Não demonstre medo diante de seus inimigos. Seja bravo e justo e Deus o amará. Diga sempre a verdade, mesmo que isso o leve à morte. Proteja os mais fracos e seja correto. Assim, você estará em paz com Deus e contigo.
quarta-feira, 22 de julho de 2009
Rafael Correa (Equador) e as FARC
sábado, 6 de dezembro de 2008
A assessora do Equador
Por Andre Araujo
A registrar, o Equador contratou o escritorio de advocacia americano Foley Hoag, de Boston, para defender seus interesses na questão da divida externa com o Brasil, de US$554 milhões, sendo que US$462 milhões são devidos ao BNDES. Esse mesmo escritorio defende a Venezuela e a Bolivia em demandas contra credores.
Há sinais de que o eixo bolivariano quer dar um beiço no Brasil, no que estão sendo técnicamente aasessorados pela auditora fiscal do Ministério da Fazenda do Brasil, Maria Lucia Fatorelli Carneiro sindicalista e com forte ligações com o PT e PSOL, cedida a esses paises para ajuda-los a montar a tese do colote. O Brasil é o maior credor governamental do Equador, com 40% da divida total de US$1,3 bilhões,
Chegamos assim à curiosa situação pela qual assessoramos um pais devedor a nos dar calote, com o apoio de uma funcionária publica paga pelo Tesouro brasileiro.
O fato é tão surrealista quanto a politica externa da chancelaria paralela para a America do Sul, cujo plano de liderança continental vai acabar nos tribunais, com o Brasil processado por advogados americanos. Nelson Rodrigues não bolaria coisa melhor.
A portaria
Publicado no DOU em 10 de abril de 2008
DESPACHO
Em 9 de abril de 2008
O SECRETÁRIO DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL, no uso da competência prevista no art. 2o do Decreto no 1.387, de 7 de fevereiro de 1995, que lhe foi delegada na Portaria GMF no 324, de 19 de dezembro de 2007, autoriza o afastamento do País de MARIA LÚCIA FATORELLI CARNEIRO, Auditora-Fiscal da Receita Federal do Brasil, em exercício na Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento, em Brasília,/DF, no período de 14 de abril a 01 de agosto de 2008, com ônus limitado, na forma do disposto no inciso IV do art. 1o do citado Decreto, para integrar, na condição de representante de entidade internacional, a Comissão de Auditoria Integral de Crédito Público, do Governo do Equador, em Quito, Equador. As despesas decorrentes do afastamento, serão custeadas pelo Ministério de las Finanzas do Equador. (Processo nº 10168.001370/2008-71).
JORGE ANTONIO DEHER RACHID
Publicado no DOU em 25 de julho de 2008
DESPACHO
Em 23 de julho de 2008.
O SECRETÁRIO DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL, no uso da competência prevista no art. 2º do Decreto nº 1.387, de 7 de fevereiro de 1995, que lhe foi delegada na Portaria GMF nº 324, de 19 de dezembro de 2007, autoriza a prorrogação do afastamento do País até 30 de setembro de 2008, da servidora MARIA LÚCIA FATORELLI CARNEIRO, ocupante do cargo de Auditor-Fiscal da Receita Federal do Brasil, lotada na Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento, em Brasília (DF), com ônus limitado, na forma do disposto no inciso IV do art. 1º do citado Decreto, como integrante, na condição de representante de entidade internacional, da Comissão de Auditoria Integral de Crédito Público, do Governo do Equador, em Quito. As despesas decorrentes do afastamento, serão custeadas pelo Ministerio de Finanzas del Ecuador. (processo nº 10168.001370/2008-71).
JORGE ANTONIO DEHER RACHID
Por Pedro Henrique
Nem de longe sou especialista no tema, mas li no Blog do Desemprego Zero uma nota em resposta a um artigo que saiu n"O Globo sobre o tema. Segue o link: clique aqui.
(...) “A matéria de José Casado publicada pelo “O Globo” tem uma conotação pessoal, expressando um juízo de valor do jornal, diga-se de passagem, deturpado. Omite os resultados da Comissão de Auditoria Oficial do Equador, publicando isoladamente uma frase do relatório executivo, induzindo o leitor a concluir que este seria o único resultado dos trabalhos realizados no Equador.
A matéria erra ao fazer a vinculação entre a participação da auditora Maria Lucia Fattorelli e as ações políticas adotadas pelo governo do Equador, ignorando as informações prestadas durante a entrevista ao jornalista José Casado, quando a auditora esclareceu reiteradamente - ao responder as indagações daquele - que havia atuado exclusivamente na Subcomissão de Dívida Comercial, cujo objeto foi a auditoria da dívida contratada com bancos privados internacionais, e não participou da Subcomissão que cuidou das dívidas bilaterais, na qual se encontravam os contratos do BNDES”.
Por nsdelgado
"A reportagem contém graves erros de informação:
A matéria construiu um cenário para tentar vender a idéia de que o governo do Equador realizou a auditoria de sua dívida pública com o objetivo de "dar o calote" no Brasil.
Ataca o próprio governo brasileiro ao afirmar que este teria contribuído para o “calote” ao investir nesse processo uma funcionária da Receita Federal. Essa é uma acusação leviana, descabida e sem fundamento.
A cessão de servidores públicos para outros países é um procedimento legal, de praxe no âmbito das relações de cooperação internacional.
A matéria de José Casado publicada pelo “O Globo” tem uma conotação pessoal, expressando um juízo de valor do jornal, diga-se de passagem, deturpado.
Omite os resultados da Comissão de Auditoria Oficial do Equador, publicando isoladamente uma frase do relatório executivo, induzindo o leitor a concluir que este seria o único resultado dos trabalhos realizados no Equador.
A auditoria é um instrumento fiscal que legitima a contabilidade de todo agente econômico, inclusive do Estado, que visa a garantir a transparência das negociações, e que não tem qualquer intenção prévia, como pretende vender a matéria. "
Por Luis Orlando
Reproduzo aqui alguns trechos de lavra da própria Maria Lúcia, enviados na integra pelo Fantacini hoje cedo, mas infelizmente não publicados, para que os leitores conheçam o outro lado:
"O jornalista autor da matéria, José Casado, tinha conhecimento do fato de que eu não atuei na Subcomissão de Dívida Bilateral, pois durante sua entrevista telefônica ele me perguntou vários detalhes relacionados à Odebrecht/BNDES e eu informei a ele que não possuía aquelas informações, pois meu trabalho havia se restringido à Comissão de Dívida Comercial da CAIC. O jornalista ignorou estes esclarecimentos e publicou matéria altamente tendenciosa e difamatória, por meio da qual faz justamente a conexão que sabia não existir."
...
"É preciso esclarecer cabalmente que fui vítima de jornalismo irresponsável; que fui legalmente cedida ao Equador com base em atos fundamentados em preceitos legais e constitucionais; que não "ajudei a preparar calote" algum; que não participei da investigação do caso Odebrecht; que realizei trabalho técnico na investigação do endividamento com bancos privados, cujo aprendizado pode ter relevância especialmente para o Brasil, que confio um dia cumprirá a Constituição Federal e realizará a auditoria da dívida pública."
Estes esclarecimentos foram lidos em plenário pelo Senador Eduardo Suplicy em resposta à matéria de O Globo, cujo autor parece não ter tido o menor pudor em distorcer a verdade e destruir a reputação de uma funcionária pública para criar um factóide.
enviada por Luis Nassif
sexta-feira, 1 de agosto de 2008
Equador determina que Estados Unidos fechem base militar
Marcelo Rech, da Cidade do Panamá em 31/07/2008
Nesta quarta-feira, o presidente do Equador, Rafael Correa, notificou o governo dos Estados Unidos para que fechem a Base de Manta, dando por concluído o acordo militar entre os dois países.
As operações devem ser encerradas em agosto de 2009 e os Estados Unidos terá até novembro para retirar todo o seu pessoal. O Posto Avançado norte-americano será transferido para a Força Aérea Equatoriana.
Também conhecida como Base Militar Eloy Alfaro, Manta funciona como base aérea militar e aeroporto internacional. Foi inaugurada pela Força Aérea Equatoriana em 28 de outubro de 1978.
O acesso e uso da pista e instalações à Força Aérea dos Estados Unidos, foi cedido através de um acordo de cooperação firmado pelo então presidente equatoriano Jamil Mahuad em 12 de novembro de 1999.
O acordo previa o uso da base para operações de combate ao narcotráfico na região noroeste da América do Sul.
A base permite aos Estados Unidos observar o movimento de narcotraficantes e enviar informações às autoridades e forças militares de toda a região.
Para o sociólogo e jornalista panamenho Marcos Gandásegui, a decisão do governo equatoriano foi correta, mas ele teme que as novas leis de segurança e defesa que estão sendo implementadas no Panamá, abram a possibilidade dos Estados Unidos escolherem o país para montar uma nova base militar.
Gandásegui destaca que o Serviço Nacional de Fronteiras e a coordenação internacional, especificamente com os Estados Unidos, seriam bons indicativos para preocupar a população panamenha.
Na sua avaliação, os norte-americanos teriam interesse em fixar uma base justamente na fronteira do Panamá com a Colômbia, onde é grande o movimento de guerrilheiros das Farc.
Marcos Gandásegui explicou ainda que a reativação da IV Frota da Marinha norte-americana em nada substitui a base de Manta, que está direcionada para o Oceano Pacífico.
Já o analista político e especialista em temas militares Renato Pereira, tanto Panamá como Estados Unidos não teriam essa pretensão, considerada um retrocesso.
Ele reconheceu que a IV Frota não substitui a base de Manta, mas cumpre a missão de patrulhar os mares da América do Sul.
Publicamente, apenas a Nicarágua nega o desejo de abrigar uma base militar dos Estados Unidos na América Central.
Estados Unidos
De acordo com o Departamento de Estado do governo norte-americano, a administração Bush respeita a decisão equatoriana, mas mesmo diante da resignação, advertiu que sem a base de Manta, haverá um vazio na luta anti-drogas na região.
O acordo de cooperação tem validade de dez anos com a opção de ambas as partes por sua renovação.
O ministro de Segurança, Gustavo Larrea, garantiu que o Equador vai manter a cooperação e o combate ao narcotráfico. Para tanto, anunciou a compra de 12 lanchas rápidas para o patrulhamento da costa equatoriana.
Para o ano que vem, o Equador pretende utilizar dois aviões não tripulados para apoiar a luta anti-narcóticos.
O temor de setores sociais e empresariais equatorianos é que a região se converta num “México ou Colômbia”.
Os Estados Unidos mantém mais de 700 bases militares em 130 países.
segunda-feira, 21 de abril de 2008
MENSAGEM SANGRENTA
Por NIVALDO CORDEIRO em 03/03/2008
A ordem que o presidente Uribe deu para que suas forças militares invadissem o território do Equador a fim abater o guerrilheiro Raúl Reys a dois quilômetros da fronteira da Colômbia foi um gesto carregado de mensagens. A mais óbvia é que não há mais santuário para a liderança das FARC. Seus membros agora são passíveis de serem alvejados em qualquer parte de hora em diante. Outra mensagem é a de que aqueles países que apóiam operacionalmente a guerrilha são considerados também inimigos militares. A Colômbia parou de se enganar achando que seria possível liquidar os facínoras com operações militares apenas dentro de seu território. Era sua fraqueza estratégica. Com o gesto Uribe escalou uma nova fase, a única que lhe permitirá acabar de vez com a beligerância.
A reação de Hugo Chávez, à parte sua verve circense, é bastante compreensiva. Reagiu como se a Venezuela tivesse sido ela mesma a invadida e Raúl Reys fosse um dos seus generais. Penso que o cálculo de Chávez é o de que a Colômbia, aberto o precedente no Equador, não hesitará no futuro em liquidar os camaradas das FARC que operam livremente em território venezuelano, verdadeiro santuário para descanso, reabastecimento, exportação de drogas e ação diplomática dos guerrilheiros. Por saber-se cúmplice, Chávez acusou o golpe. Sua reação demonstra todo o medo de que está possuído.
O presidente Uribe está certo em agir assim. Essa guerra está caduca, não deveria mais existir depois de tanto tempo. Urge a pacificação, que só será obtida se a Colômbia, de fato, confrontar as FARC em todas as frentes em qualquer território de operação e fustigá-las até a liquidação final, mesmo que para isso tenha que enfrentar a possibilidade de uma guerra com algum vizinho.
Fica em aberto o papel do governo brasileiro e sua relação com as FARC. Nosso governo dá apoio político e diplomático aos guerrilheiros, mas não liberou o território como santuário dos facínoras, até porque as nossas Forças Armadas não permitiriam tal acinte à Constituição. E também porque a opinião pública se oporia fortemente a um gesto dessa envergadura. De qualquer forma, está claro que Lula e o PT, agindo no âmbito do Foro de São Paulo, são aliados incondicionais dos guerrilheiros, além de serem também de Hugo Chávez.
Uma eventual beligerância entre Venezuela e Colômbia poderá ter sérios reflexos para o Brasil. Colômbia é aliada dos EUA, que têm interesse em debelar os rebeldes comunistas e fazer cessar a produção de coca. Teríamos um cenário de ver os Marines atuando na nossa fronteira Norte, o que não seria nada bom. E certamente uma guerra entre aqueles dois países geraria fluxos migratórios poderosos em direção ao Brasil, desestabilizando as povoações fronteiriças.
É um cenário muito preocupante, pois a linha de apoio político que Lula e o PT vêm dando às FARC pode arrastar o Brasil para dentro de um conflito alheio aos nossos interesses geopolíticos.
segunda-feira, 31 de março de 2008
Arquivos (dos computadores apreendidos de Raúl Reyes) podem ferir Chávez e Correa
Por Andres Oppenheimer em domingo, 30 de Março de 2008
O presidente venezuelano Hugo Chávez, o presidente do Equador, Rafael Correa, e guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) emitiram declarações frenéticas refutando a autenticidade de arquivos de computador explosivos recolhidos pela Colômbia depois de seu ataque de 1º de março a um acampamento rebelde no Equador. Eles podem ter boas razões para estar preocupados.
Se forem provadas autênticas por uma equipe de especialistas forenses em computador da Interpol convidada pelo governo colombiano para examinar três laptops Toshiba arrebatados do líder rebelde morto, Raúl Reyes, durante o ataque, os documentos indicariam, entre outras coisas, que as carreiras políticas de Chávez e Correa foram parcialmente financiadas por um dos grupos terroristas mais violentos do mundo.
Além disso, os documentos falam de um fundo de cerca de US$ 300 milhões que Chávez estaria criando para as Farc, e de um apoio ativo de Correa a acampamentos das Farc no Equador.
Enquanto Chávez pede que o mundo dê às Farc um status de "beligerante", o que equivaleria a uma legitimação diplomática, os EUA, o Canadá e os 27 países da União Européia definem as Farc como um grupo "terrorista". A equipe da Interpol que está examinando os computadores deve emitir seu veredicto sobre a autenticidade dos arquivos em meados de abril.
O governo Chávez ridicularizou os arquivos como "falsificações", e Correa os tem chamado de "infâmia". Uma declaração das Farc publicada no site do Ministério da Informação da Venezuela ridiculariza as afirmações da Colômbia sobre os arquivos, dizendo que eles não teriam sobrevivido ao ataque do Exército colombiano "mesmo que fossem à prova de bala".
Ante essas negativas, telefonei para altas autoridades colombianas, incluindo o chefe de polícia, general Óscar Naranjo, o encarregado da investigação da Colômbia, e para analistas políticos. Perguntei como eles pretendem convencer o mundo de que os documentos são autênticos. Entre suas respostas:
Primeiro, o presidente colombiano, Álvaro Uribe, estaria cometendo o maior erro de sua carreira - equivalente à afirmação de George W. Bush de que havia armas de destruição em massa no Iraque - se tivesse divulgado documentos que se revelariam falsificações.
Segundo, Uribe seria muito tolo de convidar a Interpol para examinar os computadores de Reyes e tornar público seu relatório. A Colômbia informa que deu à equipe da Interpol pleno acesso não só à investigação, mas também aos próprios computadores.
Terceiro, é quase impossível manipular um disco rígido de computador sem deixar traços que seriam detectados por especialistas. "Os especialistas da Interpol poderão determinar, além de qualquer dúvida, se esses documentos foram modificados, apagados ou acrescentados à memória do computador após o ataque de 1º de março", disse-me o general Naranjo.
Quarto, há mais de 2 mil fotos de Reyes e seus colegas guerrilheiros das Farc nos computadores, incluindo alguns visitantes bem conhecidos em acampamentos rebeldes. Como o Exército colombiano poderia ter forjado essas fotos?, perguntam autoridades colombianas. Até mesmo uma foto do computador de Reyes que autoridades colombianas haviam erroneamente descrito como mostrando Reyes em companhia de um ministro equatoriano revelou-se uma foto autêntica do líder rebelde morto com outra pessoa, dizem elas.
Quinto, autoridades costa-riquenhas encontraram US$ 480 mil em dinheiro na casa de um simpatizante das Farc perto da capital da Costa Rica, com base em informações encontradas em computadores de Reyes, segundo autoridades colombianas e costa-riquenhas.
Sexto, as autoridades colombianas ridicularizam as alegações das Farc de que os computadores não poderiam ter sobrevivido ao ataque: mais da metade das estimadas 60 pessoas que estavam no acampamento guerrilheiro no momento sobreviveu, e muitos objetos sofreram poucos danos, dizem eles.
Depois de entrevistar autoridades colombianas, liguei para vários especialistas em computador para perguntar se seria tecnicamente possível o Exército colombiano ter alterado os computadores sem deixar marcas. "Seria extremamente difícil, se não impossível, alguém plantar evidências consistentes depois do fato", disse Jason Paroff, chefe de operações forenses de computadores da Kroll Ontrack Inc., uma das maiores empresas mundiais de recuperação de dados, com sede em Minneapolis. "Se alguém plantou evidências, a equipe (da Interpol) descobrirá."
Ou Uribe é louco de convidar a Interpol para verificar a autenticidade dos arquivos, ou Chávez e Correa em breve ficarão expostos ao mundo como mentirosos compulsivos e aliados de terroristas. A julgar pelo que os especialistas em computadores dizem, será uma coisa ou outra. Façam suas apostas.
Andres Oppenheimer é colunista do "Miami Herald"
quarta-feira, 12 de março de 2008
Base das Farc no Equador foi montada há vários meses, diz OEA. Portanto, Correa MENTE mais uma vez...
Da France Presse, em Bogotá - 12/03/2008 - 07h26
A base das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) bombardeada pela aviação colombiana no território do Equador, onde morreu o número dois da guerrilha, Raúl Reyes, havia sido construída há vários meses, revelou o secretário-geral da OEA (Organização dos Estados Americanos), José Miguel Insulza.
"Este não era um acampamento recém-instalado, provavelmente tinha vários meses e foi construído há certo tempo", afirmou Insulza à imprensa após sua visita à zona do ataque, no departamento de Putumayo, na fronteira entre Equador e Colômbia.
O secretário-geral, que lidera a delegação da OEA que analisa o incidente, visitou na segunda-feira (10) o que restou do acampamento da guerrilha, onde morreram 22 rebeldes, além de Reyes, no dia 1º de março passado.
Funcionários do governo equatoriano afirmavam que o acampamento era um local de passagem, e não uma base fixa, como dizem as autoridades colombianas.
A delegação da OEA percorreu a margem colombiana do rio San Miguel, que marca o limite entre os dois países, e visitou uma zona de erradicação do cultivo de coca, além de conversar com ex-guerrilheiros, agora sob a proteção do governo.
"Estivemos em Puerto Asís, conversamos com algumas pessoas, com alguns (guerrilheiros) desmobilizados que nos deram antecedentes muito interessantes de como se vive nesta atividade, e também com líderes locais, que nos falaram da situação em Putumayo", revelou Insulza.
Já o embaixador de Bogotá na OEA, Camilo Ospina, disse que a missão "esclareceu alguns pontos da operação, os quais já discutimos com o Equador, como o local de onde (os aviões) lançaram as bombas. Jamais vamos aceitar que foi do território equatoriano porque não foi assim, foi do território colombiano".
O secretário-geral da OEA concluirá sua visita à Colômbia nesta quarta-feira, após ser recebido pelo presidente Álvaro Uribe.
sexta-feira, 7 de março de 2008
Colômbia – a grande manobra
Por Oliveiros S. Ferreira, Sexta-feira, 07 de março de 2008
Os tambores de guerra a que aludiu Fidel Castro, ao comentar a crise Equador-Venezuela-Colômbia, soaram. Soaram para mascarar a manobra principal. A crise é, na melhor linguagem militar, uma manobra de diversão, que tem como objetivo, como toda ação desse tipo, desviar a atenção para um teatro de operações secundário e fazer que o adversário não atente para o que se pretende seja o teatro principal.
Como toda manobra de diversão, a que Chávez e Correa estão conduzindo tende a fazer crer que o objetivo é diferente daquele que parece ser — ou seja, que a batalha se trava ali e não aqui. De fato, a Colômbia realizou uma operação armada em território equatoriano — operação de Estado, pois os invasores eram do Exército colombiano. Se fossem paramilitares colombianos, não teria havido tanto alarido. Afinal, os paramilitares são tão irregulares quanto as FARC.
A crise vai girar, pois, em torno de um fato insofismável — a violação de território soberano —, grave à luz do que dispõe o Direito Internacional e, mais que ele, a tradição do Direito Internacional Americano (se podemos dizer assim) que se foi consolidando a partir do fim do século XIX para refrear as ações intervencionistas dos Estados Unidos, e consagrou-se já em 1933 na conferência interamericana de Montevidéu.
A diversão é de amplo alcance. Os prisioneiros das FARC, especialmente a senhora Bittencourt, cidadã franco-colombiana, cuja imagem sofrida não deixa os noticiários de TV quando se fala do assunto “prisioneiros das FARC”, foi o elemento novo introduzido na discussão internacional, antes da operação militar colombiana — embora ainda não nos foros internacionais.
Não insistirei no mote de que a morte de um (ou de poucos) toca mais a opinião pública do que a de milhares. Mas direi, isto sim, que a sorte de algumas centenas de prisioneiros, especialmente a dessa senhora de dupla nacionalidade, toca almas sensíveis e, mais do que comovê-las, toldou o raciocínio do presidente Uribe, que aceitou o jogo no terreno em que seus adversários queriam travar, que é o da conquista de corações e mentes para a causa da guerrilha narcotraficante.
Quando Chávez decidiu patrocinar a libertação de alguns reféns, luzes amarelas deveriam ter aparecido nos painéis dos analistas e dos Estados-Maiores. Sem dúvida, o “bolivariano” é um show-man; exatamente por isso é que se deveria ter perguntado: a que público ele se dirige quando, Chefe de Estado, negocia com um grupo guerrilheiro que se coloca contra um Governo com o qual mantém relações diplomáticas normais? Com que objetivo encenou a operação da qual participaram representantes de terceiros Governos e da Cruz Vermelha Internacional e que resultou na libertação de reféns somente depois de adiada pelas FARC (como foi noticiado)?
A luz amarela deveria ter-se transformado em vermelha quando, semanas depois, as FARC anunciaram a soltura, sem nada exigir em troca, de outros reféns — comunicando, ao mesmo tempo, que suas ações humanitárias com isso terminariam e que, doravante, a sorte dos demais obedeceria a apenas vis padrões mercantis: tantos seqüestrados por tantos guerrilheiros presos.
O “humanitário” da primeira encenação fez que não pensássemos na meia-generosidade das FARC. No terreno humanitário em que Chávez havia colocado a operação desde o início, pareceu normal que Uribe, sem deixar de acusar as FARC daquilo que podem ser acusadas, estivesse em Paris para, entre coisas, discutir com Sarkozy as condições de libertação da Sra. Bittencourt. Ao ter essa iniciativa, permitiu que, sem falsos pudores diplomáticos, o governo francês negociasse com uma organização guerrilheira colombiana.
As condições para a operação de diversão foram assim preenchidas e o quadro estratégico passou a ser o seguinte:
1. Uribe, apontado por Deus e o mundo como tutelado dos Estados Unidos, não consegue, apesar de êxitos táticos, liquidar as FARC. A aceitação do plano Colômbia é apresentada como evidência da condição de “subordinação” aos Estados Unidos, e afeta negativamente sua imagem junto a alguns Governos e parte da opinião pública “esclarecida” das Américas;
2. ao concordar que a França se empenhasse na libertação de uma cidadã colombiano-francesa politicamente importante na Colômbia, realizando gestões junto às FARC, Uribe implicitamente admitiu que esse grupo não seria um bando de criminosos, mas uma organização que pode ser interlocutora de um governo sobre o qual não pairam suspeitas de ser benevolente com terroristas;
3. se Uribe cedeu aos apelos humanitários, com mais razão a opinião pública “esclarecida” formará ao lado dos que reclamam que ele ceda à única exigência das FARC, supostamente não militar, para iniciar (iniciar é o termo) negociações sobre a libertação de reféns, sobretudo da Sra. Bittencourt.
Estando as coisas neste pé, é possível ver que a manobra principal era o reconhecimento das FARC como grupo “insurgente”, como as qualificou Chávez. Se algum Governo reconhecesse essa condição à guerrilha, seria fácil a qualquer outro reconhecer um “governo provisório da Colômbia Livre”. E seria possível, então, iniciar o segundo e decisivo tempo da manobra principal, que é afastar Uribe, e os que pensam como ele, da cena política, eliminando a influência dos Estados Unidos na área.
O ataque colombiano à base das FARC no Equador serviu aos objetivos estratégicos do grupo que tem Chávez como seu porta-voz. Ao atacar, a Colômbia colocou-se em má posição. A projeção internacional da Colômbia não permite que Uribe possa invocar o “direito de perseguição” como fez o Comando francês ao atacar bases da FLN na Tunísia, durante a guerra da Argélia. Uribe colocou-se em má posição diante dos governos reunidos na OEA e teria sido sacrificado, para gáudio de muitos (e humilhado, para satisfação da diplomacia brasileira), não fosse a intervenção do “princípio do erro” na ação estratégica de “Chávez catervatim”. O erro foi o Coronel ter rufado os tambores de guerra, assustando todos, inclusive seus “companheiros de aventura” (numa tradução livre de compagnons de route como, na época do fastígio da III Internacional, eram chamados os que seguiam a orientação do Guia Genial de Todos os Povos, Stalin).
O relato da primeira reunião do Conselho Permanente da OEA trouxe revelações interessantes. Uma delas é que, apesar de sentir-se atacado militarmente, o Equador não invocou o TIAR, concebido exatamente para cuidar de situações desse tipo. Preferiu a reunião do Conselho Permanente, em que se representam Embaixadores e não Ministros das Relações Exteriores. É um foro menos solene e no qual se pode negociar, porque nada é definitivo, já que haverá a Conferência Extraordinária dos Ministros em caso de necessidade de recorrer — se a relação de forças for favorável a quem recorre. O que não parece ser o caso, pois os governos que não pertencem ao Estado-Maior “Chávez catervatim” seguramente meditaram sobre o fato de o Governo do Equador admitir ter mantido contatos com uma organização guerrilheira que fustiga um governo amigo.
A resolução da OEA não encerra o problema, embora tenha servido para que a grande manobra perdesse seu momentum. É preciso notar, diria mesmo anotar, que a situação de Uribe, apesar do apoio ostensivo dos Estados Unidos, terá dificuldades em consolidar-se, porque Paris transforma a morte de seu interlocutor nas FARC num caso diplomático/humanitário que enfraquece a posição colombiana.
Que o governo de Quito usasse a ruptura das negociações com as FARC — mantidas exatamente com Reyes — entende-se. Menos primorosa, digamos, é a posição de Paris, denunciando Uribe como sendo aquele que impediu que prosseguissem as negociações para a soltura de reféns — para a França, o efeito político interno da libertação da Sra. Bittencourt vale uma quebra dos padrões internacionais, e que se dane o prestígio internacional de um Presidente sul-americano. Já a tentativa de mostrar ao mundo que Uribe impediu que as negociações entre a guerrilha narcotraficante e governos de Estados não falidos pudessem chegar a bom termo dá às FARC uma dupla opção: soltar a Sra. Bittencourt e mostrar generosidade, ou deixar que ela, combalida como sabemos que está, morra — para desgraça, em ambos os casos, de Uribe.
Os estudiosos de relações internacionais devem atentar para esse fato: com o aval da França, está sendo montada uma grande ação internacional para acusar Uribe de colocar em risco a vida de quantos foram seqüestrados pelas FARC. Os seqüestros perdem importância moral e política, e o “humanitarismo” acrescenta pontos à insurgência, fazendo também esquecer o narcotráfico. Os atos criminosos do seqüestro e do narcotráfico, e o sedicioso da rebelião guerrilheira devem ser considerados menos relevantes porque está em jogo a vida de dezenas de pessoas, sobretudo a de uma cidadã francesa.
Os crimes previstos na Convenção de Roma (a tortura é um deles — e o cárcere privado nas selvas é uma tortura) prescrevem quando a Humanidade se ergue apoiada na força da França e na do conjunto daqueles países que, na reunião da OEA, foram os mais duros no ataque à Colômbia, de certa maneira evidenciando a que Estado-Maior seus governos pertencem: Brasil, Argentina, Bolívia, Nicarágua e Venezuela.
Cuba não está nesse grupo porque não pertence à organização interamericana. Mas Fidel dirá o que pensa sempre que julgar necessário. Não foi Raúl quem disse que ele seria sempre consultado?
É necessário dizer mais?
quinta-feira, 6 de março de 2008
Eles sempre dizem: o inimigo está lá fora (invariavelmente, como diz o post, os EEUU)
Por Arthur Chagas Diniz, quinta, 6 de Março de 2008
Comentário do Cavaleiro do Templo: acho que este post "fecha" com chave de ouro a série FORO DE SÃO PAULO dos últimos dias, visto que a ESQUERDOPATIA vende a décadas que o monstro são os EEUU. Os monstros, como estamos vendo, estão aqui e falam português e espanhol. Alguém AINDA duvida disto? Como Lênin dizia, "... amigos esquerdopatas, xingue-os do que você é, acuse-os de fazer o que é você que está fazendo (ou, pior, já fez) ...".
Reflitam sobre a "curtura" brasileira e sobre como aceitamos todo tipo de imbecilidade que nos dizem como se fossem verdades absolutas, como SEMPRE aconteceu com o Sr. LULA, "vendido" pela mídia como santo e que agora mostra sua verdadeira cara, este sim um "DEMÔNIO" que se junta com as FARC.
A moralidade do indivíduo deixou de ser importante. No começo desta degradação moral da sociedade brasileira era "ele rouba mas faz...". Como se isto não fosse já um absurdo, agora mudou para "ele é amigo de narcotraficantes que matam nossos filhos mas foi pobre (e agora é podre de rico)" e dá esmola para os necessitados (trabalho, educação, saúde não dá não).
Durante muitos anos, convivemos na América Latina com afirmações de políticos populistas de que "o inimigo está lá fora". Com isso, ou seja, acusando os Estados Unidos (sim, este era o inimigo), os políticos justificavam o baixo nível de desenvolvimento, o protecionismo, a presença excessiva do Estado, enfim, toda a série de eventos que nos transformaram em estatólatras.
É curioso observar que no momento atual Chávez, o venezuelano, atribui todas as mazelas aos Estados Unidos e ... à Colômbia, pois não é outra a razão que tem para imiscuir-se num conflito de fronteira entre a Colômbia e o Equador.
Como sua popularidade, apesar da abundante receita do petróleo, está em baixa em seu país, em função do desabastecimento por ele mesmo criado, Chávez tenta assumir as dores dos equatorianos, que tiveram suas fronteiras invadidas, por alguns quilômetros, pelo exército e a aviação da Colômbia atrás de bandidos, seqüestradores e narcotraficantes abrigados sob o manto das Farc.
O posicionamento de Chávez, como se a Venezuela fosse ela o objeto da incursão, tira ao caudilho qualquer possibilidade de participar de um grupo para evitar e prevenir conflitos que deve, necessariamente, cobrir os dois lados da questão, ou seja, tanto evitar novas invasões do pessoal de Uribe quanto evitar que o Equador e a Venezuela dêem abrigo aos bandidos das Farc e da ELN.
É difícil para o Brasil fingir uma neutralidade que não tem. A estreita relação entre as Farc e o PT, desenvolvida ao longo dos anos no Foro de São Paulo, deixou marcas visíveis e dela emergem Marco Aurélio Garcia e seus áulicos.
Infelizmente, o Brasil, que teria tudo para ser o protagonista da paz entre sul-americanos, conspurcou sua biografia com uma relação delituosa e longa com os narcotraficantes.
É uma pena para Lulla que sempre sonhou com essa posição dentro da América Latina. Quando condena a invasão e cobra desculpas de Uribe, está só repetindo o que vem fazendo há anos: apoiando a guerrilha.
Arthur Chagas Diniz é presidente do Instituto Liberal
O silêncio cúmplice em torno das FARC
Por Ruy Fabiano - Correio Braziliense em quinta-feira, 6 de Março de 2008
A censura que o bloco de governos sul-americanos — entre os quais o brasileiro — moveu contra o presidente colombiano, Álvaro Uribe, pela operação militar que matou o líder das Farc, Raúl Reyes, semana passada, em território equatoriano, faria sentido não fosse por um detalhe: trata-se de organização criminosa, que rouba, seqüestra, mata, tortura, trafica drogas e armas.
Não investe contra outras organizações políticas, num embate convencional, mas contra pessoas comuns, indefesas. As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia definitivamente não são um grupo revolucionário político, detentor de uma ideologia, como o que Fidel e Che Guevara comandavam nos anos 50, em Sierra Maestra (C.T. - talvez um dia, depois que o romantismo ideológico desapareer da face da Terra, as pessoas entendam que por trás destes movimentos revolucionários da "muderna" esquerdopatia só existiu a busca pela glória e poder dos revolucionários e "iluminados" esquerdopatas. Pois vejamos: se aquele que manda em um país e mantém presos seus compatriotas através de muros (Cuba, China, etc) e ainda por cima MATA quem pensa diferente, devemos continuar achando que esta pessoa está defendendo uma IDEOLOGIA? Além de tudo, o cara não larga o poder, só depois de morto como fez a múmia do Fidel, que aliás passou o trono pro irmão). São coisa bem diferente: uma organização de narcotraficantes, que faz do crime comum e hediondo fonte de captação de recursos, que alega destinar à sustentação de seus objetivos revolucionários.
O tal princípio de que os fins justificam os meios.
Há, neste momento, cerca de 800 (!) reféns em seu poder, tratados animalescamente, segundo quem de lá escapou, mediante resgate. Não obstante, as Farcs recebem apoio explícito — logístico, político e financeiro — dos governos do Equador e da Venezuela, que, ao assim agir, violam não apenas normas morais elementares, mas princípios inalienáveis do Direito Internacional.
Não faz, pois, sentido tratar o episódio dentro dos padrões clássicos de diplomacia — e o espantoso é que assim está sendo.
O Equador, que reclama de invasão de seu território por parte do exército colombiano, investe de forma muito mais contundente contra a soberania de seu vizinho, ao abrigar e financiar a organização criminosa que conspira contra um governo democraticamente eleito. Idem (e com acréscimos) a Venezuela.
Goste-se ou não do presidente colombiano, ele foi eleito e desfruta de amplo apoio de opinião pública — bem mais expressivo que o hipotecado neste momento pela população venezuelana a Hugo Chávez. Mesmo que não desfrutasse, isso não lhe retiraria a legitimidade nem a transferiria para o outro lado.
O paralelo que cabe, para ilustrar a situação, é outro. Imagine-se se o Comando Vermelho, de Fernandinho Beira-Mar, movesse luta armada contra o governo brasileiro, ocupasse espaço considerável do território nacional e recebesse dinheiro e armas de um país vizinho, que, ainda por cima, cedesse seu território para movimentação e abrigo de tropas.
O governo brasileiro então, localizando em sua fronteira as tropas de Fernandinho Beira-Mar (aliás, discípulo e aliado das Farc), cometeria delito se a transpusesse e se antecipasse ao ataque?
É disso que se trata. No entanto, os governantes desse bloco — entre os quais o chanceler brasileiro — referem-se às Farc como uma organização política legítima (uma CNBB com pólvora) e à reação do governo colombiano como um despropósito geopolítico.
É espantoso que chefes de Estado, como Hugo Chávez e Rafael Correa, hipotequem solidariedade pública a criminosos que traficam drogas e matam por ofício, detendo neste momento centenas de reféns em condições abjetas. Não apenas se solidarizam: fortalecem seus efetivos, financiando a aquisição de armamentos pesados.
Apesar do indiscutível perfil criminoso, que as desqualifica de maneira inapelável para o embate político civilizado, as Farc integram há anos uma organização continental, fundada em 1990 pelo PT (então presidido por Lula) — o Foro de São Paulo. Essa organização congrega partidos e entidades de esquerda e debate ações estratégicas conjuntas para que assumam e exerçam o poder no continente. Até aí, nenhum problema.
Só que, ao admitir a presença de uma organização criminosa em seu âmbito, o Foro torna-se cúmplice moral dos delitos por ela praticados — e eis aí a fonte dos constrangimentos do governo brasileiro neste episódio. Como justificar a presença de tal bando numa organização que se pretende ideológica e civilizada?
Como ninguém toca no assunto, o que fica é a suspeita — sustentada por facções conservadoras do continente — de que as Farc cumprem missão de relevo no Foro. Atendem simultaneamente a duas demandas permanentes da ação revolucionária: captação de recursos (via ação criminosa) e treinamento militar de efetivos.
Nesses termos, a censura descontextualizada ao governo da Colômbia, sem nenhuma contraparte aos governos do Equador e da Venezuela, é um escândalo político. Mais um.
O que se espera do Brasil - FORO DE SÃO PAULO no ESTADÃO
Quarta-Feira, 05 de Março de 2008
Todos os governos sul-americanos condenaram, com maior ou menor ênfase, a invasão do território equatoriano por forças militares colombianas. Não podia ser diferente, diante de uma clara violação do direito internacional. O presidente Rafael Correa já iniciou uma rodada de visitas a seus colegas latino-americanos - estará hoje em Brasília - para pedir-lhes apoio para a condenação da Colômbia na reunião de emergência convocada pela Organização dos Estados Americanos para examinar a crise. Também isso é procedimento de praxe nesses casos.
Mas o problema não é simples como pode parecer à primeira vista. A incursão colombiana não pode ser caracterizada como um ato gratuito e imotivado de agressão. Os governos do Equador e da Venezuela têm dado, abertamente, proteção a uma quadrilha de traficantes de cocaína e seqüestradores de vítimas inocentes, que pretende ser reconhecida como uma guerrilha ideológica que luta contra um regime político, por acaso democrático. Se os países da região decidirem isolar política e economicamente a Colômbia, terão dado uma inestimável ajuda aos inimigos da democracia naquele país - e no continente.
O chanceler Celso Amorim, em nome do governo brasileiro, considerou insuficiente o pedido de desculpas encaminhado pelo presidente Álvaro Uribe ao governo equatoriano e sugeriu que seja feito outro, acompanhado do compromisso formal de que não se repetirá a invasão do território do Equador. Hoje, o presidente brasileiro terá a oportunidade de fazer ao presidente Rafael Correa uma exigência igualmente enérgica e justa: a de que o governo equatoriano assuma o compromisso solene de não permitir a instalação de acampamentos e o trânsito de narcoguerrilheiros das Farc em seu território. Se esse tipo de exigência não for feito a Correa e estendido ao caudilho Hugo Chávez - que é quem está fazendo rufar os tambores da guerra -, estará configurada uma falta de isenção que certamente comprometerá os interesses brasileiros na região, no curto e no longo prazos.
Pois o fato é que as Farc têm usado o território do Equador e da Venezuela para seus negócios sinistros, sem que os governos desses países movam uma palha para coibir os narcoguerrilheiros. As Farc tentaram fazer o mesmo no Brasil e foram repelidas. E, no Equador, nem sempre elas tiveram trânsito livre. Em janeiro de 2004, por exemplo, o líder Simón Trinidad foi detido e deportado pelas autoridades equatorianas. Mas o governo era outro.
Rafael Correa e Hugo Chávez têm indisfarçáveis simpatias pelas Farc. Consideram esse grupo terrorista parte do projeto geopolítico "bolivariano". Chávez, segundo documentos apreendidos no computador de Raúl Reyes - morto na operação militar de sábado -, tem também outras razões para gostar das Farc. Numa mensagem enviada ao Secretariado da organização, Reyes relata que Chávez se mostrou agradecido pelos US$ 105 mil que recebeu das Farc quando estava preso em 1992, depois de uma fracassada e sangrenta tentativa de golpe de Estado na Venezuela. Outro documento revela que Chávez forneceu US$ 300 milhões às Farc. Hugo Chávez e Raúl Reyes, aliás, se conheceram pessoalmente numa reunião do Foro de São Paulo, a entidade organizada por Luiz Inácio Lula da Silva para o congraçamento dos movimentos esquerdistas do continente.
Outro documento encontrado com Reyes também deixa muito mal o governo de Rafael Correa. Descreve um encontro com o ministro da Segurança Interna do Equador, Gustavo Larrea - por alcunha, Juan. O ministro - entre outras coisas - manifestou o interesse de Rafael Correa em "oficializar as relações com a direção das Farc", a disposição de coordenar a ajuda aos moradores da zona fronteiriça e de mudar os comandantes das forças públicas que tivessem "comportamento hostil".
Essas atividades configuram uma violação da lei internacional, tão ou mais grave que a invasão do Equador. Em países com tradição de asilo a perseguidos políticos, o abrigo a terroristas não é admitido. A França, por exemplo, deporta para a Espanha os militantes da ETA que encontra em seu território. E existem pelo menos três resoluções da ONU que caracterizam como ato de agressão o abrigo, a instigação, a ajuda e o consentimento de um Estado, dentro de seu território, de forças irregulares que praticam ações terroristas em território alheio.
quarta-feira, 5 de março de 2008
O desmascaramento
Por Denis Rosenfield, quarta-feira, 05 de março de 2008
A operação militar colombiana, em território equatoriano, a poucos metros de sua fronteira, permite ver o que os olhos espessos da ideologia esquerdizante reinante impedem de enxergar: a colaboração estreita entre as FARC e os governos de Chávez (Venezuela) e de Rafael Corrêa (Equador).
Mais do que a violação de um país vizinho pelas Forças Armadas colombianas, trata-se de uma ingerência da Venezuela e do Equador nos assuntos internos da Colômbia, por intermédio de apoio financeiro, logístico, territorial e armamentista às FARC.
Neste contexto, coloca-se a questão: quem deve pedir desculpas a quem? Será que o ministro Amorim, de Relações Exteriores, não estaria rompendo o equilíbrio diplomático que diz defender?
Vejamos os fatos. Numa operação combinada da aviação, da inteligência militar e de comandos, a Colômbia conseguiu eliminar um grupo de narcoguerrilheiros, dentre os quais se sobressaia o número dois das FARC, Raúl Reyes.
A recente libertação de reféns mostra a criminalidade, particularmente bárbara, deste grupo, hoje especializado no narcotráfico e nos seqüestros, mantendo os seus reféns sob condições subhumanas. Pessoas são lá fuziladas ou morrem lentamente pelos mais variados tipos de doenças tropicais, além de serem obrigadas a dormir acorrentadas em árvores. Nem bichos são hoje tratados desta maneira. É um evidente contra senso, como alguns ensaiaram, apoiar a "causa social" dos narco-guerrilheiros, como se se inscrevesse numa doutrina dos direitos humanos.
Neste caso, caberia a pergunta: e a humanidade dos seqüestrados? Não esqueçamos que até recentemente as FARC eram apoiadas pelo PT e pelos movimentos sociais. Chávez e Fidel Castro são ainda considerados ídolos, "companheiros" da melhor estirpe.
Quando da localização destes narco-guerrilheiros, o governo colombiano se viu diante de um dilema. Invadir o território equatoriano, num ato de legítima defesa, ou simplesmente deixar esse grupo à vontade, no usufruto de sua impunidade? A invasão, embora de poucos metros, configuraria a infração de um princípio internacional de soberania territorial dos países. Deixar esse grupo fugir mais uma vez, significaria, por sua vez, consolidar uma situação de fato: o uso do território equatoriano e venezuelano por esse grupo armado.
Neste caso, poder-se-ia dizer que uma outra forma de ingerência estaria em questão, a da Venezuela e do Equador nos assuntos colombianos, via a aliança estabelecida com as FARC. O governo colombiano não hesitou e optou por criar uma nova situação, a do enfraquecimento da narcoguerrilha e a de busca de elementos que demonstrariam a ingerência interna desses países em seu próprio território.
Eis por que o exército colombiano, não satisfeito com a operação área, efetuou uma operação terrestre, visando à apreensão de computadores pessoais e de outros documentos do líder morto. Esse material, da maior importância, começa a ser agora revelado. Segundo as últimas informações, ele é rico ao mostrar os contatos estreitos entre os governos equatorianos e venezuelanos com os narcotraficantes, travestidos de guerrilheiros.
Na verdade, os territórios desses países são usados, com beneplácito oficial, como santuários das FARC, que traficam, seqüestram e matam em território colombiano, refugiando-se depois, na perseguição, nestes países. Fica também claro o apoio financeiro emprestado por Chávez a esses "guerrilheiros", especializados no narcotráfico e nos seqüestros, além das armas fornecidas. A ingerência nos assuntos colombianos é total.
Acontece, porém, que essa ingerência nos assuntos colombianos é apresentada como um ato de "solidariedade" internacional entre "companheiros". O seu nome muda como se, assim, ela fosse justificada. Chávez tem o grande mérito de dizer as coisas por seu verdadeiro nome, pelo menos quando defende os seus. Aliás, a Venezuela não foi objeto desta incursão militar colombiana e ela já deslocou 10 batalhões para a fronteira, seguindo o seu mentor Fidel Castro, apostando nas "trombetas das armas".
Os ditadores lamentaram o ocorrido com o "companheiro" Raúl Reyes, um "bom revolucionário", certamente preocupado com a "libertação dos povos". Quase um santo. Sua morte pode mesmo transformá-lo em um mártir! Para essa nova Igreja, tudo vale!
Dizem aqui o que pensam, a saber, que qualquer tipo de violência e de ingerência são justificados para a instauração na América Latina de regimes baseados na democracia totalitária.
Nesta perspectiva, não haveria por que estranhar o modo de tratamento que eles conferem ao presidente constitucional da Colômbia: "narcotraficante", "violador dos direitos humanos", "lacaio do imperialismo". As palavras perdem totalmente o seu sentido, inscritas que estão no contexto dos que, em nome de uma suposta "justiça social", tudo fazem para justificar a violência, o narcotráfico e os seqüestros. Na verdade, estamos diante de uma degenerescência desta forma de esquerda, que parece desconhecer quaisquer limites. Entretanto, ela continua tendo admiradores entre nós!
Há uma evidente articulação latino-americana desta esquerda degenerada. Chávez, Rafael Correa, Evo Morales, Daniel Ortega e Fidel Castro já não escondem as suas garras. A operação conduzida por Álvaro Uribe os desmascarou. Eis o seu grande mérito. Devem agora reconhecer à luz do dia o que procuraram ocultar, como se tudo nascesse de atos espontâneos de partidos e organizações preocupados com uma suposta justiça social, com a "causa". Só que se trata da "narcojustiça" ou de "seqüestros sociais". Foram surpreendidos em pleno ato de delinqüência.
O estardalhaço que estão exibindo nada mais é do que a reação de pessoas que perderam a face, procurando atabalhoadamente novas máscaras.
Talvez seria o caso da diplomacia brasileira exigir, por uma questão básica de equanimidade, que a Venezuela e o Equador peçam eles desculpas à Colômbia por se imiscuírem em seus assuntos internos, com a promessa de não mais fazê-lo no futuro. Seria uma contribuição à paz!
Itamaraty e Forças Armadas são omissas sobre denúncias de invasão de áreas do Brasil pela Venezuela
Por Jorge Serrão, terça-feira, 04 de março de 2008
"A violação do território de outro país deve ser condenada". Este princípio aplicado pelo ministro das Relações Exteriores Celso Amorim ao conflito (Equador-Colômbia) só não vale quando o Brasil é a vítima de uma invasão sistemática de seu território pela Venezuela. Os índios Yanomami denunciaram oficialmente – e ninguém tomou providência no Itamaraty ou nas Forças Armadas – que, no dia 8 de agosto do ano passado, tropas venezuelanas, em um helicóptero, invadiram a região do Xitei, extremo oeste da Terra Indígena Yanomami (TIY) em Roraima. A invasão aconteceu próxima à região do Surucucu, onde o exército brasileiro tem tropas aquarteladas.
A Hutukara Associação Yanomami (HAY) elaborou e enviou um documento às autoridades competentes denunciando a invasão. A HAY assinala que uma expedição de investigação organizada pelo Exército Brasileiro e assessorada pela CCPY confirmou posteriormente as preocupações dos Yanomami quanto à freqüência das incursões intempestivas dos militares venezuelanos em território brasileiro. Os yanomami denunciam que a recente invasão não é acontecimento isolado. Em 2003 foram denunciadas várias entradas não-autorizadas de militares venezuelanos na TIY. O documento foi assinado por Dário Vitório Kopenawa Yanomami, Tesoureiro da Hutukara Associação Yanomami
“Em determinado momento, soldados venezuelanos chegaram a pernoitar na comunidade yanomami do Poimopë, no alto rio Mucajaí, onde intimidaram uma funcionária da organização Urihi Saúde Yanomami (ex-conveniada da Funasa) que atuava então no atendimento de saúde na região. No mesmo período, outro grupo ocupou uma pista de pouso de garimpo clandestino no alto rio Catrimani, igualmente em território brasileiro, onde torturou garimpeiros e saqueou seus pertences. Uma expedição de investigação organizada pelo Exército Brasileiro e assessorada pela CCPY confirmou posteriormente as preocupações dos Yanomami quanto à freqüência das incursões intempestivas dos militares venezuelanos em território brasileiro”. (ver Boletim 41).
A retórica do Itamaraty só se aplica ao problemas dos outros – mas não ao nosso, brasileiro. “O Brasil condena qualquer violação territorial, a situação é grave”. O ministro das Relações exteriores brasileiros fez este comentário ontem. Acontece que a reclamação de Celso Amorim não foi para condenar o sistemático caso de invasão do território brasileiro por tropas da Venezuela (como no caso da entrada ilegal na área Yanomani, em setembro de 2007). Ontem, o desgoverno brasileiro condenou publicamente a Colômbia pelo ataque às Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) em território equatoriano.
Crime contra o Brasil
Pela atual diplomacia de resultados do Itamaraty, órgão hoje aparelhado pela ideologia do Foro de São Paulo e pelas conveniências do desgoverno petista, o Brasil pode ser invadido pela Venezuela, pelas tropas das Farc e etc que nada será feito para reprimir os abusos contra a integridade do território nacional.
Mais grave que a posição do Itamaraty é a omissão pública das Forças Armadas brasileiras em relação a incidentes como o Yanomami.
Tal omissão só demonstra o descumprimento dos artigos 142: da Constituição e do Código Penal Militar.
Entenda por que relendo: Os artigos 142 contra os “171”, publicado no distante 17 de setembro de 2006 neste Alerta Total.
Carta em português
Confira a carta de Dário Vitório Kopenawa Yanomami, Tesoureiro da Hutukara Associação Yanomami, traduzida do Yanomani para o português por Bruce Albert e Luis Fernando Pereira:
Sim, é dirigido a vocês, grandes homens, que nós Yanomami, membros da Hutukara Associação Yanomami, fizemos este documento. No dia 08/08/2007 durante nossa reunião na região do Xitei vimos um helicóptero do exército venezuelano (sobrevoando), havia também não-indígenas (vendo isso conosco). Ao pousarmos na pista do Xitei, na floresta brasileira, lá estava o helicóptero da Venezuela vindo em nossa direção, todos nós o vimos. Havia representantes da Diocese, Ministério Público Federal, o chefe do Distrito Sanitário Especial Yanomami e Ye´kuana, o membro da Hutukara Associação Yanomami. Foi assim que nós vimos o helicóptero da Venezuela. Nós Yanomami ficamos muito preocupados, por isso fizemos este documento. Na região do Surucucu se encontra o Exército Brasileiro mas ele não falou ainda, o que é não é bom. Em Auaris há também o Exército Brasileiro mas ele não ficou realmente com os olhos atentos a isso. Os venezuelanos tal vez estão procurando por ouro no Brasil, é o que nós Yanomami pensamos. O pessoal (Yanomami) de Xitei vive na terra do Brasil. Como o Exército Brasileiro realmente pensa sobre este assunto? Quando os habitantes da Venezuela entram no Brasil vocês do Exército Brasileiro não falam nada? Vocês estão presente na terra-floresta yanomami, mas por que não mostram sua valentia? Por esses motivos, nós Yanomami estamos muito preocupados, pelo fato do Exército não falar nada.
Assim foram nossas palavras.
Atenciosamente.
Dário Vitório Kopenawa Yanomami,Tesoureiro da Hutukara Associação Yanomami- HAY
LULA SE REÚNE AMANHÃ COM PRESIDENTE DO EQUADOR
Terça-feira, 4 de Março de 2008
Em sua primeira manifestação após a crise entre países da América do Sul, o presidente Lula afirmou nesta terça-feira que a Colômbia violou a soberania territorial do Equador e que o presidente equatoriano merece um pedido de desculpas.
Lula disse que Correa não aceitou o pedido de desculpas do presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, porque era "cheio de explicações". "Ele queria um pedido de desculpas mais direto. E também um compromisso que a Colômbia não repetirá esse fato." "Do ponto de vista prático, a Colômbia poderia ter pedido que Equador fizesse a prisão dos membros das Farc lá. (Reuters) - Por Carmen Munari
COMENTÁRIO:
Olha a conversa do beócio: “Correa não aceitou o pedido de desculpas de Uribe, porque era “cheio de explicações”. Por que no te calas, Lula?! Que vergonha! Que falta de argumento para apoiar o imponderável, não é?
Lula menospreza a inteligência dos outros, acha que o mundo inteiro é burro. Se tivessem avisado o presidente do Equador sobre incursão do exército colombiano, logicamente que o Correa teria dado um jeito de proteger os criminosos. Afinal, ele tem coragem de entregar até mesmo os próprios policiais equatorianos que não facilitam a vida para os guerrilheiros.
O fato é que os planos do Foro de São Paulo (a entidade mafiosa da qual o seu Lula é um dos fundadores), podem vir à tona, já que o PC do criminoso Reys está mãos das autoridades Colombianas. É impressionante como os apoiadores do crime se acobertam.
A visita do protetor de terrorista - o Correa - amanhã, no Brasil, certamente tem a ver com algum plano para tentar acobertar a súcia, cujo traseiro começa a ficar descoberto. Por Gaúcho/Gabriela
Comentário do Cavaleiro do Templo: que tal uma manifestação no aeroporto quando chegar o "mais novo canalha latino", o equatoriano, se este encontro entre os canalhas for no Brasil???
Colômbia denuncia presidentes na OEA
Terça-feira, 04 de Março de 2008
PRESIDENTES DA VENEZUELA E DO EQUADOR NEGOCIAM COM TERRORISTAS
O Embaixador da Colômbia na OEA está apresentando, agora (C.T. - dia 04 de março de 2008), a alegação de seu país reiterando a denúncia contra os Governos do Equador e da Venezuela. A Colômbia colocou os computadores de Raúl Reyes à disposição da OEA para sua verificação.
Denunciam que o tráfico de pessoas, armas e drogas acontece com a colaboração dos Governos do Equador e Venezuela. A Colômbia denuncia também a entrega de US $ 300 milhões, parte de Hugo Chávez às FARC, além de outras remessas de dinheiro. Também denunciam a existência de acampamentos das FARC no Equador, e centenas de quilos de cocaína que são traficadas usando o mesmo.
“Não resta dúvida de que os Governos do Equador e da Venezuela negociam com terroristas e narcotraficantes”.
O Embaixador afirmou que é lamentável que ainda se busque a condenar seu país pela morte de um terrorista, e que a Venezuela tenha lhe rendido honras. Notícia 24 Horas - Acompanhe ao vivo, direto da OEA - AQUI
terça-feira, 4 de março de 2008
Ação no Equador foi legítima auto-defesa, diz jornal
Terça-feira, 4 de Março de 2008
Um dos principais jornais dos Estados Unidos, o Wall Street Journal defende em editorial hoje a ação militar colombiana no Equador que resultou na morte de um dos principais líderes das Farc, o comandante Raul Reyes, e foi o pivô de uma grave crise diplomática entre a Colômbia e seus vizinhos Equador e Venezuela.
Segundo o jornal, "a ação chocou os terroristas (como o jornal se refere aos guerrilheiros das Farc (C.T. - e deviam chamar do que???) porque ocorreu no Equador. A guerrilha estava acostumada a operar dentro da Colômbia para depois escapar da perseguição dos militares colombianos no refúgio seguro do Equador e da Venezuela".
"Dessa vez os militares colombianos resolveram ir em frente, por razões legítimas de auto-defesa", diz o jornal.
"Duvidamos que os Estados Unidos teriam parado suas tropas na fronteira, se terroristas tivessem bombardeado alvos no Texas de algum ponto no México", diz a publicação. "Mas o que realmente deve ter irritado Chávez foi a captura do laptop de Reyes", diz o jornal americano. O laptop "mostra segredos de Chavez", chamado pelo jornal de "valentão colombiano".
Citando declarações do chefe de polícia da Colômbia, general Oscar Naranjo, o jornal diz que "o laptop mostrou que a Venezuela teria pago US$ 300 milhões às Farc em troca da recente libertação de seis reféns". Na Espanha, o El País afirma em editorial que "Chávez quer capitalizar a equivocada operação colombiana contra as Farc no Equador". "Mais uma vez o exagero veio do líder venezuelano, que insultou de modo chulo seu homólogo colombiano e usou linguagem bélica inadmissível em quem não é parte prejudicada. O afeto de Chávez pelas Farc - para quem pede status de Exército combatente - arrasa a decência mínima que se exige de um chefe de Estado", afirma o El País.
Na França, o jornal Le Monde diz que "pela primeira vez na história, a guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc, de extrema esquerda) foi ferida no coração".
O Le Monde ainda pergunta se, com a morte de Reyes, as Farc vão adotar uma linha dura, militarista, ou aceitar a negociação política.
"De imediato, ela (a morte de Reyes), não pode fazer nada, a não ser complicar a comunicação com as Farc. Será que Ingrid Betancourt (refém das Farc), que parece estar à beira da morte, e seus companheiros de infortúnio poderão suportar muito mais tempo nessa situação? (C.T. - e a culpa disto é de quem? De quem eles são reféns? Quem dá sustentação às FARC não é o FORO DE SÃO PAULO, ou seja, LULA, CHÁVEZ, EVO e o "novo canalha" do Equador? São reféns dos PRESIDENTES DE PAÍSES DA AMÉRICA LATINA, tirando o único HOMEM DIGNO desta p***a, o URIBE!!!)"
Reinaldo Azevedo - Especial: Colômbia X Foro de São Paulo
Escrito por Reinaldo Azevedo em 04 de março de 2008
Sequência de reportagens de Reinaldo Azevedo sobre o caso Colômbia X Foro de São Paulo.
Fonte: http://veja.abril.com.br/blogs/reinaldo/
Os terroristas e a caricatura. Ah, sim: O governo do Equador vinha colaborando com os terroristas
As Farc são parte da Internacional do Terror que opera hoje na América Latina. Ela junta duas drogas: o “socialismo”, de que são entusiastas os presidentes Hugo Chávez (Venezuela), Rafael Corrêa (Equador) e Evo Morales (Bolívia) (C.T. - ei Reinaldo, não esqueça do LULA/PT), e a cocaína dos narcoterroristas. Toda essa gente está submetida a uma orientação política, que lhe é dada pelo Foro de São Paulo, fundado por Lula e Fidel Castro, integrado por movimentos e partidos de esquerda do continente. Ali têm assento, vejam vocês, tanto as Farc de Raúl Reyes, o pançudo morto, como o PT. Sim, o PT. O silêncio cúmplice de parte da imprensa brasileira é uma vergonha que grita.
A loucura da canalha narcocomunista acaba de produzir mais um capítulo. Na operação das forças colombianas que resultou na morte de Reyes, foram apreendidos três computadores que deixam clara a colaboração entre as Farc e o governo equatoriano. É isto mesmo que vocês leram: Rafael Correa, que se faz agora de agravado, colaborava com os narcoterroristas. O principal contato é Gustavo Larrea, ministro do Interior do Equador. Num dos documentos, fala-se da disposição do governo do país de ajudar efetivamente os bandidos na área de fronteira ocupada pela guerrilha; em outro, o próprio Reyes informa que "Larrea, em nome do presidente Correa, tem interesse em oficializar suas relações com as Farc”.
O governo do Equador, ora, ora, nega tais relações. É mesmo? Correa foi à TV, chamou o presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, de "mentiroso" e acusou a violação de território. Deslocou soldados para a fronteira e classificou a ação de ato de guerra. É mesmo? Não seria também um “ato de guerra” abrigar terroristas que atacam o vizinho? O aspecto mais patético da fala do delinqüente equatoriano é a afirmação de que os terroristas mortos estavam de pijama. Como se vê, a tranqüilidade era tal, não é?, que eles podiam se despir daqueles uniformes de camuflagem para vestir, sei lá eu, ceroulas de bolinhas. A idéia de que o pançudo, seqüestrador e assassino morreu vestindo uma ceroula de bolinhas deve alimentar o nosso senso de justiça contra esses homicidas.
O cerco de que o presidente Uribe é vítima é de uma canalhice formidável. Recomendam-lhe prudência. Mais: é tratado com visível má vontade, como se demonstrasse intransigência ao não ceder às chantagens do terror. Tem de suportar as censuras de “estadistas” como o também “forista” Daniel Ortega, aquele das orelhas grandes e idéias curtas. “As orelhas do outro agora são uma categoria política, Reinaldo?” Não! São uma caricatura, assim como a ceroula e bolinhas do pançudo ou os arroubos do Beiçola de Caracas.
Deus do céu! Estamos num teatro de horrores. Forças comprovadamente terroristas são tratadas por governos latino-americanos e por pelo menos um europeu — o da França — como um grupo com o qual se pode dialogar e negociar.
Uribe fez bem. Ao abrigar terroristas, fornecer-lhes apoio e manter com eles um “entendimento”, quem declarou guerra à Colômbia foi o Equador. É isto mesmo: é para buscar os facínoras onde eles estiverem. Com suas ceroulas de bolinhas.
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Até quando se vai silenciar sobre a Internacional do Terror na América Latina? Leiam o que dizia o terrorista pançudo
Como noticiei no começo desta madrugada, o governo colombiano tem evidências de que a corja bolivariana de Rafael Correa, presidente do Equador, negocia com as Farc. Sim, o continente continuará a ignorar o óbvio e o que está aos olhos de toda gente: os movimentos de esquerda da América Latina — no caso da Colômbia, misturados ao narcoterrorismo — têm uma central para definir suas estratégias: o Foro de São Paulo.
As esquerdas, como sempre, conseguiram submeter a verdade ao ridículo, transformando-a numa espécie de delírio conspiratório. “Ah, quem fala do Foro no Brasil?” E logo respondem: “Ah, o Olavo de Carvalho, o Reinaldo, esses malucos”.
É mesmo? Lula já discursou no Foro e saudou os governos alinhados com seus princípios. O vídeo feito para o 3º Congresso do PT no ano passado mostra os países caindo sob o domínio do foro, uma espécie de Teoria do Dominó. Em 2003, o narcoterrorista morto pelas forças democráticas da Colômbia concedeu uma entrevista a Fabiano Maisonnave, da Folha. Leia trecho. Volto depois:
(...)
Folha - Vocês têm buscado contato com o governo Lula?
Reyes - Estamos tentando estabelecer -ou restabelecer- as mesmas relações que tínhamos antes, quando ele era apenas o candidato do PT à Presidência.
Folha - O sr. conheceu Lula?
Reyes - Sim, não me recordo exatamente em que ano, foi em San Salvador, em um dos Foros de São Paulo.
Folha - Houve uma conversa?
Reyes - Sim, ficamos encarregados de presidir o encontro. Desde então, nos encontramos em locais diferentes e mantivemos contato até recentemente. Quando ele se tornou presidente, não pudemos mais falar com ele.
Folha - Qual foi a última vez que o sr. falou com ele?
Reyes - Não me lembro exatamente. Faz uns três anos.
Folha - Fora do governo, quais são os contatos das Farc no Brasil?
Reyes - As Farc têm contatos não apenas no Brasil com distintas forças políticas e governos, partidos e movimentos sociais. Na época do presidente [Fernando Henrique] Cardoso, tínhamos uma delegação no Brasil.
Folha - O sr. pode nomear as mais importantes?
Reyes - Bem, o PT, e, claro, dentro do PT há uma quantidade de forças; os sem-terra, os sem-teto, os estudantes, sindicalistas, intelectuais, sacerdotes, historiadores, jornalistas...
Folha - Quais intelectuais?
Reyes - [O sociólogo] Emir Sader, frei Betto [assessor especial de Lula] e muitos outros.
(...)
Folha - Qual é a relação entre as Farc e os traficantes que compram droga dos camponeses?
Reyes - As Farc cobram imposto desses comerciantes, que compram dos camponeses. Não apenas dos que vendem coca, mas também dos que produzem grandes quantidades de soja, arroz, milho. Não se cobra dos camponeses, mas dos comerciantes.
(...)
Íntegra da entrevista aqui
Voltei
Como? Não me digam que os humanistas Frei Betto e Emir Sader eram amigos da canalha terrorista!!! Estou tão surpreso! O dito “religioso” não quer apenas o bem da humanidade segundo os princípios cristãos? O que ele faz falando com gente que seqüestra, tortura e mata? E os Emirados Sáderes? O nascoterror virou um atalho para o socialismo?
Chegou a hora de expor às claras essa coordenação continental entre as esquerdas da América Latina, que, vejam só!, podem ir do mercadismo, como a brasileira, ao terrorismo, como as Farc. Um mesmo ente as reúne. É por isso que o presidente Álvaro Uribe, que preside o país que é a verdadeira vítima desse processo, está sendo levado a se explicar. Por quê? Será porque caçou um terrorista que passava seus dias, a exemplo de seus companheiros, planejando seqüestros e assassinatos?
Vejam a posição do Itamaraty: é, para dizer pouco, pusilânime. E, por pusilânime, é, então, favorável ao terror. O governo brasileiro não disse, até agora, o óbvio: as Farc são um grupo terrorista. E não disse, entre outras razões, porque o partido do presidente divide com a organização a mesa do Foro de São Paulo. Mais do que isso: Lula é o pai da criança, junto com Fidel Castro. A mãe é a impostura esquerdopata (C.T. - e porque se o Governo Federal reconhecer qualquer um do FORO DE SÃO PAULO como grupo fora-da-lei o PT está, AUTOMATICAMENTE, extinto pois nossa Constituição Federal assim determina quando partidos políticos mantém relações com grupos fora-da-lei, Reinaldo).
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O governo brasileiro já tem uma posição: de joelhos para o terror
Cantei a bola, não foi?
A reação do ministro Celso Amorim, que traz a posição oficial do governo brasileiro — e a posição oficial do governo brasileiro é de joelhos para o terrorismo — é qual? Censura à Colômbia. Isto mesmo: o Equador abriga terroristas; há evidências de que um acordo estava em curso, mas Amorim quer falar da invasão de fronteira.
Um governo que dá guarida a terroristas reconhece fronteiras? Dizer o quê? O Itamaraty, nesse caso, repete aquela que tem sido a sua política constante: apoio a delinqüentes.
Segundo Amorim, o tema principal a ser debatido pela OEA não é a proteção ao terror garantida pelo Equador ou a ameaça de guerra de Chávez. Não, não. O tema principal é a invasão da fronteira equatoriana. Ele também disse que o Brasil quer uma solução para a crise. Não se disse uma miserável palavra de censura às Farc. Nada!
Rafael Correa abriga terroristas, mas Amorim quer que a Colômbia peça desculpas sem condicionantes.
Querem saber de uma coisa? O comportamento do governo brasileiro consegue ser mais asqueroso do que o do Beiçola de Caracas.
A diplomacia brasileira nunca desceu tão baixo.
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Envie seu protesto ao Itamaraty e ao Senado contra a o apoio covarde do governo brasileiro às Farc e aos filoterroristas Chávez e Correa
Em linguagem respeitosa, envie o seu protesto ao Itamaraty contra a posição do governo brasileiro em face da agressão de que é vítima o povo colombiano. Envie os e-mails para os seguintes departamentos:
- Assessoria de Imprensa do Gabinete do ministro Celso Amorim - imprensa@mre.gov.br
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- DEA - Divisão da Organização dos Estados Americanos - dea@mre.gov.br
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- DHS - Departamento de Direitos Humanos e Temas Sociais - dhs@mre.gov.br
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Envie, depois, uma cópia de seu protesto para a Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado. Não é preciso mandar cópia a todos os membros. Basta que ela chegue ao senador Heráclito Fortes (DEM-PI), o presidente. O e-mail do senador é este: heraclito.fortes@senador.gov.br
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Espalhe esses endereços na rede.
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Celso Amorim Chega ao limite da estupidez. E dá mais um passo
A delinqüência teórica de Celso Amorim não tem limites. Usando o método Lula de argumentação — escolher sempre a metáfora mais rasa, mais chinfrim, mais tonta —, quando alguém “entra na sua casa”, primeiro pede desculpa e depois se vê por quê. É? Já que temos de ignorar o Direito Internacional para ficar em alegoria doméstica, vamos lá. Se Celso Amorim fosse meu vizinho e usasse a sua casa para jogar cocô, bomba ou meleca na minha, eu primeiro acionaria a Polícia. Se a Polícia não fizesse nada, eu iria lá, invadiria a sua casa e o cobriria de porrada. A minha comparação é vagabunda, mas a de Amorim também é. Estou argumentando segundo o gosto da casa. E com um detalhe: a quem Álvaro Uribe poderia apelar — cadê a polícia dessa alegoria? — para coibir as ações do filoterrorista Rafael Correa?
Sabem por que o chicaneiro de Caracas deu chilique? Porque ele sabe que tem culpa no cartório. Está com medo das informações que sairão dos laptops do Raúl Reyes, o terrorista pançudo, o que dormia no Equador com ceroulão de bolinhas.
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Foro de São Paulo 1 – O meu artigo de janeiro na VEJA
http://www.endireitar.org/content/view/228/76/
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Foro de São Paulo 2 – Merval Pereira rompe o silêncio no rádio
O mal original é o mito da revolução, conforme escrevi na revista VEJA na semana passada. Leiam lá. Afirmo que ele justifica tudo, até os mensaleiros brasileiros. Alguns jornalistas têm coragem de romper o silêncio para lembrar o óbvio: o Foro de São Paulo é a organização que junta as Farc, Chávez, Rafael Correa, Evo Morales e, ó surpresa!, o PT (C.T. - surpresa nenhuma, basta ler o que o próprio Reinaldo escreveu ali em cima, começando com "O mal original..."). As esquerdas querem criar o seu clubinho? Tudo bem! Quando se admitem terroristas e traficantes como membros, então é associação para o crime.
Mesmo assim, impera o silêncio a respeito. Ontem, falando a Carlos Alberto Sardenberg, na CBN, o jornalista Merval Pereira, colunista de O Globo, tratou do assunto. Para ouvir a conversa, clique aqui.
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Foro de São Paulo 3 – O que eu disse e o que eles disseram
No post lá do ato, o de nº 9, fica evidente que os delinqüentes Hugo Chávez e Rafael Correa usam os reféns das Farc para fazer política. E isso os tonra nada menos do que parceiros do terror. Vamos fazer uma experiência? Coloquem no Google o nome de alguns analistas do jornalismo “nem-nem” (a turma do nem isso nem aquilo) e tentem saber como os luminares tratavam as “negociações” de Chávez com as Farc para libertar reféns no fim do ano passado e início deste. Bem, aqui no blog, eu escrevia coisas como esta:
No dia 27 de dezembro de 2008:
Não. Não é a primeira vez que a estupidez toma conta do mundo, de vários atores ao mesmo tempo, das mais variadas tendências e com moralidades as mais diversas. Refiro-me à “concertação” internacional (como diria Tarso Genro), liderada por Hugo Chávez, para libertar os reféns feitos pelas Farc. Comecemos pelo óbvio: todas as hostilidades do bufão de Caracas, até hoje, foram dirigidas contra o governo constitucional da Colômbia; jamais contra a guerrilha. O ditador venezuelano diz querer conversar com o líder dos narcoterroristas. Chávez (C.T. - e LULA) são aliados dos bandidos, não é negociador coisa nenhuma. Ao governo da Colômbia, dada a pressão internacional energúmena, bucéfala, estúpida, não restou outra saída a não ser aceitar essa “negociação”, que contará com observadores de outros países, inclusive do Brasil. Fazer o quê? Mas é um absurdo sem medida. As Farc, que vivem do tráfico de drogas, do seqüestro, do assassinato, da chantagem, da violência, tornam-se, assim, vejam só, interlocutoras de governo legalmente constituídos. Ora, a negociação só caminhou para este terreno porque os bandidos, incluindo Chávez, viram no episódio um momento excepcional para fazer seu proselitismo. E é justamente a apologia da bandidagem política que Chávez pretende fazer.
No dia 1º de janeiro, sobre a participação de Marco Aurélio Garcia na pantomima chavista para “libertar” os reféns.
A delinqüência moral das Farc e de Hugo Chávez, nesse episódio da libertação que não houve dos reféns, está à altura dos trajes de Marco Aurélio Top Top Garcia para visitar o coração das trevas. Parecia um desses caudilhos latino-americanos do século passado, com seu ar enfatuado, conferindo-se ares de grande negociador de causas mundiais. O ridículo deste senhor não conhece limites. É mais um desses trastes sem superego que superpovoam o governo Lula. É nojento. Sim, certas coisas são de dar medo. O mundo assiste, impassível, a um espetáculo degradante, que transforma a vida de três pessoas – e também a dos demais reféns, que não entraram nessa “negociação” – em matéria do mais vagabundo proselitismo. Sabemos o que fazem nesse meio o Brasil e a Argentina, por exemplo. Mas não a França. Para proteger uma cidadã que também tem nacionalidade francesa, Nicolas Sarkozy comete um erro grave, indigno de sua trajetória até aqui.
Essa “negociação”, por enquanto calculadamente emperrada, é uma barbaridade: trata-se de um assalto à legalidade, ao bom senso, ao estado democrático de direito, à civilidade. Os países que aceitaram ser “observadores” dessa pantomima estão legitimando o terrorismo e igualando narcotraficantes ao governo legal e constitucional da Colômbia. É o que faz, por exemplo, uma nota do Itamaraty ao lamentar o insucesso da operação.
"Insucesso”? Depende. O que se queria? Libertar os reféns? Não necessariamente. Isso é mero pretexto. A vida dessas pessoas é apenas instrumental. O objetivo do ditador venezuelano é retirar autoridade de Álvaro Uribe, presidente da Colômbia, transformando-o, vejam que ironia, num REFÉM POLÍTICO EM SEU PRÓPRIO PAÍS. Por que afirmo isso? Observem que o coronel amigo dos terroristas atribuiu ao outro o insucesso da operação. O presidente teria de ficar trancado em palácio e dar livre trânsito às Farc, que passariam, então, a governar a Colômbia em parceria com... Chávez. Só assim três – e apenas três – pessoas seriam libertadas, restando, ademais, a dúvida se o garoto Emmanuel, filho de Clara Rojas, nascido em cativeiro, está mesmo entre elas.
Chávez tripudia sobre o desespero dos familiares, que se agarram, como seria de se esperar, à sua mediação. Nunca – notem bem: nunca – um governante usou de instrumento tão sujo, tão asqueroso, para, “pacificamente”, se meter na política interna de um outro país. Isso quando a Venezuela é, na América Latina, o segundo país com o maior número de reféns – perde justamente para a Colômbia, onde há a guerrilha. Caracas é a capital mais violenta do continente, com o maior número de assassinatos por 100 mil habitantes. E o meliante se atreve a enfiar o nariz em assuntos alheios!
Ao comentar o “insucesso” da negociação, além de atacar Uribe, o ditador da Venezuela afirmou que pode recorrer a outros métodos para libertar os reféns se os pacíficos falharem. O que terá querido dizer o bandido? Vai criar alguma força de assalto para invadir um país estrangeiro? Vai entrar em confronto armado com seus coleguinhas narcoterroristas?
Nem o Irã, que é a matriz do terrorista Hezbollah, que atua no Líbano, assumiu, em relação àquela força, o papel que Chávez se atribui nas “conversações” com as Farc. Sob o silêncio cúmplice e abestalhado do mundo. Pobres reféns! Para arremate de todos os males, ainda contam com a clarividente colaboração de Marco Aurélio Top Top Garcia, a ilustração bufa do coração das trevas.
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Foro de São Paulo 4 – Esclarecido o segredo da ceroula de bolinhas
Por que diabos um guerrilheiro dormiria de pijama, que estou chamando de “ceroula de bolinhas”? Está tudo esclarecido. Ontem, o chefe da Polícia Nacional da Colômbia, general Oscar Naranjo, demonstrou, com imagens, que o acampamento dos terroristas do Equador não era uma cabaninha improvisada, não. Tratava-se mesmo de uma instalação para longa permanência, o que evidencia a conivência do governo equatoriano com as Farc. Mas Celso Amorim, já sabemos, quer um pedido de desculpas da Colômbia.
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Foro de São Paulo 6 – A questão do urânio. E os vídeos
Se vocês clicarem aqui, terão acesso a vários vídeos sobre o episódio, inclusive àquele em que o chefe da Polícia Nacional da Colômbia, general Oscar Naranjo, relata que, no computador de Raúl Reyes, há um documento demonstrando que as Farc estavam interessadas em comprar 50 quilos de urânio. Urânio? Urânio pra quê?
Sabe-se que o material serve à fabricação das chamadas “armas sujas”. Fariam elas mesmas as ditas-cujas? Duvido. Mas isso daria à organização o status de player internacional no mundo do terror. (C.T. - lembremos que o PT mantém relações com o Partido Baath do SADDAM HUSSEIN e, portanto, através do FORO DE SÃO PAULO não seria impossível este urânio ir para as mãos daqueles outros dementes também). Naranjo observa, e está correto, que o episódio demonstra que combater as Farc não é mais um problema apenas da Colômbia. O interesse é do continente e, de fato, de todo o mundo.
Amorim já sabia disso quando concedeu ontem aquela entrevista estúpida? Já. E, não obstante, não deu um pio a respeito.
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Foro de São Paulo 9 – Chávez e Correa desrespeitam Resolução 1373 do Conselho de Segurança da ONU
Editorial da Folha de hoje censura o governo da Colômbia, embora reconheça que as Farc formam uma “súcia”. “Súcia” é pouco. Trata-se de uma organização terrorista. Alguém criticou os Estados Unidos quando o país foi buscar os terroristas do 11 de Setembro no Afeganistão? Ademais, Venezuela e Equador desrespeitam a Resolução 1373 da ONU. Esses dois países é que têm de ser denunciados.
No dia 28 de setembro de 2001, por unanimidade, foi adotada a resolução com o objetivo de suprimir o financiamento ao terrorismo. ATENÇÃO: o texto prevê que aqueles que colaboram com o terror devem ser levados a julgamento.
Segue, abaixo, trecho da resolução. Volto em seguida:
"Agindo de acordo com o capítulo VII do estatuto da Organização das Nações Unidas,
"1. Decide que todos os Estados membros deverão:
"(a) Impedir e suprimir o financiamento de atos terroristas;
"(b) Criminalizar a provisão ou a coleta intencional, por quaisquer meios, direta ou indiretamente, de fundos por seus cidadãos ou em seus territórios com a intenção de que estes fundos sejam usados, ou que se saiba que estes fundos são usados para a prática de atos terroristas
"(c) Congelar sem demora fundos ou outros ativos financeiros ou recursos econômicos de pessoas que cometam ou tentam cometer atos terroristas ou participem ou facilitem a execução de atos terroristas; de entidades de propriedade ou controladas direta ou indiretamente por estas pessoas; e de pessoas e entidades que ajam em favor ou orientadas por tais pessoas e entidades, incluindo fundos oriundos ou gerados de bens de propriedade ou que sejam controlados direta ou indiretamente por tais pessoas e pessoas/entidades associadas;
"(d) Proibir seus cidadãos ou quaisquer pessoas ou entidades em seu território de disponibilizar fundos, ativos financeiros, recursos econômicos, serviços financeiros ou correlatos, direta ou indiretamente, para beneficiar pessoas que cometem ou tentam cometer, participem ou facilitem a execução de atos terroristas, de entidades de propriedade ou controladas, direta ou indiretamente, por tais pessoas e pessoas/entidades que ajam em favor ou orientadas por tais pessoas:
"2.Decide que os Estados membros também deverão:
"(a) Abster-se de fornecer qualquer forma de apoio, ativo ou passivo, a entidades ou pessoas envolvidas em atos terroristas, incluindo a supressão de recrutamento de membros de grupos terroristas e eliminando o fornecimento de armas para os terroristas;
"(b) Tomar as medidas necessárias para impedir a execução de atos terroristas, inclusive informando, antecipadamente, outros Estados membros através de troca de informações;
"(c) Negar refúgio seguro para aqueles que financiem, planejem, apóiem ou cometam atos terroristas,;
"(d) Impedir que aqueles que financiam, planejam, facilitam ou cometem atos terroristas usem seus respectivos territórios para propósitos contra outros Estados membros ou seus cidadãos;
"(e) Garantir que qualquer pessoa que participe no financiamento, planejamento, preparação ou execução de atos terroristas ou que apóie tais atos seja julgada e garanta que, além de outras medidas contrárias, tais atos terroristas sejam considerados como graves delitos criminais pelas leis de cada país, e que a gravidade de tais atos se reflita na pena a eles imputada.
"(f) Apoiar um ao outro no processo de investigações ou procedimentos criminais relacionadas com o financiamento ou apoio a atos terroristas, inclusive colaborando no processo de obter evidências que sejam necessárias para estes procedimentos;
"(g) Impedir a movimentação de terroristas ou de grupos terroristas através de eficientes controles de fronteira e controle na emissão de documentos de identidade e passaportes, e através de medidas que impeçam a falsificação e o uso fraudulento de documentos de identidade e de viagem.
"3.Convoca todos os Estados membros a:
"(a) Encontrar meios de intensificar e acelerar a troca de informações operacionais, especialmente as referentes a ações ou movimentações de terroristas ou redes de terrorismo; documentos de viagem falsos ou forjados; tráfico de armas, de explosivos ou de material bélico; uso de tecnologias de comunicação por grupos terroristas; e a ameaça representada pela posse de armamentos de destruição de massa por grupos terroristas;
"(b) Trocar informações de acordo com as leis nacionais e internacionais e cooperar administrativa e judicialmente para impedir a execução de atos terroristas;
"(c) Cooperar, em particular, através de acordos e planos bilaterais e multilaterais para impedir e suprimir ataques terroristas e punir os responsáveis por tais atos;
"(d) Tornar-se membro, o mais rapidamente possível, de todas as convenções e protocolos internacionais relevantes relacionados ao terrorismo, inclusive a Convenção Internacional para a Supressão de Financiamento ao Terrorismo de 9 de dezembro de 1999;
"(e) Aumentar a cooperação e implantar de forma total as convenções e protocolos internacionais relevantes relacionados com o terrorismo e com as resoluções 1269 (1999) e 1368 (20010 do Conselho de Segurança;
"(f) Tomar as medidas adequadas em conformidade com o previsto em leis nacionais e internacionais, incluindo padrões internacionais de direitos humanos, antes de conceder condição de refugiado, com o propósito de assegurar que aquele que solicita refúgio não tenha planejado, facilitado ou participado da execução de atos terroristas;
"(g) Assegurar, em conformidade com leis internacionais, que a condição de refugiado não seja violada por executores, organizadores ou facilitadores de atos terroristas, e que alegações de ordem política não sejam usadas para recusar os pedidos de extradição dos supostos terroristas;
"4. Observa com preocupação a estreita ligação entre o terrorismo internacional e o crime organizado transnacional, drogas ilícitas, lavagem de dinheiro, o tráfico ilegal de armas e a movimentação ilegal de material nuclear, substâncias químicas e biológicas e outras igualmente mortais, e sob este aspecto enfatiza a necessidade de aprimorar a coordenação de esforços a nível nacional, sub-regional, regional e internacional que fortaleçam uma resposta mundial a esta ameaça contra a segurança internacional;
"5. Declara que atos, métodos e práticas de terrorismo são contrários aos propósitos e princípios da Organização das Nações Unidas e que o conhecimento de financiamento, do planejamento e a incitação de atos terroristas também são contrários aos propósitos e princípios da Organização das Nações Unidas;
"6.Decide estabelecer, de acordo com a norma 28 de suas normas de procedimento, o Comitê do Conselho de Segurança, composto de todos os membros do Conselho, para monitorar a implantação desta resolução, com a ajuda de especialistas, e convoca todos os Estados membros a informar a este Conselho as medidas tomadas para a implantação desta resolução, no prazo de 90 dias a partir da data da adoção desta resolução, e a seguir em datas a serem propostas pelo Comitê;
Voltei
Hugo Chávez e Rafael Correa não apenas deixaram de cumprir a sua parte no combate ao terror, como decidiram, eles próprios, promovê-lo, apoiá-lo e financiá-lo. Delinqüentes, nessa história, são os dois bandoleiros. Eles, sim, deveriam estar sendo condenados por Celso Amorim. Acontece que o Brasil não considera as Farcs terroristas, mas um grupo de resistência. Uma resistência que seqüestra, tortura, mata e pratica tráfico de drogas. Aliada do PT no Foro de São Paulo.
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Foro de São Paulo 10 – Rafael Correa admite contato com os terroristas e dá uma desculpa esfarrapada
No post nº 3 desta série, recupero dois textos que escrevi à época em que o ditador venezuelano Hugo Chávez negociava a “libertação” de reféns em poder das Farc. Acusei, então, quase de modo solitário (podem pesquisar), que estávamos diante de um conluio, de uma sociedade, de um acordo de interesses entre os terroristas e o ditador. E, sim, VEA também fez a coisa certa em reportagem. Os dados de um dos laptops de Raúl Reyes, o pançudo morto, não deixam dúvida: Chávez e Rafael Correa, presidente do Equador, são aliados e ativos colaboradores dos terroristas.
A autoridade equatoriana que negociava com as Farc é Gustavo Larrea, ministro do Interior, conforme se noticiou aqui na madrugada de ontem. Venezuela e Equador dizem que os documentos são falsos. É mesmo? Foi preciso que a Colômbia divulgasse o achado para que Larrea e o próprio Correa admitissem que, de fato, negociavam com o terror. Mas agora vem a parte mais interessante: eles afirmam que os contatos com as Farc tinham o objetivo de libertar 12 reféns. Foram adiante: depois da ação da Colômbia, dizem, as negociações não tiveram mais como progredir. Viram só? O real culpado pelos seqüestros praticados pelas Farc seria... Uribe!!! Atenção: em um dos documentos, os terroristas dizem que Correa, de fato, precisava aparecer como tendo libertado ao menos uma pessoa. É a prova provada de que os refèns são mero material de proselitismo dos dois bandidos.
Deixem-me ver se entendi: quer dizer que Larrea negociava a libertação de reféns, mas ao arrepio do governo da Colômbia, é isso? Na surdina, sem que ninguém soubesse? É uma piada.
Entenderam? Os reféns não servem apenas à extorsão e a chantagem das Farc, mas também são joguetes nas mãos de Chávez e Corrêa. Não obstante, o que o Brasil espera que a OEA (Organização dos Estados Americans) debata hoje? O fato de dois países darem apoio logístico ao terror? A exploração política imunda da desgraça dos inocentes seqüestrados? Não! Amorim foi muito claro: ele quer que o governo Uribe peça desculpas: “Correa, perdão por ter matado terroristas do meu país, que você abrigava no seu para que praticassem atentados no meu”. É pura delinqüência.
Esses documentos, que o governo da Colômbia disse estar disposto a submeter a uma perícia internacional, da OEA, põem as coisas em pratos limpos. Explica-se, agora, a reação irada do Beiçola de Caracas diante da morte de Raúl Reyes: ele sabia que seus crimes viriam à tona. Está mais do que evidente, agora, o caráter das tais “missões humanitárias” propostas por Chávez. O governo brasileiro (veja posts de ontem) também exibe as mãos sujas no episódio. Nicolas Sarkozy, presidente da França, prova que, em questões internacionais, não passa, por enquanto, de um bobo alegre.
O Foro
Por que este post está numa seqüência que traz no título a expressão “Foro de São Paulo”? Porque resta evidente que o presidente Álvaro Uribe está enfrentando um alinhamento de países que lhes são hostis. Vai da hostilidade soft, revelada ontem, uma vez mais, pelo ministro Celso Amorim, à hostilidade armada — a das Farc, apoiada por Rafael Correa e financiada por Hugo Chávez.
O Foro (veja texto que publiquei na VEJA a respeito, no post nº 1) tem hoje influência nos governos da Argentina — dinheiro venezuelano financiou a campanha de Cristina Kirchner —, Uruguai, Brasil, Bolívia, Equador e Venezuela e é integrado por praticamente todos os partidos de esquerda da América Latina. Uribe não faz parte da turma. E, por isso, querem derrubá-lo. Inútil: pesquisa de opinião demonstra que 83% dos colombianos apoiaram o ato do governo. Para saber mais a respeito, clique aqui.
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Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.