, no entanto, se vê penalizado pelas políticas comuno-chavistas do “Socialismo do Século XXI” do cocalero presidente Morales.

Fiz o enorme sacrifício de assistir os telejornais da rede Globo durante toda a semana, para ver se davam alguma informação acerca deste acontecimento mas, como era previsível, a única informação que parece não acabar nunca é o caso da menina Isabelle assassinada no começo do mês em São Paulo, que é divulgado com riqueza de detalhes e pormenores. Não minimizo este crime hediondo mas, convenhamos, a mídia nacional foi a grande responsável pela histeria coletiva que se instalou em torno do caso que, por mais grave que tenha sido, foi um caso particular que não diz respeito ao país, aos destinos da Nação. Do mesmo modo é o caso da Reserva Raposa Serra do Sol, - este sim, um legítimo processo de separatismo - que não é levado às discussões públicas, cuja mídia pouco ou nada informa porque não interessa ao governo que a população saiba do ato lesivo à nossa soberania que está sendo tramado de comum acordo com a neo-comunista ONU e outros organismos igualmente comuno-internacionalistas.

O referendum que pede a autonomia de Santa Cruz é legítmo, entretanto, Morales e seus seguidores insistem em mentir, alegando que a “oligarquia” apoiada pelo “império” não quer perder seus privilégios e joga irmãos contra irmãos. Se há algo ilegal é a Constituição boliviana vigente – na qual ele tem se apoiado para desautorizar o referendum -, pois foi feita a portas fechadas e contando apenas com os parlamentares oficialistas; a oposição foi PROIBIDA de entrar no recinto e participar da votação, o que significa, em qualquer país do mundo civilizado onde vige o regime democrático, uma fraude, um embuste, uma gigantesca FARSA. As imagens (fotos e canal CNN em Espanhol) do dia de hoje na Bolívia, dão conta de extrema violência por parte dos seguidores do cocalero presidente, como mostram as fotos que ilustram a edição de hoje.

Para que se compreenda melhor o que significa este referendum para seus promotores, sugiro a leitura do artigo Lições da crise colombiana II - próximo alvo: Peru, do brilhante analista político e meu amigo Heitor De Paola, bem como Bolivianos, cuidado com a OEA do presidente de Fuerza Solidaria, do também amigo Alejandro Peña Esclusa.


Os temores sobre o aumento da violência interna na Bolívia se viram agudizados na última semana, ante a radicalização de atos organizados por aquilo que eufemisticamente insistem em chamar de “movimentos sociais” que respaldam o governo, sobretudo os sub-humanos índios aymarás – etnia de Morales - conhecidos como “ponchos vermelhos”. Em novembro do ano passado eles já se articulavam contra a chamada “Meia Lua”, que conforma os estados Santa Cruz, Tarija, Beni, Cochabamba e Pando que pedem a autonomia, e chegaram a incendiar a prefeitura de um desses estados sendo contido a tempo e não deixando vítimas. Apesar de já ter sido divulgado amplamente pela rede, não tem desperdício rever Na Bolívia degolam cães em ameaça aos opositores, filmado em 23 de novembro de 2007, que descreve com precisão a quê esta gente está disposta.


E hoje eles tomaram as ruas, fecharam estradas, incediaram urnas e cédulas de votação. Junto com oficialistas do partido MAS (Movimiento Al Socialismo), tentaram impedir que as pessoas votassem deixando até agora um saldo de 20 pessoas feridas e 1 morta, a maioria nas localidades de San Julián, Yapacaní, Montero e Plan Tres Mil, um dos bairros mais pobres de Yapacaní.


As tensões já existentes foram agravadas por um pronunciamento publicado nos jornais das Forças Armadas que afirmavam que não se podia aprovar o estatuto autonômico porque ele “afeta a segurança e defesa nacional do Estado boliviano” e que “depois de ter realizado uma exaustiva análise do projeto de Estatuto Autonômico de Santa Cruz, alguns de seus artigos afetam a segurança e defesa nacional do Estado boliviano”. Esta declaração dos altos comandos do Exército, Aviação e Marinha é seguida por outra do Conselho Supremo de Defesa Nacional, uma instância militar de apoio às Forças Armadas, que advertiu no sábado que o estatuto autonômico do estado de Santa Cruz “ameaça a integridade do território nacional”, repetindo o que determina o agoverno autoritário do cocalero presidente Morales.


Chávez e seu ministro da Defesa foram derrotados mais uma vez pela oficialidade que se negou a deslocar-se até a Bolívia para servir de “guarda-costas” de Morales. Conforme conta Patricia Poleo em sua coluna “Factores de Poder”, no jornal “El Nuevo País” de hoje. “Desde sexta-feira à tarde, oficiais de todas as Forças, especialmente da Guarda Nacional, majores, capitães e tenentes estavam sendo citados na DIM (Direção de Inteligência Militar), por dezenas de panfletos e comunicados que estiveram circulando nas instalções militares desde que o ministro da Defesa, Gustavo Rangel Briceño, chamou de ‘burros’ os oficiais institucionais”. (...) “Em fontes militares já se comenta, sem medo e sem pudor, que um dos detonantes para que o ministro da Defesa arremetesse contra os militares institucionais, foi a negativa destes em trasladar-se à Bolívia para reforçar a segurança de Evo Morales durante o referendum de hoje, domingo, que se anuncia que será letal para a estabilidade do presidente boliviano.Os oficiais simplesmente se negaram a obedecer a ordem de atuar na Bolívia” ..


A respeito desse “destempero” do ministro da Defesa “rojo, rojito”, vale a pena registrar o que ele disse no Forte Tiuna (sede do Ministério da Defesa), pois é com um elemento destes que o governo brasileiro, através do seu ministro da Defesa Nelson Jobim e as nossas Forças Armadas, está fechando acordo de criar até outubro deste ano o “Conselho Sul-americano de Defesa”. Disse ele em escandalosa declaração afrontosa à Constituição que, antes, proibia a politização das FAN: “Não aceito essa visão covarde que retira das responsabilidades reais e verdadeiras do momento histórico que estamos vivendo porque ‘eu sou institucionalista e então, não...’. Então, você não? Então você se vá, você está fora de ordem, não entende o que está se passando”. E perguntou se um “institucionalista” não é na realidade “um grande covarde ou um burro que se nega a aceitar a realidade. Temos uma realidade na mão e ela é política. A oportunidade que temos é política”. E encerrou com “Pátria, Socialismo ou Morte. Venceremos!”.


Depois deste parênteses que merecia ser comentado porque está relacionado com o evento da Bolívia de hoje, é da maior importância se saber porquê a violência do bando oficialista, quais são seus reais interesses para o país e porquê a oposição insistiu tanto nessa autonomia. Em um documento escrito em agosto de 2006, logo após a assunção de Morales à Presidência, seu partido (MAS) elaborou um documento – assinado por Morales - que vem cumprindo diligentemente e que só através dele é possível compreender todo este processo. Intitulado “Guia de Ação Política de Orinoca – Para os companheiros revolucionários do MAS e seus aliados”, o documento descreve em detalhes suas estratégias, focos de ação e alvos a atingir. Copio apenas os itens mais importantes:


“1. Como objetivo: a criação de um Estado plurinacional camponês-indígena e com um governo centralista e estruturado sobre a figura de nosso líder, Evo Morales Ayma.

(...)

- Trata-se de conformar uma Democracia formal socialista com poder total e absoluto [o socialismo é pragmático e deve se orientar pelos estabelecimentos do Socialismo do Século XXI e promovido pelo camarada, irmão e Comandante Hugo Chávez da Venezuela];

- Viabilidade do novo Estado: Conformar uma Pátria Grande Sul-americana e bolivariana. Para isso é desejável a conformação de forças estatais-repressivas conjuntas entre países da região com orientação socialista e financiada pelos próprios Estados, e o orçamento facilitado pelo Governo bolivariano da Venezuela;

- Estabelece-se um ‘neo-foquismo’, onde a Bolívia seja o centro de irradiação deste Socialismo do Século XXI em nível latino-americano e promovido principalmente pelo governo-irmão da Venezuela;

- É também desejável a conformação e o financiamento de grupos ou forças irregulares, para reprimir a sociedade civil rebelde, se isto for necessário. Estes quadros deverão ser orientados a gerar violência na sociedade boliviana, e assim confrontar exitosamente os oligarcas e anti-revolucionários. Não se descarta que estes grupos sejam multinacionais: peruanos, bolivianos, colombianos, etc., pois a luta agora é universal e latino-americana;

- É positiva e funcional a cooptação de organizações sociais do país, como modo de grupos de pressão para reprimir instituições políticas ou sociais da oposição, assim como meios de comunicação burgueses e opostas à mudança.

II – Como justificativa: Se não se puder por meios democráticos, a violência [parteira da História] é necessária para impor o Novo Estado Plurinacional.

Como políticas a serem levadas a cabo pelo governo revolucionário do MAS:

1. Estabelecimentos Estratégicos

1.1. Deve-se promover a agudização das contradições na sociedade boliviana. É desejável a crise econômica e política do país, deste modo a instabilidade geral e o caos possibilitarão o governo revolucionário do Companheiro Evo atuar com a força requerida para impor nosso projeto de Estado;

1.2. Destruir o neoliberalismo (lembrem-se que este foi o mote do XIII Encontro do Foro de São Paulo ocorrido no ano passado) de ultra-direita fundamentado hoje, na chamada República boliviana e representada pela ‘Meia Lua’.

1.3. Deve-se instrumentalizar exitosamente a Assembléia Constituinte para impor a visão do novo Estado.

(...)

1.5. Deve-se continuar com o processo exitoso de cooptação de:

b) Níveis hierárquicos das FFAA e da Polícia. Com a ajuda econômica do irmão Governo da Venezuela, espera-se a lealdade destes efetivos e funcionários para a repressão política planejada especialmente para a Meia Lua.

(...)

3. Atacar o inimigo do Povo: a Meia Lua

3.1. O inimigo do povo é a denominada “Meia Lua”, hoje em processo de articulação. Dentro deste contexto, o inimigo estratégico é o Estado de Santa Cruz de la Sierra, visibilizado através do Prefeito e Comitê Cívico;
Justificativa: O inimigo deve ser aniquilado porque através do processo autonômico estadual, se poderia inviabilizar o novo Estado Plurinacional [que está por nascer]. Lembremos que tais autonomias defendem o Estado de Direito, a democracia e outras instituições burguesas e corruptas próprias da atual República da Bolívia; precisamente – pois – promovem as instituições que o povo deve ‘desmontar’.

3.2. Estratégias/Ações:

Gestar a inevitável divisão e confrontação campo-cidade em nível municipal. No caso de Santa Cruz inclusive, já se selecionaram municípios com elevada população migrante camponês-indígena (San Julián, etc.), para opor-se ao processo autonômico. Deve-se financiar quadros e grupos de pressão para violentar, quando seja necessário, o processo autonômico oligárquico e corrupto, e durante o processo de expropriação de terras aos fazendeiros e latifundiários”. E encerra com as palavras do cocalero-presidente: “Companheiras e companheiros revolucionários, creio que este guia será o instrumento de mudança para levar o poder ao povo e a nossos irmãos camponeses, indígenas e originários. Pátria ou Morte! Venceremos ao lado do povo! Morte à Bolívia senhorial e colonial!
Evo Morales Ayma – Presidente constitucional da República da Bolívia”.


Bem, o documento é imenso mas creio que estes itens são bastantes para se avaliar e compreender o processo acelerado de comunização castro-chavista que está ocorrendo na Bolívia hoje, sem esquecer que tudo isto tem o aval, estímulo e iniciativa do governo brasileiro através do Foro de São Paulo.

Uma pesquisa de boca de urna realizada pela agência “Captura Consulting” para a rede “Usted Decide”, afirmou que na capital de Santa Cruz a percentagem do SIM foi de 85,3%, frente a 14,7% pelo NÃO. Entretanto, nas cidades foi maior a aprovação: 89,6% a favor do SIM e 10,4% para o NÃO. Embora não tenha sido informado ainda o número de abstenções, a cadeia ATB situou em torno dos 40%. Santa Cruz agora terá atribuições reservadas ao Estado nacional, como educação, segurança, justiça e economia, construindo uma verdadeira barreira contra o plano do Governo de “refundar” o país com uma nova Constituição socialista. A nova Constitução, aprovada sem o aval da oposição por uma assembleía constituinte controlada pelo oficialismo e que deve passar por uma série de referenduns, daria mais poder à maioria indígena, fortaleceria o controle do Estado sobre a economia e outorgaria um marco legal à política oficial de nacionalização dos recursos naturais.

Esta vitória é mais uma pedra no sapato do “Eixo do Mal” e do Foro de São Paulo, derrotado pela segunda vez em referedum (a primeira foi a derrota de Chávez em 2 de dezembro passado, também para implantar um regime totalitário comunista), o que prova que, majoritariamente, o povo latino-americano rejeita categoricamente o comunismo, é amante da ordem, do progresso, da liberdade e da democracia, não um arremedo dela, como estamos vivendo hoje no Brasil dos “cumpanhêro”. Que Deus abençoe e proteja os bolivianos de bem!

Fiquem com Deus e até a próxima!

Comentários e traduções:

Graça Salgueiro

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Fora CUBA e o referendo na Venezuela ou PORQUE NÃO SE CALA, MÍRIAM LEITÃO e mídia brasileira de %&$%@&$#@¨#%!!

Do blog NOTALATINA

Eu (Graça Salgueiro, uma das pessoas que mais entende o processo sociopata pelo qual estamos pasasndo na América Latina) havia decidido “tirar uma folguinha” hoje, depois da exaustiva semana acompanhando cada passo do movimento pelo referendum da Venezuela ocorrido ontem, mas diante das notícias dos jornais brasileiros e dos comentários e artigos que tenho lido pela Internet, não dá para ficar calada.

Em primeiro lugar, os resultados das pesquisas que os jornais brasileiros divulgaram NÃO correspondiam à realidade vivida e divulgada na Venezuela por jornais de credibilidade incontestáveis, e fico sinceramente me perguntando: onde esses jornalistas tupinikins fabricaram tais resultados? Em segundo lugar, é preciso que se conheça a realidade e as normas eleitorais daquele país para poder se entender - e julgar - a abstenção como arma, e não ficar dizendo tanta estupidez como tenho lido, não apenas em relação a esse referendum mas toda vez que a Venezuela realiza algum sufrágio.

A “pérola” de hoje vem de dona Míriam Leitão, no artigo “Razões e reflexos da derrota de Chávez”, que pode entender de economia (digo “pode” porque eu não entendo nada e por isso não posso julgá-la) mas não sabe NADA do que se passa realmente na Venezuela. E digo isto com a autoridade (sem qualquer modéstia) de quem estuda o Movimento Comunista na América Latina há quase 10 anos e tem fontes de informação sérias, confiáveis e isentas, enquanto que dona Miriam pauta-se pela cartilha comuno-petista dos jornalões tupinikins. Até parece palavra de ordem, pois só os jornais brasileiros, empenhados em desinformar e entortar a cabeça dos leitores com mentiras, divulgaram que o “SIM” tinha a preferência do eleitorado e que a vitória de Chávez era dada como certa.

Bem, ano passado se fez isto também (no Brasil e no mundo, nos jornais de esquerda), anunciando apenas as pesquisas pagas pelos petrodólares chavistas que não refletiam a realidade, e naquela ocasião ele logrou êxito através de uma mega-fraude já fartamente provada, inclusive pelo Notalatina. Desta vez, porém, a situação foi bem diferente e mesmo lá na Venezuela, ninguém se atrevia a dizer que a vitória do “SIM” era certa porque todas as pesquisas diziam o contrário, com uma margem de vitória da oposição em mais de 15%.

Então, o que foi que aconteceu este ano que Chávez perdeu? O pleito foi limpo, sem fraudes? A maioria do povo rejeitava de fato a modificação da Constituição? Dona Miriam afirma, baseada em suas fontes confiabilíssimas, que “Além de todas as bocas de urnas trazerem a vitória de Hugo Chavez, o alto índice de abstenção indicava isso: 50% não tinham ido votar. Os analistas achavam que isso favoreceria Chavez porque quem não ia votar é porque estava desanimado”. É preciso saber, dona Miriam, em primeiro lugar, que o voto não é obrigatório na Venezuela e em segundo, os abstencionistas não são “pessoas desanimadas” mas opositores, que utilizam deste recurso como uma forma de protesto por não querer legitimar uma coisa ilegal e ilegítima. Além disso, se o número de abstenções for superior ao número de votantes, a eleição será anulada. Ademais, não foi permitido a boca de urna, sendo qualificado como “delito eleitoral” e passível de punições judiciais, conforme informei ontem.

Com relação à vitória do resultado REAL e esperado do “NÃO”, não foi porque este ano não se fraudou mas porque surgiram fatos novos que Chávez não esperava, como o movimento estudantil que surgiu em maio em protesto ao fechamento da RCTV (que não guarda NENHUMA semelhança com os “caras-pintadas” tupinikins), e que ganhou a confiança e apoio de boa parte da população; alertas contundentes e com ampla divulgação sobre a fraude que estava sendo montada pelo governo – como das vezes anteriores; pronunciamentos denunciando o crime que era a implantação do modelo comunista, por parte do alto prelado da Igreja Católica e do Gen Baduel, uma força opositora de última hora mas de grande impacto nas FAN; uma vigilância e fiscalização rigorosa por parte da oposição praticamente colada nas 33 mil mesas de votação em todo o país, durante o escrutínio e validação das atas no CNE, conforme pude comprovar durante todo o dia e madrugada de ontem, através da cobertura da televisão e informes de amigos na Venezuela, como nos confirma Alejandro Peña Esclusa nesta nota: A verdadeira “Operação Torquês”.

A vitória foi aceita e divulgada porque não havia como enganar o povo mais uma vez, mas o que estava programado era mesmo a fraude. Para tanto, algumas providências foram tomadas:

1. O CNE emitiu um “Aviso Oficial” que copio textualmente:
“O Conselho Nacional Eleitoral, no uso das atribuições conferidas no artigo 209 da Lei Orgânica do Sufrágio e Participação Política, no marco da celebração do Referendo da Reforma Constitucional de 02 de dezembro de 2007, informa aos representantes dos Blocos em torno das opções do SIM e do NÃO, assim como os representantes dos meios de comunicação social que, de acordo com o previsto nas Normas para Regular o Referendo da Reforma Constitucional, publicado na Gaceta Eleitoral nº 401, fica terminantemente proibido a publicação de pesquisas, estudos ou sondagens de opinião, a partir da segunda-feira 26 de novembro de 2007”. E assina, Tibisay Lucena, Presidenta do Conselho Nacional Eleitoral.

Como se pode ver, desde que a reforma constitucional foi aprovada na Assembléia, criou-se um mecanismo oficial para impedir que a população (e a opinião pública) tomasse conhecimento da preferência, porque todo mundo sabe que as pesquisas da última semana podem modificar o cenário, através da divulgação da mídia que pode manipular para um lado ou para o outro e influenciar os eleitores idecisos.

2. Durante todo o dia, em entrevistas ou coletivas de imprensa, tanto Chávez quanto membros do Governo insistiam em pedir que a “as partes” aceitassem o resultado, fosse ele qual fosse, do mesmo modo como no ano passado porque a “vitória” já estava sacramentada pela mega-fraude;

3. Mais ou menos por volta das 10 h. recebi um informe dando conta de que fora colocado um palanque na frente do Palácio de Miraflores e de que Chávez havia convocado a imprensa para uma coletiva, sendo confirmado pela repórter da CNN que se dirigia para lá, certo que estava da vitória;

4. No referendum do ano passado a votação encerrou-se às 4 da tarde mas estendeu-se até mais ou menos às 5 h., porque fora determinado pelo CNE que as mesas só encerrassem suas atividades quando não houvesse mais pessoas na fila. Em torno de 7 da noite o CNE anunciava a vitória de Chávez, tendo apurado pouco mais de 50% das urnas. Este ano o encerramento foi mais ou menos na mesma hora mas o resultado só foi revelado 1:30 da manhã do dia 03.

Por que a demora? Nenhuma justificativa plausível era dada por parte do CNE, que dizia que tinha havido um acordo com as partes de que só se revelaria o resultado quando 80% ou 90% das urnas estivessem apuradas porque, segundo eles, a disputa estava muito emparelhada. Os líderes da oposição, que SABIAM dos resultados porque estavam acompanhando através das atas, emitiam pronunciamentos exigindo que o CNE informasse ao público por uma questão de respeito ao povo, uma vez que eles estavam proibidos de falar.

Soube através de uma amiga venezuelana, durante este intervalo, que o palanque havia sido retirado do palácio. A demora em fazer o anúncio foi porque não havia como fraudar, com toda a fiscalização da oposição presenciando o escrutínio, e a vitória era mesmo do NÃO. Chávez não aceitava isto e o CNE não tinha como satisfaser os caprichos do “menino voluntarioso”. Então, deu-se um resultado onde a derrota do ditador foi pequena, apertada, pois assim se mascarava um pouco a realidade acachapante de que a maioria absoluta do povo o rejeita e rejeita sua ideologia sinistra e criminosa.

Mas a grande vitória ainda não foi alcançada, pois Chávez tem pela frente 5 anos de mandato e os poderes da Lei Habilitante. Através dessa LH ele pode fazer e desfazer o que lhe der na telha, legalmente, o que é um perigo a partir dessa derrota sofrida ontem, pois não podemos esquecer que Chávez é um psicótico em surto, comunista e com um projeto revolucionário para toda a América Latina. De todo modo, essa vitória serviu como um oásis em meio ao deserto que os venezuelanos estão vivendo.

E ontem também houve eleições em Cuba e na Rússia, onde Putin e seu partido Rússia Unida (RU) sairam vitoriosos, na base da fraude, e das pressões do FSB sobre quem não dança de acordo com a música do Kremlin. E em Cuba, Fidel foi indicado mais uma vez para o cargo de deputado, podendo “concorrer” à Presidência no próximo ano. Como se vê, as ditaduras se servem sem qualquer pudor de um instrumento da democracia, para consolidar sua ditadura. Mas, como o sr. da Silva não feqüentou escola e detesta ler ou estudar, fica apregoando que na Venezuela há excesso de democracia somente porque as pessoas votam. Fiquem com Deus e até a próxima!

Comentários: G. Salgueiro

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".