Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro concede Medalha Tiradentes a Olavo de Carvalho. Aqui.
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quarta-feira, 4 de junho de 2008

PT, Partido dos Trabalhadores? Não, PT sempre significou Pouco Trabalho

E-mail enviado por Arlindo Montenegro.

Interessante e verídico!!! Vale a pena ler!

O zelador de um prédio em Natal/RN, pediu à administração do condomínio onde trabalhava que o demitissem. Contou o motivo: tem dois cunhados desempregados, lá mesmo em Natal e que, por conta da Bolsa Escola, Cartão Cidadão, Cartão Alimentação, Vale Gás, Transporte Gratuito, Vale-Refeição (acreditem -Vale-refeição) e demais benefícios do nosso governo, dadas a título de esmola, vivem melhor que ele.

Aí paramos e fomos fazer umas continhas:

1. Bolsa escola - R$ 175,00 para cada filho que freqüente as aulas. Suponhamos que sejam apenas dois = R$ 350,00 (em dinheiro);

2. Cartão cidadão (cujo intuito é restituir a cidadania) = R$ 350,00 (em dinheiro);

3. Vale gás (um por mês) = R$ 70,00;

4. Transporte (calculamos 4 passagens diárias, que é uma boa média) R$ 8,00/dia x 20 dias = R$ 160,00;

5. Vale refeição (um por dia) R$ 3,50/dia x 30 dias x 4 pessoas (ele, a esposa e os dois filhos) = R$ 420,00;

Total em dinheiro - R$ 700,00

Total em serviços - R$ 650,00

Total mensal - R$ 1.350,00

Obs.1 : O salário do zelador acrescido de horas extras e tudo mais girava em torno de R$ 830,00/mês.

Obs.2: Tudo isso é o estabelecido pela LEI No 10.836, de 09 DE JANEIRO DE 2004.

Na dúvida, consulte:

Como o zelador tem três filhos em idade escolar, para ele é vantajoso ficar desempregado e ter esses benefícios. Seu 'salário desemprego' irá girar em torno de R$ 1.525,00, quase o dobro do que ganha trabalhando.

Como diria o Boris Casoy (expurgado da TV por se opor ao Lula): 'ISTO É UMA VERGONHA!'.

Sabe quem paga por isso?

'NÓS', os 'OTÁRIOS' que damos um duro danado e passamos restrições que só nós sabemos.

Distribuir a renda, é correto, mas isso é ESMOLA em exagero (C.T. - eu diria que isto é o que os petistas almejam, encostar no Estado, que é "financiado" pelos não-petistas, ou seja, pelos trabalhadores, e assim viverem como reis sem mover um músculo do corpo sequer para produzir alguma coisa, qualquer que seja. A história do LULA, símbolo máximo do petismo é esta. É como Olavo de Carvalho sempre diz: o objetivo desta gangue revolucionária que assola o Brasil desde que Golbery deixou os socialistas gramscianos fincarem pé nas Universidades é a inversão total e a destruição de todos os valores da sociedade ocidental que seriam substituídos pelos seus """"valores"""" para, desta forma, nunca mais saírem do poder).

Porque você acha que o Nordeste em peso votou no Lula?

MEUS AMIGOS(AS) POR FAVOR REPASSEM!

Dia de muito é véspera de nada!!!

quarta-feira, 5 de março de 2008

O desmascaramento

Do portal DIÁRIO DO COMÉRCIO
Por Denis Rosenfield, quarta-feira, 05 de março de 2008

A operação militar colombiana, em território equatoriano, a poucos metros de sua fronteira, permite ver o que os olhos espessos da ideologia esquerdizante reinante impedem de enxergar: a colaboração estreita entre as FARC e os governos de Chávez (Venezuela) e de Rafael Corrêa (Equador).

Mais do que a violação de um país vizinho pelas Forças Armadas colombianas, trata-se de uma ingerência da Venezuela e do Equador nos assuntos internos da Colômbia, por intermédio de apoio financeiro, logístico, territorial e armamentista às FARC.

Neste contexto, coloca-se a questão: quem deve pedir desculpas a quem? Será que o ministro Amorim, de Relações Exteriores, não estaria rompendo o equilíbrio diplomático que diz defender?

Vejamos os fatos. Numa operação combinada da aviação, da inteligência militar e de comandos, a Colômbia conseguiu eliminar um grupo de narcoguerrilheiros, dentre os quais se sobressaia o número dois das FARC, Raúl Reyes.

A recente libertação de reféns mostra a criminalidade, particularmente bárbara, deste grupo, hoje especializado no narcotráfico e nos seqüestros, mantendo os seus reféns sob condições subhumanas. Pessoas são lá fuziladas ou morrem lentamente pelos mais variados tipos de doenças tropicais, além de serem obrigadas a dormir acorrentadas em árvores. Nem bichos são hoje tratados desta maneira. É um evidente contra senso, como alguns ensaiaram, apoiar a "causa social" dos narco-guerrilheiros, como se se inscrevesse numa doutrina dos direitos humanos.

Neste caso, caberia a pergunta: e a humanidade dos seqüestrados? Não esqueçamos que até recentemente as FARC eram apoiadas pelo PT e pelos movimentos sociais. Chávez e Fidel Castro são ainda considerados ídolos, "companheiros" da melhor estirpe.

Quando da localização destes narco-guerrilheiros, o governo colombiano se viu diante de um dilema. Invadir o território equatoriano, num ato de legítima defesa, ou simplesmente deixar esse grupo à vontade, no usufruto de sua impunidade? A invasão, embora de poucos metros, configuraria a infração de um princípio internacional de soberania territorial dos países. Deixar esse grupo fugir mais uma vez, significaria, por sua vez, consolidar uma situação de fato: o uso do território equatoriano e venezuelano por esse grupo armado.

Neste caso, poder-se-ia dizer que uma outra forma de ingerência estaria em questão, a da Venezuela e do Equador nos assuntos colombianos, via a aliança estabelecida com as FARC. O governo colombiano não hesitou e optou por criar uma nova situação, a do enfraquecimento da narcoguerrilha e a de busca de elementos que demonstrariam a ingerência interna desses países em seu próprio território.

Eis por que o exército colombiano, não satisfeito com a operação área, efetuou uma operação terrestre, visando à apreensão de computadores pessoais e de outros documentos do líder morto. Esse material, da maior importância, começa a ser agora revelado. Segundo as últimas informações, ele é rico ao mostrar os contatos estreitos entre os governos equatorianos e venezuelanos com os narcotraficantes, travestidos de guerrilheiros.

Na verdade, os territórios desses países são usados, com beneplácito oficial, como santuários das FARC, que traficam, seqüestram e matam em território colombiano, refugiando-se depois, na perseguição, nestes países. Fica também claro o apoio financeiro emprestado por Chávez a esses "guerrilheiros", especializados no narcotráfico e nos seqüestros, além das armas fornecidas. A ingerência nos assuntos colombianos é total.

Acontece, porém, que essa ingerência nos assuntos colombianos é apresentada como um ato de "solidariedade" internacional entre "companheiros". O seu nome muda como se, assim, ela fosse justificada. Chávez tem o grande mérito de dizer as coisas por seu verdadeiro nome, pelo menos quando defende os seus. Aliás, a Venezuela não foi objeto desta incursão militar colombiana e ela já deslocou 10 batalhões para a fronteira, seguindo o seu mentor Fidel Castro, apostando nas "trombetas das armas".

Os ditadores lamentaram o ocorrido com o "companheiro" Raúl Reyes, um "bom revolucionário", certamente preocupado com a "libertação dos povos". Quase um santo. Sua morte pode mesmo transformá-lo em um mártir! Para essa nova Igreja, tudo vale!

Dizem aqui o que pensam, a saber, que qualquer tipo de violência e de ingerência são justificados para a instauração na América Latina de regimes baseados na democracia totalitária.

Nesta perspectiva, não haveria por que estranhar o modo de tratamento que eles conferem ao presidente constitucional da Colômbia: "narcotraficante", "violador dos direitos humanos", "lacaio do imperialismo". As palavras perdem totalmente o seu sentido, inscritas que estão no contexto dos que, em nome de uma suposta "justiça social", tudo fazem para justificar a violência, o narcotráfico e os seqüestros. Na verdade, estamos diante de uma degenerescência desta forma de esquerda, que parece desconhecer quaisquer limites. Entretanto, ela continua tendo admiradores entre nós!

Há uma evidente articulação latino-americana desta esquerda degenerada. Chávez, Rafael Correa, Evo Morales, Daniel Ortega e Fidel Castro já não escondem as suas garras. A operação conduzida por Álvaro Uribe os desmascarou. Eis o seu grande mérito. Devem agora reconhecer à luz do dia o que procuraram ocultar, como se tudo nascesse de atos espontâneos de partidos e organizações preocupados com uma suposta justiça social, com a "causa". Só que se trata da "narcojustiça" ou de "seqüestros sociais". Foram surpreendidos em pleno ato de delinqüência.

O estardalhaço que estão exibindo nada mais é do que a reação de pessoas que perderam a face, procurando atabalhoadamente novas máscaras.

Talvez seria o caso da diplomacia brasileira exigir, por uma questão básica de equanimidade, que a Venezuela e o Equador peçam eles desculpas à Colômbia por se imiscuírem em seus assuntos internos, com a promessa de não mais fazê-lo no futuro. Seria uma contribuição à paz!

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Gramsci, o parasita do amarelão ideológico

Do portal MOVIMENTO ENDIREITAR
Escrito por Reinaldo Azevedo para a Revista Veja número 2008 em 20 de janeiro de 2008

O moderno esquerdista brasileiro, essa contradição em termos, esse Jeca Tatu com laptop, tem ainda em Antonio Gramsci (1891-1937) a sua principal referência. O comunista italiano é o parasita do amarelão ideológico nativo. Parte da nossa anêmica eficiência na educação, na cultura, no serviço público e até na imprensa se deve a essa ancilostomose democrática. Já viram aquele comercial na TV de um desodorizador de ambiente em que um garoto bem chatinho, com o dedo em riste, escande as sílabas para a sua mamãe: "eu que-ro fa-zer co-cô na ca-sa do Pe-drrri-nho"? Costuma ir ao ar na hora do jantar. Para a esquerda, Gramsci é a "ca-sa do Pe-drrri-nho" da utopia. E, também nesse caso, o odor mitigado não muda a matéria de que é feito.

Como a obra de Gramsci ficou na grelha da empulhação um pouco mais do que a de Lenin, chega à mesa do debate com menos sangue e disfarça a sua vigarice. Acreditem: a revolução da qualidade na educação, por exemplo, é mais uma questão de vermífugo ideológico do que de verba. O que me leva a este texto?

Na edição retrasada de VEJA, o colunista Claudio de Moura Castro observou que um grupo de educadores reagiu mal à decisão de deixar o ensino técnico para uma fase posterior à da formação geral do aluno. Segundo ele, "os ideólogos da área protestaram (contra a medida) citando Gramsci". Tomei um susto. Tenho pinimbas com o gramscismo faz tempo. Na minha fase esquerdista-do-miolo-mole, dizia tratar-se de uma "covardia conveniente que passa por tática, em tempos de guerra, e de uma bravura inútil que passa por estratégia, em tempos de paz". A tirada é sagaz, mas inexata: Gramsci é um perigo na guerra ou na paz. E estão aí o PT e a nova "TV Pública" para prová-lo.

Gramsci é a principal referência do marxismo no século passado. É dono de uma vasta obra, quase a totalidade escrita na cadeia, para onde foi mandado pelo fascismo, em 1926. Entre 1929 e 1935, escreveu seus apontamentos em 33 cadernos escolares, os tais Cadernos do Cárcere, com publicação póstuma. No Brasil, foram editados em seis volumes pela Civilização Brasileira, com organização de Carlos Nelson Coutinho. Explico o meu susto. O protesto dos "ideólogos" fazia referência a um texto irrelevante, que está no Caderno 12, em que o autor trata dos intelectuais e da educação. Na edição brasileira, encontra-se no volume 2, entre as páginas 32 e 53.

AFP

O comunista italiano Antonio Gramsci: se você não pode com o capitalismo, corroa-o por dentro. É a estratégia da verminose

Ali, Gramsci desenvolve o conceito de "escola unitária", uma de suas muitas e variadas estrovengas autoritárias. Segundo o seu modelo, seis de um período de dez anos seriam dedicados à educação que fundisse o ensino universalista com o técnico – por isso os "ideólogos" protestaram. Garanto que preferiram ignorar o trecho em que ele antevê a escola como um internato destinado a alguns alunos previamente selecionados. O autor pensava a educação – e todo o resto – como prática revolucionária, parte da militância socialista. Para ele, a construção da hegemonia de um partido operário supõe uma permanente guerra de valores que rompa os laços da sociedade tradicional. Esses seus estudantes seriam a vanguarda a diluir as fronteiras entre o mundo intelectual e o do trabalho, a serviço do socialismo.

A influência gramsciana decaiu muito nos anos 60 e 70, com a revolução cubana, os movimentos de libertação africanos e a revolta estudantil francesa de 1968. Toda a sua teoria se sustenta na suposição, verdadeira, de que a sociedade chamada burguesa é dotada de fissuras que comportam a militância de esquerda. O que se entendia por revolução – a bolchevique – era um modelo que havia se esgotado na Rússia de 1917. As novas (de seu tempo) condições da Europa supunham outra perspectiva revolucionária.

Fidel Castro, a África insurrecta e o 68 francês reacenderam nas esquerdas do mundo o sonho do levante armado. E elas deram um piparote em Gramsci, em sua teoria da contaminação. No Brasil, derrotadas pelo golpe militar de 1964, partiram para a luta armada. A vitória das ditaduras e a Europa conservadora, termidoriana, pós-revolta estudantil, trouxeram Gramsci de volta. Concluiu-se que não era mais possível derrotar o capitalismo por meio da luta armada. Era preciso corroê-lo por dentro, explorar as suas contradições, construir a hegemonia de um partido de forma paulatina. Voltava-se à política como verminose. Não por acaso, um dos textos vitais na formação do PT é de autoria de Coutinho. Chama-se "A democracia como valor universal". É de 1979. A tese é formidável: sem democracia, não há socialismo, como se não estivéssemos diante de um paradoxo. No ano seguinte, Lula fundava o seu partido sobre o seguinte binômio: "socialismo e democracia".

Admiradores da obra de Gramsci se irritam quando afirmo que o PT é, na essência, gramsciano. Entendo. Um partido que usa cueca como casa de câmbio; que chegou a ter como gramáticos da nova aurora Silvinho Pereira e Delúbio Soares; que é comandado por uma casta sindical com todas as características de uma nova classe social, folgazã e chegada a prebendas, convenham, parece feito de matéria ainda mais ordinária. Não tenho por Gramsci o apreço que eles têm. Ao autor cabe o epíteto de teórico da "ditadura perfeita", uma expressão do escritor peruano Vargas Llosa.

A síntese do pensamento gramsciano está expressa no Caderno 13, volume 3 da edição brasileira. Trata-se de notas sobre o pensador florentino Nicolau Maquiavel (1469-1527), aquele de O Príncipe. Para Gramsci, o príncipe moderno (de sua época) era um partido político. Leiam: "O moderno Príncipe, desenvolvendo-se, subverte todo o sistema de relações intelectuais e morais, uma vez que seu desenvolvimento significa (...) que todo ato é concebido como útil ou prejudicial, como virtuoso ou criminoso, somente na medida em que tem como ponto de referência o próprio moderno Príncipe (...). O Príncipe toma o lugar, nas consciências, da divindade ou do imperativo categórico, torna-se a base de um laicismo moderno e de uma completa laicização de toda a vida e de todas as relações de costume".

Ninguém conseguiu, incluindo os teóricos fascistas que ele combatia, ser tão profundo na defesa de uma teoria totalitária como Gramsci nessa passagem. Observem que se trata de aniquilar qualquer sistema moral. Toda verdade passa a ser instrumental. Até a definição do que é virtuoso e do que é criminoso atende às necessidades do partido. O sistema supõe a destruição do indivíduo e de sua capacidade de julgar fora dos parâmetros definidos pelo aparelho, que toma "o lugar, nas consciências, da divindade e do imperativo categórico". Para Gramsci, como se vê, não há diferença entre política e abdução.

O PT é, sim, gramsciano. Chegou lá? É o Moderno Príncipe, ainda que tropicalizado? Não. Luta para sê-lo e deu passos importantes nessa direção. Volto aos "ideólogos" de que fala Claudio de Moura Castro. A educação brasileira foi corroída pela tal perspectiva dita "libertadora" e anticapitalista. Ela não é ruim porque falta dinheiro, mas porque deixa de ensinar português e matemática e prefere libertar as crianças do jugo capitalista com suas aulas de "cidadania". O proselitismo se estende ao terceiro grau e fabrica idiotas incapazes de ver o mundo fora da perspectiva do Moderno Príncipe.

Gramsci também falava de um certo "bloco histórico", uma confluência de aspectos políticos, econômicos e culturais que, num dado momento, formam uma plataforma estável, que dá fisionomia a um país. Esse partido que busca essa hegemonia, que pretende ser o "imperativo categórico", está na contramão do mundo contemporâneo e das próprias virtudes da economia brasileira, que lhe permitem governar com razoável estabilidade. Por isso, não consegue executar o seu projeto. Mas o país também não sai do impasse: nem naufraga nem se alevanta. A exemplo de um organismo tomado pela verminose, vê consumida boa parte de suas energias e de suas chances de futuro alimentando os parasitas. Enquanto isso, os gramscianos vão nos prometendo que ainda ocuparemos o troninho da "ca-sa do Pe-drrri-nho".

Fonte: http://clipping.planejamento.gov.br/Noticias.asp?NOTCod=354207

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

É o PT, claro...


“Xingue-os do que você é, acuse-os do que você faz.”
Lênin

“Quando um dedo de uma mão aponta para alguém, pelo menos
três dedos da mesma mão apontam para seu próprio dono.”


Faz poucos meses que os moradores de Fradinhos, bairro de Vitória, a capital do Espírito Santo, ficaram sabendo, POR ACASO, que a prefeitura (petista - prefeito João Coser) de VITÓRIA estava já a 2 (DOIS) ANOS envolvida em um projeto de assentamento de moradores de outros bairros da região.

Moradores de outros bairros seriam assentados em Fradinhos. Ou seja, pessoas que moram em outros bairros viriam a ser moradores de Fradinhos através deste projeto.

Pois bem...

Este projeto estava em desenvolvimento SEM O CONHECIMENTO DOS MORADORES DE FRADINHOS. Ninguém foi convidado a participar do projeto, nem mesmo avisado da intenção do mesmo. Nem mesmo a nossa Associação de Moradores sabia do fato.

Mas as pessoas que seriam contempladas com este projeto não só sabiam como participaram do projeto, mesmo que apenas como convidados das reuniões com a Prefeitura. Até abaixo-assinado estes moradores fizeram afirmando que querem morar em Fradinhos, segundo os assessores da Prefeitura.

Confesso que não entendi bem... Agora as pessoas vão poder morar onde quiserem “por decreto”? Não sei, acho que estou enlouquecendo, não devo ter entendido direito. Com certeza não entendi, afinal não é assim que as coisas funcionam. A menos que alguma coisa tenha mudado e eu não esteja sabendo...

Nossa Associação de Moradores, a AMF (Associação de Moradores de Fradinhos), fundada no dia 5 de abril de 1984, foi à Prefeitura saber se isto tudo era verdade e nos disseram que sim, era verdade.

Como pode uma Prefeitura ser tão descarada, maliciosa, inconseqüente e maquiavélica a este ponto?

Porque escondeu deliberadamente DURANTE DOIS ANOS um projeto que afetaria a vida de todas as comunidades envolvidas? Qual o preço que todos pagarão por esta atitude irresponsável? E quando falo que TODOS PAGARÃO quero dizer todas as comunidades e todos os envolvidos MESMO, não só os moradores de Fradinhos.

Para quem não sabe, a imensa maioria dos moradores de Fradinhos reside a décadas, muito antes das regras de mercado transformar Fradinhos em um “bom negócio”. Ao contrário dos que imaginam que é “bairro de rico”, Fradinhos é um local especial porque aqui ainda temos árvores e muitos animais silvestres que os moradores PRESERVAM E CUIDAM, as crianças descem de skate e bicicleta pelas ladeiras e problemas com violência são raros. Basta ver na mídia a freqüência com que assaltos acontecem aqui. Estes são apenas alguns dos motivos que levaram Fradinhos a ter seus terrenos valorizados. Meu lote foi trocado, 35 anos atrás, por um automóvel, um Fusca. E nos chamaram de loucos porque na frente corria um riozinho a céu aberto que recebia esgoto. Quando chovia... Bem, vocês imaginem o que acontecia...

Mas a prefeitura de Vitória, ao contrário de TODAS AS TENDÊNCIAS MUNDIAIS E A EVOLUÇÃO HUMANA, PREOCUPADOS QUE ESTAMOS TODOS NÓS, SERES HUMANOS RACIONAIS, COM A PRESERVAÇÃO DO MEIO AMBIENTE, quis implantar “na surdina”, “na moita” e “do dia para a noite”, mais de CEM CASAS EM UMA ÁREA QUE POR LEI É PROTEGIDA, UMA ZPA (ZONA DE PROTEÇÃO AMBIENTAL).

O apelido de Fradinhos é “Pulmão da Cidade de Vitória” mas a Prefeitura quer passar por cima de tudo para fazer valer a sua vontade.

Porque tudo isto é indigno de um governante?

Alguém em sã consciência acredita que políticos não saberiam que um projeto deste tamanho e peso (político, social, econômico e ambiental) causaria um conflito com alto poder de transformar-se em um movimento perigoso e inclusive violento se fosse mantido escondido de uma comunidade (Fradinhos) e completamente aberto às outras que seriam em tese favorecidas? Será mesmo que um projeto como este...

... PRECISAVA SER ESCONDIDO DE UMA COMUNIDADE INTEIRA? SE SIM, POR QUAL MOTIVO?

Seria porque a Câmara de Vereadores estava “adequando” a área para a construção através de uma mudança casuística na Legislação?Ou seria porque vai render muitos e muitos votos? Ou os dois motivos? Ou outro(s) ainda não conhecido(s)?Não era o partido do prefeito que se propunha a acabar com os conflitos sociais? Ao contrário disto, criou um enorme. Mesmo SE Fradinhos fosse “terra de ricaços”, de “trilionários”, seria desta forma que se igualam as condições sociais?Criando deliberadamente um problema entre comunidades para depois vir com este discurso (logo abaixo)?Esta é uma das receitas para AUMENTAR OS CONFLITOS SOCIAIS, basta ler livros de História.

Vejam acima a matéria publicada em jornal local (A Tribuna) para entenderem o que estou dizendo. Atentem para o que nos diz o jornalista: “... a BARULHEIRA feita do outro lado (Fradinhos) é interpretada (pela prefeitura) como receio de convivência futura com famílias de baixa renda...”.

Ou seja, temos um jornal que AFIRMA com todas as letras que a Prefeitura de Vitória tem uma opinião absolutamente asquerosa sobre os motivos que nos levam a fazer a tal “barulheira”. Nossa “barulheira” é contra a DESTRUIÇÃO DE ZONAS DE PROTEÇÃO AMBIENTAL.

E antes que entendam que estamos criticando a empresa que publicou a matéria ou o responsável pela mesma, queremos agradecê-los por terem tornado pública a POSIÇÃO da prefeitura frente a este projeto. É tarefa da mídia divulgar a verdade, doa a quem doer e isto foi feito. Parabéns!!!

Porque o Prefeito escondeu da comunidade de Fradinhos este projeto? O que ele ganhou com isto? O que Vitória ganha ao perder parte de seu verde?

E aliás, no ANO MUNDIAL DO MEIO AMBIENTE, porque o nosso prefeito, ao invés de ajudar o “Pulmão da Cidade de Vitória” a ganhar mais fôlego, pretende justamente o contrário ao por fim a uma ÁREA DE PROTEÇÃO AMBIENTAL? Nossa briga a décadas é pela PROTEÇÃO DO QUE AINDA TEMOS, não nasceu agora.

Não venham nos dizer que não existem outras saídas pois MUITAS foram propostas pela Comissão da nossa Associação de Moradores à Prefeitura. Nenhuma foi aceita pela mesma.

Pessoas de diversas classes sociais e grau de instrução MORAM E CONVIVEM EM FRADINHOS. Nossa comunidade não é como “INTERPRETA” a prefeitura. Se o projeto fosse para um condomínio de altíssimo luxo também estaríamos fazendo a tal “barulheira” pois QUEREMOS NOSSAS ZONAS DE PROTEÇÃO AMBIENTAL cheia de árvores, animais silvestres e córregos correndo. Para o bem da Grande Vitória e do mundo.

As ELITES BRASILEIRAS, ao contrário do que nos diz a mídia, está DENTRO DOS PODERES. Vejam abaixo:

“Estado madrasta

A média salarial dos ocupados no setor privado no Brasil é pouco superior a R$ 1.100.
Já entre os funcionários públicos do Legislativo, ela é superior a R$ 9.700 para os ativos;

No Judiciário, R$ 10.300;
No Ministério Público, R$ 12.000.

No Executivo, prefeituras incluídas portanto, (que emprega mais gente) o salário médio é superior a R$ 4.400 entre os servidores civis.”

Fonte: Site ALERTA TOTAL (http://alertatotal.blogspot.com/2008/01/lula-sente-presso-de-aliados-e-da.html).

Responsável pelo site:

Jorge Serrão, 41 anos, Jornalista, Radialista e Publicitário, tem 24 anos de vivência diária no mercado de mídia. Sua atuação é focada nas áreas de Política, Economia, Educação, Terceiro Setor e Assessoria de Comunicação Social. Foi Diretor Geral da Rádio Carioca. Apresentador e Editor nas Rádios Globo, Tupi e Bandeirantes. Trabalhou nos jornais Gazeta de Notícias, Tribuna da Imprensa, O Dia e Folha Dirigida. Editou o jornal de assuntos estratégicos O Farol, com circulação nacional na área militar. Atualmente, edita sua coluna blog e podcast Alerta Total. É vice-presidente e um dos 13 membros da Confraria do Garoto, entidade guardiã da tradição cultural e protetora do bom humor carioca.
Site da Associação de Moradores de Fradinhos: www.fradinhosonline.blogspot.com

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Saindo do armário

Do portal FAROL DA DEMOCRACIA REPRESENTATIVA
Olavo de Carvalho Membro Fundador e Consultor do Farol da Democracia Representativa

No discurso que fez durante o Encontro de Governadores da Frente Norte do Mercosul, em Belém do Pará, no dia 6 de dezembro (aqui publicado em áudio e encontrável em formato texto em http://www.info.planalto.gov.br/download/discursos/pr464-2@.doc), o senhor presidente da República foi ainda mais explícito do que em 2 de julho de 2005 - 15º aniversário do Foro de São Paulo - e a grande mídia nacional foi ainda mais aplicada e unânime em fingir que não o ouviu. O que ele disse foi, em essência, o seguinte:

1. O Foro de São Paulo, fundado por ele, é o comando estratégico da esquerda continental.

2. Ao longo de 17 anos de ações coordenadas, a estratégia do Foro mudou o curso da História na América Latina, não só salvando da extinção o movimento comunista internacional mas entregando a ele o poder sobre várias nações e abrindo caminho para a sua expansão ilimitada.

Essas afirmações são verdades facílimas de comprovar. Basta cotejar as atas das assembléias e grupos de trabalho daquela misteriosa entidade com o noticiário das mudanças políticas sobrevindas em escala continental desde a sua fundação em 1990. Praticamente tudo o que aconteceu de importante na política latino-americana na última década e meia foi tramado e decidido com antecedência no Foro de São Paulo.

O senhor presidente só mentiu num ponto: disse que os cientistas sociais terão dificuldade em entender essa gigantesca transformação histórica porque "foi tudo muito rápido". Não foi rápido coisa nenhuma. Houve tempo suficiente para compreender o processo e até para detê-lo. O que faltou foi informação. Tudo o que se discutiu e se decidiu no Foro ao longo de 17 anos foi mantido em segredo, com a colaboração servil e criminosa da mídia cúmplice e de uma oposição de fancaria, programada para calar o bico. Ludibriado, o povo assistiu às mudanças sem saber de onde vinham, como se fosse tudo uma inexplicável tempestade de curiosas coincidências. Agindo por toda parte sem jamais ser visto, discutido ou denunciado, o Foro de São Paulo transformou-se literalmente no governo mágico preconizado por Antonio Gramsci, investido do "poder invisível e onipresente de um imperativo categórico, de um mandamento divino".

Nunca, na história do mundo, acontecimentos dessa magnitude permaneceram ocultos perante tanta gente durante tanto tempo, com conseqüências tão vastas.

O fato de que, diante desse fenômeno assombroso, os próprios antipetistas reais ou fingidos se encolham e prefiram discutir miudezas administrativas e legais, como se estivéssemos numa antiga e aprazível democracia européia onde a política se tornou mera rotina burocrática, mostra que a ousadia e o cinismo dos planos monumentais da esquerda não inibiram em seus adversários só a coragem de lutar, mas até o desejo de pensar, o mero impulso de saber. O mal que cresce em torno deles tornou-se grande demais para que desejem enxergá-lo. Como drogados numa boate em chamas, preferem deixar-se cair pelas poltronas, esperando que o incêndio passe como se fosse apenas uma bad trip.

Agora que a luta está praticamente ganha, o próprio inventor da trama pode abrir o armário e mostrar a bela coleção de esqueletos acumulada no escuro ao longo dos anos.

Ele já não tem motivo para calar. Já ninguém tem força para punir seus crimes. Aquilo que foi encoberto pode ser exibido, sem risco, de cima dos telhados. Apenas, aqueles que solicitamente colaboraram com a ocultação se sentem, é claro, um pouco envergonhados de confessar que seu silêncio obsequioso, tão constante, tão devoto, se tornou de repente uma relíquia inútil, desprezada por seu próprio beneficiário maior.

Fonte: Jornal do Brasil - 13 /12/2007
http://jbonline.terra.com.br/sitehtml/papel/pais/papel/2007/12/13/pais20071213024.html

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Técnica para identificar um charlatão OU Os filósofos orgânicos do PT (leia-se EMIR SADER)

Do blog CAFEINADO

Cada gênero do conhecimento humano acaba desenvolvendo um jargão próprio. O charlatanismo intelectual tem o seu. Nem todo chato é charlatão, mas todo charlatão é chato. Alan Sokal nos ensinou que a chatice pode ser uma camuflagem a esconder um indivíduo medíocre, um tipo bastante comum na área de ciências humanas.

Uma forma de identificar um intelectual chato e possível charlatão é contar no texto do sujeito as ocorrências dos termos:

Questão
Problemática
Debate
Cidadania
Discussão
Pacto
Expoliação (quem conhece Emir Sader sabe do que estou falando)
Espoliação
Inclusão
Políticas Públicas
Responsabilidade Social
Getulho Vargas (Emir Sader again)
Conscientizar
Práxis
Papel
Evolução da Sociedade

O resultado dessa contagem determina diretamente o grau de charlatanismo.

As combinações desses termos também são fatais e tornam o critério de identificação mais refinado: "debate sobre a questão", "Discussão sobre o papel das políticas públicas", "Conscientizar para a cidadania", "Debater a inclusão".

Um software que faça esse trabalho dificilmente errará na identificação de um charlatão. O Google dá uma boa amostra. Veja aqui.

Não se espante se o resultado dessa busca lhe trouxer essencialmente links para teses e monografias. Esse tipo de vacuidade costuma se disseminar principalmente no ambiente acadêmico.

O pessoal do Green Peace bem que poderia fazer um cálculo sobre quanta madeira se derruba para se produzir tanto alimento para traças.

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".