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quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Totalitarismos mortos e vivos: O que a Veja não disse...

Fonte: MÍDIA SEM MÁSCARA
LEONARDO BRUNO | 29 SETEMBRO 2009
MEDIA WATCH - OUTROS

Os jornalistas ainda chegam a presumir que a ligação do movimento revolucionário com o narcotráfico na América Latina seria uma espécie de aberração, não uma parte essencialmente criminosa da militância comunista. Ou seja, os jornalistas santificam a esquerda e dão o aval de afirmar, categoricamente, que ela é partidária da democracia.

Stalin_Hitler

Quando um grupo de delinqüentes skinheads é preso por apregoar idéias nazistas ou espancar gays nas ruas, alguns setores da imprensa dão uma intensa cobertura sobre o assunto e fazem alarde histérico sobre o suposto crescimento do nazismo. A coisa se torna até caricatural: alguns programas de TV convidam membros da comunidade judaica a falarem das experiências dos campos de concentração na Europa, como se a ameaça nazista fosse onipresente, como se o espantalho de Hitler ressurgisse das cinzas do bunker de Berlim, para restaurar o poder, na figura de alguns marginais da baixada. Na cabeça dessas criaturas midiáticas mentecaptas, o espectro do nazifascismo ameaça assolar o mundo!

Entretanto, o mesmo tratamento não é dado ao comunismo. Se não bastasse a atenção desproporcional a um totalitarismo morto e enterrado há pelo menos quase 70 anos, os mesmos comentaristas e formadores de opinião ridicularizam àqueles que afirmam sobre a força que os movimentos revolucionários comunistas possuem em nossas democracias. Esses jornalistas dizem que o "socialismo morreu", que o alerta anticomunista é "coisa da guerra fria", que não existe nenhuma ameaça da volta de um regime totalitário similar ao que ocorreu na União Soviética e que ainda vigora na China e na Coréia do Norte. O comunismo mata até hoje. Mas ninguém liga. É um caso estranho de histeria rasteira com amnésia retardada!


Há de se conjecturar: a histeria antinazista foi de grande valia para o movimento comunista. Ela colaborou para transformar os inimigos do comunismo como meros reflexos do cadáver fascista, quando na verdade serviu de ocultações de crimes e genocídios muito mais assombrosos das ditaduras marxistas. Isso acobertou, inclusive, o envolvimento do Estado nazista com a União Soviética, em particular, o rearmamento da Alemanha pelo exército vermelho e a criação dos campos de extermínio alemães, estruturada com sólida logística da NKVD, a polícia política soviética. Essa desproporção doentia teve sólido apoio dos intelectuais de esquerda ocidentais, que inventaram o mito do ressurgimento nazista e ocultavam a ameaça real dos comunistas. Foram as idiossincrasias da tal "esquerda moderada" que tantos conclamam como "democrática". Daí a patetice ridícula de censurar suásticas e prender meia dúzia marginais nazistas sem expressividade alguma, quando o Partido Comunista e seus sequazes similares da esquerda disputam democraticamente o poder, no intento de implantar seu sistema de opressão. E até hoje eles têm sólido apoio de uma intelectualidade universitária poderosa, dominadora, apta a disseminar "ativistas sociais" inúteis propagando as maravilhas da burocracia estatal voluntariosa, do Arquipélago Gulag e do milagre do Estado onipotente.


Essa esquizofrenia mental se torna mais visível quando a imprensa nacional registra os acontecimentos na América Latina e no mundo como se fossem expedientes acidentais, ocasionais, sem relações com um projeto de poder de um grupo. Pode-se incluir, como um exemplo clássico disso, a crença, disseminada até por liberais estúpidos, da famigerada morte do socialismo. Inclusive, algumas revistas falam da chamada "esquerda responsável", que acolhe o livre mercado e abandona a concepção totalitária na economia e na sociedade civil. A burrice do liberal médio é achar que a liberdade se resume à sua visão economicista de livre mercado, ainda que a esquerda controle de forma totalitária todo o resto. Os liberais não estão empolgadinhos com os progressos do livre mercado na China comunista? Se a nossa realidade chegou ao estado de coisas alienantes dos dias de hoje, os liberais e paladinos do livre mercado têm grande cumplicidade com o crime. Acovardados, pusilânimes, complacentes, aceitaram perfeitamente o domínio das esquerdas em troca de migalhas. E foram eles que alimentaram a farsa da falsa defunta comunista.


A cobertura dada pela Revista Veja a respeito da crise em Honduras, causada por obséquio do ditador Hugo Chavez e do Presidente Lula, retrata essa cegueira sobre a "morte do socialismo". A América Latina inteira caminha para o modelo socialista. E, mesmo assim, os idiotas ainda acreditam que o socialismo morreu. Morreu onde? Venezuela, Equador, Nicarágua, Bolívia, Paraguai, Argentina, El Salvador e agora Honduras, sofrem com o bolivarianismo, com o "socialismo do século XXI". E o Brasil é o elemento estratégico de promoção de ditaduras esquerdistas na América Latina, com a ajuda do "moderado" governo Lula.


Os jornalistas de Veja e os liberais podem afirmar à vontade que o socialismo morreu, ainda que nossas escolas preguem literatura marxista a granel, ainda que nossas universidades sejam dominadas pelas esquerdas revolucionárias, ainda que a revolução russa e as ditaduras comunistas sejam glamourizadas como uma contrapartida viável ao capitalismo. Ademais, na mesma edição da revista há uma matéria a respeito dos partidos radicais de esquerda, nanicos, supostamente sem expressividade política nos pleitos eleitorais. Todavia, não é estranho que esses grupelhos tenham um controle desproporcional sobre os meios culturais de nosso país? Não é assustador que eles formem quadros justamente em universidades e escolas? Que mesmo o governo federal libere dinheiro público para organizações estudantis comunistas como a UNE? Ou que a indústria de invasão de terras praticada pelos radicais maoístas fanáticos MST tenha um aval milionário do governo petista?


Mas a Revista Veja dá ao leitor a idéia falsa de que o PT é diferente dos partidos radicais de esquerda que ela tanto deprecia. Os jornalistas ainda chegam a presumir que a ligação do movimento revolucionário com o narcotráfico na América Latina seria uma espécie de aberração, não uma parte essencialmente criminosa da militância comunista. Ou seja, os jornalistas santificam a esquerda e dão o aval de afirmar, categoricamente, que ela é partidária da democracia. Será que os jornalistas crêem que gente como Lênin ou Stálin eram figuras angelicais? Que o Partido Bolchevique se sustentava através de ofertas e dízimos? Qualquer pessoa minimamente informada saberia responder essa pergunta: os movimentos de esquerda guardam através de si um histórico tradicional de banditismo e criminalidade. O que ocorre na América Latina não é diferente do que Lênin fazia quando mandava Stálin assaltar um banco ou extorquir gente rica. A aliança de Lula, Chavez, Zelaya, com o narcotráfico das Farc não é mera coincidência. E o que é a criminalidade do Estado comunista senão o banditismo, o terrorismo e o genocídio transformados em lei? Ah sim, Veja nunca se refere ao socialismo "bolivariano". No linguajar da revista, Chavez e Zelaya são apenas "populistas"!


O jornalismo da Revista Veja ainda colabora para outro rol de falácias. Fala do "golpe de Estado" inexistente em Honduras, quando na verdade, essa idéia mitológica é criação fictícia das próprias esquerdas que querem destruir a democracia naquele país. O Congresso Nacional, o Judiciário, o Ministério Público e o exército tiveram plena legitimidade para derrubar o governo Zelaya, que violou a Constituição hondurenha. Por que um periódico, que supostamente tem fama de ser anti-petista, alimenta as mesmas mentiras do inimigo? O mais grave, contudo, é a omissão da reportagem a respeito da entidade mais influente da América Latina, o Foro de São Paulo, presidido, nada mais, nada menos do que pelo próprio Presidente do Brasil, Luis Ignácio Lula da Silva. Na Declaração Final do XV Encontro do Foro de São Paulo, ocorrido no México, entre os dias 20 e 23 de agosto de 2009, foi redigida uma declaração final nos seguintes dizeres:


"Décimo quinto. O XV Encontro do Foro de São Paulo aprovou mn plano de trabalho para o próximo ano que se propõe:

1. Acompanhar os governos progressistas e de esquerda, organizando um debate e intercâmbio permanente de informação entre os dirigentes dos partidos do FSP sobre a evolução da situação em América Latina e dos governos da região criando para eles um Observatório de Governos de esquerda e Progressistas.

2. 2. Apoiar decididamente a esquerda hondurenha nos términos de resolução particular aprovada por este XV Encontro".


Em outras palavras, o movimento comunista está organizado em escala continental, impondo diretrizes a quase todos os governos do continente e decidindo, à revelia do povo de Honduras e demais outros países, pela destruição de seus sistemas democráticos. O Foro de SP pode rasgar a Constituição de Honduras e destruir a democracia e a soberania daquele país, tudo em nome da democracia!


Basta analisar a política petista em todos os seus ângulos para perceber que o governo Lula não é nada diferente de um partido revolucionário. O PT segue todos os passos da esquerda mundial, quando usa uma dupla face no sistema democrático. Por um lado, finge aceitar as regras do Estado de Direito; por outro lado, alimenta a sanha da revolta revolucionária. O PT é o partido que aceita o livre mercado, ao mesmo tempo em que expande uma gigantesca burocracia estatal e aparelha o Estado e a sociedade civil; é o partido que diz defender a democracia, da mesma forma que aprova as brutais tiranias islâmicas, reconhece a legitimidade da China comunista como economia de mercado e, ainda, dá franco apoio à ditadura da Coréia do Norte, no sentido de hostilizar o Japão e subjugar a democrática Coréia do Sul.


A política do PT, de fazer da embaixada do Brasil em Honduras um palanque do capataz de Hugo Chavez, o ex-presidente Zelaya, faz parte do mesmo processo revolucionário que contamina a América Latina. É o reflexo mesmo da futura ditadura do partido-Estado. O Ministro das Relações Exteriores, o mentiroso farsante Celso Amorim, e seu comparsa, o lunático Marco Aurélio Garcia, usam a diplomacia brasileira para atender aos interesses ideológicos do Partido e das esquerdas latino-americanas. Todos eles querem arruinar a democracia em Honduras; querem expandir a influência da Venezuela no país, implantando uma nova ditadura socialista. Ou pior, querem expandir o domínio do Foro de São Paulo, o braço armado do comunismo latino-americano, tal como em outras épocas fora o Comintern, sobre os países democráticos que ainda resistem no continente. O PT, ao estreitar laços com os regimes totalitários ou mesmo expandi-los, quer isolar o Brasil das relações com as nações democráticas e criar um aparato de poder ditatorial dentro do país. A questão é mais que óbvia. O mal mesmo é a desinformação.


No Brasil atual, a mídia pode fazer alardes tenebrosos sobre o crescimento inexistente do nazismo ou de qualquer outra aberração fascista. A comunidade judaica pode ser até convidada a participar da farsa, ignorando que os anti-semitas atuais não são nazistas, mas comunistas, aliados do Irã e do islamismo terrorista. Contudo, a despeito de todas as evidências notórias da expansão comunista na América Latina, o grosso da imprensa se aliena, fecha os olhos, dissemina que tudo é teoria da conspiração. Ou na pior das hipóteses mente ao público. A Veja participa desse tipo de mistificação, negando os fatos. O totalitarismo morto assusta mais do que o totalitarismo vivo. O cadáver do nazifascismo oculta o ogro filantrópico comunista, vivíssimo no mundo! A desproporção entre fantasia e realidade mostra a esquizofrenia sintomática das mentalidades atuais.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Injustiça e inveja ou socialismo, o comunismo mirim

Fonte: JORNAL DO BRASIL ONLINE
28/07/2009


Ives Gandra Martins *, Jornal do Brasil

RIO - Geoffrey Blayney, em sua breve história do século 20, observa que o socialismo, que aproximou intelectuais e dominou muitos países durante certo período, alicerçava-se na injustiça e na inveja.

O tratamento injusto que as elites ofertavam às classes mais desfavorecidas e a inveja daqueles intelectuais, incapazes de, por ação própria, alcançar o desenvolvimento obtido pelas elites – uma das características dos regimes socialistas é o pouco desenvolvimento e progresso econômico – apontou-lhes o caminho mais fácil: tirar dos que construíram ao invés de construírem eles próprios, o que não sabiam fazer. Esses dois fatores foram fundamentais na geração dos movimentos que alavancaram as diversas teorias socialistas, no século 20.

Quando da queda do Muro de Berlim, tinha-se a impressão que, diante do monumental fracasso dos países sob a órbita da União Soviética e da própria URSS, a lição fora aprendida: os ideais são melhores que os resultados, entre os socialistas, e os resultados melhores que os ideais, entre os liberais.

É bem verdade que as economias de mercado sofrem, de tempos em tempos, crises cíclicas, ao contrário das economias socialistas, que vivem em crises permanentes.

O certo é que, no início do século 21, houve uma retomada da ilusão socialista. Muitos países latino-americanos passaram a explorar situações de injustiça social (índios na Bolívia, população pobre na Venezuela, índios e pobres no Equador etc) para o fim de implantar uma economia socialista, o que está levando estes países a uma degradação econômica constante e a produzir apenas petróleo e gás. A Venezuela importa 70% de seus alimentos e seu histriônico presidente destrói gradativamente o parque industrial do país, estatizando-o e gerando cada vez mais inflação e desabastecimento. Bolívia e Equador vivem também seu próprio inferno econômico socialista, com problemas que transcendem a limitada capacidade de seus líderes.

Uma das características, todavia, do socialismo, é destruir a democracia real para, no máximo, criar uma democracia formal, como Chávez, na Venezuela, que fecha as emissoras da oposição, proíbe comícios dos que lhe são contrários e prende aqueles opositores vitoriosos, num estilo que começa a aproximar-se da ditadura cubana. Apoia, por outro lado, um presidente deposto pelo Congresso Nacional, pelo Poder Judiciário e pelo Ministério Público, por violar a Constituição e a lei de seu país (Honduras).

Paladino das democracias, em outros países, e homicida da democracia no seu próprio, por impedir a oposição de manifestar-se, Chávez liderou, na OEA, movimento de recolocação do presidente hondurenho, no que foi seguido por todos os países latino-americanos, inclusive pelos seus dois maiores líderes, Obama e Lula.

Em seu projeto de socialização da América – pretende impor, no Mercosul, a sua filosofia bolivariana, aproveitando-se do episódio hondurenho – distorce de tal forma os fatos, que termina influenciando os demais países, ao ponto de o presidente Lula, que recentemente chamou de irmão a um ditador africano e abraçou diversos tiranetes daquele continente, ter afirmado ser intolerável uma “ditadura” em Honduras. Estranha ditadura, em que todos os Poderes cumpriram a Constituição, menos o presidente deposto.

Dias turbulentos vivemos nas Américas. A injustiça social gera o desconforto, mas também a inveja dos incompetentes, formatando crises econômicas nestas ditaduras reais, revestidas de um democratismo formal. Nossos vizinhos pretendem, agora, influenciar toda a América para que regrida ao mesmo nível que seus 'líderes' já conseguiram impor a seus sofridos países.

Quero ver como os presidentes Lula e Obama conseguem escapar da armadilha chavista. Caso contrário, transformar-se-ão em pobres coadjuvantes no continente.

* Ives Gandra Martins é professor de direito e escritor

Por que o socialismo fracassou (e sempre fracassará)

Fonte: ORDEMLIVRE.org
26 de Julho de 2009 - por Mark J. Perry

O fracasso do socialismo ao redor do mundo é uma "tragédia dos comuns" em uma escala global.

O socialismo é a Grande Mentira do século XX. Embora prometesse a prosperidade, a igualdade e a segurança, só proporcionou pobreza, penúria e tirania. A igualdade foi alcançada apenas no sentido de que todos eram iguais em sua penúria.

Do mesmo modo que um esquema de pirâmide ou as cartas de uma corrente inicialmente têm êxito mas acabam fracassando, o socialismo pode mostrar sinais iniciais de sucesso. Porém, qualquer realização rapidamente desaparece assim que as deficiências fundamentais do planejamento central aparecem. É a ilusão inicial de sucesso que confere à intervenção governamental seu apelo pernicioso, sedutor. A longo prazo, o socialismo sempre demonstrou ser uma fórmula para a tirania e para a penúria.

Um esquema de pirâmide é insustentável, em última análise, porque se baseia em princípios defeituosos. Da mesma maneira, o coletivismo é insustentável a longo prazo porque é uma teoria imperfeita. O socialismo não funciona porque não é coerente com os princípios fundamentais do comportamento humano. O fracasso do socialismo em países do mundo inteiro pode ser remontado a um defeito crítico: é um sistema que ignora incentivos.

Em uma economia capitalista, os incentivos têm a maior importância. Os preços de mercado, o sistema de contabilidade de lucros e perdas e os direitos de propriedade privada proporcionam um sistema de incentivos eficiente, interrelacionado, para orientar e dirigir o comportamento econômico. O capitalismo baseia-se na teoria de que os incentivos são importantes!

No socialismo, os incentivos ou desempenham um papel mínimo ou são ignorados totalmente. Uma economia planejada centralmente sem preços ou lucros de mercado, em que a propriedade é possuída pelo Estado, é um sistema sem um mecanismo eficiente de incentivos para guiar a atividade econômica. Ao deixar de enfatizar os incentivos, o socialismo é uma teoria incoerente com a natureza humana e, portanto, está condenado ao fracasso. O socialismo baseia-se na teoria de que os incentivos não são importantes!

Em um debate em uma rádio vários meses atrás com um professor marxista da University of Minnesota, destaquei os fracassos óbvios do socialismo em Cuba, no leste europeu e na China. Na época de nosso debate, os refugiados do Haiti estavam arriscando suas vidas na tentativa de chegar à Flórida em barcos caseiros. Por que, perguntei a ele, estavam fugindo do Haiti e viajando quase 500 milhas no oceano para chegar ao "império capitalista maligno" se estavam a apenas 50 milhas do "paraíso dos trabalhadores" de Cuba?

O marxista admitiu que muitos países "socialistas" ao redor do mundo estavam fracassando. No entanto, de acordo com ele, a razão do fracasso não é alguma deficiência do socialismo, mas a ausência da prática do socialismo "puro" nas economias socialistas. A versão perfeita do socialismo funcionaria; é apenas o socialismo imperfeito que não funciona. Os marxistas gostam de comparar uma versão teoricamente perfeita do socialismo com o capitalismo real, imperfeito, o que lhes permite afirmar que o socialismo é superior ao capitalismo.

Se a perfeição realmente fosse uma opção disponível, a escolha dos sistemas econômicos e políticos seria irrelevante. Em um mundo com seres perfeitos e com abundância infinita, qualquer sistema econômico ou político — o socialismo, o capitalismo, o fascismo ou comunismo — funcionaria perfeitamente.

No entanto, a escolha das instituições econômicas e políticas é crucial em um universo imperfeito com seres imperfeitos e com recursos limitados. Em mundo de escassez, é essencial que um sistema econômico baseie-se em uma estrutura nítida de incentivos para promover a eficiência econômica. A verdadeira escolha que enfrentamos é entre um capitalismo imperfeito e um socialismo imperfeito. Dada essa escolha, os dados da história favorecem esmagadoramente o capitalismo como o sistema econômico disponível que mais produz riqueza.

A força do capitalismo pode ser atribuída a uma estrutura de incentivos baseada em três Ps: (1) preços determinados pelas forças de mercado, (2) um sistema de contabilidade de perdas e lucros e (3) direitos de propriedade privada. O fracasso do socialismo pode ser remontado à sua negligência em relação a esses três componentes benéficos de incentivo.

Preços

O sistema de preços em uma economia de mercado guia a atividade econômica tão impecavelmente que a maioria das pessoas não valoriza sua importância. Os preços de mercado transmitem informações sobre a escassez relativa e então coordenam com eficiência a atividade econômica. O conteúdo econômico dos preços proporciona incentivos que promovem a eficiência econômica.

Por exemplo, quando o cartel da OPEP restringiu a oferta de petróleo nos anos de 1970, os preços do petróleo subiram dramaticamente. Os preços mais altos do petróleo e da gasolina transmitiram informações valiosas tanto aos compradores quanto aos vendedores. Os consumidores receberam uma mensagem forte, clara, acerca da escassez de petróleo pelos preços mais altos na bomba e foram obrigados a mudar seu comportamento dramaticamente. As pessoas reagiram à escassez dirigindo menos, andando de carona, utilizando o transporte público e comprando carros menores. Os produtores reagiram aos preços mais altos aumentando seus esforços na exploração de mais petróleo. Além disso, os preços mais altos do petróleo deram aos produtores um incentivo para explorar e para desenvolver combustíveis e fontes de energia alternativos.

A informação transmitida pelos preços mais altos do petróleo proporcionou a estrutura de incentivos apropriada tanto aos compradores quanto aos vendedores. Os compradores aumentaram seus esforços para preservar um recurso agora mais precioso e os vendedores aumentaram seus esforços para encontrar mais desse recurso agora mais escasso.

A única alternativa a um preço de mercado é um preço controlado ou fixo, que sempre transmite informações enganosas sobre a escassez relativa. Comportamentos inapropriados resultam de um preço controlado porque informações falsas foram transmitidas por um preço artificial, fora do mercado.

Veja o que aconteceu durante os anos de 1970 quando os preços da gasolina nos Estados Unidos eram controlados. Filas longas em postos surgiram por todo o país porque o preço da gasolina era mantido artificialmente baixo por decreto do governo. O impacto integral da escassez não foi comunicado com precisão. Como Milton Friedman salientou na época, poderíamos ter eliminado as filas nas bombas em um dia, permitindo que o preço subisse para desafogar o mercado.

Pela nossa experiência com controles de preços da gasolina e com as longas filas nas bombas e o transtorno geral, temos uma noção do que acontece sob o socialismo, em que todos os preços na economia são controlados. O colapso do socialismo deve-se em parte ao caos e à ineficiência que resultam de preços artificiais. O conteúdo informativo de um preço controlado está sempre distorcido. Isso, por sua vez, distorce o mecanismo de incentivo dos preços sob o socialismo. Preços administrados estão sempre ou altos ou baixos demais, o que então cria carências e excedentes constantes. Os preços de mercado são a única maneira de transmitir informações que cria os incentivos para garantir a eficiência econômica.

Perdas e Lucros

O socialismo também sucumbiu por não operar sob um sistema de contabilidade competitivo, de perdas e lucros. Um sistema de perdas e lucros é um mecanismo de monitoramento eficiente que avalia continuamente o desempenho econômico de cada empreendimento comercial. As empresas que são mais eficientes e mais bem-sucedidas no serviço ao interesse público são recompensadas com lucros. As empresas que operam ineficientemente e não servem ao interesse público são penalizadas com perdas.

Ao penalizar o fracasso e recompensar o sucesso, o sistema de perdas e lucros proporciona um sólido mecanismo disciplinar que reorienta continuamente recursos de empresas débeis, fracassadas e ineficientes para aquelas empresas que são mais eficientes e bem-sucedidas no serviço ao público. Um sistema de lucro competitivo garante uma reotimização constante dos recursos e leva a economia a níveis mais elevados de eficiência. As empresas mal-sucedidas não conseguem fugir da disciplina rígida do mercado no sistema de perdas e lucros. A competição obriga as companhias a servir ao interesse público ou a sofrer as consequências.

Sob o planejamento central, não há nenhum sistema de contabilidade de perdas e lucros que meça com precisão o sucesso ou o fracasso de vários programas. Sem lucros, não há como disciplinar empresas que não servem ao interesse público nem como recompensar as empresas que o fazem. Não há nenhuma maneira eficiente de determinar quais programas deveriam ser expandidos e quais deveriam ser restringidos ou encerrados.

Sem competição, as economias centralmente planejadas não têm uma estrutura de incentivos eficiente para coordenar a atividade econômica. Sem incentivos, os resultados são um ciclo vertiginoso de pobreza e de penúria. Ao invés de realocar continuamente recursos para uma maior eficiência, o socialismo cai em um vórtice de ineficiência e de fracasso.

Direitos de propriedade privada

Um terceiro defeito mortal do socialismo é seu menosprezo grosseiro em relação ao papel dos direitos de propriedade privada na criação de incentivos que fomentem o crescimento e o desenvolvimento econômico. O fracasso do socialismo ao redor do mundo é uma "tragédia dos comuns" em uma escala global.

A "tragédia dos comuns" refere-se à experiência inglesa no século XVI em que certas terras de pastagem eram de propriedade comum das aldeias e foram disponibilizadas para uso público. A terra foi rapidamente superutilizada e, por fim, tornou-se imprestável com a exploração dos recursos de propriedade comum pelos habitantes.

Quando os bens são de propriedade pública, não existem incentivos que estimulem uma administração prudente. Enquanto a propriedade privada cria incentivos para a preservação e para o uso responsável da propriedade, a propriedade pública estimula a irresponsabilidade e o desperdício. Se todos possuem um bem, as pessoas agem como se ninguém o possuísse. E quando ninguém o possui, ninguém realmente cuida dele. A propriedade pública estimula a negligência e a má administração.

Como o socialismo, por definição, é um sistema caracterizado pela "propriedade comum dos meios de produção", o fracasso do socialismo é uma "tragédia dos comuns" em uma escala nacional. Boa parte da estagnação econômica do socialismo pode ser explicada por deixar de estabelecer e promover direitos de propriedade privada.

Como o economista peruano Hernando de Soto observou, pode-se viajar por comunidades rurais por todo o mundo e ouvir cães latindo, pois até os cães compreendem direitos de propriedade. São apenas os governos estatistas que não compreendem direitos de propriedade. Países socialistas estão começando apenas agora a reconhecer a importância da propriedade privada, privatizando ativos e bens no leste europeu.

A importância dos incentivos

Sem os incentivos dos preços de mercado, da contabilidade de lucros e perdas e dos direitos de propriedade bem definidos, as economias socialistas estagnam e murcham. A atrofia econômica que ocorre sob o socialismo é uma consequência direta de sua negligência dos incentivos econômicos.

Nenhuma dádiva de recursos naturais pode jamais compensar um país por sua carência de um sistema de incentivos eficiente. A Rússia, por exemplo, é um dos países mais ricos do mundo em termos de recursos naturais; tem algumas das maiores reservas de petróleo, de gás natural, de diamantes e de ouro do mundo. Suas valiosas terras agricultáveis, lagos, rios e correntes estendem-se por uma área que abrange onze fusos horários. Contudo, a Rússia permanece pobre. Recursos naturais são úteis, mas os recursos principais de qualquer país são os recursos ilimitados de seu povo — recursos humanos.

Por não fomentar, promover e nutrir o potencial de seu povo por meio de instituições benéficas de incentivos, as economias centralmente planejadas privam o espírito humano do desenvolvimento pleno. O socialismo fracassa porque mata e destrói o espírito humano — basta perguntar às pessoas que deixam Cuba em balsas e em barcos caseiros.

Conforme as economias antes centralmente planejadas dirigem-se ao livre mercado, ao capitalismo e à democracia, elas se voltam aos Estados Unidos em busca de orientações e de apoio durante a transição. Com uma tradição sem igual de 250 anos de mercado aberto e de governo limitado, os Estados Unidos têm qualificações incomparáveis para ser o farol em uma transição mundial em direção à liberdade.

Temos a obrigação de continuar a oferecer uma estrutura de livre mercado e de democracia para a transição global em direção à liberdade. Nossa responsabilidade perante o resto do mundo é continuar a combater a sedução do estatismo ao redor do mundo e internamente. A natureza sedutora do estatismo continua a tentar-nos e a atrair-nos a uma ilusão de Barmecida de que o governo pode gerar riqueza.

A sereia do socialismo está constantemente atraindo-nos com a oferta: "dê-nos um pouco de sua liberdade e lhe daremos um pouco mais de segurança". Como a experiência do século XX demonstrou, a barganha é tentadora mas nunca compensa. Acabamos perdendo tanto nossa liberdade quanto nossa segurança.

Programas como saúde pública, Estado de bem-estar social, previdência social e leis de salário mínimo continuarão a nos seduzir porque, superficialmente, parecem ser expedientes e benéficos. Aqueles programas, como todos os programas socialistas, fracassarão a longo prazo independentemente das aparências iniciais. Esse programas são parte da Grande Mentira do socialismo porque ignoram o papel importante dos incentivos.

O socialismo permanecerá uma tentação constante. Temos de ficar atentos em nossa luta contra o socialismo não apenas por todo o mundo como também aqui nos Estados Unidos.

O fracasso do socialismo inspirou um renascimento mundial da liberdade. Pela primeira vez na história mundial, está muito próximo o dia em que a maioria das pessoas no mundo viverão em sociedades livres ou em sociedades dirigindo-se rapidamente em direção à liberdade.

O capitalismo desempenhará um papel importantíssimo no renascimento global da liberdade e da prosperidade porque ele nutre o espírito humano, inspira a criatividade humana e promove o espírito empresarial. Ao oferecer um sistema de incentivos poderoso que promove a parcimônia, o trabalho duro e a eficiência, o capitalismo gera riqueza.

A principal diferença entre o capitalismo e o socialismo é esta: o capitalismo funciona.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Como implantar o maravilhoso mundo socialista?

MOVIMENTO ENDIREITAR

Escrito por Wellington Moraes | Sáb, 04 de Abril de 2009


Como implantar o socialismo ou "Um outro mundo é possível" 

(por Karl Marx e Friedrich Engels)


Change! Yes, we can!

(por Barack OBAMA)


"Os comunistas não se rebaixam a dissimular suas opiniões e seus fins. Proclamam abertamente que seus objetivos só podem ser alcançados pela derrubada violenta de toda a ordem social existente. Que as classes dominantes tremam à idéia de uma revolução comunista!" (Manifesto Comunista, 1848)

“só existe um modo pelo qual as agonias assassinas de morte da velha sociedade e o nascimento sangrento da nova sociedade pode ser encurtado, simplificado e concentrado, e esse modo é o terror revolucionário.” (The Victory of the Counter-Revolution in Vienna, 11/07/1848)

"Somente pelo mais determinado terrorismo contra os povos Eslavos nós poderemos, juntamente com os poloneses e húngaros, assegurar a Revolução. ... Então haverá uma luta, uma luta de vida-e-morte inexorável com o Eslavismo que trai a revolução; uma batalha de aniquilação e terrorismo cruel - não nos interesses da Alemanha, mas nos interesses da Revolução!" (Democratic Pan-Slavism, 1849)

“... Entre todas as grandes e pequenas nações da Áustria, somente três lideranças do progresso tiveram uma parte ativa na história e retêm ainda sua vitalidade – Alemães, Poloneses e Húngaros. Por isso eles são revolucionários.

Todas as outras grandes e pequenas nacionalidades e povos estão destinados a perecer num futuro próximo na tempestade revolucionária mundial. Por esta razão eles são contra-revolucionários.

... A próxima guerra mundial resultará no desaparecimento da face da terra não somente das classes e das dinastias reacionárias, mas também de todos os povos reacionários. E isso, também, é um passo adiante.” (The Magyar Struggle, 1849)

"Longe de opor-se aos chamados excessos, aos exemplos de vingança popular sobre indivíduos odiados ou edifícios públicos aos quais só se ligam recordações odiosas, não só há que tolerar estes exemplos mas tomar em mão a sua própria direcção." (Mensagem do Comitê Central à Liga dos Comunistas, 1850)

"... para poderem opor-se enérgica e ameaçadoramente a este partido ... têm os operários de estar armados e organizados. Tem de ser conseguido de imediato o armamento de todo o proletariado com espingardas, carabinas, canhões e munições;" (Mensagem do Comitê Central à Liga dos Comunistas, 1850)

"[Devemos]... Obrigar os democratas a intervir em tantos lados quanto possível da organização social até hoje existente, a perturbar o curso regular desta, a comprometerem-se a concentrar nas mãos do Estado o mais possível de forças produtivas, de meios de transporte, de fábricas, de caminhos-de-ferro, etc." (Mensagem do Comitê Central à Liga dos Comunistas, 1850)

Uma revolução é certamente a coisa mais autoritária que existe; é o ato pelo qual uma parte da população impõe a sua vontade sobre a outra parte por meio de fuzis, baionetas e canhões [...]; e se o partido vitorioso não deseja ter lutado em vão, deve manter esta prática por meio do terror que suas armas exercem nos reacionários.” (On Authority, 1872)


Um exemplo da bondade socialista: O extermínio dos ucranianos pelos comunistas


terça-feira, 24 de março de 2009

MST e a transição socialista

WSCOM - O  Jornal Eletrônico do Nordeste

Ipojuca Pontes

ipojuca@wscom.com.br | Cineasta, jornalista e autor do livro “Politicamente Corretíssimos”.

Ao contrário do que se deixa entrever, o farto apoio e a ampla cobertura econômica, política, moral e institucional que o governo Lula presta ao MST não são fatos aleatórios: eles fazem parte do projeto de “transição para o socialismo” arquitetado pelo Foro de São Paulo, entidade representativa de organizações esquerdistas transnacionais, fundada pelo próprio Lula e Fidel Castro, em 1990, com o objetivo de articular a “retomada na América Latina do que foi perdido no Leste Europeu”. (Quem por ventura duvidar do aqui exposto, basta entrar no site “Mídia Sem Mascara” e consultar as atas oficiais da referida entidade).

À época, o dito Foro congregava em reunião na capital paulista cerca de 300 organizações de esquerda (entre elas, o PT, as Farc e a Igreja da Teologia da Libertação, “mãe espiritual” do MST). O próprio Fidel Castro, em pessoa, durante a posse de Collor de Mello, tramou com o ex-metalúrgico o avanço estratégico das forças comunistas (radicais ou não) em toda América Latina, a começar pelo campo.

A maneira ambígua de como o governo Lula trata o Movimento dos Sem Terra (MST), braço armado do projeto FSP, é também atitude premeditada: sem retoques, ela reedita a plena execução da velha tática bolchevique do “morde e sopra”, adotada contra o governo Kerenski no golpe pela completa tomada do poder, na Rússia, em 1917.

Assim, quando o “comissário” Tarso Genro, ministro da Justiça, considera que os quatro assassinatos cometidos em duas fazendas no interior de Pernambuco pelos líderes do MST, não passa de ação “arrojada”, e o presidente Lula, em contraposição, diz que, diante das mortes, “a afirmação de legitima defesa” alegada pelo movimento revolucionário é simplesmente “inaceitável” - não há aí nenhuma contradição: tudo se encadeia no jogo de cena para se estabelecer o caos e confundir a opinião pública. Quem é do ramo, sabe.

Imaginemos a seguinte situação: um grupo de sujeitos tidos como de “direita”, pertencente a um hipotético Movimento dos Sem Dinheiro (MSD), ganha passagens do erário público, viaja à Brasília e adentra o Ministério da Justiça. Lá, uma vez no gabinete ministerial, um dos membros do grupo dá uns bofetões na cara de Tarso Genro e toma a sua carteira.

Enquanto ocorre a agressão, em outro ministério, o da Fazenda, Guido Mantega, eufórico, libera polpudas verbas para o Movimento dos Sem Dinheiro, via ONGs e associações “legais” – visto que, tal como o MST, o MSD não tem personalidade jurídica e nem pode receber recursos diretos do governo.

Pergunta-se: como reagiria o comissário Tarso Genro diante de tais acontecimentos? Diria que tudo não passa de atitude mais “arrojada” de um bando de pobres excluídos? Ou de tratar-se tão somente da necessária mobilização de “segmento da sociedade” empenhado em restabelecer justiça social?

Qualquer analista consciente sabe que a reforma agrária nunca foi o objetivo do MST. De fato, muito além de mero pretexto para espoliar (com voracidade) os cofres públicos, o espetáculo sangrento das invasões de terras tem por meta primordial destruir a propriedade privada, cerne do capitalismo. Assim, desde sempre, seguindo programa traçado pelo Foro de São Paulo, o que pretende João Pedro Stedile, líder do terror vermelho, é, como ele próprio confessa, confrontar o agronegócio, os transgênicos e o reflorestamento – para não falar nos bancos e nas empresas estrangeiras atuantes no País.

No entanto, um dado escandaloso se abate sobre o fenômeno: ao se reportar à ação criminosa do exército paramilitar do MST, a mídia brasileira, na sua quase totalidade, procurando esconder da opinião pública o óbvio ululante nunca revela ao leitor o que se opera por trás das sucessivas invasões. Para ela, segundo se depreende da opinião dos seus editoriais, o avanço da programada violência rural pelas tropas do MST, a demonstrar a clara ameaça de comunistização do País, não passa de soma de acidentes isolados, ainda que nocivos, sem vínculos com a vontade de um governo que – opina - apenas concilia “alianças políticas e ideológicas ecléticas”.

Tomemos, por exemplo, a leitura do editorial do “O Globo”, na sua edição de 03/03/09. Nele, por questão de afinidade ideológica, o jornal prefere encarar o avançado processo de transição para o socialismo, detonado primordialmente pela ação das esquerdas dentro da máquina do Estado, como simples questão de “má interpretação” do presidente engajado.

Neste andamento, depois de chamar a atenção para o contraditório depoimento de Lula sobre o assassinato dos quatro seguranças, em que o mandatário a um só tempo elogia e crítica a ação do MST, o jornal pondera em tom de alvíssaras que o ex-metalúrgico “pelo menos fez aquilo que os ministros - Tarso Genro, da Justiça; e Guilherme Cassel, do Desenvolvimento Agrário – deveriam ter feito, e de forma enfática” . Isto é, “O Globo” livra a cara de Lula pelo que ele considera “inaceitável”, mas não traduz em ação: ou seja, suspender a doação do dinheiro público e mandar processar e combater o bando paramilitar com os rigores da lei e da força da Polícia Federal.

No mesmo editorial, avaliando o repasse de verbas para o braço armado do processo revolucionária em andamento, “O Globo” observa, cheio de pudores: “Não surpreende, mas assusta, que Guilherme Cassel e Dilma Rousseff defendam, priori, a legalidade dos repasses, sem que haja uma investigação séria e isenta dos destino dos milhões liberados para entidades usadas como laranjas pelo MST”.

Muito sonoro e ponderado, já se vê, mas por que “O Globo” não denuncia à opinião pública o projeto maquiavélico do Foro de São Paulo, a programar periodicamente metas da violência revolucionária no campo e, de forma camuflada, dentro do próprio aparelho do Estado, tomado ministerialmente pelos seus filiados?

Por muito menos Roberto Marinho, em 1964, consciente do perigo, combateu firmemente o desgoverno Jango, cem vezes menos ameaçador do que o levado adiante hoje por Lula da Silva, o manhoso criador (ao lado de Fidel Castro) do Foro totalitário.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

KATYN - MASSACRE COMUNISTA NA POLÔNIA

As legendas estão um pouco ruins, faltam as letras com acentos mas dá para se ter uma idéia adequada do flagelo que é o NACIONAL SOCIALISMO de Hitler e o pai do regime alemão, o COMUNISMO daquela que viria a se chamar URSS.

Acordem brasileiros, é isto que os aguarda.




Veja abaixo mais alguma coisa sobre o assunto...

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Doença moral hedionda

MOVIMENTO ENDIREITAR
Seg, 17 de Novembro de 2008 14:48 Olavo de Carvalho

Há uma década e meia a Heritage Foundation de Washington e o Wall Street Journal publicam anualmente o Index of Economic Freedom, volumoso estudo comparativo dos controles estatizantes e da liberdade de mercado nas várias nações. Os critérios diferenciais abrangem a propriedade governamental dos meios de produção, a participação acionária do Estado nas empresas de economia mista, a incidência de impostos sobre a iniciativa privada e a dose maior ou menor de legislações restritivas.


É, de longe, a publicação econômica mais importante do mundo, a única que permite, numa visão abrangente, avaliar sem muita dificuldade os méritos respectivos do capitalismo e do socialismo, não segundo os argumentos concebidos para justificá-los, mas segundo o seu desempenho real no esforço para dar uma vida melhor ao conjunto da população dos países ao seu alcance.


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Ano após ano, a realidade desse desempenho é ali mostrada com uma profusão de dados e com uma integridade metodológica que nenhum estudioso da área ousou jamais contestar. Essa realidade pode ser formulada em termos simples e inequívocos: quanto maior a dose de controle estatal, mais miséria, mais opressão, mais sofrimento; quanto maior o índice de liberdade econômica, mais prosperidade, mais respeito aos direitos humanos, mais oportunidades para uma vida digna oferecidas a faixas mais extensas da população.


Qualquer esquerdista intelectualmente capacitado a ler uma publicação desse tipo tem, diante dela, no mínimo a obrigação de ficar em dúvida quanto à superioridade moral excelsa que a propaganda política atribui ao socialismo e de moderar um pouco aquele tom de certeza absoluta e inquestionável com que sempre atribui ao adversário, pelo simples fato de ser pró-capitalista, as piores e mais baixas intenções.


Cavaleiro do Templo: tenho certeza que o professor Olavo foi excessivamente bondoso ao imaginar que exista tal criatura, tal tipo de esquerdista. Só o fato de pensar sobre o assunto já torna impossível que tal mente seja esquerdista, que tenha sequer simpatia pela promiscuidade sociopática.


Na mais modesta das hipóteses, uma consciência moral tão elevada quanto aquela que se arrogam os esquerdistas deveria ter ao menos um pouquinho de senso da verdade, ao menos um pouquinho da humildade necessária para admitir os fatos e tirar alguma conseqüência deles.


Mas isso está infinitamente acima do que se pode esperar dessas criaturas. Quanto mais deploráveis os resultados econômicos do socialismo, quanto maior a dose de crimes e violências necessários para produzi-los, tanto mais enfática a alegação de superioridade, tanto mais inabalável o sentimento de possuir o monopólio da bondade humana, tanto mais virulento o discurso esquerdista contra o capitalismo e seus defensores. Quanto mais extensas as provas do seu erro, tanto mais arraigada e intolerante a sua certeza, tanto menor a sua disposição de conceder ao adversário o benefício da dúvida ou até mesmo o direito à palavra, que com a maior desenvoltura lhe cassam ao mesmo tempo que, numa apoteose de cinismo, o rotulam de dogmático e intolerante.


Observar esse contraste, repetidamente, ao longo dos anos, é ser arrastado a uma conclusão que a alma rejeita, mas que a consciência impõe inexoravelmente: o socialismo não é uma opinião política como qualquer outra, é uma doença do espírito, uma deformidade moral hedionda, pertinaz e dificilmente curável.


A observação pessoal é confirmada por estudos consistentes como “La Fausse Conscience”, Joseph Gabel, “Intellectuals”, de Paul Johnson, “Modernity Without Restraint”, de Eric Voegelin, “Fire in the Minds of Men”, de James Billington e outros tantos inumeráveis.


Não há nada de estranho em que o mesmo diagnóstico se aplique ipsis litteris ao nazifascismo, já que este não passa de uma variante interna do socialismo -- obviedade histórica que na época dos fatos era universalmente conhecida e que só a propaganda maciça pode ter apagado da memória pública ao menos em alguns países.


Nem é de espantar que, observados de perto, na escala de suas atitudes pessoais, os mais destacados expoentes da ideologia socialista se revelem invariavelmente personalidades cruéis, sem moral, sem amor ao próximo, sem o mínimo de sentimentos humanos nem mesmo por seus familiares e amigos. Estudem as biografias de Karl Marx, de Lênin, de Stalin, de Mao-Tsé-Tung, de Pol-Pot, de Fidel Castro – sobretudo os depoimentos do médico pessoal de Mao e os das filhas de Stalin e Castro -- e vejam se há algum exagero em chamar esses indivíduos de monstros, ou de perversos os que os admiram.


Quem quer que, conhecendo esses fatos, ainda julgue que o oceano de crueldade e sofrimento produzido por esses personagens e pelos movimentos que lideraram é preferível aos “males do capitalismo”, decididamente não tem senso de proporções, não tem maturidade intelectual ou humana bastante para ser admitido como interlocutor respeitável num debate de idéias.


Desgraçadamente, é justamente esse o tipo de indivíduo que hoje dá o tom das discussões nacionais e se arroga, com sucesso, o papel de medida-padrão das virtudes humanas, à luz da qual devem ser julgados todos os atos, seres e situações. A covardia e o despreparo gerais da classe dominante no Brasil fizeram dela a cúmplice ao menos passiva da ascensão desses celerados ao primeiro escalão da hierarquia social, de onde hoje é quase impossível removê-los.


Fonte: www.olavodecarvalho.org

As Raízes Socialistas do Nazismo

MOVIMENTO ENDIREITAR
Dom, 16 de Novembro de 2008 19:56 F. A. Hayek

Todas as forças antiliberais estão se unindo contra tudo que é liberal. (A. Moeller van den Bruck)

É um engano comum considerar o nacional-socialismo uma simples revolta contra a razão, um movimento irracional sem antecedentes intelectuais. Se assim fosse, constituiria um perigo bem menor. Nada mais longe da verdade, porém, ou mais ilusório. As doutrinas do nacional-socialismo representam o ponto culminante de uma longa evolução de idéias, da qual participaram pensadores cuja influência se fez sentir muito além das fronteiras da Alemanha. Seja qual for nossa opinião sobre as premissas em que se basearam, não podemos negar que os criadores da nova doutrina eram escritores de peso, que deixaram a marca de suas idéias em todo o pensamento europeu. O sistema se desenvolveu com coerência implacável. Uma vez aceitas as suas premissas, não se pode fugir à sua lógica. Trata-se simplesmente do coletivismo libertado de todos os vestígios de uma tradição individualista que pudessem impedir-lhe a realização.

Embora os pensadores alemães tenham liderado o processo, de modo algum se pode dizer que foram os únicos a trazer-lhe contribuições. Thomas Carlyle e Houston Stewart Chamberlain, Augusto Comte e Georges Sorel distinguiram-se tanto quanto os alemães no desenvolvimento da doutrina nacional-socialista. Dessa constante evolução dentro da Alemanha, fez há pouco uma excelente exposição R.D.Butler em seu estudo The roots of National Socialism (As raízes do nacional-socialismo). Mas, embora seja um tanto alarmante verificar, pela leitura da obra d Butler, a permanência dessa doutrina naquele país durante cento e cinqüenta anos, manifestando-se reiteradamente e sob forma invariável, é fácil exagerar a importância que tais idéias tinham na Alemanha antes de 1914. Constituíam apenas uma corrente de pensamento entre muitas, numa sociedade que, na época, apresentava, talvez, maior variedade de opiniões que qualquer outra. E eram, em geral, idéias aceitas apenas por uma pequena minoria e tão desprezadas pela maioria na Alemanha como nos demais países.

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Por que, então, essas idéias, sustentadas por uma minoria reacionária, vieram a conquistar o apoio da grande maioria do povo e de praticamente todos os jovens alemães? Não foram apenas a derrota, o sofrimento e a onda de nacionalismo que as conduziram ao sucesso. Tampouco, como muitos querem acreditar, foi o seu êxito ocasionado por uma reação do capitalismo contra o avanço do socialismo. Ao contrário, o apoio a essas idéias veio precisamente do lado socialista. Não foi, por certo, a burguesia, mas antes a ausência de uma burguesia forte, que favoreceu sua escalada ao poder.

As doutrinas pelas quais, na geração anterior, as lideranças alemãs tinham-se pautado não se opunham aos elementos socialistas do marxismo e sim aos elementos liberais que este continha – seu internacionalismo e sua democracia. Ao se evidenciar cada vez mais que esses elementos eram justamente os que constituíam um obstáculo à realização do socialismo, os socialistas da esquerda aproximaram-se cada vez mais dos da direita. Foi a união das forças anticapitalistas da esquerda e da direita, a fusão do socialismo radical e do socialismo conservador, que destruiu na Alemanha tudo quanto ali havia de liberal.

Foi estreita, desde o início, a relação entre o socialismo e o nacionalismo naquele país. É significativo que os mais ilustres precursores do nacional-socialismo – Fichte, Rodbertus e Lassalle – sejam reconhecidos, ao mesmo tempo, como fundadores do socialismo. Enquanto o socialismo teórico, em sua forma marxista, dirigia o movimento trabalhista alemão, o elemento autoritário e nacionalista recuou durante algum tempo para o segundo plano. Isso não durou muito, contudo. [1] De 1914 em diante, das fileiras do socialismo marxista foram surgindo doutrinadores que arrebanharam para o nacional-socialismo, não os conservadores e os reacionários, mas os trabalhadores e a juventude idealista. Foi só a partir daí que a corrente nacional-socialista se projetou, transformando-se em pouco tempo na doutrina hitlerista. A histeria de guerra de 1914 que, por causa da derrota alemã, nunca se extinguiu por completo, é o ponto inicial dos desdobramentos mais recentes que produziram o nacional-socialismo, e foi em grande parte à colaboração dos socialistas da velha escola que se deveu a sua ascensão durante esse período.

O primeiro, e sob certos aspectos o mais característico representante desse processo de mudança, é talvez o Prof. Werner Sombart, cuja obra famosa Händler und Helden (comerciantes e heróis) foi publicada em 1915. Sombart a princípio era marxista e ainda em 1909 podia afirmar com orgulho que dedicara a maior parte da sua existência a lutar pelas idéias de Karl Marx. Empenhara-se ao máximo em difundir na Alemanha idéias socialistas e formas variadas de aversão ao capitalismo; e, se ali o pensamento se impregnou de elementos marxistas como em nenhum outro país antes da revolução russa, isso se deveu em grande parte a Sombart. Em certa época, ele foi considerado o maior representante da perseguida intelectualidade socialista, ficando impossibilitado de ocupar uma cátedra universitária por causa das suas opiniões radicais. E mesmo depois da I Guerra Mundial, a influência exercida dentro e fora da Alemanha por sua obra de historiador, que continuava a apresentar uma abordagem marxista apesar de ele ter abandonado o marxismo na política, foi das mais amplas e fez-se notar de modo especial nos escritos de muitos planejadores ingleses e americanos.

Em seu livro sobre a guerra, esse velho socialista saudou a “guerra alemã”, que considerava o inevitável conflito entre a civilização comercial da Inglaterra e a cultura heróica da Alemanha. Não tem limites o seu desprezo pelas idéias “mercantis” do povo inglês, que havia perdido todo o instinto guerreiro. Nada é mais desprezível aos seus olhos do que a busca generalizada da felicidade individual; e o que ele define como a máxima suprema da moral inglesa, “sê justo para que vivas bem e possas prolongar os teus dias sobre a terra”, é em sua opinião “a mais infame das máximas jamais formuladas por um espírito mercantil”. Ressalta a “concepção germânica do Estado”, formulada por Fitche, Lassale e Rodbertus, segundo a qual o Estado não é fundado ou formado por indivíduos; tampouco constitui um agregado de indivíduos ou tem por finalidade servir a qualquer interesse individual. É um Volksgemeinschaft (comunidade do povo) em que os indivíduos não têm direitos, mas apenas deveres. Para Sombart, as reivindicações individuais são sempre decorrência do espírito mercantil. “As idéias de 1789” – Liberdade, Igualdade, Fraternidade – são concepções características de sociedade baseadas no comércio, sem outra finalidade que a de garantir certas vantagens ao indivíduo.

Segundo ele, todos os verdadeiros ideais alemães de uma vida heróica estavam, antes de 1914, ameaçados de desaparecer por causa do avanço contínuo do pensamento mercantil inglês, do conforto inglês, do esporte inglês. Não só o povo inglês se tornara inteiramente corrupto, e cada membro dos sindicatos acabara “mergulhado no conforto”, como também havia começado a contagiar os outros povos. Só a guerra viera lembrar aos alemães que eles eram na realidade um povo de guerreiros, um povo no seio do qual todas as atividades, e em particular as econômicas, estavam subordinadas a objetivos militares. Sombart sabia que os outros povos desprezavam os alemães porque para estes a guerra era sagrada – mas regozijava-se com isso. Considerar a guerra algo desumano e insensato é um produto da mentalidade mercantil. Há uma vida superior à vida individual – a vida do povo e do Estado – e a finalidade do indivíduo é sacrificar-se por essa vida superior. A guerra é, para Sombart, a consumação da perspectiva heróica da vida e a guerra contra a Inglaterra representa a luta contra o ideal oposto, o ideal mercantil da liberdade individual e do conforto inglês que, para ele, encontra sua expressão mais desprezível nos aparelhos de barbear encontrados nas trincheiras inglesas.

Se as críticas violentas de Sombart pareceram, na época, excessivas mesmo a muitos alemães, outro professor alemão veio a formular idéias mais ou menos idênticas, sob uma forma mais moderada e erudita, e por isso mesmo mais eficaz. O Prof. Johann Plenge era tão grande autoridade em Marx quanto Sombart. Seu livro Marx und Hegel assinala o início do moderno renascimento hegeliano entre os pensadores marxistas e não há dúvidas quanto ao caráter genuinamente socialista das convicções que lhe serviram de ponto de partida. Entre suas numerosas publicações durante a guerra, a mais importante é um livrinho muito discutido na época, e que tem o significativo título 1789 e 1914: os anos simbólicos na história do espírito político. É consagrado ao conflito entre as “Idéias de 1789”, o ideal da liberdade, e as “Idéias de 1914”, o ideal da organização.

A organização é para ele a essência do socialismo, como o é para todos os socialistas cuja doutrina deriva de uma aplicação ingênua dos ideais científicos aos problemas da sociedade. Constituiu, como ele acentua com razão, a raiz do movimento socialista quando este nasceu na França, no início do século XIX. Marx e o marxismo traíram essa idéia básica do socialismo com sua adesão fanática e utópica à idéia abstrata de liberdade. Somente agora a idéia de organização estava voltando a assumir o seu legítimo papel nos demais países, como o atesta a obra de H.G.Wells (cujo Future in América exerceu profunda influência sobre Plenge, que considera Wells uma das maiores figuras do socialismo moderno), mas em especial na Alemanha, onde ela é melhor compreendida e está mais plenamente realizada. A guerra entre a Inglaterra e a Alemanha é, portanto, na realidade, um conflito entre dois princípios opostos. A “Guerra Econômica Mundial” é a terceira grande fase da luta espiritual na história moderna. Tem a mesma importância que a Reforma e a revolução burguesa liberal. É a luta pela vitória das novas forças nascidas do progresso da vida econômica do século XIX: o socialismo e a organização.

Porque, na esfera das idéias, a Alemanha era o mais convicto expoente de todos os sonhos socialistas, e na esfera da realidade, o poderoso arquiteto do sistema econômico mais altamente organizado. Em nós vive o século XX. Seja qual for o fim a guerra, somos um povo exemplar. Nossas idéias determinarão os objetivos da vida humana. A História assiste atualmente a um colossal espetáculo: conosco, um novo e grande ideal de vida avança rumo à vitória, enquanto ao mesmo tempo, na Inglaterra, um dos princípios históricos mundiais entra em colapso final. A economia de guerra criada na Alemanha de 1914 é o primeiro passo na construção de uma sociedade socialista e seu espírito é a primeira manifestação ativa, e não apenas reivindicatória, de um espírito socialista. As necessidades da guerra firmaram a concepção socialista na vida econômica alemã, e assim a defesa da nossa nação criou para a humanidade a idéia de 1914, a idéia da organização alemã, a comunidade do povo (Volksgemeinschaft) nacional-socialista.

Sem que nos apercebêssemos disso, toda a nossa vida política, no Estado e na economia, alçou-se a um plano superior. O Estado e a vida econômica constituem uma nova unidade. O senso de responsabilidade econômica que caracteriza o trabalho do servidor público impregna toda a atividade privada. A nova constituição corporativa da vida econômica alemã [que o Prof. Plenge admite não estar ainda madura nem completa, é a mais alta forma de vida do Estado que já se conheceu na terra. No início, o Prof. Plenge ainda esperava conciliar os ideais de liberdade e de organização, embora em grande parte mediante a submissão completa, porém voluntária, do indivíduo ao todo. Mas esses vestígios de idéias liberais logo desaparecem das suas obras. Por volta de 1918, consumara-se na sua mente a união entre o socialismo e a inexorável política de poder. Pouco antes do fim da guerra, dirigia ele esta exortação aos seus compatriotas no periódico socialista Die Glocke:

Já é tempo de reconhecermos que o socialismo deve ser uma política de poder, porque resume-se em organização. O socialismo deve conquistar o poder, nunca destruí-lo às cegas. E a questão mais importante e crítica para o socialismo em tempo de guerra entre nações não pode deixar de ser está: qual desses povos é preeminentemente chamado ao poder por ser o líder exemplar na organização dos povos? E prenunciava todas as idéias que acabariam por justificar a Nova Ordem de Hitler:

Do ponto de vista do socialismo, que consiste em organização, acaso o direito absoluto de autodeterminação dos povos não equivale ao direito de anarquia econômica individualista? Estaremos dispostos a conceder inteira autodeterminação ao indivíduo na vida econômica? O socialismo coerente só pode conceder ao povo o direito de incorporação de acordo com a distribuição real de forças historicamente determinadas. 

Os ideais expressos por Plenge com tanta clareza gozavam de especial aceitação em certos círculos de cientistas e engenheiros alemães, onde talvez se tenham originado. Como o exigem agora com tanta veemência os seus colegas ingleses e norte-americanos, da vida. Entre aqueles cientistas, destacava-se o famoso químico Wilhelm Ostwald, que conquistou certa celebridade por seus pronunciamentos sobre a questão. Ostwald teria declarado publicamente:

A Alemanha quer organizar a Europa, que até hoje carece de organização. Vou explicar-lhes agora o grande segredo da Alemanha: nós, ou talvez a raça alemã, descobrimos a importância da organização. Enquanto os outros povos ainda vivem sob o regime do individualismo, nós já atingimos o regime da organização. 

Idéias muito semelhantes a estas eram correntes nos escritórios do ditador alemão das matérias-primas, Walter Rathenau, que teria ficado horrorizado se percebesse as conseqüências de suas concepções econômicas totalitárias, mas que, no entanto, merece lugar de destaque numa história mais completa da evolução do pensamento nazista. Com suas obras, Rathenau provavelmente moldou, mais que qualquer outro, as idéias econômicas da geração que cresceu na Alemanha durante a Primeira Guerra Mundial e nos anos subseqüentes. Alguns dos seus colaboradores mais íntimos formariam mais tarde a espinha dorsal da administração do Plano Qüinqüenal do Goering. Muito semelhantes eram também os ensinamentos de um outro ex-marxista, Friedrich Naumann, cuja obra Mitteleuropa foi talvez o livro da época da guerra que maior circulação alcançou na Alemanha[2]. Caberia, porém, a um ativo político socialista, pertencente à ala esquerda do partido social-democrata no Reichstag, desenvolver essas idéias da maneira mais completa e dar-lhes ampla divulgação. Paul Lensch, em livros anteriores, já descrevera a guerra como “a fuga da burguesia inglesa ante o avanço do socialismo”, ressaltando quão diferentes eram o ideal socialista de liberdade e a concepção inglesa. Mas somente em seu terceiro livro sobre a guerra, Três anos de Revolução Mundial (de todos o de maior sucesso), suas idéias características, sob a influência de Plenge, alcançariam pleno desenvolvimento[3]. Lensch baseia-se num relato histórico interessante, e sob muitos aspectos exato, de como o sistema protecionista adotado por Bismarck tornara possível na Alemanha uma evolução no sentido da concentração industrial e da cartelização que, segundo a sua ótica marxista, representava um estágio superior do desenvolvimento industrial.

Como conseqüência da decisão de Bismarck em 1879, a Alemanha assumiu um papel revolucionário, isto é, o papel de um Estado que ocupava em relação ao resto do mundo a posição de representante de um sistema econômico superior e mais avançado. Tendo compreendido isso, deveríamos perceber que na presente revolução mundial a Alemanha representa o lado revolucionário e sua grande antagonista, a Inglaterra, o lado contra-revolucionário. Isso prova quão pouco importa a constituição de um país, seja ela liberal e republicana ou monárquica e autocrática, para que esse país seja considerado liberal ou não, do ponto de visto do desenvolvimento histórico. Ou, em termos mais claros, nossa concepção de liberalismo, democracia, etc., deriva da filosofia do individualismo inglês, segundo a qual um Estado com um governo fraco é um Estado liberal, e toda restrição à liberdade do indivíduo é encarada como um produto da autocracia e do militarismo. Na Alemanha, “designada pela história” para representar essa forma superior de vida econômica,  a luta pelo socialismo foi sobremodo simplificada, pois nesse país todos os requisitos do socialismo já se achavam estabelecidos. Portanto, era necessariamente de vital interesse para qualquer partido socialista que a Alemanha triunfasse sobre os seus inimigos, para poder assim cumprir sua missão histórica de revolucionar o mundo. É por isso que a guerra da Entente contra a Alemanha se assemelhava a uma tentativa da pequena burguesia da época pré-capitalista de impedir sua própria decadência. A organização do capital (continua Lensch) iniciada inconscientemente antes da guerra, e prosseguindo de modo consciente no decorrer desta, continuará a desenvolver-se de forma sistemática depois da guerra – isso, não pelo desejo de desenvolver a técnica de organização, e tampouco porque o socialismo tenha sido reconhecido como um princípio superior de desenvolvimento econômico. As classes que constituem hoje, na prática, as pioneiras do socialismo, são, na teoria, as suas inimigas confessas, ou, em todo caso, o eram até há bem pouco. O socialismo está próximo, e, de certo modo, já chegou, visto que não podemos mais viver sem ele. 

Os únicos que ainda se opõem a essas tendências são os liberais. Essa classe de indivíduos, que inconscientemente raciocina segundo padrões ingleses, abrange toda a burguesia alemã de formação acadêmica. Seus conceitos políticos de “liberdade” e “direitos civis”, de constitucionalismo e parlamentarismo, derivam da concepção individualista do mundo, de que o liberalismo inglês é uma encarnação clássica, e que foi adotada pelos representantes da burguesia alemã no período que vai de 1850 a 1880. Mas esses padrões são antiquados e decadentes, exatamente com o antiquado liberalismo inglês, destruído por esta guerra. O que cumpre fazer agora é eliminar essas idéias políticas que herdamos e contribuir para o desenvolvimento de uma nova concepção do Estado e da sociedade. Também nessa esfera, o socialismo deve fazer uma oposição consciente e resoluta ao individualismo. A esse respeito, é surpreendente que, na chamada Alemanha “reacionária”, as classes trabalhadoras tenham conseguido conquistar uma posição muito mais sólida e poderosa na vida do Estado do que na Inglaterra ou na França. 

Lensch prossegue com uma consideração bastante correta e digna de ponderação:

Os social-democratas, com o auxílio desse sufrágio (universal), ocuparam todos os postos que podiam obter no Reichstag, no Parlamento, nos Conselhos Municipais, na Justiça do Trabalho, nos institutos de previdência social, e assim por diante. Desse modo, penetraram fundo no organismo do Estado. Mas o preço disso foi que o Estado, por suas vez, passou a exercer grande influência sobre as classes trabalhadoras. Sem dúvida, como resultado do árduo esforço desenvolvido pelos socialistas durante cinqüenta anos, o Estado já não é o mesmo de 1867, quando foi implantado o sufrágio universal; mas, por sua vez, a social-democracia já não é a mesma daquela época. O Estado passou por um processo de socialização e a social-democracia sofreu um processo de estatização. 

Plenge e Lensch forneceram as idéias que nortearam os doutrinadores imediatos do nacional-socialismo, em especial Oswald Spengler e A. Moeller Van den Bruck, para mencionarmos apenas os dois nomes mais conhecidos. [4] Até que ponto o primeiro pode ser considerado um socialista? As opiniões podem divergir, mas torna-se agora evidente que no seu opúsculo sobre Prussianismo e socialismo, publicado em 1920, ele apenas expressou idéias amplamente defendidas pelos socialistas alemães. Alguns argumentos por ele utilizados bastarão para comprová-lo. “O velho espírito prussiano e a convicção socialista, que hoje se odeiam com um ódio de irmãos, equivalem à mesma coisa.” Os representantes da civilização ocidental na Alemanha, os liberais alemães, são “o exército inglês invisível que, após a batalha de Iena, Napoleão deixou atrás de si em solo alemão.” Para Spengler, homens como Hardenberg, Humboldt e todos os demais reformadores liberais eram “ingleses”. Mas esse espírito “inglês” será eliminado pela revolução alemã iniciada em 1914:

As três últimas nações do Ocidente aspiraram a três formas de existência, representadas pelas famosas divisas: Liberdade, Igualdade, Comunidade. Elas aparecem nas formas políticas do parlamentarismo liberal, da democracia social e do socialismo autoritário [5]. (...) Segundo o instinto alemão, ou, mais corretamente, prussiano, o poder pertence ao todo. (...) A cada um é atribuída uma posição: ou se comanda, ou se obedece. Este é, desde o século XVIII, o socialismo autoritário, essencialmente antiliberal e antidemocrático, pelos padrões do liberalismo inglês e da democracia francesa. (...) Há na Alemanha muitos contrastes detestados e malvistos, mas só o liberalismo é desprezível no território alemão. 

A estrutura da nação inglesa baseia-se na distinção entre ricos e pobres; a da nação prussiana, na distinção entre comando e obediência. O significado da distinção de classes é, pois, fundamentalmente diverso nos dois países. 

Após apontar a diferença essencial entre o sistema competitivo inglês e o sistema prussiano de “administração econômica”, e tendo mostrado (numa repetição propositada dos conceitos de Lensch) que depois de Bismarck a organização deliberada da atividade econômica assumira progressivamente formas cada vez mais socialistas, Spengler prossegue:

Na Prússia existia um verdadeiro Estado, na mais ambiciosa acepção da palavra. Rigorosamente falando, lá não podia haver indivíduos. Todos os que viviam dentro do sistema, que funcionava com uma precisão de mecanismo de relógio, eram, de certo modo, uma peça desse sistema. A direção dos negócios públicos não podia, portanto, achar-se nas mãos de particulares, como pressupõe o parlamentarismo. Era um Amt (seção, departamento), e o político responsável por ela era um servidor público, um servidor todo. 

A “idéia prussiana” exige que cada um se torne um funcionário do Estado e que todos os salários e remunerações sejam fixados por este. Em especial, a administração de toda propriedade se converte numa função assalariada. O Estado do futuro será umBeamtenstaat. Mas, a questão decisiva, não só para a Alemanha, como para o mundo inteiro e que a Alemanha deve resolver para o mundo, é a seguinte: deverá a economia no futuro dirigir o Estado, ou o Estado dirigir a economia? Em face dessa questão, prussianismo e socialismo se identificam. Prussianismo e socialismo combatem a Inglaterra entre nós. 

Não tardaria muito, e o expoente máximo do nacional-socialismo, Moeller van den Bruck, proclamaria a Primeira Guerra Mundial; uma guerra entre o liberalismo e o socialismo: “Nós perdemos a guerra contra o Ocidente. O socialismo perdeu-a para o liberalismo” [6]. Como para Spengler, o liberalismo é, pois, o arquiinimigo. Moeller van den Bruck vangloria-se de que nãohá hoje liberais na Alemanha: há jovens revolucionários e jovens conservadores. Mas quem desejaria ser liberal? (...) O liberalismo é uma filosofia de vida à qual a juventude alemã volta hoje as costas com nojo, cólera e um desprezo especial, pois não há nada mais exótico, mais repugnante e mais contrário à sua filosofia. A juventude alemã dos nossos dias reconhece no liberalismo o arquiinimigo. 

O Terceiro Reich de Moeller van den Bruck propunha-se dar aos alemães um socialismo adaptado à sua índole e não maculado pelas idéias liberais do Ocidente. E assim o fez. Esses escritores não constituíam em absoluto um fenômeno isolado. Já em 1922, um observador imparcial falava de um “fenômeno peculiar e, à primeira vista, surpreendente” que então se verificava na Alemanha. De acordo com essa opinião, a luta contra a ordem capitalista é uma continuação da guerra contra a Entente, com as armas do espírito e da organização econômica; é o caminho que conduz ao socialismo na prática, a volta do povo alemão às suas melhores e mais nobres tradições. [7]

A luta contra todas as formas desse liberalismo que derrotara a Alemanha foi a idéia comum que uniu numa frente única socialistas e conservadores. A princípio, foi sobretudo no Movimento da Juventude Alemã, quase inteiramente socialista em suas inspiração e perspectiva, que essas idéias foram mais prontamente aceitas e que se completou a fusão do socialismo com o nacionalismo. No fim da década de 20, e até a ascensão de Hitler ao poder, formou-se em torno da revista Die Tat, dirigida por Ferdinand Fried, um grupo de jovens que se tornou o expoente dessa tradição na esfera intelectual. A obra Ende des Kapitalismus (o fim do capitalismo), de Fried, é talvez o produto mais característico desse grupo de Edennazis (elite nazista), como eram conhecidos na Alemanha, e tem um aspecto sobremodo inquietante devido a sua semelhança com grande parte da literatura que vemos na Inglaterra de hoje, onde se pode observar a mesma aproximação entre socialistas de esquerda e de direita, e quase o mesmo desprezo por tudo quanto é liberal na acepção clássica. “Socialismo Conservador” (e, em outros círculos, “socialismo religioso”) foi o slogan sob o qual muitos escritores prepararam o clima que iria propiciar o sucesso do nacional-socialismo. E o “socialismo conservador” é hoje a orientação dominante entre nós. A guerra contra as potências do Ocidente – “com as armas do espírito e da organização econômica” – já não estaria quase vencida, antes de a verdadeira guerra começar?

(O texto que você acabou de ler é um trecho do livro O Caminho da Servidão de Friedrich A. Hayek. Para fazer o download do livro [Arquivo PDF]: clique aqui! ) 

NOTAS

1 - E só se verificou em parte. Em 1892, um dos líderes do partido socialdemocrata, August Bebel, declarava a Bismarck: "o Chanceler Imperial pode ficar certo de que a social-democracia alemã é uma espécie de escola preparatória para o militarismo"!

2 - Um bom sumário das idéias de Naumann, tão características da fusão alemã de socialismo e imperialismo quanto as demais que citamos no texto, se encontra em R. D. Butler, The Roots of National Socialism, 1941, p. 203-9.

3 - Lensch, p. Three Years of World Revolution, prefácio de J. E. M., Londres, 1918. A tradução inglesa dessa obra foi publicada, ainda durante a última guerra, por algum espirito previdente.

4 - O mesmo se aplica a muitos outros líderes intelectuais da geração que produziu o nazismo, tais como Othmar Spann, Hans Freyer, Carl Schmitt e Ernst Jünger. Com respeito a estes, consulte-se o interessante estudo de Aurel Kolnai, The War Against lhe West {A guerra contra o Ocidente, 1938), o qual, todavia, limita-se ao período de pós-guerra, quando esses ideais já tinham sido adotados pelos nacionalistas, apresentando o defeito de não mencionar os socialistas que os haviam criado.

5 - Essa fórmula spengleriana encontra eco numa afirmação muito citada de Carl Schmitt, o maior especialista do nazismo em direito constitucional, de acordo com o qual a evolução do governo desenvolve-se em "três fases dialéticas: do Estado absoluto dos séculos XVII e XVIII, passando pelo Estado neutro do século XIX liberal, ao Estado totalitário, em que Estado c sociedade se identificam" (Schmitt, Carl, Der Hüter der Verfassung. [Tübingen, 1931]. p. 79).

6 - Bruck, A. Moeller van den. Sozialismus und Aussenpolitik, 1933, p. 87, 90 e 100. Os artigos reproduzidos nesse livro, em particular o que trata de "Lenin e Keynes", discutindo de modo mais exaustivo a questão de que tratamos, foram publicados pela primeira vez entre 1919 e 1923.

7 - Pribram, K. "Deutscher Nationalismus und Deutscher Sozialismus", em Archiv für Sozialwissenschaft und Sozialpolitik, v. 49, 1922, p. 298-9. O autor menciona, como outros exemplos, o filósofo Max Scheler, o qual pregava "a missão socialista da Alemanha no mundo", e o marxista K. Korsch, que escreve dentro do espírito da nova Volksgemeinschaft; ambos, segundo ele, seguem a mesma linha de argumentação.

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".